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"Neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação", afirmou o Papa Francisco, na manhã de hoje, 21 de outubro, no Vaticano, ao receber em audiência a Comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O Papa chamou a atenção para a 'doença' do 'academicismo' e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal e alertou para que os padres não se deixem "levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo". "Por favor, pediu Francisco, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!"
Eis o texto.
Queridos irmãos e irmãs,
Recebo-lhes hoje, por ocasião dos trezentos anos do achado da veneranda Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Agradeço o Cardeal Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB, pelas palavras amáveis que me dirigiu, em nome de toda a Comunidade presbiteral do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, juntamente com as religiosas e funcionários que colaboram para fazer dessa casa “um pedacinho do Brasil em Roma”.
Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desequilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humana e a dimensão pastoral. Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões.
É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica.
E, pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos. Isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o padre estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que te foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!
Mas como então manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é a fraternidade sacerdotal. Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).
Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio: «carregai – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; assim cumprireis a Lei de Cristo» (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica. Ajudar àqueles que sofrem mais com as saudades. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).
Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa de ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso como no social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.
Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda da Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.
Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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LETRA: ROSA DESFOLHADA (Missa de Santa Teresinha-Ofertório)
Qual rosa desfolhada, eu entrego a Ti, Senhor, a minha vida inteira, em hóstia de louvor.
1-Os sonhos, a juventude, coloco em tem altar, não tenho mais desejo, se não a ti amar!
2- Consome a minha vida, no fogo do teu amor, ao bem de tua Igreja, desfolhe-se esta flor!
3-Salvare-te, Jesus as almas, te peço com todo ardor, da tua misericórdia, ser vítima de amor!
4- Amado, meu grande anseio, somente de amor viver, completa com esta glória: Amar-te até morrer!
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Dos 30 novos santos brasileiros canonizados há uma semana, só 18 foram identificados pelo nome. Os outros 12 eram parentes ou amigos deles que, segundo relatos da época, também foram mortos nos massacres de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, em 1645, durante as invasões holandesas. Descobrir quem eram as vítimas da matança foi um dos desafios do padre potiguar Francisco de Assis Pereira, que foi o postulador da causa dos santos e morreu em 2011, antes de vê-los serem elevados aos altares.
Durante dez anos, Pereira se debruçou sobre registros, anotações e documentos históricos que serviram de base para a abertura do processo de canonização no Vaticano. O resultado do estudo foi publicado no livro “Protomártires do Brasil”, de 157 páginas, que traz diversas curiosidades.
No grupo dos 30 novos santos, apenas 27 são realmente brasileiros. Há um português, um francês e um espanhol. Eram 16 adultos, dez jovens e quatro crianças — a mais nova, uma bebê de 2 meses, morta com uma irmã e o pai.
Famílias inteiras foram executadas. Os assassinatos foram cometidos com requintes de crueldade. Algumas vítimas tiveram línguas, olhos e até o coração arrancados.
— Naquela época, os protestantes estavam em guerra com os católicos na Europa, e a disputa chegou ao Nordeste do Brasil. Por isso, era propício para os protestantes matarem católicos aqui, principalmente sacerdotes. Mas não bastava matar. Era preciso fazer atrocidades para eles sentirem o peso de não terem assumido a fé protestante — explica o padre Julio Cesar Souza Cavalcanti, responsável por encaminhar a canonização dos mártires na Arquidiocese de Natal.
Os assassinatos em massa foram coordenados por Jacob Rabbi, um alemão a serviço da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas. Com uma tropa de índios Tapuias, ele coordenou a matança. Segundo relatos, os algozes ofereceram aos católicos a opção de conversão ao calvinismo, mas eles escolheram o martírio.
Embora só 30 pessoas tenham sido identificadas, o número total de mortos nos dois massacres pode ultrapassar 300 pessoas, incluindo mulheres, crianças e escravos.
Dispensa de milagres
O processo de canonização exige, normalmente, dois milagres comprovados. No caso dos mártires brasileiros, no entanto, o Papa Francisco decidiu abreviar esse caminho, por meio de um decreto conhecido como canonização equipolente. Por esse instrumento, não é necessária a comprovação de milagres, desde que três requisitos sejam cumpridos: a prova da antiguidade e constância do culto aos candidatos a santo, o atestado histórico de sua fé católica e de suas virtudes e a fama de milagres intermediados pelo candidato.
Se fosse necessária a comprovação de milagres, não faltariam histórias para serem checadas. A professora aposentada Sônia Nogueira, de 60 anos, pediu por intermédio dos mártires a cura do marido, José Robério, de 68, que começou a enfrentar as consequências de um câncer no cérebro. A doença raramente possibilita sobrevida de mais de três anos após o diagnóstico. Já se vão 15 anos e 5 meses desde que eles souberam do tumor. “Foi um milagre. A medicina foi só um complemento”, diz Sônia.
