Olhar Jornalístico

Padre diz que mensagens em dossiê vazado são ‘conteúdos produzidos e manipulados.

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Publicado em 01 março 2026
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Padre diz que mensagens em dossiê vazado são ‘conteúdos produzidos e manipulados’

Jean Patrik nega mensagens íntimas, se diz vítima e fala em manipulação de conteúdo. Portal RSN obteve pronunciamento do sacerdote com exclusividade

 

Jean Patrik é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

 

Por Thiago de Oliveira

O padre Jean Patrik se pronunciou pela primeira vez após o vazamento de um dossiê que integra um inquérito policial em andamento e que expõe conversas privadas atribuídas a ele. O documento, juntado ao processo no dia 12 de fevereiro, reúne 12 páginas com capturas de telas de diálogos por aplicativo de mensagens e registros de redes sociais.

O caso já havia sido noticiado pelo Portal RSN no último dia 11, quando a Polícia Civil confirmou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia da cidade, dentro de uma investigação que apura um suposto crime de extorsão contra o sacerdote, que é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém.

Conforme as informações apuradas à época, o companheiro de uma mulher teria acessado mensagens e imagens que indicariam um possível envolvimento afetivo e sexual entre ela e o padre. Após isso, advogados teriam procurado o sacerdote propondo um acordo extrajudicial no valor de R$ 200 mil para encerrar o conflito. A suspeita é de que as tratativas possam configurar tentativa de extorsão. O padre registrou um Boletim de Ocorrência.

 

O QUE MOSTRA O DOSSIÊ

O dossiê contém dezenas de prints de conversas supostamente mantidas entre o sacerdote e uma mulher. O conteúdo revela troca de mensagens de caráter íntimo, declarações afetivas e diálogos com conotação sexual explícita.

O material, no entanto, integra peça de inquérito policial em andamento. A autenticidade, o contexto e a integridade das mensagens ainda são objeto de apuração.

 

O QUE DIZ O PADRE

Diante da repercussão, nesta sexta (27) o Portal RSN obteve com exclusividade um pronunciamento oficial de Jean Patrik. Em nota, ele afirmou que é vítima de tentativa de chantagem financeira e que denunciou o caso às autoridades.

“Há cerca de um ano, no exercício do meu serviço pastoral, acolhi uma fiel que buscava ajuda para sair de uma situação terrível, um ciclo de sofrimento psicológico. Infelizmente, esse contexto acabou sendo distorcido e utilizado contra mim de forma maliciosa. É importante dizer que essa moça também é
inocente nessa situação.”

O padre também sustenta que conteúdos foram manipulados tecnologicamente e divulgados fora do contexto processual.

“Fui alvo de uma grave tentativa de chantagem financeira, fato que denunciei imediatamente às autoridades, recusando qualquer negociação com a mentira. Desde então, conteúdos produzidos e manipulados tecnologicamente têm sido indevidamente divulgados, inclusive fora do devido contexto processual, com a clara intenção de desinformar e ferir.”

Na nota, ele relata sofrimento emocional, diz confiar na Justiça e pede que a comunidade evite julgamentos precipitados. O sacerdote também menciona apoio do bispo diocesano e afirma que o caso está sob responsabilidade do Poder Judiciário. Fonte: https://redesuldenoticias.com.br

 

Bispo afasta padre Jean Patrik das funções e abre investigação canônica

Dom Amilton determina afastamento do sacerdote da Catedral de Guarapuava e instaura apuração interna enquanto Polícia Civil investiga suposta extorsão ligada a dossiê com mensagens íntimas

 

Por Thiago de Oliveira

Um dia após o padre Jean Patrik afirmar ao Portal RSN que é vítima de chantagem e que as mensagens atribuídas a ele seriam “conteúdos produzidos e manipulados tecnologicamente”, a Diocese de Guarapuava anunciou o afastamento do sacerdote das funções pastorais.

Em comunicado divulgado neste sábado (28), a Cúria informou que o bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, determinou a abertura de investigação prévia à luz do Código de Direito Canônico para apurar os fatos e a veracidade das informações que circulam nas redes sociais.

O padre Jean Patrik é cura da Catedral Nossa Senhora de Belém.

 

INVESTIGAÇÃO INTERNA

De acordo com a nota, Dom Amilton já havia se manifestado em 12 de fevereiro, quando o caso veio a público, afirmando acompanhar a situação “com responsabilidade pastoral e institucional”.

Após novos registros e a ampla repercussão nas redes sociais, a Diocese decidiu pelo afastamento temporário do sacerdote enquanto a apuração canônica ocorre.

“Tendo ocorrido outros registros em redes sociais, o referido sacerdote foi, então, afastado de suas funções pastorais e se instituiu uma investigação prévia à luz do Código de Direito Canônico para apurar os fatos e a veracidade de tais notícias”, diz o comunicado.

A Diocese também reafirmou “compromisso com a justiça”.

 

RELEMBRE O CASO

Conforme noticiado pelo Portal RSN nessa sexta (27), um dossiê que integra inquérito policial em andamento vazou nas redes sociais. O material reúne capturas de tela de conversas atribuídas ao padre com uma mulher e contém diálogos de caráter íntimo.

A Polícia Civil apura suspeita de extorsão. Segundo as informações já divulgadas, advogados teriam procurado o sacerdote propondo acordo extrajudicial no valor de R$ 200 mil para encerrar o conflito. O padre registrou Boletim de Ocorrência e sustenta que denunciou tentativa de chantagem financeira.

Em nota enviada com exclusividade ao RSN, Jean Patrik afirmou que acolheu uma fiel em situação de sofrimento psicológico e que o contexto teria sido distorcido de forma maliciosa. Ele também declarou confiar na Justiça e negou a autenticidade do conteúdo divulgado, classificando-o como manipulado.

O caso passa, agora, a tramitar em duas esferas distintas: a investigação criminal conduzida pela Polícia Civil e a apuração interna da Igreja, conforme as normas do Direito Canônico. Até o momento, a identidade da mulher mencionada no inquérito não foi divulgada oficialmente. A autenticidade, integridade e contexto das mensagens seguem sob análise das autoridades. Fonte: https://redesuldenoticias.com.br

Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

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Publicado em 27 fevereiro 2026
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  • homem suspeito de matar a freira Nadia Gavanski
  • Irmãs Servas de Maria Imaculada
  • Cidade de Ivaí,

Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

Inquérito foi concluído nesta sexta-feira (27) com indiciamento de homem por quatro crimes

Suspeito de 33 anos está preso preventivamente e não teve o nome divulgado

 

Nadia Gavanski, 82, foi encontrada morta em 21 de fevereiro no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR). Polícia Civil concluiu que ela foi vítima de violência física e sexual - Irmãs Servas de Maria Imaculada no Instagram

 

Curitiba

O homem suspeito de matar a freira Nadia Gavanski, 82, em Ivaí, na região central do Paraná, foi indiciado nesta sexta-feira (27) pela Polícia Civil pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.

O suspeito tem 33 anos e não teve o nome divulgado, o que impossibilitou o contato da reportagem com a sua defesa. Ele está preso preventivamente.

"Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob influência de ‘vozes’", afirmou o delegado Hugo Santos Fonseca.

O crime aconteceu em 21 de fevereiro em um convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. A religiosa foi encontrada no chão com roupas parcialmente retiradas e sinais de agressão física, conforme divulgado pelas autoridades policiais.

Segundo o delegado, a conclusão de que houve estupro considerou as lesões constatadas através do laudo pericial.

O indiciamento por homicídio qualificado considera o fato de ela ser maior de 60 anos e ter limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC.

As provas reunidas, ainda segundo o delegado, incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado.

Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público vai analisar o caso.

Em uma das publicações feitas em rede social sobre a morte da freira, a congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada diz que o caso "nos confronta com uma realidade que fere tantas mulheres: a violência, o feminicídio, a dor que grita aos céus".

"Irmã Nádia, que em vida foi discreta, torna-se agora voz para tantas que não conseguem falar. Aquela que intercedia silenciosamente diante de Deus, hoje parece interceder ainda mais forte, junto d’Ele, por todas as mulheres feridas, ameaçadas, esquecidas", afirma a congregação. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Suicídio de adolescente cantor abala o “Mundo Gospel”

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Publicado em 27 fevereiro 2026
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Tragédia no Paraná: Adolescente Cantor Gospel é Encontrado Sem Vida

 

A morte do jovem cantor gospel Pedro Henrique Desorzi, de apenas 14 anos, chocou a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná. O incidente ocorreu na última terça-feira (17), gerando grande comoção entre amigos e familiares.

