Dom Gomez falou em nome da Conferência Episcopal: "Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica".

 

Vatican News

O arcebispo de Los Angeles e presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Dom José H. Gomez, divulgou uma nota após a vitória de Joe Biden nas eleições do último dia 3 de novembro.

“Agradecemos a Deus pela bênção da liberdade. O povo americano se expressou nestas eleições. Agora, é o momento de os nossos líderes se unirem num espírito de unidade nacional e se disporem ao diálogo e ao compromisso pelo bem comum.

Como católicos e estadunidenses, as nossas prioridades e a nossa missão são claras. Estamos aqui para seguir Jesus Cristo, para testemunhar o seu amor em nossas vidas e para construir o seu reino sobre a terra. Creio que neste momento da história dos Estados Unidos, os católicos têm o dever especial de serem agentes de paz, de promover a fraternidade e a confiança recíproca e de rezar por um renovado espírito de verdadeiro patriotismo no nosso país.

A democracia  requer que todos nós nos comportemos como pessoas virtuosas e autodisciplinadas. Requer que respeitemos a livre expressão das opiniões e nos tratemos uns aos outros com caridade e civilidade, mesmo que estejamos profundamente em desacordo em nossos debates sobre questões de direito e de política pública.

Assim, reconhecemos que Joseph R. Biden, Jr. recebeu votos suficientes para ser eleito o 46° presidente dos Estados Unidos. Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica. Nos congratulamos também com a senadora da Califórnia Kamala D. Harris, que se torna a primeira mulher da história a ser eleita vice-presidente.

Peçamos à Bem-aventurada Virgem Maria, padroeira desta grande nação, que interceda por nós. Nos ajude a trabalhar unidos para realizar a bela visão dos missionários e fundadores dos Estados Unidos: uma nação sob Deus, onde se defenda a santidade de cada vida humana e se garanta a liberdade de consciência e de religião." Fonte: https://www.vaticannews.va

Atingido de raspão na cabeça, Zico Bacana (Podemos) participou de uma pelada em Ricardo de Albuquerque e estava num bar em um bairro vizinho no momento da ação. Rio já registrou 14 cidades com denúncias de milicianos e traficantes infiltrados na eleição

 

Filipe Vidon

RIO — Após ter alta do Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, o vereador e candidato à reeleição Zico Bacana (Podemos) afirmou nesta terça-feira que foi vítima de uma tentativa de homicídio na noite anterior. O parlamentar participou durante a tarde de segunda de uma partida de futebol em Ricardo de Albuquerque, bairro vizinho, e estava num bar no momento em que teria acontecido o ataque, ficando ferido de raspão na cabeça.

O vereador passou a madrugada na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, prestando depoimento e na saída falou com a equipe do Bom Dia Rio, da TV Globo, sobre a ação. Segundo o candidato, ele não vinha sofrendo ameaças de vida, mas acredita que foi uma tentativa de homicídio. Zico Bacana ainda disse que tudo aconteceu muito rápido e não viu de onde partiram os disparos.

– Eu só queria deixar bem claro, o parlamentar não pode ficar passando por isso, o parlamentar é para o povo, é para ajudar a população. Em momento algum, ele pensa que isso vai acontecer com ele porque ele quer o bem da população e faz o seu melhor. E infelizmente isso tá acontecendo com vários outros políticos durante esses meses aí - lamentou.

Segundo testemunhas, os bandidos chegaram às 20h em dois carros e começaram a efetuar os disparos contra o vereador. Além do parlamentar, outras quatro pessoas também foram baleadas, sendo que duas não resistiram e morreram no local. Um deles é um criminoso que integrou a ação e o outro um cliente que estava no mesmo bar. Investigadores seguem buscando outras informações que ajudem a localizar os outros integrantes do crime.

Em um primeiro momento a assessoria de Zico Bacana confirmou que ele tinha sido baleado e informou que ele corria risco de vida. Em torno das 21h voltaram atrás, afirmaram que o tiro tinha sido de raspão na cabeça e que o quadro do vereador era estável.

Policial militar e presidente da Comissão de Defesa Civil da Câmara, Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, há dois anos chegou a ser chamado para prestar depoimento sobre a morte de Marielle Franco (PSOL). Na época, sua defesa afirmou que a oitiva, que durou cerca de 4 horas, foi dada na condição de testemunha. Ele também foi citado na CPI das Milícias, como suposto integrante de um grupo de paramilitares que atuavam nas favelas da Palmeirinha e da Eternit, em Guadalupe, ligação que ele também nega.

 

Escalada da violência política

Segundo informações reunidas pelo Disque Denúncia, 14 cidades do Estado do Rio registram milicianos e traficantes infiltrados no processo eleitoral. A pedido do GLOBO, o órgão elaborou um relatório com base em ligações recebidas pelo órgão desde o início da campanha, em 27 de setembro, até o último dia 13.

A maior parte relata atuação de milicianos para interferir no pleito, 24 ao todo. Outras 13 apontam a influência do tráfico. Em cinco municípios, foram registradas denúncias tanto de traficantes quanto de paramilitares direcionando votos e impedindo a presença de candidatos: Rio, Itaguaí, Duque de Caxias, Belford Roxo e Niterói.

Entre os casos mais recentes de violência, apenas três dias antes do caso de Zico Bacana, uma cabo eleitoral aliada da família Cozzolino — que permaneceu à frente da Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, por quase duas décadas e agora tenta voltar —  foi morta a tiros na manhã da última sexta-feira, menos de 12 horas após prestar depoimento na Polícia Federal. Renata Castro, de 38 anos, disse à PF que estava sendo ameaçada pelo vereador Clevinho Vidal (PCdoB), segundo fontes do Extra.

 

Renata Castro foi assassinada menos de 12 horas após denunciar à Polícia Federal ameaças de adversários políticos Foto: Reprodução

 

Renata estava em casa, no bairro Fragoso, quando foi morta com ao menos 14 tiros. Para a  Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pelo caso, a principal linha de investigação é crime político.

Até a primeira metade de outubro, mais dois casos foram registrados: no dia 15, o candidato a vereador Domingos Barbosa Cabra (DEM), de 57 anos, foi morto a tiros na noite deste sábado, no bairro do Cabuçu, em Nova Iguaçu. Ele foi alvejado por diversos disparos, realizados por homens com toucas ninjas, enquanto também estava num bar. Domingão, como era conhecido na região, chegou a ser encaminhado para a UPA de Cabuçu, porém não resistiu aos ferimentos.

Antes dele, no dia 1º de outubro, Mauro Miranda da Rocha, de 41 anos, também candidato a vereador em Nova Iguaçu, pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), foi morto a tiros no Bairro Rancho Fundo. O político levou tiros na cabeça, braço e peito. Ele ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na chegada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu. Fonte: https://oglobo.globo.com

Integrantes do grupo acreditam que presidente cumpriu promessas e lhes deu voz e poder; descontentamento com estilo agressivo do republicano, no entanto, começa a aparecer

 

Paola de Orte, especial para O Globo

GREENSBORO, EUA — “Deus abençoe o presidente Trump”, diz um outdoor na I-95, a estrada interestadual que percorre a Costa Leste dos Estados Unidos, quando ela atravessa a Carolina do Norte. Mensagens religiosas de apoio ao presidente são comuns no Cinturão da Bíblia, que abarca o Sul dos EUA, do Texas ao Alabama e às Carolinas do Sul e do Norte. Nesse arco, o protestantismo evangélico conservador desempenha papel mais forte na sociedade do que em outras regiões, e esse papel transborda para a política.

Para a maioria dos eleitores protestantes da região e de outras mais conservadoras no Meio-Oeste do país, os quatro anos de governo Trump significaram um período de promessas cumpridas e reconhecimento do poder de uma voz até então negligenciada e mesmo menosprezada por Hollywood e pela mídia.

— Jesus deu uma parábola que é perfeita para as eleições — disse ao GLOBO o pastor Jim Muld na última quarta-feira, logo antes do início do culto na igreja A Casa da Adoração de Greensboro, usando a assistente de voz para abrir a “parábola dos dois filhos” no celular. — Um homem tinha dois filhos e pediu para irem trabalhar. O primeiro disse “sim, vou”, mas não foi. O outro disse “não vou”, mas depois pensou melhor e foi. Jesus perguntou: quem era o mais justo?

