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fatos que vão te ajudar a entender isso
No dia 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo. Entretanto há algumas dúvidas sobre as razões da festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.
Abaixo, apresentamos 7 fatos que vão te ajudar a entender isso?
Santo Agostinho de Hipona expressou que eram São Pedro e São Paulo eram “um só”
Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.
Ambos foram martirizados em Roma
Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano da Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.
São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja. Seu martírio aconteceu no ano 64. Foi crucificado de cabeça para baixo, a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo. São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.
São fundadores da Igreja de Roma
Na homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo em 2012, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, os irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.
São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho
Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de padroeiros principais da Igreja de Roma. “Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou Bento XVI.
São a versão contrária de Caim e Abel
O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.
“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de serem humanamente bastante diferentes, e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de serem irmãos, tornando possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.
Porque Pedro é a “rocha”
São Pedro foi escolhido por Cristo, que disse? “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Ele, humildemente, aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.
Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.
São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja
São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.
“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia. Fonte: https://pt.aleteia.org
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Defensores de "intervenção militar" foram até a Assembleia Legislativa paulista, onde era realizado ato solene para divulgar o evento. A informação foi publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 27-06-2018.
Os responsáveis pela exposição sobre Dom Paulo Evaristo Arns, que será inaugurada em 14 de julho, em São Paulo, registraram nesta quarta-feira (27) boletim de ocorrência diante de ameaça ocorrida ontem durante ato na Assembleia Legislativa. Segundo eles, um grupo de pessoas, defensoras de uma "intervenção militar", chegou a afirmar que a exposição "não vai durar três dias".
A "Ocupação Dom Paulo Evaristo Arns" será realizada no Centro Cultural dos Correios, região central da capital paulista, de 14 de julho a 16 de setembro. Ontem, para divulgar o evento, foi realizado ato solene na Assembleia, organizado pelo deputado Carlos Giannazi (Psol) e com a presença dos vereadores Toninho Vespoli (Psol) e Eduardo Suplicy (PT), entre outros. Nenhum manifestante foi identificado.
"Diante de algumas manifestações que defendem a volta de um regime autoritário, que traz consigo os desmandos que já assistimos recentemente na história do Brasil, não podemos deixar de nos indignar com tamanha violência", afirmam os coordenadores e curadores da exposição. A nota é assinada pelas jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri, autoras da biografia Dom Paulo – Um homem amado e perseguido (Expressão Popular), relançado em 2017, e por Paulo Pedrini, da Pastoral Operária.
"Nenhum ato de violência nos impedirá de levar adiante o legado de dom Paulo. Coragem! Esperança sempre!", acrescentam, citando expressões usadas pelo religioso, que morreu em dezembro de 2016.
Eles afirmam ainda que a ocupação "é um ato de coragem e resistência, que envolve uma equipe de mais de 60 pessoas trabalhando dia e noite para que o evento seja uma oportunidade de apresentar, especialmente para jovens, de forma lúdica e interativa, conceitos importantes para qualquer sociedade: o respeito à democracia e aos direitos humanos, que tanto dom Paulo defendeu". Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Dom José Valmor Cesar Teixeira, Bispo diocesano de São José dos Campos, SP.
Em pleno mês de junho, época das festas populares no Brasil, diversos santos são homenageados: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo, estes dois últimos exaltados no dia 29. “Também recordamos com muito carinho a figura do papa, hoje Francisco, sucessor de Pedro e Vigário de Cristo. Proponho a vida e a obra de São Pedro e São Paulo como ensinamento para todos os cristãos de hoje”, afirma o bispo de São José dos Campos, dom José Valmor Cesar Teixeira.
Segundo dom José Valmor, Pedro foi escolhido por Jesus para exercer uma particular missão: aquela de guiar e sustentar a primeira comunidade. O bispo explica que no evangelho de Mateus, Jesus confia a Igreja a Pedro: “Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 17-19).
É neste mesmo primado que o bispo de São José dos Campos afirma que a Igreja reconhece no papa, de cujos símbolos, as chaves e o anel do pescador. Tais apetrechos imediatamente remetem à figura do apóstolo. “Humaníssimo na sua fragilidade, Pedro é, como os outros apóstolos, desanimado no momento terrível da condenação e agonia de Jesus, chegando à negação do Senhor. Mas depois de sua ‘conversão total’ a Jesus, o mesmo faz com que receba o abraço da misericórdia”, diz o bispo.
Depois de Pentecostes, segundo o bispo, o apóstolo consagrou toda a sua vida, até o martírio em uma cruz. “A Pedro é atribuído o primeiro milagre depois da ressurreição de Jesus, na porta do Templo e ainda, é atribuída a ele, a primeira conversão de um pagão, o Centurião Cornélio”, conta. Nas perseguições sofreu a prisão por testemunhar Jesus e a sua salvação. “Foi missionário de Jesus e do seu Evangelho em Jerusalém, na Palestina, em Antioquia, em Corinto, em Roma”, afirma dom José Valmor.
Pedro morre mártir sob o imperador Nero, no ano de 67 d.C., e seus restos mortais foram depositados no cemitério que havia na colina do Vaticano. Na época, o imperador Constantino construiu a primeira igreja sobre o túmulo do apóstolo. “O papa Dâmaso diz que Pedro e Paulo são cidadãos romanos por causa do martírio em Roma”, afirma o bispo.
São Paulo, de perseguidor a apóstolo das nações
De acordo com dom José Valmor, Paulo encontra Jesus de modo misterioso, depois de anos de perseguição contra a Igreja. “Encontra Jesus no caminho de Damasco e depois de uma formação inicial cristã, torna-se o grande discípulo missionário do mestre, em todos os lugares possíveis”, diz.
Com o apóstolo, o bispo afirma que a Igreja se descobre, para todos os efeitos, missionária, aberta aos pagãos, aberta a todos os povos, raças e línguas. “Homem convertido, trabalhador corajoso, inteligente, de grande cultura, excelente orador, Paulo abandona as suas seguranças e coloca-as constantemente em missão”, diz.
