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Pedro Ribeiro era natural de Murça, em Portugal, e atuava na Igreja São Jorge, no bairro Portão

Com informações de João Frigério | 25/02/2026 às 14:59 | 2 min de leitura
O padre Pedro Ribeiro, da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, foi encontrado morto dentro da do terreno da igreja nesta quarta-feira (25). Ele era natural de Murça, em Portugal.
Segundo testemunhas, o padre deixou uma carta de despedida. A notícia se espalhou entre fiéis e integrantes da comunidade católica da Capital. Fonte: https://www.bemparana.com.br
Padre Morto em Igreja de Curitiba
25 de fevereiro de 2026 | Com informações de fontes diversas
Comunidade Católica em Luto: Padre Encontrado Sem Vida na Igreja São Jorge
Um clima de comoção tomou conta da comunidade da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, com a notícia do falecimento do padre Pedro Ribeiro. O religioso, de origem portuguesa, foi encontrado sem vida nas dependências da igreja nesta quarta-feira.
Pedro Ribeiro, nascido em Murça, Portugal, era uma figura conhecida e estimada entre os fiéis que frequentavam a Igreja São Jorge. Sua atuação pastoral na paróquia do bairro Portão o aproximou de centenas de pessoas que agora lamentam sua partida.
A descoberta do corpo ocorreu na manhã desta quarta-feira, gerando apreensão e tristeza na comunidade local. Detalhes sobre as circunstâncias exatas do ocorrido estão sendo apurados pelas autoridades competentes.
Reflexões sobre Saúde Mental e Apoio Comunitário
O caso reacende o debate sobre a importância da saúde mental, especialmente entre líderes religiosos que frequentemente lidam com os dilemas e angústias de seus fiéis. A pressão e as responsabilidades inerentes ao ministério podem, em alguns casos, ocultar sofrimentos individuais.
É fundamental que a sociedade como um todo amplie o acesso a recursos de apoio psicológico e crie ambientes onde a vulnerabilidade possa ser expressa sem estigma. A solidariedade e a escuta ativa tornam-se ferramentas indispensáveis nesse contexto.
A mensagem de despedida deixada pelo padre, segundo relatos, sugere um momento de profunda reflexão sobre as batalhas internas que muitas vezes não são visíveis. Essa informação, embora sensível, ressalta a necessidade de estarmos atentos aos sinais de sofrimento em nosso entorno.
O apoio da comunidade e de instituições especializadas pode fazer a diferença na vida de pessoas em sofrimento psíquico. A disponibilidade de canais de ajuda é um passo crucial para mitigar crises e oferecer esperança. Fonte: https://soudebalsa.com.br
Nota da Diocese de Guarapuava
A Diocese de Guarapuava manifesta sua solidariedade aos Padres Marianos e aos familiares do padre Pedro Luis Vilela Ribeiro por ocasião de sua Páscoa definitiva.
Padre Pedro foi religioso professo e, atualmente, residia na Casa Provincial, em Curitiba. Em sua caminhada vocacional, realizou experiência na Diocese de Guarapuava, na Paróquia Santo Antônio, em Manoel Ribas, como noviço na Congregação.
A Diocese agradece pela sua breve, porém significativa presença entre nós, marcada pelo testemunho de fé, dedicação e participação na vida pastoral, especialmente na comunidade de Manoel Ribas.
Unidos na esperança da Ressurreição, elevamos nossas orações em sufrágio de sua alma e pedimos ao Senhor que o acolha em sua infinita misericórdia.
Guarapuava, 25 de fevereiro de 2026.
✠ Dom Amilton Manoel da Silva
Bispo Diocesano de Guarapuava
Fonte: Facebook- Diocese de Guarapuava
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Religiosa de 82 anos foi vítima de homicídio neste sábado (21); crime ocorreu no convento em Ivaí/PR, p e causou grande comoção na comunidade.
A freira morta no município de Ivaí foi identificada como Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, integrante da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada. O crime foi registrado neste sábado, 21 de fevereiro de 2026.
De acordo com as informações apuradas até o momento, a religiosa foi morta com um pedaço de madeira dentro do convento onde residia. As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas pelas autoridades policiais.
Possivelmente o homem, que foi preso pela PM, teria invadido o local para realizar um furto, encontrando a vítima e agredindo-a.
Conforme nota de falecimento divulgada pela congregação, Ir. Nadia nasceu em 18 de maio de 1943 e dedicou sua vida à fé e ao serviço religioso. Sua morte gerou forte comoção entre fiéis, moradores e membros da comunidade religiosa.
A nota traz a seguinte mensagem bíblica:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.”
(Jo 11,25-26)
As informações serão atualizadas assim que for divulgado o boletim oficial da Polícia Militar.
Colaboração: Kiko de Oliveira
Imagem Rede Social da instituição
Fonte: www.alvoradanoar.com.br
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Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)
A Quaresma é um tempo de conversão e de preparação à Páscoa do Senhor. No Brasil nós temos um tema muito importante, que diz respeito à nossa relação social da fé e da caridade, e está sendo aprofundado, estudado nos grupos, nas assembléias, que é o da Campanha da Fraternidade sobre Moradia e Fraternidade. O seu lema é: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Jesus se encarnou na realidade humana e assumiu tudo o que é humano, para dar a todas as pessoas a redenção, a salvação. A Igreja antiga colocou a importância da Quaresma, como período de quarenta dias sendo um período de ascese à Páscoa1, de conversão, de vida nova para o Senhor Ressuscitado dentre os mortos, como primícias de nossa vida futura. A Igreja antiga convocava a todas as pessoas às práticas caritativas.
Como é que foi a quaresma?
Segundo Eusébio de Cesareia e também Santo Atanásio, a Quaresma era um período de seis semanas incluída também a própria semana santa, um período de ascese que dizia respeito ao jejum, orações, práticas de caridade e acolhida de pessoas estrangeiras2. Aqui entra a importância da Campanha da Fraternidade deste ano que diz também respeito às pessoas que vinham de outras localidades, países para serem acolhidas e a palavra de Jesus que diz: “Eu era estrangeiro e vós me acolhestes” (Mt 25,35).
A sua observância
Segundo alguns estudiosos da Igreja antiga a Quaresma estava sendo observada, assumida a partir da Epifania do Senhor. Ela estava em profunda imitação de Jesus Cristo, que apenas batizado, foi no deserto, para preparar-se para a missão evangelizadora, como Enviado do Pai para a humanidade(cfr. Mt 4, 1-11). A Quaresma era concluída com o batismo e outros sacramentos da Iniciação à Vida Cristã, conferidos aos catecúmenos e às catecúmenas em unidade em a Páscoa do Senhor3. Para outras pessoas a Quaresma foi um período de jejum surgido nos séculos III e IV e oficializada em Nicéia, no ano de 325, por sua natureza ligada à festa móvel da Páscoa4.
O número quarenta
Santo Agostinho convidava o povo de Deus a viver bem os quarenta dias antes da Páscoa com atitudes de humildade, de amor ao próximo, para viver em comunhão com a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. O mistério que se celebrava no número quarenta foi porque o próprio Senhor jejuou durante este tempo após o seu batismo. Em comunhão com os catecúmenos, sendo as pessoas que iriam ser batizadas, o Bispo de Hipona convidava as pessoas cristãs também a jejuar e praticar obras de caridade neste período tão importante da vida cristã5.
O tempo da Quaresma
Santo Agostinho também afirmava ao seu povo a necessidade de oferecer a Deus obras que estivessem de acordo com o período especial da Quaresma. Ele tinha presentes a oração, o jejum, a esmola, conforme o Senhor recomendou no evangelho de Mateus, para que tudo se realizasse na maior descrição, e o Pai do céu que vê o que é secreto, dará a recompensa para os seus filhos e filhas (cfr. Mt ). A cada ano havia uma repetição da solenidade da Quaresma na qual Cristo Senhor sofreu por nós na sua única morte. Há uma perpétua memória de sua Paixão, Morte e Ressurreição6.
Ele veio morar entre nós (Jo 1,14)
É o lema que nós refletimos neste período da Quaresma proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da qual nós estamos unidos e fazemos parte da Igreja do Senhor. Jesus se encarnou na realidade humana, assumindo tudo o que é próprio do ser humano, menos o pecado. Ele nos redimiu dos pecados, venceu a morte e está vivo para nós lutarmos por moradia digna, com políticas públicas que ajudem a todas as pessoas terem uma casa, um local onde possam viver bem e atuar em favor do Senhor, de seu Reino.