Aliança paradoxal

A relação entre Trump e os evangélicos pode parecer paradoxal à primeira vista. O magnata apresentador de TV chegou a defender que mulheres pudessem decidir sobre o aborto, está no terceiro casamento e adota estilo pouco conservador nas palavras e nas atitudes. Em 2015, se colocou como o candidato dos cristãos e disse frequentar uma igreja em Manhattan que negou que ele fosse um fiel assíduo.

Apesar da aparente contradição, o apoio se explica por uma razão: o grupo entende que Trump faz, enquanto outros apenas prometiam, como na parábola lida pelo pastor.

Entre as promessas de Trump em 2016 estavam a mudança da embaixada americana em Israel para Jerusalém e a indicação de juízes conservadores para a Justiça federal e para a Suprema Corte — que poderiam, no futuro, reverter a decisão que abriu caminho para o aborto legal em todos os estados americanos. Ambas foram cumpridas.

— Ele ama os EUA e o povo de Deus — diz a dona de casa Sarah Bazen, que usava uma camiseta com os dizeres “Jesus é meu salvador, Trump é meu presidente” no comício de Trump em Greenville, Carolina do Norte, na última quinta.

Frequentadora de uma igreja batista, Sarah percorreu 250 quilômetros de sua casa em Asheboro para assistir ao comício com a família e amigos.

— Este presidente nos deu uma voz — diz a dona de casa de 31 anos Charity Younts, que também integrava o grupo de Asheboro. — Ele deu aos cristãos uma voz, a pessoas que são pró-vida uma voz, a pessoas que são pró-Israel uma voz, e, pela primeira vez em muitos, muitos anos, provavelmente desde Ronald Reagan, nós sentimos que temos alguém que nos apoia.

O sentimento que Charity descreve é similar ao de outros evangélicos da base do presidente. Ela conta que, antes de Trump, sentia que sua crença não importava e que os cristãos eram “cidadãos de segunda classe”.

— Parecia que todos tinham voz: muçulmanos, outras religiões. O que é bom, é a beleza dos EUA. Eles devem ter como ter uma voz, mas a nossa voz foi silenciada na tentativa de proteger outras religiões.

Evangélicos brancos são a base mais fiel de Trump desde o início do seu mandato: 78% dizem que vão votar no presidente, segundo pesquisa do Centro de Pesquisas Pew desta semana. Entre protestantes negros, o número se inverte: 90% votarão em Biden. Protestantes não evangélicos e católicos brancos também apoiam o presidente, mas com margem de diferença bem menor: pouco mais da metade prefere Trump a Biden. Se católicos latinos forem somados, Biden ganha por pouco.

— A base evangélica se importa com dois temas: aborto e temas relacionados à comunidade LGBT+. Eles querem muito reverter Roe x Wade e mudar a Suprema Corte — diz David Schultz, professor de Ciências Políticas da Universidade Hamline, em referência à decisão de 1973 que permitiu o aborto em todos os estados. — Eles gostam mais de Trump do que de George Bush e até Reagan, porque, na visão deles, ele está entregando resultados nos temas importantes. Eles não se importam com seu estilo de vida pessoal.

Além dos jantares para líderes religiosos na Casa Branca, Trump também se empenhou em demonstrar o prestígio do grupo de outras formas. Em sua disputa com a mídia, deu preferência aos meios de comunicação cristãos: no primeiro ano de governo, deu mais entrevistas à Christian Broadcasting Network, do televangelista Pat Robertson, do que aos grandes canais de televisão CNN, ABC e CBS.

A Carolina do Norte está entre os dez estados mais religiosos dos EUA, com 66% dos habitantes rezando diariamente, segundo o Pew. O estado é terra natal de Billy Graham (1918-2018), o “pastor dos presidentes”, que teve audiências com ocupantes da Casa Branca de Harry Truman a Barack Obama.

No final do ano passado, o editor-chefe da revista Christianity Today, ligada ao legado de Graham, publicou um editorial em defesa do impeachment de Trump. Apesar da grande repercussão, o texto acabou resultando na saída do editor, Mark Galli. Ficou evidente que o apoio da comunidade evangélica ao presidente continuava forte.

Em busca de caráter

Forte, mas não igual ao de quatro anos atrás. A pesquisa do Centro Pew desta semana mostrou que a aprovação dos evangélicos brancos a Trump escorregou: de 76% para 72% ao longo da Presidência. Entre brancos protestantes não evangélicos, caiu de 60% para 53%, e entre os outros grupos religiosos está abaixo dos 50%.

— Cresci na igreja, e na época era significativo dizer que você ia à igreja: as pessoas pensavam que podiam confiar em você — diz o caminhoneiro Joe Coltrane, de 48 anos, que participou do culto liderado pelo pastor Jim em Greensboro (o estado permite cultos durante a pandemia).

Coltrane é forte opositor do aborto legalizado —“eu amo ela!”, diz sobre a indicada por Trump para a Suprema Corte, Amy Barrett — e confirma o sentimento de que Hollywood teria traído os cristãos, tratando-os como bobos ou loucos em filmes e séries.

— Eu tinha um adesivo no meu carro que dizia “eu amo minha igreja”, e um cara ateu do meu trabalho me atacava constantemente, mesmo eu tendo sido sempre gentil.

Apesar de ter votado em Trump há quatro anos, Coltrane não o apoia incondicionalmente. A igreja evangélica que frequenta está passando por mudanças: apesar de quase todos os 50 fiéis que acompanharam o culto da quarta estarem sem máscaras e muitos terem confirmado que votaram em Trump em 2016, alguns demonstram preocupação com seu caráter, sua maneira de comprar brigas públicas e políticas mais agressivas contra os direitos humanos, como a separação de crianças de suas famílias na fronteira. Chegam a cogitar se um novo voto de confiança valerá a pena.

— Eu procuro caráter. Eu gostaria de ter uma pessoa com caráter, como Obama. Foi maravilhoso ter um homem afro-americano lá em cima para quem as crianças afro-americanas podiam olhar e dizer “nós somos ótimos, somos boas pessoas, Deus nos fez e podemos ser grandes também”. Isso significou muito para mim, não o fato de ele ser um democrata — diz Joe, que é registrado como republicano, votou em Obama em 2008 e está em dúvida sobre o que fará neste ano. — Eu sou caminhoneiro, tenho que gastar um dia de férias para votar. E realmente estou indeciso. Fonte: https://oglobo.globo.com

Como um vídeo de Bolsonaro gerou revolta e demissão no alto escalão do Facebook

 

Por Rennan Setti

 

Reprodução de live de Bolsonaro sobre índios | Reprodução

Reportagem da edição desta semana da revista “New Yorker” revela como uma live de Jair Bolsonaro provocou revolta e debate acalorado no alto escalão do Facebook, culminando na demissão de um engenheiro. Ele pediu para sair inconformado com a aparente condescendência dos executivos da rede social com supostas violações das regras da plataforma pelo presidente brasileiro. 

live controversa foi aquela em que Bolsonaro afirmou que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”, gravada em janeiro passado. Segundo conta Andrew Marantz — que assina a reportagem da “New Yorker” e é autor do livro “Antisocial”, sobre extremismo on-line —, notícias sobre a declaração do presidente chocaram David Thiel, um especialista em cibersegurança baseado na sede do Facebook, em Menlo Park, Califórnia. 

Ele ficou ainda mais inconformado quando constatou que o Facebook não havia removido o vídeo, apesar de clara violação à regra que veda discursos que “desumanizem” ou classifiquem de sub-humano qualquer grupo ou etnia (em português, os termos falam em conteúdo “degradante”).

 

'Politicamente incorreto'  

Prontamente, Thiel publicou na Workplace, rede social interna do Facebook, um questionamento sobre a permanência do vídeo na plataforma. Dois experts, um em Brasília e outro em Dublin, avaliaram a queixa e concluíram que a declaração de Bolsonaro não violava as regras. De acordo com a reportagem, o especialista baseado em Brasília justificou a decisão informando que Bolsonaro é “politicamente incorreto” e que, na verdade, o presidente falava em sentindo figurado. 

“Na verdade, ele quis dizer que os índios estão se tornando mais integrados à sociedade”, explicou o especialista, de acordo com a “New Yorker”.    

Thiel discordou da avaliação e suspeitou da objetividade do colega, “já que ele havia trabalhado para pelo menos um político pró-Bolsonaro”, descreveu a revista. O engenheiro recorreu, então, a instâncias superiores, e pelo menos quatro membros do time responsável pela política de conteúdo do Facebook concordaram em se reunir virtualmente com Thiel para debater o tema.

