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Frei Alfredo Guillén, O. Carm.
“Santa Teresa foi uma mulher transgressora ao sair do centro- convento- e partir para fora”
“Romero era um devoto de Nossa Senhora do Carmo, ele usava o Escapulário quando foi assassinado”.
“A Teologia da libertação nasce para descer, sair, ir ao encontro dos pobres. Ela sai das sacristias de El Salvador e, na pessoa de Dom Oscar Romero vai ao encontro do povo”.
“A Igreja Romana pensava- e muitas vezes pensa- em se unir ao poder. Com Romero não, ela tem a cara do povo”.
“Teresa era grande? Sim. Foram realizadas muitas homenagens neste ano a Santa Teresa? Sim. Estamos celebrando 500 Anos do seu nascimento? Sim. Ele foi uma grande mulher? Sim. E daí? Vamos ficar contemplando esta mulher ou vamos sair, descer, ir ao encontro do povo a exemplo de Teresa”?
“Santa Teresa nos ensina não apenas a ser descalço, mas ir ao encontro dos descalços do mundo”.
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Frei Pablo Ureta, OCD.
“A Mística verdadeira leva a pessoa pelos caminhos da história. Ela não é uma evasão da realidade, mas uma encarnação histórica”.
“Em Santa Teresa a experiência espiritual não fica fora da história. Não, ela vive o divino no humano”.
“A experiência de Teresa quanto mais espiritual é mais humana. Ou seja, a vida espiritual nos leva nos humanizar-se”.
“Para Santa Teresa, o melhor local para se viver a espiritualidade é na sociedade”.
“A oração é uma forma de oração humana, humana porque é uma relação com Deus. Quanto mais somos míticos- homens e mulheres de oração, mais somos humanos”.
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Frei Daniel de Pablo Maroto, OCD.
“Para a inquisição, Santa Teresa era considerada um perigo para a fé”.
“No tempo de Teresa a inquisição perseguia as mulheres místicas e consideradas mulheres de oração”.
“A inquisição não impediu Santa Teresa de viver a sua liberdade espiritual. Pelo contrário, ela teve mais liberdade que muitos letrados da época”.
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Frei Daniel de Pablo Maroto, OCD.
“Santa Teresa defende- a partir das ideias do renascimento- a liberdade de seu tempo amparada na Palavra de Deus”.
“Para entender as reformas da Espanha- A partir de Santa Teresa de Jesus- temos que entender o seu desejo carmelitano baseado na oração e contemplação”.
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Introdução
Os conselhos evangélicos que um religioso professa devem ser compreendidos num determinado contexto. Os votos são uma realidade vivida. São valores evangélicos proclamados publicamente na Igreja por homens e mulheres. Precisamos compreendê-los menos como um ideal, ou um estado de perfeição para o qual trabalhamos, do que como um contexto ou uma condição para seguir Jesus Cristo hoje. Eles apontam para o futuro, para o eskáton. No entanto, eles também são um modo de viver e testemunhar hoje a presença misericordiosa de Deus no mundo. Depois destes esclarecimentos, refletiremos sobre os votos a partir de três princípios básicos ou contextuais...
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FREI JOSEPH CHALMERS, O. CARM.
Comunidade ou fraternidade é um aspecto essencial da nossa vocação Carmelita. Nós todos sabemos isto, mas todos temos consciência que a vida comunitária está longe da perfeição (de ser perfeita). Nós sabemos que na Ordem há toda sorte de interpretações a respeito da natureza da comunidade. Nós temos comunidades que rezam juntas, comem juntas e recreiam juntas tudo se baseando na regra (tudo numa base regular). Nós temos outras comunidades onde os membros nunca rezam juntos e raramente se encontram exceto quando se cruzam pelo corredor (passam um pelo outro no corredor). Nós temos comunidades grandes e comunidades pequenas de dois (de duas pessoas). Outros carmelitas vivem sozinhos ou por escolha pessoal ou devido a uma particular determinação apostólica de sua Província.