A morte do adolescente Pedro Henrique Desorzi, um promissor cantor gospel de apenas 14 anos, deixou a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná, em luto. O jovem foi encontrado sem vida em sua residência na última terça-feira (17), e a triste notícia rapidamente se espalhou, provocando uma onda de comoção entre os moradores.

Pedro era conhecido por sua voz marcante e por sua dedicação à música, além de ser uma figura querida na comunidade local. Sua partida precoce trouxe à tona a fragilidade da vida e a importância de valorizar cada momento.

Amigos, familiares e admiradores estão prestando homenagens nas redes sociais, relembrando suas performances e o impacto que ele teve na vida de tantas pessoas. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas a dor pela perda de um talentoso artista jovem é palpável em Cascavel e além. Fonte: https://jornalrapidix.com.br

O seminarista que está desafiando a teocracia texana

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Publicado em 26 fevereiro 2026
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Estratégia de James Talarico ensina a usar o Evangelho para defender o Estado laico dos ataques do conservadorismo evangélico

O Brasil enfrenta uma cruzada legislativa semelhante de aparelhamento do Estado laico, onde a fé é instrumentalizada para fins políticos

 

Deputado James Talarico durante sua campanha para o Senado dos Estados Unidos - Jose Luis Gonzalez - 21.fev.26/Reuters

 

Valdinei Ferreira

É doutor em sociologia pela USP e fundador do Mapa Centrante

 

Um dos combates mais contundentes contra a imposição dos Dez Mandamentos nas escolas públicas do conservador estado do Texas não partiu de um militante ateu, mas de um cristão devoto. O deputado estadual democrata James Talarico votou veementemente contra a medida legislativa e, com essa postura, tem se tornado a maior dor de cabeça para a direita religiosa norte-americana.

Talarico, que além de político é aluno do seminário presbiteriano de Austin, denuncia o avanço de um nacionalismo cristão que faz uso político da religião cristã. Para o deputado, obrigar as escolas públicas a pendurar um cartaz com os Dez Mandamentos em uma sala onde sentam crianças muçulmanas, judias ou ateias é um modo de imposição da fé.

O Legislativo texano aprovou o projeto, mas juízes federais barraram a lei ao considerá-la uma violação à Primeira Emenda por promover uma religião estatal. O embate, entretanto, ajudou a projetar nacionalmente o jovem deputado democrata, e se Talarico vencer as primárias do seu partido para uma vaga no Senado, enfrentará o republicano Ken Paxton, um dos mais fervorosos apoiadores da lei dos Dez Mandamentos nas escolas públicas. A eleição será uma espécie de segundo round da disputa teológica.

James Talarico aponta a hipocrisia de um legislativo conservador que proíbe que as escolas tratem de temas relacionados à educação sexual sob o argumento de que se trata de doutrinação e agressão ao direito dos pais na orientação dos filhos. Contudo, na hora de impor mandamentos religiosos na sala de aula para crianças de todas as crenças, esses mesmos políticos decidem subitamente que a doutrinação é papel do Estado e não fere valores familiares.

O Brasil enfrenta uma cruzada legislativa muito semelhante de aparelhamento do Estado laico, onde a fé é instrumentalizada para fins políticos. Já escrevi sobre algumas dessas iniciativas: a Bíblia oficial discutida no Senado Federal, a lei de combate à cristofobia aprovada pelos vereadores de Salvador e a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a ação que solicitava a remoção de símbolos religiosos de órgãos públicos.

Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, a utilização de ações judiciais para preservar o princípio republicano da separação entre religião e Estado é frequentemente distorcida. Essas ações são transformadas em combustível para alimentar o discurso de perseguição religiosa e, sob a alegação de cristofobia, mobilizar o voto conservador.

Diante desse modus operandi da direita religiosa, a estratégia de James Talarico chama a atenção. Ele combate o nacionalismo cristão não apenas evocando a frieza da Constituição, mas empunhando o próprio Evangelho de Jesus.

Segundo Talarico, uma lei que impõe dogmas religiosos aos outros é idólatra, arrogante e profundamente anticristã. A religião que usa o Estado para impor suas crenças, de acordo com ele, é uma religião morta, que abandonou o mandamento de liderar pelo exemplo e trocou o amor ao próximo pela coerção religiosa por meio do poder estatal.

Talarico tem mostrado que o antídoto contra o uso político da religião não é evitar o debate sobre política e religião, mas aprofundar a discussão em termos teológicos e destacar o exemplo de Jesus. O jovem deputado enfatiza que a separação entre Igreja e Estado foi historicamente defendida pelos próprios cristãos que buscavam refúgio de regimes teocráticos.

A atuação de Talarico no debate público ensina que a salvação do Estado laico não se dá fugindo do debate religioso, mas sim demonstrando, com firmeza, que impor a fé pela força estatal é a ofensa mais grave que se pode cometer contra a própria religião.

Talarico tem sido eficaz, utilizando argumentos extraídos do próprio cristianismo, para evidenciar que governos que assumem a responsabilidade de promover uma religião são prejudiciais à democracia e nocivos à liberdade religiosa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Padre é encontrado morto dentro de terreno de igreja em Curitiba

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Publicado em 26 fevereiro 2026
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  • padre Pedro Ribeiro
  • Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba

Pedro Ribeiro era natural de Murça, em Portugal, e atuava na Igreja São Jorge, no bairro Portão

 

 

Com informações de João Frigério | 25/02/2026 às 14:59 |  2 min de leitura

O padre Pedro Ribeiro, da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, foi encontrado morto dentro da do terreno da igreja nesta quarta-feira (25). Ele era natural de Murça, em Portugal.

Segundo testemunhas, o padre deixou uma carta de despedida. A notícia se espalhou entre fiéis e integrantes da comunidade católica da Capital. Fonte: https://www.bemparana.com.br

 

Padre Morto em Igreja de Curitiba

25 de fevereiro de 2026 | Com informações de fontes diversas

 

Comunidade Católica em Luto: Padre Encontrado Sem Vida na Igreja São Jorge

Um clima de comoção tomou conta da comunidade da Igreja São Jorge, no bairro Portão, em Curitiba, com a notícia do falecimento do padre Pedro Ribeiro. O religioso, de origem portuguesa, foi encontrado sem vida nas dependências da igreja nesta quarta-feira.

Pedro Ribeiro, nascido em Murça, Portugal, era uma figura conhecida e estimada entre os fiéis que frequentavam a Igreja São Jorge. Sua atuação pastoral na paróquia do bairro Portão o aproximou de centenas de pessoas que agora lamentam sua partida.

A descoberta do corpo ocorreu na manhã desta quarta-feira, gerando apreensão e tristeza na comunidade local. Detalhes sobre as circunstâncias exatas do ocorrido estão sendo apurados pelas autoridades competentes.

 

Reflexões sobre Saúde Mental e Apoio Comunitário

O caso reacende o debate sobre a importância da saúde mental, especialmente entre líderes religiosos que frequentemente lidam com os dilemas e angústias de seus fiéis. A pressão e as responsabilidades inerentes ao ministério podem, em alguns casos, ocultar sofrimentos individuais.

É fundamental que a sociedade como um todo amplie o acesso a recursos de apoio psicológico e crie ambientes onde a vulnerabilidade possa ser expressa sem estigma. A solidariedade e a escuta ativa tornam-se ferramentas indispensáveis nesse contexto.

A mensagem de despedida deixada pelo padre, segundo relatos, sugere um momento de profunda reflexão sobre as batalhas internas que muitas vezes não são visíveis. Essa informação, embora sensível, ressalta a necessidade de estarmos atentos aos sinais de sofrimento em nosso entorno.