Paulo é todo e em tudo dedicado à missão evangelizadora. As suas viagens o levaram à Arábia, Grécia, Turquia, Itália. Em Roma, virou prisioneiro por causa da fé, mas continuou a evangelizar, ainda que em meio a muitas dificuldades. Como Pedro, morre mártir, provavelmente no ano de 67 d.C. “Suas 13 cartas, inseridas no cânon do Novo Testamento, são bases doutrinais essenciais do Cristianismo e uma referência imprescindível para os cristãos de todas as épocas históricas e de todos os continentes”, afirma dom José Valmor.
O apóstolo foi condenado à morte por um tribunal romano, porque era cristão. Foi decapitado, diz-se que em 29 de junho do ano 67 d.C, porque era cidadão romano e por isso não podia ser crucificado. “São Paulo mártir, santo, apóstolo, missionário, escritor, evangelizador, corajoso e constante, é exemplo para cada um de nós, nos tempos que vivemos”, finaliza o bispo. Fonte: http://www.cnbb.org.br
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O Papa Francisco aceitou as renúncias do bispo de Rancagua, dom Alejandro Goić Karmelić, e do bispo de Talca, dom Horacio del Carmen Valenzuela Abarca.
Cidade do Vaticano
Nesta quinta-feira (28/06), o Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Rancagua, no Chile, apresentada por dom Alejandro Goić Karmelić, nomeando administrador apostólico sede vacante et ad nutum Sanctae Sedis dessa diocese, dom Luis Fernando Ramos Pérez, bispo auxiliar de Santiago.
O Papa também aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese chilena de Talca, apresentada por dom Horacio del Carmen Valenzuela Abarca, nomeando administrado apostólico sede vacante et ad nutum Sanctae Sedis dessa diocese, dom Galo Fernández Villaseca, bispo auxiliar de Santiago. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Durante os primeiros séculos a propagação do cristianismo e a construção de uma organização eclesiástica foram repetidamente impedidas e ameaçadas pelo Estado romano. Em princípio, os cristãos estavam dispostos a inserir-se nas estruturas existentes do mundo e do Estado romano[1]. Eles rezavam para os poderes constituídos[2], pagavam os impostos[3] e respeitavam as leis do Estado. Mas havia limites: eles deviam obedecer mais a Deus que aos homens[4]. Uma lealdade com senso crítico determinava a sua relação com o Estado romano e uma distância que eles mesmos se impunham regulava a atitude deles para com o mundo que os circundava. Na verdade a vida pública no Império Romano era tão ligada ao culto oficial e práticas religiosas pagãs, que os cristãos eram forçados a manterem-se distantes de tudo isto. Como os judeus, também os cristãos gozavam de alguns privilégios concedidos a uma religião lícita (dispensa de participar do culto estatal romano, a isenção do serviço militar). Só depois do ano 70 d.C. começou a se distinguir claramente, em Roma, entre o cristianismo e o judaísmo.
Aquilo que o público pensava a respeito dos cristãos não se pode reconstruir com grande precisão. Como pequena minoria religiosa com costumes próprios (diversitas morum), consciente e cheia de estímulo missionário, eles deviam ser vistos com desconfiança por aqueles que os circundavam e eram percebidos como elemento de desordem, se não próprio de perigo. Tanto fontes pagãs como cristãs mencionam uma série de suspeitas, acusações e boatos[5]. Pelo fato de recusarem as comuns concepções e práticas religiosas pagãs, os cristãos eram considerados ateus. A religião deles parecia como uma superstição detestável e nociva[6]. A alegada impiedade despertava a suspeita de deslealdade política e de inafidabilidade para o império. Porque não participavam na vida pública, se alimentava que os cristãos nutriam "ódio à raça humana"[7]. Disto se originou ulteriores insinuações, que fazem parte dos habituais preconceitos contra as minorias malvistas: se dizia que eles eram criminosos, escória inútil, amantes das trevas[8], uma associação imoral e desonesta que praticava o infanticídio e incesto[9]. Os rumores que corriam contra os cristãos se prestavam para fazer que parecessem como adversários de um ordenamento humano e civil, e forçá-los a um papel de bode expiatório. O seu manifesto desprezo pelos Deuses (neglegentia Deorum) poderia ser considerado como a causa de todas as desgraças públicas e privadas: «Se o rio Tibre transborda, se o Nilo não irriga os campos, se o céu não manda chuva, se há um terremoto, se aparece carestia ou uma epidemia, imediatamente gritou: "Os cristãos aos leões!" Muitos cristãos destinados apenas a um leão?»[10].
Estas opiniões poderiam tornar-se uma convicção generalizada: o ser cristão não se adequa para o ser romano. Trata-se de um modo de vida que contrasta com o dos romanos, que perturba a ordem pública e ameaça o Estado. Nas discussões privadas[11] ou nas tensões públicas poderiam aparecer contrastes com a posição cristã dos interessados e se poderia criar desordens e tumultos. Por esta razão, as autoridades públicas eram solicitadas a restaurar a paz e a ordem procedendo contra os cristãos.
[1] Rm 15,1-7; Tt 3,1; 1 Pedro 2;13-15.
[2] 1Tm 2,1-2, 1ª Carta de Clemente 60,4-61,2; Apologistas.
[3] Justino, Apologia 17 e outros.
[4] Mt 22,21; cf Rm 13,7; At 4,27-29, 1 Pd 2,17.
[5] Tertuliano, Apol. 7,1; 8,14.
[6] Tácito fala de superstitio exitiabilis e maléfica, Ann. 15,44.
[7] odium humani generis. Tácito, Ann. 15,44.
[8] Tertuliano, Apol. 42, Minucio Felix, Oct. 8,4.
[9] Tertuliano, Apol. 7-9, Minucio Felix, Oct. 9 e em outros lugares.