Se a Igreja antiga com os seus pastores exortavam na Quaresma obras de jejum, de oração e de caridade conforme a Palavra do Senhor, hoje a Igreja exorta à práticas de vida, em unidade com as pessoas sofredoras, para que tenham terra, teto, trabalho. Nós somos chamados a viver bem o período da Quaresma em profunda unidade com o Senhor e com todas as pessoas que necessitam de moradia digna, aqui e agora, e um dia na eternidade. Fonte: https://www.cnbb.org.br
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A influenciadora Luana Ferreira relatou o caso vivido pela sua primogênita de 12 anos, que foi repreendida ao não querer participar de uma oração em sala de aula. A Marie Claire, ela fala sobre o episódio e lamenta os ataques recebidos nas redes sociais

Por Bruna Liu
Redação Marie Claire — de São Paulo (SP)
A influenciadora Luana Cristina Ferreira, de 29 anos, decidiu criar os filhos, Ana, 12, e Davi, 8, com liberdade para escolherem a própria crença. Como não tem uma religião, ela optou por também não os direcionar a nenhuma doutrina específica. “Não seguimos o estudo bíblico, mas procuro sempre ensinar para eles sobre o que é ter moral”, contou em entrevista a Marie Claire.
Dentro de casa, a catarinense não transmite valores cristãos como regra, mas aborda a religião de forma ampla, como parte da cultura e da formação social. “O que eu faço, tanto para o Davi quanto para a Ana, é ensinar sobre religiões como cultura”, explica. As conversas surgem espontaneamente, a partir das curiosidades dos próprios filhos. “Eles perguntam: ‘Mãe, tal religião, como funciona?’ E eu conto o que eu sei.”
Foi por isso que a mãe se surpreendeu ao saber que a filha foi repreendida por não querer se levantar para rezar o “Pai-Nosso”, tradicional oração católica. Na escola onde estuda, uma instituição pública em Joinville (SC), a prática acontece com frequência. Pela Constituição Federal (arts. 5º, VI, e 19, I) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (art. 33), manifestações religiosas em escolas públicas só são permitidas quando partem de iniciativa voluntária e individual dos alunos e não podem ser impostas.
Segundo a mãe, a oração foi conduzida durante uma aula que não tinha relação com ensino religioso, e a adolescente acabou sendo encaminhada à secretaria e, em seguida, para a psicóloga do colégio, por se recusar a participar.
Quando Luana pediu esclarecimentos, a coordenação afirmou que a professora teria se sentido desrespeitada pela postura da aluna. A mãe, porém, contestou: “Vocês acham que a minha filha não se sentiu desrespeitada ao ser tirada da sala por não ter religião? Eu sempre falo para meus filhos: a escola não é lugar de prática religiosa. Vocês aprenderem sobre ensino religioso, cultura e história, tudo bem. Mas não práticas de orar, rezar.”
De acordo com a mãe, a escola também afirmou que Ana não foi encaminhada à psicóloga por ter se recusado a rezar, mas porque não havia outro adulto responsável disponível para conversar com a estudante naquele momento. “Ela levantou essa questão de que a professora era mais idosa, mas que não justificava o fato de que a Ana também deveria ter sido respeitada”, afirmou.
Ainda que a profissional tenha acolhido a aluna, a instituição argumentou que o "Pai-Nosso" era uma oração universal. “Eu falei para eles que, para quem não tem religião, não é”, rebateu Luana. O confronto fez com que a escola mudasse o padrão na atividade diária.
“A direção resolveu nas entrelinhas, falando que não iriam mais fazer a prática religiosa. Agora, a medida que tomaram foi fazer um ‘agradecimento geral’. A professora deixa cada aluno agradecer ao universo, a Deus, pelo dia.”
Por conta da resolução, a mãe decidiu não tomar nenhuma medida judicial. A adolescente também preferiu continuar estudando na mesma escola. “Ela ficou tachada como ‘a menina sem religião’ pelos outros alunos por um tempo, gerou um burburinho, mas ela não quer sair de lá por conta das amizades”, justificou.
Mãe foi criticada nas redes sociais
O acontecimento compartilhado por Luana no fim do ano passado em suas redes sociais, viralizou. Ela contou que, a princípio, não tinha intenção de expor a situação. “A escola ficou meio desconfiada quando descobriu que eu era influencer”, lembra.
A decisão surgiu após acompanhar um episódio envolvendo outra situação de intolerância religiosa. Em novembro, ganhou repercussão o caso de um pai que acionou a polícia após uma criança de quatro anos desenhar um orixá em uma atividade, parte de uma proposta pedagógica dentro do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena.
“Começou a circular essa questão e eu citei no vídeo: se a professora na situação com a minha filha fosse de uma religião de matriz africana, as pessoas estariam indignadas. Mas como foi uma religião cristã, foi relevado.”
Sobre lidar com a repercussão, Luana admite que se preocupou com a imagem pública e os julgamentos que poderia enfrentar. “Ainda se tem aquela ideia de que não ter religião é ser uma pessoa ruim. Eu sou ateia, mas nunca me denomino desse jeito publicamente porque as pessoas imaginam que sou a pior pessoa do mundo.”
A influenciadora relata que foi alvo de ataques por conta de sua aparência. “Fui taxada como diabólica. Ligaram a minha ética ao fato de eu ter cabelo pintado e usar piercing. Acham que uma pessoa assim não é um exemplo de mãe”, lamenta.
“Nada disso define caráter. O que define é respeito. E respeito é justamente o que faltou quando tentaram obrigar uma criança a participar de algo que não faz parte da nossa criação. Minha filha tem voz, tem escolha e tem direito e aparência nenhuma muda isso”, conclui. Fonte: https://revistamarieclaire.globo.com
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Presente foi encaminhado por advogado que teve audiência com pontífice no Vaticano
Na ocasião, brasileiro entregou carta de padre Júlio ao líder da Igreja Católica

Mônica Bergamo
O papa Leão 14 enviou ao padre Júlio Lancellotti um rosário com a medalha oficial do seu papado. Os objetos foram encaminhados por meio do advogado Raphael Costa, que teve uma audiência com o pontífice no final de semana.
Amigo do padre Júlio, Raphael esteve no Vaticano para participar de eventos comemorativos aos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. No encontro com o papa, ele aproveitou para entregar ao papa uma carta escrita pelo pároco brasileiro.
"Na hora de entregar, eu fiz um breve relato de todo o trabalho social realizado pelo padre Júlio na Pastoral do Povo da Rua. O papa disse que já tinha ouvido falar da atuação do pároco e me pediu para encaminhar o rosário para ele", relata o advogado. Ele avalia que o presente é uma forma de Leão 14 demonstrar apoio simbólico ao trabalho do religioso no Brasil.
No fim do ano passado, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, 76, determinou que padre Júlio não transmitisse mais missas ao vivo e suspendeu todas as suas atividades em redes sociais.
Além disso, a Arquidiocese de São Paulo ordenou uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, que é liderada pelo religioso há 40 anos.
À coluna, padre Júlio preferiu não revelar o conteúdo do texto enviado por se tratar, segundo ele, de uma carta pessoal. Ele afirmou também que se surpreendeu com o que chamou de "gesto de atenção" de Leão 14.
"É uma praxe do papa entregar um rosário para quem o visita. O que não esperava é que enviasse um pra mim também", diz.
Padre Júlio ainda não recebeu o rosário das mãos de Raphael. O advogado voltou para o Rio de Janeiro, onde mora, na terça (3), e disse que vai tentar fazer isso o mais breve possível.
Em 2015, padre Júlio foi surpreendido ao receber o solidéu do papa Francisco, também enviado por intermédio de um amigo.
"Eu tinha enviado para ele fotos e presentes da população de rua [que atendemos aqui], o papa pegou terços, medalhinhas e santinhos para nos enviar. Mas ele disse que queria mandar algo dele, algo que fosse pessoal. E pegou o solidéu e disse: 'Leve para o padre Júlio e entrega para ele como um gesto de carinho. Quem tocar ele [o solidéu] está apertando a minha mão'", relembrou o religioso em entrevista à coluna, no ano passado. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou pesar pela morte de 15 pessoas, vítimas de acidente de ônibus em São João da Tapera, no Sertão de Alagoas, na manhã desta terça-feira. O grupo retornava da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na diocese de Crato (CE).
Os bispos demonstraram solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas, e também aos bispos diocesanos de Crato, dom Magnus Henrique Lopes, e de Penedo, a diocese de origem dos fiéis, dom Valdemir Ferreira dos Santos.
