Rodrigo Bocardi é acusado de extorsão; SBT diz ‘avaliar medidas’
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Emissora diz que acompanha o caso; jornalista, que nega prática, não apresentou o ‘SBT Cidades’ nesta quinta

Rodrigo Bocardi assina com o SBT e retorna à TV após saída da Globo Foto: Rogério Pallatta/SBT/Divulgação
O SBT está analisando denúncia de uma suposta extorsão envolvendo o jornalista Rodrigo Bocardi. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após um vídeo publicado por Jones Donizette, ex-secretário de Tecnologia e Comunicação de Embu das Artes, no início de setembro.
Na publicação, Donizette não cita o nome de Bocardi, mas afirma ter sido coagido por um jornalista funcionário do SBT e ex-Globo a fazer pagamentos para que fosse realizada uma cobertura positiva sobre seu trabalho na cidade da Região Metropolitana de São Paulo. Nas redes sociais, o jornalista negou as acusações.
Bocardi não participou da apresentação do jornal SBT Cidades nesta quinta-feira, 10. A atração foi comandada somente pela apresentadora Érica Reis. O SBT não confirmou se a ausência do jornalista está relacionada à denúncia.
O apresentador está na emissora desde junho. Inicialmente, o SBT Cidades contava com colaboração da BocaTV, canal de mídia digital e jornalismo independente criado por Bocardi, mas o fim da parceria foi anunciado na última terça, 8 de setembro.
“Quer dizer que você é homem pra caramba, irmão, pra poder ficar extorquindo as pessoas, extorquindo os prefeitos, né? Extorquindo as lideranças políticas, fazendo essa sujeira que você sabe fazer… Aí quando eu falo que vou te denunciar, e você sabe que eu vou, você sabe o que eu tenho. Você sabe que se eu subir o vídeo, eu acabo com a sua carreira", ameaça o ex-secretário.
O Estadão tenta contato com Donizette e a prefeitura de Embu das Artes. Em caso de retorno, a reportagem será atualizada.
Em seu perfil, Bocardi questionou as denúncias: “Não tem um vídeo, não tem um áudio. Cadê?”. O jornalista afirma que há várias denúncias sobre a gestão da prefeitura de Embu das Artes e diz que a Boca TV, ao receber uma denúncia, faz um processo de triagem e questiona as prefeituras e órgãos responsáveis.
Em nota ao Estadão, o SBT confirmou que tomou conhecimento da denúncia pelas redes sociais e “acompanha o caso para avaliar eventuais medidas”.
Bocardi comenta assunto em live
O jornalista voltou a falar sobre o assunto em uma live nas redes sociais. Questionado se retornará ao SBT Cidades nesta sexta-feira, 11, respondeu “não sei”.
“E olhe, pra mim isso é o menos importante; não dê valor a isso. O valor está neste BocaTV”, completou. “Ali, é um complemento dessa história. É eu poder agregar ao canal, agregar à estrutura do SBT; Só vale pra mim se for assim (...) Se eu incomodo pessoas a ponto de vocês não conseguirem suportar a pressão, vamos ser felizes, gente.” Fonte: https://www.estadao.com.br
Filmando você na praia
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Os óculos inteligentes não vêm apenas armados de uma câmera; eles são uma arma em si
As imagens que eles captam sem que se perceba podem ter inúmeras utilidades, todas ilegais
Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras
Direito de imagens,
Sempre que dou uma entrevista gravada, tenho de assinar um documento autorizando a exibição de minha "imagem". Acho isso uma asnice já que, se me ponho diante da câmera e converso com o entrevistador, é porque aceitei estar ali. Mas admito a precaução —querem evitar que, no futuro, alguém entenda naquilo um abuso e resolva processar. Só quero ver se tal precaução será tomada também diante dos "óculos inteligentes", a última invenção da Meta para tornar o mundo mais perigoso para nós e celestial para o trilionário Mark Zuckerberg.
Os ditos "óculos" permitem que uma pessoa seja filmada por alguém nas proximidades sem que este faça o menor gesto revelador de que está com uma câmera apontada para ela. Se você for mulher, isso poderá acontecer sem que você perceba no escritório, no shopping, no restaurante, na academia de ginástica e na praia. Como se tal violação da privacidade não bastasse, você talvez nunca venha a saber o destino dado a essas imagens.
Elas poderão ser socializadas no Instagram, com textos comprometedores, para o prazer de terceiros. Realizar o sonho dos voyeurs, que terão a intimidade de suas amigas e vizinhas à disposição. Fornecer matéria prima para a pedofilia. Ou servir como material de intimidação e chantagem contra quem estiver sendo filmado. A câmera nos óculos terá o poder de uma arma.
O que me remete à visão de raios-X do Super-Homem, que lhe permite enxergar através de qualquer superfície exceto o chumbo. Veterano do super-herói em incontáveis gibis e tendo assistido a alguns de seus filmes, só agora me ocorre que ele (ou Clark Kent, sua identidade civil) podia ver através do vestido de Lois (Miriam) Lane antes de se casar com ela. Pois, sabendo desse superpoder do marido, Lois nunca desconfiou de que o conteúdo das calcinhas de todas as mulheres de Metrópolis —ou do planeta—continua ao alcance visual dele?
Por enquanto, os "óculos inteligentes" são pouco menos que a visão de raios-X de Super-Homem. Mas a ciência, que enxerga longe, logo chegará lá. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Mortes: Nordestina fazia da casa no Tatuapé abrigo para quem chegasse
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Rosa Nobre Chaves migrou para São Paulo na década de 1970 e criou os seis filhos enquanto trabalhava como costureira
Fez da mesa farta uma forma de cuidar dos outros

Rosa Nobre Chaves (1936 - 2026) - Leuseni Nobre Chaves e Silva/Arquivo Pessoal
São Paulo
Na casa de Rosa Nobre Chaves, sempre cabia mais um. Podia ser um neto, um amigo ou um trabalhador que não tinha onde almoçar. Aos domingos, ela preparava panelões de comida e reunia à mesa quem aparecesse.
Até quem não era da família podia se juntar aos filhos e netos. "Ninguém saía da casa dela de barriga vazia", conta a filha Leuseni Nobre Chaves e Silva.
Rosa acolhia, mas também sabia ser firme. Mulher de personalidade forte, era justa e não levava desaforo para casa. Se algum dos filhos fazia algo que considerava errado, não amenizava. Ao mesmo tempo, cuidava dos filhos e netos e mantinha a casa aberta para parentes e amigos.
Nascida no Ceará, mudou-se para São Paulo na década de 1970 com o marido, Gerardo Josino Chaves, e os seis filhos, fugindo das dificuldades. Um ano depois, chegaram ainda um sobrinho e um cunhado. A família se estabeleceu no Tatuapé, onde Rosa viveu pelo restante da vida.
Na capital paulista, trabalhou como costureira em confecções. Dividia o tempo entre o trabalho, a casa e os cuidados com a família. Mesmo em casas pequenas, sempre encontrava espaço para receber.
Aos domingos, fazia frango e macarrão em quantidade suficiente para alimentar a família e quem mais chegasse. Muitos dos amigos eram trabalhadores que não tinham como almoçar nas fábricas ou no bandejão.
A comida era uma das formas que encontrou para cuidar dos outros. Gostava especialmente de baião de dois, prato que, para ela, nunca era feito apenas para poucos.
Rosa também gostava de ouvir música no rádio. Fagner e Zeca Pagodinho estavam entre seus favoritos. Assistia às novelas mexicanas exibidas pelo SBT e pela Band e gostava de voltar ao Ceará, especialmente a São João do Jaguaribe, cidade natal da família. Dizia-se crente, embora não frequentasse uma igreja.
Na fase final da vida, contou com a presença carinhosa do genro Ivanildo, que a acompanhou de perto e esteve ao seu lado.
Rosa morreu em 17 de agosto, aos 90 anos. Deixa o marido, Gerardo, 88, os filhos Cleser, Eugênio, Leni, Gardenia, Alex e Glauco, 15 netos e 5 bisnetos.
"Eu gostaria que a minha mãe fosse lembrada como uma mulher, como tantas brasileiras, que batalha para dar dignidade aos filhos e toda a família. Uma guerreira nordestina, que lutava com unhas e dentes para defender sua família", diz Leni.
Para a família, deixa a lembrança de uma mulher trabalhadora e de personalidade forte, que enfrentou as dificuldades da migração e passou a vida lutando para dar dignidade aos seus. Uma nordestina que, com as próprias mãos, costurou roupas, criou filhos e construiu uma casa onde sempre havia espaço para mais um. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Jornalista é demitida após sorrir e piscar para câmera em julgamento de mãe acusada de matar os 3 filhos nos EUA
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Brittany Romano estava credenciada pela Vanity Fair para acompanhar o caso. Revista desistiu de publicar um relato da jornalista após as imagens viralizarem.
