DENÚNCIA- Frei Petrônio denuncia suposta superlotação no Hospital Regional de Arapiraca e elogia atuação dos profissionais.
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Segundo o religioso, a mãe permaneceu em um corredor após o atendimento
O frei Petrônio de Miranda publicou um vídeo nas redes sociais denunciando uma suposta situação de superlotação no Hospital Regional de Arapiraca. As imagens foram gravadas nesse sábado (18), após ele acompanhar a mãe na unidade na sexta-feira (17).
Segundo o religioso, a mãe permaneceu em um corredor após o atendimento. Durante o relato, ele classificou a situação como “catastrófica” e afirmou ter encontrado diversos pacientes acomodados nos corredores do hospital.
Apesar das críticas à estrutura e à gestão da saúde pública, frei Petrônio fez questão de destacar o trabalho dos profissionais da unidade, elogiando o atendimento prestado por médicos, enfermeiros e demais servidores. Fonte: https://agoraalagoas.com
Frei denuncia pacientes nos corredores do Hospital Regional de Arapiraca e cobra ação do Governo de Alagoas
Religioso afirma que encontrou pacientes em corredores da unidade e cobra providências do governador Paulo Dantas
Por Redação
Frei Petrônio de Miranda gravou vídeo denunciando suposta superlotação no Hospital Regional de Arapiraca. - Foto: Reprodução/Instagram
O frei Petrônio de Miranda publicou, neste sábado (18), um vídeo nas redes sociais em que denuncia uma suposta superlotação no Hospital Regional de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Nas imagens, o religioso relata que levou a mãe à unidade na sexta-feira (17) e afirma que, após receber atendimento, ela permaneceu acomodada em um dos corredores do hospital por falta de leitos.
Durante o vídeo, o frei descreve a situação encontrada como "catastrófica" e afirma ter visto diversos pacientes aguardando atendimento ou internação nos corredores da unidade. Apesar das críticas à estrutura do hospital e à gestão da saúde pública estadual, ele fez questão de elogiar o trabalho dos profissionais que atuam no local.
"Os profissionais da saúde têm culpa? Claro que não. Fomos bem atendidos. A gente homenageia todos que trabalham nesse hospital. Desde o colaborador que limpa, enfermeiro, ao médico", declarou.
No pronunciamento, Frei Petrônio dirigiu um apelo ao governador Paulo Dantas (MDB) para que sejam adotadas medidas diante da situação relatada no Hospital Regional de Arapiraca.
Segundo ele, pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) estariam enfrentando dificuldades para conseguir atendimento adequado.
"Senhor governador, trazemos o nosso grito, o nosso clamor. É inadmissível o que acontece aqui no Hospital Regional. Olhe, cuide, defenda, porque senão nós vamos votar para quê?", afirmou.
O religioso também criticou o que classificou como sucateamento da saúde pública e fez referências à atuação de parlamentares e gestores públicos, questionando a situação enfrentada pela população que utiliza os serviços do SUS.
Em outro trecho do vídeo, Frei Petrônio compara a realidade encontrada na unidade hospitalar a um cenário de guerra.
"Você vai ficar, no mínimo, assustado. Parece um verdadeiro campo de concentração. Dez, quinze pessoas nos corredores. Jovens com garrafa de soro no corredor. É uma situação de guerra", disse.
As declarações foram feitas durante uma visita ao hospital na manhã de sábado, quando, segundo o religioso, retornou para acompanhar o estado de saúde de sua mãe.
Até o momento da publicação desta reportagem, não havia posicionamento oficial do Hospital Regional de Arapiraca ou da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) sobre as denúncias feitas pelo frei.
O espaço permanece aberto para manifestação da direção da unidade hospitalar e do Governo de Alagoas. Caso haja resposta, esta matéria será atualizada. Fonte: https://francesnews.com.br
Frei Petrônio denuncia superlotação no Hospital Regional de Arapiraca e faz apelo às autoridades
O frei Petrônio de Miranda usou as redes sociais para denunciar uma suposta situação de superlotação no Hospital Regional de Arapiraca. Em um vídeo publicado neste sábado (18), o religioso relata que levou a mãe à unidade hospitalar na sexta-feira (17) e afirma que, após o atendimento, ela precisou permanecer em um dos corredores do hospital por falta de leitos.
Nas imagens, o frei descreve o cenário encontrado como “catastrófico” e afirma ter visto diversos pacientes acomodados nos corredores da unidade, aguardando atendimento ou transferência para leitos disponíveis.
Apesar das críticas à estrutura da unidade e à situação da saúde pública, Petrônio fez questão de destacar o trabalho dos profissionais que atuam no hospital.
“Os profissionais da saúde têm culpa? Claro que não. Fomos bem atendidos. A gente homenageia todos que trabalham nesse hospital”, declarou.
Durante o vídeo, o religioso também faz um apelo ao Governo de Alagoas e às autoridades responsáveis pela saúde pública, cobrando providências para melhorar as condições de atendimento no Hospital Regional de Arapiraca.
Segundo o frei, a realidade enfrentada por quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) exige uma resposta urgente do poder público. Ele afirma que a população não pode continuar convivendo com pacientes sendo acomodados em corredores enquanto aguardam assistência.
Até o momento, a direção do Hospital Regional de Arapiraca e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não haviam se manifestado publicamente sobre as declarações do religioso. O espaço permanece aberto para posicionamento dos órgãos responsáveis. Fonte: https://estadaoalagoas.com.br
Frei relata superlotação após levar a mãe ao Hospital Regional em Arapiraca
Durante o relato, o religioso descreve o cenário como 'catastrófico' e diz ter encontrado diversos pacientes acomodados nos corredores da unidade
Por Wanessa Santos
O frei Petrônio de Miranda publicou um vídeo nas redes sociais denunciando uma suposta situação de superlotação no Hospital Regional de Arapiraca. Nas imagens, gravadas nesse sábado (18), ele relata que levou a mãe à unidade na sexta-feira (17) e afirma que ela permaneceu em um corredor após o atendimento.
Durante o relato, o religioso descreve o cenário como "catastrófico" e diz ter encontrado diversos pacientes acomodados nos corredores da unidade. Apesar das críticas à estrutura e à gestão da saúde pública, ele elogia o atendimento prestado pelos profissionais do hospital.
"Os profissionais da saúde têm culpa? Claro que não. Fomos bem atendidos. A gente homenageia todos que trabalham nesse hospital", afirmou.
No vídeo, o frei também faz um apelo às autoridades alagoanas para que adotem medidas diante da situação relatada. Segundo ele, a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta dificuldades para receber atendimento.
A reportagem do 7Segundos entrou em contato com a assessoria do Hospital Regional de Arapiraca para solicitar um posicionamento sobre as denúncias porém, o momento da publicação desta matéria, não obtivemos retorno. Fonte: https://www.7segundos.com.br
92 anos sem Padre Cícero: curiosidades sobre a morte do santo popular
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Cegueira na velhice, últimas palavras e a necessidade de dois caixões. O Padim teve seus últimos dias acompanhados atentamente por médicos, pelas beatas e por afilhados.
Fiéis acompanham o velório do Padim — Foto: Acervo de Renato Casimiro e DANIEL WALKER
Por Paulo Henrique Rodrigues, g1 CE
O Padre Cícero faleceu aos 90 anos em 1934, no município de Juazeiro do Norte, após sofrer com problemas digestivos e de visão.
A causa do óbito foi registrada pela Igreja Católica como falecimento de intestino, quadro agravado após uma cirurgia de catarata mal-sucedida.
Em seus momentos finais na Rua São José, o sacerdote proferiu suas últimas palavras garantindo que rogaria por todos no Céu.
O velório do líder religioso reuniu cerca de 60 mil pessoas e contou com exibição do corpo em uma janela do casarão.
Atualmente, a memória do servo de Deus é preservada em Juazeiro do Norte por meio de romarias e três museus abertos à visitação.
Num fundo de rede, como se costuma dizer no Sertão, foram assim os últimos dias de vida de Cícero Romão Batista, o Padre Cícero, em 1934, aos 90 anos. Cego de um olho e enxergando pouquíssimo de outro, mesmo após cirurgia de catarata a preço que lhe exigiu fazer empréstimo, o padre vivia recolhido no casarão da rua São José, impedido de ver a cidade que fundou em 1911 e governou em dois momentos: da data de emancipação ao fim de 1912 e ainda de 1914 a 1927.
