FAPCOM: Pés Trocados.
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“Pés Trocados”- Trabalho de conclusão de curso de Bacharelado em Comunicação Social com Habilitações em Jornalismo, Rádio, TV e Internet na Fapcom- Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação - é um documentário que visa explorar a questão social e estética que visa explorar a questão social e estética da cirurgia de mudanças de sexo e troca do nome de registro no Brasil. Dramas comuns na vida das pessoas transexuais. Um Filme de José Petrônio, Charles Godini, Jhonny Rodrigues, Maria Bonfim e Michael Batista. São Paulo- 2013. Divulgação: Rio de Janeiro-2019.
Imagem que verte mel: Reportagem
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ACREDITE SE QUISER!... Imagem de Nossa Senhora verte mel
(Reportagem do Olhar Jornalístico direto da Igreja do Carmo da Esplanada/SP no último dia 5 de maio/ 2019.
HISTÓRICO DA IMAGEM
Feita de gesso, a imagem foi trazida de Fátima (Portugal) em 1991, para a cidade de Mirassol, São Paulo. (Diocese de São José do Rio Preto) No dia 13 de maio de 1993 começou a lacrimejar mel. Em cada região, seu corpo apresenta uma manifestação diferente. A imagem já foi tema de reportagem do Fantástico, na Rede Globo. Além de mel, dos olhos da Virgem Santíssima saem também azeite e sal.
Cientistas de várias universidades brasileiras e americanas já estudaram a imagem para tentar encontrar uma explicação para o mel e azeite que a mesma verte, mas definiram o fenômeno como “sem explicação natural”.
A Igreja Católica ainda não reconhece o acontecimento como milagre, mas o que se sabe, com depoimentos, é que muitos fiéis depositando seus pedidos aos pés da Santa, já conseguiram graças e bênçãos especiais.
No dia 13 de maio de 1993 esta imagem “chorou” pela primeira vez somente lágrimas.
No dia 13 de maio de 1994 ela chorou sal.
No dia 22 de maio de 1994 ela chorou mel.
No dia 27 de maio de 1994 ela chorou azeite.
De 1994 até os dias de hoje, em cada lugar que passa seu corpo apresenta uma manifestação diferente: ora chorando lágrimas, mel, sal, azeite.
A imagem já foi tema de reportagem do Fantástico.
Cientistas de várias Universidades brasileiras e americanas já estudaram a imagem para tentar encontrar uma explicação para o mel, azeite, sal e lágrimas que a imagem verte, mas definiram como “sem explicação natural.
No ano de 2017 a Imagem Milagrosa foi enviada para ser restaurada numa empresa em São Paulo, que depois de muitas tentativas, por meses seguidos, não conseguiram pintá-la novamente por a mesma não cessou de verter mel ficando assim uma cor escura semelhante a cor da imagem da padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida. O fato aconteceu exatamente no ano em que se celebrava o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima e os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.
São muitos os depoimentos de fiéis que, depositando seus pedidos aos pés da Imagem Milagrosa ou usando do mel que verte da mesma, já conseguiram graças, milagres e bênçãos especiais. Fontes: www.facebook.com/paroquiaasb; http://regiaonoroeste.com
bênçãos especiais. Fontes: www.facebook.com/paroquiaasb; http://regiaonoroeste.com
RESGATANDO A HISTÓRIA DE LAGOA DA CANOA/AL: Dom José Maurício da Rocha
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“Vá se queixar ao Bispo de Bragança”
A influência e o poder do primeiro chefe da Diocese de Bragança
Poucas pessoas foram tão poderosas quanto ele na cidade de Bragança Paulista. Monarquista, conservador e defensor ferrenho da moral e dos bons costumes, Dom José Maurício da Rocha não pensava duas vezes antes de acionar as maiores autoridades do país em busca de preservar os seus interesses e os da Igreja.
A autoridade do primeiro de bispo de Bragança Paulista era algo sem comparação. Ninguém, nem mesmo o prefeito da cidade, ousava contrariar sua vontade.
A influência de Dom José Maurício era tanta que ultrapassou as fronteiras da Diocese. Bem relacionado, gozava de muito prestígio na vida política e social do país, a ponto de se atribuir a ele a origem do jargão: “Vá se queixar ao Bispo de Bragança”. Dizem que era isso que ouviam políticos e empresários quando não conseguiam algum objetivo junto às autoridades.
José Maurício da Rocha nasceu na cidade de Lagoa da Canoa (AL), em 18 de junho de 1885. De família tradicional, realizou seus primeiros estudos na sua terra natal e depois ingressou no Seminário de Olinda.
Foi ordenado sacerdote, em 29 de junho de 1908, na Catedral de Maceió, com dispensa, por ter apenas vinte e três anos de idade. Imediatamente, foi nomeado professor do Seminário Menor de Maceió, e secretário da Cúria Diocesana. Em 10 de maio de 1919, foi nomeado, pelo Papa Bento XV, bispo diocesano de Corumbá. Tomou posse em diocese isolada, com pouco patrimônio e poucos padres. Teve que fazer muitas viagens penosas pelo sertão, em lombo de burros, para realizar visitas às paróquias e comunidades. Permaneceu em Corumbá até 1927, quando foi transferido para a recém-criada Diocese de Bragança Paulista. Fez de sua posse um dos maiores eventos da história da cidade.
Além do rigor e da dedicação à formação dos padres, governou com visão empreendedora. Multiplicou em pouco tempo o patrimônio da diocese, transformando-a em uma das mais poderosas do Estado de São Paulo. Gostava de investir em imóveis e incentivava as doações dos fiéis.
Suas virtudes como administrador e intelectual (produziu diversos artigos, cartas pastorais, discursos e homilias inesquecíveis muito prestigiadas pela Igreja) entravam em contradição com seus ideais políticos. Era defensor incondicional da monarquia, embora tenha tido sempre boas relações com republicanos. Uma de suas grandes preocupações com a modernidade era a “dissolução dos costumes”.