O apoio da comunidade e de instituições especializadas pode fazer a diferença na vida de pessoas em sofrimento psíquico. A disponibilidade de canais de ajuda é um passo crucial para mitigar crises e oferecer esperança. Fonte: https://soudebalsa.com.br 

 

Nota da Diocese de Guarapuava

A Diocese de Guarapuava manifesta sua solidariedade aos Padres Marianos e aos familiares do padre Pedro Luis Vilela Ribeiro por ocasião de sua Páscoa definitiva.
Padre Pedro foi religioso professo e, atualmente, residia na Casa Provincial, em Curitiba. Em sua caminhada vocacional, realizou experiência na Diocese de Guarapuava, na Paróquia Santo Antônio, em Manoel Ribas, como noviço na Congregação.
A Diocese agradece pela sua breve, porém significativa presença entre nós, marcada pelo testemunho de fé, dedicação e participação na vida pastoral, especialmente na comunidade de Manoel Ribas.
Unidos na esperança da Ressurreição, elevamos nossas orações em sufrágio de sua alma e pedimos ao Senhor que o acolha em sua infinita misericórdia.
Guarapuava, 25 de fevereiro de 2026.


✠ Dom Amilton Manoel da Silva
Bispo Diocesano de Guarapuava
Fonte: Facebook- Diocese de Guarapuava

Paraná: Freira é morta a pauladas após homem invadir convento em Ivaí

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Publicado em 22 fevereiro 2026
  • Freira é morta a pauladas
  • Irmã Nadia Gavanski,
  • Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada
  • Freira assassinada no Paraná,
  • Religiosa assassinada em Ivaí,

 

Religiosa de 82 anos foi vítima de homicídio neste sábado (21); crime ocorreu no convento em Ivaí/PR, p e causou grande comoção na comunidade.

A freira morta no município de Ivaí foi identificada como Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, integrante da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada. O crime foi registrado neste sábado, 21 de fevereiro de 2026.

De acordo com as informações apuradas até o momento, a religiosa foi morta com um pedaço de madeira dentro do convento onde residia. As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas pelas autoridades policiais.

Possivelmente o homem, que foi preso pela PM, teria invadido o local para realizar um furto, encontrando a vítima e agredindo-a.

Conforme nota de falecimento divulgada pela congregação, Ir. Nadia nasceu em 18 de maio de 1943 e dedicou sua vida à fé e ao serviço religioso. Sua morte gerou forte comoção entre fiéis, moradores e membros da comunidade religiosa.

 

A nota traz a seguinte mensagem bíblica:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.”

(Jo 11,25-26)

As informações serão atualizadas assim que for divulgado o boletim oficial da Polícia Militar.

Colaboração: Kiko de Oliveira

Imagem Rede Social da instituição 

Fonte: www.alvoradanoar.com.br

A Quaresma na Igreja Antiga e a sua relação com Campanha da Fraternidade 2026.

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Publicado em 21 fevereiro 2026
  • catequese da Audiência Geral à Quaresma,
  • Dom Vital Corbelini bispo de Marabá
  • bispo de Marabá
  • O tempo da Quaresma
  • A Quaresma na Igreja Antiga
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Dom Vital Corbellini

Bispo de Marabá (PA)

 

A Quaresma é um tempo de conversão e de preparação à Páscoa do Senhor. No Brasil nós temos um tema muito importante, que diz respeito à nossa relação social da fé e da caridade, e está sendo aprofundado, estudado nos grupos, nas assembléias, que é o da Campanha da Fraternidade sobre Moradia e Fraternidade. O seu lema é: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Jesus se encarnou na realidade humana e assumiu tudo o que é humano, para dar a todas as pessoas a redenção, a salvação. A Igreja antiga colocou a importância da Quaresma, como período de quarenta dias sendo um período de ascese à Páscoa1, de conversão, de vida nova para o Senhor Ressuscitado dentre os mortos, como primícias de nossa vida futura. A Igreja antiga convocava a todas as pessoas às práticas caritativas.  

 

Como é que foi a quaresma? 

Segundo Eusébio de Cesareia e também Santo Atanásio, a Quaresma era um período de seis semanas incluída também a própria semana santa, um período de ascese que dizia respeito ao jejum, orações, práticas de caridade e acolhida de pessoas estrangeiras2. Aqui entra a importância da Campanha da Fraternidade deste ano que diz também respeito às pessoas que vinham de outras localidades, países para serem acolhidas e a palavra de Jesus que diz: “Eu era estrangeiro e vós me acolhestes” (Mt 25,35).  

 

A sua observância  

Segundo alguns estudiosos da Igreja antiga a Quaresma estava sendo observada, assumida a partir da Epifania do Senhor. Ela estava em profunda imitação de Jesus Cristo, que apenas batizado, foi no deserto, para preparar-se para a missão evangelizadora, como Enviado do Pai para a humanidade(cfr. Mt 4, 1-11). A Quaresma era concluída com o batismo e outros sacramentos da Iniciação à Vida Cristã, conferidos aos catecúmenos e às catecúmenas em unidade em a Páscoa do Senhor3. Para outras pessoas a Quaresma foi um período de jejum surgido nos séculos III e IV e oficializada em Nicéia, no ano de 325, por sua natureza ligada à festa móvel da Páscoa4.  

 

O número quarenta 

Santo Agostinho convidava o povo de Deus a viver bem os quarenta dias antes da Páscoa com atitudes de humildade, de amor ao próximo, para viver em comunhão com a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. O mistério que se celebrava no número quarenta foi porque o próprio Senhor jejuou durante este tempo após o seu batismo. Em comunhão com os catecúmenos, sendo as pessoas que iriam ser batizadas, o Bispo de Hipona convidava as pessoas cristãs também a jejuar e praticar obras de caridade neste período tão importante da vida cristã5.  

 

O tempo da Quaresma

Santo Agostinho também afirmava ao seu povo a necessidade de oferecer a Deus obras que estivessem de acordo com o período especial da Quaresma. Ele tinha presentes a oração, o jejum, a esmola, conforme o Senhor recomendou no evangelho de Mateus, para que tudo se realizasse na maior descrição, e o Pai do céu que vê o que é secreto, dará a recompensa para os seus filhos e filhas (cfr. Mt ). A cada ano havia uma repetição da solenidade da Quaresma na qual Cristo Senhor sofreu por nós na sua única morte. Há uma perpétua memória de sua Paixão, Morte e Ressurreição6.  

 

Ele veio morar entre nós (Jo 1,14)

É o lema que nós refletimos neste período da Quaresma proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da qual nós estamos unidos e fazemos parte da Igreja do Senhor. Jesus se encarnou na realidade humana, assumindo tudo o que é próprio do ser humano, menos o pecado. Ele nos redimiu dos pecados, venceu a morte e está vivo para nós lutarmos por moradia digna, com políticas públicas que ajudem a todas as pessoas terem uma casa, um local onde possam viver bem e atuar em favor do Senhor, de seu Reino.  

Se a Igreja antiga com os seus pastores exortavam na Quaresma obras de jejum, de oração e de caridade conforme a Palavra do Senhor, hoje a Igreja exorta à práticas de vida, em unidade com as pessoas sofredoras, para que tenham terra, teto, trabalho. Nós somos chamados a viver bem o período da Quaresma em profunda unidade com o Senhor e com todas as pessoas que necessitam de moradia digna, aqui e agora, e um dia na eternidade.  Fonte: https://www.cnbb.org.br

‘Acham que ela não se sentiu desrespeitada?’, diz mãe que defendeu filha que se recusou a orar em escola

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Publicado em 15 fevereiro 2026
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A influenciadora Luana Ferreira relatou o caso vivido pela sua primogênita de 12 anos, que foi repreendida ao não querer participar de uma oração em sala de aula. A Marie Claire, ela fala sobre o episódio e lamenta os ataques recebidos nas redes sociais

 

Por Bruna Liu

Redação Marie Claire — de São Paulo (SP)

A influenciadora Luana Cristina Ferreira, de 29 anos, decidiu criar os filhos, Ana, 12, e Davi, 8, com liberdade para escolherem a própria crença. Como não tem uma religião, ela optou por também não os direcionar a nenhuma doutrina específica. “Não seguimos o estudo bíblico, mas procuro sempre ensinar para eles sobre o que é ter moral”, contou em entrevista a Marie Claire.

Dentro de casa, a catarinense não transmite valores cristãos como regra, mas aborda a religião de forma ampla, como parte da cultura e da formação social. “O que eu faço, tanto para o Davi quanto para a Ana, é ensinar sobre religiões como cultura”, explica. As conversas surgem espontaneamente, a partir das curiosidades dos próprios filhos. “Eles perguntam: ‘Mãe, tal religião, como funciona?’ E eu conto o que eu sei.”