Confira a mensagem na íntegra:
Nota de pesar pelas vítimas do acidente com romeiros da Romaria de Nossa Senhora das Candeias
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta profundo pesar e solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas do trágico acidente ocorrido com fiéis que retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na Diocese do Crato.
Neste momento de dor e comoção, unimo-nos em oração confiando à infinita misericórdia de Deus todos aqueles que perderam a vida. Pedimos ao Senhor que conceda conforto, esperança e fortaleza aos familiares e a todos os que choram esta perda tão dolorosa.
Que Nossa Senhora das Candeias, luz que ilumina o caminho do povo de Deus, interceda por todos, envolvendo com seu amor materno as famílias enlutadas e sustentando a fé das comunidades atingidas por esta tragédia.
A Presidência da CNBB permanece unida, em comunhão fraterna e oração, ao bispo diocesano de Crato (CE), dom Magnus Henrique Lopes, OFM, ao bispo diocesano de Penedo (AL), dom Valdemir Ferreira dos Santos, aos que sofrem, familiares, amigos e a todos os que foram afetados por este acontecimento.
Em Cristo,
Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB
Fonte: https://www.cnbb.org.br
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Acidente aconteceu em um posto do bairro Jardim Pérola. O carro era conduzido por um jovem de 21 anos, sem habilitação, que relatou à Polícia Militar ter assumido a direção porque o padre havia consumido bebida alcoólica e cocaína.
Por Caroline Del Piero, g1 Vales de MG
Um padre da cidade de Marilac foi detido na manhã deste domingo (1º) após um acidente em um posto de combustíveis no bairro Jardim Pérola, em Governador Valadares.
Segundo a Polícia Militar, o carro em que ele estava atingiu uma bomba de álcool e diesel, provocando danos na estrutura do estabelecimento.
O motorista do veículo, um jovem de 21 anos, sem habilitação, também foi detido.
O padre, de 49 anos, também apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM, mas recusou fazer o teste do bafômetro.
Um padre da cidade de Marilac foi detido na manhã deste domingo (1) após um acidente em um posto de combustíveis no bairro Jardim Pérola, em Governador Valadares. Segundo a Polícia Militar, o carro em que ele estava atingiu uma bomba de álcool e diesel, provocando danos na estrutura do estabelecimento. O motorista do veículo, um jovem de 21 anos, sem habilitação, também foi detido.
De acordo com a Polícia Militar, funcionários do posto relataram que dois homens chegaram ao local por volta das 5h, em um carro. Em determinado momento, um deles — identificado posteriormente como o padre — desceu do veículo e deitou no chão. O outro ocupante assumiu a direção e deixou o local.
Minutos depois, ainda segundo a PM, o motorista retornou de forma descontrolada, entrou na área do posto e bateu contra uma das bombas de combustível. Em seguida, ele fugiu do local.
Enquanto uma equipe policial colhia informações no posto, outra viatura encontrou o veículo estacionado sobre uma calçada, com a parte dianteira danificada e um dos pneus estourado. O condutor foi encontrado dormindo dentro do carro, segurando uma garrafa de bebida alcoólica.
Os militares relataram que o jovem apresentava sinais evidentes de embriaguez, como hálito etílico, fala desconexa, olhos avermelhados e dificuldade para caminhar. Ele aceitou realizar o teste do etilômetro, que apontou 1,03 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito. Também foi constatado que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação.
O padre, de 49 anos, também apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM, mas recusou fazer o teste do bafômetro. Ele informou apenas que é pároco em Marilac e não conseguiu fornecer outras informações no momento da abordagem. O veículo envolvido no acidente está registrado em nome da Diocese de Governador Valadares.
Ainda conforme a polícia, o religioso já havia sido citado em uma ocorrência anterior, registrada em 2016, relacionada a uso de drogas.
Em depoimento aos policiais, o motorista afirmou que os dois estavam em um bar no bairro Jardim Pérola antes do acidente e que assumiu a direção porque o padre teria consumido bebida alcoólica e cocaína.
O jovem foi levado ao Hospital Municipal e, posteriormente, à delegacia, por conduzir veículo sob efeito de álcool e sem habilitação. O padre foi detido por permitir que pessoa não habilitada conduzisse o automóvel. O veículo foi removido ao pátio credenciado. Fonte: https://g1.globo.com
NOTA DE ESCLARECIMENTO – DIOCESE DE GOVERNADOR VALADARES

A Diocese de Governador Valadares vem a público esclarecer que, em razão do fato ocorrido no dia 1º de fevereiro, envolvendo o então pároco da Paróquia Santa Luiza de Marilac, o referido sacerdote foi imediatamente afastado de suas funções ministeriais e removido do ofício paroquial.
A Diocese esclarece que o fato registrado refere-se a um incidente de trânsito e infrações correlatas.
Por determinação do Bispo Diocesano, foi instaurado o competente procedimento canônico, conforme prevê o Direito da Igreja, a fim de proceder à devida apuração dos fatos e aos encaminhamentos cabíveis.
A Diocese ressalta que os atos praticados por qualquer clérigo, no âmbito de sua responsabilidade pessoal, civil e penal, não representam nem refletem as diretrizes, os valores ou a missão desta Igreja Particular, a qual orienta sua ação pastoral pela fidelidade às Sagradas Escrituras, às normas do Direito Canônico e ao pleno respeito à legislação civil vigente.
Reafirmando seu compromisso com o cuidado pastoral e o zelo pelo Povo de Deus, a Diocese assegura que o caso será tratado com seriedade, prudência, transparência e responsabilidade, respeitando-se os trâmites legais e canônicos necessários.
Governador Valadares, 2 de fevereiro de 2026.
Diocese de Governador Valadares
Fonte: Instagram @diocesevaladares
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O Dia Mundial da Vida Consagrada é celebrado anualmente em 2 de fevereiro pela Igreja Católica. Esta data coincide com a Festa da Apresentação do Senhor e foi instituída em 1997 por São João Paulo II. O objetivo principal é reconhecer e agradecer a dedicação de homens e mulheres que consagram suas vidas a Deus, seguindo os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Além disso, a celebração visa promover uma reflexão mais profunda sobre o papel da vida consagrada na Igreja e no mundo contemporâneo.
A iniciativa de estabelecer um dia específico para celebrar a vida consagrada surgiu no contexto do pontificado de São João Paulo II. Em 1997, ele instituiu o Dia Mundial da Vida Consagrada, escolhendo a data de 2 de fevereiro para essa celebração. A escolha dessa data não foi aleatória; ela coincide com a Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida como Festa das Candeias, ou de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária ou Nossa Senhora das Candeias, que simboliza Cristo como a luz que ilumina as nações. Essa associação ressalta o papel dos consagrados como portadores da luz de Cristo no mundo.
A Festa da Apresentação do Senhor comemora o episódio bíblico em que Maria e José apresentam o menino Jesus no Templo, conforme a tradição judaica. Nesta ocasião, Simeão proclama Jesus como “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32). Ao associar o Dia Mundial da Vida Consagrada a esta festa, a Igreja destaca a missão dos consagrados de serem luz no mundo, testemunhando os valores do Evangelho e dedicando-se ao serviço do próximo.
O Dia Mundial da Vida Consagrada tem múltiplos objetivos:
Ação de Graças: Agradecer a Deus pelo dom da vida consagrada e pelo testemunho daqueles que dedicam suas vidas ao serviço do Reino.
Promoção da Vida Consagrada: Incentivar a apreciação e o reconhecimento da importância da vida consagrada dentro da comunidade cristã.
Reflexão e Renovação: Proporcionar aos consagrados uma oportunidade para refletirem sobre seu compromisso e renovarem seu zelo missionário.
Sensibilização Vocacional: Despertar nas comunidades a consciência sobre a necessidade de orar e apoiar novas vocações para a vida consagrada.
A vida consagrada é uma forma especial de seguimento de Cristo, caracterizada pela profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Os consagrados podem pertencer a diferentes formas de vida, como institutos religiosos, sociedades de vida apostólica, institutos seculares, entre outros. Independentemente da forma específica, todos compartilham o compromisso de testemunhar o Evangelho de maneira radical e de servir à Igreja e ao mundo através de diversas obras apostólicas, educativas, caritativas e contemplativas.
Quero, de maneira muito efusiva, agradecer o testemunho e o valioso trabalho de todos os religiosos, religiosas, consagrados e consagradas em nossa amada arquidiocese. Deus recompense sua ação evangelizadora!
