A cidade de Marabá, no Pará, está vivendo momentos difíceis devido às cheias dos rios Itacaiúnas e Tocantins. A solidariedade está se manifestando pelos governos e pela Igreja.

Os governos do Estado do Pará, municipal de Marabá bem como a Defesa Civil, o Exército, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal de Assistência Social estão ajudando com a construção de abrigos, deslocamento das pessoas até os abrigos ou outros locais para viver melhor, com alimentação, colchonetes, roupas e outras ajudas neste momento em que povo sofre por causa das enchentes.

A Igreja e a diocese de Marabá, com suas comunidades, sacerdotes, lideranças e também pelo projeto social Santa Dulce dos Pobres da cidade de Marabá estão se solidarizando com as famílias, vítimas das cheias dos rios Itacaiúnas e Tocantins e também presta ajuda com comidas, alimentação, colchonetes para as pessoas mais necessitadas.

“Nós estamos unidos com o povo sofredor e com todas as pessoas, entidades, governos que ajudam o povo sofredor. As doações devem ser feitas nas secretarias paroquiais. A solidariedade é fundamental no seguimento a Jesus Cristo que esteve ao lado das pessoas mais necessitadas. O amor a Deus, ao próximo como a si mesmo é a palavra de Jesus para ser seguida e vivida”, afirma o bispo local, dom Vital Corbellini.

 

Saiba como ajudar

Você poderá enviar sua ajuda financeira para a conta abaixo. Todo o recurso que chegar será destinado à compra de alimentos e outras necessidades para as famílias desabrigadas por causa das chuvas.

 

Diocese de Marabá Past Diocesana
CNPJ : 04.882.130/0001-56
Banco Itaú – Cód 341
Agência 0946
Conta Corrente 26947-9.

Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Ascese e oração

A vida de Antônio foi repleta de solidão, jejum e trabalho. Ao ficar órfão aos 20 anos de idade, distribuiu todos os seus bens aos pobres e retirou-se para o deserto; ali, lutou contra as tentações do demônio e dedicou a sua vida à ascese e à oração. A ele deve-se a criação de famílias monacais, que, sob a sua direção espiritual, se consagraram ao serviço de Deus.

 

Santo Antônio e a bênção dos animais

Santo Antônio Abade é representado, geralmente, ao lado de um porco com um sininho pendurado no pescoço. Esta representação iconográfica tem relação com o fato de que a antiga Ordem Hospitaleira dos “Antonianos” criava porcos nos centros habitados, porque a sua gordura era usada para ungir os doentes de ergotismo. A doença era denominada “fogo de Santo Antônio”.

No dia da sua festa litúrgica, são abençoados os animais domésticos e as estrebarias. Na iconografia Santo Antônio é representado também com um bordão dos eremitas em forma de T “tau”, a última letra do alfabeto hebraico.

 

Um dom de Deus

Na biografia “Vita Antonii”, escrita por Santo Atanásio, lê-se estas palavras sobre Santo Antônio: “O fato de ele ser conhecido em todos os lugares e admirado e querido por todos, até pelos que nunca o viram, é sinal das suas virtudes e da sua alma, amiga de Deus. De fato, Antônio não é conhecido pelos escritos, nem por uma sabedoria profana e tampouco por qualquer capacidade pessoal, mas apenas pela sua intimidade com Deus. Ninguém pode negar que este seja um dom de Deus. Como se ouve falar na Espanha e na Gália, em Roma e na África, este homem, que viveu retirado nos montes, se não tivesse levado o próprio Deus, em todos os lugares, como Ele faz com os seus escolhidos, como Antônio, como teria pregado desde o início? Embora estes procurem agir em segredo e permanecer ocultos, o Senhor os apresenta a todos como uma lucerna, para que os que ouvem falar deles saibam que é possível seguir os mandamentos e ter coragem de percorrer o caminho das virtudes”. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

A oração abre o céu, disse Francisco no Angelus

Comentando o Batismo de Jesus no rio Jordão, o Papa destacou a atitude de Cristo sempre em oração. “Rezar é a forma de deixar Deus agir em nós, de compreender o que Ele quer comunicar-nos mesmo nas situações mais difíceis, para ter a força para continuar.”

 

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

Como vai a minha oração? Esta foi a pergunta que o Papa dirigiu aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para a oração do Angelus dominical.

O Evangelho da liturgia de hoje fala do início da vida pública de Jesus, que começa com o Batismo no rio Jordão.