Dom José permaneceu à frente da Diocese de Bragança por 40 anos. Morreu em 24 de novembro de 1969. Antes do enterro, corpo ficou exposto à visitação pública por dois dias. Bragança recebeu visitas pessoas de diversas partes do país e de autoridades como o Cardeal Agnelo Rossi, então arcebispo de São Paulo; Dom Humberto Mozzoni, então Núncio Apostólico no Brasil, o ex-presidente Jânio Quadros, o general Milton Tavares e o Ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva. Fonte: http://braggente.blogspot.com
A Pancada da vó: História de Família.
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Frei Pedro Jansen, O. Carm. In Memoriam (*07/02/1938 + 22/06/2010)
O fato que vou narrar se deu há 30 anos. Data exata não sei mais. O lugar foi Governador Valadares, na estrada do seminário. A pancada jamais esqueci e a muita gente transmiti. Quer saber o que foi que aconteceu?
Na diocese as reuniões do bispo com os padres eram feitas no seminário. Ficava na periferia da cidade a uns cinco quilômetros do centro. O encontro ocupou o dia todo e terminou no começo da noite. Para não enfrentar sozinho mais de 150 Km. em estrada de chão, para chegar em casa, resolvi dormir no seminário. No dia seguinte, bem cedo, entrei no carro e desci a rampa do seminário e entrei na estrada que vinha da roça para o centro. De imediato vi 3 figuras femininas: uma senhora com idade de vó, uma senhora de meia idade e uma jovem de uns 15 anos. Cada uma carregava uma cesta com produtos de horta, verduras e legumes. Hesitei, mas parei o carro e ofereci carona, caso fossem para o centro. Elas se entreolharam e olharam para mim e a vó decidiu: nós vamos aceitar.
A conversa mexeu nos assuntos corriqueiros de sol e chuva, das dificuldades da vida e das alegrias. Curioso, eu não pude deixar de perguntar de onde vinham e para onde iam. Outra vez a vó conduziu a conversa: tinha um sítio, traziam verduras para vender no mercado, porque com a filha viúva, a neta para criar, abandonada pelo marido, era isso o meio de sobreviver. Refleti sobre o que a vó tinha dito e arrisquei um palpite: “Vó, na falta de homem no sítio, porque a senhora não vende a terra, muda para a cidade. A filha poderá se empregar, a neta poderá estudar e a senhora cuida da casa.
Quando a vó ouviu a palavra vender ela se mexeu na poltrona, virou para mim e disse.
“Meu senhor, vosmecê não falou por mal, mas eu não posso vender a terra. A mulher que vive agora com meu marido, não ama “ele”. Quem amo meu marido sou eu. Ela aproveita dele, enquanto tiver algum recurso e saúde. No dia em que ele- meu marido- ficar doente, ela vai abandonar “ele”. E então, quando isto acontecer, sem a terra eu não vou poder cuidar dele. Porque, quem ama meu marido sou seu.”
É inútil dizer que eu esperava todas as respostas, menos a que eu acabava de ouvir. Foi como um pancada na cabeça.
Logo chegamos no ponto em que elas deviam descer do carro. Agradeceram a carona e me desejaram muita felicidade. Retribui os votos. Sozinho, tive que parar o carro para me recuperar da pancada que a vó me tinha dado. Eu, como padre e religioso, me senti pequeno, vencido. Agradeci a Deus aquele testemunho de fé e de amor.
Não sei se a vó precisou realizar o que o seu compromisso de fidelidade lhe inspirava. Sei que nunca ouvi história semelhante. pude conta-la apropriadamente muitas vezes, no decorrer da minha vida e nos diversos lugares em que cheguei a morar.
Para a Semana da Família seria uma bênção se tivesse uma centena de vós deste tipo, dando pancada por aí.
HISTÓRIAS CAÍDAS DO CÉU... A CANOA
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Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis? Não – Responde o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A Professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro sabe ler e escrever? Também não – Responde o remador. Que pena! – Condói-se a mestra! – Você perdeu metade da vida! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! – Respondem eles rapidamente. Então é uma pena – Concluiu o barqueiro – Vocês perderam toda a sua vida!”
MORAL DA HISTÓRIA...
O que você acha que nos ensina esta história?...
CARMELITAS: O LOUVOR DA CELA
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de: “A flecha de fogo” de Nicolau “Gallus” (ano 1270 )
Na cela nos é mostrado o tesouro inestimável, e incomparável de contemplação cheia de perfume, de maneira que, desprezadas totalmente as cousas caducas da terra, a nossa alma se consome inteiramente no desejo fervente da contemplação; ... na cela recebemos as verdadeiras delicias do paraíso que de tal modo deleitam e restauram o nosso homem interior, que o seu desejo ao mesmo tempo aumenta a nossa sede e é saturado.
CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS EM ROMA: Álbum
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Veja o álbum. Clique aqui:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2142538992445622&type=1&l=b8699c44ca
UM PADRE...
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De um manuscrito medieval
Um padre deve ser, ao mesmo tempo,
pequeno e grande,
de espírito nobre, como de sangue real,
simples e espontâneo como um colono,
um herói no domínio de si,
um homem que lutou com Deus,
uma fonte de santificação,
um pecador que Deus perdoou,
senhor de seus desejos,
um servidor humilde para os tímidos e fracos,
que não se rebaixa diante dos poderosos,
mas se curva diante dos pobres, discípulos de seu senhor,
chefe de rebanho,
um mendigo de mãos largamente abertas,
um portador de inumeráveis dons,
um homem no campo de batalha,
uma mãe para confortar os doentes,
com a sabedoria da idade e a confiança de um menino,
voltado para o alto, os pés na terra,
feito para a alegria, experimentado no sofrimento,
longe de toda a inveja, que vê longe,
que fala com franqueza,
um inimigo da preguiça, sempre fiel,
tão diferente de mim
RETIRO DO PAPA: Nona Meditação: Escutar a sede das periferias
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Na nona reflexão proposta ao Papa Francisco e à Cúria romana, o padre Tolentino recordou que as periferias “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”.
Cidade do Vaticano
A periferia está no DNA do cristão e é um horizonte no qual a Igreja deve redescobrir-se. Com estas palavras o padre José Tolentino Mendonça iniciou sua reflexão na tarde desta quinta-feira. “Onde está o meu irmão?”. A partir desta pergunta de Deus contida no Livro de Gênesis, nasce a nona reflexão dos Exercícios Espirituais ao Papa e à Cúria, dedicada ao tema “escutar a sede das periferias”.
