Deus ama a vida! Ele quer apenas a vida! "Deus criou o homem para ser incorruptível" (primeira leitura). Pelo seu Filho, salva-nos da morte: eis porque lhe damos graças em cada Eucaristia. Na sua vida terrena, Jesus sempre defendeu a vida. O Evangelho de hoje relata-nos dois episódios que assinalam a defesa da vida: Ele cura, Ele levanta. Ele torna livres todas as pessoas, dá-lhes toda a dignidade e capacidade para viver plenamente. Sabemos dizer-Lhe que Ele é a nossa alegria de viver?

 

LEITURA I - Sab 1, 13-15; 2,23-24

Leitura do Livro da Sabedoria

 

Não foi Deus quem fez a morte,
nem Ele Se alegra com a perdição dos vivos.
Pela criação deu o ser a todas as coisas,
e o que nasce no mundo destina-se ao bem.
Em nada existe o veneno que mata,
nem o poder da morte reina sobre a terra,
porque a justiça é imortal.
Deus criou o homem para ser incorruptível
e fê-lo à imagem da sua própria natureza.
Foi pela inveja do demónio que a morte entrou no mundo,
e experimentam-na aqueles que lhe pertencem.

 

Breve comentário

O Livro da Sabedoria foi composto um pouco antes da vinda de Jesus. A sua doutrina é mais serena que a dos livros mais antigos, em particular quando apresenta o rosto de Deus.

Este anúncio deve ser proclamado com força, porque vem contradizer ideias ainda muito espalhadas, segundo as quais agradaria a Deus fazer morrer o homem. A morte vem de outro, pois "não foi Deus quem fez a morte". Pelo contrário, Ele cria a vida e dá-la à humanidade, modelada à sua imagem. Ele restaura a vida, quando esta está em perigo de se apagar. Dá a vida quando está perdida, como testemunha o Evangelho deste domingo.

 

EVANGELHO - Mc 5, 21-43

Breves comentários

O Reino de Deus é a vida. Jesus percorre o país para o anunciar e o estabelecer. Ele fala e age. A sua fama espalha-se, porque uma força brota d'Ele, é a força da ressurreição, o Espírito de vida.
"Sê curada". O imperativo de Jesus tem algo de afetuoso para com esta mulher, restaurada na sua dignidade, restabelecida na sociedade que excluía o seu mal. Este "sê curada" aparece também como uma constatação: é a sua fé que a salvou, e Jesus alegra-Se por isso. A cura é consequência da fé, que é sempre fonte de vida e de felicidade.

"Levanta-te". Este segundo imperativo do Evangelho deste dia é dinâmico e traduz perfeitamente este louco desejo de Deus em ver o homem vivo, o seu amor incondicional pela vida. "Adormecida", no "sono da morte"... um estado do qual Deus nos quer fazer sair, um estado do qual Jesus nos salva. "Eu te ordeno: levanta-te". A palavra evoca a ressurreição, o novo surgir da vida, o amor divino que nos coloca de pé. Jesus pede ao pai da jovem apenas uma coisa: "basta que tenhas fé". E quanto a nós, cremos verdadeiramente?

As duas beneficiárias das acções de Jesus neste Evangelho têm isto em comum: a primeira estava doente desde os 12 anos e a jovem filha morreu aos 12 anos, a idade em que se devia tornar mulher. No povo de Israel, o percurso destas duas mulheres era sinal de um fracasso. Uma estava atingida, como Sara, a mulher de Abraão, na sua fecundidade: ela perdia o seu sangue, princípio de vida na mentalidade semítica. A outra perdia a vida, precisamente na idade em que se preparava para a transmitir (era tradição casar-se muito cedo). Cristo cura as duas mulheres e permite-lhes assim assumir a sua vocação maternal.

Estas duas mulheres representam a Igreja, na sua vocação maternal de dar e de alimentar a vida em Cristo. As alusões aos santos mistérios da Igreja orientam a compreensão do relato: Jairo pede a Jesus para impor as mãos, para salvar e dar a vida à sua filha. Ora, toda a preparação para o Baptismo está sinalizada pela imposição das mãos. Jesus levanta a jovem, tomando-a pela mão, como o diácono fazia sair da água o batizado, tomando-o pela mão, para que fosse desperto para a vida em Deus. Jesus pede, de seguida, que se dê de comer a esta jovem ressuscitada da morte: é uma alusão à Eucaristia que se segue ao Batismo.

*Leia a reflexão na íntegra. Clique no Link ao lado- EVANGELHO DO DIA.

 

1) Oração

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que formais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 8, 1-4)

1Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. 2Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. 3Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. 4Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura.

 

3) Reflexão  -  Mt 8,1-4

Nos capítulos 5 a 7 ouvimos as palavras da nova Lei proclamada por Jesus no alto da Montanha. Agora, nos capítulos 8 e 9, Mateus mostra como Jesus praticava aquilo que acabava de ensinar. Nos evangelhos de hoje (Mt 8,1-4) e de amanhã (Mt 8,5-17), vamos ver de perto os seguintes episódios que revelam como Jesus praticava a lei: a cura de um leproso (Mt 8,1-4), a cura do servo do centurião romano (Mt 8,5-13), a cura da sogra de Pedro (Mt 8,14-15) e a cura de inúmeros doentes (Mt 8,14-17). 

Mateus 8,1-2: O leproso pede: “Senhor, basta querer para eu ser curado!”

Um leproso chega perto de Jesus. Era um excluído. Quem tocasse nele também ficava impuro! Por isso, os leprosos deviam viver afastados (Lv 13,45-46). Mas aquele leproso teve muita coragem. Ele transgrediu as normas da religião para poder entrar em contato com Jesus. Chegando perto, ele diz: Se queres, podes curar-me! Ou seja: “Não precisa tocar-me! Basta o senhor querer para eu ficar curado!” Esta frase revela duas doenças: 1) a doença da lepra que o tornava impuro; 2) a doença da solidão a que era condenado pela sociedade e pela religião. Revela também a grande fé do homem no poder de Jesus.

Mateus 8,3: Jesus tocou nele e disse: Quero! Seja purificado

Profundamente compadecido, Jesus cura as duas doenças. Primeiro, para curar a solidão, antes de dizer qualquer palavra, ele toca no leproso. É como se dissesse: “Para mim, você não é um excluído. Não tenho medo de ficar impuro tocando em você. Eu te acolho como irmão!” Em seguida, cura a lepra dizendo: Quero! Seja curado!  O leproso, para poder entrar em contato com Jesus, tinha transgredido as normas da lei. Da mesma forma, Jesus, para poder ajudar aquele excluído e, assim, revelar um novo rosto de Deus, transgride as normas da sua religião e toca no leproso.