O Dia Mundial da Vida Consagrada é uma ocasião especial para toda a Igreja reconhecer e celebrar o dom da vida consagrada. É um momento para agradecer a Deus pelo testemunho daqueles que, através de sua consagração, refletem a luz de Cristo no mundo. Além disso, é uma oportunidade para renovar o compromisso de apoiar e promover essa forma de vida, essencial para a vitalidade e missão da Igreja no mundo contemporâneo.
Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte: https://arqrio.org.br
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Marcos 4, 21-25)
Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça". 24Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem".
- Palavra da Salvação.
3) Reflexão
A lâmpada que ilumina. Naquele tempo, não havia luz elétrica. Imagine o seguinte. A família está em casa. Começa a escurecer. O pai levanta, pega a lamparina, acende e coloca debaixo de um caixote ou debaixo de uma cama. O que os outros vão dizer? Vão gritar: “Pai! Coloca na mesa!” Esta é a história que Jesus conta. Ele não explica. Apenas diz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! A Palavra de Deus é a lâmpada a ser acesa na escuridão da noite. Enquanto estiver dentro do livro fechado da Bíblia, ela é como a lamparina debaixo do caixote. Quando ligada à vida e vivida em comunidade, ela é colocada na mesa e ilumina!
Prestar atenção aos preconceitos. Jesus pede aos discípulos para tomar consciência dos preconceitos com que escutam o ensinamento que ele oferece. Devemos prestar atenção nas idéias com que olhamos para Jesus! Se a cor dos óculos é verde, tudo aparece verde. Se for azul, tudo será azul! Se a idéia com que eu olho para Jesus for errada, tudo o que penso sobre Jesus estará ameaçado de erro. Se eu acho que o messias deve ser um rei glorioso, não vou entender nada do que Jesus ensina e vou entender tudo errado.
Parábolas: um novo jeito de ensinar e de falar sobre Deus. O jeito de Jesus ensinar era, sobretudo, através de parábolas. Ele tinha uma capacidade muito grande de encontrar imagens bem simples para comparar as coisas de Deus com as coisas da vida que o povo conhecia e experimentava na sua luta diária pela sobrevivência. Isto supõe duas coisas: estar por dentro das coisas da vida, e estar por dentro das coisas do Reino de Deus.
O ensino de Jesus era diferente do ensino dos escribas. Era uma Boa Nova para os pobres, porque Jesus revelava um novo rosto de Deus, no qual o povo se re-conhecia e se alegrava. “Pai, eu te agradeço, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado! (Mt 11,25-28)”.
4) Para um confronto pessoal
1) Palavra de Deus, lâmpada que ilumina. Qual o lugar que a Bíblia ocupa em minha vida? Qual a luz que dela recebo?
2) Qual a imagem de Jesus que está em mim? Quem é Jesus para mim, e quem sou eu para Jesus?
5) Oração final
Busquei o SENHOR e ele respondeu-me e de todo temor me livrou. Olhai para ele e ficareis radiantes, vossas faces não ficarão envergonhadas. (Sal 33, 5-6)
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
3) Reflexão (Marcos 4,1-20)
Sentado num barco, Jesus ensina o povo. Nestes versos, Marcos descreve o jeito que Jesus tinha de ensinar o povo: na praia, sentado no barco, muita gente ao redor para escutar. Jesus não era uma pessoa estudada (Jo 7,15). Não tinha freqüentado a escola superior de Jerusalém. Vinha do interior, da roça, de Nazaré. Era um desconhecido, meio camponês, meio artesão. Sem pedir licença às autoridades, começou a ensinar o povo. Falava tudo diferente. O povo gostava de ouvi-lo.
Por meio das parábolas, Jesus ajudava o povo a perceber a presença misteriosa do Reino nas coisas da vida. Uma parábola é uma comparação. Ela usa as coisas conhecidas e visíveis da vida para explicar as coisas invisíveis e desconhecidas do Reino de Deus. Por exemplo, o povo da Galileia entendia de semente, de terreno, chuva, sol, sal, flores, colheita, pescaria, etc. Ora, são exatamente estas coisas conhecidas do povo que Jesus usa nas parábolas para explicar o mistério do Reino.
A parábola da semente retrata a vida do camponês. Naquele tempo, não era fácil viver da agricultura. O terreno tinha muita pedra. Muito mato. Pouca chuva, muito sol. Além disso, muitas vezes, o povo encurtava estrada e, passando no meio do campo, pisava nas plantas (Mc 2,23). Mesmo assim, apesar de tudo isso, todo ano, o agricultor semeava e plantava, confiando na força da semente, na generosidade da natureza.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Jesus começou a parábola dizendo: “Escutem!” (Mc 4,3). Agora, no fim, ele termina dizendo: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” O caminho para chegar ao entendimento da parábola é a busca: “Tratem de entender!” A parábola não entrega tudo pronto, mas leva a pensar e faz descobrir a partir da própria experiência que os ouvintes têm da semente. Provoca a criatividade e a participação. Não é uma doutrina que já vem pronta para ser ensinada e decorada. A Parábola não dá água engarrafada, mas entrega a fonte. O agricultor que escutou, diz: “Semente no terreno, eu sei o que é! Mas Jesus diz que isso tem a ver com o Reino de Deus. O que seria?” E aí você pode imaginar as longas conversas do povo! A parábola mexe com o povo e leva a escutar a natureza e a pensar na vida.
Jesus explica a parábola aos discípulos. Em casa, a sós com Jesus, os discípulos querem saber o significado da parábola. Eles não entenderam. Jesus estranhou a ignorância deles (Mc 4,13) e respondeu por meio de uma frase difícil e misteriosa. Ele diz aos discípulos: “A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus. Aos de fora, porém, tudo acontece em parábolas, para que vendo não vejam, ouvindo não ouçam e para que não se convertam e não sejam salvos!”. Esta frase faz a gente se perguntar: Afinal, a parábola serve para que? Para esclarecer ou para esconder? Será que Jesus usa parábolas, para que o povo continue na ignorância e não chegue a se converter? Certamente que não! Pois em outro lugar Marcos diz que Jesus usava parábolas “conforme a capacidade dos ouvintes” (Mc 4,33)
Parábola revela e esconde ao mesmo tempo! Revela para “os de dentro”, que aceitam Jesus como Messias Servidor. Esconde para os que insistem em ver nele o Messias, Rei grandioso. Estes entendem as imagens da parábola, mas não chegam a entender o seu significado.
A explicação da parábola, parte por parte. Uma por uma, Jesus explica as partes da parábola, desde a semente e o terreno até a colheita. Alguns estudiosos acham que esta explicação foi acrescentada depois. Ela seria de alguma comunidade. É bem possível. Pois dentro do botão da parábola está a flor da explicação. Botão e flor, ambos têm a mesma origem que é Jesus. Por isso, nós também podemos continuar a reflexão e descobrir outras coisas bonitas dentro da parábola. Certa vez, alguém perguntou numa comunidade: “Jesus falou que devemos ser sal. Para que serve o sal?” Discutiram e, no fim, encontraram mais de dez finalidades diferentes para o sal! Aí foram aplicar tudo isto à vida da comunidade e descobriram que ser sal é difícil e exigente. A parábola funcionou! O mesmo vale para a semente. Todo mundo tem alguma experiência de semente.
4) Para um confronto pessoal
1) Qual a experiência que você tem de semente? Como ela te ajuda a entender melhor a Boa Nova
2) Que terreno eu sou?
5) Oração final
Busquei o SENHOR e ele respondeu-me e de todo temor me livrou. Olhai para ele e ficareis radiantes, vossas faces não ficarão envergonhadas. (Sal 33, 5-6)
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Com católicos no governo, Trump buscou aproximação, mas pauta migratória empurrou a Igreja para a linha de frente da resistência
Mais de 100 religiosos de diferentes denominações cristãs foram presos enquanto participavam dos protestos em Minneapolis

Manifestantes contrários ao serviço de imigração Estados Unidos durante protesto pela morte do enfermeiro Alex Pretti na semana passada - Octavio Jones/AFP
Professor de antropologia da UFRJ, é membro da Academia Brasileira de Ciências
Padres, freiras e bispos católicos têm participado ativamente dos protestos contra a política de deportação dos Estados Unidos. O fato não é por acaso. Pelo contrário, é sintomático da tensão crescente entre a Igreja Católica e o governo Trump.