Francisco convidou os fiéis a se deterem num ponto específico, quando o Evangelho de Lucas relata que naquele momento Jesus “estava em oração" (Lc 3,21).

E isso se repete inúmeras vezes: no início de cada dia, muitas vezes à noite, antes de tomar decisões importantes Cristo está sempre em oração – o que revela uma relação íntima com o Pai.

Para Francisco, se trata de um grande ensinamento para nós, pois estamos todos imersos nos problemas da vida e em muitas situações emaranhadas, chamados a enfrentar momentos e escolhas difíceis que nos puxam para baixo.

Mas se não quisermos ser esmagados, precisamos elevar tudo para o alto. E é precisamente isto que a oração faz, que não é uma via de fuga nem um ritual mágico ou uma repetição de cânticos aprendidos de cor.

“Rezar é a forma de deixar Deus agir em nós, de compreender o que Ele quer comunicar-nos mesmo nas situações mais difíceis, para ter a força para continuar.”

 

Oração: diálogo, silêncio e grito

A oração, continuou Francisco, nos ajuda porque nos une a Deus, abre-nos a um encontro com Ele. “Sim, a oração é a chave que abre o coração ao Senhor.” É dialogar com Deus, é ouvir a sua Palavra, é adorar: ficar em silêncio e confiar-Lhe o que estamos vivendo. E por vezes é também gritar a Ele como Jó, para desabafar com Deus. "Ele nos entende bem, jamais fica bravo conosco."

Caros irmãos e irmãs, a oração - para usar uma bela imagem do Evangelho de hoje - "abre o céu": dá oxigênio à vida, respiro mesmo no meio dos afãs, e faz-nos ver as coisas de modo mais amplo.

Acima de tudo, permite-nos fazer a mesma experiência de Jesus no Jordão: faz-nos sentir como crianças amadas pelo Pai. Por isso, é importante saber a data do batismo, disse o Papa, convidando os fiéis a se informarem a respeito e refletirem:

“E hoje perguntemo-nos: como vai a minha oração? Será que rezo por hábito, sem querer, apenas recitando fórmulas? Ou será que cultivo a intimidade com Deus, diálogo com Ele, escuto a Sua Palavra?”

Entre as muitas coisas que fazemos, concluiu o Papa, não negligenciemos a oração: “Dediquemos tempo a ela, utilizemos invocações curtas para repetir com frequência, leiamos o Evangelho todos os dias”. Fonte: https://www.vaticannews.va

 

A Capela Sistina voltou a abrigar uma das celebrações mais sugestivas do ano, que não foi realizada no ano passado devido à pandemia. O Papa Francisco batizou 16 recém-nascidos, que recebem assim "a força de Jesus" para ir avante na vida.

 

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

Choros, fraldas e chupetas em meio à obra-prima dos afrescos da Capela Sistina: assim foi a missa presidida pelo Papa Francisco na festa do Batismo do Senhor.

Os protagonistas da cerimônia, como disse o Pontífice na homilia, foram os dezesseis recém-nascidos, filhos de funcionários do Vaticano, que receberam o Sacramento da iniciação cristã.

Nesta ocasião, Francisco faz sua reflexão sem um texto pré-escrito e neste domingo se inspirou num hino litúrgico que fala que o povo de Israel ia ao Jordão com os pés e a alma “descalços”, isto é, uma alma que desejava ser banhada por Deus, que não tinha nenhuma riqueza, que necessitava de Deus.

“Essas crianças hoje vêm aqui também com a alma descalça para receber a justificação de Deus, a força de Jesus, a força de ir avante na vida, receber a identidade cristã. É isto, simplesmente.”

Cabe aos pais e padrinhos proteger esta identidade, prosseguiu Francisco, esta é a tarefa de toda a vida e de todos os dias: “Fazê-los crescer com a luz que hoje receberão”.

“Esta é a mensagem de hoje: custodiar a identidade cristã.”

 

"Espírito de grupo"

Depois, como sempre faz nesta cerimônia, o Santo Padre deixou os pais à vontade para acudir os bebês. “Se tiverem fome, amamentem tranquilamente aqui, diante do Senhor”, disse às mães. “Não há problema.”

E se chorarem, “deixem gritar”, porque as crianças têm um espírito de comunidade, podemos dizer um “espírito de grupo”, brincou o Papa. Basta que um comece a chorar para que a orquestra dos demais acompanhe.