Tema de filmes, livros e peças, o Padim teve seus últimos dias acompanhados atentamente por médicos, pelas beatas que moravam com ele, como Joana Tertulina de Jesus, a Beata Mocinha, e por afilhados, a exemplo das professoras Generosa Alencar e Amália Xavier. Essas testemunhas enriqueceram biografias com detalhes: o sofrimento com doenças, as últimas palavras no leito de morte e a necessidade de dois caixões no velório.
Morreu de quê?
Documento antigo elaborado pela Igreja Católica traz a seguinte informação sobre a causa da morte do Padre Cícero: “faleceu de intestino”. Biografias sobre o sacerdote também apontam problemas digestivos como o principal motivo. Frederico Pernambucano de Mello afirma que, em meados de 1934, após cirurgia de catarata sem sucesso, a saúde dele piorou.
“Um desfalecimento orgânico irreversível instalou-se a partir da função digestiva, chegando ao ponto de obstruir-lhe por inteiro os intestinos nos últimos dias de vida”, escreveu o pesquisador pernambucano no livro “Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros”, que conta a história do sírio-libanês que era secretário do Padim.
Últimas palavras
A madrugada de 20 de julho de 1934 foi de vigília no casarão da Rua São José, no centro de Juazeiro do Norte. Sem alternativas na medicina, a morte era questão de horas. Dentro e fora da casa, havia gente reunida, rosários à mão, rezando. Deitado, o Padim teria balbuciado as últimas palavras, conforme escreveu Lira Neto em “Padre Cícero: poder, fé e guerra no Sertão”:
“No Céu, eu rogarei a Deus por todos vocês...” e ainda “meu pai, meu pai, meu pai...”, essas teriam sido as derradeiras frases ditas por ele. A primeira foi ouvida pelos presentes na casa. Já a segunda, apenas pela afilhada Amália Xavier de Oliveira, que se adiantou aos demais, agachou-se aos pés da cama e pôs o ouvido bem perto da boca do Padre Cícero, escreveu o jornalista cearense.
Dois caixões
Estima-se que o velório tenha durado 30 horas, contou com dois caixões e o cortejo reuniu 60 mil pessoas. O historiador Roberto Júnior, criador do perfil nas redes sociais Cariri das Antigas, explica mais essa curiosidade:
“Sim, ele teve dois caixões. É porque na época a gente não tinha essa questão das urnas feitas em escala industrial. Elas eram, digamos, personalizadas. Era feita na medida do falecido. E o que aconteceu com ele foi que, diante da causa mortis, a gente teve um processo de degradação do corpo um pouco mais acelerado e aí, diante do inchaço, foi obrigada a confecção de uma segunda urna porque a primeira já estava com os limites extrapolados".
Padim ressuscitado
Em entrevista à TV Verdes Mares Cariri concedida em 2024, quando da celebração dos 90 anos da morte do Padim, o pesquisador Renato Casimiro contou duas curiosidades, uma delas corroborada por uma histórica.
O farmacêutico José Geraldo da Cruz, que se tornaria prefeito de Juazeiro do Norte, durante o velório, organizou uma exibição do caixão num dos janelões do casarão da rua São José, assim quem estava na via poderia ver o corpo, causando comoção.
“O Padim Ciço ressuscitou”, alguém teria gritado, mas era apenas um movimento sem vida do braço direito do Padim, que havia caído por causa do manuseio.
Romarias e visitas a Juazeiro
Após o sepultamento no altar na Capela do Socorro, ao lado do cemitério mais antigo de Juazeiro do Norte, o Dia de Finados virou romaria em Juazeiro do Norte, com milhões fazendo questão de visitar o túmulo.
Além da lápide onde os católicos costumam tocar objetos para que se tornem bentos, a cidade tem outros espaços dedicados à memória do santo popular que já é considerado oficialmente um servo de Deus pela Igreja Católica, com processo de beatificação em análise no Vaticano.
Casarão da rua São José
Localizado no centro de Juazeiro do Norte, o Casarão da rua São José tem oito janelas na fachada, uma delas era a favorita do Padim, onde costumava ficar para conversar com os devotos. Proibido de celebrar missas, fez da janela um púlpito.
Historiadores afirmam que o Padim falava baixo, característica que exigia silêncio e concentração dos católicos. Outro hábito era usar o vocativo "amiguinho" quando conversava com os romeiros.
O Casarão da rua São José era a casa do Padim e reúne objetos que pertenceram a ele, inclusive animais empalhados, que estão entre os presentes recebidos por romeiros. O local é administrado pela Ordem dos Salesianos.
Aberto de segunda a sexta (7h30 às 12h e 14h às 17h) e também sábado (7h30-12h), com entrada gratuita.
Memorial Padre Cícero
Fundado em 1988, o Memorial Padre Cícero é administrado por fundação de mesmo nome. Fica no bairro do Socorro e tem arquitetura com influência brutalista. Passou por diversas reformas, a última encerrada recentemente, com reinauguração realizada em março passado.
O Memorial também reúne objetos que pertenceram ao Padim, destaque para a biblioteca particular.
"É um acervo bastante diverso, que vai desde livros de línguas estrangeiras e literatura, catecismos, livros de música, até livros de medicina, que acreditamos ser um tema de interesse particular do Padre Cícero. Recentemente trabalhamos com cartas de 1910 e 1911 de romeiros endereçadas ao padre, e um assunto que se repete bastante é o pedido de conselhos médicos, de remédios ou chás", afirma a bibliotecária Thalyta Alencar.
Aberto de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h, entrada gratuita.
Casarão do Horto
Construído no ponto mais alto de Juazeiro do Norte, Casarão do Horto era uma casa que permitia ao Padre Cícero descansar distante do movimento no casarão do centro. Foi transformado em museu, com destaque para as esculturas em tamanho real, reproduzindo o Padre Cícero sentado à mesa.
A casa tem paredes e corredores revestidos por ex-votos, de fotografias a vestidos de noiva, todas lembranças de graças atribuídas à intercessão dele. É administrado pela Ordem dos Salesianos.
Aberto todos os dias das 7h às 17h, com entrada gratuita. Fonte: https://g1.globo.com
Leme/SP. Polícia investiga ‘suicídio’ do Padre da Igreja Imaculada Conceição
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Na manhã deste sábado, 18, o corpo do Padre, Ocimar Francisco Francatto, de 67 anos, foi encontrado sem vida na Casa Paroquial da Igreja Imaculada Conceição, localizada na Rua Rafael de Barros, região cetral da cidade lemense, onde ele residia e atuava como pároco.
Os Cabos PMs Iaderoza e Marchiori, da 4ª Cia PM, atenderam a ocorrência inicialmente, acionando a Polícia Civil.
A perícia técnico-científica de Limeira foi acionada e realizou os exames periciais no escritório da residência onde teria ocorrido o suicídio.
A suspeita inicial das autoridades é de que tenha ocorrido um suicídio por enforcamento. Segundo a polícia, o imóvel não apresentava sinais de arrombamento.
Os trabalhos de investigação no local foram acompanhados pela delegada plantonista, Dra. Tatiane Cristina Parizotto, bem como pelo delegado de polícia chefe da CPJ de Leme, Dr. João Pinheiro Neto.
Após a finalização da perícia, o corpo do religioso foi recolhido pela Funerária Dellai e Pelosi e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira para exames necroscópicos.
Nota de Condolências por ocasião da morte do padre Ocimar
A Diocese de Limeira recebeu com profundo pesar, na manhã deste sábado, 18 de julho, a notícia do falecimento do padre Ocimar Francisco Francatto, Pároco da paróquia Imaculada Conceição, de Leme.
Neste momento de dor, a Diocese de Limeira, através de seu Administrador Diocesano, padre Cassio Roberto Rossette, manifesta condolências e solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade local da cidade de Leme.
Roguemos ao Bom Pastor que acolha padre Ocimar e lhe dê o descanso eterno.
O velório acontece a partir das 8h, deste domingo, 19 de julho, na paróquia Imaculada Conceição. Às 9h, acontece a 1° Missa de corpo presente, com os padres da cidade de Leme. Às 14h, acontece a Missa com os padres diocesanos (paramentos para as missas: roxos). O féretro sairá, às 15h, para sepultamento na cidade de Araras.
Que o exemplo de fé e de esperança do padre Ocimar, que dedicou sua jornada na terra à evangelização, à Liturgia e ao próximo, seja imitado e sua memória abençoada.
