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1) Oração
Ó Deus, que a fiel observância dos exercícios quaresmais prepare os corações dos vossos filhos para acolher com amor o mistério pascal e anunciar ao mundo a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (João 5, 1-16)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 1Houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 2Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos. 3Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água. 4[Pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.] 5Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: Queres ficar curado? 7O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim. 8Ordenou-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. 9No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado. 10E os judeus diziam ao homem curado: E sábado, não te é permitido carregar o teu leito. 11Respondeu-lhes ele: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. 12Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar. 14Mais tarde, Jesus o achou no templo e lhe disse: Eis que ficaste são; já não peques, para não te acontecer coisa pior. 15Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. 16Por esse motivo, os judeus perseguiam Jesus, porque fazia esses milagres no dia de sábado. - Palavra da salvação.
3) Reflexão Jo 5,1-16
O Evangelho de hoje descreve como Jesus curou um paralítico que ficou esperando 38 anos por alguém que o ajudasse chegar à água da piscina para poder ser curado! Trinta e oito anos! Diante desta ausência total de solidariedade, Jesus, o que faz? Ele transgride a lei do sábado curando o paralítico. Hoje, com a falência do atendimento às pessoas doentes nos países pobres, muita gente experimenta a mesma falta de solidariedade. Vivem num total abandono, sem ajuda nem solidariedade da parte de ninguém.
João 5,1-2: Jesus vai a Jerusalém . Por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus vai a Jerusalém. Havia ali, perto do Templo, uma piscina com cinco pórticos ou corredores. Naquele tempo, o culto no Templo exigia muita água por causa dos inúmeros animais que eram sacrificados, sobretudo nas grandes festas. Por isso, perto do templo havia várias cisternas, que recolhiam a água da chuva. Algumas delas tinham a capacidade de mais de um milhão de litros de água. Lá por perto, por causa da abundância de água, havia um balneário público, onde os doentes se aglomeravam à espera de ajuda ou de cura. A arqueologia informa que, naquela mesma redondeza do Templo, havia o lugar onde os escribas ensinavam a lei aos estudantes. De um lado, o ensino da Lei de Deus. Do outro lado, o abandono dos pobres. A água purificava o Templo, mas não purificava o povo.
João 5,3-4: A situação dos doentes. Esses doentes eram atraídos pelas águas do balneário. Diziam que um anjo mexia nas águas e o primeiro que nelas descesse depois do mexido do anjo ficava curado. Com outras palavras, os doentes eram atraídos por falsas esperanças. Pois a cura era só para uma única pessoa. Como as loterias de hoje. Só uma única pessoa ganha um prêmio! A maioria só paga e não ganha nada. É nessa situação de total abandono, lá no balneário popular, que Jesus vai encontrar os doentes.
João 5,5-9: Jesus cura em dia de sábado. Bem perto do lugar, onde se ensinava a observância da Lei de Deus, um paralítico ficou 38 anos à espera de alguém que o ajudasse a descer na água para obter a cura. Este fato revela a falta absoluta de solidariedade e de acolhida aos excluídos! O número 38 indicava a duração de uma geração (Dt 2,14). É toda uma geração que não chegou a experimentar solidariedade nem misericórdia. A religião da época já não era capaz de revelar a face acolhedora e misericordiosa de Deus. Diante desta situação dramática, Jesus transgride a lei do sábado e atende o paralítico dizendo: "Toma teu leito e anda!" O homem pegou a sua cama nas costas e foi andando, e Jesus desapareceu no meio da multidão.
João 5,10-13: Discussão do homem curado com os judeus. Logo em seguida, alguns judeus chegam ao local e criticam o homem por ele estar carregando a cama em dia de sábado. O homem nem soube responder quem foi a pessoa que o tinha curado. Não conhecia Jesus. Isto significa que Jesus, passando por aquele lugar dos pobres e doentes, viu aquele fulano, percebeu a situação dramática em que se encontrava e, sem mais, o curou. Não fez a cura para que o homem se convertesse, nem para que acreditasse em Deus. Fez, porque queria ajudá-lo. Queria que ele pudesse experimentar um pouco do amor e de solidariedade através da sua ajuda e bem-querer.
João 5,14-16: O reencontro com Jesus. Andando no Templo no meio da multidão, Jesus encontra o mesmo fulano e lhe diz: "Você está curado! Não deve pecar mais, para que não te aconteça algo pior!" Naquele tempo, o povo dizia: "Doença é castigo de Deus! Se você é paralítico, é sinal de que Deus está de mal com você!" Jesus não concordava com este modo de pensar. Curando o homem, ele estava dizendo o contrário: "Tua doença não é castigo de Deus. Deus está de bem com você!" Uma vez curado, o homem deve manter-se de bem com Deus e não pecar mais, para que não lhe aconteça algo pior! Meio ingênuo, o homem foi dizer aos judeus que tinha sido Jesus quem o curou. Os judeus começam a perseguir Jesus por ele fazer tais coisas em dia de sábado. No Evangelho de amanhã vem a seqüência.
4) Para um confronto pessoal
- Você já passou alguma vez por uma experiência como a do paralítico: ficar tanto tempo sem ajuda? Como é a situação de atendimento aos doentes no lugar onde você mora? Você percebe sinais de solidariedade?
- O que tudo isto ensina para nós hoje?
5) Oração final
Deus é para nós refúgio e força, defensor poderoso no perigo. Por isso não temos medo se a terra treme, se os montes desmoronam no fundo do mar. (Sl 45, 2-3)
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1) Oração
Ó Deus, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, fazei a vossa Igreja caminhar segundo a vossa vontade, sem que jamais lhe faltem neste mundo os auxílios de que necessita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (João 4,43-54)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 43Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galiléia. 44(Ele mesmo havia declarado que um profeta não é honrado na sua pátria.) 45Chegando à Galiléia, acolheram-no os galileus, porque tinham visto tudo o que fizera durante a festa em Jerusalém; pois também eles tinham ido à festa. 46Ele voltou, pois, a Caná da Galiléia, onde transformara água em vinho. Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. 47Ao ouvir que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. 48Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes... 49Pediu-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra! 50Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. 51Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. 52Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. 53Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa. 54Esse foi o segundo milagre que Jesus fez, depois de voltar da Judéia para a Galiléia. - Palavra da salvação.
3) Reflexão Jo 4, 43-54
Jesus tinha saído da Galiléia, andou pela Judéia, foi até Jerusalém por ocasião da festa (Jo 4,45) e, passando pela Samaria, ia voltar para a Galiléia (Jo 4,3-4). Para os judeus observantes era proibido passar pela Samaria, nem era costume conversar com os samaritanos (Jo 4,9). Jesus não se importa com estas normas que impedem a amizade e o diálogo. Ele ficou vários dias na Samaria e muita gente se converteu (Jo 4,40). Depois disso ele resolveu voltar para a Galiléia.
João 4,43-46ª: O retorno para a Galiléia. Mesmo sabendo que o povo da Galiléia olhava para ele com uma certa reserva, Jesus quis voltar para a sua terra. Provavelmente, João se refere à má acolhida que Jesus recebera em Nazaré da Galiléia. Jesus mesmo tinha dito: “Um profeta não é honrado em sua pátria” (Lc 4,24). Mas agora, diante da evidência dos sinais de Jesus em Jerusalém, os galileus mudaram de opinião e lhe fizeram uma boa acolhida. Jesus voltou para Caná, onde tinha feito o primeiro “sinal” (Jo 2,11).
João 4,46b-47: O pedido de um funcionário do rei. Trata-se de um pagão. Pouco antes, na Samaria, Jesus tinha conversado com uma samaritana, pessoa herética para os judeus, à qual Jesus revelara sua condição de messias (Jo 4,26). E agora, na Galiléia, ele recebe um pagão, funcionário do Rei, que buscava ajuda para o filho doente. Jesus não se fecha na sua raça nem na sua religião. Ele é ecumênico e acolhe a todos.
João 4,48: A resposta de Jesus ao funcionário. O funcionário queria que Jesus fosse com ele até à casa dele para curar o filho. Jesus responde: “Se vocês não vêem sinais e prodígios vocês não acreditam!”. Resposta dura e estranha. Por que será que Jesus respondeu assim? Qual era o defeito do pedido do funcionário? O que Jesus queria alcançar com esta resposta? Jesus quer ensinar como deve ser a fé. O funcionário do rei só acreditaria se Jesus fosse com ele até à casa dele. Ele queria ver Jesus fazendo a cura. No fundo, esta é e continua sendo a atitude normal de todos nós. Não nos damos conta da deficiência da nossa fé.
João 4,49-50: O funcionário repete o pedido e Jesus repete a resposta. Apesar da resposta dura de Jesus, o homem não se abalou e repetiu o mesmo pedido: “Desça comigo antes que meu filho morra!” Jesus continuou firme. Ele não atendeu ao pedido e não foi com o homem até à casa dele e repetiu a mesma resposta, mas formulada de outra maneira: “Vai! Teu filho vive!” Tanta na primeira resposta como agora na segunda resposta, Jesus pede fé, muita fé. Pede que o funcionário acredite que o filho já esteja curado. E o verdadeiro milagre aconteceu! Sem ver nenhum sinal nem prodígio, o homem acreditou na palavra de Jesus e voltou para casa. Não deve ter sido fácil. Este é o verdadeiro milagre da fé: acreditar sem nenhuma outra garantia a não ser a Palavra de Jesus. O ideal é crer na palavra de Jesus, mesmo sem ver (cf. Jo 20,29).
