O Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, direto do Rio de Janeiro, explica o que é o chamando Capítulo Provincial. Sábado, 25 de janeiro-2020.  Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. www.instagram.com/freipetronio

CONVENTO DO CARMO DO RECIFE

Frei Sormani – Prior Províncial

Frei Telésforo Machado

Frei Tito Figueirôa

Frei Valdemiro José

Frei Rosenildo Alexandre – Reitor da Basílica

Frei Rinaldo Francisco - Prior

Frei Manoel Messias - Ecônomo

Frei Rômulo Davi - Formador

Frei José Edson

Frei José Roberto

Frei Rafael Magalhães

Frei Rafael Fonseca

Frei José Adriano

Frei Cristiano Gárcia

 

CONVENTO NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Frei José Leandro – Prior e Pároco Paróquia N. S. da Piedade

Frei Júlio César

Frei Joaquim Luz – Pároco Paróquia N. S. do Carmo – Cajueiro Seco

Frei Vicente Ferreira - Ecônomo

Frei Juracy Barbosa

 

COMUNIDADE SÃO JOÃO DA CRUZ – ESPINHEIRO

Frei Geraldo Araújo - Prior

Frei Luiz Nunes – Pároco Paróquia Coração Eucarístico de Jesus

Frei Yêdo Ian - Ecônomo

 

 

CONVENTO DO CARMO DE SANTO ANTÔNIO DE OLINDA

Frei José Roberval –  Prior local e Ecônomo Provincial

Frei José Alberto  - Reitor,Formador  e Ecônomo

Frei Ronan

Frei Itamar

Frei Renan

Frei João Paulo

Frei Wanderson

 

CONVENTO SANTO ALBERTO – GOIANA

Frei Almir Geraldo – Reitor do Santuário e Prior

Frei Paulo Henrique – Formador e Ecônomo

Frei Rogério Severino (Projeto fundação de Maceió)

Pré-noviços

 

COMUNIDADE SANTA TERESINHA – PETROLINA

Frei Paulo Sérgio – Prior e Pároco Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Frei Leonardo Botelho -Ecônomo

Frei Jorge da Costa

 

CONVENTO NOSSA SENHORA PEREGRINA – CAMOCIM

Frei Dárcio Azevedo – Administrador Paróquia São Félix de Cantalice

Frei Paulo Luiz – Prior e Formador

Frei Jean Alves – Ecônomo e Diretor da Casa de Encontros

Frei José Ricardo

Frei Jander Maria

Frei Marquilson

Frei Luiz Otávio

Frei Bismael

Frei Davi Maria

Frei Igor

Frei Lealdo

Frei Luan

Frei Irisson    

 

CONVENTO SÃO JOSÉ – PRINCESA ISABEL

Frei Aloísio Saturnino – Pároco Paróquia N. S. do Bom Conselho

Frei Adalgiso da Silva - Prior

Frei Mário Josué - Ecônomo

Frei Damião Souza – Pároco Paróquia N. S. das Dores e Divino Esp. Santo

 

CONVENTO BEATO ELISEU MANEUS – LUCENA

Frei Elton Rafael – Formador e Ecônomo

Frei Gilsimar Ferreira - Prior

Frei Sergionei Ancelmo – Administrador da Paróquia Menino Deus

Postulantes I ano.

 

COMUNIDADE SANTA TERESA – ÍCO

Frei Cassiano Barbosa – Pároco da Paróquia N. S. da Expectação

Frei Paulo Moura – Prior e Pároco da Paróquia N. S. do Rosário

Frei José Clébson

Frei Antonio de Pádua – Reitor da Área Pastoral Senhora Santana - Icozinho

Frei Celso Oliveira – Administrador da Paróquia São Sebastião – Lima Campos

Frei Amilton Vidotto - Ecônomo

Frei Cícero Ponciano

 

CONVENTO DO CARMO – SÃO CRISTOVÃO

Frei Pedro Rangel – Pároco Paróquia N. S. da Vitória

Frei José Cláudio – Prior, Mestre de Noviços e Reitor do Santuário

Frei Severino Sebastião – Pároco Paróquia Menino Deus

Frei Flávio Souza - Ecônomo

 

COMUNIDADE FREI CANECA – ARACAJU

Frei Cidmário – Prior e Pároco da Paróquia N. S. do Carmo e S. Teresinha

Frei Robson José – Formador, Ecônomo e Promotor Vocacional

Frei Alan

Frei João Marcos

Frei Jefferson

Frei Roberto

Frei Weymerson

Frei Mateus

Frei Ramon

Frei Lázaro

 

CONVENTO BEATO TITO BRANDSMA

Frei Josué Laurindo – Ecônomo e Pároco da Paróquia N. S. do Carmo

Frei Ricardo Nunes – Prior e Administrador da Paróquia São João Batista

Frei Fábio Rodrigues - Sacrista

 

DELEGAÇÃO DE MOÇAMBIQUE

 

CONVENTO SÃO JOSÉ

Frei Sócio José - Prior

Frei Lázaro José - Ecônomo

Frei Amissi

Frei Orlando

Frei Florêncio

 

CONVENTO STELLA MARIS

Frei Altamiro Tenório - Prior

Frei Cândido – Ajudante da economia

Postulantes

AGENDA PROVÍNCIAL - 2020

 

ORDENAÇÕES DIACONAL (Robson, Cícero, Rafael e Flávio)

Data:19 de março  - Solenidade de São José

Local: Basílica Nossa Senhora do Carmo do Recife as 19h

Lançamento da Tese de Doutorado do Frei Rogério – Basílica do Carmo as 15h

 

ASSEMBLEIA DE PÁSCOA

21 a 24 de Abril de 2020       

 

RETIRO PROVINCIAL

14 a 18 de dezembro de 2020

 

CONCLUSÃO DO PERÍODO DE TRANSFERÊNCIAS

Data: 15 de fevereiro de 2020

Nos 300 Anos da Província Carmelitana de Santo Elias- Carmelitas (1720-2020), imagens dos Frades Carmelitas- Do passado e do presente- em preparação ao Capítulo Provincial, de 27-31 de janeiro-2020. Local: Vila Dom Bosco, em Campos do Jordão, São Paulo. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 23 de janeiro-2020  www.instagram.com/freipetronio

Arie G. Kallenberg

O servo de Deus, João de S. Sansão, nasceu no ano de 1571 em Sens, no Ducado de Borgonha, e faleceu no ano de 1636. Ficou cego aos três anos de idade, devido à varíola. Mais tarde entrou no Carmelo da Reforma de Touraine como irmão leigo. Os seus escritos emanam o odor duma mística profundamente vivida.

Uma das suas obras mais famosas é o mencionado Cântico Espiritual do Santo Sepulcro. Antes de entrar mais a fundo no texto do mesmo, é necessário dizer algo do conteúdo e do contexto histórico em que João de Sansão elaborou o cântico.

Em princípio todas as obras e poesias de João de Sansão tratam do Amor de Deus por nós e do convite de Deus a todos para corresponder a esse Amor. A linguagem empregada é linguagem de amor, afeição e ternura.

O Cântico do Santo Sepulcro[1] apresenta a forma exterior dum drama espiritual das últimas décadas da Idade Média, uma récita espiritual em que a visita de Maria Madalena ao Santo Sepulcro na madrugada da primeira Páscoa constitui o elemento mais importante. Tais récitas eram muito populares na Idade Média. Principalmente a Visitatio Sepulchri, a visita ao Santo Sepulcro no tempo da Páscoa, era uma récita muito estimada. Nela Maria Madalena sempre desempenhava o papel central. Às vezes a récita era integrada na liturgia pascal. Constava de alguns elementos fundamentais:

-           A chegada das mulheres ao sepulcro na madrugada da Páscoa

-           A pergunta do Anjo: “Quem procurais?”

-           A resposta: “Jesus o Nazareno”.

-           A resposta do Anjo: “Não está aqui”.

-           As mulheres inspeccionam então o sepulcro vazio e proclamam que Jesus está ressuscitado.

No Cântico do Santo Sepulcro de João de S. Sansão não há outros intervenientes: apenas Maria Madalena visita o sepulcro. Ela está sozinha. Não há anjo com quem fale.