Jornalista sorriu para câmera durante julgamento nos EUA e foi demitida — Foto: Pool
Por Redação g1
A jornalista Brittany Romano foi demitida após sorrir e piscar para uma câmera durante o julgamento de Lindsay Clancy nos Estados Unidos, na segunda-feira (24).
A revista Vanity Fair cancelou o texto e a credencial de Brittany. As duas se conheciam desde a infância.
Brittany afirmou que sorri em situações de ansiedade e criticou a repercussão. Ela relatou ter recebido ameaças de morte e mensagens incentivando o suicídio.
Lindsay Clancy é acusada de matar os 3 filhos com faixas elásticas. A defesa alega psicose pós-parto, enquanto a Promotoria afirma que ela agiu de forma intencional.
Jornalista é demitida após sorrir em julgamento de mãe que matou 3 filhos
Uma jornalista foi demitida depois de sorrir e piscar para uma câmera que transmitia o julgamento de Lindsay Clancy, uma mulher acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos. A decisão ocorreu após as imagens viralizarem nas redes sociais.
O caso aconteceu na segunda-feira (24). As imagens que circularam nas redes mostram o fim de uma sessão do julgamento, quando as pessoas que acompanhavam a audiência começaram a se levantar.
Enquanto a câmera mostra o público presente na sala do tribunal, a jornalista Brittany Romano aparece sorrindo e piscando para a lente. Ela estava credenciada pela revista Vanity Fair para acompanhar o julgamento.
Após a repercussão, a revista informou à imprensa americana que havia decidido não seguir adiante com um texto de Brittany e retirado o credenciamento da jornalista.
Segundo a Fox News, a Vanity Fair afirmou que tinha interesse em publicar um relato pessoal de Brittany sobre a experiência de ter crescido com Lindsay Clancy. As duas se conheciam desde a infância.
“Após identificarmos conflitos claros com nossos padrões e processos editoriais, informamos Romano de que não seguiríamos adiante com o texto e comunicamos ao tribunal que ela não está mais credenciada pela Vanity Fair”, afirmou a revista em comunicado à imprensa americana.
Brittany comentou o episódio nas redes sociais. Em uma publicação no Instagram, escreveu: “Sorrir não é crime. Mandar uma mulher cortar os pulsos é”.
A jornalista afirmou que sorri em situações de ansiedade ou desconforto e disse que a expressão registrada pelas câmeras não significava indiferença em relação ao julgamento.
Segundo Brittany, outras pessoas que estavam próximas também riram naquele momento, mas apenas a imagem dela ganhou repercussão.
Brittany também criticou a reação que recebeu após a divulgação das imagens. Ela afirmou ter recebido ameaças de morte e mensagens incentivando o suicídio.
“Um sorriso não é crime. Um momento humano para atravessar um dia difícil não é um convite para destruir alguém. Cubram o caso, cubram o veredicto, cubram a família, que era sobre isso que tudo sempre deveria ter sido, e deixem a minha expressão de fora.”
A jornalista disse ainda que atua de forma autônoma e que, apesar de estar credenciada pela Vanity Fair, não tinha nenhum contrato com a revista para fazer uma reportagem.
O caso
Lindsay Clancy é acusada de matar os três filhos: Dawson, de 3 anos, Cora, de 5, e Callan, de 8 meses. O crime aconteceu na casa da família, nos Estados Unidos, em janeiro de 2023. Segundo a Promotoria, a ex-enfermeira obstétrica estrangulou as crianças com faixas elásticas.
O julgamento se concentra no estado mental de Lindsay no momento do crime. A defesa afirma que ela sofria de psicose pós-parto e tinha transtorno bipolar, quadro que teria sido agravado pelo uso de antidepressivos prescritos após o nascimento do terceiro filho.
Já a Promotoria sustenta que Lindsay agiu de forma intencional. Segundo os promotores, ela pediu que o então marido, Patrick Clancy, saísse de casa para buscar comida e comprar um medicamento para a filha antes de cometer o crime.
Ao voltar para casa, Patrick encontrou Lindsay gravemente ferida no quintal após ela pular de uma janela do segundo andar. Em seguida, encontrou os três filhos mortos no porão.
Se for condenada por homicídio, Lindsay poderá receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Fonte: https://g1.globo.com
Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná
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Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná
Batida aconteceu na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais. Rodovia está totalmente interditada na manhã desta quarta-feira (19).
Por Manuella Mariani, Millena Sartori, Marrara Laurindo, g1 PR e RPC Ponta Grossa
Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, no Paraná.
A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva. O motorista do caminhão também morreu.
Os feridos foram levados para hospitais de Ponta Grossa. Equipes de socorro atendem a ocorrência e a via está sem previsão de liberação.
Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos e 5 feridos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo a Via Araucária, concessionária responsável pelo trecho, os mortos são 21 adultos e 2 crianças. A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus, que era da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva. O condutor da carreta, que é de Erechim (RS), também morreu.
"Evidências preliminares apontam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente com o micro-ônibus. As circunstâncias estão sendo analisadas através do levantamento no local", disse a PRF.
O acidente aconteceu por volta das 3h30 no km 209 da rodovia e provocou interdição total do trecho, que é de pistas simples. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de liberação da via.
Segundo a PRF, a carreta seguia no sentido de Carambeí para Prudentópolis, e o micro-ônibus da Secretaria de Saúde viajava levando pacientes de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba.
Até a última atualização desta reportagem, as forças de segurança não tinham conseguido confirmar quantos passageiros havia nos veículos, nem os nomes deles.
A Polícia Científica do Paraná, responsável pela perícia, informou que "o atendimento de uma ocorrência dessa natureza é complexo e envolve diferentes etapas".
"Além da análise técnico-científica do local, destinada à obtenção dos elementos necessários para determinar as causas e a dinâmica do sinistro de trânsito, as equipes realizam a localização, o registro, a coleta e a individualização das vítimas fatais e dos demais vestígios relacionados à ocorrência. [...] O processo de identificação pode envolver a coleta e o confronto de informações com bases oficiais de identificação biométrica, entre outras técnicas técnico-científicas, e seu tempo de conclusão pode variar de acordo com o método necessário em cada caso".
Acidente entre ônibus e carreta deixa 22 mortos e quatro feridos no Paraná — Foto: PRF
Os feridos foram encaminhados para hospitais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. De acordo com informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, três pessoas estão em estado grave e duas tiveram ferimentos moderados.
Equipes da PRF, da concessionária Via Araucária, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros atendem a ocorrência no local.
Às 6h47, a concessionária informou que havia cerca de 9 km de congestionamento sentido Ponta Grossa e fila de 7 km sentido Prudentópolis.
Luto
O Governo do Paraná decretou luto oficial de três dias, em todo o estado, em razão do acidente. Em nota, o Estado lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
"O Estado colocou sua estrutura no atendimento da ocorrência. Além do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná (CBMPR), que faz o resgate das vítimas, equipes da Polícia Científica do Paraná (PCP) e da Polícia Civil (PCPR) já estão no local. O trabalho de identificação será feito na sede da PCP em Ponta Grossa. A Secretaria de Estado da Saúde, Defensoria Pública do Estado e toda a estrutura de assistência social já estão mobilizadas e prestando atendimento às vítimas e às famílias envolvidas".
O Governador do Paraná, Ratinho Junior, se manifestou sobre o acidente nas redes sociais.
"O Paraná amanhece de luto após o acidente em Ipiranga. Meus sentimentos às famílias das vítimas e toda a comunidade de Imbituva. Aos feridos, desejo que tenham uma recuperação rápida. Nossas forças de segurança já estão atuando para entender o que aconteceu e esclarecer as causas do acidente. Que Deus dê conforto e força a todos que enfrentam essa dor", escreveu.
A Prefeitura de Imbituva também emitiu nota de pesar. Veja abaixo:
"Diante do trágico acidente ocorrido na BR-373, que vitimou moradores de nossa região, a Prefeitura de Imbituva manifesta profundo pesar e solidariedade a todas as famílias e amigos atingidos por este momento de dor.
Em respeito às vítimas e às suas famílias, a Prefeitura Municipal e os demais locais de atendimento administrativo estarão fechados nesta data, como forma de respeito e luto.
Os serviços essenciais permanecerão funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população.
Neste momento de profunda tristeza, Imbituva se une em solidariedade às famílias, desejando força e conforto a todos que enfrentam esta dolorosa perda". Fonte: https://g1.globo.com
Dez pessoas morrem após ônibus tombar em Petrópolis.