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça” ... (2Tm 4,7-8).
Em Cristo, Diocese de Limeira.
Fonte: https://www.reporternaressi.com.br
16° - Domingo do Tempo Comum- Trigo e joio.
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Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo (RS)
“O Reino de Deus é como …” Em forma de parábolas Jesus anuncia os mistérios do Reino de Deus. Utiliza-se de imagens e situações da vida cotidiana para mostrar como Deus age, entra na nossa vida e quer guiar-nos pela mão. Numa parábola sempre é necessário reconhecer o ponto central, o não dito, o projeto divino escondido. O Reino de Deus significa o senhorio de Deus e qual é sua vontade para conduzir a vida dos discípulos por este mundo. Neste domingo a liturgia nos oferece as parábolas do trigo e do joio, do grão de mostarda e do fermento (Sabedoria 12,12.16-19, Salmo 85(86) Romanos 8,26-27 e Mateus 13,24-43).
A parábola do trigo e do joio contém muitos ensinamentos. Constatamos e experimentamos em nós, nas pessoas próximas de nós, na Igreja e na sociedade a convivência do bem e do mal. Escândalos, roubos, corrupção e tantos outros males são desvendados todos os dias e em todos os ambientes. Isto mostra que tanto o bem quanto o mal, quando semeados, se desenvolvem e produzem os seus frutos. Portanto, não existe uma pessoa ou instituição perfeita e totalmente pura. Jesus nos ajuda a olhar com realismo a nós mesmos e o mundo. O que não quer dizer conformar-se com o mal, como nos indica o final da parábola onde o joio é queimado.
“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo”. Semear é uma ação de quem confia na força intrínseca da semente e no campo onde é semeada. O mal que existe não pode ser desculpa, nem motivo de paralisia. Não podemos cultivar uma visão pessimista da vida, das pessoas e do mundo. Os textos bíblicos ensinam que Deus confia nas suas criaturas e na Palavra que propõe. Quem semeia deve semear com abundância, pois quem semeia pouco, também pouco colherá.
A parábola também alerta que “enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora”. A rotina da vida, por vezes, nos torna sonolentos. Não percebemos que as sementes do inimigo vão sendo semeadas no campo da vida. Todas as pessoas e ambientes também são favoráveis para o crescimento do mal. Diversas vezes Jesus alertou sobre a necessidade da vigilância. É preciso ficar atento as sementes do mal que foram semeadas em nós e perceber como estão crescendo e produzindo fruto.
Outro ensinamento da parábola é como erradicar o mal. A sugestão dos lavradores é “arrancar o joio”, mas o dono do campo responde: “Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo”. O joio é uma erva daninha que no início é muito parecida com o trigo; depois, enraíza-se tão bem que, arrancando-a, erradica-se também o trigo. Diante de situações graves que geram comoção na sociedade ou de crimes muitos frequentes a tendência é partir para soluções radicais. Por vezes, estes métodos radicais de eliminar o mal matam inocentes, como atesta a história da humanidade.
A Escritura revela o modo como Deus age e faz justiça. Somos muito impacientes em ver e condenar o mal nos outros e temos dificuldade para ver o mal em nós. O juízo definitivo cabe a Deus. A leitura do livro da Sabedoria diante da pergunta porque Deus não pune os maus, responde: “A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; […] dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração. […] Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores”.
Diante da convivência diária com o mal e o desgosto que nos causa, surge a tentação de sermos juízes e justiceiros. Uma tentação que pode nos tornar desumanos, por isso o livro da Sabedoria alertava que o “justo deve ser humano”. Fonte: https://www.cnbb.org.br
Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”.
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A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.
Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.
Tragédia humanitária
No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.
Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.
Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).
A presença solidária da Igreja
Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.
Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.
Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.
“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.
Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto.
Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.
Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.
A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa.
Convite à solidariedade à toda a sociedade
Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha:
“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB.
Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.
Saiba como doar:
SOS VENEZUELA
PIX:
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CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7
Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br
Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:
CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br
Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032
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Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032
Caminhos das DGAE 2026-2032
O arcebispo de Santa Maria (RS) e também coordenador do Grupo de Trabalho das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, dom Leomar Brustolin, apresenta no vídeo abaixo as ideias centrais contidas no documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB).
Aprovadas na 62ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2026, as Diretrizes da Ação Evangelizadora traduzem em linhas de ação por onde a Igreja no Brasil vai caminhar nos próximos anos para anunciar Jesus Cristo em comunidades missionárias.
Dom Leomar destaca que a palavra “Missão” é fundamental para entender as novas diretrizes. “Ir ao encontro as pessoas, num caminho cada vez mais sinodal. Isto é, caminhamos juntos, formamos uma família em torno de Jesus Cristo que busca anunciar a boa nova do Reino a tantas outras pessoas”, aponta.
Dom Leomar fala também dos compromissos assumidos no documento pelos bispos do Brasil reunidos em Assembleia. Conheça, no vídeo abaixo, o caminho proposto pelas novas diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2o26 a 2032. Fonte: https://www.cnbb.org.br
“Leone a Roma”: em 1º de julho o filme sobre os anos de Prevost na Cidade Eterna
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Às 18h da hora italiana (13h do Horário de Brasília) da próxima quarta-feira (01/07) será publicado o documentário em três idiomas (inglês, italiano e espanhol) nos canais do Vatican News. Já para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, a obra será exibida em pré-estreia na Filmoteca Vaticana no mesmo dia, às 17h da hora italiana.
Vatican News
Depois de “León de Perú” e “Leo from Chicago”, a Rádio Vaticana – Vatican News lança “Leone a Roma”, um novo documentário que retrata os anos vividos por Robert Francis Prevost, atual Papa Leão XIV, na Cidade Eterna. Um período de cerca de 20 anos que vai desde a chegada à Itália vindo dos EUA em 1981, passando pelos anos à frente da Ordem de Santo Agostinho por dois mandatos, até a nomeação como prefeito do Dicastério para os Bispos e a criação cardinalícia em 2023. Anos de estudos, amizades, viagens, passeios, encontros, reuniões, peregrinações, trabalho. Tudo contado por meio de imagens e vídeos inéditos e pelas vozes de confrades, colegas de estudo, velhos amigos, membros da Ordem Agostiniana ou do Dicastério para os Bispos.
“Leone a Roma” completa, assim, a série de produções da mídia vaticana destinada a aprofundar a figura e a vida do Pontífice, iniciada com o documentário “León de Perú”, lançado em junho de 2025, sobre os anos de missão no país sul-americano, seguida por “Leo from Chicago”, lançado em novembro de 2025, sobre as raízes americanas de Prevost.
Trata-se de uma produção da Direção Editorial do Dicastério para a Comunicação. Foi realizado pelos jornalistas Felipe Herrera-Espaliat, Salvatore Cernuzio e Tiziana Campisi, com edição de imagens de Jaime Vizcaíno Haro e Stefano Anella.
Às 18h do horário italiano de quarta-feira, 1º de julho, o documentário será publicado no canal do YouTube do Vatican News, inicialmente em três idiomas (inglês, italiano e espanhol), e também divulgado por meio da mídia internacional que solicitar o material. Para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, está prevista, também na quarta-feira, às 17h, uma exibição em pré-estreia na Filmoteca do Vaticano. https://www.vaticannews.va
Das primeiras diretrizes pastorais às DGAE 2026-2032: a caminhada evangelizadora da CNBB
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, documento que orientará a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos anos.
Um vídeo, produzido pela Edições CNBB, resgata a caminhada histórica da Conferência na construção desse documento. A produção evidencia uma trajetória eclesial e pastoral construída ao longo de décadas, em diálogo com os desafios de cada tempo e com a recepção do Concílio Vaticano II na vida da Igreja no Brasil.
A inspiração conciliar e a pastoral de conjunto
O vídeo aponta que as novas Diretrizes, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), inserem-se em uma tradição que remonta aos primeiros esforços da Igreja no Brasil para organizar a ação evangelizadora de forma articulada, participativa e missionária. Essa trajetória revela como a CNBB foi assumindo, progressivamente, uma compreensão de Igreja fundada na comunhão, na corresponsabilidade e na pastoral de conjunto, em sintonia com a Constituição dogmática Lumen Gentium, um dos principais documentos do Concílio Vaticano II.
Realizado entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II representou um marco decisivo para a vida da Igreja em todo o mundo. Entre os seus textos centrais está a Lumen Gentium, que apresentou uma renovada compreensão da Igreja como Povo de Deus, corpo vivo de Cristo, reunido na comunhão e enviado em missão.