[10] Tertulliano, Apol. 40,1-2; 42-43; Minucio Felice, Oct., 8,4; cf Cipriano, Ep. 75,10.
[11] cf. Justino, Apol. II 2, 8 [3].
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Papa Francisco preside nesta quinta-feira o Consistório Ordinário Público para a criação de novos cardeais. O Vatican News conversou com o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.
Silvonei José - Cidade do Vaticano
Nesta quinta-feira, 28 de junho, às 16h locais, (11 da manhã – horário de Brasília) na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco preside o Consistório Ordinário Público para a criação de novos cardeais, imposição do barrete, entrega do anel e atribuição do título ou diaconato.
Já amanhã, sexta-feira, 29, às 9h30 locais (4h30, hora de Brasília), na Praça de São Pedro, o Papa abençoará os pálios sagrados, destinados aos novos arcebispos metropolitanos, e celebrará a Eucaristia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. O Vatican News transmite os dois eventos, com comentários em português.
A Redação de Vatican News recebeu nesta quarta-feira a visita do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta que conversou com Silvonei José sobre vários assuntos. Eis a íntegra da conversa transmitida também ao vivo pelas redes sociais.
O Papa Francisco anunciara este novo Consistório para a criação de 14 novos cardeais em 20 de maio de 2018, Domingo de Pentecostes. 11 deles são eleitores, com menos de 80 anos. Somam-se a estes outros três com mais de 80 anos.
Os novos cardeais são:
- Louis Raphael I Sako, patriarca de Babilônia dos Caldeus, Iraque;
- Luis Ladaria Ferrer, jesuíta espanhol, desde 1º de julho de 2017 Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé;
- Angelo De Donatis, Vigário do Santo Padre para a Diocese de Roma, italiano;
- Giovanni Angelo Becciu, Substituto da Secretaria de Estado, italiano;
- Konrad Krajewsky, polonês, esmoleiro pontifício;
- Joseph Coutts, arcebispo de Karachi, Paquistão;
- António dos Santos Marto, português, bispo de Leiria-Fátima;
- Pedro Ricardo Barreto Jimeno, jesuíta, arcebispo de Huancayo, Peru;
- Désiré Tsarahazana, arcebispo de Toamasina, Madagascar;
- Giuseppe Petrocchi, arcebispo de L’Aquila, Itália;
- Thomas Aquino Manyo Maeda, arcebispo de Osaka, Japão.
Os três cardeais com mais de 80 anos, portanto não eleitores, que “se distinguiram por seu serviço à Igreja”, são:
- Sérgio Obeso Rivera, arcebispo emérito de Xalapa, México;
- Toribio Ticona Porco, prelado emérito de Corocoro, Bolívia;
- Padre Aquilino Bocos Merino, dos missionários claretianos, o único que não é bispo dentre as nomeações. Fonte: https://www.vaticannews.va
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Análise: Por que a entrada de Datena na política é pedra no sapato de Bolsonaro?
Com a marca da segurança, Datena pode ser decisivo para desconstruir discurso do deputado
RIO — A aparição do apresentador de televisão José Luiz Datena (DEM) no cenário político é má notícia para o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). E o motivo é o maior colégio eleitoral do país: São Paulo e seus 33 milhões de eleitores, 22% do total, onde está concentrada a audiência de Datena. Até agora, Bolsonaro é o principal obstáculo do PT e PSDB no estado-berço dos dois partidos, beirando 20% em pesquisas, empatado ou à frente do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições presidenciais.
Quando afirma, em entrevista ao GLOBO, que não há pré-candidatos capacitados "entre os que estão aí", Datena manda recado claro para Bolsonaro. Assim como fez, em entrevista de dois meses atrás, no seu programa na TV Bandeirantes "Agora é com Datena": "Eu só queria deixar bem claro que o Bolsonaro está respondendo mas eu não concordo, não sou obrigado a concordar com tudo o que você fala, mas eu respeito o entrevistado", disse o apresentador, aplaudido por sua plateia, ao pré-candidato do PSL, que criticava institutos de pesquisa e a imprensa "sem credibilidade".
Datena é uma das vozes mais populares do país quando o assunto é a violência urbana. Seja no Cidade Alerta, que apresentou na TV Record, ou no "Brasil Urgente", da Bandeirantes, ele é o espelho da revolta contra o crime e "os políticos que estão aí". Um concorrente e tanto para Bolsonaro, cuja principal pauta é a mistura de segurança e corrupção.
Na entrevista de 14 minutos veiculada na Bandeirantes em 22 de abril, no entanto, Datena também concordou com Bolsonaro. O deputado havia dito que o país está em guerra. A pauta é compartilhada pelos dois. Pré-candidato ao Senado, Datena dispõe de uma estrada livre para ser a maior dor de cabeça de Bolsonaro em São Paulo. Com DEM e PSDB mais próximos, ele tem tudo para ser um cabo eleitoral decisivo nas eleições presidenciais, com discurso forte no mesmo campo explorado por Bolsonaro, mas pedindo votos para outro candidato. Seja Alckmin ou quem aparecer na possível chapa encabeçada por PSDB e DEM. Fonte: https://oglobo.globo.com
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A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) assumiu, no Plano Trienal (2016-2019) entre as inúmeras atividades programadas, a realização do I Encontro Nacional dos Religiosos Consagrados Presbíteros. Com o tema “Religiosos Presbíteros: Identidade e Missão na Igreja do Brasil” e o lema “Não fostes vós que me escolhestes, eu vos escolhi” (Jo 15,16), uma das propostas é fortalecer a vivência de “relações humanizadas” para que os religiosos possam ser mais felizes e comprometidos com a missão.
A presidente da CRB, irmã Maria Inês afirma estar ciente de que os novos tempos continuam trazendo coisas novas à Vida Religiosa Consagrada. Ela também acredita que isso acaba trazendo desafios na busca de maior comunhão com Deus, com a criação e, sobretudo, na busca de melhores relações interpessoais, fora e principalmente dentro da vida comunitária.