João 4,51-53: O resultado da fé na palavra de Jesus. Enquanto o homem vai indo para casa, os empregados lhe vem ao encontro para dizer que o filho estava curado. Ele investigou a hora e descobriu que era exatamente a hora em que Jesus tinha dito: “Teu filho vive!” Ele teve a confirmação da sua fé.
* João 4,54: Um resumo da parte de João, o evangelista. João termina dizendo: “Este foi o segundo sinal que Jesus fez”. João prefere falar sinal e não milagre. A palavra sinal evoca algo que eu vejo com os olhos, mas cujo sentido profundo só a fé me faz descobrir. A fé é como Raio-X: faz descobrir o que a olho nu não se vê.
4) Para um confronto pessoal
1) Como você vive a sua fé? Confia na palavra de Jesus ou só crê na base de milagres e experiências sensíveis?
2) Jesus acolhe pessoas heréticas e estrangeiras. E eu, como me relaciono com as pessoas?
5) Oração final
Cantai hinos ao SENHOR, ó seus fiéis, rendei graças a sua santa memória; porque sua ira dura um instante, a sua bondade, por toda a vida. Se de tarde sobrevém o pranto de manhã vem a alegria. (Sl 29, 5-6)
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A fé ajuda-nos a olhar “a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver” e, por isso, pede-nos que “abramos os olhos”, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo: disse Leão XIV no Angelus ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma, na alocução que precedeu a oração mariana

Raimundo de Lima – Vatican News
Hoje, em particular, face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária uma fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, a justiça e a solidariedade.
Foi o que disse o Santo Padre no Angelus, este domingo, 15 de março, na alocução que precedeu a oração mariana rezada com 20 mil fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro.
Leão XVI ateve-se ao Evangelho deste IV Domingo da Quaresma (Jo 9, 1-41), que narra a cura de um homem cego de nascença. Por meio da simbologia deste episódio, explicou, o evangelista João fala-nos do mistério da salvação: enquanto estávamos na escuridão e a humanidade caminhava nas trevas, Deus enviou o seu Filho como luz do mundo, para abrir os olhos dos cegos e iluminar a nossa vida.
"Eu sou a luz do mundo"
Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos. O próprio Jesus confirma a sua missão mostrando que «os cegos veem»; e apresenta-se dizendo: «Eu sou a luz do mundo». Realmente, prosseguiu o Papa, todos podemos dizer que somos “cegos de nascença”, pois não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a nós próprios, aos outros e a Deus na verdade.
Chama a atenção, observou o Pontífice, que se tenha difundido, ao longo dos séculos, a opinião, ainda hoje presente, de que a fé seria uma espécie de “salto no escuro”, uma renúncia ao pensamento, de modo que ter fé significaria acreditar “cegamente”. Pelo contrário, ressaltou, o Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insistência ao cego curado: «Como foi que os teus olhos se abriram?»; e ainda: «Como é que te pôs a ver?».
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Os 200 anos de relações diplomáticas indicam uma posição de serena maturidade e projetam para o futuro uma colaboração respeitosa e fecunda
Transcorre, neste ano, o bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, ente público de direito internacional que representa a Igreja Católica Apostólica Romana, tendo sede no Estado Cidade do Vaticano.
Durante o período colonial, as relações da Santa Sé com o Brasil aconteciam através de Portugal. Mas já em agosto de 1825, após o reconhecimento internacional da independência do Brasil por Portugal, a Santa Sé estabeleceu relações diplomáticas diretamente com o Brasil. Em 23 de janeiro de 1826, o papa Leão XII recebeu as cartas credencias de Mons. Francisco Corrêa Vidigal, primeiro representante diplomático do Brasil na Santa Sé. Desde então, também a Santa Sé mantém seu representante diplomático, conhecido como Núncio Apostólico.
É interessante observar que essas relações diplomáticas permaneceram estáveis e não se romperam mesmo nas mudanças de regime, como em 1870, após a unificação da Itália, quando a Santa Sé ficou sem os Estados Pontifícios; ou após 1889, quando o Brasil passou do regime imperial para o republicano; e, também, quando o governo republicano rompeu unilateralmente o Tratado do Padroado que havia entre o governo imperial e a Santa Sé, estabelecendo a separação nítida entre o Estado e a Igreja.
As relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé mantiveram-se estáveis no princípio da recíproca autonomia. Durante esses dois séculos, ocorreram visitas de Estado de presidentes da República na Santa Sé e três papas visitaram o Brasil: João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Além da missão propriamente religiosa, a presença e a atuação institucional da Igreja Católica no Brasil têm contribuído para a vida social e cultural do povo brasileiro em diversos âmbitos, como a educação, a saúde, a assistência social e a promoção da cultura.
Um marco importante nas relações diplomáticas bicentenárias entre a Santa Sé e o Estado brasileiro foi a celebração do acordo internacional sobre o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil. Após ser longamente estudado e elaborado, o acordo foi assinado em 13 de novembro de 2008 e, em seguida, ratificado pelo Congresso Nacional e promulgado com o Decreto n.º 7.107 do presidente da República, de 11 de fevereiro de 2010. O acordo estabelece diversas formas de colaboração da Igreja com o Estado brasileiro, como nos campos da educação e da cultura, e garante a necessária segurança jurídica para que a Igreja possa desenvolver suas atividades no seio da sociedade.
A constitucionalidade do acordo chegou a ser questionada, mas foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo não anula a separação entre Estado e Igreja nem contradiz o princípio da laicidade do Estado. Ao contrário, consagra esse princípio, na medida em que estabelece um claro reconhecimento formal da existência de ambas as instâncias institucionais, sem desconhecer nem ferir suas legítimas competências e sem estabelecer relações de sujeição ou dependência entre ambas. Restam firmes o reconhecimento das leis comuns do País pela Igreja e a não ingerência do Estado em questões internas da vida da Igreja. Os 200 anos de relações diplomáticas, coroadas pelo acordo de 2008, indicam uma posição de serena maturidade e projetam para o futuro uma colaboração respeitosa e fecunda na construção de uma sociedade mais justa.
A comemoração do bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé já teve diversos momentos. No dia 26 de janeiro deste ano, em Roma, a embaixada do Brasil junto da Santa Sé e a Secretaria de Estado promoveram um ato cultural na Pontifícia Universidade Gregoriana sobre as relações entre Igreja e Estado e também fizeram celebrar uma missa em ação de graças, presidida pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, na Basílica Lateranense de Roma.
Em Brasília, o bicentenário foi comemorado em Brasília no dia 3 de março passado, numa sessão solene no Congresso Nacional, de casa cheia. No mesmo dia, a Nunciatura Apostólica ofereceu uma recepção para membros do corpo diplomático e outras personalidades. Dois dias depois, a arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu o lançamento de um livro de pesquisa histórica sobre o bicentenário, com o título De Leão a Leão, mostrando a evolução nas relações entre o Brasil e a Santa Sé desde Leão XII, em 1826, até Leão XIV, em 2026.
As relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil asseguram o livre exercício da fé e da organização religiosa no Brasil, no pleno respeito à Constituição e aos princípios da liberdade religiosa e da laicidade do Estado; e asseguram à Igreja Católica e suas organizações a possibilidade de oferecer numerosos serviços em benefício da população. Durante esses 200 anos, como observou o cardeal Parolin na sua homilia de 26 de janeiro, “o Brasil não encontrou na Igreja uma potência estrangeira, mas uma companheira de viagem que se mostrou atenta às feridas sociais, aos desafios educativos e à promoção da justiça e da paz”. E não há de ser diferente daqui para o futuro. Fonte: https://www.estadao.com.br
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A renúncia do bispo Emanuel Shaleta foi aceita pelo pontífice no mesmo dia em que ele foi libertado da prisão após pagar uma fiança de US$ 125 mil, anunciou o Vaticano.
Bispo Emanuel Shaleta. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Redação
O bispo de San Diego, nos Estados Unidos, Emanuel Shaleta, foi oficialmente destituído do cargo pelo papa Leão XIV após ser acusado de frequentar bordéis e de roubar centenas de milhares de dólares de sua igreja.
A renúncia do bispo Emanuel Shaleta foi aceita pelo pontífice nessa terça-feira (10), mesmo dia em que ele foi libertado da prisão após pagar uma fiança de US$ 125 mil, anunciou o Vaticano.
'O Santo Padre aceitou o pedido de demissão do cuidado pastoral da eparquia de São Pedro Apóstolo de San Diego dos Caldeus, Estados Unidos da América, apresentado pelo Bispo Emanuel Hana Shaleta', disseram autoridades do Vaticano em um comunicado.
Shaleta, que apresentou sua renúncia ao Papa Leão XIII em janeiro, foi preso em 6 de março no Aeroporto Internacional de San Diego quando tentava embarcar em um voo internacional para a Alemanha com mais de US$ 9 mil em sua bagagem, segundoas autoridades.
Com 69 anos, ele foi acusado de oito crimes de peculato, oito crimes de lavagem de dinheiro e um crime agravado de colarinho branco.
Durante sua audiência de instrução na segunda-feira (9), Shaleta se declarou inocente de 15 acusações de crimes financeiros, mas permaneceu detido na Cadeia do Condado de San Diego após não conseguir pagar a fiança.
O Gabinete do Xerife do Condado de San Diego recebeu a primeira denúncia sobre os supostos crimes de Shaleta em agosto de 2025, quando um funcionário da Igreja Caldeia de São Pedro em El Cajon compartilhou declarações e documentos que mostravam as práticas do bispo.
