São Luís Martin e Santa Zélia Guerín, pais de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, foram o primeiro casal a serem canonizados juntos em uma mesma cerimônia na história da igreja. A memória litúrgica é celebrada anualmente no dia 12 de julho.

“Os santos esposos (…) viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”, disse o Papa Francisco em 18 de outubro de 2015, durante a Missa canonização.

A família, depois de dezenove anos de matrimônio, ante à crise econômica que afligia a França, querendo garantir o bem-estar e o futuro a seus filhos, encontrou a força para deixar a cidade francesa de Alençon e se mudar para Lisieux.

Luís Martin trabalhou como relojoeiro e joalheiro, e Zélia Guérin como pequena empresária de uma oficina de bordado. Junto com suas cinco filhas, deram seu tempo e seu dinheiro a fim de ajudar os mais necessitados.

Luís Martin nasceu em Bordeaux (França) em 1823 e faleceu em Arnières-sur-Iton (França) em 1894. Enquanto Maria Zélia Guérin nasceu em San Saint-Denis-Sarthon (França) em 1831 e faleceu em Alençon (França), em 1877.

 

Desejo de dedicar sua vida a Deus

Ambos foram pessoas devotas desde muito jovens. Durante sua juventude e antes de se conhecerem, Maria Zélia queria levar uma vida religiosa no mosteiro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, enquanto Luís Martin sentia o mesmo desejo de dedicar sua vida a Deus e foi para o mosteiro do Grande São Bernardo. Nenhum dos dois foi aceito, uma vez que Deus tinha outro plano para eles.

Os jovens se conheceram e o entendimento foi tão rápido que se casaram em 13 de julho de 1858, apenas três meses após seu primeiro encontro. Levaram uma vida matrimonial exemplar: missa diária, oração pessoal e comunitária, confissão frequente, participação na vida paroquial. De sua união, nasceram nove filhos, quatro dos quais morreram prematuramente.

Entre as cinco filhas que sobreviveram, estava Santa Teresinha, a futura santa padroeira das missões, que é uma fonte preciosa para a compreensão da santidade de seus pais: educavam suas filhas para serem boas cristãs e cidadãs honestas.

Quando sua esposa Zélia morreu em 1877, Luís se viu sozinho para seguir adiante com sua família e suas filhas pequenas. Mudou-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia; deste modo, a tia Celina pode cuidar das filhas.

Entre 1882 e 1887, Luís acompanhou três de suas filhas para o Carmelo. O maior sacrifício foi se separar de Teresa, que entrou no Carmelo aos 15 anos e iniciaria seu caminho para a santidade.

Fonte: comshalom.org- https://www.cnbb.org.br

 

Episódio aconteceu uma semana após padre Lino Allegri ter sido hostilizado por se posicionar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Um homem foi expulso por fiéis de uma missa, realizada neste domingo, 11, na Paróquia da Paz, em Fortaleza, após gritar contra padres que presidiam a celebração. O episódio aconteceu uma semana após um dos sacerdotes do local, o padre Lino Allegri, 82, ter sido hostilizado por criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em vídeos que circulam no WhatsApp, o homem aparece falando algo de forma exaltada, apontando para o altar onde padres estavam posicionados. Nas imagens é possível ver que os fiéis se unem em uma espécie de barreira e pedem para que o mesmo homem se retire do local, ao que ele obedece sob protestos.

O homem seria um oficial militar reformado, mas O POVO não conseguiu confirmar sua identidade.

Procurada pelo O POVO, a assessoria da Arquidiocese de Fortaleza disse ainda não ter informações quanto à identidade do homem ou mais detalhes sobre o caso. No entanto, o órgão afirmou que recebeu relatos confirmando o ocorrido, de fiéis que contaram que o individuo teria "avançado" para gritar contra padres.

Ainda segundo a Arquidiocese, um dos sacerdotes que comandavam a celebração, o padre Ermano Allegri, é irmão do padre Lino. Na ocasião das críticas a Bolsonaro, pelo menos oito pessoas entraram na sacristia e hostilizaram o padre Lino pela fala. Na homilia, ele citou a marca de 500 mil mortes alcançadas no Brasil pela pandemia da covid-19.

Ainda não há informações oficiais de que o episódio de hoje tenha ligação com o da última semana. 

O POVO tentou entrar em contato com o padre à frente da missa deste domingo, mas o sacerdote não atendeu as ligações até a conclusão dessa reportagem. Fonte: https://www.opovo.com.br

 

NOTA DA CNBB: “A TRÁGICA PERDA DE MAIS DE MEIO MILHÃO DE VIDAS ESTÁ AGRAVADA PELAS DENÚNCIAS DE PREVARICAÇÃO E CORRUPÇÃO NO ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA DA COVID-19”

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 9 de julho, sobre o momento atual da conjuntura brasileira. No documento, a instituição reafirma, por meio de sua presidência, a necessidade de “defender as vidas ameaçadas, os direitos respeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade”.

Na avaliação da CNBB, a sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. “A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19”, diz um trecho da nota.

A CNBB, na nota, “apoia e conclama as instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos”.

 

Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro

Brasília-DF, 9 de julho de 2021

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB levanta sua voz neste momento, mais uma vez, para defender vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade. A sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. A gravidade deste momento exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos.

A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19. “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.” (CNBB, Mensagem da 56ª. Assembleia Geral ao Povo Brasileiro, 19 de abril de 2018).

Apoiamos e conclamamos às instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

 

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Equipe médica, que havia planejado uma intervenção com robôs, teve que optar por cortar a barriga do Pontífice, já que extensão do dano era maior do que a prevista

 

Adriana Dias Lopes

SÃO PAULO — A operação no intestino grosso à qual o Papa Francisco, de 84 anos, foi submetido no último domingo sofreu uma drástica mudança no centro cirúrgico, durante a realização. Os médicos da Policlínica Gemelli, em Roma, haviam programado uma cirurgia robótica, técnica sofisticada e pouco invasiva, feita com a ajuda de robôs. Poucos minutos depois do início, no entanto, a equipe identificou que o problema — um estreitamento no intestino provocado por diverticulite — era mais grave do que o previsto e tiveram de optar na hora pela operação chamada "a céu aberto", quando a barriga é cortada. 

A diverticulite é uma inflamação na parede do intestino grosso que causa espessamento da parede do órgão, que fica mais estreito  —  o que é chamado de estenose em linguagem médica. É um problema comum em idosos e que provoca dores ao evacuar. O problema é corrigido com a remoção da parte afetada e a junção das pontas do intestino que ficaram soltas. O Papa teve metade do cólon removido no procedimento, que foi anunciado no próprio domingo e, segundo o Vaticano, já estava agendado com antecedência.

— Essa conversão [ do tipo de cirurgia] pode ocorrer, mas é incomum — diz Gustavo Guimarães, coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Na noite desta quarta-feira, o papa teve febre, mas exames de sangue descartaram infecção, de acordo com o Vaticano. Exames pulmonares e abdominais, além de teste microbiológicos, tiveram resultados negativos. A alta está programada para ocorrer no próximo domingo. 

