Foi realizada a Santa Missa Solene de Ereção Canônica (fundação), do Sodalício da Venerável Ordem Terceira do Carmo de Saquarema, Rio de Janeiro.

Na Missa Solene, foi lido o documento- diploma oficial da Cúria Geral Carmelitana oficializando assim o Sodalício.

Com a presença do Padre Provincial, Frei Evaldo Xavier O. Carm, que presidiu a Santa Missa na Matriz de Nossa Senhora de Nazareth e foi concelebrada pelo Padre Rodrigo Gomes, administrador Paroquial, Frei Petrônio de Miranda, Delegado Provincial e Frei Jerry, O. Carm

Tivemos ainda a presença dos clérigos de Belo Horizonte e dos Sodalícios da Lapa-RJ, Angra dos Reis,  Vicente de Carvalho e Passa Quatro-MG.

Oficialmente a partir de agora é criado o Sodalício da Venerável Ordem Terceira do Carmo de Saquarema.

Demos graças a Deus e à Virgem Santíssima que nos foi propícia.

Stella Maris ora pro nobis !

*O 39º Sodalício já foi aprovado pelo Padre Geral e será instalado nos próximos dias na Diocese de Campo Limpo, grande São Paulo.

Este domingo, 08/12/2019, Solenidade da Imaculada Conceição, foi um dia muito especial para a nossa Paróquia e cidade de Saquarema, daqueles que acontecem poucas vezes na vida. Foi erigido canonicamente o Sodalício da nossa Ordem Terceira, em Santa Missa Solene presidida pelo nosso Superior Provincial, Frei Evaldo Xavier O. Carm, e concelebrada pelos Padre Rodrigo, Frei Jerry e Frei Petrônio de Miranda. Deus seja louvado! Salve Maria! Câmera: Paulo Daher e Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

DOMINGO 8 EM SAQUAREMA/RJ: Missa na Igreja Matriz de Ereção Canônica do Sodalício da Venerável Ordem Terceira do Carmo de Saquarema, Rio de Janeiro. A Missa será na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazareth e será Presidida pelo Superior Provincial, Frei Evaldo Xavier, O, Carm. Concelebram; Pe. Rodrigues Marques, Administrador Paroquial e os Freis; Petrônio de Miranda, O. Carm, Delegado Provincial e Jerry de Sousa, O. Carm.
Nota: A Ordem Terceira do Carmo é uma associação pública de leigos, fiéis à Igreja, que vivem no mundo, seguindo o espírito da Ordem Carmelita e sua regra, se esforçam para alcançar a perfeição cristã, em seu estado de vida, nutrindo uma especial devoção à Nossa Senhora do Carmo, como modelo de vida contemplativa e oração, e a devoção ao santo Profeta Elias, no zelo pelas obras apostólicas; ambos são modelos inspiradores

DOMINGO 8 EM SAQUAREMA/RJ: Missa na Igreja Matriz de Ereção Canônica do Sodalício da Venerável Ordem Terceira do Carmo de Saquarema, Rio de Janeiro. A Missa será na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazareth e será Presidida pelo Superior Provincial, Frei Evaldo Xavier, O, Carm. Concelebram; Pe. Rodrigues Marques, Administrador Paroquial e os Freis; Petrônio de Miranda, O. Carm, Delegado Provincial e Jerry de Sousa, O. Carm.
Nota: A Ordem Terceira do Carmo é uma associação pública de leigos, fiéis à Igreja, que vivem no mundo, seguindo o espírito da Ordem Carmelita e sua regra, se esforçam para alcançar a perfeição cristã, em seu estado de vida, nutrindo uma especial devoção à Nossa Senhora do Carmo, como modelo de vida contemplativa e oração, e a devoção ao santo Profeta Elias, no zelo pelas obras apostólicas; ambos são modelos inspiradores. 

ANIVERSARIANTE DO DIA (Quinta-feira, 5 de dezembro-2019). Frei Geraldo D`Abadia, O. Carm, do Carmo de Unaí-MG. Parabéns! www.instagram.com/freipetronio

Domingo,  8 de dezembro-2019, às 11h na Igreja Matriz de Saquarema/ RJ: Ereção Canônica do Sodalício da Venerável Ordem Terceira do Carmo de Saquarema, Rio de Janeiro. A Missa será na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazareth e será Presidida pelo Superior Provincial, Frei Evaldo Xavier, O, Carm. Concelebram; Pe. Rodrigues Marques, Administrador Paroquial e os Freis; Petrônio de Miranda, O. Carm, Delegado Provincial e Jerry de Sousa, O. Carm.

Nota: A Ordem Terceira do Carmo é uma associação pública de leigos, fiéis à Igreja, que vivem no mundo, seguindo o espírito da Ordem Carmelita e sua regra, se esforçam para alcançar a perfeição cristã, em seu estado de vida, nutrindo uma especial devoção à Nossa Senhora do Carmo, como modelo de vida contemplativa e oração, e a devoção ao santo Profeta Elias, no zelo pelas obras apostólicas; ambos são modelos inspiradores. Acompanhe aqui: www.olharjornalistico.com.br

1988: OLHAR RECORDAÇÃO: Fotos da Ordenação Presbiteral do Frei Donizetti Barbosa e Frei Lino de Oliveira, Frades da Ordem do Carmo, no dia 03 de dezembro de 1988, em Biritiba Mirim-SP. Parabéns! Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 3 de dezembro-2019.  www.instagram.com/freipetronio

Praia da Ribeira- Casa de Retiros/ Encontros- da Diocese de Itaguaí, Angra do Reis/RJ. Santa Missa com a Comissão Provincial dos Leigos Carmelitas da Província Carmelitana de Santo Elias. 

             

Nasceu em Amsterdam, a 4 de janeiro de 1915 e no mesmo dia recebeu o batismo e o nome de Hermanus Johannes Christianus. Vitimado por súbita parada cardíaca, faleceu no dia 3 de abril de 1999, Sexta-Feira Santa, após anos de vida paciente sobre cadeira de rodas e suportada até com muito bom humor.

            Jovem ainda, veio para o Brasil em 1931, animado pelo espírito missionário tão forte na Holanda, pátria do "Papa Vermelho", e naturalizou-se brasileiro em 3 de outubro de 1945.           Fez o noviciado em Mogi das Cruzes (SP), professou no dia 15 de janeiro de 1933, e cursou filosofia e teologia no Convento nosso de São Paulo, onde foi ordenado sacerdote no dia 12 de março de 1938. Demonstrou sempre muita vivacidade, inteligência e dons oratórios, que empregou com muito fruto no exercício da pastoral e animação dos movimentos de igreja.

            Foi professor de filosofia dos nossos clérigos em São Paulo, e de latim, francês e religião no Seminário de Itu (SP) e fez o curso do ISPAL no Rio de Janeiro e o CIPT em Belo Horizonte.

            Exerceu o cargo de Prior nos conventos de Angra dos Reis (RJ), São Paulo, Rio de Janeiro (Lapa), Mogi das Cruzes (SP) e Contagem (MG); nestes lugares uniu a função de Pároco ao cargo de Prior; além disto foi pároco em Jaboticabal (SP), Belo Horizonte e Buritis (MG), e também chanceler do Bispado de Paracatu (MG), onde amava trabalhar com o povo mais simples pelos diversos povoados e paróquias da grande Diocese, e o seu espírito organizador zelava pela boa ordem do Arquivo da Mitra.