No Brasil, a recepção dessa eclesiologia encontrou eco na ação da CNBB, especialmente nos documentos que passaram a orientar a chamada pastoral de conjunto – expressão que traduz o esforço de organizar a missão da Igreja de forma integrada, superando iniciativas isoladas e favorecendo a participação de todo o povo de Deus.
A recepção da Lumen Gentium nos documentos da CNBB não se deu de forma linear ou repetitiva, mas como um processo histórico e pastoral marcado por continuidades, adaptações e releituras. Ao longo desse percurso, os textos da Conferência foram incorporando, em diferentes contextos, temas como comunhão, participação, planejamento pastoral e corresponsabilidade missionária.
Do Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais
Essa caminhada tem um de seus marcos no Plano de Pastoral de Conjunto 1966-1970, elaborado no contexto imediato do pós-Concílio. O documento expressou o esforço da Igreja no Brasil de traduzir as intuições conciliares em caminhos concretos de organização pastoral, oferecendo orientações comuns para a ação evangelizadora no país.
Desde então, a CNBB passou a elaborar e atualizar documentos de orientação pastoral, acompanhando as transformações da sociedade, da vida eclesial e da missão da Igreja no Brasil. Ao longo das décadas, essa tradição se consolidou nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que se tornaram referência para dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e organismos eclesiais.
O vídeo produzido pela Edições CNBB mostra que esse percurso confirma a pastoral de conjunto não apenas como uma estratégia organizativa, mas como expressão concreta de uma visão de Igreja inspirada na comunhão e na missão. Assim, planejamento, participação e articulação pastoral não aparecem apenas como instrumentos administrativos, mas como formas de tornar visível, na vida e nas estruturas eclesiais, o mistério de comunhão que constitui a própria Igreja.
Um caminho que chega às DGAE 2026-2032
É nesse horizonte que se situam as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, aprovadas pelos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB. O novo documento dá continuidade a esse processo histórico de discernimento e atualização pastoral, reafirmando a missão evangelizadora da Igreja em um contexto marcado por profundas transformações culturais, sociais e tecnológicas.
As novas Diretrizes oferecem referências para a vida e a missão da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, procurando responder aos desafios do presente com fidelidade ao Evangelho, atenção à realidade e abertura ao caminho sinodal vivido pela Igreja. Em continuidade com a tradição da CNBB, o documento busca fortalecer uma Igreja cada vez mais missionária, participativa, samaritana e enraizada na Palavra de Deus, na Eucaristia e na vida das comunidades.
Como ter acesso às Diretrizes? Adquira (aqui) o Documento. Fonte: https://www.cnbb.org.br
Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam
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“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

Silvonei José – Vatican News
“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.
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Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.
Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.
Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».
Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.
O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.
O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.
Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.
Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.
O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.
Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.
O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.
Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.
Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.
Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.
Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.
A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.
O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.
Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.
Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.
O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.
Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.
Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.
O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va
Corpus Christi despedaçado. 4 de junho-2026, Festa de Corpus Christi
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Por; Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista.
Convento do Carmo, de São Paulo. 7 de junho-2012, Festa de Corpus Christi.
Atualização: Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. 4 de maio-2026, Festa de Corpus Christi.
Ó Jesus no ventre materno
Em Maria a gerar.
Olha para as mães grávidas
Sem família e sem um lar.
Junta todos os pedaços
De sangue, suor e dor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem mostrar o teu amor!
Sacramento de unidade
Pão da vida salutar.
Os Sem-Teto chorando
Nas ruas a caminhar.
Das balas e dos arrastões
No Rio de Janeiro vem livrar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha logo nos saciar!
Com os Mártires da Guerra
Pela justiça a clamar.
No Oriente Médio
O sangue a derramar.
Estas vidas em pedaços
Na juventude a gritar.
Ó meu Jesus Eucarístico
A todos vem acalmar!
Partilhar a Boa Nova
Nas Mídias denunciar.
Os Missionários na Nigéria
O Sangue a derramar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos libertar.
Livra-nos dos ditadores
E da violência a reinar!
A Natureza sangrando
O homem a dominar.
Destrói do nosso país
A Fake News a se espalhar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos confortar.
Arranca dos corações
A divisão a se espalhar!
As vidas despedaçadas
Os cacos venha juntar!
As comunidades Quilombolas
Os indígenas a lutar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Com eles vem caminhar.
As suas vidas quebradas
Os pedaços vem juntar.
A Inteligência Artificial
Entrando em nosso lar.
Deleta os homofóbicos
Venha nos iluminar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha nos orientar.
E com o Papa Leão XIV
Pela paz vamos rezar!
O trabalhador rural
De sol a sol a lutar.
Nas Cracolândias da vida
Os adolescentes a vagar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem conosco caminhar
Liberta dos nossos vícios
A todos venha curar!
Se depender de oração
Este povo vai salvar-se.
Com as novenas e rezas
Todos sempre a clamar.
Mas as vidas em pedaços
Quem poderá ajuntar?
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha nos conscientizar!
Nas eternas noite escuras
das Guerras e do pavor.
Livra-nos dos governantes
Sem carinho e sem amor.
E neste Ano Eleitoral
Vem Jesus nos libertar
Das garras dos lobos famintos
Que querem nos devorar!
Alimento da Vida Eterna
Venha nos fortificar
Afasta-nos dos fanáticos
E da religião a explorar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Neste mundo vem reinar
Dos Donald Trump`s da vida
Venha logo nos libertar!
Em cada cidade clamamos
Meu Jesus libertador.
Olha por estas famílias,
Sem carinho e sem amor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Do tráfico vem libertar
A estas vidas em pedaços
A tua paz vem nos dar!
SILÊNCIO
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"Pai, possam eles contemplar a glória que me concedestes, porque me amais". (Jo 17,24)

Frei Cláudio van Balen, O Carm
A espiritualidade carmelitana faz dedicar-nos a cultivar crescente sensibilidade para captar a atuação da graça ou a presença do transcendente contida em toda a realidade. Assim ajudamos outros a se deixarem tocar, envolver pelo mistério. Receber e transmitir o toque divino é ponto central do jeito carmelitano de ser.
Partimos do princípio de que todo encontro mais profundo consigo e com a realidade é encontro com Deus que liberta e melhora a qualidade de vida. Tal postura enobrece a pessoa e permite que, nela, Deus aconteça. O encontro com ele, aliás, é o objetivo de toda vivência cristã, de toda atividade e expressão da fé.
Nessa perspectiva, o cultivo do silêncio visa colocar as funções dos sentidos a serviço da fé. Ou seja, em vez de prender o coração a seus objetos sensoriais, esses poderão aguçar nossa receptividade interior, registrando a dimensão oculta na realidade visível: Deus com sua presença amiga e atuação salvadora.
Pratica o silêncio quem, bem integrado e interiormente iluminado, mergulha de tal maneira dentro de seu contexto existencial que, ao lidar com coisas e pessoas, fatos, problemas e emoções, aprofunda sua união com a interioridade que dá a tudo coesão e o relaciona com uma harmonia real ou projetada.
Graças ao silêncio, a vida, o mundo e a história são percebidos como o espaço do Transcendente. Tudo que ali ocupa um lugar ou desempenha uma função, também presta o serviço de imagem, sinal e mediação evocando seu potencial oculto, o poder e o amor de Deus e seu Projeto de Libertação integradora.
O silêncio não produz fugitivos, mas comprometidos; não faz a pessoa insensível, porém mais solidária; não cria alienados, mas conscientiza.. Mais do que estranhos no ninho, gera pessoas de vanguarda na renovação da vida, na melhoria das relações, no desenvolvimento da história e na construção da Igreja.
Como atitude, cultivar o silêncio é uma sensibilização por essa onipresença do “algo mais” que mantém tudo interligado. De fato, alguém só pode tornar-se contemplativo em atitude, se primeiro se dedica com afinco ao silêncio, a essa abertura ao transcendente na realidade, em busca de uma crescente sintonia.
No Carmelo, as pessoas são motivadas e ajudadas para que se coloquem e conservem sempre na presença de Deus. Sinalizado por tudo e todos, graças à clarividência da fé, ele é o mistério onienvolvente que integra o existir, interligando todas as suas facetas em uma densidade significativa que leva ao encontro.
