Dom Milton Kenan Júnior, Bispo diocesano de Barretos/SP.

  

            Algumas vezes Teresa declara o quanto as pessoas se equivocam a seu respeito: a começar sobre as relações de Madre Maria do Gonzaga com ela: “Muitas irmãs pensam que vós me mimastes, que desde minha entrada na arca sagrada, de vós só recebi carícias e cumprimentos, no entanto não é assim; vereis, Madre, no caderno que contém minhas lembranças da infância, o que penso da educação forte e materna que recebi de vós.” (C, 1v). Falando da sua provação de fé, ela também afirma: “Madre bem-amada, eu talvez pareça exagerar minha provação, de fato se julgardes segundo os sentimentos que exprimo nas pequenas poesias que compus neste ano, devo parecer-vos uma alma cheia de consolações e para a qual o véu da fé está quase rasgado, e no entanto........não é mais um véu para mim, é um muro que se eleva até os céus e cobre o firmamento estrelado...” (C, 7v).

            Teresa não vive de aparências, por isso, não teme em descrever a provação da fé que sofre desde a Páscoa do último ano (1896). Se até então gozava “de uma fé tão viva, tão clara, que o pensamento do Céu era toda a minha felicidade, eu não podia acreditar que houvesse ímpios que não tivessem a fé” (C, 5v).

            Nesta mesma página Teresa fala declara que o pensamento do Céu tornou-se para ela um “assunto de combate e tormento.....”; diz que não se trata de uma realidade passageira: “Essa provação não devia durar alguns dias, algumas semanas, devia estender-se até a hora marcada por Deus e... essa hora ainda não chegou.....” e, diz ainda que se trata de algo que infelizmente ela não pode exprimir o que de fato ela sente.

            Como teóloga, Teresa serve-se da parábola da pátria luminosa, para interpretar a sua saga dolorosa (C 5v-6r); e do desejo de permanecer na escuridão até o fim, desde que aqueles que “não são iluminados pela chama luminosa da Fé o vejam luzir enfim...”.

            A provação da fé é dolorosa, a ponto de Teresa dizer que “de repente os nevoeiros que me circundam se tornam mais espessos, penetram na minha alma e a envolvem de tal maneira que não me é mais possível encontrar nela a imagem tão doce da minha Pátria, tudo desapareceu! (C, 6v).

            O relato de Teresa assemelha-se aos textos dos filósofos da negação de Deus, os profetas da dúvida, do final dos séculos XIX e XX: “Quando quero repousar meu coração fatigado das trevas que me ceram pela lembrança do país luminoso pelo qual aspiro, meu tormento dobra, parece-me que as trevas emprestando a voz os pecadores me dizem zombando de mim: - “Sonhas a luz, uma pátria embalsamada pelos mais suaves perfumes, sonhas a posse eterna do Criador de todas essas maravilhas, crês sair um dia no nevoeiro que te cerca, avança, alegra-te com a morte que te dará, não o que esperas, mas uma noite mais profunda ainda, a noite do nada” (C, 6v).

            Há uma primeira anotação que não pode passar despercebida. Teresa referindo-se à sua vida diz: “Gozava então de uma fé tão viva, tão clara, que o pensamento do Céu era toda a minha felicidade, eu não podia acreditar que houvesse ímpios, que não tivessem a fé. Eu acreditava que falavam contra seu pensamento ao negar a existência do Céu, o belo Céu onde Deus mesmo quereria ser a sua recompensa”. (C, 5v)

            Teresa é uma mulher de fé, que vive da fé. Ainda pequena, deliciava-se refletindo sobre o poder de Deus, com o pensamento do céu, com a prática dos pequenos sacrifícios. Suas orações, suas visitas ao Santíssimo Sacramento e a luta que enfrentou para entrar no Carmelo atestam o quanto a fé lhe inundava a alma. Vivia cada momento num profundo espírito de fé.

            A fé de Teresa é uma fé forte e determinada (que desabrocha em esperança e confiança para o futuro próprio e dos demais, não é uma fé apenas nocional, intelectual, nas verdades, no conteúdo, como tinha insistido o Concílio Vaticano I contemporáneo dela= 1870 ao enfrentar-se com os ateísmo e racionalismo da época). Comprovam o caso de Pranzini e a batalha que enfrentou para entrar ao Carmelo com os seus poucos quinze anos. Referindo-se à Pranzini, ela diz que “creria, mesmo se ele não se confessasse e não desse nenhum sinal de arrependimento” (A, 46r). E, diante das recusas repetidas ao seu desejo de poder ultrapassar os umbrais do Carmelo, Teresa diz que nada “abalava a minha fé” (A, 67v).

            Grande parte de sua vida, Teresa saboreia a felicidade que dá a fé. Houve momentos em que sentia que havia tocado a felicidade do céu, onde não  há mais nem esperança, nem fé (cf. A, 48r).