“E assim, com esta paz, vamos em frente nesta cerimônia e não esqueçam: receberão a identidade cristã e sua tarefa será custodiar esta identidade cristã.” Fonte: https://www.vaticannews.va

 

Perderam o significado. Tudo se tornou aparência: bispo italiano dispensa presença de padrinhos em batismos e crismas

Com um decreto que entrou em vigor no início do ano, o bispo de Mazara del Vallo determinou a suspensão da presença de padrinhos e madrinhas na celebração do Sacramento do Batismo para crianças, Confirmação e Iniciação Cristã para adultos. "É apenas uma figura formal e desprovida de significado. Tudo se tornou aparência”, lamenta o prelado. A decisão segue aquela já adotada por outras dioceses italianas.

 

Federico Piana- Cidade do Vaticano

“Havíamos chegamos ao ponto que muitos padrinhos e madrinhas, durante a celebração, sequer comungavam”. Dom Domenico Mogavero não mede as palavras para chegar ao cerne do problema: “O ofício de padrinho - afirma - perdeu o seu sentido original, limitando-se a uma presença litúrgica puramente formal”.

Eis porque na sua diocese siciliana de Mazara del Vallo, que dirige há quinze anos, determinou a suspensão da presença de padrinhos e madrinhas na celebração do Sacramento do Batismo para crianças, da Confirmação e da Iniciação Cristã para adultos.

O decreto, em vigor de 1° de janeiro último 'ad experimentum' até 2024, segue aqueles já adotados por outras dioceses italianas e estabelece que serão “os pais ou os responsáveis pela preparação religiosa do batismo a acompanhar, ​​diante do presbitério, aqueles que devem receber o Batismo ou a Crisma”. “Hoje – diz o prelado - padrinhos e madrinhas se tornaram figuras irrelevantes. Não se escolhe um homem ou uma mulher como ponto de referência por seu testemunho de fé”.

 

É uma figura que se esvaziou de sentido?

Certamente. No passado, especialmente na Igreja antiga, era significativo. Hoje se tornou uma figura que criou problemas, também em pessoas que não dão um testemunho de fé profunda. Houve casos de hipocrisia e falsidade: muitas pessoas, por exemplo, não revelaram sua condição de divorciados-casados novamente ou de estarem afastados da fé e da prática religiosa. Percebemos que tudo se tornou uma aparência. Deve ser ressaltado que o Código de Direito Canônico não impõe, nas celebrações, a presença de padrinho e madrinha.

 

Também a escolha se tornara formal?

Era feita de forma emocional e, às vezes, infantil. Várias vezes aconteceu-me que me pediram dispensa da idade útil para ser padrinho, para colegas de classe de doze anos ou para amiguinhos para brincar. Nem mesmo os crismandos se dão conta qual é o verdadeiro papel dos padrinhos e das madrinhas.

E depois, quase sempre, os padrinhos e madrinhas desaparecem após a cerimônia, quando, ao invés disso, deveriam acompanhar, por toda a vida, aquela pessoa que lhes foi confiada...

Trago um testemunho concreto, dado logo após que foi emitido o concreto. Em junho, quando anunciei minha intenção de emitir este decreto, uma pessoa me encontrou e me disse: faz quarenta anos que não vejo meu padrinho. Portanto, tomamos a decisão a partir de uma situação que já se tornou clara, ocupando-nos assim da dignidade dos sacramentos e do valor do testemunho cristão que não pode ser abandonado.

A figura dos padrinhos e das madrinhas poderá ser recuperada?

Depende muito de nós. Fomos nós - padres, bispos e comunidades cristãs - que assistimos ao esvaziamento de sentido destas figuras, sem opor nenhuma resistência. Quando percebemos que os padrinhos e madrinhas haviam se transformado em figuras coreográficas - servem apenas para dar um belo presente - deveríamos ter reagido para reverter a tendência. Nada fizemos e agora devemos ter a coragem de tomar uma decisão e de recomeçar com a presença dos catequistas e daqueles que preparam para a Crisma e os Sacramentos da Iniciação Cristã. Valorizamos essas figuras, deixando claro como são importantes também no caminho de aprendizagem e de testemunho do crismando ou do iniciado adulto. E se, um dia, alguém quiser resgatar a figura dos padrinhos do ponto de vista doutrinal e teológico, tudo bem: mas é preciso devolver a eles o verdadeiro sentido da missão. Fonte: https://www.vaticannews.va

Por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Comunidade Capim, Lagoa da Canoa/AL. 31 de dezembro-2021.