Deus presente é dádiva que surpreende e abre novos horizontes; é luz que possibilita o nosso ir e vir, mesmo em meio à escuridão; é força que dá coragem nos embates da vida e é o alvo que sempre de novo encanta e atrai. Graças ao silêncio, o próprio ir e vir nos transporta para dimensões sempre além do “dado”.
Pela contemplação, tudo se encaminha para um sentido integrador, em que o drama não paralisa nem a euforia ilude. Tudo é incorporado ao conjunto e cada um com sua função, bem dentro da tessitura da própria existência, em benefício do todo. Não desperdicemos nada, tudo é prenhe de um significado.
Em seu esforço de espiritualização, o praticante do silêncio procura ver, através de tudo e por trás do imediatamente dado, uma realidade maior ou diferente, com ofertas e apelos; e de bom grado deixe instrumentalizar-se tanto pelo humilde como pelo grandioso. Assim permite que o universo conspire a seu favor.
Mediante o exercício persistente de, em tudo, captar o “lado de dentro”, o “mistério”, adquire um grau superior de sensibilidade, de modo que, qual cera maleável, tudo e todos possam contribuir para sua transformação. Passo a passo, vivendo fé, esperança e amor, apodera-se de uma leitura correta da vida.
O silêncio é uma ferramenta indispensável para a vida poder irromper em nós e a graça revelar-se em toda a sua pujança. Graças ao silêncio, Deus pode sussurrar a nosso coração o que tem para nos oferecer e como podemos andar por seus caminhos, superando fragmentação através de relações saudáveis.
A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ
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A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ: “EU VI E OUVI A AFLIÇÃO DO MEU POVO” (Ex 3,7) – Testemunho a partir de Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., Prior da Comunidade
(Com colaboração de Frei Gilvander Luiz Moreira, O. Carm)
“Violência! Opressão!”, bradava com veemência o profeta Jeremias, ao ser reprimido no seu sagrado direito de profetizar. Após ser torturado e preso, o profeta Jeremias, ao ser solto, não abaixou a cabeça e denunciou o sacerdote Fassur, administrador-chefe do templo, dizendo na cara dele: “Seu nome não será mais Fassur, mas Terror-ao-redor”. Este contexto de brutal violência física, psicológica, social, econômica, política e religiosa existia na época do profeta Jeremias (Jer 20,8-9,5) e atualmente é o que presenciamos em várias partes do Brasil e do mundo, especialmente no estado do Rio de Janeiro. E neste contexto desempenhar a missão de evangelização e denunciar a corrupção, a idolatria e opressão dos pobres se tornou um desafio imenso.
Eis alguns dados que não podem ser vistos friamente, pois por trás de números dramáticos estão milhares de pessoas e famílias destroçadas e violentadas. No estado do Rio de Janeiro, 124 jovens de bairros periféricos (favelas) foram mortos pela Polícia militar e civil no ano de 2025; 167 mortos e 188 feridos nos últimos três anos por balas perdidas. Dia 28 de outubro de 2025 aconteceu o maior massacre da história do Rio de Janeiro em uma megaoperação das polícias militar e civil: 121 mortos – algumas fontes dizem que foram 126 mortos - nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, RJ. O Instituto Médico Legal demonstrou que quase todos os mortos tinham sinais de execução. A população encontrou na mata ao lado da favela 70 corpos que foram colocados expostos em praça pública da comunidade. Cenas de guerra, barbárie, terror.
Vários Deputados, vereadores, prefeitos, governadores e juízes presos com envolvimento no mundo do tráfico nos últimos anos três anos. Comunidades entregue ao terror, ao medo e a morte. Vários padres foram obrigados a fecharem as igrejas por ordens de traficantes. Trabalhadores, mães e a população em geral com medo. “Aqui todo mundo tem olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não ouvem, pois se verem e denunciarem, se ouvirem e denunciar, morrem”. Eis uma regra para sobreviver no meio de fogo cruzado entre traficantes, milícias e o aparato repressor do Estado.
Estes dados retratam uma cidade completamente dominada por uma elite dominante, encastelada no Estado e nas grandes empresas que lucram e acumulam capital semeando violência no meio das comunidades periféricas. É Noite Escura. “O Rio de Janeiro!” Muitas vezes fica difícil encontrar a pequena luz no fim do túnel ou dentro do túnel e falar de Esperança em tal realidade que clama aos céus e mais parece uma sexta-feira da Paixão que um Domingo da Ressurreição.
O povo encurralado por um Estado cúmplice da violência, que mais faz campanha eleitoral com sangue humano. Ou seja, autoridades políticas ordenam repressão e a realização de massacres para angariar votos, pois sabem que os controladores maiores do tráfico não moram nas favelas, mas em bairros nobres e usam terno e gravata, via de regra. Entretanto, diante da insegurança social, situação em que as pessoas podem ser assaltadas ou receber uma bala perdida a qualquer momento, muitos são induzidos a acreditar que com repressão se conquistará segurança pública. Ledo engano! Políticos de direita e de extrema-direita se elegem e se reelegem e durante seus mandatos impedem justas e necessárias políticas públicas que de fato podem asfixiar o tráfico e as milícias, e construir um projeto popular de sociedade com justiça, respeito, paz e solidariedade.
Nós, Frades Carmelitas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, RJ, nos últimos dois anos, após os conflitos entre traficantes, milicianos e polícia, recolhemos 69 balas caídas em nossa Comunidade Conventual. Não são flores de Santa Teresinha que recolhemos em nosso claustro, mas balas (cápsulas) letais de metralhadoras e fuzis, que só chegam aos morros com a cumplicidade de autoridades do Estado. No meio deste fogo cruzado, a nossa Paróquia sofre as consequências de uma guerra civil não declarada na chamada “cidade maravilhosa”.
Neste contexto de sofrimento humano retratado no Poema A Noite Escura, de São João da Cruz, todos os dias enquanto carmelitas passamos pela purificação dos sentidos, da vocação carmelitana e da nossa próxima existência se protegendo contra as balas, os arrastões e a violência que apavora e aterroriza a todos nós, frades Irmãos(as) da Ordem Terceira do Carmo e paroquianos, procurando ser uma fonte de paz e serenidade para o povo Deus que vem até nós desesperado buscando um conforto espiritual e uma paz que dê sentido ao chamado carmelitano em uma realidade de terror.
As nossas atividades Missionárias e Pastorais foram ajustadas no que se refere os horários, seja as Festividades da Novena e Festa de Nossa do Carmo e até mesmo os horários normais das Missas e outras atividades para proteger as famílias que nos procura. Se antes tínhamos procissão e Missão, hoje se tornou impossível. As ruas estão fechadas com proteção dos próprios moradores para tentar barrar a entrada de traficantes e milicianos. Por sua vez a Polícia, também envolvida no mundo do crime, não garante proteção ou segurança. “Aqui os traficantes nos protegem, graças a Deus! Ninguém vem mexer com a gente”, nos relatam moradores que confiam mais nos jovens do tráfico do que na Polícia.
Em 2023 pelo menos 35 ônibus foram incendiados contra uma ação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano. Cada bairro, morro ou região tem os seus “donos” e quando são ameaçados pelo Estado transformam o Rio de Janeiro em uma verdadeira Guerra. Desde o ano de 2023, 25 crianças e adolescentes inocentes foram mortas por balas perdidas.
“Sofrer não faz mal, desde que nos sintamos amados”. Este pensamento de São Tito Brandsma, Mártir Carmelita da 2ª Grande Guerra, podemos confirmar com certeza diariamente aqui no Rio de Janeiro através do carinho do povo de Deus para com o Carmelo. Às vezes, acordamos às 5 horas da manhã com o barulho de tiros e de helicópteros sobrevoando a nossa Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Ficamos apreensivos, nervosos e tristes, mas somos amados pelo povo e isso nos fortifica para continuarmos em Missão a partir da Regra do Carmo e do nosso compromisso assumindo e falando pelo grande Profeta Elias, “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum“.
Enquanto carmelitas, somos presença não apenas de reza ou sacramentos, mas também de apoio psicológico, afetivo e humano por meio dos voluntários da Associação Beneficente São Martinho ao longo dos últimos 30 anos. Destacamos ainda as diversas campanhas sociais em favor das famílias vitimadas pela pobreza e pela violência nos morros.
