Comentário

Nasceu em Bolsward (Holanda) em 1881. Entrou ainda muito novo para o Carmelo onde se ordenou sacerdote em 1905. Doutorou-se em filosofia em Roma e foi professor na Universidade Católica de Nimega, da qual foi nomeado Reitor Magnífico. Antes e durante a ocupação nazista da Holanda, lutou, com fidelidade ao Evangelho, contra a difusão da ideologia nacional-socialista e pela liberdade da escola e da imprensa católicas. Após uma dolorosa via-sacra de prisões, foi parar ao campo de concentração de Dachau, onde morreu assassinado no dia 26 de Julho de 1942, infundindo serenidade e conforto aos outros prisioneiros e sendo amável com os próprios perseguidores. Foi beatificado por João Paulo II no dia 3 de Novembro de 1985.

 

ANTÍFONA DE ENTRADA

Este é o glorioso mártir, que derramou o seu sangue por Cristo, não temeu as ameaças dos juízes e assim alcançou o reino dos Céus.

 

ORAÇÃO DA COLETA

Senhor Deus, fonte e origem da vida, que fortalecestes o bem-aventurado Tito com a força do vosso Espírito, para que na crueldade da perseguição e do martírio proclamasse a liberdade da Igreja e a dignidade do homem, concedei-nos, por sua intercessão, que não nos envergonhemos do Evangelho, ao construirmos o vosso reino de justiça e de paz, mas saibamos descobrir em cada acontecimento da vida a vossa presença misericordiosa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

 

 

ORAÇÃO SOBRE DAS OFERTAS

Aceitai, Senhor, os dons que Vos apresentamos, ao celebrar a memória do mártir bem-aventurado Tito e fazei que Vos sejam agradáveis como foi precioso a vossos olhos o sangue do seu martírio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO (Mt 16, 24)

Quem quiser seguir-Me, diz o Senhor, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.

 

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

A comunhão nos santos mistérios nos dê, Senhor, a fortaleza de alma que tornou o mártir bem-aventurado Tito fiel no vosso serviço e vitorioso no martírio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

IGREJA DE SANTA LUZIA-AO VIVO: No dia de Sant’Ana e São Joaquim- Dia dos Avós- Santa Missa celebrada por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, direto da Igreja de Santa Luzia, Angra dos Reis/RJ.

 

Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias.

Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal.

Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias.

No Evangelho, Jesus disse: “Dos frutos conhecereis a planta”. Assim, não foram precisos outros elementos para descrever-lhes a santidade, senão pelo exemplo de santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de sua ação.

Maria, ao nascer no dia 8 de setembro de um ano desconhecido, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida para, no futuro, ser a Mãe do Filho de Deus.

A princípio, apenas Sant’Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também são Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho. Fonte: https://franciscanos.org.br

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo de Campos (RJ)

 

Com o lema “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28,20), o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a ser celebrado no quarto domingo do mês de julho. Contextualiza esta celebração no meio da Pandemia atual do Coronavírus, que trouxe perdas, solidão e outras tribulações aos idosos. Lembra a figura emblemática de Joaquim, a quem o Senhor atende enviando um Anjo no meio da noite para consolá-lo.

Este é o sentido desta data, tomar consciência que o Senhor de todas as idades, está sempre conosco, especialmente nos momentos atuais de isolamento e riscos de vida. Este Anjo terá um rosto de um filho, de um neto, de um vizinho ou mesmo da pastoral dos idosos, que virá para escutar e socorrer nossas necessidades.

Mas os idosos não são somente destinatários privilegiados do nosso amor e solicitude, senão também portadores e vocacionados a dar um testemunho e viver uma missão. São os depositários da Aliança, nossas raízes e nossa memória viva, sem a qual não seríamos livres e não teríamos futuro. Somente com eles, e com sua contribuição e sabedoria, venceremos a pandemia, vivenciando uma Aliança da vida intergeracional, que inclua a todas as pessoas e todas as criaturas da Terra.

Para edificar o novo normal da pós- pandemia, devemos conjugar e entretecer três pilares: os sonhos, a memória e a oração. De veras, o profeta Joel já anunciara no texto bíblico a seguinte promessa: “Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens, terão visões”. Mas, os sonhos como afirmava uma sobrevivente do holocausto, Edith Bruck, estão entrelaçados com a memória, pois recordar é viver, e para viver precisamos sonhar acordados.

Memória que se torna oração e, como no caso do irmão Carlos de Foucauld, gera fraternidade universal e esperança de uma nova humanidade. Que possamos repetir com confiança e, em particular para os mais jovens, as palavras que trazem certeza e firme consolação no Deus que sempre caminha conosco: “Eu estou contigo todos os dias”. Deus seja louvado! Fonte: https://www.cnbb.org.br

Dom Jaime Vieira Rocha

Arcebispo de Natal (RN)

 

            Neste mês de julho, comemoramos Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora, avós de Jesus. É um mês especial para lembrarmos os nossos avós e nossos idosos. Neste ano, com uma menção honrosa, pois Papa Francisco instituiu o “Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, a ser celebrado no último domingo de julho.

            Embora não tenhamos notícias sobre os pais da Mãe de Jesus nos escritos do Novo Testamento, sabemos de seus nomes por meio dos livros denominados “apócrifos” (livros considerados “não-canônicos”, isto é, não fazem parte da lista dos livros inspirados), como o livro “Proto-evangelho de Tiago”, do século II. Este livro conta a história de Ana e Joaquim. Ana, sendo estéril, concebe Maria, e a leva, aos três anos, ao Templo para ser dedicada ao serviço divino. De fato, nós comemoramos no dia 21 de novembro a festa desta “apresentação” de Maria ao Templo, feita por Sant’Ana, daí o nome de nossa Padroeira, Nossa Senhora da Apresentação. O culto aos pais de Nossa Senhora é muito antigo, especialmente entre os gregos, a partir do século VI, tendo um desenvolvimento nos séculos XV-XVI. Sant’Ana é muito cultuada na região do Seridó, no nosso Estado. A honra que lhe é devida por ser a mãe da Virgem Maria, assim incluída na História da Salvação, faz-nos venerar esta mulher de fé, piedosa israelita que, com seu esposo, Joaquim, fazem parte do povo eleito, o povo de Israel, dentro do qual nasce o Filho de Deus que se fez homem.

            Por serem os avós de Jesus, e isso tem um forte cunho antropológico e teológico, pois dá consistência ao fato fundamental do Cristianismo, a Encarnação do Verbo, também lembramos os avós e idosos. E, na sensibilidade pastoral de Papa Francisco, tal recordação deve inspirar-nos a que nunca deixemos de olhar, cuidar, integrar e aprender com os nossos idosos. Além de que, recordando a realidade dos avós, hoje não mais visto como estritamente reservada aos idosos, há muitos avós “jovens”, no sentido de se tornam avós mais cedo, porém, com a mesma singeleza de quem deposita aos filhos de seus filhos, aquela ternura que nos encanta e afaga.

