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Francisco receberá alta neste domingo (23/03) e seguirá para a Casa Santa Marta, no Vaticano, onde continuará sua recuperação com fisioterapia e acompanhamento médico. Durante a internação, enfrentou uma pneumonia severa, mas permaneceu consciente e apresentou um quadro estável nas últimas duas semanas. Antes de retornar ao Vaticano, fará uma breve saudação e concederá sua bênção da sacada do Hospital Gemelli.
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Os médicos Sergio Alfieri e Luigi Carbone responderam às perguntas dos jornalistas numa coletiva conduzida pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, no saguão do Hospital Gemelli, neste sábado (22 de março).
Segundo foi informado durante a coletiva, o Papa Francisco deixará o hospital neste domingo, 23 de março, e seguirá para a Casa Santa Marta, no Vaticano, onde continuará sua recuperação.
De acordo com o doutor Alfieri, o Papa foi internado com um quadro de insuficiência pulmonar aguda causada por uma infecção, evoluindo para uma pneumonia bilateral severa, o que exigiu um tratamento específico. Durante a internação, os médicos recordaram os dois episódios considerados “muito críticos”, nos quais o Santo Padre esteve em perigo de morte, mas nunca foi entubado.
Nas últimas duas semanas, a condição clínica do Santo Padre tem se mantido estável. Os médicos recomendam a continuidade do tratamento farmacológico, e será necessário um período de convalescença de pelo menos dois meses.
Segundo a equipe médica, trata-se de uma alta "protegida", o que significa que a recuperação exigirá fisioterapia respiratória e motora, além de suporte diário com oxigênio e acompanhamento médico. A voz do Pontífice deverá retornar gradualmente, conforme esperado nesses casos.
"O Papa demonstrou colaboração durante todo o tratamento e, se mantiver a evolução positiva, poderá retomar suas atividades em breve", afirmou o professor Alfieri.
Antes de retornar ao Vaticano, Francisco aparecerá na sacada do Hospital Gemelli, também neste domingo (23/03), para uma breve saudação e bênção aos fiéis. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Jesus não concorda que cultivemos sentimentos de violência contra as pessoas que nos fizeram mal. Ele convida todos a uma mudança, a uma conversão.
Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News
A cena de Moisés e da sarça ardente, que temos na primeira leitura, apresenta-nos o coração do grande líder judeu. Moisés possuía grande sensibilidade e senso de justiça. Ele se revoltou com a injustiça praticada em relação a um homem judeu e deixou vir à tona um grande arroubo em favor do oprimido. Ele demonstrou ser possuído por grandes paixões.
É de homens assim que Deus quer precisar para agir no mundo. Deus deu missão a Moisés, a Sansão, a Davi, a João Batista, a todos aqueles que se deixaram tomar por uma grande paixão em favor do ser humano. Vejamos nossos santos: Madre Paulina, Santo Antônio Galvão, Anchieta, e tantos outros!
Mas voltemos a Moisés. Em suas orações, percebeu que Deus precisava dele. Deixou-se tocar pelo Senhor no momento em que se revoltou quando viu injustiças. Mais tarde, refletindo sobre esses fatos, percebeu que deveria deixar sua vidinha acomodada de pastorar rebanho, de estar com a família e com os amigos para se colocar a serviço de Deus, a serviço do povo.
Sabia que Deus estaria sempre com ele e jamais o abandonaria, nem a ele e nem aos seus.
Essa vocação para ser libertador, nasceu junto a uma imperfeição grave. Moisés agiu com violência matando o egípcio que oprimia um seu conterrâneo. Mesmo assim, Deus viu nele qualidades de libertador.
Agora, no Evangelho, Jesus vai corrigir essa ação de Moisés, ao não concordar com a indignação do povo em relação a Pilatos.
Jesus não concorda nem com a retribuição sanguinária à atitude de Pilatos e nem em atribuir aos galileus mortos alguma culpa.
Jesus não concorda que cultivemos sentimentos de violência contra as pessoas que nos fizeram mal. Ele convida todos a uma mudança, a uma conversão.
A parábola da figueira estéril nos convoca a uma paciência e esperança divinas, tolerantes com as fraquezas humanas. Tolerante, mas não conivente ou negligente.
Deus nos quer pessoas apaixonadas, vibrantes, dedicadas à missão até a raiz de nossa existência, contudo ele nos quer cidadãos absolutamente convertidos ao bem. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Papa Francisco completou cinco semanas de internação no Hospital Gemelli, em Roma. Foto: Vatican Press Hall, Via AP
Saúde do Papa,
Vaticano informou nesta sexta-feira Francisco permanece com uma condição geral estável com leves melhoras. Segundo a Santa Sé, pontífice de 88 anos continua realizando fisioterapia respiratória e física
Internado há cinco semanas no Hospital Gemelli, em Roma, o papa Francisco está se recuperando bem de uma pneumonia e uma “nova etapa” em seu pontificado está se iniciando, disse o cardeal e teólogo argentino Victor Manuel Fernández. Amigo próximo do líder da Igreja Católica, Fernández revelou nesta sexta-feira, 21, que o papa vai precisar de terapia de reabilitação para ajudá-lo a recuperar a força para falar após tantas semanas em ventilação mecânica não invasiva e oxigênio suplementar.
Fernández é um teólogo que Francisco trouxe como chefe da doutrina do Vaticano. Ele disse que havia estado em contato com Francisco desde sua hospitalização em 14 de fevereiro e estava animado por ele ter se estabilizado. O religioso não informou um prazo de quando Francisco pode ser liberado, mas descartou qualquer chance de que o amigo possa renunciar.
A sala de imprensa do Vaticano informou nesta sexta que a condição geral de Francisco permaneceu estável, com leves melhorias, enquanto ele continua a fisioterapia respiratória e física. Ele continuava a reduzir sua dependência de oxigênio suplementar de alto fluxo que precisou para respirar durante o dia e não tem a necessidade mais da máscara de ventilação mecânica à noite.
Ele disse que entendia que Francisco estava respondendo bem ao tratamento, mas que os médicos o mantém no hospital “para estar 100%.”
O teólogo revelou também que Francisco resistiu a ir para o hospital quando sua bronquite piorou, e só concordou em fazer a consulta no centro médico depois que pessoas próximas a ele ameaçaram sair caso ele não buscasse ajuda profissional. “Não sei que palavrões eles usaram” disse.
Como resultado, Fernández diz que sabia que a hospitalização havia sido difícil para Francisco e que certamente o fez refletir. “Uma nova etapa está se abrindo para ele. Ele é um homem de surpresas, que certamente terá aprendido muitas coisas neste mês, e vai tirar sei lá o quê da cartola,” disse ele. “Mesmo sabendo que isso tem sido um esforço muito grande para ele, um momento difícil, sei que será frutífero para a igreja e para o mundo.”
