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A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada é reveladora do quanto é profundo o preconceito da sociedade carioca para com as favelas. Uma breve olhada nas cartas de leitores dos grandes jornais e um passeio pelas redes sociais, deixa claro porque o Estado pratica a pena de morte nas favelas e nada acontece, nem mesmo perdem votos: a vida na favela vale menos.
No mesmo dia do assassinato do menino Eduardo, no Complexo do Alemão, os noticiários da televisão levavam a exaustão os detalhes e desdobramentos da morte do jovem de 31 anos, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A procura pelos culpados do acidente com o helicóptero importava muito e era motivo de auditorias, opinião de especialistas e muita comoção. A morte do jovem Thomaz Alckmin foi a pauta de dois dias seguidos nos telejornais. A morte do menino Eduardo ficou no limpo do discurso recorrente: a polícia está investigando….
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Eduardo Ferreira, de 10 anos, foi morto durante operação da polícia do RJ no Complexo do Alemão. A criança corria para receber o pai chegando do trabalho, quando foi atingida por um tiro de fuzil disparado por um policial. Eduardo morreu na porta de casa, diante de família e vizinhos.
Eduardo é mais um que entra numa estatística silenciosa: entre 2010 e 2016, o total de crianças e adolescentes assassinados no Brasil chegará a 37 mil [1], segundo a Unicef. A maioria negros que moram em bairros mais pobres. Para se ter uma ideia, na guerra da Síria, morreram 11 mil crianças e adolescentes [2], de 2011 a janeiro de 2014.
Em novembro de 2010, a PM com apoio das forças armadas invadiu o Alemão, matando dezenas de pessoas que seriam "suspeitas". A seguir, oito Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foram instaladas para fazer a gestão militar do território.
Para grupos de direitos humanos, coletivos da comunidade e especialistas em segurança pública, o projeto das UPP fracassou [3] [4] [5]. Além de endemicamente corruptas e arbitrárias, as UPPs no Rio se misturam com a milícia e não resolvem nenhum problema dos moradores. Fonte:http://www.ihu.unisinos.br
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16 DE MARÇO. “Eu protesto contra um protesto elitista, racial, fanático e conservador”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. PÁGINA PÚBLICA: www.facebook.com/diariodofreipetronio Visite, curta, divulgue! (Nos próximos dias, siga o Frei apenas nesta única página).
OLHAR SOBRE OS PROTESTOS DE DOMINGO: Alguém viu um negro, um pobre ou um trabalhador rural nas ruas?
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