O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, fez um apelo emocionado por ajuda às pessoas internadas com o novo coronavírus no Amazonas e em Roraima. Em vídeo divulgado nas redes sociais da arquidiocese manauara dom Leonardo pede que seja providenciado oxigênio para a região e que “nos coloquemos a serviço de todos” também com as forças espirituais e seguindo as orientações das autoridades de saúde.

“Na primeira onda, as pessoas morriam por falta de informação, por falta de leitos nos hospitais, por falta de leitos nas UTI do Amazonas e de Roraima. Hoje, na segunda onda, as pessoas vem a óbito por falta de leitos nos hospitais, por falta de leitos nas UTIs e, por incrível que pareça, por falta de oxigênio. As pessoas, mesmo internadas, falta a elas oxigênio. Nós bispos do Amazonas e de Roraima fazemos um apelo: pelo amor de Deus, nos enviem oxigênio, providenciem oxigênio. As pessoas não podem continuar a morrer por falta de oxigênio por falta de leitos nas UTIS”, suplicou dom Leonardo.

O arcebispo convidou a todos a deixar de lado as agressões, os negacionismos, a política que divide e que corrompe, os lucros em cima da pandemia. Indicou ainda que “nos coloquemos a serviço de todos a nossa humanidade melhor e que coloquemos a serviço de todos as nossas forças espirituais”.

Dom Leonardo ainda ressaltou os cuidados às orientações de prevenção ao contágio: “cuidemos do distanciamento, usemos máscara, não descuidemos da saúde. Estamos num momento difícil, num momento de pandemia, quase sem saída”.

 

Doações

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende o Norte do Amazonas e Roraima, disponibilizou uma conta para receber doações:

 

Banco Bradesco

Agência 0320
C/C: 054104-4
CNPJ: 33.685.686/0012-03
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Norte 1 (AM-RR)

Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Frei Carlos Mesters, O.Carm

 

1) Oração

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Marcos 2, 1-12)

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados". 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7"Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: "Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!" 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: "Nunca vimos uma coisa assim".

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

Em Mc 1,1-15, Marcos mostrou como a Boa Nova de Deus deve ser preparada e divulgada. Em Mc 1,16-45, mostrou qual o objetivo da Boa Nova e qual a missão da comunidade. Agora, em Mc 2,1 a 3,6, aparece o efeito do anúncio da Boa Nova. Uma comunidade fiel ao evangelho vive valores que contrastam com os interesses da sociedade envolvente. Por isso, um dos efeitos do anúncio da Boa Nova é o conflito com aqueles que defendem os interesses da sociedade. Marcos recolhe cinco conflitos que o anúncio da Boa Nova de Deus trouxe para Jesus.

Nos anos 70, época em que ele escreve o seu evangelho, havia muitos conflitos na vida das comunidades, mas elas nem sempre sabiam como comportar-se diante das acusações que vinham da parte das autoridades romanas e dos líderes judeus. Este conjunto de cinco conflitos de Mc 2,1 a 3,6 servia como uma espécie de cartilha para orientar as comunidades, tanto as de ontem como de hoje. Pois o conflito não é um acidente de percurso, mas sim parte integrante da caminhada.

Eis os esquema dos cincos conflitos que Marcos conservou no seu evangelho:

 

TEXTOS

ADVERSÁRIOS DE JESUS

CAUSA DO CONFLITO

1º conflito: Mc 2,1-12

2º conflito: Mc 2,13-17

3º conflito: Mc 2,18-22

4º conflito: Mc 2,23-28

5º conflito: Mc 3,1-6

Escribas

escribas dos fariseus

discípulos de João e fariseus

fariseus

fariseus e herodianos

perdão dos pecados

comer com pecadores

prática do jejum

observância do sábado

cura em dia de sábado

A solidariedade dos amigos consegue o perdão dos pecados para o paralítico. Jesus está de volta em Cafarnaum. Juntou muita gente na porta da casa. Ele acolhe a todos e começa a ensinar. Ensinar, falar de Deus, era o que Jesus mais fazia. Chega um paralítico, carregado por quatro pessoas. Jesus é a única esperança deles. Eles não hesitam em subir no telhado e tirar as telhas. Deve ter sido uma casa pobre, barraco coberto de folhas. Eles descem o homem em frente a Jesus. Jesus, vendo a fé deles, diz ao paralítico: Teus pecados estão perdoados! Naquele tempo, o povo achava que defeitos físicos (paralítico) fossem castigo de Deus por algum pecado. Os doutores ensinavam que tal pessoa ficava impura e tornava-se incapaz de aproximar-se de Deus. Por isso, os doentes, os pobres, os paralíticos, sentiam-se rejeitados por Deus! Mas Jesus não pensava assim. Aquela fé tão grande era um sinal evidente de que o paralítico estava sendo acolhido por Deus. Por isso, ele declarou: Teus pecados estão perdoados! Ou seja: “Você não está afastado de Deus!” Com esta afirmação Jesus negou que a paralisia fosse um castigo pelo pecado do homem.

Jesus é acusado de blasfêmia pelos donos do poder. A afirmação de Jesus era contrária ao catecismo da época. Não combinava com a ideia que eles tinham de Deus. Por isso, reagem e acusam Jesus: Ele blasfema! Para eles, só Deus podia perdoar os pecados. E só o sacerdote podia declarar alguém perdoado e purificado. Como é que Jesus, homem sem estudo, leigo, simples carpinteiro, podia declarar as pessoas perdoadas e purificadas dos pecados? E havia ainda um outro motivo que os levava a criticar Jesus. Eles devem ter pensado: “Se for verdade o que esse Jesus está falando, nós vamos perder nosso poder! Vamos perder também nossa fonte de renda”.

Curando, Jesus prova que ele tem poder de perdoar os pecados.  Jesus percebeu a crítica. Por isso, pergunta: O que é mais fácil dizer: ‘Teus pecados estão perdoados!’ ou: ‘Levanta-te e anda!’? É muito mais fácil dizer: “Teus pecados estão perdoados”. Pois ninguém pode verificar se de fato o pecado foi ou não foi perdoado. Mas se digo: “Levanta-te e anda!”, aí todos podem verificar se tenho ou não esse poder de curar. Por isso, para mostrar que tinha o poder de perdoar os pecados em nome de Deus, Jesus disse ao paralítico: Levanta-te, toma teu leito e vá para casa! Curou o homem! Assim através de um milagre provou que a paralisia do homem não era um castigo de Deus, e mostrou que a fé dos pobres é uma prova de que Deus os acolhe no seu amor. 

A mensagem do milagre e a reação do povo.  O paralítico se levanta, pega seu leito, começa a andar, e todos dizem: Nunca vimos coisa igual!  Este milagre revelou três coisas muito importantes: 1) As doenças das pessoas não são castigo pelos pecados. 2) Jesus abre um novo caminho para chegar até Deus. Aquilo que o sistema chamava de impureza já não era empecilho para as pessoas se aproximarem de Deus. 3) O rosto de Deus revelado através da atitude de Jesus era diferente do rosto severo do Deus revelado pela atitude dos doutores.