João de S. Sansão estava a par dos vários papeis que Maria Madalena desempenhava nos evangelhos. No tempo dele, Maria Madalena era vista como mulher exemplar e modelo para todos os cristãos. Havia um alto grau de afeição: todas as Marias dos textos evangélicos, com excepção de Nossa Senhora, coincidiam com Maria Madalena cujo nome era também associado ao sepulcro vazio do Senhor Ressuscitado.

No cântico espiritual de João de S. Sansão o Santo Sepulcro é personificado, é uma pessoa quem fala e dialoga com Maria Madalena. O Santo Sepulcro dá-nos a seguinte lição: não são as visitas ao Santo Sepulcro na Terra Santa que nos santificam, não é aí que encontramos Jesus, o nosso Amado. Pelo contrário, encontrá-mo-lo na nossa própria alma.

O Cântico do Santo Sepulcro diz respeito a um encontro místico. Os versos falam claramente da fé que transcende os piedosos sentimentos e vivências dos crentes.

 O Cântico Espiritual do Santo Sepulcro consta de quatro partes:

*          O prólogo (1-200) que trata “da mais alta e mais pura abnegação” que nos leva para a perda total de nós próprios a fim de encontrar o derradeiro repouso em só Deus.

            É necessário que Deus tome  posse de nós, esteja presente no fundo do nosso ser. É preciso perder-se nesse mar de Amor que nos invade e transforma pelo fogo do seu Amor. Logo no princípio do Cântico somos convidados a um comprometimento pessoal.

*          Na segunda parte (201-320) Maria Madalena toma a palavra. Expressa lamentos amorosos, dirigidos ao Santo Sepulcro de Jesus, objecto da sua alma e da nossa. Pede a morte a fim de se poder unir com seu Deus morto. Ao pé do sepulcro vazio dá-se conta de que o seu Tesouro já não está aí. Esta parte termina com a constatação que Maria Madelena está ciente que ambos, o Santo Sepulcro e ela própria, ficaram a final de contas sem nada.

*          Segue então (versos 321-440) a resposta do Santo Sepulcro a Maria Madalena: apesar de o Santo Sepulcro ser muito glorioso, não deve ser amado. Não é necessário visitar o Santo Sepulcro em pessoa uma vez que através da ‘Chama da Fé’ a presença de Jesus nos possa ser revelada no ‘túmulo vivo’ da nossa alma.

*          Na última parte (441-561) encontra-se a ‘Reposta da alma aos louvores do Santo Sepulcro’. A alma esconde-se no Santo Sepulcro. A resposta com que a alma reage aos louvores do Santo Sepulcro é, em essência, um “Te Deum” permanente, um agradecimento continuado, uma liturgia total uma vez que a essência da liturgia é louvar e agradecer a Deus. A resposta da alma torna, de maneira delicada, claro que a felicidade final apenas pode ser encontrada na relação amorosa e, por conseguinte, mística com o Senhor. Somos convidados a nos enterrar no Amor transformante de Deus.

Na última parte do Cântico do Santo Sepulcro há uma aglomeração de imagens que mostram como finalmente a alma se deve livrar de tudo: de tudo o que é pessoal e pertence ao ego e também da ilusão que a alma pudesse desenvolver alguma iniciativa ou acção pessoal uma vez que se trate do movimento místico em direcção à união com Deus.

João de São Sansão desenvolve então a metáfora da alma que, vítima dum naufrágio, desce para a profundidade impenetrável do mar e se enterra no mistério do Santo Sepulcro. Esta alma feliz e perfeita é arrastada mais ainda para a profundidade insondável do Sepulcro.

A água é tão saborosa que é desfrutada a grandes tragos.

No fim do Cântico, após as imagens do naufrágio e da água saborosa, somos convidados a enterrar-nos vivos no Santo Sepulcro a fim de encontrar a verdadeira felicidade.

Para o leitor ter uma ideia do conteúdo seguem agora alguns versos do Cântico

 

O CÂNTICO ESPIRITUAL DO SANTO SEPULCRO

Prólogo

1          Aquele que crê consegue superar tudo;

                        o seu coração está enamorado e repleto de amor suave,

                        contempla o seu Deus com um olhar sublime;

                        livrando se de si próprio, repousa só em Deus

 

Lamentos amorosos de Santa Maria Madalena ao pé do

Santo Sepulcro de Jesus Cristo

201      Lamentemos, o meu Amor morreu;

                        Há sorte mais dura e mais triste

                        do que a dum Amante que abandona a sua Amada?

                        Divino Sepulcro, receba o meu coração,

                        já não quero mais viver,

                        porque tu me roubaste a minha felicidade.

 

309      Apressa-te, Sepulcro, e devolve-me a minha felicidade,

                        porque o meu amor ardente e a minha paixão

                        não são capazes de suportar este martírio.

                        Mas o que? Já não tens o meu tesouro!

                        Já não está no teu poder?

                        Aonde levantou voo?

 

Resposta do Santo Sepulcro a Maria Madalena

333      Perco pelo menos tanto quanto tu

                        porque se tu perdes o teu Noivo

                        devo dizer-te que Ele pertence tanto a mim quanto a ti:

                        desde o nascimento DELE fomos destinados um ao outro

                        e o corpo DELE me era prometido.

 

411      Apesar de eu ser famoso e glorioso

                        por ter tido o prazer [de ter trazido

                        em mim] JESUS, o Divino Salvador,

                        a alma que O traz no seu coração

                        é, no entanto, ainda mais perfeita.

 

417      No sepulcro Ele estava morto,

                        mas na alma Ele é belíssimo,

                        gloriosíssimo, cheio de vida;

                        Ele dá-lhe uma beleza igual à Sua,

                        enobrece-a, vivifica-a.

                        fortifica-a e ampara-a.

 

429      Por conseguinte, não é necessário

                        empreender uma viagem tão longa

                        para adorar o Santo Sepulcro.

                        Pois, a Fé, aquele Facho Divino,

                        desencobre para ti com muito mais graça

                        Jesus num sepulcro vivo.

 

Resposta da alma aos louvores do Santo Sepulcro

 

441      Oh Túmulo mais que maravilhoso!

                        Oh Sepulcro demasiadamente glorioso!

                        Logo que o meu espírito te contempla,

            mostras-me a minha sorte feliz:

                        Eu sou um templo vivo de Deus,

                        E tu apenas dum Deus morto.

 

549      Aquele que não habita no Túmulo,

                        Não é muito santo.

                        Porque é no interior do Sepulcro

                        que Deus devolve a luz

                        e a vida à sua criatura

                        contanto que ela seja capaz de amar.

 

573      Aí todas as suas forças activas

                        e tudo o que ela possui

                        se perdem num feliz naufrágio.

                        Ela procura à sua frente o mais profundo

                        abismo sem, no entanto,

                        alcançar o fundo do mesmo.

 

579      Após aquele alto e sublime esforço

                        novamente ela torna a se submergir

                        num outro abismo profundo,

                        quero dizer naquele Túmulo

                        onde aquela Majestade sublime

                        se faz escabelo para os nossos pés.

 

603      Minha alma, tens que esforçar-te

                        por esconder-te, neste Túmulo,

                        aos olhos dos homens e a ti própria.

                        É necessário enterrar-te toda viva

                        a fim de ter a suprema felicidade

                        de não viver aqui senão morrendo.

 

* A RESSURREIÇÃO NA LITURGIA E ESPIRITUALIDADE  DOS ANTIGOS CARMELITAS.

[1] Os seguintes dados foram tomados do estudo de ROBERT STEFANOTTI: The Phoenix of Rennes : The life and poetry of John of St. Samson, 1571-1636,  New York etc. 1994

Foram eleitos nesta manhã de quarta-feira, dia 22 de janeiro de 2020, O novo governo provincial da província Carmelitana Pernambucana.