 

Se a gente seguir as pegadas de Jesus Cristo não para discriminar, apontar o dedo diante dos erros e falhas dos nossos familiares e amigos, mas viver a religião para fazer pontes onde os sofridos- pecadores e excluídos- possam passar, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente tirar o ódio do coração, limpar as magoas e não se deixar levar por sentimentos pessimistas e egoístas, mas saber sempre que, depois de uma tempestade, vem o brilho do sol, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente não continuar propagando as fake News nas mídias sociais, contra a democracia e a vida do nosso próximo- muitas vezes julgados e condenados- por nossas posições conservadoras e ultrapassadas, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente fizer a nossa parte e não ficar de braços cruzados ou estacionados no tempo, esperando que Deus resolva a nossa vida- Desde os problemas financeiros até amorosos- talvez o ano seja novo.   

 

Se a gente não continuar apoiando políticos corruptos, sanguinários, genocidas, bandidos e assassinos dos pobres que, eleição pós-eleição, nos transforma em mamulengo, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente for mais humano e solidário diante dos 15 milhões de desempregados, das 600 mil famílias que choram os seus entes queridos vítimas da pandemia, dos jovens negros assassinados nos morros, becos e vielas e dos povos em situação de vulnerabilidade em nossas ruas e praças, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente for mais verdadeiro e não esconder as verdades embaixo do tapete, não fugir das responsabilidades e enfrentar os medos e as decepções com a cabeça erguida, enquanto filhos e filhas amadas por Jesus Cristo, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente não tiver medo das noites escuras que se aproximarem da nossa caminhada e limpar com força e garra as pedras e os espinhos que iremos encontrar em nosso caminho ao longo do ano, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente não desistir do primeiro não, da primeira cara feia ou da primeira porta que baterem em nossa cara convictos que, o Senhor Deus vai estar sempre do nosso lado para enfrentar todos os obstáculos, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente não continuar apoiando os negacionistas contra a vacina do novocoronavírus, deletar os fanáticos políticos que pedem a volta da Ditadura Militar e jogar no lixo eleitoral aqueles que usam o nome de Deus para chegarem no poder, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente lutar a favor da nossa casa comum- O Planeta Terra- e nas próximas eleições dizer não aos políticos que fecham os olhos diante do grito da mãe natureza, dos indígenas, dos quilombolas e dos trabalhadores ruais, talvez o ano seja novo.

 

Se a gente tiver a coragem de perdoar aqueles que por ventura fizerem algum mal contra nós, dá um Bom dia, uma Boa Tarde e Boa noite para os desanimados e esquecidos do sistema econômico e político, talvez o ano seja novo

 

Talvez... Talvez seja novo. Depende de mim, depende de você, depende de todos nós! Feliz 2022 com os pés no chão.

 

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Mosteiro de Itaici, São Paulo. 16 de dezembro-2021. www.instagram.com/freipetronio

 

Naquela manhã de nove de maio de 2014, o jovem monge estava angustiado- não pela vida- que aliás estava muito boa atrás dos muros daquele imenso e tradicional mosteiro: um bom plano de saúde, uma boa alimentação, uma boa faculdade... o seu futuro estava garantido! Quer dizer... (Aguarde a nossa crônica do dia)

Uma conversa com a Imaculada Conceição... Homilia do Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, no 6º Dia do Novenário de Nossa Senhora da Conceição em Angra dos Reis/RJ. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 4 de dezembro-2021.

 

de: “A flecha de fogo” de Nicolau “Gallus” (ano 1270 )

Na cela nos é mostrado o tesouro inestimável, e incomparável de contemplação cheia de perfume, de maneira que, desprezadas totalmente as cousas caducas da terra, a nossa alma se consome inteiramente no desejo fervente da contemplação; ... na cela recebemos as verdadeiras delicias do paraíso que de tal modo deleitam e restauram o nosso homem interior, que o seu desejo ao mesmo tempo aumenta a nossa sede e é saturado.

Virgem do Carmo: Uma Prece

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 30 de junho-2021.