O convite do sacerdote português é o de “olhar com olhos bem abertos a realidade do mundo ao nosso redor” e de procurar o nosso irmão entre os pobres e os últimos do mundo, não separando a “sede espiritual” da “sede literal”.
“ Um dos critérios para entender o que é “centro” e o que é “periferia” no mundo, é de fato o acesso à água, direito inalienável da pessoa. ”
Como já afirmado na Laudato Si e reiterado pelos dados das organizações internacionais, três pessoas em cada dez, ou seja, cerca de 2 bilhões de seres humanos, não têm a possibilidade de desfrutar de água potável.
Uma multidão literalmente sedenta, diante da qual se “torna urgente adotar uma autêntica conversão de estilos de vida e do coração”, “que vá em direção contrária à cultura do descarte e da desigualdade social”. Enquanto os países ricos desperdiçam os seus recursos, de fato, “os outros vivem no suplício”.
Jesus “homem periférico”
Neste contexto, “a Igreja não deve ter medo de ser profética e de colocar o dedo na chaga” e não pode que não confrontar-se com as periferias do mundo. “Um discípulo de Jesus deve saber disto com convicção”, antes de tudo porque “o próprio Jesus é um homem de periferia”.
Não era cidadão romano, nem fazia parte da elite judaica, nasceu na periferia da Judeia, por sua vez periferia de Israel e do Império. E se dirige às periferias, dando dignidade aos doentes, oprimidos, pobres, estrangeiros e pecadores:
“ A periferia está no DNA do cristão, o aproxima de seu contexto originário, mas também ao seu programa. É uma chave indispensável para a sua hermenêutica espiritual e existencial. Em todas as épocas permanecerá, para a experiência cristã, o lugar privilegiado onde encontrar e reencontrar Jesus. ”
O próprio cristianismo é depois, pela sua natureza, uma “realidade periférica”.
Vitalidade do projeto cristão está nas periferias
Pode-se ver isto concretamente onde os centros das cidades tornaram-se “um polo de atividades burocráticas e comerciais” e “uma vitrine do passado” para os turistas, enquanto “a vitalidade do projeto cristão se joga nas periferias”, “onde frequentemente não há nem mesmo a presença de uma igreja de alvenaria e onde tudo é mais precário, rarefeito, improvisado”.
“ Para a Igreja, a periferia é portanto um horizonte e não um problema e é onde pode sair de si mesma e redescobrir-se. ”
A escolha do encontro com as periferias não é unicamente um imperativo da caridade, é uma mobilização histórica e geográfica, que consente o encontro com aquilo que o cristianismo foi e com aquilo que ele é. Também as periferias da Igreja têm sede: de serem ouvidas.
Como advertia São João Crisóstomo, a Igreja deve evitar o “terrível cisma” entre “o que separa o sacramento do altar, do sacramento do irmão, o que perigosamente dissocia o sacramento da eucaristia do sacramento do pobre”.
Periferias como lugares da alma
As periferias existenciais, todavia, não são somente econômicas, conclui padre Mendonça, “e sabemos todos como entre nós e quem está ao nosso lado, existem frequentemente distâncias infinitas a serem abraçadas e vencidas”.
Por isto a humanidade deve ser abraçada, e mesmo que não consigamos impedir as lágrimas no rosto do próximo, podemos oferecer a ele um lenço e dizer “estou aqui”, “não estás sozinho”.
As periferias, de fato, “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”. Fonte: http://www.vaticannews.va
*Naquele túmulo: Homenagem ao 1º Ano de Falecimento do meu pai.
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Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista.
Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 3 de novembro-2017.
Naquele túmulo frio
Descansa um homem que em vida aqueceu vidas
Naquele túmulo prisioneiro de corpos
Descansa um homem que libertou vidas
Naquele túmulo escuro e cinzento
Descansa um homem que iluminou uma família
Se ele é santo? É sim, senhor!
Naquele túmulo com o lenho da cruz
Descansa um homem temente a Deus
Naquele túmulo simples
Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas
Naquele túmulo silencioso
Descansa um homem que valorizou as palavras
Se ele é santo? É sim, senhor!
Naquele túmulo de ossos e lagrimas
Descansa um justo que fez da justiça o seu hino
Naquele túmulo de terra e barro
Descansa um agricultor que da terra tirou o seu ganha pão
Naquele túmulo de fétidas carnes
Descansa um homem que, com suor e lagrimas, uniu uma família
Se ele é santo? É sim, senhor!
Naquele túmulo simples
Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas
Naquele túmulo com pedras e terra
Descansa um homem que abriu caminhos
Naquele túmulo de mistério incompreensível
Descansa um homem que foi um livro aberto
Se ele é santo? É sim, senhor!
Naquele túmulo sem brilho e sem cor
Descansa um homem que deu cores a vida
Naquele túmulo impenetrável
Descansa um homem misericordioso, atencioso e amigo
Naquele túmulo símbolo do desengano da vida
Descansa um homem que fez da vida um canto de louvor
Se ele é santo? É sim, senhor!
Naquele túmulo expressão do nada
Descansa um homem que fez tudo por todos
Naquele túmulo berço sepulcral
Descansa um homem que cativou vidas com um sorriso
Naquele túmulo de silêncio perpétuo
Descansa um homem silencioso, atencioso e sincero
Se ele é santo? É sim, senhor!
O seu nome é Manoel Artur de Miranda.
*Manoel Artur de Miranda (*15/10/1930 + 03/11/2016)
OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo.
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OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo. por olharjornalistico
FREI PETRÔNIO DE MIRANDA NA RÁDIO VATICANA: Entrevista.
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Cidade do Vaticano (RV) - A Ordem Carmelita é uma ordem que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo, na Palestina. Homens e mulheres de oração, os membros da Ordem são religiosos/as e leigos/as contemplativos. Definem sua missão como “Seguir Jesus Cristo, na Contemplação, na Fraternidade e na Missão Profética, inspirando-se em Elias e Maria, um mundo em transformação, a serviço da Vida e da Esperança”. Mas as obras sociais não ficam de lado.
