Olhar Jornalístico

Domingo 22. Olhos novos: 4º Domingo da Quaresma.

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Publicado em 21 março 2020
  • 4º Domingo da Quaresma,
  • Homilia do 4º Domingo da Quaresma,
  • Quarto domingo da Quaresma

(Missa Online direto do Carmo de Angra dos Reis/RJ, às 18h no sábado 21, com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., e no domingo 22 às 9h, com Frei Marcelo de Jesus, O. Carm)

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 9,1-41 que corresponde ao Quarto Domingo de Quaresma, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

 

Eis o texto

O relato do cego de Siloé está estruturado a partir de uma chave de forte contraste. Os fariseus acreditam que sabem tudo. Não duvidam de nada.

Impõem a sua verdade. Chegam, inclusive, a expulsar da sinagoga o pobre cego: “Sabemos que a Moisés falou-lhe Deus”. “Sabemos que esse homem que te curou não guarda o sábado”. “Sabemos que é um pecador”.

Pelo contrário, o mendigo curado por Jesus não sabe nada. Apenas conta a sua experiência a quem o queira escutar: “Só sei que era cego e agora vejo”. “Esse homem trabalhou os meus olhos e comecei a ver”. O relato termina com esta advertência final de Jesus: “Eu vim para que os que não veem, vejam, e os que veem fiquem cegos”.

A Jesus dá-lhe medo uma religião defendida por escribas seguros e arrogantes, que manejam autoritariamente a Palavra de Deus para impô-la, usá-la como arma ou inclusivamente excomungar a quem sente de maneira diferente. Teme os doutores da lei, mais preocupados em “guardar o sábado” do que em “curar” mendigos doentes. Parece-lhe uma tragédia, uma religião com “guias cegos” e diz abertamente: “Se um cego guia outro cego, os dois cairão no buraco”.

Teólogos, pregadores, catequistas e educadores, que pretendem “guiar” outros sem ter-se deixado iluminar por Jesus, não devemos ouvir a sua interpelação? Vamos continuar a repetir incansavelmente as nossas doutrinas sem viver uma experiência pessoal de encontro com Jesus que nos abra os olhos e o coração?

A nossa Igreja, hoje, não necessita de pregadores que encham as igrejas de palavras, mas de testemunhas que contagiem, mesmo que de forma humilde, com a sua pequena experiência do evangelho. Não necessitamos de fanáticos que defendam “verdades” de forma autoritária e com linguagem vazia, cheios de clichês e frases feitas. Necessitamos de crentes de verdade, atentos à vida e sensíveis aos problemas das pessoas, buscadores de Deus capazes de escutar e acompanhar com respeito a tantos homens e mulheres que sofrem, procuram e não conseguem viver de uma maneira mais humana ou mais crente. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Vice-governador do estado de Washington, EUA deixa a vida pública e entra para os Jesuítas.

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Publicado em 21 março 2020
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Por que estou renunciando ao cargo eletivo e optando por ser jesuíta? Depoimento de Cyrus Habib, vice-governador do estado de Washington, EUA

"Nos últimos dois anos, senti-me chamado a uma vocação diferente, embora também orientada ao serviço e à justiça social. Senti um chamado para dedicar minha vida de maneira mais direta e pessoal a servir os marginalizados, capacitar os vulneráveis, curar aqueles que sofrem feridas espirituais e acompanhar os que discernem seu próprio futuro. Eu acredito que a melhor maneira de aprofundar meu compromisso com a justiça social é reduzir a complexidade da minha própria vida e dedicá-la ao serviço aos outros", escreve Cyrus Habib, vice-governador do estado de Washington, EUA, em artigo publicado por America Magazine, 19-03-2020.

 

Eis o depoimento.

Hoje cedo, anunciei que não disputarei a reeleição como vice-governador do estado de Washington e que decidi entrar para a Companhia de Jesus. Essa decisão decorre de dois anos de oração e cuidadoso discernimento.

Mas por causa desse processo ter sido em boa parte inteiramente privado, eu percebi que isso viria como uma grande surpresa aos meus eleitores e apoiadores. Muitos devem estar surpresos pelo porquê alguém que dispendeu os últimos oito anos escalando a carreira política e que tem uma significativa chance de assumir o governo no próximo ano trocaria uma vida de autoridade por uma de obediência. Eu quero tirar um momento pra discutir essa decisão, bem como para expressar minha profunda gratidão a todos aqueles que me ajudaram durante esses oito anos no cargo a que fui eleito, com tanto sucesso e gratificação.

Fui eleito deputado do estado em 2012, senador estadual em 2014 e vice-governador em 2016. Minhas razões para concorrer a esses cargos e minhas prioridades no cargo estavam firmemente enraizadas no ensino social católico, que coloca os pobres, os doentes, os deficientes, os imigrantes, os presos e todos os que estão marginalizados no centro de nossa agenda social e política. Eu sabia desde a infância como era ser excluído por ser um garoto cego de uma família iraniana e tentei usar o poder que me foi dado pelos eleitores para garantir que avançássemos urgentemente rumo ao dia em que ninguém se sentirá esquecido ou descartado em nossa sociedade.

Senti um chamado para dedicar minha vida de maneira mais direta e pessoal para estar a serviço dos marginalizados, capacitando os vulneráveis e curando aqueles que sofrem com as feridas espirituais.

Foi por isso que, como legislador, introduzi a legislação para estabelecer licenças médicas pagas em todo o estado e, por isso, que banquei a Lei de Direitos de Voto em Washington para tornar nossas eleições mais justas. E foi por isso que tornei o acesso ao ensino superior a principal prioridade no cargo de vice-governador e porque estou entusiasmado que, através das leis que criamos e dos programas que lançamos, removemos obstáculos ao acesso à faculdade para inúmeros washingtonianos que serão os primeiros em suas famílias a contemplar uma educação pós-secundária.

Nos últimos dois anos, porém, senti-me chamado a uma vocação diferente, embora também orientada ao serviço e à justiça social. Senti um chamado para dedicar minha vida de maneira mais direta e pessoal a servir os marginalizados, capacitar os vulneráveis, curar aqueles que sofrem feridas espirituais e acompanhar os que discernem seu próprio futuro. Para mim, isso está enraizado na minha fé: no Evangelho de Cristo. Mas meu desejo de encontrar algo maior do que eu, caminhando com os pobres e abandonados deste mundo, será familiar àqueles de muitas tradições espirituais diferentes. Eu acredito que a melhor maneira de aprofundar meu compromisso com a justiça social é reduzir a complexidade da minha própria vida e dedicá-la ao serviço aos outros.

Eu acredito que, embora certamente continuemos a precisar de pessoas de boa vontade para servir no cargo eletivo, enfrentar os desafios que nosso país enfrenta exigirá mais do que apenas a formulação de políticas.

As pessoas precisam desesperadamente de apoio espiritual e acompanhamento. Da nossa cultura descartável, que trata os trabalhadores e o meio ambiente como descartáveis, para uma nova geração de jovens ansiosos por mudar o mundo, mas lutando com ansiedade sem precedentes, alienação e outros desafios de saúde mental, até o medo e o isolamento que todos vivenciamos por consequência do coronavírus, é um momento em que precisamos nos ater à sabedoria daqueles que vieram antes e cultivar novas formas de sabedoria forjadas nos fogos de nosso momento presente.

A Igreja Católica luta com questões sociais e morais difíceis há 2 mil anos e, embora eu possa ser tão impaciente quanto alguém que se move vagarosamente, sei, por experiência própria, o quanto todos podemos nos beneficiar de um vocabulário moral que insiste na dignidade de cada pessoa. E também sei que, neste tempo de consumismo, desconfiança e polarização, muitos estadunidenses desejam um encontro com o transcendente, o rejubilante, o amoroso.