Diante de tais dados e testemunho o que podemos dizer do nosso Profetismo e da nossa Espiritualidade Mariana? Impossível colocar em prática o tripé do Carisma/Espiritualidade dos Carmelitas – Contemplação, Fraternidade e Profetismo – se nos omitirmos e permanecermos em ambientes seguros, tranquilos de classe média, que são oásis na sociedade brasileira com brutal desigualdade. Temos que levar a sério as origens do Carmelo – mendicância – em tempos de teocracia que usava e abusava do nome de Deus e de textos bíblicos para fortalecer uma Igreja Instituição rica e que sustentava senhores feudais. O contexto de violência nos interpela para levarmos a sério o testemunho dos profetas Elia que, no meio das viúvas de Sarepta – marginalizadas – se tornou presença solidária e denunciava com atitudes de vida a idolatria que justificava a exploração dos pobres. A dupla porção do testamento espiritual herdada pelo profeta Eliseu de Elias indica que o discípulo deve superar o mestre e ser coerente empunhando a bandeira da profecia em estreita sintonia com a contemplação e na fraternidade ad intra e ad extra. Sentimos também um apelo para levarmos a sério o testemunho de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, tão bem retratado pelo Evangelho de Lucas no Cântico de Maria, que resgata a fina flor da experiência dos profetas e profetisas desde as parteiras do Egito, Moisés, Ana e todas as mulheres profetisas da Bíblia, que testemunharam a utopia do Deus da vida: “dispersar os soberbos de Coração, derrubar do trono os poderosos e elevar os humildes; saciar os famintos e despedir os ricos de mãos vazias” (Lc 1,51-53)
Como ser uma fonte de Esperança e conforto para quem chora a morte neste cenário de Guerra? Frei Sérgio Gorgen, franciscano, agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cofundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), alguns dias antes da sua travessia para a vida em plenitude, escreveu: “Vivi em situações de muita dor (até hoje ecoam nos meus ouvidos o choro de crianças com fome nos barracos de acampamento e até me dói no mais fundo de mim a dor de enterrar crianças que morriam de fome) e muita tensão em tantos e tantos conflitos vividos, mas os tempos de alegria e confraternização foram infinitamente maiores. Não tive o direito de ter crise, nem vocacional, nem espiritual, nem de confiança no futuro, embora em meu interior, tenha passado por várias e tantas, porque sentia a responsabilidade e o peso do hábito de São Francisco sobre os ombros na vocação que abracei. E desde aquele dia em que, num conflito de terra na ocupação da Fazenda Anonni, em que a Brigada Militar avançava em direção ao povo e uma mulher puxou minha camisa e me disse “Frei, o senhor não vai fazer nada?” e eu, cheio de vergonha, avancei do meio do povo e fui para frente dos policiais, incapaz de dizer uma única palavra, abri os braços e parei bem próximo a eles – e as crianças com flores na mão, me seguiram e os policiais pararam - desde aquele dia, perdi também o direito à omissão.”
Resposta ou receita para resolver tal realidade não temos, o que podemos afirmar é que choramos com o povo, sonhamos com o povo, rimos com o povo e buscamos cicatrizar as nossas e as suas feridas por meio da Eucaristia, da convivência fraterna e do olhar para cruz, certos de que a cruz não é só sofrimento, mas de luz, de resistência miúda que insiste a cada dia em viver.
Noite Santa- Nova música do Frei Petrônio
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Noite Santa
Letra e Música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm
Rodovia Presidente Dutra- A Caminho de São Paulo- 1º de Março/ 2024. Complemento, 4 de dezembro-2025.
1-Quem foi que falou? Eu ouvi falar. A Estrela brilhou, vamos caminhar, seguindo Melchior, Baltasar e Gaspar, o Filho de Deus, vamos adorar.
2-Chegando em Belém, vamos cantar, com os santos pastores, adorar. Gloria a Deus nas alturas, vamos gritar! Entre os animais, Ele vai estar.
3-Olhando a família, sempre a pensar, Maria feliz com Jesus a brincar. O Filho de Deus entre nós está, louvores cantemos, a Paz vai reinar.
4- Esperança ó Esperança, vem renascer, esta pequena chama reacender. Nesta noite santa nada a temer, Ele está entre nós para defender.
5-Que cessem as trevas e a falta da fé, nossos olhos brilham ó São José. Com Francisco de Assis vamos adorar, nesta manjedoura, vamos nos curvar.
6-Crianças nas Guerras com fome a morrer, ó Menino Deus, vem proteger. Famílias chorando a peregrinar, dormindo nas ruas sem pão e sem lar.
7-Mulheres Marias, sempre a gritar, o feminicídio entre nós está. Derruba os muros da separação, liberta os jovens de toda prisão.
Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas
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Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas
Acidente aconteceu na noite de domingo (21), em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas estavam no mesmo veículo.
Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI
Por Gabriely Corrêa*, g1 PI
Um homem de 51 anos e duas passageiras morreram em um acidente entre dois carros de passeio na BR-316, na noite de domingo (21).
Outras três vítimas ficaram gravemente feridas. Elas foram encaminhadas ao Hospital de Urgência de Teresina.
Segundo a PRF, a principal suspeita é de que um dos carros trafegava na contramão.
Três pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas em uma colisão entre dois carros na noite de domingo (21), na BR-316, em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas fatais estavam no mesmo veículo.
O acidente aconteceu por volta das 20h15, no km 80,4 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita é que um dos carros trafegava na contramão.
Entre os mortos estão um homem de 51 anos, uma mulher de 24 anos e outra pessoa do sexo feminino ainda não identificada.
Já entre os feridos estão um homem de 39 anos, uma mulher de 32 anos e outra pessoa do sexo feminino não identificada. Todos ficaram gravemente feridos.
O Corpo de Bombeiros ajudou no resgate das vítimas. Em seguida, elas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Após a perícia, o Instituto Médico Legal (IML) removeu os corpos do local. Fonte: https://g1.globo.com
O Presépio como escola de fé
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Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)
Quando chegam os primeiros dias do Advento, minha memória sempre retorna àquela cena doméstica que marcou a minha infância: meu pai começando a preparar o material para o presépio. Era quase um ritual. Enquanto minha mãe cuidava da árvore, que nós chamávamos de “pinheirinho” meu pai assumia a missão de transformar um canto da sala da casa numa pequena Belém. E ele fazia isso de modo pedagógico, envolvendo os filhos na construção da gruta, como quem ensina um ofício sagrado.
Lembro-me do cuidado dele ao tingir a serragem que seria a grama do presépio, espalhando os tons de verde para dar mais vida ao cenário. Depois, vinham os papéis pintados à mão, pacientemente amassados e moldados, para parecerem pedras reais. A gruta se erguia devagar, entre risos, poeira colorida, pincéis, cola e aquela expectativa que só as crianças conhecem. Meu pai também cuidava das luzes, porque – como ele dizia – a manjedoura precisava brilhar, mas brilhar com humildade.
Meu pai partiu cedo. Mas, até hoje, nos dias que antecedem o Natal, é como se suas mãos continuassem ali, ensinando, orientando, construindo. Essa memória não é apenas lembrança; é formação. Foi ali, naquele presépio simples, que aprendi que a fé se transmite pelos olhos, pelas mãos, pelo convívio, pelo amor concreto de uma família que prepara o coração para o Natal. Montar o presépio era mais que montar um cenário: era aprender a viver o Nascimento de Jesus Cristo.
O presépio como escola de fé
É nesse espírito que o Papa Francisco escreveu a carta apostólica Admirabile Signum, recordando ao mundo a importância de manter viva essa tradição. Segundo ele, o presépio é um “sinal admirável”, capaz de reacender a memória da fé e tocar o coração. O presépio nos educa porque fala através dos símbolos e desperta aquela ternura que nos aproxima de Deus.
De fato, montar o presépio hoje é um gesto contracultural. Em meio à pressa, ao consumo exacerbado e à superficialidade das imagens, o presépio nos obriga a parar e contemplar. Ele devolve profundidade ao Natal, lembrando que o centro da festa não é a árvore iluminada nem os presentes, mas o Deus que se faz pequeno numa manjedoura. O presépio é uma miniatura da humildade divina — um Evangelho moldado em figuras simples.
Cada peça carrega significados que atravessam gerações. Os pastores representam os pobres e esquecidos que Deus coloca em primeiro lugar. Os Magos lembram a universalidade da fé, que abraça todos os povos. A luz discreta nos conta que a esperança não entra no mundo com estrondo, mas com suavidade. A gruta evoca nossas próprias sombras, que Cristo vem iluminar. E no centro, sempre, o Menino – tão frágil que cabe no colo, tão grande que sustenta o mundo.