O Frei Petrônio Miranda, que leva em peregrinação neste Ano Eliano Missionário a imagem do Profeta Elias, ressalta o trabalho da Associação São Martinho, entidade filantrópica que atua desde 1984 na área da infância e juventude no Rio de Janeiro. Ouça a entrevista.
Clique aqui:
http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/carmelitas_contempla%C3%A7%C3%A3o_e_obras_sociais/1238138
Homicídios dos não homicidas
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Situação específica tem contribuído para os homicídios daqueles que não possuem razão subjetiva para matar: matam porque estão portando arma
Por Antonio Cláudio Mariz de Oliveira
O crime é um fenômeno humano, impregnado de influências individuais e das advindas do meio social. Ele não se encontra apartado e distante da coletividade. Surge no seu seio e nele recebe estímulos e circunstâncias que podem fazer com que ele pareça justificável para quem o pratica.
Como fato social e próprio do homem, qualquer cidadão poderá vir a cometê-lo ou ser acusado de tê-lo cometido. Podemos nos considerar imunes à prática de certos delitos, especialmente os de caráter infamante que atingem valores superiores ditados e amparados por arraigados preceitos éticos e morais, rigorosamente protegidos pelo ordenamento penal. São as agressões às crianças; os crimes sexuais; os praticados contra as camadas menos favorecidas; a tortura; os de intensa crueldade; os contra os idosos e tantos outros.
A indagação que se poderá fazer refere-se àqueles delitos que atingem o bem de maior magnitude que é a vida humana. Embora seja um paradoxo o homicídio, assim como aqueles crimes contra a incolumidade física, por serem crimes de ímpeto, são os que denotam um menor grau de periculosidade. A morte fruto de um arroubo momentâneo não apresenta indícios de premeditação fria e calculada. Há sempre uma provocação que leva à reação, em regra imediata, instantânea. Seguida, na maioria das vezes, pelo arrependimento.
Homicidas há, também, que mesmo com ação pré-ordenada, não são motivados por inclinações criminosas. Homens e mulheres de imaculada conduta e não afeitos a desvios de conduta recebem motivações insuperáveis para cogitarem e executarem a morte alheia. São sentimentos que amadurecem, crescem e ocupam seus espíritos com exclusividade. Ciúmes, inveja, ambição, rejeição, traição, desprezo e abandono podem corroer a vontade e afrouxar os freios inibitórios. Todos injustificáveis para matar, mas presentes na mente de quem mata, pois sua vontade de reagir está debilitada. Há uma vulnerabilidade de todos nós em relação às condutas agressivas ou homicidas, conduzidos por ímpetos irrefreáveis ditados por contextos diversos. São fatores que podem conduzir ao paroxismo, anulando o domínio interior.
Uma situação específica tem contribuído para os homicídios daqueles que não possuem nenhuma razão subjetiva para matar. Os que matam por e para nada. Matam porque estão portando arma. Esse é um fator decisivo e crucial. Estivessem desarmados, a vida alheia permaneceria intacta.
Houve época em que se fez uma eficiente campanha de desarmamento. Milhares de revólveres e congêneres foram entregues às autoridades. De repente, armar o povo passou a ser a meta de uma irracional, estúpida e insensata campanha deflagrada pelo Poder Executivo incentivada e aplaudida por parte do Parlamento. A desvairada e obscena campanha armamentista deve estar a serviço de algum interesse escuso ou simplesmente atender a impulsos destrutivos de psicopatas. Seres desprovidos de amor pelo próximo.
Essa repulsiva sandice, como plano de governo, tem ocasionado milhares de mortes. Mata-se e morre-se sem saber a razão. Trânsito; insignificantes discussões; um mero empurrão; uma palavra mal posta e outras quinquilharias interrompem uma existência. Não houvesse arma à mão, a vida continuaria.
O desarrazoado argumento utilizado pelos armamentistas é a defesa própria. Pífio e mentiroso. Caso estejam se referindo à defesa num assalto, a cretinice aumenta. Nenhum assaltante dá aviso prévio: “Olhe, vou roubar”. Assim, mesmo estando armada, a vítima é pega de surpresa. Caso tente pegar sua arma, morre. Na melhor das hipóteses, perde o revólver e assim municia o criminoso.
Citarei uma experiência pessoal como advogado, quando um cliente, autor de um homicídio contra uma jovem, após breve discussão, tendo ela feito um gesto de desprezo e pouco caso com os ombros, disparou sua arma. Disse-me: “Dr. Mariz, se eu não estivesse armado, eu não a teria matado”. Completou que teria dado um tapa, um pontapé e nada mais. É óbvio: sem um revólver não teria atirado. No entanto, a obviedade é relativa. Ele poderia estar portando uma arma, mas não acioná-la.
No entanto, o simples fato de estar armado, em face de uma banal provocação, o estimulou a responder com uma agressão desproporcional e letal. Em verdade, em alguns, a arma desperta instintos primários de destruição. Outros, desprovidos de controle emocional, insegurança pessoal, complexo persecutório ou de inferioridade encontram na arma um instrumento de poder.
Na realidade, ao lado desses homicidas que agem sem causa e são desprovidos de passado criminoso, no banco dos réus, deveriam estar outros. Os agentes políticos, membros do Executivo e do Legislativo que são os criminosos da sombra, instigadores, fomentadores de um morticínio que cada vez mais se alastra.
Cobertos pelo manto das instituições, pois a elas pertencem, homens públicos não se vexam por estarem alguns a serviço de interesses escusos. Outros simplesmente são psicopatas que atuam para destruir, desprovidos de sentimentos altruísticos e de amor ao próximo. Fonte: https://www.estadao.com.br
Vídeo mostra o momento em que mulher é morta a facadas após discussão em Santana do Ipanema
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Imagens de circuito de segurança registraram o ataque na noite desta sexta-feira (30); crime ocorreu no Sertão de Alagoa
Nas imagens, é possível ver o momento em que o agressor ataca a vítima em plena via pública, acertando-a com diversos golpes até que ela caia no chão sem reação.
