Olhar Jornalístico

Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”

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Publicado em 05 julho 2026
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A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.

Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.

 

Tragédia humanitária

No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.

Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.

Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).

 

A presença solidária da Igreja

Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.

Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.

Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.

“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.

Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto. 

Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.

Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.

A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa. 

 

Convite à solidariedade à toda a sociedade

Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha: 

“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB. 

Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.

Saiba como doar:

 

SOS VENEZUELA

PIX:
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CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7

 

 

Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br

Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:

CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

O barro podre da política fluminense

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Publicado em 05 julho 2026
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O barro podre da política fluminense

Nova operação da PF confirma que hoje, no Rio, é impossível dissociar crime organizado de política – e é perturbador imaginar que essa relação possa almejar o poder federal

 

É lamentável, mas, à luz dos fatos, é impossível dissociar a política do Rio de Janeiro do crime organizado. A 5.ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira passada pela Polícia Federal (PF), pode ser recebida com alívio por quem ainda espera do Estado alguma reação à audácia de traficantes de drogas, milicianos e bicheiros. No entanto, é difícil separar esse alívio de um desalento mais profundo. De mandado judicial em mandado judicial, vê-se que a política fluminense não é apenas tisnada por ligações circunstanciais com criminosos – em boa medida, está a serviço deles.

As prisões do pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade), do capo do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, vulgo Adilsinho, e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil) guardam relação com outra operação que apurou vazamentos de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV) e hoje atingem nomes que figurariam numa suposta folha de pagamento do jogo do bicho. Em conjunto com essas prisões, seguem em curso investigações sobre a atuação do CV, das milícias e das máfias dos combustíveis e do cigarro que também têm ramificações na política fluminense. Não há mais como tratá-las como exceção.

Lembremos que o sr. Bacellar, que já estava preso sob suspeita de servir aos interesses do CV, só não governou o Rio de Janeiro por um triz. Numa manobra engenhosa, Thiago Pampolha, então vice do ex-governador Cláudio Castro (PL), foi indicado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, abrindo caminho para que Bacellar assumisse a presidência da Alerj e, assim, entrasse na linha sucessória do Palácio Guanabara. Castro renunciaria para disputar o Senado, e Bacellar concorreria ao governo em outubro, já na cadeira. Isso só não aconteceu porque a PF foi a chata da festa.

Todo esse ecossistema tem um DNA político-ideológico. É forçoso lembrar que Bacellar, Castro e boa parte dos nomes que aparecem nessas operações policiais pertencem ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Isso precisa ser levado em conta porque Flávio se apresenta para governar o Brasil. Mesmo a mais remota hipótese de que o crime organizado possa ver na eventual eleição de Flávio uma oportunidade de alcançar também o poder federal é perturbadora. Por isso, o pré-candidato precisa ser cobrado a se posicionar com clareza a esse respeito.

Ademais, ressalte-se que a Operação Unha e Carne, ao aprofundar o cerco sobre aliados políticos dos Bolsonaros no Rio de Janeiro, desmonta o suposto compromisso que a direita, em geral, e o senador, em particular, dizem ter com a pauta da segurança pública.

A direita brasileira, em particular o bolsonarismo, construiu o discurso – donde vem sua força eleitoral – sobre a bandeira da linha dura no combate ao crime organizado. A violência urbana, de fato, é um problema que aparece recorrentemente entre as principais preocupações dos eleitores. Mas esse discurso não vale o papel em que está escrito quando se nota que Flávio Bolsonaro aparece cercado de gente suspeita de envolvimento com as mesmas organizações criminosas que se pretende combater.

A cada nova fase de operações como a Unha e Carne ou Zargun – que prendeu o ex-deputado estadual Thiego dos Santos Silva, vulgo TH Joias, outro acusado de ser membro do CV –, fica mais difícil sustentar a separação entre quem diz enfrentar a criminalidade e quem, na prática, convive com ela sem maiores constrangimentos.

A rigor, a Polícia Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal, tem feito um trabalho que caberia primordialmente à própria política fluminense, em particular os partidos, fazer por si mesma: depurar seus quadros. Mas, enquanto isso não ocorre, cada nova operação policial, como a deflagrada no dia 2 passado, continuará confirmando o óbvio: no Rio de Janeiro, o crime organizado e o poder público não se cruzam por acidente. Fonte: https://www.estadao.com.br

 

Apontamentos Espirituais Noturnos- Um olhar sobre a vida-10.

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Publicado em 05 julho 2026
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Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, Sábado, 4 de julho/2026. (21h 17min)

 

Vamos respirar Deus? Respirar o quê! Eu disse, vamos respirar Deus? Na verdade, não entendi esta sua pergunta. Pode deixar comigo! Olha, no final do século III no Egito, na Síria e na Palestina, logo após o fim das perseguições aos cristãos, surge estes grandes homens de Deus que, retirando-se da cidade para viver uma vida em silêncio e na solidão, buscavam a radicalidade religiosa no combate espiritual através da chamada ascese e contemplação. Para eles – e para os primeiros monges carmelitas mais tarde- só em pensar em Deus já estava em contemplação. Portanto, para estes místicos- considerados os pais da vida monacal- o viver, o pensar o respirar era está – nas palavras atuais- conectados com Deus- e viver em Deus.

 

Vamos respirar Deus? Mas me fala uma coisa, respirar Deus, contemplar Deus, encontrar Deus significa está fora do mundo com todas as suas mazelas? Vamos entender melhor. Escrevendo este texto eu lembrei-me do tio Zé Pequeno, ele mora lá no sítio capim em Lagoa da Canoa, agreste de Alagoas. Ele – já com uma certa idade- morava sozinho, porém na sua casa sempre tinha alguém pedindo um conselho e levando os últimos fatos e acontecimentos. Ele tinha uma vida retirada, porém as pessoas sempre tinham a alegria de conversar com ele. Assim também era os padres do deserto e os carmelitas no Monte Carmelo no final do século XII e início do século XIII.

 

Quer dizer então que também o povo ou peregrinos procuravam no deserto tais homens para aprenderem a “respirar Deus”? Sim meu caro, as pessoas queriam também vivenciar esta mística e ao mesmo tempo serem aconselhadas para enfrentar os desafios da vida. Portanto, na verdade também os santos padres crescia ao terem contatos com as realidades sofridas do povo. Em outras palavras, para contemplar e respirar Deus, é necessário conhecer a realidade que o cerca, não existe a contemplação alienada. Aliás, Dom Frei Vital Wilderink, Carmelita, em seus escritos espirituais e retiros já deixava bastante claro esta busca por Deus a partir do olhar contemplativo da realidade. Portanto meu caro, vamos respirar Deus?...

