Olhar Jornalístico

FREIRA TAMBÉM É MULHER: Frei Petrônio.

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Publicado em 08 março 2018
  • A Palavra do Frei Petrônio,
  • Mensagem do Dia Internacional das Mulheres,
  • A Violência contra as mulheres,

Papa Paulo VI e Dom Romero serão em breve santos

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Publicado em 07 março 2018
  • Dom Romero,
  • Papa Paulo VI e Dom Romero serão em breve santos,
  • Papa Paulo VI,
  • Dom Oscar Romero será santo,

Paulo VI e Dom Romero serão santos. Papa autoriza os Decretos

O Papa Francisco recebeu em audiência sábado passado o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Card. Angelo Amato, durante a qual autorizou os Decretos referentes a Paulo VI e Dom Romero.

Cidade do Vaticano -

Paulo VI e Dom Romero serão santos: o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar os Decretos que reconhecem os milagres atribuídos à intercessão dos Beatos Paulo VI e Oscar Arnolfo Romero Galdámez.

O próprio Papa já havia anunciado que Paulo VI seria canonizado até o final do ano, durante seu encontro com os párocos de Roma em 15 de fevereiro passado. Naquela ocasião, o Papa disse que Paulo VI foi corajoso em seu ‘humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja’.

Humildade e coragem

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado aos 22 anos.

Doutor em filosofia, direito civil e direito canônico, serviu a diplomacia da Santa Sé e a pastoral universitária italiana. A partir de 1937, foi colaborador direto do Papa Pio XII. Durante II Guerra Mundial, no Vaticano, se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.

Em 1954, foi nomeado arcebispo de Milão. Criado cardeal pelo Papa João XXIII em 1958, participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II.

Em 21 de junho de 1963 foi eleito Papa. Paulo VI escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968) e a ‘Populorum progressio’ (1967).
Foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, tendo visitado Terra Santa, EUA, Índia, Portugal, Turquia, Filipinas e Austrália, dentre outros.

Na homilia de beatificação de Paulo VI, em 19 de outubro de 2014, Francisco disse que “enquanto se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, ele soube reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor”.

“Verdadeiramente Paulo VI soube «dar a Deus o que é de Deus»”, disse Francisco.

Bispo dos pobres

O outro futuro grande santo é Beato Oscar Arnolfo Romero Galdámez, Arcebispo de San Salvador e mártir.
Dom Oscar Romero nasceu em Ciudad Barrios (El Salvador) em 15 de agosto de 1917 e foi assassinado na capital salvadorenha em 24 de março de 1980.

O Papa Francisco enviou uma carta ao Arcebispo de San Salvador por ocasião da beatificação de Dom Romero em 23 de maio de 2015. Assim o Pontífice recordou o legado do futuro santo:

“Em tempos de convivência difícil, D. Romero soube guiar, defender e proteger o seu rebanho, permanecendo fiel ao Evangelho e em comunhão com a Igreja inteira. O seu ministério distinguiu-se por uma atenção especial aos mais pobres e aos marginalizados. E no momento da sua morte, enquanto celebrava o Santo Sacrifício do amor e da reconciliação, recebeu a graça de se identificar plenamente com Aquele que entregou a vida pelas suas ovelhas. (...) D. Romero convida-nos ao bom senso e à reflexão, ao respeito pela vida e à concórdia. É necessário renunciar à «violência da espada, do ódio», e viver «a violência do amor, que nos deixou Cristo pregado numa cruz, aquela que cada um deve fazer a si mesmo para vencer os próprios egoísmos e a fim de que não haja desigualdades tão cruéis entre nós»." Fonte: http://www.vaticannews.va

A hora dos leigos? Mas de que leigos se está falando?

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Publicado em 06 março 2018
  • Ano do Laicato,
  • Ano do Laicato Carmelitano 2018,
  • Cesar Kuzma,
  • hora dos leigos,
  • (Lumen Gentium,
  • a Igreja é Mistério e é Povo de Deus,

Cesar Kuzma

“Diante de algumas manifestações e expressões que estamos vendo atualmente, vale lançar outra pergunta: de que leigos exatamente se fala e se espera nesta hora? Se o futuro da Igreja passa pelo viés dos leigos, como se diz, há nesta afirmação uma intenção eclesiológica, mas é necessário ficar atento para não se desviar da atenção primeira e para fazer clarear a novidade que se percebe e se propõe”, escreve Cesar Kuzma, teólogo leigo, casado e pai de dois filhos, doutor em Teologia pela PUC-Rio, onde atua como professor-pesquisador do Departamento de Teologia, atual presidente da SOTER (2016-2019) e autor de livros e artigos sobre a teologia do laicato, como Leigos e Leigas, Ed. Paulus, 2009.

“Fico ofendido e chateado com algumas manifestações grosseiras e descomprometidas com uma causa verdadeira – afirma o teólogo. Onde há divisão não pode haver o Espírito. Onde há certezas não há espaço para a fé. Onde há ódio, não se pode viver o amor. Acho uma pena que em pleno Ano do Laicato tenhamos que presenciar tais atitudes e comportamentos, alimentados por uma estrutura clericalista farisaica que olha mais a lei que a pessoa”.

Eis o artigo.

A hora dos leigos? Sim, foi o que se pensou com o Concílio Vaticano II e, em 2016, o Papa Francisco resgatou esta ideia dos teólogos conciliares e disse praticamente a mesma coisa, em uma carta enviada ao Cardeal Marc Ouellet. Para o Papa, uma hora que está tardando a chegar.

No entanto, diante de algumas manifestações e expressões que estamos vendo atualmente, vale lançar outra pergunta: de que leigos exatamente se fala e se espera nesta hora? Se o futuro da Igreja passa pelo viés dos leigos, como se diz, há nesta afirmação uma intenção eclesiológica, mas é necessário ficar atento para não se desviar da atenção primeira e para fazer clarear a novidade que se percebe e se propõe. Por certo, não estamos à espera de leigos clericalistas, obsessivos e extremamente fundamentalistas, que caem num moralismo radical e inconsequente, e doutrinariamente incitam mais o ódio e a falta de comunhão eclesial, que carecem de um bom senso, desrespeitando expressões, participações e membros da mesma Igreja, recusando a intenção do Concílio que lançou esta espera, ao reafirmar, com toda a Tradição, que a Igreja é Mistério e é Povo de Deus (Lumen Gentium), e que deve estar atenta aos sinais dos tempos (Gaudium et Spes). O Concílio trouxe ao leigo autonomia e corresponsabilidade na missão, podendo este agir e atuar de um modo próprio, contudo no viver de uma koinonia e em busca de uma maturidade que se abre à ação do Espírito e se empenha em seguir os passos de Jesus, agindo no tempo e na história para fazer acontecer de modo antecipado, escatologicamente, a construção do Reino prometido e esperado.

Neste ano em que a Igreja do Brasil vive o Ano do Laicato, faz-se necessário se ater ao que se quis no Documento 105 da CNBB, que traz os leigos como sujeitos da Igreja e do Mundo. E diz isso sem cair numa separação de realidades (Igreja e Mundo), mas fundamentado pelo Vaticano II e demais documentos pós-Conciliares, entendendo o compromisso da Igreja no mundo, não como um confronto, mas como um diálogo, onde ela é mestre e pode ensinar, mas também se insere e se encarna nas realidades, e pode aprender. Isso não é um demérito da sacralidade da Igreja, mas é a percepção da nossa vulnerabilidade na história, nos fazendo lembrar que não se pode absolutizar nenhum modelo, pois somos, como Igreja, sinal e testemunhas de algo maior, que transcende a todos e cada tempo, e que nos aponta para o absoluto da nossa existência e de toda a história, onde o encontro e a experiência de fé se realizam e se consomem em Deus.