 


Frei José Sormani Barbosa Lima, O. Carm
Reeleito Prior Provincial

 

Frei José Roberval, O. Carm
Vice provincial

Primeiro conselheiro

 

Frei Rosenildo Alexandre, Carm
Segundo conselheiro

 

Frei Cidmário Bezerra de Arruda, O. Carm
Terceiro conselheiro

 

Frei Paulo Fernando de Moura, O. Carm
Quarto conselheiro

Fonte: http://fradescarmelitas.org.br

Hoje, dia 20 de janeiro de 2020, com um rico momento de oração, em frente ao Convento Nossa Senhora Peregrina, em Camocim de São Félix, os frades carmelitas da Província Carmelitana Pernambucana deram início ao seu Capítulo Provincial que tem como tema “A Província das Bem-Aventuranças: chamados a renovar-nos como irmãos”.
Em seguida, na sala capitular, foi apresentada a Comissão Capitular e a presidência foi passada para o Padre Geral dos Carmelitas, Frei Mícéal O’Neill. Contamos também com a presença do Conselheiro Geral para as Américas, o Frei Luiz Maza. Após as palavras deles, foi aberta a consulta prévia para eleição do novo provincial.
O Capítulo é um momento ímpar na vida provincial, nele é eleito o Provincial e seu Conselho que serão responsáveis pela animação e condução da Província durante os próximos três anos. Além disso, é no Capítulo que a vida dos frades carmelitas do nordeste também é definida a partir das transferências, da formação das novas comunidades e nomeações das funções necessárias para o funcionamento da Província como priores, formadores e ecônomos.

Pedimos as orações de nossos irmãos e irmãs, para que este Capítulo receba as luzes do Espírito Santo e seja um momento de renovação e sinal de Deus na vida de todos os carmelitas da nossa Província.

Fonte: Acessória de Comunicação carmelitana./ http://fradescarmelitas.org.br

Venezuela
Frei Luiz, O. Carm
Frei Alejandro, O. Carm

 

Província Carmelitana de Santo Elias
Frei Lucas, Arujá/SP
Frei Eduardo, O. Carm, Lagoa da Canoa/AL (Comunidade Capim)
Frei Gabriel, O. Carm, Unaí-MG.
Frei Zenóbio, O. Carm, Catu/BA.
Frei Cristian, O. Carm, Itaquaquecetuba/SP
Frei Estevão, O. Carm, Mauá/SP.
Frei Iago, O. Carm, Ituberá/BA
Frei Paulo, Taboão da Serra/SP.
Frei Hércules, O. Carm, Parauapebas/ PA.

 

AO VIVO- NOVIÇOS CARMELITAS. 1ª Missa com os Noviços Carmelitas da Província Carmelitana de Santo Elias e 2 da Venezuela. Igreja do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. Sábado, 18 de janeiro-2020. www.olharjornalistico.com.br www.instagram.com/freipetronio

AO VIVO- Ritual de entrada dos Noviços Carmelitas da Província Carmelitana de Santo Elias e 2 da Venezuela. Sábado, 18 de janeiro-2020.  www.instagram.com/freipetronio

Os Carmelitas aportaram ao Brasil, nos primórdios de nossa colonização, sendo que sua vinda oficial se deu em nau do Frutuoso Barbosa, em 1580. (1) Espalharam-se logo por todo o território nacional, promovendo missões entre os índios, levantando Conventos e Igrejas, erigindo confrarias do Escapulário e fundando núcleos da Ordem Terceira, de tão grande expressão na história da nossa Pátria.

A sua passagem pelos mais remotos rincões de nossa terra ainda se faz notar nos nomes de lugares e cidades, ruas e praças e montanhas, igrejas e capelas. Das pouquíssimas Basílicas menores, de que se pode ufanar o Brasil, duas pertencem à Ordem do Carmo: a do Recife e a de São Paulo.

Respeitados por colonizadores e indígenas como homens de Deus e missionários de Cristo, desenvolveu-se o Carmelo brasileiro de um modo extraordinário, atingindo o seu apogeu no tempo colonial. (2) No Império começou a entrar em declínio a tal ponto que, no Segundo Império, se encontrava em verdadeira agonia. (3) A maçonaria agia então à larga, proibindo a aceitação de novos candidatos, seguindo as pegadas do Marquês de Pombal. Os claustros esvaziam-se: os bens da Ordem são seqüestrados; os Frades vão desaparecendo paulatinamente, até restarem apenas oito. Parece o fim... (4)

 

Mas, não! Com o advento da república, quando se pensava dar o golpe de misericórdia nas Ordens Religiosas, pelo decreto da separação da Igreja e do estado, na realidade, o que acontece, é a concessão da liberdade à Igreja. Como as árvores que, durante o inverno, conservam incubadas as suas energias, ou recebem a poda providencial, para desabrochar com maior vigor, na primavera, assim o Carmelo torna a vicejar, depois deste período de letargia, a que esteve obrigado, durante o Império. (5)

Inicia-se assim a restauração; primeiro com os Carmelitas espanhóis; em seguida com os holandeses, em 1904. (6) A Ordem torna a florescer, em todo o Brasil, contando atualmente com inúmeros Conventos e Paróquias em vários Estados. A Província de Pernambuco abrange os estados de Pernambuco e da Paraíba; a Província Carmelitana de Santo Elias abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Guanabara, Minas Gerais, Goiás e, também a capital da República; a Província da Bahia foi anexada à Província Carmelitana de Santo Elias. Além disso, muitos Carmelitas da Província Alemã Superior se encontram no Estado do Paraná, onde se dedicam a diversos tipos de apostolado.

Desde 1953, a nossa Província vem lutando para restaurar a Ordem do Carmo em Portugal, onde perecera. Contudo os crescentes progressos do Comissariado de Portugal são promissores de uma futura Província, em terras lusitanas.

Além de dar homens famosos pela santidade, o Carmelo brasileiro deu também à Pátria personagens ilustres e valorosos como Frei Caneca, o célebre mártir da revolução Pernambucana de 1817 - 1824; Frei Leandro do SSmo. Sacramento, fundador do Jardim Botânico do Rio; Dom Frei Pedro de Santa Madalena, perceptor do Imperador D. Pedro II; Dom Frei Francisco de Lima, primeiro Bispo do Maranhão e Pará; Frei José da Madalena, o introdutor da vacina contra a varíola.

 

Nota: Crônica da Província Carmelitana Fluminense.

1) 1º Vol. Janeiro de 1580.

2) 1º Vol. 13-04-1780 - Número dos religiosos 180.

3) 2º Vol. 19-05-1855 - Proibição de aceitar noviços.

4) 3º Vol. 17-11-1889 - Só restam 4 religiosos na Província Fluminense

5) 3º Vol. 18-01-1896 - Os Carmelitas Espanhóis chegam ao Rio de Janeiro.

6) 4º Vol. 27-11-1904 - Os Carmelitas Holandeses aportaram no Rio de Janeiro.

*Fonte: DA CRÔNICA DA PROVÍNCIA CARMELITANA FLUMINENSE, POR FREI CARMELO COX- 8º Volume)

Mensagem de Natal do Prior Geral da Ordem do Carmo, Frei Miceál O'Neill, O. Carm

FREI RAIMUNDO, CARMELITA: 25 Anos de Ordenação Sacerdotal. Celebração em Cachoeira-BA, nesta quarta, 18 de dezembro. Fotos: Léo/ Cachoeira. www.instagram.com/freipetronio

Imagens do Frei Vicente Pires Maciel, O. Carm, do Carmo de Belo Horizonte- MG, na Missa da Comunidade Capim, Lagoa da Canoa/AL no dia 16 de dezembro-2019.

O Frei Tinus van Balen, O. Carm- direto da cidade de Tiradentes /MG- fala sobre a Fonte, Poema de São João da Cruz. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 14 de dezembro-2019.

O Frei Donzizetti Barbosa, O. Carm- direto da Praia do Flamengo/RJ- fala a Espiritualidade de São João da Cruz. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 14 de dezembro-2019.

O Frei Ricardo Nunes, O. Carm, da Província Carmelitana Pernambucana- direto do Convento do Carmo da Bela Vista, São Paulo- fala sobre o Poema, A Noite Escura, de São João da Cruz. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 14 de dezembro-2019.

O Frei João Paulo, O. Carm- direto da Basílica do Carmo da Bela Vista, São Paulo- fala sobre o Poema, A Noite Escura, de São João da Cruz. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 14 de dezembro-2019.