            Com o lema: “Eu estou contigo todos os dias”, o Papa Francisco enviou mensagem para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, cuja primeira celebração ocorrerá no dia 25 de julho, lembrando que o Senhor envia sempre “anjos” para acompanhar, ajudar e fortalecer: “Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo! Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil”. Celebremos os pais de Nossa Senhora. Cuidemos e honremos nossos avós e nossos idosos! Fonte: https://www.cnbb.org.br

SANTA MARIA MADALENA: A Santa desta quinta-feira, 22 de julho. NOTA: O Papa institui a festa de Maria Madalena. Ela já existia no Missal Romano como obrigatória, mas agora Francisco a torna mais solene ao elevá-la ao mesmo nível das festas celebradas pelos apóstolos, para destacar a importância da primeira testemunha da ressurreição e o papel da mulher na evangelização. A data da celebração continuará sendo o dia 22 de julho.

O Papa tomou esta decisão durante o Jubileu da Misericórdia, explicou mons. Roche, para ressaltar “a relevância desta mulher que demonstrou um grande amor a Cristo e que foi tão amada por Cristo”. Maria Madalena fazia parte do grupo dos discípulos de Jesus, seguiu-o até a Cruz e, no jardim em que se encontrava o sepulcro, foi a primeira testemunha da ressurreição, “testis divinae misericordiae”, como a definiu Gregório Magno. O Evangelho de João descreve-a chorando, porque não havia encontrado o corpo do Senhor no sepulcro: “Jesus – recordou mons. Roche – teve misericórdia dela ao deixar-se reconhecer como Mestre e ao transformar suas lágrimas em alegria pascoal”. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Convento do Carmo de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 22 de julho-2021. www.instagram.com/freipetronio

 

O padre Lino Allegri recebeu ataques de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro após citar as 500 mil mortes por Covid-19 durante uma missa. Por causa disso, pediu auxílio ao Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos.

 

Por G1 CE

O padre Lino Allegri comentou sobre os ataques verbais que sofreu na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Fortaleza, por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O primeiro desacato aconteceu no último dia 4 de julho, depois do pároco citar as 500 mil mortes por Covid-19 registradas no Brasil e pontuar o que ele considerou “descaso com a vacina e a pandemia”.

As ofensas disparadas contra os clérigos da igreja no Bairro Aldeota já aconteceram, por pelo menos, três fins de semana. Porém, além dos episódios presenciais, insultos via internet também estão acontecendo.

“Depois, nas redes sociais, em depoimentos desse encontro, a violência verbal era muito pesada. Isso não em relação a mim, mas ao pároco. Chamado com palavras de baixo calão, ofensivas, desrespeitosas. Isto cria uma situação muito constrangedora”, lamenta Lino Allegri.

O padre Lino Allegri relembra como os ataques começaram, após as críticas ao presidente. “Quando no final da missa entraram na sacristia, ou melhor, invadiram a sacristia, umas oito pessoas se queixando pela homilia que eu tinha feito. Porque, ao dizer deles, eu tinha desrespeitado o presidente, porque na pregação eu assinei o fato dos 500 mil mortos e o descaso do presidente em relação tanto à vacina, quanto à pandemia”, relembra o padre sobre a situação ocorrida no dia 4.

“Essas pessoas revoltadas chegaram na sacristia, dizendo que eu estava errado, e começaram então as agressões mais verbais, que eu deveria voltar para a Itália”, complementa padre Lino, originário do país europeu. Neste momento, outros membros da igreja conseguiram conciliar a discussão, que foi encerrada, mas a partir disso, houve outros ataques, especialmente, verbais.

 

Outras tentativas de intimidação

No fim de semana seguinte, o padre Lino não estava escalado para celebrar missas no local. Porém, durante a leitura de uma nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o nome dele e de um movimento social foram citados, o que revoltou um dos fiéis que estava presente

No dia 11 julho, um homem não identificado entrou na Paróquia Nossa Senhora da Paz e afirmou que o padre havia transformado a igreja em um "reduto da esquerda".

 

Terceiro fim de semana seguido

As tentativas de intimidação seguiram ainda no fim de semana seguinte. “No dia 18 a celebração estava mais carregada de tensão. Eu não estava, mas foram pessoas organizadas com a camisa com nome do presidente, com número 17 e uma presença ostensiva e intimidatória”, relembra padre Lino.

“Eu não temo pela minha integridade física. Eu pretendo ainda celebrar. Eu não celebrei no domingo, dia 18, que era o dia que eu deveria ter celebrado, por conselhos superiores — digamos assim — não celebrei, mas pretendo ainda. Não sei até quando, depende de muita coisa”, destaca o padre, que não celebra apenas na Paróquia da Paz, mas também em outras paróquias.

 

Apoio de outros fiéis

Apesar dos ataques, padre Lino agradece as mensagens de apoio que tem recebido de outros fiéis. “Tem muita gente da Paróquia da Paz, de classe média alta, como é comum lá, me apoiando. Isto, em certo sentido, até me comove e me dá força para pensar 'foi um fato lamentável mas, com isto, não vou mudar a minha vida'. Eu tive muito mais apoio do que contestação”, reforça o padre.

“O importante para superar essas situações que aparecem seria sentar e dialogar. Quem não sabe dialogar é quem grita. Se Deus nos deu a razão, é para que nós saibamos usá-la, sermos racionais e não violentos”, finaliza padre Lino.

 

Confira abaixo a nota da CNBB lida na Paróquia da Paz no dia 11 de julho:

 

Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB levanta sua voz neste momento, mais uma vez, para defender vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade. A sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. A gravidade deste momento exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos.

A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19. “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.” Apoiamos e conclamamos às instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos.

Brasília, 9 de julho de 2021

Brasília, 9 de julho de 2021

 

  1. Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte, MG, Presidente
    D. Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS, 1º Vice-Presidente
    D. Mário Antônio da Silva, Bispo de Roraima, RR, 2º Vice-Presidente
    D. Joel Portella Amado, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ, Secretário-Geral

Fonte: https://g1.globo.com

(Com a Missa)

Frei Carlos Mesters, O. Carm

Org. Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

 

Tema: O Reencontro de Elias com Deus na brisa suave

 

 

Comentário

Sejam todos bem-vindos e bem-vindas nesta última noite do Tríduo de Santo Elias- Pai e Guia do Carmelo. Hoje, vamos olhar de perto para o encontro do grande profeta com o nosso Bom Deus na brisa suave.

Elias chegou na Montanha de Deus e entrou numa gruta. Deus o manda sair da gruta, pois Deus vai passar. Como é que Deus vai passar? Aconteceu um furacão; em seguida, um terremoto e, depois do terremoto, um fogo. E cada vez de novo se diz: Deus não estava no furacão! Não estava no terremoto! Não estava no fogo!

No passado, furacão, terremoto e fogo tinham sido sinais da presença de Deus. E agora, já não são mais. Então, onde está Deus? A Bíblia responde: depois do fogo, ouviu-se a voz de uma brisa suave. Ouvindo-a, Elias cobriu o rosto com o manto. Sinal de que intuiu a presença de Deus.

Elias descobriu a presença de Deus naquilo que antes parecia a sua ausência. Conosco acontece o mesmo. Nosso mal é a falta de atenção aos fatos da vida. Nós não podemos fixar-nos numa determinada imagem de Deus que nos agrada. Não podemos obrigar Deus a ser como nós o queremos. Devemos estar sempre atentos à brisa leve, às mudanças que ocorrem na história. Devemos deixar Deus ser Deus!

É com esta mensagem da presença do Senhor na brisa suave, que vamos receber o Presidente da celebração (........) os leitores e coroinhas louvando ao nosso Bom Deus que se fez presença na vida do grande profeta.  Cantemos!  