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Acidente aconteceu no km 91 da BR-040, na madrugada deste domingo (16). Coletivo levava 49 pessoas e saiu de Belo Horizonte. Os corpos foram levados para o IML da Cidade Imperial.

Ônibus foi destombado na manhã deste domingo — Foto: Reprodução/TV Globo
Por Rafael Nascimento, g1 Rio
Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis (RJ) neste domingo (16). O acidente ocorreu na descida da serra, no Km 91 da BR-040.
O coletivo levava 49 pessoas e vinha de Belo Horizonte. A perícia foi acionada e o caso está sob investigação na 105ª DP (Petrópolis).
O resgate mobilizou 4 quartéis do Corpo de Bombeiros. A pista sentido Rio de Janeiro teve interdição total e registrou 1 km de retenção.
Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do RJ, na madrugada deste domingo (16). Entre as vítimas estão 8 mulheres e 1 criança.
O acidente foi no Km 91 da BR-040, na descida da serra para o Rio de Janeiro, por volta das 4h30.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o coletivo da Estrela Guia Turismo havia saído de Belo Horizonte em direção a Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O Corpo de Bombeiros contabilizou atendimento a 49 pessoas, 8 das quais foram encontradas sem vida.
“Duas pessoas ficaram em estado grave, 12 tiveram ferimentos considerados moderados e foram encaminhadas para unidades hospitalares de referência, como o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e o Hospital Municipal Santa Tereza, em Petrópolis.”
Uma das feridas morreu a caminho do hospital. O motorista sobreviveu.
A perícia foi acionada, e o caso foi encaminhado para a 105ª DP (Petrópolis). A Polícia Civil informou ainda que os corpos das nove vítimas fatais foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis, onde serão submetidos a exames periciais.
‘Grande operação’, diz prefeito de Petrópolis
O prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes (PP), afirmou que uma grande operação de socorro e resgate foi mobilizada após o acidente. Segundo ele, equipes do Samu de Petrópolis, do Samu da Baixada Fluminense, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal atuaram no atendimento às vítimas.
“Foi uma grande operação de socorro e resgate. O Samu de Petrópolis, o Samu da Baixada, o Corpo de Bombeiros, a PRF, todo mundo atuando e passando as informações”, disse o prefeito.
Hingo também lamentou as mortes registradas na ocorrência e informou que pacientes foram encaminhados para o Hospital Santa Teresa, unidades de pronto atendimento de Petrópolis e hospitais da Baixada Fluminense. Segundo ele, cinco ambulâncias do Samu municipal foram direcionadas para a operação.
Segundo os hospitais que receberam parte das vítimas do acidente, ao menos 23 pessoas deram entrada nas unidades de saúde após o tombamento.
O Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, informou ter recebido 14 pacientes. Desses, um morreu e 13 permaneciam em atendimento até a última atualização.
Já o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, informou que recebeu 9 vítimas. Segundo a unidade, todos os pacientes estão sendo atendidos por equipes multiprofissionais, seguindo os protocolos de assistência e classificação de risco. Os hospitais não divulgaram informações individuais sobre o estado de saúde dos feridos.
Interdição da via após quase 4 horas
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 4h40 para uma ocorrência de queda de veículo na região de Caxambu, próximo ao Sítio Flor da Serra. O atendimento mobilizou equipes dos quartéis de Campos Elíseos, Parada de Lucas, Itaipava e Petrópolis.
A concessionária Elovias informou que a pista no sentido Rio de Janeiro ficou totalmente interditada para o atendimento da ocorrência.
A liberação total da via aconteceu às 7h45, quase 4 horas após o tombamento.
Proprietário em ‘estado de pânico’, diz defesa
Ao g1 de Minas Gerais, um dos advogado da empresa disse que o proprietário não vai se pronunciar sobre o acidente por estar em "estado de pânico".
Em nota, a Estrela Guia Turismo lamentou o ocorrido, prestou solidariedade às vítimas e afirmou que está dando suporte aos feridos e familiares, além de colaborar com as autoridades na apuração das causas do tombamento.
Segundo a defesa, um ônibus já foi disponibilizado para levar os sobreviventes de volta à Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas a viagem depende da liberação médica dos passageiros.
Até o início da tarde, a empresa informou que oito pessoas haviam recebido alta. O motorista do coletivo está entre os feridos e sofreu fraturas nas duas pernas. A empresa também informou que os passageiros saíram da Região Metropolitana de BH com destino a Copacabana.
Familiares e amigos das vítimas do acidente com o ônibus da Estrela Guia Turismo podem buscar informações diretamente com a empresa.
A viação informou que disponibilizou um canal de atendimento pelo telefone e WhatsApp (31) 99100-3446. Fonte: https://g1.globo.com
Igreja colombiana diante do terremoto: uma só família na adversidade
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Os bispos colombianos expressam sua solidariedade às vítimas do terremoto e apelam por uma resposta à emergência caracterizada por solidariedade, responsabilidade e fraternidade. O cardeal Luis José Rueda Aparicio, primaz da nação, convida a todos a transformar esta tragédia em uma oportunidade para “nos reconstruirmos a partir do coração” e superarmos as divisões.
Sebastian Sanson Ferrari – Cidade do Vaticano
Em resposta ao forte terremoto que atingiu diversas regiões da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, os bispos do país elevaram suas orações pelas vítimas, pelos feridos e pelas famílias afetadas, e expressaram sua solidariedade às comunidades impactadas pela emergência. Em um comunicado divulgado em Bogotá, os bispos pediram à Colômbia a reconhecer-se mais uma vez como “uma só família” e que responda ao sofrimento com generosidade, responsabilidade e solidariedade.
O terremoto de magnitude 7,4 afetou amplas áreas do país, com relatos de danos em cidades e vilas, bem como em igrejas, hospitais, escolas, casas e estradas. O evento sísmico resultou em ao menos de 132 mortes, mais de 570 feridos e 2.700 desaparecidos.
“Momento de provação” e de encontro
Em mensagem dirigida aos ouvintes da Rádio Vaticano e aos seguidores do Vatican News, o cardeal Rueda descreveu o dia como um “momento de provação”, mas também como uma oportunidade para encontrar um terreno comum em meio à crise.
“Em meio às dificuldades deste terremoto, em meio à crise que estamos vivenciando, queremos encontrar um terreno comum para continuarmos caminhando juntos”, afirmou o purpurado que exortou a todos a cultivar uma esperança “concreta, criativa e compassiva”.
Para o arcebispo de Bogotá, a emergência interpela toda a sociedade e exige responsabilidade compartilhada na busca do bem comum. Daí seu apelo para superar as divisões e a olhar uns para os outros “com os olhos de irmãos e irmãs”.
Reconstruir não somente paredes
O cardeal Rueda enfatizou que a reconstrução não pode se limitar às estruturas materiais danificadas pelo terremoto. “Que a tragédia se torne uma oportunidade para nos reconstruirmos”, expressou, colocando a ênfase em uma reconstrução interior e social. “Não apenas reconstruir as paredes de nossas casas, o que devemos fazer, mas sobretudo reconstruir-nos a partir do coração como uma sociedade unida”, acrescentou.
Nessa tarefa, destacou especialmente o trabalho dos bancos de alimentos e dos voluntários das dioceses do país. Seu apelo foi claro: colocar “nossas mãos, nossos corações e nossa sabedoria” a serviço daqueles que perderam tudo.
Os bispos: ninguém pode enfrentar sozinho uma emergência como esta
Em uma declaração, a Conferência Episcopal Colombiana expressou seu “afeto e proximidade” com aqueles que sofrem as consequências do terremoto, cujo epicentro foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó.
Os bispos asseguraram suas orações por aqueles que perderam suas vidas, pelos desaparecidos, pelos feridos e pelas famílias afetadas. Eles também confiaram a Deus todos os que participam dos esforços de emergência: organizações de socorro, autoridades, profissionais da saúde, voluntários, servidores públicos, membros das forças de segurança e todos os que trabalham nas buscas, resgates e cuidados com os afetados.
“Ninguém pode enfrentar uma emergência desta magnitude sozinho”, alertaram os bispos, para quem a tragédia apresenta mais uma vez à Colômbia o desafio de se reconhecer como uma só família:
A Colômbia é chamada, mais uma vez, a reconhecer-se como uma só família e a responder ao sofrimento de seus irmãos e irmãs com generosidade, responsabilidade e solidariedade. Que cada gesto de ajuda, cada mão estendida e cada esforço conjunto sejam sinais concretos de fraternidade e esperança; portanto, comunicaremos o mais breve possível as formas de oferecer solidariedade e apoio.