Critérios do martírio
Para uma morte ser considerada martírio, são necessárias três condições: morte violenta, “in odium fidei” (por ódio à fé) e livremente aceita. A definição de martírio se encontra em um documento assinado pelo cardeal Próspero Lambertini, que depois se tornou o Papa Bento 14.
Dois homens que morreram nos massacres foram excluídos da lista de mártires por terem contrariado um dos critérios do martírio: não aceitaram a morte livremente. Antônio Fernandes e Manuel Alures Ilha, já feridos pelos índios, puxaram facas e atacaram os algozes, matando três deles e deixando quatro ou cinco feridos.
Protomártires
Protomártir é um termo usado para designar o primeiro mártir de uma região. No Brasil, como foram 30 de uma só vez, eles são chamados protomártires. Apesar de serem os primeiros mártires genuinamente brasileiros, não são os primeiros martirizados em solo tupiniquim. Quase um século antes, 40 jesuítas (32 portugueses e 8 espanhóis) estavam a caminho do Brasil, quando foram mortos. Ficaram conhecidos como os 40 Mártires do Brasil ou Mártires do Tazacorte. Fonte: https://extra.globo.com
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Não basta ser Missionário, é necessário e urgente ser Profeta. Foto: Dom Hélder e Dom Luciano, Missionários do povo e Profetas dos Pobres. (OBS: Os dois estão em processo de beatificação) Fonte: Ediclecio Almeida, Arapiraca-AL.
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Na TV, padre Roger Luís discursou sobre como as crianças estão expostas à programação da TV, além de estarem sujeitas à ideologia de gênero
O padre Roger Luís, um dos mais influentes na rede Canção Nova, repreendeu os fiéis ao falar sobre telenovelas, dizendo que as atrações contêm pornografia e que “impõem ideologia de gênero à sociedade brasileira”. O vídeo foi publicado pela página oficial da emissora católica nesta sexta-feira (20), tinha mais de 70 mil visualizações em menos de 6 horas.
Luís ainda pede, no vídeo, que as pessoas deixem de acompanhar a “porcariada” exibida pelas redes globais de televisão”. Ele ressalta que já havia alertado os fiéis sobre os programas, mas que muitos nem deram ouvidos.
“Precisamos de um posicionamento mais radical. Vai ler um bom livro. Vai ser melhor para você do que ficar bebendo e comendo esse conteúdo estragado”, discursou o padre. Depois de falar sobre o surgimento de Jesus em sua vida, e que há 20 anos nenhuma novela é transmitida dentro de sua casa.
“Gente, se o nosso país é 90% formado por cristãos (católicos e evangélicos), [como] estamos permitindo que as nossas crianças [estão sujeitas] à pornografia e à ideologia de gênero?”, disse o padre. Fonte: www.metropoles.com
DOMINGO DAS MISSÕES: MENSAGEM DE SUA SANTIDADE, O PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2017
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A missão no coração da fé cristã
Queridos irmãos e irmãs!
O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De fato a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?
A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida
1- A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua verdade e recebemos a sua vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.
2- Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (Ireneu, Adversus haereses IV, 20, 7). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).
A missão e o kairós de Cristo
3- Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, aquela representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276).
4- Lembremo-nos sempre de que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI, Carta. enc. Deus caritas est, 1). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente se oferece e, a quem a acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2).
5- O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protege um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, no norte do Uganda – então ensanguentado pelas atrocidades dum grupo de rebeldes –, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mc 15, 34), expressando o grito desesperado dos irmãos e irmãs do Senhor crucificado. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.
A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos
- A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20). A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, pendente entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.
- A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).
Os jovens, esperança da missão
8- Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. «São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!» (Ibid., 106). A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.
O serviço das Obras Missionárias Pontifícias
9- As Obras Missionárias Pontifícias são um instrumento precioso para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, fazendo-se ao largo a fim de anunciar o Evangelho a todos. Através duma espiritualidade missionária profunda vivida dia-a-dia e dum esforço constante de formação e animação missionária, envolvem-se adolescentes, jovens, adultos, famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos para que, em cada um, cresça um coração missionário. Promovido pela Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização.
Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização
- Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.
Vaticano, 4 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2017.
FRANCISCO
Fonte: http://w2.vatican.va
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(Resumo da Mensagem do Papa Francisco para a ocasião)
- A Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria.
-A missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime.
- Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir;
-«A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição.
-O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente se oferece e, a quem a acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição.
- O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor,
-A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos
- A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20).
-Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).
-Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. «São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!»
- O Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização. Fonte: Fonte: http://w2.vatican.va
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BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE! Daqui a pouco, às 18h, estarei celebrando a Santa Missa nesta igreja (Foto), na Lapa, Rio de Janeiro. Acompanhe AO VIVO no face e no site: www.olharjornalistico.com.br
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O Papa Francisco defendeu neste sábado (21) a necessidade da união do clero no Brasil diante da “escandalosa corrupção” ocorrida no país durante um encontro com a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma.