"Sua Santidade Papa Francisco teve um dia quieto, comendo e se locomovendo sozinho", afirmou em um comunicado o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni. "À noite, manifestou um episódio febril.  Nesta manhã, foi submetido a exames de rotina, microbiológicos e a uma tomografia computadorizada de tórax e abdome, com resultado negativo."

Com cerca de três horas de duração, o procedimento foi realizado por uma equipe de 10 pessoas. A Policlínica Gemelli tradicionalmente recebe os chefes da Igreja Católica quando precisam de tratamento, e uma parte do seu 10º andar é reservada a eles.

Esta foi a primeira vez, porém, em que o sacerdote argentino Jorge Mario Bergoglio foi internado desde que assumiu como Papa Francisco, em 2013. O médico Sergio Alfieri foi o responsável pela condução da operação.

Toda a informação sobre o quadro de saúde do Papa está sendo divulgada pelo Vaticano, diferentemente do que ocorria com João Paulo II, seu antecessor, quando os médicos divulgavam boletins detalhados. De acordo com a agência Reuters, acredita-se que a orientação partiu diretamente de Francisco, que gosta de preservar sua privacidade.

Na juventude, o Papa Francisco retirou parte de um dos pulmões, mas raramente precisou cancelar compromissos ao longo dos oito anos de pontificado por causa de problemas de saúde. No final do ano passado, ele não participou das missas de 31 de dezembro à noite e de 1º de janeiro pela manhã devido a uma dor no nervo ciático.

Em março de 2020, antes da Semana Santa, ele cancelou sua participação em uma jornada de orações em um convento na periferia de Roma após contrair um resfriado forte.

Mesmo internado, ele continua a acompanhar o noticiário: em um comunicado, manifestou sua "tristeza" e condenou "toda forma de violência", após o assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, morto a tiros na madrugada da quarta-feira na residência oficial em Porto Príncipe. A mensagem do Papa foi divulgada via telegrama por seu secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin.

O pontífice condenou "todas as formas de violência como meio para resolver crises e conflitos" e desejou "um futuro fraternal, de harmonia, solidariedade e prosperidade" para o povo haitiano. Na mensagem, ele também enviou "suas condolências ao povo haitiano" e à primeira-dama, Martine Moise, gravemente ferida e levada de avião para receber tratamento em Miami. Fonte: https://oglobo.globo.com

CARMO DE ANGRA: Dia da Caridade, Adoração e Confissão. Das 9h às 16h 30min. 19h, Santa Missa e Novena de Nossa Senhora do Carmo- Com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- Acompanhe aqui no face.

1) Oração

Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 10, 7-15)

7Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai! 9Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, 10nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento. 11Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida. 12Entrando numa casa, saudai-a: Paz a esta casa. 13Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós. 14Se não vos receberem e não ouvirem vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi até mesmo o pó de vossos pés. 15Em verdade vos digo: no dia do juízo haverá mais indulgência com Sodoma e Gomorra que com aquela cidade.

 

3) Reflexão  Mateus 10,7-15

O evangelho de hoje traz a segunda parte do envio dos discípulos. Ontem vimos a insistência de Jesus em dirigir-se primeiro para as ovelhas perdidas de Israel. Hoje, veremos as instruções concretas de como realizar a missão. 

Mateus 10,7: O objetivo da missão: revelar a presença do Reino.

“Vão e anunciem: O Reino do Céu está próximo”. O objetivo principal é anunciar a proximidade do Reino. Aqui está a novidade trazida por Jesus. Para os outros judeus ainda faltava muito para o Reino poder chegar. Só chegaria, depois que eles tivessem realizado a sua parte. A chegada do Reino dependia do esforço deles. Para os fariseus, por exemplo, o Reino só chegaria quando a observância da Lei fosse perfeita. Para os Essênios, quando o país fosse purificado. Jesus pensa diferente. Ele tem outra maneira de ler os fatos. Ele diz que o prazo já se esgotou (Mc 1,15). Quando ele diz que o Reino está próximo ou que o Reino chegou, Jesus não quer dizer que o Reino estava chegando só naquele momento, mas sim que já estava aí, independentemente do esforço feito pelo povo. Aquilo que todos esperavam, já estava presente no meio do povo, gratuitamente, mas o povo não o sabia, nem o percebia (cf. Lc 17,21). Jesus o percebeu! Pois ele lia a realidade com um olhar diferente. E é esta presença escondida do Reino no meio do povo, que ele vai revelar e anunciar aos pobres da sua terra (Lc 4,18). Esta é a semente de mostarda que vai receber a chuva da sua palavra e o calor do seu amor.  

Mateus 10,8: Os sinais da presença do Reino: acolher os excluídos.

Como anunciar a presença do Reino? Só por meio de palavras e discursos? Não! Os sinais da presença do Reino são antes de tudo gestos concretos, realizados de graça: “Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, dêem também de graça”. Isto significa que os discípulos devem acolher para dentro da comunidade os que dela foram excluídos. Esta prática solidária critica tanto a religião como a sociedade excludente, e aponta saídas concretas.

Mateus 10,9-10: Não levar nada no caminho

Ao contrário dos outros missionários, os discípulos e as discípulas de Jesus não podem levar nada: “Não levem nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu alimento”. Isto significa que devem confiar na hospitalidade do povo. Pois o discípulo que vai sem nada levando apenas a paz (Mc 10,13), mostra que confia no povo. Acredita que vai ser acolhido, que vai poder participar da vida e do trabalho do povo do lugar e que vai poder sobreviver com aquilo que receberá em troca, pois o operário direito ao seu alimento. Isto significa que os discípulos devem confiar na partilha Por meio desta prática eles criticam as leis de exclusão e resgatam os antigos valores da convivência comunitária. 

Mateus 10,11-13: Partilhar a paz na comunidade.

Os discípulos não devem andar de casa em casa, mas devem procurar uma pessoa de Paz e permanecer nesta casa. Isto é, devem conviver de maneira estável. Assim, por meio desta nova prática, criticam a cultura de acumulação que marcava a política do Império Romano, e anunciam um novo modelo de convivência. Caso todas estas exigências forem preenchidas, os discípulos podem gritar: O Reino chegou! Anunciar o Reino não consiste, em primeiro lugar, em ensinar verdades e doutrinas, mas sim em provocar a uma nova maneira fraterna de viver e de conviver a partir da Boa Nova que Jesus nos trouxe de que Deus é Pai e Mãe de todos e de todas.

Mateus 10,14-15: A severidade da ameaça.

Como entender esta ameaça tão severa? É que Jesus não veio trazer uma coisa totalmente nova. Ele veio resgatar os valores comunitários do passado: a hospitalidade, a partilha, a comunhão de mesa, a acolhida aos excluídos. Isto explica a severidade contra os que recusam a mensagem. Pois eles não recusam algo novo, mas sim o seu próprio passado, a sua própria cultura e sabedoria! A pedagogia de Jesus tem por objetivo desenterrar a memória, resgatar a sabedoria do povo, reconstruir a comunidade, renovar a Aliança, refazer a vida.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Como realizar hoje a recomendação de não levar nada no caminho quando se vai em missão?

