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Com o objetivo de propor caminhos novos para a ação evangelizadora e pastoral da “Igreja em Saída”, no mundo contemporâneo, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje) em parceria com o Centro Loyola Belo Horizonte oferece o Curso de Especialização Pastoral numa Igreja em Saída. As inscrições para participar estão abertas até o dia 28 de novembro.
Destinado a presbíteros, diáconos, religiosos e leigos que atuam em coordenação pastoral de paróquias, dioceses, regionais e pastorais específicas, a iniciativa propõe novos horizontes para a ação evangelizadora da Igreja, tendo como foco gerador do novo, a coordenação de pastoral.
Dividido em três módulos, o curso apresentará e analisará experiências pastorais que já se constituem como caminhos novos para a Igreja hoje. Nesse sentido, se tornará um verdadeiro laboratório onde se experimenta e se gera a “novidade pastoral”.
Os interessados em participar do processo de classificação deverão preencher a ficha de inscrição, efetuar o pagamento da taxa correspondente e encaminhar para o e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , ou pessoalmente na Secretaria Núcleo, até o dia 28 de novembro.
Dúvidas podem ser esclarecidas através do telefone: (31) 3115- 7013 ou pelo e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. Acesse o site da Faje e baixe o edital do curso.
Módulos
O primeiro módulo, com data prevista para ocorrer de 10 a 29 de janeiro de 2017, oferecerá um diagnóstico teológico-pastoral do tempo presente, apresentando o novo paradigma da sociedade e cultura. O segundo módulo indicará saídas para a pastoral em “tempos de travessias”, propondo um novo jeito de evangelizar na era digital. A data prevista para o início é de 11 a 28 de julho de 2017.
Já o terceiro módulo, que ocorrerá de 09 a 25 de janeiro de 2018, mostrará que os caminhos da conversão pastoral passam necessariamente pelo planejamento da ação pastoral. Fonte: http://www.cnbb.org.br
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Frei Egídio Palumbo O. Carm. (Tradução por Frei Pedro Caxito O.Carm).
«DE UTILIDADE PARA A SALVAÇÃO PRÓPRIA E DO PRÓXIMO»
Em 1247, com a Bula PAGANORUM INCURSUS de Inocêncio IV as primeiras gerações de frades carmelitas, que nesta época tinham emigrado da Palestina para o novo contexto sócio-eclesial da Europa, viveram a primeira evolução da sua história: a Bula do Papa dava a possibilidade de transformar a sua forma de vida prevalentemente contemplativa em vida "contemplativa e ativa ao mesmo tempo", de orientar-se, portanto, para um modo de vida capaz "de ser de utilidade para a salvação própria e do próximo".
Ao longo dos séculos esta consciência missionária, ainda que às vezes dilacerada por um falso dilema ação-contemplação, sempre foi cultivada no Carmelo, assumindo formas e linguagem diversas conforme o contexto sócio-cultural e eclesial.
UMA POSSÍVEL TIPOLOGIA
Contemplando o passado e o presente, podemos dizer que na Família do Carmelo o espírito missionário é vivido como:
- Testemunho-irradiação do estilo de vida: criar novas "colmeias" para recolher o divino mel da contemplação, como se diz em alguns escritos da Idade-Média; ser "espelho", testemunho da divina presença do Deus-Trindade, escrevem nossos místicos.
- Evangelização ou direta assunção de responsabilidades pastorais: para "salute animarum", para "utilidade do próximo".
- Proposta de itinerários mistagógicos até à experiência de Deus: é a forma de serviço privilegiada pelos nossos místicos (em particular João da Cruz, João de São Sansão, Miguel de Santo Agostinho, Isabel da Trindade).
- Formação teológica ou cultural: neste ponto distinguem-se os nossos teólogos e literatos (Geraldo de Bolonha, João Bachonthorp, Miguel Aiguani, Guido de Pisa e outros), assim como os nossos Institutos Apostólicos Femininos.