 

Mãe do Carmelo, pra onde vais, Virgem do Carmo, onde estais. / Ensina a seguir Jesus, ensina encontrar a paz (bis)

 

1-No Brasil, de tantos mortos, o coronavírus a nos atormentar. / Senhora do Escapulário, vem logo1nos ajudar (bis)

2- No mês, da Flor Carmelo, a Novena vamos rezar. / julho é carmelitano, com o Cristo vamos encontrar (bis).

3- Com, Madalena de Pazzi, e Tito Brandsma, vamos louvar. / Com Teresona e João da Cruz, para o Monte vamos caminhar (bis)

 

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ.

Sábado, 12 de junho-2021.

 

“Quero ser uma outra Santa Teresinha do Menino Jesus”, afirmou Maria Cristina, em um encontro vocacional. “Sim, eu quero ser São João de Cruz”, disse o vocacionado jovem em um encontro para candidatos ao Carmelo. “Eu sei que o Carmelo é o meu céu na terra”, afirmou outro inocente e “imaculado” jovem.

Tais afirmações verídicas, relatam a inocência vocacional de jovens que buscam o Carmelo e as diversas ordens religiosas, congregações, seminários diocesanos e comunidades de vida. As intenções são boas e verdadeiras, mas inocentes- e o que é mais grave- alguns animadores vocacionais continuam alimentado tais ilusões vocacionais.

Talvez que você- também inocente religiosamente ou vocacionalmente- ainda não entendeu o X da questão do meu artigo.

Bem, no meu segundo CD; “Tempo do Carmelo”, tenho uma música que se chama, “Venha para o Carmelo”. Logo na primeira estrofe deixo bem claro o que de fato é a espiritualidade carmelitana: “Não somos anjos, somos humanos, não somos santos, somos humanos. A nossa humanidade, vai te ajudar crescer, subir no Carmelo, desta fonte vai beber”. Aqui retrato toda a nossa riqueza espiritual através da nossa humanidade a partir das nossas virtudes e limitações.

Conheço a história de um jovem- ex-frade carmelita- que, antes de entrar para o Carmelo- sem a orientação sincera e humana do formador- continuo a caminhar nas nuvens vocacionais. Digo, só falava em santidade, “Carmelo céu na terra”, sofrer para seguir Jesus Cristo... Essas trecaiadas toda. Depois de conviver 6 anos em um convento, viu o “outro lado da moeda”. Digo; mentiras, fofocas, ódio, jogo de interesses, acomodação- sim, porque muitas vezes o convento, mosteiros, seminário ou comunidade de vida, não passa de um belo Spa ou de uma grande Multinacional- onde tais jovens tem todos os direitos e mordomias e termina perdendo a sua própria indenidade- agora ele foge da Igreja e da MISSA igual o diabo foge da cruz. Se falar em padres ou vocação, este jovem entra em parafuso. A família não sabe mais o que fazer!

Talvez alguém “inocente” fique escandalizado quando falo das mazelas conventuais e seminarísticas. Bem, na verdade tem gente que finge não ver tais realidades que são humanas. Eu disse HUMANAS! É que muitas vezes fechamos os olhos para a nossa humanidade e “sacralizamos” a vida dos quatro muros das nossas Igrejas, conventos e seminários.   

No Documento; “RECOMENDAÇÕES PASTORAIS DA ASSEMBLEIA PLENÁRIA
DA PONTIFÍCIA COMISSÃO PARA A AMÉRICA LATINA- A FORMAÇÃO SACERDOTAL NOS SEMINÁRIOS, encontramos a seguinte orientação no N° 8: Nos Seminários e nas casas de formação sacerdotal é importante fomentar as equipes de vida, como outras formas de integração comunitária, que favoreçam o amadurecimento para a solidariedade, a capacidade para dar e receber, a correção fraterna, e que seja estímulo para superar o individualismo e o isolamento”. Ou seja, para se formar bom padre, religioso ou religiosa, a dimensão da humanidade é fundamental. Eu disse HUMANIDADE, não uma espiritualidade das nuvens ou descontextualizada.

Termino o meu OLHAR VOCACIONAL com uma citação do Sumo Pontífice, o Papa Francisco, na audiência do dia 10 de junho-2021 na Sala Clementina, no Vaticano, com alguns membros da Comunidade do Pontifício Seminário Regional Marchigiano Pio XI de Ancona. Ele afirmou: "A formação pastoral deve encorajá-los a ir com entusiasmo ao encontro das pessoas. Torna-se sacerdote para servir o Povo de Deus, para cuidar das feridas de todos, especialmente dos pobres. Disponibilidade aos outros: esta é a prova certa do seu sim a Deus, e nada de clericalismo. Ser discípulos de Jesus significa libertar-se de si mesmos e conformar-se aos seus sentimentos, Àquele que veio "não para ser servido, mas para servir". Belas palavras de encorajamento e discernimento para o verdadeiro seguinte a Jesus Cristo Pobre, humilde, Divino e Humano. E tenho dito!