Mãe do Carmelo

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Publicado em 04 julho 2026
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  • Solenidade da Mãe do Carmelo
  • Mãe do Carmelo
  • Canto de Nossa Senhora do Carmo,

Mãe do Carmelo

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm 

Mãe do Carmelo, pra onde vais, Virgem do Carmo, onde estais. / Ensina a seguir Jesus, ensina encontrar a paz (bis)

1- Na Ordem, Terceira do Carmo, vamos juntos evangelizar, / Senhora do Escapulário, vem logo nos ajudar (bis)

2- No mês, da Flor Carmelo, a Novena vamos rezar. / julho é carmelitano, com o Cristo vamos encontrar (bis).

3- Com, Madalena de Pazzi, e Tito Brandsma, vamos louvar. / Com Teresona e João da Cruz, para o Monte vamos caminhar (bis)

4- Não me fale, em devoção, e para os pobres, os olhos fechar. / O Carmelo é compaixão, e vidas sempre salvar (bis)

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo: Devoção e Proteção

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Publicado em 04 julho 2026
  • Frei Carlos Mesters,
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  • Devoção a Nossa Senhora do Carmo,
  • Novena de Nossa Senhora do Carmo,
  • Família Carmelitana,
  • Mensagem do Frei Carlos Mesters,
  • scapulário de Nossa Senhora do Carmo,

 

Frei Carlos Mesters, O. Carm

 

Naquele século XII, época da origem da Família Carmelitana, havia muitos escapulários. Um deles era o escapulário do Carmo. O escapulário era uma espécie de manto ou avental, sinal de serviço. Era usado pelos camponeses de um determinado lugar ou fazenda, para expressar sua pertença à família do dono daquele lugar. A veste do escapulário era um sinal visível da família, a que eles estavam ligados ou agregados. Conferia identidade às pessoas e as integrava num determinado grupo social ou comunidade.

O escapulário era expressão da garantia de proteção que os camponeses recebiam do dono do lugar (feudo ou fazenda) e da sua esposa, chamada a “Senhora do Lugar”. Era expressão também do obséquio ou serviço que eles deviam prestar ao fazendeiro e à “Senhora do Lugar”.

Os primeiros carmelitas, porém, abandonaram o seu feudo na Europa e foram  para a Terra de Jesus, para o Monte Carmelo. Queriam viver em obséquio de outro dono, Jesus; e de outra Senhora do Lugar, Maria, a Mãe de Jesus. O Escapulário do Carmo é a expressão visível deste novo jeito de viver o Evangelho. Manto de proteção e de compromisso.

O símbolo do Escapulário acentua os dois aspectos fundamentais da vida Carmelitana: a nossa devoção para com Maria, a mãe de Jesus, e a proteção da parte dela para conosco.  

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos.

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Publicado em 04 julho 2026
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  • O sequestro de Roxana Guzmán
  • Jornalista Roxana Guzmán
  • México é um dos países mais perigosos para jornalistas,

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos

Agentes de segurança forneciam apoio a grupo criminoso que realizou rapto, dizem autoridades locais

México é um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 assassinatos desde 1994

 

AFP

Uma jornalista mexicana que havia sido sequestrada por homens armados em 2 de junho foi encontrada morta, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (3). O caso reacendeu os alertas sobre a violência contra a imprensa no país, um dos mais letais para a profissão no mundo.

O sequestro de Roxana Guzmán em sua casa foi registrado em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais. Seus restos mortais foram encontrados dias atrás em um imóvel e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, que confirmou a morte em comunicado oficial.

Oito pessoas foram presas pelo homicídio, incluindo quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. Segundo a Procuradoria, os agentes "forneciam recursos, comida e apoio logístico ao grupo criminoso" responsável pelo sequestro. As investigações também apontam o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa que atua no sul do estado de Veracruz.

Guzmán era fundadora e diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo digital sediado em Nanchital, município de cerca de 30 mil habitantes no estado de Veracruz. A página, hospedada no Facebook, publicava notícias locais, denúncias da comunidade e cobria temas como segurança pública e política municipal.

Ela foi sequestrada na manhã de 2 de junho, quando homens armados invadiram sua residência e a levaram, tendo a família dela como testemunha. Imagens gravadas pelo celular de um familiar mostram os criminosos arrombando a porta com ferramentas pesadas e apontando armas para os moradores. O vídeo ajudou a dar repercussão nacional ao caso e permitiu a identificação de parte dos envolvidos.

Logo após o desaparecimento, organizações de defesa da liberdade de imprensa cobraram uma resposta imediata das autoridades.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu uma investigação rápida para esclarecer a motivação do crime e ressaltou que deveria ser considerada a possibilidade de relação com a atividade profissional de Guzmán. A organização destacou que a jornalista era conhecida por seu trabalho de cobertura de assuntos locais e denúncias na região.

Veracruz, no leste do país, é considerado um dos estados mais perigosos do México para o exercício do jornalismo. Outros dois jornalistas já haviam sido assassinados na região neste ano, e entidades de defesa da imprensa denunciam um histórico de impunidade em crimes contra comunicadores.

O México permanece entre os países mais letais do mundo para a profissão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados ali desde 1994, em um cenário marcado pela atuação do crime organizado, corrupção e ataques recorrentes à liberdade de imprensa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Apontamentos Espirituais Noturnos- Um olhar sobre a vida-09.

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Publicado em 03 julho 2026
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Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, Quinta-feira, 2 de julho/2026. (22h 53min)

 

O maior erro da Igreja é você!... Então a Igreja não tem erro? E como encarar os padres pedófilos, os escândalos de corrupção, a compra de escravos pelas Ordens religiosas e as Dioceses no Brasil? E a tortura e morte na chamada Santa Inquisição na Idade média? Olha, estas suas perguntas bem sabemos que são verdadeiras e fazem parte... Digamos, do lado pecador da Igreja, mas você sabia que você é Igreja? Eu! Não, não!... Eu não tenho TV Católica, Faculdades Católicas, Escolas Católicas- Aliás, verdadeiros impérios - e por aí vai. Mas vem cá, então você não é Igreja povo de Deus! Toda vez que você faz questão de apontar e condenar é como se você se condenasse a si mesmo. É por isso que eu afirmo sem pensar duas vezes- o maior erro da Igreja é você!

 

O maior erro da Igreja é você!... O Padre Cícero Romão Batista, lá no Juazeiro do Norte, Ceará, foi suspenso do uso de ordem- Proibido de celebrar a Missa e administrar os Sacramentos- no ano de 1894. Depois de lutar pelos seus direitos- chegando a ir até Roma- conseguiu revogar a tal proibição no ano de 1898, ao voltar para o Brasil o Bispo não aceitou- diz a história controversa recheada de inveja do alto clero do Ceará- Ele morre em 1934 sem ter algo mais sagrado na vida de um padre, ou seja; celebrar a Santa Missa e administrar os Sacramentos. Por sua vez, no ano de 2016 através do saudoso Papa Francisco, a Igreja lhe concedeu a reconciliação e o perdão 81 anos depois de sua morte. E o que é mais bonito, este controverso sacerdote segue no caminho da Beatificação e Canonização. Ele tinha tudo para criticar, cair fora e condenar a Igreja, mas ele- assim como Santa Teresa d` Ávila disse; “Enfim, morro filha da Igreja”. Portanto, somos Igreja, vivemos na Igreja e amamos a Igreja. É por isso que eu afirmo sem pensar duas vezes- o maior erro da Igreja é você!

Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032

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Publicado em 29 junho 2026
  • dom Leomar Antônio Brustolin,
  • Arcebispo de Santa Maria
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032,
  • Diretrizes da Ação Evangelizadora
  • documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil
  • Dom Leomar

Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032

 

Caminhos das DGAE 2026-2032

O arcebispo de Santa Maria (RS) e também coordenador do Grupo de Trabalho das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, dom Leomar Brustolin, apresenta no vídeo abaixo as ideias centrais contidas no documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB).

Aprovadas na 62ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2026, as Diretrizes da Ação Evangelizadora traduzem em linhas de ação por onde a Igreja no Brasil vai caminhar nos próximos anos para anunciar Jesus Cristo em comunidades missionárias.

Dom Leomar destaca que a palavra “Missão” é fundamental para entender as novas diretrizes. “Ir ao encontro as pessoas, num caminho cada vez mais sinodal. Isto é, caminhamos juntos, formamos uma família em torno de Jesus Cristo que busca anunciar a boa nova do Reino a tantas outras pessoas”, aponta.

 

Dom Leomar fala também dos compromissos assumidos no documento pelos bispos do Brasil reunidos em Assembleia. Conheça, no vídeo abaixo, o caminho proposto pelas novas diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2o26 a 2032. Fonte: https://www.cnbb.org.br

“Leone a Roma”: em 1º de julho o filme sobre os anos de Prevost na Cidade Eterna

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Publicado em 26 junho 2026
  • Robert Francis Prevost,
  • Papa Leão XIV,
  • Prevost na Cidade Eterna
  • Robert Francis Prevost,Robert Francis Prevost,

Às 18h da hora italiana (13h do Horário de Brasília) da próxima quarta-feira (01/07) será publicado o documentário em três idiomas (inglês, italiano e espanhol) nos canais do Vatican News. Já para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, a obra será exibida em pré-estreia na Filmoteca Vaticana no mesmo dia, às 17h da hora italiana.

 

Vatican News 

Depois de “León de Perú” e “Leo from Chicago”, a Rádio Vaticana – Vatican News lança “Leone a Roma”, um novo documentário que retrata os anos vividos por Robert Francis Prevost, atual Papa Leão XIV, na Cidade Eterna. Um período de cerca de 20 anos que vai desde a chegada à Itália vindo dos EUA em 1981, passando pelos anos à frente da Ordem de Santo Agostinho por dois mandatos, até a nomeação como prefeito do Dicastério para os Bispos e a criação cardinalícia em 2023. Anos de estudos, amizades, viagens, passeios, encontros, reuniões, peregrinações, trabalho. Tudo contado por meio de imagens e vídeos inéditos e pelas vozes de confrades, colegas de estudo, velhos amigos, membros da Ordem Agostiniana ou do Dicastério para os Bispos.

“Leone a Roma” completa, assim, a série de produções da mídia vaticana destinada a aprofundar a figura e a vida do Pontífice, iniciada com o documentário “León de Perú”, lançado em junho de 2025, sobre os anos de missão no país sul-americano, seguida por “Leo from Chicago”, lançado em novembro de 2025, sobre as raízes americanas de Prevost.

Trata-se de uma produção da Direção Editorial do Dicastério para a Comunicação. Foi realizado pelos jornalistas Felipe Herrera-Espaliat, Salvatore Cernuzio e Tiziana Campisi, com edição de imagens de Jaime Vizcaíno Haro e Stefano Anella.

Às 18h do horário italiano de quarta-feira, 1º de julho, o documentário será publicado no canal do YouTube do Vatican News, inicialmente em três idiomas (inglês, italiano e espanhol), e também divulgado por meio da mídia internacional que solicitar o material. Para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, está prevista, também na quarta-feira, às 17h, uma exibição em pré-estreia na Filmoteca do Vaticano. https://www.vaticannews.va

Das primeiras diretrizes pastorais às DGAE 2026-2032: a caminhada evangelizadora da CNBB

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Publicado em 24 junho 2026
  • CNBB,
  • A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032,
  • Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, documento que orientará a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos anos.

Um vídeo, produzido pela Edições CNBB, resgata a caminhada histórica da Conferência na construção desse documento. A produção evidencia uma trajetória eclesial e pastoral construída ao longo de décadas, em diálogo com os desafios de cada tempo e com a recepção do Concílio Vaticano II na vida da Igreja no Brasil.

  

A inspiração conciliar e a pastoral de conjunto

O vídeo aponta que as novas Diretrizes, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), inserem-se em uma tradição que remonta aos primeiros esforços da Igreja no Brasil para organizar a ação evangelizadora de forma articulada, participativa e missionária. Essa trajetória revela como a CNBB foi assumindo, progressivamente, uma compreensão de Igreja fundada na comunhão, na corresponsabilidade e na pastoral de conjunto, em sintonia com a Constituição dogmática Lumen Gentium, um dos principais documentos do Concílio Vaticano II.

Realizado entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II representou um marco decisivo para a vida da Igreja em todo o mundo. Entre os seus textos centrais está a Lumen Gentium, que apresentou uma renovada compreensão da Igreja como Povo de Deus, corpo vivo de Cristo, reunido na comunhão e enviado em missão.

No Brasil, a recepção dessa eclesiologia encontrou eco na ação da CNBB, especialmente nos documentos que passaram a orientar a chamada pastoral de conjunto – expressão que traduz o esforço de organizar a missão da Igreja de forma integrada, superando iniciativas isoladas e favorecendo a participação de todo o povo de Deus.

A recepção da Lumen Gentium nos documentos da CNBB não se deu de forma linear ou repetitiva, mas como um processo histórico e pastoral marcado por continuidades, adaptações e releituras. Ao longo desse percurso, os textos da Conferência foram incorporando, em diferentes contextos, temas como comunhão, participação, planejamento pastoral e corresponsabilidade missionária.

 

Do Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais

Essa caminhada tem um de seus marcos no Plano de Pastoral de Conjunto 1966-1970, elaborado no contexto imediato do pós-Concílio. O documento expressou o esforço da Igreja no Brasil de traduzir as intuições conciliares em caminhos concretos de organização pastoral, oferecendo orientações comuns para a ação evangelizadora no país.

Desde então, a CNBB passou a elaborar e atualizar documentos de orientação pastoral, acompanhando as transformações da sociedade, da vida eclesial e da missão da Igreja no Brasil. Ao longo das décadas, essa tradição se consolidou nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que se tornaram referência para dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e organismos eclesiais.