‘Com bom humor e sereno’, diz arcebispo que se encontrou com papa
Francisco atingiu a marca de cinco semanas de hospitalização nesta sexta. Ele foi internado em 14 de fevereiro para tratar de pneumonia dupla. Ele tem lutado contra doenças respiratórias há muito tempo - parte de um de seus pulmões foi removida quando era jovem.
O papa admite ser um paciente difícil e tem a fama de workaholic. “Ele quer gastar o pouco tempo que lhe resta e diz: ‘Quero aproveitar (esse tempo) e não cuidar de mim mesmo,’” disse Fernández. “E então o que acontece? Ele volta aqui e não é fácil para ele seguir o conselho” dos médicos. Isso pode mudar após essa experiência, disse.
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Em declaração para a agência de notícias Associated Press, o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra disse que encontrou Francisco de bom humor e sereno durante as três vezes que o visitou no Gemelli nos dias 24 de fevereiro e em 2 e 9 de março. Peña Parra, chefe de gabinete do Vaticano, visitou Francisco ao lado do secretário de Estado do Vaticano, cardeal italiano Pietro Parolin.
“O papa vai se recuperar,” disse Peña Parra. “Está se recuperando bem. Os médicos dizem que ele precisa de um tempo, mas está indo bem progressivamente”, acrescentou. “Eu o encontrei bem, sereno, de bom humor, e — justamente como ele é — forte com o desejo de seguir em frente”. /COM AP
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA. Fonte: https://www.estadao.com.br
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A Sala de Imprensa da Santa Sé atualiza sobre as condições de saúde do Santo Padre: a situação permanece estável, o uso da máscara foi suspenso à noite e o oxigênio foi reduzido durante o dia. O Pontífice prosseguiu com o tratamento e se dedicou à oração e ao trabalho.
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Segundo informações da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgadas na noite desta sexta-feira, 21 de março, a condição do Papa permanece estável. Continuam sendo registrados pequenos progressos do ponto de vista respiratório e motor.
À noite, o Papa não usa mais ventilação mecânica com máscara, mas oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais e, durante o dia, usa cada vez menos os altos fluxos.
Os médicos ainda não deram uma indicação de quando ele receberá alta do hospital.
O Papa passa os dias entre tratamentos, orações e um pouco de atividade de trabalho. E não recebeu visitas.
Por enquanto, o Angelus dominical está previsto como nos domingos anteriores. Em caso de novidades, a Sala de Imprensa fornecerá uma atualização amanhã.
O próximo boletim médico poderá ser publicado na segunda-feira. Fonte: https://www.vaticannews.va
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No último domingo (16), o padre André Luiz Teixeira de Lima, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Monteiro, no bairro de Guaratiba, Rio de Janeiro, foi impedido de celebrar a missa após ser alvo de um grupo de católicos extremistas. Os manifestantes exibiram uma faixa ofensiva na entrada da igreja e têm perseguido o religioso pela cidade, gravando os locais que frequenta e exigindo sua remoção da paróquia.
O grupo criou uma petição pedindo ao arcebispo da cidade que o afaste, alegando que ele não segue as diretrizes da Igreja Católica. O padre André é amplamente reconhecido por seu trabalho em prol do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Ele defende a convivência pacífica entre diferentes crenças.
A liberdade religiosa é um direito garantido pela Constituição, e ataques dessa natureza representam um risco para a convivência pacífica entre as religiões. O episódio gerou indignação entre fiéis e líderes religiosos, que cobraram das autoridades medidas para proteger o direito ao livre exercício da fé.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro e grupos inter-religiosos repudiaram a ação contra o padre. O Movimento Inter-religioso da Zona Oeste (MIR-ZO) classificou a perseguição como um atentado à liberdade religiosa e reforçou a necessidade de combater discursos de ódio que ameaçam a diversidade de crenças.
Políticos também manifestaram apoio ao religioso. A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) declarou que o padre é um “exemplo de fé e compromisso com as comunidades” e defendeu que o respeito às religiões deve ser assegurado em um Estado democrático. Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br
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“Quem segue a justiça e a misericórdia encontrará vida, justiça e glória” (Pr 21,21). Conselho Permanente, reunido em Brasília-DF, expressa a sua perplexidade e indignação diante das propostas de mudanças da Lei da Ficha Limpa no Congresso Nacional.

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Conselho Permanente, que encontra-se em reunião em Brasília, divulgou nesta terça-feira, 18/3, uma nota na qual demonstra perplexidade e indignação diante das propostas de mudanças da Lei da Ficha Limpa no Congresso Nacional.
O Senado pode votar, nesta terça-feira, o projeto de lei que altera a Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa. A proposta, que muda regras da lei de iniciativa popular, já foi aprovada por deputados federais.
A proposta a ser votada determina, entre outras alterações na Lei, que políticos cassados e condenados não poderão se eleger por oito anos contados da condenação, prazo menor do que o previsto atualmente, que é contado a partir do final da pena ou da pena ou mandato.
O que diz a CNBB
A nota da CNBB reafirma que a Lei da Ficha Limpa é “uma das mais importantes conquistas democráticas da sociedade brasileira, um patrimônio do povo e importante conquista da ética na política”
A lei, segundo os membros do Conselho Permanente da CNBB, é fruto da mobilização de milhões de brasileiros e brasileiras convidados à participação por dezenas de organizações sociais e Igrejas, foi aprovada por unanimidade pelas duas Casas Legislativas em 2010. Conhecida em todo o país, representa um marco na luta contra a corrupção. O texto reforça um trecho da Fratelli Tutti, sobre a política: “É necessário uma política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, n. 154).
Segundo o documento, as mudanças contidas nesses PLPs desfiguram os principais mecanismos de proteção da Lei da Ficha Limpa ao beneficiar especialmente aqueles condenados por crimes graves, cuja inelegibilidade poderá ser reduzida ou mesmo anulada antes do cumprimento total das penas.
“Além disso, as mudanças pretendidas isentam quem praticou os abusos de poder político e econômico, e enfraquecem o combate às práticas corruptas que comprometem a democracia brasileira”, afirma um trecho do documento.
Acesse a nota na íntegra:
Nota da CNBB sobre os ataques à Ficha Limpa
O papel da CNBB na aprovação da Lei
A Igreja Católica no Brasil, liderada pela CNBB e pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), desempenhou um papel fundamental na mobilização popular que coletou 90% das 1,6 milhão de assinaturas necessárias para propor a lei de iniciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa. A lei foi aprovada em maio de 2010 por unanimidade no Senado Federal.