Ser sujeito eclesial, hoje, significa ser autêntico e coerente com a fé que professa (Doc. Aparecida), significa testemunhar com a própria vida em todas as realidades que se vive, buscando o encontro e o diálogo, a abertura e a mansidão, o desprendimento e a misericórdia, a alegria e o amor. Ser sujeito eclesial, hoje, não é ser conflitivo, muito menos combativo, mas é ser testemunha de uma verdade que não está nos manuais de doutrina, mas no encontro vivo com o Ressuscitado. Não é ser divisor, mas promotor de comunhão. Não é ser mestre das verdades, mas alguém atento ao mistério e disposto a sempre aprender. Não é quem acusa, mas é quem se coloca ao lado dos outros, principalmente dos pobres e daqueles que mais sofrem e são perseguidos, até mesmo pela própria fé.

A riqueza do Concílio Vaticano II e de toda a teologia do laicato que daí se decorreu é que a Igreja decide por sair das sacristias e das catedrais e parte (sai) para viver no mundo, aceitando a fraqueza da história e os limites da missão, mas entendendo que o Reino cresce pela força da ação do Espírito, jamais pela locução de um ministro ou de quem quer que seja, pois aqui, nesta terra, somos simplesmente peregrinos, servos inúteis que arriscam viver uma experiência nova e libertadora. Entende-se, também, que o Reino não é uma instituição de pedras ou de doutrinas, muito menos um boulevard de vestes e paramentos medievais que dizem muito pouco nos nossos dias, mas sim um espaço vasto de amor, justiça e paz, onde todos podem viver e se manifestar, e a harmonia prevalece, sem lágrimas e sem luto, mas numa vida que se faz nova para toda criatura. Juntamente com o Evangelho, o Concílio proclama a bem-aventurança dos pobres e dispõe uma igreja de serviço, disposta a resgatar a vida concreta e atenta aos dramas humanos. Isso não é socialismo ou comunismo, isso não é ideologia, mas é a utopia que se deve buscar a partir da experiência que fazemos na fé, alimentada na esperança e fortalecida no amor.

Esta intenção do Concílio foi recepcionada na América Latina e aqui se atualizou em uma nova linguagem, adaptada à realidade e garantindo a essência. Pensou-se uma Igreja protagonista, profética e sensível ao Continente, marcado por uma colonização massacrante, dominação estrangeira, ditaduras militares e exploração humana. Nesta Igreja os leigos foram chamados ao protagonismo e receberam de seus pastores o apoio para empreender um jeito novo, um novo canto, por vezes oprimido e por vezes festeiro, mas rico na fé que existe e insiste em se manter acesa, mesmo diante de tamanha pobreza e opressão. Este é um lado da Igreja da América Latina e é um lado da visão do laicato que se tem, sem qualquer pretensão de ser um único modelo. A Igreja torna-se una na diversidade e a variedade de rostos e carismas torna a sua identidade ainda mais bela.

Por esta razão, digo que fico ofendido e chateado com algumas manifestações grosseiras e descomprometidas com uma causa verdadeira. Onde há divisão não pode haver o Espírito. Onde há certezas não há espaço para a fé. Onde há ódio, não se pode viver o amor. Acho uma pena que em pleno Ano do Laicato tenhamos que presenciar tais atitudes e comportamentos, alimentados por uma estrutura clericalista farisaica que olha mais a lei que a pessoa. Que falta faz o frescor do Evangelho, que tem um fardo leve e um jugo suave! É impossível sustentar a fé só de doutrina e não se vive um novo ethos cristão em cima de um moralismo desatento ao íntimo humano e ao olhar social, naquilo que gritam homens e mulheres e naquilo que grita a terra. Deste modo, faz-se necessário voltar-se a Jesus, ao homem do Evangelho, ao filho de Maria e José, ao carpinteiro da vila, ao amigo de Pedro e Tiago, aquele que nos olha nos olhos e nos chama pelo nome, e cuja ação nos desconcerta e nos destrói na razão. Olhar fixamente a Jesus nos fará perceber que ele foi sujeito em seu tempo, estando mais atento às pessoas que a Lei, amando a Deus e fazendo reconhecer este amor no dom de si mesmo ao outro, de quem se fez próximo.

É a hora dos leigos? Sim, é a hora! É a hora de um povo que fala, que reza, que luta, trabalha e professa. É o povo de Deus, transformando esta terra!

Que o olhar atento a Jesus de Nazaré nos mostre o caminho e que a comunhão nos fortaleça, sempre! Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Rezar os Salmos hoje: SALMO 2

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Publicado em 06 março 2018
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Frei Carlos Mesters, O. Carm

 1          Por que as nações se revoltam,

            e os povos conspiram em vão?

 2          Os reis da terra se insurgem

            e os poderosos fazem aliança

            contra JHWH e contra seu Ungido:

 3          “Vamos quebrar suas correntes

            e libertar-nos das suas algemas!”

 4          Aquele que está nos céus se ri,

            o Senhor zomba deles.

 5          Por isso, na sua ira, declara,

            deixando-os  apavorados com o seu furor:

 6          “Fui eu que estabeleci o meu rei

            sobre Sião, meu santo monte!”

 7          Vou proclamar o decreto de JHWH:

            Ele me disse:   “Tu és o meu filho, eu hoje te gerei!

 8          Pede-me e te darei como herança as nações,

            e como tua propriedade os confins da terra.

 9          Tu as governarás com cetro de ferro,

            e as quebrarás como a potes de barro”.

 10        Agora, ó reis, sede prudentes;

            aceitai este aviso, juízes da terra:

 11        Servi a JHWH com temor

            e prestai-lhe homenagem com tremor,

 12        para que não se irrite e pereçais pelo caminho,

            pois sua ira se inflama de repente.

            Felizes os que nele se abrigam!

Título:            Tu és meu filho, minha filha! Eu hoje te gerei (Sl 2,7)

Frase: "Sirvam a JHWH com temor. Felizes os que nele se abrigam" (Sl 2,11.12)

Chave: Salmo de espiritualidade régia. Trata-se de uma oração que celebra a entronização de um rei em Jerusalém. O salmo fala de uma luta sem trégua entre os reis da terra e o projeto de Deus. Esta luta pode ser interpretada em duas perspectivas: A luta dos reis da terra e a luta pessoal de cada um de nós. A luta dos reis da terra: As monarquias daquela época traziam dentro de si o germe da explo­ração e do acúmulo do poder e da riqueza (1Sam 8,11-18). No povo de Deus, porém, os reis deveriam governar a partir do decreto de Deus. Apresentado como filho de JHWH, o rei devia defender o povo, promover a justiça e difundir o direito. Devia conduzir o povo através de atitudes justas e igualitárias, enfrentando com coragem as adversidades causadas pelos inimigos do decreto de Deus, e nunca favorecer os que buscam o poder, a injustiça e a opressão. Devia ir na contramão da política dos reis da terra que se revoltavam contra o decreto de Deus. A luta pessoal de cada um de nós consiste em viver a espiritualidade régia assumida no nosso batismo. Cada um de nós, como filho e filha de Deus, deve lançar-se nesta mesma luta, sendo prudente, deixando-nos corrigir pelo decreto de Deus, pela sua Palavra.

Rumo da prece

  1. 1-3: O tumulto da rebeldia cá em baixo, na terra.
  2. 4-6: A reação divertida de Deus lá em cima, no céu.
  3. 7-9: A decisão tomada lá em cima, no céu.
  4. 10-12: As conclusões a serem tiradas cá em baixo, na terra.