            Pe. Maria Eugênio, na sua obra “Teu  Amor cresceu comigo”, interpreta a noite de fé de Teresa como resposta à sua Oferta ao Amor Misericordioso: “Tal provação contém os transbordamentos sensíveis do amor, mas tem como efeito principal o de fazê-la participar no drama do Amor divino na terra, em sua luta dolorosa contra o pecado. É o drama interior do Getsêmani e do Calvário, uma espécie de corpo a corpo entre o amor e o ódio-pecado. Compreendemos que o olhar de Teresa se tenha fixado na face de  Cristo Jesus na sua paixão, que esta Santa Face seja sua “única Pátria (seu) Reino de amor, o astro que dirige (seus) passos”. Teresa está feliz por comer o pão da dor em favor dos pecadores com Jesus sofredor que de agora em diante não quer mais deixar até partilhar de sua morte nas trevas do Calvário. Tal identificação com Jesus crucificado será normalmente seguida da participação no triunfo de sua ressurreição. Este triunfo já começou. A Cruz é um trono. Na hora em que a prova começa, como vimos, o corpo da doutrina está constituído, sua missão se confirma.” (Pe. M. Eugenio, Teu amor cresceu comigo, p. 100)

            No entardecer da sua existência, Teresa avança na penumbra da fé. A alegria e a felicidade sensível da fé desapareceram. Ela caminha no túnel escuro da fé. Neste período, ela escreve que “creio ter feito mais atos de fé desde um ano que durante toda a minha vida.” Quanto mais era tentada, mais ela professava a sua fé” C, 7r; CA 6.8.1).

            Aconselhada pelo Pe. Domin, ela escreve o Credo com o seu próprio sangue e leva consigo dia e noite a profissão da fé da Igreja.

            A fé de Teresa é pura, límpida, desinteressada. Como seu amor, ela crê, porque deve crer, porque quer crer (“je chante ce que je veux croire”), porque o amor a leva à fé, como a fé a levou ao amor.

            Mesmo sem nenhum sentimento de fé, Teresa insiste em professar a fé, usa da fé em todas as circunstâncias. Para ela, a fé é remédio, é força e luz.  Para vencer as agruras da doença ela serve-se do alento da fé: “Como é fácil se desencorajar, quando se está doente! Oh! Como sinto que me desencorajaria se não tivesse fé!” (CA 4.8.4).

            Diante das maiores tentações, como o suicídio, a fé é, sem duvida, o grande remédio e a grande força (CA 22.9.6).

            Refletindo nas palavras de Teresa, poderíamos dizer que três elementos se destacam; e, por sua vez, podem servir de ajuda para nossa caminhada de fé:

Um primeiro elemento é a descoberta e a importância que ela dá às obras que nascem da fé: “Ah! Que jesus me perdoe se O afligi, mas Ele sabe que embora não tenha nenhum gozo da Fé, pelo menos procuro fazer as obras.” – Teresa não fica ensimesmada, não se fecha na sua dor; ao contrário, serve-se de um recurso para vencer a si mesma e poder perseverar no seu caminho de confiança e abandono. E o recurso que se serve é o das obras da fé. Se lhe falta o sentimento, não lhe faltam as obras da fé. Mais adiante, será incrível ler o que ela escreve a respeito da caridade, das manifestações do amor verdadeiro às suas irmãs, justamente quando lhe faltava por completo o sentimento da fé (a caridade não passa pela noite, pois permanece e é a maior cf. 1 Cor 13, não tem as imperfeições da fé: conhecimento parcial, sem a visão, ou da esperança, que é não posse, a caridade já une com Deus, é a mesma na terra como no céu e pode crescer até o infinito cf Summa de santo Tomás IIaIIae q 23 sq ).

Teresa é uma mulher prática, que não se detém nos detalhes, não perde de vista o que é essencial na vida do cristão: o sentimento ou as obras? Teresa diz que o mais importante são as obras. Pratica-las sem o sentimento da fé, permite que se alcance mais méritos aos olhos de Deus; tornando assim a fé mais valiosa.

São Pedro na sua Carta referindo-se à provação da fé, diz: “Pela fé, o poder de Deus vos guarda para uma salvação disposta a revelar-se no ultimo dia. Por isso estais alegres, embora por pouco tempo tenhais de suportar diversas provas. Se o ouro, que perece, é aquilatado no fogo, vossa fé, que é mais preciosa, será aquilatada para receber louvor, honra e glória, quando Jesus Cristo se revelar. Não o vistes, e o amais; sem vê-lo, credes nele e vos alegrais com alegria indizível e gloriosa, pois recebereis como termo de vossa fé, a salvação pessoal.” (1Pd 1, 5-9)

A fé de Teresa aquilatada, como o ouro no cadinho, mostra o seu valor pelas suas obras. Deixando-se purificar por Deus, Teresa manifesta o valor da sua fé, pela sua perseverança na prática das boas obras. Embora para ela o céu tenha se tornado uma quimera, e Jesus uma presença aparentemente distante, ela O ama, crê nele, mesmo sem vê-lo e aguarda o premio da sua perseverança, ou seja, a salvação pessoal.