A lei proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar, mesmo que ainda exista possibilidade de recursos. Também torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado ou renunciar para evitar a cassação.
Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa alterou a legislação de inelegibilidade, criada em 1990, estabelecendo regras mais rígidas para impedir que políticos condenados por crimes, como corrupção e abuso de poder, disputem as eleições. Atualmente, a lei prevê que políticos condenados fiquem inelegíveis por oito anos.
Fonte: CNBB- https://www.vaticannews.va
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Mesmo internado, Francisco enviou uma mensagem aos fiéis para agradecer pelas orações e pedir que continuem rezando pelos países afligidos por guerras. O Papa mencionou uma carta divulgada no sábado, em que estabelece um caminho de acompanhamento para a implementação nas Igrejas locais das diretrizes do Sínodo sobre a sinodalidade.
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Como nos domingos precedentes, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma mensagem do Papa Francisco para o Angelus dominical. Internado há um mês no Hospital Gemelli de Roma para tratar uma pneumonia, o Pontífice se inspirou no Evangelho deste segundo domingo da Quaresma para falar de sua própria condição de enfermo.
O trecho de Lucas (Lc 9, 28-36) narra a Transfiguração de Jesus. Ao subir no alto de uma montanha com Pedro, Tiago e João, Jesus se recolhe em oração e se torna radiante de luz. Dessa forma, Ele mostra aos discípulos o que está por trás dos gestos que realiza no meio deles: a luz do seu amor infinito.
"Compartilho com vocês esses pensamentos, pois estou passando por um período de provação e me uno a tantos irmãos e irmãs doentes: frágeis, neste momento, como eu. O nosso físico está fraco, mas, mesmo assim, nada nos impede de amar, de rezar, de nos doarmos, de sermos uns para os outros, na fé, sinais luminosos de esperança. Quanta luz brilha, nesse sentido, nos hospitais e locais de cura! Quanto cuidado amoroso ilumina os quartos, os corredores, as clínicas, os locais onde se realizam os serviços mais humildes! É por isso que gostaria de convidá-los, hoje, a se unirem a mim para louvar o Senhor, que nunca nos abandona e que, nos momentos de dor, coloca ao nosso lado pessoas que refletem um raio do seu amor."
O amor do Papa pelas crianças
Francisco agradeceu a todos pelas orações e a quem o assiste com tanta dedicação. De modo especial, se dirigiu às crianças, entre as quais as que foram ao Hospital Gemelli como sinal de proximidade: "Obrigado, queridas crianças! O Papa ama vocês e espera sempre encontrá-las".
O Pontífice não deixou de pedir aos fiéis que continuem a rezar pela paz, especialmente nos países feridos pela guerra: a martirizada Ucrânia, Palestina, Israel, Líbano, Mianmar, Sudão e República Democrática do Congo.
E fez uma referência à carta publicada ontem pelo secretário-geral do Sínodo dos Bispos, card. Mario Grech, com a qual estabelece um caminho de acompanhamento para a implementação, nas Igrejas locais, do Documento final do Sínodo sobre a sinodalidade. Esse caminho se concluirá com uma Assembleia Eclesial marcada para 2028 no Vaticano.
"Rezemos pela Igreja, chamada a traduzir em escolhas concretas o discernimento feito na recente Assembleia Sinodal. Agradeço à Secretaria Geral do Sínodo, que nos próximos três anos acompanhará as Igrejas locais nessa tarefa", escreve o Papa no Angelus dominical, que se conclui com as seguintes palavras:
"Que a Virgem Maria nos proteja e nos ajude a ser, como Ela, portadores da luz e da paz de Cristo". Fonte: https://www.vaticannews.va
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Este é o meu filho amado, escutai-o!!

Dom Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá (PR)
As leituras deste 2º. Domingo da Quaresma têm como tema principal a fé. Em tempo de Quaresma somos convidados a revitalizar a nossa fé, a confiar de olhos fechados em Deus e nas suas propostas. Pode ser que, à luz da lógica humana, os caminhos que Deus nos aponta pareçam estranhos e ilógicos; mas eles conduzem, indubitavelmente, à vida verdadeira e eterna.
A primeira leitura – Gn 15,5-12.17-18 – apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Ele confiou plenamente em Deus, mesmo quando as promessas de Deus pareciam inverosímeis; e não saiu defraudado. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a viver numa atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às suas promessas. Deus faz aliança com um casal de anciãos estéril e nômade e lhe promete descendência e terra. A promessa desafia a lógica humana, mas mesmo assim Abraão crê no Senhor. O rito realizado indica que os contraentes aceitam ser cortados ao meio se não cumprirem a palavra. Ao contrário do ser humano, Deus sempre é fiel às suas alianças.
No Evangelho – Lc 9,28b-36 – Jesus pede aos discípulos que confiem n’Ele e que ousem segui-l’O no caminho de Jerusalém. Esse caminho, embora passe pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade da proposta de Jesus: “Este é o meu Filho, o meu Eleito. Escutai-O”. É uma proposta que também nós somos convidados a abraçar.
Neste domingo, estamos no alto da montanha da Transfiguração. A visão da transfiguração do Senhor que os discípulos têm – “seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante” (Lc 9,29) – é, na verdade, a antecipação da glória da Ressurreição de Cristo. Observa-se que o Evangelista acentua, em primeiro lugar, o rosto brilhante de Jesus. Ora, Jesus Ressuscitado é “o rosto de Deus” que brilhou no mundo. O itinerário do discípulo de Cristo é o da Cruz, da renúncia e do sacrifício. Contudo, a esperança de uma vida ressuscitada, livre de todo pecado e maldade, se torna caminho de salvação. Por isso, Pedro exclama: “Mestre, é bom estarmos aqui” (Lc 9, 33b). A voz do Pai, que se ouviu na nuvem, é a proclamação do messianismo de Jesus: Ele é o Cristo, a realização das promessas de Deus. Essas promessas perpassam todo o Antigo Testamento e, inclusive, estão expressas no trecho do Livro do Gênesis, lido hoje. A busca pela terra, pela garantia da descendência e pela vida em abundância se torna chave de leitura de toda a história antiga. A Aliança de Deus com Abraão é sinal provisório da Aliança de Deus com os seres humanos na pessoa de Jesus de Nazaré, que é a garantia da vida plena e eterna para todos os que seguirem seus ensinamentos e aderirem, pela fé, à sua Pessoa e à sua Cruz redentora!