2) Jesus manda procurar uma pessoa de paz, para poder viver na casa dela. Quais seria hoje uma pessoa de paz a quem nos dirigir no anúncio da Boa Nova?

 

5) Oração final

 

Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. (Sl 79, 15-16) 

 

1) Oração

Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho    (Mt 10, 1-7)

1Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade. 2Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. 3Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. 4Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. 5Estes são os Doze que Jesus enviou em missão, após lhes ter dado as seguintes instruções: Não ireis ao meio dos gentios nem entrareis em Samaria; 6ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel. 7Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.

 

3) Reflexão  Mateus 10,1-7

No capítulo 10 do Evangelho de Mateus começa o segundo grande discurso, o Sermão da Missão. Mateus organizou o seu evangelho como uma nova edição da Lei de Deus ou como um novo “pentateuco” com seus cinco livros. Por isso, o seu evangelho traz cinco grande discursos ou ensinamentos de Jesus, seguidos por partes narrativas, nas quais ele descreve como Jesus praticava o que tinha ensinado nos discursos. Eis o esquema:

Introdução: nascimento e preparação do Messias (Mt 1 a 4)

  1. Sermão da Montanha: a porta de entrada no Reino (Mt 5 a 7)

Narrativa Mt 8 e 9

  1. Sermão da Missão: como anunciar e irradiar o Reino (Mt 10)

Narrativa Mt 11 e 12

  1. Sermão das Parábolas: o mistério do Reino presente na vida (Mt 13)

Narrativa Mt 14 a 17

  1. Sermão da Comunidade: a nova maneira de conviver no Reino (Mt 18)

Narrativa 19 a 23

  1. Sermão da vinda futura do Reino: a utopia que sustenta a esperança (Mt 24 e 25)

Conclusão: paixão, morte e ressurreição (Mt 26 a 28).

O evangelho de hoje traz o início do Sermão da Missão, no qual se acentuam três assuntos: (1) o chamado dos discípulos (Mt 10,1); (2) a lista dos nomes dos doze apóstolos que vão ser os destinatários do sermão da missão (Mt 10,2-4); (3) o envio dos doze (Mt 10,5-7).

Mateus 10,1: O chamado dos doze discípulos

Mateus já tinha falado do chamado dos discípulos (Mt 4,18-22; 9,9). Aqui, no começo do Sermão da Missão, ele traz um resumo: “Então Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade”. A tarefa ou missão do discípulo é seguir Jesus, o Mestre, formando comunidade com ele e realizando a mesma missão de Jesus: expulsar os espíritos maus, curar qualquer tipo de doença e enfermidade. No evangelho de Marcos, eles recebem a mesma dupla missão, formulada com outras palavras: Jesus constituiu o grupo dos Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios” (Mc 3,14-15). 1) Estar com ele, isto é, formar comunidade, na qual Jesus é o eixo. 2) Pregar e ter poder para expulsar demônio, isto é, anunciar a Boa Nova e combater o poder do mal que estraga a vida do povo e aliena as pessoas. Lucas diz que Jesus rezou a noite toda e, no dia seguinte, chamou os discípulos. Rezou a Deus para saber a quem escolher (Lc 6,12-13). 

Mateus 10,2-4: A lista dos nomes dos doze apóstolos.

Grande parte destes nomes vem do Antigo Testamento. Por exemplo, Simeão é o nome de um dos filhos do patriarca Jacó (Gn 29,33). Tiago é o mesmo que Jacó (Gn 25,26). Judas é o nome de outro filho de Jacó (Gn 35,23). Mateus também tinha o nome de Levi (Mc 2,14), que é outro filho de Jacó (Gn 35,23). Dos doze apóstolos sete têm nome que vem do tempo dos patriarcas. Dois se chamam Simão; dois, Tiago; dois, Judas; um, Levi! Só tem um com nome grego: Filipe. Isto revela o desejo do povo de refazer a história desde o começo! Seria como hoje numa família bem brasileira, na qual todos os filhos têm nomes do tempo dos índios Raoni, Ubiratan, Jussara, etc, e só têm nome americano Washington. Vale a pena pensar nos nomes que hoje damos para os filhos. Como eles, cada um de nós é chamado por Deus pelo nome.

Mateus 10,5-7: O envio ou missão dos doze apóstolos para as ovelhas perdidas de Israel.

Depois de ter enumerado os nomes dos doze, Jesus os envia com estas recomendações: "Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem: O Reino do Céu está próximo”. Nesta única frase há uma tripla insistência em mostrar que a preferência da missão é para com a casa de Israel: (1) Não tomar o caminho dos pagãos, (2) não entrar nas cidades samaritanas, (3) ir primeiro para as ovelhas perdidas de Israel. Aqui transparece uma resposta à dúvida dos primeiros cristãos em torno da abertura para os pagãos. Paulo, que afirmava com tanta firmeza a abertura para os pagãos, concorda em dizer que a Boa Nova trazida por Jesus devia ser anunciada primeiro aos judeus e, depois, aos pagãos (Rom 9,1 a 11,36; cf. At 1,8; 11,3; 13,46; 15,1.5.23-29). Mais adiante, no mesmo evangelho de Mateus, na conversa de Jesus com a mulher cananéia, acontecerá a abertura para os pagãos (Mt 15,21-29).

O envio dos apóstolos para todos os povos. Depois da ressurreição de Jesus, há vários episódios do envio dos apóstolos não só para os judeus, mas para todos os povos. Em Mateus: “Ide e fazei que todas as nações se tornem  discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estarei com convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Em Marcos: “Ide por todo mundo, proclamai a Boa Nova a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 15-16). Em Lucas: "Assim está escrito: O Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. E vocês são testemunhas disso. (Lc 24,46-48; At 1,8) João resume tudo nesta frase: “Como Pai me enviou, eu envio vocês!” (Jo 20,21) :

 

4) Para um confronto pessoal

  1. Você já pensou no significado do seu nome? Já perguntou a seus pais por que motivo lhe deram o nome que você tem? Você gosta do seu nome?
  2. Jesus chama os discípulos. O seu chamado tem uma dupla finalidade: formar comunidade e ir em missão. Como vivo esta dupla finalidade na minha vida?

 

5) Oração final

Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face. Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos. (Sl 104, 4-5)

Missão-Salvar vidas...  Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Quarta-feira, 07 de julho-2021.  www.instagram.com/freipetronio

 

Evangelho (Mt 10,1-7)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.

5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Líder religioso foi abordado por grupo de fiéis que questionaram suas declarações contra o presidente durante a homilia

 

Padre Lino Allegri, sacerdote da Paróquia da Paz, em Fortaleza (foto tirada antes da pandemia) (Foto: IGOR DE MELO)

 

Após manifestar posição contrária ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante missa celebrada neste domingo, 4, o padre Lino Allegri, 82, da Paróquia da Paz, em Fortaleza, foi hostilizado por um grupo de fiéis apoiadores do atual presidente. Insatisfeitas com as declarações do sacerdote — que durante a homilia criticou as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil —, cerca de oito pessoas entraram sem autorização na sacristia e o repreenderam pela sua fala. O fato ocorreu minutos após a celebração da missa, quando a maioria dos fiéis já havia deixado o local.