Neste momento difícil de sua história nacional, quando tantas pessoas parecem ter perdido a esperança em um futuro melhor pelos enormes problemas sociais e por uma escandalosa corrupção, o Brasil precisa que suas curas sejam sinais de esperança”, disse o papa.
Para Francisco, os brasileiros precisam ver um “clero unido, fraterno e solidário”. “Os sacerdotes precisam enfrentar lado a lado os obstáculos, sem cair nas tentações do protagonismo ou de fazer carreira”, afirmou o pontífice.
“Tenho certeza de que o Brasil superará sua crise e confio que vocês atuarão nisso como protagonistas”, disse o pontífice aos estudantes e membros do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, recebidos por ele por causa do 300º aniversário da descoberta da imagem de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do país.
No discurso, no entanto, Francisco alertou aos estudantes que essa “nova condição” pode representar um “desequilíbrio” entre os quatro pilares que sustentam a vida de um sacerdote: a dimensão espiritual, a acadêmica, a humana e a pastoral.
E lembrou a dimensão acadêmica de sua vocação não deve resultar em um descuido das outras três, porque isso abriria as portas de algumas “doenças” para os estudantes.
Entre elas, Francisco destacou o “academicismo” e a “tentação de fazer dos estudos simplesmente um meio de afirmação pessoal que acaba sufocando a fé”.
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Todas as arqui/dioceses, paróquias e comunidades do mundo inteiro estarão mobilizadas neste sábado (21) e domingo (22) ocasião do dia Mundial das Missões, em prol da coleta da Campanha Missionária 2017. A data instituída pelo papa Pio XI em 1926, ocorre sempre penúltimo final de semana de outubro.
Outubro é o Mês das Missões, um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta.
Todos os recursos arrecadados são destinados a direção nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) que as repassam ao Fundo Universal de Solidariedade para serem utilizados para a animação e cooperação missionária em todo o mundo, pois é uma coleta universal.
Este ano, a Campanha Missionária tem como tema: “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema “Juntos na missão permanente”. A inspiração vem do papa Francisco na Evangelii Gaudium quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes.
Para o bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias, a coleta é uma forma de contribuir com o trabalho missionário e ajudar aqueles que menos tem.
“É importante incentivar a coleta para que esta a missão em várias partes do mundo possa ter sustento, possa ser sustentável com essas ajudas que vem de fora. Mas, também com a oração, com a sensibilidade, com a reflexão, com nossos olhos voltados para essas realidades com o nosso coração que sente. Precisamos ajudar para que cada pessoa, cristão, católico possa, de forma bem especial, colaborar e se sentir unido ao trabalho missionário no Brasil e fora dele”, destaca o bispo.
A Campanha Missionária, na qual colaboram a CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina) é organizada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) que preparou um amplo material de divulgação e estudos. Fonte: http://cnbb.net.br
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Por Evaldo Gonçalves
Enquanto as canonizações de Padre Ibiapina, de Dom Helder Câmara e de Frei Damião não são efetivadas pelo Vaticano, notícias de Roma dão conta de que 30 novos Santos brasileiros serão proclamados, e poderão, a partir de então, serem festejados como tais nos altares das Igrejas Católicas do Brasil.
A Igreja Católica entendeu de reconhecer o sacrifício de 30 mártires católicos brasileiros, impiedosamente mortes por invasores e índios tapuas, episódio que passou para a História como o Massacre de Cunhau e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, quando da dominação holandesa.
Tais martírios ocorreram em 1645 e suas vítimas, hoje santificadas pelo Papa Francisco, foram trucidados, perdendo seus órgãos vitais, atos perpetrados por fanáticos calvinistas, enquanto proclamavam sua fé nos Dogmas da Igreja Católica.
Passaram-se mais de quatrocentos anos, tempo em que os processos de Canonização cumpriram os ritos impostos pelas normas do Vaticano, sem cuja efetivação os novos Santos não poderiam ser objeto de pedidos de interferências e missões salvadoras pelos católicos do Brasil.
Não obstante tanto tempo, devemos nos alegrar com a Boa Nova, pois, certamente, durante todo esse longo tempo, não obstante toda a nossa Fé nos cânones da Igreja Católica não foi possível evitar todo esse quadro de decepções e atentados éticos contra o Brasil e os brasileiros, sobretudo, em sua Vida Pública e Administrativa, diante dos assaltos às nossas riquezas e desvios do Patrimônio Cívico.