Isto lembra a fala de um drogado que se recuperou e agora participa de uma comunidade em Curitiba, Brasil. Ele disse: “Fui criado na religião católica. Deixei de participar. Meus pais eram muito praticantes e queriam que nós, os filhos, fôssemos como eles. A gente era obrigada a ir à igreja sempre, todos os domingos e festas. E quando não ia, eles diziam: "Deus castiga!” Eu ia a contragosto, e quando fiquei adulto, fui deixando aos poucos. Eu não gostava do Deus dos meus pais. Não conseguia entender como Deus, criador do mundo, ficasse em cima de mim, menino da roça, ameaçando com castigo e inferno. Eu gostava mais do Deus do meu tio que não pisava na igreja mas que, todos os dias, sem falta, comprava o dobro de pão, de que ele mesmo precisava, para dar para os pobres!"

 

4) Para um confronto pessoal

1) Você gostou do Deus do tio ou do Deus dos pais daquele ex-drogado? 2) Qual o rosto de Deus que transparece para os outros através do meu comportamento?

 

5) Oração final

O que nós ouvimos, o que aprendemos, o que nossos pais nos contaram não ocultaremos a seus filhos; mas vamos contar à geração seguinte as glórias do SENHOR, o seu poder  e os prodígios que operou. (Sl 77, 3-4)

Francisco na entrevista televisiva de domingo anunciou que tomaria a vacina esta semana. O Papa emérito foi vacinado esta manhã.

 

VATICAN NEWS

Prossegue a campanha de vacinação contra a Covid-19, no Vaticano, iniciada na manhã desta quarta-feira, 13 de janeiro, após a chegada do soro. Tanto o Papa Francisco quanto o Papa emérito Bento XVI já receberam a primeira dose da vacina.

“Posso confirmar que como parte do programa de vacinação do Estado da Cidade do Vaticano”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo às perguntas dos jornalistas, “até hoje a primeira dose da vacina para a Covid-19 foi administrada ao Papa Francisco e ao Papa emérito”.

Francisco havia anunciado durante a entrevista ao Tg5 que seria vacinado esta semana, enquanto o secretário particular de Bento XVI, dom Georg Gaenswein, tinha confirmado que o Papa emérito também seria vacinado.

Recorda-se que na entrevista o Papa Francisco definiu a vacinação “uma ação ética, porque está em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a vida dos outros”. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Frei Carlos Mesters, O.Carm

1) Oração

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Marcos 1, 40-45)

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres tens o poder de curar-me". 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero: fica curado!" 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

Acolhendo e curando o leproso Jesus revela um novo rosto de Deus. Um leproso chegou perto de Jesus. Era um excluído, impuro. Devia viver afastado. Quem tocasse nele ficava impuro também! Mas aquele leproso teve muita coragem. Transgrediu as normas da religião para poder chegar perto de Jesus. Ele grita: Se queres, podes curar-me! Ou seja: “Não precisa tocar-me! Basta você querer para eu ficar curado!” A frase revela duas doenças: 1) a doença da lepra que o tornava impuro; 2) a doença da solidão a que era condenado pela sociedade e pela religião. Revela também a grande fé do homem no poder de Jesus. Profundamente compadecido, Jesus cura as duas doenças. Primeiro, para curar a solidão, toca no leproso. É como se dissesse: “Para mim, você não é um excluído. Eu te acolho como irmão!” Em seguida, cura a lepra dizendo: Quero! Seja curado!  O leproso, para poder entrar em contato com Jesus, tinha transgredido as normas da lei. Da mesma forma, Jesus, para poder ajudar aquele excluído e, assim, revelar um rosto novo de Deus, transgride as normas da sua religião e toca no leproso. Naquele tempo, quem tocasse num leproso tornava-se um impuro perante as autoridades religiosas e perante a lei da época.

Reintegrar os excluídos na convivência fraterna. Jesus não só cura, mas também quer que a pessoa curada possa conviver novamente. Reintegra a pessoa na convivência. Naquele tempo, para um leproso ser novamente acolhido na comunidade, ele precisava ter um atestado de cura assinado por um sacerdote. É como hoje. O doente só sai do hospital com o documento assinado pelo médico. Jesus obrigou o leproso a buscar o documento, para que ele pudesse conviver normalmente. Obrigou as autoridades a reconhecer que o homem tinha sido curado.

O leproso anuncia o bem que Jesus fez a ele, e Jesus se torna um excluído. Jesus tinha proibido o leproso de falar sobre a cura. Mas não adiantou. O leproso, assim que partiu, começou a divulgar a notícia, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade. Permanecia fora, em lugares desertos. Por que? É que Jesus tinha tocado no leproso. Por isso, na opinião pública daquele tempo, Jesus, ele mesmo, era agora um impuro e devia viver afastado de todos. Já não podia entrar nas cidades. Mas Marcos mostra que o povo pouco se importava com estas normas oficiais, pois de toda a parte vinham a ele! Subversão total!

Resumindo. Tanto nos anos 70, época em que Marcos escreve, como hoje, época em que nós vivemos, era e continua sendo importante ter diante de nós modelos de como viver e anunciar a Boa Nova de Deus e de como avaliar a nossa missão. Nos versículos 16 a 45 do primeiro capítulo do seu evangelho, Marcos descreve a missão da comunidade e apresenta oito critérios para as comunidades do seu tempo poderem avaliar a sua missão. Eis o esquema:

 

TEXTO

ATIVIDADE  DE  JESUS

OBJETIVO  DA  MISSÃO

1. Marcos 1,16-20

Jesus chama os primeiros discípulos

formar comunidade

2. Marcos 1,21-22

o povo fica admirado com o ensino

criar consciência crítica

3. Marcos 1,23-28

Jesus expulsa um demônio

combater o poder do mal

4. Marcos 1,29-31

a cura da sogra de Pedro

restaurar a vida para o serviço

5. Marcos 1,32-34

a cura de doentes e endemoninhados

acolher os marginalizados

6. Marcos 1,35

Jesus levanta cedo para rezar

ficar unido ao Pai

7. Marcos 1,36-39

Jesus segue em frente no anúncio

não se fechar nos resultados

8. Marcos 1,40-45

a cura um leproso

reintegrar os excluídos

4) Para um confronto pessoal

1) Anunciar a Boa Nova é dar testemunho da experiência concreta que se tem de Jesus. O leproso, o que ele anuncia? Ele conta aos outros o bem que Jesus lhe fez. Só isso! Tudo isso! E é este testemunho que leva os outros a aceitar a Boa Nova de Deus que Jesus nos trouxe. Qual o testemunho que você dá?

2) Para levar a Boa Nova de Deus ao povo, não se deve ter medo de transgredir normas religiosas que são contrárias ao projeto de Deus e que dificultam a comunicação, o diálogo e a vivência do amor. Mesmo que isto traga dificuldades para a gente, como trouxe para Jesus. Já tive esta coragem?