Um segundo elemento que se destaca dos escritos de Teresa  são os “atos de fé”: “Creio ter feito mais atos de fé desde um ano que durante toda a minha vida.”  Teresa sabe que o fogo se mantém com os gravetos que lançamos nele. Pequenas súplicas, invocações breves e espontâneas, são capazes de alimentar o amor e a fé. Neste período vive disso, de pequenas orações, que brotam do seu coração perseverante. Teresa sabe que aparentemente possam parecer poucas coisas, mas são estes pequenos nadas que não permitem que a fé se esfrie de vez.

Há uma carta de Teresa à Celina, no período que era postulante, que pode nos ajudar a compreender como é valioso recorrer a pequenos recursos, quando se sente fraco e impotente: “Que graça quando de manhã nos sentimos sem nenhuma coragem, sem nenhuma força para praticar a virtude; e, este, então, o momento de pôr o machado à raiz da árvore. Ao invés de perder o próprio tempo recolhendo palhinhas, extraímos diamantes. Que lucro no final do dia” É verdade que, algumas vezes, nos descuidamos por alguns momentos de ajuntar nossos tesouros. É o momento difícil; sente-se a tentação de largar tudo, mas num  ato de amor mesmo não sentido, tudo fica reparado e mais que reparado. Jesus sorri, ajuda-nos sem o dar a perceber, e as lágrimas que os maus lhe fazem chorar são enxugadas pelo nosso pobre e fraco amor. O amor pode tudo, as coisas mais impossíveis não lhe parecem difíceis, Jesus não olha tanto para a grandeza das ações, nem mesmo para a dificuldade delas, como para o amor com que estes atos são feitos.” (CT 65)

Já bem próxima dos anos da provação da fé, numa outra carta dirigida ainda à Celina, Teresa serve-se, então, da imagem da palha capaz de alimentar o fogo do amor [o que perfeitamente pode se aplicar á fé]: “Santa Teresa diz que é preciso alimentar o amor. A lenha não se encontra ao nosso alcance quando nos encontramos nas trevas, na secura, mas não estaremos obrigadas a jogar aí ao menos umas palhinhas? Jesus é por demais poderoso para conservar sozinho o fogo, no entanto, fica contente por nos ver colocar aí um pouco de alimento. É uma delicadeza que o deixa feliz. E então, ele lança no fogo muita lenha. Nós não o vemos, mas sentimos a força e o calor do amor. Tenho feito a experiência quando não sinto nada, quando sou INCAPAZ de rezar, de praticar a virtude...É então o momento de procurar as pequenas ocasiões, os nadas que causam prazer, mais prazer a Jesus do que o império do mundo ou o martírio generosamente sofrido. Por exemplo: um sorriso, uma palavra amável quando eu teria vontade de não dizer nada ou de me mostrar aborrecida etc. etc. [...] Não é para fazer minha coroa, para adquirir méritos; é a fim de dar prazer a Jesus! Quando não tenho ocasiões, quero ao menos dizer-lhe muitas vezes que o amo. Isto não é difícil e conserva o fogo. Mesmo quando este fogo de amor me parecesse apagado, gostaria de jogar nele alguma coisa, e Jesus saberia, então muito bem reacende-lo. Celina, tenho medo de não ter dito o que era necessário. Talvez irás pensar que eu sempre faço aquilo que digo...Oh!!!Não! Não sou sempre fiel, mas nunca desanimo. Abandono-me nos braços de Jesus. A gotinha de orvalho afunda mais para dentro do cálice da Flor dos campos e aí encontra tudo o que perdeu e ainda muito mais.” (CT 143)

Há, enfim, um terceiro elemento que se destaca das palavras de Teresa: “A cada nova ocasião de combate, quando meus inimigos vêm provocar-me, comporto-me bravamente; sabendo que é covardia bater-se em duelo, viro as costas aos meus adversários sem me dignar de olhá-los na cara, mas corro para meu Jesus, digo-lhe estar pronta a derramar até a ultima gota de meu sangue, para confessar que há um Céu. Eu lhe digo que estou feliz por não gozar desse belo Céu na terra a fim de que Ele o abra pela eternidade aos pobres incrédulos. Por isso apesar dessa provação que me tira todo gozo, posso no entanto clamar: - “Senhor, vós me cumulais de Alegria por Tudo o que fazeis. (Sl. XCI). Pois há alegria maior que a de sofrer por vosso amor?...” (C, 7r).

A intrépida Teresa manifesta, enfim, o segredo que transforma todo o seu tormento e motivo de alegria e de paz. Teresa na provação da fé, “corre para o meu Jesus”. 