A Cruz de Jesus

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

(Contatos com o Frei; www.instagram.com/freipetronio  whatsapp- (21) 98291-7139. E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

Eis a cruz ó madeiro sagrado, eis a cruz ó altar consumado, eis a cruz, eis a cruz, de Jesus.

 

1-No Monte das Oliveiras Ele sente a aflição, está em silêncio e desolação. Meu Pai afasta de mim essa dor, mas não seja feita a minha vontade mas/ Do Senhor (bis)

 

2-Judas Iscariotes traiu meu Salvador, ô quanto sofrimento ó quanta dor. No coração de Pedro a noite chegou, nega o Filho de Deus/ O Salvador. (bis)

 

3- Ele foi julgado e condenado com desamor, e logo Pilatos Barrabás soltou. Cuspiam Nele e diziam salve o Rei dos Judeus, batiam em sua cabeça/ Ô quanto dor. (bis) 

 

4-No caminho do calvário as santas mulheres encontrou, no caminho do calvário Verônica aflita/ As lágrimas enxugou. (bis)

 

5-Para o calvário a cruz Ele carregou, Simão Cireneu logo o ajudou. Para o calvário a cruz Ele carregou, a sua santa Mãe/ O consolou. (bis)

 

6-No suplício da cruz Dimas suplicou, e o perdão dos pecados ele ganhou. Pobre Filho de Deus homem da dor, os pecados de Dimas/ Ele deletou. (bis)

 

7-No alto da cruz Ele foi condenado, no alto da cruz Ele foi abandonado, no madeiro Ele sente uma grande dor, os pregos e a lança o/ Sangue jorrou. (bis)

 

8- No alto da cruz Ele gritou, meu Deus, meu Deus por que/ Me abandonou. O que fizeram com o meu Senhor, fazem todos os dias, ô/ Quanta horror. (bis)

Mãe dos Carmelitas e de todos os fiéis, especialmente dos que vestem o Santo Escapulário, nós vos escolhemos como protetora desta casa e desta cidade neste tempo de pandemia.

Dignai-vos mostrar neste povo de Deus a vossa proteção como outrora mostrastes à Ordem do Carmo. Preservai a todos nós da contaminação, do medo, do desamino, da falta de fé e todos os males que afetam o nosso corpo e a nossa alma.

Rainha excelsa e Mãe amável do Carmelo, dissestes que o Escapulário é a defesa nos perigos, sinal do vosso amparo e laço de aliança entre vós e os vossos filhos e filhas. Dai-nos a fé que tivestes na palavra de Deus, e o amor que nutristes para com o vosso Filho.

Ó Flor do Carmelo e Estrela do mar, cobre com o vosso manto os doentes nas filhas dos hospitais a espera de uma vaga nas UTIs. Consola os familiares e amigos que choram os seus entes queridos. Abençoa os médicos, os profissionais da saúde e os cientistas no combate ao vírus e dai-nos a mesma fé que tivestes na palavra de Deus e o amor que nutristes para com o vosso Filho. Amém

São José: O mês é dele... o Ano é dele. A Palavra do Frei Petrônio- Direto da Praia do Bonfim, Angra dos Reis/RJ. Segunda-feira, 1º de março-2021.  www.instagram.com/freipetronio 

SANTA TERESA DE JESUS. No dia de Teresa D`Ávila, vamos recordar o IV- Encontro da ALACAR-Associação Latino Americana dos Carmelitas. De de 26 a 31/10/2015 em El Salvador. No vídeo, Frei Savério Canistrà, OCD, Prepósito-Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, falou sobre o profetismo desde a mística de Teresa. Câmera: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.  Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 15 de outubro-2020

 

 

Na Audiência Geral realizada na Sala Paulo VI, Francisco retoma as catequeses sobre a oração após o ciclo dedicado ao cuidado da criação no mundo ferido pela pandemia de coronavírus. “A oração não é um fechar-se com o Senhor, para maquiar a alma. A oração é um confronto com Deus e um deixar-se enviar para servir aos irmãos”, disse o Pontífice.