 

PowerPoint 

O engenheiro estava tão inconformado com a tolerância do Facebook com Bolsonaro que preparou um PowerPoint de 15 slides para convencer a “banca” de que o brasileiro violou, sim, as regras da plataforma. Segundo a reportagem, a apresentação recorria até a definições de dicionário e outras declarações racistas de Bolsonaro para provar seus argumentos. Um dos slides lembrava um discurso em que Mark Zuckerberg dizia que declarações “desumanizantes” são o primeiro passo para a incitação da violência.  

Mas os interlocutores se mostraram irredutíveis, segundo Thiel, interrompendo seus argumentos e questionando a credibilidade do engenheiro. Em março, dois meses depois da live de Bolsonaro, Thiel se demitiu, revoltado com a complacência de seus superiores.    

“O Facebook está hoje cada vez mais alinhado com os ricos e poderosos, permitindo que eles sigam regras diferentes”, acusou o engenheiro, em post publicado na rede social interna no dia de sua saída.   

Segundo a revista, pouco depois de Thiel postar sua despedida, o time de conteúdo contatou o engenheiro contando que haviam mudado de ideia sobre o discurso do Bolsonaro. Ele preferiu sair mesmo assim.

Hoje, Thiel é diretor técnico do Observatório da Internet de Stanford, universidade mais prestigiosa do Vale do Silício. 

(Atualização: Após a publicação da nota pela coluna, o Facebook enviou a seguinte nota à Capital:   

“Proibimos discurso de ódio e aplicamos nossas regras de conteúdo globalmente, independentemente da posição ou afiliação política de quem publicou. Sabemos que temos mais a fazer, mas estamos progredindo na forma como aplicamos nossas regras e auditamos nossos processos com frequência para garantir precisão e imparcialidade”.). Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

 

JOSÉ CASADO

Aos 57 anos, Marcio Bittar é um político em ascensão no Congresso. Chegou ao Senado há apenas 20 meses, pelo MDB do Acre, e já é relator de alguns dos mais disputados projetos da temporada legislativa. Entre eles, está o programa de renda básica que Jair Bolsonaro sonha levar embaixo do braço para os palanques da reeleição.

Bittar foi comunista de carteirinha, no PCB, e estudante na extinta União Soviética. Girou a chave na vida de pecuarista no noroeste do Acre, região recordista em incêndios, desmatamentos e conflagrada pelo narcotráfico na fronteira com Peru e Bolívia. Tornou-se um expoente da bancada ruralista, onde há gente que quase enfarta quando ouve a palavra “Ibama”, e um conservador em cruzada contra a liberação do aborto.

Tenta negociar solução para uma antiga equação, insolúvel aos olhos de muitos comunistas e conservadores: reduzir os gastos públicos e, ao mesmo tempo, criar um mecanismo de transferência de renda aos pobres.

Ninguém é contra, todos são a favor do combate à corrupção, da luz elétrica e da água encanada. Mas sobra ceticismo no Congresso e no governo. Não é conspiração, somente apatia diante da paisagem do abismo social. Ela é hipnótica em regiões como Sena Madureira e Feijó, vizinhas acreanas, onde Bittar trocou a retórica comunista pelos votos ruralistas. Fonte: https://oglobo.globo.com

Eleição no Rio: A Record e Crivella

Subliminar, mas nem tanto

Record escalou o elenco para divulgar seu novo número de WhatsApp. O final é 1010. Todos falam: “Dez, dez”. Mostram as mãos e continuam: “Não esqueçam: DEZ, DEZ”. Só que dez é o número de Marcelo Crivella. Lembrando que uma vinheta parecida já foi tirada do ar pela Justiça Eleitoral por divulgar o Salmo 22, quando o número de Crivella era... 22. Fonte: https://kogut.oglobo.globo.com

Tribunal Superior Eleitoral também oficializou colaboração com Facebook e Instagram

Paulo Cappelli

 

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral anunciou, nesta quarta-feira, uma parceria com WhatsApp, Facebook e Instagram para combater a disseminação de fake news, de disparos em massa, e para divulgar medidas de segurança para o combate à Covid-19 durante as eleições municipais de novembro.

No evento virtual, que contou com a participação do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e de representantes das três redes sociais, foi comunicado que o WhatsApp disponibilizará um canal de comunicação para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que é proibido.

— O TSE será a primeira autoridade eleitoral do mundo a ter um chart bot dentro do aplicativo, que permitirá aos eleitores interagirem com o Tribunal Superior Eleitoral no WhatsApp. Haverá um canal específico para que a Justiça Eleitoral e cidadãos possam denunciar contas suspeitas de fazerem disparos em massa. Recebida a denúncia, o Whatsapp conduzirá uma apuração interna para verificar se as contas indicadas violaram as políticas do aplicativo. E, se for o caso, irá bani-las — explicou Aline Osorio, secretária-geral do TSE.

Foi anunciada ainda parceria com Facebook e Instagram para ajudar a divulgar iniciativas para o combate às fake news e medidas de segurança para o enfrentamento ao Covid-19 na eleição municipal deste ano.

— Buscamos enfrentar o que tem sido chamado de comportamentos inautênticos coordenados: uso de robôs, perfis falsos, circulação em larga escala de notícias deliberadamente falsas. E enfrentar sem criar um novo mal que, seria a censura. A revolução tecnológica digital resultou nessa difusão dos computadores e no surgimento da internet. É importante impedir que as redes sociais, que têm um papel agregador, sejam utilizadas muitas vezes com maus propósitos, seja para vantagem ilícita, difamar pessoas e destruir componentes essenciais à democracia — disse Barroso. Fonte: https://oglobo.globo.com

Por Lauro Jardim

O impulsionamento pago das candidaturas de candidatos a prefeitos e vereadores no Facebook, Instagram e Google já começou. Mas pode ter vida curta.

O TSE se reúne nesta semana para continuar a votação, virtual, de uma ação que pode vetar o uso do fundo partidário para esta modalidade de propaganda. Por enquanto, dois votos foram dados. Um a favor e um contra. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

 

Presidente atacou a imprensa por “disseminar” o pânico na pandemia de coronavírus. Sobre os incêndios na Amazônia e no Pantanal, se colocou como vítima de “campanha de desinformação”

O presidente Jair Bolsonaro utilizou seu discurso para a 75ª Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira para eximir seu Governo das responsabilidades pela gestão da pandemia de coronavírus, que até o momento causou mais de 137.000 mortes no Brasil, e dos devastadores incêndios na Amazônia e no Pantanal. Para isso, atacou adversários como a imprensa, ao afirmar que ela “politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população” e que o país é vítima “de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. Leia a seguir o discurso na íntegra.

 

"Senhor Presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir,

Senhor Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a quem tenho a satisfação de cumprimentar em nossa língua-mãe,

Chefes de Estado, de Governo e de Delegação,

Senhoras e senhores,

É uma honra abrir esta Assembleia com os representantes de nações soberanas, num momento em que o mundo necessita da verdade para superar seus desafios.

A covid-19 ganhou o centro de todas as atenções ao longo deste ano e, em primeiro lugar, quero lamentar cada morte ocorrida. Desde o princípio, alertei, em meu País, que tínhamos dois problemas para resolver, o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade.

Por decisão judicial, todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 Governadores das unidades da Federação. Ao Presidente, coube o envio de recursos e meios a todo o País.

Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, quase trouxeram o caos social ao país.

Nosso Governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior.

Nosso Governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior.

Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente mil dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo.

Destinou mais de 100 bilhões de dólares para ações de saúde e socorro a pequenas e microempresas, assim como compensou a perda de arrecadação dos Estados e Municípios.

Assistiu a mais de 200.000 famílias indígenas com produtos alimentícios e prevenção à covid.

Estimulou, ouvindo profissionais de saúde, o tratamento precoce da doença.

Destinou 400 milhões de dólares para pesquisa, desenvolvimento e produção da vacina de Oxford no Brasil.

Não faltaram, nos hospitais, os meios para atender aos pacientes da covid.

A pandemia deixa a grande lição de que não podemos depender apenas de umas poucas nações para a produção de insumos e meios essenciais para nossa sobrevivência. Somente o insumo da produção de hidroxicloroquina sofreu um reajuste de 500% no início da pandemia.

Nesta linha, o Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação, a exemplo da Indústria 4.0, da inteligência artificial, da nanotecnologia e da tecnologia 5G, com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania e prezem pela liberdade e pela proteção de dados.

No Brasil, apesar da crise mundial, a produção rural não parou. O homem do campo trabalhou como nunca e produziu, como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas.

O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado.