Na Carta aos Hebreus encontramos onde o autor fala da vida cristã utilizando-se de uma metáfora esportiva, onde é preciso despojar-se de cargas e desfazer-se de impedimentos para “correr a corrida”, é preciso armar-se de “constância” para chegar à meta, como fez Jesus: “Nós, portanto...corramos com constância a corrida que nos espera, com os olhos fixo naquele que iniciou e realizou a fé, em Jesus, o qual, pela alegria que lhe foi proposta, sofreu a cruz, desprezou a humilhação e sentou-se à direita do trono de Deus. Refleti sobre aquele que suportou tal oposição dos pecadores, e não sucumbireis ao desânimo. Ainda não resististes até o sangue em vossa luta contra o pecado” (Hb 12, 1b-4).

Teresa na sua corrida, não perde de vista Jesus! É Nele que ela tem o seu olhar, é Ele que atrai a sua atenção e fortalece o seu ímpeto; é Ele que lhe sustenta em meios as mais dolorosas provações. E, como Ele, ela está disposta, a “derramar até a ultima gota de meu sangue, para confessar que há um Céu”; dizendo que está  “feliz por não gozar desse belo Céu na terra a fim de que Ele o abra pela eternidade aos pobres incrédulos”.

Na maturidade da fé, Teresa não pensa em si, mas ao contrário, mas mantem vivo o ideal do martírio para provar que o Céu não é uma ilusão. Aceita a privação de todo sentimento esperando que Ele abra o céu para os pobres incrédulos.

Teresa é a mulher que não reserva nada para si, ao contrário, entrega-se por inteiro, mesmo na mais profunda escuridão da fé.

Numa célebre carta dirigida ainda a Celina, Teresa serve-se da imagem dos acionistas para falar da sua ânsia de amar, e de dar-se inteiramente: “O mérito não consiste nem em fazer, nem em dar muito, mas antes em receber, em amar muito...Diz-se que é maior felicidade dar do que receber, e é verdade. Mas, quando  Jesus quer reservar para si a doçura de dar, não seria delicado recusar. Deixemo-lo tomar e dar tudo o que quiser; a perfeição consiste em fazer a sua vontade, e a alma que se entrega inteiramente a ele é chamada pelo próprio Jesus de “sua mãe, sua irmã” e toda a sua família. E em outro lugar: “Se alguém me ama, guardará minha palavra (isto é fará minha vontade) e meu Pai o amará, e viremos a ele e nele faremos nossa morada”. Oh, Celina! Como é fácil agradar a Jesus, arrebatar-lhe o coração! Basta amar sem olhar para si, sem examinar por demais os próprios defeitos... Tua Teresa, neste momento, não se encontra nas alturas, mas Jesus lhe ensina a ‘tirar proveito de tudo, do bem e do mal que encontra em si”. Ensina-lhe a jogar no banco do amor, ou melhor, ele joga por ela sem lhe dizer como se faz, pois isso é assunto dele e não de Teresa. O que lhe cabe fazer é abandonar-se, entregar-se sem nada reservar para si, nem sequer a alegria de saber quanto lhe rende o banco. Mas, afinal, ela não é o filho prodigo. Não vale a pena que Jesus lhe faça um festim, “visto que está sempre com ele”. “ (CT 142)

 

No Caminho do amor

Dom Milton Kenan Júnior, Bispo diocesano de Barretos/SP.

 

            Os anos passam rápido. Teresa já está há quase nove anos naquele Carmelo tão sonhado, onde quisera “dar-me toda inteira a Ele, já não quero viver senão para Ele.” (CT 43B). Naqueles primeiros anos, Teresa acalentara o desejo de chegar ao recorde do amor a Deus: “Queria amá-Lo tanto...amá-Lo como jamais foi amado” (CT 74).

Teresa abordou a sua vida de carmelita com a firme resolução de realizar, custe o que custar, o seu ideal de santidade. "Quero ser santa (...), quero sê-lo" (Ct 45). "Chegar a ser uma grande santa" é o leitmotiv (Ct 52,80). O seu Senhor não "quer pôr limites à (sua) santidade" (Ct 83). O preço nunca será demasiado alto: "Jesus pede-te tudo, tudo, tudo, tanto quanto pode pedir aos maiores Santos" — e sublinha a palavra "tudo", respectivamente, duas, três e cinco vezes (Ct 57).

            Teresa tem clara diante de si a meta que  espera alcançar a custa do esforço e da luta acirrada; e lhe é claro também o caminho a percorrer, nada menos do que o próprio amor:

"Por mim não conheço outro meio para chegar à perfeição senão 'O amor'... Amar, o nosso coração foi feito para isso!... Às vezes procuro outra palavra para exprimir o amor, mas na terra do exílio as palavras são impotentes para exprimirem todas as vibrações da alma, por isso temos de limitar-nos a esta única palavra: "Amar!..."(Ct 109).