Sob a proteção da Virgem Maria
Ao concluir sua mensagem, os pastores da Igreja na Colômbia confiaram o país, e particularmente as comunidades afetadas, à proteção maternal da Virgem Maria.
Pediram-lhe que acompanhasse o povo colombiano e o ensinasse a permanecer unido, a cuidar uns dos outros e a manter a esperança “mesmo em meio à adversidade”. Fonte: https://www.vaticannews.va
Terremoto de grande magnitude na Colômbia derruba prédios e mata ao menos 111
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Cali, terceira maior cidade do país, e região turística cafeeira estão entre os locais mais atingidos
Sismo teve epicentro na província de Chocó, na costa do Pacífico
Serviços de emergência e moradores buscam por sobreviventes em prédio colapsado após terremoto, em Pereira, na Colômbia - 10.ago.26/Reuters
Bogotá | Reuters e AFP
Um terremoto de grande magnitude atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), derrubou edifícios e matou ao menos 111 pessoas e deixou pelo menos 87 feridos, segundo afirmou o presidente Abelardo de la Espriella, em pronunciamento.
O tremor foi sentido na capital Bogotá, nas cidades de Medellín e Cali, entre as maiores do país, e na região da fronteira com a Venezuela, além de regiões do Equador e do Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano.
O epicentro foi localizado perto de San José del Palmar, na província de Chocó, na costa do Pacífico, a uma profundidade de 96 quilômetros. A região turística conhecida como Eje Cafetero (eixo cafeeiro), entre as metrópoles de Medellín e Cali, foi uma das mais afetadas e concentra os mortos confirmados até o momento.
Espriella, que tomou posse na última sexta-feira (7), declarou estado de calamidade nacional.
As autoridades locais realizaram os primeiros balanços dos estragos. O maior número de mortos contabilizados era da província de Risaralda, na região produtora de café da Colômbia. Ao menos 42 pessoas morreram, afirmou o governador Juan Diego Patino à rádio Caracol.
Na capital da província, Pereira, ao menos 18 pessoas morreram, segundo as autoridades municipais. Na vizinha Manizales, que pertence à província de Caldas, o prefeito Jorge Eduardo Rojas afirmou que três pessoas morreram. O tremor também derrubou uma das torres no topo de uma catedral em estilo gótico em Manizales.
Há imagens de edifícios destruídos em ambas as localidades.
A província de Valle de Cauca registrou 27 mortos, segundo o governador. Uma pessoa morreu em Buenaventura, principal porto da Colômbia no Pacífico, após o desabamento de um prédio deixar várias pessoas presas sob os escombros, informou a prefeita Ligia del Carmen Cordoba.
O boletim mais recente dos serviços de emergência de Chocó reporta ao menos 9 mortos e 80 feridos.
Mais cedo, a governadora do departamento, Nubia Carolina Córdoba-Curi, afirmou em uma publicação no X que havia feridos e danos significativos em edifícios de Quibdó, capital de Chocó. A gestão estava realizando uma avaliação dos danos.
As estimativas sobre a intensidade do terremoto variam entre os centros sismológicos.
Segundo a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), o tremor teve magnitude 6,6. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 7,4, enquanto o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) apontou 6,8.
Várias pessoas continuavam presas sob os escombros em Cali, uma das maiores cidades da Colômbia, após o desabamento de mais de duas dezenas de estruturas, segundo o prefeito Alejandro Eder. Ele acrescentou que a cidade havia solicitado às autoridades de Bogotá e Medellín o envio de equipes de emergência para apoiar os trabalhos de resgate.
"Até o momento, duas pessoas já foram resgatadas com vida: uma idosa e uma menina. Há mais pessoas presas", disse Eder à Blu Radio. "Temos pelo menos 12 pontos críticos e 25 estruturas desabadas onde estamos atuando."
Espriella afirmou em um vídeo gravado enquanto viajava de avião para Bogotá que estava suspendendo suas atividades planejadas para liderar os esforços de coordenação da emergência a partir da capital. Ele declara calamidade nacional após terremoto mortal.
Em Bogotá, moradores deixaram suas casas e prédios e saíram às ruas, ainda de pijama, em meio ao som das sirenes. O prefeito da capital, Carlos Galán, afirmou a uma rádio local que, até o momento, foram registradas apenas rachaduras superficiais em alguns edifícios.
Dois tremores secundários foram sentidos, segundo o Serviço Geológico Colombiano, com 2,8 e 4,8 de magnitude. É comum que, após terremotos de grande escala, novos tremores menores ocorram.
Segundo a Autoridade de Aviação da Colômbia, os voos estão suspensos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura. O órgão responsável pelo atendimento a desastres descartou um alerta de tsunami.
Terremotos menores não são incomuns na Colômbia, que é cortada por três cadeias da Cordilheira dos Andes. No entanto, historicamente, os deslizamentos de terra têm sido os desastres naturais mais mortais do país. O desastre de Armero, em 1985, matou cerca de 25 mil pessoas.
Cidades da região cafeeira do país, incluindo Armenia e Pereira, sofreram um devastador terremoto de magnitude 6,2 em 1999, que matou mais de mil pessoas. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Adolescente mata avós, alunos e professores em escola na Tailândia
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Adolescente mata avós, alunos e professores em escola na Tailândia
Jovem teria matado ao menos oito pessoas e deixado outras feridas antes de se suicidar, segundo polícia local
País do Sudeste Asiático convive com alta circulação de armas e casos de tiroteios com vítimas
Familiares buscam informações após tiroteio em uma escola no distrito de Bang Kruai, província de Nonthaburi, ao norte de Bancoc - Lillian Suwanrumpha/AFP
Bancoc | AFP e Reuters
Um adolescente tailandês matou pelo menos seis pessoas e cometeu suicídio em uma escola nos arredores de Bancoc nesta sexta-feira (7), após matar a tiros seus avós, informou a polícia local. Este foi o pior massacre ocorrido na nação do Sudeste Asiático desde 2022.
A escola fica na região de Nonthaburi, vizinha à capital. Entre os mortos estão três alunos e três professores, além dos dois avós. A polícia ainda informou que ao menos 23 pessoas ficaram feridas no incidente.
O autor do tiroteio foi identificado como um aluno adolescente de 14 anos que estuava da instituição. Ele matou os próprios avós antes de seguir para a escola, onde ele teria disparado pelo menos 26 vezes com uma arma que pertencia ao seu avô. Outras 34 munições foram encontradas no local, segundo a polícia.
"É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?", declarou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul a jornalistas na sede do governo, em Bancoc. "Sinto tristeza por aqueles que morreram e por ver algo assim acontecer em nosso país."
Após a tragédia, os pais correram até o local para buscar os filhos, enquanto alunos e funcionários consolavam uns aos outros do lado de fora.
"Ouvi muitos tiros, muito altos, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Eu conseguia até ouvir os cartuchos atingindo o chão e o barulho do metal", declarou a estudante Pawarisa Maylissa. "Não conheço o suspeito, mas sei que ele é um pouco mais novo do que eu. Não consigo acreditar que um garoto como ele tenha tido acesso a uma arma."
A Tailândia tem uma das maiores taxas de posse de armas de fogo da região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, ou seja, uma para cada sete habitantes. Promessas anteriores de endurecer as leis sobre armas não impediram que tiroteios continuassem ocorrendo com frequência.
Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano; em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquele caso, a polícia tailandesa baleou e deteve o adolescente, que usou a arma de um policial no tiroteio.
Anos antes, em 2022, um ex-policial armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e matou 24 crianças e 12 adultos, em um dos massacres mais terríveis da Tailândia.
No caso desta sexta, o socorrista Kiatikhun Verapongpradith, 47, descreveu ter chegado ao local enquanto o ataque ainda ocorria. Segundo ele, sua equipe atendeu alunos com ferimentos nas costas, no peito e nos braços. Eles encontraram um professor morto em um andar superior da escola e, em outra sala, uma professora com ferimentos no peito e no braço.
Ele relatou ter sido chamado para atender o adolescente atirador após ouvir um último disparo. "Corremos para o local e descobrimos que o autor havia atirado na própria cabeça, do lado direito, e caído. Ao chegarmos, verificamos o pulso dele; ainda havia batimentos, então iniciamos a RCP."
No ano letivo de 2025, a escola contava com cerca de 3.100 alunos e 147 professores, segundo autoridades do distrito. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Lei Maria da Penha chega aos 20 anos sob alta da violência contra a mulher no Brasil
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Legislação é referência global ao nomear formas física, moral e psicológica de abuso
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A ativista Maria da Penha, que dá nome à legislação de combate à violência de gênero -Carlos Moura - 4.mar.26/Agência Senado
Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Sancionada em 2006, ela é uma das mais avançadas legislações de combate à violência contra a mulher no mundo. Apesar disso, as brasileiras não nos sentimos protegidas.