Contemplação não é simplesmente um elemento do carisma Carmelitano entre outros. Ele é o elemento que sustenta todos os outros juntos. Ser um contemplativo quer dizer tomar a sério o chamado de Jesus para segui-lo. E ser/estar/estando (?) preparado para perder a própria vida em vista de recebe-la de volta das mãos de Deus. Contemplação não é um prêmio por ser muito santo; ela é uma necessidade (?) em vista de ser verdadeiramente santo, (???) isto é, ser parecido com Deus. O contemplativo é um amigo maduro de Jesus Cristo e está querendo (desejando !) livrar-se do falso eu para que o verdadeiro eu possa nascer...
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“O Carmelo é chamado para a missão, o que falta é a audácia carmelitana para sairmos em missionariedade”. Irmã Mariveld Bravo- Carmelita Missionária.
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O padre polonês que perdeu o seu cargo no Vaticano no começo do mês após revelar ser gay e ter um namorado foi, nesta quarta-feira, suspenso indefinidamente pela Igreja na Polônia de desempenhar as funções de um sacerdote. A informação é divulgada por Avvenire, 21-10-2015.
Krzysztof Charamsa, de 43 anos, assumiu-se como gay e criticou o Vaticano por sua abordagem à homossexualidade na véspera de um importante encontro mundial dos bispos em Roma. O Vaticano o demitiu imediatamente de seu cargo junto à Congregação para a Doutrina da Fé, e o seu bispo local na Polônia, país predominantemente católico-romano, pediu-lhe que retornasse a um comportamento sacerdotal adequado.
Na quarta-feira, a Diocese de Pelplin disse que ele não havia mostrado nenhum sinal de melhora e que havia sido suspenso da qualidade de sacerdote, não podendo mais usar as vestimentas sacerdotais. Em um comunicado, a diocese afirmou que a punição pode ser revertida caso Charamsa retorne ao “verdadeiro ensino da Igreja e ao sacerdócio de Cristo”.
“A penalidade visa inspirar (…) Charamsa a uma melhora real de vida e ela pode ser revertida. Isso depende, no entanto, do comportamento futuro do sacerdote acima citado”, segundo lê-se no texto divulgado no website da diocese.
A nota diz que, na Igreja Católica, uma suspensão visa fazer a pessoa “dar-se conta de seu comportamento”. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Sínodo sobre a família, última semana, a decisiva para desatar os nós mais intrincados da pastoral familiar, da homossexualidade até as coabitações, da paternidade responsável à comunhão aos divorciados recasados civilmente. A reportagem é de Giovanni Panettiere, publicada no sítio do jornal Quotidiano Nazionale, 19-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Embora o papa e mais de um bispo tenham se esgoelado nesses dias ao reiterar que a hóstia aos irregulares não é o tema principal da assembleia, a avalanche de intervenções na Aula sobre esse ponto demonstra como esse, e não outros, é o critério decisivo sobre o qual vai se medir o sucesso dos conservadores ou dos progressistas na assembleia.
Pelo que vaza das coletivas diárias na Sala de Imprensa vaticana e das confidências de alguns participantes, o que prevalece são as intervenções dedicadas a uma abordagem mais misericordiosa...
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http://www.ihu.unisinos.br/noticias/548131-os-cinco-protagonistas-do-sinodo
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Irmã Mariveld Bravo- Carmelita Missionária.
“Na época de Santa Teresa- e também hoje- o padre era pai, pastor e guia espiritual. Por sua vez a mulher era inferior e marginalizada”.
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Frei Fernando Millán Romeral, O.Carm. Prior Geral
No passado 23 de maio, aconteceu em San Salvador a beatificação de Dom Óscar Romero, fato que nos encheu de alegria, e, sem dúvida alguma, muito significativo para a Igreja em El Salvador, na América Latina e no mundo inteiro. Para nós, carmelitas, esse acontecimento gera uma satisfação toda especial, já que Dom Óscar Romero teve uma grande devoção à Virgem do Carmo e levou consigo até sua morte o santo escapulário. Não deixa de ser significativo que, após ser atingindo por um franco atirador enquanto celebrava a eucaristia no Hospital da Divina Providência, Romero caísse quase aos pés da imagem da Virgem do Carmo. O Arcebispo de San Salvador tinha vivido com grande simplicidade naquele hospital em que serviam as Carmelitas Missionárias de Santa Teresa (uma congregação pela qual sinto especial carinho por diversas razões que agora não vêm ao caso) e ali terminaria sua peregrinação nesta terra.