No mês passado, o portal de notícias católico The Pillar noticiou que o bispo teria desviado pagamentos de aluguel de propriedades da igreja para uso pessoal e, posteriormente, acobertado seus rastros com fundos de caridade.
Investigadores alegam ter descoberto que pelo menos US$ 427 mil estavam faltando nas finanças da igreja, e que o valor pode chegar a US$ 1 milhão.
Junto com o dinheiro desaparecido, foi revelado que Shaleta frequentava regularmente um bordel no México.
Shaleta, natural do Iraque, foi ordenada sacerdotisa pelo Papa João Paulo II em 1984 e ocupou cargos em Detroit e no Canadá. Em 2017, o Papa Francisco nomeou Shaleta para servir como bispo eparquial de São Pedro Apóstolo de San Diego dos Caldeus. Fonte: https://cbn.globo.com
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1) Oração
À medida que se aproxima a festa da salvação, nós vos pedimos, ó Deus, que nos preparemos com maior empenho para celebrar o mistério da Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 11, 14-23)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 14Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15Alguns, porém, disseram: “É pelo poder de Beelzebu, o chefe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17Mas, conhecendo seus pensamentos, ele disse-lhes: “Todo reino dividido internamente será destruído; cairá uma casa sobre a outra. 18Ora, se até Satanás está dividido internamente, como poderá manter-se o seu reino? Pois dizeis que é pelo poder de Beelzebu que eu expulso os demônios. 19Se é pelo poder de Beelzebu que eu expulso os demônios, pelo poder de quem então vossos discípulos os expulsam? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, é porque o Reino de Deus já chegou até vós. 21Quando um homem forte e bem armado guarda o próprio terreno, seus bens estão seguros. 22Mas, quando chega um mais forte do que ele e o vence, arranca-lhe a armadura em que confiava e distribui os despojos. 23Quem não está comigo é contra mim; e quem não recolhe comigo, espalha. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O evangelho de hoje é de Lucas (Lc 11,14-23). O texto paralelo de Marcos (Mc 3,22-27) já foi meditado no dia 28 de janeiro deste ano.
Lucas 11,14-16: As diferentes reações diante da expulsão de um demônio. Jesus tinha expulsado um demônio que era mudo. A expulsão provocou duas reações diferentes. De um lado, a multidão do povo que ficou admirado e maravilhado. O povo aceita Jesus e acredita nele. Do outro lado, os que não aceitam Jesus e não acreditam nele. Destes últimos, alguns diziam que Jesus expulsava os demônios em nome de Beelzebu, o príncipe dos demônios, e outros queriam dele um sinal do céu. Marcos informa que se tratava de escribas vindos de Jerusalém (Mc 3,22), que não concordavam com a liberdade de Jesus. Queriam defender a Tradição contra as novidades de Jesus.
Lucas 11,17-22: A resposta de Jesus tem três partes:
1ª parte: comparação do reino dividido (vv. 17-18ª) Jesus denuncia o absurdo da calúnia escribas. Dizer que ele expulsa os demônios com a ajuda do príncipe dos demônios é negar a evidência. É o mesmo que dizer que a água é seca, e que o sol é escuridão. Os doutores de Jerusalém o caluniavam, porque não sabiam explicar os benefícios que Jesus realizava para o povo. Estavam com medo de perder a liderança. Sentiam-se ameaçados na sua autoridade junto ao povo.
2ª parte: por quem expulsam vossos filhos? (vv.18b-20) Jesus provoca os acusadores e pergunta: “Se eu expulso em nome de Belzebu, em nome de quem os discípulos de vocês expulsam os demônios? Que eles respondam e se expliquem! Se eu expulso o demônio pelo dedo de Deus, é porque chegou o Reino de Deus!”.
3ª parte: chegando o mais forte ele vence o forte (vv.21-22) Jesus compara o demônio com um homem forte. Ninguém, a não ser uma pessoa mais forte, poderá roubar a casa de um homem forte. Jesus é este mais forte que chegou. Por isso, ele consegue entrar na casa e amarrar o homem forte. Consegue expulsar os demônios. Jesus amarrou o homem forte e agora rouba a casa dele, isto é, liberta as pessoas que estavam no poder do mal. O profeta Isaías já tinha usado a mesma comparação para descrever a vinda do messias (Is 49,24-25). Por isso Lucas diz que a expulsão do demônio é um sinal evidente de que chegou o Reino de Deus.
Lucas 11,23: Quem não está comigo é contra mim. Jesus termina sua resposta com esta frase: “Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”. Em outra ocasião, também a propósito de uma expulsão de demônio, os discípulos impediram um homem de usar o nome de Jesus para expulsar um demônio, pois ele não era do grupo dele. Jesus respondeu: “Não impeçam! Quem não é contra vocês é a vosso favor!” (Lc 9,50). Parecem duas frases contraditórias, mas não são. A frase do evangelho de hoje é dita contra os inimigos que tem preconceito contra Jesus: “Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”. Preconceito e não aceitação tornam o diálogo impossível e rompe a união. A outra frase é dita para os discípulos que pensavam ter o monopólio de Jesus: “Quem não é contra vocês é a vosso favor!” Muita gente que não é cristão pratica o amor, a bondade, a justiça, muitas vezes até melhor do que os cristãos. Não podemos excluí-los. São irmãos e parceiros na construção do Reino. Nós cristãos não ´somos donos de Jesus. É o contrário: Jesus é o nosso dono!
4) Para um confronto pessoal
1) “Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa” Como isto acontece na minha vida?
2) “Não impeçam! Quem não é contra vocês é a vosso favor!” Como isto acontece na minha vida?
5) Oração final
Vinde, exultemos no SENHOR, aclamemos o Rochedo que nos salva, vamos a ele com ações de graças, vamos aclamá-lo com hinos de alegria. (Sl 94, 1-2)
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1) Oração
Ó Deus de bondade, concedei que, formados pela observância da Quaresma e nutridos por vossa palavra, saibamos mortificar-nos para vos servir com fervor, sempre unânimes na oração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 5, 17-19)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 17Disse Jesus aos seus discípulos não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. 19Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O Evangelho de hoje (Mt 5,17-19) ensina como observar a lei de Deus de tal maneira que a sua prática mostre em que consiste o pleno cumprimento da lei (Mt 5,17-19). Mateus escreve para ajudar as comunidades de judeus convertidos a superar as críticas dos irmãos de raça que as acusavam dizendo: “Vocês são infiéis à Lei de Moisés”. O próprio Jesus tinha sido acusado de infidelidade à lei de Deus. Mateus traz a resposta esclarecedora de Jesus aos que o acusavam. Assim ele traz uma luz para ajudar as comunidades a resolver seu problema.
Usando imagens do quotidiano, com palavras simples e diretas, Jesus tinha dito que a missão da comunidade, a sua razão de ser, é ser sal e ser luz! A respeito de cada uma das duas imagens ele tinha dado alguns conselhos. Em seguida, vem os três breves versículos do Evangelho de hoje:
Mateus 5,17-18: Nenhuma vírgula da lei vai cair. Havia várias tendências nas comunidades dos primeiros cristãos. Uns achavam que já não era necessário observar as leis do Antigo Testamento, pois é pela fé em Jesus que somos salvos e não pela observância da Lei (Rm 3,21-26). Outros aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a liberdade de Espírito com que algumas comunidades viviam a presença de Jesus ressuscitado. Achavam que eles, sendo judeus, deviam continuar observando as leis do AT (At 15,1.5). Havia ainda cristãos que viviam tão plenamente na liberdade do Espírito, que já não olhavam mais nem para a vida de Jesus de Nazaré nem para o AT e chegavam a dizer: “Anátema Jesus!” (1Cor 12,3). Diante destas tensões, Mateus procura um equilíbrio para além dos extremos. A comunidade deve ser o espaço, onde este equilíbrio possa ser alcançado e vivido. A resposta dada por Jesus aos que o criticavam continuava bem atual para as comunidades: “Não vim abolir a lei, mas dar-lhe pleno cumprimento!”. As comunidades não podiam ser contra a Lei, nem podiam fechar-se dentro da observância da lei. Como Jesus, deviam dar um passo e mostrar, na prática, qual o objetivo que a lei quer alcançar na vida das pessoas, a saber, a prática perfeita do amor.
Mateus 5,17-18: Nenhuma vírgula da lei vai cair. E aos que queriam desfazer-se de toda a lei, Mateus lembra a outra palavra de Jesus: “Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu”. A grande preocupação do Evangelho de Mateus é mostrar que o AT, Jesus de Nazaré e a vida no Espírito não podem ser separados. Os três fazem parte do mesmo e único projeto de Deus e nos comunicam a certeza central da fé: o Deus de Abraão e Sara está presente no meio das comunidades pela fé em Jesus de Nazaré que nos manda o seu Espírito.
4) Para um confronto pessoal
- Como vejo e vivo a lei de Deus: como horizonte de liberdade crescente ou como imposição que delimita minha liberdade?
- E o que podemos fazer hoje para os irmãos e irmãs que consideram toda esta discussão como ultrapassada e sem atualidade? O que podemos aprender deles?
5) Oração final
Glorifica o SENHOR, Jerusalém, louva teu Deus, ó Sião! Porque reforçou as trancas das tuas portas, no teu meio abençoou teus filhos. (Sl 147, 12-14)
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Décima terceira edição da proposta de reflexão e reconciliação, que todos os anos é celebrada em todas as dioceses na véspera do quarto domingo da Quaresma. Uma ocasião para permanecer em adoração com a oportunidade de se confessar. Está disponível um subsídio pastoral no site do Dicastério para a Evangelização.