Foi por isso que a mãe se surpreendeu ao saber que a filha foi repreendida por não querer se levantar para rezar o “Pai-Nosso”, tradicional oração católica. Na escola onde estuda, uma instituição pública em Joinville (SC), a prática acontece com frequência. Pela Constituição Federal (arts. 5º, VI, e 19, I) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (art. 33), manifestações religiosas em escolas públicas só são permitidas quando partem de iniciativa voluntária e individual dos alunos e não podem ser impostas.

Segundo a mãe, a oração foi conduzida durante uma aula que não tinha relação com ensino religioso, e a adolescente acabou sendo encaminhada à secretaria e, em seguida, para a psicóloga do colégio, por se recusar a participar.

Quando Luana pediu esclarecimentos, a coordenação afirmou que a professora teria se sentido desrespeitada pela postura da aluna. A mãe, porém, contestou: “Vocês acham que a minha filha não se sentiu desrespeitada ao ser tirada da sala por não ter religião? Eu sempre falo para meus filhos: a escola não é lugar de prática religiosa. Vocês aprenderem sobre ensino religioso, cultura e história, tudo bem. Mas não práticas de orar, rezar.”

De acordo com a mãe, a escola também afirmou que Ana não foi encaminhada à psicóloga por ter se recusado a rezar, mas porque não havia outro adulto responsável disponível para conversar com a estudante naquele momento. “Ela levantou essa questão de que a professora era mais idosa, mas que não justificava o fato de que a Ana também deveria ter sido respeitada”, afirmou.

Ainda que a profissional tenha acolhido a aluna, a instituição argumentou que o "Pai-Nosso" era uma oração universal. “Eu falei para eles que, para quem não tem religião, não é”, rebateu Luana. O confronto fez com que a escola mudasse o padrão na atividade diária.

 

“A direção resolveu nas entrelinhas, falando que não iriam mais fazer a prática religiosa. Agora, a medida que tomaram foi fazer um ‘agradecimento geral’. A professora deixa cada aluno agradecer ao universo, a Deus, pelo dia.”

 

Por conta da resolução, a mãe decidiu não tomar nenhuma medida judicial. A adolescente também preferiu continuar estudando na mesma escola. “Ela ficou tachada como ‘a menina sem religião’ pelos outros alunos por um tempo, gerou um burburinho, mas ela não quer sair de lá por conta das amizades”, justificou.

 

Mãe foi criticada nas redes sociais

O acontecimento compartilhado por Luana no fim do ano passado em suas redes sociais, viralizou. Ela contou que, a princípio, não tinha intenção de expor a situação. “A escola ficou meio desconfiada quando descobriu que eu era influencer”, lembra.

A decisão surgiu após acompanhar um episódio envolvendo outra situação de intolerância religiosa. Em novembro, ganhou repercussão o caso de um pai que acionou a polícia após uma criança de quatro anos desenhar um orixá em uma atividade, parte de uma proposta pedagógica dentro do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena.

 

“Começou a circular essa questão e eu citei no vídeo: se a professora na situação com a minha filha fosse de uma religião de matriz africana, as pessoas estariam indignadas. Mas como foi uma religião cristã, foi relevado.”

 

Sobre lidar com a repercussão, Luana admite que se preocupou com a imagem pública e os julgamentos que poderia enfrentar. “Ainda se tem aquela ideia de que não ter religião é ser uma pessoa ruim. Eu sou ateia, mas nunca me denomino desse jeito publicamente porque as pessoas imaginam que sou a pior pessoa do mundo.”

A influenciadora relata que foi alvo de ataques por conta de sua aparência. “Fui taxada como diabólica. Ligaram a minha ética ao fato de eu ter cabelo pintado e usar piercing. Acham que uma pessoa assim não é um exemplo de mãe”, lamenta.

“Nada disso define caráter. O que define é respeito. E respeito é justamente o que faltou quando tentaram obrigar uma criança a participar de algo que não faz parte da nossa criação. Minha filha tem voz, tem escolha e tem direito e aparência nenhuma muda isso”, conclui. Fonte: https://revistamarieclaire.globo.com 

Papa Leão 14 envia rosário ao padre Júlio Lancellotti após suspensão de missas ao vivo

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Publicado em 05 fevereiro 2026
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  • Papa Leão 14 envia rosário ao padre Júlio Lancellotti
  • padre Júlio na Pastoral do Povo da Rua

Presente foi encaminhado por advogado que teve audiência com pontífice no Vaticano

Na ocasião, brasileiro entregou carta de padre Júlio ao líder da Igreja Católica

 

Mônica Bergamo

Karina Matias

O papa Leão 14 enviou ao padre Júlio Lancellotti um rosário com a medalha oficial do seu papado. Os objetos foram encaminhados por meio do advogado Raphael Costa, que teve uma audiência com o pontífice no final de semana.

Amigo do padre Júlio, Raphael esteve no Vaticano para participar de eventos comemorativos aos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. No encontro com o papa, ele aproveitou para entregar ao papa uma carta escrita pelo pároco brasileiro.

"Na hora de entregar, eu fiz um breve relato de todo o trabalho social realizado pelo padre Júlio na Pastoral do Povo da Rua. O papa disse que já tinha ouvido falar da atuação do pároco e me pediu para encaminhar o rosário para ele", relata o advogado. Ele avalia que o presente é uma forma de Leão 14 demonstrar apoio simbólico ao trabalho do religioso no Brasil.

No fim do ano passado, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, 76, determinou que padre Júlio não transmitisse mais missas ao vivo e suspendeu todas as suas atividades em redes sociais.

Além disso, a Arquidiocese de São Paulo ordenou uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, que é liderada pelo religioso há 40 anos.

À coluna, padre Júlio preferiu não revelar o conteúdo do texto enviado por se tratar, segundo ele, de uma carta pessoal. Ele afirmou também que se surpreendeu com o que chamou de "gesto de atenção" de Leão 14.

"É uma praxe do papa entregar um rosário para quem o visita. O que não esperava é que enviasse um pra mim também", diz.

Padre Júlio ainda não recebeu o rosário das mãos de Raphael. O advogado voltou para o Rio de Janeiro, onde mora, na terça (3), e disse que vai tentar fazer isso o mais breve possível.

Em 2015, padre Júlio foi surpreendido ao receber o solidéu do papa Francisco, também enviado por intermédio de um amigo.

"Eu tinha enviado para ele fotos e presentes da população de rua [que atendemos aqui], o papa pegou terços, medalhinhas e santinhos para nos enviar. Mas ele disse que queria mandar algo dele, algo que fosse pessoal. E pegou o solidéu e disse: 'Leve para o padre Júlio e entrega para ele como um gesto de carinho. Quem tocar ele [o solidéu] está apertando a minha mão'", relembrou o religioso em entrevista à coluna, no ano passado. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

CNBB manifesta solidariedade às famílias das vítimas de acidente no retorno da Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

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Publicado em 03 fevereiro 2026
  • presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • NOTA DA PRESIDÊNCIA DA CNBB
  • Romaria de Nossa Senhora das Candeias,
  • Sertão de Alagoas,
  • vítimas de acidente de ônibus em São João da Tapera,
  • CNBB manifesta solidariedade às famílias das vítimas de acidente

 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou pesar pela morte de 15 pessoas, vítimas de acidente de ônibus em São João da Tapera, no Sertão de Alagoas, na manhã desta terça-feira. O grupo retornava da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na diocese de Crato (CE).

Os bispos demonstraram solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas, e também aos bispos diocesanos de Crato, dom Magnus Henrique Lopes, e de Penedo, a diocese de origem dos fiéis, dom Valdemir Ferreira dos Santos.

Confira a mensagem na íntegra:

 

Nota de pesar pelas vítimas do acidente com romeiros da Romaria de Nossa Senhora das Candeias

 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta profundo pesar e solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas do trágico acidente ocorrido com fiéis que retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na Diocese do Crato.

Neste momento de dor e comoção, unimo-nos em oração confiando à infinita misericórdia de Deus todos aqueles que perderam a vida. Pedimos ao Senhor que conceda conforto, esperança e fortaleza aos familiares e a todos os que choram esta perda tão dolorosa.