Em entrevista ao O POVO, padre Lino relatou que o grupo era formado por sete mulheres e um homem. Segundo o sacerdote, eles teriam o abordado com os ânimos exaltados e em tom de ameaça. “Eles entraram na sacristia já bastante alterados, com tom de voz agressivo, me atacando. Disseram que não estavam de acordo com o que eu tinha falado em relação ao presidente da república, que ele é um cristão e um bom presidente, e que eu deveria rezar por ele”, contou.

O religioso ainda revelou ter sido alvo de declarações xenofóbicas proferidas por um dos integrantes do grupo, que fez menção à sua nacionalidade. “O homem que estava entre as mulheres olhou para mim e disse: 'Pode voltar para a sua Itália, que aqui nós não precisamos do senhor'”, afirmou o sacerdote. Após cerca de dez minutos de discussão, o grupo resolveu deixar o local depois de intervenção dos ministros da eucaristia, que auxiliaram o padre na celebração.

Lino acredita que o ato foi uma “tentativa de intimidação”, ante à reflexão que ele havia provocado durante o sermão. “No evangelho, eu recordei que toda procissão de fé tem que ser acompanhada da procissão de amor a Jesus Cristo. Só as palavras não resolvem. E aí, durante a homilia, eu fiz uma relação, disse o seguinte: 'Nós estamos passando por este momento em que já tivemos mais de meio milhão de mortos, e a pessoa que está no cargo máximo do País se diz cristão, mas não prova ser'”, relembrou o sacerdote.

“Vocês viram que na semana passada o presidente foi a uma celebração comungar. Eu acho que ele comungou a sua própria condenação. Porque há uma passagem na Bíblia que fala que quem comer o pão ou beber o cálice do Senhor de maneira indigna, come e bebe para sua própria condenação. E ele [Bolsonaro] é indigno no sentido de não existir amor ao próximo”, disse o Padre durante a missa.

Segundo Lino, as reações à sua fala são reflexo do clima de polarização política que o País atravessa atualmente. “Essas atitudes violentas decorrem de tudo que estamos vivendo agora sob o ponto de vista político. As pessoas têm até o direito de não concordarem com o que eu falo, mas não podem atacar, nem a mim e nem a quem discorde delas”, declarou o padre, acrescentando ainda que o episódio deste domingo não foi uma ação isolada.

“Nesta mesma igreja, por pelo menos quatro vezes já aconteceu algo parecido. Sempre um grupo de pessoas, a maioria mulheres, que vem questionar de maneira bastante violenta. Isso se tornou mais recorrente sobretudo depois das eleições de 2018, mas desta vez foi algo mais virulento”, disse. Apesar de ter sido orientado pelos auxiliares a prestar Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o caso, o padre preferiu não levar o caso à Justiça.

Mesmo sem a notificação formal, a Polícia Civil informou por meio de nota enviada ao O POVO que “as informações sobre o caso estão sendo averiguadas pelo 2º Distrito Policial, no bairro Aldeota - Área Integrada de Segurança 1 (AIS 1)”. O órgão confirma que, até o momento, nenhum B.O foi registrado e ressalta que “para dar continuidade ao trabalho policial, é imprescindível que a vítima registre o caso''.

Também através de nota, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), vinculada à CNBB - Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, manifestou solidariedade ao padre Lino Allegri e expressou repúdio pelo que classificou como "atitude típica de apoiadores de ideologias identificadas com a violência". Ainda afirma que o sacerdote é um "legítimo defensor da paz, da Justiça e da Igreja como um lugar comunitário de acolhimento". Fonte: https://www.opovo.com.br

 

Poucas horas após o Papa ter sido operado no Hospital Gemelli, palavras de proximidade e afeto continuam chegando com votos de que sua recuperação seja rápida e completa.

 

Vatican News

Depois que a Sala de Imprensa da Santa Sé comunicou a notícia da hospitalização do Papa Francisco, na tarde deste no domingo (04/07), no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, de várias parte do mundo chegaram mensagens de proximidade afetuosa e votos de uma recuperação rápida e completa, especialmente das redes sociais.

O Santo Padre passa bem. Ele foi submetido a uma cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon, uma formação de várias "bolsinhas" (divertículos) no intestino grosso.

 

A proximidade e a oração do Patriarca Bartolomeu I

"Votos fraternais de uma rápida convalescença" foram feitos numa mensagem do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, ao Papa Francisco. O patriarca assegura suas orações, confiando no bom êxito da operação, para "revê-lo novamente a fim de realizar juntos a missão indispensável da unidade, para a qual Cristo nos chama". A este propósito, cita na mensagem as palavras do Apóstolo Paulo: "A fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (1 Cor 1, 25). "O mistério de Cristo morto e ressuscitado também se desenvolve na fraqueza de nossa natureza tocada pela Queda e em nossos sofrimentos, para que o Evangelho possa ser vivido em nós".

 

Imame de Al Azhar, votos ao "querido irmão"

Muitos líderes e representantes políticos e religiosos do mundo se uniram ao coro de bons votos e apoio nestas horas delicadas para o Papa Francisco. Confirmando a amizade fraterna que os une, o Grão Imame de Al Azhar, Ahmad al-Tayyeb, numa mensagem no Twitter desejou ao "querido irmão" uma rápida recuperação que o restitua à sua missão para a humanidade".

"Que o Senhor o sustente com a ternura de seu amor" é a oração feita nas redes sociais pelo Centro Anglicano de Roma, que assegura ter o Papa em seu coração. Um pensamento especial também da Comunidade Judaica de Roma: "Os meus melhores votos de uma rápida recuperação ao Papa que passou por uma cirurgia difícil", escreve no Twitter o rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni.

A Comunidade de Santo Egídio também manifestou sua proximidade ao Papa Francisco e num comunicado anuncia que na oração da noite de hoje dedicada aos doentes, "um lugar especial será dado à invocação e ao pedido de proteção do Santo Padre, como ele tantas vezes nos convidou a fazer, para que possa logo recuperar a saúde a fim de exercer plenamente seu ministério como pai e pastor".

 

De todo o povo italiano e da Igreja

Os bispos italianos fazem também os seus bons votos no Twitter e numa mensagem assinada pelo presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, falam em nome de todas as comunidades e Igrejas: "Ao saber a notícia de sua internação no Hospital Gemelli para a cirurgia, nós rezamos pelo senhor, confiando sua saúde ao Pai. Deixamo-nos guiar pelas palavras do Salmo que proclamamos na liturgia dominical: «Os nossos olhos estão voltados para o Senhor». Confiamos a Deus os médicos e todo o pessoal da saúde que, com paixão e amor, estão cuidando do senhor e de todos os pacientes e doentes. Também nesta ocasião, o senhor nos ensinou a enfrentar o sofrimento. O seu olhar voltado para os compromissos dos próximos meses (a viagem à Hungria e Eslováquia em setembro) e seu sorriso habitual da janela da Residência Apostólica, de onde nos encontra todos os domingos, são um grande testemunho. Nunca devemos ceder ao desconforto, mesmo nas horas de maior esforço. Obrigado, Santo Padre! Esperamos o senhor, no próximo domingo, da janela da Residência Apostólica, para rezar juntos o Angelus e escutar sua palavra".