A partir de agora, teremos mais Porta-Vozes nas Alturas para orar por nós e, certamente, nos inspirar a escolher melhor nossos Homens Públicos, que serão responsáveis pela Administração dos superiores interesses da Nação. Não é sem razão que nossa Fé nos diz que Deus é brasileiro, e nada afetará nosso sentimento de Esperança num Futuro melhor para as novas gerações brasileiras. Não adianta desesperar! Confiemos nos nossos novos Santos! Fonte: https://paraibaonline.com.br
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"Em uma espécie de self service, fazem seu própro prato religioso, de acordo com o gosto e a necessidade. Semelhante credo, estritamente pessoal e personalizado, tende a interiorizar-se, constituindo não raro um roby a mais na vida privada" escreve Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs, assessor das Pastorais Sociais.
Eis o artigo.
Historicamente, no universo rural brasileiro, a Igreja Católica com seu templo e sua torre em destaque, no centro e no alto de povoados e pequenas cidades, representava um ponto de referência de natureza cultural e religiosa, bem como lugar de “gastar” o tempo ocioso. Além da missa e de outras funções religiosas, era em suas dependências que se realizavam as principais festas, os bailes familiares, os leilões, a apresentação dos novos filmes, os encontros, várias formas de lazer e esporte... Não poucos namoros e matrimônios começavam em suas imediações. Do nascimento à morte, a existência de cada pessoa ou família tinha o cordão umbilical ligado à matriz ou capela à qual pertencia como “fiel”.
As coisas mudam radicalmente no universo urbano. Aqui múltiplas instituições passam a oferecer o mesmo produto. Teatros, cinemas, discotecas, bares e restaurantes, clubes, shopping centers, outras Igrejas ou associações religiosas, salões de beleza – entre tantas opções diversas e diferentes – aparecem como alternativas culturais, religiosas e de lazer. Multiplicam-se às centenas os pontos de encontro ou de referência. A cidade grande ou metrópole é policêntrica não só do ponto de vista institucional, financeiro e comercial, mas também do ponto de vista cultural e religioso. Se nos fosse permito jogar com as palavras, poderíamos dizer que uma série de “botecos” diversificados “vendem” variações desses bens de caráter cultural, religioso ou de lazer. Os gostos e sabores se diversificam, ao mesmo tempo que dão origem a novos centros de troca e de encontro.
Limitando-nos ao pluralismo religioso do meio urbano, três observações emergem com certa relevância. A primeira é que muitas pessoas que nasceram em uma determinada Igreja passam a transitar livremente entre as demais, incluindo o espiritismo e as religiões de raiz africana. Trânsito tanto mais fácil devido aos meios de transporte e de comunicação. A religião, normalmente herança de família no mundo rural, torna-se na cidade uma opção pessoal. O que leva a unidade familiar, cada vez mais, a abrigar debaixo do mesmo teto membros de diferentes credos. A Igreja Católica perde a hegemonia que tinha no campo, passando a dividi-la com as demais formações religiosas.
A segunda observação tem a ver com os limites geográficos da capela, paróquia ou diocese. Nas enormes manchas urbanas de hoje, centros ou periferias, tais limites perdem a razão de ser. O carro, o ônibus, o trem, o metrô ou o telefone permitem que as pessoas se agrupem não tanto de acordo com a pertença a esta ou àquela unidade territorial, mas em função de interesses pessoais ou grupais. Interesses não necessariamente materiais, mas sobretudo de ordem religiosa, emocional, psíquica, profissional, e assim por diante. A mobilidade permite maior margem de escolha e flexibilidade. A instituição perde terreno para os chamados movimentos com base religiosa, sejam estes de natureza social, carismática ou devocional.
Por fim, a terceira observação nos conduz a um novo tipo de credo vivencial que podemos chamar de religião self service. Em que consiste? O trânsito frequente entre as diferentes opções religiosas, por um lado, e a prática de uma locomoção fácil, por outro, leva as pessoas a observarem o que se passa no interior de cada Igreja. Certas pessoas, após percorrer algumas delas, acaba decidindo-se por uma em particular. Boa parte, porém, em sua peregrinação pelas várias “religiões”, vão extraindo de uma e de outra aquilo que lhes interessa, ou aquilo de que mais necessitam em determinado momento. Com isso, em uma espécie de self service, fazem seu próprio prato religioso, de acordo com o gosto e a necessidade. Semelhante credo, estritamente pessoal e personalizado, tende a interiorizar-se, constituindo não raro um hobby a mais na vida privada. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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(18/10/2017) Na audiência geral desta quarta-feira na Praça de São Pedro, o Papa Francisco estabeleceu uma relação entre a esperança cristã e a realidade da morte que - disse – a civilização moderna tende cada vez mais a cancelar. Assim, nos encontramos impreparados, sem um ”alfabeto” adequado para dizer palavras com sentido em volta do mistério da morte. No entanto, os primeiros sinais de civilização humana passaram precisamente por este enigma.