Mateus 8,4: Jesus manda o homem conversar com os sacerdotes

Naquele tempo, para um leproso poder ser readmitido na comunidade, ele precisava ter um atestado de cura confirmado por um sacerdote. É como hoje. O doente só sai do hospital com o documento assinado pelo médico de plantão. Jesus obrigou o fulano a buscar o documento, para que ele pudesse conviver normalmente. Obrigou as autoridades a reconhecer que o homem tinha sido curado. Jesus não só cura, mas também quer que a pessoa curada possa conviver. Reintegra a pessoa na convivência fraterna. O evangelho de Marcos acrescenta que o homem não se apresentou aos sacerdotes. Pelo contrário, “assim que partiu, (o leproso) começou a divulgar a notícia, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade. Permanecia fora, em lugares desertos (Mc 1,45). Por que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade? É que ele tinha tocado no leproso e tornou-se impuro perante as autoridades religiosas e perante a lei da época. Por isso, agora, o próprio Jesus era um impuro e devia viver afastado de todos. Já não podia entrar nas cidades. Mas Marcos mostra que o povo pouco se importava com estas normas oficiais, pois de toda a parte vinham a Jesus! Subversão total! O recado que Marcos nos dá é este: para levar a Boa Nova de Deus ao povo, não se deve ter medo de transgredir normas religiosas que são contrárias ao projeto de Deus e que impedem a fraternidade e a vivência do amor. Mesmo que isto traga dificuldades para a gente, como trouxe para Jesus.

Em Jesus, tudo é revelação daquilo que o anima por dentro! Ele não só anuncia a Boa Nova do Reino. Ele mesmo é uma amostra, um testemunho vivo do Reino, uma revelação de Deus. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Em nome da Lei de Deus, os leprosos eram excluídos e não podiam conviver. Na nossa igreja existem costumes e normas não escritas que, até hoje, marginalizam pessoas e as excluem da convivência e da comunhão. Você conhece pessoas assim? Qual a sua opinião a respeito disso?

2) Jesus teve coragem de tocar no leproso. Você teria essa coragem?

 

5) Oração final

Bendirei o Senhor em todo tempo, seu louvor estará sempre na minha boca. Eu me glorio no Senhor, ouçam os humildes e se alegrem. (Sl 33, 2-3)

 

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

Celebramos hoje dia 24 de junho, a Solenidade de João Batista, mais do que a figura de João celebramos a mensagem Cristocêntrica que ele profetiza desde o ventre de sua mãe Izabel e depois ele anuncia a Nova Mensagem. Por isso saudar João Batista é saudar o anuncio dele que é Cristo! Neste pequeno artigo conheceremos um pouco mais deste “precursor”, desde seu nascimento até seu martírio.

         Com exceção da Virgem Maria, João Batista é o único santo a quem a liturgia celebra o nascimento, e assim faz porque ele está intimamente ligado ao mistério da Encarnação do Filho de Deus.

         Desde o ventre materno, de fato, João é o precursor de Jesus: sua prodigiosa concepção foi anunciada pelo Anjo a Maria, como sinal que “nada é impossível a Deus” (Lc 1,37), seis meses antes do grande milagre que nos dá salvação, a união de Deus com o homem por obra do Espírito Santo.

         Os quatro Evangelhos dão grande destaque à figura de João Batista, aquele profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Consagrado do Senhor.

         Na verdade, será o próprio Jesus a falar de João nestes termos: “É dele que está escrito: ‘Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior que ele” (Mt 11,10-11).

         O pai de João, Zacarias – marido de Isabel, parente de Maria –, era sacerdote do culto judaico. Ele não acreditou logo no anuncio de uma paternidade então inesperada e, por isso, permanece mudo até o dia da circuncisão do menino, no qual ele e a mulher deram o nome indicado por Deus, isto é, João, que significa “Deus é cheio de graça”.

         Animado pelo Espírito Santo, Zacarias assim falou sobre a missão do filho: “E tu, menino, serás profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho, para dar ao seu povo conhecer a salvação, pelo perdão dos pecados”. (Lc 1,76-77).

         Tudo isso se manifestou trinta anos depois, quando João começou a batizar no rio Jordão, chamando as pessoas para se preparar, com aquele gesto de penitência, à eminente vinda do Messias, que Deus lhe havia revelado durante sua permanência no deserto da Judéia.

         Por isso, ele vem a ser chamado “Batista”, isto é “Batizador” (cf. Mt 3,1-6). Quando um dia, de Nazaré, vem o próprio Jesus a se deixar batizar, João primeiramente se negou, mas depois concorda, e vê o Espírito Santo posar sobre Jesus e ouve a voz do Pai celeste que o proclama Seu Filho (cf. Mt 3,13-17).

         Mas a sua missão não estava ainda cumprida: pouco tempo depois, ele foi convidado a preceder Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Herodes e, assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que primeiro reconheceu e anunciou publicamente.

         A Virgem Maria ajudou a parente idosa Isabel a levar até o fim a gravidez de João. Ela ajuda todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Batista anunciou com grande humildade e ardor profético e certamente com a mensagem de João Batista, que é apresentar a Salvação a todos, é que nesse momento suplicamos pelo Fim da Pandemia da COVID-19, pedindo a intercessão deste anunciador, certamente ele nos anunciará o fim deste período de tristezas e incertezas que com Fé estamos superando. Fonte: https://www.cnbb.org.br

Falsos Profetas... Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. ( Mt 7, 15-20). Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Quarta-feira, 23 de junho-2021.  www.instagram.com/freipetronio

 

Foto: Facebook do Pe. Marcos Aurélio

Nota de falecimento – Pe. Marco Aurélio Moraes de Aguiar

Com muito pesar, comunicamos o falecimento, aos 40 anos, do Revmo. Pe. Marco Aurélio Moraes de Aguiar, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Poá, na noite de ontem, dia 22 de junho, em decorrência de complicações da Covid-19. O Pe. Marco Aurélio Moraes de Aguiar estava internado desde o dia 25 de maio no Hospital Ipiranga, em Mogi das Cruzes (SP).

Pe. Marco Aurélio Moraes de Aguiar nasceu em Ferraz de Vasconcelos (SP), no dia 30 de dezembro de 1980, foi ordenado presbítero em 05 de janeiro de 2013 por Dom Pedro Luiz Stringhini, na Catedral Sant’Ana.