 

5) Oração final

Vinde, prostrados adoremos, de joelhos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós o povo sob seu governo, o rebanho que ele conduz. (Sl 94, 6-7)

 

 

A Santa Sé recebeu 10.000 doses de vacinas e permanece a dúvida se Francisco ou Ratzinger será o primeiro a recebê-la, embora Bergoglio tenha falhado que preferiria que fosse a Guarda Suíça

Nesta segunda-feira, 10.000 doses da vacina fabricada pela Pfizer chegaram ao Vaticano, o suficiente para imunizar os 4.730 moradores, trabalhadores e aposentados do pequeno estado, além de cardeais e prelados. A Santa Sé se tornará, assim, após o término da administração, o primeiro Estado do mundo com capacidade para vacinar todos os seus habitantes.

Têm conseguido aceder à compra dos frascos graças ao acordo que, desde 1929 (os Pactos de Latrão), liga o Vaticano ao Estado italiano e que permite a este Estado não ter fronteiras com a União Europeia, que as suas moedas são o euro e que a segurança da Praça de São Pedro seja compartilhada entre o Prefeito de Roma e o Governador do Vaticano.

O átrio de Aula Paulo VI, onde serão implantadas as duas doses (intervalo de 21 dias entre as duas), foi adaptado como sala de vacinas e ali os soros são mantidos em geladeira especial para armazenar todas as vacinas a -80 graus. Com capacidade para 7 mil pessoas, é o local onde o Papa realiza as suas audiências no verão, quando o 'ferragosto' romano as impede de se realizarem na Praça de São Pedro.

Em nota, a Diretoria de Saúde e Higiene do Governador do Vaticano informou que as doses "serão administradas por pessoal médico e de enfermagem qualificado, sempre de acordo com as recomendações de saúde para a pandemia".

Quem será vacinado primeiro? Segundo o Vaticano, "serão seguidos os critérios de seleção das categorias mais expostas ao contágio e segundo adesões voluntárias", dando-se "prioridade ao pessoal de saúde e segurança pública, aos idosos e ao pessoal que tem contacto mais frequente com os público".

 

Francisco ou Benedict?

Enquanto algumas fontes do Vaticano enfatizam que Bergoglio pode ser o primeiro cidadão do Vaticano a ser vacinado, dada sua idade, sua exposição pública - e como um exemplo para o resto do mundo - outros testemunhos asseguram que o Papa gostaria de dar prioridade à Guarda Suíça e ao pessoal médico e saúde. Especula-se até que ele poderia dar a primeira vacina ao seu antecessor, o papa emérito Bento XVI, que aos 93 anos reside em um mosteiro dentro do Vaticano.

A verdade é que o impacto da pandemia afetou, e muito, o menor estado do mundo. No fechamento dos Museus do Vaticano e das audiências públicas, foram adicionadas restrições estritas ao culto na Basílica de São Pedro. Durante o Natal, o Papa - que nos primeiros meses evitou ser visto com máscara - evitou todo contato com os fiéis, logo após três dos cardeais mais próximos (o mendigo, Konrad Krajewski, e os italianos Matteo Zuppi e Giuseppe Bertello ) foram infectados e Bergoglio teve que fazer um PCR novamente, com resultado negativo.

Assim, não houve bênção Urbi et Orbi no Natal, enquanto a Missa do Galo ou a Epifania eram praticamente celebradas a portas fechadas. Este domingo, por ocasião da festa do Baptismo de Jesus, costumava ser celebrada na Capela Sistina uma grande missa de baptizado para os filhos dos funcionários da Santa Sé. Foi adiada uma cerimónia que foi suspensa, bem como o tradicional encontro do Papa com pessoal diplomático acreditado junto da Santa Sé, que costumava servir de 'programa' informal dos planos de Bergoglio para cada início do ano. No momento, o Vaticano está praticamente fechado e segue quase as mesmas regras que se aplicam na capital italiana .

Todas as informações em www.religiondigital.org Fonte: https://www.eldiario.es

 

Frei Carlos Mesters, O.Carm

 

1) Oração

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Marcos 1, 29-39)

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.

32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.

35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: "Todos estão te procurando". 38Jesus respondeu: "Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim". 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

Jesus restaura a vida para o serviço. Depois de participar da celebração do sábado na sinagoga, Jesus entrou na casa de Pedro e curou a sogra dele. A cura fez com ela se colocasse de pé e, com a saúde e a dignidade recuperadas, começasse a servir as pessoas. Jesus não só cura a pessoa, mas cura para que a pessoa se coloque a serviço da vida.

Jesus acolhe os marginalizados. Ao cair da tarde, terminado o sábado na hora do aparecimento da primeira estrela no céu, Jesus acolhe e cura os doentes e os possessos que o povo tinha trazido. Os doentes e possessos eram as pessoas mais marginalizadas naquela época. Elas não tinham a quem recorrer. Ficavam entregues à caridade pública. Além disso, a religião as considerava impuras. Elas não podiam participar na comunidade. Era como se Deus as rejeitasse e as excluísse. Jesus as acolhe. Assim, aparece em que consiste a Boa Nova de Deus e o que ela quer atingir na vida da gente: acolher os marginalizados e os excluídos, e reintegrá-los na convivência da comunidade.

Permanecer unido ao Pai pela oração. Jesus aparece rezando. Ele faz um esforço muito grande para ter o tempo e o ambiente apropriado para rezar. Levantou mais cedo que os outros e foi para um lugar deserto, para poder estar a sós com Deus. Muitas vezes, os evangelhos nos falam da oração de Jesus no silêncio (Mt 14,22-23; Mc 1,35; Lc 5,15-16; 3,21-22). É através da oração que ele mantém viva em si a consciência da sua missão.

Manter viva a consciência da missão e não se fechar no resultado já obtido. Jesus se tornou conhecido. Todos iam atrás dele. Esta publicidade agradou aos discípulos. Eles vão em busca de Jesus para levá-lo de volta junto do povo que o procurava, e lhe dizem: Todos te procuram. Pensavam que Jesus fosse atender ao convite. Engano deles! Jesus não atendeu e disse: Vamos para outros lugares. Foi para isto que eu vim!  Eles devem ter estranhado! Jesus não era como eles o imaginavam. Jesus tem uma consciência muito clara da sua missão e quer transmiti-la aos discípulos. Não quer que eles se fechem no resultado já obtido. Não devem olhar para trás. Como Jesus, devem manter bem viva a consciência da sua missão. É a missão recebida do Pai que deve orientá-los na tomada das decisões.