            Em 1977 veio para o Rio, esteve por um ano em Salvador (BA) até que, em 1989, voltou definitivamente para o nosso Convento da Lapa, onde placidamente faleceu. Os seus funerais coincidiram com a Liturgia da Paixão do Senhor, às 15 horas da Sexta-Feira Santa. Descansou em paz e foi gozar do Sábado do Senhor.

*Fonte: Frei Pedro Caxito, O. Carm, In Memoriam ((São Romão-MG. *31/12/1926. São Paulo. + 02 / 09/ 2009).

Convivendo com os ídolos

 

Um segundo tema constante na espiritualidade do Carmelo é a necessidade de decidir a que Deus seguir.   Nossa tradição  nasce no Monte Carmelo, o lugar da luta entre os seguidores Yahvé e os seguidores de Baal.  Elias exortou o povo a fazer com segurança sua escolha do verdadeiro Deus.  Os carmelitas, tanto em comunidade como individualmente, têm que lutar  sempre contra as forças da desintegração e da fragmentação que trazem os interesses pelos ídolos.

Nicolas Gálico em sua  obra  intitulada Ignea Saggita, acusou os membros da Ordem de perder o caminho enquanto iam migrando do deserto à cidade e iam se acostumando a seus atrativos.  Acusou-os de seguir seus próprios desejos desordenados, com a desculpa  de um ministério necessário.  As reformas de Albi, Mantua , Juan Soret, Teresa de Ávila e Tureme continuamente recordavam aos carmelitas que deviam ter um só Deus, e  servir a esse Deus com todo o coração .

Os santos de nossa tradição sabiam o quanto é difícil encontrar e seguir a esse Deus verdadeiro e distingui-lo entre os falsos deuses que nos são oferecidos. Esta presença no profundo de nossas vidas, nós a encontramos no mundo ao nosso redor. No Cântico Espiritual  João da Cruz diz : “E todos quantos vagam, de ti me vão mil graças relatando...” Teresa de Ávila aconselhou: Deixem que as criaturas lhes  falem de seu criador” 

Em nossa exuberância pedimos à criação de Deus que seja mais do que é. Com regularidade colocamos os desejos de nossos corações em alguma parte da criação de Deus e pedimos que seja a realização daquilo que procuramos. Pedimos a alguma parte da criação que não seja criada . Tomamos um bem e pedimos que se converta em um deus.

O coração, cansado de sua contínua peregrinação, procura assentar-se e construir para si uma casa, negando-se a seguir adiante. Convive com os deuses menores,  encontrando gozo, paz, identidade, segurança e outros alívios para seus desejos. Este consolo temporal mascara um problema espiritual e também um problema de desenvolvimento humano. João da Cruz estava convencido que quando a pessoa se centraliza  em algo ou alguém que não é Deus, a personalidade se desequilibra.

Estas “prisões” criam uma situação de morte. Nenhuma coisa ou pessoa a quem eu peça que seja meu deus, e que realize meus desejos mais profundos, pode corresponder a esta expectativa. O ídolo ao qual eu peço que seja meu “tudo”, começará a derrubar-se sob essa pressão. E porque não podemos crescer mais do que nossos deuses, um deus menor significa um ser humano menor. Em conseqüência, aquilo a que estou “atado”  morre  ante  minha necessidade, e eu morro junto com ele, porque meus desejos mais profundos não podem encontrar nada nem ninguém que possa estar no seu grau de elevação e intensidade.

O dinamismo auto-transcendente de nossa humanidade nos impede concluir que já chegamos ao final da viagem. Afirmar prematuramente a vitória, enquanto estamos apegados aos ídolos, nos levaria a deixar de exercitar-nos numa autêntica auto-transcendência.  Em outra palavras, o coração já não é livre para escutar e seguir o convite do amado.  Esta escravidão do coração é o resultado do desejo desordenado.  A solução está na libertação do coração que não consegue aniquilar o desejo senão reorientando-o.

 

Relação desordenada     

Quando nossa tradição fala sobre “prisões”, ou apegos desordenados,  isto não significa que a relação com o mundo  seja um problema.  Certamente, algumas vezes o mundo é um problema.  Mas temos que nos relacionar com o único mundo que temos.  A relação com o mundo não é o problema fundamental desses  apegos, mas sim o modo como nós nos relacionamos  com ele é  que se converte em problema. Nossos santos falam a pessoas adultas cujos corações foram escravizados por alguém ou por alguma coisa que ocupou o lugar de Deus.  Não é necessariamente a pessoa ou a coisa o problema, mas sim a maneira como nos relacionamos com elas, o modo desordenado com que expressamos nossos desejos.

É irrelevante se o ídolo é valioso ou não.  A relação é o fator crítico. Um incidente na vida de João da Cruz pode ser ilustrativo. Um dos frades de João tinha uma simples cruz feita de palma.  João a tomou. O frei tinha pouco mais, e a cruz certamente não era valiosa , mas João percebeu que ele estava apegado a ela de forma desordenada. Aquela cruz tinha-se convertido em algo não-negociável,  indicando que a relação do frade com ela era desviada.

João observou que a um  pássaro preso não importa se está atado por uma corda ou por uma linha fina, de qualquer forma está preso. O coração que está escravizado pelos seus ídolos  já não é livre para ouvir o convite do amado.  João identifica uma pessoa enfeitiçada com os ídolos com uma pessoa pobremente sintonizada com Deus.  Ele estava convencido de que uma pessoa se converte naquilo que ama.  Este falso deus fomentará um falso ser.

É importante enfatizar que a tradição carmelitana não é partidária do abandono do mundo. Mas insiste numa correta relação com o mundo criado por Deus.  Sem uma boa interpretação,  pode-se entender que o Carmelo está dizendo que envolver-se com o mundo é um obstáculo para a relação com Deus.  Pelo contrário, é no mundo criado por Deus onde nos encontramos com Ele.

A tradição carmelitana se dirige à aqueles cujos corações vão ao mundo procurando sua realização e se dispersam e se dividem nessa procura. Isto ocorre quando o cristão coloca os desejos do coração nas posses e nas relações que não podem preencher a intensidade desses desejos e então começa a experimentar uma paralisia na sua vida. Esta é uma situação destruidora. Este mundo ao qual o cristão é tentado a agarrar-se freneticamente está reduzindo sua a vida através das expectativas.  E o cristão se ajusta aos ídolos, e não se transforma em Deus.

Um tema de nossos dias que se relaciona com o tema tradicional do apego é a afeição. Percebemos que todos, de uma forma  ou de outra, somos presos afetivamente, e que só a graça de Deus pode nos liberar de nossas afeições. Podemos ser ligados a coisas obviamente destrutivas, mas podemos ser também afeiçoados à Igreja, ao Papa,  às práticas religiosas, e ainda afeiçoados ao Carmelo e a Deus mas a um deus criado por nós.    

Em outras palavras, podemos pedir a alguma criatura para que se transforme em alimento para nossa fome profunda como indivíduos e como povo.  Estamos pedindo à criação aquilo que só Deus pode nos dar. Nossa tradição insiste em que nada, nenhuma parte da criação pode substituir a Deus. Só aquele que é nada (nenhuma coisa e ao mesmo tempo tudo) pode ser suficientemente alimento para nossa fome.