Frei Joseph Chalmers O.Carm. Ex- Prior Geral

 

No 550º aniversário da Bula Cum Nulla, também celebramos a incorporação dos leigos à Família Carmelitana. A grande maioria de leigos carmelitanos pertencem ao que ainda é geralmente chamado de “Ordem Terceira”. Os termos “Primeira”, “Segunda” e “Terceira” são tirados da Ordem Servita do começo do século XVI. Eles nunca tiveram a intenção de fazer referência a uma hierarquia, mas simplesmente refletiram a realidade histórica de que alguns grupos foram fundados oficialmente antes de outros.

Em algumas Províncias, os membros da Ordem Terceira são chamados pelo nome genérico de “leigos carmelitanos”, apesar deste termo cobrir muitas outras realidades e grupos. Em diversos países existem antigas Fraternidades e Confraternidades Carmelitanas. Também existem muitos grupos novos surgindo em várias partes do mundo. Estes novos grupos dão testemunho da energia criativa que existe dentro da Ordem. Não devemos esquecer, é claro, dos milhões de pessoas que usam o escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo. O caminho carmelitano tem inspirado muitos leigos pelo mundo a viverem o Evangelho de forma profunda e, às vezes, heroica.

Quero enfocar particularmente nesta carta os membros da Ordem Terceira, ou qualquer que seja o termo usado em diferentes países. Acredito fortemente que os leigos carmelitanos, no sentido de membros da Ordem Terceira, têm uma verdadeira vocação e são portadores de um carisma carmelitano para os outros assim como os frades, as monjas e as irmãs.

Os elementos principais do carisma carmelitano são bem conhecidos: oração, fraternidade e serviço. Estes três elementos são cimentados pela contemplação. Acima de tudo, os carmelitas são chamados a seguir Jesus Cristo e a viver o Evangelho na vida diária. Em nosso seguimento de Cristo, somos inspirados por duas figuras bíblicas: Nossa Senhora e o Profeta Elias. Todo carmelita, religioso ou leigo, é chamado a viver este carisma. O modo como juntamos estes elementos vai variar de acordo com nossa situação na vida. Os leigos devem viver o carisma carmelitano precisamente como leigos. Jesus disse que não estava pedindo ao Pai para tirar seus amigos do mundo, mas para guardá-los do Maligno (Jo 17,15). Todos os carmelitas estão no mundo de alguma forma, mas a vocação dos leigos é precisamente transformar o mundo secular.

 

A Regra e os Leigos Carmelitanos

A Regra de Santo Alberto é um documento carismático que está no princípio de todas as formas de vida carmelitana. Neste breve texto estão os elementos essenciais do carisma carmelitano em sua fase inicial. Estes elementos foram plenamente trabalhados através dos anos seguintes e a tradição carmelitana foi enriquecida pelas vidas de um grande número de pessoas e especialmente por nossos santos. Toda pessoa que é chamada a viver de acordo com o modo carmelitano dá sua contribuição para a tradição e a transmite para os outros.

Os religiosos carmelitanos têm Constituições por meio das quais a Regra de Santo Alberto é aplicada às condições dos dias de hoje. Do mesmo modo, a Ordem Terceira tem a sua regra. A primeira versão que conhecemos foi publicada em 1675 por Filipe da Visitação. Existem rumores de que, originalmente, ela foi redigida pelo Bem-aventurado João Soreth em 1455, o que é improvável. A atual regra da Ordem Terceira, como as Constituições dos religiosos, busca fazer a ligação entre o ideal carmelitano e a  realidade atual daqueles que se empenham em vivê-la. Nestes últimos anos houve discussões e estudos, a nível nacional e internacional, com o objetivo de atualizar a regra da Ordem Terceira. Espero que, em breve, estejamos em posição de apresentar um texto adequado à Santa Sé, para posterior aprovação e publicação.

Por todo mundo existem muitos padres diocesanos e diáconos permanentes que são membros da Ordem Terceira. A vocação deles é diferente da maioria dos leigos. No entanto, para todos os membros, a espiritualidade carmelitana é a inspiração na vivência que eles têm da mensagem do Evangelho em sua vida diária.

A regra da Ordem Terceira define a missão dos leigos carmelitanos, que está enraizada no batismo e pelo qual cada cristão partilha no mesmo sacerdócio de Cristo, na sua dignidade real e em seu ministério profético. Os leigos exercem estas funções participando plenamente da vida da Igreja e aplicando os benefícios da liturgia em sua vida diária. Desta forma eles contribuem para a santificação do mundo.

Dentro desta vocação batismal comum, alguns leigos são chamados a participar do carisma de uma família religiosa particular. Professar como membro leigo carmelita é uma repetição intensificada de nossas promessas batismais. Entrando na Ordem eles assumem para si o carisma carmelitano, que é profundamente marcado pela oração. Portanto, a oração, tanto litúrgica quanto pessoal, é uma parte vital e integrante da vida do leigo carmelita. A participação, diária se possível, na celebração da Eucaristia, é a fonte da vida espiritual e da fecundidade apostólica. O ofício divino, como uma partilha na oração de Cristo, é encorajado pelo leigo carmelita e também é uma fonte de grande ajuda na jorna espiritual. A oração pessoal é vital para a vida dos leigos carmelitas e os meios tradicionais, encontrados na espiritualidade carmelitana, são especialmente enfatizados. Acima de tudo temos a lectio divina, a escuta orante da Palavra do Senhor, que quer nos abrir para um relacionamento íntimo com Deus, em e através de Jesus Cristo. A devoção a Nossa Senhora é marcante para o leigo carmelitano, porque ela é a Mãe do Carmelo.

Como todos os carmelitas, o leigo carmelitano é chamado a alguma forma de serviço, parte integrante do carisma dado à Ordem por Deus. Os leigos têm a missão de transformar a sociedade secular. Eles podem fazer isto de diferentes formas, de acordo com suas possibilidades. O grande exemplo para a ação profética é Elias, cuja atividade se origina numa profunda experiência de Deus.

A fraternidade também é um elemento essencial do carisma carmelitano. Os leigos carmelitanos podem criar comunidade de várias formas: em suas próprias famílias, onde a igreja doméstica pode ser encontrada; em suas paróquias, onde cultuam a Deus com seus companheiros e companheiras, tomando parte plenamente nas atividades da comunidade; em sua comunidade carmelitana leiga na qual encontram apoio para a jornada espiritual; no local de trabalho e no lugar onde moram. Este último necessita do testemunho daqueles que estão comprometidos com o amor ao próximo, como Cristo nos ensinou, contribuindo assim para a transformação do mundo de acordo com o plano de Deus.

A contemplação é o que cimenta os outros elementos do carisma. Como todos os membros da Família Carmelitana, os leigos carmelitanos são chamados a crescer no relacionamento com Cristo até se tornarem seus amigos íntimos e, como tais, ser uma poderosa influência transformadora no mundo. A assistência tradicional para o desenvolvimento da contemplação está muitas vezes ausente de nosso mundo, que é marcado pela atividade frenética. Portanto, os leigos carmelitanos devem encontrar tempo, para deixar de lado os cuidados da vida diária por um instante e permitir que Deus fale a seus corações em silêncio. Fortalecidos por este alimento, eles podem continuar sua jornada e olhar para o mundo com novos olhos. Os contemplativos podem ver a presença de Deus em situações improváveis. Deus sempre nos precede e está presente em qualquer situação antes de chegarmos. É nosso dever descobrir a presença de Deus nas coisas que nos rodeiam e proclamar esta presença para nosso mundo.

O Desafio

Ser um leigo carmelitano não é apenas uma vocação acrescentada à vida. É uma vocação. Por isso, uma formação sólida é essencial assim como para os frades, as monjas e as irmãs. O desafio principal que os leigos carmelitanos encaram é traduzir os elementos essenciais do carisma carmelitano para a vida diária. Vamos tomar como exemplo a devoção à Nossa Senhora. Esta é uma parte profunda da tradição carmelitana. O que esta devoção significa no início do século XXI? No ano de 2001, a Ordem celebrou o 750º aniversário do escapulário. O papa lembrou, em sua carta pelo ano mariano carmelitano, que o escapulário era essencialmente o hábito da Ordem e, por isso, aquele que o usa deve ter alguma ligação com a Ordem e com sua espiritualidade. O escapulário é um símbolo poderoso da presença de Nossa Senhora não apenas nesta vida, mas também na transição desta vida para a vida eterna com Deus. O escapulário também implica num duplo compromisso. Nossa Senhora é a Padroeira, a Irmã e a Mãe dos carmelitas e, como tal, cuida de nós. Por outro lado, devemos colocar em prática as virtudes de Maria em nossa vida diária. Portanto, uma devoção carmelitana à Nossa Senhora não é realizada simplesmente pela recitação de algumas orações, sejam elas poucas ou muitas.

