CARTA AO POVO DE DEUS: “OS POBRES POSSUIRÃO A TERRA”
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MANIFESTO CONTRA O DESMONTE DO PAÍS.
Leia abaixo o documento na íntegra
O Brasil vive uma crise sem precedentes. O desemprego atinge níveis assustadores. Endividadas, empresas cortam investimentos e vagas. A indústria definha, esmagada pelos juros reais mais altos do mundo e pelo câmbio sobreapreciado. Patrimônios construídos ao longo de décadas são desnacionalizados.
Mudanças nas regras de conteúdo local atingem a produção nacional. A indústria naval, que havia renascido, decai. Na infraestrutura e na construção civil, o quadro é de recuo. Ciência, cultura, educação e tecnologia sofrem cortes.
Programas e direitos sociais estão ameaçados. Na saúde e na Previdência, os mais pobres, os mais velhos, os mais vulneráveis são alvo de abandono.
A desigualdade volta a aumentar, após um período de ascensão dos mais pobres.
A sociedade se divide e se radicaliza, abrindo espaço para o ódio e o preconceito.
No conjunto, são as ideias de nação e da solidariedade nacional que estão em jogo. Todo esse retrocesso tem apoio de uma coalizão de classes financeiro-rentista que estimula o país a incorrer em deficits em conta-corrente, facilitando assim, de um lado, a apreciação cambial de longo prazo e a perda de competitividade de nossas empresas, e, de outro, a ocupação de nosso mercado interno pelas multinacionais, os financiamentos externos e o comércio desigual.
Esse ataque foi desfechado num momento em que o Brasil se projetava como nação, se unindo a países fora da órbita exclusiva de Washington. Buscava alianças com países em desenvolvimento e com seus vizinhos do continente, realizando uma política externa de autonomia e cooperação. O país construía projetos com autonomia no campo do petróleo, da defesa, das relações internacionais, realizava políticas de ascensão social, reduzia desigualdades, em que pesem os efeitos danosos da manutenção dos juros altos e do câmbio apreciado.
Para o governo, a causa da grande recessão atual é a irresponsabilidade fiscal; para nós, o que ocorre é uma armadilha de juros altos e de câmbio apreciado que inviabiliza o investimento privado. A política macroeconômica que o governo impõe à nação apenas agravou a recessão. Quanto aos juros altíssimos, alega que são "naturais", decorrendo dos déficits fiscais, quando, na verdade, permaneceram muito altos mesmo no período em que o país atingiu suas metas de superávit primário (1999-2012).
Buscando reduzir o Estado a qualquer custo, o governo corta gastos e investimentos públicos, esvazia o BNDES, esquarteja a Petrobrás, desnacionaliza serviços públicos, oferece grandes obras públicas apenas a empresas estrangeiras, abandona a política de conteúdo nacional, enfraquece a indústria nacional e os programas de defesa do país, e liberaliza a venda de terras a estrangeiros, inclusive em áreas sensíveis ao interesse nacional.
Privatizar e desnacionalizar monopólios serve apenas para aumentar os ganhos de rentistas nacionais e estrangeiros e endividar o país.
O governo antinacional e antipopular conta com o fim da recessão para se declarar vitorioso. A recuperação econômica virá em algum momento, mas não significará a retomada do desenvolvimento, com ascensão das famílias e avanço das empresas.
Ao contrário, o desmonte do país só levará à dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos, minando qualquer projeto de desenvolvimento.
Para voltar a crescer de forma consistente, com inclusão e independência, temos que nos unir, reconstruir nossa nação e definir um projeto nacional. Um projeto que esteja baseado nas nossas necessidades, potencialidades e no que queremos ser no futuro. Um projeto que seja fruto de um amplo debate.
É isto que propomos neste manifesto: o resgate do Brasil, a construção nacional. Temos todas as condições para isso. Temos milhões de cidadãos criativos, que compõem uma sociedade rica e diversificada. Temos música, poesia, ciência, cinema, literatura, arte, esporte –vitais para a construção de nossa identidade.
Temos riquezas naturais, um parque produtivo amplo e sofisticado, dimensão continental, a maior biodiversidade do mundo. Temos posição e peso estratégicos no planeta. Temos histórico de cooperação multilateral, em defesa da autodeterminação dos povos e da não intervenção.
O governo reacionário e carente de legitimidade não tem um projeto para o Brasil. Nem pode tê-lo, porque a ideia de construção nacional é inexistente no liberalismo econômico e na financeirização planetária.
Cabe a nós repensarmos o Brasil para projetar o seu futuro –hoje bloqueado, fadado à extinção do empresariado privado industrial e à miséria dos cidadãos. Nossos pilares são: autonomia nacional, democracia, liberdade individual, desenvolvimento econômico, diminuição da desigualdade, segurança e proteção do ambiente– os pilares de um regime desenvolvimentista e social.
Para termos autonomia nacional, precisamos de uma política externa independente, que valorize um maior entendimento entre os países em desenvolvimento e um mundo multipolar.
Para termos democracia, precisamos recuperar a credibilidade e a transparência dos poderes da República. Precisamos garantir diversidade e pluralidade nos meios de comunicação. Precisamos reduzir o custo das campanhas eleitorais, e diminuir a influência do poder econômico no processo político, para evitar que as instituições sejam cooptadas pelos interesses dos mais ricos.
Para termos Justiça precisamos de um Poder Judiciário que atue nos limites da Constituição e seja eficaz no exercício de seu papel. Para termos segurança, precisamos de uma polícia capacitada, agindo de acordo com os direitos humanos.
Para termos liberdade, precisamos que cada cidadão se julgue responsável pelo interesse público.
Precisamos estimular a cultura, dimensão fundamental para o desenvolvimento humano pleno, protegendo e incentivando as manifestações que incorporem a diversidade dos brasileiros.
Para termos desenvolvimento econômico, precisamos de investimentos públicos (financiados por poupança pública) e principalmente investimentos privados. E para os termos precisamos de uma política fiscal, cambial socialmente responsáveis; precisamos juros baixos e taxa de câmbio competitiva; e precisamos ciência e tecnologia.
Para termos diminuição da desigualdade, precisamos de impostos progressivos e de um Estado de bem-estar social amplo, que garanta de forma universal educação, saúde e renda básica. E precisamos garantir às mulheres, aos negros, aos indígenas e aos LGBT direitos iguais aos dos homens brancos e ricos.
Para termos proteção do ambiente, precisamos cuidar de nossas florestas, economizar energia, desenvolver fontes renováveis e participar do esforço para evitar o aquecimento global.
Neste manifesto inaugural estamos nos limitando a definir as políticas públicas de caráter econômico. Apresentamos, assim, os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil Nação.
1- Regra fiscal que permita a atuação contracíclica do gasto público, e assegure prioridade à educação e à saúde
2- Taxa básica de juros em nível mais baixo, compatível com o praticado por economias de estatura e grau de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil
3- Superávit na conta-corrente do balanço de pagamentos que é necessário para que a taxa de câmbio seja competitiva.
4- Retomada do investimento público em nível capaz de estimular a economia e garantir investimento rentável para empresários e salários que reflitam uma política de redução da desigualdade.
5- Reforma tributária que torne os impostos progressivos.
Esses cinco pontos são metas intermediárias, são políticas que levam ao desenvolvimento econômico com estabilidade de preços, estabilidade financeira e diminuição da desigualdade. São políticas que atendem a todas as classes exceto a dos rentistas.
A missão do Projeto Brasil Nação é pensar o Brasil, é ajudar a refundar a nação brasileira, é unir os brasileiros em torno das ideias de nação e desenvolvimento –não apenas do ponto de vista econômico, mas de forma integral: desenvolvimento político, social, cultural, ambiental; em síntese, desenvolvimento humano. Os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil são seus instrumentos– não os únicos instrumentos, mas aqueles que mostram que há uma alternativa viável e responsável para o Brasil.
Estamos hoje, os abaixo assinados, lançando o Projeto Brasil Nação e solicitando que você também seja um dos seus subscritores e defensores.
Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista
Eleonora de Lucena, jornalista
Celso Amorim, embaixador
Raduan Nassar, escritor
Chico Buarque de Hollanda
Mario Bernardini, engenheiro
Roberto Schwarz, crítico literário
Pedro Celestino, engenheiro
Fábio Konder Comparato, jurista
Kleber Mendonça Filho, cineasta
Laerte, cartunista
João Pedro Stedile, ativista social
Wagner Moura, ator e cineasta
Vagner Freitas, sindicalista
Margaria Genevois, ativista de direitos humanos
Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico
Fernando Haddad, professor universitário
Marcelo Rubens Paiva, escritor
Maria Victoria Benevides, socióloga
Luiz Costa Lima, crítico literário
Paul Singer, economista
Ciro Gomes, político
Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, economista
Alfredo Bosi, crítico e historiador
Eclea Bosi, psicóloga
Manuela Carneiro da Cunha, antropóloga
Fernando Morais, jornalista
Leda Paulani, economista
André Singer, cientista político
Luiz Carlos Barreto, cineasta
Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo
Maria Rita Kehl, psicanalista
Tata Amaral, cineasta
Eric Nepomuceno, jornalista
Carina Vitral, estudante
Luiz Felipe de Alencastro, historiador
Roberto Saturnino Braga, engenheiro e político
Roberto Amaral, cientista político
Eugenio Aragão, subprocurador geral da República
Ermínia Maricato, arquiteta
Marcia Tiburi, filósofa
Frei Betto, escritor e religioso
Fonte: http://m.folha.uol.com.br/…/1875314-intelectuais-e-artistas…
SINAIS DE RESSURREIÇÃO: Instituto História Viva de Curitiba.
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O objetivo principal dos projetos desenvolvidos é o de transformar para melhor os ambientes de dor e sofrimento de hospitais, asilos, abrigos e casas lares; valorizar a sabedoria dos idosos; levar as pessoas por meio das histórias: cultura, educação, carinho e alegria; e principalmente incentivar o saudável e imprescindível hábito da leitura.
Fundado em novembro de 2005 e com sede em Curitiba, o Instituto História Viva que tem total autonomia administrativa, orçamentária e de infra-estrutura, também certificado pelo Ministério da Justiça como OSCIP (Organização da Sociedade Civil Organizada), capacita, treina e gerencia voluntários para se tornarem ouvidores e contadores de histórias. Gente que vem ao longo dos anos encantando e levando cultura, alegria, esperança, aconchego e paz a crianças, adolescentes, adultos e idosos em abrigos, hospitais e asilos do Brasil.
Para manter-se ativo o Instituto História Viva conta com recursos financeiros captados por meio do patrocínio de empresas da iniciativa privada e do governo por meio de leis de incentivos fiscais, como a Lei Rouanet.
Serviços corporativos e personalizados como seminários de comunicação criativa, Treinamentos In Company de voluntariado corporativo, palestras de sensibilização e a venda de uma linha de produtos exclusivos do Instituto História Viva também garantem a sustentação financeira da entidade, que desde 2005 forma voluntários ouvidores e contadores de histórias, que atendem uma média de mais de 16 mil pessoas ao ano, em mais de 12 instituições parceiras.
Contadores de Histórias – Pacientes em Hospitais
O Projeto Contadores de Histórias – Pacientes em Hospitais tem por objetivo formar voluntários para contarem histórias a crianças, jovens, adultos e idosos hospitalizados. A finalidade é de levar a eles, além de companhia e alegria, cultura, entretenimento e informação de maneira a contribuir com seu bem-estar mental e emocional, levar o incentivo a leitura e contribuir com a humanização do ambiente hospitalar, por meio da contação de histórias.
O contato com as histórias sejam elas infantis, juvenis ou mesmo adultas, deixam o ambiente mais leve, fazendo fluir o imaginário lúdico do paciente, tirando-o por um momento daquela situação insalubre causada pela tensão da doença, conseguindo transformar o triste ambiente hospitalar em esperança e motivação para a superação dos males.
O ambiente hospitalar é difícil para qualquer paciente, porém para crianças e adolescentes este período pode tornar-se ainda pior, pois estarão privados de brincar, ir a escola e ficar longe do convívio familiar.
Com isso, o objetivo principal dos Contadores de Histórias será o de levar diversão e arte, e consequentemente cultura, através da leitura e contação de histórias, sejam por mímica, declamação, música e etc., com muita interatividade, carinho, atenção e amor para com os internos.
Nosso país possui um importante amparo para proteger e melhorar as condições de vida do cidadão, e é um dever não só do Estado, mas da sociedade como um todo também. Os benefícios dos contadores de histórias em hospitais há muito já é comprovado, não somente apenas por familiares que estão no local, mas também pelas equipes de profissionais que estão atuando junto aos internos.
Objetivos Específicos
Levar ao ambiente hospitalar momentos de alegria e descontração, através de um ato de cidadania, consequentemente levando cultura, educação e saúde aos atendidos; Incentivar a leitura, através de estímulos com o manuseio de livros e interatividade com os contadores; Preparar voluntários para atuarem com qualidade na arte de contar histórias, trabalhando de forma consciente e comprometida; Promover capacitação frequente a estes voluntários através de oficinas ministradas por arte educadores (oficinas sobre recursos auxiliares e técnicas para contar histórias, impostação de voz, utilização de recursos auxiliares como dobraduras, fantoches, balões, etc. e também palestras sobre o universo infanto-juvenil, o ambiente hospitalar, entre outros); Oferecer suporte aos voluntários, preparando-os a fragilidade do ambiente hospitalar; Monitorar o trabalho realizado pelo voluntário através de relatórios periódicos, corrigindo falhas no decorrer do processo e motivando para os êxitos.
Fonte: http://historiaviva.org.br
MATO GROSSO: Em nota, MST denuncia o massacre de Colniza.
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Pra dividir a terra tanto sangue derramado/ Na luta por um pedaço de chão
A tragédia anunciada e concretizada na manhã do dia 20 de abril, em Colniza interior de Mato Grosso, não é um fato isolado, os dados têm mostrado a região onde o município se localiza como um dos mais violento do Estado de Mato Grosso, que é um dos estados mais violento do Brasil. Como já demonstra o Cadernos de Conflito no Campo, lançado pela CPT no dia 17 de abril de 2017.
Essa onda de violência integra um avanço do modelo capitalista sobre os direitos dos trabalhadores/as, sobre a apropriação dos recursos naturais, terra, minerais, água e etc.. Avanço este potencializado pelo golpe que o Brasil esta vivendo, e por projetos de lei como a PEC 215 que dispõem sobre terras indígenas e quilombolas, a MP759 que dispõem sobre a reforma agrária e a PL 4059 sobre a compra de terras por estrangeiros, além de outra gama de projetos de lei e medidas provisória que não são criados no sentido de resolver os problemas do campo, mas de aumentar a concentração fundiária.
Essa concentração que leva ao extermínio da biodiversidade, dos recursos naturais e das pessoas nas chamadas áreas de fronteiras.
Colniza hoje chora a morte e o desaparecimento dessas pessoas abandonadas pelo Estado, como a dois anos choraram a morte de Josias Paulino de Castro e Irani da Silva Castro – dirigentes camponeses do município, assassinados dois dias após denunciar ameaças para o ouvidor nacional do INCRA. Mato Grosso chora por saber que há outras mortes anunciadas, e que nada esta sendo encaminhado no sentido de impedir essas novas tragédias, o Brasil chora pela repetição desses ocorridos, que marcam o mês de abril. Tragédias como Eldorado dos Carajás que dia 17 completou 21 anos de impunidade, e que deixa a sensação de que trabalhadores podem ser assassinados que nada acontecerá aos mandantes. Assim como tantas outras mortes, não divulgadas.
Não podemos nos calar diante de tão grande dor, que nossa indignação alcance os responsáveis diretos e indiretos por este massacre, e que este não seja mais um caso de impunidade e que o estado não seja novamente conivente com os assassinos.
A cada companheiro tombado, nenhum minuto de silencio, mas toda uma vida de luta.
*MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA. Fonte: Facebook. https://www.facebook.com/MovimentoSemTerra
Polícia começa a ouvir testemunhas de ataque que matou 9 pessoas em área rural de MT
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Grupo encapuzado invadiu a área rural na quarta-feira (20). Segundo a polícia, suspeita é de que capangas de fazendeiros da região tenham cometido o crime.
A Polícia Civil começou a tomar depoimento, neste sábado (22), de testemunhas de um ataque em uma área rural de Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, que vitimou nove pessoas na última quarta-feira (19). O crime seria motivado por disputa de terras na região e foi cometido por um grupo encapuzado. Os depoimentos estão sendo colhidos na Delegacia de Colniza, onde foi montada uma força-tarefa para a investigação do crime.
De acordo com o comandante da Polícia Militar em Colniza, tenente Hélio Alves Cardoso, até o momento as investigações apontam que as vítimas estavam começando um loteamento irregular na região. Todos os homens assassinados foram encontrados dentro de suas casas. "Tem uma estrada, por onde essa quadrilha deve ter passado, e uns barracos ao longo dela. Eles foram entrando e executando, barraco por barraco, as pessoas que estavam dentro deles", disse.
Segundo o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, a dificuldade de acesso ao local do crime, chamada de Taquaruçu do Nort - que fica a mais de 350 km da zona urbana de Colniza - e o mau tempo têm complicado o trabalho dos policiais e dos peritos que se encontram na região.
"O fato ocorreu por volta das 18h de quarta-feira e só chegou ao conhecimento do sistema de segurança pública no período da tarde de quinta-feira, principalmente pela dificuldade em acessar o local. Não há qualquer tipo de comunicação lá via rádio, telefone ou internet. O mau tempo tem atrapalhado bastante, também. Para se ter uma ideia, a equipe levou 8 horas para chegar ao local do crime, isso com a ajuda da comunidade local, com embarcações", afirmou.
Conforme o secretário, além dos policiais e peritos que já se encontram em Colniza para atuar no caso, uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), liderada pelo delegado Marcelo Miranda e composta por três investigadores , um escrivão e três peritos especializado em local de crime já se deslocaram para a região para auxiliar nas investigações.
Perícia
Além das investigações, profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estão trabalhando, desde a manhã de hoje, na identificação das vítimas. O trabalho dos peritos está sendo feito em uma base improvisada ainda em Colniza. Ainda não há informações sobre o velório das vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, até o momento se sabe que seis das vítimas eram de Colniza e três eram do estado de Rondônia. Entre os assassinados, há um pastor evangélico. Há sinais de tiros e facadas nos corpos, mas um laudo com a causa da morte de cada uma das vítimas deve ser enviado ao delegado que investiga o caso dentro de 10 dias.
Chacina
Inicialmente, ainda na quinta-feira, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) tinha informações de que sete pessoas tinham morrido no ataque. O número oficial, de nove mortes, foi confirmado na sexta-feira (21). Um grupo encapuzado invadiu a área e atirou contra as famílias que moram no local.
As vítimas da chacina, segundo o governo, são todas do sexo masculino e não há crianças entre os mortos. A confirmação do número de mortos foi feito após a chegada de forças policiais no local do crime. De acordo com o governo, a suspeita é que os autores do crime sejam capangas de fazendeiros da região.
A área chamada de Taquaruçu do Norte, segundo a Sesp-MT, fica em uma área de conflito agrário e, de acordo com a Sesp-MT, abriga cerca de 100 famílias. Fonte: http://g1.globo.com
Baleia Azul 'é só o gatilho': o apelo viral de Felipe Neto sobre as reais causas do suicídio
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Não acho que uma pessoa saudável mentalmente se mate por diversão (no jogo). Isso é a consequência, e temos que tratar a causa', diz Felipe Neto
O nome parece inocente, mas os relatos de um jogo apelidado de Baleia Azul têm preocupado os brasileiros por causa dos casos de suicídio - ou de tentativa de suicídio - supostamente ligados à "brincadeira". Pelo menos três Estados registraram ocorrências do tipo: Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba.
Segundo relatos, a ideia do jogo, que tem os adolescentes como alvo principal, é lançar 50 desafios aos participantes via mensagens de WhatsApp - muitos deles requereriam automutilação e incentivariam os jovens a se colocar em situação de perigo. O último seria tirar a própria vida.
Diante da "popularidade" do Baleia Azul, o youtuber Felipe Neto, que tem mais de 10 milhões de seguidores no YouTube, gravou um vídeo para alertar as pessoas - não sobre o jogo, que ele chama de "consequência", mas sobre o real problema que leva as pessoas a cometerem suicídio.
"Quero trazer coisas aqui muito importantes sobre o mundo da depressão de fato. Que é muito mais importante do que o jogo. O jogo é um assunto sério, que precisa ser debatido. Mas o que é esse jogo? Vocês acham que o jogo da Baleia Azul é o responsável pela morte desses jovens? Eu não gostaria de acreditar que alguém saudável, estável psicologicamente jogue um jogo desses e termine se matando", diz Neto no vídeo, que já teve mais de 4,6 milhões de visualizações e quase meio milhão de comentários.
Em entrevista à BBC Brasil, Felipe Neto, diagnosticado com depressão há sete anos, reiterou a importância de se aproveitar o momento em que o tema do suicídio vem à tona para falar sobre suas reais causas.
"A depressão e os transtornos mentais reagem a determinados gatilhos, que podem vir de uma série, de uma conversa, de uma palestra, de um jogo. O que eu acho importante é entender que o jogo em si é consequência, não é causa. Não acho que uma pessoa saudável mentalmente se mate por diversão. Isso é a consequência, e temos que tratar a causa", afirmou.
"De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 100% dos suicídios são consequência de doença mental. Então não é fraqueza, não é egoísmo, não é covardia. Os números não mentem."
Segundo os dados mais recentes da OMS, o Brasil é o país que mais registra casos de depressão na América Latina e, considerando todo o continente, fica atrás apenas dos Estados Unidos.
Cerca de 5,8% da população brasileira tem diagnóstico de depressão e, para o youtuber, os casos podem ser muito mais numerosos se forem consideradas as pessoas que ainda não buscaram ajuda médica.
No vídeo, ele ainda cita outro dado alarmante: o Brasil é o oitavo país do mundo onde se cometem mais suicídios.
"Acho que já está mais do que estabelecido com esses dados que a depressão é uma das doenças mais perigosas da atualidade. E é preciso ter uma estratégia de combate ao suicídio e à depressão, com envolvimento do governo, da mídia, da sociedade", pontuou.
Silêncio e preconceito
Felipe Neto descobriu que tinha depressão após crises de ansiedade e de pânico o levarem a procurar ajuda clínica. Por ser filho de um psicólogo, ele teve um pouco mais de facilidade para identificar e lidar com a doença.
"Eu tive a sorte de ter contato com a Psicologia e com informação. As pessoas não têm a mesma sorte", observa à BBC Brasil.
O Brasil é o oitavo país do mundo em número de suicídios; 5,8% da população sofre de depressão
Mesmo sabendo, de certa forma, lidar com o problema, Neto demorou para revelá-lo a seus pais - e foram poucos os amigos que souberam.
"Dá vergonha, você não quer falar do assunto. Senão as pessoas vão querer dar pitaco, vão dizer que é coisa da tua cabeça. Acabou que eu não contava."
"As pessoas passam a olhar pra você diferente, porque 'ah, essa pessoa tem depressão'. Eu tenho depressão, é um caso leve, eu tomo um remédio que nem tarja preta é, e nunca tive problemas, minha última crise foi meses atrás. Mas esse estereótipo, esse preconceito, essa visão deturpada e classificá-la como uma pessoa problemática faz com que as pessoas não queiram falar sobre essa doença ou admiti-la."
Quanto mais as pessoas se calam e se isolam quanto a um problema sério como a depressão, maior se torna o risco de a doença ter consequências mais graves, como o suicídio, conforme alerta a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Para a coordenadora da comissão de estudo e prevenção de suicídio da entidade, Alexandrina Meleiro, é preciso aproveitar o fato de os relatos do jogo Baleia Azul e o lançamento da série da Netflix 13 Reasons Why, que também trata de suicídio, terem trazido o tema à tona para combater os preconceitos e os tabus atrelados a ele.