Tradição que se torna missão
Por isso, montar o presépio é também criar memória espiritual. É oferecer às crianças — como fez meu pai — a herança de uma fé concreta, vivida, encarnada. O presépio instalado na casa se torna catequese visual: fala de proximidade, simplicidade, humildade e amor.
O Papa Francisco destaca que o presépio toca o coração mesmo de quem não participa da vida da Igreja. Ele revela a ternura de Deus e recorda que a fé cristã nasce da contemplação de um mistério que se entrega. Por isso, o presépio não é apenas tradição; é anúncio. Ele evangeliza porque emociona. Ele ensina porque comove. Ele reúne porque desperta comunhão. E quando as mãos das crianças ajustam a gruta, quando colocam a serragem, quando alinham as figuras, um aprendizado precioso se transmite: o Natal começa no coração. Fonte: https://www.cnbb.org.br
O que Leão XIV diz em sua biografia sobre mulheres, fiéis LGBTQIA+ e escândalos de abuso na Igreja
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Papa afirma que casamento é entre homem e mulher, mas também condena uso político dessa discussão

Papa Leão XIV assina biografia escrita por Elise Ann Allen Foto: Reprodução/Twitter Elise Ann Allen
A nova biografia “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI” oferece o retrato mais completo até agora do primeiro papa americano, um líder que, aos 70 anos, assumiu o trono de São Pedro com a ambição de reduzir polarizações e devolver serenidade a uma Igreja de 1,4 bilhão de fiéis.
Escrita pela jornalista Elise Ann Allen, do portal católico Crux, a obra se baseia em três horas de entrevistas realizadas em julho e na convivência que ela desenvolveu com o então Robert Prevost desde 2018, quando ele ainda era bispo no Peru.
A biografia acompanha a trajetória de Leão XIV desde a infância em Chicago até sua eleição no Vaticano, e revela um pontífice cauteloso, avesso aos holofotes, mas disposto a definir pessoalmente a narrativa de sua própria história. As conversas ocorreram na Villa Barberini, residência papal de verão, e depois na moradia provisória do papa na Santa Sé, enquanto os aposentos oficiais passavam por reforma.
Apesar do estilo reservado, Leão XIV expõe no livro algumas das posições mais importantes de seu pontificado. Ele afirma não ter intenção de ordenar mulheres, embora garanta que continuará nomeando lideranças femininas para cargos-chave da igreja, e diz estar aberto a ouvir opiniões divergentes. Também reforça que acolherá “todos, todos, todos”, inclusive fiéis LGBTQIA+, mas sem alterar a doutrina católica sobre sexualidade ou casamento.
“O casamento é para um homem e uma mulher”, diz Leão, que define “família” como “pai, mãe e filhos”. Ao mesmo tempo, ele condena o uso político dessa discussão e lamenta que, em alguns círculos europeus, bênçãos pastorais estejam sendo transformadas em rituais que extrapolam o que a Igreja ensina.
Leão XIV descreve a crise de abusos sexuais como um dos temas mais dolorosos da Igreja que exige proximidade com as vítimas, mas alerta que o drama dos abusos não pode se tornar o único foco dos católicos: “A grande maioria dos padres e religiosos nunca abusou de ninguém”.
O papa também aborda a geopolítica mundial. Sobre a Faixa de Gaza, classifica as cenas de sofrimento como “terríveis” e afirma temer que o mundo se torne insensível ao drama humano. Diz que a Santa Sé, por ora, não considera possível declarar tecnicamente se há um genocídio em curso.
Primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, Leão XIV afirma não querer interferir na política de seu país natal, nem mesmo em relação ao presidente Donald Trump, embora não fuja de conversas quando se trata de temas urgentes. / COM INFORMAÇÕES DO THE WASHINGTON. Fonte: https://www.estadao.com.br
Cardeal Tempesta: somos chamados a superar o ódio, a vingança e a indiferença
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O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre os últimos acontecimentos na capital fluminense. “Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos”.

Silvonei José – Vatican News
Um fato sem precedentes sacudiu nesta terça-feira a cidade do Rio de Janeiro. Uma grande operação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV (Comando Vermelho) e resultou na morte de ao menos 64 pessoas.
As pessoas foram mortas durante ação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, sendo quatro policiais (dois militares e dois civis), segundo a Polícia Civil. De acordo com informações da imprensa local, outras nove pessoas foram baleadas, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.
Ação mobilizou 2.500 policiais militares e civis para cumprir mandados de busca e apreensão nos dois Complexos na capital fluminense. A ação - segunda a imprensa - é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro na tentativa de atingir lideranças do CV.
O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre o que ocorreu. Eis a íntegra da mesma:
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)
Amados irmãos e irmãs em Cristo,
Hoje vivemos um dia muito difícil no Rio de Janeiro. Com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos deste dia, em que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo têm ferido o coração da nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida humana é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada.
Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que Cristo, o Príncipe da Paz, envolva cada coração ferido com Sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte. Que Ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova.
Somos chamados, como discípulos de Cristo, a ser construtores da paz, a superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. É urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica, que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.
Mesmo diante do caos, creio firmemente que o amor e o bem são mais fortes que qualquer violência. Peço a cada um que seja instrumento dessa paz. Não podemos alimentar o ódio, nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para a alegria e a acolhida. Que, com fé e perseverança, possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. E, como diz o hino da nossa cidade: “Que Deus te cubra de felicidade — Ninho de sonho e de luz.”
Convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, e que cada gesto de amor seja um passo rumo a uma cidade mais fraterna e justa. Que o Senhor da vida converta nossos corações, cure as feridas da violência e nos faça instrumentos de Sua PAZ. Que Maria, Rainha da Paz, interceda por nossa cidade, por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia de hoje.
Invoco, sobre todos, a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento de dor.
Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro
Fonte: https://www.vaticannews.va
Congresso Carmelita- Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa
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1º - Congresso da Família Carmelitana do Brasil. 2-3 de agosto 2025, Aparecida, São Paulo.
Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa, irmã do Sodalício da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho/RJ. Tema: Rumo ao Monte Carmelo em Comunidade: Um olhar para a vida fraterna na Espiritualidade da Ordem Terceira do Carmo.
“O Carmelita que não ora é falso Carmelita”.
“A contemplação tem que me levar ao encontro do próximo”.
“Na contemplação eu encontro o meu próximo”.
“Se a contemplação não me leva ao encontro do irmão, isso não é contemplação”
“O Carmelita tem que juntar, não separar”
“O amor ao próximo é um caminho que nos ajuda a encontrar Deus”.
“Se você deixar o Espírito Santo agir na vida, você faz coisa que até você dúvida e se pergunta: Será que fui eu mesmo que fiz isso”?
“Se a Palavra de Deus não me faz uma pessoa melhor, essa Palavra é nula”.
“A Eucaristia tem que ser constante, se ela for diária, Graças a Deus”.
“A oração sai e vai ao encontro do nosso próximo, ela não é estática”.
“Não é possível sermos orantes e contemplativos sem ficarmos sensíveis as pessoas”.
“Na vida muitas vezes temos que engolir as desavenças da vida e depois de engolir aproveita e faz uma oração”.
“Se os nossos filhos se tornassem carmelitas não ficaríamos preocupados com o futuro do nosso Sodalício”.
“Não somos carmelitas apenas na Igreja, nas reuniões ou nos congressos. Em casa temos que provar a nossa carmelitíssima”.
Por que o Brasil está perdendo padres?
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Secularização, celibato e descrédito institucional explicam desinteresse pelas vocações religiosas no País, segundo especialistas
Por Edison Veiga e José Maria Tomazela
Há uma queda no número de padres no Brasil, tendência que ecoa o que ocorre em boa parte do mundo, incluindo a América Latina, onde o papa Leão XIV passou três décadas anos da sua vida religiosa (no Peru). Segundo especialistas, a perda do interesse pelas vocações sacerdotais será um dos desafios do novo pontífice.
Maior país católico do mundo em termos absolutos, o Brasil tem um número de padres proporcionalmente baixo se comparado à Itália, coração tradicional do catolicismo. Conforme os dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são 22,1 mil religiosos ordenados no País — um para cada 9,5 mil brasileiros. Na Itália, a cada mil habitantes, há um padre.