Ingressou no Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus em 2004. Realizou estágio pastoral nas Paróquias Nossa Senhora D'Ajuda (Itaquaquecetuba), Santa Isabel (Santa Isabel), São Francisco e Divino Espirito Santo (Suzano) e Serviço de Animação Vocacional - Pastoral Vocacional. Em 07 de janeiro de 2012, aconteceu a ordenação diaconal pelo então bispo diocesano, Dom Airton José dos Santos.

Depois de presbítero passou pelas paróquias Bom Pastor, em Suzano; Santa Rita de Cássia, em Itaquaquecetuba e Nossa Senhora de Fátima, no distrito de Calmon Viana, em Poá.

Nos unimos em oração pelo descanso eterno do Pe. Marco Aurélio Moraes de Aguiar, pelo conforto dos familiares, do nosso bispo e clero diocesano.

As informações sobre o sepultamento serão divulgadas a posteriori.

Assessoria de Comunicação

Diocese de Mogi das Cruzes

23 de junho de 2021

Fonte: https://web.facebook.com/DiocesedeMogidasCruzes

 

(Foto: Pascom SMMilagres)

Nota de Pesar: Padre Ronaldo Silva dos Santos

O sacerdote, acometido pela Covid-19, estava hospitalizado, em estado grave, desde o dia 30 de maio.

 

*Por Setor de Comunicação

 

A Arquidiocese de Maceió comunica, com enorme pesar, mas confiante na ressurreição, o falecimento do padre Ronaldo Silva dos Santos, na tarde desta terça-feira, 22 de junho, após sofrer uma parada cardíaca por volta das 15h15, a equipe médica tentou reanimação e não obteve sucesso, vindo a óbito; e se solidariza aos familiares e aos fiéis da Paróquia de Nossa Senhora Mãe do Povo, na cidade de São Miguel dos Milagres.

Padre Ronaldo Silva dos Santos, 36 anos, acometido pela Covid-19, estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia, em Maceió, desde o dia 05 de maio, com um gravíssimo quadro clínico de infecção pulmonar e submetido a terapia por ECMO –  Oxigenação por membrana extracorpórea. Ele passou mal em 28 de maio, e foi hospitalizado no Hospital Regional Norte, na cidade de Porto Calvo, testou positivo e no dia 30, devido a complicações da Covid-19, foi para a UTI e intubado. Na madrugada de 05 de junho foi transferido para a Unidade hospitalar em Maceió.

A família comunicou ao Arcebispo o falecimento.

O metropolita solidarizou-se aos familiares, enviou uma mensagem de condolências aos paroquianos da Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo e lamentou a partida do sacerdote dizendo que ele fará muita falta a Arquidiocese, familiares e amigos. Mas já contempla face a face às maravilhas do Céu.

A Arquidiocese de Maceió roga ao Bom Deus o fim da pandemia e o descanso eterno para o querido Pe. Ronaldo Silva dos Santos, que Nossa Senhora dos Prazeres o acolhe na morada eterna e conforte familiares, amigos e paroquianos(as).

Em um ano a Arquidiocese sente a partida de dois padres queridos e diante de uma pandemia tão dolorosa e agora padre Ronaldinho. Suplica-se ao povo de Deus que se cuidem e cuidem de todos(as) ao obedecer e respeitar às orientações e normas médicos-sanitárias.

 

Sepultamento

As informações sobre o sepultamento serão divulgadas posteriormente nas redes sociais da Arquidiocese @arqdemaceio e da Paróquia @paroquiadamaedopovo

Salientamos, que devido à pandemia do novo coronavírus, as orientações e restrições médicas-sanitárias devem ser seguidas rigorosamente.

Biografia

Ronaldo Silva dos Santos nasceu no dia 31 de agosto de 1984 na cidade de Arapiraca, filho de José Antônio dos Santos e Maria Estela da Silva (ambos já falecidos)  e irmão de Rosinaldo, Roseane e Rosivaldo. Ordenado pelas mãos e oração consecratória de Dom Antônio Muniz Fernandes, no dia 29 de dezembro de 2015, juntamente com o padre Luiz Antônio Guimarães, a quem sempre  chamou de irmão na vida e na fé.

Enviado à Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo, na cidade de São Miguel dos Milagres, em novembro de 2016, onde exerceu seu ministério sacerdotal  e pondo em pratica seu lema sacerdotal: “Por causa da Tua Palavra, lançarei as redes” (Lc 5,5).

Fez estágio diaconal e foi vigário paroquial, por alguns meses, na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Viçosa, na época tendo como pároco padre Geison Araújo. Passou pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Chã Preta; em Maceió, nas Paróquias Santo Antônio, em Bebedouro, e São Vicente de Paulo, no Graciliano Ramos, cujo pároco, cônego Aloizio Roberto, era seu padrinho. Fonte: https://www.centenarioarqmaceio.com.br

 

Padre Ronaldo Silva dos Santos, conhecido como padre Ronaldinho, morreu de Covid-19 em Maceió — Foto: Divulgação/Pascom

 

Padre Ronaldinho morre de Covid aos 36 anos em Maceió

Pároco da igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, na cidade de São Miguel dos Milagres, estava internado em estado grave na capital.

 

Por Carolina Sanches, G1 AL

O padre Ronaldo Silva dos Santos, de 36 anos, conhecido como Padre Ronaldinho, morreu na tarde desta terça-feira (22) por complicações da Covid-19. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia, em Maceió.

Pároco da igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, na cidade de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte do estado, ele teve uma parada cardíaca por volta das 15h15. A informação foi confirmada pela Arquidiocese de Maceió.

O religioso passou mal no dia 28 de maio após celebrar uma missa. Ele foi levado para o Hospital Regional Norte, na cidade de Porto Calvo, onde foi diagnosticado com Covid. No dia 30, foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intubado. Na madrugada do último dia 5, o padre foi transferido para Maceió, onde foi submetido a mesma terapia utilizada no ator Paulo Gustavo, a Oxigenação por Membra Extracorpórea (ECMO). Ele teve uma piora no quadro clínico e precisou de doação de sangue, mas não resistiu.

O Arcebispo dom Antônio Muniz Fernandes lamentou a morte do sacerdote e disse que ele fará muita falta na Arquidiocese e para os familiares e amigos.

O padre nasceu em Arapiraca no dia 31 de agosto de 1984. Segundo a Arquidiocese, ele foi ordenado em dezembro de 2015. Ele fez estágio diaconal e foi vigário paroquial, por alguns meses, na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Viçosa; passou pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Chã Preta; em Maceió, nas Paróquias Santo Antônio, em Bebedouro, e São Vicente de Paulo, no Graciliano Ramos.