“Sentimo-nos interpelados a incentivar, apoiar, propor e fortalecer iniciativas que nos ajudem na vivência de relações humanizadas, para que os religiosos possam ser mais felizes e comprometidos com a missão, deixando-se conduzir pelo novo que surge e aquece a Vida Religiosa Consagrada, por meio da cultura do encontro, da escuta e do diálogo com o diferente”, declara a irmã.
Impulsionada por tal motivação, a CRB convoca todos os religiosos consagrados presbíteros para participar do encontro, que se realizará de 10 a 13 de setembro, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG). As inscrições são pagas e podem ser feitas até o dia 10 de agosto no site da CRB Nacional.
“A importância desse evento para a Vida Religiosa Consagrada é justamente aprofundar a reflexão da Vocação do Religioso Presbítero que muito poderá enriquecer a Igreja com os seus carismas especialmente na dimensão profética e missionária. A Vida Religiosa Consagrada surgiu exatamente onde a vida mais clama, onde a carência de Missionários se torna mais aguda e as fronteiras existenciais e geográficas mais pedem a presença da Igreja”, finaliza irmã Maria Inês.
Cronograma – Como parte da programação do encontro além de motivações, orações e debates acerca do tema, os participantes também terão contato com quatro conferências. As duas primeiras serão realizadas no dia 11/07. A primeira terá início às 08h45 com o tema “O protagonismo da Vida Religiosa Consagrada na História da Evangelização do Brasil” e contará com a assessoria do frei Sandro da Costa. A segunda conferência será sobre “Vida Religiosa Consagrada, realidade estruturante da Igreja” e contará com a assessoria da irmã Anette Havenne, prevista para ocorrer às 14h30.
As duas últimas serão realizadas no dia 12/07. A primeira do dia, às 08h45 tem como tema “A Eclesiologia da Lumen Gentium e a contribuição do papa Francisco” e será assessorada pelo padre Mário França Miranda. Já a segunda acontecerá às 14h30 e tem como tema “Identidade e missão do religioso presbítero”, e será assessorada pelo padre Sérgio Carrara. Nos outros dias do evento também estão programados trabalhos em grupo.
Confira a programação completa no site da CRB Nacional. Fonte: http://www.cnbb.org.br
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Encontro surpresa de Francisco com os internos da Fundação para pessoas com graves deficiências.
No final da tarde do domingo (24/06) o Papa Francisco fez uma visita surpresa à Fundação “Durante e Dopo di Noi” e à Cooperativa Osa. Segundo informações da Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro foi realizado em um local chamado Casale 4.5, em Roma.
A Fundação e a Cooperativa mantêm um projeto de vida e de autonomia para as pessoas com graves deficiências. Estavam presentes mais de 200 internos. A visita durou cerca de duas horas. Fonte: https://www.vaticannews.va
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O Tribunal do Vaticano condenou neste sábado (23) a cinco anos de prisão o sacerdote Carlos Alberto Capella, ex-conselheiro da Nunciatura de Washington, nos Estados Unidos, por posse e troca de material pornográfico infantil.
O julgamento começou ontem (22), mas a decisão foi tomada hoje. O promotor Gian Piero Milano tinha pedido uma pena de cinco anos e nove meses de prisão, enquanto a defesa solicitava a condenação mínima, sem especificar o período que o acusado ficaria detido.
A Promotoria do Vaticano argumentou que Capella deveria ser condenado porque possuía grande quantidade de fotos e vídeos com menores em atos sexuais explícitos. Ele era acusado da posse e transmissão das imagens, já que havia feito postagens do material em um blog criado na plataforma Tumblr.
A defesa afirmou que o comportamento de Capella não é sinal “periculosidade”, mas sim de um “problema psicológico”. Para comprovar a tese, os advogados do sacerdote apresentaram uma avaliação que mostrava que ele não revelava “tendências de pedofilia” e sofria de “problemas relativos à sua fragilidade”.
Capella teve a oportunidade de falar no julgamento antes da sentença e disse estar arrependido. Ele também afirmou que esperava que a situação fosse considerada com um incidente no caminho de sua vida sacerdotal. Fonte: https://paraibaonline.com.br
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No dia 24 de junho festeja-se o nascimento de São João Batista, o precursor de Jesus Cristo. Muitas festas populares existem inspiradas nesta data, as mais famosas são as de São João. Criadas pelos camponeses europeus para celebrar o início do verão, o evento chegou ao Brasil durante a colonização com a chegada dos portugueses. “É uma festa de mudança de estação e, portanto, início de um período de mais sol, a festa do sol vencedor”, explica o presidente da Comissão para a Liturgia, dom Armando Bucciol.
Fogueiras, bandeirinhas, música, quadrilha são características típicas das festas juninas, como são conhecidas. “Atualmente é celebrada por tantos motivos de tipo cultural com elementos que sem dúvida tem um fundo religioso, mas antes de tudo tem elementos antropológicos”, afirma dom Armando. Do ponto de vista litúrgico, a festa de São João possui uma grande riqueza teológica. A figura de João Batista, profeta que se encontra na Bíblia entre o primeiro e o segundo testamento é marcante na história religiosa do povo de Israel.
Filho de Zacarias e de Isabel (prima de Maria, a Mãe de Jesus), João pregava um batismo de penitência e batizou muitos judeus, inclusive Jesus, no Rio Jordão. Daí a origem de ser chamado Batista, porque batizava com água. A mando do Rei Herodes, João foi aprisionado e levado para a fortaleza de Macaeros, onde foi mantido por dez meses. O motivo deste aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodíades, por intermédio da filha Salomé, conseguiu que Herodes matasse João Batista e entregasse a sua cabeça numa bandeja.