As gravações mostram a brutalidade da agressão diante de estabelecimentos comerciais na área urbana.
O homicídio ocorreu logo após um desentendimento entre as partes, gravado por testemunhas que estavam no local.
Em outro vídeo, a mulher aparecia tentando se soltar do homem enquanto afirmava repetidamente que ele a estava machucando ao segurar seus braços.
A Polícia Militar foi acionada para isolar a cena do crime e está em busca do criminoso. Fonte: https://www.gazetaweb.com
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Durante uma conversa com o pai do homem preso pelo feminicídio que chocou Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, a deputada federal e advogada Juliana Nunes ouviu o relato do familiar sobre a tentativa de evitar a morte da vítima.
Na ocasião, o pai do acusado afirmou que tentou impedir a tragédia, chegando a mandar que ela pagasse para tentar evitar o crime.
Durante a conversa, Juliana Nunes reforçou seu compromisso com a defesa das mulheres, afirmando que estará sempre na luta pelos direitos e pela proteção das mulheres de Alagoas e de todo o Brasil.
A deputada também destacou que o acusado deverá responder pelo feminicídio e pagar perante a Justiça pelo ato cometido.
O caso segue causando comoção e indignação. O Portal G5 acompanha os desdobramentos. Fonte: https://www.instagram.com/portalg5.noticias
Uma desigualdade especialmente cruel
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Um estudo do IBGE mostrou que a exclusão no Brasil pode ser ainda mais desumana com as pessoas com deficiência, deixando-as às margens da educação, do mercado de trabalho e da cidadania
Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) às vésperas do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência atestou como o Brasil, que já é muito desigual, pode ser ainda mais excludente com uma parcela significativa de sua população.
Ao compilar dados do Censo 2022 e de outras pesquisas, o informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil revelou algo perturbador: apesar do discurso oficial de inclusão social, o País está distante de promover a igualdade.
No Brasil, são 14,4 milhões de pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual – ou seja, 7,3% da população. Nada menos do que 3,9 milhões desses brasileiros vivem com duas ou mais dessas condições concomitantemente. E, infelizmente, boa parte deles ainda é empurrada para as margens da sociedade.
Segundo o informativo do IBGE, essa exclusão começa bem cedo, e dentro de casa. Enquanto 21,5% dos brasileiros com 2 a 17 anos vivem numa residência somente com a mãe ou a madrasta, chega a 30,1% o porcentual de indivíduos com deficiência nas mesmas condições. Portanto, o estudo confirmou em números o que pode ser visto no dia a dia das famílias: o cuidado com os filhos pesa mais sobre as mulheres.
É por isso que é tão comum ver mães com filhos nos braços em filas Brasil afora em busca de tratamento e assistência. Para piorar, essas mães e seus filhos são vítimas de algo ainda mais cruel: o abandono de pais e padrastos, que, segundo o relatório do IBGE, deixam suas famílias por causa de “sentimentos de rejeição às pessoas com deficiência” – ou seja, o preconceito ou a incapacidade de lidar com a situação.
E, se falta suporte em casa, tampouco sobra na escola. Enquanto o analfabetismo entre brasileiros com idade entre 15 e 29 anos na população em geral é de 1%, a taxa sobe a 12,2% quando se trata de pessoas com deficiência na mesma faixa etária. Desigualdade semelhante se repete em todas as idades estudadas.
No Brasil, as desigualdades vão se arrastando e se aprofundando ao longo da vida. Prova disso é que o nível de ocupação das pessoas com deficiência é de 29%, ante uma taxa de 56% entre as pessoas sem deficiência. E sua renda mensal média é de R$ 2.053, o equivalente a 71% da renda da população em geral.
A exclusão, portanto, não parece ser excepcional. Sem acesso à educação em virtude da falta de acessibilidade nas escolas, do despreparo dos professores para acolher os alunos e da ausência de um projeto pedagógico efetivamente inclusivo, o círculo é vicioso: a formação precária afasta as pessoas com deficiência dos melhores postos de trabalho, sobrecarregando, na velhice, a Seguridade Social.
A taxa de pobreza das pessoas com deficiência e das pessoas sem deficiência é praticamente igual, girando em torno de um terço da população. Isso ocorre porque mais de 40% das pessoas com deficiência têm mais de 60 anos, e boa parte delas recebe parcelas previdenciárias ou assistenciais, sobretudo o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Já na parcela mais jovem, o abismo se abre: 60,9% das crianças de 2 a 14 anos de idade com deficiência vivem na pobreza, contra 52,5% das crianças sem deficiência.
Em que pese o Estatuto da Pessoa com Deficiência estar em vigor há uma década, o Brasil, como mostrou o informativo do IBGE, tem fracassado com esses brasileiros em praticamente todas as dimensões de suas vidas, privando-os de educação de qualidade, do acesso ao mercado de trabalho, de bens de consumo e serviços, do acesso à internet e da participação política, entre tantos outros direitos.
Como se vê, são muitos os obstáculos ainda a serem superados para a conquista da cidadania plena. E não bastassem o preconceito e a discriminação, as pessoas com deficiência têm contra si um poderoso adversário: a má vontade do Estado brasileiro. Fonte: https://www.estadao.com.br
Humildade, generosidade e magnanimidade
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Talvez seja preciso dar um passo atrás e falar da ética de outro ponto de vista: aspirações, ideais e qualidades humanas
Por Nicolau da Rocha Cavalcanti
Parece evidente que precisamos, no Brasil, falar mais de ética: nas escolas, nas universidades, nas famílias, nas empresas, nos partidos políticos, nas entidades de classe, nos órgãos estatais. Falar do valor da verdade e da honestidade, recordando a todos – sobretudo às novas gerações – a importância de ser íntegro. Atuar eticamente tem um custo, especialmente se o ambiente está acostumado a um patamar moral baixo, tolerando comportamentos equivocados e ridicularizando quem busca agir de forma íntegra.