O vídeo produzido pela Edições CNBB mostra que esse percurso confirma a pastoral de conjunto não apenas como uma estratégia organizativa, mas como expressão concreta de uma visão de Igreja inspirada na comunhão e na missão. Assim, planejamento, participação e articulação pastoral não aparecem apenas como instrumentos administrativos, mas como formas de tornar visível, na vida e nas estruturas eclesiais, o mistério de comunhão que constitui a própria Igreja.

 

Um caminho que chega às DGAE 2026-2032

É nesse horizonte que se situam as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, aprovadas pelos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB. O novo documento dá continuidade a esse processo histórico de discernimento e atualização pastoral, reafirmando a missão evangelizadora da Igreja em um contexto marcado por profundas transformações culturais, sociais e tecnológicas.

As novas Diretrizes oferecem referências para a vida e a missão da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, procurando responder aos desafios do presente com fidelidade ao Evangelho, atenção à realidade e abertura ao caminho sinodal vivido pela Igreja. Em continuidade com a tradição da CNBB, o documento busca fortalecer uma Igreja cada vez mais missionária, participativa, samaritana e enraizada na Palavra de Deus, na Eucaristia e na vida das comunidades.

Como ter acesso às Diretrizes? Adquira (aqui) o Documento. Fonte: https://www.cnbb.org.br

Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam

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Publicado em 15 junho 2026
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  • O Dia Mundial dos Pobres,
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  • Papa Leão XIV,
  • MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O IX DIA MUNDIAL DOS POBRES
  • X Dia Mundial dos Pobres
  • O Senhor é o refúgio do pobre
  • centenário da morte de São Francisco de Assis

“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

 

Silvonei José – Vatican News

“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.

Ouça e compartilhe

Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.

Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.

Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».

Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.

O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.

O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.

Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.

Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.

O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.

Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.

O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.

Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.

Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.

Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.

Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.

A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.

O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.

Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.

Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.

O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.

Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.

Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.

O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va

Corpus Christi despedaçado. 4 de junho-2026, Festa de Corpus Christi

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Publicado em 05 junho 2026
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Artigo do Frei Petrônio,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Corpus Christi,
  • Corpus Christi Despedaçado,
  • Convento do Carmo de Mogi das Cruzes,

Por; Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo, de São Paulo. 7 de junho-2012, Festa de Corpus Christi.  

Atualização: Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. 4 de maio-2026, Festa de Corpus Christi. 

 

Ó Jesus no ventre materno
Em Maria a gerar.
Olha para as mães grávidas
Sem família e sem um lar.
Junta todos os pedaços
De sangue, suor e dor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem mostrar o teu amor!

 

Sacramento de unidade
Pão da vida salutar.
Os Sem-Teto chorando
Nas ruas a caminhar.

Das balas e dos arrastões

No Rio de Janeiro vem livrar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha logo nos saciar!

 

Com os Mártires da Guerra
Pela justiça a clamar.
No Oriente Médio

O sangue a derramar.
Estas vidas em pedaços
Na juventude a gritar.
Ó meu Jesus Eucarístico
A todos vem acalmar!

 

Partilhar a Boa Nova
Nas Mídias denunciar.
Os Missionários na Nigéria

O Sangue a derramar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos libertar.
Livra-nos dos ditadores

E da violência a reinar!

 

 

A Natureza sangrando

O homem a dominar.

Destrói do nosso país

A Fake News a se espalhar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos confortar.

Arranca dos corações

A divisão a se espalhar!

 

 

As vidas despedaçadas

Os cacos venha juntar!

As comunidades Quilombolas

Os indígenas a lutar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Com eles vem caminhar.

As suas vidas quebradas
Os pedaços vem juntar.

 

 

A Inteligência Artificial

Entrando em nosso lar.
Deleta os homofóbicos

Venha nos iluminar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha nos orientar.

E com o Papa Leão XIV

Pela paz vamos rezar!

 

 

O trabalhador rural

De sol a sol a lutar.

Nas Cracolândias da vida

Os adolescentes a vagar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem conosco caminhar

Liberta dos nossos vícios

A todos venha curar!

 

 

Se depender de oração
Este povo vai salvar-se.
Com as novenas e rezas
Todos sempre a clamar.
Mas as vidas em pedaços
Quem poderá ajuntar?
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha nos conscientizar!

 

 

Nas eternas noite escuras
das Guerras e do pavor.

Livra-nos dos governantes

Sem carinho e sem amor.

E neste Ano Eleitoral

Vem Jesus nos libertar

Das garras dos lobos famintos

Que querem nos devorar!

 

 

Alimento da Vida Eterna

Venha nos fortificar
Afasta-nos dos fanáticos
E da religião a explorar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Neste mundo vem reinar

Dos Donald Trump`s da vida

Venha logo nos libertar!

 

 

Em cada cidade clamamos
Meu Jesus libertador.
Olha por estas famílias,
Sem carinho e sem amor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Do tráfico vem libertar
A estas vidas em pedaços
A tua paz vem nos dar! 

SILÊNCIO

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Publicado em 18 abril 2026
  • Carmelitas,
  • Textos Carmelitas,
  • Província Carmelitana Fluminense,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Frei Cláudio van Balen,
  • Reflexões de Frei Cláudio Van Balen,
  • transcendente
  • A ESPIRITUALIDADE CARMELITANA

 "Pai, possam eles contemplar a glória que me concedestes, porque me amais". (Jo 17,24) 

 

Frei Cláudio van Balen, O Carm                                                

A espiritualidade carmelitana  faz dedicar-nos a cultivar crescente sensibilidade para captar a atuação da graça ou a presença do transcendente contida em toda a realidade. Assim ajudamos outros a se deixarem tocar, envolver pelo mistério. Receber e transmitir o toque divino é  ponto central do jeito carmelitano de ser.

Partimos do princípio de que todo encontro mais profundo consigo e com a realidade é encontro com Deus que liberta e melhora a qualidade de vida. Tal postura enobrece a pessoa e permite que, nela, Deus aconteça. O encontro com ele, aliás, é o objetivo de toda vivência cristã, de toda atividade e expressão da fé.

Nessa perspectiva, o cultivo do silêncio visa colocar as funções dos sentidos a serviço da fé. Ou seja, em vez de prender o coração a seus objetos sensoriais, esses poderão aguçar nossa receptividade interior, registrando a dimensão oculta na realidade visível: Deus com sua presença amiga e atuação salvadora.

Pratica o silêncio quem, bem integrado e interiormente iluminado, mergulha de tal maneira dentro de seu contexto existencial que, ao lidar com coisas e pessoas, fatos, problemas e emoções, aprofunda sua união com a interioridade que dá a tudo coesão e o relaciona com uma harmonia real ou projetada.