- Solidariedade para com os pobres: Ângelo Paoli chamado "Pai-Caridade"; dizia: "Quem ama a Deus deve procurá-lo entre os pobres"; e ainda Maria Ângela Virgili chamada "Mãe-Caridade" e os nossos Institutos Apostólicos Femininos.
- Promoção da justiça, da paz e do encontro ecumênico: recordemos Pedro Tomás, André Corsini, Aloísio Rabatà, Tito Brandsma.
Existe na base destas formas de serviço uma constante que a todas atravessa: a atenção pelas situações da Igreja e do mundo, com o fito de ser dentro da Igreja e do mundo uma presença viva, encarnando um aspecto do nosso carisma ou da nossa espiritualidade. Em poucas palavras podemos afirmar que a "koinonia" fraterna e a dimensão contemplativa da vida qualificam o espírito missionário do Carmelo como o modo de ser e de agir na comunidade eclesial e no mundo, em vista da construção do Reino de Deus.
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Rafael Checa Curi. (Tradução: Elcias Ferreira da Costa)
O projeto que o orante se formula freqüentemente lhe parece difícil de ser levado à prática por seu próprio esforço. Precisa contar com a graça de Deus e sabe que esta se obtém pedindo. Daqui a necessidade da petição. A oração não é só petição a Deus, porém está incluída. E faz-se necessária dada nossa pobre condição humana.
O próprio Jesus nos exorta a pedir. E ainda por cima, assegura-nos o êxito de nossas súplicas (Lc. 11, 1-3). Certamente a resposta de Deus não se dará sempre "em espécie", segundo nossas pretensões. Deus sabe melhor do que nós mesmos o de que nós necessitamos. Entretanto o que na verdade é seguro é que toda oração bem feita, perseverante e ;humilde, será ouvida e despachada em graças de salvação:
"O Pai celestial dará o Espírito Santo aos que o pedirem." (LC 11,13)
Naturalmente que o orante cristão não pede só para si, porém estende sua súplica a todos os seus irmãos, a todas as necessidades, a todos os lugares, em todos os tempos e em qualquer circunstância. Sobretudo pelos que sofrem de mais carências e em ordem à construção do Reino.
O pobre precisa pedir. A oração do pobre será escutada.
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EU QUERO MORRER...
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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou nesta quarta dia 26, que a Paróquia da Igreja Católica de Pereiro, localizada no distrito de Crioulas, pague uma indenização de R$ 10,8 mil a família de uma criança. A paróquia foi condenada por danos morais por expulsar a criança durante celebração da primeira comunhão.
Segundo a desembargadora Maria Fausto Lopes, ficou comprovado para os magistrados que a criança foi expulsa e xingada, e isso gerou constrangimento. “Restou plenamente comprovado que o abuso de autoridade do pároco causou, além de dor, constrangimento e amargura, graves sequelas psicológicas na criança, impedindo, inclusive, a sua primeira eucaristia”, declarou a magistrada.
De acordo com os autos, em 10 de setembro de 2010, o menino, acompanhado da mãe, se encontrava na igreja para a realização de sua primeira comunhão. A criança narrou que, pelo fato de estar conversando com seus colegas, foi advertido pelo padre para ficar em silêncio. Por não ter obedecido, foi xingado e puxado pela orelha, pelo sacerdote, que o colocou para fora da igreja, ocasião em que bateu a cabeça contra a porta.
Ainda segunda a decisão, logo após ter sido expulso, o pároco o chamou de “macaco mutante”, debochando de seu sorriso, em frente a todos os presentes. Também sustentou ter sofrido abalos psicológicos, e que por isso não quis mais ir à escola ou a quaisquer lugares públicos. Por essa razão, representado pela sua mãe, ingressou com ação requerendo indenização por danos morais.
Na contestação, a paróquia alegou que o padre é homem de bem e que de maneira sutil e em tom de brincadeira, no intuito de educar a criança, a conduziu para fora da igreja, no intuito de servir de reprimenda para que aprendesse a respeitar os cultos religiosos.