Quando  João da Cruz desenhou a montanha estilizada para projetar a viagem da transformação, desenhou três caminhos que levam até seu cume.  Os dois caminhos de fora, um dos bens do mundo, o outro dos bens espirituais, nenhum chega lá em cima. Só o caminho do meio, o dos nadas, alcança o cume do Carmelo. Ele explica em texto o ensinamento do desenho. As linhas do texto foram variações do mesmo tema, “Para possuir tudo, não  possuir nada” .

O texto explicativo na parte baixa do desenho nos ajuda a entender a compreensão básica que tem João do itinerário espiritual. Ele está de acordo em que fomos feitos para possuir tudo, saber tudo, ser tudo, etc.  Mas também entende que nunca  teremos o tudo se pedirmos a uma parte da criação que sacie nossa fome. Seu conselho de possuir o nada para possuir tudo é um estímulo para que nunca peçamos que alguma coisa, (parte da criação) seja tudo. Só aquele que é nenhuma coisa pode ser nosso Tudo.

Este ascetismo pode soar difícil a menos que entendamos que João está se dirigindo aos homens e mulheres que tentaram outros caminhos na vida para encontrar sua realização. Seus corações saíram à procura daquele que os ama e se viram  aprisionados, e com os corações partidos e divididos. Os conselhos de João são palavras de vida para as pessoas  que estão morrendo por falta de alimento. Ele está mostrando o caminho  da vida àqueles peregrinos  que  o perderam.

 

Um caráter  profético  

Um escritor sugeriu que a vocação carmelita é estar suspenso entre o céu e a terra, sem encontrar apoio em nenhum dos lugares.  Esta é uma forma dramática de dizer que no fundo  nossa fé, nossa esperança e nossa confiança em Deus tem que ser seu próprio apoio e Deus nos conduz mais além de nossos feitos mundanos e espirituais.   No final de sua vida Teresa de Lisieux achou  que a esperança pelo céu sustentada em toda sua vida se esvaía.  João da Cruz nos lembrou as observações de São Paulo: se já temos aquilo que esperamos, já não é esperança; a esperança está naquilo que não possuímos. A espiritualidade de João da Cruz tem sido descrita como uma contínua interpretação da natureza de Deus .

Será que esta suspeita que temos quanto às intenções e as construções humanas nos converte, a nós carmelitas, em uns eternos estressados?  Ou, ao contrário, nos permite fazer uma avaliação inteligente do coração humano e de sua tendência a criar ídolos? Não será isto realmente um exercício de libertação que vai nos libertando de todas as formas em que nos escravizamos e nos entregamos aos ídolos?  Não é a crítica carmelita um desafio para não nos apegarmos a nada, para que nada seja o centro de nossa vida, além do mistério que a envolve.  E nessa pureza de coração, somente conseguida pela ação do Espírito de Deus, somos capazes de amar aos outros e viver neste mundo sabiamente.  O desafio carmelita é cooperar com o amor de Deus, algumas vezes obscuro, que nos  vivifica e nos cura .

Esta contínua escuta para aproximar-nos de Deus, por meio de todas as palavras e estruturas que conseguimos, é a tarefa profética do Carmelo.  Que Deus seguimos? O deus de nossas afeições? O deus das ideologias ou das teologias ilimitadas? Os deuses opressores dos sistemas econômicos e políticos? Os deuses de todos os “ismos” de nosso tempo? Ou é nosso Deus o Deus que transforma , cura , liberta  e vivifica?

O arcebispo Oscar Romero foi um clérigo tradicional , cuidadoso e estudioso.  Era um bom homem , reservado, piedoso, orante.   Mas sua conversão chegou quando viu no outro o rosto de Cristo, um rosto diferente  do Cristo  de sua piedade e de sua oração, um rosto  diferente de sua teologia, um rosto diferente do Cristo familiar  à hierarquia de El Salvador. Era o rosto de Cristo no rosto do povo de El Salvador; era o rosto de Cristo verdadeiramente encarnado  na história e nas lutas do povo.  Romero disse:

Aprendemos a ver o rosto de Cristo – o rosto de Cristo que é também  o rosto do ser humano que sofre, o rosto do crucificado, o rosto do pobre, o rosto do santo e o rosto de cada pessoa – e amamos a cada um com o critério pelo qual seremos julgados: “tive fome e me deste de comer”.

Os ídolos de nosso tempo não são somente os amores pessoais e as possessões, mas especialmente  os ídolos do poder, do prestígio, do controle  e o domínio que deixam a maior parte da humanidade fora do banquete da vida.   Romero comentou:

A pessoa pobre é aquela que se converteu a Deus e põe toda a sua fé NELE, e a pessoa rica é aquela que não se converteu a Deus  e põe sua confiança nos ídolos: dinheiro, poder, bens materiais... Nosso trabalho deve procurar converter-nos a nós mesmos e a todo povo para este autêntico significado da pobreza.       

Muitas de nossas províncias tem participado na confrontação com os ídolos de nosso tempo através dos movimentos de libertação em muitas  regiões do mundo, que incluem Filipinas, América Latina, América do Norte, África, Indonésia e o Leste da Europa. Hoje em dia as diferenças entre o norte e  o sul apontam para os ídolos dos “ismos” que mantém a maioria do mundo em uma condição de marginalização.

 

Resumo

A fome do nosso coração nos lança ao mundo em busca de alimento. De muitas formas perguntamos ao mundo. Viste aquele que fez isto em meu coração e o deixou chorando? Nosso coração vai se dispersando sobre a terra enquanto vamos perguntando a cada pessoa, a cada objeto de posse  e a cada atividade que nos diga mais a respeito do Mistério que está no centro de nossas vidas.

A alma apaixonada pelos mensageiros de Deus, confunde-os com Deus mesmo. Tomamos as coisas boas de Deus e lhes pedimos que sejam deuses. O coração, cansado de sua peregrinação, tenta assentar-se  e construir um lar para si. Coloca seus desejos mais profundos nas relações, posses, planos, atividades, metas e pede a tudo isto que sacie sua fome profunda.  Pedimos muito e como nada pode corresponder às nossas expectativas, começam a desmoronar-se.  Mais e mais os santos carmelitas nos lembram que só Deus é o alimento que pode saciar a fome do nosso coração.

 

Perguntas para refletir:

1-Quais são os ídolos, os não-negociáveis, que se transformam em parte da minha vida? Quais são essas coisas  sem as quais não posso passar?  Eu as estou prejudicando com meu apego?

2-Onde e como tenho me tornado uma pessoa sem liberdade na vida?  Sinto-me livre para seguir meus desejos mais profundos? Sou livre para escutar as necessidades da minha comunidade?

3-Tenho estado inconscientemente construindo meu próprio reino no lugar de estar preocupado pelo reino de Deus? Sem perceber, tenho tirado Deus do centro da minha vida e tenho colocado nesse centro meus objetivos, meu trabalho profético, minha compreensão das exigências do reino? Ao longo dos anos tenho me esquecido de perguntar: o que é que Deus quer?

4-As paixões que me trouxeram ao Carmelo têm sido domesticadas ou vão se desvanecendo? Tenho me transformado  numa pessoa compulsivamente ativa, talvez sentindo-me mais como um funcionário de uma instituição do que como um discípulo do Senhor?