Neste seu segundo mandato, Trump fez movimentos contundentes para se aproximar do catolicismo. Na escolha de J. D. Vance como seu vice, o fato de ele ser um católico convertido de prestígio nos setores mais conservadores contou a seu favor. Outros nomes relevantes da administração Trump também se declaram católicos, como o secretário de Estado, Marco Rubio, e a secretária da Educação, Linda McMahon.
A morte do papa Francisco, apenas três meses depois de Trump voltar ao Salão Oval, também serviu para o presidente chamar a atenção para si. Na ocasião, declarou que poderia ser papa, publicou uma imagem feita por IA em que aparece vestido como pontífice e especulou sobre sua influência no conclave. Pouco depois, viu o primeiro norte-americano ser eleito papa: Leão 14. A convergência entre os dois, no entanto, parece terminar na nacionalidade.
Em novembro de 2025, Leão 14 fez referência à situação dos migrantes nos Estados Unidos e lembrou o evangelho de Mateus: todos serão julgados pela forma como tratam os estrangeiros. No início de 2026, após a invasão americana à Venezuela, defendeu a soberania do país latino.
Se migração e Venezuela são pautas centrais do governo Trump, nos dois temas o Vaticano se colocou na direção contrária. Mas a reação católica não ocorre apenas no plano da política global.
Michael Pham tinha 13 anos de idade quando fugiu do Vietnã em um barco com mais de 100 pessoas, ficou à deriva por dias, até aportar na Malásia. Naquele país, Michael tornou-se refugiado, até obter asilo nos Estados Unidos. Hoje é bispo de San Diego, no sul da Califórnia, na fronteira com o México.
Desde junho de 2025, o bispo de origem vietnamita acompanha pessoalmente os imigrantes quando chegam ao tribunal federal da cidade para as audiências judiciais sobre sua situação migratória.
Na semana passada, dezenas de organizações católicas lançaram uma iniciativa denominada Projeto de Ação Profética Católica para imigrantes, que tem como objetivo fornecer às dioceses ferramentas de pesquisa, comunicação e planejamento estratégico de ação. Na prática, isso significa oferecer proteção aos imigrantes a partir de uma ampla rede católica de apoio.
A iniciativa veio ainda acompanhada de um raro tipo de declaração feita por três membros do alto clero americano. Na segunda-feira (19), os arcebispos de Chicago, Washington e Newark manifestaram preocupação e discordância com os rumos do governo Trump.
Na última sexta-feira (23), mais de 100 religiosos de diferentes denominações cristãs foram presos enquanto participavam dos protestos em Minneapolis. Entre os católicos, o envolvimento na organização dos protestos e na rede de proteção aos imigrantes é crescente. As razões para isso são teológicas, mas também demográficas.
Segundo o Pew Research Center, os hispânicos representam 36% dos católicos do país; os imigrantes, 29%; e os filhos de imigrantes, outros 14%. Este é o elemento-chave da articulação entre a política migratória do governo americano e a reação que tem vindo dessas comunidades religiosas.
Na história recente dos Estados Unidos, a luta por direitos civis teve religiosos entre seus protagonistas, como o pastor batista Martin Luther King Jr. e a freira católica Mary Antona Ebo. Isso não significa que a história se repetirá. Mas o fato de que o primeiro papa americano, membros do clero e comunidades católicas estejam reagindo frontalmente à política migratória de Trump merece atenção. Também serve de antídoto contra leituras apressadas que tratam religiosos, por definição, como base automática do trumpismo. Fonte: www1.folha.uol.com.br
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O encontro reforçou os laços de comunhão entre a Igreja no Brasil e o Sucessor de Pedro e integrou a visita anual da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil à Santa Sé, que inclui reuniões com os dicastérios da Cúria Romana.
Thulio Fonseca - Vatican News
O Papa Leão XIV recebeu, na manhã desta segunda-feira (26/01), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composta pelo presidente, cardeal Jaime Spengler, O.F.M., arcebispo de Porto Alegre; por dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; por dom Paulo Jáckson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente; e por dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral.
A audiência insere-se na visita anual que a CNBB realiza ao Vaticano, durante a qual são promovidos encontros com os diversos dicastérios que compõem a Santa Sé. Segundo dom Jaime, o encontro com o Sucessor de Pedro foi “um momento especial para aprofundar o espírito de comunhão e de colaboração entre a Conferência Episcopal do Brasil e o Santo Padre”.
Espontaneidade e proximidade
Na ocasião, afirmou o cardeal Spengler, foi possível partilhar com o Papa as experiências vividas recentemente pela Igreja no Brasil, bem como as repercussões de importantes eventos eclesiais realizados no país, como a COP30. Também foi apresentado um relatório das atividades desenvolvidas pela CNBB ao longo do último ano.
De forma fraterna e descontraída, recordou-se ainda que a última Assembleia Geral da Conferência precisou ser suspensa, uma vez que o pregador convidado para a abertura do encontro foi chamado a assumir o ministério como Sucessor de Pedro. O Papa reagiu com espontaneidade, em um clima de proximidade e cordialidade. O presidente da CNBB destacou que se tratou de um encontro respeitoso e fecundo, no qual foi reafirmada a disposição de colaboração da Igreja no Brasil com o Pontífice, que, por sua vez, manifestou sua proximidade pastoral para com o povo brasileiro.
Visitas aos Dicastérios da Santa Sé
A visita da presidência da CNBB a Roma ocorre em um contexto significativo, marcado pela celebração dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, realizada na semana passada, e também pelos 15 anos do Acordo Brasil–Santa Sé. Soma-se a isso a memória dos 400 anos das missões no sul do Brasil, que tiveram papel decisivo na formação histórica e territorial do país, tanto na região amazônica quanto no Sul.
Durante esta semana, a presidência da Conferência cumpre ainda a tradição de visitar os diversos organismos da Cúria Romana, promovendo um diálogo fraterno sobre a vida e a missão da Igreja. Nesta segunda-feira, a agenda incluiu também uma visita ao Dicastério para a Comunicação e uma reunião com o prefeito Paolo Ruffini, para dialogar sobre os desafios da comunicação e a missão evangelizadora da Igreja nos meios contemporâneos. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Seja em Teerã, Jerusalém, Washington ou Brasília, religiosos tentam impor suas convicções, contribuindo para a violência e o sofrimento humano
Realidade deveria provocar uma reflexão honesta entre os cristãos
Pastor, teólogo e missionário, é autor do ebook 'Israel, o Armagedom e os Árabes Palestinos' (Martureo, 2019)
Durante os séculos 19 e 20, diversos intelectuais ocidentais acreditavam que o progresso científico e tecnológico levaria, de forma inevitável, à diminuição da influência da religião ao redor do mundo. A modernidade, supunha-se, substituiria a fé pela razão. No entanto, ao observarmos a trajetória da humanidade nos últimos 200 anos, torna-se evidente que tais previsões estavam equivocadas. Longe de desaparecer, a religião continua exercendo profundo impacto político, social e cultural.
Um exemplo emblemático dessa realidade é o Irã contemporâneo. O país que conhecemos hoje é, em grande medida, resultado da Revolução Islâmica de 1979, quando clérigos xiitas assumiram o poder e estabeleceram uma teocracia fundamentada em uma interpretação específica do Alcorão, o livro sagrado do Islã. Para muitos iranianos, aquele momento representou um novo começo: uma esperança renovada, a promessa de prosperidade e o fim da tirania e da corrupção associadas ao regime do xá Reza Pahlavi, apoiado pelo Ocidente.
No entanto, esse sonho não se concretizou. Ao longo das décadas, a repressão religiosa se intensificou, buscando impor à população uma interpretação rígida do islã. Apesar de possuir vastas reservas de petróleo, a economia do país deteriorou-se significativamente. Nos últimos meses, a desvalorização da moeda local agravou ainda mais as condições de vida, levando novamente a população às ruas em protesto.
Uma das causas dessa situação crítica é a insistência da liderança política iraniana em desenvolver a capacidade de enriquecimento de urânio. Oficialmente apresentado como um programa de fins pacíficos, ele é visto por grande parte da comunidade internacional como uma tentativa de alcançar armamento nuclear. Esse projeto consome bilhões de dólares e acaba desviando recursos que poderiam ser destinados às necessidades mais urgentes da população.
Entre os objetivos atribuídos ao regime iraniano por seus discursos e por analistas internacionais, destaca-se o reiterado desejo de ver o Estado de Israel destruído. Isso transforma o Irã em alvo constante de ações militares e cibernéticas por parte de Israel e de seu principal aliado, os Estados Unidos, que também se sentem ameaçados por eventuais mísseis nucleares iranianos. O cenário evidencia a complexa interseção entre política, religião e segurança internacional.