Trazer o salmo para dentro da vida.

1- Qual a frase deste salmo que mais me tocou e com que mais me identifiquei? Por que?

2- O espírito de competição e o desejo de poder e de riqueza levava os reis a se rebelarem contra o decreto de Deus. Até hoje este mesmo espírito faz com que as pessoas enfrentem o mundo inteiro para poder realizar os seus desejos pessoais. O projeto pessoal se impõe com mais força do que o projeto comunitário. Em você, quem leva vantagem: seu projeto pessoal ou o projeto comunitário?

3- Deus decreta: "Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei". Jesus disse: quem luta pela paz será chamado Filho de Deus (Mt 5,9). Eu luto pela paz a ponto de poder ser chamado Filho ou Filha de Deus?

4- Quais os traços do rosto de Deus que transparecem neste salmo?

TERÇA-FEIRA 6, HOMILIA DO PAPA “O Senhor nos perdoa se perdoarmos os outros”.

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Publicado em 06 março 2018
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Na missa matutina, o Papa Francisco advertiu para o rancor que se aninha em nosso coração e recordou que o primeiro passo para ser perdoado é se reconhecer pecador.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou na manhã de terça-feira (06/03/2018) a missa na capela da sua residência, a Casa Santa Marta. O Pontífice resumiu a mensagem proposta pela liturgia de hoje em duas expressões: “infelizmente” e “desde que”. O tema comum é o perdão, afirmou o Papa, o que é e de onde vem.

Eu pequei

A primeira Leitura é extraída do Livro do profeta Daniel. Trata-se do episódio de Azarias que, lançado ao fogo por não ter renegado o Senhor, não se lamenta com Deus pelo tratamento dispensado, não o repreende reivindicando a sua fidelidade. Continua a professar a grandeza de Deus, dizendo: “Tu sempre nos salvastes, mas infelizmente pecamos”. Acusa a si mesmo e o seu povo. E Francisco afirmou: “A acusação de nós mesmos é o primeiro passo rumo ao perdão”.

Acusar a si mesmos é parte da sabedoria cristã; não acusar os outros, não... A si mesmos. Eu pequei. E quando nós nos aproximamos do sacramento da penitência, ter isto em mente: Deus é grande e nos deu tantas coisas e infelizmente eu pequei, eu ofendi o Senhor e peço salvação. Mas se vou ao sacramento da confissão, da penitência e começo a falar dos pecados dos outros, não sei o que estou buscando: não busco o perdão. Tento me justificar. E ninguém pode justificar si mesmo, somente Deus nos justifica.

Confessar os próprios pecados

O Papa citou o caso de uma senhora que no confessionário contava os pecados da sogra, tentando se justificar, até que o sacerdote lhe disse: ‘Tudo bem, agora confesse os próprios pecados’. O Senhor quer isto, porque o Senhor recebe o coração contrito porque é como de Azarias: “Não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança”, o coração contrito que diz a verdade ao Senhor: “Eu fiz isso, Senhor. Pequei contra Ti”. O Senhor lhe tapa a boca, como o pai ao filho pródigo; não o deixa falar. O seu amor o cobre. Perdoa tudo.

O Senhor nos perdoa se perdoarmos os outros

Francisco convidou a não ter vergonha de dizer os próprios pecados porque é o Senhor que nos justifica, perdoando-nos não uma vez, mas sempre: O perdão de Deus vem forte em nós desde que nós perdoemos os outros. E isso não é fácil, porque o rancor se aninha em nosso coração e sempre existe aquela amargura. Muitas vezes, carregamos conosco a lista das coisas que me fizeram: “Esta pessoa me fez isto, fez aquilo, fez aquilo outro...”.

O Papa advertiu para não se deixar escravizar pelo ódio a ponto de não conseguir perdoar e concluiu: “Essas são as duas coisas que nos ajudarão a entender o caminho do perdão: ‘O Senhor é grande, mas infelizmente eu pequei’ e ‘Sim, eu o perdoo 77 vezes desde que você perdoe os outros’. Fonte: http://www.vaticannews.va

AO VIVO- OS 7 PASSOS DE JESUS: SEXTA FEIRA DO TRIUNFO. (Segunda-feira, 5 de março-2018)

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Publicado em 05 março 2018
  • os 7 Passos de Jesus,
  • 7 Passos de Jesus,
  • FREI VICTOR KRUGER,
  • Frei Victor Kruger, O. Carm.

AO VIVO NESTA SEGUNDA, 5. Missa direto de Juazeiro do Norte/CE.

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Publicado em 05 março 2018
  • Ao vivo,
  • Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores,

SEGUNDA FEIRA 5: HOMILIA DO PAPA. “A fé não é espetáculo, é preciso pensar com espírito de Deus”

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Publicado em 05 março 2018
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Na missa matutina, Francisco recordou que a Igreja nos pede uma conversão do pensamento, segundo os ensinamentos de Cristo.

Cidade do Vaticano (5/03/2018)

A religião e a fé não são “um espetáculo”. O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta.

Na homilia, comentou as leituras do dia: a Primeira dedicada a Naamã o Sírio (2 Rs 5, 1-15ª)  e o Evangelho de Lucas, (Lc 4, 24-30) em que Jesus explica que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. O Pontífice explicou que neste tempo da Quaresma a Igreja nos faz refletir hoje sobre a conversão do pensamento, das obras e dos sentimentos.

A conversão do pensamento

“A Igreja nos diz que as nossas obras devem se converter, e nos fala do jejum, da esmola, da penitência: é uma conversão das obras. Fazer obras novas, obras com estilo cristão, o estilo que vem das Bem-aventuranças, em Mateus 25: fazer isto. Também a Igreja nos fala da conversão dos sentimentos: também os sentimentos devem se converter. Pensemos por exemplo na Parábola do Bom Samaritano: converter-se à compaixão. Sentimentos cristãos. Conversão das obras; conversão dos sentimentos; mas, hoje, nos fala da ‘conversão do pensamento’: não daquilo que pensamos, mas também de como pensamos, do estilo do pensamento. Eu penso com um estilo cristão ou com um estilo pagão? Esta é a mensagem que hoje a Igreja nos dá”.

Deus não faz espetáculo

A propósito do episódio de Naamã o Sírio, doente de lepra, o Papa lembra que ele “vai até Eliseu para ser curado” e é aconselhado a se banhar sete vezes no Jordão. Ao contrário, ele pensa que os rios de Damasco são melhores do que as águas de Israel, “fica irritado e vai embora sem fazê-lo”, recorda Francisco, porque “este homem queria o espetáculo”.

“Pensava que Deus vinha somente no espetáculo. E, dentro do espetáculo, a cura. ‘Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria’, esperava o espetáculo. E o estilo de Deus é outro: cura de outro modo. Ele deve aprender a pensar num estilo novo, deve converter o modo de pensar”.

O Pontífice notou que o mesmo acontece com Jesus que volta a Nazaré e vai até Sinagoga. Inicialmente “as pessoas o olhavam”, “estavam impressionadas”, “contentes”.

“Mas sempre tem um falador que começou a dizer: Mas este, este é o filho do carpinteiro. O que nos ensina? Em que universidade ele estudou? Sim! É o filho de José. Começam a cruzar opiniões, muda o comportamento das pessoas e querem matá-lo.  Da admiração e surpresa ao desejo de matá-lo. Eles também queriam espetáculo. Dizem que fez milagres na Galileia e nós acreditamos. Jesus explica: “Eu garanto a vocês: nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. Isso porque nós resistimos em dizer que alguns de nós podem nos corrigir. Deve vir alguém com o espetáculo a nos corrigir. A religião não é um espetáculo. A fé não é um espetáculo: é a Palavra de Deus e o Espírito Santo que age nos corações.”