Vatican News
Chega à sua décima terceira edição a iniciativa “24 Horas para o Senhor”, proposta quaresmal de oração e reconciliação que todos os anos é celebrada nas dioceses de todo o mundo na véspera do quarto domingo da Quaresma. O lema escolhido por Leão XIV é tirado de um versículo do Evangelho de João: “Vim para salvar o mundo” (Jo 12,47).
Igrejas abertas
Em preparação para a Páscoa, na noite de sexta-feira, 13 de março, e durante todo o dia de sábado, 14, propõe-se às comunidades eclesiais prever uma abertura extraordinária das igrejas, de modo a oferecer aos fiéis a possibilidade de permanecer em qualquer momento em adoração e a oportunidade de se confessar. As portas abertas das igrejas são o símbolo do amor misericordioso de Deus.
A 36ª edição do Curso sobre o Foro Interno, organizado pela Penitenciaria Apostólica, tem início nesta segunda-feira, em Roma. Os participantes terão uma audiência com o Papa no ...
O subsídio
Em preparação para a iniciativa, o Dicastério para a Evangelização publicou um subsídio pastoral que contém roteiros para a oração pessoal e sugestões para a celebração em comunidade. Às dioceses e paróquias, na Itália e no mundo, renova-se o convite para celebrar também em sua própria comunidade este momento de oração. O subsídio pode ser baixado gratuitamente, nas versões em língua italiana, inglesa e espanhola, no site oficial do Dicastério. Fonte: https://www.vaticannews.va
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1) Oração
Ó Deus, que a vossa graça não nos abandone, mas nos faça dedicados ao vosso serviço e aumente sempre em nos os vossos dons. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 18, 21-35)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 21Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? 22Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. 24Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. 26Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! 27Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. 28Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando-lhe a mão, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. 29O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! 30Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. 31Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. 32Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda sua dívida, porque me suplicaste; 33Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? 34E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. 35Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O Evangelho de hoje fala da necessidade do perdão. Não é fácil perdoar. Pois certas mágoas continuam machucando o coração. Há pessoas que dizem: "Eu perdôo, mas não esqueço!" Rancor, tensões, brigas, opiniões diferentes, ofensas, provocações dificultam o perdão e a reconciliação. Vamos meditar as palavras de Jesus que falam da reconciliação (Mt 18,21-22) e que trazem a parábola do perdão sem limites (Mt 18,23-35).
Mateus 18,21-22: Perdoar setenta vezes sete!. Jesus tinha falado sobre a importância do perdão e sobre a necessidade de saber acolher os irmãos e as irmãs para ajudá-los a se reconciliar com a comunidade (Mt 18,15-20). Diante destas palavras de Jesus, Pedro pergunta: “Quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?” O número sete indica uma perfeição. No caso, era sinônimo de sempre. Jesus vai mais longe do que a proposta de Pedro. Ele elimina todo e qualquer possível limite para o perdão: "Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!” Ou seja, setenta vezes sempre! Pois não há proporção entre o perdão que recebemos de Deus e o perdão que nós devemos oferecer ao irmão, como ensinará a parábola do perdão sem limites.
A expressão setenta vezes sete era uma alusão clara às palavras de Lamec que dizia: “Por uma ferida, eu matei um homem, e por uma cicatriz matei um jovem. Se a vingança de Caim valia por sete, a de Lamec valerá por setenta vezes sete" (Gn 4,23-24). Jesus quer reverter a espiral da violência que entrou no mundo pela desobediência de Adão e Eva, pelo assassinato de Abel por Caim e pela vingança de Lamec. Quando a violência desenfreada toma conta da vida, tudo desanda e a vida se desintegra. Surge o Dilúvio e aparece a Torre de Babel da dominação universal (Gn 2,1 a 11,32).
Mateus 18,23-35: A parábola do perdão sem limite. A dívida de dez mil talentos valia em torno de 164 toneladas de ouro. A dívida de cem denários valia 30 gramas de ouro. Não existe meio de comparação entre os dois! Mesmo que o devedor junto com mulher e filhos fossem trabalhar a vida inteira, jamais seriam capazes de juntar 164 toneladas de ouro. Diante do amor de Deus que perdoa gratuitamente nossa dívida de 164 toneladas de ouro, é nada mais do que justo que também nós perdoemos ao irmão a insignificante dívida de 30 gramas de ouro, setenta vezes sempre! O único limite para a gratuidade do perdão de Deus é a nossa incapacidade de perdoar o irmão! (Mt 18,34; 6,15).
A comunidade como espaço alternativo de solidariedade e de fraternidade. A sociedade do Império Romano era dura e sem coração, sem espaço para os pequenos. Estes buscavam um abrigo para o coração e não o encontravam. As sinagogas também eram exigentes e não ofereciam um lugar para eles. E nas comunidades cristãs, o rigor de alguns na observância da Lei levava para dentro da convivência os mesmos critérios da sinagoga. Além disso, lá para o fim do primeiro século, nas comunidades cristãs começavam a aparecer as mesmas divisões que existiam na sociedade entre rico e pobre (Tg 2,1-9). Em vez da comunidade ser um espaço de acolhimento, ela corria o risco de tornar-se um lugar de condenação e de conflitos. Mateus quer iluminar as comunidades, para que sejam um espaço alternativo de solidariedade e de fraternidade. Devem ser uma Boa Notícia para os pobres.
4) Para um confronto pessoal
- Por que será que é tão difícil perdoar?
- Na nossa comunidade existe espaço para a reconciliação? De que maneira?
5) Oração final
Mostra-me, SENHOR, os teus caminhos, ensina-me tuas veredas. Faz-me caminhar na tua verdade e instrui-me, porque és o Deus que me salva, e em ti sempre esperei. (Sl 24, 4-5)
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Religioso de 53 anos apresentou sinais de infarto após relação sexual; tentativa de reanimação durou cerca de uma hora
Por Extra — Rio de Janeiro
O pastor evangélico Moisés Galdino, de 53 anos, morreu após passar mal dentro de um motel no bairro Canaãzinho, em Ipatinga, em Minas Gerais. Ele estava acompanhado de uma mulher quando começou a apresentar sinais de infarto logo após manter relação sexual.
Segundo o portal Metrópoles, a acompanhante acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que iniciou procedimentos de reanimação. As manobras duraram cerca de uma hora, mas o pastor não resistiu e teve a morte confirmada ainda no local. A Polícia Militar de Minas Gerais também foi chamada, mas, quando os policiais chegaram ao motel, a mulher já havia ido embora. Antes de sair, ela informou aos socorristas que a vítima era casada e que, por isso, não aguardaria a chegada da polícia.
Segundo o Samu, o corpo não apresentava sinais de violência. A esposa do pastor foi chamada ao local e fez o reconhecimento do cadáver.
De acordo com o relato da mulher aos socorristas, o pastor teria desmaiado e caído após a relação sexual, momento em que passou a apresentar os sintomas que levaram ao atendimento de emergência. O Extra procurou a Polícia Militar, mas ainda não recebeu retorno. Fonte: https://extra.globo.com
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1) Oração
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que, purificados pelo esforço da penitência, cheguemos de coração sinceroàs festas da Páscoa que se aproximam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 21, 33-43.45-46)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 33Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. 34Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha. 35Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. 37Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho. 38Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança! 39Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram. 40Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores? 41Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo. 42Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que fôra rejeitada pelos que edificavam, tornou-se cabeça do ângulo? Pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos. 43Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele. 45Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava. 46E procuravam prendê-lo; mas temeram o povo, que o tinha por um profeta. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O texto do evangelho de hoje faz parte de um conjunto mais amplo que engloba Mateus 21,23-46. Os chefes dos sacerdotes e os anciãos tinham perguntado a Jesus com que autoridade ele fazia as coisas (Mt 21,23). Eles se consideravam os donos de tudo e achavam que ninguém podia fazer nada sem a licença deles. A resposta de Jesus consta de três partes: 1) Ele faz uma contra-pergunta e quer saber deles se João Batista era do céu ou da terra (Mt 21,24-27). 2) Conta a parábola dos dois filhos (Mt 21,28-32). 3) Conta a parábola da vinha (Mt 21,33-46) que é o evangelho de hoje.
Mateus 21,33-40: A parábola da vinha.
Jesus começa assim: "Escutem essa outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda”. A parábola é um resumo bonito da história de Israel, tirado do profeta Isaías (Is 5,1-7). Jesus se dirige aos chefes dos sacerdotes, aos anciãos (Mt 21,23) e aos fariseus (Mt 21,45) e dá uma resposta à pergunta que eles tinham feito sobre a origem da sua autoridade (Mt 21,23). Por meio desta parábola, Jesus esclarece várias coisas: (1) Revela qual a origem da sua autoridade: ele é o filho, o herdeiro. (2) Denuncia o abuso da autoridade dos vinhateiros, isto é, dos sacerdotes e anciãos que não cuidavam do povo de Deus. (3) Defende a autoridade dos profetas, enviados por Deus, mas massacrados pelos sacerdotes e anciãos. (4) Desmascara as autoridades que manipulam a religião e matam o filho, porque não querem perder a fonte de renda que conseguiram acumular para si, ao longo dos séculos.
Mateus 21,41: A sentença dada por eles mesmos
No fim da parábola, Jesus pergunta: “Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores?” Eles não se deram conta de que a parábola estava falando deles mesmos. Por isso, pela resposta dada eles decretaram sua própria condenação: “Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo". Várias vezes Jesus usa esse mesmo método. Ele leva a pessoa a dizer a verdade sem ela se dar conta de que está se condenando-se a si mesma. Por exemplo, no caso do fariseu que condenou a moça como pecadora (Lucas 7,42-43) e no caso da parábola dos dois filhos Mt 21,28-32).