Mas o que leva os aiatolás a se disporem a pagar um preço tão alto? Para muitos observadores, a resposta passa por uma motivação religiosa. Ela está ligada a uma declaração atribuída ao profeta Maomé, registrada não no Alcorão, mas na tradição islâmica. Segundo esse relato, nos eventos escatológicos que antecederiam o fim dos tempos, ocorreria um conflito final no qual os muçulmanos lutariam contra os judeus, culminando numa perseguição total. A partir dessa leitura escatológica, adotada por setores do regime iraniano, a destruição do Estado de Israel seria vista como parte do cumprimento das profecias e da instauração do Reino de Deus.
Essa realidade deveria provocar uma reflexão honesta entre os cristãos. Enquanto líderes xiitas enxergam a destruição de Israel como um passo necessário para o fim dos tempos, algumas correntes teológicas cristãs, inclusive no Brasil, alimentam o desejo de ver a mesquita em Jerusalém destruída e Israel triunfando sobre seus inimigos muçulmanos, acreditando que isso aceleraria o retorno de Cristo. Essa mentalidade contribui para intensificar ações de grupos radicais e reforça a animosidade entre cristãos e muçulmanos.
Foi nesse contexto que a jornalista israelense Noa Landau expressou sua frustração ao afirmar que "o desejo compartilhado pelo apocalipse agora uniu fanáticos religiosos em Teerã, Gaza, Jerusalém e Washington". Ela cita líderes cristãos que pressionam seus governos a oferecer apoio incondicional a Israel, promovendo uma teologia que legitima a guerra como meio de cumprir profecias bíblicas.
Desde os tempos do imperador Constantino, quando a igreja deixou de ser perseguida e tornou-se, gradualmente, a religião oficial do Império Romano, a fusão entre religião e Estado tem se mostrado nociva. No Brasil, nos Estados Unidos e em Israel, grupos religiosos trabalham para impor suas convicções aos governos, contribuindo para a ausência de paz e para o sofrimento humano. Não creio que esse tenha sido o ensinamento deixado pelo Príncipe da Paz. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Marcos 3,7-12)
Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.
- Palavra da Salvação.
3) Reflexão
A conclusão a que se chega, no fim destes cinco conflitos (Mc 2,1 a 3,6), é que a Boa Nova de Deus tal como era anunciada por Jesus dizia exatamente o contrário do ensinamento das autoridades religiosas da época. Por isso, no fim do último conflito, se prevê que Jesus não vai ter vida fácil e será combatido. A morte aparece no horizonte. Decidiram matá-lo (Mc 3,6). Sem uma conversão sincera não é possível as pessoas chegarem a uma compreensão correta da Boa Nova.
Um resumo da ação evangelizadora de Jesus. Os versículos do evangelho de hoje (Mc 3,7-12) são um resumo da atividade de Jesus e acentuam um enorme contraste. Um pouco antes, em Mc 2,1 a 3,6, só se falou em conflitos, inclusive em conflito de vida e morte entre Jesus e as autoridades civis e religiosas da Galiléia (Mc 3,1-6). E aqui no resumo, aparece o contrário: um movimento popular imenso, maior que o movimento de João Batista, pois veio gente não só da Galiléia, mas também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, da Transjordânia e até da região pagã de Tiro e Sidônia para encontrar-se com Jesus! (Mc 3,7-12). Todos querem vê-lo e tocar nele. É tanta gente, que o próprio Jesus fica preocupado. Ele corre o perigo de ser esmagado pelo povo. Por isso, pediu aos discípulos para manter um barco à disposição a fim de que o povo não o apertasse. E do barco falava à multidão. Eram sobretudo os excluídos e os marginalizados que vinham a ele com seus males: os doentes e os possessos. Estes, que não eram acolhidos na convivência social da sociedade da época, são acolhidos por Jesus. Eis o contraste: de um lado, a liderança religiosa e civil que decide matar Jesus (Mc 3,6); do outro lado, um movimento popular imenso que busca a salvação em Jesus. Quem vai ganhar?
Os espíritos impuros e Jesus. A insistência de Marcos na expulsão dos demônios é muito grande. O primeiro milagre de Jesus é a expulsão de um demônio (Mc 1,25). O primeiro impacto que Jesus causa no povo é por causa da expulsão dos demônios (Mc 1,27). Uma das principais causas da briga de Jesus com os escribas é a expulsão dos demônios (Mc 3,22). O primeiro poder que os apóstolos vão receber quando são enviados em missão é o poder de expulsar os demônios (Mc 6,7). O primeiro sinal que acompanha o anúncio da ressurreição é a expulsão dos demônios (Mc 16,17). O que significa expulsar os demônios no evangelho de Marcos?
No tempo de Marcos, o medo dos demônios estava aumentando. Algumas religiões, em vez de libertar o povo, alimentavam nele o medo e a angústia. Um dos objetivos da Boa Nova de Jesus era ajudar o povo a se libertar deste medo. A chegada do Reino de Deus significou a chegada de um poder mais forte. Jesus é “o homem mais forte” que chegou para amarrar o Satanás, o poder do mal, e roubar dele a humanidade prisioneira do medo (Mc 3,27). Por isso, Marcos insiste tanto, na vitória de Jesus sobre o poder do mal, sobre o demônio, sobre o Satanás, sobre o pecado e sobre a morte. Do começo ao fim, com palavras quase iguais, ele repete a mesma mensagem: “E Jesus expulsava os demônios!” (Mc 1,26.27.34.39; 3,11-12.15.22.30; 5,1-20; 6,7.13; 7,25-29; 9,25-27.38; 16,9.17). Parece até um refrão! Hoje, em vez de usar sempre as mesmas palavras preferimos usar palavras diferentes. Diríamos: “O poder do mal, o Satanás, que mete tanto medo no povo, Jesus o venceu, dominou, amarrou, destronou, derrotou, expulsou, eliminou, exterminou, aniquilou, abateu, destruiu e matou!” O que Marcos nos quer dizer é isto: “Ao cristão é proibido ter medo de Satanás!” Depois que Jesus ressuscitou, já é mania e falta de fé apelar, a toda hora, para Satanás, como se ele ainda tivesse algum poder sobre nós. Insistir no perigo dos demônios para chamar o povo de volta para as igrejas é desconhecer a Boa Nova do Reino. É falta de fé na ressurreição de Jesus!
4) Para um confronto pessoal
1) Como você vive a sua fé na ressurreição de Jesus? Contribui para vencer o medo?
2) Expulsão dos demônios. Como você faz para neutralizar esse poder em sua vida?
5) Oração final
Exultem e se alegrem em ti todos os que te buscam; digam sempre: “O SENHOR é grande” os que desejam a tua salvação. (Sal 39, 17)
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Marcos 3,1-6)
Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4E perguntou-lhes: "E permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada.
6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
- Palavra da Salvação.
3) Reflexão
No evangelho de hoje vamos meditar o último dos cinco conflitos que Marcos colecionou no início do seu evangelho (Mc 2,1 a 3,6). Os quatro conflitos anteriores foram provocados pelos adversários de Jesus. Este último é provocado pelo próprio Jesus e revela a gravidade do conflito entre ele e as autoridades religiosas do seu tempo. É um conflito de vida e morte. Importa notar a categoria de adversários que aparece neste último conflito. Trata-se dos fariseus e dos herodianos, ou seja, das autoridades religiosas e civis. Quando Marcos escreve o seu evangelho nos anos 70, muitos traziam na lembrança a terrível perseguição dos anos 60, que Nero moveu contra as comunidades cristãs. Ouvindo agora como o próprio Jesus tinha sido ameaçado de morte e como ele se comportava no meio destes conflitos perigosos, os cristãos encontravam uma fonte de coragem e de orientação para não desanimar na caminhada.
Jesus na sinagoga em dia de sábado. Jesus entra na sinagoga. Ele tinha o costume de participar das celebrações do povo. Havia ali um homem com a mão atrofiada. Um deficiente físico não podia participar plenamente, pois era considerado impuro. Mesmo presente na comunidade, era marginalizado. Devia manter-se afastado.
