Por diferentes motivos, mesmo os crédulos que confiaram nas promessas liberais e modernizantes de Bolsonaro começam a suspeitar que foram enganados

O desapontamento com o governo Bolsonaro não é um fato novo. Há quem tenha se desencantado com Jair Bolsonaro em razão, por exemplo, da saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça em abril de 2020. Na ocasião, o ex-juiz da Lava Jato relatou tentativas de interferência por parte do presidente na condução da Polícia Federal. O episódio levou a que muita gente revisse sua ideia sobre a suposta carta branca que Jair Bolsonaro teria dado a Sérgio Moro para o combate à corrupção.

Na semana passada, a interferência de Jair Bolsonaro na presidência da Petrobrás produziu uma nova onda de decepção. Além dos efeitos devastadores sobre a empresa, com prejuízos muito concretos para as centenas de milhares de acionistas minoritários, a ordem para mudar a chefia da empresa consolidou a percepção de que Jair Bolsonaro não tem nenhum compromisso com a agenda liberal proposta na campanha de 2018. Não há mais nem mesmo o cuidado de manter as aparências.

Sempre houve bons motivos para desconfiar da adesão de Jair Bolsonaro a uma pauta de reformas. Basta pensar, por exemplo, que, por mais de duas décadas, a atuação do ex-capitão na Câmara dos Deputados foi oposta a todo o conjunto de reformas anunciado por Paulo Guedes na campanha eleitoral do então candidato do PSL à Presidência da República.

O fato, no entanto, é que muita gente confiou em Jair Bolsonaro: em sua disposição e capacidade de promover uma profunda mudança liberal no Estado brasileiro. A ideia era a de que, sob a batuta de Paulo Guedes, haveria um choque de gestão. O déficit fiscal acabaria, muitas privatizações seriam feitas, o poder público seria mais eficiente e o ambiente de negócios sofreria uma revolução.

“Quando candidato, Bolsonaro falava em privatização, e o ministro Guedes, que é liberal, defendia a tese da redução do tamanho do Estado. Me senti motivado a deixar meus negócios para contribuir com isso”, disse o empresário Salim Mattar ao Estado. De janeiro de 2019 até agosto de 2020, Salim Mattar foi o secretário especial de Desestatização e Privatização do Ministério da Economia.

Hoje, ao falar daquele sonho liberal, Salim Mattar não esconde sua decepção. “O ministro Guedes é resiliente, obstinado e determinado, mas não percebeu que foi vencido. Por exemplo, há quanto tempo a história da Eletrobrás está no Congresso e não consegue autorização?” Como se sabe, a resistência à venda da Eletrobrás não vem apenas do Legislativo. Até a edição da MP 1.031/21, Jair Bolsonaro tinha colocado mais condições do que defendido sua privatização.

Ao avaliar o panorama atual do País, citando, entre outros pontos, o episódio do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) e a mudança no comando da Petrobrás, Salim Mattar não é otimista. “Nós perdemos o foco como país, não vai dar certo, não tem jeito de dar certo. O País precisa de foco para aquilo que é importante para o cidadão”, disse.

Paulo Uebel também não esconde sua decepção com os rumos do governo federal. Segundo o ex-secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, mais do que simplesmente não promover as reformas, o presidente Jair Bolsonaro segue o caminho das administrações petistas. “Isso (a interferência na política de preços da Petrobrás) é uma mudança que vai contra o que foi aprovado nas urnas e aproxima Bolsonaro de práticas que o PT fazia. E isso é o oposto do que o eleitor de Bolsonaro gostaria de ver”, disse Paulo Uebel ao Estado. Em sua avaliação, o resultado da interferência pode ser a “destruição de valor muito grande da empresa, como vimos durante a gestão do PT”.

O abandono de qualquer imagem de governo reformista se dá num momento em que a aprovação de Jair Bolsonaro caiu para 44%, uma queda de oito pontos em quatro meses, de acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA. No período, também diminuiu a avaliação positiva do governo (ótimo e bom) de 41% para 33%. Por diferentes motivos – a irresponsável atuação do governo federal na pandemia é apenas um deles –, mesmo os crédulos que confiaram nas promessas liberais e modernizantes de Bolsonaro começam a suspeitar, ora vejam, que foram enganados. Fonte: https://opiniao.estadao.com.br

Por Fernando Gabeira

 

Festas clandestinas, variante do corona, vacina em falta, vacina de vento, às vezes acho que o Brasil se deixa devastar pelo vírus.

É importante compreender não só pela pandemia, mas também pela sensação de que somos muito vulneráveis diante de obstáculos futuros. O governo tem uma grande culpa na tragédia. Um estudo divulgado pela “Lancet” afirma que os erros de Trump contribuíram para 40% das mortes nos EUA.

Estudo semelhante no Brasil, certamente, mostraria que a política de Bolsonaro matou muito mais. Trump pelo menos financiou a vacina, Bolsonaro foi o único estadista no mundo a contestá-la.

Quanto ao governo, resta apenas denunciar seus erros, juntar documentos e esperar que os tribunais o julguem.

Mas há algo na própria sociedade brasileira que precisa de uma análise. Tanta gente nas festas de fim de ano, tanta gente nos bailes de carnaval clandestinos, tanta gente sem máscara, é um movimento inevitável. Por que valorizamos tanto a liberdade individual em contraste com um certo descuido pelo coletivo, pela sensação de pertencimento?

Se minha hipótese é verdadeira, não vão adiantar muito lições de moral, campanhas educativas. Elas apenas patinam na superfície do problema. No Brasil, as pessoas sentem que a cidadania traz poucas vantagens; logo, não merece nenhum tipo de sacrifício.

Ali em 2013, o grande movimento espontâneo já parecia indicar uma insatisfação com os serviços públicos que pouco devolviam aos impostos pagos.

No princípio da pandemia, que demandava tanta solidariedade, surgiram notícias de corrupção em diferentes estados. Respiradores comprados em casas de vinho, hospitais de campanha superfaturados; a sensação de que esses fatos transmitiram era que entre os governantes reinava o lema de cada um por si.

Quando surgiu a quarentena, era evidente para todos a impossibilidade de realizá-la no exíguo espaço de algumas moradias. A orientação moral era esta: façam quarentena, inclusive para proteger os outros. Mas fomos incapazes de oferecer uma rede de hotéis, pousadas e abrigos que pudessem ser usados para isso. Da mesma maneira, dizíamos: “Lavem as mãos”. Mas fomos incapazes de pensar um esquema de abastecimento emergencial nas comunidades onde a água é rara, às vezes inexistente.

Não houve uma configuração especial no transporte público para oferecer alternativas para que circulasse mais vazio, com álcool disponível e até máscaras para quem não as tinha.

A educação e a cultura passaram a depender do mundo virtual. Mas não foi feito um grande esforço para estender a conexão de qualidade para que as crianças tivessem algumas aulas, e os adultos, alguma diversão e arte.