 

Oração da coleta

Deus eterno e omnipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória, fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do

Espírito Santo.

 

Primeira leitura. (1Reis 19,9-13)

9 Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E foi-lhe dirigida a palavra de Javé nestes termos: "Que fazes aqui, Elias?" 10Ele respondeu: "Eu me consumo de ardente zelo por Javé dos Exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram tua aliança, derrubaram teus altares, e mataram teus profetas. Fiquei somente eu e procuram tirar-me a vida." 11E Deus disse: "Sai e fica na montanha diante de Javé." E eis que Javé passou. Um grande e impetuoso furacão fendia as montanhas e quebrava os rochedos diante de Javé , mas Javé não estava no furacão; e depois do furacão houve um terremoto, mas Javé não estava no terremoto; 12e depois do terremoto um fogo, mas Javé não estava no fogo; e depois do fogo o murmúrio de uma brisa suave. 13Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta. Palavra do Senhor.

 

Salmo de meditação: (Sl 119,105-109.111)

Imitar o profeta Elias que meditava dia e noite na lei do Senhor

 

Refrão: Quero meditar dia e noite na lei do Senhor

 

1-Tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho. Eu jurei, e sustento: observar as tuas normas justas.

 

2- Estou por demais humilhado, Senhor, faze-me viver, conforme a tua palavra. Aceita, Senhor, a oferta de minha boca e ensina-me tuas normas.

 

3- Minha vida está sempre em minha mão, eu não me esqueço de tua lei. Teus testemunhos são minha herança para sempre, a alegria do meu coração.

 

Leitura do Evangelho. (Lc 9,28-36)

Na Transfiguração Jesus reencontra sua missão

28Mais ou menos oito dias depois dessas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, ele subiu à montanha para orar. 29Enquanto orava, o aspecto de seu rosto se alterou, suas vestes tornaram-se de fulgurante brancura. 30E eis que dois homens conversavam com ele: eram Moisés e Elias que, 31aparecendo envoltos em glória, falavam de sua partida que iria se consumar em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam pesados de sono. Ao despertarem, viram sua glória e os dois homens que estavam com ele. 33E quando estes iam se afastando, Pedro disse a Jesus: "Mestre, é bom estarmos aqui; façamos, pois, três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias", mas sem saber o que dizia. 34Ainda falava, quando uma nuvem desceu e os cobriu com sua sombra; e ao entrarem eles na nuvem, os discípulos se atemorizaram. 35Da nuvem, porém, veio uma voz dizendo: "Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o". 36Ao ressoar essa voz, Jesus ficou sozinho. Os discípulos mantiveram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que tinham visto. Palavra da Salvação

 

Pensamentos para a Homilia

 1Reis 19,9-13: Renascimento e reencontro com Deus na Brisa leve

 

1 Reis 19,9-10

A falta de visão de Elias e a dolorosa experiência dos próprios limites. Chegando no alto do Monte Horeb, a Montanha de Deus, Elias se esconde na gruta e passa aí a noite. Deus lhe dirige a palavra: "Elias, o que é que você está fazendo aqui?" Elias responde: "O zelo por Javé dos exércitos me consome, porque os israelitas abandonaram tua aliança, derrubaram teus altares e mataram teus profetas. Sobrei somente eu, e eles querem me matar também". Há alguma coisa estranha nesta resposta de Elias. Ele diz que está cheio de zelo, mas estava fugindo! Ele diz que é o único que sobrou para defender a aliança, mas havia sete mil homens que não se dobraram diante de Baal (1Reis 19,18). A visão de Elias tem algum defeito. Ele não enxerga bem as coisas. Não é que Elias tenha perdido a fé, mas ele já não consegue enfrentar a nova situação com a fé antiga e desatualizada que o animava por dentro. Até hoje, nós Carmelitas, no escudo oficial da Ordem, conservamos, em latim, a primeira parte daquela frase de Elias: "Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum". Ela expressa a esperança de que o zelo seja mais forte que o desânimo e que, nos momentos da dúvida e da crise, o zelo nos ajude a recuperar a visão correta da nossa missão a serviço do povo de Deus.

 

1 Reis 19,11-14

A experiência da passagem de Deus na vida de Elias. Deus lhe dirige a palavra: "Elias, saia da gruta e fique no alto da montanha, diante de Javé, pois Javé vai passar". Como é que Deus vai passar na vida de Elias? Como é que Deus passa na nossa vida? Primeiro, acontece um furacão. E vem em nós a pergunta: Será que o furacão é o sinal da passagem de Deus? A Bíblia responde: "Deus não estava no furacão". Em seguida, um terremoto e, depois do terremoto, um fogo. E cada vez de novo, a mesma pergunta e a mesma resposta da Bíblia: "Deus não estava no terremoto. Deus não estava no fogo!" Esta tríplice repetição tem um significado. Furacão, terremoto e fogo eram os sinais com que Deus se tinha manifestado, séculos antes, quando concluiu a Aliança com seu povo no Monte Horeb. Diz o livro de êxodo que naquela ocasião, "toda a montanha do Sinai fumegava, porque Javé tinha descido sobre ela no fogo; a fumaça subia, como fumaça de fornalha. E a montanha toda tremia" (Ex 19,18). E agora, solenemente se afirma, por três vezes, que Deus não está mais no furacão, nem no terremoto, nem no fogo! Os sinais tradicionais da presença de Deus perderam o seu significado. Já não eram sinais da presença de Deus. Desintegrou-se o mundo religioso de Elias! Então, onde está Deus? Onde? A Bíblia responde: depois do fogo, ouviu-se a voz de uma brisa suave. Ouvindo-a, Elias cobriu o rosto com o manto. Sinal de que Elias intuiu a presença de Deus.

Elias descobriu a presença de Deus naquilo que antes parecia a sua ausência. Com Elias aconteceu o mesmo que tantas vezes acontece na vida da gente. Desatentos, não percebemos as mudanças que acontecem na vida e na história e, de repente, estamos perdidos: Onde está Deus? Deus está na história, na vida, nos fatos, na natureza. Nosso mal é a falta de atenção aos fatos da vida, às mudanças. Um salmo descreve esta experiência dizendo: "Meu mal é este: Deus mudou!" (Sl 77,11). Deus mudou, e Elias não mudou. Desatento, ele não percebeu a passagem de Deus. No seu relacionamento com Deus, Elias não podia fixar-se naquelas três imagens do passado. Nós não podemos fixar-nos numa determinada imagem de Deus que nos agrada. Não podemos obrigar Deus a ser como nós o queremos. Devemos estar sempre atentos à brisa leve, às mudanças que ocorrem na história. Devemos deixar Deus ser Deus!

 

LADAINHA DE SANTO ELIAS.

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 17 de julho-2019.

 

Senhor tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Jesus Cristo tende piedade de nós!

Jesus Cristo tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.

Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus,

Tende piedade de nós.

Nossa Senhora do Carmo. Rogai por nós!

São José Patrono do Carmelo. Rogai por nós!

Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!

Que foste nutrido por um corvo no deserto. Intercedei por nós!

Santo Elias Pai dos eremitas. Rogai por nós!

Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!

Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.

Que chamaste Eliseu para ser o teu sucessor. Intercedei por nós!

Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!

Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!

Santo Elias protetor das viúvas. Rogai por nós!

Que fostes apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!

Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!

Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!

Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!

Santo Elias zeloso defensor do culto do Deus único. Intercedei por nós!