A graça da conversão

“A Igreja”, sublinhou Francisco, “nos convida a mudar a maneira de pensar, o estilo de pensar. Podemos recitar o Credo e todos os dogmas da Igreja”, mas:

“A conversão do pensamento. Não é usual que pensemos desse modo. Não é usual. Também a maneira de pensar, a maneira de crer deve ser convertida. Podemos nos fazer uma pergunta: com que espírito eu penso? Com o espírito do Senhor ou com o próprio espírito, com o espírito da comunidade à qual pertenço ou do grupinho ou da classe social da qual faço parte, com o do partido político ao qual pertenço? Com que espírito eu penso? E procurar saber se penso realmente com o espírito de Deus. Pedir a graça de discernir quando penso com o espírito do mundo e quando penso com o espírito de Deus. Pedir a graça da conversão do pensamento.” Fonte: http://www.vaticannews.va

A tentação de querer justificar o pecado.

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Publicado em 05 março 2018
  • Convento do Carmo de Mogi das Cruzes,

Frei Marcelo Aquino, O. Carm. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo.

De que adianta ir à Missa e voltar a pecar? Sejamos coerentes!

Se essa interrogação nos incomoda tanto, por que não nos fazemos outra?
Por que tomar café hoje, se amanhã terei que tomar novamente?
Por que almoçar hoje, se amanhã terei que almoçar novamente?
Por que jantar hoje, se vamos ter que jantar novamente amanhã? 
E por que descansar hoje, se amanhã vamos cansar novamente? 
Por que será que nas coisas de Deus, logo procuramos saídas e nas outras coisas nos acomodamos?
Quem acha que é inútil vir a Missa porque vai voltar a pecar novamente é porque não ama a Deus o suficiente. (Fonte: Facebook)

OLHAR DO DIA: São João Crisóstomo

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Publicado em 05 março 2018
  • Olhar do dia,
  • São João Crisóstomo,

OLHAR DO DIA: “São João Crisóstomo repreende aqueles que faziam tantas ofertas para decorar, para embelezar o templo, e não cuidavam daqueles que necessitavam. Repreendia-os e dizia: ‘Não, assim não. Primeiro o serviço, depois as decorações’”. Papa Francisco. (Evangelho do 3º Domingo da Quaresma. JO 2, 13-25). 

Pastor suspeito de forjar próprio sequestro agradece fiéis na web

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Publicado em 04 março 2018
  • pastor evangélico Alexandre Geraldo dos Anjos,
  • igreja Assembleia de Deus Missão,
  • Pastor Alexandre forja o próprio sequestro,

Após forjar o próprio sequestro, o pastor evangélico Alexandre Geraldo dos Anjos publicou um vídeo em uma rede social para agradecer a oração dos fiéis enquanto estava ‘desaparecido’. Na postagem desta quinta-feira (1º), o religioso aparece acompanhado pela família e agradece o apoio de quem ajudou a procurá-lo.

O pastor de 34 anos estava desaparecido desde a última segunda (26) quando teria saído de casa com sua moto para encontrar com outro pastor e não retornou para casa. A família procurou Polícia Civil, que investigava o caso.

Nesta quinta-feira (1º) ele se apresentou à polícia na delegacia de Igaratá e disse que tinha sido sequestrado, mas conseguiu fugir do cativeiro. Ao chegar a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São José dos Campos/ SP, onde o caso era investigado, ele confessou ter forjado o sequestro por causa de dívidas. Ele também contou, segundo o delegado Neimar Camargo, que pediu como resgate três bitcoins – cada um vale cerca de R$ 35 mil na cotação desta sexta (2).

No vídeo postado após a chegada de Alexandre em casa, a família agradece a oração dos fiéis que “clamaram” junto à família por informações do pastor. Ele não comentou a acusação da polícia sobre a fraude no sequestro – pelo qual ele deve responder em liberdade pelo crime de estelionato.

“Eu quero agradecer aos irmãos que estiverem conosco em oração nessa batalha, nessa luta. Quero agradecer aos meus amigos e meus inimigos também que estiveram intercedendo. Os irmãos que foram lá na praça colar cartaz. Vou agradecer cada um, vou pegar na sua mão e vou agradecer. E tenho certeza que a obra de Deus não pode parar. E se hoje estamos aqui na nossa base, eu quero agradecer a você, irmão”, disse no vídeo.

O irmão, Leandro Geraldo dos Anjos, conta que a família não sabia que o religioso passava por problemas financeiros e que o sequestro seria uma farsa. À polícia, o religioso justificou que estava endividado, por envolvimento em pirâmide financeira, por isso simulou o sequestro.

“Quando entramos na delegacia ele estava completamente transtornado, com o psicológico abalado. Não parecia a pessoa que conhecíamos. Não sabíamos o que ele estava fazendo e que passava por problemas, se não faríamos algo por ele. Somos pobres, mas somos limpos.”, disse. O pastor não quis dar entrevista. Inicialmente, em entrevista ao G1, a família disse que Alexandre seria pastor da igreja Assembleia de Deus Missão. A igreja foi procurada e negou que o homem faça parte da lista de líderes na região. “A Assembleia de Deus Missão em São José dos Campos esclarece que Alexandre Geraldo dos Anjos não é pastor ou membro do ministério desta igreja”, informou por nota.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, eles desconfiaram da versão do suposto sequestro depois que receberam uma denúncia de que Alexandre teria sido visto em um restaurante em Jacareí na última quarta-feira (28). (veja vídeo acima)

Nos vídeos das câmeras de segurança do estabelecimento, o pastor aparece almoçando e caminhando tranquilamente pelo restaurante. Após ser contestado com as imagens, Alexandre confessou o crime. De acordo com a polícia, ele vai responder por estelionato – já que criou uma fraude para ganhar dinheiro. Após ser ouvido o homem foi liberado. Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br

3º DOMINGO DA QUARESMA: “Parecem supermercados”, diz Papa sobre algumas Igrejas

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Publicado em 04 março 2018
  • Homilias do Papa Francisco,
  • Papa Francisco do 3º Domingo da Quaresma,

Segundo o ACI Digital (24/11/2017), o Papa Francisco comentou, na Missa celebrada na Casa Santa Marta, um dos evangelhos mais conhecidos: o relato no qual Jesus expulsou os comerciantes do templo e lamentou que muitas vezes as igrejas parecem “supermercados” e não refletem a gratuidade de Deus.

“Quantas vezes, que tristeza, entramos em um templo… Por exemplo, em uma paróquia, em um episcopado, não sei… Entramos e não sabemos se estamos na casa de Deus ou num supermercado”.

“Uma loja, a lista de preços para os sacramentos… falta gratuidade. Deus nos salvou gratuitamente, não nos cobrou nada”, destacou.

Algumas pessoas podem dizer que “é necessário ter dinheiro para manter as estruturas, os sacerdotes, etc…”. “Dá a gratuidade e Deus fará o resto. Deus fará o que falta”.

O Bispo de Roma desejou que as igrejas sejam “igrejas de serviço, igrejas gratuitas”, e se perguntou como purificar o templo de Deus. Ele mesmo respondeu que é com a vigilância, o serviço e a gratuidade. “O mais importante templo de Deus é o nosso coração”, porque “dentro de nós habita o Espírito Santo”. Mas “o que acontece em meu coração?”.