É nesse quadro que nossas campanhas se movem. Teríamos muito mais eficácia se houvesse mais proximidade, se as pessoas sentissem que os conselheiros também buscam soluções para atenuar a aspereza de suas vidas.

Tudo isso não impediu ações de solidariedade nos morros do Rio e uma atividade assistencial intensa em Paraisópolis, uma região que foi sacudida antes da pandemia por uma violenta ação da PM.

Mas, de um modo geral, creio, a raiz da nossa vulnerabilidade está na distância entre os dirigentes e as pessoas. Não há partidos, organizações intermediárias; os indivíduos se sentem sós e aprofundam a ilusão de uma existência isolada. Acreditam que estão arriscando apenas sua vida, mas, na verdade, levam muitas consigo.

Enquanto não nos livrarmos de um tipo de governo e buscarmos uma correção de rumos, o Brasil poderá até escapar do coronavírus, mas será sempre um país vulnerável, quase indefeso.

Talvez essas reflexões sejam mais adequadas para depois da pandemia, mas sinceramente ninguém sabe quando acabará: melhor é aceitar que o próximo desastre já começou, sem que nos déssemos conta. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

 

Por Editorial

A prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) na terça-feira serviu para transmitir um recado aos bolsonaristas que, como ele, fazem pouco da democracia, se comportam como valentões ginasianos diante das instituições e defendem abertamente uma ditadura. Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a prisão decretada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes. Foi uma forte demonstração de unidade num momento de divisões na mais alta Corte do país.

A Procuradoria-Geral da República imediatamente denunciou Silveira pelo conteúdo do vídeo em que instiga agressões físicas a ministros do Supremo, xinga e desqualifica a instituição, além de defender o AI-5, ato da ditadura que permitiu a cassação de juízes e parlamentares, prisões, tortura e mortes. Cabe agora à Câmara tomar uma decisão sobre o destino do deputado. Ele precisa ser afastado do mandato.

Não há a menor condição de alguém com o pensamento antidemocrático e defensor da violência continuar a ocupar assento num Parlamento democrático. Silveira, expoente das falanges radicais do bolsonarismo, já é investigado em inquéritos conduzidos por Moraes sobre manifestações antidemocráticas e desinformação. Na iminência de ser preso, repetiu as agressões em seu perfil no Twitter, reforçando a justificativa da prisão em “flagrante delito”, sem direito a fiança.

Decisões como a de Moraes costumam ser criticadas com base no direito à liberdade de expressão e na imunidade parlamentar. Em seu voto, porém, o ministro demonstrou que são inconstitucionais tanto manifestações que tentam “aniquilar a força do pensamento crítico” quanto as que procuram destruir o regime democrático e as “instituições republicanas”.

Além de acusar Silveira por desrespeitar a Carta, difundir ideias contra a ordem constitucional e o Estado de direito, Moraes também o enquadrou, por ironia, na Lei de Segurança Nacional, herdada da ditadura tão defendida por ele. Tal lei não poderia ser mais clara ao definir os crimes. “Atentar contra a democracia, contra o estado de direito, não configura exercício da imunidade parlamentar”, afirmou Moraes. “Em nenhum país se confunde imunidade com impunidade.”

Uma sucessão de fatos preocupantes precedeu a crise. O vídeo de Silveira foi lançado logo depois da controvérsia que cercou o lançamento do depoimento do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, revelando ter contado com o aval do Alto-Comando para o tuíte publicado às vésperas do julgamento de um habeas corpus em favor do ex-presidente Lula em 2018, classificado pelo general como “alerta”, mas entendido como ameaça.

O ministro Edson Fachin, relator daquele processo, afirmou que “a declaração de tal intuito, se confirmado, é gravíssima e atenta contra a ordem constitucional”. Foi seguido pelo ministro Gilmar Mendes, que, respondendo a uma ironia de Villas Bôas a respeito da nota de Fachin, disse: “A harmonia institucional e o respeito à separação entre os Poderes são valores fundamentais da nossa República. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo, responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!”.

Tais palavras em defesa da democracia deveriam inspirar a Câmara a afastar Silveira, para que depois ele responda à denúncia, seja julgado e punido nos termos da lei. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

Os corruptos, unidos, jamais serão vencidos

Após intervalo da Lava Jato, ratos do erário unem-se sob Bolsonaro e fogem dos porões

 

*José Nêumanne, O Estado de S.Paulo

 

“Corrupção é como inflação: não acaba nunca”, disse o ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto no vídeo editado no Blog do Nêumanne no portal do Estadão. Desalentadora, a sentença soa realista neste momento em que mais um surto moralizador da gestão da renda republicana se desmancha sob as fantasias de Jair Bolsonaro, eleito presidente nas vagas antipetista e de exaltação ao combate à roubalheira.

A onda anterior foi causada pelo oportunismo do ignoto governador de Alagoas Fernando Collor, que sepultou as pretensões presidenciais de desunidas lideranças “democráticas” da época: Ulysses Guimarães, Mário Covas, Aureliano Chaves e Lula da Silva. Denúncias tornadas públicas pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza, o “Torquemada”, e Guilherme Shelb, ambos regidos por José Dirceu, do PT, desmascararam a hipocrisia do “caçador de marajás”, que teve seu impeachment aprovado no Senado. Apesar do apoio de Roberto Jefferson, do PTB, e da tentativa vã de renunciar para evitar a quarentena imposta a punidos pela perda do mandato presidencial.

O luto usado no lugar das cores do “auriverde pendão” dos manifestantes nas ruas tornou protocolar a adesão de governos federais aos acordos internacionais que apenaram com dureza o furto dos cofres públicos. A regulamentação das delações premiadas, a ressurreição da autorização para início de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância e a criação de forças-tarefa no Ministério Público Federal costuraram os buracos pelos quais os fora da lei escapavam das redes de operações, caso da Castelo de Areia. Nesta, a chicana da anulação da montanha de provas contra a empreiteira Camargo Corrêa ruiu por causa de a primeira delas ter sido anônima. Por propina, como relatou o delator Antônio Palocci. O cidadão comum desfraldou as bandeiras e foi às ruas.

Em 2018, candidato sem fazer campanha, sem participar de debates na televisão e, em teoria, com caixa reduzido, o Collor da vez, Jair Bolsonaro, capitão flagrado em tentativa terrorista que o fez desistir da carreira militar, deixou nomes consagrados da “velha política” na poeira – Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Marina Silva. E prostrou ao solo o poste de Lula, Fernando Haddad, no segundo turno.

Enquanto isso, o Congresso, com maioria composta de condenados, culpados, denunciados, investigados e temerosos de virem a sê-lo, solapou, tijolo por tijolo, a frágil construção da luta contra a corrupção, com a cumplicidade da cúpula do Poder Judiciário, jogando o combate à corrupção às favas. O trabalho minucioso de agentes, procuradores e juízes federais foi reduzido a cinzas pelo “garantismo” de ocasião, e de plantão, de ministros nomeados por favores a serem cobrados por chefões das organizações ditas partidárias, no mínimo, coniventes com o crime.