            Entretanto, há medida que os meses e anos passam, Teresa vai se dando conta de que as dificuldades não são pequenas: Tem conviver com a distância não física mas afetiva das irmãs Paulina e Maria que na sua infância ocuparam o lugar da mãe (morta precocemente) que não estavam mais dispostas a recriar no Carmelo o ambiente afetuoso de Buissonets; o temperamento tão difícil de Madre Maria do Gonzaga, que oscilava entre afeto e desprezo; a comunidade constituída de personalidades tão diferentes. Referindo-se a estas dificuldades, nas sublimes páginas do Manuscrito C sobre o mandamento do amor, Teresa fala dos “tristes sentimentos da natureza” (Ms C 19r); dos “combates”, das “fraquezas”, dos “fracassos” (Ms C 23v); das “doenças morais que [são] crônicas: a falta de bom senso, de educação, de susceptibilidade de alguns caracteres, todas as coisas que não tornam a vida muito agradável” (Ms C 28r).

            Tem conviver também com a aridez, o sono, as distrações nas horas de oração mental; mas, sobretudo, o triste estado de seu Pai, a quem chama de  “seu Rei”, vítima de ausências, crises de agressividade, fugas repentinas.

Teresa a intrépida não se dobra diante do sofrimento. Sofre heróica e virilmente. Entrega-se nas mãos de Jesus como “a bolinha”, humilde e pequena como “um grão de areia”, “desconhecida” e “esquecida” (CT 103), “ignorada” e “debaixo dos pés de todos”, porém “vista por Jesus” (CT 95).

            As humilhações que sofre com as recaídas do seu paizinho querido, a sua internação em Caen, num hospital destinado a pacientes de doenças mentais, levam Teresa a se confrontar com o mistério de Deus!

Porque permite Deus semelhante provação a quem sempre O serviu com fidelidade? Certamente, diz-se — e Teresa repete-o —que o sofrimento é um privilégio reservado aos amigos de Deus e que no céu tudo terá a sua recompensa. Mas, existe o céu? Teresa, que na sua autobiografia cala de propósito muitas coisas, refere de passagem esta afirmação: "Tinha então grandes provações interiores de todas as espécies até me interrogar, por vezes, se haveria Céu" (Ms A 80v). É a pergunta sobre o mais além, que no fim da sua vida virá ao de cima com tanta crueldade e à qual Teresa respondeu, em Jesus, com uma fé e um amor magníficos.

 

Neste período Teresa faz a descoberta da “Sagrada Face”, o ícone do Filho amado do Pai que submete-se ao sofrimento por amor, unicamente por amor. No Rosto de Cristo coroado pelos espinhos, desfigurado por causa do sofrimento, Teresa vê a resposta para suas dúvidas: o Pai não poupara o Filho, entregou o Filho nas mãos dos pecadores. Graças a esta contemplação, Teresa faz a passagem de uma fé tradicional, para uma fé genuinamente “cristã”, assumida pessoal e  responsavelmente; onde Jesus tornar-ase o seu argumento.

No meio da noite Cristo brilha incessantemente. Quem poderá dizer "as belezas escondidas de Jesus"? Apenas as vê na fé. "Sim, a Face de Jesus é luminosa, mas se no meio das feridas e das lágrimas é já tão bela, que será então quando a virmos no Céu? Oh! O Céu... Sim, para ver um dia a Face de Jesus, para contemplar eternamente a maravilhosa beleza de Jesus, o pobre grão de areia deseja ser desprezado na terra!..." (Ct 95). Mesmo na noite percebe-se "uma claridade semi-velada, a claridade que espalham à sua volta os olhos baixos da face do meu Prometido" (Ct 110).

A beleza de Jesus, Verbo eterno, é também a beleza do seu amor pelos homens... Ama-nos inefavelmente: "Jesus arde de amor por nós... Contempla a sua face adorável!... Vê esses olhos apagados e baixos!... Vê essas feridas... Contempla Jesus na sua Face... Aí verás como Ele nos ama" (Ct 87).

“A tua Face é a minha única Pátria, ela é o meu Reino de amor" (PN 20).

Aos poucos o sofrimento e o esforço pessoal perdem sua primazia para dar lugar não só à amorosa vontade do Senhor, mas antes de tudo, à sua mesma Ação divina.

A nossa carmelita afirma que "o mérito não consiste em dar muito, mas em receber muito". Não quer de modo nenhum "amontoar tesouros para o céu" (Ct 91), mas abandona agora o seu "negócio" espiritual no Senhor. "A tua Teresa — confessa a Celina — não se encontra neste momento nas alturas, mas Jesus ensina-lhe 'a tirar proveito de tudo, do bem e do mal que encontra em si' [São João da Cruz]. Ensina-lhe a jogar à banca do amor, ou antes, joga Ele por ela sem lhe dizer como se faz porque isso é assunto d'Ele e não de Teresa, o que ela tem de fazer é abandonar-se, entregar-se sem nada reservar para si, nem mesmo a alegria de saber quanto lhe rende o banco (...) Jesus não me ensina a contar os meus atos; ensina-me a fazer tudo por amor (...), mas isto faz-se na paz, no abandono, é Jesus que faz tudo e eu não faço nada" (Ct 142).

 Tendo já percorrido grande parte de sua estadia no Carmelo, nossa jovem santa se dá conta de que sua fraqueza é irremediável, e a necessidade que tem da misericórdia de Deus.