“Aprendi a vigiar dentro de mim para que meu coração seja apenas para o Espírito Santo? Purificar o templo, o templo interior, e vigiar. Fique atento, fique atenta: o que acontece em seu coração?”.

“Quem vem, quem vai… Quais são os seus sentimentos, as suas ideias? Você fala com o Espírito Santo? Escuta o Espírito Santo? Vigiar; estar atentos para o que acontece em nosso templo, dentro de nós”.

O Papa recordou que Jesus “está presente nos doentes, no sofrimento, na fome, no encarcerado”. “E eu me pergunto: sei custodiar aquele templo? Cuido do templo com o meu serviço? Aproximo-me para ajudar, para vestir, para consolar aqueles que precisam?”.

“São João Crisóstomo repreende aqueles que faziam tantas ofertas para decorar, para embelezar o templo, e não cuidavam daqueles que necessitavam. Repreendia-os e dizia: ‘Não, assim não. Primeiro o serviço, depois as decorações’”. Fonte: www.deolhonews.com.

MISSA COM FREI PETRÔNIO: 3º Domingo da Quaresma

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Publicado em 04 março 2018
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  • MISSA COM FREI PETRÔNIO,

AO VIVO (20H 55MIN): Para que serve a religião? 3º Domingo da Quaresma

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Publicado em 03 março 2018
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3º Domingo do Tempo da Quaresma – Ano B

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Publicado em 03 março 2018
  • 3º Domingo do Tempo da Quaresma,
  • Tempo da Quaresma,

MENSAGEM: (Jo 2, 13-25.)

Os profetas de Israel tinham, em diversas situações, criticado o culto sacrificial que Israel oferecia a Deus, considerando-o como um conjunto de ritos estéreis, vazios e sem significado, uma vez que não eram expressão verdadeira de amor a Jahwéh; tinham, inclusive, denunciado a relação do culto com a injustiça e a exploração dos pobres (cf. Am 4,4-5; 5,21-25; Os 5,6-7; 8,13; Is 1,11-17; Jer 7,21-26). As considerações proféticas tinham, de alguma forma, consolidado a ideia de que a chegada dos tempos messiânicos implicaria a purificação e a moralização do culto prestado a Jahwéh no Templo. O profeta Zacarias liga explicitamente o “dia do Senhor” (o dia em que Deus vai intervir na história e construir um mundo novo, através do Messias) com a purificação do culto e a eliminação dos comerciantes que estão “no Templo do Senhor do universo” – Zac 14,21).
O gesto que o Evangelho deste domingo nos relata deve entender-se neste enquadramento. Quando Jesus pega no chicote de cordas, expulsa do Templo os vendedores de ovelhas, de bois e de pombas, deita por terra os trocos dos banqueiros e derruba as mesas dos cambistas (vers. 14-16), está a revelar-Se como “o messias” e a anunciar que chegaram os novos tempos, os tempos messiânicos.

No entanto, Jesus vai bem mais longe do que os profetas vétero-testamentários. Ao expulsar do Templo também as ovelhas e os bois que serviam para os ritos sacrificiais que Israel oferecia a Jahwéh (João é o único dos evangelistas a referir este pormenor), Jesus mostra que não propõe apenas uma reforma, mas a abolição do próprio culto. O culto prestado a Deus no Templo de Jerusalém era, antes de mais, algo sem sentido: ao transformar a casa de Deus num mercado, os líderes judaicos tinham suprimido a presença de Deus… Mas, além disso, o culto celebrado no Templo era algo de nefasto: em nome de Deus esse culto criava exploração, miséria, injustiça e, por isso, em lugar de potenciar a relação do homem com Deus, afastava o homem de Deus. Jesus, o Filho, com a autoridade que Lhe vem do Pai, diz um claro “basta” a uma mentira com a qual Deus não pode continuar a pactuar: “não façais da casa de meu Pai casa de comércio” (vers. 16).
Os líderes judaicos ficam indignados. Quais são as credenciais de Jesus para assumir uma atitude tão radical e grave? Com que legitimidade é que Ele se arroga o direito de abolir o culto oficial prestado a Jahwéh?

A resposta de Jesus é, à primeira vista, estranha: “destruí este Templo e Eu o reconstruirei em três dias” (vers. 19). Recorrendo à figura literária do “mal-entendido” (propõe-se uma afirmação; os interlocutores entendem-na de forma errada; aparece, então, a explicação final, que dá o significado exato do que se quer afirmar), João deixa claro que Jesus não Se referia ao Templo de pedra onde Israel celebrava os seus ritos litúrgicos (vers. 20), mas a um outro “Templo” que é o próprio Jesus (“Jesus, porém, falava do Templo do seu corpo” – vers. 21). O que é que isto significa? Jesus desafia os líderes que O questionaram a suprimir o Templo que é Ele próprio, mas deixa claro que, três dias depois, esse Templo estará outra vez erigido no meio dos homens. Jesus alude, evidentemente, à sua ressurreição. A prova de que Jesus tem autoridade para “proceder deste modo” é que os líderes não conseguirão suprimi-lo. A ressurreição garante que Jesus vem de Deus e que a sua atuação tem o selo de garantia de Deus.

No entanto, o mais notável, aqui, é que Jesus Se apresenta como o “novo Templo”. O Templo representava, no universo religioso judaico, a residência de Deus, o lugar onde Deus Se revelava e onde Se tornava presente no meio do seu Povo. Jesus é, agora, o lugar onde Deus reside, onde Se encontra com os homens e onde Se manifesta ao mundo. É através de Jesus que o Pai oferece aos homens o seu amor e a sua vida. Aquilo que a antiga Lei já não conseguia fazer – estabelecer relação entre Deus e os homens – é Jesus que, a partir de agora, o faz.

ATUALIZAÇÃO.

 

  • Como é que podemos encontrar Deus e chegar até Ele? Como podemos perceber as propostas de Deus e descobrir os seus caminhos? O Evangelho deste domingo responde: é olhando para Jesus. Nas palavras e nos gestos de Jesus, Deus revela-Se aos homens e manifesta-lhes o seu amor, oferece aos homens a vida plena, faz-Se companheiro de caminhada dos homens e aponta-lhes caminhos de salvação. Neste tempo de Quaresma – tempo de caminhada para a vida nova do Homem Novo – somos convidados a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.
  • Os cristãos são aqueles que aderiram a Cristo, que aceitaram integrar a sua comunidade, que comeram a sua carne e beberam o seu sangue, que se identificaram com Ele. Membros do Corpo de Cristo, os cristãos são pedras vivas desse novo Templo onde Deus Se manifesta ao mundo e vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a vida e a salvação. Esta realidade supõe naturalmente, para os crentes, uma grande responsabilidade… Os homens do nosso tempo têm de ver no rosto dos cristãos o rosto bondoso e terno de Deus; têm de experimentar, nos gestos de partilha, de solidariedade, de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus; têm de encontrar, na preocupação dos cristãos com a justiça e com a paz, o anúncio desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens. Talvez o facto de Deus parecer tão ausente da vida, das preocupações e dos valores dos homens do nosso tempo tenha a ver com o facto de os discípulos de Jesus se demitirem da sua missão e da sua responsabilidade… O nosso testemunho pessoal é um sinal de Deus para os irmãos que caminham ao nosso lado? A vida das nossas comunidades dá testemunho da vida de Deus? A Igreja é essa “casa de Deus” onde qualquer homem ou qualquer mulher pode encontrar essa proposta de libertação e de salvação que Deus oferece a todos?
  • Qual é o verdadeiro culto que Deus espera? Evidentemente, não são os ritos solenes e pomposos, mas vazios, estéreis e balofos. O culto que Deus aprecia é uma vida vivida na escuta das suas propostas e traduzida em gestos concretos de doação, de entrega, de serviço simples e humilde aos irmãos. Quando somos capazes de sair do nosso comodismo e da nossa autossuficiência para ir ao encontro do pobre, do marginalizado, do estrangeiro, do doente, estamos a dar a resposta “litúrgica” adequada ao amor e à generosidade de Deus para conosco.
  • Ao gesto profético de Jesus, os líderes judaicos respondem com incompreensão e arrogância. Consideram-se os donos da verdade e os únicos intérpretes autênticos da vontade divina. Instalados nas suas certezas e preconceitos, nem sequer admitem que a denúncia que Jesus faz esteja correta. A sua autossuficiência impede-os de ver para além dos seus projetos pessoais e de descobrir os projetos de Deus. Trata-se de uma atitude que, mais uma vez, nos questiona… Quando nos barricamos atrás de certezas absolutas e de atitudes intransigentes, podemos estar a fechar o nosso coração aos desafios e à novidade de Deus.