Com 28 anos de convívio com raposas acostumadas a arrombar galinheiros no Congresso, onde nunca fez nada, Bolsonaro logo abandonou os disfarces e mostrou a que veio. Nomeou o petista André Mendonça, que fez carreira na Advocacia-Geral da União sob os auspícios do PT de Dias Toffoli, ministro da Justiça no lugar do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro. Atropelou a tradição da lista tríplice e fez procurador-geral da República o dublê de advogado e procurador Augusto Aras, com públicas manifestações de apreço à esquerda, cultivadas na infância, inspirado no pai, Roque Aras, assessor de confiança de Chico Pinto, ícone esquerdista, apesar de suspeitas de intimidade com oficiais de informação do Exército. Neste carnaval da pandemia, com velório e sem samba, Kassio Marques, fina-flor da aristocracia coronelista e petista do Piauí, mostrou a que veio votando a favor do pleito da defesa de Lula para ter acesso a conteúdo de mensagens roubadas de telefones das autoridades. O objetivo é expulsar Moro da disputa que o presidente pretende travar no segundo turno, em 2022, com Lula, já então autorizado a perdê-la com a destruição planejada da Lei da Ficha Limpa.

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/ Perdeste o senso!”, reza o soneto de Olavo Bilac. Mas sem Moro, caçado pelo Supremo Tribunal Federal de seus inimigos Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Kassio Marques e, pelo visto, Cármen Lúcia, Bolsonaro confia que esmagará o ex-sindicalista ou algum preposto, apostando no antipetismo. O capitão de milícias terá as batatas como prêmio por ter conseguido reunir corruptos e outros com pretensões a sê-lo, entre os quais Collor e Jefferson.

O tal “centro democrático”, que ora se açoita nas ambições de Doria, Aécio e Leite ou no carreirismo de Rodrigo contra ACM Neto, disputa o lugar reservado aos comedores de sobejos no banquete do poder na república onde ou se furta ou se mente. Na luta entre covardes que ousam contra oportunistas que não se arriscam a perder o privilégio da migalha da sobra cuspida, continua difícil saber quem ganhará. A Nação, como de hábito, perderá. E os nostálgicos da ditadura militar poderão, enfim, trocar o dístico do pavilhão para “quem perder chorará”.

*JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

Fonte: https://opiniao.estadao.com.br

Militares podem até lucrar com Bolsonaro, mas o ônus para as Forças Armadas é imenso

No caso do ministro Eduardo Pazuello, todo atrapalhado e respondendo à PF, ao MP e ao Congresso, o risco é um general da ativa no foco de uma CPI da Pandemia

 

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

A conta do mergulho na política e da adesão ao candidato e agora presidente Jair Bolsonaro começa a chegar para as Forças Armadas, obrigadas a explicar milhões de reais em chiclete e leite condensado e agora a defender seus churrascos em 2020, com 700 mil quilos de picanha e, como ninguém é de ferro, 80 mil cervejas puro malte. O preço foi bem salgado, R$84,14 o quilo da carne, R$ 9,80 cada cervejinha.

Também é desanimador os hospitais do Exército e da Aeronáutica bloquearem só para militares e deixarem vazios 72% (84 de 116) dos seus leitos no Amazonas, segundo o UOL, enquanto 276 pacientes de Covid aguardavam vagas ontem e 529 tiveram de ser “exportados” para outros Estados e o DF desde 15 de janeiro. Leito vazio? Pago com dinheiro público, mas só para militares? Coisa feia!

O vice Hamilton Mourão anunciou que a Operação Verde Brasil 2, prevista para até 2022, vai acabar em 30 de abril, com a retirada de militares das ações contra queimadas e desmatamentos na Amazônia. Com a volta desses contingentes às suas bases, serão mantidas as montanhas de chiclete e leite condensado? E as carnes nobres e o puro malte são para quem?

A sensação é de que a retirada foi uma puxada de tapete em Mourão. Indagado se foi um pedido (ou retaliação?) de Bolsonaro, Defesa e ou Comando do Exército, ele respondeu à coluna: “Fim da missão, apenas isso”. E, assim, após pisoteados pela “boiada” do ministro Ricardo Salles, o Ibama e o ICMBio, atualmente cheios de militares, vão retomar a dianteira na proteção da Amazônia, com Inpe, Polícia Federal e Polícia Rodoviária.

Não é exclusivo do Meio Ambiente, porque o capitão Bolsonaro levou generais para a Vice e todos os cargos relevantes do Planalto, expôs um general da ativa a vexame público na Saúde numa pandemia e encheu diferentes pastas – até a pobre Secretaria de Cultura – com militares. Toma lá, dá cá de cargos com político não podia, mas com militar e agora com Centrão é uma festa.

O resultado nem sempre é engrandecedor para as FA, particularmente para o Exército, como no caso do ministro Eduardo Pazuello, todo atrapalhado e respondendo à PF, ao MP e ao Congresso por falta de oxigênio e vacinas, excesso de cloroquina inútil, descaso com seringas, agulhas e testes de Covid. O risco é um general da ativa no foco de uma CPI da Pandemia (que pode chegar até aos 73 mil militares que receberam ilegalmente o auxílio emergencial).

Pazuello gosta de cantar de galo e o secretário-geral da Saúde, coronel Elcio Franco, entrou de mau jeito na guerra política de Bolsonaro com João Doria. Quando o governador anunciou a vacinação em janeiro, o militar chamou de “devaneio” e o acusou de “estar sonhando acordado”. E ainda ensinou: “Não será com discursos de ódio ou tendenciosos que serão encontradas soluções”. Pois é...

Em meio à confusão, vem aí um livro-entrevista em que o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Boas confirma que o Alto Comando participou diretamente da advertência (ou ameaça) que ele fez ao Supremo, em 2018, na véspera do julgamento de um habeas corpus contra a prisão do ex-presidente Lula.

Por essas e outras, as Forças Armadas são suspeitas de atuar politicamente para tirar Lula do páreo e dar a vitória a um capitão que dá poder a generais e empregos e reformas (previdenciária e administrativa) diferenciadas para militares, enquanto discursa num ato golpista com o QG do Exército ao fundo e sobrevoa outro em helicóptero militar e com o ministro da Defesa, general de quatro estrelas.

Bolsonaro lucra muito com essa parceria, mas o ônus de médio e longo prazos para as Forças Armadas, inclusive para sua imagem, tende a ser muito maior do que o bônus fugaz para dez, cem ou milhares de seus integrantes. A História dirá. Fonte: https://politica.estadao.com.br

 

Bolsonaro ao lado do deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente eleito da Câmara (Crédito: Reprodução/ Facebook)

 

O Ato Institucional Número Cinco (AI-5) foi o quinto e mais severo dos dezessete atos do regime militar inaugurado pelo golpe de estado de 1964. Decretado por Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968, significou a cassação dos mandatos parlamentares e a suspensão de todas as garantias constitucionais até então vigentes.