O cenário é de queda. Em 1970, eram 13 mil sacerdotes, mas uma população de pouco mais de 93 milhões. Cada padre, portanto, tinha potencialmente 7,1 mil fiéis para atender. Em 2010, eram 22 mil padres — pela população à época, cada um dava conta de 8,7 mil brasileiros.
“Isso se deve principalmente à crescente secularização (desinteresse geral pelas religiões) e à ideia, hoje amplamente aceita, de que é possível viver uma vida santa como leigo”, disse ao Estadão o padre jesuíta americano James Martin, consultor do Vaticano.
O historiador e teólogo Gerson Leite de Moraes vê a tendência como um problema a ser enfrentado pelas religiões no mundo contemporâneo, processo que avança gradualmente desde o Iluminismo.
Ou seja: a Igreja enfrenta um cenário que combina desinteresse com descrédito.
“Existem lugares onde a Igreja perdeu espaço ou o cristianismo católico é pouco efetivo. Há menos padres do que a Igreja gostaria para o trabalho de evangelização”, analisa Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Também afastam os jovens os escândalos de abusos sexuais no clero, seguidos de denúncias de omissão nos níveis mais altos da hierarquia. Segundo o padre Eliomar Ribeiro, diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Jovem, essa é uma “preocupação da Igreja”.
Ribeiro diz ainda que Francisco cobrava “que fossem levados a Roma os casos, sobretudo os ligados à pedofilia, e que os bispos não negligenciassem a questão em suas dioceses.”
Leão XIV já disse que o “silêncio não é a resposta” para esses casos e defendeu transparência e sinceridade para lidar com esse problema. Ele, porém, já foi acusado de omissão sobre denúncias do tipo na Diocese de Chiclayo, onde atuou, pela Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres (Snap). Tanto a conferência dos bispos peruana quanto a diocese negam que houve negligência e dizem ter investigado os casos.
Por fim, há a questão do celibato obrigatório, “definitivamente um obstáculo para muitos homens que desejariam entrar no sacerdócio”, afirma padre Martin.
O papa Francisco permitiu, em 2014, que as igrejas de rito oriental tivessem padres casados no Ocidente. Trata-se de uma tradição que sempre existiu nos territórios de origem dessas igrejas. Ainda não se sabe se o papa Leão XIV fará mais mudanças em relação ao celibato de sacerdotes.
O padre Ribeiro, também diretor geral da Edições Loyola, ainda atribui a crise à diminuição do número e de filhos nas “famílias católicas”. Para ele, o ideal seria um sacerdote para cada 5 mil pessoas.
Escassez de seminaristas
Conforme o Anuário Pontifício, publicado em março pela Igreja, o número global de seminaristas caiu de aproximadamente 108 mil para pouco mais de 106 mil de 2022 para 2023, último ano registrado pelas estatísticas oficiais.
Em todo o planeta, há 407 mil padres, distribuídos em 3.041 circunscrições. A queda global é de 0,2% ao ano. A Igreja cresce na África e na Ásia e diminui no resto do planeta, com destaque para a Europa — recuo anual de 1,6%.
Padre Martin acredita que essas diferenças regionais possam ser explicadas porque algumas áreas experimentam “maior secularização” e “em comparação a outras. E há “lugares onde os abusos sexuais foram mais generalizados”, deixando a instituição em maior descrédito social.
Os europeus ainda são maioria dos sacerdotes do mundo. As maiores demandas estão nas seguintes regiões:
Europa: 38,1% do total, onde há 20,4% dos católicos
América do Sul: 12,4%, onde há 27,4% de católicos
África: 13,5%, onde há 20% dos católicos
América Central: 5,4%, onde há 11,6% dos católicos
Desejo de formar família dificulta formação
A vida solitária e o desejo de constituir família dificultam a formação de novos padres, segundo o ex-seminarista Mário Hugo Furlan, de 43 anos. Ele cita ainda a necessidade de renunciar às facilidades da vida comum, como o celular.
Após sete anos de estudo em um seminário de frades franciscanos da Ordem dos Capuchinhos Menores, Furlan abriu mão da vocação sacerdotal. Morador de Santa Bárbara d’Oeste (SP), ele hoje é casado e pai de um menino de 10 anos.
Optou pelo seminário motivado pela vida religiosa que levava com a família, especialmente os avós, indo a missas e participando de ações pastorais. Mas foi uma mudança drástica para o então jovem de 19 anos.
“No seminário, você vai contra as facilidades que o mundo oferece. É como estar no mundo, mas fora dele. Vive a realidade que todos vivem e tem de ser um sinal de luz, dedicação diária ao estudo, reflexão, muita oração e jejum.”
Os religiosos franciscanos e os agostinianos, como o papa Leão XIV, fazem votos de pobreza, castidade e obediência. Isso faz com que o acesso a tecnologias seja restrito. “A exigência de renunciar a celular e computador, entrando agora na inteligência artificial, é outro agravante que impede muitos seminaristas de chegarem ao final e serem ordenados”, diz.
A renúncia ao chamado para ser padre foi refletida por um ano. “Observava que a vida religiosa, solitária, embora comunitária, não fazia mais sentido para mim do ponto de vista existencial. Analisei que, constituindo família, seria mais realizado. Tive a ajuda dos freis para resolver esses questionamentos e deixei o seminário.”
Pesou também o fato de seu pai ter morrido na época. “Mexeu muito comigo e reforçou o desejo de constituir família. Hoje considero que foi a melhor decisão.”
Furlan conta que o aprendizado com os frades, de cuidados com o próximo e a natureza, será levado para a vida toda. “Ter sido religioso franciscano capuchinho por sete anos foi gratificante. Minha formação humana e científica me deu bagagem enorme.”
Mário cursou Engenharia de Produção e trabalha como líder de produção em uma indústria metalúrgica. Também é professor tutor em uma faculdade no interior.
Na periferia, padre mais distante impulsiona evangélicos
Católica e coordenadora do União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Sheila Cristiane Nobre atua em mais de dez comunidades no extremo sul da capital e na maioria delas não existe Igreja Católica. “Para ir à missa, confessar, comungar, os fiéis precisam pegar condução e muitas vezes não têm dinheiro”, reclama.
“Antigamente o padre era pessoa do povo. Hoje não é fácil o acesso, a gente sente falta. Nos locais em que piso, a maioria não tem Igreja Católica e a gente vai perdendo vez para as evangélicas, que vão ocupando espaço dentro da favela”, diz ela, de 49 anos, que faz trabalhas em regiões como Parelheiros e Grajaú.
O Brasil tinha, em 2019, cerca de 109,5 mil igrejas evangélicas de diversas denominações, ante cerca de 20 mil em 2015. O predomínio é das pentecostais (48.781 templos).
É superimportante que a Santa Igreja Católica adote medidas para voltar a ocupar espaço nas periferias. Senão daqui a pouco vai virar religião de nicho, perdendo cada vez mais espaço para esse pessoa. Fonte: https://www.estadao.com.br
Vai com Deus Chico.
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Vai com Deus Chico!
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Padre Carmelita e Jornalista da Ordem do Carmo.
Comunidade Carmelitana da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho- Rio de Janeiro.
Segunda-feira, 21 de abril- 2025. www.instagram.com/freipetronio
Vai com Deus Chico! Ele esteve do teu lado nas noites escuras e dor, em favor dos Migrantes e das vítimas das Guerras e Ditaduras.
Vai com Deus Chico! Ele estive do teu lado na luta incansável pelo planeta através dos Documentos Laudato Si e Laudate Deum- A nossa casa em Comum.
Vai com Deus Chico! Ele te inspirou na defesa de uma Igreja “hospital de campanha, não um posto alfandegário", onde os pobres- indígenas, quilombolas e famílias em situação de vulnerabilidade- fossem amados e os idosos fossem amparados.
Vai com Deus Chico! Tu nos ensinaste a sermos sacerdotes com os pés no chão e sem “renda da vovó”, mas apaixonados pelo Evangelho em uma Igreja Sinodal e Peregrinos de Esperança.
Vai com Deus Chico! No Documento Gaudete et exsultate, indicastes o caminho da santidade para o povo de Deus, e não apenas para um grupo seleto atrás dos muros Monásticos, Conventuais e Seminarísticos.
Vai com Deus Chico! Apontaste para os jovens os novos areópagos da Evangelização das Mídias Sociais e da Inteligência Artificial.
Vai com Deus Chico! Tu olhaste para o ser humano e não para opções sexuais, porque a Igreja é de todos, DE TODOS! DE TODOS! Papa Francisco, vai com Deus Chico!
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