"Eu acho bom que esse seja o assunto da moda no momento, porque (a abordagem de) um assunto tão cheio de tabu, de preconceito e de estigma traz à tona a importância de a gente olhar para os jovens que estão sob risco, para que a gente possa reverter a situação fazer a prevenção", diz à BBC Brasil.
"Sabemos que, por causa da série do Netflix e do jogo da Baleia Azul, quase quadruplicou o número de ligações no CVV (Centro de Valorização da Vida) nos últimos 15 a 20 dias", acrescenta a especialista.
"No WhatsApp, recebemos muitas mensagens sobre adolescentes se matando por conta do jogo da Baleia Azul, mas não há dados, então não temos como saber exatamente o que está acontecendo", resalva.
"É preocupante, e estamos aproveitando para esclarecer para pais, professores e para outros profissionais em saúde a importância de não banalizar o risco de suicídio e de identificar precocemente as mudanças de comportamento do adolescente para poder interferir e ajudar."
Para Felipe Neto, a desqualificação da depressão, que muitas vezes é chamada "doença de rico", agrava ainda mais o problema - e contribui para o silêncio das vítimas.
"O preconceito é a base do silêncio dessas pessoas. É preciso gerar vergonha naqueles que estão sendo preconceituosos. Pode ter certeza que nos comentários dessa matéria vão aparecer pessoas preconceituosas minimizando e desqualificando pessoas depressivas. Essas pessoas precisam perceber o tamanho da sua ignorância."
Indícios
No vídeo, o youtuber alerta os pais de que o jogo Baleia Azul não deve ser a maior preocupação deles no momento.
"Vejo muita gente falando: porque o jogo matou, cuidado com seu filho jogando. Mas cuidado com seu filho. Antes de se preocupar com o jogo, você tem que se preocupar com ele. O jogo é uma consequência de pessoas que estão passando por problemas. Um problema silencioso sobre o qual muitas pessoas no mundo não gostam de falar."
A coordenadora da Associação Brasileira de Psiquiatria afirma que é preciso estar atento à mudança de comportamento para identificar sinais de depressão ou de possíveis distúrbios mentais que possam levar ao suicídio.
"A primeira coisa que nos chama a atenção é a mudança de comportamento. Ou está mais agressivo, mais fechado, mais isolado. Alguma coisa pode ter mudado, mesmo que o adolescente já seja tímido. Está aparentando mais tristeza, já não toma banho, não sai com os amigos, não interaje. Pais e professores têm que estar alerta."
Mas, uma vez identificados sintomas, como os pais ou as pessoas próximas devem agir? O conselho de Felipe Neto é: procurar ajuda profissional. Fonte: http://www.bbc.com
Papa envia carta a Temer e recusa visita ao Brasil.
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Em uma carta na qual recusa um convite para visitar o Brasil, o papa Francisco cobrou o presidente Michel Temer para evitar medidas que agravem a situação da população carente no País.
A correspondência foi uma resposta a outra enviada pelo mandatário no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.
"Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo jornalista Gerson Camarotti, da Globo News .
"Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira", acrescentou.
Sobre o convite, o Papa disse que, devido a sua intensa agenda, não poderia visitar o Brasil neste ano. Ainda de acordo com Camarotti, Jorge Bergoglio afirmou rezar pelo País e que acompanha "com atenção" os acontecimentos na maior nação da América Latina.
Citando sua exortação apostólica "A Alegria do Evangelho", Francisco também lembrou que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado", em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores.
Em setembro passado, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano, o Pontífice já havia dito que o Brasil passava por um "momento triste". Um mês antes, Francisco enviara uma carta não oficial em apoio a Dilma Rousseff, que na época ainda não tinha sofrido o impeachment.
Contudo, Bergoglio sempre evitou se posicionar publicamente sobre a crise política enfrentada pelo País e que culminou na derrubada da presidente petista. Fonte: www.noticias.terra.com.br
Aos 93 anos, operário aposentado conclui curso de direito na Paraíba.
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Aos 93 anos, o operário aposentado Djalma Araújo concluiu neste mês de abril, de forma honorária, o curso de direito no campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Guarabira, no Brejo paraibano. Ele apresentou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no dia 10 e vai receber uma homenagem na colação de grau da turma, que acontece no dia 31 de maio. A UEPB também vai conceder a ele o título de aluno honorário da instituição.
A história de Djalma é mesmo longa. Ele nasceu em Campina Grande no dia 14 de fevereiro de 1924. Depois de se alfabetizar, ele deixou a Paraíba aos 23 anos e foi morar no Rio de Janeiro, onde trabalhou durante 38 anos como operário em uma fábrica de elevadores. Em 1993, ele voltou a Paraíba e decidiu ir morar na cidade de Guarabira, no Brejo paraibano, onde mora a família da esposa dele, com quem é casado há 32 anos. Djalma tem seis filhos.
Já aposentado ele concluiu o ensino fundamental e depois o ensino médio. Aos 88 anos, decidiu entrar no curso de direito na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), quando procurou a coordenação do campus e começou a frequentar as aulas como aluno especial. Ele começou o curso em 2012.
“Eu decidi sozinho tentar. Não foi ninguém da família que estimulou. Então fui me informar na coordenação do curso. O professor Agassiz Almeida me recebeu e ficou muito feliz. Apesar da idade, todos me tratavam normalmente e têm um grande carinho por mim. Lá na universidade todo mundo sempre ajuda um ao outro”, disse o aluno especial. “Estudar é uma função muito delicada. Tem que respeitar os colegas e os professores” , diz o estudante.
Com o título “Políticas Públicas e o Direito do Idoso”, o trabalho de conclusão de curso apresentado por Djalma foi voltado para mostrar a experiência adquirida no decorrer do tempo em que ele conviveu no curso e ressaltando como se configurou a relação de um idoso com pessoas de outras gerações. “Foi um excelente aluno, dedicado, atencioso e responsável, tendo sido, dentre os meus orientandos, o primeiro a entregar o TCC”, relatou a orientadora.
Aluno Especial
O chefe-adjunto do departamento de direito do Campus III da UEPB, Agassiz Almeida, explica que o aluno especial não chegou a ingressar no curso por meio do processo seletivo regular. “Djalma se dirigiu à instituição com o objetivo de assistir algumas aulas, como ouvinte apenas, mas o surpreendente é que ele levou muito a sério este compromisso. Assistia aulas diariamente e, às vezes, passava o dia todo no campus. Mostrou-se um exemplo de dedicação: não faltava, participava das aulas e fazia todas as atividades propostas pelos professores”, explica.
Para a orientadora de Djalma, a professora Juliana Linhares, a conclusão do curso por parte do idoso é motivo de muita satisfação. “Quando a emoção não cabe dentro do peito e não se encontra a palavra certa para agradecer. Assim me senti ao presenciar Djalma Araújo defender seu TCC. Momento esse que guardarei para sempre e contarei, com muito orgulho, para meus filhos e netos”, diz a professora. Fonte: www.paroquiasantoafonso.org.br
O Baleia Azul só aumenta o sofrimento’, diz sobrevivente salva pela mãe
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Mariana (nome fictício), de 15 anos, sente o peito vazio. Não sabe explicar bem o que é. Só sofre. Desacreditou no amor da mãe, no contato com outros seres humanos e na fé evangélica da criação que recebeu na Zona Oeste do Rio. Entregou-se ao que agora viu ser uma falsa esperança: o Baleia Azul, uma série de 50 ordens que desconhecidos dão a adolescentes; a última, exige o suicídio do jovem. Mariana só está viva porque a mãe conseguiu impedir o fim trágico.
— Quem tiver com vontade de entrar no Baleia Azul, não faça isso. Só vai te causar coisas ruins. Em vez de parar sua tristeza, só vai aumentar. E vai acumular, e vai acumular... E quando você vê, já vai estar vazio por dentro e por fora. Apostem numa coisa que você gosta. Talvez numa música de que você gosta. Talvez você se sinta melhor. Porque eu sei o quanto dói, mas não vai ser um jogo que vai te fazer parar de sentir dor. E nem a morte — desabafa a menina.