Roma, 16 de novembro de 2019

Queridos Irmãos e Irmãs no Carmelo: Minha saudação, com desejo de paz e alegria que vêm do Senhor Jesus, a todos vocês, extensivo aos irmãos e irmãs da nossa Família Carmelita.

Como já é do vosso conhecimento, fui eleito, no Capitulo Geral, recentemente, Conselheiro Geral para as Américas; missão que aceitei confiando na Graça de Deus, e para a qual conto com o apoio de todos os membros da Família Carmelita, sobretudo através da oração, para que possamos semear a semente do Reino de Deus, através da experiência do carisma carmelita.

Nosso Papa Francisco, que esteve em audiência privada, com os freis que participaram do Capítulo Geral, nos recordou que “Nosso mundo tem sede de Deus e, vocês, os carmelitas, mestres da oração, podem ajudar muitos saírem do barulho, da correria e da e da aridez espiritual...” Ser homens e mulheres de Deus, que sabem percorrer os caminhos do espírito.” Neste momento, já encontro-me em Roma, para começar o planejamento para o sexênio 2019-2015, junto com o Prior Geral Micael O’Neill e os demais membros do Conselho Geral.

Dirijo-me a vocês para dizer-lhes que contem comigo naquilo que possam necessitar e, ao mesmo tempo, faço-lhes uma solicitação especial: que reflitam sobre as seguintes questões:

1º- Que sonhos temos para nosso Carmelo nos próximos 6 anos? (para as Américas) ou seja, que Carmelo queremos construir em nossas terras americanas?

2º-Que queremos fazer?

-O que podemos oferecer ao nosso povo e à Igreja a partir do nosso carisma?

A resposta a estas perguntas me servirá de base para a construção do Plano de Trabalho que expressará o sonho comum de um Carmelo cada vez mais forte e expressivo frente aos desafios atuais.

Agradeço-lhes, desde já, sua colaboração no envio das respostas através do endereço eletrônico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Abraço e gratidão, na certeza que estamos unidos no mesmo ideal, na vivência do Carisma Carmelitano. Seu Irmão em Cristo e Maria

Frei Luis José Maza Subero, carmelita.

NOVOS DIÁCONOS CARMELITAS: Foram ordenados diáconos hoje, domingo, 17 de novembro-2019 em Roma, os Freis carmelitas da Ordem do Carmo; Juliano e William, da Província Carmelitana de Santo Elias e o Frei Alex, da Província Italiana

NOVOS DIÁCONOS CARMELITAS: Foram ordenados diáconos hoje, domingo 17 de novembro-2019 em Roma, os Freis carmelitas da Ordem do Carmo; Juliano e William, da Província Carmelitana de Santo Elias e o Frei Alex, da Província Italiana. Parabéns! F

Rito de Admissão ao Noviciado

(Após a oração da coleta- Antes da Liturgia da Palavra)

 

Flávio:

A Ordem Terceira do Carmo ou Ordem Carmelita Secular, junto a outros grupos ou comunidades que se inspiram na Regra do Carmo, na sua tradição e valores expressos na espiritualidade do Carmelo, constitui na Igreja a Família Carmelita.

Como Maria, a senhora do Carmo, primeira entre os humildes e pobres do Senhor, os leigos Carmelitas veem-se chamados a glorificar as maravilhas realizadas pelo Senhor na sua vida.

Os leigos Carmelitas partilham, além disso, da paixão do profeta Elias pelo Senhor e pela defesa de seus direitos. Com o profeta, aprendem a abandonar tudo, para se refugiarem no deserto e serem purificados, tornando-se prontos para o encontro com o Senhor e para acolher sua Palavra.

Com a admissão ao noviciado, os Postulantes carmelitas iniciam hoje o ano de formação e a experiência na Ordem Terceira do Carmo.

(A Priora faz a chamada dos Postulantes para que se apresentem ao Noviciado).

Celebrante: Irmãos e irmãs, o que pedis à Ordem do Carmo

Postulantes: Pedimos a graça de poder perseverar na formação evangélica e da espiritualidade carmelita, no noviciado do Sodalício da Ordem Terceira do Carmo de Passa Quatro

Celebrante- Flávio: Estes irmãos e irmãs estão aptos para ingressarem no Noviciado?

Flávio: Sim, estes irmãos e irmãs, após uma longa caminhada na Fraternidade do Escapulário, optaram por seguir a caminhada Carmelitana na Ordem  Terceira do Carmo desta cidade.

Comentarista.

O hábito é o nome que se dá à determinadas vestes de ordens monásticas-Carmelitas, Dominicanos, Franciscanos, Beneditinos... que variam de acordo com a Ordem. As ordens religiosas são a forma mais comuns da vida consagrada na Igreja. Com o passar dos anos, também os leigos passaram a usar tais vestes nas chamadas Ordens Terceiras agregas a tais espiritualidades. É interessante lembrar que a Padroeira da América Latina era uma leiga da terceira Dominicana, Santa Rosa de Lima.

O hábito Carmelita- de cor marrom encimado pelo Escapulário de Nossa Senhora e por uma capa branca por cima- é uma das vestes mais antigas da história das Ordens Religiosas remontando a aparição de Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de julho de 1251 na Inglaterra. Segundo a tradição, foi nesse dia que Nossa Senhora aparece ao superior Geral do Carmo, São Simão Stock, entregando-lhe o Escapulário.

De pé, vamos receber os padrinhos e madrinhas destes noviços e noviças que trazem o santo hábito carmelitano.

(Procissão – Canto) 

 

ORAÇÃO QUE SE RECITA AO VESTIR O HÁBITO CARMELITA

 

TÚNICA (Um Postulante ler). Revesti-me, meu Deus, dos Santos hábitos, a fim de que apareça diante de vós, tal qual como meu hábito e profissão o pedem.

 

CORREA (Um Postulante ler).  Uni -me a Vós, ó meu Deus, com uma união muito   íntima e prendei-me a Vossa bondade, compaixão e misericórdia pelos laços da caridade, cujo  nó   jamais  se rompa.

 

ESCAPULÁRIO (Um Postulante ler).  Senhor, dai-me a graça de confiar na tua mãe, a Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo- a exemplo de São Simão Stock- para que eu, revestido com o Santo Escapulário, me coloque a serviço do Reino. 

 

TERÇO (Um Postulante ler).  Seja o meu noviciado pautado pela simplicidade de Nossa Senhora do Carmo e o silêncio de Santo Elias. Que na reza diária do terço e do santo Rosário, possa eu encontrar os valores evangélicos que me leve ao topo do Monte Carmelo- Jesus Cristo. 

 

VÉU (Um Postulante ler). Meu Senhor, este véu me ensina que devo morrer para os valores do mundo; A mentira, o ódio, a violência, o consumismo, a arrogância- e para mim mesmo, para só viver para vós: Caminho, verdade e vida. Fazei-me, pois, a graça ó meu Deus, de vos seguir sob o manto da proteção da Mãe do Carmelo, Nossa Senhora do Carmo e do nosso pai, Santo Elias. AMÉM.

 

Celebrante: Que o Senhor abençoe os bons propósitos formulados por estes irmãos e irmãs, agora noviços e noviças da Ordem Terceira do Carmo. Que Deus os ajude na caminhada sob as bençãos de Nossa Senhora do Carmo e de Santo Elias-Profeta, nosso Pai e Guia.