Jair Bolsonaro, a partir do início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, precisamente a partir de março de 2019, encarnou os mais virulentos generais (e torturadores) do passado e decidiu ser a hora de um novo AI-5 no País. Ele, os filhos, os aloprados mais próximos e uma malta fascista passaram a pregar abertamente o fechamento do Congresso Nacional.

O choque de realidade chegou sob a forma de três fatos: 1) Forte reação do STF, como a prisão das Saras Winter da vida; 2) Declarações públicas e recados privados de importantes oficiais contrários à aventura tresloucada; 3) O mais importante deles: a prisão do amigo de décadas, o operador das rachadinhas, o faz tudo da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

Acuado, ao maridão da receptora de cheques de milicianos só restou enfiar o rabinho entre as pernas e calar a boca profana por dias. Porém, passado o susto – e o medo de cadeia! – e com os devidos conchavos jurídicos ajambrados, pouco a pouco o maníaco do tratamento precoce foi colocando as asinhas de fora e voltou a praticar arruaças públicas.

Contudo, desde então, o devoto da cloroquina desistiu de atentar contra a democracia e o Estado de Direito, até que, ligando o “foda-se” para os fanáticos seguidores (já que fanáticos mesmo), rasgou de vez a fantasia de probo e se atirou, de boca e tudo, no colo dos barões do Centrão. Quem não tem canhão, caça com gato. Neste caso, com gatunos.

Arthur Lira (PP) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, com o apoio bilionário de Jair Bolsonaro. Para quem não sabe, Lira é condenado em duas instâncias e responde a dois processos no STF. Porém o cacique do Centrão significa para o pai do senador das rachadinhas a devida proteção contra pedidos de impeachment.

Bolsonaro casou com Arthur Lira e seu bando, mas terá que levar a família para os finais de semana no sítio. O mito de araque foi dormir sonhando com o golpe – em ser o novo João Figueiredo -, mas o que conseguiu foi acordar ao lado da noiva feia; o Centrão. Uma esposa cara e infiel que não hesitará em trocar de marido por alguns poucos tostões do vizinho. Fonte: https://istoe.com.br

 

 

Imagem da ativista Hariet Tubman vai estar nas notas de 20 dólares Foto: Reprodução

 

Projeto criado pelo governo de Barack Obama e engavetado por Donald Trump é retomado por Joe Biden: 'É importante que nosso dinheiro reflita a história do país", disse porta-voz da Casa Branca

AFP

WASHINGTON - A Casa Branca anunciou que vai retomar o projeto de incluir o retrato da ativista negra Harriet Tubman nas notas de 20 dólares. A ideia tinha sido abandonada pelo governo do Republicano Donald Trump.

"O Tesouro está tomando as medidas para reativar os esforços e colocar Harriet Tubman nas novas notas de 20 dólares", afirmou a porta-voz do governo do democrata Joe Biden, Jen Psaki. "É importante que as nossas notas, o nosso dinheiro (...) reflitam a história e a diversidade do nosso país", disse.

O projeto de ter Harriet Tubman na nota de 20 dólares nasceu no governo do democrata Barack Obama e tornará a ativista na primeira pessoa negra a ter sua imagem em uma nota de dólar americano.

Harriet Tubman nasceu em 1822, no estado do Maryland. Escravizada desde o nascimento, foi açoitada e espancada durante a infância e a juventude, incluindo uma lesão craniana que a fez ter tonturas e dores por toda a vida. Depois de fugir para a Philadelphia, ela voltou ao seu estado natal para resgatar familiares e amigos. Em cerca de 20 fugas para o Norte dos EUA ou para o Canadá, Tubman ajudou mais de 300 pessoas a conquistarem a liberdade.

Durante a Guerra Civil (1860-1865), ela trabalhou para o exército da União como cozinheira e enfermeira e chegou a liderar uma expedição armada que libertou mais de 700 escravizados. Tubman lutou pelo direito das mulheres ao voto até que a doença a fez se retirar para um asilo para afro-americanos idosos que ela mesma tinha criado. Ela morreu em 1913.

O rosto de Harriet Tubman substituirá o do ex-presidente americano Andrew Jackson, admirado por Trump, na nota de 20 dólares. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Em sua rinha contra o governador João Doria, Bolsonaro esgarça ainda mais os limites aceitáveis das lides políticas da democracia

 

A postura antirrepublicana do presidente Jair Bolsonaro é mais uma entre tantas evidências de que ele não cabe no cargo que ocupa. A bem da verdade, jamais coube. A notória mediocridade de seu currículo, por assim dizer, e a intolerância a tudo e a todos que contrariem seus interesses já apontavam desde antes da eleição que, caso ele chegasse à Presidência, como de fato chegou, a Nação haveria de lidar com o mais nefasto governo de sua história. Em vez de se moldar à dignidade da Presidência da República, Jair Bolsonaro a rebaixou como nenhum outro presidente antes dele.

Em sua rinha contra o governador de São Paulo, João Doria, o presidente esgarça ainda mais os limites aceitáveis das lides políticas próprias da democracia. Por raiva, medo, inveja ou outros sentimentos inconfessáveis em relação ao tucano, o comportamento de Bolsonaro põe em risco projetos de interesse da população do maior Estado da Federação.

Há dezenas de obras em São Paulo que dependem fundamentalmente do aval da União, da ação de Ministérios ou de financiamentos de bancos públicos. A esmagadora maioria delas tem sido sabotada pelo governo central, por ordem de Bolsonaro. O presidente da República proíbe ministros e assessores de atender a qualquer pedido do governo paulista. Quem desobedecer à ordem, conversar e “fizer graça” com Doria está sujeito a “cartão vermelho”. Quão mais mesquinho pode ser o presidente?

Uma das obras em risco é a construção do Piscinão de Jaboticabal, que é fundamental para solucionar o problema das enchentes do Rio Tamanduateí e dos Ribeirões dos Couros e dos Meninos. Mas a angústia das famílias ribeirinhas, que sofrem ano após ano com as enchentes, é irrelevante para Bolsonaro diante de sua necessidade de impor um revés político para alguém que ele trata não como um governador de Estado que lhe faz oposição, e sim como um inimigo figadal. A obra está orçada em R$ 300 milhões e seria financiada pela Caixa, de acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. Mas, de uma hora para outra, a linha de crédito foi “congelada”. A fim de concluir a obra, o governo paulista vai buscar recursos no Tesouro do Estado.