Eu mesmo sinto esse consolo toda vez que falo com meu orientador espiritual, o padre Mike Ryan, da Catedral de São Tiago, em Seattle. E porque Deus é grande o suficiente para falar conosco através de muitas tradições diferentes, senti isso quando tive o privilégio único de conhecer e aprender com o Dalai Lama no ano passado. Como pude resistir à oportunidade de participar, ainda que em pequena escala, do trabalho de renovação espiritual que dá vida e que nosso mundo e esses tempos precisam tão desesperadamente?

Os jesuítas são conhecidos por sua dedicação à educação, particularmente ao ensino superior, por sua filosofia de encontrar Deus em todas as pessoas, culturas e coisas, por defenderem uma igreja e um mundo mais inclusivos e por servirem como diretores espirituais enraizados nas práticas contemplativas da espiritualidade inaciana. E agora o papa Francisco, o primeiro papa jesuíta, trouxe esses valores com sua liderança para a igreja global e, ao fazer isso, inspirou uma geração de católicos a se envolver novamente com sua fé. Neste momento, é muito cedo para eu saber para onde minha vida como jesuíta me levará, mas estou confiante de que envolverá ensino, diálogo intercultural e inter-religioso, advocacy e acompanhamento espiritual.

Finalmente, e mais importante, quero agradecer a todos aqueles que me possibilitaram servir ao público na função eleita – a todos os voluntários, doadores, funcionários e colegas que me acompanharam nesta jornada. Valorizo mais as nossas realizações compartilhadas do que poderia escrever aqui. O cargo eleitoral e o serviço governamental são atividades profundamente nobres, e as pessoas com quem trabalhei apenas aprofundaram meu respeito por nossa forma de governo. Obrigado pelo que fizeram e pelo que continuarão fazendo pelo nosso país. Peço a todos que me mantenham em suas orações enquanto viajo nesta nova estrada; vocês, é claro, estarão nas minhas. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Decreto da Santa Sé sobre as celebrações da Semana Santa 2020

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Publicado em 21 março 2020
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  • Decreto da Santa Sé sobre as celebrações da Semana Santa 2020
  • Robert Card. Sarah

DECRETO

Em tempo de Covid-19

No tempo difícil que estamos a viver, devido à pandemia de Covid-19, considerando o caso de impedimento para celebrar a liturgia comunitariamente na igreja, tal como os bispos o têm indicado para os territórios de sua competência, chegaram a esta Congregação consultas relativas às próximas festividades pascais.

 

1 – Sobre a data da Páscoa.

Coração do ano litúrgico, a Páscoa não é uma festa como as outras: celebrada no arco de três dias, o Tríduo Pascal, precedida pela Quaresma e coroada pelo Pentecostes, não pode ser transferida.

 

2 – A Missa crismal.

Avaliando o caso concreto nos diversos países, o Bispo tem a faculdade de a adiar para data posterior.

 

3 – Indicações para o Tríduo Pascal.

Onde a autoridade civil e eclesial impôs restrições, atenda-se ao que se segue em relação ao Tríduo Pascal. Os Bispos darão indicações, de acordo com a Conferência Episcopal, para que na Igreja Catedral e nas Igrejas paroquiais, mesmo sem a participação dos fiéis, o bispo e os párocos celebrem os mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal, avisando os fiéis da hora de início de modo a que se possam unir em oração nas respectivas habitações. Neste caso são uma ajuda os meios de comunicação telemática em directo, não gravada.

 

A Conferência Episcopal e cada Diocese não deixem de oferecer subsídios para ajudar a oração familiar e pessoal.

 

Em Quinta-Feira Santa, nas Igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito, os sacerdotes da paróquia podem concelebrar a Missa na Ceia do Senhor; concede-se a título excepcional a todos os sacerdotes a faculdade de celebrar neste dia, em lugar adequado, a Missa sem o povo. O lava-pés, já facultativo, omite-se. No termo da Missa na Ceia do Senhor omite-se a procissão e o Santíssimo Sacramento guarda-se no Sacrário. Os sacerdotes que não tenham a possibilidade de celebrar a Missa, em vez dela rezarão as Vésperas (cf. Liturgia Horarum).

 

Em Sexta-Feira Santa, nas igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito, o Bispo / o pároco celebra a Paixão do Senhor. Na oração universal, o Bispo Diocesano terá o cuidado de estabelecer uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e pelos doridos que sofreram alguma perda (cf. Missal Romano, pág. 253, n. 12).

 

Domingo de Páscoa. A Vigília Pascal celebra-se apenas nas igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito. Para o “Início da vigília ou Lucernário” omite-se o acender do fogo, acende-se o círio e, omitindo a procissão, segue-se o precónio pascal (Exsultet). Segue-se a “Liturgia da Palavra”. Para a “Liturgia baptismal”, apenas se renovam as promessas batismais (cf. Missal Romano, pág. 320, n. 46). Segue-se a “Liturgia eucarística”.

Aqueles que não podem de modo nenhum unir-se à Vigília Pascal celebrada na igreja, rezam o Ofício de Leituras indicado para o Domingo de Páscoa (cf. Liturgia Horarum).

 

Para os mosteiros, os seminários e as comunidades religiosas, o Bispo diocesano decidirá.

As expressões de piedade popular e as procissões que enriquecem os dias da Semana Santa e do Tríduo Pascal, a juízo do Bispo diocesano poderão ser transferidas para outros dias convenientes, por ex., 14 e 15 de Setembro.

De mandato Summi Pontifcis pro hoc tantum anno 2020 [Por mandato do Sumo Pontífce apenas para este ano de 2020].

Sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 19 de Março de 2020, Solenidade de São José, Padroeiro da Igreja Universal.

 

Robert Card. Sarah

Prefeito

 

Arthur Roche

Arcebispo Secretário

Igrejas desafiam recomendação de suspender missas e cultos diante da pandemia do coronavírus

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Publicado em 20 março 2020
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Igrejas desafiam recomendação de suspender missas e cultos diante da pandemia do coronavírus

São Paulo sugere cancelamento de encontros religiosos. Cúpula católica no Estado fala em aumentar missas para minimizar contato. Pastor Silas Malafaia, no Rio, promete manter culto

 

“Em nome de Jesus, nenhum mal te sucederá nem praga alguma chegará à tua casa.” Citando o salmo 91, da Bíblia Sagrada, o pastor Silas Malafaia instiga seguidores a não temerem a pandemia de coronavírus que já infectou quase 200.000 pessoas pelo mundo. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo publicou o vídeo em suas redes sociais horas depois do governador de São Paulo, João Doria, recomendar a templos e igrejas da capital do Estado e região metropolitana a suspensão de cultos e missas que promovam aglomeração de fiéis.

Desde a manifestação dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil, Malafaia tem comprado briga com autoridades e até correligionários de outras igrejas pela manutenção das cerimônias abertas ao público. Ele admite, entretanto, encerrar cultos em localidades que decretem estado de emergência. Na última quarta-feira, o pastor afirmou que só fecharia sua igreja por ordem da Justiça, que, de fato, foi instada a deliberar sobre o tema. O Ministério Público do Estado do Rio ajuizou uma ação civil pública proibindo Malafaia de realizar aglomerações e prevendo multa para desobediência. A Justiça estadual do Rio negou o pedido.

Assim como ele, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, se recusa a interromper os cultos presenciais pelo país, afirmando que a epidemia é inofensiva e se trata de “mais uma tática de Satanás”.