Graças ao silêncio, a vida, o mundo e a história são percebidos como o espaço do Transcendente. Tudo que ali ocupa um lugar ou desempenha uma função, também presta o serviço de imagem, sinal e mediação evocando seu potencial oculto, o poder e o amor de Deus e seu Projeto de Libertação integradora.

O silêncio não produz fugitivos, mas comprometidos; não faz a pessoa insensível, porém mais solidária; não cria alienados, mas conscientiza.. Mais do que estranhos no ninho, gera pessoas de vanguarda na renovação da vida, na melhoria das relações, no desenvolvimento da história e na construção da Igreja.

Como atitude, cultivar o silêncio é uma sensibilização por essa onipresença do “algo mais”  que mantém tudo interligado. De fato, alguém só pode tornar-se contemplativo em atitude, se primeiro se dedica com afinco ao silêncio, a essa abertura ao transcendente na realidade, em busca de uma crescente sintonia.

No Carmelo, as pessoas são motivadas e ajudadas para que se coloquem e conservem sempre na presença de Deus. Sinalizado por tudo e todos, graças à clarividência da fé, ele é o mistério onienvolvente que integra  o existir, interligando todas as suas facetas em uma densidade significativa que leva ao encontro.

Deus presente é dádiva que surpreende e abre novos horizontes; é luz que possibilita o nosso ir e vir, mesmo em meio à escuridão; é força que dá coragem nos embates da vida e é o alvo que sempre de novo encanta e atrai. Graças ao silêncio, o próprio ir e vir nos transporta para dimensões sempre além do “dado”.

Pela contemplação, tudo se encaminha para um sentido integrador, em que o drama não paralisa nem a euforia ilude. Tudo é incorporado ao conjunto e cada um com sua função, bem dentro da tessitura da própria existência,  em benefício do todo. Não desperdicemos nada, tudo é prenhe de um significado.

Em seu esforço de espiritualização, o praticante do silêncio procura ver, através de tudo e por trás do imediatamente dado, uma realidade maior ou diferente, com ofertas e apelos; e de bom grado deixe instrumentalizar-se tanto pelo humilde como pelo grandioso. Assim permite que o universo conspire a seu favor.

Mediante o exercício persistente de, em tudo, captar o “lado de dentro”, o “mistério”, adquire um grau superior de sensibilidade, de modo que, qual cera maleável, tudo e todos possam contribuir para sua transformação. Passo a passo, vivendo fé, esperança e amor, apodera-se de uma leitura correta da vida.

O silêncio é uma ferramenta indispensável para a vida poder irromper em nós e a graça revelar-se em toda a sua pujança. Graças ao silêncio, Deus pode sussurrar a nosso coração o que tem para nos oferecer e como podemos andar por seus caminhos, superando fragmentação através de relações saudáveis.

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ

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Publicado em 07 fevereiro 2026
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  • Rio de Janeiro
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  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Mensagem do Frei Petrônio de Miranda,
  • Pensamentos do Frei Petrônio de Miranda,
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  • A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ
  • Religião e Profetismo,

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ: “EU VI E OUVI A AFLIÇÃO DO MEU POVO” (Ex 3,7) – Testemunho a partir de Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., Prior da Comunidade

(Com colaboração de Frei Gilvander Luiz Moreira, O. Carm)

    

“Violência! Opressão!”, bradava com veemência o profeta Jeremias, ao ser reprimido no seu sagrado direito de profetizar. Após ser torturado e preso, o profeta Jeremias, ao ser solto, não abaixou a cabeça e denunciou o sacerdote Fassur, administrador-chefe do templo, dizendo na cara dele: “Seu nome não será mais Fassur, mas Terror-ao-redor”. Este contexto de brutal violência física, psicológica, social, econômica, política e religiosa existia na época do profeta Jeremias (Jer 20,8-9,5) e atualmente é o que presenciamos em várias partes do Brasil e do mundo, especialmente no estado do Rio de Janeiro. E neste contexto desempenhar a missão de evangelização e denunciar a corrupção, a idolatria e opressão dos pobres se tornou um desafio imenso. 

Eis alguns dados que não podem ser vistos friamente, pois por trás de números dramáticos estão milhares de pessoas e famílias destroçadas e violentadas. No estado do Rio de Janeiro, 124 jovens de bairros periféricos (favelas) foram mortos pela Polícia militar e civil no ano de 2025; 167 mortos e 188 feridos nos últimos três anos por balas perdidas. Dia 28 de outubro de 2025 aconteceu o maior massacre da história do Rio de Janeiro em uma megaoperação das polícias militar e civil: 121 mortos – algumas fontes dizem que foram 126 mortos - nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, RJ. O Instituto Médico Legal demonstrou que quase todos os mortos tinham sinais de execução. A população encontrou na mata ao lado da favela 70 corpos que foram colocados expostos em praça pública da comunidade. Cenas de guerra, barbárie, terror.

Vários Deputados, vereadores, prefeitos, governadores e juízes presos com envolvimento no mundo do tráfico nos últimos anos três anos. Comunidades entregue ao terror, ao medo e a morte. Vários padres foram obrigados a fecharem as igrejas por ordens de traficantes. Trabalhadores, mães e a população em geral com medo. “Aqui todo mundo tem olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não ouvem, pois se verem e denunciarem, se ouvirem e denunciar, morrem”. Eis uma regra para sobreviver no meio de fogo cruzado entre traficantes, milícias e o aparato repressor do Estado.

Estes dados retratam uma cidade completamente dominada por uma elite dominante, encastelada no Estado e nas grandes empresas que lucram e acumulam capital semeando violência no meio das comunidades periféricas. É Noite Escura. “O Rio de Janeiro!” Muitas vezes fica difícil encontrar a pequena luz no fim do túnel ou dentro do túnel e falar de Esperança em tal realidade que clama aos céus e mais parece uma sexta-feira da Paixão que um Domingo da Ressurreição.

O povo encurralado por um Estado cúmplice da violência, que mais faz campanha eleitoral com sangue humano. Ou seja, autoridades políticas ordenam repressão e a realização de massacres para angariar votos, pois sabem que os controladores maiores do tráfico não moram nas favelas, mas em bairros nobres e usam terno e gravata, via de regra. Entretanto, diante da insegurança social, situação em que as pessoas podem ser assaltadas ou receber uma bala perdida a qualquer momento, muitos são induzidos a acreditar que com repressão se conquistará segurança pública. Ledo engano! Políticos de direita e de extrema-direita se elegem e se reelegem e durante seus mandatos impedem justas e necessárias políticas públicas que de fato podem asfixiar o tráfico e as milícias, e construir um projeto popular de sociedade com justiça, respeito, paz e solidariedade.