João Batista, nome que significa “Deus é propício”, é o precursor de Jesus, aquele que preparou os caminhos do Senhor. No tempo litúrgico, dom Armando Bucciol explica que João Batista nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto a Festa de São João foi fixada no dia 24 de junho, seis meses antes da véspera do Natal. É o único santo cujo nascimento e martírio, este último no dia 29 de agosto, são evocados em duas solenidades pelos cristãos.
Desse modo, a noite de 23 de junho, véspera do Dia de São João, marca o início da celebração da festa de São João Batista. Além da comemoração religiosa, os costumes regionais se mostram presentes. No Brasil, os famosos arraiais com música e comidas tradicionais acontecem em vários cantos do país. “Infelizmente constato aquilo que aconteceu na Europa, onde todas as festas populares estão sendo manipuladas. Eu vejo que essa festa está sendo dominada por trios sonoros, cantores famosos, perdendo aquilo que era a originária festa popular feita na comunidade, com as famílias interagindo entre elas, partilhando”, chama atenção dom Armando.
“Eu desejo também que nós como Igreja possamos ajudar o povo a recuperar os valores humanos intrínsecos a essas festas populares e que a festa litúrgica não seja pretexto para festas que não tenham nada de espiritualidade autêntica como João Batista apontava”, conclui o bispo. Fonte: http://www.cnbb.org.br
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“Depois que você o vê e o escuta, você realmente tem vontade de viver e de acreditar, acreditar, acreditar.” A reportagem é de Gelsomino Del Guercio, publicada em Aleteia, 21-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Sofia Loren está dando um novo vigor à sua fé, graças a uma pessoa verdadeiramente especial. E essa pessoa é o Papa Francisco.
Em uma entrevista à revista Famiglia Cristiana (21 de junho), Loren confessa que é “religiosa e praticante um pouco do meu jeito. Todos os domingos eu vejo o papa na televisão”.
De Bergoglio, ela gosta, acima de tudo, “da serenidade e daquele seu modo de falar que lhe transmite segurança. Depois que você o vê e o escuta, você realmente tem vontade de viver e de acreditar, acreditar, acreditar. Esse papa ajuda muito a fé das pessoas”.
A atriz, ícone da beleza mediterrânea, em uma entrevista à revista Oggi (maio de 2014), havia expressado pela primeira vez o desejo de se encontrar com Bergoglio: “O presente mais bonito para o meu próximo aniversário? Um telefonema do Papa Francisco. Digo a vocês, se eu o ouço ao telefone, desmaio!”.
A audiência privada
Foram necessários três anos para realizar esse encontro. Loren havia revelado em uma entrevista ao Corriere della Sera (24 de setembro de 2017), indicando o terço que usava no pescoço: “Este rosário que eu estou usando foi ele quem me deu há um mês. Estávamos em audiência privada no Vaticano, com a minha irmã Maria, com Alessandra, uma de suas filhas. Foi muito, muito emocionante.”
Na mesma entrevista, a atriz também revelou um detalhe muito íntimo, ligado a seu marido. O jornalista perguntou: “Seu marido repousa em Magenta: Vai visitá-lo?”. Ela respondeu:
“Sempre. Milão não é de passagem para mim, mas tenho muitos amigos lá e, depois, estão os sobrinhos, as irmãs de Carlo. Vou com a esperança de estar um pouco tranquila com ele mais uma vez e de rezar e agradecê-lo sempre.” Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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"Apesar disso, existem aqueles que ainda suspeitam da ortodoxia da teologia da libertação, Gustavo não foi autorizado a dar palestras em sua cidade natal Lima, outros dizem que felizmente a teologia da libertação já morreu, embora Gustavo responda com humor que aquele que é seu pai, eles não o convidaram para o enterro...". O comentário é de Víctor Codina, SJ, teólogo, em carta publicada por Centro Cristianisme i Justícia, 11-06-2018.
Eis a carta.
Em 9 de Março de 1984, o teólogo alemão Karl Rahner de 80 anos, foi hospitalizado em Innsbruck por uma grave deficiência circulatória. Ali, do hospital, escreveu uma carta à Conferência Episcopal Peruana em favor de Gustavo Gutiérrez e da teologia da libertação. No dia 30 de março, Rahner faleceu. Este último escrito é como o seu testamento teológico.
Meses depois, em 6 de agosto de 1984, o cardeal Josef Ratzinger, Prefeito da Doutrina da Fé, publicou um documento muito crítico sobre a teologia da libertação, no qual, embora não cite nenhum nome, a figura de Gustavo Gutiérrez , seu iniciador, foi seriamente questionado.
Passaram-se 34 anos e Papa Francisco em 29 maio de 2018 escreveu uma carta para Gustavo Gutierrez para felicitá-lo por ocasião do seu 90º aniversário no dia 8 de junho deste ano. Nesta carta, Francisco agradece a Deus e a Gustavo "pelo tanto que contribuiu com a Igreja e a humanidade, por meio de seu serviço teológico e de seu amor preferencial pelos pobres e descartados da sociedade”.
O que aconteceu neste período de tempo? Gustavo - agora dominicano - durante estes anos respondeu aos questionamentos e acusações que ele fez sobre o uso das ciências sociais, e especialmente o marxismo, em sua teologia, explicou suas reivindicações, mas não reverteu suas intuições e ele aprofundou seu pensamento sobre o Deus da vida, a opção pelos insignificantes, a desumana e anti-evangélica pobreza atual, perguntou onde dormirão os pobres, apresentou a figura exemplar de Bartolomé de Las Casas que foi em busca de os pobres de Jesus Cristo, procurou beber do próprio poço da realidade de lágrimas e do sangue dos pobres e orientou a sua teologia para a evangelização e para a Igreja.
Apesar disso, existem aqueles que ainda suspeitam da ortodoxia da teologia da libertação, Gustavo não foi autorizado a dar palestras em sua cidade natal Lima, outros dizem que felizmente a teologia da libertação já morreu, embora Gustavo responda com humor que aquele que é seu pai, eles não o convidaram para o enterro...