Sim, podemos e devemos falar mais de ética. Mas temo que seja insuficiente falar do dever-ser ético. Talvez seja preciso dar um passo atrás e falar da ética de um outro ponto de vista. Não apenas de obrigações, limites e regras, mas de aspirações, ideais e qualidades humanas admiráveis: das virtudes. Penso aqui na humildade, na generosidade e na magnanimidade. Sem essas três virtudes, a ética fica um pouco manca, postiça, superficial.
Uma observação. Falar de ética não é dividir o mundo entre “bons” e “maus” – visão binária não apenas falsa, mas que costuma ser tolerante com os erros ocultos dos “bons”. É falar das nossas carências e limitações, assim como das nossas aspirações, dos nossos melhores sonhos, daquilo que verdadeiramente pode nos realizar.
Falar de ética nunca é indolor. É tocar em nossas contradições, em nossos enganos, individuais e coletivos. Um exemplo. Ter o enriquecimento como a principal meta profissional não é eticamente neutro, como se fosse uma opção a mais, entre outras possíveis. Tal escolha expressa uma peculiar hierarquia vital de valores, na qual os bens materiais ganham ascendência sobre outros bens humanos.
Em si, o dinheiro não tem nenhum desvalor ético. Pode ser meio para muitas coisas louváveis: mais tempo livre, mais convivência com as pessoas que amamos, mais modos de contribuir com o desenvolvimento da nossa família, mais oportunidades de servir à sociedade. A questão é o sentido que lhe damos. Normalizar o enriquecimento como o grande propósito vital é limitante, com efeitos sobre todo o tecido social, a começar por reduzir a sensibilidade para as questões éticas.
Na tarefa de resgate da ética, seria muito positivo voltar a falar de humildade nas escolas, nas famílias, nas empresas. Humildade não é depreciar-se, pensar mal de si. É andar na verdade, é ter uma avaliação justa sobre si mesmo. Talvez seja uma das qualidades mais admiráveis: a serenidade de saber seu justo valor, sem a comichão de alardear méritos, competências e títulos. Por contraste, como é desagradável quem se acha superior aos outros, seja em razão do patrimônio, da origem familiar, da formação acadêmica, do cargo ou do currículo profissional.
Humildade é ter consciência dos nossos pontos cegos, das nossas limitações cognitivas. Ou seja, viver essa virtude inclui respeitar as posições divergentes, as sensibilidades diversas, as diferentes propostas de resolução das questões públicas. Como alertou Isaiah Berlin, pretensões de certeza exclusiva conduzem a atitudes autoritárias, com a tentativa de impor as próprias ideias à coletividade. O bom funcionamento da democracia demanda uma ética da modéstia intelectual.
O mundo contemporâneo também está necessitado da virtude da generosidade. Trata-se de um binômio admirável: a capacidade de enxergar o outro, com suas necessidades concretas e a liberdade interior de dar, de ir além do estritamente devido. É a compreensão madura de que, ao nosso lado, está uma pessoa, uma comunidade, uma sociedade carente da nossa participação. Mais do que cumprir determinadas regras – como se o itinerário fosse idêntico para todos –, a ética consiste em entender a dinâmica profunda das relações humanas, sentindo-se instado a contribuir, a somar, a ajudar. A não ser indiferente às dores e carências da outra pessoa.
Vinculada a essas duas virtudes está a magnanimidade. Ao reconhecer serenamente quem se é e ao estar desprendido de si, quem é magnânimo – quem tem a alma grande – aspira a realizações grandes, isto é, a processos e resultados à medida da dignidade humana. Não apenas quer ter poder, riqueza ou fama, mas almeja deixar um legado de serviço, de alegria, de respeito, capaz de transformar muitas vidas. E precisamente porque seus sonhos são grandes, sabe que sozinho é impotente e vê a necessidade de conviver e de congregar esforços com muitas outras pessoas.
Queremos mais verdade e mais honestidade na vida pública? Falemos mais dos deveres de não mentir, de não ser corrupto ou de não ignorar os conflitos de interesse. Mas não deixemos que a ética seja reduzida a seus limites mínimos. Busquemos, cada um dentro do seu personalíssimo caminho, que a ética esteja presente na vida real, sendo mais humildes, mais generosos, mais magnânimos.
Não é uma competição por performance ou por aplauso. É outra lógica, incrivelmente mais bonita, mais entusiasmante, mais fecunda. É procurar viver – em sua plenitude, em sua leveza, também em seus riscos – em conformidade com a dignidade humana. Fonte: https://www.estadao.com.br
Sobe para seis número de mortos após ônibus com romeiros cair em ribanceira no interior de SP; criança está entre vítimas
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Ônibus saiu de MG na noite de sábado (19) com destino a Aparecida (SP); o motorista ficou ferido e também foi levado para atendimento médico.

Ônibus caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros na Rodovia Doutor Avelino Júnior, em Cruzeiro (SP). — Foto: Gabriel Guimarães/Rede Vanguarda
Por g1 Vale do Paraíba e Região
Subiu para 6 o número de mortos no acidente com um ônibus que caiu em uma ribanceira neste domingo (20), em Cruzeiro (SP).
O veículo transportava romeiros de MG para Aparecida (SP). O motorista perdeu o controle da direção e o ônibus caiu em ribanceira de 15 metros.
Equipes de resgate levaram as vítimas para hospitais regionais. O motorista testou negativo no etilômetro e a polícia analisa as documentações do condutor e do veículo.
Subiu para seis o número de mortos no acidente com um ônibus de excursão que caiu em uma ribanceira na manhã deste domingo (20), em Cruzeiro (SP). O veículo transportava romeiros que saíram do distrito do Rosário, em Itumirim (cerca de 30 km de Lavras), com destino a Aparecida (SP).
Inicialmente, cinco mortes haviam sido confirmadas no local. Uma sexta vítima morreu posteriormente na Santa Casa de Cruzeiro, segundo o tenente Vinícius de Souza Rocha, comandante de pelotão da Polícia Militar Rodoviária.
O acidente aconteceu na Rodovia Doutor Avelino Júnior, próximo ao limite entre São Paulo e Minas Gerais. Segundo o policial, o motorista perdeu o controle da direção por motivos que ainda serão esclarecidos e o ônibus caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros.