Sendo uma Ordem, redescobrimos, nestes anos recentes, a Lectio Divina como um poderoso caminho de oração e de vida. A Lectio Divina é a escuta orante da Palavra de Deus que, como toda oração, busca abrir-nos à contemplação. Nossa Senhora é o modelo daquela que escutou a Palavra de Deus. É claro que não é suficiente apenas ouvir a Palavra. Maria a colocou em prática e nós também devemos fazer isso (cf. Lc 8,21). Na proposta tradicional da Lectio Divina, existe um tempo para a meditação sobre a Palavra que escutamos e esta ponderação deve levar-nos à oração que, por sua vez, leva ao silêncio, um silêncio profundo e aberto à contemplação. São João da Cruz escreveu, “Busque na leitura e você encontrará na meditação. Bata na oração e ela se abrirá para você na contemplação” (Máximas e Conselhos, 79).

Maria, a Mãe do Carmelo ouvir e viveu a Palavra. Ela acolheu a Palavra e a meditava da maneira como a Palavra chegava até ela, nos acontecimentos de sua vida. Na Anunciação, ela aceitou e cooperou com a vontade de Deus que lhe foi trazida pela mensagem do Anjo. Aos pés da cruz ela aceitou e cooperou com a vontade de Deus através de sua dor. Nas palavras do Magnificat encontramos Maria, a contemplativa a olhar para o mundo através dos olhos da fé e glorificando a Deus pela realização do plano divino.

Todos os carmelitas têm um relacionamento pessoal com Maria. Os carmelitas leigos têm que viver este relacionamento, imitando suas virtudes, ouvindo a Palavra de Deus na vida diária. O mundo em que vivemos nos encara com muitos desafios. As estruturas sociais que amparam a fé desapareceram em muitas áreas e a opção de seguir a Cristo precisa de coragem. A vocação dos leigos cristãos, acima de tudo, é a de ser fermento no coração do mundo secular. Os leigos carmelitanos vivem esta vocação, inspirados pela tradição carmelitana. No Magnificat, Nossa Senhora dá glória a Deus porque ela está consciente que Deus está agindo na transformação da realidade mesmo que as aparências evidenciem o contrário. Os leigos carmelitanos também permanecem com Maria aos pés da cruz, cooperando com a misteriosa vontade de Deus que deseja salvar todos os homens e todas as mulheres. Vivendo o Evangelho diariamente como Maria, nossa Padroeira, Irmã e Mãe, os leigos carmelitanos exercem seu papel na transformação do mundo.

Conclusão

Nos últimos anos o conceito de “Família Carmelitana” tornou-se parte de nosso modo normal de pensar. Todos os carmelitas, religiosos e leigos, são membros da mesma família e vivem a mesma vocação de modos diferentes de acordo com os diferentes estados na vida. Somos herdeiros de uma grande tradição e temos o dever sagrado de passar esta tradição aos outros. Temos de fazê-lo de uma forma harmoniosa, através nossas vocações pessoais.

Como membros da mesma Família, estamos unidos uns aos outros através de nossa oração feita uns pelos outros, e também por nossa assistência mútua. Deste modo, seremos testemunhas poderosas, na Igreja e no mundo, de que o carisma carmelitano está vivo e inspira continuamente as pessoas a viver a mensagem de Jesus Cristo. Através dos séculos da existência da Ordem, existiram muitas formas pelas quais as pessoas encontraram inspiração no carisma carmelitano. A Igreja aprovou oficialmente algumas destas formas enquanto outras pessoas preferem uma ligação mais livre com a Família. Algumas destas novas formas de ser carmelita, que estão emergindo nos dias de hoje em diversas partes do mundo, podem ser o começo de um novo trabalho do Espírito. Permaneçamos abertos à inspiração do Espírito e, com discernimento, saibamos ler os sinais dos tempos. O carisma de nossa Ordem encerra uma grande criatividade. Demos graças a Deus por sermos chamados ao Carmelo e agradeçamos a Deus por todos os nossos irmãos e irmãs.

Que Deus abençoe nossa Família e nos leve a todos e todas para nossa terra celestial. Que Nossa Senhora do Monte Carmelo nos ensine a ouvir a Palavra de Deus e saibamos colocá-la em prática em nossa vida diária.

*25 de maio de 2002. Festa de Santa Maria Madalena de’ Pazzi

 

LITURGIA DAS HORAS: DO PRÓPRIO DA ORDEM DOS IRMÃOS DA BEM-AVENTURADA E SEMPRE VIRGEM MARIA

 SÃO JOÃO DA CRUZ, PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA

 

FESTA

Nasceu em Fontiveros (Ávila), no ano de 1540. em Medina Del Campo, aos 21 anos de idade, recebeu o hábito da Ordem, na qual pediu para viver uma vida mais austera, de acordo com a chamada Regra Primitiva. Foi um instrumento providencial nas mãos de Santa Teresa de Jesus, a quem ajudou na sua obra desde a primeira fundação de religiosas contemplativos em Duruelo no dia 28 de novembro de 1568. morreu em Úbeda, no dia 13 de dezembro de 1591. é um grande mestre nos caminhos do espírito. As suas obras, Subida do Monte Carmelo, Noite Escura, Cântico Espiritual e Chama Viva de Amor e muitos ditos, valeram-lhe o título de Doutor da Igreja universal, conferido por Pio XI em 24 de agosto de 1926. São João da Cruz é Pai e Mestre espiritual do Carmelo Teresiano, Doutor da vida cristã no seu dinamismo teologal, Cantor da formosura de Deus e da beleza da criação. A sua recordação transforma-se hoje em liturgia viva; mediante esta, sobretudo na Liturgia das Horas, a sua oração e poesias servem de viático do Carmelo peregrino na terra. A sua doutrina foi uma exegese viva do Evangelho. A Palavra de Deus ilumina a sua experiência mística, e os seus ensinamentos constituem uma meditação sobre a palavra revelada e vivida por um justo sofredor, cujo lema era “sofrer e ser desprezado por amor de Jesus”. Assim a Liturgia das Horas desta celebração é Palavra de Deus e palavra de São João da Cruz, numa síntese que constitui o louvor e ação de graças de todo o Carmelo por todos os benefícios concedidos por Deus à Igreja.

 

Invitatório

1-Vinde, adoremos o Senhor Jesus, Palavra única do Pai!

 

Ofício das Leituras

Hino à escolha 1) ou 2)

 

1) Em uma noite escura,

Com ânsias, em amores inflamada,

- Oh! Ditosa Ventura! –

 

OFÍCIO DAS LEITURAS

Saí sem ser notada,

E´Stando já minha casa sossegada.

Nessa noite ditosa,

Em segredo, porque ninguém me via

Nem via eu qualquer coisa,

Sem outra luz ou guia,

Exceto a que no coração ardia;

 

Mas esta me guiava,

Mais certeira que a luz do meio-dia,

Aonde me esperava

Quem eu pra mim sabia,

Em parte onde ninguém morar par’cia.

 

Oh! Noite, que guiaste!

Oh! Noite amável mais do que a alvorada!

Oh! Noite, que juntaste

Amado com Amada:

A Amada no Amado transformada!

 

Fiquei-me e esqueci-me,

O rosto reclinado sobre o Amado.

Cessou tudo e rendi-me,

Deixando meu cuidado

Em meio de açucenas olvidado.

 

ou

 

2) “O Pai celeste disse uma Palavra,

que foi seu Filho em quem ‘stava a Vida,

e a diz sempre no eterno silêncio:

no silêncio há de ser ouvida”.

 

No silêncio da noite, irmão santo,

o Amor de Deus em nosso peito grava.

Prepara a nossa alam pra falar com Deus

e para ouvir atenta a sua Palavra.

 

Tu, que tanto amaste a Sagrada Escritura,

com ela confirmastes a tua doutrina,

ensina a todos a beber desta Fonte,

Fonte de Vida, de Vida divina.