“Poderíamos dizer que o homem nasceu com os culto dos mortos. “
Diversas civilizações olharam com coragem para esta realidade ineludível que obrigava o homem a viver por algo de absoluto – afirmou Francisco citando o salmo 90 que diz “Ensina-nos a contar os dias e a termos um coração sábio”. Palavras – continuou o Papa – que nos chama a um são realismo, pondo de lado o delírio da omnipotência. O que somos nós? – perguntou Francisco, que respondeu com as palavras do salmo 88: “quase nada”, a vida passa como um sopro, e a morte põe a nu a nossa vida e nos mostra que os nossos atos de orgulho, de ira, de ódio não eram senão vaidade, pura vaidade. E nos damos conta, com amargura, de não ter amado suficientemente, de não ter procurado o que era essencial. Por outro lado, vemos o que de realmente bom semeamos: os afetos pelos quais nos sacrificamos e que agora nos asseguram a mão. E Bergoglio continuou:
“Jesus iluminou o mistério da nossa morte. Com o seu comportamento nos autoriza a nos sentirmos tristes quando um ente querido morre. Ele se sentiu profundamente perturbado perante o túmulo do amigo Lázaro e desatou a chorar. Nesta atitude, sentimos Jesus muito próximo, nosso irmão. Ele chorou pelo seu amigo Lázaro” .
E Jesus rezou ao Pai, fonte de vida e ordenou que Lázaro saísse do túmulo. A esperança cristã – explicou o Papa – apoia-se nesta atitude que Jesus assumiu perante a morte humana. Embora a morte esteja presente na criação é, contudo, como que uma ferida que deturpa o projeto do amor de Deus, e o Salvador quer curar essa ferida.
O Papa falou ainda doutros episódios bíblicos em que, perante a doença e a morte, as pessoas se dirigem a Jesus para que ponha remédio a isso. E Ele sugere que não se tenha medo, mas sim a manter viva a chama da fé. E diz “Eu sou a ressurreição e a vida, quem acredita em mim, mesmo que morra viverá; quem vive e acredita em mim, não morrerá em eterno”. Acreditas nisso?– interpelou o Papa, frisando que toda a nossa existência se joga nisto, entre o lado da fé e precipício do medo. E lançou mais uma pergunta:
“Nós aqui nesta Praça, acreditamos nisto?”
A este pergunta Francisco respondeu que perante a morte somos todos pequenos e indefesos, mas - disse - será uma graça se naquele momento tivermos no coração a chama da fé. E tal Jesus como fez com a filha de Jairo a quem disse “Talita Kum” (menina, levanta-te), também dirá a cada um de nós: “levanta-te, ressurge!”
E Francisco lançou um convite aos participantes na audiência:
“Eu vos convido, agora, a fechar os olhos e a pensar naquele momento: da nossa morte. Cada um de nós pense na própria morte, e imagine aquele momento que virá, quando Jesus nos tomará a mão e nos dirá: “vem, vem comigo, levanta-te”. Ali acabará a esperança e será a realidade, a realidade da vida. Pensai bem: o próprio Jesus virá a cada um de nós e nos tomará as mãos, com a sua ternura, a sua doçura, o seu amor. E cada um repita no seu coração as palavras de Jesus: “levanta-te, vem. Levanta-te, vem. Levanta-te, ressurge!”.
Esta é a nossa esperança perante a morte. Para quem acredita é uma porta que se abre de par em par. Para quem dúvida é um raio de luz que passa por um buraquito que não se fechou completamente. Mas para todos será uma graça, quando essa luz, do encontro com Jesus, nos iluminar – concluiu o Papa.
No final da sua reflexão bíblica, o Papa lançou este apelo relativo à Somália: Ouçamos:
“Desejo exprimir a minha dor pelo massacre acontecido há alguns dias atrás em Mogadiscio, na Somália, que causou mais de trezentos mortos, entre os quais algumas crianças. Este ato terrorista merece a mais firme deploração, também porque se perpetua sobre uma população já muito provada. Rezo pelos defuntos e pelos feridos, para os seus familiares e por todo o povo da Somália. Imploro a conversão dos violentos e encorajo quantos, com enormes dificuldades, trabalham pela paz naquela terra martirizada .”
A catequese do Papa foi resumida em diversas línguas para os grupos presentes a quem saudou. Eis a tradução da sua saudação aos peregrinos de língua portuguesa:
“Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, com destaque para os diversos grupos vindos do Brasil, em particular os fiéis da arquidiocese de Natal com o seu Pastor e os da arquidiocese de Londrina, convidando todos a permanecer fiéis a Cristo Jesus, como os Protomártires do Brasil. O Espírito Santo vos ilumine para poderdes levar a Bênção de Deus a todos os homens. A Virgem Mãe vele sobre o vosso caminho e vos proteja”. Fonte: http://pt.radiovaticana.va
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Luis Miguel Modino é um padre espanhol que deixou seu país para o desafio de ser missionário no Brasil no século 21. Hoje é pároco na diocese de São Gabriel da Cachoeira, uma das maiores do Brasil, com 293 mil quilômetros quadrados. É o coração da Amazônia, no Estado do Amazonas. Na diocese mais de 90% são indígenas; são 23 povos indígenas e 18 línguas, sendo o município de São Gabriel da Cachoeira o único a ter quatro línguas reconhecidas como oficiais. A entrevista é de Mauro Lopes, publicada por Caminho pra Casa, 16-10-2017.