Pelo contrário, a violência de gênero é vista como o mais grave problema criminal do Brasil por 61% dos brasileiros, segundo uma pesquisa Datafolha realizada em abril deste ano. Os feminicídios —abarcados por outra lei, de 2015, mas intimamente conectados à violência doméstica— bateram recorde em São Paulo neste ano, subindo mais de 10% em relação a 2025.
Então, onde estamos nessa efeméride? Antes de olhar para as falhas da lei (e principalmente, de sua aplicação), há de se reconhecer sua importância fundamental.
É excepcional que a maioria absoluta dos brasileiros afirme que a lei dá segurança às mulheres para denunciarem (91%), serve para punir casos de violência (90%) e para impedir que eles ocorram (86%).
Além de criar mecanismos para a punição de agressores, a Lei Maria da Penha é considerada uma referência global porque trabalha com a prevenção. Antes de tudo isso, ela ajuda a nomear as violências, ou seja, a classificar determinados comportamentos como crimes.
Recentemente, para outra reportagem, conversei com uma professora de direito e ela me explicou um dos papéis mais importantes de uma lei: a criação de uma noção clara do que pode e do que não pode. Nós moldamos o nosso comportamento, também, a partir do que sabemos ser um crime.
No caso da violência de gênero, durante muito tempo entendida como uma parte orgânica da relação entre homens e mulheres, isso é particularmente relevante. Basta, por exemplo, pensar no fato de o estupro marital só ter sido reconhecido como crime em 2005.
A Lei Maria da Penha foi elaborada por um grupo de mulheres coordenado pela advogada Leila Barsted, entrevistada nesta semana por minha companheira de newsletter, Geovana Oliveira. Ela listou e nomeou as muitas violências possíveis: a patrimonial, que impede a vítima de se sustentar financeiramente; a psicológica, que inclui a "vigilância constante" e a humilhação; a física; a sexual; a moral.
O trabalho posterior ao da nomeação, quando pensamos em prevenir essas violências e não apenas punir os agressores já responsáveis por elas, é o de educação. Aí os dados mostram que estamos pecando.
Na mesma pesquisa responsável por identificar a violência contra a mulher como o mais grave dos crimes no Brasil, a disparidade das respostas entre homens e mulheres chama a atenção: 73% delas a colocam como prioridade, contra 49% dos homens. Além disso, 42%, em ambos os gêneros, não consideram controlar os salários da parceira uma atitude violenta, embora isso possa ser caracterizado como violência patrimonial.
Nos últimos 20 anos, a Lei Maria da Penha foi muito remendada: acrescentaram-se medidas protetivas de urgência, uso de tornozeleira eletrônica, entre outras. A maior parte dessas ações se refere ao pós-violência. Importantíssimo, é claro. Nos próximos 20 anos, talvez, pudéssemos focar no que fazer antes que ela aconteça.
Uma mulher para conhecer
Durante as férias, eu fui para Paraty participar da Flip como autora de primeira viagem. Saí de lá morrendo de vontade de ler "Noite no Coração" (trad. Mariana Delfin, Bazar do Tempo, R$ 89, 240 págs.), da escritora franco-mauriciana Nathacha Appanah.
A autora viveu um relacionamento violento dos 17 aos 25 anos, com um homem muito mais velho que quase a matou. Decidiu, anos depois, transformar a violência experimentada em um romance que mistura sua própria história à de duas vítimas de feminicídio. Fonte: www1.folha.uol.com.br
Jacira Farias de Miranda, 10 dias internada... Em oração.
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10 Dias... Neste domingo 26- Dia Mundial dos Avós e dos Idosos - E dia de Sant`Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus Cristo, faz 10 dias que a minha mãe, Jacira Farias de Miranda, 88 anos, está internada no Hospital Regional de Arapiraca/AL. Esperamos que amanhã, segunda-feira 27 ela receba alta. Em oração...
Coleção de livros infantis conta histórias reais de quem defende a amazônia .
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'Heróis e Heroínas da Floresta' é lançada pela editora Vooinho com três títulos
Obras contam trajetórias de nomes como o de Dorothy Stang
São Paulo
Marina Silva, Dorothy Stang e Olímpio Guajajara passaram a vida defendendo a floresta. Agora, viraram personagens de livro para crianças.
A coleção se chama "Heróis e Heroínas da Floresta" e acaba de ser lançada pela Vooinho, selo infantil da editora Voo. São três livros, escritos por Ricardo Voltolini e ilustrados pela artista Moara Tupinambá. Cada um conta a história real de uma pessoa que dedicou a vida a proteger a Amazônia.
A coleção começou com um pedido do neto do autor, Lorenzo, que descobriu que o avô tinha escrito um livro infantil quando era jovem e pediu que ele escrevesse uma nova história.
Voltolini, que trabalha há mais de 30 anos com a preservação do meio ambiente, decidiu contar histórias de pessoas reais que ajudam a natureza. "O poder desses personagens vem do amor profundo que eles têm pela floresta", disse o autor.
O primeiro livro é sobre Marina Silva, chamada de "Marina da Floresta". Marina nasceu no Acre, na floresta amazônica, numa família que trabalhava colhendo seringa —o líquido tirado das árvores que serve para fazer borracha.
Ela só aprendeu a ler aos 16 anos, mas estudou e se tornou uma das principais vozes do Brasil na defesa da Amazônia, até se tornar ministra do Meio Ambiente.
O segundo é sobre Dorothy Stang, se chama "Dot, a semeadora de florestas".
Dorothy nasceu nos Estados Unidos em 1931 e veio morar no Brasil aos 35 anos. Escolheu viver no Pará, no meio da Amazônia, onde passou décadas ajudando famílias de agricultores a plantar e viver da terra sem precisar derrubar a floresta.
Dizem que ela andava sempre com os bolsos cheios de sementes para distribuir pelo caminho. Dorothy defendeu famílias humildes mesmo quando isso a colocou em conflito com pessoas que queriam desmatar suas terras.
Ela foi morta em 2005, aos 73 anos, por causa dessa luta, mas seu trabalho continua sendo lembrado e seguido por muita gente até hoje.
O terceiro conta a história de Olímpio Guajajara, que ganhou o apelido de "guardião do planeta".
Olímpio é um líder indígena do povo Guajajara, no Maranhão. Ele faz parte dos Guardiões da Floresta, um grupo que protege a mata de quem tenta derrubá-la de forma ilegal. "Já nasci Guardião", ele costuma dizer.
Em vez de livros com muitas datas e informações complicadas, a coleção conta essas trajetórias como aventuras, com ilustrações que ajudam a imaginar a floresta.
A ideia é aproximar as crianças de temas como natureza, biodiversidade e a noção de que todos fazem parte de uma mesma comunidade: o planeta.
As ilustrações são de Moara Tupinambá, artista indígena nascida em Belém do Pará e ligada à Aldeia Tucumã Tupinambá. Moara pertence a um povo originário e usa sua arte justamente para falar da memória e cultura de seu povo.
Ela trabalha com desenho, pintura e colagem, e criou para os livros ilustrações mais abstratas, para o pequeno leitor imaginar a floresta enquanto conhece de perto as histórias de Marina, Dorothy e Olímpio.
Todo o dinheiro das vendas será enviado para o Amazônia Viva, um projeto que forma líderes e cuidadores na região amazônica.
Heróis e heroinas da floresta
Preço R$ 68; 48 a 52 págs. cada um dos 3 volumes
Autoria Ricardo Voltolini e Moara Tupinambá
Editora Voo. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais
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José Carlos da Rocha Sobrinho foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. DHPP e Corregedoria da Polícia Militar investigam o caso.

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem da PM, gerou protestos na Avenida dos Sertanistas, na noite desta segunda-feira (13). — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Lucas Jozino, Pedro Henrique Moreira, Daniela Vasconcelos, TV Globo — São Paulo
Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais
Moradores do Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo, protestaram na noite da segunda-feira (13) contra a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem de policiais das Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep).
Os manifestantes fecharam a Avenida dos Sertanistas no fim da noite. Pouco tempo depois, equipes da Polícia Militar chegaram ao local e dispersaram o grupo.
(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao dizer que os policiais eram da Rota. Na verdade, eles são da Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep). A informação foi corrigida às 13h09).
Segundo o boletim de ocorrência, José Carlos foi baleado por volta das 18h30 na Rua Vagner Araújo, no mesmo bairro.
De acordo com o registro policial, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por ser destino de muitos carros roubados, quando avistaram o veículo dirigido por José Carlos.