Que Nossa Senhora das Candeias, luz que ilumina o caminho do povo de Deus, interceda por todos, envolvendo com seu amor materno as famílias enlutadas e sustentando a fé das comunidades atingidas por esta tragédia.

A Presidência da CNBB permanece unida, em comunhão fraterna e oração, ao bispo diocesano de Crato (CE), dom Magnus Henrique Lopes, OFM, ao bispo diocesano de Penedo (AL), dom Valdemir Ferreira dos Santos, aos que sofrem, familiares, amigos e a todos os que foram afetados por este acontecimento.

Em Cristo,

 

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

 

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br

Padre é detido após carro da diocese bater em bomba de combustível em Governador Valadares

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Publicado em 02 fevereiro 2026
  • Padre é detido em Governador Valadares
  • Diocese de Governador Valadares
  • Paróquia Santa Luiza de Marilac,
  • diocesevaladares
  • cidade de Marilac

Acidente aconteceu em um posto do bairro Jardim Pérola. O carro era conduzido por um jovem de 21 anos, sem habilitação, que relatou à Polícia Militar ter assumido a direção porque o padre havia consumido bebida alcoólica e cocaína.

 

Por Caroline Del Piero, g1 Vales de MG

Um padre da cidade de Marilac foi detido na manhã deste domingo (1º) após um acidente em um posto de combustíveis no bairro Jardim Pérola, em Governador Valadares.

Segundo a Polícia Militar, o carro em que ele estava atingiu uma bomba de álcool e diesel, provocando danos na estrutura do estabelecimento.

O motorista do veículo, um jovem de 21 anos, sem habilitação, também foi detido.

O padre, de 49 anos, também apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM, mas recusou fazer o teste do bafômetro.

Um padre da cidade de Marilac foi detido na manhã deste domingo (1) após um acidente em um posto de combustíveis no bairro Jardim Pérola, em Governador Valadares. Segundo a Polícia Militar, o carro em que ele estava atingiu uma bomba de álcool e diesel, provocando danos na estrutura do estabelecimento. O motorista do veículo, um jovem de 21 anos, sem habilitação, também foi detido.

De acordo com a Polícia Militar, funcionários do posto relataram que dois homens chegaram ao local por volta das 5h, em um carro. Em determinado momento, um deles — identificado posteriormente como o padre — desceu do veículo e deitou no chão. O outro ocupante assumiu a direção e deixou o local.

Minutos depois, ainda segundo a PM, o motorista retornou de forma descontrolada, entrou na área do posto e bateu contra uma das bombas de combustível. Em seguida, ele fugiu do local.

Enquanto uma equipe policial colhia informações no posto, outra viatura encontrou o veículo estacionado sobre uma calçada, com a parte dianteira danificada e um dos pneus estourado. O condutor foi encontrado dormindo dentro do carro, segurando uma garrafa de bebida alcoólica.

Os militares relataram que o jovem apresentava sinais evidentes de embriaguez, como hálito etílico, fala desconexa, olhos avermelhados e dificuldade para caminhar. Ele aceitou realizar o teste do etilômetro, que apontou 1,03 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito. Também foi constatado que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação.

O padre, de 49 anos, também apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM, mas recusou fazer o teste do bafômetro. Ele informou apenas que é pároco em Marilac e não conseguiu fornecer outras informações no momento da abordagem. O veículo envolvido no acidente está registrado em nome da Diocese de Governador Valadares.

Ainda conforme a polícia, o religioso já havia sido citado em uma ocorrência anterior, registrada em 2016, relacionada a uso de drogas.

Em depoimento aos policiais, o motorista afirmou que os dois estavam em um bar no bairro Jardim Pérola antes do acidente e que assumiu a direção porque o padre teria consumido bebida alcoólica e cocaína.

O jovem foi levado ao Hospital Municipal e, posteriormente, à delegacia, por conduzir veículo sob efeito de álcool e sem habilitação. O padre foi detido por permitir que pessoa não habilitada conduzisse o automóvel. O veículo foi removido ao pátio credenciado. Fonte: https://g1.globo.com

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO – DIOCESE DE GOVERNADOR VALADARES



A Diocese de Governador Valadares vem a público esclarecer que, em razão do fato ocorrido no dia 1º de fevereiro, envolvendo o então pároco da Paróquia Santa Luiza de Marilac, o referido sacerdote foi imediatamente afastado de suas funções ministeriais e removido do ofício paroquial.

A Diocese esclarece que o fato registrado refere-se a um incidente de trânsito e infrações correlatas.

Por determinação do Bispo Diocesano, foi instaurado o competente procedimento canônico, conforme prevê o Direito da Igreja, a fim de proceder à devida apuração dos fatos e aos encaminhamentos cabíveis.

A Diocese ressalta que os atos praticados por qualquer clérigo, no âmbito de sua responsabilidade pessoal, civil e penal, não representam nem refletem as diretrizes, os valores ou a missão desta Igreja Particular, a qual orienta sua ação pastoral pela fidelidade às Sagradas Escrituras, às normas do Direito Canônico e ao pleno respeito à legislação civil vigente.

Reafirmando seu compromisso com o cuidado pastoral e o zelo pelo Povo de Deus, a Diocese assegura que o caso será tratado com seriedade, prudência, transparência e responsabilidade, respeitando-se os trâmites legais e canônicos necessários.



Governador Valadares, 2 de fevereiro de 2026.

Diocese de Governador Valadares

Fonte: Instagram @diocesevaladares 

Origem e significado do Dia Mundial da Vida Consagrada.

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Publicado em 02 fevereiro 2026
  • festa da Apresentação do Senhor,
  • A Festa da Apresentação do Senhor
  • O Dia Mundial da Vida Consagrada
  • Senhora da Candelária
  • Nossa Senhora das Candeias,

 

O Dia Mundial da Vida Consagrada é celebrado anualmente em 2 de fevereiro pela Igreja Católica. Esta data coincide com a Festa da Apresentação do Senhor e foi instituída em 1997 por São João Paulo II. O objetivo principal é reconhecer e agradecer a dedicação de homens e mulheres que consagram suas vidas a Deus, seguindo os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Além disso, a celebração visa promover uma reflexão mais profunda sobre o papel da vida consagrada na Igreja e no mundo contemporâneo.

A iniciativa de estabelecer um dia específico para celebrar a vida consagrada surgiu no contexto do pontificado de São João Paulo II. Em 1997, ele instituiu o Dia Mundial da Vida Consagrada, escolhendo a data de 2 de fevereiro para essa celebração. A escolha dessa data não foi aleatória; ela coincide com a Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida como Festa das Candeias, ou de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária ou Nossa Senhora das Candeias, que simboliza Cristo como a luz que ilumina as nações. Essa associação ressalta o papel dos consagrados como portadores da luz de Cristo no mundo.

A Festa da Apresentação do Senhor comemora o episódio bíblico em que Maria e José apresentam o menino Jesus no Templo, conforme a tradição judaica. Nesta ocasião, Simeão proclama Jesus como “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32). Ao associar o Dia Mundial da Vida Consagrada a esta festa, a Igreja destaca a missão dos consagrados de serem luz no mundo, testemunhando os valores do Evangelho e dedicando-se ao serviço do próximo.

 

O Dia Mundial da Vida Consagrada tem múltiplos objetivos:

 

Ação de Graças: Agradecer a Deus pelo dom da vida consagrada e pelo testemunho daqueles que dedicam suas vidas ao serviço do Reino.

Promoção da Vida Consagrada: Incentivar a apreciação e o reconhecimento da importância da vida consagrada dentro da comunidade cristã.

Reflexão e Renovação: Proporcionar aos consagrados uma oportunidade para refletirem sobre seu compromisso e renovarem seu zelo missionário.

Sensibilização Vocacional: Despertar nas comunidades a consciência sobre a necessidade de orar e apoiar novas vocações para a vida consagrada.

 

A vida consagrada é uma forma especial de seguimento de Cristo, caracterizada pela profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Os consagrados podem pertencer a diferentes formas de vida, como institutos religiosos, sociedades de vida apostólica, institutos seculares, entre outros. Independentemente da forma específica, todos compartilham o compromisso de testemunhar o Evangelho de maneira radical e de servir à Igreja e ao mundo através de diversas obras apostólicas, educativas, caritativas e contemplativas.