Nós, Frades Carmelitas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, RJ, nos últimos dois anos, após os conflitos entre traficantes, milicianos e polícia, recolhemos 69 balas caídas em nossa Comunidade Conventual. Não são flores de Santa Teresinha que recolhemos em nosso claustro, mas balas (cápsulas) letais de metralhadoras e fuzis, que só chegam aos morros com a cumplicidade de autoridades do Estado.  No meio deste fogo cruzado, a nossa Paróquia sofre as consequências de uma guerra civil não declarada na chamada “cidade maravilhosa”.

Neste contexto de sofrimento humano retratado no Poema A Noite Escura, de São João da Cruz, todos os dias enquanto carmelitas passamos pela purificação dos sentidos, da vocação carmelitana e da nossa próxima existência se protegendo contra as balas, os arrastões e a violência que apavora e aterroriza a todos nós, frades Irmãos(as) da Ordem Terceira do Carmo e paroquianos, procurando ser uma fonte de paz e serenidade para o povo Deus que vem até nós desesperado buscando um conforto espiritual e uma paz que dê sentido ao chamado carmelitano em uma realidade de terror.

As nossas atividades Missionárias e Pastorais foram ajustadas no que se refere os horários, seja as Festividades da Novena e Festa de Nossa do Carmo e até mesmo os horários normais das Missas e outras atividades para proteger as famílias que nos procura. Se antes tínhamos procissão e Missão, hoje se tornou impossível. As ruas estão fechadas com proteção dos próprios moradores para tentar barrar a entrada de traficantes e milicianos. Por sua vez a Polícia, também envolvida no mundo do crime, não garante proteção ou segurança. “Aqui os traficantes nos protegem, graças a Deus! Ninguém vem mexer com a gente”, nos relatam moradores que confiam mais nos jovens do tráfico do que na Polícia.

Em 2023 pelo menos 35 ônibus foram incendiados contra uma ação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano. Cada bairro, morro ou região tem os seus “donos” e quando são ameaçados pelo Estado transformam o Rio de Janeiro em uma verdadeira Guerra. Desde o ano de 2023, 25 crianças e adolescentes inocentes foram mortas por balas perdidas.

“Sofrer não faz mal, desde que nos sintamos amados”. Este pensamento de São Tito Brandsma, Mártir Carmelita da 2ª Grande Guerra, podemos confirmar com certeza diariamente aqui no Rio de Janeiro através do carinho do povo de Deus para com o Carmelo. Às vezes, acordamos às 5 horas da manhã com o barulho de tiros e de helicópteros sobrevoando a nossa Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Ficamos apreensivos, nervosos e tristes, mas somos amados pelo povo e isso nos fortifica para continuarmos em Missão a partir da Regra do Carmo e do nosso compromisso assumindo e falando pelo grande Profeta Elias, “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum“.

Enquanto carmelitas, somos presença não apenas de reza ou sacramentos, mas também de apoio psicológico, afetivo e humano por meio dos voluntários da Associação Beneficente São Martinho ao longo dos últimos 30 anos. Destacamos ainda as diversas campanhas sociais em favor das famílias vitimadas pela pobreza e pela violência nos morros.

Diante de tais dados e testemunho o que podemos dizer do nosso Profetismo e da nossa Espiritualidade Mariana? Impossível colocar em prática o tripé do Carisma/Espiritualidade dos Carmelitas – Contemplação, Fraternidade e Profetismo – se nos omitirmos e permanecermos em ambientes seguros, tranquilos de classe média, que são oásis na sociedade brasileira com brutal desigualdade. Temos que levar a sério as origens do Carmelo – mendicância – em tempos de teocracia que usava e abusava do nome de Deus e de textos bíblicos para fortalecer uma Igreja Instituição rica e que sustentava senhores feudais. O contexto de violência nos interpela para levarmos a sério o testemunho dos profetas Elia que, no meio das viúvas de Sarepta – marginalizadas – se tornou presença solidária e denunciava com atitudes de vida a idolatria que justificava a exploração dos pobres. A dupla porção do testamento espiritual herdada pelo profeta Eliseu de Elias indica que o discípulo deve superar o mestre e ser coerente empunhando a bandeira da profecia em estreita sintonia com a contemplação e na fraternidade ad intra e ad extra. Sentimos também um apelo para levarmos a sério o testemunho de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, tão bem retratado pelo Evangelho de Lucas no Cântico de Maria, que resgata a fina flor da experiência dos profetas e profetisas desde as parteiras do Egito, Moisés, Ana e todas as mulheres profetisas da Bíblia, que testemunharam a utopia do Deus da vida: “dispersar os soberbos de Coração, derrubar do trono os poderosos e elevar os humildes; saciar os famintos e despedir os ricos de mãos vazias” (Lc 1,51-53)

Como ser uma fonte de Esperança e conforto para quem chora a morte neste cenário de Guerra? Frei Sérgio Gorgen, franciscano, agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cofundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), alguns dias antes da sua travessia para a vida em plenitude, escreveu: “Vivi em situações de muita dor (até hoje ecoam nos meus ouvidos o choro de crianças com fome nos barracos de acampamento e até me dói no mais fundo de mim a dor de enterrar crianças que morriam de fome) e muita tensão em tantos e tantos conflitos vividos, mas os tempos de alegria e confraternização foram infinitamente maiores. Não tive o direito de ter crise, nem vocacional, nem espiritual, nem de confiança no futuro, embora em meu interior, tenha passado por várias e tantas, porque sentia a responsabilidade e o peso do hábito de São Francisco sobre os ombros na vocação que abracei. E desde aquele dia em que, num conflito de terra na ocupação da Fazenda Anonni, em que a Brigada Militar avançava em direção ao povo e uma mulher puxou minha camisa e me disse “Frei, o senhor não vai fazer nada?” e eu, cheio de vergonha, avancei do meio do povo e fui para frente dos policiais, incapaz de dizer uma única palavra, abri os braços e parei bem próximo a eles – e as crianças com flores na mão, me seguiram e os policiais pararam - desde aquele dia, perdi também o direito à omissão.”

Resposta ou receita para resolver tal realidade não temos, o que podemos afirmar é que choramos com o povo, sonhamos com o povo, rimos com o povo e buscamos cicatrizar as nossas e as suas feridas por meio da Eucaristia, da convivência fraterna e do olhar para cruz, certos de que a cruz não é só sofrimento, mas de luz, de resistência miúda que insiste a cada dia em viver.

Noite Santa- Nova música do Frei Petrônio

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Publicado em 23 dezembro 2025
  • Advento e natal,
  • Natal,
  • O Natal,
  • Homilia de Natal,
  • Melchior Baltasar e Gaspar,
  • Festa dos Santos Reis,
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  • Gaspar, Melchior e Baltazar,
  • Os Santos Reis Magos
  • Noite Santa
  • Melchior
  • Canto de Natal,
  • Nasceu Jesus

Noite Santa

Letra e Música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

Rodovia Presidente Dutra- A Caminho de São Paulo- 1º de Março/ 2024. Complemento, 4 de dezembro-2025.