Foi para isto que eu vim! Este foi o primeiro mal-entendido entre Jesus e os discípulos. Por ora, é apenas uma pequena divergência. Mais adiante no evangelho de Marcos, este mal-entendido, apesar das muitas advertências de Jesus, vai crescer e chegar a uma quase ruptura entre Jesus e os discípulos (cf. Mc 8,14-21.32-33; 9,32;14,27). Hoje também existem mal-entendidos sobre o rumo do anúncio da Boa Nova. Marcos ajuda a prestar atenção nas divergências, para não permitir que elas cresçam até à ruptura.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Jesus não veio para ser servido mas para servir. A sogra de Pedro começou a servir. E eu, faço da minha vida um serviço a Deus e aos irmãos e às irmãs?

2) Jesus mantinha a consciência da sua missão através da oração. E a minha oração?

 

5) Oração final

Povos todos, louvai o SENHOR, nações todas, dai-lhe glória;  porque forte é seu amor para conosco e a fidelidade do SENHOR dura para sempre. (Sl 116)

 

Santuário em Tuam feito em memória das crianças vítimas dos antigos lares para mães solteiras administrados pela Igreja Católica da Irlanda Foto: PAUL FAITH / AFP

 

Abusos aconteceram entre os anos 1920 e 1990. Relatório final de investigação de ex-instituições católicas mostrou que taxa de mortalidade era cinco vezes maior do que a média da época

 

Da Reuters

 

DUBLIN — Nove mil crianças morreram em orfanatos administrados pela Igreja Católica da Irlanda entre 1920 e 1990.  As 9 mil mortes equivalem a uma taxa de mortalidade de 15%, cinco vezes maior do que a média do período e considerada "chocante" pelos autores de um relatório encomendado pelo governo irlandês, divulgado nesta terça-feira.

A investigação abrangeu 18 antigas instituições católicas, chamadas Lares para Mães e Bebês, onde jovens solteiras grávidas e depois seus filhos foram escondidos da sociedade por décadas. Os orfanatos recebiam subsídios do Estado.

O documento é o último de uma série que revela alguns dos capítulos mais sombrios da Igreja Católica no país. A alta mortalidade reflete as condições de vida brutais nessas instituições. As crianças eram filhas de milhares de mulheres, incluindo vítimas de estupro e incesto, que foram levadas a esses chamados lares para dar à luz. Calcula-se que 56 mil mulheres passaram pelos lares.

Parte das crianças era oferecida para adoção, na Irlanda e no exterior. As sobreviventes ficavam até a maioridade, e não sabiam quem eram suas mães.

Parentes das mulheres afirmaram que os bebês eram maltratados porque nasceram de mães solteiras que, como seus filhos, eram vistas como uma mancha na imagem da Irlanda como uma devota nação católica. As investigações mostraram também que as crianças sofriam com desnutrição, doenças e miséria. Muitas não sobreviviam, e seus corpos eram colocados em valas comuns, sem indicações sobre sua identidade.

Em apenas uma das instituições, em Bessborough, no condado de Cork, a taxa de mortalidade de menores de 1 ano foi de 75% in 1943. A tragédia dos lares foi lembrada no filme "Philomena", de Stephen Frears, lançado em 2013. Ele conta a história real de uma mulher que busca o filho arrancado dos seus braços em uma das instituições.

O inquérito foi aberto seis anos atrás, depois que evidências de um cemitério não identificado na cidade de Tuam foram descobertas pela historiadora local Catherine Corless, que disse ter sido assombrada por memórias de infância de crianças magras do lar local. Um relatório de 2017 indicou que os restos mortais de 802 crianças, de recém-nascidos a bebês de 3 anos, foram enterrados entre 1925 e 1961 nesse orfanato, que ficou conhecido como "casa de Tuam".

O primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, fará um pedido formal de desculpas às famílias das vítimas afetadas pelas antigas instituições católicas. Em um comunicado, o premier informou que haverá uma indenização, e leis serão aprovadas para fazer a busca, exumação e, quando possível, a identificação de restos mortais.

"O relatório deixa claro que, por décadas, a Irlanda teve uma cultura sufocante, opressora e brutalmente misógina, em que uma estigmatização generalizada de mães solteiras e seus filhos roubou desses indivíduos sua dignidade e às vezes seu futuro", disse o ministro da Criança, Roderic O'Gorman, em nota.

A associação de sobreviventes da rede de orfanatos descreveu o relatório como "muito chocante", ma disse que ele omitiu o papel do Estado na administração dos lares. "O que ocorreu foi um dos aspectos de um Estado recém-formado que era profundamente antimulheres em suas leis e cultura", disse o grupo em comunicado.

A reputação da Igreja Católica na Irlanda foi destruída por uma série de escândalos envolvendo padres pedófilos, abusos em asilos, adoções forçadas de bebês e outras questões dolorosas. Em 2018, o Papa Francisco pediu perdão pelos crimes cometidos pela Igreja no país. A declaração foi feita durante a primeira visita de um Pontífice à Irlanda em quase quatro décadas. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Frei Carlos Mesters, O.Carm

1) Oração

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Marcos 1, 21-28)

21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24"Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus". 25Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele"!26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia.

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

A sequência dos evangelhos dos dias desta semana. O evangelho de ontem informava sobre a primeira atividade de Jesus: chamou quatro pessoas para formar comunidade com ele (Mc 1,16-20). O evangelho hoje descreve a admiração do povo diante do ensinamento de Jesus (Mt 1,21-22) e o primeiro milagre expulsando um demônio (Mt 1,23-28). O evangelho de amanhã narra a cura da sogra de Pedro (Mc 1,29-31), a cura de muitos doentes (Mc 1,32-34) e a oração de Jesus num lugar isolado (Mc 1.35-39). Marcos recolheu estes episódios, que eram transmitidos oralmente nas comunidades, e os uniu entre si como tijolos numa parede. Nos anos 70, ano em que ele escreve, as Comunidades necessitavam de orientação. Descrevendo como foi o início da atividade de Jesus, Marcos indicava como elas deviam fazer para anunciar a Boa Nova. Marcos faz catequese contando para as comunidades os acontecimentos da vida de Jesus.

Jesus ensina com autoridade, diferente dos escribas. A primeira coisa que o povo percebe é o jeito diferente de Jesus ensinar. Não é tanto o conteúdo, mas sim o jeito de ensinar, que impressiona. Por este seu jeito diferente, Jesus cria consciência crítica no povo com relação às autoridades religiosas da época. O povo percebe, compara e diz: Ele ensina com autoridade, diferente dos escribas. Os escribas da época ensinavam citando autoridades. Jesus não cita autoridade nenhuma, mas fala a partir da sua experiência de Deus e da vida. Sua palavra tem raiz no coração.

Vieste para nos destruir! Em Marcos, o primeiro milagre é a expulsão de um demônio. Jesus combate e expulsa o poder do mal que tomava conta das pessoas e as alienava de si mesmas. O possesso gritava: “Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” O homem repetia o ensinamento oficial que apresentava o messias como “Santo de Deus”, isto é, como um Sumo Sacerdote, ou como rei, juiz, doutor ou general. Hoje também, muita gente vive alienada de si mesma, enganada pelo poder dos meios de comunicação, da propaganda do comércio. Repete o que ouve dizer. Vive escrava do consumismo, oprimida pelas prestações em dinheiro, ameaçada pelos cobradores. Muitos acham que sua vida ainda não é como deveria ser se eles não puderem comprar aquilo que a propaganda anuncia e recomenda.