Nossos caminhoneiros, marítimos, portuários e aeroviários mantiveram ativo todo o fluxo logístico para distribuição interna e exportação.

Nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta.

Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.

A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha, escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o Governo e o próprio Brasil.

Somos líderes em conservação de florestas tropicais. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo.

Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono.

Garantimos segurança alimentar a um sexto da população mundial, mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para a pecuária e a agricultura – números que nenhum outro país possui.

O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. Por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente.

Estamos abertos para o mundo naquilo que de melhor temos para oferecer, nossos produtos do campo. Nunca exportamos tanto. O mundo cada vez mais depende do Brasil para se alimentar.

Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas.

Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental. Juntamente com o Congresso Nacional, buscamos a regularização fundiária, visando identificar os autores desses crimes.

Lembro que a Região Amazônica é maior que toda a Europa Ocidental. Daí a dificuldade em combater não só os focos de incêndio, mas também a extração ilegal de madeira e a biopirataria. Por isso, estamos ampliando e aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações interagências, contando, inclusive, com a participação das Forças Armadas.

O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição.

A nossa preocupação com o meio ambiente vai além das nossas florestas. Nosso Programa Nacional de Combate ao Lixo no Mar, um dos primeiros a serem lançados no mundo, cria uma estratégia para os nossos 8,5 mil quilômetros de costa.

Nessa linha, o Brasil se esforçou, na COP25, em Madri, para regulamentar os artigos do Acordo de Paris que permitiriam o estabelecimento efetivo do mercado de carbono internacional. Infelizmente, fomos vencidos pelo protecionismo.

Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo.

O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Entretanto, as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade, para que agressões como a ocorrida contra o Brasil não venham a atingir outros países.

Não é só na preservação ambiental que o País se destaca. No campo humanitário e dos direitos humanos, o Brasil vem sendo referência internacional pelo compromisso e pela dedicação no apoio prestado aos refugiados venezuelanos, que chegam ao Brasil a partir da fronteira no Estado de Roraima.

A Operação Acolhida, encabeçada pelo Ministério da Defesa, recebeu quase 400 mil venezuelanos, deslocados devido à grave crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana.

Com a participação de mais de 4 mil militares, a Força-Tarefa Logística Humanitária busca acolher, abrigar e interiorizar as famílias que chegam à fronteira.

Como membro fundador da ONU, o Brasil está comprometido com os princípios basilares da Carta das Nações Unidas: paz e segurança internacional, cooperação entre as nações, respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos. Neste momento em que a Organização completa 75 anos, temos a oportunidade de renovar nosso compromisso e fidelidade a esses ideais.

A paz não pode estar dissociada da segurança. A cooperação entre os povos não pode estar dissociada da liberdade.

O Brasil tem os princípios da paz, da cooperação e da prevalência dos direitos humanos inscritos em sua própria Constituição, e tradicionalmente contribui, na prática, para a consecução desses objetivos.

O Brasil já participou de mais de 50 operações de paz e missões similares, tendo contribuído com mais de 55 mil militares, policiais e civis, com participação marcante em Suez, Angola, Timor Leste, Haiti, Líbano e Congo.

O Brasil teve duas militares premiadas pela ONU na Missão da Republica Centro-Africana pelo trabalho contra violência sexual.

Seguimos comprometidos com a conclusão dos acordos comerciais firmados pelo Mercosul com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio. Esses acordos possuem importantes cláusulas que reforçam nossos compromissos com a proteção ambiental.

Em meu Governo, o Brasil finalmente abandona uma tradição protecionista e passa a ter, na abertura comercial, ferramenta indispensável de crescimento e transformação.

Reafirmo nosso apoio à reforma da Organização Mundial do Comércio, que deve prover disciplinas adaptadas às novas realidades internacionais.

Estamos igualmente próximos do início do processo oficial de acessão do Brasil à OCDE. Por isso, já adotamos as práticas mundiais mais elevadas em todas as áreas, desde a regulação financeira até os domínios da segurança digital e da proteção ambiental.

No meu primeiro ano de Governo, concluímos a reforma da Previdência e, recentemente, apresentamos ao Congresso Nacional duas novas reformas: a do sistema tributário e a administrativa.

Novos marcos regulatórios em setores-chave, como o saneamento e o gás natural, também estão sendo implementados. Eles atrairão novos investimentos, estimularão a economia e gerarão renda e emprego.

O Brasil foi, em 2019, o quarto maior destino de investimentos diretos em todo o mundo. E, no primeiro semestre de 2020, apesar da pandemia, verificamos um aumento do ingresso de investimentos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso comprova a confiança do mundo em nosso Governo.

O Brasil tem trabalhado para, em coordenação com seus parceiros sul-atlânticos, revitalizar a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

O Brasil está preocupado e repudia o terrorismo em todo o mundo.

Na América Latina, continuamos trabalhando pela preservação e promoção da ordem democrática como base de sustentação indispensável para o progresso econômico que desejamos.

A liberdade é o bem maior da humanidade.

Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia.

Também quero reafirmar minha solidariedade e apoio ao povo do Líbano pelas recentes adversidades sofridas.

Cremos que o momento é propício para trabalharmos pela abertura de novos horizontes, muito mais otimistas, para o futuro do Oriente Médio.

Os acordos de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, e entre Israel e o Bahrein – três países amigos do Brasil, com os quais ampliamos imensamente nossas relações durante o meu Governo –, constituem excelente notícia.

O Brasil saúda também o Plano de Paz e Prosperidade lançado pelo Presidente Donald Trump, com uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços, retomar o caminho da tão desejada solução do conflito israelense-palestino.

A nova política do Brasil, de aproximação simultânea a Israel e aos países árabes, converge com essas iniciativas, que finalmente acendem uma luz de esperança para aquela região.

O Brasil é um país cristão e conservador, e tem na família sua base.

Deus abençoe a todos.

Muito obrigado".

Fonte: https://brasil.elpais.com

Aprovada no Congresso, proposta aguarda sanção no momento em que presidente tenta consolidar base

 

Marcello Corrêa

BRASÍLIA — No momento em que busca consolidar uma base de apoio no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro tem até sexta-feira para decidir se sanciona ou veta trecho de um projeto de lei que concede um perdão bilionário a igrejas e templos. A proposta, apresentada pela bancada evangélica, beneficia instituições religiosas que hoje devem quase R$ 1 bilhão em dívidas previdenciárias e tributárias, ao anular multas aplicadas pelo não pagamento de contribuições que incidem sobre a remuneração de pastores e líderes.

A medida, que vinha sendo negociada desde o ano passado, foi apresentada pelo deputado federal David Soares (DEM-SP), filho do missionário R.R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus. O parlamentar incluiu a proposta em um projeto de lei que trata sobre regras para pagamento de precatórios. A manobra foi revelada ontem pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Segundo a proposta, igrejas e templos ficam livres do recolhimento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Além isso, as autuações relacionadas às dívidas desses tributos ficam canceladas. Em outra frente, o trecho anula as multas pelo não pagamento de contribuições previdenciárias que incidem sobre remunerações de pastores, padres e sacerdotes aplicadas antes de 2015, quando essas cobranças foram suspensas por outra lei.

Hoje, a Constituição proíbe a cobrança de impostos sobre “templos de qualquer culto”. A imunidade, no entanto, não isenta as entidades de recolherem contribuições, que são outro tipo de tributo, administradas apenas pelo governo federal. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), instituições religiosas têm hoje R$ 889 milhões em débitos inscritos na Dívida Ativa da União, considerando apenas dívidas previdenciárias e tributárias. Nem todas as pendências seriam afetadas pela imunidade aprovada pelo Congresso.

A emenda apresentada por Soares foi questionada pelo relator da proposta na Câmara, deputado Fábio Trad (PSD-MS). De acordo com o parlamentar, a proposta viola a Constituição, justamente porque o texto não prevê a imunidade para igrejas na cobrança de contribuições, apenas para impostos, como IPTU e Imposto de Renda. “Não podemos dar nosso apoio a esta emenda”, escreveu Trad, no relatório.

Apesar da ressalva do relator, a proposta foi aprovada com folga, com 345 favoráveis e 125 contrários. A liderança do governo na Câmara orientou favoravelmente ao perdão tributário. Os votos contrários foram puxados por partidos de oposição, como PT, PSOL e PCdoB. O texto foi aprovado no Senado sem alterações.

Ao justificar a proposta, David Soares afirmou que as autuações sobre as igrejas são resultado de “interpretações equivocadas da legislação”. Segundo o parlamentar, isso faz com que as instituições tenham que acionar a Justiça para contestar as cobranças.