 

Já na agonia, ouvindo a meia-noite,

tu, que aos filhos até o fim ensinas,

a todos dizes muito simplesmente:

“Vou para o Céu a cantar Matinas!”

 

Se a nossa alma procura o Bem-Amado,

muitos mais o Amado nos procura:

prepara-nos pra ir ao seu encontro

ao nos chamar desta noite escura.

 

Nós te louvamos, ó Pai Celeste,

por teu Filho, Palavra Divina,

e ao Espírito, que a João da Cruz

inspirou tão celestial doutrina.

 

Salmodia

Ant. 1 Deus predestinou-nos a sermos conformes à imagem do seu Filho.

 

Salmo 15(16)

 

O Senhor é a minha herança

 

Deus ressuscitou Jesus, libertando-o das angústias da morte (At 2,24)

 

=1  Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!†

  2  Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:*

      nenhum bem eu posso achar fora de vós!”

 

_3 Deus me inspirou uma admirável afeição *

     pelos santos que habitam sua terra.

 

_4 Multiplicam no entanto suas dores *

     os que correm para os deuses estrangeiros;

 

_   seus sacrifícios sanguinários não partilho *

     nem seus nomes passarão pelos meus lábios.

 

_5 Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, *

      meu destino está seguro em vossas mãos!

_6  Foi demarcada para mim a melhor terra, *

      e eu exulto de alegria em minha herança.

 

_7  Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, *

      e até de noite me adverte o coração.

_8  Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, *

      pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

 

=9  Eis por que meu coração está em festa, †

      minha alma rejubila de alegria, *

      e até meu corpo no repouso está tranqüilo,

 

_10 pois não haveis de me deixar entregue à morte, *

       nem vosso amigo conhecer a corrupção.

 

=11 Vós me ensinais vosso caminho para a vida: †

       junto a vós felicidade sem limites, *

       delícia eterna e alegria ao vosso lado!

 

Ant. 1 Deus predestinou-nos a sermos conformes à imagem do seu Filho.

 

Ant. 2 Entre vós eu de nada quis saber a não ser de Jesus Cristo, e Jesus Cristo Crucificado.

 

Salmo 33(34)

 

O Senhor é a salvação dos justos

 

Vós provastes que o Senhor é bom (1Pd 2,3).

 

I

_2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *

     seu louvor estará em minha boca.

_3 Minha alma se gloria no Senhor: *

     que ouçam os humildes e se alegrem! ___

 

_4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, *

      exaltemos todos juntos o seu nome!

_5  todas as vezes que o busquei, ele me ouviu *

      e de todos os temores me livrou.

 

_6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, *

     e vosso rosto não se cubra de vergonha!

_7 Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, *

     e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

_8 O anjo do Senhor vem acampar *

     ao redor dos que o temem e os salva.

_9 Provai e vede quão suave é o Senhor! *

     Feliz o homem que tem nele o seu refúgio.

 

_10 Respeitai o Senhor seus santos todos, *

       porque nada faltará aos que o temem;

_11 Os ricos empobrecem, passam fome, *

       mas, aos que o buscam o Senhor, não falta nada.

 

Ant. Entre vós eu de nada quis saber a não ser de Jesus Cristo, e Jesus Cristo Crucificado.

 

Ant. 3 Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.

 

II

 _12 Meus filhos, vinde agora e escutai-me: *

       vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus!

_13 Qual o homem que não ama sua vida, *

       procurando ser feliz todos os dias?

 

_14 Afasta tua língua da maldade *

       e teus lábios, de palavras mentirosas.

_15 Afasta-te do mal e faze o bem, *

       procura a paz e vai com ela em seu caminho.

 

_16 O Senhor pousa seus olhos sobre os justos *

       e seu ouvido está atento ao seu chamado,

_17 mas ele volta a sua face contra os maus, *

       para da terra apagar sua lembrança. ___

 

_18 Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta *

       e de toda as angústias os liberta.

_19 Do coração atribulado ele está perto *

       e conforta os de espírito abatido.

 

_20 Muitos males se abatem sobre os justos, *

       mas o Senhor de todos eles os liberta,

_21 mesmo os seus ossos ele os guarda e protege, *

       e nenhum deles haverá de se quebrar.

 

_22 A malícia do iníquo leva à morte, *

       e quem odeia o justo é castigado,

_23 mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, *

       e castigado não será quem nele espera.

 Ant.   Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.

 

  1. Em vós, Senhor, está a fonte da vida!
  2. E em vossa luz contemplamos a luz.

 

Primeira Leitura

Da Carta de São Paulo aos Colossenses  (Cl 1,12-29)

 

Deus nos transferiu para o Reino do seu Filho

         Irmãos, com alegria daí graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar d luz, que é a herança dos santos. Ele nos liberou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, pelo qual temos a redenção, o perdão dos pecados.

         Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação, pois por causa dele foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisa e todas têm nele a sua consistência.

       Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o Primogênito dentre os que ressuscitam dos mortos, de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude, e por  ele reconciliar consigo todos os seres. Todos os que estão na terra e no céu ele quis conduzir a Cristo, que trouxe a paz, ao derramar seu sangue na cruz.

       E vós, que outrora éreis estrangeiros e cujas más obras manifestavam profunda hostilidade, eis que agora Cristo vos reconciliou pela morte que sofreu no seu corpo mortal, para vos apresentar como santos, imaculados, irrepreensíveis diante de si. Mas é necessário que permaneçais inabaláveis e firmes na fé, sem vos afastardes da esperança, que vos dá o Evangelho. A toda criatura debaixo do céu foi anunciado o Evangelho, que ouvistes, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

    Alegro-me com tudo o que já sofri por vós e procuro compensar na minha própria carne as deficiências que atribulam a Cristo, em solidariedade com seu corpo, isto é, a Igreja. A ela eu sirvo, exercendo o cargo, que Deus me confiou de transmitir-vos a palavra de Deus em sua plenitude. Esta palavra é o mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado ao seu povo santo, a quem Deus quis manifestar como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo junto a vós, a esperança da glória. nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda a sabedoria, para tornar perfeitos a todos na sua união com Cristo. Para isso eu me esforço com todo o empenho, sustentado pela força que em mim opera. Palavra do Senhor

 

Responsório (Mt 17,5b; Hb 1,1-2ª)

 

  1. Ressoou a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado: * escutai-o!”
  2. Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do seu Filho. * Escutai-o!

 

Segunda Leitura [à escolha 1) ou 2)]

 

1) Do Cântico Espiritual de São João da Cruz, presbítero (Séc. XVI).

(Red. B. str. 36-37. Ed Pacho, S. Juan de la Cruz – Obras Completas Burgos 1982 p. 1124-1135).

 

Conhecimento do mistério escondido em Cristo Jesus

 

    Embora os santos doutores tenham explicado muitos mistérios e maravilhas, e pessoas devotadas a esse estudo de vida os conheçam está por ser enunciada, ou melhor, resta para ser entendida.

    Pro isso, é preciso cavar fundo em Cristo, que se assemelha a mina riquíssima, contendo em si os maiores tesouros; nela, por mais que alguém cave em profundidade, nunca encontra fim ou termo; ao contrário, em toda cavidade, aqui e ali, novos veios de novas riquezas.

     Por este motivo o Apóstolo Paulo falou acerca de Cristo: “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus (Cl 2,3). A alma não pode ter acesso a estes tesouros nem consegue alcançá-los se não houver antes atravessado e entrado na espessura dos trabalhos, sofrendo interna e externamente, e sem ter primeiro recebido de Deus muitos benefícios intelectuais e sensíveis, e sem prévio e contínuo exercício espiritual.

      Tudo isto é, sem dúvida, insignificante: são meras disposições para as sublimes profundidades do conhecimento dos mistérios de Cristo, a mais alta sabedoria a que se pode chegar nesta vida.

     Quem dera reconhecessem os homens ser totalmente impossível chegar à espessura das riquezas e da sabedoria de Deus! Importa antes entrar na espessura das lutas, suportar muitos sofrimentos, a ponto de renunciar à consolação e ao desejo dela. Com quanta razão a alma, sedenta da divina sabedoria, escolhe antes, em verdade, entrar na espessura da cruz.