LEIA A REFLEXÃO NA ÍNTEGRA AQUI NO OLHAR. CLIQUE AO LADO NO LINK- EVANGELHO DO DIA.

3º DOMINGO DA QUARESMA: O templo é o meu corpo

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Publicado em 03 março 2018
  • Padre Assis,
  • 3° Domingo da Quaresma,
  • Homilia do 3° Domingo da Quaresma,
  • Terceiro Domingo da Quaresma,
  • III Domingo da Quaresma,

Padre Assis

O episódio que hoje contemplamos comumente chamado “a expulsão dos vendedores do Templo” é, segundo assinalam os historiadores, a principal causa que desencadeou a prisão, condenação e a morte de Jesus.

Os quatro evangelhos nos narram este fato e para os quatro supõe um momento crucial no qual Jesus manifesta de maneira extremamente clara a oposição de sua mensagem com a das autoridades religiosas do Templo, os saduceus.

Os sinóticos colocam o acontecimento cronologicamente antes do inicio da Paixão. João, no entanto, diferente dos sinóticos, o situa no principio de sua missão, o situa com uma clara intenção teológica: todo seu evangelho fica deste modo marcado pelo confronto entre “os judeus”, como grupo diferenciado dos discípulos de Jesus.

Para entender o que se nos narra em João 2,13-25, devemos ter em conta como funcionava o Templo de Jerusalém, nos tempos de Jesus. O Templo estava dirigido pela poderosa minoria dos saduceus: conservadora no aspecto religioso e colaborava com o poder imperial romano, o que lhe reportava notáveis privilégios.

O funcionamento do Templo girava em torno do acesso e do culto dado a Deus, especialmente através das ofertas, dos dízimos e dos sacrifícios de animais que tinha lugar em seu interior. A estrutura do Templo era profundamente discriminatória, estava perfeitamente hierarquizada conforme uns pretensos graus de “pureza”: de menos puro no exterior a mais puro no interior.

Assim, è a esplanada exterior, o “Átrio dos Gentios”, estava permitida nele a entrada a qualquer pessoa. Até chegar ao “Átrio dos Sacerdotes”, onde só podiam estar os sacerdotes encarregados de realizar os sacrifícios. E ainda um núcleo mais interior do Templo onde se encontrava o “Santo dos Santos”, lugar mais sagrado, delimitado por um véu, no qual só podia entrar o Sumo Sacerdote uma vez ao ano para pedir perdão pelos pecados do povo.

É óbvio que Jesus conhecia o funcionamento do Templo. Havia estado ali algumas vezes, não só em sua vida pública, como assinalam os próprios evangelhos, mas também, como é lógico supor, desde criança para as celebrações importantes como a Páscoa.

Chegando a esplanada do Templo Jesus se encheu de indignação ante um cenário deplorável, indigno da casa de Deus: “Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas:

“Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” (vv. 15-16)

A ação de Jesus não é fruto de uma arrebatadora indignação fortuita. Trata-se de um gesto bem pensado e calculado que se encontra dentro da bem conhecida tradição profética dos judeus. Como os grandes profetas, Jesus leva sua mensagem ao coração de Israel: Jerusalém. E como eles, acompanha suas palavras com gestos que dão maior força expressiva às mesmas e que, inclusive, escandalizam seus ouvintes.

A expulsão dos mercadores do Templo, longe de ser uma manifestação de “ira santa” ou uma passagem com que justificar a violência contra a impiedade (como em alguns momentos da história do cristianismo se tem pretendido) é a expressão mais contundente da pregação de Jesus contra a hipocrisia religiosa, a coisificação de Deus em beneficio próprio (idolatria) e a descriminação das pessoas baseada nas normas de pureza.

“Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei” (v.19) Ele falava do templo de seu corpo. Quando João escreve o seu evangelho Jerusalém já havia sido destruída e o seu Templo. Os seguidores de Jesus adoram ao Senhor em Espírito e verdade (cf. Jo 4,23), bem cedo compreenderam que eles, por ser prolongamento do corpo de Cristo glorioso eram a casa de Deus, o templo espiritual, cuja cabeça e fundamento é Jesus. Não tinham necessidade de templos físicos onde reunir-se e se reuniam para celebrar a “ceia do Senhor” nas casas.

No tempo de Jesus o acesso a Deus era feito através do Templo, como morada de Deus e na entrada do Templo estava o dinheiro para as esmolas e dízimos, os cambistas e os comerciantes de animais para os sacrifícios, passa-se assim a imagem que ninguém podia ter acesso a Deus sem que comprasse o bilhete, comprasse o mérito. Jesus afirma com a veemência de sua atitude que Ele é o Templo, o Templo é o seu Corpo e assim apresenta e define um novo Templo.

O acesso a Deus não se dará mais através dos sacrifícios. É uma nova visão do Templo e de como se chega até Deus em espirito e verdade, não através do pagamento de impostos e dízimos. Claro que os templos são importantes como mediações espaciais sagradas: templos, igrejas, sinagogas, mesquitas ou através de mediações temporais como a Quaresma.  

O “novo templo” é uma realidade completamente diferente: a sua construção já começou, ressuscitando dos mortos seu Filho Jesus, o próprio Pai colocou a pedra fundamental deste novo santuário. Em seguida, sobre essa pedra, Ele colocou outras pedras vivas, que são os discípulos e discípulas de Cristo. Como disse Pedro: “Vós, como pedras vivas, constituí-vos em um edifício espiritual.” (1Pd 2,5) Todos juntos formamos o corpo de Cristo. Jesus é o verdadeiro lugar de adoração de Deus, é o único e verdadeiro templo vivo. Pelo batismo também nós somos templos vivos de Deus. São Paulo, em várias cartas, recorda esse fato novo, procura explicá-lo e pede que não profanemos o corpo, porque é morada de Deus. Como faz bem ao mundo de hoje esta afirmação!

O que diz Jesus do templo de seu corpo, o podemos dizer de todos nós. Na verdade os dois templos se misturam. No mundo contemporâneo, embora se fale tanto de filosofia do corpo, comunicação corporal, teologia do corpo, trata o corpo como coisa, usa-o e o destrói com muita facilidade. O corpo vem sofrendo uma violenta dessacralização.

A laicização atingiu também os corpos que perderam sua sacralidade; exaltados com ideais “hedonistas”; condenados como fonte de corrupção e pecado pelas visões religiosas dualistas; explorados como fonte de riqueza pela propaganda de cosméticos, rejuvenescedores, modeladores estéticos, sexo, saúde, academias de ginástica etc.; ou tragicamente esquecidos como uma espécie de resíduo no interior dos laboratórios de manipulação de embriões. 