Ele é voz mais que autorizada a falar sobre o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia, que reunirá em 2019 bispos de todo o mundo, com especialistas e assessores e, espera-se, representantes dos povos indígenas da região. “Não imagino um Sínodosem a presença dos povos indígenas. O Papa Francisco nunca ia deixar isso acontecer. Ele tem cheiro de ovelha e suas ovelhas na Amazônia são os povos indígenas”, diz o padre Modino. Para ele, a surpreendente convocação do Sínodo “pode mudar decisivamente a presença da Igreja na Amazônia” a partir da escuta “do grito da floresta e seus povos” –leia a entrevista dele ao Caminho Para Casa, concedida inicialmente há pouco mais de uma semana e completada neste domingo depois da surpresa do Sínodo(15).
Para o sacerdote espanhol apaixonado pelo Brasil e a Amazônia, o Sínodo é uma “oportunidade” que a Igreja da região “não pode perder”. Alguns dos pontos da agenda do Sínodo, segundo ele, devem ser as “questões gritantes que hoje estão presentes na Igreja da Amazônia, como a celebração eucarística sem a presença de um ministro ordenado e uma maior e melhor presença nas comunidades indígenas”. Duas questões cruciais para o Sínodo, na visão de Modino:
1) “a Igreja da Amazônia deve escutar o povo, sobretudo os moradores originários, as populações tradicionais. Pôr em funcionamento a colegialidade que o Papa Franciscopropõe”;
2) “Tem que ser um Sínodo que brote do chão amazônico e que mesmo celebrado em Roma não respire os ares contaminados da Cúria e sim os ares puros das florestas que os povos indígenas trouxeram até nós.”
Com 46 anos de idade, Modino está no país desde os 35, em 2006. É padre diocesano de Madri e missionário Fidei Donum, e coordenador para o Brasil da Obra de Cooperação Sacerdotal para Hispanoamérica (OCSHA), organismo da Conferência Episcopal Espanhola. Durante nove anos esteve na diocese de Ruy Barbosa, no interior da Bahia, antes de instalar-se em São Gabriel da Cachoeira.
Uma prática de seu trabalho pastoral são as itinerâncias, visitas que ele realiza –de barco- às comunidades da diocese, à beira dos rios Negro e Xié, que duram em geral uma semana. As fotos que acompanham a entrevista são todas de Modino, durante as breves viagens. Ele é jornalista, correspondente no Brasil de Religión Digital, o mais relevante site católico progressista em língua espanhola do mundo, com mais de três milhões de visitas/mês.
É uma união interessante essa, a do sacerdócio com o jornalismo: “Como Igreja somos chamados a dar a conhecer aquilo que a gente do povo vive. Uma vez escutei uma afirmação que me marcou: aquilo que não é conhecido não existe. Como comunicador, penso que minha missão é mostrar ao mundo a realidade dos povos e das pessoas com quem convivo e da natureza maravilhosa que nos cerca. Escrever e fotografar é um jeito de evangelizar, de ajudar as pessoas a refletir sobre situações muitas vezes desconhecidas.”
Eis a entrevista.
Como você recebeu a notícia surpreendente da convocação do Sínodo sobre a Amazônia?
Recebi de fato como como uma grande surpresa e enorme alegria, pois pode mudar decisivamente a presença da Igreja na Amazônia. Agora cabe à Igreja da Amazônia não deixar passar esta oportunidade que a história e o Papa Francisco estão nos oferecendo.
Quais devem ser, na sua visão, os temas do Sínodo?
Em primeiro lugar, é preciso um Sínodo que escute o grito da floresta e seus povos. Tem que ser um Sínodo que brote do chão amazônico, que mesmo celebrado em Roma não respire os ares contaminados da Cúria e sim os ares puros das florestas que os povos indígenas trouxeram até nós. Espero que sejam abordadas questões gritantes que hoje estão presentes na Igreja da Amazônia, como a celebração eucarística sem a presença de um ministro ordenado e uma maior e melhor presença nas comunidades indígenas.
Os povos indígenas devem estar presentes em Roma?
Não imagino um Sínodo sem a presença dos povos indígenas. O Papa Francisconunca ia deixar isso acontecer. Ele tem cheiro de ovelha e suas ovelhas na Amazônia são os povos indígenas, em quem recentemente ele reconhecia no discurso aos bispos da Colômbia, uma “arcana sabedora”. Espero que a Rede Eclesial Pan-Amazônica(REPAM) e as dioceses da região cuidem de garantir essa presença.
E como será a preparação do Sínodo na Amazônia?