A construção de uma ponte entre Santos e Guarujá é mais uma obra atrasada em função das disputas políticas entre o governo federal e o Estado de São Paulo. Não há desembolso de dinheiro público na obra, que será custeada pela concessionária Ecovias, mas a ponte precisa passar por uma área do Porto de Santos, que está sob responsabilidade federal. Sem a autorização do Palácio do Planalto, a obra não anda.

Por meio de nota, tanto a Caixa como o Ministério da Infraestrutura afirmaram que pautam a análise dos projetos “por critérios estritamente técnicos” e de maneira “isenta”. Espera-se que seja assim. Mas é no mínimo estranho que as obras que dependem do governo federal justamente no Estado governado pelo maior desafeto de Bolsonaro tenham um andamento tão acidentado.

A ira de Jair Bolsonaro contra João Doria aumentou significativamente após o início da vacinação contra a covid-19 em São Paulo, mas não é de hoje que o presidente atua para dificultar o avanço de projetos importantes para os paulistas e para os paulistanos.

Há muito tempo se negocia a devolução da área do Campo de Marte para a Prefeitura de São Paulo. Mas, no que depender de Jair Bolsonaro, o Campo de Marte pode até deixar de ser um aeroporto, mas não será reintegrado pelo Município. O presidente tem planos de instalar ali uma escola cívico-militar.

Em abril de 2019, Bolsonaro também firmou compromisso com o governo paulista para transferir a gestão da Ceagesp para o âmbito estadual. A ideia do governador João Doria é mudar o entreposto da Vila Leopoldina para outro local. Mas, no final do ano passado, o presidente renegou a própria assinatura e afirmou que nada muda na Ceagesp enquanto ele ocupar o cargo. O presidente age contra os interesses dos brasileiros, os de São Paulo em particular. Fonte: https://opiniao.estadao.com.br

 

Lady Gaga  Foto: Lucas Jackson/Reuters

Cantora, que apoia impeachment de Donald Trump, está entre os artistas que confirmaram presença no evento

Lady Gaga usou suas redes sociais nesta quinta-feira, 14, para agradecer o convite para cantar o hino nacional dos Estados Unidos na posse do presidente eleito Joe Biden.

"Estou profundamente honrada por fazer parte da posse de Biden no dia 20 de janeiro e cantar o hino nacional e celebrar a histórica inauguração de Joe Biden e Kamala Harris", escreveu a cantora em seu Instagram. 

Recentemente, Lady Gaga usou o Twitter para pedir pelo impeachment de Donald Trump, alegando que o atual presidente do país "incita o terrorismo" (leia mais aqui).

Além da cantora, outros nomes conhecidos como Jon Bon JoviDemi LovatoJustin Timberlake e Jennifer Lopez também confirmaram presença no evento da posse que, segundo a equipe de transição, mostrará um país diverso.

O evento também contará com comentários de um bombeiro negro da Geórgia, uma ex-vencedora do Prêmio Nacional de Poeta da Juventude, um padre católico e um pastor da cidade onde mora Biden, Wilmington, no Delaware.

"Elas representam uma imagem clara da grande diversidade da nossa grande nação", disse a equipe de Biden sobre as apresentações musicais de Lady Gaga e Jennifer Lopez em comunicado feito nesta quinta-feira, 14.

Os participantes refletem a "visão inabalável" de Biden e da vice-presidente eleita Kamala Harris "de um novo capítulo em nossa história norte-americana, no qual somos uma América unida para superar as profundas divisões e desafios enfrentados por nosso povo, unificar o país e restaurar a alma de nossa nação". Fonte: https://emais.estadao.com.br

 

 

Por Hu Xijin

O Twitter anunciou na sexta-feira que suspendeu permanentemente a conta pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa notícia gerou diversas reações nos Estados Unidos. Quando vi as notícias esta manhã, a primeira coisa que me veio à mente foi - sem Trump, esta plataforma perderá muito de sua diversão. Em seguida, pensei que a proibição da conta de mídia social do presidente dos EUA para "riscos de mais incitamento à violência" mostra que a liberdade de expressão de fato tem limites em todas as sociedades, e os humanos não são capazes de regulamentar a liberdade de expressão em seu sentido completo. É uma pena, mas também é uma realidade.

Algumas pessoas podem acreditar que a decisão do Twitter de suspender a conta do presidente dos Estados Unidos é um sinal de democracia. Esta é uma espécie de lógica teimosa. Acredito que seja mais correto dizer que a divisão e as lutas da sociedade dos Estados Unidos deixaram o país fora de ordem. O presidente dos EUA e o partido da oposição não são mais o que costumavam ser. A luta política não deveria ter sido realizada dessa maneira. Não é o que se esperava quando os pais fundadores dos EUA criaram a separação de poderes. O presidente dos EUA não deve se comportar "loucamente". A atual ecologia política dos Estados Unidos não deve deixar um presidente "louco". Concluo, portanto, que foi a degeneração do sistema político dos Estados Unidos que resultou nesses problemas.

O autor é editor-chefe do Global Times. Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. Fonte: https://www.globaltimes.cn

 

 

Twitter bane permanentemente Donald Trump de sua plataforma, citando "risco de mais incitação à violência"

O Twitter suspendeu permanentemente a conta do presidente Donald Trump nesta sexta-feira após a invasão do Capitólio dos Estados Unidos na quarta-feira, que terminou com vítimas fatais.

O Twitter disse: "Nossa estrutura de interesse público existe para que o público possa ouvir políticos eleitos e líderes mundiais de maneira direta. E foi construída com base no princípio de que as pessoas têm o direito de fiscalizar o poder público de maneira aberta. Contudo, deixamos claro há anos que essas contas não estão acima de nossas regras e não podem usar o Twitter para incitar a violência. Continuaremos a ser transparentes sobre nossas regras e suas aplicações." Fonte: Twiter

Justiça de SP determina volta da gratuidade no transporte para parte dos idosos

 

A decisão atende a entidades ligadas aos idosos e trabalhadores e vale para o metrô, trens da CPTM e ônibus metropolitanos. O governo do estado e a prefeitura tinham derrubado o benefício para quem tem de 60 a 64 anos. Fonte: https://cbn.globoradio.globo.com

 

O número de mortos agrava-se após os confrontos deste 6 de janeiro durante o ataque ao Congresso dos EUA por apoiadores de Donald Trump. O presidente que deixa o cargo interveio ontem com um vídeo no qual ele reiterou a acusação de eleições fraudulentas, convidando seus seguidores a "voltarem para casa". Entretanto, há uma condenação unânime das cenas de violência sem precedentes no Capitólio dos EUA.