Jesus ameaçou o espírito mau: “Cale-se, e saia dele!” O espírito sacudiu o homem, deu um grande grito e saiu dele. Jesus devolve as pessoas a si mesmas. Devolve a consciência e a liberdade. Faz a pessoa recuperar o seu perfeito juízo (cf. Mc 5,15). Não é nem era fácil, nem ontem, nem hoje, fazer com que a pessoa comece a pensar e atuar diferentemente da ideologia oficial.

Ensinamento novo! Ele manda até nos espíritos impuros. Os dois primeiros sinais da Boa Nova que o povo percebe em Jesus, são estes: o seu jeito diferente de ensinar as coisas de Deus, e o seu poder sobre os espíritos impuros. Jesus abre um novo caminho para o povo conseguir a pureza. Naquele tempo, uma pessoa declarada impura já não podia comparecer diante de Deus para rezar e receber a bênção prometida por Deus a Abraão. Ela teria que purificar-se primeiro. Esta e muitas outras leis e normas dificultavam a vida do povo e marginalizavam muita gente como impura, longe de Deus. Agora, purificadas pelo contato com Jesus, as pessoas impuras podiam comparecer novamente na presença de Deus. Era uma grande Boa Notícia para eles!

 

4) Para um confronto pessoal

1) Será que posso dizer: “Eu sou plenamente livre, senhor de mim mesmo”? Se não o posso dizer de mim mesmo, então algo em mim é possesso por outros poderes. Como faço para expulsar este poder estranho?

2) Hoje muita gente não vive, mas é vivido. Não pensa, mas é pensado pelos meios de comunicação. Já não tem pensamento crítico. Já não é dono de si mesmo. Como expulsar este “demônio”?

 

5) Oração final

Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso teu nome em toda a terra! Sobre os céus se eleva a tua majestade! Que coisa é o homem, para dele te lembrares, que é o ser humano, para o visitares? (Sl 8, 2.5)

 

Frei Carlos Mesters, O.Carm

1) Oração

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Marcos 1, 14-20)

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15"O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!" 16E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: "Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens". 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

 

3) Reflexão

Depois que João foi preso, Jesus voltou para a Galileia proclamando a Boa Nova de Deus. João foi preso pelo rei Herodes por ter denunciado o comportamento imoral do rei (Lc 3,18-20). A prisão de João Batista não assustou a Jesus! Pelo contrário! Ele viu nela um sinal da chegada do Reino. E hoje, será que sabemos ler os fatos da política e da violência urbana para anunciar a Boa Nova de Deus?

Jesus proclamava a Boa Nova de Deus. A Boa Nova é de Deus não só porque ela vem de Deus, mas também e sobretudo porque Deus é o seu conteúdo. Deus, Ele mesmo, é a maior Boa Notícia para a vida humana. Ele responde à aspiração mais profunda do nosso coração. Em Jesus aparece o que acontece quando um ser humano deixar Deus entrar e reinar. Esta Boa Notícia do Reino de Deus anunciada por Jesus tem quatro aspectos:

  1. Esgotou-se o prazo! Para os outros judeus o prazo ainda não tinha se esgotado. Faltava muito para o Reino poder chegar. Para os fariseus, por exemplo, o Reino só poderia chegar quando a observância da Lei fosse perfeita. Jesus tem outra maneira de ler os fatos. Ele diz que o prazo já se esgotou.
  2. O Reino de Deus chegou! Para os fariseus a chegada do Reino dependia do esforço deles. Só chegaria, depois que eles tivessem observado toda a lei. Jesus diz o contrário: “O Reino chegou!” Já estava aí! Independente do esforço feito! Quando Jesus diz “O Reino chegou!”, ele não quer dizer que o Reino estava chegando só naquele momento, mas sim que já estava aí. Aquilo que todos esperavam, já estava presente na vida deles, e eles não o sabiam, nem o percebiam (cf. Lc 17,21). Jesus o percebeu! Pois ele lia a realidade com um olhar diferente. E é esta presença escondida do Reino no meio do povo, que Jesus vai revelar aos pobres da sua terra. É esta a semente do Reino que vai receber a chuva da sua palavra e o calor do seu amor.
  3. Convertei-vos! O sentido exato é mudar o modo de pensar e de viver. Para poder perceber a presença do Reino na vida, a pessoa terá que começar a pensar e viver de maneira diferente. Terá que mudar de vida e encontrar outra forma de convivência! Terá que deixar de lado o legalismo do ensino dos fariseus e permitir que a nova experiência de Deus invada sua vida e lhe dê olhos novos para ler e entender os fatos.
  4. Acreditem nesta Boa Notícia! Não era fácil aceitar esta mensagem. Não é fácil você começar a pensar diferentemente de tudo que aprendeu, desde pequeno. Isto só é possível através de um ato de fé. Quando alguém vem trazer uma notícia diferente, difícil de ser aceita, você só a aceitará se a pessoa que traz a notícia for de confiança. Aí, você dirá aos outros: “Pode aceitar! Eu conheço a pessoa! Ela não engana. É de confiança!”. Jesus é de confiança!

O primeiro objetivo do anúncio da Boa Nova é formar comunidade. Jesus passa, olha e chama. Os primeiros quatro chamados, Simão, André, João e Tiago, escutam, largam tudo e seguem a Jesus para formar comunidade com ele. Parece amor à primeira vista! Conforme a narração de Marcos, tudo aconteceu logo no primeiro encontro com Jesus. Comparando com os outros evangelhos, a gente percebe que os quatro já conheciam a Jesus (Jo 1,39; Lc 5,1-11). Já tiveram a oportunidade de conviver com ele, de vê-lo ajudar o povo e de escutá-lo na sinagoga. Sabiam como ele vivia e o que pensava. O chamado não foi coisa de um só momento, mas sim de repetidos chamados e convites, de avanços e recuos. O chamado começa e recomeça sempre de novo! Na prática, coincide com a convivência dos três anos com Jesus, desde o batismo até o momento em que Jesus foi levado ao céu (At 1,21-22). Então, por que Marcos o apresenta como um fato repentino de amor à primeira vista? Marcos pensa no ideal: o encontro com Jesus deve provocar uma mudança radical na nossa vida!

 

4) Para um confronto pessoal

1) Um fato político, a prisão de João, levou Jesus a iniciar o anúncio da Boa Nova de Deus. Hoje, os fatos da política e da polícia influem no anúncio que fazemos da Boa Nova ao povo?

2) “Convertei-vos! Acreditem nesta Boa Notícia!” Como isto está acontecendo na minha vida?