Mateus 21,42-46: A sentença dada por eles mesmos é confirmada pelo comportamento deles.
Pelo esclarecimento de Jesus, os sacerdotes, os anciãos e os fariseus entenderam que a parábola falava deles mesmos, mas eles não se converteram. Pelo contrário! Mantiveram o seu projeto de matar Jesus. Rejeitaram “a pedra fundamental”. Mas não tiveram a coragem de fazê-lo abertamente porque tinham medo do povo.
* Os vários grupos no poder no tempo de Jesus. No evangelho de hoje apareceram alguns dos grupos que, naquele tempo, exerciam o poder junto ao povo: sacerdotes, anciãos e fariseus. Segue aqui uma breve informação sobre o poder de cada um destes e de alguns outros grupos:
- Sacerdotes: Eram os encarregados do culto no Templo. Era para o Templo que o povo levava o dízimo e as outras taxas e ofertas para pagar suas promessas. O sumo sacerdote ocupava um lugar muito importante na vida da nação, sobretudo depois do exílio. Era escolhido ou nomeado entre as três ou quatro famílias aristocratas, que detinham mais poder e maior riqueza.
- Anciãos ou Chefes do povo: Eram os líderes locais nas várias aldeias e cidades. Sua origem vinha das chefias das tribos de antigamente.
- Saduceus: Eram a elite leiga aristocrata da sociedade. Muitos deles eram ricos comerciantes ou latifundiários. Do ponto de vista religioso eram conservadores. Não aceitavam as mudanças defendidas pelos fariseus, como por exemplo, a fé na ressurreição e a existência de anjos.
- Fariseus: Fariseu significa: separado. Eles lutavam para que, através da observância perfeita da lei da pureza, o povo chegasse a ser puro, separado e santo como o exigiam a Lei e a Tradição! Por causa do testemunho exemplar da sua vida dentro das normas da época, eles tinham uma liderança moral muito grande nas aldeias da Galiléia.
- Escribas ou doutores da lei: Eram os encarregados do ensino. Dedicavam sua vida ao estudo da Lei de Deus e ensinavam ao povo como fazer para observar em tudo a Lei de Deus. Nem todos os escribas eram da mesma linha. Uns estavam ligados aos fariseus, outros, aos saduceus.
4) Para um confronto pessoal
- Alguma vez, você já se sentiu controlada, indevidamente, em casa, no trabalho, na igreja? Qual foi a sua reação? Como Jesus?
- Se Jesus voltasse hoje e contasse a mesma parábola, como eu iria reagir?
5) Oração final
Quanto é alto o céu sobre a terra tanto prevalece sua bondade para com os que o temem. Quando é distante o oriente do ocidente, tanto ele afasta de nós nossas culpas. (Sl 102, 11-12)
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1) Oração
Ó Deus, que amais e restaurais a inocência, orientai para vós os corações dos vossos filhos, para que, renovados pelo vosso Espírito, sejamos firmes na fé e eficientes nas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 16, 19-31)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. 20Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. 21Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. 22Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, 28para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. 29Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! 30O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. 31Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
Toda vez que Jesus tem uma coisa importante para comunicar, ele cria uma história e conta uma parábola. Assim, através da reflexão sobre a realidade visível, ele leva os ouvintes a descobrirem os apelos invisíveis de Deus, presentes na vida. Uma parábola é feita para fazer pensar e refletir. Por isso, é importante prestar atenção até nos seus mínimos detalhes. Na parábola do evangelho de hoje aparecem três pessoas: o pobre Lázaro, o rico sem nome e o pai Abraão. Dentro da parábola, Abraão representa o pensamento de Deus. O rico sem nome representa a ideologia dominante da época. Lázaro representa o grito calado dos pobres do tempo de Jesus e de todos os tempos.
Lucas 16,19-21: A situação do rico e do pobre. Os dois extremos da sociedade. De um lado, a riqueza agressiva. Do outro, o pobre sem recurso, sem direitos, coberto de úlceras, impuro, sem ninguém que o acolhe, a não ser os cachorros que lambem suas feridas. O que separa os dois é a porta fechada da casa do rico. Da parte do rico não há acolhimento nem piedade pelo problema do pobre à sua porta. Mas o pobre tem nome e o rico não tem. Ou seja, o pobre tem o seu nome inscrito no livro da vida, o rico não. O pobre se chama Lázaro. Significa Deus ajuda. É através do pobre que Deus ajuda o rico e que o rico poderá ter o seu nome no livro da vida. Mas o rico não aceita ser ajudado pelo pobre, pois mantém a porta fechada. Este início da parábola que descreve a situação, é um espelho fiel do que estava acontecendo no tempo de Jesus e no tempo de Lucas. É espelho do que acontece até hoje no mundo!
Lucas 16,22: A mudança que revela a verdade escondida. O pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na parábola, o pobre morre antes do rico. Isto é um aviso aos ricos. Enquanto o pobre está vivo à porta, ainda tem salvação para o rico. Mas depois que o pobre morre, morre também o único instrumento de salvação para o rico. Agora, o pobre está no seio de Abraão. O seio de Abraão é a fonte de vida, de onde nasceu o povo de Deus. Lázaro, o pobre, faz parte do povo de Abraão, do qual era excluído enquanto estava à porta do rico. O rico que pensa ser filho de Abraão não vai para o seio de Abraão! Aqui termina a introdução da parábola. Agora começa a revelação do seu sentido, através de três conversas entre o rico e o pai Abraão.
Lucas 16,23-26: A primeira conversa. Na parábola, Jesus abre uma janela sobre o outro lado da vida, o lado de Deus. Não se trata do céu. Trata-se do lado verdadeiro da vida que só a fé enxerga e que o rico sem fé não percebia. É só à luz da morte que a ideologia do império se desintegra na cabeça do rico e que aparece para ele o que é valor real na vida. No lado de Deus, sem a propaganda enganadora a ideologia, os papéis são trocados. O rico vê Lázaro no seio de Abraão e pede para ele vir aliviá-lo no sofrimento. O rico descobre que Lázaro é o seu único benfeitor possível. Mas agora é tarde demais! O rico sem nome é piedoso, pois reconhece Abraão e o chama de Pai. Abraão responde e o chama de filho. Esta palavra de Abraão, na realidade, está sendo dirigida a todos os ricos vivos. Enquanto vivos, eles ainda têm chance de se tornarem filhos e filhas de Abraão, se souberem abrir a porta para Lázaro, o pobre, o único que em nome de Deus pode ajudá-los. A salvação para o rico não é Lázaro trazer uma gota de água para refrescar-lhe a língua, mas é ele, o próprio rico, abrir a porta fechada para o pobre e, assim, transpor o grande abismo.
Lucas 16,27-29: A segunda conversa. O rico insiste: "Pai, eu te suplico: manda Lázaro para a casa do meu pai. Tenho cinco irmãos!" O rico não quer que seus irmãos venham no mesmo lugar de tormento. Lázaro, o pobre, é o único verdadeiro intermediário entre Deus e os ricos. É o único, porque é só aos pobres que os ricos podem e devem devolver o que roubaram e, assim, restabelecer a justiça prejudicada! O rico está preocupado com os irmãos. Nunca esteve preocupado com os pobres! A resposta de Abraão é clara: "Eles têm Moisés e os Profetas: que os ouçam!" Têm a Bíblia! O rico tinha a Bíblia. Conhecia-a até de memória. Mas nunca se deu conta de que a Bíblia tivesse algo a ver com os pobres. A chave para o rico poder entender a Bíblia é o pobre sentado à sua porta!
Lucas 16,30-31: A terceira conversa. "Não, pai, se alguém entre os mortos der um aviso, eles vão se arrepender!" O próprio rico reconhece que ele está errado, pois fala em arrependimento, coisa que durante a vida nunca sentiu. Ele quer um milagre, uma ressurreição! Mas este tipo de ressurreição não existe. A única ressurreição é a de Jesus. Jesus ressuscitado vem até nós na pessoa do pobre, dos sem-direito, dos sem-terra, dos sem-comida, do sem-casa, dos sem-saúde. Na sua resposta final, Abraão é curto e grosso: "Se não escutarem Moisés e os profetas, mesmo que alguém ressuscitar dos mortos, eles não se convencerão!" Está encerrada a conversa! Fim da parábola!
A chave para entender o sentido da Bíblia é o pobre Lázaro, sentado à porta! Deus vem até nós na pessoa do pobre, sentado à nossa porta, para nos ajudar a transpor o abismo intransponível que os ricos criaram. Lázaro é também Jesus, o Messias pobre e servidor, que não foi aceito, mas cuja morte mudou radicalmente todas as coisas. É à luz da morte do pobre que tudo se modifica. O lugar de tormento é a situação da pessoa sem Deus. Por mais que o rico pense ter religião e fé, não há jeito de ele estar com Deus, enquanto não abrir a porta para o pobre, como fez Zaqueu (Lc 19,1-10).
4) Para um confronto pessoal
- Qual o tratamento que nós damos aos pobres? Eles têm nome para nós? Nas atitudes que tomo na vida, sou parecido com Lázaro ou com o rico?
- Entrando em contato conosco, os pobres percebem algo diferente? Percebem uma Boa Notícia? E eu, para que lado tende o meu coração: para o milagre ou para a Palavra de Deus?