 

 

1-Quem foi que falou? Eu ouvi falar. A Estrela brilhou, vamos caminhar, seguindo Melchior, Baltasar e Gaspar, o Filho de Deus, vamos adorar.

 

2-Chegando em Belém, vamos cantar, com os santos pastores, adorar. Gloria a Deus nas alturas, vamos gritar! Entre os animais, Ele vai estar.

 

3-Olhando a família, sempre a pensar, Maria feliz com Jesus a brincar. O Filho de Deus entre nós está, louvores cantemos, a Paz vai reinar.

 

4- Esperança ó Esperança, vem renascer, esta pequena chama  reacender. Nesta noite santa nada a temer, Ele está entre nós para defender.

 

5-Que cessem as trevas e a falta da fé, nossos olhos brilham ó São José. Com Francisco de Assis vamos adorar, nesta manjedoura, vamos nos curvar.

 

6-Crianças nas Guerras com fome a morrer, ó Menino Deus, vem proteger. Famílias chorando a peregrinar, dormindo nas ruas sem pão e sem lar.

 

7-Mulheres Marias, sempre a gritar, o feminicídio entre nós está. Derruba os muros da separação, liberta os jovens de toda prisão.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

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Publicado em 22 dezembro 2025
  • Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI
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  • Acidente na BR-316,
  • Miguel Leão,
  • Acidente em Miguel Leão,
  • Acidentes de Natal,
  • Acidentes de final de ano,

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

Acidente aconteceu na noite de domingo (21), em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas estavam no mesmo veículo.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI

 

Por Gabriely Corrêa*, g1 PI

Um homem de 51 anos e duas passageiras morreram em um acidente entre dois carros de passeio na BR-316, na noite de domingo (21).

Outras três vítimas ficaram gravemente feridas. Elas foram encaminhadas ao Hospital de Urgência de Teresina.

Segundo a PRF, a principal suspeita é de que um dos carros trafegava na contramão.

Três pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas em uma colisão entre dois carros na noite de domingo (21), na BR-316, em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas fatais estavam no mesmo veículo.

O acidente aconteceu por volta das 20h15, no km 80,4 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita é que um dos carros trafegava na contramão.

Entre os mortos estão um homem de 51 anos, uma mulher de 24 anos e outra pessoa do sexo feminino ainda não identificada.

Já entre os feridos estão um homem de 39 anos, uma mulher de 32 anos e outra pessoa do sexo feminino não identificada. Todos ficaram gravemente feridos.

O Corpo de Bombeiros ajudou no resgate das vítimas. Em seguida, elas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Após a perícia, o Instituto Médico Legal (IML) removeu os corpos do local. Fonte: https://g1.globo.com

O Presépio como escola de fé

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Publicado em 15 dezembro 2025
  • o significado do presépio
  • CARTA APOSTÓLICA SIGNUN ADMIRÁVEL DO SANTO PADRE FRANCESCO SOBRE O SIGNIFICADO E O VALOR DO PRESÉPIO
  • O VALOR DO PRESÉPIO
  • CARTA DO PAPA SOBRE O O VALOR DO PRESÉPIO
  • fazer o presépio é convidar Jesus a entrar na nossa vida
  • Arcebispo de Santa Maria
  • AS MENSAGENS DO PRESÉPIO
  • O Presépio

 

Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)

 

Quando chegam os primeiros dias do Advento, minha memória sempre retorna àquela cena doméstica que marcou a minha infância: meu pai começando a preparar o material para o presépio. Era quase um ritual. Enquanto minha mãe cuidava da árvore, que nós chamávamos de “pinheirinho” meu pai assumia a missão de transformar um canto da sala da casa numa pequena Belém. E ele fazia isso de modo pedagógico, envolvendo os filhos na construção da gruta, como quem ensina um ofício sagrado. 

Lembro-me do cuidado dele ao tingir a serragem que seria a grama do presépio, espalhando os tons de verde para dar mais vida ao cenário. Depois, vinham os papéis pintados à mão, pacientemente amassados e moldados, para parecerem pedras reais. A gruta se erguia devagar, entre risos, poeira colorida, pincéis, cola e aquela expectativa que só as crianças conhecem. Meu pai também cuidava das luzes, porque – como ele dizia – a manjedoura precisava brilhar, mas brilhar com humildade. 

Meu pai partiu cedo. Mas, até hoje, nos dias que antecedem o Natal, é como se suas mãos continuassem ali, ensinando, orientando, construindo. Essa memória não é apenas lembrança; é formação. Foi ali, naquele presépio simples, que aprendi que a fé se transmite pelos olhos, pelas mãos, pelo convívio, pelo amor concreto de uma família que prepara o coração para o Natal. Montar o presépio era mais que montar um cenário: era aprender a viver o Nascimento de Jesus Cristo. 

 

O presépio como escola de fé 

É nesse espírito que o Papa Francisco escreveu a carta apostólica Admirabile Signum, recordando ao mundo a importância de manter viva essa tradição. Segundo ele, o presépio é um “sinal admirável”, capaz de reacender a memória da fé e tocar o coração. O presépio nos educa porque fala através dos símbolos e desperta aquela ternura que nos aproxima de Deus. 

De fato, montar o presépio hoje é um gesto contracultural. Em meio à pressa, ao consumo exacerbado e à superficialidade das imagens, o presépio nos obriga a parar e contemplar. Ele devolve profundidade ao Natal, lembrando que o centro da festa não é a árvore iluminada nem os presentes, mas o Deus que se faz pequeno numa manjedoura. O presépio é uma miniatura da humildade divina — um Evangelho moldado em figuras simples. 

Cada peça carrega significados que atravessam gerações. Os pastores representam os pobres e esquecidos que Deus coloca em primeiro lugar. Os Magos lembram a universalidade da fé, que abraça todos os povos. A luz discreta nos conta que a esperança não entra no mundo com estrondo, mas com suavidade. A gruta evoca nossas próprias sombras, que Cristo vem iluminar. E no centro, sempre, o Menino – tão frágil que cabe no colo, tão grande que sustenta o mundo. 

 

Tradição que se torna missão 

Por isso, montar o presépio é também criar memória espiritual. É oferecer às crianças — como fez meu pai — a herança de uma fé concreta, vivida, encarnada. O presépio instalado na casa se torna catequese visual: fala de proximidade, simplicidade, humildade e amor. 