 

5) Oração final

Tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra, tu és excelso acima de todos os deuses. (Sl 96, 9)

 

Frei Jorge Van Kampen, Carmelita. In Memoriam. (*17/04/1932 + 08/08/2013

 

A pregação do Evangelho aos pagãos, no início, parecia um trabalho sem resultado, mas Jesus vai mostrar, que a conversão é uma caminhada contínua. Por isso vai entrar na fila para ser batizado por João. Assim mostrará, que a humanidade é o caminho do perdão e da conversão. Desta maneira buscamos a justiça e a reforma da própria vida.

Jesus não necessita do batismo de João. Ele é o próprio Salvador, e deseja, que todos procuram o acolhimento e o perdão. O batismo de Jesus é revestir-se do Espírito Santo e a Paz.

 

Reflexão                                                                                                                    

Senhor, Pai de todos os homens, nós Vos agradecemos, porque estivestes tão perto de nós em Jesus Cristo: simples e realmente encomendado por nossa causa. Fazei a nossa vida. Como Ele viveu. Fazei-nos pedras vivas do Vosso Reino, que permanecerão até a vida eterna. Amém

 

Resposta à Palavra de Deus.                                                                                  

João batizava aqueles, que viveram para ouvi-lo. Assim demonstravam o seu propósito de começar uma vida nova e mais justa. O sacramento do Batismo nos compromete com Cristo para segui-lo e emita-lo.

A atualização do relatório se refere ao período de 15 a 31 de dezembro de 2020, durante o qual morreram sete sacerdotes. Não houve novas mortes de bispos, mas houve novas infecções. Ao todo, 14 bispos foram infectados até agora, com quatro mortes. O Centro Multimídia Católico adverte que este último período foi dramático para todo o país, que está no meio da segunda onda, também devido à "irresponsabilidade comunitária durante as festividades, celebrações e atividades econômicas do último período"

O número oficial de mortos vítimas da Covid-19 na Igreja no México aumentou para 4 bispos, 135 sacerdotes e religiosos, 8 diáconos e 5 religiosas, num total de 152 pessoas. O dado é do 14º relatório do Centro Multimídia Católico, que há meses vem monitorando o impacto do vírus nos padres e religiosos do país.

A atualização do relatório se refere ao período de 15 a 31 de dezembro de 2020, durante o qual morreram sete sacerdotes. Entre estes, o mais conhecido é o padre Pedro Pantoja Arreola, fundador da Casa do Migrante na Diocese de Saltillo (Coahuila) e constantemente comprometido, em seu ministério, em favor dos mais marginalizados.

 

Último período tem sido dramático para todo o país

Não houve novas mortes de bispos, mas houve novas infecções e o bispo auxiliar da Arquidiocese de Cidade do México, dom Francisco Daniel Rivera Sánchez, encontra-se em graves condições de saúde.

Ao todo, 14 bispos foram infectados até agora, com quatro mortes. O Centro Multimídia Católico adverte que este último período foi dramático para todo o país, que está no meio da segunda onda, também devido à "irresponsabilidade comunitária durante as festividades, celebrações e atividades econômicas do último período".

 

58% das dioceses mexicanas registram perdas

Na maioria dos casos, as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais estão lotadas. O relatório ressalta que, no que diz respeito aos números fornecidos, certamente há muitos casos de homens e mulheres religiosos que não foram relatados.

As mortes de sacerdotes e religiosos foram registradas em 58% das dioceses mexicanas; a mais afetada, com 15 mortes no total, é a Arquidiocese de Puebla. Cidade do México, Morelia e San Luis Potosí seguem com 7, Guadalajara com 6 mortes – 3 das quais nas últimas semanas. (Sir). Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Dom Diquattro começou sua carreira diplomática em 1985 e já foi Núncio no Panamá, Bolívia, Índia e Nepal.

 

Vatican News

O presidente Jair Bolsonaro recebeu na quinta-feira (07/01), em Brasília, as credenciais do novo Núncio Apostólico da Santa Sé no Brasil, Dom Giambattista Diquattro. O Núncio foi nomeado pelo Papa Francisco em 29 de agosto de 2020.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981. Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália.

O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Evangelho: Marcos 6, 34-44

 

O Evangelho de hoje mostra-nos o amor, a ternura e a generosidade de Jesus. O Senhor comove-se diante da multidão que O seguiu, «porque eram como ovelhas sem pastor», e dá-lhes o pão: o pão da sua palavra «Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas» e o pão material que é, acima de tudo, prefiguração da sua vontade em nos alimentar com o seu corpo e o seu sangue.

O verdadeiro pão é Ele. Estamos perante um novo milagre do maná (cf. Ex 16), feito por Jesus, o novo Moisés, revelador escatológico e mediador dos sinais de Deus (cf. Ex 4, 1-9), num novo êxodo: é o símbolo da Eucaristia, verdadeiro alimento do povo de Deus. É preciso comer o pão vivo descido do céu para ter a vida e entrar em comunhão íntima com Jesus.

*Leia a reflexão na íntegra. Clique ao lado no link- EVANGELHO DO DIA.

Dom Wilson Tadeu Jönck

Arcebispo de Florianópolis (SC)

 

Conta uma parábola de origem judaica que a Mentira e a Verdade, em um dia de sol, saíram a caminhar no campo. E resolveram banhar-se nas águas de um rio que se apresentava muito convidativo. Cada uma tirou a sua roupa e caíram na água. Mas, a um dado momento a Mentira aproveitou-se da distração da Verdade, saiu da água e vestiu as roupas da Verdade. Quando esta saiu da água, negou-se a usar as vestes da Mentira. Saiu nua a perseguir a Mentira. As pessoas que as viam passar acolhiam a Mentira com as vestes da Verdade, mas proferiam impropérios e condenações contra a atitude despudorada da Verdade. Moral: as pessoas estão mais dispostas a aprovar a Mentira com vestes de Verdade do que enfrentar a Verdade nua e crua.

A parábola apresenta uma realidade da comunidade dos seres humanos. Aquilo que mostram nem sempre corresponde à verdade. Mais, as pessoas na sociedade atual consomem tempo e dinheiro para construir vestes vistosas que possam ocultar a realidade da vida. Torna-se uma segunda natureza, artigo que não pode faltar no dia a dia. Há uma indústria de cosméticos, de vestuário, de perfumaria que assumem o nível de primeira necessidade na vida do ser humano. E tantas vezes eles existem para esconder imperfeições ou aspectos menos aceitáveis da própria pessoa.

Outra característica da sociedade hodierna é a exposição da imagem. Os meios de comunicação são especializados em produzir aparências. Aquelas imagens que aparecem na TV são produzidas para provocarem impacto. Quando as pessoas mostram admiração pela imagem apresentada por nós, reagimos como se a imagem fosse o eu verdadeiro. Na sociedade atual somos educados a esconder a verdade que somos nós. Já dizia Fernando Pessoa “o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que dor, a dor que deveras sente”.