O que esses críticos pensarão depois deste testemunho positivo e fraterno de Francisco sobre Gustavo Gutiérrez e seu trabalho teológico à serviço da Igreja e da humanidade? Será que o velho Bento XVI, alojado em um mosteiro contemplativo da Cidade do Vaticano, ouviu falar sobre esta carta de reabilitação de Gustavo?
Em qualquer caso, deve-se afirmar que o velho Rahner era muito lúcido e nobre, embora a teologia de Gustavo fosse muito diferente da dele e no fundo ele a questionou. E que a Igreja, no meio de suas noites escuras e der seus invernos eclesiais e embora pareça que Jesus está dormindo no barco, é conduzida pelo Espírito do Senhor a uma verdade cada vez mais plena. E que ouvir o clamor dos pobres é sinal de garantia evangélica para a teologia. Obrigado, Francisco e parabéns, Gustavo. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Irmã Maria Elizabeth da Trindade (Elizabeth Fátima Daniel) Carmelo São José, Passos (MG), BRASIL.
(Este trabalho contou com a preciosa colaboração de Irmã Maria Madalena da Cruz, do Carmelo de Brasília, e Irmã Maristella do Espírito Santo, do Carmelo de Montes Claros, ambos Carmelos da Associação São José, no Brasil)
SOLIDARIEDADE: REFAZER O RELACIONAMENTO HUMANO
A solidariedade é algo muito próprio de nosso carisma. Esta palavra que vem do latim “Solidare” e significa solidificar, é para nós um impulso a um ideal necessário e urgente na humanidade atual e onde exista uma comunidade. Somos relação, nascemos de uma relação e somos chamados a uma gama de relacionamentos, por isso devemos aprender a nos relacionar, pois é na relação que vão se solidificando os valores essenciais da vida.
Se isto acontece inevitavelmente com cada pessoa, parece que a nós, onde tocou a graça de um chamado a uma comunidade como monjas carmelitas contemplativas, estes relacionamentos se revestem de uma essência que ilumina todo o sentido de nossa vida. É o mandamento do amor, amai-vos uns aos outros, vendo em nossas Irmãs o rosto concreto diante do qual devemos manifestar esse amor, elas são o nosso “próximo mais próximo”. Os nossos relacionamentos se fazem e se refazem neste Amor com que Deus nos amou e “nos juntou aqui”! Pois, peculiarmente, por vivermos sempre num mesmo mosteiro com as mesmas Irmãs, temos um vasto terreno para, na solidariedade, refazermos continuamente esses relacionamentos. “Todas hão de se amar, todas hão de se querer, todas hão de se ajudar”, é este o ideal no qual se constrói e se reconstrói a comunidade.
Aqui as margens de erros, de fragilidades, de pecados, de diferenças existem e têm que nos levar a esta solidariedade umas com as outras. Isto requer duas atitudes importantes:
- acreditar na importância do relacionamento;
- ser solidárias e misericordiosas como Cristo foi conosco descendo às nossas fraquezas.
Como construir e refazer os relacionamentos dentro da comunidade?
- Trabalhando na formação para o diálogo;
- Criando ambiente de amor que gere confiança e liberdade para sermos quem somos, conhecer a nós mesmas e às outras, valorizando seus dons e fazendo-os frutificar, sem nunca desistir diante das dificuldades dos relacionamentos, nem deixar interromper nem romper o diálogo;
- Exercitando a paciência e o sentido do rezar juntas diante do que não está em nossas mãos resolver;
- Protegendo e defendendo o andamento de todo o grupo diante dos problemas.
Sentimos nascer em nossa comunidade, como algo que quase não nos damos conta, a maturidade de acolher o outro como ele é e uma preocupação recíproca de sermos família, de ver que a outra é verdadeiramente minha irmã. Isto torna sólida a Comunidade. Se não damos importância aos nossos relacionamentos e deixamos, mesmo dentro de uma vida claustral, que nossas Irmãs se isolem, que nossas Irmãs não frutifiquem seus dons a serviço da comunidade, que nossas Irmãs não tenham direito de errar e fazer a experiência do perdão e do recomeçar, podemos perder a sensibilidade diante da enfermidade, da crise, do trauma que certamente encontramos dentro de nossas comunidades. Assim por falta de solidariedade nos relacionamentos podemos matar o espírito em nome da lei.
Nisto abrimos caminho para seguirmos o Mestre no amor: sentindo-nos amadas e amando como somos amadas! “É necessário aos que servem a Deus, apoiarem-se mutuamente para irem em frente.”[1] Este apoio mútuo tem seu alicerce no conhecimento mútuo. É a partir daí que se constrói o edifício do verdadeiro amor, pois se não nos deixamos conhecer - quem somos e como somos - como damos ao outro a chance de amar-nos? Como amarmos o que não conhecemos? Isto fez Jesus quando se encarnou, quis descer até nós para ter um encontro conosco no profundo de nossa miséria, não veio encontrar-nos somente nos nossos dons e talentos, mas nos nossos pecados; veio para aqueles que precisam de médico; e aí refaz toda a pessoa, refazendo a saúde do corpo e da alma, sem deixar de acrescentar como dom maior a “restauração do relacionamento com Deus”. Nisto temos luz e caminho a imitar o Mestre, descer às fraquezas de nossas Irmãs para que, refazendo nossos relacionamentos, possamos experimentar a essência do verdadeiro amor.
Como construir e refazer os relacionamentos fora da comunidade?
Toda a mística e profecia de nossa vida contemplativa, ou seja, a oração de amizade e intimidade e o anúncio desta união com Deus, refulgirão de nossos claustros quando se puder dizer de nós: “vede como se amam!” A partir de nosso testemunho estaremos dando uma boa contribuição à solidariedade, mas também podemos criar meios de refazer relacionamentos extra-muros através do aconselhamento que efetuamos em nossos atendimentos, cartas e outros meios que o Senhor pode nos proporcionar, sem ferir o que é específico de nossa vocação.