A preocupação dos adversários de Jesus. Os adversários observam para ver se Jesus faz curas em dia de sábado. Querem acusá-lo. O segundo mandamento da Lei de Deus mandava “santificar o sábado”. Era proibido trabalhar nesse dia (Ex 20,8-11). Os fariseus diziam que curar um doente era o mesmo que trabalhar. Por isso ensinavam: “É proibido curar em dia de sábado!” Colocavam a lei acima do bem-estar das pessoas. Jesus os incomodava, porque ele colocava o bem-estar das pessoas acima das normas e das leis. A preocupação dos fariseus e dos herodianos não era o zelo pela lei, mas sim a vontade de acusar e de eliminar Jesus.
Levanta-te e vem aqui para o meio! Jesus pede duas coisas ao deficiente físico: Levanta-te e vem aqui para o meio! A palavra “levanta-te” é a mesma que as comunidades do tempo de Marcos usavam para dizer “ressuscitar”. O deficiente deve “ressuscitar”, levantar-se, vir para o meio e ocupar o seu lugar no centro da comunidade! Os marginalizados, os excluídos, devem vir para o meio! Não podem ser excluídos. Devem ser incluídos e acolhidos. Devem estar junto com todo mundo! Jesus chamou o excluído para ficar no meio.
A pergunta de Jesus deixa os outros sem resposta. Jesus pergunta: Em dia de sábado é permitido fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou matá-la? Ele podia ter perguntado: ”Em dia de sábado é permitido curar: sim ou não?” Aí, todos teriam respondido: “Não é permitido!” Mas Jesus mudou a pergunta. Para ele, naquele caso concreto, “curar” era o mesmo que “fazer o bem” ou “salvar uma vida”, e “não curar” era o mesmo que “fazer o mal” ou “matar uma vida”! Com a sua pergunta Jesus colocou o dedo na ferida. Denunciou a proibição de curar em dia de sábado como sendo um sistema de morte. Pergunta sábia! Os adversários ficaram sem resposta.
Jesus fica indignado diante do fechamento dos adversários. Jesus reage com indignação e tristeza diante da atitude dos fariseus e herodianos. Ele manda o homem estender a mão, e ela ficou curada. Curando o deficiente, Jesus mostrou que ele não estava de acordo com o sistema que colocava a lei acima da vida. Em resposta à ação de Jesus, os fariseus e os herodianos decidem matá-lo. Com esta decisão eles confirmam que são, de fato, defensores de um sistema de morte! Eles não têm medo de matar para defender o sistema contra Jesus que os ataca e critica em nome da vida.
4) Para um confronto pessoal
1) O deficiente foi chamado para estar no centro da comunidade. Na nossa comunidade, os pobres e os excluídos têm um lugar privilegiado?
2) Você já se confrontou alguma vez com pessoas que, como os herodianos e os fariseus, colocam a lei acima do bem-estar das pessoas? O que você sentiu naquele momento? Deu razão a eles ou os criticou?
5) Oração final
De todos tens compaixão porque tudo podes, e fechas os olhos aos pecados os mortais, para que se arrependam. Sim, amas tudo o que existe e não esprezas nada do que fizeste; porque, se odiasses alguma coisa, não a terias criado. (Sab 11,23-24)
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Os Frades Carmelitas da Província Carmelitana Pernambucana se reúnem na cidade de Camocim de São Fêlix-PE para o seu Capítulo Provincia 2026. O tema que norteia as reflexões, planejamento e decisões é: Restaurados na esperança, sermos um.
Orações, eucaristia, grupos de reflexão e assembleias formam o ambiente deste grande encontro vivido a cada três anos e que norteiam toda a dinâmica da província.
O capítulo conta com a presença do prior geral da Ordem do Carmo, o Frei Desidério Garcia, O.Carm. e o delegado para as américas, o Frei Rolf Nepomuk, O.Carm.
Unamo-nos em oração para que o Espírito Santo de Deus derrame seus dons e carismas sobre todos os frades na superação dos desafios e fortalecimento do rico carisma carmelita.
Rogai por nós, Virgem Bendita. Ó padroeira dos Carmelitas!

Fonte: Facebook- Província Carmelitana Pernambucana
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Marcos 2,18-22)
Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?"
19Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos".
- Palavra da Salvação.
3) Reflexão
Os cinco conflitos entre Jesus e as autoridades religiosas. Em Mc 2,1-12 vimos o primeiro conflito. Era em torno do perdão dos pecados. Em Mac 2,13-17, o segundo conflito tratava da comunhão de mesa com pecadores. O evangelho de hoje traz o terceiro conflito sobre o jejum. Amanhã, teremos o quarto conflito em torno da observância do sábado (Mc 2,13-28). Depois de amanhã, o último dos cinco conflitos será em torno da cura em dia de sábado (Mc 3,1-6). O conflito sobre o jejum ocupa o lugar central. Por isso, as palavras meio soltas sobre o remendo novo em pano velho e sobre o vinho novo em barril novo (Mc 2,21-22) devem ser entendidas como uma luz que joga sua claridade também sobre os outros quatro conflitos, dois antes e dois depois.
Jesus não insiste na prática do jejum. O jejum é um costume muito antigo, praticado em quase todas as religiões. O próprio Jesus praticou-o durante quarenta dias (Mt 4,2). Mas ele não insiste com os discípulos para que façam o mesmo. Deixa a eles a liberdade. Por isso, os discípulos de João Batista e dos fariseus, que eram obrigados a jejuar, querem saber por que Jesus não insiste no jejum.
Enquanto o noivo está com eles não precisam jejuar. Jesus responde com uma comparação. Enquanto o noivo está com os amigos do noivo, isto é, durante a festa do casamento, estes não precisam jejuar. Jesus se considera o noivo. Os discípulos são os amigos do noivo. Durante o tempo em que ele, Jesus, estiver com os discípulos, é festa de casamento. Chegará o dia em que o noivo vai ser tirado. Aí, se eles quiserem, poderão jejuar. Jesus alude à sua morte. Sabe e sente que, se ele continuar neste caminho de liberdade, as autoridades religiosas vão querer matá-lo.
Remendo novo em roupa velha, vinho novo em barril novo. Estas duas afirmações de Jesus, que Marcos colocou aqui, esclarecem a atitude crítica de Jesus frente às autoridades religiosas. Não se coloca remendo de pano novo em roupa velha. Na hora de lavar, o remendo novo repuxa o vestido velho e o estraga mais ainda. Ninguém coloca vinho novo em barril velho, porque a fermentação do vinho novo faz estourar o barril velho. Vinho novo em barril novo! A religião defendida pelas autoridades religiosas era como roupa velha, como barril velho. Não se deve querer combinar o novo que Jesus trouxe com os costumes antigos. Nem se pode querer reduzir a novidade de Jesus ao tamanho do judaísmo. Ou um, ou outro! O vinho novo que Jesus trouxe faz estourar o barril velho. Tem que saber separar as coisas. Jesus não é contra o que é “velho”. O que ele quer evitar é que o velho se imponha ao novo e, assim, o impeça de manifestar-se. Seria o mesmo que reduzir a mensagem do Concílio Vaticano II ao tamanho do catecismo anterior ao Concílio, como alguns estão querendo.
4) Para um confronto pessoal
1) A partir da experiência profunda de Deus que o animava por dentro, Jesus tinha muita liberdade com relação às normas e práticas religiosas. E hoje, será que temos a mesma liberdade ou será que nos falta a liberdade dos místicos?
2) Remendo novo em roupa velha, vinho novo em barril velho. Existe isto em minha vida?
5) Oração final
Todo aquele que professa que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. E nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco. (1Jo 4,15-16)
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Os civis que fogem da guerra que está ensanguentando seu país vivem em condições extremamente precárias. Em alguns campos de refugiados falta tudo e doenças como a cólera estão matando muitas pessoas. O testemunho de um missionário xaveriano: desde o início, estima-se que sejam mais de 200 mil pessoas. Agora elas precisam urgentemente de ajuda, antes que seja tarde demais.