O corpo, o texto bíblico e a sabedoria judaico-cristã o vêem como um templo, imagem e semelhança de Deus, sacramento do seu amor. Feito à imagem e semelhança de Deus, é desde o princípio da criação um território do sagrado. Não se trata apenas de um monte de órgãos, vísceras e funções. A pessoa é única, e irrepetível, ícone divino. É um santuário onde a sabedoria divina se torna visível. 

A Igreja neste III Domingo da Quaresma quer que nós sejamos conscientes de um grande perigo que nos cerca.

Com nossas pessoas, com nossos templos de carne e osso, pode ocorrer o mesmo que aconteceu no relato evangélico que se nos narra neste dia: Como nos encontra Jesus? De que Ele nos ver rodeados: De muitos interesses, de dinheiro, de vendedores? A resposta como sempre, nos dá a fé: apostar em Jesus significa permitir que Ele purifique, troque os nossos interesses sendo Ele o centro e nos convida a nos voltarmos para Cristo, o templo do Pai, abandonarmos os templos provisórios e degenerados e purificarmos o templo do próprio coração para que dele suba a Deus o culto mais puro. Fonte: https://paraibaonline.com.br

Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja

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Publicado em 03 março 2018
  • Mãe da Igreja,
  • Decreto sobre a Memória de Maria,
  • Decreto Ecclesia Mater,
  • Ladainha Lauretana,

Com o Decreto "Ecclesia Mater", publicado em 03 de março, Papa determina a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral.

DECRETO
Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja no Calendário Romano Geral

A feliz veneração em honra à Mãe de Deus da Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal. 4,4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.

De certa forma, este facto, já estava presente no modo próprio do sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. De facto, o primeiro diz que Maria é a mãe dos membros de Cristo porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja. O segundo, diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, o que indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu corpo místico, isto é, da Igreja. Estas considerações derivam da maternidade divina de Maria e da sua íntima união à obra do Redentor, que culminou na hora da cruz.

A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial.

Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII.

Assim, resulta claramente, sobre qual fundamento o beato papa Paulo VI, a 21 de Novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima” e estabeleceu que “com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”.

A Sé Apostólica, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação (1975), propôs uma missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, que foi inserida no Missal Romano. A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladainha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Colectânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular.

O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos.

Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos.

Esta memória deverá, pois aparecer, em todos os Calendário e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. Os respectivos textos litúrgicos são apresentados em anexo a este decreto, e a sua tradução, aprovada pelas Conferências Episcopais, serão publicados depois da confirmação por parte deste Dicastério.

Onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos,11 de Fevereiro de 2018, memória da bem-aventurada Virgem Maria de Lurdes.


Roberto Card. Sarah
Prefeito

Artur ROCHE
Arcebispo Secretário

Fonte: http://www.vaticannews.va

 

Papa institui a Memória de Maria "Mãe da Igreja" no calendário litúrgico

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Publicado em 03 março 2018
  • Papa Francisco,
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  • Papa institui a Memória de Maria Mãe da Igreja,
  • Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja,

Papa institui a Memória de Maria "Mãe da Igreja" no calendário litúrgico

Memória de Maria, Mãe da Igreja, será celebra todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes

Cidade do Vaticano

Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.

O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto "Ecclesia Mater": favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.

Em anexo ao decreto, foram apresentados, em latim, os respectivos textos litúrgicos, para a Missa, o Ofício Divino e para o Martirológio Romano. As Conferências Episcopais providenciarão a tradução e aprovação dos textos, que depois de confirmados, serão publicados nos livros litúrgicos da sua jurisdição.

De acordo com o Decreto, onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.

“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio.” Fonte: http://www.vaticannews.va

3º DOMINGO DA QUARESMA: O culto ao dinheiro

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Publicado em 03 março 2018
  • Quaresma,
  • José Antonio Pagola,
  • 3° Domingo da Quaresma,
  • Terceiro Domingo da Quaresma,

 

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,13-25 que corresponde ao Terceiro Domingo da Quaresma, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

Há algo alarmante na nossa sociedade que nunca denunciaremos o bastante. Vivemos numa civilização que tem como eixo de pensamento e critério de atuação a secreta convicção de que o importante e decisivo não é o que um é, mas o que um tem. Diz-se que o dinheiro é «o símbolo e ídolo da nossa civilização» (Miguel Delibes). E de fato são maioria os que lhe rendem seu ser e lhe sacrificam toda a sua vida.

John K. Galbraith, o grande teórico do capitalismo moderno, descreve assim o poder do dinheiro na sua obra The Affluent Society: o dinheiro «traz consigo três vantagens fundamentais: primeiro, o gozo do poder que presta ao homem; segundo, a posse real de todas as coisas que se podem comprar com dinheiro; terceiro, o prestígio ou respeito de que goza o rico graças à sua riqueza».

Quantas pessoas, sem atrever-se a confessá-lo, sabem que na sua vida, num grau ou outro, o decisivo, o importante e definitivo, é ganhar dinheiro, adquirir um bem-estar material, conseguir um prestígio econômico.

Aqui está sem dúvida uma das quebras mais graves da nossa civilização. O homem ocidental se fez em boa parte materialista e, apesar das suas grandes proclamações sobre a liberdade, a justiça ou a solidariedade, apenas acredita em outra coisa que não seja no dinheiro.

E, no entanto, há pouca gente feliz. Com dinheiro pode-se montar uma casa agradável, mas não criar um lar cálido. Com dinheiro pode-se comprar uma cama cômoda, mas não um sono tranquilo. Com dinheiro pode-se adquirir novas relações, mas não despertar uma verdadeira amizade. Com dinheiro pode-se comprar prazer, mas não felicidade. Mas o crente deve recordar algo mais. O dinheiro abre todas as portas, mas nunca abre a porta do nosso coração a Deus.

Não estamos acostumados, os cristãos, à imagem violenta de um Messias fustigando as pessoas. E, no entanto, essa é a reação de Jesus ao encontrar-se com homens que, inclusive no templo, não sabem procurar outra coisa que não seja o seu próprio negócio.

O templo deixa de ser lugar de encontro com o Pai quando a nossa vida é um mercado onde só se presta culto ao dinheiro. E não pode haver uma relação filial com Deus Pai quando as nossas relações com os outros estão mediatizadas só pelo interesse do dinheiro. Impossível entender algo do amor, da ternura e do acolhimento de Deus quando um só vive procurando o bem-estar. Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

3º DOMINGO DA QUARESMA: Religião sem templos?

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Publicado em 03 março 2018
  • Adroaldo Palaoro,
  • Padre Adroaldo Palaoro,
  • Jesus foi um profeta leigo,
  • 3° Domingo da Quaresma,
  • Homilia do 3° Domingo da Quaresma,

Jesus foi um profeta leigo; não foi sacerdote, nem funcionário da religião, nem mestre da lei, nem nada parecido.

“Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo…” (Jo 2,15)

A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, sacerdote jesuíta, comentando o evangelho do 3° Domingo da Quaresma - Ciclo B (04/03/2018) que corresponde ao texto bíblico de João 2,13-25.

A Quaresma nos oferece os grandes sinais da vida e da mensagem de Jesus: das tentações (1º. dom.) e transfiguração (2º. dom.) à expulsão dos comerciantes do Templo (3º. dom.).

Este terceiro sinal, vinculado com a construção do novo Templo (formado pela vida dos cristãos, unida à vida de Cristo), está no centro da mensagem de Jesus. E revela-se uma ocasião privilegiada para denunciar a tendência da religião cristã em distanciar-se da mensagem de Jesus e deixar-se contaminar pelo poder, pela riqueza, pela vaidade... Todos devemos nos empenhar em destruir muitas coisas do “velho templo” que fomos construindo ao longo da história.