A comunidade diocesana de Roma manifestou ao Papa o "seu afeto e devoção filial neste momento de doença", através de um comunicado do Vicariato de Roma, divulgado nesta segunda-feira (05/07).

"Todo o fiel povo santo de Deus que está em Roma, junto com os cidadãos e todos os homens de boa vontade, com um vivo senso de participação e proximidade ao Santo Padre, elevam orações e súplicas ao Senhor para que, com a ajuda de sua graça, sustente e console o nosso amado Bispo durante sua convalescença pós-operatória. De toda a comunidade eclesial de Roma, junto com o cardeal Vigário Angelo De Donatis e o Conselho Episcopal, aos párocos, a todos os vigários e colaboradores paroquiais, aos religiosos e religiosas, aos diáconos e seminaristas, de toda a sua comunidade romana o mais sincero desejo de uma rápida recuperação!"

O presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, após sua chegada a Paris, na França, para uma visita de Estado, enviou uma mensagem ao Papa, manifestando o afeto dos italianos e fazendo votos de uma "boa convalescença e pronta recuperação". Sentimentos compartilhados também pelo primeiro-ministro, Mario Draghi, pelo governo e representantes políticos.

 

Afeto e orações de todo o mundo

Entre os chefes de Estado da África, da Europa e América Latina, várias são as mensagens dirigidas a Francisco. O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, numa declaração dada por sua equipe, não só desejou ao Papa uma rápida recuperação, mas também convidou toda a população, tão amada por Francisco, a se reunir em oração. Assim também os presidentes de Malta e da Venezuela, Nicolás Maduro, que em particular na sua mensagem, em nome de todo o povo, confiou Francisco ao Beato José Gregorio Hernández Cisneros, médico dos pobres beatificado em 30 de abril passado, em Caracas. Fonte: https://www.vaticannews.va

A cirurgia de ontem à noite durou cerca de três horas. Espera-se sete dias de internação no Hospital Gemelli.

 

 

VATICAN NEWS

O Papa Francisco está em boas condições e atento. É o que afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, no novo comunicado sobre as condições de saúde do Papa após a cirurgia ocorrida na noite de domingo (04/07).

“Sua Santidade o Papa Francisco está em boas condições gerais, atento e respirando espontaneamente. A cirurgia para estenose diverticular realizada na noite de 4 de julho envolveu uma hemicolectomia esquerda e durou cerca de 3 horas”, disse Bruni.

Quanto à permanência do Papa no Hospital Gemelli, “prevê-se uma internação de cerca de 7 dias, salvo complicações”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino grosso

Procedimento já estava agendado; Pontífice anuncia visita a Hungria e Eslováquia

O Globo e agências internacionais

 

Papa cumprimenta apoiadores em cerimônia no fim de junho Foto: REMO CASILLI / REUTERS

 

ROMA — Aos 84 anos, o Papa Francisco foi internado na Policlínica A. Gemelli, na capital italiana, neste domingo, para realizar uma cirurgia no intestino grosso. A informação foi divulgada pelo Vaticano, sem detalhes sobre o horário em que o ocorrerá o procedimento .

A operação já estava agendada e busca reparar um "estreitamento intestinal (estenose) diverticular sintomática do cólon", segundo o comunicado. Por ser uma intervenção programada, ela será realizada por laparoscopia, de modo que o procedimento não seja  invasivo. O médico Sergio Alfieri será responsável pela condução da operação e, ao final,um boletim de saúde será publicado no final da operação.

Três horas antes do comunicado da Igreja Católica, o Pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro, onde reza aos domingos com seus seguidores. Em seu discurso, informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.

— Estou feliz em anunciar que de 12 a 15 de setembro, se Deus quiser, irei à Eslováquia para uma visita pastoral — disse, sem informar que realizaria uma cirurgia.

Francisco especificou que em 12 de setembro celebrará a missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste, Hungria. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Foto. Pormenor da estátua de São Pedro, na Praça de São Pedro, Vaticano, foto de Wesley Almeida, da Canção Nova

 

Padre Patriky Samuel Batista

Secretário executivo de Campanhas da CNBB

 

No Evangelho segundo São Mateus Jesus afirma que buscar o Reino de Deus e a sua justiça é a prioridade do coração que não serve a dois senhores (Mt 6,33). Um coração que confia no amor do Pai que cuida de cada pessoa: “lançai sobre Ele toda a vossa preocupação, pois Ele cuida de vós” (1Pd 5,7). Um cuidado integral também assumido pelos fiéis que, no esforço em viver o mandamento do amor,  conduz ao zelo pela salvação por meio da prática da caridade cristã.

No que se refere à prática da caridade e da solidariedade cristã, a Igreja primitiva se organizou por diversas vezes motivando coletas em favor dos mais necessitados. A segunda carta de Paulo aos Coríntios nos dá um belo exemplo desta iniciativa. Recordando a generosidade de Cristo, o Apóstolo Paulo exorta à solicitude da comunidade em favor dos mais pobres como ocasião para provar a sinceridade do amor. (2 Cor 8,8)

Ao longo da história da Igreja não faltam testemunhos e iniciativas de mobilização das comunidades empenhadas em socorrer os mais pobres e fragilizados. Sem sombra de dúvidas uma grande obra de caridade é o Óbolo de São Pedro. Também conhecida como coleta da caridade do Papa é uma ajuda financeira que os fiéis de todo mundo oferecem ao Santo Padre como sinal de adesão à solicitude do Sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja e às obras de caridade em favor dos mais necessitados.

Sua origem remonta ao século VIII depois da conversão dos anglo-saxões, os quais se sentiram tão ligados ao Bispo de Roma que decidiram enviar, de maneira estável, um contributo anual ao Santo Padre. Esta coleta foi chamada Denarius Sancti Petri (Esmola para São Pedro) e se difundiu pelos demais países europeus. Em 5 de agosto de 1871, o Papa Pio IX a regularizou através da encíclica Saepe Venerabilis. Assim, o Óbolo de São Pedro é a expressão do cuidado de Deus desenvolvido pelo Santo Padre com a colaboração dos fiéis.

Graças às doações do Óbolo, o Papa pode oferecer ajuda às dioceses mais pobres, aos institutos religiosos e aos fiéis em sérias dificuldades. Também pessoas necessitadas, crianças, doentes, marginalizados, vítimas de guerras e desastres naturais, refugiados e migrantes são ajudados por várias entidades que cuidam da caridade do Papa.

A Igreja, Povo de Deus, é uma comunidade de pessoas conscientes de que o que os aproxima em torno do Senhor é a comunhão entre eles. Essa comunhão se manifesta, entre outros aspectos, através da solidariedade para com os mais necessitados.

Como bem nos recorda o Papa Francisco: “A fé em Jesus nos permite realizar as obras de Deus. Se nos permitirmos envolver-nos nesta relação de amor e confiança com Jesus, poderemos realizar boas obras que perfumam o Evangelho, para o bem e as necessidades dos nossos irmãos e irmãs.”