Na segunda leitura – Fl 3,17-4,1 – São Paulo pede aos cristãos da cidade de Filipos que não se limitem a uma vivência religiosa feita de práticas externas e de gestos vazios. Os crentes verdadeiros são aqueles que vivem de olhos postos no Senhor Jesus, aquele que “transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso”. Certo conflito na comunidade de Filipos está deixando o autor em “lágrimas”: trata-se dos que se comportam como “inimigos da cruz de Cristo”. O próprio Paulo se propõe como exemplo a ser imitado e anima os “amigos de Cristo” a continuarem firmes nessa amizade. Os filipenses e os cristãos de todas as épocas e lugares, devem caminhar para Ele sem hesitação, firmes na fé e guiados pela Boa Nova da salvação.
O tempo da Quaresma é propício para nos acordar da sonolência que tantas vezes nos atinge. A oração vigilante é excelente expediente para nos mantermos em sintonia com o Espírito de Deus. Demos ao Senhor uma oportunidade de nos surpreender e despertar o coração.
Vamos, nesta Quaresma, subir ao monte com Jesus por meio da oração. Com os olhos fixos no Crucificado, vislumbraremos a luz que nos iluminará os caminhos, tantas vezes percorridos sobre cruzes pesadas. Sejamos peregrinos de esperança para bem vivenciar a nossa vocação cristã e façamos a experiência da transfiguração, que nos exige vigilância para fazer sempre a vontade de Deus e viver a santidade, corrigindo nossos erros, vícios e pedindo perdão de nossos pecados. Este é o Meu Filho Amado, Escutai-O!
Contemplemos o rosto luminoso de Cristo, em meio às tribulações do presente, e busquemos sempre a face do Senhor Ressuscitado!
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Considerando o quadro de estabilidade do Pontífice, os médicos decidiram não divulgar um boletim nesta noite. “Um elemento positivo”, afirma a Sala de Imprensa da Santa Sé, destacando que as informações médicas serão menos frequentes. Francisco seguiu com as terapias.
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Não há novidades a relatar sobre o quadro clínico do Papa Francisco. A situação permanece estável e, por essa razão, os médicos optaram por não emitir o boletim médico que estava previsto para esta noite. A informação foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que ressaltou que essa decisão deve ser interpretada como um sinal positivo.
Ao que tudo indica, uma atualização médica será feita amanhã à noite, mas é provável que os boletins se tornem menos frequentes com o tempo, considerando a estabilidade do estado de saúde do Papa. Além disso, pela manhã, não haverá mais a comunicação sobre como o Santo Padre passou a noite.
A recuperação do Papa é lenta e é necessário tempo para que as melhorias se consolidem, informa ainda a Sala de Imprensa. No que diz respeito ao seu dia, foi dedicado à oração, além das terapias e fisioterapias respiratória e motora. Fonte: https://www.vaticannews.va
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O pregador da Casa Pontifícia, Pe. Roberto Pasolini, fez na manhã desta quinta-feira, 13 de março, a oitava meditação no âmbito dos Exercícios Espirituais da Quaresma à Cúria Romana sobre o tema "A esperança da vida eterna: Viver mais". Publicamos a síntese da reflexão.
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Jesus propõe a eternidade como um dom a ser acolhido, não como um bem a ser conquistado. O episódio do jovem rico nos Evangelhos Sinóticos mostra o contraste entre quem busca a vida eterna como um prêmio e o convite de Cristo para abrir mão de toda segurança para segui-lo. O jovem, incapaz de se desapegar das suas riquezas, se afastou entristecido. Pedro, então, pergunta o que aqueles que deixaram tudo para trás receberão, e Jesus promete vida eterna a quem se entrega completamente a Ele.
A dificuldade do desapego diz respeito a todos: temos medo de deixar o que nos é caro, mesmo que a própria vida nos obrigue a isso. Jesus convida a antecipar essa passagem, tornando a eternidade uma realidade já presente. O exemplo de Chiara Corbella Petrillo, que enfrentou a doença com confiança, mostra que é possível viver plenamente com Deus já nesta terra. Não se trata de renúncias, mas de viver intensamente, livres de falsas seguranças.
No Evangelho de João, Jesus se descreve como o pastor que conduz as suas ovelhas a pastos abundantes. A sua voz incita a sair das cercas do medo para encontrar a verdadeira vida. Essa abundância se manifesta no sinal da multiplicação dos pães: o que parece insuficiente, nas mãos de Jesus se torna superabundante. No entanto, a multidão interpreta mal o milagre, buscando apenas o pão material sem perceber o sinal de um alimento mais profundo.
Jesus revela que o verdadeiro pão da vida é ele mesmo. Comer a sua carne e beber o seu sangue significa participar da sua vida e acolher a sua existência como nossa. A Eucaristia não é apenas um ritual, mas uma união transformadora com Cristo. João, em vez de narrar a instituição, enfatiza o lava-pés, destacando que o verdadeiro culto se manifesta no serviço mútuo.
A eternidade não é uma ilusão distante, mas uma realidade que se concretiza na nossa vida quando aprendemos a oferecer com confiança até mesmo o pouco que temos. Aos olhos de Deus, cada gesto de amor nosso tem um valor infinito: tudo pode se tornar eterno. Fonte: https://www.vaticannews.va
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1) Oração
Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 11, 29-32)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 29Afluía o povo e ele continuou: Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas. 30Pois, como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem o será para esta geração. 31A rainha do meio-dia levantar-se-á no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque ela veio dos confins da terra ouvir a sabedoria de Salomão! Ora, aqui está quem é mais que Salomão. 32Os ninivitas levantar-se-ão no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque fizeram penitência com a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
Estamos no tempo de quaresma. A liturgia privilegia os textos que possam ajudar-nos na conversão e na mudança de vida. Aquilo que melhor ajuda na conversão são os fatos da história do povo de Deus. No evangelho de hoje, Jesus traz dois episódios do passado: de Jonas e da rainha de Sabá, e os transforma em espelho para o povo olhar nele e descobrir o apelo de Deus à conversão.
Lucas 11,29: A geração má que pede um sinal. Jesus chama a geração de má, porque ela não quer acreditar em Jesus e vive pedindo sinais que possam legitimar Jesus como enviado de Deus. Mas Jesus recusa dar um sinal, pois, no fundo, se eles pedem um sinal é porque não querem crer. O único sinal que vai ser dado é o sinal de Jonas.
Lucas 11,30: O Sinal de Jonas. O sinal de Jonas tem dois aspectos. O primeiro é o que afirma o texto de Lucas no evangelho de hoje. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive através da sua pregação. Ouvindo Jonas, o povo se converteu. Assim, a pregação de Jesus estava sendo um sinal para o seu próprio povo, mas o povo não dava sinais de conversão. O outro aspecto é o que afirma o evangelho de Mateus por ocasião do mesmo episódio: “Assim como Jonas passou três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem passará três dias e três noites no seio da terra” (Mt 12,40). Quando Jonas foi cuspido na praia, ele foi anunciar a palavra de Deus ao povo de Nínive. Da mesma maneira, depois da morte e ressurreição no terceiro dia, A Boa Nova será anunciada ao povo da Judéia.