Padre Ronaldinho foi enviado à Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo em novembro de 2016, onde exerceu seu ministério. Fonte: https://g1.globo.com

Dom Pedro Carlos Cipollini

Bispo de Santo André (SP)

 

Por estes dias caiu-me às mãos esta frase de Victor Hugo, romancista francês muito conhecido: “Há pensamentos que são verdadeiras orações. Em dados momentos, seja qual for a postura do corpo, a alma está de joelhos”. É bem assim, principalmente neste mar de angústia no qual nos movemos hoje, numa sociedade vitimada pela pandemia.

Na Sagrada Escritura tem o Livro dos Salmos. É um compêndio ancestral de orações em forma de hinos e cânticos, composto através dos séculos. Ali estão contidas as aspirações mais profundas do ser humano diante de si mesmo, da vida e do desconhecido. Já que a oração é levar o finito da terra até o infinito do céu. Por trás de cada salmo está uma alma de poeta, em sua maioria anônimos.

Entre os muitos salmos, um em especial é apropriado para este tempo que vivemos, o Salmo 91 (90) que assim começa: “Você que habita no abrigo do Altíssimo e te abriga na sombra do Onipotente, dize ao Senhor: Meu Refúgio, minha rocha protetora, meu Deus, eu confio em ti”. É a súplica de alguém que busca refúgio no templo, à sombra do altar de Deus, buscando proteção e forças para superar as  dificuldade.

Deus é o refúgio do ser humano, que pressente no seu íntimo que é amado por Ele. É sabedoria buscar refúgio junto a quem pode nos proteger. Em Deus, podemos confiar totalmente, ele nos promete; “Eu o defenderei, pois você conhece o meu nome (v. 14). Apesar do filósofo E. Kant ter afirmado que o valor da oração é apenas subjetivo e o desejo de falar com Deus é absurdo, o ser humano reza, e principalmente nos momentos mais difíceis. Estes momentos conduzem as pessoas para uma humildade desconhecida dos filósofos e entendidos deste mundo que rejeitam Deus, mas fazem tudo para ficarem no seu lugar.

Este salmo é uma meditação sobre o tempo que passa e o que vai acontecendo ao ser humano. Fala da condição humana através de imagens. Fala da duração da planta comparada à vida humana que também é breve, da história humana cheia de contradições, o tempo cósmico e a perpetuidade divina. Tudo vai passando, nós passamos. Deus não passa! O salmista reconhece que todo o poder e sabedoria pertencem a Deus, nós não damos conta de entender.

Fala-se ainda de um quarteto sinistro (v.4 e 6): a “flecha” que voa de dia sem que saibamos seu percurso, o “terror noturno” que traz insegurança, a “peste” que desliza nas trevas, a “epidemia” que que faz estragos à luz do dia. O Senhor, no entanto, promete proteção e vitória ao que reza: “Caminharás sobre leões e víboras e pisotearás os dragões. A desgraça não se aproximará de ti nem a praga chegará à tua casa” (v.10).

Deus enfim promete ao fiel; “Porque me ama eu te salvarei” (14). Para defender dos caçadores dos perversos, das pragas e desgraças, o Senhor enviará seus anjos que oferecerão refúgio e mostrarão o caminho. O Senhor promete que aqueles que nele confiam desfrutarão da sua salvação.

Rezemos portanto, peçamos ao Senhor para que passe logo esta pandemia. Ponhamos nosso coração nas nossas orações porque “não chegarão aos ouvidos do Eternas palavras sem sentimento” (W. Shakespeare). Fonte: https://www.cnbb.org.br

EVANGELHO DO DIA- O MAIOR TESOURO... Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. ( Mt 7, 1-5). Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Segunda-feira, 21 de junho-2021.  www.instagram.com/freipetronio

1) Oração

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que formais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 7,1-5)

1Não julgueis, e não sereis julgados. 2Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. 3Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? 4Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? 5Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.

 

3) Reflexão  -  Mt 7,1-5

No evangelho de hoje, 23 de junho, continuamos a meditação sobre o Sermão da Montanha que se encontra nos capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. Nos dias 9 a 21 de junho, vimos os capítulos 5 e 6. De hoje até 26 de junho, veremos o capítulo 7. Estes três capítulos 5, 6 e 7 oferecem uma idéia de como era a catequese nas comunidades dos judeus convertidos na segunda metade do primeiro século lá na Galiléia e Síria. Mateus juntou e organizou as palavras de Jesus para ensinar como devia ser a nova maneira de viver a Lei de Deus.

Depois de ter explicado como restabelecer a justiça (Mt 5,17 a 6,18) e como restaurar a ordem da criação (Mt 6,19-34), Jesus ensina como deve ser a vida em comunidade (Mt 7,1-12). No fim, ele traz algumas recomendações e conselhos finais (Mt 7,13-27). Aqui segue um esquema de todo o sermão da Montanha:

Mateus 5,1-12:     As Bem-aventuranças: solene abertura da nova Lei

Mateus 5,13-16:   A nova presença no mundo: Sal da terra e Luz do mundo

Mateus 5,17-19:   A nova prática da justiça: relacionamento com a antiga lei

Mateus 5,20-48: A nova prática da justiça: observando a nova Lei.

Mateus 6,1-4:      A nova prática das obras de piedade: a esmola

Mateus 6,5-15:    A nova prática das obras de piedade: a oração

Mateus 6,16-18:  A nova prática das obras de piedade: o jejum

Mateus 6,19-21:   Novo relacionamento com os bens materiais: não acumular

Mateus 6,22-23: Novo relacionamento com os bens materiais: visão correta

Mateus 6,24:       Novo relacionamento com os bens materiais: Deus ou dinheiro

Mateus 6,25-34: Novo relacionamento com os bens materiais: confiar na providência

Mateus 7,1-5:      Nova convivência comunitária: não julgar

Mateus 7,6:         Nova convivência comunitária: não desprezar a comunidade

Mateus 7,7-11:    Nova convivência comunitária: confiança em Deus gera partilha

Mateus 7,12:       Nova convivência comunitária: a Regra de Ouro

Mateus 7,13-14:  Recomendações finais: escolher o caminho certo

Mateus 7,15-20:  Recomendações finais: o profeta se conhece pelos frutos

Mateus 7,21-23:  Recomendações finais: não só falar, também praticar

Mateus 7,24-27: Recomendações finais: construir a casa na rocha

A vivência comunitária do evangelho (Mt 7,1-12) é a pedra de toque. É onde se define a seriedade do compromisso. A nova proposta da vida em comunidade aborda vários aspectos: não reparar no cisco que está no olho do irmão (Mt 7,1-5), não jogar as pérolas aos porcos (Mt 7,6), não ter medo de pedir as coisas a Deus (Mt 7,7-11). Estes conselhos vão culminar na Regra de Ouro: fazer ao outro aquilo que você gostaria que o outro fizesse a você (Mt 7,12). O evangelho de hoje traz a primeira parte: Mateus 7,1-5.