Mariana não está sozinha. Só no Brasil, há, pelo menos, dois casos de morte sob investigação policial, em Mato Grosso e na Paraíba. A delegada interina da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio, Fernanda Fernandes, organiza o rastreamento de redes sociais de pessoas que teriam envolvimento com o Baleia Azul. Já há, pelo menos, mais dois casos na cidade em investigação. Os responsáveis podem responder por associação criminosa, lesão corporal e tentativa de homicídio.
Mariana foi internada após a mãe descobrir que ela estava participando do jogo, e já estava na 15ª ordem. A menina teve alta após dois dias e acabou tentando suicídio. A mãe, que abandonou o trabalho por preocupação, conseguiu impedir que o pior acontecesse.
A dor da mãe a fez recuar. Vez por outra, Mariana diz que sente vontade de desistir, mas tenta mudar de pensamento. Está em tratamento, e sonha em ser fotógrafa:
— Minha mãe me disse que fazia tudo para eu ficar viva. E eu entendi. Às vezes eu penso (na morte), mas aí eu penso no meu futuro — conta a menina.
Mensagens
O jogo consiste em uma série de 50 desafios, que devem ser cumpridos diariamente e que chegam por meio de mensagens (WhatsApp, Facebook, SMS e outros aplicativos e redes sociais).
Tarefas
Há desde tarefas simples, como desenhar uma baleia num papel, até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão. Em outra tarefa, o participante deve “desenhar” uma baleia em seu antebraço com uma lâmina.
Desafio mais macabro
O 50º desafio é sempre o mesmo: suicídio.
Como começou
Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou de um edifício. Dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Após investigar, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida. Fonte: http://extra.globo.com
Após vida marcada por preconceito, travesti negra conquista título de doutora na UFPR
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(Logo mais às 20h, veja esta história no Facebook- Live, A Palavra do Frei Petrônio, com Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Para interagir ao vivo, você deve ser seguidor do Frei. Adicione a página: www.facebook.com/freipetros)
Tese de Megg Rayara de Oliveira foi baseada na própria trajetória de vida e de outros quatro professores negros homossexuais.
Antes Marco de Oliveira. Agora, Megg Rayara Gomes de Oliveira. Antes, uma vida marcada por preconceito e incompreensão. Agora, o orgulho de ser a primeira travesti negra conquistar o título de doutora na Universidade Federal do Paraná (UFPR) - maior instituição de ensino do estado.
A paranaense de Cianorte, no norte do estado, é professora substituta de Didática na UFPR desde o início deste ano letivo, e obteve o título com a tese “O diabo em forma de gente: (r)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na educação”, no dia 30 de março.
O estudo, explica Megg, foi baseado na sua própria trajetória de vida e na de outros quatro professores negros homossexuais. “Minha pesquisa nasceu de uma inquietação pessoal, compartilhada por vários sujeitos que, assim como eu, se movem em busca de ocupação de espaços, seja na escola, no movimento social, e/ou na ação intelectual”, contou.
"Eu fico muito emocionada porque é difícil colocar o adjetivo de doutora, um título de doutora, antes do meu nome. Eu ainda estou absorvendo isso. Porque parecia que era uma história que não era minha porque depois de tudo que eu enfrentei nessa vida, vivenciar um momento tão potente de uma aceitação tão grande, de uma felicidade tão grande, parecia que nem era comigo", desabafou. Megg contou que descobriu a sua feminilidade ainda quando criança e que, desde então,
Luta contra o preconceito.
"Eu não sabia como me classificar. Eu não sabia como me definir. Eu só sabia que eu não era um menino. O que definia a minha feminilidade, era o cabelo comprido. Eu tentava deixar crescer, mas a minha mãe não deixava. Então, eu amarrava uma toalha de banho na cabeça e simulava uma peruca. Eu brincava na rua e no quintal de casa com minha peruca improvisada e nunca tive problemas com as outras crianças".
A dificuldade mesmo para enfrentar a sociedade, conta Megg, começou na escola. "Aí começou a complicar mais ainda essa imposição de um gênero masculino. Eu não podia mais usar a minha peruca de toalha, não podia ir pra escola com ela, aliás, eu queria ir, mas a minha mãe não deixava", disse.
"No primeiro dia de aula, e eu lembro disso como se fosse hoje, eu cheguei mais cedo na escola e me sentei na primeira carteira porque a minha irmã sempre me dizia que as crianças mais inteligentes e dedicadas tinham que sentar nas carteiras da frente. Mas quando a professora chegou, decidiu mudar a posição dos alunos na sala. E eu não sei qual critério ela usou para fazer isso, mas me colocou na última carteira, no fundo da sala", contou a paranaense.
Megg disse que, no fim das contas, o que a professora queria mesmo era escolher qual aluno deveria sentar perto ou longe dela na sala de aula.
"E essa não era uma postura somente da professora, era da escola, da sociedade. Embora fosse uma escola pública, municipal, havia esse critério de quem deveria avançar e quem deveria ser retido pelos professores de modo geral. E era muito recorrente, cada vez que eu levantava a mão para fazer uma pergunta, a professora me ignorava. Era muito triste mesmo", lembrou Megg.
A travesti contou que não percebeu muita diferença sobre o tratamento em sala de aula ao entrar para o Ensino Médio e até mesmo na faculdade. "No meu doutorado, por exemplo, eu tive problemas justamente quando eu escolhia bases teóricas de origem africana ou pesquisadoras negras e pesquisadores negros para sustentar o meu discurso porque essa base era sempre desqualificada pelas professoras e professores do doutorado", comentou.
"Eu me sentia como se o conhecimento acadêmico fosse próprio de pessoas brancas e heterossexuais. E a minha presença era quase uma maculação do espaço acadêmico", desabafou a paranaense.
"Decidi insistir na educação porque eu sabia que se tivesse uma boa formação escolar, teria mais chance no mercado de trabalho", declarou a travesti.
A tese do doutorado
O estudo, além de trazer trechos sobre a própria experiência de Megg, discute racismo e homofobia como dispositivos de poder e analisa como esses professores afirmaram-se na carreira docente. Emocionada, Megg contou que a tese não recebeu críticas da banca. Pelo contrário, foi muito elogiada e foi indicada para concorrer ao prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de melhor tese do ano.
"Isso é resultado de um esforço muito grande porque eu tinha que ter um resultado convincente. Apesar de que a banca que me avaliou, não fazia restrição nem com relação a minha negritude, nem com relação à minha identidade trans", declarou Megg. "Eu fiquei muito feliz quando eu fui aprovada. A tese foi muito festejada pela banca", acrescentou.
A banca avaliadora de Megg Oliveira foi composta pelos professores Maria Rita de Assis César (orientadora da tese), Paulo Vinícius Baptista da Silva (UFPR), Alexsandro Rodrigues (UFES), Marcio Caetano (UFRG) e Lucimar Dias (UFPR). "Depois dessa tese, nós fundamos uma nova linha de pesquisa na universidade voltada para diversidades, diferença e desigualdades sociais", explicou Maria Rita.
"É um orgulho para a UFPR. E é um orgulho termos a diversidade e a inclusão e a permanência dos alunos como um dos pilares da nova gestão de reitoria. O nosso objetivo é, acima de tudo, que essa tese venha a contribuir com um conjunto de políticas interna da universidade. E que possa ser um ambiente seguro e confortável para todas as diversidades", destacou Maria Rita.
Fonte: http://g1.globo.com
Polícia do Rio tenta identificar supostas vítimas do Baleia Azul
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Adolescentes teriam recebido mensagens de 'curadores' do grupo, mas não teriam começado as 'fases' da brincadeira; jogo incentiva o suicídio.
RIO - A Polícia Civil fluminense tenta identificar três supostas vítimas do Baleia Azul, jogo que incentiva pela internet jovens a cometer suicídio, e busca localizar responsáveis pelas tentativas de aliciá-las. Os adolescentes teriam recebido mensagens de "curadores" do grupo, mas não teriam começado as "fases" da brincadeira. Elas incluem ordens para que o participante assista a filmes de horror de madrugada, mutile o próprio corpo e caminhe em locais perigosos, como o topo de prédios altos. Tirar a própria vida é o "desafio" final, segundo denúncias.