Que vos compadecestes da viúva de Sarepta. Rogai por nós!

Que defendestes Nabot um homem temente a Deus, Rogai por  

Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!

Santo Elias defensor dos pobres e perseguidos. Intercedei por nós!

Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!

Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós

Santo Elias perseguido por causa da justiça. Rogai por nós

Santo Elias inspiração da Igreja em saída. Intercedei por nós

Que encontrastes vida na nuvenzinha para regar a terra. Rogai por nós!

Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!

Santo Elias arrebatado aos céus em uma carruagem de fogo. Rogai por nós!

Santo Elias intercede a Deus Pai pelos desempregados. Intercedei por nós

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Perdoai-nos Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Ouvi-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Tende piedade de nós!

Padre: Rogai por nós, santo Elias, nosso Pai e Guia do Carmelo.

Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém

 

Oração.

Deus eterno e onipotente, que concedestes a Santo Elias, vosso profeta e nosso pai espiritual, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória. Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

 

Oração sobre as ofertas

Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja, e, assim como aceitastes o sacrifício do profeta Elias, dignai-Vos, de igual modo, receber as nossas ofertas de pão e vinho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

PREFÁCIO

O Profeta Elias, amigo de Deus e apóstolo

 

  1. O Senhor esteja convosco.
  2. Ele está no meio de nós.
  3. Corações ao alto. R. O nosso coração está em Deus.
  4. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus. R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Vós suscitastes profetas para que proclamassem que sois o Deus vivo e verdadeiro e conduzissem o vosso povo na esperança da salvação. Entre eles honrastes com a vossa divina amizade o profeta Elias, para que, devorado pelo zelo da vossa glória, manifestasse a vossa omnipotência e a vossa misericórdia. Ele caminhou sempre na vossa presença e por isso o quisestes junto a Cristo no Tabor, como testemunha da Transfiguração, para se alegrar com a presença gloriosa do vosso Filho. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo.

Depois da Comunhão: Invocação Eliana-Mariana

 

Padre: Falou Elias para o seu servo:

 

Todos: Sobe a montanha, olha para o mar!....

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Padre: Cobriu-se o céu de densas nuvens...

Todos: Foi muita chuva a desabar

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Padre: E a terra deu o mais novo fruto:

Todos: Nasce de uma Virgem, Aquele que vem salvar!

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Padre: Rogai por nós Virgem Bendita!

Todos: Ó Padroeira dos Carmelitas! 

 

OREMOS

Deus eterno e onipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória,

Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Antífona da comunhão (1Rs 19, 8)

Elias comeu e bebeu, e, fortalecido com o alimento, caminhou até ao monte de Deus.

 

Depois da Comunhão (Final)

Fortalecidos com a comida e a bebida angélica da mesa do vosso Filho, concedei-nos, Senhor, que, procurando-Vos sempre por meio da fé, alcancemos a contemplação da vossa presença no monte santo da glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

 

(Com a Missa)

Frei Carlos Mesters, O. Carm

Org. Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

 

Tema: A Partilha da viúva

Comentário

Sejam todos bem-vindos e bem-vindas nesta segunda noite do Tríduo de Santo Elias. Hoje, vamos olhar para a misericórdia de Elias- Pai e Guia do Carmelo- a partir do gesto de solidariedade na casa de uma pobre viúva.

A seca prolongada de mais de três anos provocou fome. O córrego Carit, onde Elias estava, secou. Ficou sem água. Deus mandou que Elias fosse para Sarepta na terra de Sidônia, onde uma viúva cuidaria da sua comida. Mas por causa da seca, na casa da viúva só tinha sobrado um pouco de farinha e de azeite. Nada mais! Ela disse a Elias que ia fazer uns pãezinhos para si mesma e o filho e depois esperar a morte chegar.

Mesmo sendo difícil, Elias insiste na partilha: "Faça primeiro um pão para mim, e depois você fará o pão para você e seu filho!" Ela obedeceu. Partilhou com Elias o pouco que tinha. A partilha garantiu a sobrevivência dela mesma, do filho e de Elias. Se houvesse partilha no Brasil, não haveria fome nem faminto, e sobraria comida para muita gente de outros países. O povo diz até hoje: "Pobre não deixa pobre morrer de fome!"

De pé, vamos receber o presidente da celebração (........ ), os ministros da eucaristia, os leitores e coroinhas louvando ao nosso Bom Deus que manifestou em Elias a favor da pobre viúva da sua época e em nosso dia-a-dia. Cantemos!  

 

Oração da coleta

Deus eterno e omnipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória, fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do

Espírito Santo.

 

Primeira leitura. (1Reis 17,7-16)

7Depois de certo tempo, a torrente secou, porque não chovia mais na terra. 8Então a palavra de Iahweh lhe foi dirigida nestes termos: 9"Levanta-te e vai a Sarepta, que pertence à Sidônia, e lá habitarás. Eis que ordenei lá, a uma viúva, que te dê o sustento." 10Ele se levantou e foi para Sarepta. Chegando à porta da cidade, eis que estava lá uma viúva apanhando lenha; chamou-a e disse: "Por favor, traze-me num vaso um pouco d'água para eu beber!" 11Quando ela já estava indo para buscar água, ele gritou-lhe: "Traze-me também um pedaço de pão na tua mão!" 12Respondeu ela: "Pela vida de Iahweh, teu Deus, não tenho pão cozido; tenho apenas um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Estou ajuntando uns gravetos, vou preparar esse resto para mim e meu filho; nós o comeremos e depois esperaremos a morte." 13Mas Elias lhe respondeu: "Não temas; vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com o que tens um pãozinho e traze- mo; depois o prepararás para ti e para teu filho. 14Pois assim fala Iahweh, Deus de Israel: A vasilha de farinha não se esvaziará e a jarra de azeite não acabará, até o dia em que Iahweh enviar a chuva sobre a face da terra." 15Ela partiu e fez como Elias disse e fizeram uma refeição ele, ela e seu filho: 16A vasilha de farinha não se esvaziou e a jarra de azeite não acabou, conforme a predição que Iahweh fizera por intermédio de Elias. Palavra do Senhor

 

Salmo de meditação (Sl 119,29-32)

Imitar o profeta Elias que meditava dia e noite na lei do Senhor

 

Refrão. Quero meditar dia e noite na lei do Senhor

 

1-Afasta-me do caminho da mentira, e gratifica-me com tua lei. Eu escolhi o caminho da verdade, e me conformo às tuas normas.

 

2- Eu me apego aos teus testemunhos, Senhor, não me deixes envergonhado. Eu corro no caminho dos teus mandamentos, pois tu alargas o meu coração.

 

3-Indica-me, Senhor, o caminho dos teus estatutos, eu quero guardá-lo como recompensa. Faze-me entender e guardar tua lei, para observá-la de todo o coração.

 

Leitura do Evangelho: Marcos 12,41-44

Jesus elogia a partilha da viúva no Templo

41E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava, como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. 42Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. 43E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. 44Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”.