Mateus 7,1-2: Não julguem, e vocês não serão julgados

A primeira condição para uma boa convivência comunitária é não julgar o irmão ou a irmã, ou seja, eliminar os preconceitos que impedem a convivência transparente. O que significa isto no concreto? O evangelho de João dá um exemplo de como Jesus vivia em comunidade com os discípulos. Jesus diz: “Eu não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15,15). Jesus é um livro aberto os para os seus companheiros. Esta transparência nasce da sua total confiança nos irmãos e irmãs e tem a raiz na sua intimidade com o Pai que lhe dá a força para abrir-se totalmente aos outros. Quem assim convive com os irmãos e as irmãs, aceita o outro do jeito que o outro é, sem preconceitos, sem impor-lhe condições prévias, sem julga-lo. Aceitação mútua sem fingimento e total transparência! Este é o ideal da nova vida comunitária, nascida da Boa Nova que Jesus nos trouxe de que Deus é Pai/Mãe e que, portanto, todos somos irmãos e irmãs uns dos outros. É um ideal tão difícil e tão bonito e atraente como aquele outro: ”Ser perfeito como o Pai do céu é perfeito” (Mt 5,48).

Mateus 7.3-5: Vê o cisco e não percebe a trave

Em seguida, Jesus dá um exemplo: Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? Ou, como você se atreve a dizer ao irmão: 'deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando você mesmo tem uma trave no seu? Hipócrita, tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então você enxergará bem para tirar o cisco do olho do seu irmão". Ao ouvir esta frase, costumamos pensar logo nos fariseus que desprezavam o povo como ignorante e se consideravam a si mesmos melhores que os outros (cf. Jo 7,49; 9,34). Na realidade, a frase de Jesus serve para todos nós. Por exemplo, hoje, muitos de nós católicos pensamos que somos melhores que os outros cristãos. Achamos até que os outros são menos fiéis ao evangelho do que nós católicos. Olhamos o cisco no olho dos nossos irmãos e não enxergamos a enorme trave de orgulho prepotente coletivo nos nossos olhos. Esta trave é a causa por que, hoje, muita gente tem dificuldade de crer na Boa Nova de Jesus.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Não julgar o outro e eliminar os preconceitos: qual a experiência pessoal que eu tenho neste ponto?

2) Cisco e trave: qual a trave em mim que dificulta minha participação na vida em família e em comunidade?

 

5) Oração final

Dirige-me na senda dos teus mandamentos, porque nela está minha alegria. Inclina meu coração para teus testemunhos e não para a avareza. (Sl 118, 35-36)

500 MIL MORTOS (Angra dos Reis- 467 mortos) #todavidaimporta. Oração pelas vítimas da covid-19. Paróquia Nossa Senhora da Conceição- Diocese de Itaguaí/RJ. Domingo, 20 de junho-2021. Divulgação: www.instagram.com/freipetronio

 

Com o mote de que “Toda vida importa“, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza no próximo sábado, 19 de junho, um dia de sensibilização e orações em memória dos mortos pelo novo coronavírus. Com a previsão de o país atingir 500 mil mortes no próximo sábado, a Conferência escolheu a data para manifestar solidariedade, esperança e consolo.

 

Redes sociais

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada nesta quarta e quinta-feira, 16 e 17 de junho, a iniciativa foi apresentada aos bispos. A proposta é que os prelados utilizem a identidade visual da ação como foto de perfil nas redes sociais, bem como a hastag #todavidaimporta nas publicações. Outra sugestão é que os sinos das Igrejas toquem às 15h de sábado.

 

Missa

No mesmo horário, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, preside a Santa Missa na intenção das 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. A celebração será no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), com transmissão pelas redes sociais da CNBB e por emissoras de TV de inspiração católica, como TV Horizonte, TV Pai Eterno, Rádio e Rede Imaculada e TV Nazaré.

 

Oração

A CNBB também vai oferecer um vídeo de oração pelos 500 mil mortos na pandemia. Composta pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a oração será narrada pelo jornalista Silvonei José, que atua em Vatican News. A sugestão é que as emissoras de TV utilizem o material ao final dos telejornais, como uma homenagem aos que se foram ou em outros programas. O vídeo também será distribuído nas redes sociais da CNBB e rádios católicas.

A oração lembra dos irmãos e irmãs que morreram em decorrência da pandemia do novo coronavírus, “muitas sem o mínimo necessário para o tratamento digno como ser humano”. O pedido é que Deus Pai acolha esses filhos e filhas e conceda-lhes a paz eterna. A prece também é que o povo brasileiro possa trabalhar por solidariedade, acolhimento, partilha, compreensão e resiliência. “Que a saudade seja estímulo à fraternidade!
E que a fé seja o sustento de nossa esperança!”. Fonte: https://www.cnbb.org.br

EVANGELHO DO DIA- O MAIOR TESOURO... Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. ( Mt 6, 9-23). Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. Sexta-feira, 18 de junho-2021.  www.instagram.com/freipetronio

 

1) Oração

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 6, 19-23)

19Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!

 

3) Reflexão  - Mt 6, 19-23

No evangelho de hoje continuamos nossa reflexão sobre o Sermão da Montanha. Anteontem e ontem refletimos sobre a prática das três obras de piedade: esmola (Mt 6,1-4), oração (Mt 6,5-15) e jejum (Mt 6,16-18). O evangelho de hoje e de amanhã trazem quatro recomendações sobre o relacionamento com os bens materiais, explicitando assim como viver a pobreza da primeira bem-aventurança: (1) não acumular (Mt 6,19-21); (2) ter a visão correta dos bens materiais (Mt 6,22-23); (3) não servir a dois senhores (Mt 6,24); (4) abandonar-se à providência divina (Mt 6,25-34). O evangelho de hoje trata das duas primeiras recomendações: não acumular bens  (6,19-21) e não olhar o mundo com olhos doentes (6,22-23).