Lucas 11,31: A Rainha de Sabá. Em seguida, Jesus evoca a história da Rainha de Sabá que veio de longe para ver Salomão e aprender da sabedoria dele (cf. 1Rs 10,1-10). E por duas vezes Jesus afirma: “E aqui está quem é maior do que Salomão”. “E aqui está quem é maior do que Jonas”.
Um aspecto muito importante que está por detrás desta discussão entre Jesus os líderes do seu povo é a maneira diferente como ele, Jesus, e os seus adversários se colocavam frente a Deus. O livro de Jonas é uma parábola, que critica a mentalidade daqueles que queriam Deus só para os Judeus. Na história de Jonas, os pagãos se converteram diante da pregação de Jonas e Deus os acolheu na sua bondade e não destruiu a cidade. Quando viu que Deus acolheu o povo de Nínive e não destruiu a cidade, “Jonas ficou muito desgostoso e irado. E rezou a Javé: "Ah! Javé! Não era justamente isso que eu dizia quando estava na minha terra? Foi por isso que eu corri, tentando fugir para Társis, pois eu sabia que tu és um Deus compassivo e clemente, lento para a ira e cheio de amor, e que voltas atrás nas ameaças feitas. Se é assim, Javé, tira a minha vida, pois eu acho melhor morrer do que ficar vivo" (Jonas 4,1-3). Por isso, Jonas era um sinal para os judeus do tempo de Jesus e continua sendo um sinal também para nós cristãos. Pois, imperceptivelmente, como em Jonas aparece também em nós uma mentalidade de que nós cristãos temos uma espécie de monopólio de Deus e que todos os outros devem tornar-se cristãos. Isto seria proselitismo. Jesus não pede que todos sejam cristãos. Ele pede que todos se tornem discípulos (Mt 28,19), isto é, sejam pessoas que como ele, irradiem e anunciem a Boa Nova do amor de Deus para todos os povos ao redor (Mc 16,15).
4) Para um confronto pessoal
1) Quaresma, tempo de conversão. O que deve mudar na imagem que tenho de Deus? Sou como Jonas ou como Jesus?
2) Minha fé está baseada em que? Em sinais ou na palavra do próprio Jesus?
5) Oração final
Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. (Sl 50, 12-13)
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O pregador da Casa Pontifícia, padre Roberto Pasolini, fez na manhã desta terça-feira, 11 de março, a sua quarta meditação no âmbito dos Exercícios Espirituais da Quaresma à Cúria Romana sobre o tema "A esperança da vida eterna: A segunda morte". O religioso capuchinho sublinha que Deus não espera a nossa morte para nos dar a vida eterna. Os Exercícios Espirituais estão em andamento sem a presença do Papa Francisco que está internado no Hospital Gemelli. Publicamos a síntese da quarta Meditação.
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A Bíblia descreve a história humana como uma tensão entre a promessa da vida eterna e a realidade da morte. Israel, com sua fidelidade e infidelidade, encarna essa luta, permanecendo em busca perpétua da terra prometida. São Paulo fala do homem como um homem agonizante que vive (2 Cor 6, 9), expressando o paradoxo da existência.
Entre os profetas, Ezequiel descreve esta condição na visão do vale dos ossos secos (Ez 37): Israel aparece como um cemitério a céu aberto, desprovido de vida e esperança. Deus ordena ao profeta que fale aos ossos, que se juntam e se revestem de carne, mas permanecem sem vida até que seu Espírito sopre sobre eles.
Essa visão não se refere apenas ao retorno do exílio, mas reflete a condição humana: muitas vezes existimos sem realmente viver. Os ossos secos simbolizam a “primeira morte”, a interior, que se manifesta no medo, na apatia e na perda da esperança. Foi isso que aconteceu com Adão e Eva depois do pecado: seus corpos estavam vivos, mas separados de Deus.
Somente o Espírito de Deus pode restaurar a vida autêntica. No entanto, há também uma “segunda morte”, muitas vezes entendida como condenação eterna, mas que também pode ser vista como morte biológica. Aquele que já superou a primeira morte – isto é, o medo, o egoísmo e a ilusão de controle – enfrenta a segunda sem terror. São Francisco de Assis expressa isso no Cântico do Irmão Sol, louvando quem acolhe a morte em Deus.
O Apocalipse afirma que “o vencedor ficará livre da segunda morte” (Ap 2, 11): quem vive na fé e na esperança pode passar por ela sem ser esmagado por ela. A visão de Ezequiel nos ensina que a ressurreição começa agora: Deus não espera nossa morte para nos dar a vida eterna, mas a oferece já no presente, se acolhermos seu Espírito. A verdadeira pergunta é: queremos permanecer como ossos secos ou deixar-nos reanimar pela vida verdadeira? Fonte: https://www.vaticannews.va
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A Sala de Imprensa atualiza as informações sobre a saúde do Pontífice, que está no Gemelli desde 14 de fevereiro. Ontem ele participou da Missa e depois acompanhou os Exercícios de Quaresma com a Cúria Romana em vídeo.
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“O Papa passou uma noite tranquila, está descansando”. Foi o que informou a Sala de Imprensa da Santa Sé na atualização de hoje, segunda-feira, 10 de março.
O dia de ontem
O Papa acompanhou do Gemelli, através de vídeo, os exercícios espirituais da Cúria Romana, iniciados na tarde deste domingo na Sala Paulo VI e conduzidos pelo pregador da Casa Pontifícia, o frade menor capuchinho padre Roberto Pasolini, unindo-se espiritualmente aos participantes.
Pela manhã, recebeu a visita do secretário de Estado, cardeal Parolin, e do substituto da Secretaria de Estado, dom Peña Parra, e participou da missa com quem o assiste nestes dias.
O Papa continuou seu tratamento e a fisioterapia respiratória e motora. A dieta prescrita pelos médicos, que inclui alimentos sólidos, continua.
A situação parece ser estável, com ligeiras melhoras graduais, como relatado no boletim médico de sábado à noite, em um quadro que, no entanto, permanece complexo e que leva os médicos a manter prudentemente o prognóstico reservado.
Ontem à noite, após a oxigenação de alto fluxo com o uso de cânulas nasais durante o dia, o Papa voltou à ventilação mecânica não invasiva, conforme planejado.