Ana Paula Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, que fechou templos e anunciou a continuidade de suas celebrações apenas via transmissão online, criticou líderes religiosos que relutam em tomar postura semelhante. Ela sugere que o dízimo seja arrecadado pela Internet. Em outro vídeo, Malafaia respondeu à pastora, alegando que, pelo fato de sua igreja contar com tecnologia para cobrança virtual das contribuições, não mantêm eventos públicos pelo interesse nas ofertas dos fiéis, mas sim por convicção espiritual.

“Nunca cobrei um centavo para pregar o Evangelho”, diz o pastor. “Ninguém tá mandando o crente ir pra igreja. Enquanto tiver transporte coletivo circulando, minha igreja vai continuar aberta com culto. Se fechar tudo no mundo, a igreja é o último reduto de fé e esperança. Se entrar alguém pela porta desesperado com coronavírus, eu tenho que impor as mãos sobre a pessoa. Vai ter sempre uma porta aberta na minha igreja”, esbravejou ao qualificar a crítica de Valadão como uma “fala do inferno e do nosso meio”.

Alheio à troca de farpas entre pastores evangélicos, Doria explicou durante o anúncio da recomendação, válida por 60 dias, que os espaços religiosos podem permanecer abertos, porém com limitação de público em suas dependências, respeitando o espaçamento de pelo menos 3 metros entre os fiéis. “Não significa o fechamento de igrejas, templos ou outras áreas em que as pessoas se reúnem para fazer orações. É apenas uma recomendação para que não promovam mais, presencialmente, missas e cultos”, disse o governador. A medida despreza o rigor demandado pelo Ministério Público de São Paulo, que, nesta quarta, havia cobrado de Governo e Prefeitura, devido à concentração de casos do coronavírus no Estado, a publicação de decretos que obrigassem o fechamento de recintos como igrejas, estabelecendo punições a quem os descumprisse.

A resistência em fechar as igrejas encontra eco no Congresso. Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) solicitou a reabertura de templos religiosos que foram fechados em outros Estados por recomendação de Governos sob a justificativa de “acolher os desesperados” nos refúgios contra o que chama de “pandemia maligna”. 

A Igreja Católica também evita acatar as recomendações. Liderada pelo arcebispo Dom Odilo Scherer, a Arquidiocese de São Paulo reafirma o posicionamento divulgado na semana passada, em defesa da manutenção de igrejas abertas, mas com um maior número de celebrações litúrgicas por dia, na tentativa de prevenir grandes aglomerações, e sugestão a fiéis idosos ou em grupos de risco da Covid-19 para acompanhar as missas de casa.

No Ceará, já há missas virtuais. O Dia de São José, padroeiro dos trabalhadores e das famílias, é celebrado virtualmente nas paróquias de Fortaleza e Canindé, por exemplo.

Em tom reativo às pressões para fechar igrejas, pastores como Silas Malafaia utilizam discursos inflamados como forma de encorajar seus devotos. “Não repassem nada de coisa ruim sobre coronavírus nas redes sociais”, pregou o pastor da Assembleia de Deus ao rogar aos fiéis que não tenham medo da pandemia. “Que todas as previsões das autoridades caiam por terra.” Até esta quinta-feira, o Brasil já registrou 621 casos confirmados de coronavírus e sete mortes, cinco delas em São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, a estimativa é que o número de infecções no país siga crescendo pelo menos até junho. Fonte: https://brasil.elpais.com

Adiada a realização da 58ª Assembleia Geral da CNBB

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Publicado em 20 março 2020
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CNBB toma medidas de precaução com relação ao coronavírus. As palavras o o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

 

Brasília

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) adotou uma série de medidas para conter a transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Entre elas estão o cancelamento de reuniões pastorais anteriormente agendadas, como é o caso da reunião do Conselho Permanente, órgão eletivo e deliberativo, de orientação e acompanhamento da atuação da Conferência e dos organismos a ela vinculados, que estava agendada para a próxima semana, nos dias 24 a 26 de março.

Também em conformidade com o artigo 52 do Estatuto Canônico da Conferência e o artigo 203 do Regimento da Conferência, a presidência tendo ouvido os membros do Conselho Permanente decidiu adiar a realização da 58ª Assembleia Geral da CNBB, que aconteceria nos dias 22 a 30 de abril. A proposta, segundo o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, é que a Assembleia seja realizada agora nos dias 12 a 20 de agosto, a depender de reversão do atual quadro pandêmico.

De acordo com ele tais medidas foram tomadas com base em um processo “gradativo de cuidado”. Ainda com relação às atitudes tomadas, como prevenção, a presidência decidiu por manter a sede da Conferência, localizada em Brasília (DF), fechada. Os serviços prestados nos outros setores da entidade continuarão sendo feitos via teletrabalho.

Tendo em vista a Campanha da Fraternidade deste ano que interpela a questão do “cuidado”, dom Joel reforçou que o momento é de prevenção.  “Precisaremos nos manter afastados, por enquanto, como forma de cuidado a nós mesmos e às outras pessoas”, finalizou. Ainda com relação ao trabalho desenvolvido pelas Comissões da Conferência, embora os assessores não estejam trabalhando presencialmente na sede, eles continuarão mantendo suas atividades também à distância, via internet. Fonte: CNBB

Coronavírus mata dezenas de padres no norte da Itália

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Publicado em 20 março 2020
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Eles morrem como seus fiéis, sem missa ou ritual fúnebre. O coronavírus está matando muitos padres na região norte da Itália: uma dezena em Bérgamo, além de outros em Parma, Milão e Cremona.

 

A diocese de Bérgamo, uma das cidades mais afetada pela pandemia, confirmou que pelo menos 10 padres morreram depois de contrair a doença, segundo o jornal católico Avvenire. As mortes são tão numerosas que "o censo é difícil de estabelecer", afirmou a publicação.

O jornal L'Eco di Bergamo, por sua vez, publicou ao menos 160 anúncios de morte em sua edição de 15 de março, cinco vezes a mais na comparação com um dia normal. De acordo com o veículo, morreram cinco padres na diocese de Parma, dois em Milão e Cremona e um em Brescia. Há ainda diversos sacerdotes infectados — alguns deles internados em unidades de terapia intensiva.

Ao lado de médicos e enfermeiras, os padres prestam auxílio espiritual aos enfermos, uma missão necessária nesta região da Itália particularmente religiosa.

— Equipados com máscara, gorro, luvas, blusa e óculos, os padres caminham pelos corredores como zumbis — disse Claudio del Monte, padre de uma paróquia de Bérgamo, à agência italiana Adnkronos.

Os necrotérios não têm espaço para acomodar os caixões e os enviam para o cemitério:

— Não sabemos mais onde colocar os mortos. Utilizamos algumas igrejas. Tudo isso diz respeito aos sentimentos mais profundos — afirmou o arcebispo de Bérgamo, monsenhor Francesco Beschi, entrevistado pelo Vatican News.

A rádio da Conferência Episcopal Italiana, InBlu, explicou que devido às medidas para evitar a propagação do coronavírus, os padres devem evitar a unção dos enfermos, sacramento católico para pessoas doentes que estão próximas da morte.

— Um padre que perdeu o pai me ligou. Ele está em quarentena, a mãe está em quarentena sozinha em outra casa, seus irmãos estão em quarentena e os funerais estão proibidos. Será enterrado no cemitério sem que ninguém possa participar de um momento de piedade humana e cristã — contou o arcebispo Beschi.

O religioso considera que o número de padres mortos em sua diocese é "realmente alto", assim como o daqueles que estão em "condição particularmente grave". Como todas as outras vítimas do novo coronavírus, os padres falecidos foram sepultados sem o rito fúnebre.