 

Pensamentos para a Homilia

2º Dia: 1Reis 17,7-16: Insistir na partilha e estar com os pobres

 

1 Reis 17,7-16.  A partilha da viúva

Por causa da seca demorada de mais de três anos, na casa daquela viúva só sobrou um pouco de farinha e de azeite. Nada mais! Era para ela fazer uns pãezinhos para si mesma e para o filho e depois morrer. Ela disse a Elias: "Vamos comer e ficar esperando a morte". Mesmo sendo difícil, Elias exige que ela faça a partilha do pouco de pão de ela dispunha para sobreviver. Ele diz com uma certa dureza: "Faça primeiro um pão para mim, e depois você fará o pão para você e seu filho!" Isto significa que devemos reaprender a partilha como um dos fundamentos indispensáveis da vida em comunidade. É a falta de partilha que até hoje gera a injustiça no mundo. A partilha garantiu a sobrevivência para a viúva e o filho naquela época de seca e de penúria. A partilha é a raiz da vida em comunidade. Se houvesse partilha no Brasil, não haveria fome nem faminto e sobraria comida para muita gente de outros países. O povo diz até hoje: "Pobre não deixa pobre morrer de fome!" Jesus elogiou a outra viúva que depositou duas pequenas moedas no cofre: Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos os outros que depositaram moedas no Tesouro. Porque todos depositaram do que estava sobrando para eles. Mas a viúva na sua pobreza depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver (Mc 12,43-44).

 

LADAINHA DE SANTO ELIAS.

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 19 de julho-2018.

 

Senhor tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Jesus Cristo tende piedade de nós!

Jesus Cristo tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Senhor tende piedade de nós!

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.

Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus,

Tende piedade de nós.

Nossa Senhora do Carmo. Rogai por nós!

São José Patrono do Carmelo. Rogai por nós!

Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!

Que foste nutrido por um corvo no deserto. Intercedei por nós!

Santo Elias Pai dos eremitas. Rogai por nós!

Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!

Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.

Que chamaste Eliseu para ser o teu sucessor. Intercedei por nós!

Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!

Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!

Santo Elias protetor das viúvas. Rogai por nós!

Que fostes apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!

Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!

Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!

Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!

Santo Elias zeloso defensor do culto do Deus único. Intercedei por nós!

Que vos compadecestes da viúva de Sarepta. Rogai por nós!

Que defendestes Nabot um homem temente a Deus, Rogai por  

Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!

Santo Elias defensor dos pobres e perseguidos. Intercedei por nós!

Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!

Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós

Santo Elias perseguido por causa da justiça. Rogai por nós

Santo Elias inspiração da Igreja em saída. Intercedei por nós

Que encontrastes vida na nuvenzinha para regar a terra. Rogai por nós!

Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!

Santo Elias arrebatado aos céus em uma carruagem de fogo. Rogai por nós!

Santo Elias intercede a Deus Pai pelos desempregados. Intercedei por nós

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Perdoai-nos Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Ouvi-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Tende piedade de nós!

Padre: Rogai por nós, santo Elias, nosso Pai e Guia do Carmelo.

Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém

 

Oração.

Deus eterno e onipotente, que concedestes a Santo Elias, vosso profeta e nosso pai espiritual, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória. Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

 

Oração sobre as ofertas

Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja, e, assim como aceitastes o sacrifício do profeta Elias, dignai-Vos, de igual modo, receber as nossas ofertas de pão e vinho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

PREFÁCIO

O Profeta Elias, amigo de Deus e apóstolo

 

  1. O Senhor esteja convosco.
  2. Ele está no meio de nós.
  3. Corações ao alto. R. O nosso coração está em Deus.
  4. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus. R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Vós suscitastes profetas para que proclamassem que sois o Deus vivo e verdadeiro e conduzissem o vosso povo na esperança da salvação. Entre eles honrastes com a vossa divina amizade o profeta Elias, para que, devorado pelo zelo da vossa glória, manifestasse a vossa omnipotência e a vossa misericórdia. Ele caminhou sempre na vossa presença e por isso o quisestes junto a Cristo no Tabor, como testemunha da Transfiguração, para se alegrar com a presença gloriosa do vosso Filho. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo.

Depois da Comunhão: Invocação Eliana-Mariana

 

Padre: Falou Elias para o seu servo:

 

Todos: Sobe a montanha, olha para o mar!....

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Padre: Cobriu-se o céu de densas nuvens...

Todos: Foi muita chuva a desabar

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Cel: E a terra deu o mais novo fruto:

Todos: Nasce de uma Virgem, Aquele que vem salvar!

Padre: Ave Maria... Todos: Santa Maria...

 

Padre: Rogai por nós Virgem Bendita!

Todos: Ó Padroeira dos Carmelitas! 

 

OREMOS

Deus eterno e onipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória,

Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Antífona da comunhão (1Rs 19, 8)

Elias comeu e bebeu, e, fortalecido com o alimento, caminhou até ao monte de Deus.

 

Depois da Comunhão (Final)

Fortalecidos com a comida e a bebida angélica da mesa do vosso Filho, concedei-nos, Senhor, que, procurando-Vos sempre por meio da fé, alcancemos a contemplação da vossa presença no monte santo da glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém

Em sua alocução neste domingo, antes de rezar o Angelus, o Papa Francisco falou sobre a importância do verdadeiro repouso: "parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar das coisas do trabalho para as férias", pois somente "o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover (...), de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação"

 

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

“Temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso!”

Descanso e compaixão, dois aspectos importantes da vida que guiaram a reflexão do Papa Francisco no Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, que voltou a ser rezado da janela do apartamento pontifício, visto que o anterior foi do Hospital Agostino Gemelli, onde o Pontífice se recuperava de uma cirurgia.

 

O perigo do ativismo

O Papa inspirou-se no Evangelho de Marcos proposto pela liturgia do dia para chamar a atenção que Jesus se preocupa com o cansaço físico e interior dos seus discípulos. Prova disso, é que ao ouvir seus relatos jubilosos pelos “prodígios da pregação” durante a missão, Jesus lhes faz um convite: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”, convida ao repouso.

Ele quer alertá-los de um perigo, que sempre está à espreita também para nós: o perigo de deixar-se cair no frenesi do fazer, cair na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e o sentir-se protagonistas absolutos.

 

Aprender a parar

E isso, observou Francisco, acontece também na Igreja, “estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e estarmos sempre nós no centro. Por isso, convida os seus para repousar um pouco à parte, com Ele”:

Não é apenas repouso físico, é também descanso do coração. Porque não basta “desligar”, é preciso repousar de verdade. E como se faz isso? Para fazer isso é preciso voltar ao cerne das coisas: parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar da correria do trabalho para a correria das férias.

Mas o fato de Jesus se retirar a cada dia na “oração, no silêncio, na intimidade com o Pai”, não impede que Ele esteja atento às necessidades da multidão, e o convite dirigido aos seus discípulos, deveria acompanhar também a nós, que deveríamos parar “a correria frenética que dita as nossas agendas”:

“Aprendamos a parar, a desligar o celular, a contemplar a natureza, a regenerar-nos no diálogo com Deus.”

 

A compaixão nasce da contemplação

Mas o Papa recorda ainda, que “o Evangelho narra que Jesus e os discípulos não podem descansar como gostariam”, pois as pessoas provenientes dos lugares mais diversos os reconhecem. Neste ponto, move-se a compaixão”:

Aqui está o segundo aspecto: a compaixão que é o estilo de Deus, o estilo de Deus é: proximidade, compaixão e ternura. Quantas vezes no Evangelho, na Bíblia, encontramos esta frase: “teve compaixão dele”. Comovido, Jesus se dedica ao povo e retoma o ensino. Parece uma contradição, mas na realidade não o é. De fato, só o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover, isto é, de não se deixar levar por si mesmo e pelas coisas a fazer e de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação.