Segundo a Justiça, a defesa da paróquia afirmou que o sacerdote não teria praticado nenhum ato discriminatório contra a vítima, pois é de sua índole proteger os injustiçados, sobretudo em se tratando de menores, motivo suficiente à improcedência do pedido. O Tribuna do Ceará não conseguiu contato com o padre.
Ao julgar a ação, em julho de 2014, o juiz da Vara Única da Comarca de Pereiro condenou a Paróquia da Igreja Católica de Pereiro ao pagamento da indenização a título de danos morais.
Ao julgar o caso, a 3ª Câmara de Direito Privado manteve, por unanimidade, a sentença de 1º Grau. A relatora explicou que a “indenização por danos morais fixada é uma forma de compensar a violência física e emocional causada ao menor pelo padre, e que não vulnera a capacidade econômica da paróquia, a quem o agente é subordinado em razão de sua atividade sacerdotal, sendo, portanto, responsável por seu adimplemento”. Fonte: http://portalcantu.com.br
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O jovem Paulo Ricardo, de Lagoa da Canoa-AL, Paróquia São Maximiliano Maria Kolbe- Diocese de Penedo, faz uma Prece a Nossa Senhora das Dores por todas as mães. NOTA: O vídeo foi gravado na Igreja de Nossa Senhora Aparecida na Comunidade Capim. CÂMERA: Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 27 de outubro-2016. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com
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Como o senhor vê a situação da Igreja?
(O padre Georg Sporschill, o coirmão jesuíta que entrevistou o cardeal em Diálogos noturnos em Jerusalém, e Federica Radice se encontraram com Martini no dia 8 de agosto de 2012: "Uma espécie de testamento espiritual. O cardeal Martini leu e aprovou o texto").
A Igreja está cansada na Europa do bem-estar e na América. A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias, e o aparato burocrático da Igreja aumenta, os nossos ritos e os nossos hábitos são pomposos. Essas coisas expressam o que nós somos hoje? (...)
O bem-estar pesa. Nós nos encontramos como o jovem rico que, triste, foi embora quando Jesus o chamou para fazer com que ele se tornasse seu discípulo. Eu sei que não podemos deixar tudo com facilidade. Menos ainda, porém, poderemos buscar pessoas que sejam livres e mais próximas do próximo, como foram o bispo Romero e os mártires jesuítas de El Salvador. Onde estão entre nós os nossos heróis para nos inspirar? Por nenhuma razão devemos limitá-los com os vínculos da instituição.
*O cardeal italiano Carlo Maria Martini, faleceu na sexta-feira, dia 31 de agosto de 2012, em Milão, aos 85 anos. O cardeal jesuíta sofria há 10 anos o Mal de Parkinson.
Eminente intelectual, especialista da Bíblia, autor de dezenas de livros e contribuições teológicas diversas, era muito respeitado para além da esfera progressista, tanto por João Paulo II quanto por Bento XVI, dois meses mais velho que ele, que o visitou em junho em Milão.
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Frei Egídio Palumbo O. Carm. (Tradução por Frei Pedro Caxito O.Carm).
O projeto de vida da Regra do Carmo, no seu capítulo VI, delineia uma fraternidade aberta ao mundo num estilo de acolhimento carinhoso e disponibilidade total, mas amadurecido no discernimento, tendo como motivo bíblico inspirador a hospitalidade acolhedora de Abraão assentado junto à entrada da sua tenda (Gn 18,1-4; Hb 13,2). Juntamente com esta observação não se pode esquecer de que na tradição dos frades o convento é o lugar do con-venire, do encontro familiar, da "koinonia" que é aberta e irradiante etc.
Pois bem; as comunidades carmelitas, ao menos aquelas que têm estruturas e meios adequados, poderiam estar abertas ao acolhimento de todos os que pretendem fazer experiência de oração, de escuta orante da Palavra, de tempos de deserto. Trata-se de oferecer, com a força do testemunho e comunicação da fé, os frutos mais amadurecidos do nosso estar todos os dias diante de Deus como fraternidade contemplativa e em oração.