Ainda segundo o relato dos policiais, foi dada ordem de parada, mas o motorista tentou fugir. Os agentes afirmam que se aproximaram do veículo e que José Carlos sacou uma arma. Em seguida, efetuaram os disparos.
José Carlos foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Os policiais também afirmam que apreenderam uma pistola com o pastor. No boletim de ocorrência, registraram ainda que ele possuía antecedentes criminais e seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por meio de nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que "investiga a morte de um homem durante abordagem policial no bairro São Rafael, zona leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13)".
Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu.
Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais, e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado.
O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de SP (SSP).
Versão da família e de testemunhas
Segundo parentes, José Carlos era pastor havia anos, tinha acabado de deixar uma irmã na igreja e estava voltando para casa quando foi abordado.
Testemunhas também questionam a versão apresentada pelos policiais. Em entrevista, uma delas afirmou que não houve troca de tiros.
"O cara é da igreja, irmão", disse uma testemunha ao ser questionada se houve confronto.
A TV Globo esteve na Rua Vagner Araújo, onde ocorreu a abordagem. A via é de terra e tem pouca infraestrutura.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo da polícia, afirmou que a viatura da PM já estava na região antes da abordagem.
Segundo o relato, os policiais estavam parando pessoas e fazendo abordagens quando permaneceram no ponto em que José Carlos foi baleado.
"[A viatura] já estava no local. Parando algumas pessoas, perguntando, tudo certinho. Aí depois eles pararam no local onde a vítima foi baleada e ficaram um bom tempo ali. Parecia que estavam, realmente, esperando ele passar."
A mesma testemunha afirmou que José Carlos foi abordado e conversou com os policiais antes dos disparos.
"Ficaram uns 15, coisa de 15, 20 minutos conversando, antes de escutar os disparos dentro de casa."
Segundo o relato, cerca de cinco minutos após a testemunha entrar em casa, foram ouvidos cinco disparos.
"A gente até o viu chegando, mas aí a gente pensou que era abordagem normal. Então a gente entrou. Aí depois que a gente entrou, passaram cinco minutos. Cinco disparos. Certinho. Direto, a gente escutou. Aí a gente já correu aqui para fora. Quando saí na porta, os policiais estavam cercando o carro [do pastor]."
Questionada sobre a versão dos policiais, de que José Carlos teria apontado uma arma para a viatura da PM, a testemunha respondeu: "Não. O que a gente viu foram cinco disparos direto."
O boletim de ocorrência informa ainda que as câmeras corporais dos policiais só foram acionadas depois dos disparos. A Polícia Civil ainda não teve acesso às imagens.
Moradores afirmam ainda que, após os tiros, os policiais passaram pelas casas da região procurando câmeras de segurança.
Uma testemunha relatou que os agentes permaneceram no bairro até a madrugada.
Questionada se os policiais procuravam câmeras, respondeu: "Atrás de câmera. Eles entraram dentro dos matos da região procurando por algo, com lanterna. Depois, eles ficaram de casa em casa, com lanterna, olhando os batentes da casa, vendo se achavam algum tipo de câmera."
Mortes pela Rota
Nos últimos dias, agentes da Rota mataram seis pessoas durante a investigação da tentativa de assassinato do tenente Ronickson Pimentel, ocorrida em 27 de junho.
Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como suspeito de atirar no tenente, continua desaparecido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização dele.
Segundo levantamento do Ministério Público, a Polícia Militar matou 115 pessoas na capital paulista no primeiro semestre deste ano.
É o maior número para o período dos últimos cinco anos, com alta de 10% em relação a 2025. O índice representa, em média, uma morte a cada um dia e meio.
Há pouco mais de dois meses, também foi mostrado o caso de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, baleada pelo soldado Yasmin Cursino Ferreira durante uma discussão em Cidade Tiradentes.
O erro no protocolo, segundo a reportagem, só foi esclarecido graças às imagens das câmeras corporais. Fonte: https://g1.globo.com
Morre Tiago Pitthan, que organizou festa para o próprio velório após diagnóstico terminal: 'Tudo valeu a pena'
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Aos 47 anos, ele transformou a própria despedida em um encontro com música, amigos e histórias. Tiago morreu pouco mais de um mês depois da celebração que planejou em vida.
Tiago Pitthan durante a celebração da própria vida, realizada em Campo Grande. — Foto: Alison Lima
Por Talyta Vespa, g1
O publicitário Tiago Martins Pitthan, de 47 anos, que decidiu organizar o próprio velório ainda em vida, morreu neste domingo (5), em Campo Grande (MS).
Diagnosticado em 2024 com câncer de estômago em estágio avançado e sem possibilidade de cura, Tiago passou a viver intensamente o tempo que ainda tinha pela frente.
No dia 30 de maio, Tiago participou do próprio velório: uma festa em um galpão de Campo Grande, com bandas, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando o momento ao vivo.
Antes de morrer, Tiago organizou pertences e senhas e publicou nas redes um último vídeo de despedida, dizendo estar em paz: "Tive uma vida boa e é isso. Eu venci."
Tiago Martins Pitthan, o homem que decidiu organizar o próprio velório porque não queria “faltar” à despedida, morreu aos 47 anos, em Campo Grande.
Diagnosticado com um câncer de estômago em estágio avançado, ele transformou o que costuma ser um momento de ausência em presença: reuniu amigos, familiares e até desconhecidos em uma festa para celebrar a própria história enquanto ainda podia ouvi-la.
No domingo (5), do hospital, Tiago publicou um último vídeo nas redes sociais. Deixou uma mensagem de despedida.
“Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito.”
A frase resume a forma como Tiago escolheu atravessar o período após descobrir que o câncer não tinha mais possibilidade de cura. Desde o diagnóstico, dizia que não queria controlar a morte, mas o que ainda poderia fazer com o tempo que tinha.
E fez. No dia 30 de maio, esteve no próprio velório.
O antigo galpão de uma cervejaria em Campo Grande recebeu bandas, amigos, rodas de conversa e uma programação pensada por ele em detalhes. Teve bossa nova, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando a festa em tempo real —um quadro que Tiago fazia questão de guardar.
Também houve guitarra. Mesmo sem nunca ter tocado um instrumento antes, Tiago começou a aprender depois que a doença avançou. Queria realizar um desejo antigo: subir ao palco pelo menos uma vez. Conseguiu.
'Lá em cima não tem câncer'
A relação de Tiago com o diagnóstico nunca foi de negação. Ele sabia que a doença não tinha cura, mas dizia que queria decidir o que ainda cabia dentro do tempo que tinha.
O câncer foi descoberto em março de 2024, após meses de sintomas. No Réveillon anterior, durante uma viagem a Bonito (MS), percebeu que não conseguia mais comer normalmente: sentia o estômago cheio logo na primeira garfada e vomitava.
A endoscopia revelou um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. A princípio, ele passaria por uma cirurgia para retirada do órgão, mas, durante o procedimento, os médicos encontraram metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar.
A cirurgia curativa deixou de ser uma opção.
“Eu descobri que não tinha cura. Que teria de viver com aquilo; provavelmente, morrer daquilo”, contou.
Mesmo em tratamento, Tiago continuou trabalhando, treinando e mantendo a rotina pelo maior tempo possível. Com a progressão da doença, perdeu peso, ficou mais fraco e passou a conviver com limitações causadas pelo câncer e pelos efeitos da quimioterapia.
Ainda assim, seguiu fazendo planos. Pouco antes da festa, voltou a Bonito. Desceu 70 metros de rapel até o Abismo Anhumas e, no dia seguinte, saltou de paraquedas.
“Lá em cima não tem câncer. Só tem eu e aquele mundão.”
Uma despedida em que ele estava presente
Quando decidiu organizar o próprio velório, Tiago já pensava também no que viria depois.
Separou senhas, definiu o destino de objetos pessoais e conversou com pessoas próximas. O único ritual que deixou para os outros decidirem foi o velório tradicional.
A mãe, que cuidava dele durante o tratamento, acompanhou de perto os últimos meses. Tiago havia voltado para Campo Grande justamente para ficar próximo dos pais —primeiro para ajudar a cuidar deles. No fim, era ela quem cuidava dele.
Com o avanço da doença, fazia quimioterapia paliativa e imunoterapia. O objetivo já não era eliminar o tumor, mas tentar controlar a progressão e preservar qualidade de vida.
Tiago dizia que não tinha medo da morte. O medo era do caminho até ela: da dor, de ficar preso a uma cama, de deixar de fazer as coisas que ainda queria.
Por isso, enquanto conseguiu, foi. Aprendeu guitarra. Tocou. Encontrou amigos. Pulou de paraquedas. Organizou uma festa. E não faltou. Fonte: https://g1.globo.com
Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”.