"Estou muito impressionado com o sofrimento que padecem, pela morte solitária, sem a companhia das famílias, tão dolorosa", acrescentou Beschi em um comunicado.

Comovido com a situação difícil de Bérgamo, o papa Francisco ligou na quarta-feira para o arcebispo Beschi para expressar "apoio aos padres, aos enfermos, aos que cuidam dos pacientes e a toda nossa comunidade", disse.

Francisco considera que "as medidas draconianas nem sempre são boas" e pediu aos bispos e padres que não deixem os fiéis sozinhos ante o coronavírus. A declaração foi percebida como uma crítica indireta às restrições drásticas impostas pela Itália para conter a propagação do vírus e que incluem a proibição de viagens e de visitas, como a dos padres que diariamente se encontravam com idosos isolados. O governo também proibiu a celebração de missas, casamentos e funerais. Fonte: https://extra.globo.com

Mais de 10 padres mortos pelo Coronavírus na Itália

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Publicado em 18 março 2020
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Andressa Collet – Cidade do Vaticano – O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (16), que a pandemia do Covid-19 é “a grande crise sanitária global dos nossos tempos”.

Pela primeira vez, o número de mortes pelo coronavírus no mundo superou aquele da China e são mais de 85 mil contágios. As medidas de restrição para conter a disseminação da doença estão sendo adotadas, inclusive, dentro da Igreja católica para preservar fiéis e consagrados.

Na Itália, um comunicado oficial da Conferência Episcopal lembrou que o período é “de grande responsabilidade” e “proximidade ao país”. A pandemia, porém, mesmo com as disposições, atingiu os responsáveis pela atenção pastoral aos fiéis.

Segundo reporta a agência de notícias ACI, onze sacerdotes já morreram na Itália, vítimas do Covid-19. A maioria estava na região da Lombardia, de onde se originou a disseminação do coronavírus no país: 6 morreram na cidade de Bérgamo, três em Bréscia e um em Cremona. O outro padre falecido estava na região da Emilia-Romagna. Os infectados pelo Covid-19 No caso de Bérgamo, os dois últimos sacerdotes falecidos são Pe. Silvano Sirtoli, de 59 anos, e Pe. Giancarlo Nava, de 70 anos. Outros 20 padres testaram positivo e alguns, inclusive, já se recuperaram.

Entre os infectados pelo Covid-19 está o bispo de Bérgamo, Dom Francesco Beschi, que segue se recuperando bem. Já o bispo de Cremona, Dom Antonio Napolioni, recuperado, retornou à residência episcopal nesta segunda-feira (16) para o período de convalescença e 14 dias de quarentena. Depois, o prelado deverá refazer os exames para confirmar que já não tem a doença. Período “perfeito” de conversão Dom Atonio assegura que esta crise deve ser vivida como “uma oportunidade para a conversão” neste tempo de Quaresma.

Em entrevista concedida ao Vatican News, quando ainda estava internado, mostrou pesar pelo falecimento, no mesmo hospital em que se encontrava em Bérgamo, do sacerdote de 75 anos, Pe. Vincenzo Rini, ex-presidente da agência SIR (Serviço de Informação Religiosa), diretor do semanário diocesano “La Vitta Cattolica” e presidente da Federação Italiana de Semanários Católicos. Ao viver a doença em primeira pessoa, o bispo exortou a não ter medo e a aproveitar este período de isolamento domiciliar para “redescobrir a presença do Senhor de uma forma muito mais poderosa e fiel”. Uma Quaresma “dramaticamente dura, mas precisamente, por isso, perfeita”. Fonte: https://fdamiaonoticias.blogspot.com

Em São Paulo, paróquia realiza missa campal observando série de medidas

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Publicado em 18 março 2020
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Frente ao avanço da COVID-19, o padre Michelino Roberto da paróquia Nossa Senhora do Brasil, no bairro Jardim América da cidade de São Paulo (SP) consultou os paroquianos sobre alternativas para manter as celebrações eucarísticas mantendo, contudo, a segurança.

Foi da consulta que nasceu a ideia de fazer missa campal, realizada no último domingo, 15 de março, em frente à Igreja. A experiência, segundo o religioso, foi endossada por médicos que são paroquianos e ampliada com uma série de medidas como receber os fieis com álcool gel, a organização das cadeiras mantendo uma distância entre os fieis. Entre as medidas, a paróquia também disponibilizou máscaras para quem desejasse.

Os ministros extraordinários da Comunhão adotaram a prática de higienizar e lavar as mãos antes da missa e com álcool gel pouco antes do momento da comunhão que foi dada nas mãos. O padre informou ainda que foi suprimido da liturgia o abraço da paz e tirada a água benta da porta.

Outro recurso que está sendo usado, neste tempo do coronavírus, para manter reuniões na paróquia são videoconferências com o recurso de plataformas digitais. Segundo o padre Michelino, a opção de fazer missas campais, em lugares abertos, pode ser uma alternativa segura desde que observadas as medidas como manter o distanciamento, cuidado com a higiene e realizar missas com intervalo de horários menores para evitar aglomerações. Fonte: http://www.cnbb.org.br

Silas Malafaia: 'Governador nenhum vai suspender meus cultos'

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Publicado em 16 março 2020
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Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do país, e amigo de Jair Bolsonaro, não pretende fechar as portas de seus templos durante a pandemia da Covid-19.

Alega que não vê sentido em suspender cultos, pelo menos enquanto estabelecimentos como shoppings estiverem funcionando e os transportes públicos rodando. Ele só enxerga a possibilidade de dar uma pausa nas cerimônias religiosas caso a situação se agrave ainda mais e o país praticamente pare.

Nos últimos dias, governadores país afora tomaram medidas para proibir eventos com grande aglomeração de pessoas. No Distrito Federal, por exemplo, Ibaneis Rocha (DF) determinou, inclusive, o fechamento temporário de academias de ginástica.

Malafaia adianta que não vai acatar eventuais interferências do Estado:

— Governador nenhum vai suspender meus cultos. Eles não são nem doidos. Não têm poder para isso, só com determinação Judicial. Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

Primeiro padre afetado por coronavírus morre na Itália

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Publicado em 15 março 2020
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O jornal Avvenire dos bispos italianos informou que o padre de 75 anos, Dom Vincenzo Rini, morreu neste sábado por causa do coronavírus ou COVID-19.

"Alguns dias atrás ele estava se recuperando no hospital principal de Cremona, mas suas condições pioraram irreversivelmente", relata Avvenire sobre o padre que era presidente da agência SIR (Serviço de Informações Religiosas), diretor do semanário diocesano La Vita Cattolica e presidente Federação Italiana dos semanários católicos (FISC).

O bispo Rini será enterrado na capela canônica no cemitério de Cremona.

O Bispo de Cremona, Dom Antonio Napolioni, que também está se recuperando da infecção por coronavírus, expressou suas condolências e proximidade com a família e os amigos do padre falecido.

Vincenzo Corrado, diretor do escritório de comunicações da Conferência Episcopal Italiana, e P. Iván Maffeis, subsecretário; eles também transmitiram suas condolências.

"Don Vincenzo tinha a capacidade de ler e compor o fragmento do todo", indicaram e enfatizaram que "cada encontro com ele sempre foi uma janela de esperança, essa virtude que se destacou em sua vida".

Dom Rini dirigiu o semanário Cremona por 30 anos até 2016. Embora se aposentasse da esfera de reportagem jornalística, continuou escrevendo outras coisas, incluindo romances, e atuou em outros cargos nos níveis local e nacional.