Teresa não espera de si mesma méritos e progressos, mas de Deus. É profunda a consciência da sua incapacidade. A partir de agora, procura mais deixar agir o Senhor do que transformar por si mesma a sua fraqueza em amor. Dá-se conta da prioridade do amor de Deus, que não só está na origem dos nossos atos de amor, mas também os aperfeiçoa.

Conforme o que Teresa nos explicou sobre o seu "pequeno caminho completamente novo", é de Deus de quem fez a sua grande descoberta, que se referirá à misericórdia divina precisamente enquanto misericórdia. Certamente que já antes Teresa tinha consciência da bondade de Deus e da sua compaixão. Mas agora aprende a reconhecer que o amor de Deus não só é real, primeiro e fiel, mas é um amor que desce ao pequeno, que busca o pequeno porque é pequeno, e que Ele é grande para com o pequeno. A pequenez, em vez de ser principalmente humildade, será a partir de agora principalmente confiança.

Desejosa de ser pequena e de chegar a sê-lo cada vez mais, Teresa ambicionará antes de tudo uma confiança completamente filial. "O que agrada a Deus na minha pequena alma — escreverá mais tarde — é ver-me amar a minha pequenez e a minha pobreza, é a esperança cega que tenho na sua misericórdia... Só a confiança e nada mais do que a confiança tem de conduzir-nos ao Amor" (Ct 197). Com plena consciência e vontade confiar-se-á à obra da Graça nela, colaborará com ela e a ela se entregará.

Só no manuscrito autobiográfico C, escrito três meses antes de morrer, é que Teresa se referiu à descoberta do seu "pequeno caminho muito direito, muito curto, um pequeno caminho completamente novo" (cf. Ms C 2r-v). Tendo comprovado, ao comparar-se com os santos, por um lado que é como um grão de areia aos pés de uma montanha e, por outro, que "fazer-se crescer a si mesma é impossível" (quer dizer, que ela se faça crescer a si mesma, mas isto não exclui que Deus a faça crescer), Teresa põe-se a procurar nos "Livros Sagrados" uma solução: uma espécie de "ascensor", que a elevasse ao cimo da montanha da santidade.

Convém saber aqui que no dia 14 de setembro de 1894, um mês e meio depois da morte do Sr. Martin, Celina se tinha consagrado também ao Senhor no Carmelo de Lisieux. Quando entrou levava consigo um pequeno caderno onde tinha copiado as passagens mais belas do Antigo Testamento. Como então não era permitido às carmelitas jovens ler o Antigo Testamento na sua totalidade, Teresa, ávida da Palavra de Deus, tinha mergulhado no pequeno caderno de Celina. Foi assim como num dia de Outono de 1894 viveu o seu eureka tão importante.

Ao princípio, ficou impressionada com uma primeira frase: "Se alguém for pequenino, venha a mim" (Pr 9,4). Sentiu-se aqui pessoalmente retratada: não era a pequenez o seu especial problema no seu caminhar para chegar a ser uma grande santa? Ei-la aqui convidada a aproximar-se de Deus como "pequena", a ver-se "toda pequena".

Guiada pelo Espírito, prossegue na sua procura, com uma exegese totalmente pessoal e penetrante. Ei-la desconcertada ao ler a promessa de Deus: "Como uma mãe acaricia o seu filho, assim Eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos" (Is 66,13.12).

Detenhamo-nos um instante. Teresa cita duas vezes esta passagem, e duas vezes deixa transparecer a emoção que provoca nela. Eis o que sobre isto diz: "Ah! Nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma!" (Ms C 3r). Mais ainda: "Depois de semelhante linguagem, nada mais resta senão calar-nos, chorar de gratidão e de amor" (Ms B 1r).

Porquê uma emoção tão profunda? Porque, Teresa lê aqui na Bíblia, pela primeira vez na sua vida, que Deus é como uma mãe para o seu filho. E Teresa é hipersensível ao amor de uma mãe! Não tinha perdido, na idade de quatro anos e oito meses, a sua "incomparável" mãe, que morreu de câncer? (Ms A 4v). Esta perda brutal, na idade em que a filha tinha tanta necessidade do amor maternal para estruturar a sua personalidade, causou em Teresa um profundo traumatismo do qual não sairá até aos catorze anos, com a "graça do Natal". Imediatamente, depois da morte da sua mamãe, Teresa afeiçoou-se com todas as suas forças à sua Irmã Inês, a sua "segunda mamãe", que em breve partiria para o Carmelo. Nova ruptura quando a outra irmã, Maria, terceira mamãe por assim dizer, vai também ela para o convento...

E Teresa, a órfã, lê que Deus é como uma mamãe para com o seu filho pequeno! Então, conclui: "É preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena" — até ser o "pequenino" a quem Deus cumula com o seu amor de mãe.

A sua conclusão é evidente: este "pequeno caminho muito direito, muito curto" que conduz ao cume do amor e da santidade, este "ascensor" que Teresa procura, "são os vossos braços, ó Jesus!" (Ms C 3r).