 

Todos: Amém!

(Segue a Missa com a liturgia da Palavra)

Do dia 6 de maio tintilou o telefone no Convento do Carmo de Nimegue. Foram atender: Era a voz de Frei Tito! Por uma deferência extraordinária permitiram-lhe comunicar pessoalmente aos confrades a sua próxima partida para o campo de concentração de Dachau. Uma carta com a mesma data dá mais pormenores. Desde 28 de abril Tito encontra-se outra vez em Scheveningen, esperando a sua deportação. Aos 16 de maio segue para a prisão de Kleef, na Alemanha, onde permanece até 13 de junho, provavelmente. Parece que o Bom Deus deseja confortar Seu servo fiel por mais um período de sossego contemplativo antes de uni-lo a Si definitivamente pela segunda provação horrorosa que vai ser para ele o campo de Dachau. De Scheveningen nada sabemos, a não ser que foi instaurado um novo processo. De Kleef sabemos pouco. O Diretor não é mau e o Capelão tem alguma influência sobre ele. Frei Tito pode guardar o Breviário, o terço, a caneta e algumas outras coisas. Viram-no, às vezes, rezando o Breviário ou escrevendo tranqüilamente. Aqui recebe ainda uma grande consolação. Há uma capela e nos domingos e nos deis dias de Pentecostes pode assistir à Missa e comungar. Depois de quatro meses de abstinência!

A alimentação é ainda mais deficiente do que no campo de Amersfoort: sopa de batata ou de couve para o almoço e algumas fatias de pão duro para o jantar. Duas vezes por semana um pouco de manteiga e aos domingos um pedaço de lingüiça. Camuflando a realidade, Frei Tito escreve: “Nunca estive com tanto apetite como atualmente”.

O abandono de tudo às mãos paternais de Deus não é um fatalismo inerte. Tito luta pela vida. Em Kleef dirige um requerimento às autoridades, expondo a nu a sua situação e pedindo o internamente num dos conventos da Ordem na Alemanha. Refere-se às suas cólicas estomacais, às insônias que ainda mais o enfraquecem. A memória começa à falhar assustadoramente. Durante dias esforçou-se para recordar o nome do filosofo francês Bérgson. Sintomas de alucinação se apresentam: freqüentemente parece ouvir o repicar de sinos. Jogando dama, o tabuleiro continua a atrapalhar-lhe a vista durante vários dias, dividindo tudo em quadrados. O menor esforço causa um cansaço mortal. O organismo intestinal está numa debilidade extrema, com todas as conseqüências humilhantes. O requerimento traz a data de 12 de junho de 1942.

O cálice porém, não passa. Frei Tito é deportado para o campo de Dachau logo no dia seguinte, ao que parece. Dachau... o inferno nazista, onde campeiam a mais crua bestialidade pagã e a espiritualidade da civilização cristã. Dachau... um produto da civilização nazista e comunista, onde os chefes nazistas e os algozes comunistas rivalizam no combate à cultura representada pelos sacerdotes. A apostasia da Europa atinge aqui o grau mais negro e mais baixo. Com as humilhações mais desumanas e vergonhosas, de requintes satânicos, os algozes atacam os sacerdotes e os pastores, querendo tirar-lhes as últimas reservas espirituais. Apenas conseguem torturar e arruinar os corpos, o espírito continua firme e inabalável em Deus.

Frei Tito chegou a Dachau no período mais brutal, que durou de abril até dezembro de 1942. Reinava uma disciplina de ferro, a arma dos impotentes. O dia começava às quatro horas. Até o apelo geral às 4,45 tinham tempo para arrumar a cama, etc., tomar café com um pedacinho de pão, se havia, e conversar um pouco. Tito entretinha-se então com o Irmão leigo Frei Rafael, Carmelita, preso desde o início da guerra e que depois da sua libertação descreveu a vida de Frei Tito em Dachau. Juntos iam diariamente a um barracão vizinho, onde estavam mais seis Carmelitas, estes da Polônia. Dois deles trabalhavam com Tito no mesmo comando de trabalho.

Logo depois do apito todo se dirigiam aos seus respectivos lugares de trabalho. Deviam marchar impecavelmente, cantando umas canções nazistas. Essa marcha de 20 minutos era um verdadeiro martírio para Tito, cujos pés apresentavam feridas de quatro a seis centímetros sempre abertas. Nos últimos dias os dois Carmelitas poloneses deviam arrastar a pobre vítima, que já não agüentava mais a marcha. Urna vez fora da vista dos guardas, deitavam-no no chão afim de que descansasse um pouco. E assim repetisse a marcha quatro vezes por dia. Voltavam do trabalho às onze horas, para o “almoço”: sopa de batata, de nabo ou de couve. Muitas vezes Tito tomava só a água e dava o resto a algum companheiro, dizendo: “Tome, Você está precisando mais do que eu!” Ao meio dia e quinze iniciava-se outra vez a via sacra para o trabalho. As sete horas estavam de volta no campo onde deviam reunir-se para o grande apelo. Alguns milhares de presos enfileiravam-se para essa cerimônia que por vezes era bastante demorada. Vários não resistiam e desmaiavam. Quando alguns impacientemente perguntavam: “afinal por que é que estamos esperando aqui?”, Tito respondia fleumaticamente: “bem, esperemos mais um pouco, temos tempo para isso”.

Freqüentemente havia depois desse apelo ainda um exercício especial para os sacerdotes que, por castigo, deviam marchar mais um pouco, cantando os hinos nazistas. Em seguida podiam tomar o jantar: -um pouco de pão molhado. Esse pão era uma questão de vida e de morte para os presos sempre famintos e exaustos em conseqüência dos pesados trabalhos de quase doze horas, além das marchas. Conscienciosamente o pão era dividido em quatro partes, que em seguida ainda eram rigorosamente conferidas. Qualquer falha era escrupulosamente corrigida. Às oito e meia o silêncio da noite descia sobre o campo e o asno fazia esquecer por algumas horas a miséria e a fome.

Algumas semanas deste regime bastaram para aniquilar a resistência de Frei Tito. Todos tinham compaixão dele menos os algozes, que de preferência o escolhiam para objeto das suas demonstrações de zelo e de força. Frei Tito foi muito maltratado, mais do que os outros.

Certa manhã foi dado o sinal para abandonar o barracão. Já fora, Frei Tito percebeu que se tinha esquecido dos óculos. Queria voltar, mas os companheiros o impediram. O guarda comunista, armado dum pau, postara-se à entrada, para apressar um pouco os atrasados ou acolher carinhosamente aqueles que tentassem retornar ao barracão. Depois de alguns minutos ele se retira para o seu quartinho ao lado da entrada. Tito aproveita o ensejo e já se encontra na sala antes que os outros o possam impedir. Rapidamente apanha os óculos e já se prepara para sair. Mas o guarda, percebendo alguma coisa, talvez algum ruído, vira-se e vê Tito. “O que há, Brandsma?”, pergunta ele, levantando-se e empunhando o pau. “Tinha-me esquecido dos óculos”, responde Tito, e ao mesmo tempo tenta passar, ligeiramente pela entrada. Um soco brutal na cabeça prostra-o por terra e pauladas impiedosas chovem sobre a pobre vítima. Saciado o seu sadismo o comunista volta para seu quartinho. Tito levanta-se, o sangue escorrendo do nariz e dos lábios e... sem os óculos, que haviam sido despedaçados logo com o primeiro soco. Calmo, sem perturbar-se por tão pouco, ele junta-se aos outros e passa a dar o ponto diário da meditação.