 

Antonella Palermo, Silvonei José – Vatican News

Uma situação sem precedentes em Washington, onde nesta quarta-feira (06/01) grupos de manifestantes pró-Trump invadiram, alguns armados, o complexo do Capitólio, onde o Congresso se reunia para certificar a eleição de Joe Biden. Senadores e deputados foram evacuados da câmara depois de receberem dos agentes de segurança a ordem de usar máscaras de gás. Os manifestantes tentaram invadir a Câmara dos Deputados e a situação ficou fora de controle. Os eventos abalaram a opinião mundial. Além da mulher morta por tiros disparados por um agente do Capitólio, outras três pessoas perderam a vida. Treze pessoas ficaram feridas e 52 foram presas. Entretanto, a prefeita de Washington prorrogou o estado de emergência pública por mais duas semanas, até o dia seguinte à posse de Joe Biden; um evento para o qual se temem novas fortes tensões. Depois que a Câmara e o Senado rejeitaram a primeira objeção sobre a votação no Arizona, o Congresso reuniu-se sob a presidência de Mike Pence para examinar as certificações de votação Estado por Estado. Enquanto isso, aumentam as demissões: da porta-voz de Melania Trump à vice-porta-voz da Casa Branca. Enquanto críticas chegam de todos os líderes europeus: de Macron a Von der Leyen e Johnson. "O assalto ao Capitólio é uma página escura que ficará na memória", disse o presidente do Parlamento da União Européia, Davide Sassoli.

 

A voz dos bispos estadunidenses

Em Los Angeles, o presidente da Conferência dos Bispos dos EUA, dom José Horacio Gómez, uniu-se às vozes de condenação à violência: "isso não é o que somos como estadunidenses, onde a transição pacífica do poder é um dos sinais distintivos", disse ele, confiando-se a Nossa Senhora para que guie todos no caminho da sabedoria e de um patriotismo saudável e autêntico. "Precisamos parar e rezar pela paz neste momento crítico", disse o cardeal Wilton Gregory, arcebispo de Washington, falando sobre o assalto ao Congresso dos EUA. "O tom de divisão que recentemente dominou nossas conversas deve mudar", repreendeu ele, "e aqueles que recorrem à retórica incendiária devem assumir a responsabilidade de incitar à crescente violência em nossa nação". Ele pediu para honrar o lugar, que ele chama de "solo sagrado", onde as leis e políticas da nação estadunidense são debatidas e decididas. O cardeal rezou pela segurança das pessoas eleitas, dos funcionários, dos trabalhadores, dos manifestantes e das forças de segurança.  "Há feridos e danos ingentes - admitiu ele -, chamando todos à cooperação, ao respeito dos valores democráticos e do bem comum".

O arcebispo de Chicago, cardeal Blase Joseph Cupich, em uma série de tuítes falou de "vergonha nacional", comentando o ocorrido: "que o amor de Deus recorde a todos os estadunidenses que a política é a resolução pacífica de pontos de vista opostos. Esta é nossa tradição como nação democrática, e nós a minamos por nossa conta e risco". Ele também apela às pessoas eleitas "que escutem os conselhos de seus anjos melhores para defender a Constituição que juraram defender". E ainda: "a violência a serviço de uma falsidade é pior". "Por muitos meses temos testemunhado a erosão deliberada das normas do nosso sistema de governo". Enquanto defende o protesto pacífico, que ele diz ser um direito sagrado, reitera que os eventos no Capitólio devem "chocar a consciência de cada patriótico estadunidense e de cada fiel católico".

 

Comentário de Pax Christi

Também Johnny Zokovitch, diretor executivo da Pax Christi EUA, não usa meios termos para definir os eventos no Capitólio durante a contagem dos votos do Colégio Eleitoral. Ele chama os eventos de "resultado da demagogia de um homem, o presidente Trump, e o fracasso de todos aqueles - políticos, mídia, família e outros ainda - que desculparam, ignoraram, dispensaram ou encorajaram a odiosa e divisionista retórica que definiu o mandato deste presidente". Pax Christi também ressalta que "aqueles que poderiam e deveriam ter responsabilizado este presidente fizeram exatamente o contrário nos últimos quatro anos, e os incidentes feios e vergonhosos no Capitólio dos EUA são o resultado triste e previsível desta abdicação de responsabilidade". Fonte: https://www.vaticannews.va

Essa espécie de vocação suicida de parte da nossa gente, aglomerando-se nas praias e festas nesta época de pandemia, faz parte da índole individualista dessa população. Tal tendência é agravada por atitudes semelhantes de alguns dirigentes do País, que cometem os mesmos desatinos, sempre com um sorriso maroto nos lábios, típico de quem não tem noção da realidade, de esquizofrenia, o que agrava mais ainda a tragédia que estamos vivendo e pode prolongar por mais tempo essa hecatombe que ceifa tantas vidas entre nós. Só rezando.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

Fonte: https://opiniao.estadao.com.br

 

Caso aconteceu na sexta-feira (1º) na cidade que fica a cerca de 800 km de Salvador. Ninguém ficou ferido.

 

Por G1 BA e TV Bahia

Um enxada foi jogada na direção do prefeito de Tabocas do Brejo Velho, cidade a cerca de 800 km de Salvador, durante a posse do gestor municipal. O caso aconteceu na sexta-feira (1º), na Câmara de Vereadores. Por pouco, a ferramenta não atingiu Flávio da Silva Carvalho (PP). 

Ninguém ficou ferido e a posse ocorreu normalmente. Segundo informações iniciais, um homem entrou pela porta dos fundos da Câmara, onde não tinham guardas municipais, e depois de jogar a enxada fugiu. Ele não foi identificado.

Uma vidraça foi quebrada e o prefeito chegou a se assustar com o barulho. Mesmo com o susto, o Flávio da Silva foi empossado para o primeiro mandato.

Em nota, a Polícia Militar informou que um indivíduo não identificado adentrou pelo portão dos fundos e atirou uma enxada contra as vidraças, quebrando o vidro de uma das janela. Uma guarnição da 30ª CIPM fez rondas na região, mas o suspeito não foi encontrado.

Em uma rede social, o prefeito disse que está bem e que aguarda a apuração do caso, pela polícia. Fonte: https://g1.globo.com

O governo federal é a expressão viva da indiferença e da falta da sensibilidade que marca a triste passagem de Jair Bolsonaro pela Presidência

 

Comandado por um presidente que tem evidente dificuldade para demonstrar empatia autêntica por qualquer um que não leve seu sobrenome, o governo federal é a expressão viva da indiferença que marca a triste passagem de Jair Bolsonaro pelo poder. A ministros sem currículo e sem o mínimo cabedal para as nobres tarefas que lhes foram concedidas pela irresponsabilidade bolsonarista, só resta empenhar-se em agradar ao chefe – e o fazem emulando fielmente a truculência tão característica de Bolsonaro.

Tome-se o exemplo do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Como se fosse titular do Ministério da Doença, o sr. Pazuello, inspirado no presidente, parece trabalhar em favor do coronavírus, facilitando-lhe a dispersão entre os brasileiros e agravando a pandemia. Na quarta-feira passada, contra todas as evidências, o ministro disse que a recém-encerrada campanha eleitoral, com suas aglomerações, “não trouxe nenhum tipo de incremento ou aumento de contaminação”, razão pela qual “não podemos mais falar em lockdown nem nada”.