Por dois anos, trabalhou como assistente eclesiástico nacional dos congressos culturais "Maria Cristina di Savoia", posição que lhe foi conferida pela Conferência Episcopal Italiana (CEI).

Com mais de 1.250 mortes neste sábado, a Itália é o país com mais mortes por coronavírus fora da China. Estima-se que no país europeu existam quase 18 mil casos confirmados. Fonte: https://www.aciprensa.com

Justiça suspende missas no Santuário Nacional de Aparecida por causa do coronavírus, SP

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Publicado em 15 março 2020
  • Santuário Nacional de Aparecida
  • Coronavírus e Missa
  • Missa e o Coronavirus
  • COVID-19
  • Justiça suspende missas no Santuário Nacional de Aparecida
  • juíza Luciene Belan Ferreira Allemand
  • suspensão de missas e eventos no Santuário Nacional de Aparecida

Decisão é deste sábado (14) e leva em consideração avanço dos casos de coronavírus. Apesar disso, as visitas seguem liberadas aos fiéis.

 

Por G1 Vale do Paraíba e Região

A Justiça determinou neste sábado (14) a suspensão de missas e eventos no Santuário Nacional de Aparecida (SP). A decisão leva em consideração a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no mundo e o avanço dos casos no Brasil. A visitação dos fiéis ao templo, contudo, está liberada.

A ação foi proposta pelo Ministério Público em razão da Covid-19. Na tarde deste sábado, a juíza Luciene Belan Ferreira Allemand acatou o pedido em caráter liminar para suspensão das missas no maior templo mariano do mundo.

"Pelo exposto, antecipo os efeitos da tutela, em razão da ameaça de contaminação e disseminação da doença, por se trata de medida de saúde pública, evitando-se, assim, a exposição de diversas pessoas ao vírus, bem como suas consequências , deferindo a liminar para impedir a realização de quaisquer eventos no Santuário Nacional de Aparecida (...)", diz trecho da decisão.

Segundo a decisão, a suspensão é por 30 dias e, caso seja necessário, pode ser prorrogada. O prazo estipulado afeta as celebrações da Sexta-feira Santa e Páscoa no Santuário.

A última missa no templo foi celebrada às 12h deste sábado. A Basílica de Aparecida comporta 35 mil fiéis em torno do Altar Central, onde são realizadas as principais celebrações do templo.

De acordo com o Santuário Nacional, as visitas aos fiéis estão liberadas. Além disso, a limpeza dos espaços comuns foram reforçadas e o posto médico do templo criou um fluxo de atendimento orientado pela Secretaria de Saúde.

Aparecida (SP) não tem nenhum caso suspeito de coronavírus.

 

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (14) novo balanço dos casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil: são 121 casos. Além disso, o balanço tem os seguintes destaques:

-121 casos confirmados, eram 98 na sexta-feira

-1.496 suspeitos

-1.413 casos descartados

No estado de São Paulo subiu para 65 o número de casos confirmados. O estado representa 53,7% dos casos de todo o Brasil.

Segundo a Secretaria da Saúde, são 62 casos confirmados na capital, 1 em Santana do Parnaíba, 1 em Ferraz de Vasconcelos e 1 em Carapicuíba.

Além dos confirmados, São Paulo também tem 752 casos suspeitos e 545 descartados. Fonte: https://g1.globo.com

Vaticano anuncia que celebrações da Semana Santa serão realizadas sem fiéis na Praça São Pedro

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Publicado em 15 março 2020
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Objetivo é evitar propagação do novo coronavírus.

 

As celebrações litúrgicas da Semana Santa serão realizadas sem os fiéis na Praça de São Pedro, anunciou o Vaticano neste domingo (15). A decisão tem o objetivo de evitar a propagação do novo coronavírus.

“Devido à atual emergência sanitária, todas as celebrações litúrgicas da Semana Santa serão realizadas sem a presença física dos fiéis”, afirmou o Vaticano em comunicado. “Da mesma forma, comunicamos que domingo, 12 de abril de 2020, a recitação do ‘Angelus’ pelo papa Francisco será transmitida apenas via ‘streaming’”, acrescentou o Vaticano.

As missas afetadas são as do Domingo de Ramos (5 de abril), quinta-feira santa (dia 9 de abril), Sexta-feira Santa e o Caminho da Cruz no Coliseu Romano (10 de abril), Sábado Sagrado da Vigília Pascal (11 de abril) e Domingo de Páscoa (12 de abril) com a tradicional benção "Urbi et Orbi".

Até 12 de abril as orações de Angelus só podem ser vistas ao vivo no site do Vaticano.

Desde a semana passada, o papa Francisco realizou audiências gerais e o Angelus sem os fiéis para evitar a propagação. O pontífice também tem mantido a distância prudente recomendada de seus interlocutores. A basílica e a Praça de São Pedro permanecem fechadas, seguindo as recomendações das autoridades italianas. Fonte: https://g1.globo.com

Coronavirus: Orientações da Diocese de Itaguaí.

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Publicado em 15 março 2020
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  • Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap,
  • Dom Ubiratan Lopes,

O Bispo da Diocese de Itaguaí/RJ, Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap, orienta o povo de Deus sobre a participação nos eventos religiosos na Diocese.  Convento do Carmo de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 14 de março-2020. www.instagram.com/freipetronio

Domingo 15: Terceiro Domingo da Quaresma - Ano A

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Publicado em 14 março 2020
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A Palavra de Deus que hoje nos é proposta afirma, essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita.
A primeira leitura mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação.

 

PRIMEIRA LEITURA - Ex 17,3-7

O texto que nos é proposto como primeira leitura pertence às "tradições sobre a libertação" (cf. Ex 1-18). Trata-se de um bloco de tradições que narram a libertação dos hebreus do Egipto (por acção de Jahwéh e do seu servo Moisés) e a caminhada pelo deserto até ao Sinai.

O texto leva-nos até ao deserto do Sinai. O vers. 1 do nosso texto situa o episódio de Massa/Meribá nos arredores de Refidim, provavelmente no sul da península do Sinai (cf. Nm 33,14-15); mas Nm 20,7-11 situa-o nos arredores de Kadesh, a norte (aliás, não é possível traçar com rigor o caminho percorrido pelos hebreus, desde o Egito até à Terra Prometida: estamos diante de textos que provêm de "fontes" diferentes, aqui combinados por um redactor final; e essas "fontes" referem-se, provavelmente, a viagens distintas e a grupos distintos, que em épocas distintas atravessaram o deserto do Sinai). De qualquer forma, também não interessa definir exatamente o enquadramento geográfico: mais do que escrever um diário de viagem, aos catequistas de Israel interessa fazer uma catequese sobre o Deus libertador, que conduziu o seu Povo da terra da escravidão para a terra da liberdade.
A questão fundamental para este grupo de fugitivos que, chefiados por Moisés, fugiu do Egito, é a questão da sobrevivência num cenário desolado como é o deserto do Sinai. Os beduínos conheciam diversos "truques" que lhes asseguravam a sobrevivência no deserto. Um desses "truques" pode relacionar-se com o texto que nos é proposto... Alguns autores garantem a existência no deserto do Sinai de rochas porosas que, quando quebradas em certos lugares, permitem o aproveitamento da água aí armazenada. Terá sido qualquer coisa parecida que aconteceu na caminhada dos hebreus e que deixou um sinal na memória do Povo? É possível; mas o importante é que Israel viu no facto um sinal da presença e do amor do Deus libertador.

 

MENSAGEM

Este episódio é um episódio paradigmático, que reproduz as vicissitudes e as dificuldades da caminhada histórica do Povo de Deus.