As investigações sobre o jogo do Rio foram iniciadas há cerca de duas semanas por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI). Pelo menos quatro testemunhas já foram ouvidas pela delegada Fernanda Fernandes, responsável pelo caso.
Segundo a policial, a chegada do jogo ao Rio foi comprovada na semana passada, quando a mãe de uma adolescente foi à delegacia relatar que a filha teria recebido mensagens do grupo. De acordo com Fernanda, a menina não chegou a entrar no jogo, mas foi identificada como uma "vítima em potencial". Indícios de outros casos também chegaram à delegacia, mas ainda estão em fase de identificação.
"Nós estamos fazendo um trabalho de prevenção. Queremos chegar às vítimas, rastrear a atuação do grupo e evitar que haja algum caso de morte. Estamos lutando contra o tempo", disse a delegada.
Em Vila Rica, cidade a 1.276 km de Cuiabá (MT), a Polícia Civil investiga se a morte de uma estudante de 16 anos teria a ver com o jogo. O corpo da adolescente foi encontrado sem vida no fundo de uma represa. A polícia suspeita que a morte tenha ligação com o grupo porque teria sido encontrado um código escrito no braço da adolescente. Fonte: http://brasil.estadao.com.br
'Não reclamo de nada, Deus é quem sabe a hora', diz agricultor após 5 anos de seca
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Francisco mantém esperança nas chuvas, pois ainda não tem acesso à água da transposição.
Em 68 anos de vida, o agricultor Francisco Leonardo da Silva, 68 anos, conta que nunca viu uma seca tão prolongada, no Cariri paraibano. Casado com a também agricultora Maria das Graças Oliveira Silva, 59 anos, ele já viu três filhos deixarem a Paraíba depois de uma estiagem que já dura 5 anos. O casal mora no sítio Pata, na zona rural de Cabaceiras. Com a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco, o “Velho Chico” traz nova esperança ao “Chico de Maria”, como é conhecido o agricultor na região.
Quando tem água, o casal planta feijão, capim e cria gado. Francisco e Maria têm cinco filhos, sendo três mulheres e dois homens. Marcone de 21 anos e Márcio de 36 se mudaram para o Rio de Janeiro depois que o Rio Paraíba secou e eles ficaram sem água para plantação irrigada. Uma das filhas foi morar em Caruaru, Pernambuco, outra se mudou para a zona urbana de Cabaceiras e apenas a filha mais nova, de 16 anos, continua morando com o casal na zona rural.
“Eu tenho dois filhos (homens) que já foram pro Rio [de Janeiro] porque não tinham do que viver quando o Rio [Paraíba] secou. Já são cinco anos. Não teve do que sobreviver e [eles] estão lá agora. Lá (no Rio de Janeiro) eles trabalham de porteiros”, conta a mãe.
Fé do homem do campo
Mesmo com as “perdas dos filhos” para a seca, o casal nunca abandonou a terra, sempre acreditando que um dia a situação iria melhorar. A fé de Francisco não se abala, apesar das dificuldades enfrentadas.
“Eu não reclamo de nada, não. Deus é quem sabe a hora que manda ou que não manda (a chuva), né? Pode estar ruim, pode estar bom, pode estar do jeito que estiver, eu não
Bênção de Deus
No leito do Rio Paraíba ainda com o chão rachado pela seca, Maria usa uma pequena garrafa plástica para coletar um pouco da água que acabara de chegar ao sítio. “Eu vou levar para minha menina (a filha) a ver. Isso aqui é uma benção de Deus. Mais de 5 anos [de seca], né Chico?”, diz Maria para o marido.
Retorno dos filhos
A chegada da água traz ao casal a esperança de reencontrar os filhos. Alguns já querem voltar para casa. “Eles ligam todas as semanas. O [meu filho] mais novo diz que a hora que o rio encher, vem embora para plantar. Ele me disse que estava pra vir logo agora pra ver a água do rio chegando, mas eu disse: 'tenha calma, deixe chegar e vamos ver como vai ficar'”, disse Maria.
Esperar um pouco mais
O casal sabe que, mesmo com a chegada das águas, não terá efeito imediato na produção agrícola. A prioridade será a recarga dos açudes que abastecem a população no estado. “Não vão deixar plantar agora não porque vai ter que deixar passar muito tempo para abastecer as cidades como Boqueirão e Campina Grande”, disse Maria.
Com a água de poços artesianos, o casal tem plantado para garantir o mínimo de sustento da filha de 16 anos. “A gente nunca parou de plantar não porque a gente tem poço [artesiano]. Mas a gora vai ficar mais fácil né?”, disse Francisco.
A transposição
A água da transposição do Rio São Francisco chega à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viaja por 208 quilômetros até chegar a cidade paraibana. As águas chegaram a Monteiro, no dia 8 de março deste ano.
A água captada do Rio São Francisco passa por seis estações elevatórias de água, cinco aquedutos, 23 segmentos de canais e ainda 12 reservatórios. A intenção da criança dos reservatórios é beneficiar as comunidades onde foram construídos e também garantir que a água não pare de correr pelos canais, caso seja necessário fazer algum reparo no trecho.
Os 12 reservatórios são: Areais, Braúnas (o maior deles, com capacidade para mais de 14 milhões de metros cúbicos de água), Mandantes, Salgueiro (5,2 milhões de m³), Muquem, Cacimba Nova, Bagres, Copití, Moxotó, Barreiro, Campos (o segundo maior com 8 milhões de m³) e Barro Branco.
Passagem da água na Paraíba
Depois de chegar a Monteiro, as águas do “Velho Chico” vão para o Rio Paraíba e através dele segue pelos açudes de São José I e Poções, ainda na cidade de Monteiro; pelo açude de Camalaú; pelo açude de Boqueirão; pelo açude de Acauã, em Itatuba; pelo açude de Araçagi e depois segue para um perímetro irrigado no município de Sapé.
O açude São José I já está sangrando com a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco. Já o açude Poções está com um volume de 6,6%, o açude de Camalaú está com 14,4%, o açude de Boqueirão está com 3%, o açude de Acauã está com 5,3% e o açude de Araçagi está com 71,3%. Fonte: http://g1.globo.com
Diante do sonho do filho de ter um bebê com o marido, avó gera netas
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Valéria, de 52 anos, deu à luz Alice e Valentina em fevereiro
RIO - Valéria Oliveira é mãe de Victor, casado com Roberto Pereira há três anos e meio. Ambos são pais de Alice e Valentina, de 2 meses, que foram geradas no útero de Valéria. Sim, da avó. A dona de casa de 52 anos sabia do sonho do filho de ser pai e, diante da dificuldade que o casal vinha enfrentando para adotar uma criança recém-nascida — o desejo dos dois —, ela se ofereceu para gerar os netos.
— Victor é filho único, e eu tinha vontade de fazer isso por ele, por mim, para aumentar nossa família. Queria muito ser avó — conta Valéria, com lágrimas nos olhos.
A princípio, Roberto, o genro, não gostou muito da ideia.
— Sei o quanto Valéria é importante na vida de Victor. Ela se tornou uma pessoa indispensável para mim. É um exemplo de ser humano e de mãe. Não queria colocar a vida dela em perigo. A possibilidade de realizar o nosso sonho, ter as crianças e não ter ela não fazia sentido — lembra o contador.
Mas Victor, bombeiro e psicólogo, resolveu marcar uma consulta numa clínica de fertilização in vitro. E o médico acabou tranquilizando a família em relação aos riscos.
— Fiz vários exames clínicos, laboratoriais, biopsia da camada do endométrio... Já estava no climatério (período que antecede a menopausa), mas o médico disse que meu útero estava perfeito, como o de uma adolescente — relata Valéria.
SURPRESA DA FAMÍLIA
Foi quando o casal partiu em busca de um óvulo de uma doadora anônima. A fertilização — com um espermatozoide de Victor e um de Roberto — e a transferência dos embriões para o útero de Valéria foram feitas em maio do ano passado. Quinze dias depois, Valéria fez o exame Beta HCG e descobriu que estava grávida.