— O que estou fazendo aqui é sinal de justiça. Ninguém está criando benefício algum. Nós estamos executando a lei aprovada por esta Casa, mas que a casa fiscal maior do Brasil recusa-se a cumprir. Ela rasga a Constituição, interpreta-a do seu próprio jeito — disse o parlamentar, no dia da aprovação.

A proposta de perdão tributário ocorre em um momento em que a equipe econômica tem defendido a redução dos benefícios tributários, que diminuem a entrada de recursos nos cofres públicos. Só no ano que vem, essas renúncias fiscais chegarão a R$ 341,9 bilhões, de acordo com dados da Receita Federal.

 

Interlocução

Ao mesmo tempo, o pedido da bancada evangélica ocorre quando Bolsonaro busca aumentar a interlocução com parlamentares. Caso sancione a medida, este não seria o primeiro aceno do presidente ao segmento. No ano passado, o governo apoiou um projeto de lei que flexibiliza obrigações fiscais de instituições religiosas. A articulação foi selada após um encontro com o

Em fevereiro deste ano, levantamento do GLOBO mostrou que Bolsonaro privilegiou lideranças evangélicas em suas agendas públicas no ano passado. Ao longo de 2019, foram 40 encontros com representantes de entidades religiosas — uma média de três reuniões por mês.

O tema deve voltar a ser discutido na tramitação da reforma tributária, hoje em análise por uma comissão mista, formada por deputados e senadores. Como os projetos em análise alteram a Constituição, será possível ampliar as imunidades tributárias a igrejas. No fim de julho, esse pedido já foi feito ao deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Por Joaquim Ferreira dos Santos

O pastor Evraldo batiza Bolsonaro no Rio Jordão | Divulgação

Eu nasci há dez mil anos atrás e foi mais ou menos no início dessa jornada milenar que vi na Praça Quinze o profeta vestido de branco, uma barba comprida igualmente branca, tudo para dar a impressão de que acabara de saltar do papiro bíblico. Chamava-se Gentileza, escrevia “Deus” nas paredes, e com ele aprendi uma lição. O homem que diz sou, não é. Era só aparecer uma moça de minissaia e o profeta corria atrás da pecadora, gritando para que ardesse no fogo dos infernos. As aparências enganam. Gentileza era puro ódio.

O Brasil é a república dos falsos profetas, dos santos de pau oco, a terra roxa onde, se plantando o medo de Deus no coração dos trouxas, tudo dá e será permitido. Tem bandido que não está nem aí para as aparências e vai sacando do revólver, “mãos ao alto”, exigindo que o otário lhe passe a grana. Há o de outro tipo que saca do coldre a ameaça divina, “Deus acima de todos”, para realizar sem derramamento de sangue os mesmos despropósitos. É o tipo que está no poder.

Não vai aqui qualquer blasfêmia contra Deus, em quem todos pomos fé irrestrita. O problema em 2020 é acreditar nos seus divulgadores. O governador, homem de bem flagrado na semana passada com a mão no bem alheio, faz o sinal da cruz sempre que passa diante de uma igreja. A pastora-deputada-evangélica com nome de flor, 55 filhos amorosos como plataforma política, escalou meia dúzia deles para formar uma quadrilha e - todos juntos, família acima de tudo - matar o pai da prole.

O Brasil já teve beatos melhores, vozes sofridas da palavra do Messias, e os coitados acabaram perseguidos como bandidos que não eram. Antônio Conselheiro saiu pelo sertão misturando a Bíblia com a dor de ter flagrado a mulher em adultério, e foi morto no acampamento revolucionário de Canudos. O beato Salu, da novela “Roque Santeiro”, gritava para a multidão de Asa Branca que “mais forte são os poderes de Deus”. Como é próprio da espécie, anunciava o fim do mundo.

Os fanáticos de 2020 trocaram a bata branca pelo terno preto, mas continuam ameaçando para breve o fim do mundo, provocado agora pela combinação diabólica da nuvem de gafanhoto do comunismo e a pouca vergonha da maconha. Recriaram o medo e monetizaram a ignorância, na certeza de que o Brasil é campeão mundial do desemprego, mas tem sempre vago um cargo terrivelmente bem assalariado de “Salvador da Pátria”. Exige-se apenas discurso moralista em defesa da família, como fazia a deputada-flor nas sessões plenárias pela manhã, poucas horas depois de passar a noite no pegapracapá do clube de swing.

Eu nem precisava ter nascido há tanto tempo para saber que no Brasil, com a exceção da Irmã Dulce, santo de casa não faz milagre. Rouba, difama, mata, racha. Basta ler os relatórios do Coaf e os autos dos processos contra esses falsos tementes do fogo do inferno. O pastor, que usou as águas do Rio Jordão para lavar a imagem do fã da tortura, também tinha a sua quadrilha – e o jornal de amanhã deve trazer na primeira página algum novo crime do evangelismo municipal, do protestantismo estadual ou do cristianismo federal. Deus foi arrolado como cúmplice, mas é inocente. Dez mil anos atrás, ele me disse - tem horror a essa gente mentirosa e ruim. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

 

Em sermão, padre disse: 'O que adianta ao homem ganhar tudo neste mundo e perder a dignidade, a ética pessoal?'

 

Felipe Grinberg e Márcia Foletto

RIO — O governador em exercício Cláudio Castro participou na manhã deste domingo de uma missa na Paróquia Santa Rosa de Lima, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Católico e também cantor, Castro tocou violão na celebração deste domingo e cantou em diversos momentos, como durante o recolhimento da oferta e da eucaristia. Sempre de máscara, somente nos momentos das canções retira o item de proteção.

Castro participou dos cantos ao longo da celebração. Castro tocou violão na celebração deste domingo e cantou em diversos momentos, como durante o recolhimento da oferta e da eucaristia. Sempre de máscara, somente nos momentos das canções retirou o item de proteção. Já acostumado a usar o item grande parte do seu dia, em uma música até esqueceu de retirar a máscara para cantar. Com uma camisa pólo cor de vinho, Castro recebeu a hóstia ao lado do microfone, o que é comum entre os fiéis que fazem parte das bandas.

Na missa, Castro estava com um semblante tranquilo e tentou não se destacar entre os fiéis. Dois de seus seguranças chegaram minutos antes do governador em exercício, que foi acompanhado de sua esposa e filhos. Os carros oficiais que levaram a família estavam descaracterizados e não usaram as sirenes no caminho. Grande parte dos policiais que atuam na sua segurança também aguardaram o fim da celebração do lado de fora da igreja.

Os olhos dos fiéis ficaram atentos ao padre Marcelo Araújo, mas em algumas canções, um ou outro sacou o celular para filmar e fotografar o governador em exercício. Cantando como primeira voz na maior parte das músicas, ele dividiu o microfone com duas outras pessoas é foi acompanhado apenas por um violão. No fim da missa, alguns fiéis também aproveitaram para desejar boa sorte a Castro, que se limitou a dizer que estava "trabalhando duro".

Sem citar Castro, o padre Marcelo Araújo começou o sermão com a história bíblica do profeta Jeremias que aparece no Antigo Testamento e foi escolhido por Deus, mas no início acreditava não estar pronto para a missão divina. Então, após aceitar sua missão, o profeta faz da sua vida “generosa a Deus a para o povo”, mesmo após ser ridicularizado e desprezado por alguns. Ao longo da sua fala, o padre Marcelo Araújo ainda disse que para ser cristão e católico é preciso de realizar boas ações também fora da igreja

— Algumas pessoas vivem como se Deus não existisse, muitas vezes cedemos a tentação do dinheiro e do poder. Nossa salvação não está em bens terrenos. O que adianta ao homem ganhar tudo neste mundo, mas perder a dignidade, a boa fama, sua imagem e a ética pessoal? — indagou o pároco. — Não basta ser cristão católico só na igreja e na família. Tenho que ser cristão na minha vida acadêmica, profissional — completou.

 

Funções na Igreja

Cláudio Castro tem funções específicas na Igreja, como participar da liturgia e dos cânticos nas missas. Foi por meio da religião que chegou à política. Tudo começou no Encontro de Jovens com Cristo. Com o padre Zeca, participou, em 1998, do movimento Deus é Dez. Ali se tornou amigo de Márcio Pacheco, também católico, de quem se tornou, mais tarde, assessor, no Detran, na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa.