Desde que o Povo fugiu do Egito, até chegar a este lugar (Massa/Meribá, segundo os autores do relato), Jahwéh manifestou, de mil formas, o seu amor por Israel... No episódio da passagem do mar (cf. Ex 14,15-31), no episódio da água amarga transformada em água doce (cf. Ex 15,22-27), no episódio do maná e das codornizes (cf. Ex 16,1-20), Deus mostrou o seu empenho em conduzir o seu Povo para a liberdade e em transformar a experiência de morte numa experiência de vida... Jahwéh mostrou, sem margem para dúvidas, estar empenhado na salvação do seu Povo. Depois dessas experiências, Israel já não devia ter qualquer dúvida sobre a vontade salvadora de Deus e sobre o seu projeto de libertação.
No entanto, não é isso que acontece. Diante das dificuldades da caminhada, o Povo esquece tudo o que Jahwéh já fez e manifesta as suas dúvidas sobre os objetivos de Deus. A falta de confiança em Deus ("o Senhor está ou não no meio de nós?" - vers. 7) conduz ao desespero e à revolta. O Povo entra em contenda com Moisés (o nome "meribá" vem da raíz "rib" - "entrar em contencioso") e desafia Deus a clarificar, através de um gesto espetacular, de que lado está (o nome "massa" vem da raíz "nsh" - "tentar", no sentido de "provocar"). Acusam Deus de ter um projeto de morte, apesar de Ele, tantas vezes, ter demonstrado que o seu projeto é de vida e de liberdade. Afinal, depois de tantas provas, Israel ainda não fez uma verdadeira experiência de fé: não aprendeu a confiar em Deus e a entregar-se nas suas mãos.

Como é que Deus reage à ingratidão e à falta de confiança do seu Povo? Com "paciência divina", Deus responde mais uma vez às necessidades do seu Povo e oferece-lhe a água que dá vida. À pergunta do Povo ("o Senhor está ou não no meio de nós?"), Deus responde provando que está, efectivamente, no meio do seu Povo.

Desta forma os israelitas - e os crentes de todas as épocas - são convidados a reter esta verdade definitiva: o Senhor é o Deus que está sempre presente na caminhada histórica do seu Povo oferecendo-lhe, em cada passo da caminhada, a vida e a salvação.

 

ATUALIZAÇÃO

A caminhada dos hebreus pelo deserto é, um pouco, o espelho da nossa caminhada pela vida. Todos nós fazemos, todos os dias, a experiência de um Deus libertador e salvador, que está presente ao nosso lado, que nos estende a mão e nos faz passar da escravidão para a liberdade. No entanto, ao longo da travessia do deserto que é a vida, experimentamos, em certas circunstâncias, a nossa pequenez, a nossa dependência, as nossas limitações e a nossa finitude; as dificuldades, o sofrimento e o desencanto fazem-nos duvidar da bondade de Deus, do seu amor, do seu projeto para nos salvar e para nos conduzir em direção à verdadeira felicidade. No entanto, a Palavra de Deus deste domingo garante-nos: Deus nunca abandona o seu Povo em caminhada pela história... Ele está ao nosso lado, em cada passo da caminhada, para nos oferecer gratuitamente e com amor a água que mata a nossa sede de vida e de felicidade.

Ao longo da caminhada do Povo de Deus pelo deserto vêm ao de cima as limitações e as deficiências de um grupo humano ainda com mentalidade de escravo, agarrado à mesquinhez, ao egoísmo e ao comodismo, que prefere a escravidão ao risco da liberdade. No entanto, Deus lá está, ajudando o Povo a superar mentalidades estreitas e egoístas, fazendo-o ir mais além e obrigando-o a amadurecer. À medida que avança, de mãos dadas com Deus, o Povo vai-se renovando e transformando, vai alargando os horizontes, vai-se tornando um Povo mais responsável, mais consciente, mais adulto e mais santo.

É esta, também, a experiência que fazemos. Muitas vezes somos egoístas, orgulhosos, comodistas, "meninos mimados" que passam a vida a lamentar-se e a acusar Deus e os outros pelos "dói-dóis" que a vida nos faz. No entanto, as dificuldades da caminhada não são um castigo ou uma derrota; são, tantas vezes, parte dessa pedagogia de Deus para nos forçar a ir mais além, para nos renovar, para nos amadurecer, para nos tornar menos orgulhosos e autosuficientes. Devíamos, talvez, aprender a agradecer a Deus alguns momentos de sofrimento e de fracasso que marcam a nossa vida, pois através deles Deus faz-nos crescer.

 

EVANGELHO - Jo 4,5-42

 

AMBIENTE

O Evangelho deste domingo situa-nos junto de um poço, na cidade samaritana de Sicar. A Samaria era a região central da Palestina - uma região heterodoxa, habitada por uma raça de sangue misturado (de judeus e pagãos) e de religião sincretista.
Na época do Novo Testamento, existia uma animosidade muito viva entre samaritanos e judeus. Historicamente, a divisão começou quando, em 721 a.C., a Samaria foi tomada pelos assírios e foi deportada cerca de 4% da população samaritana. Na Samaria instalaram-se, então, colonos assírios que se misturaram com a população local. Para os judeus, os habitantes da Samaria começaram, então, a paganizar-se (cf. 2 Re 17,29). A relação entre as duas comunidades deteriorou-se ainda mais quando, após o regresso do Exílio, os judeus recusaram a ajuda dos samaritanos (cf. Esd 4,1-5) para reconstruir o Templo de Jerusalém (ano 437 a.C.) e denunciaram os casamentos mistos. Tiveram, então, de enfrentar a oposição dos samaritanos na reconstrução da cidade (cf. Ne 3,33-4,17). No ano 333 a.C., novo elemento de separação: os samaritanos construíram um Templo no monte Garizim; no entanto, esse Templo foi destruído em 128 a.C. por João Hircano. Mais tarde, as picardias continuaram: a mais famosa aconteceu por volta do ano 6 d.C., quando os samaritanos profanaram o Templo de Jerusalém durante a festa da Páscoa, espalhando ossos humanos nos átrios.

Os judeus desprezavam os samaritanos por serem uma mistura de sangue israelita com estrangeiros e consideravam-nos hereges em relação à pureza da fé jahwista; e os samaritanos pagavam aos judeus com um desprezo semelhante.
A cena passa-se à volta do "poço de Jacob", situado no rico vale entre os montes Ebal e Garizim, não longe da cidade samaritana de Siquém (em aramaico, Sicara - a atual Askar). Trata-se de um poço estreito, aberto na rocha calcária, e cuja profundidade ultrapassa os 30 metros. Segundo a tradição, teria sido aberto pelo patriarca Jacob... Os dados arqueológicos revelam que o "poço de Jacob" serviu os samaritanos entre o ano 1000 a.C. e o ano 500 d.C. (embora ainda hoje se possa extrair dele água).
O "poço" acaba por transformar-se, na tradição judaica, num elemento mítico. Sintetiza os poços abertos pelos patriarcas e a água que Moisés fez brotar do rochedo no deserto (primeira leitura de hoje); mas, sobretudo, torna-se figura da Lei (do poço da Lei brota a água viva que mata a sede de vida do Povo de Deus), que a tradição judaica considerava observada já pelos patriarcas, antes de ser dada ao Povo por Moisés.
O Evangelho segundo São João apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar um Homem Novo. No chamado "Livro dos Sinais" (cf. Jo 4,1-11,56), o autor apresenta - recorrendo aos "sinais" da água (cf. Jo 4,1-5,47), do pão (cf. Jo 6,1-7,53), da luz (cf. Jo 8,12-9,41), do pastor (cf. Jo 10,1-42) e da vida (cf. Jo 11,1-56) - um conjunto de catequeses sobre a acção criadora do Messias.