Esta é uma diaconia que muitas vezes os nossos bispos e leigos cristãos mais comprometidos pedem aos religiosos, àqueles especialmente que são herdeiros de uma tradição espiritual fecunda e significativa na história da Igreja. E será que nós, Carmelitas, não estamos entre estes?
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Rafael Checa Curi. (Tradução: Elcias Ferreira da Costa)
O Homem é um ser em comunicação. Essa dimensão da vida é ineliminável; de outro modo corre-se o risco da não realização integral. As diferentes formas de comunicação e os termos a que estas se referem formam a trama dentro da qual se desenvolve a vida pessoal.
Entre essas diferentes comunicações, merece um lugar de destaque o relacionamento com Deus. O diálogo transcendente, a comunhão com o Absoluto, a oração que é um "relacionamento de amizade" com o Senhor, está na preeminência dessas formas de comunicação humana. E assim o é, porque os termos da relação são, por uma parte, o homem, o ser mais nobre do universo; e por outra parte, Deus, o mistério insondável e inexprimível, o "Outro" absoluto e transcendente; e o traço de união que torna possível o contato, é a capacidade espiritual da pessoa, potenciada pela graça divina.
Na medida em que esta relação cresce e se desenvolve, consegue permear e cobrir, com sua influência, as outras dimensões comunicadoras do homem.
Então é certo que se ora com o universo, com as coisas, com as plantas, com os animais; é verdade que se ora com os próximos, que se ora consigo mesmo.
A oração do fiel contém uma enorme capacidade invasora. Envolto em Deus, envolve ele toda a criação e se vê envolvido nela. Deus é descoberto até nas regiões mais ocultas do cosmo.
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Rafael Checa Curi. (Tradução: Elcias Ferreira da Costa)
A contemplação é cúspide e meta da vida cristã, que é oração, ação e paixão e que tem como elemento integrador o dinamismo da vida teologal. Desnecessário advertir que falamos de contemplação, como de lugar de encontro entre a interioridade e a vida, entre o processo da santidade como configuração em Cristo e o crescimento na caridade: união de amor com Deus e com o homem.
A contemplação, como fenômeno de experiência cristã, inclui o evoluir ontológico, a ressonância psicológica e a expressão ética do processo de identificação e de transformação em Cristo.
Não me passa desapercebido que não está distante a época em que, falar sobre contemplação não era de bom gosto, ou levantava suspeita de quietismo ou quando menos de subjetivismo ou intimismo. A inclinação claramente encarnacionista e histórica da espiritualidade moderna, mal entendida, fazia da oração e sobre tudo da oração contemplativa, um impulso reacionário e alienante. Ainda mais; percebia-se um risco e um perigo, no desejo de viver a experiência contemplativa.
Hoje não se sabe porque, prefere-se não se falar destes vértices da oração cristã, talvez por mal entendida humildade ou ignorância. Isto porém, é um erro, na medida em que se impede ao Senhor de cumprir suas maravilhas nas almas. Bem pelo contrário, constitui um dever falar destes caminhos rápidos da oração e ensinar aos homens, não, de certo, a pretendê-los vaidosamente, mas a dispor-se generosamente e talvez a pedi-los com humildade. Em nossos dias, quando a mediocridade é norma e a iniciativa do homem, como ser auto-suficiente, converteu-se em lei, o tema da oração passiva (contemplação) que constitui a experiência suprema de Deus nesta terra, reveste uma urgência e um significado particular (1).(??)
Atualmente o tema da contemplação, a julgar pela bibliografia, tornou-se significativo e começa a ser objeto de estudo, de vida e de experiência.
De que contemplação se trata?