Tentou ser vereador em 2012, teve oito mil votos. Em 2016, com 10 mil votos, foi eleito. Foi Castro que levou o famoso Padre Omar, da paróquia São José da Lagoa, ao catolicismo: os dois estudaram juntos na adolescência e começaram juntos a frequentar o encontro de jovens com Cristo. Guarda as imagens do encontro que teve com o Papa Francisco, em Roma, no ano passado, e também um terço que mantém no bolso permanentemente. Nascido em Santos (SP), veio para o Rio com 1 ano de idade e perdeu a mãe aos três. Casado, tem dois filhos. Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Vitor da Costa

Exercícios na academia improvisada, leituras, discussão com outros presos por causa da esposa e até desmaio com uso de antidepressivos. Esses fatos e outros detalhes, que marcam a vida do ex-governador Sérgio Cabral no cárcere, podem ser conhecidos no livro “O carcereiro do Cabral — Verdades e mentiras sobre a vida do ex-governador em Bangu 8”, com edição impressa lançada este mês pela editora Máquina de Livros.

A obra é escrita pelo policial penal e jornalista Anderson Sanchez, que passou, em 1997, no concurso para agente de segurança penitenciária com a intenção de pagar seus estudos. Em 2015, passou a trabalhar na administração em Bangu 8, para onde Cabral foi levado. Incomodado com notícias falsas sobre a prisão, Sanchez buscou esclarecê-las com o livro, que conta com histórias presenciadas por ele, mas também relatos de outros colegas.

Após a confirmação da prisão de Cabral, o grupo dos servidores da unidade no WhatsApp já estava lotado de comentários sobre o assunto, conta o jornalista. Ao chegar à cadeia, o ex-governador teve o prontuário preenchido em 15 minutos e foi recebido em Bangu 8 pelo diretor Alex Carvalho. Apesar de ter na mochila par de óculos de sol Cartier, medalha francesa, carteira com R$ 1.000 (o valor permitido para os presos é de R$ 100 por semana), cartões de crédito e talões de cheques, o ex-governador só pôde entrar na unidade com remédios e um livro.

Em sua primeira noite em Bangu 8, Cabral chorou. Ainda na cela da triagem, o político escutava os 17 minutos de reportagens no “Jornal Nacional” sobre a sua prisão. Após o baque inicial, começou a puxar conversas e lembrar aos policiais que, se tinham bons salários, era graças ao governo dele. O próprio autor do livro votou em Cabral duas vezes e, depois, em Pezão.

Segundo o livro, Cabral lamentava não poder acompanhar a primeira comunhão do filho mais novo. No dia seguinte à prisão, a capela da igreja foi um dos primeiros locais procurados pelo ex-governador.

Outros lugares bastante frequentados por Cabral eram a biblioteca e a academia. Quando fazia musculação, tinha um personal trainer informal, um profissional de Educação Física preso que lhe dava orientações. Foi na academia que Cabral teve um dos seus desentendimentos com outros detentos. Os presos colaram uma charge sobre a ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo,, em uma parede. Ele se revoltou e pediu para falar com o diretor da cadeia, que não o atendeu. Policiais contornaram a situação.

O autor não associa a perda de peso do político com a depressão, e sim com os exercícios físicos. Mas Cabral usou antidepressivos. Em fevereiro de 2017, chegou a ingerir o dobro da quantidade dos remédios receitada e desmaiou. Na queda, machucou o rosto e o braço, sendo levado numa cadeira de rodas à UPA do complexo penitenciário.

Um colega de presídio que incomodou o ex-governador foi Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, ex-prefeito de Mangaratiba. condenado por fraude em licitações e falsidade documental, Jorge costumava fazer imitações do jeito de Cabral caminhar e colocar a mão na cintura. O ex-governador não tinha boa relação com o companheiro de cela e brigou porque Jorge, supostamente, ele teria urinado na tampa do vaso.

Em Bangu 8, Cabral deu algumas carteiradas. Usava o refeitório dos funcionários para se encontrar com deputados e advogados. Alegava que não podia ficar no parlatório, como os outros presos, porque tratava da sua delação. O ex-governador chegou a pedir um laptop para escrever a delação, e teve o pedido negado. Mas a permissão para que sua mulher o visitasse saiu em menos de dez dias. O prazo costuma levar de dois a três meses. Só em 2019, os dois tiveram visita íntima.

Com o decorrer das investigações, Adriana também foi para a cadeia. Esse episódio levou o ex-governador às lagrimas. Depois de se despedir do pai, Marco Antônio Cabral foi informado que Adriana acabara de ser presa. Ele voltou à prisão para avisar ao ex-governador, que “começou a gritar, como se estivesse desesperado”.

Sanchez acompanhou a vida do político na cadeia por seis meses. Hoje, faz assessoria de imprensa para sindicatos e atua como pesquisador. Após votar em Cabral, ele diz não ter pena do ex-governador e reconhece alguns dos privilégios recebidos pelo político na prisão. Preso desde novembro de 2016, Cabral teve 14 condenações na Lava-Jato e sua pena passa de 294 anos. Fonte: https://extra.globo.com

PF também faz buscas contra a primeira-dama, o vice-governador e o presidente da Alerj. Investigação apura supostos desvios nos contratos emergenciais para a Covid-19. Defesa de Witzel se diz surpresa e que tomará 'medidas cabíveis'.

 

Por Por Arthur Guimarães, Guilherme Boisson, Leslie Leitão, Márcia Brasil e Marco Antônio Martins, TV Globo, G1 Rio e GloboNews

Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato, inicialmente por seis meses, do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por irregularidades na saúde.

A decisão ainda proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços.

O governador e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel, também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção.

As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves. A PGR pediu a prisão de Witzel, mas o STJ negou.

"O grupo criminoso agiu e continua agindo, desviando e lavando recursos em plena pandemia da Covid-19, sacrificando a saúde e mesmo a vida de milhares de pessoas, em total desprezo com o senso mínimo de humanidade e dignidade", destacou o ministro do STJ na decisão.

A defesa de Witzel disse que "recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade".

"Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis", diz a nota.

Quem assume o governo é o vice-governador Cláudio Castro, que também é investigado, mas não teve o afastamento determinado.

 

Pastor Everaldo preso

Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, foi preso na operação. O pastor foi candidato à Presidência da República em 2014 e também ao Senado em 2018.

Em nota, a defesa dele declarou que "o pastor sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça".

No total, são 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão.

Mandados de prisão confirmados:

Pastor Everaldo, presidente do PSC (preso);

Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;

Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda (preso).

Mandados de busca e apreensão confirmados:

contra a primeira-dama, Helena Witzel, no Palácio Laranjeiras;

contra Cláudio Castro, vice-governador;

contra André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj);

contra o desembargador do Trabalho Marcos Pinto da Cruz.

Os mandados estão sendo cumpridos também em outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Piauí e no Distrito Federal.

 

Nove denunciados

A Procuradoria-Geral da República denunciou Witzel e mais oito pessoas por corrupção.

A acusação leva em conta pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel, mulher do governador.

Também são objeto da denúncia pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda, ao escritório da primeira-dama.

Conforme consta da acusação encaminhada ao STJ, a contratação do escritório de advocacia consistiu em artifício para permitir a transferência indireta de valores de Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto para Wilson Witzel.

 

Denunciados:

Wilson Witzel

Helena Witzel

Lucas Tristão

Mário Peixoto

Alessandro Duarte

Cassiano Luiz

Juan Elias Neves de Paula

João Marcos Borges Mattos

Gothardo Lopes Netto.

 

Operação Tris in Idem

A operação, batizada de Tris in Idem, é um desdobramento da Operação Favorito e da Operação Placebo -- ambas em maio, e da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.

O nome é uma referência ao terceiro governador que, segundo os investigadores, faz uso de um esquema semelhante de corrupção – em menção oculta aos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta três níveis do esquema:

 

Caixinha da propina

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que foi criada uma “caixinha de propina”, abastecida pelo direcionamento de licitações de organizações sociais (OSs).

“Agentes políticos e servidores públicos da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro eram ilicitamente pagos de maneira mensal pela organização criminosa”, diz a PGR.

Uma das operações suspeitas objeto da operação é a contratação da OS Iabas para gerir os hospitais de campanha idealizados para o tratamento de pacientes da covid-19.

 

Restos a pagar

A PGR suspeita também que o Poder Judiciário possa ter sido utilizado para beneficiar agentes com vantagens indevidas.

Segundo os procuradores, um esquema arquitetado por um desembargador do Trabalho beneficiaria as OSs do grupo criminoso por meio do pagamento de dívidas trabalhistas judicializadas.