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A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.
Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.
Tragédia humanitária
No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.
Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.
Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).
A presença solidária da Igreja
Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.
Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.
Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.
“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.
Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto.
Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.
Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.
A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa.
Convite à solidariedade à toda a sociedade
Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha:
“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB.
Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.
Saiba como doar:
SOS VENEZUELA
PIX:
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CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7
Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br
Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:
CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br
Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos.
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Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos
Agentes de segurança forneciam apoio a grupo criminoso que realizou rapto, dizem autoridades locais
México é um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 assassinatos desde 1994
AFP
Uma jornalista mexicana que havia sido sequestrada por homens armados em 2 de junho foi encontrada morta, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (3). O caso reacendeu os alertas sobre a violência contra a imprensa no país, um dos mais letais para a profissão no mundo.
O sequestro de Roxana Guzmán em sua casa foi registrado em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais. Seus restos mortais foram encontrados dias atrás em um imóvel e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, que confirmou a morte em comunicado oficial.
Oito pessoas foram presas pelo homicídio, incluindo quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. Segundo a Procuradoria, os agentes "forneciam recursos, comida e apoio logístico ao grupo criminoso" responsável pelo sequestro. As investigações também apontam o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa que atua no sul do estado de Veracruz.
Guzmán era fundadora e diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo digital sediado em Nanchital, município de cerca de 30 mil habitantes no estado de Veracruz. A página, hospedada no Facebook, publicava notícias locais, denúncias da comunidade e cobria temas como segurança pública e política municipal.
Ela foi sequestrada na manhã de 2 de junho, quando homens armados invadiram sua residência e a levaram, tendo a família dela como testemunha. Imagens gravadas pelo celular de um familiar mostram os criminosos arrombando a porta com ferramentas pesadas e apontando armas para os moradores. O vídeo ajudou a dar repercussão nacional ao caso e permitiu a identificação de parte dos envolvidos.
Logo após o desaparecimento, organizações de defesa da liberdade de imprensa cobraram uma resposta imediata das autoridades.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu uma investigação rápida para esclarecer a motivação do crime e ressaltou que deveria ser considerada a possibilidade de relação com a atividade profissional de Guzmán. A organização destacou que a jornalista era conhecida por seu trabalho de cobertura de assuntos locais e denúncias na região.
Veracruz, no leste do país, é considerado um dos estados mais perigosos do México para o exercício do jornalismo. Outros dois jornalistas já haviam sido assassinados na região neste ano, e entidades de defesa da imprensa denunciam um histórico de impunidade em crimes contra comunicadores.
O México permanece entre os países mais letais do mundo para a profissão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados ali desde 1994, em um cenário marcado pela atuação do crime organizado, corrupção e ataques recorrentes à liberdade de imprensa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Tragédia venezuelana
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Terremoto devastador é teste sobre o real compromisso dos EUA com a Venezuela
Vítima de décadas de corrupção e do autoritarismo chavista, a Venezuela, governada por uma títere de Donald Trump, certamente não precisava de uma tragédia natural que, infelizmente, a afundará ainda mais em sua grave crise.
Como a natureza é impiedosa com todos, a Venezuela acaba de ser atingida não por um, mas por ao menos dois fortes terremotos, a pior devastação registrada no país vizinho desde 1900. O número de mortos passou de 1.700, entre os quais dois brasileiros. Contam-se mais de 5 mil feridos e incontáveis desaparecidos e desabrigados. A real extensão da catástrofe ainda está por ser dimensionada. Edifícios e bairros inteiros simplesmente colapsaram.
Além das irreparáveis perdas humanas, o prejuízo econômico também promete ser devastador. Estimativas preliminares do Serviço Geológico dos EUA avaliam as perdas econômicas em até US$ 100 bilhões. Tudo isso para uma nação que, conforme revelou o Financial Times pouco antes dos terremotos, já enfrentava dificuldades para renegociar uma dívida externa estimada em US$ 240 bilhões. Eis o legado de anos de incúria administrativa de Hugo Chávez e seu sucessor, Nicolás Maduro.
Maduro, como se sabe, foi capturado no início do ano numa controversa operação militar norte-americana em solo venezuelano. O ditador agora está confinado numa prisão de segurança máxima em Nova York.
Sua ex-aliada de primeira hora, Delcy Rodríguez, ocupa a presidência da Venezuela simplesmente porque assim decidiu Donald Trump. A Constituição do país determina que, em caso de ausência absoluta do presidente eleito, novas eleições sejam realizadas em 30 dias, prazo há muito vencido. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, decretou Trump em entrevista à NBC News em janeiro.
“Consertar o país”, de acordo com os interesses da população venezuelana, e não sob a lógica de Trump, acaba de se tornar um imperativo ainda maior – político, econômico e, sobretudo, humanitário. A Venezuela precisará se reerguer dos escombros dos terremotos e do caos financeiro em que se encontra.
Por ora, o país vem felizmente contando com uma onda de solidariedade das mais diversas nações, entre as quais o Brasil, que compartilha uma extensa fronteira com a Venezuela. Mas, passado o trabalho inicial de localização de desaparecidos e restauro da infraestrutura básica, como a de serviços de energia, a Venezuela seguirá carecendo de bem mais do que ajuda humanitária pontual.
Como resolveu se imiscuir nas entranhas do poder venezuelano, os EUA serão especialmente testados em seu interesse por governar a Venezuela por meio da presidente que impuseram ao povo. A tragédia dos terremotos oferecerá ao governo Trump uma oportunidade de ajudar a Venezuela a finalmente respeitar os desejos de seus cidadãos.
Oxalá os tremores que afligiram os venezuelanos não se convertam em desculpa para uma tutela ainda maior de Trump sobre o governo, as instituições e, em última instância, os cidadãos venezuelanos. Fonte: https://www.estadao.com.br
'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'
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'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'
Centros de tratamento de dependência dizem que mais clientes estão buscando ajuda para combater o uso "descontrolado" do telefone
Grupo inspirado em Alcoólicos Anônimos oferece apoio gratuito a viciados em tecnologia

Marios diz que seu telefone ajuda a aliviar a solidão que ele às vezes sente - BBC/Emma Lynch
Ruth Clegg
BBC News
O telefone de Marios apita e se ilumina. Ele acaba de receber uma mensagem de WhatsApp minha pedindo uma entrevista para esta reportagem.
Ele quer responder imediatamente. A vontade, ele me conta mais tarde, é avassaladora.
No entanto, ele está no meio de uma sessão de terapia sobre seu vício em telefone celular. Ele não pode responder agora.
Ele se controla. Mas assim que a reunião termina, ele volta ao telefone e, uma hora depois, nos falamos através de uma chamada de vídeo.
"Sinto muito", digo. "A última coisa que eu queria fazer era interromper sua sessão."
"Não se preocupe", suspira Marios. "Essa é a sensação que tenho há muitos anos: essa necessidade incontrolável de usar meu telefone."
"É como carregar seu próprio traficante. Minha droga está sempre no meu bolso, piscando, apitando e me lembrando de tomar uma dose."
Em um dia ruim, Marios, que é personal trainer em Londres, passava mais de 14 horas olhando para a tela (o Instagram, diz ele, é o principal problema). Mas agora ele está fazendo um curso de 12 sessões de terapia particular para tentar conter essa compulsão, que ele acredita ser impulsionada pela solidão.
Uma olhada nas estatísticas de tempo de tela do meu telefone me diz que verifiquei meu aparelho 116 vezes ontem. Também passei mais de três horas olhando para ele.
Marios é viciado? Eu sou viciada?
É difícil saber.
O vício em telefone ainda não existe como um problema de saúde oficial, mas, em uma pesquisa recente com mil adultos realizada pela Deloitte, 70% dos entrevistados disseram que passam tempo demais em seus telefones. À medida que um número crescente de acadêmicos alerta que smartphones estão mudando a química do nosso cérebro, especialistas em dependência me disseram que estão vendo mais clientes completamente dependentes de seus dispositivos.
No ano passado, um em cada três clientes tratados por dependência de drogas pelos Centros de Tratamento de Vício do Reino Unido (UKAT, na sigla em inglês), que atendem 3.500 pessoas por ano, também apresentava uma dependência secundária de telefone. Em 2019, esse número era 1 em cada 10.
Alguns clientes chegam a desistir do tratamento para seu vício principal porque se recusam a entregar seus dispositivos ao entrar na clínica, afirma o UKAT.
Mas quando alguém deixa de ser apenas uma pessoa que envia mensagens em excesso e passa a precisar de ajuda profissional?