O Papa Francisco destaca que o presépio toca o coração mesmo de quem não participa da vida da Igreja. Ele revela a ternura de Deus e recorda que a fé cristã nasce da contemplação de um mistério que se entrega. Por isso, o presépio não é apenas tradição; é anúncio. Ele evangeliza porque emociona. Ele ensina porque comove. Ele reúne porque desperta comunhão. E quando as mãos das crianças ajustam a gruta, quando colocam a serragem, quando alinham as figuras, um aprendizado precioso se transmite: o Natal começa no coração. Fonte:  https://www.cnbb.org.br

O que Leão XIV diz em sua biografia sobre mulheres, fiéis LGBTQIA+ e escândalos de abuso na Igreja

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Publicado em 26 novembro 2025
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Papa afirma que casamento é entre homem e mulher, mas também condena uso político dessa discussão

Papa Leão XIV assina biografia escrita por Elise Ann Allen Foto: Reprodução/Twitter Elise Ann Allen

 

A nova biografia “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI” oferece o retrato mais completo até agora do primeiro papa americano, um líder que, aos 70 anos, assumiu o trono de São Pedro com a ambição de reduzir polarizações e devolver serenidade a uma Igreja de 1,4 bilhão de fiéis.

Escrita pela jornalista Elise Ann Allen, do portal católico Crux, a obra se baseia em três horas de entrevistas realizadas em julho e na convivência que ela desenvolveu com o então Robert Prevost desde 2018, quando ele ainda era bispo no Peru.

A biografia acompanha a trajetória de Leão XIV desde a infância em Chicago até sua eleição no Vaticano, e revela um pontífice cauteloso, avesso aos holofotes, mas disposto a definir pessoalmente a narrativa de sua própria história. As conversas ocorreram na Villa Barberini, residência papal de verão, e depois na moradia provisória do papa na Santa Sé, enquanto os aposentos oficiais passavam por reforma.

Apesar do estilo reservado, Leão XIV expõe no livro algumas das posições mais importantes de seu pontificado. Ele afirma não ter intenção de ordenar mulheres, embora garanta que continuará nomeando lideranças femininas para cargos-chave da igreja, e diz estar aberto a ouvir opiniões divergentes. Também reforça que acolherá “todos, todos, todos”, inclusive fiéis LGBTQIA+, mas sem alterar a doutrina católica sobre sexualidade ou casamento.

“O casamento é para um homem e uma mulher”, diz Leão, que define “família” como “pai, mãe e filhos”. Ao mesmo tempo, ele condena o uso político dessa discussão e lamenta que, em alguns círculos europeus, bênçãos pastorais estejam sendo transformadas em rituais que extrapolam o que a Igreja ensina.

Leão XIV descreve a crise de abusos sexuais como um dos temas mais dolorosos da Igreja que exige proximidade com as vítimas, mas alerta que o drama dos abusos não pode se tornar o único foco dos católicos: “A grande maioria dos padres e religiosos nunca abusou de ninguém”.

O papa também aborda a geopolítica mundial. Sobre a Faixa de Gaza, classifica as cenas de sofrimento como “terríveis” e afirma temer que o mundo se torne insensível ao drama humano. Diz que a Santa Sé, por ora, não considera possível declarar tecnicamente se há um genocídio em curso.

Primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, Leão XIV afirma não querer interferir na política de seu país natal, nem mesmo em relação ao presidente Donald Trump, embora não fuja de conversas quando se trata de temas urgentes. / COM INFORMAÇÕES DO THE WASHINGTON. Fonte: https://www.estadao.com.br

Cardeal Tempesta: somos chamados a superar o ódio, a vingança e a indiferença

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Publicado em 29 outubro 2025
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O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre os últimos acontecimentos na capital fluminense. “Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos”.

Silvonei José – Vatican News

Um fato sem precedentes sacudiu nesta terça-feira a cidade do Rio de Janeiro. Uma grande operação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV (Comando Vermelho) e resultou na morte de ao menos 64 pessoas.

As pessoas foram mortas durante ação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, sendo quatro policiais (dois militares e dois civis), segundo a Polícia Civil. De acordo com informações da imprensa local, outras nove pessoas foram baleadas, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.

Ação mobilizou 2.500 policiais militares e civis para cumprir mandados de busca e apreensão nos dois Complexos na capital fluminense. A ação - segunda a imprensa - é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro na tentativa de atingir lideranças do CV.

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre o que ocorreu. Eis a íntegra da mesma:

“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

 

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje vivemos um dia muito difícil no Rio de Janeiro. Com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos deste dia, em que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo têm ferido o coração da nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida humana é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada.

Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que Cristo, o Príncipe da Paz, envolva cada coração ferido com Sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte. Que Ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova.

Somos chamados, como discípulos de Cristo, a ser construtores da paz, a superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. É urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica, que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

Mesmo diante do caos, creio firmemente que o amor e o bem são mais fortes que qualquer violência. Peço a cada um que seja instrumento dessa paz. Não podemos alimentar o ódio, nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para a alegria e a acolhida. Que, com fé e perseverança, possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. E, como diz o hino da nossa cidade: “Que Deus te cubra de felicidade — Ninho de sonho e de luz.”

Convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, e que cada gesto de amor seja um passo rumo a uma cidade mais fraterna e justa. Que o Senhor da vida converta nossos corações, cure as feridas da violência e nos faça instrumentos de Sua PAZ. Que Maria, Rainha da Paz, interceda por nossa cidade, por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia de hoje.

Invoco, sobre todos, a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento de dor.

Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: https://www.vaticannews.va

Congresso Carmelita- Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa

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Publicado em 06 agosto 2025
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1º - Congresso da Família Carmelitana do Brasil. 2-3 de agosto 2025, Aparecida, São Paulo.

 

Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa, irmã do Sodalício da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho/RJ. Tema: Rumo ao Monte Carmelo em Comunidade: Um olhar para a vida fraterna na Espiritualidade da Ordem Terceira do Carmo.

 

 

 “O Carmelita que não ora é falso Carmelita”.

 “A contemplação tem que me levar ao encontro do próximo”.

 “Na contemplação eu encontro o meu próximo”.

 “Se a contemplação não me leva ao encontro do irmão, isso não é contemplação”

 “O Carmelita tem que juntar, não separar”

 “O amor ao próximo é um caminho que nos ajuda a encontrar Deus”.

 “Se você deixar o Espírito Santo agir na vida, você faz coisa que até você dúvida e se pergunta: Será que fui eu mesmo que fiz isso”?

 “Se a Palavra de Deus não me faz uma pessoa melhor, essa Palavra é nula”.

 “A Eucaristia tem que ser constante, se ela for diária, Graças a Deus”.

 “A oração sai e vai ao encontro do nosso próximo, ela não é estática”.

 “Não é possível sermos orantes e contemplativos sem ficarmos sensíveis as pessoas”.

 “Na vida muitas vezes temos que engolir as desavenças da vida e depois de engolir aproveita e faz uma oração”.

 “Se os nossos filhos se tornassem carmelitas não ficaríamos preocupados com o futuro do nosso Sodalício”. 

“Não somos carmelitas apenas na Igreja, nas reuniões ou nos congressos. Em casa temos que provar a nossa carmelitíssima”.

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