Quero, de maneira muito efusiva, agradecer o testemunho e o valioso trabalho de todos os religiosos, religiosas, consagrados e consagradas em nossa amada arquidiocese. Deus recompense sua ação evangelizadora!

O Dia Mundial da Vida Consagrada é uma ocasião especial para toda a Igreja reconhecer e celebrar o dom da vida consagrada. É um momento para agradecer a Deus pelo testemunho daqueles que, através de sua consagração, refletem a luz de Cristo no mundo. Além disso, é uma oportunidade para renovar o compromisso de apoiar e promover essa forma de vida, essencial para a vitalidade e missão da Igreja no mundo contemporâneo.

 

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: https://arqrio.org.br

Quinta-feira 29 de janeiro-2026. Evangelho do Dia- 3ª Semana do Tempo Comum- Com Frei Carlos Mesters, O. Carm

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Publicado em 29 janeiro 2026
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • Carmelita Frei Carlos Mesters,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • Mensagem do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters, O. Carm
  • 3ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Marcos 4, 21-25)

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça". 24Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem".

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

A lâmpada que ilumina. Naquele tempo, não havia luz elétrica. Imagine o seguinte. A família está em casa. Começa a escurecer. O pai levanta, pega a lamparina, acende e coloca debaixo de um caixote ou debaixo de uma cama. O que os outros vão dizer? Vão gritar: “Pai! Coloca na mesa!” Esta é a história que Jesus conta. Ele não explica. Apenas diz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! A Palavra de Deus é a lâmpada a ser acesa na escuridão da noite. Enquanto estiver dentro do livro fechado da Bíblia, ela é como a lamparina debaixo do caixote. Quando ligada à vida e vivida em comunidade, ela é colocada na mesa e ilumina!

Prestar atenção aos preconceitos. Jesus pede aos discípulos para tomar consciência dos preconceitos com que escutam o ensinamento que ele oferece. Devemos prestar atenção nas idéias com que olhamos para Jesus! Se a cor dos óculos é verde, tudo aparece verde. Se for azul, tudo será azul! Se a idéia com que eu olho para Jesus for errada, tudo o que penso sobre Jesus estará ameaçado de erro. Se eu acho que o messias deve ser um rei glorioso, não vou entender nada do que Jesus ensina e vou entender tudo errado.

Parábolas: um novo jeito de ensinar e de falar sobre Deus.  O jeito de Jesus ensinar era, sobretudo, através de parábolas. Ele tinha uma capacidade muito grande de encontrar imagens bem simples para comparar as coisas de Deus com as coisas da vida que o povo conhecia e experimentava na sua luta diária pela sobrevivência. Isto supõe duas coisas: estar por dentro das coisas da vida, e estar por dentro das coisas do Reino de Deus.

O ensino de Jesus era diferente do ensino dos escribas. Era uma Boa Nova para os pobres, porque Jesus revelava um novo rosto de Deus, no qual o povo se re-conhecia  e se alegrava. “Pai, eu te agradeço, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado! (Mt 11,25-28)”.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Palavra de Deus, lâmpada que ilumina. Qual o lugar que a Bíblia ocupa em minha vida? Qual a luz que dela recebo?

2) Qual a imagem de Jesus que está em mim? Quem é Jesus para mim, e quem sou eu para Jesus?

 

5) Oração final

Busquei o SENHOR e ele respondeu-me e de todo temor me livrou. Olhai para ele e ficareis radiantes, vossas faces não ficarão envergonhadas. (Sal 33, 5-6)

Quarta-feira 28 de janeiro-2026. Evangelho do Dia- 3ª Semana do Tempo Comum- Com Frei Carlos Mesters, O. Carm

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Publicado em 28 janeiro 2026
  • EVANGELHO DO DIA,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • Carmelita Frei Carlos Mesters,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • Mensagem do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters, O. Carm
  • 3ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

3) Reflexão (Marcos 4,1-20)

Sentado num barco, Jesus ensina o povo. Nestes versos, Marcos descreve o jeito que Jesus tinha de ensinar o povo: na praia, sentado no barco, muita gente ao redor para escutar. Jesus não era uma pessoa estudada (Jo 7,15). Não tinha freqüentado a escola superior de Jerusalém. Vinha do interior, da roça, de Nazaré. Era um desconhecido, meio camponês, meio artesão. Sem pedir licença às autoridades, começou a ensinar o povo. Falava tudo diferente. O povo gostava de ouvi-lo.

Por meio das parábolas, Jesus ajudava o povo a perceber a presença misteriosa do Reino nas coisas da vida. Uma parábola é uma comparação. Ela usa as coisas conhecidas e visíveis da vida para explicar as coisas invisíveis e desconhecidas do Reino de Deus. Por exemplo, o povo da Galileia entendia de semente, de terreno, chuva, sol, sal, flores, colheita, pescaria, etc. Ora, são exatamente estas coisas conhecidas do povo que Jesus usa nas parábolas para explicar o mistério do Reino.

A parábola da semente retrata a vida do camponês. Naquele tempo, não era fácil viver da agricultura. O terreno tinha muita pedra. Muito mato. Pouca chuva, muito sol. Além disso, muitas vezes, o povo encurtava estrada e, passando no meio do campo, pisava nas plantas (Mc 2,23). Mesmo assim, apesar de tudo isso, todo ano, o agricultor semeava e plantava, confiando na força da semente, na generosidade da natureza.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Jesus começou a parábola dizendo: “Escutem!” (Mc 4,3). Agora, no fim, ele termina dizendo: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” O caminho para chegar ao entendimento da parábola é a busca: “Tratem de entender!” A parábola não entrega tudo pronto, mas leva a pensar e faz descobrir a partir da própria experiência que os ouvintes têm da semente. Provoca a criatividade e a participação. Não é uma doutrina que já vem pronta para ser ensinada e decorada. A Parábola não dá água engarrafada, mas entrega a fonte. O agricultor que escutou, diz: “Semente no terreno, eu sei o que é! Mas Jesus diz que isso tem a ver com o Reino de Deus. O que seria?” E aí você pode imaginar as longas conversas do povo! A parábola mexe com o povo e leva a escutar a natureza e a pensar na vida.

Jesus explica a parábola aos discípulos. Em casa, a sós com Jesus, os discípulos querem saber o significado da parábola. Eles não entenderam. Jesus estranhou a ignorância deles (Mc 4,13) e respondeu por meio de uma frase difícil e misteriosa. Ele diz aos discípulos: “A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus. Aos de fora, porém, tudo acontece em parábolas, para que vendo não vejam, ouvindo não ouçam e para que não se convertam e não sejam salvos!”. Esta frase faz a gente se perguntar: Afinal, a parábola serve para que? Para esclarecer ou para esconder? Será que Jesus usa parábolas, para que o povo continue na ignorância e não chegue a se converter? Certamente que não! Pois em outro lugar Marcos diz que Jesus usava parábolas “conforme a capacidade dos ouvintes” (Mc 4,33)

Parábola revela e esconde ao mesmo tempo! Revela para “os de dentro”, que aceitam Jesus como Messias Servidor. Esconde para os que insistem em ver nele o Messias, Rei grandioso. Estes entendem as imagens da parábola, mas não chegam a entender o seu significado.

A explicação da parábola, parte por parte. Uma por uma, Jesus explica as partes da parábola, desde a semente e o terreno até a colheita. Alguns estudiosos acham que esta explicação foi acrescentada depois. Ela seria de alguma comunidade. É bem possível. Pois dentro do botão da parábola está a flor da explicação. Botão e flor, ambos têm a mesma origem que é Jesus. Por isso, nós também podemos continuar a reflexão e descobrir outras coisas bonitas dentro da parábola. Certa vez, alguém perguntou numa comunidade: “Jesus falou que devemos ser sal. Para que serve o sal?” Discutiram e, no fim, encontraram mais de dez finalidades diferentes para o sal! Aí foram aplicar tudo isto à vida da comunidade e descobriram que ser sal é difícil e exigente. A parábola funcionou! O mesmo vale para a semente. Todo mundo tem alguma experiência de semente.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Qual a experiência que você tem de semente? Como ela te ajuda a entender melhor a Boa Nova

2) Que terreno eu sou?