    Por isso, São Paulo exortava os efésios a não desanimaram nas tribulações, a serem fortíssimos, “enraizados e fundados na caridade, para que pudessem compreender com todos os santos qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de serem cumulados até receberem toda a plenitude de Deus (Ef 3,17-19).

    Já que a porta, por onde se pode entrar até esta preciosa sabedoria, é a cruz, e é porta estreita, muitos são os que cobiçam as delícias, que por ela se alcançam; pouquíssimos os que por ela entrar.

 

Responsório (1 Cor 2,9-10)

 

  1. Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem suspeitou a mente humana * o que Deus preparou para aqueles que o amam.
  2. Deus, porém, revelou-nos pelo Espírito Santo. * O que Deus.

 

ou

 

2) Do Cântico Espiritual de São João da Cruz. (Canção V 1,4).

As criaturas são como que a marca dos passos de Deus

 

    A resposta das criaturas à alma, como diz Santo Agostinho, é o testemunho que dão, em si, da grandeza e excelência de Deus. Deus criou todas as coisas com grande facilidade e brevidade, e nelas deixou algum rastro de quem era, e não só dando-lhes o ser do nada, mas ainda dotando-as de inumeráveis graças e virtudes, aformoseando-as com uma ordem admirável e uma dependência indefectível, que têm umas das outras, e tudo isto fez pela sua Sabedoria, pela qual as criou, que é o Verbo, seu Unigênito Filho.

     Segundo diz São Paulo, “O Filho é o esplendor da usa glória e imagem da sua substância”. É, pois, de saber que só com esta imagem de seu Filho olhou Deus todas as coisas, que foi dar-lhes o ser natural, comunicar-lhes muitas graças e dons naturais, e fazendo-as acabadas e perfeitas, segundo diz no Gênesis, por estas palavras: “Olhou Deus par todas as coisas que tinha feito e eram muito boas”. Vê-las muito boas era fazê-las muito boas no Verbo, seu Filho. E não somente olhando-as lhes comunicou o ser e graças naturais, como dissemos, mas também só com esta figura de seu Filho as deixou vestidas de formosura, comunicando-lhes o ser sobrenatural. Isto foi quando se fez homem, exaltando-o em formosura de Deus e, por conseguinte, a todas as criaturas nele, por se ter unido com a natureza de todas elas no homem. Pelo que disse o mesmo Filho de Deus: “Quando for levantado da terra, atrairei tudo a mim”. E assim, neste levantamento da Encarnação do seu Filho e na glória da sua Ressurreição segundo a carne, não somente o Pai aformoseou as criaturas em parte, mas podemos dizer que totalmente as deixou vestidas de formosura e dignidade.

 

Responsório (Oração da alma enamorada).

 

  1. Não me tirareis, meu Deus, o que uma vez me destes em vosso único Filho: * nele me destes tudo quanto quero.
  2. O céu é meu e minha a terra; minhas são as gentes; os justos são meus e meus, os pecadores; os anjos são meus e a Mãe de Deus é minha; e todas as coisas são minhas; e o próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim.
  3. * Nele me destes.

 

Hino Te Deum (omite-se quando se reza a Oração da Vigília logo em seguida).

 

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.

 

Laudes

 

Hino

Oh! Chama de amor viva,

Que ternamente feres

Da minha alma no centro mais profundo!

Pois já não és esquiva,

Acaba já se queres:

Rompe a teia de encontro tão jucundo.

 

Oh! Cautério suave!

Oh! Saborosa chaga!

Oh! Branda mão! Oh! Toque delicado,

Que à vida eterna sabe!

E quanto deves paga!

Matando, morte em vida tens trocado.

 

Que manso e que amoroso

Acordas em meu seio,

Onde tu só secretamente moras!  

Nesse aspirar gozoso

De bem e glória cheio

Quão delicadamente me enamoras!

 

Ant. 1 Verdadeiramente vós sois um Deus escondido, ó Deus de Israel, ó Salvador!

 

Salmos e Cântico do domingo da I Semana.

 

Ant. 2 Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus.

 

Ant. 3 Do fundo dos vossos corações cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças.

 

Leitura breve ( 2 Cor 3,17-18)

    Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor aí está a liberdade. E nós todos, que temos a face descoberta, refletimos, como num espelho, a glória do Senhor, e somos transfigurados nesta mesma imagem cada vez mais resplandecente, vinda do Senhor que é Espírito.

 

Responsório breve

  1. Então a tua luz brilhará nas trevas * e a tua escuridão será como a luz do meio-dia. R. Então a tua luz.
  2. E o Senhor inundará de luz a tua alma. * E a tua escuridão.

Glória ao Pai. R. Então a tua luz.

 

Cântico evangélico, Ant. à escolha 1) ou 2) ou 3)

 

1) Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz.

 Ou

2) O Senhor nascido de Maria vem para iluminar a todos os que jazem entre as trevas e estão sentados na sombra da morte, e par guiar os nosso passos no caminho da paz.

 

ou

3) Prestai bem atenção à palavra dos Profetas, como a uma lamparina, que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia, e a Estrela da Manhã venha raiar nos vossos corações.

 

Preces

Acalmemos o Senhor Jesus Cristo, Cabeça e Esposo da Igreja, que nos alegra hoje com a festa de São João da Cruz; e digamos:

 Senhor Jesus Cristo, Vós sois o Rei da Glória!   

 

1-Palavra única do Pai pronunciada desde sempre ao eterno silencio e recebida no seio da Virgem Maria na plenitude dos tempos,

- ensinai-nos hoje a escutar a vossa palavra na íntimo do coração e guardá-la e manifestá-la pelas obras. R.

 

2-Sabedoria do Pai, que nos revelastes e excesso do vosso amor, quando vos humilhastes na Encarnação e na Cruz,

- concedei aos que redimistes com o vosso Sangue que vivam continuamente em íntima comunhão convosco.    R.

 

3-Imagem perfeita do Pai, em vós nos são revelados e concedidos todos os mistérios do Amor eterno,

- fazei que, movidos pelo vosso Espírito, caminhemos de claridade em claridade até à vossa Luz inacessível.  R.

 

4-Encanto Supremo do Pai, em vós Deus olha com ternura e carinho para todos os homens e mulheres,

- fazei que sejamos perfeitos e misericordiosos como o vosso Pai celeste.   R.

 

5-Jesus, Primogênito de todas as criaturas, por meio de vós o Pai criou e reformou todas as coisas com o seu Amor,

- fazei que passemos das coisas visíveis para a contemplação da vossa beleza, que é invisível.  R.         

(intenções livres)

Pai Nosso...

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.

 

HORA MÉDIA

 

Oração das Nove Horas

 

Hino

 

Oh! Deus, quem pudera

em vosso amor abrasar-se?!

Ai de mim! Quem me dera

deixar todo o criado,

ver-me na glória transformado?!

 

Gravai no íntimo do meu

a vossa imagem sagrada!

Sem jamais vos esquecer,

unida ao vosso querer,

A “Casa” esteja habitada!

 

Neste esconderijo secreto,

num vazio mui profundo,

num silêncio amoroso,

escutarei a voz do Amado:

encher-me-ei de gozo!

 

Quem me dera, ó Bom Jesus,

em minha mente vos pintar!

Meu coração vos amara,

amando e sendo amado,

e em vós já transformado.

 

Antífona e salmos do dia da semana corrente.

 

Leitura breve (Ef 4,23-24)

Renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade e transformai-vos. Revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus em verdadeira justiça e santidade.

 

  1. Criai em mim, Senhor, um coração que seja puro!
  2. E dai-me de novo um espírito decidido.

 

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.

 

Oração das Doze Horas

 

Hino

Que buscas, ó alma minha?

São meus os céus e a terra.

Meu é todo ser criado,

Que neste globo se encerra.

 

Meus são os Anjos celestes.

É minha a Mãe de Deus

E são meus todos os justos;

Os pecadores são meus.

 

Cristo é meu, todo para mim,

Dom que o Pai me quis dar:

“Scutando a Palavra, verei

em mim a Trindade habitar!

 

E, no centro mais profundo

Desta imensa solidão,

Viverei perdida em Deus,

Em profunda união.

 

Antífona e salmos do dia da semana corrente.