É da natureza humana o querer apresentar uma imagem de si, melhor do que a realidade. Podemos afirmar de nós mesmos que não somos tão bons, tão justos, tão generosos, tão honestos como fazemos acreditar. Dar-se conta disto é o caminho para se chegar à verdade de si mesmo. Diz o Evangelho: “a verdade liberta”. O mundo da aparência traz consigo o peso da escravidão. Um exemplo: Quando o casamento é realizado sobre aparências que encobrem a verdade, acaba se tornando insustentável. Descobrir a verdade sobre nós mesmos, sobre a realidade que nos cerca, é o caminho de libertação.

Para terminar, uma frase atribuída a Bismark: “Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante a guerra, e depois de uma caçada”. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

O Papa tinha feito um apelo no Angelus desta sexta-feira (01) pela libertação de dom Moses Chikwe e seu motorista, sequestrados em 27 de dezembro. Representantes da Organização das Mulheres Cristãs tinham organizado uma manifestação pedindo a libertação dos dois. A arquidiocese de Owerri, no Estado de Imo, na Nigéria, divulgou nota oficial comunicando que eles foram libertados ilesos: dom Anthony Obinna agradeceu a Francisco e à Polícia local.

 

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Francisco, no Angelus desta sexta-feira (1), fez um apelo pela “segurança, concórdia e paz” na Nigéria e pediu orações para todas as pessoas sequestradas no país, entre elas, o bispo auxiliar de Owerri. Neste sábado (2), a boa notícia divulgada pelo arcebispo local, dom Anthony Obinna: o prelado e o seu motorista, sequestrados no último domingo, 27 de dezembro, foram libertados na noite desta sexta-feira, 1º de janeiro.

Em nota oficial da Arquidiocese de Owerri, veio a confirmação da libertação. O arcebispo disse que chegou a visitar o bispo auxiliar, na sua casa, próximo das 23h: "ele parecia fraco pela experiência traumática".

Segundo a Agência de Notícias Fides, o porta-voz da polícia local, Orlando Ikeokwu, disse que o bispo auxiliar e o motorista foram libertados ilesos e sem nenhum resgate pago, graças a uma operação da Polícia do Estado de Imo. O motorista, no entanto, foi levado ao hospital às pressas para receber o tratamento necessário devido às feridas causadas por facadas.

O arcebispo de Owerri, na nota oficial, agradeceu à polícia pelos esforços empreendidos para conseguir libertar o prelado e o motorista. O agradecimento também foi dirigido ao Papa Francisco, que fez um apelo pela libertação, além de bispos, sacerdotes, religiosos e leigos que rezaram pela feliz conclusão do sequestro. Representantes da Organização das Mulheres Cristãs (CWO) haviam organizado uma marcha de protesto no último dia 30 de dezembro, em Owerri, também pedindo a libertação dos dois homens. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Neste ano o Te Deum será presidio pelo cardeal decano Giovanni Battista Re que lerá a homilia do Papa Francisco ausente devido a uma dolorosa ciatalgia. A cerimônia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, será realizada na tarde desta quinta-feira e se concluirá com o hino cristão pelo ano transcorrido marcado pela Covid.

 

Vatican News

Devido a uma dolorosa ciatalgia, as celebrações desta noite e da manhã do dia 1º de janeiro no altar da Cátedra na Basílica do Vaticano não serão presididas pelo Papa Francisco. As Primeiras Vésperas e Te Deum desta noite, 31 de dezembro de 2020, serão presididas por Sua Eminência Card. Giovanni Battista Re, Decano do Colégio dos Cardeais, enquanto a Santa Missa amanhã, 1º de janeiro de 2021, será presidida por Sua Eminência o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado.  Amanhã, 1º de janeiro de 2021, o Papa Francisco ainda fará a oração do Angelus na Biblioteca do Palácio Apostólico, conforme previsto.

Um ano que se encerra com a incerteza global e os medos com os quais iniciara, no sofrimento produzido nestes últimos meses, e portanto com uma necessidade ainda mais aguda de confiar tudo ao céu. De certa forma, os gestos e as notas da tradição e a solenidade simples do Te Deum na tarde desta quinta-feira 17 horas, hora de Roma (13 horas de Brasília) na Basílica de São Pedro resumem todos os Te Deum que serão cantados nas igrejas do mundo inteiro, no final de doze meses duramente condicionados pela pandemia.

 

Te Deum 2020

O hino de ação de graças que neste 31 de dezembro é cantado durante as Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Mãe de Deus, mas que acompanha a vida da Igreja também noutras ocasiões importantes - na Capela Sistina, após a eleição de um novo Pontífice, antes da dissolução do Conclave ou na conclusão de um Concílio - presidido pelo cardeal decano será um ato de veneração ao Menino Jesus no início e no fim do rito. No final das Vésperas haverá a exposição do Santíssimo Sacramento e alguns minutos de silêncio para adoração. Depois, o Te Deum será cantado e o cardeal Giovanni Battista Re concederá a Bênção com o Santíssimo Sacramento.

 

Uma breve história de um cântico antigo

Hoje os especialistas atribuem a redação final do Te Deum a Niceta, bispo de Remesiana, no final do século IV, quando anteriormente o autor era considerado São Cipriano de Cartago. Não existe, contudo, qualquer base histórica para a tese – que remonta a uma crônica de Milão do século XI falsamente atribuída ao bispo Dacio - de que o Te Deum foi cantado por Santo Ambrósio e Santo Agostinho no dia do batismo deste último, que teve lugar em Milão em 386.

Rádio Vaticano – Vatican News irá transmitir a celebração com comentários em português a partir das 12h55, hora de Brasília. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

 

 

 

1) Oração

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que o novo nascimento de vosso Filho como homem nos liberte da antiga escravidão do pecado. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

2) Leitura do Evangelho  (Lucas 2, 36-40)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 36Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. 37Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. 38Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação. 39Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galileia, à sua cidade de Nazaré. 40O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.

 

3) Reflexão

Nos primeiros dois capítulos de Lucas, tudo gira em torno do nascimento de duas crianças: João e Jesus. Os dois capítulos nos fazem sentir o perfume do Evangelho de Lucas. Neles, o ambiente é de ternura e de louvor. Do começo ao fim, se louva e se canta a misericórdia de Deus: os cânticos de Maria (Lc 1,46-55), de Zacarias (Lc 1,68-79), dos anjos (Lc 2,14), de Simeão (Lc 2,29-32). Finalmente, Deus chegou para cumprir suas promessas, e Ele as cumpre em favor dos pobres, dos anawim, dos que souberam perseverar e esperar pela sua vinda: Isabel, Zacarias, Maria, José, Simeão, Ana, os pastores.

Os capítulos 1 e 2 do Evangelho de Lucas são muito conhecidos, mas pouco aprofundados. Lucas escreve imitando os escritos do AT. É como se os primeiros dois capítulos do seu evangelho fossem o último capítulo do AT que abre a porta para a chegada do Novo. Estes dois capítulos são a dobradiça entre o AT e o NT. Lucas quer mostrar como as profecias estão se realizando. João e Jesus cumprem o Antigo e iniciam o Novo.