 

Ecologia do coração

Assim – observou Francisco - caso aprendamos a descansar verdadeiramente, nos tornaremos capazes da verdadeira compaixão:

Se cultivarmos o olhar contemplativo, levaremos em frente as nossas atividades sem a atitude voraz de quem quer possuir e consumir tudo; se permanecermos em contato com o Senhor e não anestesiarmos a parte mais profunda de nós, as coisas a fazer não terão o poder de nos tirar o fôlego e nos devorar. Temos necessidade - ouçam isso - temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso. Nos ajuda bastante!

Ao concluir, o Santo Padre convidou os fiéis a dirigirem-se a Nossa Senhora, “que cultivou o silêncio, a oração e a contemplação, e sempre se move em terna compaixão por nós, seus filhos.” Fonte: Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Dom Rodolfo Luís Weber

Arcebispo de Passo Fundo (RS)

 

“Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Marcos 6,30-34). Jesus estava ocupado com os apóstolos, pois os havia convidado para descansar um pouco, mas com o aproximar-se de mais pessoas teve que direcionar para elas a atenção.

O primeiro passo foi ver a multidão. Revela a atenção de Jesus aos acontecimentos do contorno, à situação social, psicológica e existencial daqueles que o procuravam. Ver em profundidade e de forma ampla as situações é um exercício exigente. Nem um olhar otimista que desconsidera os problemas, nem um olhar pessimista cego ao que há de bom e que só amplifica os problemas é justo. É considerar o que há de bom e errado na medida justa. O correto discernimento permite ações adequadas.

O ver de Jesus não foi meramente teórico ou uma simples constatação para ter argumentos para um possível discurso posterior ou para fazer uma análise política, sociológica ou religiosa da situação. Aquilo que viu o atingiu profundamente, teve compaixão, isto é, “sofreu com a multidão”. Percebeu que também era um problema dele e que deveria dar a sua colaboração e não apenas achar culpados ou mandar os outros fazerem algo.

A primeira forma de ajuda que Jesus ofereceu foi “ensinar-lhes muitas coisas”. O evangelista Marcos nem registra o que ensinou, simplesmente diz que ensinou. Ele sabia que o ser humano é uma realidade complexa que tem muitas exigências. Junto com as necessidades primárias de comer, beber, descansar, morar existem outras vitais e de primeira necessidade. Se o corpo tem fome, também o espírito e a inteligência precisam ser alimentados. A harmonia e equilíbrio da pessoa dependem, em boa parte, do correto alimento dado ao corpo e ao espírito. Aos apóstolos que voltavam de uma missão Jesus os convidou para descansarem e às multidões ofereceu ensinamentos. Era o que mais necessitavam naquela hora.

Refletimos sobre a postura de Jesus não simplesmente para fazer um exercício teórico, uma análise de texto, mas com o desejo de aprender, deixar-se orientar e iluminar o agir a partir dele. A multidão continua caminhando agora e é preciso vê-la, envolver-se e dar a própria colaboração conforme as possibilidades. Sem sombra de dúvida, as pessoas individuais que compõem a multidão têm necessidades das mais variadas. Retomo a necessidade que Jesus percebeu imediatamente naquela multidão: ser ensinada.

A longa pandemia ampliou, e em muito, o número de perguntas e dúvidas em todas as dimensões humanas. A quantidade de incertezas coloca a humanidade numa situação de “ovelhas sem pastor”. As palavras do profeta Amós, anunciando o “dia do Senhor”, dizem que “dias virão … quando hei de mandar à terra uma fome, que não será de pão e nem de sede de água, e sim de ouvir a Palavra do Senhor” (8,11). A multidão tem fome e sede de ensinamentos que façam compreender a verdade, que promovam a paz, que levem à reconciliação dos conflitos, que consolem, que animem, que afirmem que vida tem um sentido, que abram os olhos para ver o horizonte, os fatos de forma ampla e sob muitas óticas e não apenas de forma polarizada. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Dom José Gislon 

Bispo de Caxias do Sul (RS)

 

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Vivemos num momento marcado por muitas tensões em nossa sociedade, que são alimentadas por discursos que se prestam mais em alimentar o ódio do que construir a paz e a comunhão, numa sociedade já marcada e fragilizada por todo o contexto da pandemia.

É um momento em que deveríamos empenhar as nossas forças para recompor a realidade da vida, duramente ferida em nossa sociedade. E faremos isso se tivermos um discurso que, na prática, favoreça a comunhão e a paz em vista do bem comum. A paz da qual nos fala o Apóstolo São Paulo, na carta aos Efésios (Ef 2,13-18), a qual não é estática, mas absolutamente dinâmica e, portanto, construtiva e criativa. Mais precisamente, aquilo que nos dá a paz é a nossa capacidade de construirmos unidade dentro de nós, eliminando do nosso coração tudo aquilo que favorece a inimizade, alimenta o ódio e favorece o espírito de vingança.

Diante de tantas polêmicas e discursos que alimentam o ódio, nós podemos nos sentir cansados e abatidos, e gostaríamos de ter um tempo ou um espaço para recompor as nossas forças e ter paz. Mas seria em vão buscar essa paz de que tanto necessitamos somente fora de nós, ou em algum lugar isolado. Precisamos aprender a construí-la  dentro de nós, com os que estão longe e com os que estão próximos, com aquilo que levamos dentro de nós e com as situações que devemos afrontar nos passos da vida no dia a dia.

Como cristãos, proclamamos seguidamente que Cristo é nossa paz. Mas é no cultivo de uma intimidade constante com o Senhor Jesus, alimentada com a Palavra de Deus e a Eucaristia, que o nosso coração aprende a apreciar a “arte da paz” e o respiro da compaixão. A compaixão se aprende na escola da dor, onde ninguém pode substituir o outro, mas cada um tem a oportunidade de fazer a sua experiência de forma pessoal. A compaixão é a característica principal do Bom Pastor, e vem acompanhada da retidão, porque sem justiça permanece palavra vazia.

Nos passos da vida, muitas vezes somos feridos no corpo e no espírito, mas o Senhor não deixa de se fazer presente com a sua ternura e o seu amor-compaixão. Ele é capaz de tocar as cordas mais íntimas e sensíveis da nossa humanidade, que necessita de atenção, compaixão e cura. O que precisamos no dia a dia, mesmo quando estamos fragilizados ou feridos, é saber ouvir a voz do Senhor que nos fala ao coração. Ele tem o poder de revigorar a nossa vida, para afrontarmos e vencermos as provações que ela nos apresenta. Nos passos da vida, precisamos saber ouvi-lo, em meio aos rumores do dia a dia, mas também no silêncio e na participação da comunidade de fé. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O Pontífice publicou esta sexta-feira (16/07) o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970, acompanhando-o com uma carta na qual explica as razões de sua decisão. Eis as principais novidades.

A responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar volta para o bispo, moderador da vida litúrgica diocesana: “é de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”. O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais; o bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais. O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”. De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o. Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”. O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”. Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”. Há 14 anos o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”. Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”. Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”. (Com informações do Vatican News). Fonte: https://www.cnbb.org.br

NOSSA SENHORA DO CARMO: Santa Missa na Solenidade de Nossa Senhora do Carmo no Carmo de Angra/RJ, com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Aos pés da Mãe do Carmelo, agradecemos a Deus por todos que doaram mais de 9 mil cestas básicas em tempos de pandemia para os pobres. Rezemos também por todas as vítimas da covid-19. (Próxima Missa às 19h)

 

1) Oração

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé, rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 11, 28-30)

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.