 

5) Oração final

Busquei o SENHOR e ele respondeu-me e de todo temor me livrou. Olhai para ele e ficareis radiantes, vossas faces não ficarão envergonhadas. (Sal 33, 5-6)

Papa americano e religiosos católicos viram pesadelo de Trump

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Publicado em 27 janeiro 2026
  • DONALD TRUMP,
  • Alex Pretti
  • Papa americano
  • Igreja Católica e o governo Trump

Com católicos no governo, Trump buscou aproximação, mas pauta migratória empurrou a Igreja para a linha de frente da resistência

Mais de 100 religiosos de diferentes denominações cristãs foram presos enquanto participavam dos protestos em Minneapolis

 

Manifestantes contrários ao serviço de imigração Estados Unidos durante protesto pela morte do enfermeiro Alex Pretti na semana passada - Octavio Jones/AFP

 

Rodrigo Toniol

Professor de antropologia da UFRJ, é membro da Academia Brasileira de Ciências

Padres, freiras e bispos católicos têm participado ativamente dos protestos contra a política de deportação dos Estados Unidos. O fato não é por acaso. Pelo contrário, é sintomático da tensão crescente entre a Igreja Católica e o governo Trump.

Neste seu segundo mandato, Trump fez movimentos contundentes para se aproximar do catolicismo. Na escolha de J. D. Vance como seu vice, o fato de ele ser um católico convertido de prestígio nos setores mais conservadores contou a seu favor. Outros nomes relevantes da administração Trump também se declaram católicos, como o secretário de Estado, Marco Rubio, e a secretária da Educação, Linda McMahon.

A morte do papa Francisco, apenas três meses depois de Trump voltar ao Salão Oval, também serviu para o presidente chamar a atenção para si. Na ocasião, declarou que poderia ser papa, publicou uma imagem feita por IA em que aparece vestido como pontífice e especulou sobre sua influência no conclave. Pouco depois, viu o primeiro norte-americano ser eleito papa: Leão 14. A convergência entre os dois, no entanto, parece terminar na nacionalidade.

Em novembro de 2025, Leão 14 fez referência à situação dos migrantes nos Estados Unidos e lembrou o evangelho de Mateus: todos serão julgados pela forma como tratam os estrangeiros. No início de 2026, após a invasão americana à Venezuela, defendeu a soberania do país latino.

Se migração e Venezuela são pautas centrais do governo Trump, nos dois temas o Vaticano se colocou na direção contrária. Mas a reação católica não ocorre apenas no plano da política global.

Michael Pham tinha 13 anos de idade quando fugiu do Vietnã em um barco com mais de 100 pessoas, ficou à deriva por dias, até aportar na Malásia. Naquele país, Michael tornou-se refugiado, até obter asilo nos Estados Unidos. Hoje é bispo de San Diego, no sul da Califórnia, na fronteira com o México.

Desde junho de 2025, o bispo de origem vietnamita acompanha pessoalmente os imigrantes quando chegam ao tribunal federal da cidade para as audiências judiciais sobre sua situação migratória.

Na semana passada, dezenas de organizações católicas lançaram uma iniciativa denominada Projeto de Ação Profética Católica para imigrantes, que tem como objetivo fornecer às dioceses ferramentas de pesquisa, comunicação e planejamento estratégico de ação. Na prática, isso significa oferecer proteção aos imigrantes a partir de uma ampla rede católica de apoio.

A iniciativa veio ainda acompanhada de um raro tipo de declaração feita por três membros do alto clero americano. Na segunda-feira (19), os arcebispos de Chicago, Washington e Newark manifestaram preocupação e discordância com os rumos do governo Trump.

Na última sexta-feira (23), mais de 100 religiosos de diferentes denominações cristãs foram presos enquanto participavam dos protestos em Minneapolis. Entre os católicos, o envolvimento na organização dos protestos e na rede de proteção aos imigrantes é crescente. As razões para isso são teológicas, mas também demográficas.

Segundo o Pew Research Center, os hispânicos representam 36% dos católicos do país; os imigrantes, 29%; e os filhos de imigrantes, outros 14%. Este é o elemento-chave da articulação entre a política migratória do governo americano e a reação que tem vindo dessas comunidades religiosas.

Na história recente dos Estados Unidos, a luta por direitos civis teve religiosos entre seus protagonistas, como o pastor batista Martin Luther King Jr. e a freira católica Mary Antona Ebo. Isso não significa que a história se repetirá. Mas o fato de que o primeiro papa americano, membros do clero e comunidades católicas estejam reagindo frontalmente à política migratória de Trump merece atenção. Também serve de antídoto contra leituras apressadas que tratam religiosos, por definição, como base automática do trumpismo. Fonte: www1.folha.uol.com.br

Papa Leão recebe presidência da CNBB em audiência no Vaticano.

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Publicado em 27 janeiro 2026
  • Presidência da CNBB,
  • dicastérios da Cúria Romana
  • cardeal Spengler,

O encontro reforçou os laços de comunhão entre a Igreja no Brasil e o Sucessor de Pedro e integrou a visita anual da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil à Santa Sé, que inclui reuniões com os dicastérios da Cúria Romana.

 

Thulio Fonseca - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu, na manhã desta segunda-feira (26/01), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composta pelo presidente, cardeal Jaime Spengler, O.F.M., arcebispo de Porto Alegre; por dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; por dom Paulo Jáckson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente; e por dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral.

A audiência insere-se na visita anual que a CNBB realiza ao Vaticano, durante a qual são promovidos encontros com os diversos dicastérios que compõem a Santa Sé. Segundo dom Jaime, o encontro com o Sucessor de Pedro foi “um momento especial para aprofundar o espírito de comunhão e de colaboração entre a Conferência Episcopal do Brasil e o Santo Padre”.

 

Espontaneidade e proximidade 

Na ocasião, afirmou o cardeal Spengler, foi possível partilhar com o Papa as experiências vividas recentemente pela Igreja no Brasil, bem como as repercussões de importantes eventos eclesiais realizados no país, como a COP30. Também foi apresentado um relatório das atividades desenvolvidas pela CNBB ao longo do último ano.

De forma fraterna e descontraída, recordou-se ainda que a última Assembleia Geral da Conferência precisou ser suspensa, uma vez que o pregador convidado para a abertura do encontro foi chamado a assumir o ministério como Sucessor de Pedro. O Papa reagiu com espontaneidade, em um clima de proximidade e cordialidade. O presidente da CNBB destacou que se tratou de um encontro respeitoso e fecundo, no qual foi reafirmada a disposição de colaboração da Igreja no Brasil com o Pontífice, que, por sua vez, manifestou sua proximidade pastoral para com o povo brasileiro.

 

Visitas aos Dicastérios da Santa Sé

A visita da presidência da CNBB a Roma ocorre em um contexto significativo, marcado pela celebração dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, realizada na semana passada, e também pelos 15 anos do Acordo Brasil–Santa Sé. Soma-se a isso a memória dos 400 anos das missões no sul do Brasil, que tiveram papel decisivo na formação histórica e territorial do país, tanto na região amazônica quanto no Sul.

Durante esta semana, a presidência da Conferência cumpre ainda a tradição de visitar os diversos organismos da Cúria Romana, promovendo um diálogo fraterno sobre a vida e a missão da Igreja. Nesta segunda-feira, a agenda incluiu também uma visita ao Dicastério para a Comunicação e uma reunião com o prefeito Paolo Ruffini, para dialogar sobre os desafios da comunicação e a missão evangelizadora da Igreja nos meios contemporâneos. Fonte: https://www.vaticannews.va

Uso político da fé não tem fronteiras

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Publicado em 23 janeiro 2026
  • Fé e vida,
  • Política e Religião,
  • Igreja e Poder,
  • Uso político da fé
  • Política e Igreja,
  • Fé e Poder,

Seja em Teerã, Jerusalém, Washington ou Brasília, religiosos tentam impor suas convicções, contribuindo para a violência e o sofrimento humano

Realidade deveria provocar uma reflexão honesta entre os cristãos

 

Marcos Amado

Pastor, teólogo e missionário, é autor do ebook 'Israel, o Armagedom e os Árabes Palestinos' (Martureo, 2019)

Durante os séculos 19 e 20, diversos intelectuais ocidentais acreditavam que o progresso científico e tecnológico levaria, de forma inevitável, à diminuição da influência da religião ao redor do mundo. A modernidade, supunha-se, substituiria a fé pela razão. No entanto, ao observarmos a trajetória da humanidade nos últimos 200 anos, torna-se evidente que tais previsões estavam equivocadas. Longe de desaparecer, a religião continua exercendo profundo impacto político, social e cultural.