*II-Congresso ALACAR. Tema: Mística e Profecia no Carmelo. BOGOTÁ, COLOMBIA. OUTUBRO 2009- Na experiência e na vivência das monjas, por Irmã Maria Elizabeth da Trindade (Elizabeth Fátima Daniel) Carmelo São José, Passos (MG), BRASIL
[1] V 7,22
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Cresce entre seminaristas e padre novatos uma resistência ao discurso de tolerância do pontífice, que defende aceitação a divorciados e homossexuais. A reportagem é de Paulo Germano, publicada por GaúchaZH, 15-06-2018.
– Não conheço um único seminarista que goste dele. A frase escapou baixinho, em tom deprimido, da boca de um influente bispo católico. Conversávamos sobre a aceitação do papa Francisco entre os padres mais jovens. Esse bispo, que é profundo conhecedor da realidade clerical da Igreja, disse que a aceitação é ridícula. Nula, praticamente.
Eu, na minha ignorância, achava justamente o contrário: que os jovens seriam mais abertos ao discurso de tolerância e renovação de Francisco. Telefonei, então, para outras duas autoridades da Igreja no Estado. Por receio de provocar mal-estar, não toparam se identificar, mas confirmaram essa resistência ao Papa e foram além.
Disseram que a rejeição não se limita a seminaristas e padres novatos: ela cresce também nos movimentos jovens, com leigos indignados com a recepção de Francisco aos divorciados e homossexuais.
– Ele é muito respeitado em setores mais laicos da sociedade. Dentro da Igreja, a popularidade é maior entre os mais velhos – disse um dos sacerdotes, e eu quase tive um ataque cardíaco.
Os jovens, incrivelmente, não lideram mais vanguarda alguma. Pelo contrário, lideram a retaguarda, o atraso, o anacronismo. O frei Luiz Carlos Susin, teólogo de 68 anos e admirador do papa Francisco, costuma dizer que a geração dele transgrediu tanto que, para muitos jovens de hoje, a forma mais genuína de transgredir é retrocedendo. Faz sentido.
Na cultura, a geração do frei Susin é a de Maio de 68. Na Igreja, é a do Concílio Vaticano II. Ao contrário dos concílios anteriores – preocupados mais em elencar pecados e definir dogmas sobre moral e fé –, a assembleia que se estendeu de 1962 a 1965 foi resumida assim pelo papa João XXIII:
"A Igreja sempre se opôs a erros, muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer melhor as necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações".
Não é genial? E não é justamente o que o papa Francisco aplica? A clemência em vez do castigo, o acolhimento em vez da repulsa. Francisco, aliás, irrita seus detratores ao criticar publicamente o clericalismo – corrente que insiste em botar o clero, os padres, o sacerdócio (que representa menos de 0,00000000001% dos católicos) à frente dos leigos, dos fiéis, do rebanho inteiro (que representa mais de 99,99999999999% dos católicos).
– O Papa entende, como o Concílio Vaticano II entendeu, que as pessoas precisam discernir e decidir muita coisa por conta própria. Não pode o padre decidir tudo por elas, ter sempre a última palavra. Isso é clericalismo. O oposto disso é acreditar na autonomia das consciências – disse o frei Susin quando liguei para ele na quinta-feira (14).
As instituições existem para ajudar o homem, não para subjugá-lo. Se a instituição não ajuda, não é o homem que deve mudar; é ela.
Isso me fez lembrar a história – real, acredite – de um neonazista americano que tatuou no braço um versículo do Antigo Testamento que condena a homossexualidade: "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é" (Levítico 18:22). Esqueceu-se, claro, que, no capítulo seguinte, o mesmo livro condena a tatuagem: "Não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós" (Levítico 19:28).
Quer dizer, se você leva ao pé da letra o que foi escrito há milhares de anos, daqui a pouco vai estar defendendo a escravidão, a execução de mulheres adúlteras e o açoite como pena ideal para bandido. Jesus Cristo, aliás, vem para quebrar essa lógica do Deus violento: sua tendência é incluir todos, perdoar todos, acreditar em todos.
No Evangelho de Mateus, uma passagem espetacular é quando Jesus cura um doente num sábado. Os fariseus, sempre tentando sabotá-lo, perguntam se ele acha mesmo correto fazer aquilo – já que o sábado, em nome de Deus, deve servir somente ao descanso. Jesus responde com uma pergunta: o homem foi criado para o sábado, ou o sábado foi criado para o homem?
Ou seja: a lei deve existir para servir ao homem, não para subjugá-lo. As instituições existem para nos fazerem crescer, para nos fazerem felizes, livres, autônomos. Se a instituição não ajuda, bem, não é o homem que deve mudar; é ela. Por isso, o papa Francisco vem mudando a Igreja, porque é um profundo conhecedor do que Jesus pregava.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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'Os políticos podem mudar a lei, mas não podemos mudar a natureza da confissão'. A reportagem é de Rose Gamble, publicada por The Tablet, 15-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen. O arcebispo de Adelaide afirmou que a Igreja não irá aderir às novas leis que obrigam padres informados sobre abuso infantil dentro do confessionário a relatarem aquilo que ouviram à polícia.
Sob as novas leis definidas para entrar em vigor em outubro no Sul da Austrália, padres que falharem em denunciar abuso de criança à polícia serão multados em até US $10.000 (cerca de R$28 mil, nde).
"Os políticos podem mudar a lei, mas não podemos mudar a natureza da confissão, que é um encontro sagrado entre um penitente, alguém buscando perdão e um padre que representa Cristo”, disse o bispo Greg O'Kelly, arcebispo interino de Adelaide, a rádio ABC Adelaide em 15 de junho.
"Não nos afeta. Temos um entendimento em relação ao sigilo da confissão que é do domínio do sagrado”, continuou.