 

Leitura breve (Rm 5,1-2)

Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por meio dele, temos acesso à graça, através da fé, graça na qual permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus.

 

  1. A vida, que vivo agora, eu vivo pela fé no Filho de Deus.
  2. Que me amou e se entregou por mim.

 

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.

 

Oração das Quinze Horas

 

Hino

 

Um pastorinho está só e dorido,

alheio ao prazer e ao contento,

posto em sua Pastora o pensamento,

e o peito pelo amor muito ferido.

 

Não chora por havê-lo o amor chagado,

que lhe não dá pena ser afligido,

embora o coração esteja ferido,

mas chora por se crer já olvidado:

 

Que só de pensar que estará esquecido

da sua bela Pastora, com pesar

se deixa em terra estranha maltratar,

o peito pelo amor muito ferido.

 

E diz o pastorinho mui dorido:

“Ai do que a meu amor fizer ausência

e não quiser gozar minha presença

e o peito por seu amor tão ferido”.

 

Passado longo tempo, ei-lo subido

à árvore, onde abriu seus belos braços

e, morto, se ficou entre esses laços,

o peito pelo amor muito ferido!

 

Ant. No silêncio e na esperança estará a vossa força.

 

Leitura breve (Rm 8,24-25)

 

É na esperança que já foram salvos, pois ver o que se espera não é esperar: quem espera o que já está vendo? Mas, se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o esperamos.

 

  1. O Senhor é bom para os que nele esperam.
  2. E para a alma que o procura.

 

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.

 

Vésperas

 

Hino

 

Do Céu à terra vieste,

Filho de Deus humanado,

e por meu amor quiseste

sofrer e ser desprezado.

 

De igual modo eu quisera

provar-te como és amado:

por ti, Senhor, quem me dera

sofrer e ser desprezado.

 

Tua cruz é minha cruz,

em ti vivo transformado;

na vida só me seduz

sofrer e ser desprezado.

 

Meu Cristo Crucificado!

Todos os bens encontrei

quando de ti alcancei

sofrer e ser desprezado.

 

“Quem se humilha é exaltado!”

bendito sejas, Senhor!

É grande prova de amor

sofrer e ser desprezado.

 

Salmodia

 

Ant. 1 Por causa do grande amor, com que nos amou, Deus nos deu a vida com Cristo.

 

Salmo 14 (15)

 

Quem é digno aos olhos de Deus?

 

Vós vos aproximastes do monte Sião e da Cidade do Deus Vivo (Hb 12,22).

  

_1 “Senhor, quem morará em vossa casa *

     e em vosso Monte santo habitará?”

 

_2 É aquele que caminha sem pecado *

     e pratica a justiça fielmente;

_   que pensa a verdade no seu íntimo *

  3 e não solta em calúnias a sua língua; 

 

_   que em nada prejudica o seu irmão, *

     nem cobre de insultos o seu vizinho;

_4 que não dá valor algum ao homem ímpio, *

     mas honra os que respeitam o Senhor;

 

_   que sustenta o que jurou mesmo com dano; *

  5 não empresta o seu dinheiro com usura,

_   nem de deixa subornar contra o inocente.*

     Jamais vacilará quem vive assim!

 

Ant.  Por causa do grande amor, com que nos amou, Deus nos deu a vida com Cristo.

 

Ant. 2 Nós reconhecemos o amor, que Deus tem por nós, e nós acreditamos no Amor.

 

Salmo 111 (112)

 

A felicidade do justo

 

Vivei como filhos da luz. E o fruto da luz chama-se bondade, justiça, verdade (Ef 5,8-9).

 

_1 Feliz o homem que respeita o Senhor *

     e que ama com carinho a sua lei!

_2 Sua descendência será forte sobre a terra, *

     abençoada a geração dos homens retos!

 

_3 Haverá glória e riqueza em sua casa, *

     e permanece para sempre o bem que fez.

_4 Ele é o correto, generoso, compassivo, *

     como luz brilha nas trevas para os justos.

 

_5 Feliz o homem caridoso e prestativo, *

     que resolve seus negócios com justiça.

_6 Porque jamais vacilará o homem reto: *

     sua lembrança permanece eternamente!

 

_7 Ele na teme receber notícias más: *

     confiando em Deus, seu coração está seguro.

 

_8 Seu coração está tranqüilo e nada teme, *

     e confuso há de ver seus inimigos.

 

=9 Ele reparte com os pobres os seus bens, †     

     permanece para sempre o bem que fez, *

     e crescerão a sua glória e o seu poder.

 

=10 O ímpio, vendo isto, se enfurece, †

       range os dentes e de inveja se consome; *

       mas os desejos do malvado dão em nada.

 

Ant. Nós reconhecemos o amor, que Deus tem por nós, e nós acreditamos no Amor.

 

VÉSPERAS

Ant. 3 O amor de Deus derramou-se sobre nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado.

 

Cântico   (Ef 1,3-10)

 

O plano divino da salvação

 

_3 Bendito e louvado seja Deus, *

     o Pai de Jesus Cristo, Senhor Nosso,

_   que do alto céu nos abençoou em Jesus Cristo *

     com bênção espiritual de toda sorte!

 

(R. Bendito sejais vós, nosso Pai, que nos abençoastes em Cristo!)

 

_4 Foi em Cristo que Deus Pai nos escolheu, *

     já bem antes de o mundo ser criado,

_   para que fôssemos, perante a sua face , *

     sem mácula e santos pelo amor.                              (R)

 

=5 Por livre decisão da usa vontade, †

     predestinou-nos, através de Jesus Cristo, *

     a sermos nele os seus filhos adotivos,

_6 para o louvor e para a glória de sua graça, *

     que em seu Filho bem-amado nos doou.                  (R)

 

_7 É nele que nós temos redenção, *

     dos pecados remissão pelo seu sangue.

=   Sua graça transbordante e inesgotável †

  8 Deus derrama sobre nós com abundância, *

     de saber e inteligência nos dotando.                           (R)

 

_9 E assim ele nos deu a conhecer *

     o mistério do seu plano e sua vontade,

_   que propusera em seu querer benevolente *

 10 na plenitude dos tempos realizar:                             

_    o desígnio de em Cristo reunir *

      todas as coisas, as da terra e as do céu.                     (R)

 

Ant. O amor de Deus derramou-se sobre nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado.

Leitura breve  (1Cor 13,8-10.12-13;14,1ª)

O amor não acabará nunca! As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência acabará. Com efeito o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas então veremos face a face. Agora conheço apenas de modo imperfeito, mas então conhecerei como sou conhecido. Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, amor. Mas a maior delas é o amor. Ambicionai o amor.

 

Responsório breve

 

  1. Forte como a morte é o amor. * Suas chamas são chamas de fogo, um raio de Javé. R. Forte.
  2. Quem nos separará do amor de Cristo? * Suas chamas.

Glória ao Pai. R. Forte.

 

Cântico evangélico

 

Ant. Pai, aqueles que me deste quero que estejam comigo onde eu estiver; o amor com que me amaste esteja neles e eu mesmo esteja neles também.

 

Preces

Demos graças a Deus Pai, por meio do seu amado Filho, nos enviou o seu Espírito, para que participemos da natureza divina e sejamos na Igreja testemunhas do Amor; e imploremos:

Pela intercessão de São João da Cruz, ouvi-nos, Senhor!

 

1-Daí à vossa Igreja uma fé viva que conduza todos, homens e mulheres, para vós,

- e os faça viver em íntima união convosco. R.

 

2-A todos os que vos procuram com sinceridade concedei a esperança celeste,

- que tanto mais alcança quanto mais espera.   R

 

3-Derramai sobre nós o vosso amor,

- para que possamos semear amor onde ele não existir.   R.

 

Fazei que, nos Carmelos, as nossas irmãs, a exemplo da Virgem Maria, sua Mãe,

- sempre sejam fiéis e dóceis às inspirações do Espírito. R.

 

4-Concedei aos nossos irmãos e irmãs falecidos que, por fim purificados no fogo do vosso Amor,

- possam quanto antes cantar-vos, com Maria e todos os Santos, o seu eterno Cântico de Amor.

(intenções livres)

 

Pai Nosso...    

Oração

Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por N.S.J.C.