Lucas 2,36-37: A vida da profetisa Ana

“Havia também uma profetisa chamada Ana, de idade muito avançada. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Tinha-se casado bem jovem, e vivera sete anos com o marido. Depois ficou viúva, e viveu assim até os oitenta e quatro anos. Nunca deixava o Templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações”. Como Judite (Jd 8,1-6), Ana é viúva. Como Débora (Jz 4,4), ela é profetisa. Isto é, pessoa que comunica algo de Deus e que tem uma abertura especial para as coisas da fé a ponto de poder comunicá-las aos outros. Ana casou jovem, viveu em casamento durante sete anos, ficou viúva e continuou dedicada a Deus até oitenta e quatro anos. Hoje, em quase todas as nossas comunidades, no mundo inteiro, você encontra um grupo de senhoras de idade, muitas delas viúvas, cuja vida se resume em rezar e marcar presença nas celebrações e em servir ao próximo.

Lucas 2,38: Ana e o menino Jesus

Ela chegou nesse instante, louvava a Deus, e falava do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém”. Chegou ao templo no momento em que Simeão abraçava o menino e conversava com Maria sobre o futuro do menino (Lc 2,25-35). Lucas sugere que Ana participou neste gesto. O olhar de Ana é um olhar de fé. Ela vê um menino nos braços de sua mãe, e descobre nele o Salvador do mundo.

Lucas 2,39-40: A vida de Jesus em Nazaré

Quando acabaram de cumprir todas as coisas, conforme a Lei do Senhor, voltaram para Nazaré, sua cidade, que ficava na Galileia. O menino crescia e ficava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com ele”.  Nestas poucas palavras, Lucas comunica algo do mistério da encarnação. “A Palavra de fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14). O Filho de Deus tornou-se igual a nós em tudo e assumiu a condição de servo (Filp 2,7). Foi obediente até a morte e morte de cruz (Filp 2,8). Dos trinta e três anos que viveu entre nós, trinta foram vividos em Nazaré. Se você quiser saber como foi a vida do Filho de Deus durante os anos que ele viveu em Nazaré, procure conhecer a vida de qualquer nazareno daquele época, mude o nome, coloque Jesus e você terá a vida do Filho de Deus durante trinta dos trinta e três anos da sua vida, igual a nós em tudo, menos no pecado (Hb 4,15). Nestes trinta anos da sua vida, “o menino crescia e ficava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com ele”. Em outro lugar Lucas afirma a mesma coisa com outras palavras. Ele diz que o menino “crescia em sabedoria, idade e tamanho diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Crescer em Sabedoria significa assimilar os conhecimentos, a experiência humana acumulada ao longo dos séculos: os tempos, as festas, os remédios, as plantas, as orações, os costumes, etc. Isto se aprende vivendo e convivendo na comunidade natural do povoado. Crescer em Tamanho significa nascer pequeno, crescer aos poucos e ficar adulto. É o processo de cada ser humano com suas alegrias e tristezas, descobertas e frustrações, raivas e amores. Isto se aprende vivendo e convivendo na família com os pais, os irmãos e irmãs, os tios, os parentes. Crescer em Graça significa: descobrir a presença de Deus na vida, a sua ação em tudo que acontece, a vocação, o chamado dele. A carta aos hebreus diz que: “Embora fosse filho de Deus, Jesus teve que aprender a ser obediente através dos seus sofrimentos” (Hb 4,8).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Conhece pessoas como Ana, que tem um olhar de fé sobre as coisas da vida?

2) Crescer em sabedoria, tamanho e graça: como isto acontece em minha vida?

 

5) Oração final

Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome, anunciai dia após dia a sua salvação.

Entre os povos narrai a sua glória, entre todas as nações dizei seus prodígios. (Sl 95, 2-3)

 

1) Oração

Ó Deus invisível e todo-poderoso, que dissipastes as trevas do mundo com a vinda da vossa luz, volvei para nós o vosso olhar, a fim de que proclamemos dignamente a maravilhosa natividade de vosso Filho Unigênito. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

2) Leitura do Evangelho  (Lucas 2, 22-35)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - 22Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor, 23conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2); 24e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. 25Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor. 27Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei, 28tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos: 29Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. 30Porque os meus olhos viram a vossa salvação 31que preparastes diante de todos os povos, 32como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel. 33Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, 35a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.

 

3) Reflexão

Os primeiros dois capítulos do Evangelho de Lucas, escrito na metade dos anos 80, não são história no sentido em que nós hoje entendemos a história. Funcionam muito mais como espelho, onde os cristãos convertidos do paganismo descobriam que Jesus tinha vindo realizar as profecias do Antigo Testamento e atender às mais profundas aspirações do coração humano. São também símbolo e espelho do que estava acontecendo entre os cristãos do tempo de Lucas. As comunidades vindas do paganismo tinham nascido das comunidades dos judeus convertidos, mas eram diferentes. O Novo não correspondia ao que o Antigo imaginava e esperava. Era "sinal de contradição" (Lc 2,34), causava tensões e era fonte de muita dor. Na atitude de Maria, imagem do Povo de Deus, Lucas apresenta um modelo de como perseverar no Novo, sem ser infiel ao Antigo.

Nestes dois primeiros capítulos do evangelho de Lucas tudo gira em torno do nascimento de duas crianças: João e Jesus. Os dois capítulos nos fazem sentir o perfume do Evangelho de Lucas. Neles, o ambiente é de ternura e de louvor. Do começo ao fim, se louva e se canta, pois, finalmente, a misericórdia de Deus se revelou e, em Jesus, ele cumpriu as promessas feitas aos pais. E Deus as cumpriu em favor dos pobres, dos anawim, como Isabel e Zacarias, Maria e José, Ana e Simeão, os pastores. Estes souberam esperar pela sua vinda.

A insistência de Lucas em dizer que Maria e José cumpriram tudo aquilo que a Lei prescreve evoca o que Paulo escreveu na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adotados como filhos” (Gal 4,4-5).

A história do velho Simeão ensina que a esperança, mesmo demorada, um dia se realiza. Ela não se frustra nem se desfaz. Mas a forma de ela realizar-se nem sempre corresponde à maneira como a imaginamos. Simeão esperava o Messias glorioso de Israel. Chegando ao templo, no meio de tantos casais que trazem seus meninos ao templo, ele vê um casal pobre lá de Nazaré. É neste casal pobre com seu menino ele vê a realização da sua esperança e da esperança do povo: “Meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel."

No texto do evangelho deste dia, aparecem os temas preferidos de Lucas, a saber, uma grande insistência na ação do Espírito Santo, na oração e no ambiente orante, uma atenção contínua à ação e à participação das mulheres, e uma preocupação constante com os pobres e com a mensagem a ser dada aos pobres.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Você seria capaz de perceber numa criança pobre a luz para iluminar as nações?

2) Você seria capaz de agüentar uma vida inteira esperando a realização da sua esperança?

 

5) Oração final

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome, anunciai dia após dia a sua salvação. (Sal 95, 1-2)