"O direito canônico estabelece que ‘é absolutamente proibido um confessor trair de alguma forma um penitente em palavras ou em qualquer forma e por qualquer motivo’", acrescentou.
Bispo O'Kelly disse que a Igreja não tinha sido notificada da mudança até a quinta-feira (14 de junho). A legislação foi sancionada no ano passado. A lei faz parte da resposta do governo australiano do sul à Comissão Real para Respostas Institucionais a Casos de Abuso Sexual Infantil, lançado pelo procurador-geral Vickie Chapman na terça-feira.
"Onde há provas claras para indiciar um ministro da religião... não se conseguiu cumprir os requisitos de informação obrigatórios. Assim, o assunto precisa ser investigado pelas autoridades, com medidas efetivas - incluindo acusação - tomada conforme a necessidade do caso”, diz um comunicado divulgado pelo porta-voz do departamento do procurador-geral.
A cidade de Camberra deve seguir a decisão da Austrália do Sul após o governo da capital da nação votar para abolir o sigilo do confessionário para casos de abuso infantil a partir de março.
Mark Coleridge, o arcebispo de Brisbane e presidente da conferência de bispos católicos australiano, descreveu a mudança como "prematuro e imprudente, aparentemente motivado por um desejo de penalizar a Igreja Católica, sem considerar devidamente a ramificações da decisão". Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Culto evangélico é realizado em espaço boêmio e fiéis podem beber depois de sermões
RIO - “Na nova terra, o negro não vai ter corrente e o nosso índio vai ser visto como gente; na nova terra, o negro, o índio e o mulato, o branco e todos vão comer no mesmo prato”. Ao som de violão e batucadas no atabaque, esse cântico, entoado no bairro da Saúde, na Zona Portuária, embala o louvor de 20 fiéis dentro de um bar. Sim, o culto dominical da Nossa Igreja Brasileira, uma denominação evangélica Batista que nasceu há dois meses, acontece dentro da Casa Porto, um point boêmio do Largo São Francisco da Prainha. O pastor Marco Davi, de 52 anos, é pragmático ao explicar por que escolheu um lugar tão inusitado para seus sermões: o aluguel do espaço é quase simbólico, ele paga apenas R$ 100 para ajudar na faxina pós-orações.
Na hora do encontro, porém, nada de álcool — os engradados de cerveja e demais bebidas ficam numa sala ao lado. Durante a acolhida, feita em um espaço onde costumam ocorrer os shows durante a tarde e a noite, o pastor oferece apenas café, biscoitos e bolo de fubá. Depois dos sermões, o destino dos fiéis é livre: quem quiser pode cair à vontade na gandaia, nas festas promovidas pela Casa Porto. Inclusive provando os drinques da casa.
A igreja mais progressista de Marco tem atraído fiéis como a professora Evelyn da Luz, de 37 anos, que deixou de frequentar um templo em Vila Isabel em busca de maior liberdade e reconhecimento. O motivo foi um ataque que sofreu nas redes sociais, feito por uma pastora da igreja, por causa de uma foto em que Evelyn aparecia pulando carnaval. Agora, a professora, e sua filha de 8 anos, se encontraram na nova denominação.
— Passei por situações desagradáveis e postei essa foto porque queria celebrar a vida. Fiquei super mal com o ataque. Uma amiga entrou em contato comigo, tomamos um café, e ela falou do início dessa igreja. Eu quero poder adorar Deus sem doutrina de isso ou aquilo. Agora me sinto muito bem com os irmãos que compartilham da mesma opinião que eu — diz Evelyn.
SERMÕES SOBRE JESUS E NEGRITUDE
Dono da Casa Porto, Raphael Vidal já esteve presente em dois cultos e contou ter gostado muito do que viu:
— Conheci o pastor quando ele estava numa mesa, bebendo, comendo, e curtindo um samba. Já estive presente duas vezes como ouvinte e gostei muito da perspectiva dele da leitura da Bíblia. Vi uma oficina de abayomi (bonecas africanas) e fiquei surpreso.
Antes de parar no bar, a igreja, que nasceu em um culto da Igreja Batista Memorial da Tijuca, em 20 de novembro do ano passado, Dia da Consciência Negra, realizou cultos no Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN) e também em outro bar, na Lapa. Na Zona Portuária, o púlpito é aberto para pedidos de oração e agradecimentos. Já os sermões, bem específicos e na contramão das linhas evangélicas conservadoras, costumam falar de liberdade de escolha, de respeito ao diferente, de negritude e, claro, de Jesus Cristo.
— Não é exatamente uma proposta de uma igreja negra, não queremos polarizar, mas, como 80% dos nossos ritmos são de origem africana, isso acaba atraindo muitos negros. E o nosso discurso é progressista também, fala dos ancestrais e da questão da mulher, o que não é comum nas igrejas evangélicas. Nosso desejo é que a cultura brasileira seja a nossa identidade — diz o pastor Marco.
Nascido em Teresópolis, Marco foi criado na Igreja Batista e, aos 18 anos, veio para o Rio fazer seminário. Formado em Teologia em 1991, ele foi morar em São Paulo. Durante um congresso de evangelização em Minas Gerais, em 2003, passou a questionar por que os negros não apareciam nas igrejas evangélicas. Ele pediu que os negros presentes ao evento levantassem, provocando, segundo Marco, comoção.
— Onde eu cresci o pecado era preto, e os ritmos africanos eram demonizados. Ao mesmo tempo, a teologia negra estava crescendo no Brasil, mas eu nunca tinha entrado nela de cabeça — conta o pastor.
O viés de valorização dos negros tem agradado em cheio o técnico em eletrotécnica Anderson Luiz, morador de Caxias.
— Fui criado em uma Igreja Batista em Jardim Gramacho, mas só há quatro anos comecei a me reconhecer como uma pessoa negra. É uma coisa que o Marco chama de "batismo negro". Eu sempre falava que era pardo, às vezes, branco… Fonte: https://oglobo.globo.com
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