João, à diferença dos outros evangelistas, situa o relato da expulsão dos comerciantes do Templo no começo do ministério de Jesus. O espaço do Templo tinha se convertido em mercado, e se encontrava dominado pelos comerciantes da religião, vendedores e sacerdotes. Com sua atitude, Jesus combate uma religião que está a serviço do “deus-dinheiro”, deixando de ser mediação de vida, de comunhão e partilha dos bens. Evidentemente, este não é o templo de Jesus, que veio chamar e convocar aqueles que não podem comprar “bois-ovelhas-pombas”.

Jesus expulsou os mercadores-vendedores do templo porque estes expulsaram Deus de suas vidas e da realidade cotidiana; queriam ter Deus sob seu controle para se enriquecer com o sagrado.

Por que este gesto violento de Jesus para com aqueles que dominavam o templo e manipulavam Deus em favor de seus interesses? Porque, para eles, o primeiro e o intocável era “o ritual” e “o sagrado” (com todas as suas consequências). Enquanto que, para Jesus, o primeiro e o intocável, era “o humano” (a vida humana, o respeito ao humano, a dignidade de todos os seres humanos por igual). Jesus se situou do lado da vida e da felicidade dos seres humanos. De fato, as preocupações de Jesus não foram nunca nem as observâncias rituais do templo, nem a inviolabilidade do sagrado, nem a dignidade dos sacerdotes, nem os poderes da religião... As preocupações de Jesus foram: a saúde das pessoas (relatos de curas), a mesa da partilha e da inclusão (relatos de refeições), a reconstrução das relações entre os humanos (o sermão da Montanha).

Jesus foi um profeta leigo; não foi sacerdote, nem funcionário da religião, nem mestre da lei, nem nada parecido. Mais ainda, Jesus viveu e falou de tal maneira que logo entrou em conflito com os dirigentes da religião de seu tempo, os sacerdotes e os funcionários do Templo, que eram os representantes oficiais do “religioso” e do “sagrado”.

Se há algo que é claro e é repetido tantas vezes nos Evangelhos é que os “homens da religião” não suportaram o Evangelho de Jesus, centrado na vida e não no Templo. E não o suportaram porque eles viram, em Jesus, um perigo e uma ameaça aos seus privilégios. Enquanto o projeto deles era defender e manter o Templo com seus ritos e normas, com suas dignidades e privilégios, com seus poderes sobre o povo, o projeto de Jesus centrava-se na cura dos enfermos, na proximidade junto aos mais pobres, aos pequenos, aos pecadores e a todo tipo de pessoas desprezadas e rejeitadas pelos dirigentes religiosos. Tudo isto é o que Jesus privilegiou, inclusive transgredindo as normas da religião, enfrentando os escribas, fariseus, os sacerdotes e atuando com violência contra aqueles que utilizavam o templo como negócio, até convertê-lo em “casa de comércio”.

O Compassivo não quer sangue, nem incenso, nem ritos...; quer compaixão, ternura, quer justiça, quer que todos vivam e vivam intensamente.

Sabemos que em toda religião o determinante está no sagrado. No projeto de Jesus, o centro de tudo está no humano, na dignidade e na felicidade das pessoas, na vida. Jesus não suprimiu o sagrado, mas o deslocou do religioso ao humano. Este é o verdadeiramente sagrado para Jesus. Seu projeto não é projeto “religioso”, mas a vida humana; o central na sua vida não foi o religioso, mas o humano e a humanidade.

Por isso, Jesus prescindiu do Templo para relacionar-se com Deus. Ele se encontrava com o Pai não no espaço sagrado do Templo, nem no tempo sagrado do culto religioso, mas no espaço cotidiano do encontro com as pessoas. Seu Templo era a convivência com as pessoas, sobretudo as mais excluídas.

Jesus foi um piedoso israelita que teve uma forte experiência de Deus, a quem chamava Pai e que fomentava a oração não no templo, mas no monte, nos lugares solitários e silenciosos. Sua “religiosidade” não estava vinculada ao templo nem aos rituais sagrados.

Frente ao projeto que chamava “Reinado de Deus”, Jesus foi questionando uma religião que desumanizava as pessoas. Ele mesmo foi relativizando os pilares da religião: o sábado, a “pureza” legal, o pecado, o Templo, o culto, os sacrifícios, as doutrinas... Pouco a pouco, foi colocando tudo em questão, infringindo suas normas e atacando a hipocrisia de um culto a Deus que desprezava as pessoas.

Para aqueles que veem em Jesus o novo Templo onde habita Deus, tudo é diferente. Quem deseja viver a fundo e encontrar-se com Deus (“os verdadeiros adoradores do Pai), não é preciso ir a um templo ou outro, frequentar uma religião ou outra. É necessário aproximar-se de Jesus, entrar em seu projeto, seguir seus passos, viver sob o impulso do seu Espírito.

Neste Novo Templo, que é Jesus, para adorar a Deus não bastam o incenso, as aclamações nem as liturgias solenes. Os verdadeiros adoradores são aqueles que vivem diante de Deus “em espírito e em verdade”. A verdadeira adoração consiste em viver com o “Espírito” de Jesus e na “Verdade” do Evangelho. Sem isto, o culto é “adoração vazia”.

Nós dizemos que a religião é um meio (mediação) para nos relacionar com Deus. Mas nem sempre caímos na conta que a religião com seus rituais (templos, ritos, o sagrado, os sacerdotes, a normativa religiosa...) ocupam tanto espaço e alcançam tanta importância na experiência dos indivíduos e da sociedade que Deus acaba ficando deslocado da vida e desfigurado em sua imagem de Pai/Mãe de misericórdia. O que acontece, com muita frequência, é que a religião, seus ritos, suas hierarquias e suas normas, em lugar de fazer-nos aproximar de Deus e fazer-nos pessoas melhores, na realidade fazem é complicar nossa relação com Deus e, sobretudo, dificultam nossas relações sociais, religiosas ou simplesmente humanas.

No Reino de Deus não se requer “templos” mas corpos vivos. Estes são os santuários de Deus, onde brilha Sua presença e Seu amor, onde as pessoas vivem dignamente. Jesus não veio para continuar a linha religiosa tradicional. Veio para propor uma humanidade restaurada a partir do princípio da centralidade da vida das pessoas que vivem com dignidade. Sobre esta base é possível sonhar e construir outra maneira de viver e outra maneira de ser.

Neste Novo Templo, que é a vida dos(as) seguidores(as) de Jesus, não se faz discriminação alguma, nem se fomenta a desigualdade, a submissão e o medo. Não há espaços diferentes para homens e mulheres. Em Cristo já “ não há varão e mulher”. Não há raças eleitas nem povos excluídos. Os únicos preferidos são os necessitados de amor e de vida.

Necessitamos, sim, de igrejas e templos para celebrar e fazer memória de Jesus como Senhor, mas Ele é nosso verdadeiro Templo. Os templos físicos não podem ser fronteiras que dividem o sagrado do profano, mas espaços onde vivemos a sacralidade de toda a vida.

Para meditar na oração

As portas do “novo Templo”, que é Jesus, estão abertas para todos; ninguém está excluído. Podem entrar nele os pecadores, os impuros, os excluídos, os marginalizados da religião...

O Deus que habita em Jesus é de todos e para todos.

Somos também o “novo templo”, morada do Espírito, presença que alarga nosso interior para que todos possam ali ter acesso.

- Quem são os “frequentadores” do seu “templo interior”?

 Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

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