Mateus 6,19-21: Não acumular tesouros na terra

Se, por exemplo, hoje na TV é dado o aviso de que vai faltar açúcar e café no próximo mês, todos vamos comprar o máximo possível de café e de açúcar. Acumulamos, porque não confiamos. Nos quarenta anos de deserto, o povo foi provado para ver se era capaz de observar a lei de Deus (Ex 16,4). A prova consistia nisto: ver se eles eram capazes de recolher só o necessário de maná para um único dia e de não acumular para o dia seguinte. Jesus diz: "Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam. Ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam”. O que significa ajuntar tesouros no céu? Trata-se de saber onde coloco o fundamento da minha existência. Se o coloco nos bens materiais desta terra, sempre corro o perigo de perder o que acumulei. Se coloco o fundamento em Deus, ninguém vai poder destruí-lo e terei a liberdade interior de partilhar com os outros os bens que possuo. Para que isto seja possível e viável, é importante que se crie uma convivência comunitária que favoreça a partilha e a ajuda mútua, e na qual a maior riqueza ou tesouro não é a riqueza material, mas sim a riqueza ou o tesouro da convivência fraterna nascida a partir da certeza trazida por Jesus de que Deus é Pai/Mãe de todos. Onde está o teu tesouro (riqueza), aí está o teu coração.

Mateus 6,22-23: A lâmpada do corpo é o olho

Para entender o que Jesus pede é necessário ter olhos novos. Jesus é exigente e pede muita coisa: não acumular (6,19-21), não servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo (6,24), não se preocupar com comida e bebida (6,25-34). Estas recomendações exigentes tratam daquela parte da vida humana, onde as pessoas tem mais angústias e preocupações. É também a parte do Sermão da Montanha, que é a mais difícil de se entender e de praticar. Por isso Jesus diz: "Se teu olho estiver doente, ....".  Alguns traduzem olho doente e olho são. Outros traduzem olho mesquinho e olho generoso.  Tanto faz. Na realidade, a pior doença que se possa imaginar é uma pessoa se fechar sobre si mesma e sobre seus bens e confiar só neles. É a doença da mesquinhez! Quem olha a vida com este olhar viverá na tristeza e na escuridão. O remédio para curar esta doença é a conversão, a mudança de mentalidade e de ideologia. Colocando o fundamento da vida em Deus, o olhar se torna generoso e a vida toda se torna luminosa, pois faz nascer a partilha e a fraternidade.

Jesus quer uma mudança radical. Quer a observância da lei do ano sabático, onde se diz que, na comunidade dos que crêem, não pode haver pobres (Dt 15,4). A convivência humana deve ser organizada de tal maneira que já não seja necessário uma pessoa se preocupar com comida e bebida, roupa e moradia, saúde e educação (Mt 6,25-34). Mas isto só é possível se todos buscarem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33). O Reino de Deus é permitir que Deus reine e tome conta: é imitar Deus (Mt 5,48). A imitação de Deus leva à partilha justa dos bens e ao amor criativo, que gera fraternidade verdadeira. A Providência Divina deve ser mediada pela organização fraterna, Só assim é possível jogar fora toda a preocupação pelo dia de amanhã (Mt 6,34).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Jesus disse: “Onde está tua riqueza, aí estará o teu coração”. Onde está minha riqueza: no dinheiro ou na fraternidade?

2) Qual a luz que está nos meus olhos para olhar a vida, os acontecimentos?

 

5) Oração final

Porque o Senhor escolheu Sião, ele a preferiu para sua morada. É aqui para sempre o lugar de meu repouso, é aqui que habitarei porque o escolhi. (Sl 131, 13-14)

Velório e sepultamento ocorrem nesta quinta-feira (17).

 

Morreu na manhã desta quinta-feira (17), o padre João Batista Oliveira, de 69 anos, que atuava na Capela Senhora Sant'Ana, em Itabaiana. De acordo com a Arquidiocese de Aracaju, ele estava internado há 26 dias em um hospital particular da capital, em tratamento contra uma infecção pulmonar decorrente da Covid-19. O quadro foi agravado após um infarto.

O corpo do padre será velado, a partir das 12h, na matriz da paróquia Santo Antônio e Almas, em Itabaiana, mesmo local da missa de corpo presente, às 16h. O sepultamento ocorrerá às 17h na Capela Senhora Sant´Ana.

No dia 24 de janeiro deste ano, o padre havia completado 41 anos de ordenação presbiteral. Fonte: https://g1.globo.com

 

1) Oração

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 6, 7-15)

7Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 12perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; 13e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.

 

3) Reflexão  - Mt 6, 7-15

O evangelho de hoje traz a oração do Pai Nosso, o Salmo que Jesus nos deixou. Há duas redações do Pai Nosso: de Lucas (Lc 11,1-4) e de Mateus (Mt 6,7-13). A redação de Lucas é mais curta. Lucas escreve para comunidades que vieram do paganismo. Ele busca ajudar pessoas que estão se iniciando no caminho da oração. No Evangelho de Mateus, o Pai Nosso está situado naquela parte do Sermão da Montanha, onde Jesus orienta os discípulos e as discípulas na prática das três obras de piedade: esmola (Mt 6,1-4), oração (Mt 6,5-15) e jejum (Mt 6,16-18). O Pai Nosso faz parte de uma catequese para judeus convertidos. Eles já estavam habituados a rezar, mas tinham certos vícios que Mateus tenta corrigir. No Pai Nosso Jesus resume todo o seu ensinamento em sete preces dirigidas ao Pai. Nestes sete pedidos, ele retoma as promessas do Antigo Testamento e mandar pedir ao Pai que Ele nos ajude a realizá-las. Os primeiros três dizem respeito ao relacionamento nosso com Deus. Os outros quatro dizem respeito ao nosso relacionamento comunitário com os outros. 

Mateus 6,7-8: A introdução ao Pai-nosso.

Jesus critica as pessoas para as quais a oração era uma repetição de fórmulas mágicas, de palavras fortes, dirigidas a Deus para obrigá-lo a atender a seus pedidos e necessidades. Quem reza deve buscar em primeiro lugar o Reino, muito mais que os interesses pessoais. A acolhida da oração por parte de Deus não depende da repetição das palavras, mas sim da bondade de Deus que é Amor e Misericórdia. Ele quer o nosso bem e conhece as nossas necessidades, antes mesmo das nossas preces.

Mateus 6,9a: As primeiras palavras: “Pai Nosso que estás no céu!”