Talvez o melhor exemplo da devoção mariana de Monsenhor Romero está em suas homilias, e entre elas deve-se destacar as três nas quais, em maior ou menor medida, se refere à Virgem do Carmo e ao Escapulário. É bem sabido que, em seu afã de chegar a um número de maior de pessoas, especialmente as pessoas mais simples, suas homilias eram transmitidas pela rádio diocesana YSAX. As três às quais me refiro correspondem à festa de N.Sra. do Carmo dos anos 1977,1978 e 1979.
Na primeira delas – uma verdadeira joia –o mesmo arcebispo mostra como a igreja salvadorenha estava vivendo um momento dramático de perseguição e repressão, e, como fez São Simão Stock no século XIII, ele também se dirige a Maria sob a invocação popular do Carmelo. Monsenhor Romero não oculta sua terna devoção a Maria: “E nesta hora em que a Igreja salvadorenha se renova, precisamente pela perseguição, como é doce encontrar-se com o olhar da Virgem: olhar de aprovação, olhar de consolo, olhar de ânimo”.
Posteriormente, Dom Romero insiste em que a promessa da Virgem a São Simão segue tendo validade, porém deve ser interpretada num duplo sentido.
Em primeiro lugar, a promessa que oferece a Virgem não se refere somente a uma salvação para depois da morte, mas que é algo que aponta já ao presente, à história, às realidades terrenas: “o santo escapulário é uma mensagem da eternidade, uma mensagem escatológica, do mais além; também é uma mensagem do mais aquém”. Certamente – e ele o avisa em diversas ocasiões – , essa salvação terrena nunca poderá ser plena. A Igreja quer melhorar o mundo, porém é bem consciente de que a perfeição nunca se dará nesta terra e que transcende as realidades humanas. Porém também é verdade que uma salvação individualista (“salvar a minha alma”), espiritualista, limitada ao “mais além” não corresponde à mensagem de Cristo. Deve-se começar a trabalhar por essa salvação já aqui: é o que antigamente se explicava dizendo que se devia levar o escapulário com tudo o que que supõe (uma vida de virtude, de piedade sacramental, de deveres temporais, etc.).
Em segundo lugar, a salvação se entende hoje – Romero fala no pós-concílio – como salvação integral de toda pessoa (alma, corpo, coração, inteligência, vontade… ). Além disso, Romero sublinha inclusive a dimensão social da salvação.
Terminava esta homilia pedindo que todos os “carmelitas”, ou seja, os que levam ou recebem o escapulário, sejam seguidores fiéis do evangelho, e também que a Virgem do Carmo transforme os corações de todos aqueles que colocam osbstáculos na construção de uma sociedade mais justa e fraterna, aos quais Romero não considera inimigos e aos quais convida a trabalhar juntos para melhorar a sociedade.
Na homilia de 1978, Monsenhor Romero faz uma análise muito crítica da situação que atravessa o país e denuncia, sem rodeios e sem censura, a repressão em certas zonas (o caso das inspeções ilegais das casas). Frente a esse panorama, o pastor deve anunciar sem ambiguidades e sem parcialidade a Palavra de Deus. No começo e no fim da homilia, ele se refere à Virgem do Carmo, cuja festa celebravam. Trata-se de duas referências muito belas nas quais fala de Maria que, “sob esse título do Carmo, é a grande missionária popular”; se refere “ao carinho do povo, da vida religiosa e sacerdotal a Nossa Senhora do Carmo”; e, quase como um suspiro que brota de uma alma preocupada, proclama: “como não pensar em Maria quando todo nosso povo a olha com esperança…”
Um ano mais tarde, em 1979, o Arcebispo de San Salvador trata em sua homilia radiada o tema do profetismo, porém em diversas ocasiões menciona a Festa do Carmo. Com palavras bem diretas, denuncia uma devoção mariana vazia que consiste somente em levar ao pescoço um escapulário, simplesmente por levar; agradece aos diversos grupos e congregações carmelitas pelo seu trabalho na Arquidiocese; e convida a que essa devoção seja libertadora e torne-se semente de evangelização, já que Maria nos conduz sempre à boa notícia do Evangelho.