Uma força-tarefa formada por equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foi mobilizada para o resgate. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região, entre eles as Santas Casas de Cruzeiro, Guaratinguetá e Lorena.
Segundo o tenente Vinícius, o motorista ficou ferido e também foi levado para atendimento médico. Após o resgate, ele foi submetido ao teste do etilômetro, que teve resultado negativo.
Samu confirma seis mortes
Segundo informações preliminares do Samu, seis pessoas morreram no acidente. Cinco óbitos foram constatados no local e uma vítima morreu posteriormente no pronto-socorro de Cruzeiro. Entre as vítimas, estão:
Homem, 47 anos, natural de Lavras (MG);
Homem, 74 anos, natural de Itumirim (MG);
Homem, de aproximadamente 50 anos, ainda sem identificação e sem documentos;
Mulher, 63 anos, natural de Itumirim (MG);
Criança, de aproximadamente 10 anos, ainda sem identificação e sem documentos;
Mulher, sem idade informada, ainda sem identificação e sem documentos, que morreu no pronto-socorro de Cruzeiro.
Ônibus levava romeiros para Aparecida
Segundo apuração, o ônibus saiu de Lavras por volta das 22h de sábado (19). O veículo transportava moradores de Lavras e de cidades vizinhas que participavam de uma excursão de romeiros com destino a Aparecida.
A empresa responsável pelo ônibus é a Botelhos Viagens, de Lavras. Segundo uma familiar ouvida pelo g1, o motorista é proprietário da empresa e ficou ferido no acidente. A esposa dele foi para Cruzeiro na manhã deste domingo em busca de informações sobre as vítimas.
Investigação
Segundo o tenente Vinícius, depois do atendimento inicial às vítimas, a Polícia Militar Rodoviária passou a verificar as circunstâncias do acidente e a documentação do motorista e do veículo.
“Uma das etapas do atendimento da ocorrência é a verificação das circunstâncias documentais, tanto do condutor quanto do veículo”, afirmou o policial.
Entre os pontos que serão analisados está a documentação necessária para o transporte de passageiros.
Três equipes permanecem empenhadas na identificação e qualificação das vítimas nos hospitais para levantar informações sobre o estado de saúde e a gravidade dos ferimentos. A perícia também esteve no local do acidente.
Governo de SP manifesta pesar
O Governo de São Paulo lamentou o acidente e informou que equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) atuam no local.
Segundo o governo estadual, o tráfego ficou por um período em sistema de pare e siga no sentido norte, sem registro de congestionamento.
O governo informou ainda que as informações sobre a ocorrência serão atualizadas após a conclusão do atendimento. Fonte: https://g1.globo.com
Dar o seu melhor é diferente de querer ser o melhor
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Confundimos generosidade com competição, presença com produtividade e cuidado com desempenho
Em era de namoros artificiais, corpos otimizados e vidas com curadoria por filtros, a coragem mais radical é ser vulnerável

O ser humano que não se liga a outro não tem totalidade. A totalidade não se alcança sozinho, por mais autossuficiente que nos tornemos', escreve autor - Catarina Pignato/Folhapress
Analista junguiano, mestre e doutor em ciências da religião e fundador do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa). Autor de "Dinheiro, Saúde e Sagrado"
Dar o seu melhor é diferente de querer ser o melhor. Nossa sociedade normótica, aquela que adoece de tanto se adaptar ao que chamam de normal, inverteu essa ordem. Ela nos ensinou que dar o melhor é o mesmo que ser o melhor. Confundimos generosidade com competição, presença com produtividade, cuidado com desempenho. Mas há uma diferença que vale a vida inteira.
Uma coisa é servir à vida, a outra é servir ao aplauso. Quem quer ser o melhor vive em guerra consigo mesmo e com todos, mede, compara, performa, esgota. Quem dá o seu melhor vive em paz com o que é, entrega o que tem, sem precisar humilhar ninguém, nem a si mesmo, para provar valor. A diferença é sutil, mas é abissal. Uma nasce do medo, a outra nasce do amor.
Vivemos cercados de excessos. Excesso de informação, de estímulos, de metas, de conteúdo. O corpo foi "biohackeado", o afeto foi terceirizado para telas que nunca devolvem o olhar e o tempo virou minério a ser extraído sem piedade. Nessa fábrica de alta performance, esquecemos uma lei simples e antiga, que nenhum algoritmo recalcula. Só podemos dar aquilo que possuímos, e só recebemos na medida do que oferecemos.
Essa é a essência da dádiva. Dar, receber e retribuir. Um circuito que não se fecha sozinho, porque depende de nós. Sem amor próprio, não se ama o outro com plenitude, tampouco se está aberto para receber amor. O amor não é um download que se instala, é uma troca que se aprende dia após dia, no corpo a corpo com a vida. Ele exige presença, tempo, paciência. E a nossa época, que tudo acelera, não tem paciência para o amor.
Para preservar a vida e servir à alma, precisamos sair dos excessos para reconhecer as faltas. É um gesto de humildade. Admitir o que nos falta, o que não temos, o que não damos conta. E é nesse vazio, não no excesso, que a alma começa a respirar. O excesso nos enche de ruído. A falta reconhecida nos abre para o essencial. Quem nunca teve falta não sabe o que é ter. Quem nunca reconheceu uma falta não sabe o que é receber.
O que a alma pede é desconcertantemente simples. Ela pede que cuidemos concretamente de alguém real. Não de um avatar, não de um seguidor, não de uma persona que performa felicidade. Alguém que respira, que falha, que precisa de nós de verdade. Ela pede que produzamos pequenas obras que, amanhã, nos encherão de orgulho. Não monumentos, não impacto mensurável em gráficos. Pequenas obras, feitas com as mãos e repetidas com sentido. Ela pede um lugar onde possamos ver e ser vistos sem máscaras.
Porque a alma se alimenta do que é simples e repetido com sentido. O café da manhã partilhado. A pergunta sincera antes de dormir. O trabalho bem-feito que não precisa de holofote. O abraço que não cronometra. Repetir com sentido é o oposto do que a cultura da novidade impõe. Ela quer o novo, o viral, o descartável. A alma quer o ritual, o retorno, o eterno retorno do cuidado. O que se repete com sentido não é repetição vazia, é comunhão. É a roda da vida girando devagar, no ritmo do coração.