 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

“A oração de Elias” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (07/10), realizada na Sala Paulo VI, por causa da chuva que começou a cair cedo na Cidade Eterna.

O Pontífice retomou as catequeses sobre o tema da oração, interrompidas para dar espaço às catequeses sobre o cuidado da criação. “Conheçamos um dos personagens mais fascinantes de toda a Sagrada Escritura: o profeta Elias. Ele vai além dos limites do seu tempo e podemos ver a sua presença também em alguns episódios do Evangelho. Ele aparece ao lado de Jesus, juntamente com Moisés, no momento da Transfiguração. O próprio Jesus refere-se à sua figura para dar crédito ao testemunho de João Batista”, sublinhou Francisco.

 

Elias, incapaz de compromissos mesquinhos

O Papa frisou que “a Escritura apresenta Elias como um homem de fé cristalina: no seu próprio nome, que poderia significar “Javé é Deus”, está incluído o segredo da sua missão. Ele será assim para o resto de sua vida: um homem integérrimo, incapaz de compromissos mesquinhos. O seu símbolo é o fogo, a imagem do poder purificador de Deus. Será o primeiro a ser posto à prova e permanecerá fiel. Ele é o exemplo de todas as pessoas de fé que conhecem tentações e sofrimentos, mas não deixam de viver à altura do ideal para o qual nasceram”.

A oração é a linfa que alimenta constantemente a sua existência. Por esta razão, é um dos personagens mais queridos à tradição monástica, de tal forma que alguns o elegeram padre espiritual da vida consagrada a Deus. Elias é o homem de Deus, que se levanta como defensor da primazia do Altíssimo. No entanto, também ele é obrigado a enfrentar as próprias fragilidades. É difícil dizer quais experiências lhe foram mais úteis: se a derrota dos falsos profetas no Monte Carmelo, ou a perplexidade em que constata que ele «não é melhor do que os seus pais».

 

A oração é deixar-se conduzir por Deus

Segundo Francisco, na alma de quem reza, o sentido da própria debilidade é mais precioso do que momentos de exaltação, quando parece que a vida é uma cavalgada de vitórias e sucessos”, e acrescentou:

Na oração acontece sempre isso. Momentos de oração que nos puxam para cima, nos enche de entusiasmo, e momentos de oração de dor, aridez e provações. A oração é assim: deixar-se conduzir por Deus e deixar-se também golpear, pelas situações ruins e até mesmo pelas tentações. Esta realidade que a oração é assim se encontra em muitas outras vocações bíblicas, também no Novo Testamento; pensemos, por exemplo, em São Pedro e São Paulo, a vida deles era assim: momentos de exultação e momentos de abaixamento, de sofrimentos.

“Elias é o homem de vida contemplativa e, ao mesmo tempo, de vida ativa, preocupado com os acontecimentos do seu tempo, capaz de se lançar contra o rei e a rainha, depois que ele mandaram matar Nabot para tomar posse da sua vinha”, disse ainda o Pontífice.  

 

Precisamos do espírito de Elias

Quanto precisamos de fiéis, de cristãos zelosos que agem diante de pessoas que têm responsabilidade gerencial com a coragem de Elias, para dizer: “Isto não deve ser feito! Isto é um assassinato”! Precisamos do espírito de Elias.

Elias nos mostra, deste modo, “que não deve haver dicotomia na vida de quem reza, não há diferença: se está perante o Senhor e se vai ao encontro dos irmãos para os quais Ele envia".

“A oração não é um fechar-se com o senhor, para maquiar a alma. Não, isto não é oração. Esta é uma oração fingida. A oração é um confronto com Deus e um deixar-se enviar para servir aos irmãos. A prova da oração é o amor concreto pelo próximo.”

"E vice-versa: os fiéis agem no mundo depois de, primeiro, terem silenciado e rezado; caso contrário, a sua ação é impulsiva, desprovida de discernimento, é uma corrida ofegante sem meta. Quando os fiéis fazem assim, cometem muitas injustiças, porque não foram primeiro diante do Senhor para rezar, discernir o que devem fazer”.