 

3) Reflexão

O evangelho de hoje tem apenas três versículos (Mt 11,28-30) que fazem parte de uma pequena unidade literária, uma das mais bonitas, na qual Jesus agradece ao Pai por ele revelar a sabedoria do Reino aos pequenos e por escondê-la aos doutores e entendidos (Mt 11,25-30). No breve comentário que segue incluiremos toda a pequena unidade literária.

Mateus 11,25-26: Só os pequenos entendem e aceitam a Boa Nova do Reino

Jesus faz uma prece: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequenos”. Os sábios, os doutores daquela época, tinham criado um sistema de leis que eles impunham ao povo em nome de Deus (Mt 23,3-4). Eles achavam que Deus exigia do povo estas observâncias. Mas a lei do amor, trazida por Jesus, dizia o contrário. O que importa para salvar-nos, não é o que nós fazemos para Deus, mas sim o que Deus, no seu grande amor, faz por nós! Deus quer misericórdia e não sacrifício (Mt 9,13). O povo pequeno e pobre entendia esta fala de Jesus e ficava alegre. Os sábios diziam que Jesus estava errado. Eles não podiam entender tal ensinamento. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!  É do agrado do Pai que os pequenos entendam a mensagem do Reino e que os sábios e entendidos não o entendam! Se eles quiserem entendê-lo deverão fazer-se alunos dos pequenos! Este modo de pensar e ensinar subverte a convivência e incomoda.

Mateus 11,27: A origem da nova Lei: o Filho conhece o Pai.

Aquilo que o Pai nos tem a dizer, Ele o entregou a Jesus, e Jesus o revela aos pequenos, porque estes se abrem para a sua mensagem. Jesus, o Filho, conhece o Pai. Ele sabe o que o Pai nos queria comunicar quando, séculos atrás, entregou sua Lei a Moisés. Hoje também, Jesus está ensinando muita coisa aos pobres e pequenos e, através deles, à toda a sua Igreja.

Mateus 11,28-30: O convite de Jesus que vale até hoje

Jesus convida a todos  que estão cansados para vir até ele, e lhes promete descanso. Nós, das comunidades de hoje, deveríamos ser a continuação deste mesmo convite que Jesus dirigia ao povo cansado e oprimido debaixo do peso das observâncias exigidas pelas leis de pureza. Ele dizia: “Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”. Muitas vezes, esta frase foi manipulada para pedir ao povo submissão, mansidão e passividade. O que Jesus quer dizer é o contrário. Ele pede que o povo deixe de lado “os sábios e entendidos”, os professores de religião da época, e comece a aprender dele, de Jesus, um camponês do interior da Galileia, sem instrução superior, que se diz "manso e humilde de coração". Jesus não faz como os escribas que se exaltam de sua ciência, mas é como o povo que vive humilhado e explorado. Jesus, o novo mestre, sabia por experiência o que se passava no coração do povo e o que o povo sofria. Ele o viveu e conheceu de perto durante os trinta anos em Nazaré.

O jeito de Jesus praticar o que ensinou no Sermão da Missão

Uma paixão se revela no jeito de Jesus anunciar a Boa Nova do Reino. Paixão pelo Pai e pelo povo pobre e abandonado da sua terra. Onde encontrava gente para escutá-lo, Jesus transmitia a Boa Nova. Em qualquer lugar. Nas sinagogas durante a celebração da Palavra (Mt 4,23). Nas casas de amigos (Mt 13,36). Andando pelo caminho com os discípulos (Mt 12,1-8). Ao longo do mar, à beira da praia, sentado num barco (Mt 13,1-3). Na montanha, de onde proclamou as bem-aventuranças (Mt 5,1). Nas praças das aldeias e cidades, onde o povo carregava seus doentes (Mt 14,34-36). Mesmo no Templo  de Jerusalém, durante as romarias (Mt 26,55)! Em Jesus, tudo é revelação daquilo que o animava por dentro! Ele não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele mesmo era e continua sendo uma amostra viva do Reino. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar e tomar conta de sua vida. O evangelho de hoje revela a ternura com que Jesus acolhia os pequenos. Ele queria que eles encontrassem descanso e paz. Por causa desta sua opção pelos pequenos e excluídos, Jesus foi criticado e perseguido. Sofreu muito! O mesmo acontece hoje. Quando uma comunidade se abre e procura ser um lugar de acolhida e consolo, de descanso e paz também para os pequenos e excluídos de hoje que os estrangeiros e imigrantes, muitas pessoas reclamam e criticam.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Você já experimentou alguma vez o descanse que Jesus prometeu?

2) Como as palavras de Jesus podem ajudar a nossa comunidade a ser um lugar de descanso para as nossas vidas?

 

5) Oração final

Em ti está a fonte da vida e à tua luz vemos a luz. Concede sempre a tua graça a quem te conhece, e a tua justiça aos retos de coração. (Sl 35)

 

Francisco ficou dez dias internados para se submter a uma cirurgia no cólon. Diante do ícone mariano, rezou por todos os doentes, em especial por aqueles que encontrou durante sua internação.

 

Vatican News

O Papa Francisco recebeu alta do Hospital Agostino Gemelli, assim confirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo a perguntas dos jornalistas.

O Pontífice deixou a Policlínica pouco depois das 10h30 locais e antes de regressar para a Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa foi até à Basílica de Santa Maria Maior. Ali, de acordo com o comunicado da Sala de Imprensa, diante da Virgem "Salus Populi Romani" Francisco agradeceu pelo bom êxito da sua cirurgia e dirigiu a Nossa Senhora uma oração por todos os doentes, especialmente por aqueles que o Papa encontrou durante os dias de sua internação. Pouco antes das 12h, voltou para a Casa Santa Marta.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Evangelho (Mt 11,20-24)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.

21“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.

22Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

1) Oração

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé, rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 11, 25-27)

Naquele tempo, Jesus disse: 25"Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos.  26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.  27 Meu Pai entregou tudo a mim. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar.

 

3) Reflexão

Hoje o evangelho mostra a ternura com que Jesus acolhia os pequenos. Ele queria que os pobres encontrassem descanso e paz. Por causa disso, Jesus foi muito criticado e perseguido. Sofreu muito! O mesmo acontece hoje. Os pobres não recebem da parte dos cristãos a mesma ternura que, naquele tempo, recebiam de Jesus. Por exemplo, todo o continente africano, o mais pobre de todos, é abandonado pelos países ricos da Europa e da América do Norte que se dizem cristãos.

O contexto em que aparece este texto no capítulo 11 do evangelho de Mateus é esclarecedor. Nele transparece a contradição que a ação de Jesus ia provocando. João Batista, que olhava Jesus com os olhos do passado, não conseguiu entendê-lo (Mt 11,1-15). O povo, que olhava para Jesus com finalidade interesseira, não foi capaz de entendê-lo (Mt 11,16-19). As grandes cidades ao redor do lago, que ouviram a pregação de Jesus e viram seus milagres, não quiseram abrir-se para a sua mensagem (Mt 11,20-24). Os sábios e doutores, que julgavam tudo a partir da sua própria ciência, não foram capazes de entender a pregação de Jesus (Mt 11,25). Nem os parentes o entendem (Mt 12,46-50). Só os pequenos o entendem e aceitam a Boa Nova do Reino (Mt 11,25-30).