O boletim médico, que não foi publicado ontem à tarde devido à estabilidade do quadro clínico, deve ser divulgado no início da noite desta segunda-feira. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Tema do 1º Domingo da Quaresma
No início do caminho quaresmal, a liturgia convida-nos a repensar as nossas certezas, as nossas opções, os nossos valores. Tempo de conversão, de renovação, de “metanoia”, a Quaresma é o momento favorável para nos reaproximarmos de Deus. É em Deus – e não noutras propostas, por mais encantadoras que sejam – que está a fonte da vida verdadeira. (Lucas 4,1-13)
INTERPELAÇÕES
Começamos, nestes dias, a percorrer um caminho, o caminho quaresmal. É o caminho que nos conduz à Páscoa, à ressurreição, à vida nova. Ao longo desse caminho seremos convidados a analisar, com lucidez e sentido de responsabilidade, as nossas opções, as nossas prioridades, os nossos valores, o sentido da nossa vida… Este tempo poderá ser um tempo de conversão, de realinhamento, de renovação, de mudança; poderá ser a oportunidade para nos reaproximarmos de Deus e das propostas que Ele nos faz. A Palavra de Deus que escutaremos cada domingo ajudar-nos-á a perceber o sem sentido de algumas das nossas escolhas e a detectar alguns dos equívocos em que navegamos. Aceitamos o desafio de percorrer este caminho? O Evangelho deste domingo refere algumas das “tentações” que Jesus teve de enfrentar e vencer. Estamos dispostos, da nossa parte, a identificar as “tentações” que nos escravizam e nos impedem de viver uma vida mais digna, mais humana, mais repleta de sentido e de esperança? Quais são as “tentações” que, com mais frequência, nos afastam do estilo de vida e do projeto de Jesus?
Uma das “tentações” com que Jesus teve de se debater foi a dos bens materiais. É uma “tentação” que conhecemos bem, pois temos de lidar com ela a todos os instantes. Apelando à nossa apetência pelo conforto, pelo bem-estar, pela segurança, ela convida-nos a acumular coisas, a priorizar o dinheiro, a fazer dos bens materiais o grande objetivo da nossa vida. É, no entanto, uma “tentação” que pode desvirtuar completamente o sentido da nossa existência: cria dependência, torna-nos escravos dos bens materiais, faz-nos correr atrás de coisas efémeras; fecha-nos à partilha, à solidariedade, à fraternidade; potência a indiferença face às necessidades dos nossos irmãos; incita-nos a apostar em mecanismos de exploração e de lucro… Qual o lugar e o papel que os bens materiais assumem na nossa vida? A forma como lidamos com os bens materiais é sadia e equilibrada?
Outra das “tentações” que Jesus teve de enfrentar foi a do poder, da glória, dos triunfos humanos. Jesus considerava que a vontade de subjugar os outros, de deter autoridade ilimitada, de dominar o mundo, é algo de diabólico, que pode fazer o homem perder a sua grande referência – Deus. Está na base do orgulho e da autossuficiência que fecham o homem no seu ghetto pessoal; leva o homem a querer libertar-se do “controle” de Deus e a virar as costas a Deus; desenvolve no homem “tiques” de autoritarismo, de intolerância, de prepotência que causam feridas irreparáveis no mundo; favorece o abuso dos mais fracos, dos mais pequenos, dos que não têm vez nem voz; promove mecanismos de escravidão, de exploração, de crispação social; fomenta guerras, violências, imperialismos; constrói muros de inimizade que separam as pessoas e que as impedem de viver em harmonia… Esta “tentação” é problema para nós? Como é que nós tratamos aqueles com quem partilhamos o caminho da vida: com sobranceria e arrogância, ou com humildade, respeito e amor?
A terceira das “tentações” que se atravessou no caminho de Jesus foi a de utilizar Deus para obter o reconhecimento, os aplausos, o apreço, a consideração dos homens. Não é uma “tentação” tão incomum como parece à primeira vista. Esta “tentação” pode fazer-nos pensar na utilização da fé para obter benefícios pessoais, para construir uma “carreira” de sucesso, para conquistar reputação, renome ou prestígio; pode fazer-nos pensar na utilização da religião para obter privilégios, títulos ou honrarias; pode fazer-nos pensar nas “exigências” que fazemos a Deus para que Ele nos conceda os favores a que julgamos ter direito… E pode, por outro lado, fazer-nos pensar nas cedências que algumas pessoas estão dispostas a fazer, às vezes à custa da própria dignidade, para obter uns minutos de fama e de notoriedade… O reconhecimento, a fama, os aplausos, os privilégios, serão bens pelos quais vale a pena pagar qualquer preço?
Nós somos humanos e frágeis. Vivemos mergulhados numa realidade de pecado, que nos condiciona e nos arrasta para opções discutíveis. Será possível vencermos essas “tentações” que continuamente aparecem no caminho da nossa vida? Jesus venceu-as. Ele nunca aceitou que a sua vida fosse conduzida pelo meio de equívocos e de facilitismos. Escolheu, uma e outra e outra vez não se afastar do projeto do Pai. Podemos dizer que não temos a mesma força de Jesus. Pode ser verdade. Mas Ele vai à nossa frente a apontar-nos o caminho e a dizer-nos que é possível dizer “não”, uma e outra e outra vez, às propostas que nos levam por caminhos onde não há vida verdadeira. Estamos dispostos a tentar, uma e outra e outra vez, sem desculpas e sem justificações, seguir o exemplo de Jesus?
LEIA A REFLEXÃO NA ÍNTEGRA. CLIQUE -AO LADO- NO LINK: EVANGELHO DO DIA.
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A atualização sobre o Pontífice divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano na manhã de hoje, 9 de março. Francisco há uma melhora gradual e leve, explica o boletim da noite passada, ele permaneceu sem febre e a troca de gases melhorou; mas o prognóstico ainda é reservado.
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“A noite foi tranquila, o Papa está descansando”. Foi o que anunciou esta manhã, 9 de março, a Sala de Imprensa da Santa Sé em sua atualização sobre o Pontífice, que está hospitalizado no Policlínico Gemelli, em Roma, desde 14 de fevereiro.
Ontem à noite, a Sala de Imprensa do Vaticano informou que “a condição clínica do Santo Padre nos últimos dias permaneceu estável”, que há “uma boa resposta à terapia” e “uma melhora gradual e leve”.
No boletim divulgado à mídia o esclarecimento de que Santo Padre “permaneceu sempre sem febre. A troca de gases melhorou; os exames hematoquímicos e hemogramas estão estáveis".
Os médicos, a fim de registrar essas melhorias iniciais também nos próximos dias, prudentemente mantêm o prognóstico ainda reservado.
Ontem de manhã, depois de receber a Eucaristia, o Santo Padre se reuniu em oração na capela de seu apartamento particular, enquanto à tarde alternou repouso e atividades de trabalho."
Segundo informado, como programado, após a oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais durante o dia, à noite passará para a ventilação mecânica não invasiva.