5) Oração final
Feliz quem não segue o conselho dos maus, não anda pelo caminho dos pecadores nem toma parte nas reuniões dos zombadores, mas na lei do SENHOR encontra sua alegria e nela medita dia e noite. (Sl 1, 1-2)
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1) Oração
Ó Deus, conservai constantemente vossa família na prática das boas obras, e, assim como nos confortais agora com vossos auxílios, conduzi-nos aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 20, 17-28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 17Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: 18Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. 19E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará. 20Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. 21Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. 22Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. 23De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou. 24Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, os chamou e lhes disse: Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. 26Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. 27E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. 28Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O evangelho de hoje traz três assuntos: o terceiro anúncio da paixão (Mt 20,17-19), o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu (Mt 20,20-23) e a discussão dos discípulos pelo primeiro lugar (Mt 20,24-28).
Mateus 20,17-19: O terceiro anúncio da paixão. Eles estão a caminho de Jerusalém. Jesus vai na frente. Sabe que vão matá-lo. O profeta Isaías já o tinha anunciado (Is 50,4-6; 53,1-10). Porém, a sua morte não é fruto de um plano já preestabelecido, mas é conseqüência do compromisso assumido com a missão recebida do Pai junto aos excluídos do seu tempo. Por isso, Jesus alerta os discípulos sobre a tortura e a morte que ele vai enfrentar em Jerusalém. Pois o discípulo deve seguir o mestre, mesmo que for para sofrer com ele. Os discípulos estão assustados e o acompanham com medo. Não entendem o que está acontecendo (cf. Lc 18,34). O sofrimento não combinava com a idéia que eles tinham do messias (cf. Mt 16,21-23).
Mateus 20,20-21: O pedido da mãe pelo primeiro lugar para os filhos. Os discípulos não só não entendem o alcance da mensagem de Jesus, mas continuam com suas ambições pessoais. Enquanto Jesus insistia no serviço e na doação, eles teimavam em pedir os primeiros lugares no Reino. A mãe de Tiago e João, levando consigo os dois filhos, chega perto de Jesus e pede um lugar na glória do Reino para os dois filhos, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Os dois não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados só com os próprios interesses. Sinal de que a ideologia dominante da época tinha penetrado profundamente na mentalidade dos discípulos. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, eles não tinham renovado sua maneira de ver as coisas. Olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma recompensa pelo fato de seguir a Jesus. As mesmas tensões existiam nas comunidades no tempo de Mateus e existem até hoje nas nossas comunidades.
Mateus 20,22-23: A resposta de Jesus. Jesus reage com firmeza: “Vocês não sabem o que estão pedindo!” E pergunta se eles são capazes de beber o cálice que ele, Jesus, vai beber, e se estão dispostos a receber o batismo que ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue! Jesus quer saber se eles, em vez do lugar de honra, aceitam entregar a vida até à morte. Os dois respondem: “Podemos!” Parece uma resposta da boca para fora, pois, poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram sozinho na hora do sofrimento (Mc 14,50). Eles não têm muita consciência crítica, nem percebem sua realidade pessoal. Quanto ao lugar de honra no Reino ao lado de Jesus, quem o dá é o Pai. O que ele, Jesus, tem para oferecer é o cálice e o batismo, o sofrimento e a cruz.
Mateus 20,24-27: Entre vocês não seja assim. Jesus fala, novamente, sobre o exercício do poder (cf. Mc 9,33-35). Naquele tempo, os que detinham o poder não prestavam conta ao povo. Agiam conforme bem entendiam (cf. Mc 6,27-28). O império romano controlava o mundo e o mantinha submisso pela força das armas e, assim, através de tributos, taxas e impostos, conseguia concentrar a riqueza dos povos na mão de poucos lá em Roma. A sociedade era caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus tem outra proposta. Ele diz: “Entre vocês não deve ser assim! Quem quiser ser o maior, seja o servidor de todos!” Ele traz ensinamentos contra os privilégios e contra a rivalidade. Quer mudar o sistema e insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal.
Mateus 20,28: O resumo da vida de Jesus. Jesus define a sua missão e a sua vida: “Não vim para ser servido, mas para servir!” Veio dar sua vida em resgate para muitos. Ele é o messias Servidor, anunciado pelo profeta Isaías (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Aprendeu da mãe que disse: “Eis aqui a serva do Senhor!”(Lc 1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo.
4) Para um confronto pessoal
1-Tiago e João pedem favores, Jesus promete sofrimento. E eu, o que peço a Jesus na oração? Como acolho o sofrimento e as dores que acontecem na minha vida?
2- Jesus diz: “Entre vocês não deve ser assim!” Meu jeito de viver em comunidade está de acordo com este conselho de Jesus?
5) Oração final
Livra-me do laço que me armaram, porque és minha força. Nas tuas mãos entrego meu espírito; tu me resgatas, SENHOR, Deus fiel. (Sl 30, 5-6)
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1) Oração
Guardai, Senhor Deus, a vossa Igreja com a vossa constante proteção e, como a fraqueza humana desfalece sem vosso auxílio, livrai-nos constantemente do mal e conduzi-nos pelos caminhos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 23, 1-12)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 1Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos,disse: 2Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. 3Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. 4Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. 5Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos. 6Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. 7Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens. 8Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos. 9E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo. 11O maior dentre vós será vosso servo. 12Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O evangelho de hoje traz uma crítica de Jesus contra os escribas e fariseus do seu tempo. No começo da atividade missionária de Jesus, os doutores de Jerusalém já tinham ido até a Galiléia para observá-lo (Mc 3,22; 7,1). Incomodados pela pregação de Jesus, tinham espalhado a calúnia de que ele era um possesso (Mc 3,22). Ao longo dos três anos a popularidade de Jesus cresceu. Cresceu também o conflito dele com as autoridades religiosas. A raiz deste conflito estava na maneira de eles se colocarem frente a Deus. Os fariseus buscavam sua segurança não tanto no amor de Deus para com eles, mas mais na observância rigorosa da Lei. Confrontado com esta mentalidade, Jesus acentua a prática do amor que relativiza a observância da lei e lhe dá o seu verdadeiro sentido.
Mateus 23,1-3: A raiz da crítica: “Eles dizem, mas não fazem”. Jesus reconhece a autoridade dos escribas e fariseus. Eles ocupam a cátedra de Moisés e ensinam a lei de Deus, mas eles mesmos não observam o que ensinam. Daí a advertência de Jesus ao povo: “Fazei e observai tudo quanto vos disserem. Mas não imiteis suas ações, pois dizem mas não Fazem!” É uma crítica arrasadora! Em seguida, como num espelho, Jesus faz ver alguns aspectos da incoerência das autoridades religiosas
Mateus 23,4-7: Olhar no espelho para fazer uma revisão de vida. Jesus chama a atenção dos discípulos para o comportamento incoerente de alguns doutores da lei. Ao meditar estas incoerências, convém pensar não nos fariseus e escribas daquele longínquo passado, mas sim em nós mesmos e nas nossas incoerências: amarrar pesos pesados nos outros e nós mesmos não os carregamos; fazer as coisas para sermos vistos e elogiados; gostar dos lugares de honra e de sermos chamados de doutor. Os escribas gostavam de entrar nas casas das viúvas e fazer longas preces em troca de dinheiro! (Mc 12,40)
Mateus 23,8-10: Vocês todos são irmãos. Jesus manda ter atitude contrária. Em vez de usar a religião e a comunidade como meio de auto-promoção para aparecer mais importante diante dos outros, ele pede para não usar o título de Mestre, Pai ou Guia, pois um só é o guia, o Cristo; só Deus no céu é Pai; e o próprio Jesus é o mestre. Todos vocês são irmãos. Esta é a base da fraternidade que nasce da certeza de que Deus é nosso Pai.
Mateus 23,11-12: O resumo final: o maior é o menor . Esta frase final é o que caracteriza tanto o ensino como o comportamento de Jesus: “O maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês. Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado” (cf. Mc 10,43; Lc 14,11; 18,14).
4) Para um confronto pessoal
1) O que Jesus criticou nos doutores da Lei, e em que os elogiou? O que ele critica em mim e o que elogiaria em mim?
2) Você já olhou no espelho?
5) Oração final
Quem me oferece o sacrifício de louvor, me honra, e a quem caminha retamente farei experimentar a salvação de Deus. (Sl 49, 23)
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Quem é o Quem é o novo arcebispo de Aparecida nomeado pelo papa Leão XIV nomeado pelo papa Leão XIV
Paulista do interior, dom Mário era arcebispo de Cuiabá; arquidiocese sedia Santuário Nacional de Aparecida.
Dom Mário Antônio da Silva, novo arcebispo de Aparecida Foto: Divulgação/Arquidiocese de Cuiabá
O Santuário Nacional de Aparecida, considerado o maior templo dedicado à mãe de Jesus Cristo no mundo, já tem um novo dirigente. O papa Leão XIV nomeou, nesta segunda-feira, 2, dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo de Aparecida, no interior de São Paulo. O religioso, que até a nomeação era arcebispo de Cuiabá (MT), sucede a dom Orlando Brandes, que em 2023 pediu ao papa Francisco para deixar o posto, por estar próximo dos 80 anos.
O comunicado oficial foi emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano no começo da manhã. A nota diz que o papa Leão XIV aceitou a renúncia apresentada por dom Orlando Brandes ao governo pastoral da arquidiocese de Aparecida, nomeando dom Mário como novo arcebispo metropolitano. O novo arcebispo de Cuiabá ainda será nomeado.
Quem é o novo arcebispo de Aparecida
Dom Mário Antônio, de 59 anos, é natural de Itararé, no interior de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 1991 na diocese de Jacarezinho (PR). Em 2007, foi nomeado bispo auxiliar de Manaus e, em 2015, se tornou bispo diocesano de Roraima. Desde 2022 estava à frente da arquidiocese de Cuiabá. Dom Mário foi vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no quadriênio 2019-2023 e, desde 2025, é presidente da Cáritas Brasileira, organismo da CNBB.