A Igreja da Amazônia deve escutar o povo, sobretudo os moradores originários, as populações tradicionais. Pôr em funcionamento a colegialidade que o Papa Francisco propõe.
Quando você chegou ao Brasil?
Cheguei ao Brasil pela primeira vez em 1999, acompanhando um grupo de jovens de uma paróquia de Madri, para visitar nossa paróquia irmã, Senhora Santana de Serrinha, Bahia, onde trabalhava como missionário um sacerdote de Madri. Após aquela experiência pedi ser enviado como missionário para o Brasil, o que finalmente aconteceu em 26 setembro de 2006, quando cheguei na diocese de Ruy Barbosa, no interior da Bahia, onde fiquei mais de nove anos.
Qual foi o impacto dessa mudança radical, da Espanha para o interior da Bahia?
Foi um tempo em que descobri outro jeito de ser Igreja, diferente daquele que vivi na Espanha. Conheci uma Igreja onde a teologia do Vaticano II se faz presente numa Igreja Povo de Deus, com protagonismo laical, uma Igreja inserida na realidade, nas questões cidadãs, que luta por vida em abundância para todos, organizada em redes de comunidades, onde as decisões das Assembleias são assumidas também pelo bispo.
Nesses anos coloquei como prioridade do trabalho missionário a formação dos leigos, sempre visando uma maior autonomia que faça possível uma melhor caminhada das comunidades. Um bom animador de comunidade faz que ela se torne instrumento do Reino na vida do povo, pois são os leigos os grandes protagonistas do trabalho cotidiano das comunidades, onde o padre não consegue estar presente no dia-a-dia.
Como é essa diocese encravada no coração da Amazônia?
Moro em Cucuí, um distrito de São Gabriel, na beira do Rio Negro, bem na fronteira entre o Brasil, a Colômbia e a Venezuela, acompanhando comunidades indígenas espalhadas pelos rios Negro e Xié. A maioria do povo pertence às etnias baré e werekena.
Navegar pelos rios ajuda a descobrir a grandiosidade da Amazônia e de uma floresta preservada excepcionalmente ao longo dos séculos. Tradicionalmente, os povos indígenas da região foram mestres em preservação ambiental, o que atualmente está em perigo. A ameaça das mineradoras está chegando. O atual prefeito de São Gabriel da Cachoeira foi eleito em base em promessas de que a chegada de mineradoras que iria trazer trabalho para o povo, o que se torna uma grave preocupação, pois nada pior poderia acontecer do que isso.
E a Igreja, diante dessa realidade?
Como Igreja somos desafiados a dar respostas mais firmes contra essas situações, a nos pronunciarmos e deixar claro que existem realidades que não podemos aceitar como cristãos. Muitas vezes a gente sente que existe certo medo na Igreja local a adotar uma postura firme, a falar alto e claro. A Igreja deve ser voz de um povo tradicionalmente oprimido e dominado por pequenos grupos de poder. Preocupar-se mais com o que acontece fora da sacristia.
O que são suas “itinerâncias”?
Um dos grandes desafios é nos fazermos presentes nas comunidades do interior. Visitando esse povo, uma das queixas é a pouca presença dos padres no meio deles. Se aparece pouco e quando a gente vai é com muita pressa, o que é totalmente contrário ao jeito de entender a vida desses povos indígenas. O povo se empenha em acolher e muitas vezes não valorizamos esse esforço, conformamo-nos com sacramentos celebrados às carreiras, enquanto o povo procura conversa, ser escutado, partilhar a vida.
Outro dos grandes desafios é a formação. Acabei de voltar de uma visita de doze dias nas comunidades do Rio Xié, onde a gente fez um encontro de formação de catequistas. Há cinco anos não acontecia um encontro desses.
Como é sua vivência na Igreja hoje?
É triste, mas é preciso constatar que o espírito capitalista tem invadido nossa Igreja. Parece que só interessam os números, e não as pessoas. Gastamos muito em estruturas e pouco naquilo que muda a vida das pessoas. No nosso caso aqui: parece que é muito mais grave deixar o povo da catedral um domingo sem missa do que deixar as comunidades do interior abandonadas durante dois anos.
E o Brasil?
Vivemos numa sociedade onde cada vez mais se privilegiam os que integram os grupos de poder. A desigualdade é cada vez maior e estamos voltando a situações que provocam angústia nos mais pobres, que aos poucos estão tendo que se preocupar em como dar um prato de comida para seus filhos no dia seguinte. Escuto o governo falar que a crise está sendo superada e me pergunto: eles pensam que ainda tem gente que acredita em suas mentiras?
Diante desta situação me questiona a passividade do povo, que não reage diante de tamanhas injustiças que sofre cada dia. Tem-se instaurado um sentimento de “não tem outro jeito” cada vez mais preocupante.