“Essas OSs, que tinham valores a receber do estado, a título de ‘restos a pagar’, tiveram a quitação das suas dívidas trabalhistas por meio de depósito judicial feito diretamente pelo governo do Rio”, afirmou a PGR.

“Para participar do esquema criminoso, as OSs teriam que contratar uma advogada ligada ao desembargador que, após receber seus honorários, retornaria os valores para os participantes do ilícito”, continuaram os procuradores.

A PGR explicou que “em geral é bastante dificultoso” receber esses restos a pagar, mas, mediante “um pagamento mensal estabelecido no plano”, entravam no Plano Especial de Execução na Justiça do Trabalho e obtinham a certidão negativa de débitos trabalhistas.

 

Sobras de duodécimos

A PGR apurou que “alguns deputados estaduais podem ter se beneficiado de dinheiro público desviado”.

Segundo a denúncia, a Alerj direcionava as sobras de seus duodécimos.

Por lei, o duodécimo é um repasse devido e obrigatório do Executivo ao Legislativo e ao Judiciário -- poderes que não têm renda própria.

Ainda segundo a lei, o que sobra dessa "mesada" deve voltar aos cofres do Executivo. Mas, no esquema da Tris in Idem, o dinheiro não usado acabava embolsado pelos parlamentares, em uma sequência de repasses.

“Dessa conta única, os valores dos duodécimos ‘doados’ eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde, de onde era repassado para os Fundos Municipais de Saúde de municípios indicados pelos deputados, que, por sua vez, recebiam de volta parte dos valores”, explicaram os procuradores.

 

A Operação Placebo, 26 de maio

Em maio, Witzel e a mulher foram alvo de mandados de busca e apreensão da PF, expedidos pelo STJ.

A PF buscava provas de supostas irregularidades nos contratos para a pandemia. A Organização social Iabas foi contratada de forma emergencial pelo governo do RJ por R$ 835 milhões para construir e administrar sete hospitais de campanha.

A investigação, que também versou sobre os contratos da saúde, encontrou um “vínculo bastante estreito e suspeito” entre a primeira-dama e as “empresas de interesse de Mário Peixoto”.

A PGR afirma que o escritório de advocacia de Helena Witzel firmou um contrato de prestação de serviços com a DPAD Serviços Diagnósticos, que é ligada a Peixoto.

Documentos relacionados a pagamentos para a esposa do governador teriam sido encontrados no endereço eletrônico de dois homens apontados como operadores financeiros do empresário preso.

As empresas de Peixoto têm contrato com o governo desde a gestão de Sérgio Cabral (MDB) e os mantêm na de Witzel. Segundo o Ministério Público Federal, a manutenção dos acordos se deu por meio do pagamento de propina.

 

Operação Favorito, 14 de maio

O desdobramento da Lava Jato prendeu, entre outras pessoas,o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto.

Peixoto e Melo, que já foram sócios, acabaram presos porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha.

O alvo seriam as unidades montadas pelo estado — com dinheiro público — no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu.

Somente as duas primeiras foram abertas parcialmente, após sucessivos atrasos. Fonte: https://g1.globo.com

Bolsonaro, candidato a ditador

 

Por Merval Pereira

Bolsonaro não tem a menor capacidade de ser presidente da República. É autoritário, candidato a ditador. Não aguenta relações entre instituições e entre opinião pública, acha que não deve satisfação a ninguém, nem que tem explicar casos como o do depósito de R$ 89 mil na conta de sua mulher Michele, por Fabricio Queiroz. A pergunta sobre essa questão  é absolutamente importante para sabermos o que está acontecendo no Brasil e naquela família, envolvida em falcatruas e corrupção de baixo calão, baixo nível.

É preciso explicar o que está acontecendo e por que esse presidente se acha em condições de xingar um repórter em público e porque acha que pode dar esse tipo de resposta a uma pergunta totalmente cabível.  É um fato denunciado pela revista Crusoé e depois confirmado com aditivos pela Folha de S. Paulo que D. Michele recebeu R$ 89 mil do Queiroz. E tudo indica que é fruto da rachadinha, da qual ele e os filhos viveram durante 30 anos. Absurdo ter que aceitar um presidente desse nível cultural e de educação baixíssimo. A maior prova de que o país está decadente é Bolsonaro ser presidente, numa situação imprevisível, eleito por uma série de circunstâncias políticas, não por ele.

Agora ele se fortalece com ações populistas; vai aumentar o Bolsa Família, mas o país não tem dinheiro, está completamente quebrado. Brasil é um país decadente, à deriva, com um governo completamente fracativo . Ontem, o verdadeiro Bolsonaro voltou à ação, com a grosseria e a selvageria que são características desse nosso presidente. O “paz e amor” que ficou quieto durante alguns meses, com medo da prisão do Queiroz, era fake. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

Presidente não quis responder sobre repasses de R$ 89 mil do ex-assessor de Flávio Bolsonaro para a primeira-dama

 

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo a um repórter do GLOBO que estava com vontade de “encher a boca” dele de porrada. Bolsonaro fez a afirmação ao ser perguntado sobre os depósitos feitos por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente estava em frente à Catedral Metropolitana de Brasília quando foi questionado sobre o fato.

— Estou com vontade de encher a tua boca na porrada, tá? — disse Bolsonaro.

No início do mês, a revista "Crusóe" mostrou que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, repassou R$ 72 mil em cheques a Michelle Bolsonaro entre 2011 e 2016. Os dados foram revelados à partir da quebra do sigilo bancário do ex-assessor. Além disso, o jornal "Folha de S. Paulo" informou que Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, repassou R$ 17 mil para Michelle em 2011. As informações foram confirmadas pelo GLOBO.Em 2018, quando foi revelado um repasse inicial de R$ 24 mil de Queiroz para Michelle, Bolsonaro havia alegado que o ex-assessor havia feito depósitos para pagar uma dívida de R$ 40 mil, valor inferior ao total repassado. Bolsonaro não comentou as novas revelações. Fonte: https://oglobo.globo.com

Obra foi feita na prisão; ao se tornar primeiro-ministro da Alemanha, tiragens de milhões de exemplares


Muito antes de a Segunda Guerra Mundial (1939-45) começar, Adolf Hitler escreveu e lançou em 18 de julho de 1925 o livro “Mein Kampf” (Minha luta). Já estavam lá suas ideias sobre a superioridade da raça ariana, as intenções contra os judeus e as minorias étnicas e até o sentimento de revanchismo contra a França, que havia derrotado a Alemanha na Primeira Guerra Mundial.

O livro trazia ainda estudos sobre estratégia militar, e já falava na construção da "Grande Alemanha" e da expansão para o Leste, ponto certeiro da construção do Reich. As ideias de Hitler acabaram levando o mundo a testemunhar o extermínio de milhões de pessoas em campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra.

Hitler escreveu o livro na prisão, depois da frustrada tentativa de golpe de estado em Munique, no episódio “Putsch da cervejaria”, em 8 de novembro de 1923. Ele foi condenado a cinco anos, mas teve a pena reduzida para nove meses. Ao escrever o livro, queria que o título fosse “Quatro anos de luta conta mentiras, estupidez e covardia”, mas o editor do Partido Nazista o trocou. Quando Hitler se tornou primeiro-ministro, as tiragens anuais do livro passaram a ser de milhões de exemplares.

No dia 25 de abril de 2012 O GLOBO noticiou que a Alemanha voltaria a publicar em 2016, sete décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial e a morte de Adolf Hitler, o livro "Mein Kampf" ("Minha luta"), que contém parte das memórias e as linhas gerais do pensamento do ditador nazista. A ideia era divulgar uma edição comentada da obra, inclusive com uma versão simplificada para ser usada nas escolas. Apesar de defender ideias antissemitas, muitas das quais serviram de inspiração para o Holocausto, "Mein Kampf" não era proibido na Alemanha. Sua publicação, foi, porém, vetada constantemente nos últimos 70 anos pelo governo do estado da Baviera, detentor dos direitos sobre a obra desde o fim da guerra. Os direitos expiraram no fim de 2015, e o governo bávaro queria se antecipar à publicação de edições comerciais, que poderiam ser usadas como propaganda neonazista, e desmitificar o livro a partir de comentários críticos.

No início de 2017, as vendas de uma edição especial do livro dispararam desde sua publicação um ano antes. Cerca de 85 mil exemplares foram comercializados na Alemanha, levando o livro ao primeiro lugar da lista de não-ficção da revista “Der Spiegel” em abril, o que é apontado pela imprensa local como um sinal de que a propaganda xenófoba e racista está encontrando respaldo entre uma parcela do público no país.