Mateus 11,25-26: Só os pequenos o entendem e aceitam a Boa Nova do Reino

Jesus faz uma prece: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!” Os sábios, os doutores daquela época, tinham criado uma série de leis que eles impunham ao povo em nome de Deus. Eles achavam que Deus exigia do povo estas observâncias. Eles mesmos não as observavam (Mt 23,4). A lei do amor, trazida por Jesus, dizia o contrário. O que importa, não é o que nós fazemos para Deus, mas sim o que Deus, no seu grande amor, faz por nós! Eles observam a lei não para merecer a salvação, mas para agradecer o amor que recebem de Deus. O povo entendia a fala de Jesus e ficava alegre. Os sábios achavam que Jesus estava errado. Eles não podiam entender tal ensinamento.

Mateus 11,27: A origem da nova Lei: O Filho conhece o Pai.

Jesus, o Filho, conhece o Pai. Ele sabe o que o Pai queria quando, séculos atrás, entregou a Lei a Moisés. Aquilo que o Pai nos tem a dizer, Ele o entregou a Jesus, e Jesus o revela aos pequenos, porque estes se abrem para a sua mensagem. Hoje também, Jesus está ensinando muita coisa aos pobres e pequenos. Os sábios e inteligentes fazem bem em fazer-se alunos dos pequenos! Não é Deus que despreza ou exclui os sábios, mas são eles mesmos que se fecham diante da mensagem de Jesus.

 

4) Para um confronto pessoal

1-Para você, a comunidade é fonte de paz ou de tensão? O que causa a tensão e o que traz a paz? Qual o fardo que hoje cansa o povo e qual o fardo que hoje alivia o povo?

2-Na primeira parte (vv.25-27), Jesus fala ao Pai. Quais os motivos que levam Jesus a dar louvor ao Pai? Como e quando você louva o Pai?

 

5) Oração final

Bendigo o Senhor que me aconselhou; mesmo de noite meu coração me instrui. Sempre coloco à minha frente o Senhor, ele está à minha direita, não vacilo. (Sl 15, 7-8)

 

1) Oração

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé, rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mt 11, 20-24)

20Depois Jesus começou a censurar as cidades, onde tinha feito grande número de seus milagres, por terem recusado arrepender-se: 21Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza. 22Por isso vos digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós! 23E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. 24Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti!

 

3) Reflexão  Mateus 11,20-24  (Lc 10,13-15)

O Sermão da Missão ocupou o capítulo 10. Os capítulos 11 e 12 vão descrever como Jesus realizava a Missão. Ao longo destes dois capítulos, aparecem as adesões, as dúvidas e as recusas que a ação evangelizadora de Jesus ia provocando. João Batista, que olhava Jesus com os olhos do passado, não conseguia entendê-lo (Mt 11,1-15). O povo, que olhava para Jesus com finalidade interesseira, não foi capaz de entendê-lo (Mt 11,16-19). As grandes cidades ao redor do lago, que ouviram a pregação de Jesus e viram seus milagres, não quiseram abrir-se para a sua mensagem (é o texto do evangelho de hoje) (Mt 11,20-24). Os sábios e doutores, que apreciavam tudo a partir da sua própria ciência, não foram capazes de entender a pregação de Jesus (Mt 11,25). Os fariseus que confiavam só na observância da lei, criticavam Jesus (Mt 12,1-8) e decidiram matá-lo (Mt 12,9-14). Diziam que Jesus agia em nome de Beelzebu (Mt 12,22-37). Queriam dele uma prova para poder crer nele (Mt 12,38-45). Nem os parentes apoiavam Jesus (Mt 12,46-50). Só os pequenos e o povo doente o entendiam e aceitavam a Boa Nova do Reino (Mt 11,25-30). Iam atrás dele (Mt 12,15-16) e viam nele o Servo anunciado por Isaías (Mt 12,17-21).

Esta maneira de descrever a ação missionária de Jesus era uma advertência clara para os discípulos e discípulas que andavam com Jesus pela Galiléia. Não podiam esperar muita recompensa nem elogio pelo fato de serem missionários de Jesus. A advertência vale também para nós que hoje lemos e meditamos este mesmo Sermão da Missão, pois os evangelhos são escritos envolventes. Eles nos convidam a confrontar nossa atitude frente a Jesus com a atitude das personagens que aparecem no evangelho e a nos perguntar se somos como João Batista (Mt 11,1-15), como o povo interesseiro (Mt 11,16-19), como as cidades incrédulas (Mt 11,20-24), como os doutores que pensavam saber tudo e não entendiam nada (Mt 11,25), como os fariseus que só sabiam criticar (Mt 12,1-45) ou como o povo pequeno que andava à procura de Jesus (Mt 12,15) e que, com a sua sabedoria, soube entender e aceitar a mensagem do Reino(Mt 11,25-30).

Mateus 11,20: A palavra contra as cidades que não o receberam

O espaço por onde Jesus andou durante aqueles três anos da sua vida missionária era pequeno. Abrangia uns poucos quilômetros quadrados ao longo do Mar da Galiléia em torno das cidades Cafarnaum, Betsaida e Corazain. Só! Ora, foi neste espaço tão pequeno que Jesus realizou a maior parte dos seus discursos e milagres. Ele veio salvar a humanidade inteira, e quase não saiu do limitado espaço da sua terra. Tragicamente, Jesus teve que constatar que o povo daquelas cidades não quis aceitar a mensagem do Reino e não se converteu. As cidades se fixaram na rigidez das suas crenças, tradições e costumes e não aceitaram o convite de Jesus mudar de vida.

Mateus 11,21-24: Corazain, Betsaida e Cafarnaum são piores que Tiro, Sidônia e Sodoma

No passado, Tiro e Sidônia, inimigos ferrenhos de Israel, maltrataram o povo de Deus. Por isso, foram amaldiçoadas pelos profetas (Is 23,1; Jr 25,22; 47,4; Ez 26,3; 27,2; 28,2; Jl 4,4; Am 1,10). E agora, Jesus diz que estas cidades, símbolos de toda a malvadeza, já teriam feito conversão se nelas tivessem acontecido tantos milagres como em Corazain e Betsaida. A cidade de Sodoma, símbolo da pior perversão, foi destruída pela ira de Deus (Gn 18,16 a 19,29). E agora, Jesus diz que Sodoma existiria até hoje, pois teria feito a conversão se tivesse visto os milagres que Jesus fez em Cafarnaum. Hoje continua o mesmo paradoxo. Muitos de nós, que somos católicos desde criança, temos tantas convicções consolidadas, que ninguém é capaz de nos converter. E em alguns lugares, o cristianismo, em vez de ser fonte de mudança e de conversão, tornou-se o reduto das forças mais reacionárias da política do país.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Como me coloco diante da Boa Nova de Jesus: como João Batista, como o povo interesseiro, como os doutores, como os fariseus ou como o povo pequeno e pobre?

2) Minha cidade e meu país merecem a advertência de Jesus contra Cafarnaum, Corazaim e Betsaida?

 

5) Oração final

 

Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus. O seu monte santo, colina magnífica, é uma alegria para toda a terra. (Sl 47, 2-3)