E aqui chegamos ao coração do mistério. O ser humano que não se liga a outro não tem totalidade. A totalidade não se alcança sozinho, por mais autossuficiente que nos tornemos. Ela só é alcançada pela alma, e a alma não pode existir sem sua outra parte, que se encontra sempre em um você. O você é o outro de mim mesmo e também o outro real que caminha ao meu lado.
O sentido da vida não é acumular, performar ou vencer. É poder trocar livremente, servir para a regenerescência e cuidar amorosamente para que esse outro se realize. Tanto o outro interior, que sou eu em profundidade, quanto o outro real, que me espera na porta.
Em uma era em que criamos namoros artificiais, corpos otimizados e vidas com curadoria por filtros, a coragem mais radical é voltar a ser vulnerável. É desligar a tela e encarar o silêncio. É trocar o eu te amo sintético por um gesto real, imperfeito, que pode falhar e, por poder falhar, é verdadeiro. A vulnerabilidade não é fraqueza. É a porta de entrada para o encontro. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Indenização por abandono afetivo: entenda decisão que condenou pais a pagar R$ 100 mil ao filho expulso de casa
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Emanuel Roque relata ameaças, abandono afetivo e rejeição à orientação sexual; caso aconteceu em Santa Catarina.
Jovem expulso de casa por ser gay consegue indenização na Justiça contra os pais — Foto: Reprodução/TV Globo
Por Fantástico
A Justiça de Santa Catarina condenou um casal a pagar R$ 100 mil de indenização ao próprio filho por danos morais, violência e abandono afetivo. O jovem, que tinha 17 anos na época, foi expulso de casa pelos pais após assumir um relacionamento com outro rapaz.
O caso aconteceu em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Segundo o jovem, os pais não aceitaram sua orientação sexual e passaram a impor restrições à rotina dele. Ele foi obrigado a deixar o emprego, proibido de frequentar a escola e, posteriormente, expulso de casa.
A decisão também proibiu os pais de fazer publicações relacionadas ao filho nas redes sociais. Eles negaram as acusações e ainda podem recorrer. A reportagem tentou contato com o casal e com os advogados, mas não teve retorno.
O que aconteceu com o jovem
Emanuel morava com a família desde os quatro anos. Aos 17, começou a trabalhar em um mercado da cidade e se aproximou de Jonathas, colega de escola que também trabalhava no local. Os dois começaram a namorar.
Segundo Emanuel, foi nesse relacionamento que ele conseguiu se aceitar. "Foi a primeira vez que eu me aceitei", contou.
De acordo com o jovem, os pais não aprovaram a aproximação e determinaram que ele deixasse o emprego. Ele também foi proibido de ir à escola.
Em um dos episódios relatados por Emanuel, a mãe teria descoberto o relacionamento e reagido com gritos e ofensas. O pai, segundo o jovem, chegou a ameaçá-lo com um alicate e uma arma de fogo.
"Eu fiquei com medo, eu botei a mão na mão dele, e ele me jogou no chão", relatou Emanuel. Em outro episódio, ele afirmou que o pai colocou uma arma em sua cabeça e ameaçou atirar.
Ameaças ao namorado
Além das agressões e ameaças dentro de casa, Emanuel afirmou que o pai passou a expor sua vida nas redes sociais, com publicações de conteúdo homofóbico e ameaças dirigidas a Jonathas.
Em uma das situações, um cartaz foi deixado no carro que Jonathas usava para ir à academia com a mensagem: "Desaparece! Se sair na rua, te mato, J."
O jovem contou que ficou assustado e desesperado. Emanuel também compartilhou a situação com um amigo, que procurou ajuda. O caso chegou ao Conselho Tutelar, que enviou uma equipe à casa da família.
Expulso de casa
Os pais confirmaram ao Conselho Tutelar que não aceitavam a orientação sexual do filho. Segundo o relato registrado na reportagem, o casal afirmou que, se Emanuel mantivesse a "conduta", ele teria que sair de casa.
O pai também apresentou uma versão diferente sobre a fotografia em que aparecia com uma arma. Segundo ele, a arma pertencia a um amigo já morto e a publicação havia sido feita em tom de brincadeira.
Emanuel acabou deixando a casa dos pais e passou quase um ano em um abrigo municipal, cujo endereço é mantido em sigilo.
"Foi o lugar que eu fui mais acolhido na minha vida", afirmou o jovem. Uma das funcionárias do abrigo se tornou uma referência de cuidado para ele.
Como surgiu o processo
O Ministério Público de Santa Catarina acompanhou o caso e reuniu provas, entre elas prints de publicações nas redes sociais e depoimentos de testemunhas. Depois, entrou com uma ação por abandono afetivo e violação de direitos.
Na decisão, os pais foram condenados a pagar R$ 100 mil ao filho por danos morais. O valor tem correção e juros a partir de agosto do ano anterior, quando Emanuel entrou no abrigo.
A Justiça também determinou que os pais não façam publicações relacionadas ao filho nas redes sociais.
Para o Ministério Público, a situação ultrapassou um conflito familiar. A avaliação é de que a violação do direito de o jovem ser quem é pode produzir consequências graves na vida adulta, inclusive prejuízos emocionais e financeiros.
Pais negam acusações
Os pais de Emanuel foram ouvidos e negaram as acusações. Eles ainda podem recorrer da decisão. A reportagem tentou contato com o casal e com os advogados que os representam, mas não recebeu retorno.
Onde Emanuel está hoje
Depois de completar 18 anos, Emanuel pôde deixar o abrigo. Ele e Jonathas se mudaram para o Rio Grande do Sul, onde passaram a ser acolhidos pela família de Jonathas.
Apesar do que aconteceu, Emanuel afirma que ainda considera os dois como seus pais e diz que gostaria de reconstruir a relação caso eles peçam perdão.
"Eles sempre vão ser os meus pais", afirmou. Segundo ele, quando houver um pedido de perdão e ele puder perdoar, espera que a família possa voltar a ficar unida.
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