Ora, o que aconteceu, segundo as informações disponíveis, foi o exato oposto. Tanto é assim que vários governos decidiram reforçar algumas das restrições que haviam sido abrandadas. Ao desestimular o isolamento social e fazer crer que as contaminações estão diminuindo, o ministro semeia confusão e colabora para desmoralizar os esforços de quem demonstra preocupação com o vírus. 

Enquanto isso, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, a propósito das recomendações para os brasileiros nas festas de fim de ano, menosprezou o isolamento social, pois segundo ele “não tem eficácia”, malgrado seja preconizado pela comunidade científica mundial para reduzir a pandemia. Já em caso de suspeita de contaminação, Élcio Franco defendeu o “tratamento precoce”, que não existe senão no discurso dos xamãs bolsonaristas.

Sabe-se lá quantos brasileiros mais ficarão doentes, correndo risco de morte, como resultado do conflito de mensagens estimulado pelo governo. Para os propósitos de Bolsonaro, como se sabe, isso não tem a menor importância, já que, em suas inolvidáveis palavras, “todos vamos morrer um dia”. A única coisa que importa é livrar-se da responsabilidade pelas consequências da pandemia.

Assim, não surpreende que o governo tenha demorado tanto para formular um plano de vacinação e, também, que esse plano, afinal apresentado na terça-feira passada, seja tão aquém do necessário. A vacinação não somente se estenderá por um ano ou talvez até mais, como será destinada a uma parcela muito pequena da população. 

Sem jamais ter sido prioridade do governo – ao contrário, o próprio presidente disse e repetiu em voz alta que a vacinação não seria obrigatória, como se a vacina fosse uma aspirina que se escolhe tomar ou não –, a imunização dos brasileiros contra o coronavírus entrará para a já extensa e variada lista das obrigações que Bolsonaro, como presidente da República, está deixando de cumprir. E neste caso colocando em risco a saúde de todos.

À inépcia junta-se o autoritarismo explícito, única promessa de campanha que Bolsonaro cumpre à risca. Uma portaria do Ministério da Educação publicada na quarta-feira determinava o retorno às aulas presenciais nas universidades federais e nas faculdades particulares a partir de janeiro. De uma tacada só, a ordem violava a autonomia universitária e, sem qualquer consulta aos gestores universitários, atropelava os esforços para reduzir o contágio entre estudantes e professores.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, expressou surpresa com a repercussão negativa. Ou seja, foi simplesmente incapaz de perceber a violência da medida, evidente por si mesma. É, portanto, muito pior do que a simples incompetência: trata-se de um governo sem qualquer sensibilidade, movido exclusivamente pelos delírios bolsonaristas de poder, nos quais o presidente e alguns de seus principais ministros não demonstram compaixão pelos pobres e os doentes.

Com um presidente que é fã declarado de torturadores, quem haverá de se dizer surpreso, afinal? Fonte: https://opiniao.estadao.com.br

 

Por Bernardo Mello Franco

Lula, Ciro, Marina e Dino na campanha de Guilherme Boulos | Reprodução

O prefeito Bruno Covas lidera as pesquisas e é favorito para vencer a eleição de São Paulo. Mas foi da campanha do seu adversário, Guilherme Boulos, que surgiu o fato político mais relevante do segundo turno até aqui.

No sábado, Lula, Ciro Gomes, Marina Silva e Flávio Dino apareceram juntos na propaganda do candidato do PSOL. Os quatro não dividiam o mesmo palanque eletrônico desde 2006, quando o ex-presidente conquistou o segundo mandato.

Boulos emergiu como a grande novidade do primeiro turno. Com 17 segundos na TV, ultrapassou veteranos como Márcio França e Celso Russomanno, que contava com o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O candidato do PT, Jilmar Tatto, amargou um vexatório sexto lugar.

O PSOL investiu na dobradinha entre um candidato de 38 anos e uma vice de 85. A presença de Luiza Erundina ajudou a atenuar um dos pontos fracos de Boulos. Se ele nunca ocupou cargos públicos, ela governou a cidade entre 1989 e 1992.

A campanha improvisou uma espécie de papamóvel para a ex-prefeita circular na pandemia. Protegida por uma cabine de acrílico, ela percorre a periferia em busca de votos que se descolaram do PT em 2016.

Apesar da aposta no corpo a corpo, Boulos decolou graças à internet. Sua candidatura ganhou impulso nas redes sociais, onde o bolsonarismo reinou sozinho na última eleição. Ele mobilizou artistas e ganhou a preferência dos eleitores mais jovens.

O líder do MTST moderou o tom, mas não abriu mão do discurso contra a desigualdade e a extrema direita instalado no Planalto. No segundo turno, isso o ajudou a reunificar o campo progressista, que se estranhava desde o rompimento de Lula e Ciro na corrida presidencial.

A união em torno de Boulos fez a esquerda voltar a sonhar com uma aliança nos moldes da Frente Ampla uruguaia para enfrentar Bolsonaro em 2022. O cenário ainda é improvável, mas deixou de ser impossível. E Boulos será peça-chave para qualquer acordo daqui a dois anos.

O prefeito Bruno Covas lidera as pesquisas e é favorito para vencer a eleição de São Paulo. Mas foi da campanha do seu adversário, Guilherme Boulos, que surgiu o fato político mais relevante do segundo turno até aqui.

No sábado, Lula, Ciro Gomes, Marina Silva e Flávio Dino apareceram juntos na propaganda do candidato do PSOL. Os quatro não dividiam o mesmo palanque eletrônico desde 2006, quando o ex-presidente conquistou o segundo mandato.

Boulos emergiu como a grande novidade do primeiro turno. Com 17 segundos na TV, ultrapassou veteranos como Márcio França e Celso Russomanno, que contava com o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O candidato do PT, Jilmar Tatto, amargou um vexatório sexto lugar.

O PSOL investiu na dobradinha entre um candidato de 38 anos e uma vice de 85. A presença de Luiza Erundina ajudou a atenuar um dos pontos fracos de Boulos. Se ele nunca ocupou cargos públicos, ela governou a cidade entre 1989 e 1992.

A campanha improvisou uma espécie de papamóvel para a ex-prefeita circular na pandemia. Protegida por uma cabine de acrílico, ela percorre a periferia em busca de votos que se descolaram do PT em 2016.

Apesar da aposta no corpo a corpo, Boulos decolou graças à internet. Sua candidatura ganhou impulso nas redes sociais, onde o bolsonarismo reinou sozinho na última eleição. Ele mobilizou artistas e ganhou a preferência dos eleitores mais jovens.

O líder do MTST moderou o tom, mas não abriu mão do discurso contra a desigualdade e a extrema direita no poder. No segundo turno, isso o ajudou a reunificar o campo progressista, que se estranhava desde o rompimento de Lula e Ciro na campanha de 2018.