Missa de 7º Dia de Frei Martinho Cortez, O. Carm. No vídeo, homilia do Frei Petrônio e Miranda, O. Carm. Carmo de Angra dos Reis/RJ. 10 de setembro-2020.

Logo mais às 19h, os Carmelitas do Carmo de Agra celebram a Missa de 7º Dia pela alma de Frei Martinho. Acompanhe pelas nossas mídias sociais.

FREI MARTINHO: Homenagem do Olhar.  Frei Martinho Ferreira da Silva Cortez, O. Carm. In Memoriam (* 20/02/1938 + 4/09/2020).

 

Ressurreição (1 Coríntios 15)

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

1-Se não acreditamos na ressurreição, se ficamos na noite da- escuridão/ É vã, a nossa fé, é vã a nossa fé. (bis)

2-Se Ele foi condenado e a cruz venceu, se no Monte Calvário Ele- padeceu/ É vã, a nossa fé, é vã a nossa fé. (bis)

3-Se na cruz foi o fim quando Ele gritou, se o saldado com a lança- o derrotou / É vã, a nossa fé, é vã a nossa fé. (bis)

4-Se a sombra da morte o dominou, se botaram na tumba e não- mais voltou/ É vã, a nossa fé, é vã a nossa fé. (bis)

5-Se a morte venceu e o fim chegou, se no terceiro dia Ele- não voltou/ É vã, a nossa fé, é vã a nossa fé. (bis)

Frei Martinho Ferreira da Silva Cortez, O.Carm., retorna à Casa do Pai

É com pesar que a Província Carmelitana de Santo Elias comunica o falecimento de Frei Martinho Ferreira da Silva Cortez, O.Carm., 82 anos, que fez sua páscoa definitiva e retornou à Casa do Pai nesta sexta-feira, 4 de setembro, em Mogi das Cruzes (SP), vítima da Covid-19.

Filho de Manoel Ferreira da Silva Cortez e Maria Luiza de Melo Cortez, nasceu em Mogi das Cruzes, em 20 de fevereiro de 1938. Entrou no Seminário Carmelita de Itu (SP), em março de 1949. Em 1955 fez  o noviciado Carmelita e cursou Filosofia e Teologia entre os anos de 1956 e 1962. Em 24 de fevereiro de 1962 foi ordenado sacerdote por Dom Paulo R. Loureiro. Desde então, ao longo das suas mais de cinco décadas de vida religiosa, passou por vários conventos nas cidades de São Paulo, Itu, Mogi das Cruzes, Salvador, Rio de Janeiro (Vila Kosmos), Angra dos Reis e Paracatu.

Em função da causa da morte não haverá Missa de Exéquias, apenas um breve momento de oração no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, onde será realizado o sepultamento às 15h, Hora da Misericórdia.

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém. Fonte: carmelitas.org.br

AS NOSSAS ORAÇÕES... Nesta quinta, aqui vai as nossas orações para Frei Gabriel, do Carmo de Mogi das Cruzes/SP que se encontra internado (foto). www.olharjornalistico.com.br

Da série de vídeos- Olhar Vocacional- veja o quarto vídeo com o Frei Tinus Van Balen, O Carmo. Câmera: Frei João Carlos, O. Carm. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 20 de agosto-2020

Na Assembleia Provincial de 2018, o Frei Sílvio Ferrari, O. Carm, celebrou a Missa de Ação de Graças recordando o Jubileu de Prata de Ordenação Sacerdotal celebrado no dia 13 de dezembro-2017 na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Vila Kosmos, em Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ, 19 de agosto-2020.

Da série de vídeos- Olhar Vocacional- veja o terceiro vídeo com o Frei Márcio Silvan, O Carmo, do Carmo do Eldorado do Sul, de Porto Alegre/RS. Câmera e Reportagem: Frei Juliano, O. Carm Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 19 de agosto-2020. 

Da série de vídeos- Olhar Vocacional- veja o segundo vídeo com o Frei Paulo Gollarte, O. Carm, do Carmo do Itaim- Bibi/SP. Câmera e Reportagem: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 17 de agosto-2020. 

Da série de vídeos- Olhar Vocacional- veja o primeiro vídeo com o Frei João Paulo, O. Carm, do Carmo de Palmas/TO. Câmera e Reportagem: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Angra dos Reis/RJ. 17 de agosto-2020. 

Em comemoração aos 300 Anos da Província Carmelitana de Santo Elias-Carmelitas, veja o 1º vídeo de uma série de entrevistas com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- Padre Carmelita e Jornalista- sobre a memória carmelitana. No vídeo, Frei Tadeu Passos Camargo, O. Carm, In Memoriam (*20/04/1930 + 08/08/2020). Convento do Carmo de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 14 de agosto-2020. 