Abba, Pai, é o nome que Jesus usa para dirigir-se a Deus. Expressa a intimidade que ele tinha com Deus e manifesta a nova relação com Deus que deve caracterizar a vida do povo nas comunidades cristãs (Gl 4,6; Rm 8,15). Mateus acrescenta ao nome do Pai o adjetivo nosso e a expressão que estais no Céu. A oração verdadeira é uma relação que nos une ao Pai, aos irmãos e irmãs e à natureza. A familiaridade com Deus não é intimista, mas expressa a consciência de pertencermos à grande família humana, da qual participam todas as pessoas, de todas as raças e credos: Pai Nosso. Rezar ao Pai e entrar em intimidade com ele, é também colocar-se em sintonia com os gritos de todos os irmãos e irmãs. É buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. A experiência de Deus como Pai é o fundamento da fraternidade universal.

Mateus 6,9b-10: Os três pedidos pela causa de Deus: o Nome, o Reino, a Vontade

Na primeira parte do Pai-nosso, pedimos para que seja restaurado o nosso relacionamento com Deus. Para restaurar o relacionamento com Deus, Jesus pede (1) a santificação do Nome revelado no Êxodo por ocasião da libertação do Egito; (2) pede a vinda do Reino, esperado pelo povo depois do fracasso da monarquia; (3) pede o cumprimento da Vontade de Deus, revelada na Lei que estava no centro da Aliança. O Nome, o Reino, a Lei: são os três eixos tirados do Antigo Testamento que expressam como deve ser o novo relacionamento com Deus. Os três pedidos mostram que é preciso viver na intimidade com o Pai, fazendo com que o seu Nome seja conhecido e amado, que o seu Reino de amor e de comunhão se torne uma realidade, e que a sua Vontade seja feita assim na terra como no céu. No céu, o sol e as estrelas obedecem à lei de Deus e criam a ordem do universo. A observância da lei Deus "assim na terra como no céu" deve ser a fonte e o espelho de harmonia e de bem-estar para toda a criação. Este relacionamento renovado com Deus, porém, só se torna visível no relacionamento renovado entra nós que, por sua vez, é objeto de mais quatro pedidos: o pão de cada dia, o perdão das dívidas, o não cair em tentação e a libertação do Mal.

Mateus 6,11-13: Os quatro pedidos pela causa dos irmãos: Pão, Perdão, Vitória, Liberdade

Na segunda parte do Pai-nosso pedimos que seja restaurado e renovado o relacionamento entre as pessoas. Os quatro pedidos mostram como devem ser transformadas as estruturas da comunidade e da sociedade para que todos os filhos e filhas de Deus vivam com igual dignidade. Pão de cada dia: O pedida do "Pão de cada dia" (Mt 6,11) lembra o maná de cada dia no deserto (Ex 16,1-36), O maná era uma “prova" para ver se o povo era capaz de andar na Lei do Senhor (Ex 16,4), isto é, se era capaz de acumular comida apenas para um único dia como sinal da fé de que a providência divina passa pela organização fraterna. Jesus convida para realizar um novo êxodo, uma nova convivência fraterna que garante o pão para todos. Perdão das dívidas: O pedido, do "perdão das dívidas" (6,12) lembra o ano sabático que obrigava os credores a perdoar todas as dívidas aos irmãos (Dt 15,1-2). O objetivo do ano sabático e do ano jubilar (Lv 25,1-22) era desfazer as desigualdades e recomeçar tudo de novo. Como rezar hoje: “Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”? E' pela dívida externa dos países pobres que os países ricos, todos cristãos, se enriquecem. Não cair na Tentação: O pedido de "não cair em tentação" (6,13) lembra os erros cometidos no deserto, onde o povo caiu na tentação (Ex 18,1-7; Nm 20,1-13; Dt 9,7-29). É para imitar Jesus que foi tentado e venceu (Mt 4,1-17). No deserto, a tentação levava o povo a seguir por outros caminhos, a voltar atrás, a não assumir a caminhada da libertação e reclamar de Moisés que o conduzia.  Libertação do Mal: O mal é o Maligno, o Satanás, que tenta desviar e que, de muitas maneiras, procura levar as pessoas a não seguir o rumo do Reino, indicado por Jesus. Tentou Jesus para abandonar o Projeto do Pai e ser o Messias conforme as idéias dos fariseus, escribas ou de outros grupos. O Maligno afasta de Deus e é motivo de escândalo. Chegou a entrar em Pedro (Mt 16,23) e tentou Jesus no deserto. Jesus o venceu (Mt 4,1-11).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Jesus falou "perdoai as nossas dívidas", mas hoje nós rezamos "perdoai as nossas ofensas" O que é mais fácil: perdoar ofensas ou perdoar dívidas?

2) Como você costuma rezar o Pai Nosso: mecanicamente ou colocando toda a sua vida e o seu compromisso?

 

5) Oração final

Na presença do Senhor, fundem-se as montanhas como a cera, em presença do Senhor de toda a terra. Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. (Sl 96, 5-6)

Dom Adelar Baruffi

Bispo de Cruz Alta (RS)

 

            No Ano do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que o Papa Francisco instituiu, em 13 de março de 2015, escrevi algumas “Orientações Pastorais sobre a Misericórdia e o Sacramento da Reconciliação”, em 20 de fevereiro de 2016. De fato, tinha como objetivo experimentarmos a misericórdia divina e um estilo de vida misericordioso. Na oportunidade, salientei que queria “sublinhar o valor e a beleza do sacramento da Reconciliação, como lugar privilegiado da manifestação gratuita da misericórdia de Deus, que nos move a sermos “misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36)” (n.2). Neste tempo de pandemia, neste ano mais em casa do que nas comunidades, mais nos ambientes familiares do que nos retiros e formações, nossos católicos precisam novamente ter o sentido deste sacramento. Pode ter sido insuficiente em nossos católicos a iniciação cristã, que não conseguiu fazer nossos cristãos verem este rosto misericordioso de Deus. Faltou a experiência da gratuidade do homem, amado para amar, e, nunca, marcado pela justiça fria e cega. A misericórdia é gratuidade pura.

            Mas, sem dúvidas, a grande causa é o esfriamento da fé, que leva a um afastamento da penitência. Em todas pessoas pode-se perceber uma falta da busca do sacramento da penitência. Sabemos que não é fácil confessar os pecados. Exige um grande ato de humildade. O próprio fato, em si, de poder falar de si mesmo a alguém que escuta com o coração já é libertador e possui um caráter de não permitir que nossa consciência se acostume com o erro ou a não mais vê-los como pecado. A descristianização e o secularismo da sociedade, leva a perder a fé, no sentido do pecado e da necessidade da confissão. A nossa autorreferencialidade humana é o critério para nossas decisões morais, levando ao relativismo. A antropologia cristã não é ingênua: sabe que no coração humano residem a ambição, o ódio, a violência e o egoísmo. Especialmente no nosso tempo, onde tantos se deixam levar pelos meios de comunicação social, o pecado está muito presente, sobretudo pelo sentimento interior, pela divisão existente e pelas palavras ditas.