A coleta do Óbolo de São Pedro acontece todos os anos no domingo da celebração da solenidade de São Pedro e São Paulo. Neste dia, por decisão da 7ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB, em todas as Igrejas, oratórios, mesmo dos mosteiros, conventos e colégios, comemora-se o dia do Papa, com pregações e orações que traduzam amor, veneração, respeito e obediência ao vigário de Cristo e com ofertas para o óbolo de São Pedro. O resultado da coleta deve ser encaminhado integralmente à cúria de cada Diocese, que por sua vez enviará à Nunciatura Apostólica.

Em 2020, devido à emergência sanitária causada pelo coronavírus, o Papa Francisco transferiu a coleta para o dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis. Este ano, ainda que continuemos em pandemia, a data para a coleta permanece na celebração dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, ou seja, no próximo dia 4 de julho de 2021.
Para maiores informações sobre o óbolo, bem como o acompanhamento da destinação dos recursos arrecadados, acesse o site https://www.obolodisanpietro.va/it.html.

. Participando de forma consciente e ativa contribuímos com a caridade do Papa ao mesmo tempo em que nos comprometemos a ver, compadecer e cuidar daqueles que estão ao nosso lado, sobretudo os mais afetados pela pandemia da covid 19. “Quem não pode doar um pouco de si, sempre doa muito pouco” (Bento XVI). Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

[*] Romero Venâncio

Fazem parte da tradição cristã o erro ou o reconhecimento dos limites de todo o ser humano. Daí vem a máxima “errar é humano”. Trabalhar com o erro e o perdão faz parte da história do cristianismo e das teologias cristãs.

Mas sabemos hoje que tudo tem limite na vida social, e com o perdão não é diferente. Porque, como lembrava o poeta Vinicius de Moraes, até o amor se cansa de perdoar. 

A propósito de que começo assim esse brevíssimo texto? Porque acredito que está na hora de o catolicismo no Brasil pensar e repensar a presença de religiosos hoje - padres e bispos, em particular - nas redes sociais.

Criou-se dentro do catolicismo no Brasil uma leitura precipitada do papel e do alcance das redes sociais. A divisa é: “Vamos evangelizar pelas redes sociais”.

Esqueceram de uma coisa importante nesse desespero de “bandeirante cristão virtual”: que as redes sociais não são apenas instrumento de evangelização e que precisamos conhecer mais a fundo essas redes e seus mecanismos e seus perigos.

É público e notório que padres e bispos brasileiros estão fascinados com redes sociais e delirando em seu uso. É triste ver um bispo divulgando notícias falsas e tolas, como se fosse um adolescente descobrindo uma técnica de comunicação.

Não percebeu o prelado que uma rede social não é a cozinha de seu palácio episcopal. Sendo mais preciso no que digo: um prelado católico deve ter feito um curso de teologia com algumas poucas cadeiras de filosofia e menos ainda em ciências humanas em geral.

E se for daqueles cursos fracos e fundamentalistas, o caso da formação se torna mais grave. Essa figura despreparada teoricamente e sem reconhecer seu limite, se mete a falar nas redes sociais como se estivesse em sua missa - onde só ele fala o que quer, na maioria das vezes.

Deve participar desses grupos de “zap do pão caseiro” que se fala de Deus e sua obra sem precisar de fundamento algum e saindo daqui se mete a falar de tudo nas redes. Aqui é onde mora o perigo de “o tiro sair pela culatra” - em alguns casos, literalmente. O que tem de padre falando e defendendo uso de armas impressiona! 

Vamos a mais um fato. Observemos como esses religiosos gostam de falar sobre sexualidade, a vida humano-afetiva das pessoas, opinar sobre homossexualidade ou transexualidade sem ter a mínima formação nesse mundo.

As ciências humanas e da saúde no campo da sexualidade humana avançou em termos de pesquisas e publicações no século XX, o que não ocorreu em vários séculos atrás.

O que esses religiosos sabem disto? Quase nada, mas adoram falar em “ideologia de gênero”, por exemplo, termo que é pura cortina de fumaça. Não existe em nenhuma ciência humana. 

Ao desconhecerem, por ignorância ou má-fé, esses estudos e publicações, o que resta a esses religiosos nas redes sociais é partir para uma posição condenatória em nome de uma “suspeita teologia” que estão longe de conhecer mesmo se dizendo formados nela.

A coisa se torna grave. Não só não evangelizam, como prejudicam a imagem de sua própria igreja. Caem numa posição irresponsável de julgar o que não conhecem. Numa sociedade minimamente democrática, a ninguém deve ser proibido participar de uma rede social ou mais de uma. Ter uma “conta privada” na web, etc. 

O problema de um religioso participar é em nome de que ou a que atividade pastoral vai fortalecer nas redes, postando falas ou textos. Os processos contra padres e bispos começam a surgir, um monte de contestação pública às suas afirmações inconsequentes e protestos contra posições preconceituosas deles. O que sobra para a igreja deles? Má fama. 

Com essas observações, não quero passar a imagem de que não existam canais e atividades sérios e importantes de religiosos em redes sociais. Conheço o trabalho de pessoas ou grupos católicos que têm feito uma bonita e necessária ação nessas redes sociais.

São fontes de apoio, solidariedade, denúncia de injustiças e projetos formativos em teologia dos bons. Só pra não dizer que não falei de flores. Não pode ser pregando ódio e disseminando preconceito numa espécie diabólica de “pedagogia bolsonarista” que um religioso fará seu digno papel numa rede social. Atentemos.

[*] É doutor em Filosofia e professor do Departamento de Filosofia na Universidade Federal de Sergipe.

Fonte: https://jlpolitica.com.br

Pecado e pecadores... Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Quinta-feira, 2 de julho-2021. Evangelho (Mt 9,9-13). www.instagram.com/freipetronio

 

 

EVANGELHO DO DIA: Quero misericórdia e não sacrifício

13ª Semana Do Tempo Comum:

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13

Naquele tempo:

9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus,

sentado na coletoria de impostos,

e disse-lhe: 'Segue-me!'

Ele se levantou e seguiu a Jesus.

10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,

vieram muitos cobradores de impostos e pecadores

e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.

11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos

discípulos: 'Por que vosso mestre come

com os cobradores de impostos e pecadores?'

12Jesus ouviu a pergunta e respondeu:

'Aqueles que têm saúde não precisam de médico,

mas sim os doentes.

13Aprendei, pois, o que significa:

`Quero misericórdia e não sacrifício'.

De fato, eu não vim para chamar os justos,

mas os pecadores'.

Palavra da Salvação.

Divulgação: www.instagram.com/freipetronio

Pega a tua cama... Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Quinta-feira, 1º de julho-2021. Primeira leitura: Primeira Leitura (Gn 22,1-19). Evangelho (Mt 9,1-8). www.instagram.com/freipetronio

 

Evangelho (Mt 9,1-8)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”

3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?

6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

1) Oração

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 9, 9-13)

9Saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e lhe disse: "Siga-me!" Ele se levantou, e seguiu a Jesus.
10Estando Jesus à mesa em casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores foram e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso, e perguntaram aos discípulos: "Por que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e os pecadores?"
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes.
13Aprendam, pois, o que significa: 'Eu quero a misericórdia e não o sacrifício'. Porque eu não vim para chamar justos, e sim pecadores."