A contemplação de que aqui se trata é tão só a contemplação ;em sua acepção e em sua realidade cristã, não no contexto de outras religiões. Faz-se referência à contemplação sobrenatural, não à contemplação que se opera no campo da consideração científica ou filosófica, nem à contemplação estética ou axiológica, nem a que se desprende da simples reflexão teológica do dado revelado. Está excluída a contemplação de corte platônico, preponderantemente intelectualista e passiva.
Põe-se de lado a contemplação enquanto experiência de fenômenos extraordinários da mística e em troca se faz referência a essa secreta experiência que descobre e faz o homem saborear as grandezas e os mistérios de Deus. Trata-se de uma contemplação que nada tem a ver com a misantropia, com o isolamento, com a ausência de relação humana. Antes, encontra na amizade com os homens, o sacramento da amizade com Deus. Fala-se da contemplação, da qual todos nós temos um germe inicial.
Cada um de nós é um místico - um contemplativo em potência - porque, queiramos ou não no fundo de nós mesmos está sempre a presença do Espírito que nos impele para aquela zona em que podemos responder a Deus e deixar-lhe um espaço para que Ele nos fale nessa forma de oração, que se chama oração mística (contemplativa) (2).
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Rafael Checa Curi. (Tradução: Elcias Ferreira da Costa)
Para precisar melhor, proponhamos algumas descrições.
Contemplar, em seu significado etimológico, quer dizer, "examinar e considerar profunda e atentamente uma coisa."
Martin Buber suspeitou algo disso quando diz: "Contemplação é um encontro profundo e intuitivo com a pessoa." (3) (??)
Este elemento intuitivo, como essencial ao ato contemplativo tem sido comprovado pela experiência psicológica. (4) (??)
Alfaro definiu a contemplação como "o contato vivente de uma comunhão pessoal eu-tu, com o Absoluto."
Já se debuxa a necessidade do encontro pessoal com Deus na experiência contemplativa cristã. E se precisam um pouco melhor os elementos constitutivos deste encontro, na descrição bastante generalizada de Crisógono de Jesus:
"Contemplação é uma simples olhada sobre a Verdade sob o influxo do amor". Ou nessa outra: "A contemplação infusa é uma intuição afetuosa das coisas divinas que resulta de uma influência especial de Deus na alma."
Continua tendo atualidade pela densidade de seu conteúdo e pela sua brevidade a que nos foi dada por São João da Cruz: "A contemplação é ciência de amor, é notícia infusa amorosa de Deus, que juntamente vai ilustrando e fascinando a alma."
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Podemos assim destacar os fatores que a integram:
a) Uma ação especial de Deus: sua influência divina
- b) A atitude do homem: passividade ativa.
- c) O ambiente em que se desenvolve: obscuridade e inefabilidade.
- d) O meio: o conhecimento a nível de sabedoria.
- e) O dinamismo: o amor e o afeto.
- f) Objetivo: a união plena com Deus, no exercício da caridade ao próximo.
Ao mesmo tempo distinguiríamos as diferenças qualitativas entre a atitude do homem diante de Deus, a nível pré-contemplativo e contemplativo: predomínio da atração unitiva a Deus na caridade, sobre o esforço purificador do pecado e da imperfeição; predomínio psicológico da sensação de passividade sobre a de atividade operante e penosa; predomínio da consciência intuitiva sobre a consciência discursiva, na dimensão oracional, como o aponta Vagagnini.
Devemos, ademais, dizer que o momento contemplativo, em analogia com a atividade sensível, apresenta-se como uma oração progressiva, na seguinte ordem, que não é necessariamente cronológica:
- Se a verdade do Reino é percebida pela inteligência, se falará de visão e de intuição.
- O sentir interior virá, quando a acolhida da Palavra se prolongar em um movimento afetivo de aceitação.
- Virá depois o gosto espiritual, quando a verdade do Reino se apresentar como alimento, cuja assimilação renovará a energia interior.
Por último, se consumará a união, quando a aproximação de Deus se converter em um contato doce e potente como se as duas substâncias espirituais se tocassem: "O contato com Deus satisfaz grandemente e recreia a substância da alma." (São João da Cruz).
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