Em comemoração aos 300 Anos da Província Carmelitana de Santo Elias-Carmelitas, veja o 1º vídeo de uma série de entrevistas com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- Padre Carmelita e Jornalista- sobre a memória carmelitana. No vídeo, Frei Tadeu Passos Camargo, O. Carm, In Memoriam (*20/04/1930 + 08/08/2020). Convento do Carmo de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 13 de agosto-2020.

Frei Tadeu passos Camargo, O. Carm. (*20/04/1930 + 08/08/2020).

Frei Felisberto, O. Carm, do Carmo de Palmas/TO.

 

 Frei Tadeu é da cidade de Perdões, São Paulo, entrou para o seminário menor de Itu, ainda jovem, conviveu bem com todos os seminaristas menores, conquistou, através da sua alegria, simpatia e casos e piadas, a todos. Fez o noviciado em Mogi das Cruzes onde professou, depois estudou Filosofia em São Paulo, e lá fez os votos solenes, fez Teologia no Instituto carmelitano do convento do Carmo de São Paulo, mas ao chegar às vésperas da ordenação, 3 meses antes , em preparação, fez avaliação pessoal e percebeu que o sacerdócio seria para ele muito pesado e que  talvez não pudesse corresponder à toda  responsabilidade que assumiria diante  da Igreja e da Ordem , por isto , no momento de crise , preferiu desistir da caminhada , mas com muita oração e aconselhamento espiritual , principalmente de Dom Raimundo Lui e do seu amigo fez Celestino Lui, assumiu com as pernas bambas o sacerdócio.

A ordenação do Frei Tadeu foi na Basílica do Carmo, naquele tempo não havia o clamour que existe hoje para as ordenações, era com mais simplicidade.

Empreendeu com seu grande amigo dom Raimundo o trabalho pioneiro na cidade de Santa Bárbara do Oeste, SP, para onde seria levado o filosofado carmelitano.

Lá eles assumiram a paróquia Nossa Senhora Aparecida, depois de um certo tempo, ficou resolvido que o filosofado não iria mais para lá, mas as raízes carmelitanas foram plantadas na cidade ao criar a Irmandade Carmelitana do Escapulário.

Frei Tadeu trabalhou muitos anos em Paracatu ao lado de Dom Raimundo, ficando depois revezando suas mudanças entre o convento de Itu,  a Igreja de Santa Teresa no Itaim Bibi e o convento de São Paulo, onde passou seus últimos dias e granjeou muitas   amizades, especialmente como capelão auxiliar do Hospital Sírio Libanês, trabalho pelo qual se apaixonou.

Frei Tadeu apresentou enfraquecimento há anos, colocou marca passo e melhorou temporariamente.  Sem sofrer muito mas bem assistido pelos confrades, este carmelita partiu querido por todos. Brincava com o futuro.  Quando Interrogado sobre sua saúde dizia: É, quase que fui, mas não foi ainda a minha vez. Agora foi, num sábado, dia dedicado a Nossa Senhora, não haveria dia melhor para um devoto carmelita chegar na Casa  da Mãe para habitar no Coração amoroso do Pai ?

Se frei Tadeu não chegar logo lá, nós vamos demorar muito mais, porque ele é um justo.

Descanse em Paz , Tadeu amigo, porque a Paz é a morada dos mansos e humildes de coração.

Frei Felisberto, seu amigo de muitos anos.

Faleceu neste sábado 8 de agosto-2020 em São Paulo, o confrade Frei Tadeu Passos Camargo, O. Carm, do Carmo de São Paulo. As nossas orações... 

Quarta-feira 5 de agosto. Basílica de Santa Maria Maior: O Frei Evaldo Xavier, O. Carm, explica a Espiritualidade e a história da Basílica de Santa Maria Maior. NOTA:  Depois do Concílio de Éfeso (431), em que a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus, o Papa Sisto III (432-440), erigiu em Roma, no monte Esquilino, uma basílica dedicada à Santa Mãe de Deus, chamada mais tarde Santa Maria Maior. É esta a mais antiga Igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem.

Santa Missa celebrada por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, direto da Igreja Conventual dos Carmelitas de Angra dos Reis/RJ. Angra, 3 de agosto-2020. 

O Frei Fernando Millán Romeral, O. Carm, Padre Geral da Ordem do Carmo, fala sobre o Mártir Beato Tito Brandsma no V- Alacar- Congresso da Associação Latino Americana de carmelitas. De 6-11 de novembro-2018 em Santo Domingo, República Dominicana. Tema: Mártires de ontem, para o Carmelo Latino-Americano de hoje; Beato Frei Tito Brandsma, Santa Edith Stein e Dom Oscar Romero.

O Frei Fernando Millán Romeral, O. Carm, Padre Geral da Ordem do Carmo, fala sobre o Mártir Beato Tito Brandsma no V- Alacar- Congresso da Associação Latino Americana de carmelitas. De 6-11 de novembro-2018 em Santo Domingo, República Dominicana. Tema: Mártires de ontem, para o Carmelo Latino-Americano de hoje; Beato Frei Tito Brandsma, Santa Edith Stein e Dom Oscar Romero.