No fim das contas, as três homilias – das quais destacamos só o elemento carmelitano –, são uma bela mostra dos traços profético e pastoral de Dom Óscar Romero. São muitos os temas que poderiam ser estudados de forma mais detalhada, inclusive a partir de uma análise teológica, porém gostaria de deter-me somente num aspecto que sempre me chamou muito a atenção e sobre o qual espero poder aprofundar algum dia: a atitude de Romero diante da religiosidade e da piedade popular. Sem deter-nos nas possíveis conexões com o documento de Aparecida e com o magistério do Papa Francisco, creio que Romero mostra uma atitude muito bela e muito pastoral. Por uma parte, denuncia uma piedade popular que se agarra ao sentimentalismo exagerado, ao passageiro, ao exterior, ao folclórico, etc., como já dissera o Concílio Vaticano II: “a verdadeira devoção não consiste num sentimentalismo estéril e transitório nem numa vã credulidade” (LG 67). Se a isso unimos outros problemas como o sincretismo religioso, a superstição, os desvios doutrinais e morais, etc., chegamos à conclusão de que se faz necessário purificar ou, talvez melhor, evangelizar a religiosidade popular. Porém, ao mesmo tempo, Romero reconhece com alegria que também a piedade popular nos evangeliza e que com ela o povo mostra, às vezes de forma simples – como no caso do escapulário – as grandes verdades e esperanças de nossa fé. E, o que é mais importante, como bom pastor, Romero se dá conta que essa piedade popular não deve ser desprezada ou ignorada, mas bem utilizada como plataforma de evangelização e de humanização.
Por isso, em julho de 1977, afirma nosso Monsenhor: “No meio de nosso povo, não há pregadora que mais atraia que a Virgem do Carmo”. E um ano mais tarde ensina: “Hoje, 16 de julho, nosso povo sente que Maria, sob esse título do Carmo, é a grande missionária popular”… Queira Deus que nós, Carmelitas, saibamos imitar esse estilo pastoral, popular, simples, profético!
Visitei, em várias ocasiões, El Salvador. Faz anos que tive a sorte de celebrar a eucaristia diante da tumba de Monsenhor Romero. Era o dia de finados. Não pude deixar de referir-me à imagem da Virgem do Carmo que, com o escapulário, resgata as almas do purgatório. Veio-me à mente a sábia homilia de Romero.
Que ele, lá do céu, nos ajude a nós que nos honramos com o título de carmelitas para que continuemos libertando nossos irmãos de tantos purgatórios e os ajudemos a dirigir suas vidas à plena salvação da qual falava Dom Romero.
Fontes: CITOC magazine; http://fradescarmelitas.org.br Tradução: Província Carmelitana Pernambucana.
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“A verdadeira experiência de Deus em Santa Teresa não foi nos “momentos místicos” ou na forte experiência de oração, mas nas limitações e nos pecados diários”. Frei Osvaldo Escobar OCD, Provincial dos Carmelitas Descalços de El Salvador.
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“Para Santa Teresa cada vez mais que amamos a Deus amamos o nosso próximo. É impossível amar a Deus, pensar em Deus, falar com Deus e não suportar, perdoar, compreender e aceitar o próximo”. Frei Osvaldo Escobar OCD, Provincial dos Carmelitas Descalços de El Salvador.
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“Para Santa Teresa a experiência mística deixa mudança na vida. Se a nossa experiência espiritual ou a nossa oração não nos converte, não passa de uma oração vazia”. Frei Osvaldo Escobar OCD, Provincial dos Carmelitas Descalços de El Salvador.
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Frei Osvaldo Escobar OCD, Provincial dos Carmelitas Descalços de El Salvador.
“Uma monja descontente eu temo mais que o demônio” Santa Teresa de Jesus.
“Podemos dizer que um Frade ou Leigo Carmelita descontente é terrível. Temos que temer mais que o demônio”. Frei Osvaldo Escobar OCD, Provincial dos Carmelitas Descalços de El Salvador.
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Imagens do Encontro da ALACAR - Associação Latino Americana dos Carmelitas. De 26 a 31/10/2015. No vídeo, abertura com a Santa Missa no dia 26 (1º Vídeo) .CÂMERA E REPORTAGEM: Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ. Casa de Retiro dos Carmelitas Descalços de El Salvador. 26 de outubro-2015. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com
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