Durante a missa matutina de hoje na Praça São Pedro, pelo Jubileu do Mundo dos Voluntários, o cardeal Michael Czerny irá ler a homilia do Pontífice. À tarde, Francisco segue os exercícios espirituais - que começam na Sala Paulo VI, no Vaticano - em comunhão espiritual com a Cúria Romana.
O texto do Angelus do Papa será divulgado como nos últimos domingos. Neste domingo, o boletim médico pode não ser publicado devido à estabilidade do quadro clínico, mas a Sala de Imprensa do Vaticano fornecerá informações aos jornalistas. Fonte: https://www.vaticannews.va
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1) Oração
Ó Deus, assisti com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que vivamos interiormente as práticas da Quaresma. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Mateus 9, 14-15)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 14os discípulos de João, dirigindo-se a Jesus, perguntaram: "Por que jejuamos nós e os fariseus, e os teus discípulos não?" 15Jesus respondeu: Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então eles jejuarão. - Palavra da salvação.
3) Reflexão
O evangelho de hoje é uma versão abreviado do evangelho que já meditamos no dia 21 de janeiro, onde nos foi proposto o mesmo assunto do jejum (Mc 2,18-22), mas com uma pequena diferença. A liturgia de hoje omitiu os acréscimos sobre o remendo novo em pano velho e sobre vinho novo em odre velhos (Mt 9,16-17), e concentrou a sua atenção no jejum.
Jesus não insiste na prática do jejum. O jejum é um costume muito antigo, praticado em quase todas as religiões. O próprio Jesus praticou-o durante quarenta dias (Mt 4,2). Mas ele não insiste com os discípulos para que façam o mesmo. Deixa a eles a liberdade. Por isso, os discípulos de João Batista e dos fariseus, que eram obrigados a jejuar, querem saber porque Jesus não insiste no jejum.
Enquanto o noivo, está com eles não precisam jejuar. Jesus responde com uma comparação. Enquanto o noivo está com os amigos do noivo, isto é, durante a festa do casamento, estes não precisam jejuar. Jesus se considera o noivo. Os discípulos são os amigos do noivo. Durante o tempo em que ele, Jesus, estiver com os discípulos, é festa de casamento. Chegará o dia em que o noivo vai ser tirado. Aí, se eles quiserem, poderão jejuar. Nesta frase Jesus alude à sua morte. Sabe e sente que, se ele continuar neste caminho de liberdade, as autoridades religiosas vão querer matá-lo.
O jejum e a abstinência de carne são práticas universais e bem atuais. Os muçulmanos têm o jejum do mês do Ramadan, durante o qual não comem nem bebem, desde o nascer até o pôr do sol. Cada vez mais, há pessoas que, por motivos diversos, se impõem a si mesmas alguma forma de jejum. O jejum é um meio importante para se chegar a um domínio de si mesmo, a um auto-controle, como existe em quase todas as religiões e como é apreciado pelos esportistas.
A Bíblia faz muita referência ao jejum. Era uma forma de se fazer penitência e provocar a conversão. Através da prática do jejum, os cristãos imitavam Jesus que jejuou quarenta dias. O jejum visa alcançar a liberdade da mente, o controle de si, uma visão crítica da realidade. É um instrumento para manter livre a mente e para não se deixar levar por qualquer vento. Através do jejum, a clareza da mente aumenta. É também uma forma de cuidar melhor da saúde. O jejum pode ser uma forma de identificação com os pobres que fazem jejum forçado o ano inteiro e raramente comem carne. Existe o jejum como protesto: Dom Luis Cappio.
Mesmo que hoje não se pratique mais o jejum e a abstinência, o objetivo que estava na base desta prática continua inalterada como força que deve animar a nossa vida: participar na paixão, morte e ressurreição de Jesus. Doar a vida para poder possuí-la em Deus. Tomar consciência de que o compromisso com o Evangelho é uma viagem sem retorno, que exige perder a vida para poder possuí-la e reencontrar tudo na total liberdade.
4) Para um confronto pessoal
1) Qual a forma de jejum você faz? E se não faz, qual a forma que você poderia fazer?
2) Como o jejum pode ajudar-me a preparar-me melhor para a festa de páscoa?
5) Oração final
Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia; no teu grande amor cancela o meu pecado. Lava-me de toda a minha culpa, e purifica-me de meu pecado. (Sl 50, 3-4)
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Nova atualização da Sala de Imprensa do Vaticano sobre o estado de saúde do Pontífice. Ontem, em um áudio, reproduzido antes do Rosário na Praça São Pedro, Francisco agradeceu a proximidade e as orações pela sua saúde. O estado de saúde do Papa permanece estável e o prognóstico é reservado.
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“O Papa teve uma noite tranquila e acordou pouco depois das 8h”. Foi o que informou hoje, 7 de março, a Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o estado de Francisco, que está internado no Hospital Gemelli desde 14 de fevereiro.
Segundo informado, o Papa, nesta manhã, deu continuidade à terapia prescrita. Realiza fisioterapia motora. Mantém a alternância entre ventilação mecânica à noite e oxigenação de alto fluxo durante o dia, com o uso de cânulas nasais. A situação parece estável dentro de um quadro complexo.
O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, esclareceu que foi o próprio Papa quem quis que fosse transmitido, na noite de ontem, no início do Terço na Praça São Pedro, o áudio com sua saudação: queria agradecer às pessoas pelas muitas orações que estão fazendo por ele e pelas quais se sente como que “carregado” e sustentado por todo o Povo de Deus.
Boletim de ontem
No boletim de ontem, a Sala de Imprensa informou que o estado clínico do Papa se manteve estável em relação aos dias anteriores.
"A condição clínica do Santo Padre permaneceu estável em relação aos dias anteriores. Também hoje, ele não apresentou episódios de insuficiência respiratória. O Santo Padre continuou com benefício a fisioterapia respiratória e motora. Os parâmetros hemodinâmicos e os exames de sangue permaneceram estáveis. Ele não apresentou febre. Os médicos ainda mantêm o prognóstico reservado.
Considerando a estabilidade do quadro clínico, o próximo boletim médico será divulgado no sábado.
Hoje, o Santo Padre se dedicou a algumas atividades de trabalho durante a manhã e a tarde, alternando descanso e oração. Antes do almoço, recebeu a Eucaristia."
Nesta sexta-feira, mesmo que não haja o boletim médico, a Sala de Imprensa da Santa Sé fornecerá algumas informações sobre o Papa.