A arquidiocese de Aparecida é formada por cinco municípios - Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira – e composta por 18 paróquias e uma capelania militar. Em seu território também está o Santuário Nacional de Aparecida, Catedral arquidiocesana. Em mais de 60 anos de história, o santuário foi governado por dois bispos auxiliares e cinco arcebispos, sendo o último deles dom Orlando Brandes, que agora se torna bispo emérito.
A CNBB enviou agradecimento a dom Orlando pelos 10 anos em Aparecida e pelo serviço à Igreja no Brasil. Também enviou saudação a dom Mário Antônio pelo desafio que assume de estar à frente da arquidiocese de Aparecida e também zelar pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a casa da padroeira do Brasil.
Papa Francisco pedira mais tempo
De acordo com as normas da Igreja Católica, ao completar 75 anos, arcebispos e bispos devem solicitar ao papa sua renúncia. Dom Orlando havia completado a idade no dia 13 de abril de 2021 e enviou no mesmo dia a solicitação ao Vaticano. O papa Francisco recebeu o pedido, mas pediu a dom Orlando que permanecesse mais cinco anos, prorrogando sua missão como arcebispo de Aparecida até que completasse 80 anos.
Catarinense de Urubici, dom Orlando vai completar as oito décadas de vida no dia 13 de abril. Ele foi nomeado arcebispo de Aparecida pelo papa Francisco em novembro de 2016, tomando posse em janeiro de 2017 no Santuário Nacional de Aparecida.
Durante seu episcopado à frente da arquidiocese de Aparecida, dom Orlando Brandes marcou sua gestão com iniciativas pastorais e sociais. Entre elas a condução das comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017, evento que reuniu milhares de fiéis no Santuário Nacional e consolidou ainda mais o papel de Aparecida como coração mariano do Brasil. Também foi sob sua liderança que o Santuário de Aparecida iniciou o projeto “Jornada Bíblica”, iniciativa de evangelização a partir do revestimento das quatro fachadas da Basílica.
Outra marca de seu ministério em Aparecida foi o cuidado com o meio ambiente – a Casa Comum, segundo a Igreja Católica. A partir dos ensinamentos da Encíclica Laudato Si, Dom Orlando Brandes implementou diversas atividades ambientais, como a Usina Fotovoltaica São Francisco, que supre 65% do consumo de energia do complexo do santuário, e Usina de Reciclagem São Geraldo. Fonte: https://www.estadao.com.br
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Padre diz que mensagens em dossiê vazado são ‘conteúdos produzidos e manipulados’
Jean Patrik nega mensagens íntimas, se diz vítima e fala em manipulação de conteúdo. Portal RSN obteve pronunciamento do sacerdote com exclusividade
Jean Patrik é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O padre Jean Patrik se pronunciou pela primeira vez após o vazamento de um dossiê que integra um inquérito policial em andamento e que expõe conversas privadas atribuídas a ele. O documento, juntado ao processo no dia 12 de fevereiro, reúne 12 páginas com capturas de telas de diálogos por aplicativo de mensagens e registros de redes sociais.
O caso já havia sido noticiado pelo Portal RSN no último dia 11, quando a Polícia Civil confirmou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia da cidade, dentro de uma investigação que apura um suposto crime de extorsão contra o sacerdote, que é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém.
Conforme as informações apuradas à época, o companheiro de uma mulher teria acessado mensagens e imagens que indicariam um possível envolvimento afetivo e sexual entre ela e o padre. Após isso, advogados teriam procurado o sacerdote propondo um acordo extrajudicial no valor de R$ 200 mil para encerrar o conflito. A suspeita é de que as tratativas possam configurar tentativa de extorsão. O padre registrou um Boletim de Ocorrência.
O QUE MOSTRA O DOSSIÊ
O dossiê contém dezenas de prints de conversas supostamente mantidas entre o sacerdote e uma mulher. O conteúdo revela troca de mensagens de caráter íntimo, declarações afetivas e diálogos com conotação sexual explícita.
O material, no entanto, integra peça de inquérito policial em andamento. A autenticidade, o contexto e a integridade das mensagens ainda são objeto de apuração.
O QUE DIZ O PADRE
Diante da repercussão, nesta sexta (27) o Portal RSN obteve com exclusividade um pronunciamento oficial de Jean Patrik. Em nota, ele afirmou que é vítima de tentativa de chantagem financeira e que denunciou o caso às autoridades.
“Há cerca de um ano, no exercício do meu serviço pastoral, acolhi uma fiel que buscava ajuda para sair de uma situação terrível, um ciclo de sofrimento psicológico. Infelizmente, esse contexto acabou sendo distorcido e utilizado contra mim de forma maliciosa. É importante dizer que essa moça também é
inocente nessa situação.”
O padre também sustenta que conteúdos foram manipulados tecnologicamente e divulgados fora do contexto processual.
“Fui alvo de uma grave tentativa de chantagem financeira, fato que denunciei imediatamente às autoridades, recusando qualquer negociação com a mentira. Desde então, conteúdos produzidos e manipulados tecnologicamente têm sido indevidamente divulgados, inclusive fora do devido contexto processual, com a clara intenção de desinformar e ferir.”
Na nota, ele relata sofrimento emocional, diz confiar na Justiça e pede que a comunidade evite julgamentos precipitados. O sacerdote também menciona apoio do bispo diocesano e afirma que o caso está sob responsabilidade do Poder Judiciário. Fonte: https://redesuldenoticias.com.br
Bispo afasta padre Jean Patrik das funções e abre investigação canônica
Dom Amilton determina afastamento do sacerdote da Catedral de Guarapuava e instaura apuração interna enquanto Polícia Civil investiga suposta extorsão ligada a dossiê com mensagens íntimas
Um dia após o padre Jean Patrik afirmar ao Portal RSN que é vítima de chantagem e que as mensagens atribuídas a ele seriam “conteúdos produzidos e manipulados tecnologicamente”, a Diocese de Guarapuava anunciou o afastamento do sacerdote das funções pastorais.
Em comunicado divulgado neste sábado (28), a Cúria informou que o bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, determinou a abertura de investigação prévia à luz do Código de Direito Canônico para apurar os fatos e a veracidade das informações que circulam nas redes sociais.
O padre Jean Patrik é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém.
INVESTIGAÇÃO INTERNA
De acordo com a nota, Dom Amilton já havia se manifestado em 12 de fevereiro, quando o caso veio a público, afirmando acompanhar a situação “com responsabilidade pastoral e institucional”.
Após novos registros e a ampla repercussão nas redes sociais, a Diocese decidiu pelo afastamento temporário do sacerdote enquanto a apuração canônica ocorre.
“Tendo ocorrido outros registros em redes sociais, o referido sacerdote foi, então, afastado de suas funções pastorais e se instituiu uma investigação prévia à luz do Código de Direito Canônico para apurar os fatos e a veracidade de tais notícias”, diz o comunicado.
A Diocese também reafirmou “compromisso com a justiça”.
RELEMBRE O CASO
Conforme noticiado pelo Portal RSN nessa sexta (27), um dossiê que integra inquérito policial em andamento vazou nas redes sociais. O material reúne capturas de tela de conversas atribuídas ao padre com uma mulher e contém diálogos de caráter íntimo.
A Polícia Civil apura suspeita de extorsão. Segundo as informações já divulgadas, advogados teriam procurado o sacerdote propondo acordo extrajudicial no valor de R$ 200 mil para encerrar o conflito. O padre registrou Boletim de Ocorrência e sustenta que denunciou tentativa de chantagem financeira.
Em nota enviada com exclusividade ao RSN, Jean Patrik afirmou que acolheu uma fiel em situação de sofrimento psicológico e que o contexto teria sido distorcido de forma maliciosa. Ele também declarou confiar na Justiça e negou a autenticidade do conteúdo divulgado, classificando-o como manipulado.
O caso passa, agora, a tramitar em duas esferas distintas: a investigação criminal conduzida pela Polícia Civil e a apuração interna da Igreja, conforme as normas do Direito Canônico. Até o momento, a identidade da mulher mencionada no inquérito não foi divulgada oficialmente. A autenticidade, integridade e contexto das mensagens seguem sob análise das autoridades. Fonte: https://redesuldenoticias.com.br
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Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia
Inquérito foi concluído nesta sexta-feira (27) com indiciamento de homem por quatro crimes
Suspeito de 33 anos está preso preventivamente e não teve o nome divulgado

Nadia Gavanski, 82, foi encontrada morta em 21 de fevereiro no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR). Polícia Civil concluiu que ela foi vítima de violência física e sexual - Irmãs Servas de Maria Imaculada no Instagram
Curitiba
O homem suspeito de matar a freira Nadia Gavanski, 82, em Ivaí, na região central do Paraná, foi indiciado nesta sexta-feira (27) pela Polícia Civil pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
O suspeito tem 33 anos e não teve o nome divulgado, o que impossibilitou o contato da reportagem com a sua defesa. Ele está preso preventivamente.
"Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob influência de ‘vozes’", afirmou o delegado Hugo Santos Fonseca.
O crime aconteceu em 21 de fevereiro em um convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. A religiosa foi encontrada no chão com roupas parcialmente retiradas e sinais de agressão física, conforme divulgado pelas autoridades policiais.
Segundo o delegado, a conclusão de que houve estupro considerou as lesões constatadas através do laudo pericial.