Depois do almoço os presos deviam limpar a sua panelinha e caneca de alumínio, que não podiam apresentar a mínima mancha. No entanto havia só cinco torneiras para uns quinhentos presos. Numa ocasião um dos brutos acha que a panelinha de Tito não está limpa. Num acesso de fúria arranca-lhe e com ela bate-lhe na cabeça e no rosto, correndo o sangue aos borbotões.

Repetidas vezes é prostrado no chão com socos e pauladas, ou jogado escadaria abaixo. Um dia a raiva de um dos guardas explode contra um grupo de presos, Tito torna-se a vítima; um soco o derruba, sendo em seguida maltratado de uma maneira horrorosa. Acontece então o incrível: a calma e a paciência do sofredor desarmam o algoz que, na presença de todos, balbucia uma desculpa.

Não obstante todos esses ataques contra a matéria mantinha-se firme o seu espírito. “Devemos dar graças a Deus”, costumava dizer “porque nos achou dignos de sofrer tudo isso; Ele há de sustentar-nos com o Seu auxílio”. Diariamente comunicava aos outros da plenitude de sua alma contemplativa, escolhendo um ponto de meditação da doutrina de Santa Teresa. Faziam essa meditação andando, pois os guardas não o podiam perceber. No seu zelo estendia o apostolado até ao chefe comunista do barracão, que era um católico renegado, mas não obteve resultado, pois quase sempre devia fugir apressadamente para não receber umas pauladas. Estava entre presos um sacerdote polonês, grande devoto de Nossa Senhora do Carmo e muito desejoso de ser recebido na Ordem Terceira. Já tinha começado o Noviciado quando fora transportado para Dachau. Receando não voltar vivo para a Polônia, a sua grande aspiração era fazer a Profissão nas mãos de Frei Tito. Depois de umas “conferências” e uma novena a Nossa Senhora do Carmo, o sacerdote fez a sua profissão, recebendo o nome de João da Cruz. Frei Tito impôs-lhe as mãos, enquanto o neo-professo prometia completar mais tarde as cerimônias e fazer confirmar oficialmente a Profissão. Tudo isso foi feito em plena rua, no meio dos transeuntes, pois qualquer manifestação religiosa era rigorosamente punida.

Havia uma capela no campo de Dachau para os sacerdotes alemães. Aos outros presos, porém, era severamente proibido sequer estacionar na sua proximidade. Quantas vezes, na escuridão de manhã cedo, visitando os confrades poloneses no outro barracão, Frei Tito e Frei Rafael contemplavam com profunda saudade o bruxulear das velas do altar. Sentiam sede e fome de Deus, daquele que é a vida das almas. Fizeram então uma combinação: Se “Irmão”, disse Tito, “apesar de Você não ser sacerdote” podendo, traga-nos Nosso Senhor. Ninguém vai suspeitar de Você”. Frei Rafael foi falar com um dos sacerdotes alemães e os dois combinaram encontrar-se na escuridão logo depois do apelo, num determinado lugar, onde o sacerdote lhe entregaria de vez em quando uma Hóstia consagrada. Assim Rafael recebia freqüentemente o Santíssimo, guardado num pedacinho de papel ordinário. Entregava a hóstia a Frei Tito, que a dividia em duas partes. Uma parte era distribuída aos diversos sacerdotes e religiosos, a outra era conservada. Durante o dia Frei Rafael era o escolhido para guardar Nosso Senhor. Na hora de deitar este devolvia o precioso Tesouro a Frei Tito, que O escondia atrás do couro de um estojo de óculos. Desta maneira Nosso Senhor quis estar presente entre os Seus servos tão duramente provados, participando da sua miséria e confortando- os com o próprio Corpo e Sangue. Não, Nosso Senhor não abandona os Seus.

Certa vez, no controle dos pés ao deitar, os de Frei Tito foram taxados de não estarem bastante limpos. Vindo descalço do lavatório para o barracão um pouco de poeira ficara presa em baixo dos pés ainda umedecidos. Mas um nazista ou comunista não é capaz de compreender tal coisa. A situação era perigosa, pois contra o regulamento que proibia aos presos levar alguma coisa para o barracão, Frei Tito trazia de baixo do braço a caixinha de óculos com o Divino Prisioneiro. Com uma fúria selvagem o cabo comunista lança-se sobre o indefeso “criminoso”, derrubando-o com uma paulada violenta e descarregando uma saraivada de socos e ponta-pés pelo corpo já tantas vezes espancado. Rolando pelo chão, rastejando, a pobre vítima tenta alcançar o barracão, o que finalmente consegue. Frei Rafael Tijhuis o toma nos braços e o leva para a cama. Quer consolá-lo, mas Frei, Tito olhando-o com um sorriso nos lábios, diz: “Irmão não foi nada pois eu sabia quem estava comigo”, e aponta o estojo, firmemente guardado debaixo do braço. “Vamos rezar um Adoro Te”. Depois de alguns momentos de adoração, Frei Tito dá a bênção com o Santíssimo escondido num humilde estojo. No dia seguinte, a uma pergunta de Frei Rafael, responde que não dormiu mais desde as duas horas, mas se sente feliz por ter podido fazer uma vigilância com Nosso Senhor.

Os maus tratos e o trabalho pesado na fazenda “Liebhof” (jardim de amor!) liquidaram a última resistência do corpo de Frei Tito, que enfraquecia dia a dia, mal podendo conservar-se em pé. Não queria saber de recolher-se ao hospital, pois receava os terríveis transportes para as câmaras de gás. Mas no barracão é que não podia continuar. A sua fraqueza provocava constantemente conflitos com o cabo comunista, que sempre terminavam em pauladas. Um dia Frei Rafael dirigiu-se ao posto de saúde para o tratamento de algumas feridas infeccionadas. Lá conseguiu falar com o chefe que não era mau. Tudo ficou acertado, Frei Tito devia apresentar-se no dia seguinte. O chefe ai arranjar um lugar para ele. Assim conseguiu finalmente ser internado. Mas já era tarde demais. Durante os oito dias que passou no hospital ainda recebeu algumas vezes a Santa Comunhão, graças à dedicação de um enfermeiro, excelente católico e antigo secretário particular do chanceler Bruening que, com risco da própria vida distribuía a Comunhão aos doentes. Um sacerdote que por vezes conseguia entrar no hospital garantiu que Frei T'to ainda, recebeu a Ex-trema Unção. Nos últimos três dias esteve continuamente desacordado. Chegara o fim da sua paixão. No dia 26 de julho, festa de Sant'Ana. Protetora da Ordem Carmelitana, Frei Tito entregou sua bela e heróica alma nas mãos de Deus.

Os pagãos queimaram seu corpo, mas sua alma já atingira o Fim da via mística: Deus.

Imagens do Retiro Provincial da Ordem Terceira do Carmo -Todos os Sodalícios da Província Carmelitana de Santo Elias- De 08-10 de novembro-2019 em São José dos Campos, São Paulo.

O Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- Direto de São José dos Campos/SP, fala sobre a Regra do Carmo e a Ressurreição a partir do Evangelho deste 32º Domingo do Tempo Comum. (Lc 20, 27-38).  Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 10 de novembro 2019.

Venerável Ordem Terceira do Carmo

Retiro Provincial, São José dos Campos, São Paulo.

De 08-10 de novembro-2019.

Tema: Viver a Fraternidade em Obséquio de Jesus Cristo.

Pregador: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Delegado Provincial

Objetivo específico

         O objetivo não é sair da rotina diária, mas sim entrar nela com mais empenho, garra e compromisso. É viver mais intensa e mais conscientemente aquilo que a espiritualidade carmelitana propõe como ideal de vida. Isto tem três aspectos:

Transfiguração.

O retiro deve tornar transparente (transfigurar) o dia-a-dia da nossa vida como carmelitas terceiros. A experiência do retiro deve purificar o olhar e revelar uma nova dimensão desta vida. Fazer olhar o presente com outros olhos. Na expressão do Beato Frei Tito Brandsma, mártir carmelita, “É olhar o mundo com Deus no fundo”.

         Um retiro não é um curso. Um retiro não tem como objetivo ensinar ou fazer saber algo. Mas sim fazer experimentar algo-rezar, parar, refletir. Sentir Deus e viver Deus a exemplo do Profeta Elias na gruta: “Vivo é o Senhor em cuja presença estou!” 1Reis 17,1 e “Eu me consumo de zelo pelo Senhor, o Deus dos Exércitos!”.

         Para que o retiro possa alcançar este objetivo é necessário que ele tenha uma dinâmica própria, tirada da Regra e da Tradição da Família Carmelitana. Trata-se de aprofundar a maneira carmelitana de viver o Evangelho, de “viver a fraternidade em obséquio de Jesus Cristo”.

         Há muitas maneiras de se percorrer este itinerário. Há muitas escolas de espiritualidade. No nosso retiro procura-se percorrer este itinerário segundo a maneira que é própria e característica da espiritualidade carmelitana. O esboço deste itinerário aparece na vida dos santos e santas do Carmelo, nos escritos dos autores espirituais carmelitanos e na tradição das práticas espirituais da nossa família. Aparece sobretudo na vida do profeta Elias, cujo testemunho e exemplo inspirou a espiritualidade carmelitana desde o seu começo.

         A Regra do Carmo recomenda, por bem oito vezes, de maneira explicita, que o carmelita ou a carmelita medite e ore a Palavra de Deus, em particular e em comum. Ela pede que a Palavra habite abundamente na boca e no coração, a ponto de produzir pensamentos santos e de envolver a pessoa em tudo que faz. Tudo deve ser feito na Palavra de Deus. Onde a Palavra de Deus é acolhida, ela produz como resposta a oração que orienta e sustenta no itinerário em direção a Deus.

         Quando uma pessoa decide responder ao apelo da Palavra de Deus, ela inicia uma longa caminhada sem retorno. Na mesma medida em que ela vai em busca de Deus, este mesmo Deus já se faz presente na vida dela. O efeito da chegada de Deus é a escuridão. A pessoa faz a experiência do deserto, do esvaziar-se. É o caminho da Subida do Monte Carmelo e da Noite Escura. A luz escura da contemplação! Aquilo que empurra e sustenta a pessoa neste itinerário para Deus é a oração.

         Por tudo isso, o retiro terá que ser antes de tudo e em primeiro lugar uma experiência concreta de oração; uma oficina onde se aprende a rezar, onde a pessoa se apropria de um método de oração, o método carmelitano. O método de oração próprio do Carmelo é simples e atrevido: tende diretamente à intimidade com Deus.

Quando no Carmelo se fala em perfeição, entende-se a união da alma com Deus e esta jamais é proposta com limites nem medida alguma. Para alcançar o estado de união com Deus é preciso caminhar na presença de Deus. O retiro terá que ser um tempo em que se dê uma atenção quase exclusiva à prática da oração de tal modo que leve a pessoa a viver continuamente na presença de Deus. Numa palavra, o retiro deve ser uma escola da leitura orante, da oração aspirativa e da oração comunitária.

         Os autores espirituais do Carmelo procuram definir este itinerário espiritual marcado pela oração e esclarecem suas etapas, para que os que nele se iniciam não se percam e saibam situar-se. Procuram ainda definir como a pessoa cresce na ora­ção e como a oração vai se modificando e se aprofundando na mesma medida em que a pessoa vai se adentrando neste caminho em direção a Deus. É destes autores espirituais que vamos tirar os elementos para definir as etapas e a dinâmica do retiro.

         Para que o retiro carmelitano tenha este caráter e alcance o objetivo proposto, é necessário que se crie um ambiente. Para que um rio alcance o mar, é necessário cavar um leito. O leito por onde corre o retiro não consiste em primeiro lugar em dar muitas conferências e longas meditações sobre o caminho espiritual, mas sim em colocar as pessoas no caminho, pedir que nele andem e dar algumas breves orientações de como andar nele. Elas mesmas vão ter que percorrer e experimentar as etapas do itinerário espirituais em direção a Deus.

         A caminhada em direção a Deus é muito exigente. Nem todos que começam chegam ao fim. Caminho cheio de riscos, crises e dificuldades! Por isso, os autores espirituais carmelitanos procuram orientar-nos, para que possamos passar pelas curvas perigosas da estrada e chegar sãos e salvos no porto do destino que é Deus, ele mesmo. Eles descrevem as várias etapas deste itinerário e os sintomas que as acompanham.

         São Joao da Cruz descreve este itinerário com imagens e símbolos. A primeira fase é a Subida do Monte Carmelo. A pessoa decide iniciar a caminhada em direção a Deus, deixando para trás o que não combina com este ideal. É a fase da meditação discursiva. A segunda fase é a purificação e a progres­siva iluminação, descrita tanto na Subida do Monte Carmelo como na Noite Escura. É a fase da contemplação. A terceira fase é a chegada no alto do Monte, na união com Deus, descrita na Chama de Amor Viva. Pelos seus conselhos, João da Cruz ajuda a pessoa a se situar no caminho, e a orienta na apreciação exata dos fenômenos que ela sente e descobre em si ao longo do caminho.

         No retiro carmelitano, vamos usar como pano de fundo a vida comunitária. A Leitura Orante da Bíblia deve ser a espinha dorsal do retiro. Deve haver uma orientação bem concreta em dois sentidos: no método de como fazer e nos textos bíblicos a serem usados. O assunto dos textos deve estar em consonância com os assuntos da caminhada a ser percorrida durante o nosso retiro provincial à luz das nossas experiências comunitárias nos diversos sodalícios.

 

Escola de silêncio

         O retiro deve ser também uma escola de silêncio. A Regra fala do silêncio como um dos meios para realizar o ideal do Carmelo. A prática do silêncio como exercício que ajuda a recolher a mente, a ter a atenção voltada para Deus, a ter uma atitude de escuta, a ter um olhar benevolente de contemplação.

*Frei Romualdo, O. Carm e Frei Carlos Mesters, Carm.  Adaptação para a Ordem Terceira do Carmo, Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. 

 

O silêncio no Carmelo

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

 

A simplicidade falou, o amor foi escutar, era a brisa do Carmelo, com o Profeta a contemplar.