Ontem à noite, houve uma grande emoção na Praça São Pedro quando, antes da recitação do Rosário pela saúde do Papa, foi transmitido um áudio gravado no Gemelli, no qual o Pontífice expressou seu agradecimento pelas orações e pela proximidade. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Antes do início da recitação diária do terço na Praça São Pedro, foi transmitido um áudio com uma saudação do Papa Francisco, internado no Hospital Gemelli: "Agradeço de coração pelas orações pela minha saúde. Que Deus os abençoe." Surpresa e emoção por parte dos fiéis reunidos, pela décima primeira noite consecutiva, para invocar a cura do Pontífice.
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O Papa Francisco enviou uma mensagem de voz aos fiéis e membros da Cúria Romana reunidos na Praça São Pedro para a oração do Terço, nesta quinta-feira, 6 de março. Em suas palavras, agradeceu pelas preces dedicadas à sua recuperação:
“Agradeço de todo coração as orações pela minha saúde feitas na Praça, os acompanho daqui. Que Deus os abençoe e que a Virgem os proteja. Obrigado.”
Em seguida, o cardeal Ángel Fernández Artime, pró-prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, deu início à oração na Praça São Pedro, unindo-se à súplica pela saúde do Santo Padre, internado no Hospital Gemelli desde 14 de fevereiro.
Sob o olhar da imagem de "Maria, Mãe da Igreja", entronizada no adro da Basílica Vaticana, cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas da Cúria Romana e da Diocese de Roma, juntamente com centenas de fiéis, rezaram pelo décimo primeiro dia consecutivo a súplica mariana. A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado e pela Diocese de Roma, reafirma a fé e a comunhão na intercessão da Virgem pela recuperação do Pontífice. Fonte: https://www.vaticannews.va
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1) Oração
Inspirai, ó Deus, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e termine tudo aquilo que fizemos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 9,22-25)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 22Jesus acrescentou: É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia. 23Em seguida, dirigiu-se a todos: Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. 24Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á. 25Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína? - Palavra da salvação.
3) Reflexão
Ontem entramos na Quaresma. Até agora a liturgia diária seguia o evangelho de Marcos, passo a passo. A partir de hoje até o dia de Páscoa, a seqüência das leituras diárias será dada pela tradição antiga da quaresma com suas leituras próprias, já fixas, que nos ajudarão a entrar no espírito da quaresma e da preparação para a Páscoa. Já desde o primeiro dia, a perspectiva é a Paixão, Morte e Ressurreição e o significado deste mistério para a nossa vida. É o que nos é proposto pelo texto bem pequeno do evangelho de hoje. O texto fala da paixão, morte e ressurreição de Jesus e afirma que o seguimento de Jesus implica em carregar a cruz atrás de Jesus.
Pouco antes em Lucas 9,18-21, Jesus tinha perguntado: “Quem diz o povo que eu sou?”. Eles responderam relatando as várias opiniões: -“João Batista”. -“Elias ou um dos antigos profetas”. Depois de ouvir as opiniões dos outros, Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?”. Pedro respondeu: “O Cristo de Deus!”, ou seja, o senhor é aquele que o povo está esperando! Jesus concordou com Pedro, mas proibiu de falar sobre isto ao povo. Por que Jesus proibiu? É que naquele tempo todos esperavam o messias, mas cada um do seu jeito: uns como rei, outros como sacerdote, doutor, guerreiro, juiz, ou profeta! Jesus pensa diferente. Ele se identifica com o messias servidor e sofredor, anunciado por Isaías (Is 42,1-9; 52,13-53,12).
O primeiro anúncio da paixão. Jesus começa a ensinar que ele é o Messias Servidor e afirma que, como o Messias Servidor anunciado por Isaías, será preso e morto no exercício da sua missão de justiça (Is 49,4-9; 53,1-12). Lucas costuma seguir o evangelho de Marcos, mas aqui ele omitiu a reação de Pedro que desaconselhava Jesus de pensar no messias sofredor e omitiu também a dura resposta: “Vá embora Satanás! Você não pensa as coisas de Deus, mas as dos homens!” Satanás é uma palavra hebraica que significa acusador, aquele que afasta os outros do caminho de Deus. Jesus não permite que Pedro o afaste da sua missão.
Condições para seguir Jesus. Jesus tira as conclusões que valem até hoje: Quem quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me! Naquele tempo, a cruz era a pena de morte que o império romano impunha aos criminosos marginais. Tomar a cruz e carregá-la atrás de Jesus era o mesmo que aceitar ser marginalizado pelo sistema injusto que legitimava a injustiça. Era o mesmo que romper com o sistema. Como dizia Paulo na carta aos Gálatas: “O mundo é um crucificado para mim, e eu um crucificado para o mundo” (Gl 6,14). A Cruz não é fatalismo, nem é exigência do Pai. A Cruz é a conseqüência do compromisso livremente assumido por Jesus de revelar a Boa Nova de que Deus é Pai e que, portanto, todos e todas devem ser aceitos e tratados como irmãos e irmãs. Por causa deste anúncio revolucionário, ele foi perseguido e não teve medo de dar a sua vida. Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão.
4) Para um confronto pessoal
1) Todos esperavam o messias, cada um do seu jeito. Qual o messias que eu espero e que o povo hoje espera?
2) A condição para seguir Jesus é a cruz. Como me situo frente às cruzes da vida?
5) Oração final
Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. (Sl 1, 1-2)
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A atualização da Sala de Imprensa vaticana sobre o estado de saúde do Pontífice: ontem à noite, a comunicação aos jornalistas informava que as condições clínicas de Francisco, "que permaneceu apirético, sempre vigilante, colaborativo com as terapias e orientado", se mantiveram estáveis e que não houve "episódios de insuficiência respiratória nem broncoespasmo".

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"O Papa dormiu bem durante a noite e acordou logo depois das 8h." Essa é a atualização sobre o estado de saúde de Francisco, internado no Hospital Agostino Gemelli de Roma desde 14 de fevereiro, divulgada na manhã desta quarta-feira, 5 de março, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
Ontem, na habitual comunicação noturna aos jornalistas, a Sala de Imprensa vaticana informou que "as condições clínicas do Santo Padre se mantiveram estáveis" e que, durante a noite, "como planejado", seria "retomada a ventilação mecânica não invasiva até esta manhã". A nota especificava que o Papa "não apresentou episódios de insuficiência respiratória nem broncoespasmo", que "permaneceu apirético, sempre vigilante, colaborativo com as terapias e orientado". Pela manhã, "passou para a oxigenoterapia de alto fluxo", realizou "fisioterapia respiratória" e "durante o dia alternou momentos de oração e descanso; e no período da manhã, recebeu a Eucaristia".
O quadro clínico continua estável também no que diz respeito ao coração, aos rins e aos valores sanguíneos, mas a situação geral permanece complexa, com broncoespasmos que não são inesperados no contexto de uma pneumonia como a do Pontífice. Fonte: https://www.vaticannews.va
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