Federico Piana – Vatican News
Uma hecatombe e um inferno que deixam consternados. Também porque tudo está se consumindo na indiferença geral, no esquecimento do mundo. Porque ninguém parece realmente interessado no fato de que a guerra civil que está inflamando a República Democrática do Congo — especialmente o norte de Kivu, província rica em recursos naturais estratégicos como coltan, ouro, diamantes, estanho e tungstênio — além de causar milhares de vítimas, está levando centenas de milhares de pessoas a abandonar o país africano para se refugiar no vizinho e pobre Burundi, onde, nos campos de refugiados em que milhares de pessoas estão amontoadas, estão morrendo de fome, frio e privações. O missionário xaveriano Mario Pulcini vive no Burundi desde 1978, quando chegou a Bujumbura, capital econômica do país. Agora que, do outro lado da fronteira, o grupo paramilitar rebelde M23, envolvido em uma guerra sangrenta com as forças armadas congolesas, conquistou com uma ferocidade inaudita toda a zona de Uvira, as coisas pioraram ainda mais. O religioso, originário de Bergamo (Itália), conta aos meios de comunicação do Vaticano que “o intenso fluxo de milhares de refugiados começou em 10 de dezembro do ano passado, dia da queda da cidade congolesa. Desde o início, estimou-se em mais de 200 mil pessoas, muitas das quais hoje estão alojadas em vários campos de acolhimento, bastante grandes: um na província de Ruyigi e outro na zona de Rumonge, nas margens do lago Tanganica”. E é nessas duas estruturas construídas com tendas improvisadas e restos de madeira e chapas metálicas que se vive o inferno. “Falei ontem com o diretor da Caritas Burundi, que me confirmou uma notícia terrível: recentemente, no campo de Ruyigi, houve mais de 60 mortes, muitas delas causadas pela cólera. E lá, como em Rumonge, falta tudo: água, comida, roupas. E as doenças se alastram”.
Gota no mar
A intensa estação das chuvas e o frio, então, só aumentam os riscos: as tendas em que vivem essas pessoas pobres muitas vezes se transformam em túmulos, porque lá dentro elas podem ficar presas pela fúria das águas e da lama. E se isso acontece, ninguém é capaz de tirá-las de lá. Apenas algumas organizações internacionais continuam tentando levar aos campos alguns bens de primeira necessidade e alguns medicamentos, incluindo a Caritas que, quando não pode distribuir os pacotes de sobrevivência, entrega a cada refugiado 36 mil francos locais, o que corresponde a cerca de 7 euros. Uma gota no mar, se considerarmos também a circunstância de que, naquele contexto degradado, é quase impossível encontrar algo para comprar.
Ajuda urgente
Agora que as fronteiras entre a República Democrática do Congo, Burundi e Ruanda estão fechadas, a ajuda só pode transitar pela Tanzânia, numa travessia que dura vários dias e não está isenta de enormes riscos. Embora “os milhões de dólares alocados pela ONU ainda não tenham chegado”, admite o padre Pulcini, o Burundi, onde 70% da população vive abaixo da linha da pobreza e sofre de desnutrição crônica, não “recuou e empreendeu um esforço humanitário sem precedentes: os refugiados que não conseguiram regressar à República Democrática do Congo e que não estão nos campos foram acolhidos por famílias burundinesas. Inicialmente, havia entre a população o receio de uma possível infiltração de elementos do grupo M23, mas depois prevaleceu o sentido de humanidade e acolhimento”.
Igreja na linha de frente
Da mesma forma, a Igreja local e as congregações religiosas nacionais e internacionais não se viraram para o outro lado, apesar de suas extremas dificuldades econômicas. As paróquias abriram suas portas e, no próximo dia 30 de janeiro, na arquidiocese de Bujumbura, toda a comunidade eclesial participará de um retiro espiritual durante o qual serão coletados ajuda humanitária e dinheiro, que serão entregues aos refugiados dos campos de acolhimento. O inferno congolês de Uvira, porém, parece ainda pior. A cidade nas mãos dos milicianos do M23, que fica a 26 quilômetros de Bujumbura, antes do ataque do grupo paramilitar era considerada uma das portas de acesso privilegiadas para o comércio entre as duas nações. Agora não há mais nada: apenas destruição, escombros e morte. É aqui que tenta sobreviver outra comunidade de religiosos xaverianos, para a qual o padre Pulcini telefona todos os dias: “Contaram-me o que aconteceu e ainda está acontecendo: tiros, bombas, pessoas fugindo. E morrendo. Nos últimos dias, parece que a situação se acalmou um pouco. Nossos confrades, quando podem, saem e tentam encontrar pessoas. Mas ainda há muito medo: o M23 afirma ter se retirado, mas isso não é verdade”.
Também em Uvira se morre
Aqui também, como nos campos de refugiados do Burundi, não há mais nada para comer. Morre-se de fome em toda a cidade. Mas não é apenas a escassez de alimentos que mata. É também a ausência de humanidade que aniquila a alma e a esperança. Um exemplo recente é contado pelo próprio padre Pulcini e diz respeito a um de seus três confrades de Uvira, dois italianos e um mexicano: “há duas semanas, a mãe do religioso mexicano faleceu e o filho queria voltar ao seu país para poder participar do funeral. Depois de obter todas as autorizações necessárias, os confrades de Uvira deveriam levá-lo até a fronteira com Burundi, onde eu deveria buscá-lo, levá-lo ao aeroporto e embarcá-lo em um voo para o México”. Mas do outro lado da fronteira, inesperadamente, algo deu errado: “enquanto eu estava na companhia dos militares burundineses, que deveriam me ajudar nessa operação, fui informado de que do outro lado da fronteira eles haviam mudado de ideia. Não havia mais nada a fazer. Impedir um homem de dar o último adeus à sua mãe foi um gesto extremamente desumano”. Um pequeno, mas significativo, sinal de alarme que nos faz perceber como o conflito entrou numa nova fase, mais perigosa, onde agora tudo pode realmente acontecer. Fonte: https://www.vaticannews.va
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AS NOSSAS ORAÇÕES...

Nesta sexta-feira 9 de janeiro-2026, os confrades; Frei Gilvander, da Comunidade Edith Stein, de Belo Horizonte/MG, Frei Vicente, do Carmo Sion, de Belo Horizonte /MG e Frei Gabriel, do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, submeteram a uma cirurgia.
NOTA
Frei Gabriel passou pela punção/biópsia e está bem.
Frei Gilvander fez a cirurgia para retirada da vesícula e passa bem
Frei Vicente fez cirurgia para troca de válvula e se recupera.
Aos Sodalícios e amigos do Carmelo, pedimos orações pelos confrades em recuperação.
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Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul (RS)
Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Neste final de semana celebramos a Festa do Batismo do Senhor Jesus, por João Batista, nas águas do rio Jordão. Jesus, o filho de Deus, aquele que “batizará no Espirito Santo e no fogo”, assumindo a natureza humana vai até o rio Jordão para receber o batismo de conversão que João Batista pregava. Aquele que não tinha pecado desce no coração da humanidade, junta-se aos pecadores, para elevar consigo a humanidade ao Pai. Jesus, manso e humilde de coração, é solidário com a humanidade que padece entorpecida pelo pecado do egoísmo, do abandono e da indiferença. Ele veio revelar ao mundo a face misericordiosa do nosso Deus e Pai, que no seu projeto de amor busca a reconciliação da criatura com o Criador, através do amor e da misericórdia.
Creio que a Festa do Batismo de Jesus, que encerra as celebrações do Natal, pode ser também um momento oportuno para recordarmos os compromissos do nosso batismo. Através dele renascemos, em nome da Santíssima Trindade, como filhos e filhas de Deus e somos acolhidos na Igreja, comunidade de fé. Acolhidos não por acaso, mas para vivermos uma missão: testemunhar Jesus Cristo ao mundo, por nossa vida e nossas obras.
No mundo temos muitos meios e modos de testemunhar a nossa fé, no dia-a-dia, na família, no local de trabalho, participando nas celebrações da comunidade ou colocando-se a serviço do Senhor nos vários ministérios, tão necessários para o fortalecimento da comunhão e o cultivo da vida de fé nas comunidades. Quando nos dispomos a servir o Senhor, saímos do nosso isolamento e deixamos a indiferença de lado para dar um novo sentido à nossa vida.
A graça de poder servir a Deus e aos irmãos, através dos ministérios na comunidade e na ação missionária, pode também ajudar a despertar nos jovens o sentido da corresponsabilidade e do compromisso em relação à vida e às fragilidades e feridas que atingem uma grande parcela do nosso povo. “Aquilo que os olhos não veem o coração não sente”. Jesus viu o sofrimento do povo, encontrando-o ao longo do caminho. Por isso é louvável a participação dos jovens nos serviços e ministérios na vida da Igreja.
Devemos recordar que o batismo, além de ser um mistério e sacramento de encontro com Deus Pai e com o Filho, Jesus Cristo, enquanto participação na sua morte e ressurreição, é também sacramento da ação do Espírito Santo. No Espírito, o batizado é configurado ao Filho Jesus Cristo, na plenitude do seu mistério: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8,9). Fonte: https://www.cnbb.org.br
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