O indiciamento por homicídio qualificado considera o fato de ela ser maior de 60 anos e ter limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC.
As provas reunidas, ainda segundo o delegado, incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado.
Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público vai analisar o caso.
Em uma das publicações feitas em rede social sobre a morte da freira, a congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada diz que o caso "nos confronta com uma realidade que fere tantas mulheres: a violência, o feminicídio, a dor que grita aos céus".
"Irmã Nádia, que em vida foi discreta, torna-se agora voz para tantas que não conseguem falar. Aquela que intercedia silenciosamente diante de Deus, hoje parece interceder ainda mais forte, junto d’Ele, por todas as mulheres feridas, ameaçadas, esquecidas", afirma a congregação. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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Tragédia no Paraná: Adolescente Cantor Gospel é Encontrado Sem Vida
A morte do jovem cantor gospel Pedro Henrique Desorzi, de apenas 14 anos, chocou a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná. O incidente ocorreu na última terça-feira (17), gerando grande comoção entre amigos e familiares.
A morte do adolescente Pedro Henrique Desorzi, um promissor cantor gospel de apenas 14 anos, deixou a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná, em luto. O jovem foi encontrado sem vida em sua residência na última terça-feira (17), e a triste notícia rapidamente se espalhou, provocando uma onda de comoção entre os moradores.
Pedro era conhecido por sua voz marcante e por sua dedicação à música, além de ser uma figura querida na comunidade local. Sua partida precoce trouxe à tona a fragilidade da vida e a importância de valorizar cada momento.
Amigos, familiares e admiradores estão prestando homenagens nas redes sociais, relembrando suas performances e o impacto que ele teve na vida de tantas pessoas. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas a dor pela perda de um talentoso artista jovem é palpável em Cascavel e além. Fonte: https://jornalrapidix.com.br
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Estratégia de James Talarico ensina a usar o Evangelho para defender o Estado laico dos ataques do conservadorismo evangélico
O Brasil enfrenta uma cruzada legislativa semelhante de aparelhamento do Estado laico, onde a fé é instrumentalizada para fins políticos
Deputado James Talarico durante sua campanha para o Senado dos Estados Unidos - Jose Luis Gonzalez - 21.fev.26/Reuters
É doutor em sociologia pela USP e fundador do Mapa Centrante
Um dos combates mais contundentes contra a imposição dos Dez Mandamentos nas escolas públicas do conservador estado do Texas não partiu de um militante ateu, mas de um cristão devoto. O deputado estadual democrata James Talarico votou veementemente contra a medida legislativa e, com essa postura, tem se tornado a maior dor de cabeça para a direita religiosa norte-americana.
Talarico, que além de político é aluno do seminário presbiteriano de Austin, denuncia o avanço de um nacionalismo cristão que faz uso político da religião cristã. Para o deputado, obrigar as escolas públicas a pendurar um cartaz com os Dez Mandamentos em uma sala onde sentam crianças muçulmanas, judias ou ateias é um modo de imposição da fé.
O Legislativo texano aprovou o projeto, mas juízes federais barraram a lei ao considerá-la uma violação à Primeira Emenda por promover uma religião estatal. O embate, entretanto, ajudou a projetar nacionalmente o jovem deputado democrata, e se Talarico vencer as primárias do seu partido para uma vaga no Senado, enfrentará o republicano Ken Paxton, um dos mais fervorosos apoiadores da lei dos Dez Mandamentos nas escolas públicas. A eleição será uma espécie de segundo round da disputa teológica.
James Talarico aponta a hipocrisia de um legislativo conservador que proíbe que as escolas tratem de temas relacionados à educação sexual sob o argumento de que se trata de doutrinação e agressão ao direito dos pais na orientação dos filhos. Contudo, na hora de impor mandamentos religiosos na sala de aula para crianças de todas as crenças, esses mesmos políticos decidem subitamente que a doutrinação é papel do Estado e não fere valores familiares.
O Brasil enfrenta uma cruzada legislativa muito semelhante de aparelhamento do Estado laico, onde a fé é instrumentalizada para fins políticos. Já escrevi sobre algumas dessas iniciativas: a Bíblia oficial discutida no Senado Federal, a lei de combate à cristofobia aprovada pelos vereadores de Salvador e a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a ação que solicitava a remoção de símbolos religiosos de órgãos públicos.
Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, a utilização de ações judiciais para preservar o princípio republicano da separação entre religião e Estado é frequentemente distorcida. Essas ações são transformadas em combustível para alimentar o discurso de perseguição religiosa e, sob a alegação de cristofobia, mobilizar o voto conservador.
Diante desse modus operandi da direita religiosa, a estratégia de James Talarico chama a atenção. Ele combate o nacionalismo cristão não apenas evocando a frieza da Constituição, mas empunhando o próprio Evangelho de Jesus.
Segundo Talarico, uma lei que impõe dogmas religiosos aos outros é idólatra, arrogante e profundamente anticristã. A religião que usa o Estado para impor suas crenças, de acordo com ele, é uma religião morta, que abandonou o mandamento de liderar pelo exemplo e trocou o amor ao próximo pela coerção religiosa por meio do poder estatal.
Talarico tem mostrado que o antídoto contra o uso político da religião não é evitar o debate sobre política e religião, mas aprofundar a discussão em termos teológicos e destacar o exemplo de Jesus. O jovem deputado enfatiza que a separação entre Igreja e Estado foi historicamente defendida pelos próprios cristãos que buscavam refúgio de regimes teocráticos.
A atuação de Talarico no debate público ensina que a salvação do Estado laico não se dá fugindo do debate religioso, mas sim demonstrando, com firmeza, que impor a fé pela força estatal é a ofensa mais grave que se pode cometer contra a própria religião.
Talarico tem sido eficaz, utilizando argumentos extraídos do próprio cristianismo, para evidenciar que governos que assumem a responsabilidade de promover uma religião são prejudiciais à democracia e nocivos à liberdade religiosa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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Pedro Ribeiro era natural de Murça, em Portugal, e atuava na Igreja São Jorge, no bairro Portão

Com informações de João Frigério | 25/02/2026 às 14:59 | 2 min de leitura
O padre Pedro Ribeiro, da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, foi encontrado morto dentro da do terreno da igreja nesta quarta-feira (25). Ele era natural de Murça, em Portugal.
Segundo testemunhas, o padre deixou uma carta de despedida. A notícia se espalhou entre fiéis e integrantes da comunidade católica da Capital. Fonte: https://www.bemparana.com.br
Padre Morto em Igreja de Curitiba
25 de fevereiro de 2026 | Com informações de fontes diversas
Comunidade Católica em Luto: Padre Encontrado Sem Vida na Igreja São Jorge
Um clima de comoção tomou conta da comunidade da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, com a notícia do falecimento do padre Pedro Ribeiro. O religioso, de origem portuguesa, foi encontrado sem vida nas dependências da igreja nesta quarta-feira.
Pedro Ribeiro, nascido em Murça, Portugal, era uma figura conhecida e estimada entre os fiéis que frequentavam a Igreja São Jorge. Sua atuação pastoral na paróquia do bairro Portão o aproximou de centenas de pessoas que agora lamentam sua partida.
A descoberta do corpo ocorreu na manhã desta quarta-feira, gerando apreensão e tristeza na comunidade local. Detalhes sobre as circunstâncias exatas do ocorrido estão sendo apurados pelas autoridades competentes.
Reflexões sobre Saúde Mental e Apoio Comunitário
O caso reacende o debate sobre a importância da saúde mental, especialmente entre líderes religiosos que frequentemente lidam com os dilemas e angústias de seus fiéis. A pressão e as responsabilidades inerentes ao ministério podem, em alguns casos, ocultar sofrimentos individuais.
É fundamental que a sociedade como um todo amplie o acesso a recursos de apoio psicológico e crie ambientes onde a vulnerabilidade possa ser expressa sem estigma. A solidariedade e a escuta ativa tornam-se ferramentas indispensáveis nesse contexto.
A mensagem de despedida deixada pelo padre, segundo relatos, sugere um momento de profunda reflexão sobre as batalhas internas que muitas vezes não são visíveis. Essa informação, embora sensível, ressalta a necessidade de estarmos atentos aos sinais de sofrimento em nosso entorno.
O apoio da comunidade e de instituições especializadas pode fazer a diferença na vida de pessoas em sofrimento psíquico. A disponibilidade de canais de ajuda é um passo crucial para mitigar crises e oferecer esperança. Fonte: https://soudebalsa.com.br
Nota da Diocese de Guarapuava
A Diocese de Guarapuava manifesta sua solidariedade aos Padres Marianos e aos familiares do padre Pedro Luis Vilela Ribeiro por ocasião de sua Páscoa definitiva.
Padre Pedro foi religioso professo e, atualmente, residia na Casa Provincial, em Curitiba. Em sua caminhada vocacional, realizou experiência na Diocese de Guarapuava, na Paróquia Santo Antônio, em Manoel Ribas, como noviço na Congregação.
A Diocese agradece pela sua breve, porém significativa presença entre nós, marcada pelo testemunho de fé, dedicação e participação na vida pastoral, especialmente na comunidade de Manoel Ribas.
Unidos na esperança da Ressurreição, elevamos nossas orações em sufrágio de sua alma e pedimos ao Senhor que o acolha em sua infinita misericórdia.
Guarapuava, 25 de fevereiro de 2026.
✠ Dom Amilton Manoel da Silva
Bispo Diocesano de Guarapuava
Fonte: Facebook- Diocese de Guarapuava
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