Ao subir pela alameda arborizada que leva ao Rainford Hall, sou recebida por enormes vitrais que datam da era jacobina, com vista para jardins bem cuidados.
É um local improvável para tratar pessoas com um vício digital.
Aqui, em St Helens, no norte da Inglaterra, funciona o centro de reabilitação Steps Together, que também recebe pessoas que lutam contra outros vícios (incluindo drogas, álcool e jogos de azar).
Os terapeutas dizem estar vendo um número crescente de pessoas que não conseguem se desconectar de seus dispositivos.
"Pode afetar qualquer pessoa, de qualquer origem", explica a terapeuta-chefe Kelly Watson. "Todos nós temos telefones, todos temos circuitos cerebrais semelhantes, e muitos de nós podemos nos tornar viciados."
Parte do nosso cérebro funciona com um sistema de recompensa, diz ela. Recebemos uma mensagem, uma curtida nas redes sociais, ou até lemos alguma informação nova em um site, e então a dopamina (um mensageiro químico no cérebro que regula o prazer e a motivação) é liberada.
Eventualmente, para alguns de nós, a necessidade por esse estímulo se torna excessiva. Pode assumir o controle, fazendo com que horas —ou até dias— de nossas vidas desapareçam no mundo online, explica ela.
James, que está sendo tratado em outro centro Steps Together em Leicester, sabe bem o que é isso.
O homem de 48 anos procurou inicialmente ajuda para vício em álcool, mas logo ficou claro que sua dependência digital também estava fora de controle.
Depois de perder o emprego, seu dia passou a ser consumido por rolar as redes sociais, checar sites de notícias e se fixar no que estava acontecendo em diferentes partes do mundo.
Se ele publicasse algo nas redes sociais, ficava acordado no meio da noite verificando curtidas e comentários. Ele me conta que parecia que o mundo digital o mantinha refém.
Mas qualquer prazer em usar o telefone havia desaparecido. "Eu ficava com receio", lembra James. "Parecia que um pedaço da minha alma tinha sido sugado, mas eu não conseguia parar."
Watson afirma que, quando os clientes chegam ao Rainford Hall, eles estão preocupados, confusos e não querem abrir mão de seus telefones.
"Eles dizem: 'Mas eu preciso para o trabalho, preciso para manter contato com a família.' Posso ouvir o medo em suas vozes. É o porto seguro deles."
Muitos passam pelo menos 28 dias no centro residencial, recebendo terapia em grupo e individual para as questões que impulsionam seu vício, enquanto são ajudados a gradualmente reduzir sua dependência.
Watson trabalha com eles para diminuir aos poucos o tempo de tela e descobrir quais pensamentos e sentimentos surgem quando não estão com o dispositivo.
"Esse é frequentemente o problema —a vida pode ser difícil demais, e ao rolar a tela do telefone eles podem se dissociar do mundo real."
Longe do luxo do Rainford Hall, pessoas ao redor do mundo estão se unindo para apoiar umas às outras na luta contra o vício digital.
Em 2017, várias pessoas preocupadas com seu uso de tecnologia e internet se uniram para criar o grupo Dependentes de Internet e Tecnologia Anônimos (ITAA, em inglês), uma associação global inspirada nos Alcoólicos Anônimos (AA).
Jenny é uma de suas membros. No auge de seu vício em telefone, ela não dormia por dias. Mal comia ou bebia, sua dependência era tão forte.
"Eu perdia partes da minha vida", explica a mulher de 30 anos, que não quer que a BBC use seu nome verdadeiro.
Ela não se importava com o que aparecia na tela —um filme, uma série, um vídeo curto— desde que estivesse assistindo a algo.
"Eu não percebi o quanto estava viciada até estar em abstinência e ter que pedir a amigos e familiares para manter meus dispositivos trancados", lembra Jenny. "Era tão ruim que pensei que iria morrer se não assistisse a algo."
Se tivesse recaídas, recorria a pegar ou "emprestar sem permissão" um laptop ou um smartphone de sua família.
Mas então a culpa e a vergonha surgiam, e ela queria consumir ainda mais conteúdo para bloquear esses sentimentos.
Após anos "buscando ajuda", ela encontrou o ITAA e seguiu o programa de 12 passos contra o vício. Agora está em recuperação e não assiste nem transmite conteúdo há cinco anos.
Jenny diz que se sente confortável em ter um telefone básico e usar a internet para o trabalho. "Agora estou no comando", afirma.
Outro membro do ITAA, Tom, diz que seu vício o levou a lugares sombrios. Ele podia perder meses inteiros de sua vida com o telefone e outras telas.
"Eu passava dez horas seguidas consumindo conteúdo —podia estar ouvindo música, assistindo algo no YouTube, navegando nas redes sociais e jogando videogame— tudo ao mesmo tempo."
"Depois eu caminhava por duas horas e voltava a consumir. Isso podia continuar por meses."
O vício de Tom foi tão avassalador que o levou a perder seu negócio e seu senso de propósito na vida.
"Eu me tornei suicida", diz ele. "Estou começando a sentir alegria real na vida novamente. Jogo muito pickleball, saio ao ar livre e vou à academia."
Hilda Burke, psicoterapeuta, escreveu recentemente um livro de apoio chamado Phone Addiction Workbook ("Guia para o Vício em Telefone", em tradução livre), após observar um número crescente de clientes procurando ajuda por dependência digital.
Se você está preocupado com o tempo que passa na tela, ela recomenda analisar seu próprio comportamento e refletir sobre o que pode estar por trás disso.
"Faça a si mesmo perguntas como: 'o que estava acontecendo naquele dia? Eu estava esperando alguém responder a uma mensagem?'"
Muitas vezes, é a espera por uma resposta a uma mensagem que causa nosso desconforto inicial, explica Burke. Isso então nos leva a usar o telefone como distração.
"Em vez de entrar online, talvez faça outra coisa para se distrair. Chame um amigo, vá correr, leia um livro.
"E tente não sentir culpa ou vergonha —em vez disso, pense em como poderia lidar com isso da próxima vez."
Empresas de telefonia também introduziram recursos que ajudam as pessoas a monitorar seu tempo de tela e restringir o acesso a certos aplicativos, em uma tentativa de combater o ciclo viciante em que muitos de nós caímos.
De volta ao norte de Londres, Marios está esperançoso de que seu curso de terapia poderá ajudá-lo a superar sua dependência de telefone. Ele também está a caminho de se tornar fluente em espanhol — graças a vários aplicativos em seu telefone.
"Nem tudo é ruim", diz ele.
Mas, um segundo depois, ele pega o telefone por impulso. Assim que o toca, parece se lembrar de sua determinação. Ele pressiona o aparelho com firmeza.
"Todos os dias, estabeleço a intenção de não usá-lo tanto e isso está fazendo diferença", diz Marios. "E, a cada dia, estou lentamente começando a aproveitar as coisas novamente. É possível, tenho certeza."
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
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Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
Balanço divulgado pelo governo venezuelano também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo
Por Redação g1
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.
O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.
Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.
"Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.
"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.
Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira.
Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram. Fonte: https://g1.globo.com
Terremotos na Venezuela: Sobe para 920 o número de mortos
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Informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez; outras 3.360 pessoas ficaram feridas

O número de mortos após os terremotos na Venezuela subiu para 920 nesta sexta-feira (26), segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país. Outras 3.360 pessoas ficaram feridas.
Ainda segundo o congressista, mais de 4.000 pessoas estão desabrigadas e 383 residências foram total ou significativamente danificadas, a maioria no estado de La Guaira.
A atualização ocorre enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar mais pessoas presas sob os escombros durante a "janela de ouro" de até 72 horas após o terremoto.
Espera-se que o número de vítimas fatais aumente significativamente à medida que as equipes de busca avançam com os trabalhos de buscas.
Delcy Rodríguez também anunciou nesta sexta que o governo decidiu militarizar o estado de La Guaira após os terremotos.
Um site criado para registrar relatos de pessoas ainda não localizadas listava 50 mil nomes na manhã desta sexta-feira.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 — dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina — atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, na noite de quarta-feira (24), enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.
O Serviço Geológico dos EUA previu que o número de mortes pode chegar a 10 mil.
O governo da presidente interina, que assumiu o poder depois que os Estados Unidos prenderam seu antecessor em uma operação realizada em janeiro, prometeu uma mobilização em massa de assistência.
No entanto, a ajuda foi irregular na quinta-feira (25): autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares estavam nas ruas em alguns locais, mas ausentes ou com presença mínima em outros.
La Guaira, uma cidade litorânea nos arredores de Caracas, foi a mais atingida, com pelo menos 100 edifícios — incluindo prédios de apartamentos de vários andares. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br
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