A união em torno de Boulos fez a esquerda voltar a sonhar com uma aliança nos moldes da Frente Ampla uruguaia para enfrentar Bolsonaro em 2022. O cenário ainda é improvável, mas deixou de ser impossível. E Boulos sairá da eleição como peça-chave para qualquer acordo daqui a dois anos. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

Líderes debandam da candidatura de Marcelo Crivella e se aproximam de Eduardo Paes; em SP, há união em torno de Covas contra Boulos

 

Maiá Menezes, João Paulo Saconi e Gustavo Schmitt

RIO E SÃO PAULO - A uma semana do segundo turno, líderes evangélicos estão redefinindo apoios nas duas principais capitais do país. Em São Paulo, a saída de Celso Russomanno (Republicanos) aumentou o arco do prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, enquanto no Rio, a perspectiva de vitória de Eduardo Paes (DEM) tem provocado baixas entre apoiadores do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e que tem no segmento seu principal trunfo em busca da reeleição.

Paes e Crivella já estiveram em templos de Madureira, Campo Grande e Barra da Tijuca. Nesses locais, eles não podem pedir votos e, em geral, pastores e bispos apenas oferecem uma oração em nome da pessoa presente. Paes, que não é evangélico, foi convidado pelo bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, a participar de um culto conhecido como Santa Ceia, celebração mensal que é das mais relevantes para a igreja. Ontem, num encontro com pastores na Barra da Tijuca, o candidato do Republicanos pediu que eles abordassem os fieis na porta de suas igrejas para tentar virar a eleição.

Na reta final do primeiro turno, lideranças evangélicas chegaram a enviar vídeos de apoio a Crivella, estimuladas pelo presidente Jair Bolsonaro. Agora, no entanto, o presidente recusou o pedido do prefeito para vir ao Rio, e o desempenho ruim nas pesquisas desanimou nomes importantes do segmento. R.R. Soares, fundador Igreja Internacional da Graça de Deus, autorizou o uso de um vídeo seu de apoio a Crivella, de 2017, na campanha, mas aliados garantem que não gravará novamente. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, voltou atrás na decisão de gravar para o prefeito diante da perspectiva de derrota. Santiago, por outro lado, embarcou na campanha de Bruno Covas (PSDB), em São Paulo.

— O voto evangélico não garante a eleição do Crivella. Foi suficiente para colocá-lo no segundo turno, mas não para definir —avalia o professor José Eustáquio Alves, doutor em demografia pela UFMG.

Já Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, declarou que vai ficar neutro no Rio — seu irmão, o deputado Samuel Malafaia (DEM-RJ), já declarou apoio a Paes — e agora está concentrado em produzir vídeos contra Guilherme Boulos. A união dos líderes evangélicos contra o candidato do PSOL reflete a ojeriza às posições do partido sobre gênero, a descriminalização das drogas e do aborto.

Sem Russomanno na disputa, a oposição a Boulos consolidou o apoio a Covas. O atual prefeito tem o apoio das principais denominações, como a Assembleia de Deus Ministério Belém e Ministério Madureira, além de avançar na base da Universal, que estava com o candidato do Republicanos. Levantamento do Datafolha anterior ao primeiro turno já apontava uma liderança de Covas no segmento, enquanto Boulos ficou apenas em 5º.

A bancada de vereadores evangélicos na Câmara também pesa a favor do tucano. Dos 11 vereadores, ao menos oito fazem parte da sua base. O principal é o presidente da Casa, Eduardo Tuma (PSDB), que abriu caminho para Covas entre pastores. A gestão já fez gestos ao grupo ao longo da pandemia, ao permitir o funcionamento das igrejas, desde que respeitassem uma série de protocolos sanitários. Além disso, no começo do ano, o prefeito aprovou uma resolução que facilita isenção de IPTU para templos religiosos. (Colaborou Alice Cravo). Fonte: https://oglobo.globo.com

Informações publicadas pelo colunista Ancelmo Gois apontam que a investigação feita pela PF indica que invasão deve ter ocorrido antes de 1º de setembro

 

André de Souza

 

Fachada do TSE Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

BRASÍLIA - O ataque hacker que expôs informações de servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conseguiu acessar dados de 2020, e não apenas de anos anteriores, como se supunha inicialmente.  A investigação conduzida pela  Polícia Federal (PF) com colaboração do próprio TSE apontava que os dados eram antigos, do período entre 2001 e 2010. Agora já se sabe que, entre as informações vazadas, há dados de funcionários referentes a este ano. A investigação indica ainda que a invasão deve ter ocorrido antes de 1º de setembro. As informações foram publicadas pelo colunista Ancelmo Gois.

Os  dados  foram expostos no último domingo, dia do primeiro turno da eleição. Ainda no domingo, o TSE informou que o ataque tinha ocorrido com certeza antes de 23 de outubro de 2020, e provavelmente era mais antigo, uma vez que expôs dados de funcionários antigos e ex-ministros. São dados administrativos com informações pessoais sobre servidores.

O ataque foi feito a partir de Portugal. A PF ainda  apura  se há uma ação coordenada para desacreditar o processo eleitoral. Também no domingo, houve uma outra tentativa de ataque para derrubar o site do TSE, que não foi bem-sucedida. Esse ataque teve origem no Brasil, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia.

Na segunda-feira, em entrevista coletiva, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, reclamou  da atuação de “milícias digitais”.

— Ao mesmo tempo em que houve o ataque, milícias digitais entraram em ação. Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar eleições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF — afirmou Barroso. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Filipe Vidon

O influenciador e youtuber Felipe Neto publicou, nesta terça-feira, uma mensagem no Twitter declarando apoio ao candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos, do PSOL, argumentando que o candidato do PSDB, Bruno Covas, "concorda com 92% das orientações bolsonaristas". O atual prefeito de São Paulo tentou convencer Neto sobre seu alinhamento afirmando que "não votou em Bolsonaro". 

Na resposta ao influenciador, Bruno Covas declarou que admira o trabalho de Felipe Neto, mas questionou se ele conhece sua trajetória na política. O candidato tentou conquistar o influencer reforçando suas propostas de governo sobre combate às desigualdades,  respeito à diversidade e a defesa dos direitos humanos. 

Poucos minutos depois, Felipe Neto respondeu ao candidato com uma provocação: "Pra cima de mim, Covas?". Ele compartilhou uma lista com "28 motivos para não votar em Covas" e declarou que o candidato e seu padrinho político, o governador João Doria, podem "desaparecer da política brasileira". 

Em seguida, os dois candidatos que disputam o segundo turno pela Prefeitura de São Paulo responderam Felipe Neto. Guilherme Boulos agradeceu ao influenciador e afirmou que "vai vencer o ódio e o atraso". Já Covas, respondeu citando uma frase do avô e ex-governador de São Paulo, Mário Covas: "Sou um subversivo dentro do meu partido".  Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com