 

3) Reflexão

O Sermão da Montanha ocupou os capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. A parte narrativa dos capítulos 8 e 9, tem como finalidade mostrar como Jesus praticava o que acabava de ensinar. No Sermão da Montanha, ele ensinou o acolhimento (Mt 5,23-25.38-42.43). Agora, ele mesmo o pratica acolhendo leprosos (Mt 8,1-4), estrangeiros (Mt 8,5-13), mulheres (Mt 8,14-15), doentes (Mt 8,16-17), endemoninhados (Mt 8,28-34), paralíticos (Mt 9,1-8), publicanos (Mt 9,9-13), pessoas impuras (Mt 9,20-22), etc. Jesus rompe com as normas e costumes que excluíam e dividiam as pessoas, isto é, o medo e a falta de fé (Mt 8,23-27) e as leis da pureza (9,14-17), e não faz segredo das exigências para os que querem segui-lo. Eles terão que ter a coragem de largar muita coisa (Mt 8,18-22). Assim, nas atitudes e na prática de Jesus, aparece em que consistem o Reino e a observância perfeita da Lei de Deus.

Mateus 9,9O chamado para seguir Jesus.

As primeiras pessoas chamadas para seguir Jesus eram quatro pescadores, todos judeus (Mt 4,18-22). Agora, Jesus chama um publicano, considerado pecador e tratado como impuro pelas comunidades mais observantes dos fariseus. Nos outros evangelhos, este publicano se chama Levi. Aqui, o nome dele é Mateus que significa dom de Deus ou dado por Deus. As comunidades, em vez de excluir o publicano como impuro, devem considerá-lo como um Dom de Deus para a comunidade, pois a presença dele faz com que a comunidade se torne sinal de salvação para todos! Como os primeiros quatro chamados, assim o publicano Mateus larga tudo que tem e segue Jesus. O seguimento de Jesus exige ruptura. Mateus largou a coletoria, sua fonte de renda, e foi atrás de Jesus!

Mateus 9,10: Jesus senta à mesa junto com pecadores e publicanos

Naquele tempo, os judeus viviam separados dos pagãos e dos pecadores e não comiam com eles na mesma mesa. Os judeus cristãos deviam romper este isolamento e criar comunhão de mesa com os pagãos e os impuros. Foi isto que Jesus ensinou no Sermão da Montanha como sendo uma expressão do amor universal de Deus Pai. (Mt 5,44-48). A missão das comunidades era oferecer um lugar aos que não tinham lugar. Mas esta nova lei não era aceita por todos. Em algumas comunidades, as pessoas vindas do paganismo, mesmo sendo cristãs, não eram aceitas na mesma mesa (cf. At 10,28; 11,3; Gal 2,12). O texto do evangelho de hoje mostra como Jesus comia com publicanos e pecadores na mesma casa e na mesma mesa.  

Mateus 9,11: A pergunta dos fariseus

Para os judeus era proibida a comunhão de mesa com publicanos e pagãos, mas Jesus nem liga. Ele até faz uma confraternização com eles. Os fariseus, vendo a atitude de Jesus, perguntam aos discípulos: "Por que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e os pecadores?" Esta pergunta pode ser interpretada como expressão do desejo deles de quererem saber por que Jesus agia assim. Outros interpretam a pergunta como crítica deles ao comportamento de Jesus, pois durante mais de quinhentos anos, desde os tempos do cativeiro na Babilônia até à época de Jesus, os judeus tinham observado as leis da pureza. Esta observância secular tornou-se para eles um forte sinal identidade. Ao mesmo tempo, era fator de sua separação no meio dos outros povos. Assim, por causa das leis da pureza, não podiam nem conseguiam sentar na mesma mesa para comer com pagãos. Comer com pagãos significava contaminar-se, tornar-se impuro. Os preceitos da pureza legal eram rigorosamente observados, tanto na Palestina como nas comunidades judaicas da Diáspora. Na época de Jesus, havia mais de quinhentos preceitos para preservar a pureza. Nos anos setenta, época em que Mateus escreve, este conflito era muito atual.

Mateus 9,12-13: Eu quero misericórdia e não sacrifício

Jesus ouviu a pergunta dos fariseus aos discípulos e responde com dois esclarecimentos. O primeiro é tirado do bom senso: "As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes”. O outro é tirado da Bíblia: “Aprendam, pois, o que significa: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”. Por meio destes dois esclarecimentos Jesus explicita e esclarece a sua missão junto ao povo: “Eu não vim para chamar os justos, e sim os pecadores".  Jesus nega a crítica dos fariseus, nem aceita os argumentos deles, pois nasciam de uma idéia falsa da Lei de Deus. Ele mesmo invoca a Bíblia: "Eu quero misericórdia e não sacrifício!" Para Jesus a misericórdia é mais importante que a pureza legal. Ele apela para a tradição profética para dizer que a misericórdia vale mais para Deus do que os todos sacrifícios (Os 6,6; Is 1,10-17). Deus tem entranhas de misericórdia, que se comovem diante das faltas do seu povo (Os 11,8-9).

 

4) Para um confronto pessoal

1-Hoje, na nossa sociedade, quem é o marginalizado e o excluído? Por que? Na nossa comunidade temos preconceitos? Quais? Qual o desafio que as palavras de Jesus colocam para a nossa comunidade hoje?

2-Jesus manda o povo ler e entender o Antigo Testamento que diz: "Quero misericórdia e não sacrifício". O que Jesus quer com isto para nós hoje?

 

5) Oração final

Feliz o homem que observa os seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus! De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei! (Sl 118, 2.10)

 

1) Oração

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 8, 23-27)

23Então Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam.
24E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo.
25Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: "Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!" 26Jesus respondeu: "Por que vocês têm medo, homens de pouca fé?" E, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo.
27Os homens ficaram admirados e disseram: "Quem é esse homem, a quem até o vento e o mar obedecem?"

 

3) Reflexão

Mateus escreve para as comunidades de judeus convertidos dos anos setenta que se sentiam como um barquinho perdido no mar revolto da vida, sem muita esperança de poder alcançar o porto desejado. Jesus parecia estar dormindo no barco, pois não aparecia para elas nenhum poder divino para salvá-las da perseguição. Em vista desta situação de angústia e desespero, Mateus recolheu vários episódios da vida de Jesus para ajudar as comunidades a descobrir, no meio da aparente ausência, a acolhedora e poderoso presença de Jesus vencedor que domina o mar (Mt 8,23-27), que vence e expulsa o poder do mal (Mt 9,28-34) e que tem poder de perdoar os pecados (Mt 9,1-8). Com outras palavras, Mateus quer comunicar esperança e sugerir que não há motivo para as comunidades terem medo. Este é o motivo do relato da tempestade acalmada do evangelho de hoje.

Mateus 8,23: O ponto de partida: entrar no barco.