O nosso texto é, exactamente, a primeira catequese do "Livro dos Sinais": através do "sinal" da água, o autor vai descrever a acção criadora e vivificadora de Jesus.

 

MENSAGEM

No centro da cena, está o "poço de Jacob". À volta do "poço" movimentam-se as personagens principais: Jesus e a samaritana.

A mulher (aqui apresentada sem nome próprio) representa a Samaria, que procura desesperadamente a água que é capaz de matar a sua sede de vida plena. Jesus vai ao encontro da "mulher". Haverá neste episódio uma referência ao Deus/esposo que vai ao encontro do povo/esposa infiel para lhe fazer descobrir o amor verdadeiro? Tudo indica que sim (aliás, o profeta Oseias, o grande inventor desta imagem matrimonial para representar a relação Deus/Povo, pregou aqui, na Samaria).

O "poço" representa a Lei, o sistema religioso à volta do qual se consubstanciava a experiência religiosa dos samaritanos. Era nesse "poço" que os samaritanos procuravam a água da vida plena. No entanto: o "poço" da Lei correspondia à sede de vida daqueles que o procuravam? Não. Os próprios samaritanos tinham reconhecido a insuficiência do "poço" da Lei e haviam buscado a vida plena noutras propostas religiosas (por isso, Jesus faz referência aos "cinco maridos" que a mulher já teve: há aqui, provavelmente, uma alusão aos cinco deuses dos samaritanos de que se fala em 2 Re 17,29-41).
Estamos, pois, diante de um quadro que representa a busca da vida plena. Onde encontrar essa vida? Na Lei? Noutros deuses? A mulher/Samaria dá conta da falência dessas "ofertas" de vida: elas podem "matar a sede" por curtos instantes; mas quem procura a resposta para a sua realização plena nessas propostas voltará a ter sede.
É aqui que entra a novidade de Jesus. Ele senta-se "junto do poço", como se pretendesse ocupar o seu lugar; e propõe à mulher/Samaria uma "água viva", que matará definitivamente a sua sede de vida eterna (vers. 10-14). Jesus passa a ser o "novo poço", onde todos os que têm sede de vida plena encontrarão resposta para a sua sede.
Qual é a água que Jesus tem para oferecer? É a "água do Espírito" que, no Evangelho de João, é o grande dom de Jesus. Na conversa com Nicodemos, Jesus já havia avisado que "quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" - Jo 3,5; e quando Jesus se apresenta como a "água viva" que matará a sede do homem, João tem o cuidado de explicar que Ele se referia ao Espírito, que iam receber aqueles que acreditassem n'Ele (cf. Jo 7,37-39). Esse Espírito, uma vez acolhido no coração do homem, transforma-o, renova-o e torna-o capaz de amar Deus e os outros.
Como é que a mulher/Samaria responde ao dom de Jesus? Inicialmente, ela fica confusa. Parece disposta a remediar a situação de falência de felicidade que caracteriza a sua vida, mas ainda não sabe bem como: essa vida plena que Jesus está a propor-lhe significa que a Samaria deve abandonar a sua especificidade religiosa e ceder às pretensões religiosas dos judeus, para quem o verdadeiro encontro com Deus só pode acontecer no Templo de Jerusalém e na instituição religiosa judaica ("nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar")?

No entanto, Jesus nega que se trate de escolher entre o caminho dos judeus e o caminho dos samaritanos. Não é no Templo de pedra de Jerusalém ou no Templo de pedra do monte Garizim que Deus está... O que se trata é de acolher a novidade do próprio Jesus, aderir a Ele e aceitar a sua proposta de vida (isto é, aceitar o Espírito que Ele quer comunicar a todos os homens).

Dessa forma - e só dessa forma - desaparecerá a barreira de inimizade que separa os povos - judeus e samaritanos. A única coisa que passa a contar é a vida do Espírito que encherá o coração de todos, que a todos ensinará o amor a Deus e aos outros e que fará de todos - sem distinção de raças ou de perspectivas religiosas - uma família de irmãos.
A mulher/Samaria responde à proposta de Jesus abandonando o cântaro (agora inútil), e correndo a anunciar aos habitantes da cidade o desafio que Jesus lhe faz. O texto refere, ainda, a adesão entusiástica de todos os que tomam conhecimento da proposta de Jesus e a "confissão da fé": Jesus é reconhecido como "o salvador do mundo" - isto é, como Aquele que dá ao homem a vida plena e definitiva (vers. 28-41).

O nosso texto define, portanto, a missão de Jesus: comunicar ao homem o Espírito que dá vida. O Espírito que Jesus tem para oferecer desenvolve e fecunda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de amar sem medida. Eleva, assim, esses homens que buscam a vida plena e definitiva à categoria de Homens Novos, filhos de Deus que fazem as obras de Deus. Do dom de Jesus nasce a nova comunidade.

 

ATUALIZAÇÃO

A modernidade criou-nos grandes expectativas. Disse-nos que tinha a resposta para todas as nossas procuras e que podia responder a todas as nossas necessidades. Garantiu-nos que a vida plena estava na liberdade absoluta, numa vida vivida sem dependência de Deus; disse-nos que a vida plena estava nos avanços tecnológicos, que iriam tornar a nossa existência cómoda, eliminar a doença e protelar a morte; afirmou que a vida plena estava na conta bancária, no reconhecimento social, no êxito profissional, nos aplausos das multidões, nos "cinco minutos" de fama que a televisão oferece... No entanto, todas as conquistas do nosso tempo não conseguem calar a nossa sede de eternidade, de plenitude, dessa "mais qualquer coisa" que nos falta para sermos, realmente, felizes. A afirmação essencial que o Evangelho de hoje faz é: só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem. Eu já descobri isto, ou a minha procura de realização e de vida plena faz-se noutros caminhos? O que é preciso para conseguirmos que os homens do nosso tempo aprendam a olhar para Jesus e a tomar consciência dessa proposta de vida plena que Ele oferece a todos?

Essa "água viva" de que Jesus fala faz-nos pensar no batismo. Para cada um de nós, esse foi o começo de uma caminhada com Jesus... Nessa altura acolhemos em nós o Espírito que transforma, que renova, que faz de nós "filhos de Deus" e que nos leva ao encontro da vida plena e definitiva. A minha vida de cristão tem sido, verdadeiramente, coerente com essa vida nova que então recebi? O compromisso que então assumi é algo esquecido e sem significado, ou é uma realidade que marca a minha vida, os meus gestos, os meus valores e as minhas opções?

Atentemos no pormenor do "cântaro" abandonado pela samaritana, depois de se encontrar com Jesus... O "cântaro" significa e representa tudo aquilo que nos dá acesso a essas propostas limitadas, falíveis, incompletas de felicidade. O abandono do "cântaro" significa o romper com todos os esquemas de procura de felicidade egoísta, para abraçar a verdadeira e única proposta de vida plena. Eu estou disposto a abandonar o caminho da felicidade egoísta, parcial, incompleta, e a abrir o meu coração ao Espírito que Jesus me oferece e que me exige uma vida nova?

A samaritana, depois de encontrar o "salvador do mundo" que traz a água que mata a sede de felicidade, não se fechou em casa a gozar a sua descoberta; mas partiu para a cidade, a propor aos seus concidadãos a verdade que tinha encontrado. Eu sou, como ela, uma testemunha viva, coerente, entusiasmada dessa vida nova que encontrei em Jesus?

*Leia o Evangelho na íntegra. Clique no link- EVANGELHO DO DIA.