— Foi uma felicidade. Porque, para nós, a possibilidade de sermos pais biológicos era algo muito distante — diz Victor.
Valéria conta que a gestação foi tranquila, sem enjoos, e que só ganhou 11 quilos. Teve apenas que tomar remédios nos três primeiros meses, porque seu organismo não prepararia o útero para receber uma criança naturalmente:
— O médico falou que as chances de aborto eram as mesmas de uma gestação natural. Sabia que daria certo. Mas achei melhor não contar para ninguém no início.
O receio, diz Roberto, era “como explicar que Valéria era só o forno”:
— Não sabia se entenderiam que a pizza a gente já tinha feito e que nenhum ingrediente era dela, que ela só estava fazendo crescer a massa.
Valéria começou a circular pela rua com roupas largas. A família (tios, sobrinhos e agregados) ficou sabendo da novidade somente em outubro, em seu aniversário, quando ela estava com cinco meses de gravidez.
— Meu irmão ficou meio bitolado, sem entender como eu teria filhos do meu filho. Mas frisei que não tinha material genético meu envolvido — conta a dona de casa, lembrando que, na rua, as pessoas perguntavam se era uma gravidez temporã. — Dizia que eram minhas netas mesmo. Não me importava com o que as pessoas iam pensar.
As gêmeas nasceram de 37 semanas, no dia 2 de fevereiro: Alice veio primeiro, com dois quilos e 450 gramas. Valentina chegou em seguida, com um quilo e 850 gramas, e teve que ficar 15 dias na UTI até ganhar mais peso.
DIFICULDADE PARA REGISTRAR
Como Valéria não teve leite, as meninas tomam suplemento hipercalórico. A avó continua morando com Victor e Roberto, em Madureira, provisoriamente, para ajudar nos cuidados com as gêmeas. Depois, volta para casa, em Cavalcante, também na Zona Norte.
— Não me senti mãe delas em momento algum, só avó mesmo — diz Valéria.
O processo de registro das crianças, no entanto, não foi tão simples. Victor conta que a oficial do cartório de Cascadura disse que não poderia registrar as gêmeas no nome do casal, mesmo diante de um documento da maternidade, assinado por Valéria, dando conta de que ela era apenas o útero de substituição:
— A oficial queria que as registrássemos no nome de minha mãe, com pai ignorado, e entrássemos com um processo de adoção. Fui ao plantão do Tribunal de Justiça, que me orientou a procurar a Defensoria Pública. A defensora me deu um ofício obrigando o cartório a registrar as meninas no nosso nome.
Professor de Direito Civil da Fundação Getulio Vargas, Gustavo Kloh afirma que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 2011, igualou os direitos de homossexuais aos dos heterossexuais:
— O artigo 1.597 do Código Civil diz que a paternidade se presume por critérios necessariamente biológicos, exceto nas hipóteses em que haja reproduções por meios artificiais, como a fertilização.
No Brasil, a resolução 2.013/13 do Conselho Federal de Medicina autoriza a doação temporária do útero (a popular barriga de aluguel), mas apenas entre parentes de até quarto grau (mãe, filha, irmã, avó, tia ou prima do doador genético) e desde que não haja caráter comercial.
— A legislação brasileira é rígida. Antes de fazer o procedimento, o médico precisa comunicar ao Conselho Federal de Medicina, que analisa a petição e autoriza ou não a gestação compartilhada — explica Bianca De Albuquerque, advogada do Banco de Cordão Umbilical do Brasil.
A gestação de Alice e Valentina foi devidamente autorizada. Agora, Victor, que trabalha no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças do Corpo de Bombeiros em Guadalupe, está de licença paternidade com efeito de maternidade: ficará seis meses em casa cuidando das crianças. Ele e Roberto, que pediu demissão do trabalho para acompanhar o marido, planejam ensiná-las logo cedo a lidar com possíveis preconceitos da sociedade:
—Elas serão educadas para saber respeitar as diferenças e entender que há diversas configurações familiares hoje em dia. E que família é toda aquela junção baseada no amor. A nossa família é amor. Fonte: http://oglobo.globo.com
NESTE SÁBADO, 15. Atentado com bomba na entrada de Aleppo mata dezenas de pessoas
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Explosão aconteceu perto de um comboio de ônibus que levava refugiados à cidade síria
ALEPPO — Ao menos 24 pessoas morreram neste sábado quando um suicida detonou um carro-bomba perto da cidade síria de Aleppo contra ônibus que transportavam civis e combatentes evacuados no dia anterior das localidades pró-regime, de acordo com um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Anteriormente, o observatório havia informado que o número de mortos era 16, mas o dado foi atualizado menos de uma hora depois. "O suicida estava dirigindo uma caminhonete que transportava ajuda alimentar e detonou o veículo perto dos 75 ônibus" estacionados em Al Rashidin, região rebelde a oeste da metrópole, de acordo com OSDH.
Pouco antes do meio-dia, a TV Síria chegou a afirmar que já se somavam 39 mortes, mas ainda não há confirmação oficial.
Cerca de 5 mil pessoas evacuadas na sexta-feira das cidades de Fua e Kafraya, duas localidades favoráveis ao regime e sitiadas pelos rebeldes, estavam a bordo dos ônibus visados. A evacuação se deu em virtude de um acordo que permitiu a evacuação simultânea de duas cidades rebeldes sitiadas pelo regime.
O correspondente da agência de notícias AFP no local viu muitos cadáveres, alguns carbonizados, incluindo de crianças, e membros espalhados pelo chão, perto dos ônibus destruídos pela explosão. Ele também relatou um grande número de feridos e pessoas em pânico na área onde os ônibus estão estacionados. Antes do ataque, as milhares de pessoas evacuadas das quatro cidades sitiadas permaneciam bloqueadas desde sexta-feira em razão de divergências entre as partes em conflito, impedindo-os de prosseguir viagem.
Estas evacuações, as últimas de uma longa série desde o início da guerra na Síria, há cerca de seis anos, foi possível graças a um acordo entre todas as partes que foi patrocinado pelo Catar, que apoia os rebeldes, e o Irã, aliado do regime. Os habitantes de Fua e Kafraya deveriam se dirigir, passando por Rashidin, a Aleppo, Damasco ou Latakia (oeste), redutos do regime.
Simultaneamente, e também através de Aleppo, os evacuados de Madaya e Zabadani deveriam seguir para a província rebelde de Idlib (noroeste). Mas em razão de divergências, os evacuados de Fua e Kafraya se viram bloqueados em Rashidin, enquanto os de Madaya e Zabadani ainda estavam esperando em Ramussa, localidade pró-regime a oeste de Aleppo.
Um líder rebelde havia dito à AFP que as diferenças estavam relacionadas ao número de combatentes armados evacuados. No total, mais de 30 mil pessoas deveriam ser evacuadas em duas etapas sob os termos do acordo alcançado em março.
Vários redutos rebeldes foram tomados no ano passado pelo regime, com o apoio de sua aliada Rússia que interveio militarmente na Síria em setembro de 2015. Fonte: http://oglobo.globo.com
A CACHORRA DO PADRE...
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OLHAR: Milú, a cachorra do Padre! (Foto: Frei João Carlos-Carmo de Brasília).
Comercial da Pepsi é retirado do ar e lembra que marcas têm muito que aprender sobre movimentos sociais
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Não é de hoje que a publicidade aproveita uma causa ou um movimento para vender um produto, uma marca, divulgar um artista e, com isso, fazer com que alguém lucre alguns milhões. Alguns chamam isso de oportunismo, outros são mais diretos e chamam de mau-caratismo mesmo. Enquanto não se decide, a prática segue a todo vapor e a bola da vez é a poderosa Pepsi.
Um novo comercial do refrigerante mostra um protesto de jovens que caminham em direção a um grupo de policiais que parece pretender confrontá-los. Em determinado momento, uma lata de Pepsi é oferecida por uma manifestante (a modelo Kendall Jenner) a um dos policiais e ele aceita. Neste instante o homem sorri e magicamente parece se dar conta de que os jovens estão certos.