A Igreja brasileira tem tido uma posição mais firme nos últimos tempos…
Sim, tenho me surpreendido muito positivamente com a firmeza do episcopado brasileiro diante desta situação. Os pronunciamentos têm sido firmes e deixam claro de que lado a Igreja está, sobretudo a Presidência da CNBB, o que tem incomodado, e muito, ao governo. Posso dizer que a Igreja do Brasil tem voltado aos tempos pós-conciliares, com bispos profetas, que despertam gratas recordações em muitos de nós. Mas ao mesmo tempo não podemos esquecer que no Brasil também há grupos de católicos totalmente contrários a esse espírito manifestado pelos bispos.
Uma coisa é que noto, desde que cheguei no Brasil, um renascimento, talvez com outras características, do jeito de ser Igreja que vive nas comunidades eclesiais de base. Acho que esse jeito, em que se une fé e vida, está tomando corpo de novo no Brasil, segmentos expressivos do episcopado vão reconhecendo que tantas críticas contra esse modo de viver o cristianismo eram injustas.
É esse o norte do Papa Francisco, não?
O Papa Francisco nos mostra o que significa viver desde a confiança em Deus e seu projeto, um Deus que se faz gente e caminha no meio do povo, que não tem medo de enfrentar os poderosos e ser voz dos pobres e oprimidos, com quem se identifica até no modo de viver. Isso incomoda dentro e fora da Igreja. Na Igreja estão os verdadeiros inimigos de Francisco, gente que se aproveitou e aproveita da estrutura para ter vida boa enquanto ignora o sofrimento dos pobres.
Você é padre e jornalista. E revelou-se um fotógrafo dos bons. Como é esse jeito de unir sacerdócio e jornalismo?
Como Igreja somos chamados a dar a conhecer aquilo que a gente do povo vive. Uma vez escutei uma afirmação que me marcou: aquilo que não é conhecido não existe. Como comunicador penso que minha missão é mostrar ao mundo a realidade dos povos, das pessoas com quem convivo e da natureza maravilhosa que nos cerca. Escrever e fotografar é um jeito de evangelizar, de ajudar as pessoas a refletir sobre situações muitas vezes desconhecidas.
Tiro fotos dos lugares por onde vou. Na Amazônia, acho que isso ajuda a mostrar como os povos indígenas têm preservado e cuidado da Casa Comum. É uma forma de assumir as propostas e o espírito da Laudato Si' e de promover a conversão ecológica. Na era da imagem, essas fotos ajudam as pessoas a se encontrarem com o Deus Criador e a agradecer porque existem pessoas, os povos indígenas, que pensam no cuidado como atitude vital. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Comemoração dos 300 Anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba/SP. No vídeo, imagens da Comunidade Lagoa da Pedra, Lagoa da Canoa-AL, Igreja de Santa Cruz. CÂMERA: José Nunes, filho da Cleonice Nunes. Comunidade Capim, Lagoa da Canoa-AL. 12 de outubro-2017
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Nesta quarta-feira (18), a Igreja celebra a memória litúrgica de São Lucas. Na data também é comemorado o Dia do Médico, um profissional responsável por cuidar e promover a saúde de toda a população. São Lucas é o terceiro Evangelista do Novo Testamento. Médico, tornou-se também padroeiro desses profissionais. Esse grande santo não conviveu pessoalmente com Jesus, por essa razão, a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Cristo.
Nascido em Antioquia da Síria, Lucas foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Segundo São Paulo diz na carta aos Colossenses (4,14): “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico”.
No Evangelho segundo Lucas, o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o “bom” ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano. Segundo a tradição, ele era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antioquia.
Em mensagem, a Coordenação da Pastoral da Saúde Nacional fala da importância da medicina que é, sem dúvidas, uma das áreas do conhecimento que exigem maior comprometimento e responsabilidade por parte do profissional que precisa estar sempre se aperfeiçoando e se informando a respeito das novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e exames, além de estar atento às novas doenças que surgem a todo tempo.
“O bom médico, além de ter um bom embasamento teórico, deve saber relacionar-se, promovendo uma relação de confiança com seu paciente. A relação médico-paciente é fundamental para o andamento adequado do tratamento, uma vez que o paciente se sente à vontade para falar em detalhes o que lhe aflige. Assim sendo, é fundamental que o médico abra espaço para questionamentos e saiba explicar de maneira atenciosa e cuidadosa o que acomete cada pessoa”, destaca um trecho da mensagem.
Segundo a Pastoral da Saúde, muitos médicos além de sua atividade cotidiana profissional, familiar e de lazer ainda se dedicam ao serviço pastoral doando o seu tempo para o bem comum, contribuindo e atendendo aos anseios dos menos favorecidos. Conscientes do dom que Deus lhe deu.
A vida de São Lucas – como evangelista e médico – foi tema de um romance histórico muito difundido chamado: “Médico de Homens e de Almas”, de autoria da escritora Taylor Caldwell. Fonte: http://cnbb.net.br
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