A Palavra do Frei Petrônio: Olhar da Semana

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Publicado em 14 março 2020
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • A Palavra do Frei Petrônio,
  • Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Angra,

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO- Com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- Direto de Angra dos Reis/RJ. Sábado, 14 de março-2020. www.instagram.com/freipetronio

Padre com coronavírus faz vídeo emocionado, despedindo-se de seus fiéis

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Publicado em 14 março 2020
  • Coronavírus e Missa
  • Religião e Coronavirus
  • Gabriel Díaz Azarola
  • Padre Gabriel Díaz Azarola
  • Parroquia de São Vicente de Paúl em Valdemoro
  • Padre com coronavirus

 

Gabriel Díaz Azarola é pastor da Parroquia de São Vicente de Paúl em Valdemoro (Madri), uma das principais fontes de infecção por coronavírus na Espanha. Como ele próprio explicou em um vídeo gravado na tarde de sexta-feira e enviado para o canal paroquial do YouTube, na terça-feira sentiu febre e sintomas e, depois de fazer o teste, o resultado foi positivo.

Fonte: https://templariodemaria.com.br

AO VIVO ANGRA DOS REIS/RJ. Santa Missa com Frei Petrônio de Miranda

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Publicado em 14 março 2020
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • SANTA MISSA COM FREI PETRÔNIO DE MIRANDA,
  • Praia do Anil,

AO – VIVO - ANGRA DOS REIS. Veja imagens da Santa Missa celebrada por Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, nesta sexta-feira 13 na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, na Praia do Anil. www.instagram.com/freipetronio

A Palavra do Frei Petrônio: Os Crucificados do Coronavirus

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Publicado em 13 março 2020
  • Angra dos Reis,
  • Viajando com Frei Petrônio,
  • Diocese de Itaguaí,
  • Os Crucificados do Coronavirus

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO- Com Frei Petrônio de Miranda, O. Carm- A Caminho de Angra dos Reis/RJ. Sexta-feira, 13 de março-2020.   www.instagram.com/freipetronio

*2º Domingo da Quaresma - Ano A (Dia Internacional da mulher)

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Publicado em 07 março 2020
  • 2º Domingo da Quaresma,
  • Transfiguração de Jesus,
  • Homilia do 2º Domingo da Quaresma
  • Homilia da Transfiguração do Senhor

No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, da obediência total e radical aos planos do Pai.

O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.
Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.
Na segunda leitura, há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projeto de Deus no mundo. Nada - muito menos o medo, o comodismo e a instalação - pode distrair o discípulo dessa responsabilidade.

 

EVANGELHO ( Mt 17,1-9): ATUALIZAÇÃO

A questão fundamental expressa no episódio da transfiguração está na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o projeto salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor. Pela transfiguração de Jesus, Deus demonstra aos crentes de todas as épocas e lugares que uma existência feita dom não é fracassada - mesmo se termina na cruz. A vida plena e definitiva espera, no final do caminho, todos aqueles que, como Jesus, forem capazes de pôr a sua vida ao serviço dos irmãos.

Na verdade, os homens do nosso tempo têm alguma dificuldade em perceber esta lógica... Para muitos dos nossos irmãos, a vida plena não está no amor levado até às últimas consequências (até ao dom total da vida), mas sim na preocupação egoísta com os seus interesses pessoais, com o seu orgulho, com o seu pequeno mundo privado; não está no serviço simples e humilde em favor dos irmãos (sobretudo dos mais débeis, dos mais marginalizados e dos mais infelizes), mas no assegurar para si próprio uma dose generosa de poder, de influência, de autoridade e de domínio, que dê a sensação de pertencer à categoria dos vencedores; não está numa vida vivida como dom, com humildade e simplicidade, mas numa vida feita um jogo complicado de conquista de honras, de glórias e de êxitos. Na verdade, onde é que está a realização plena do homem? Quem tem razão: Deus, ou os esquemas humanos que hoje dominam o mundo e que nos impõem uma lógica diferente da lógica do Evangelho?

Por vezes somos tentados pelo desânimo, porque não percebemos o alcance dos esquemas de Deus; ou então, parece que, seguindo a lógica de Deus, seremos sempre perdedores e fracassados, que nunca integraremos a elite dos senhores do mundo e que nunca chegaremos a conquistar o reconhecimento daqueles que caminham ao nosso lado... A transfiguração de Jesus grita-nos, do alto daquele monte: não desanimeis, pois a lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim.

Os três discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem não ter muita vontade de "descer à terra" e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, ser seguidor de Jesus obriga a "regressar ao mundo" para testemunhar aos homens - mesmo contra a corrente - que a realização autêntica está no dom da vida; obriga a atolarmo-nos no mundo, nos seus problemas e dramas, a fim de dar o nosso contributo para o aparecimento de um mundo mais justo e mais feliz. A religião não é um ópio que nos adormece, mas um compromisso com Deus, que se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.

*Leia a reflexão na íntegra. Clique no link- EVANGELHO DO DIA.

Vaticano toma medidas para enfrentar o coronavírus

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Publicado em 06 março 2020
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  • Missa e o Coronavirus
  • COVID-19
  • Dom Pierangelo Pedretti,

Primeiro caso de positividade ao COVID-19 foi verificado na quinta-feira no Vaticano.

 

Vatican News

"Esta manhã, foram temporariamente suspensos todos os serviços ambulatoriais da Direção de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano”, é o que afirma o diretor da Sala de Imprensa, Matteo Bruni, ao informar o primeiro caso de positividade ao COVID-19 verificado na quinta-feira num paciente. O Pronto-Socorro permanece em funcionamento

Bruni comunicou que a Direção de Saúde e Higiene está em contato com as autoridades italianas competentes e, enquanto isso, foram aplicados os protocolos de saúde previstos.

Já ontem, o diretor da Sala de Imprensa confirmou que o decurso do resfriado do Papa Francisco “procede positivamente” e que o Papa “continua a celebrar diariamente a Santa Missa e a seguir os exercícios espirituais, de acordo com os comunicados precedentes”.

 

Suspensas as atividades da Diocese de Roma

Do mesmo modo a Diocese de Roma está tomando as devidas providências, afirma Dom Pierangelo Pedretti, prelado secretário do Vicariato de Roma. Dom Pedretti comunicou a decisão de suspender até 15 de março todas as “atividades não sacramentais” ou seja “catecismos dos sacramentos para a primeira comunhão, cursos de preparação para o casamento, retiros e exercícios espirituais, peregrinações e atividades paroquiais em geral”.

 

Celebrações com medidas cautelares

As medidas predispostas referem-se ao Decreto do Governo italiano para enfrentar a emergência Coronavírus. São consentidas as “celebrações litúrgicas semanais e festivas, desde que respeitem as medidas de precaução consideradas fundamentais pelas Autoridades competentes, em particular manter um metro de distância entre as pessoas”. “Sugere-se também" que sejam “predispostas as celebrações ao ar livre” e convida-se os fiéis, na medida do possível, a participarem às celebrações nas igrejas maiores. Permanecem em vigor as indicações de dias atrás, ou seja: “receber a Eucaristia nas mãos, evitar o aperto de mão como gesto de paz e a retirada da água benta”.

 

A caridade continua

Além disso determina-se que as visitas aos doentes continuem respeitando rigorosamente as condições de distâncias mínima e de higiene, utilizando máscaras e “limitando as ocasiões de interação com os doentes à administração dos Sacramentos”. Não devem ser interrompidas as atividades nos refeitórios solidários, acolhida aos sem teto e os requerentes de asilo, mas sempre com muita atenção às indicações de segurança. Fonte: https://www.vaticannews.va

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