Todos vibram e o vídeo acaba como um filme adolescente.
A repercussão da propaganda foi enorme e extremamente negativa. Muita gente achou que a mensagem do comercial menospreza a luta de vários movimentos sociais que acabam sendo oprimidos pela violência policial nos Estados Unidos. Especialmente os movimentos que denunciam as frequentes mortes de afro-americanos nas mãos da polícia, como o Black Lives Matter.
Estes tristes casos, tão enraizados à doença do preconceito, parecem estar bem longe de acabar, nem mesmo com latas de Pepsi (contém ironia).
As maiores reclamações se concentraram especialmente à cena em que Kendall entrega o refrigerante ao agente, que foi considerada uma cópia descarada do momento protagonizado por Leisha Evans em Baton Rouge (Louisiana, Estados Unidos) em julho de 2016. A imagem da ativista se tornou viral quando ela enfrentou policiais em um protesto pela morte de um jovem negro por policiais.
Bernice King, a filha de ninguém menos que Martin Luther King, um dos mais importantes ativistas pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, foi uma das que usaram as redes sociais para falar a respeito. Em um tuíte completamente irônico, ela escreveu:
‘Se ao menos papai soubesse sobre o poder da Pepsi’. Fonte: http://www.hypeness.com.br
Quinta-feira Santa: O Papa Francisco escolheu novamente uma prisão
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Vai presidir o rito do lava-pés na Casa de Reclusão de Paliano, localidade ao sul de Roma
(ZENIT – Roma, 6 Abr. 2017).- O Papa Francisco vai presidir na Quinta-feira Santa, à Santa Missa na Ceia do Senhor (InCoena Domini), com o rito do lava-pés, num centro de detenção italiano: a Casa de Reclusão de Paliano, localidade ao sul de Roma.
E’ um Instituto dedicado aos colaboradores da Justiça com 140 reclusos em duas sessões: uma masculina e outra feminina, também com outra sessão para os doentes de tuberculose. Os reclusos fazem trabalhos de restauração, em hortas e outras atividades produtivas, como por exemplo uma pizzaria interna.
A celebração na tarde de quinta-feira, 13 de abril, de acordo com a informação divulgada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, é “estritamente privada”.
Trata-se da terceira vez que Francisco celebra este rito numa prisão. Em 2015, a missa foi realizada no Presídio de Rebibbia, em Roma. Em 2013, o local foi o Cárcere para Menores “Casal del Marmo”, também em Roma; no ano passado, o Santo Padre lavou os pés dos refugiados no centro de acolhimento de Castelnuovo, município ao norte de Roma. Em 2014, a cerimonia foi no Centro Santa Maria da Providência, na periferia romana, que acolhe pessoas com deficiências. Fonte: https://pt.zenit.org
Pai de morto em chacina em SP diz que pedia a Deus que filho fosse preso.
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Kayke Santos Moreira, de 19 anos, foi um dos mortos na chacina ocorrida nesta quarta, na Zona Sul da capital. Pai contou que filho tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
O pai de Kayke Santos Moreira, de 19 anos, um dos mortos durante a chacina ocorrida na madrugada desta quarta-feira (5) na Zona Sul de São Paulo, contou que o jovem tinha envolvimento com o tráfico de drogas. José Moreira Sobrinho, de 45, disse que “pedia a Deus todos os dias” para que o filho fosse preso: “Prendendo tem mais uma chance, né”.
“Os pais todos [das outras vítimas] eu acho que estão sofrendo a mesma coisa que eu estou sofrendo, porque nós não podemos fazer nada. A gente aconselha a sair do mundo do crime, mas quando se envolve não sai mais, infelizmente”, afirmou. “A má companhia sempre leva nesse destino. O final é esse aí”, acrescentou em entrevista concedida a poucos metros de onde o assassinato ocorreu.
Apesar de reconhecer o envolvimento do filho no crime, José diz que, agora, espera que Justiça seja feita. “O pessoal entra com uma moto aqui, dá 12, 13 disparos, entra, sai e ninguém sabe quem é? Sabem sim. Isso sabem. É só investigar direitinho”, disse. “Quero que todas as biqueiras [bocas de fumo] da quebrada [vizinhança] sejam fechadas”, completou.
José e Kayke estavam afastados há quase um ano por desavenças relacionadas à participação do jovem no tráfico. A notícia da morte pegou o pai de surpresa. “Eu não esperava isso. Pedia a Deus todos os dias: ‘por favor, prendam’. Prendendo tem mais uma chance, né. Se recuperar, como eles falam. Preso tinha chance de se recuperar”, lamentou.
Kayke foi um dos três mortos na chacina ocorrida na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta quarta. O jovem estava na Rua Professora Nina Stocco quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma moto atirando. Ele morreu no local, antes da chegada do socorro. Para o pai, José, o crime tem relação com a disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.
Além de Kayke, Vinícius de Paula, de 20 anos, e Johny Felipe Nascimento, de 24, foram atingidos no ataque. O primeiro morreu logo após dar entrada no Hospital do Campo Limpo. O segundo foi ferido na mão e está internado na mesma unidade, fora de risco. Pouco antes, criminosos haviam feito outra vítima próximo dali, na Rua Carualina: Wizmael Dias Correia, de 19 anos, também foi morto por dois homens em uma moto. A polícia ainda investiga se os crimes estão relacionados.
Um amigo de Kayke, que preferiu não se identificar, contesta o que disse o próprio pai do jovem. Ele conta que estava com os jovens pouco antes do ataque e que só não foi mais uma vítima porque saiu para buscar o celular em casa. "Sai um minuto antes", relata.
De acordo com ele, nenhum dos jovens do grupo era traficante. "Suspeito que tenha sido coisa dos pés de pato", disse. "Pés de pato", na gíria popular, são os chamados "justiceiros". Para o rapaz, a chacina foi promovida por policiais militares.
Outra chacina
O fim da noite de terça-feira (4) foi violento na capital paulista. No Jaçanã, na Zona Norte da cidade, seis pessoas foram mortas em um bar. Outras três ficaram feridas. Assim como na Zona Sul, dois homens chegaram em uma moto e efetuaram diversos disparos.
Parte das vítimas ainda tentou correr e se esconder no banheiro, mas foi perseguida e executada. Os criminosos fugiram sem levar nada. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, as duas chacinas têm autores diferentes e o fato de terem ocorrido na mesma data "pode ser só uma coincidência".
Fonte: http://g1.globo.com
MÍDIAS SOCIAIS: Facebook lança sistema para barrar 'vingança pornô' na rede social, Instagram e Messenger
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Imagens com conteúdo íntimo já denunciadas serão vetadas; usuários que tentarem compartilhá-las poderão ter conta suspensa.
Facebook está adicionando ferramentas ao seu serviço para tornar mais fácil para usuários denunciarem atos de "vingança pornô" e para impedir automaticamente que as imagens sejam compartilhadas de novo, afirmou a rede social nesta quarta-feira (5). O sistema funcionará não só no site, mas também no Instagram e no Messenger.
Chamado de "vingança pornô", o compartilhamento de imagens íntimas ou sexualmente explícitas sem consentimento e como forma de promover extorsão ou humilhação é uma prática que afeta principalmente mulheres. Algumas são alvo de ex-parceiros.
O Facebook foi processado nos Estados Unidos e em outros países por pessoas que afirmam que a empresa deveria ter feito mais para impedir a prática. A companhia deixou claro em 2015 que imagens "compartilhadas como vingança" são proibidas e os usuários já têm recursos para denunciar fotos e vídeos que violem os termos da rede social.
A partir desta quarta-feira, no entanto, usuários do Facebook verão uma opção para denunciar especificamente a prática de vingança pornô.
A companhia também lançará um processo automático para impedir um novo compartilhamento de imagens já denunciadas. Um software de análise de imagens vai manter as fotos fora da rede social, bem como do serviço de fotos Instagram e do bate-papo Messenger.
Os usuários que compartilharem imagens de vingança pornográfica poderão até ter suas contas suspensas na rede social, afirmou a companhia. Fonte: http://g1.globo.com
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