 

Regressar a Deus com a oração

O Papa disse ainda que “as páginas da Bíblia sugerem que também a fé de Elias progrediu: ele cresceu na oração, refinou-a pouco a pouco. Para ele, o rosto de Deus tornou-se mais nítido ao longo do caminho. Até atingir o seu ápice naquela experiência extraordinária, quando Deus se manifestou a Elias no monte. Ele manifesta-se não na tempestade impetuosa, não no tremor de terra nem no fogo devorador, mas no «murmúrio de uma brisa suave». Ou melhor, uma tradução que reflete bem essa experiência: em um fio de silêncio sonoro. É assim que Deus se manifesta a Elias”.

É com este sinal humilde que Deus se comunica com Elias, que naquele momento é um profeta fugitivo que perdeu a paz. Deus vai ao encontro de um homem cansado, de um homem que pensava ter falhado em todas as frentes, e com aqu

“Esta é a vicissitude de Elias, mas parece escrita para todos nós”, disse ainda Francisco. “Em certas noites podemos sentir-nos inúteis e solitários. É então que a oração virá e baterá à porta do nosso coração. Todos nós podemos tocar uma orla do manto de Elias. E mesmo que tivéssemos feito algo de errado, ou se nos sentíssemos ameaçados e apavorados, regressando a Deus com a oração, voltarão também como que por milagre a serenidade e a paz. Isto é o que nos ensina o exemplo de Elias”, concluiu o Papa. Fonte: https://www.vaticannews.va

Com Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ, conheça Assis, Itália, a terra da Espiritualidade Franciscana. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro.  29 de outubro-2014.

É uma vocação, vem de fábrica, tá no sangue

 

NELSON MOTTA

Não acredito! Agora foi demais. Deve ser uma das frases mais repetidas, e desmentidas, pela realidade do Brasil. Há sempre mais. Já tivemos quadrilhas de políticos e empresários que roubavam nas compras de sangue de hospitais públicos; que sugavam a merenda escolar da boca das crianças para seus bolsos; desviavam verbas para compra de ambulâncias. Próteses. Vacinas. Sempre dos que mais precisavam. Um dos maiores assaltos da quadrilha de Sérgio Cabral foi na Secretaria de Saúde de Sérgio Côrtes, um médico que roubava doentes.

Pelo perfil de covardia, crueldade e desprezo por seu semelhante, não é surpresa que justamente durante a pandemia, no pior momento, bandidos oficiais roubem na compra de respiradores, hospitais de campanha e remédios para a população pobre. A quadrilha de Witzel tinha uma tropa de assalto na Secretaria estadual de Saúde. O bando do satânico pastor Crivella saqueou verbas da saúde, outros desviaram R$ 41 milhões da Fundação Leão XIII, que existe para cuidar da população de rua. Roubaram dinheiro de mendigos!

Roubar sangue, ambulâncias, remédios, respiradores e merenda escolar seria moralmente mais grave do que achacar, receber propina, roubar de ricos e de empresas em obras publicas e programas governamentais? Tanto faz, a conta é sempre paga por todos, principalmente os pobres, que pagam impostos em tudo o que compram.

Mas ladrão é ladrão. É uma vocação, vem de fábrica, tá no sangue, tantos são os sobrenomes em comum de filhos e mulheres de juízes denunciados por venda de sentenças que são advogados. No Brasil, não é a ocasião que faz o ladrão, é o ladrão que faz a ocasião. O mais impressionante é a covardia, crueldade e sadismo na escolha de sua presa indefesa: o elemento sabe que está roubando dos que mais precisam.

O que merece essa escória, a maioria impune com a cumplicidade do Judiciário e de um sistema legal feito para proteger quem pode mais? Fonte: https://oglobo.globo.com

OBRIGADO... Nos meus 53 Anos de vida, obrigado pelas mensagens e orações. 15 de setembro-2020, Festa de Nossa Senhora das Dores e meu aniversário. Obrigado Senhor! 

Imagens do V- Alacar- Congresso da Associação Latino Americana de carmelitas. De 6-11 de novembro-2018 em Santo Domingo, República Dominicana. Tema: Mártires de ontem, para o Carmelo Latino-Americano de hoje; Beato Frei Tito Brandsma, Santa Edith Stein e Dom Oscar Romero. No vídeo, a quarta exposição, com o tema; Martírio e Espiritualidade de Monsenhor Oscar Romero, proferida por Monsenhor Oswaldo Escobar, Bispo de Chalatenango, El Salvador, carmelita descalço. Convento do Carmo da Lapa/RJ. 24 de dezembro-2018.