            Mas, não basta pedir perdão a Deus diretamente? Nosso Papa responde: “Não basta pedir perdão ao Senhor na própria mente e no próprio coração, mas é necessário confessar humildemente e com confiança os próprios pecados ao ministro da Igreja. Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa somente Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um de seus membros, que escuta comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com ele, que o encoraja e o acompanha no caminho de conversão e amadurecimento cristão. Alguém pode dizer: eu me confesso somente com Deus. Sim, você pode dizer a Deus “perdoa-me”, e dizer os teus pecados, mas os nossos pecados são também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isto é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote” (Audiência Geral, 19/02/14). Não devemos temer a confissão de nossos pecados. Como o filho pródigo arrependido, nós também temos necessidade de dizer a Deus Pai o que nos pesa e a esperança que carregamos de uma vida nova.

            A confissão de nossos pecados é uma graça, que cura e liberta. O próprio sacerdote, ao acolher, sabe-se pecador e necessitado da graça do perdão. Quando nos apresentamos ao sacerdote, “que se sinta pecador, que se deixe surpreender, ser tocado por Deus. Para que Ele nos preencha com o dom da Sua misericórdia infinita, temos de sentir a nossa necessidade, o nosso vazio, a nossa miséria” (FRANCISCO, O nome de Deus é misericórdia, 2016, p. 77). Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

1) Oração

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 6, 1-6.16-18)

1Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. 4Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. 5Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. 16Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

 

3) Reflexão  - Mt 6,1-6.16-18

O evangelho de hoje dá continuidade à meditação sobre o Sermão da Montanha. Nos dias anteriores, de 9 até 17 de junho, refletimos longamente sobre a mensagem do capítulo 5 do evangelho de Mateus. No evangelho de hoje e dos dias seguintes, de 18 a 21 de junho, vamos meditar a mensagem do capítulo 6 do mesmo evangelho. A seqüência dos capítulos 5 e 6 pode ajudar na sua compreensão. Os trechos em itálico indicam o texto do evangelho de hoje. Eis o esquema:

Mateus 5,1-12: As Bem-aventuranças: solene abertura da nova Lei

Mateus 5,13-16:       A nova presença no mundo: Sal da terra e Luz do mundo

Mateus 5,17-19:       A nova prática da justiça: relacionamento com a antiga lei

Mateus 5, 20-48;    A nova prática da justiça: observando a nova Lei.

Mateus 6,1-4:     A nova prática das obras de piedade: a esmola

Mateus 6,5-15: A nova prática das obras de piedade: a oração

Mateus 6,16-18:  A nova prática das obras de piedade: o jejum

Mateus 6,19-21:       Novo relacionamento com os bens materiais: não acumular

Mateus 6,22-23:     Novo relacionamento com os bens materiais: visão correta

Mateus 6,24:    Novo relacionamento com os bens materiais: Deus ou dinheiro

Mateus 6,25-34:     Novo relacionamento com os bens materiais: abandono à Providência

O evangelho de hoje trata de três assuntos: da esmola (6,1-4), da oração (6,5-6) e do jejum (6,16-18). São as três obras de piedade dos judeus.

Mateus 6,1: Não praticar o bem para ser visto pelos outros

Jesus critica os que praticam as boas obras só para serem vistos pelos homens (Mt 6,1). Jesus pede para construir a segurança interior não naquilo que nós fazemos por Deus, mas sim naquilo que Deus faz por nós. Nos conselhos que ele dá transparece um novo tipo de relacionamento com Deus: “O teu Pai que vê no segredo te recompensará" (Mt 6,4). "Vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de o pedirdes a Ele” (Mt 6,8). "Se Perdoardes aos homens seus delitos, também vosso Pai celeste vos perdoará" (Mt 6,14). É um novo caminho que aqui se abre de acesso ao coração de Deus Pai. Jesus não permite que a prática da justiça e da piedade seja usada como meio de auto-promoção diante de Deus e diante da comunidade (Mt 6,2.5.16).

Mateus 6,,2-4: Como praticar a esmola

Dar esmola é uma maneira de realizar a partilha tão recomendada pelos primeiros cristãos (At 2,44-45; 4,32-35). A pessoa que pratica a esmola e a partilha para se promover a si mesmo diante dos outros merece a exclusão da comunidade, como foi o caso de Ananias e Safira (At 5,1-11). Hoje, tanto na sociedade como na igreja, há pessoas que fazem grande publicidade do bem que fazem aos outros. Jesus pede o contrário: fazer o bem de tal maneira que a mão esquerda não fique sabendo o que a mão direita está fazendo. É o total desapego e a total entrega na gratuidade do amor que crê em Deus Pai e o imita em tudo que faz.

Mateus 6,5-6: Como praticar a oração

A oração coloca a pessoa em relação direta com Deus. Alguns fariseus transformavam a oração numa ocasião para aparecer e se exibir diante dos outros. Naquele tempo, quando tocava a trombeta nos três momentos de oração, manhã, meio dia e entardecer, eles deviam parar no lugar onde estavam para fazer as suas orações. Havia gente que procurava estar nas esquinas em lugares públicos, para que todos pudessem ver como rezavam. Ora, uma atitude assim perverte nossa relação com Deus. É falsa e sem sentido. Por isso, Jesus diz que é melhor fechar-se no quarto e rezar em segredo, preservando a autenticidade da relação. Deus te vê mesmo no segredo e ele sempre te escutar.Trata-se da oração pessoal, não da oração comunitária. 

Mateus 6,16-18: Como praticar o jejum

Naquele tempo a prática do jejum era acompanhada de alguns gestos exteriores bem visíveis: não lavar o rosto nem alinhar os cabelos, usar roupa sombria. Era o sinal visível de jejum. Jesus critica este jeito de jejuar e manda fazer o contrário, para que ninguém consiga perceber que você está jejuando: tome banho, use perfume, arrume bem o cabelo. Aí, só o Pai que vê no segredo sabe que você está jejuando e ele saberá recompensa-lo.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Quando você reza, como você vive a sua relação com Deus?

2) Como vive o seu relacionamento com os outros em família e na comunidade?

 

5) Oração final

Quão grande é, Senhor, vossa bondade, que reservastes para os que vos temem e com que tratais aos que se refugiam em vós, aos olhos de todos. (Sl 30, 20)