No Brasil podemos encontrar a edição on-line traduzida para o português. Em 2016 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibiu a comercialização, exposição e divulgação de "Minha luta" de Adolf Hitler, em todo o estado, conforme decisão do juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal do Rio. Fonte: https://acervo.oglobo.globo.com

Eu vou votar

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Sou carmelita sim senhor, eu vou votar, sou carmelita e quero denunciar/ Sou carmelita, sim senhor, eu vou votar, todos os corruptos eu já vou deletar (bis).

1-Não fecho os olhos, para a insegurança, vejo este povo sem vida e esperança/ Não adianta, me enganar, sou filho de Profeta e já vou profetizar. (bis)

2- Pode comer feijão, pastel e assaí, comer sarapel, que não estou nem aí/ Pode abraçar os pobres, com cara de palhaço, só sei que o meu voto, eu não vendo, eu não troco. (bis)

3- Não venha com palavras, e falsa devoção, com cara de cordeiro, mas você é um lobão/ Não venha com dinheiro, para me comprar, o meu voto é sagrado, eu já sei em quem votar (bis)

O deputado Eduardo Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro | Reprodução

Leonardo Cazes, João Paulo Saconi e Juliana Dal Piva

O Facebook derrubou nesta quarta-feira uma rede com 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados. Entre eles, estão o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro. Para a empresa, o conjunto removido agia para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores, desde as eleições de 2018. Os dados que constam das investigações da plataforma foram analisadas por pesquisadores americanos do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), ligado ao Atlantic Council, especializados no combate à desinformação, às fake news e violação de direitos humanos em ambientes online. 

Nos domínios do Facebook, a rede em questão atuava através de 14 páginas, 35 contas pessoais e um grupo. No Instagram, onde também houve remoção de conteúdos, foram identificadas 38 contas envolvidas com irregularidades. Juntas, essas engrenagens mobilizavam uma audiência de mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com o DRFLab.

Quem é quem: Os jovens recrutados por Carlos Bolsonaro para erguer o aparelho digital do governo

Uma nota divulgada pelo Facebook para justificar a remoção dos conteúdos diz que o esquema envolvia a combinação de contas duplicadas e falsas, cujo objetivo era evitar a fiscalização da plataforma. Elas representavam pessoas fictícias que publicavam conteúdos em páginas que simulavam a atividade de veículos de imprensa. Entre as publicações, havia tópicos sobre política; eleições; críticas a opositores e a jornalistas e organizações de mídia e informações sobre a pandemia da Covid-19. Ainda segundo o texto, parte desse material já havia sido removido por violar normas de uso, incluindo discurso de ódio. Foram encontrados também, pelo DRFLab, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio das hashtags #STFVergonhaNacional e #STFEscritórioDoCrime.

A mensagem divulgada pela plataforma afirma que a investigação sucedeu reportagens nas quais foi relatada a existência de uma estrutura virtual montada por bolsonaristas — chamada por opositores “Gabinete do Ódio” — e depoimentos sobre o tema colhidos no Congresso Nacional durante a CPMI das Fake News.

O relatório do DRFLab aponta que a rede era controlada por ao menos cinco funcionários e ex-funcionários dos gabinetes bolsonaristas. Dos assessores diretos do presidente Jair Bolsonaro, o Facebook e o Instagram identificaram páginas e contas com conteúdo de ataques a adversários políticos feitos por Tércio Arnaud Thomaz, assessor especial da presidência da República. Além da página “Bolsonaro Opressor 2.0”, seguida por mais de 1 milhão de pessoas no Facebook, foi identificada a conta @bolsonaronewsss, também sob administração de Tércio, com 492 mil seguidores e mais de 11 mil publicações.

No relatório, o DRFLab diz que “muitas páginas do conjunto foram dedicadas à publicação de memes e conteúdo pró-Bolsonaro enquanto atacavam rivais políticos. Uma dessas páginas foi a página do Instagram @bolsonaronewsss. A página é anônima, mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence ao Tércio Arnaud”. Segundo os pesquisadores, o “conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”. No relatório são mostradas imagens da conta postando ataques ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Também foram citadas contas e páginas de dois assessores de Eduardo Bolsonaro. O relatório cita Paulo Eduardo Lopes, mais conhecido como Paulo Chuchu, que, de acordo com o DRFLab, “aparece como um dos principais operadores de rede”.

O Facebook disse ter removido duas contas com o nome de Eduardo Guimarães. Ele foi citado na CPMI das “Fake News” como o dono extinta página do Instagram chamada “Bolsofeios”, que publicava ataques a adversários do clã Bolsonaro.

A plataforma chegou a achar indícios de assessores do senador Flávio Bolsonaro, mas pesquisadores do DRFLab não encontraram dados conclusivos o suficiente. Eles acreditam ainda que um funcionário do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), não mencionado pela rede social, atuou em conjunto com o grupo, assim como um servidor empregado pelo deputado estadual Coronel Nishikawa (PSL), da base bolsonarista em São Paulo.

Recrutamento desde 2013

Em junho, o GLOBO mostrou os perfis de alguns desses assessores que integram o chamado “gabinete do ódio”. Eles foram recrutados pelo vereador Carlos Bolsonaro desde 2013 para vir trabalhar em seu gabinete e reproduzir memes com ataques a adversários primeiro em páginas de Facebook. José Matheus Salles Gomes e Tércio Arnaud Thomaz foram os dois primeiros escolhidos por Carlos por suas páginas no Facebook. Eles chegaram a ser assessores de Carlos por vários anos e agora trabalham como assessores do presidente Jair Bolsonaro.

Depois, o grupo foi se ampliando e o recrutamento foi definitivamente selado numa reunião do clã Bolsonaro com alguns desses jovens, no salão de festas do primogênito e hoje senador Flávio, em 11 de março de 2017 — mais de um ano e meio antes da eleição presidencial. No Planalto agora também está Matheus Matos Diniz e atuam em parceria com os funcionários do Planalto dois assessores no gabinete do deputado federal Hélio Lopes: Guilherme Julian Freire, José Hemrique Rocha. Fonte: https://oglobo.globo.com

Nesta terça (7), ao confirmar ter contraído coronavírus, presidente tirou máscara diante de profissionais da imprensa

O presidente Jair Bolsonaro retira a máscara durante entrevista em que confirmou ter contraído coronavírus - Reprodução/TV Brasil/AFP

Depois da entrevista "coletiva" dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a duas emissoras de TV, a Record e a CNN, e à rede oficial NBR nesta terça (7), na qual anunciou ter contraído coronavírus, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal emitiu comunicado pedindo que veículos de comunicação suspendam a cobertura presencial no Palácio do Planalto.

Ao final da entrevista, o presidente se afastou dos repórteres que estavam no local e tirou a máscara para, segundo ele, mostrar que se encontra em bom estado de saúde.

O sindicato também pede às empresas que testem e afastem todos os profissionais que participaram, nos últimos dez dias, de coberturas nas quais tiveram contato com Bolsonaro e com demais membros do Executivo.

"Desde o começo da pandemia, oficiamos as empresas e o GSI [Gabinete de Segurança Institucional da Presidência] para que garantissem o distanciamento dos jornalistas. Isso não ocorreu", afirma Juliana Nunes, coordenadora-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF.

"Hoje foi mais um exemplo dessa irresponsabilidade. O presidente já sabia de seu diagnóstico e, ao invés de pedir que outra pessoa fizesse [o pronunciamento], expôs jornalistas de três equipes. A gente considera isso muito preocupante e irresponsável", segue Nunes.

O sindicato não descarta a possibilidade de acionar Bolsonaro na Justiça caso algum dos envolvidos na cobertura teste positivo para a Covid-19.

"Vamos cobrar do Ministério das Comunicações para que seja mantida a divulgação de informações do poder Executivo sem expor jornalistas a risco em entrevistas coletivas presenciais, incluindo as dos ministros, que devem passar a dar coletivas de forma virtual", diz o órgão em nota.

Em maio deste ano, a Folha e outros veículos de comunicação decidiram suspender a cobertura jornalística na porta do Palácio da Alvorada temporariamente até que o Palácio do Planalto garantisse a segurança dos profissionais de imprensa.

A decisão ocorreu após apoiadores de Jair Bolsonaro hostilizarem jornalistas, em prática recorrente na porta da residência oficial. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br