1- Zelo zelatus sum, pro Domino Deo exercituum/ Eu me consumo de zelo, dia e de noite, pelo Senhor (bia)

2- No barulho da grande cidade, na agitação do metrô/ Quem caminha sem o silêncio, jamais encontra, o meu Senhor. (bis)

3-Tem gente que grita aqui, fala alto em todo lugar/ Esse não é o carmelita, aqui o silêncio veio habitar. (bis)

4-Deus não está surdo, não adianta jamais gritar/ Ele ouve a nossa prece, atende o clamor, do pobre a chorar. (bis)

5-No rádio e na tv, no jornal ou no celular/São palavras e mais palavras, e o vazio, sempre a reinar. (bis)

6- Com Teresa e Teresinha, eu quero silenciar/ Com Madalena de Pazzi, buscando essa paz, eu vou me encontrar. (bis)

Venerável Ordem Terceira do Carmo

Retiro Provincial, São José dos Campos, São Paulo.

De 08-10 de novembro-2019.

Tema: Viver a Fraternidade em Obséquio de Jesus Cristo.

 

Celebração Penitencial

 

Canto

Pecador, agora é tempo de pesar e de temor:
serve a Deus despreza o mundo, já não sejas pecador! (2X)

Neste tempo sacrossanto o pecado faz horror:
contemplando a cruz de Cristo, já não sejas pecador! (2X)

Vais pecando, vais pecando, vais de horror em mais horror:
Filho, acorda dessa morte, já não sejas pecador! (2X)

Passam meses, passam anos, sem que busques teu Senhor:
Como um dia para o outro, assim morre o pecador! (2X)

Pecador arrependido, pobrezinho pecador,
Vem, abraça-te contrito com teu Pai, teu Criador! (2X)

Compaixão, misericórdia vos pedimos, Redentor:
Pela Virgem, Mãe das dores, perdoai-nos, Deus de amor! (2X)

 

Leitura Bíblia (Lc 7, 36-50)

 

Meditação- Papa Francisco

“O Evangelho que ouvimos abre-nos um caminho de esperança e de conforto. É bom sentir sobre nós o mesmo olhar compassivo de Jesus, assim como o sentiu a mulher pecadora na casa do fariseu. Neste trecho repetem-se com frequência duas palavras: amor e juízo. Há o amor da mulher pecadora que se humilha diante do Senhor; mas ainda antes há o amor misericordioso de Jesus por ela, que a estimula a aproximar-se. O seu choro de arrependimento e de alegria lava os pés do Mestre, e os seus cabelos enxugam-nos com gratidão; os beijos são expressão do seu afecto puro; e o perfuma que deitou com abundância confirma quanto Ele é precioso aos seus olhos. Cada gesto desta mulher fala de amor e exprime o seu desejo de ter uma certeza inabalável na sua vida: ser perdoada. Esta certeza é uma boa certeza! E Jesus dá-lhe esta certeza: acolhendo-a demonstra-lhe o amor de Deus por ela, precisamente por ela, uma pecadora pública! O amor e o perdão são simultâneos: Deus perdoa-lhe muito, perdoa-lhe tudo, porque «amou muito» (Lc 7, 47); e ela adora Jesus porque sente que n’Ele há misericórdia e não condenação. Sente que Jesus a compreende com amor, a ela, que é uma pecadora. Graças a Jesus, Deus esquece os seus muitos pecados, não os recorda mais porque também isto é verdade: quando Deus perdoa, esquece. É grande o perdão de Deus! Agora para ela começa uma nova fase; renasceu no amor e numa vida nova”.

*HOMILIA DO PAPA FRANCISCO- Basílica Vaticana-Sexta-feira, 13 de Março de 2015

 

Salmo 50

 

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!

Lavai-me todo inteiro do pecado, *
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniquidade, *
o meu pecado está sempre à minha frente.
 Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, *
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Mostrais assim quanto sois justo na sentença, *
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade *
e pecador já minha mãe me concebeu.

Mas vós amais os corações que são sinceros, *
na intimidade me ensinais sabedoria.
Aspergi-me e serei puro do pecado, *
e mais branco do que a neve ficarei.

Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, *
e exultarão estes meus ossos que esmagastes.
Desviai o vosso olhar dos meus pecados *
e apagai todas as minhas transgressões!

Criai em mim um coração que seja puro, *
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, *
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Dai-me de novo a alegria de ser salvo *
e confirmai-me com espírito generoso!
Ensinarei vosso caminho aos pecadores, *
e para vós se voltarão os transviados.

Da morte como pena, libertai-me, *
e minha língua exaltará vossa justiça!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, *
e minha boca anunciará vosso louvor!

Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, *
e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
Meu sacrifício é minha alma penitente, *
não desprezeis um coração arrependido!

Sede benigno com Sião, por vossa graça, *
reconstruí Jerusalém e os seus muros!
E aceitareis o verdadeiro sacrifício, *
os holocaustos e oblações em vosso altar!

 

Demos Glória a Deus Onipotente, e a seu filho

Jesus Cristo Senhor Nosso, demos Glória a Deus

Pai Onipotente, pelos séculos dos séculos. Amem.

*Meditação

“O salmo 50 é o salmo penitencial por excelência. Seu título recorda o pecado do rei Davi e seu conteúdo é o desafogo de um coração angustiado pela culpa e pelas consequências do pecado. Ele nos recorda a triste situação do homem pecador, a compulsão de seu arrependimento e a sua confiança inabalável em Deus misericordioso:“Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor purificai-me!” (v.3)

Quantas vezes nós também, sob a luz de Deus, nos confrontamos com a verdade sobre nós mesmos? Somos capazes de portar um coração mesquinho, incapaz de acolher a Deus ou ao irmão, violento nos julgamentos, impaciente com o próximo, cego, distraído e relaxado em relação à Boa Nova do Evangelho. Deus conhece esta nossa miséria e nos pede somente a sinceridade e a coragem de confessarmos nossos pecados: “Mas vós amais os corações que são sinceros” (v. 8) “Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!”

*Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo.

 

PRESIDENTE: CONFESSEMOS OS NOSSOS PECADOS!

TODOS: CONFESSO A DEUS TODO PODEROSO
E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS,
QUE PEQUEI MUITAS VEZES
POR PENSAMENTOS E PALAVRAS
ATOS E OMISSÕES,
POR MINHA CULPA, MINHA TÃO GRANDE CULPA
E PEÇO A VIRGEM MARIA, AOS ANJOS E SANTOS
E A VÓS, IRMÃOS E IRMÃS,
QUE ROGUEIS POR MIM A DEUS, NOSSO SENHOR.

 

Momento Comunitário Penitencial

(Lavar as mãos em gesto de purificação dos pecados)

 

Canto final

Obrigado, Senhor

 

Obrigado, Senhor, porque és meu amigo
Porque sempre comigo Tu estás a falar
No perfume das flores, na harmonia das cores
E no mar que murmura o Teu nome a rezar

 

Escondido Tu estás no verde das florestas
Nas aves em festa, no Sol a brilhar
Na sombra que abriga, na brisa amiga
Na fonte que corre ligeiro a cantar

 

Te agradeço ainda, porque na alegria
Ou na dor de cada dia, posso Te encontrar
Quando a dor me consome, murmuro o Teu nome
E mesmo sofrendo, eu posso cantar.

 

Final

Benção final.