Mateus segue o evangelho de Marcos, mas o abrevia e o ajeita dentro do novo esquema que ele adotou. Em Marcos, o dia foi pesado de muito trabalho. Terminado o discurso das parábolas (Mc 4,3-34), os discípulos levaram Jesus no barco e, de tão cansado que estava, Jesus dormiu em cima de um travesseiro (Mc 4,38). O texto de Mateus é bem mais breve. Ele apenas diz que Jesus entrou no barco e os discípulos o acompanhavam. Jesus é o Mestre, os discípulos seguem o mestre.

Mateus 8,24-25: A situação desesperadora: “Estamos afundando!”

O lago da Galileia é cercado de altas montanhas. Às vezes, por entre as fendas das rochas, o vento cai em cima do lago e provoca tempestades repentinas. Vento forte, mar agitado, barco cheio de água! Os discípulos eram pescadores experimentados. Se eles achavam que iam afundar, então a situação era perigosa mesmo! Mas Jesus nem sequer acorda, e continua dormindo. Eles gritam: "Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!" Em Mateus, o sono profundo de Jesus não é só sinal de cansaço. É também expressão da confiança tranqüila de Jesus em Deus. O contraste entre a atitude de Jesus e dos discípulos é grande! 

Mateus 8,26: A reação de Jesus: “Por que vocês têm medo?”

Jesus acorda, não por causa das ondas, mas por causa do grito desesperado dos discípulos. Ele se dirige a eles e diz: “Por que vocês têm medo? Homens de pouca fé!” Em seguida, ele se levanta, ameaça os ventos e o mar, e tudo fica calmo. A impressão que se tem é que não era preciso acalmar o mar, pois não havia nenhum perigo. É como quando você chega na casa de um amigo e o cachorro, preso na corrente, ao lado do dono, late muito contra você. Mas você não precisa ter medo, pois o dono está aí e controla a situação. O episódio da tempestade acalmada evoca o êxodo, quando o povo, sem medo, passava pelo meio das águas do mar (Ex 14,22). Jesus refaz o êxodo. Evoca ainda o profeta Isaías que dizia ao povo: “Quando passares pelas águas eu estarei contigo!” (Is 43,2). Por fim, o episódio da tempestade acalmada evoca e realiza a profecia anunciada no Salmo 107:

23 Desciam de navio pelo mar, comerciando na imensidão das águas.

24 Eles viram as obras de Javé, suas maravilhas em alto-mar.

25 Ele falou, levantando um vento impetuoso, que elevou as ondas do mar.

26 Eles subiam até o céu e baixavam até o abismo, a vida deles se agitava na desgraça.

27 Rodavam, balançando como bêbados, e de nada adiantou a perícia deles.

28 Na sua aflição, clamaram para Javé, e ele os libertou de suas angústias.

29 Ele transformou a tempestade em leve brisa e as ondas emudeceram.

30 Ficaram alegres com a bonança, e ele os guiou ao porto desejado. (Sl 107,23-30)

Mateus 8,27: O espanto dos discípulos: “Quem é este homem?”

Jesus perguntou: “Por que vocês têm medo?” Os discípulos não sabem o que responder. Admirados, se perguntam: “Quem é este homem a quem até o mar e o vento obedecem?” Apesar da longa convivência com Jesus, ainda não sabem direito quem ele é. Jesus parece um estranho para eles! Quem é este homem?

Quem é este homem? Quem é Jesus para nós, para mim? Esta deve ser a pergunta que nos leva a continuar a leitura do Evangelho, todos os dias, com o desejo de conhecer sempre melhor o significado e o alcance da pessoa de Jesus para a nossa vida. É desta pergunta que nasceu a cristologia. Ela nasceu, não de altas considerações teológicas, mas sim do desejo dos primeiros cristãos de encontrar sempre novos nomes e títulos para expressar o que Jesus significava para eles. São dezenas os nomes, títulos e atributos, desde carpinteiro até filho de Deus, que Jesus recebe: Messias, Cristo, Senhor, Filho amado, Santo de Deus, Nazareno, Filho do Homem, Noivo, Filho de Deus, Filho do Deus altíssimo, Carpinteiro, Filho de Maria, Profeta, Mestre, Filho de Davi, Rabboni, Bendito o que vem em nome do Senhor, Filho, Pastor, Pão da vida, Ressurreição, Luz do mundo, Caminho, Verdade, Vida, Videira, Rei dos judeus, Rei de Israel, etc., etc. Cada nome, cada imagem, é uma tentativa para expressar o que Jesus significava para eles. Mas um nome, por mais bonito que seja, nunca chega a revelar o mistério de uma pessoa, muito menos da pessoa de Jesus. Jesus não cabe em nenhum destes nomes, em nenhum esquema, em nenhum título. Ele é maior, ultrapassa tudo! Ele não pode ser enquadrado. O amor capta, a cabeça, não! É a partir da experiência viva do amor que os nomes, os títulos e as imagens recebem o seu pleno sentido. Afinal, quem é Jesus para mim, para nós?

 

4) Para um confronto pessoal

1-Qual era o mar agitado no tempo de Jesus? Qual era o mar agitado na época em que Mateus escreveu o seu evangelho? Qual é hoje o mar agitado para nós? Alguma vez, as águas agitadas do mar da vida já ameaçaram afogar você? O que te salvou?

2-Quem é Jesus para mim? Qual o nome de Jesus que melhor expressa minha fé e meu amor?

 

5) Oração final

Uma geração conta à outra as tuas obras, anuncia tuas maravilhas. Proclama o esplendor glorioso da tua majestade e narram teus prodígios. (Sl 144, 4-5)

O comunicado não dá detalhes sobre quais são os pontos de investigação e apenas se limita a dizer que Bagnasco 'examinou a documentação e realizou uma série de encontros'

 

Por Ansa Brasil

O cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, ex-secretário histórico do papa João Paulo II, estava no centro de uma investigação do Vaticano no país, confirmou a própria Nunciatura Apostólica em Varsóvia através de nota publicada no portal católico "Vatican News".

Segundo o site, que faz parte das fontes oficiais de notícias da Santa Sé, o arcebispo emérito de Gênova, cardeal Angelo Bagnasco, encerrou neste sábado (26) a visita ao país, iniciada em 17 de junho, para verificar alguns casos relacionados "ao desempenho de suas funções como arcebispo metropolitano de Cracóvia (2005-2016)".

O comunicado não dá detalhes sobre quais são os pontos de investigação e apenas se limita a dizer que Bagnasco "examinou a documentação e realizou uma série de encontros". A Nunciatura ainda afirma que o cardeal foi investigar também "casos que vieram a público". Agora, o cardeal italiano fará um relatório que será entregue nas mãos do papa Francisco.

Em outubro do ano passado, um documentário polonês causou uma enorme polêmica no país ao acusar Dziwisz de acobertar abusos sexuais de religiosos contra menores e ignorar denúncias feitas pelas vítimas.

Em entrevista à ANSA no fim de 2020, o ex-secretário afirmou que o que o documentário mostrava eram "calúnias" e que provaria sua inocência. A Igreja Católica na Polônia, uma das mais conservadoras do mundo, vem sendo abalada com constantes revelações de escândalos de pedofilia e abusos sexuais nos últimos anos. Fonte: https://www.itatiaia.com.br