Um exemplo emblemático dessa realidade é o Irã contemporâneo. O país que conhecemos hoje é, em grande medida, resultado da Revolução Islâmica de 1979, quando clérigos xiitas assumiram o poder e estabeleceram uma teocracia fundamentada em uma interpretação específica do Alcorão, o livro sagrado do Islã. Para muitos iranianos, aquele momento representou um novo começo: uma esperança renovada, a promessa de prosperidade e o fim da tirania e da corrupção associadas ao regime do xá Reza Pahlavi, apoiado pelo Ocidente.

No entanto, esse sonho não se concretizou. Ao longo das décadas, a repressão religiosa se intensificou, buscando impor à população uma interpretação rígida do islã. Apesar de possuir vastas reservas de petróleo, a economia do país deteriorou-se significativamente. Nos últimos meses, a desvalorização da moeda local agravou ainda mais as condições de vida, levando novamente a população às ruas em protesto.

Uma das causas dessa situação crítica é a insistência da liderança política iraniana em desenvolver a capacidade de enriquecimento de urânio. Oficialmente apresentado como um programa de fins pacíficos, ele é visto por grande parte da comunidade internacional como uma tentativa de alcançar armamento nuclear. Esse projeto consome bilhões de dólares e acaba desviando recursos que poderiam ser destinados às necessidades mais urgentes da população.

Entre os objetivos atribuídos ao regime iraniano por seus discursos e por analistas internacionais, destaca-se o reiterado desejo de ver o Estado de Israel destruído. Isso transforma o Irã em alvo constante de ações militares e cibernéticas por parte de Israel e de seu principal aliado, os Estados Unidos, que também se sentem ameaçados por eventuais mísseis nucleares iranianos. O cenário evidencia a complexa interseção entre política, religião e segurança internacional.

Mas o que leva os aiatolás a se disporem a pagar um preço tão alto? Para muitos observadores, a resposta passa por uma motivação religiosa. Ela está ligada a uma declaração atribuída ao profeta Maomé, registrada não no Alcorão, mas na tradição islâmica. Segundo esse relato, nos eventos escatológicos que antecederiam o fim dos tempos, ocorreria um conflito final no qual os muçulmanos lutariam contra os judeus, culminando numa perseguição total. A partir dessa leitura escatológica, adotada por setores do regime iraniano, a destruição do Estado de Israel seria vista como parte do cumprimento das profecias e da instauração do Reino de Deus.

Essa realidade deveria provocar uma reflexão honesta entre os cristãos. Enquanto líderes xiitas enxergam a destruição de Israel como um passo necessário para o fim dos tempos, algumas correntes teológicas cristãs, inclusive no Brasil, alimentam o desejo de ver a mesquita em Jerusalém destruída e Israel triunfando sobre seus inimigos muçulmanos, acreditando que isso aceleraria o retorno de Cristo. Essa mentalidade contribui para intensificar ações de grupos radicais e reforça a animosidade entre cristãos e muçulmanos.

Foi nesse contexto que a jornalista israelense Noa Landau expressou sua frustração ao afirmar que "o desejo compartilhado pelo apocalipse agora uniu fanáticos religiosos em Teerã, Gaza, Jerusalém e Washington". Ela cita líderes cristãos que pressionam seus governos a oferecer apoio incondicional a Israel, promovendo uma teologia que legitima a guerra como meio de cumprir profecias bíblicas.

Desde os tempos do imperador Constantino, quando a igreja deixou de ser perseguida e tornou-se, gradualmente, a religião oficial do Império Romano, a fusão entre religião e Estado tem se mostrado nociva. No Brasil, nos Estados Unidos e em Israel, grupos religiosos trabalham para impor suas convicções aos governos, contribuindo para a ausência de paz e para o sofrimento humano. Não creio que esse tenha sido o ensinamento deixado pelo Príncipe da Paz. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Quinta-feira 22 de janeiro-2026. Evangelho do Dia- 2ª Semana do Tempo Comum- Com Frei Carlos Mesters, O. Carm

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Publicado em 22 janeiro 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Marcos 3,7-12)

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

A conclusão a que se chega, no fim destes cinco conflitos (Mc 2,1 a 3,6), é que a Boa Nova de Deus tal como era anunciada por Jesus dizia exatamente o contrário do ensinamento das autoridades religiosas da época. Por isso, no fim do último conflito, se prevê que Jesus não vai ter vida fácil e será combatido. A morte aparece no horizonte. Decidiram matá-lo (Mc 3,6). Sem uma conversão sincera não é possível as pessoas chegarem a uma compreensão correta da Boa Nova.

Um resumo da ação evangelizadora de Jesus. Os versículos do evangelho de hoje (Mc 3,7-12) são um resumo da atividade de Jesus e acentuam um enorme contraste. Um pouco antes, em Mc 2,1 a 3,6, só se falou em conflitos, inclusive em conflito de vida e morte entre Jesus e as autoridades civis e religiosas da Galiléia (Mc 3,1-6). E aqui no resumo, aparece o contrário: um movimento popular imenso, maior que o movimento de João Batista, pois veio gente não só da Galiléia, mas também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, da Transjordânia e até da região pagã de Tiro e Sidônia para encontrar-se com Jesus! (Mc 3,7-12). Todos querem vê-lo e tocar nele. É tanta gente, que o próprio Jesus fica preocupado. Ele corre o perigo de ser esmagado pelo povo. Por isso, pediu aos discípulos para manter um barco à disposição a fim de que o povo não o apertasse. E do barco falava à multidão. Eram sobretudo os excluídos e os marginalizados que vinham a ele com seus males: os doentes e os possessos. Estes, que não eram acolhidos na convivência social da sociedade da época, são acolhidos por Jesus. Eis o contraste: de um lado, a liderança religiosa e civil que decide matar Jesus (Mc 3,6); do outro lado, um movimento popular imenso que busca a salvação em Jesus. Quem vai ganhar?

Os espíritos impuros e Jesus. A insistência de Marcos na expulsão dos demônios é muito grande. O primeiro milagre de Jesus é a expulsão de um demônio (Mc 1,25). O primeiro impacto que Jesus causa no povo é por causa da expulsão dos demônios (Mc 1,27). Uma das principais causas da briga de Jesus com os escribas é a expulsão dos demônios (Mc 3,22). O primeiro poder que os apóstolos vão receber quando são enviados em missão é o poder de expulsar os demônios (Mc 6,7). O primeiro sinal que acompanha o anúncio da ressurreição é a expulsão dos demônios (Mc 16,17). O que significa expulsar os demônios no evangelho de Marcos?

No tempo de Marcos, o medo dos demônios estava aumentando. Algumas religiões, em vez de libertar o povo, alimentavam nele o medo e a angústia. Um dos objetivos da Boa Nova de Jesus era ajudar o povo a se libertar deste medo. A chegada do Reino de Deus significou a chegada de um poder mais forte. Jesus é “o homem mais forte” que chegou para amarrar o Satanás, o poder do mal, e roubar dele a humanidade prisioneira do medo (Mc 3,27). Por isso, Marcos insiste tanto, na vitória de Jesus sobre o poder do mal, sobre o demônio, sobre o Satanás, sobre o pecado e sobre a morte. Do começo ao fim, com palavras quase iguais, ele repete a mesma mensagem: “E Jesus expulsava os demônios!” (Mc 1,26.27.34.39; 3,11-12.15.22.30; 5,1-20; 6,7.13; 7,25-29; 9,25-27.38; 16,9.17). Parece até um refrão! Hoje, em vez de usar sempre as mesmas palavras preferimos usar palavras diferentes. Diríamos: “O poder do mal, o Satanás, que mete tanto medo no povo, Jesus o venceu, dominou, amarrou, destronou, derrotou, expulsou, eliminou, exterminou, aniquilou, abateu, destruiu e matou!” O que Marcos nos quer dizer é isto: “Ao cristão é proibido ter medo de Satanás!” Depois que Jesus ressuscitou, já é mania e falta de fé apelar, a toda hora, para Satanás, como se ele ainda tivesse algum poder sobre nós. Insistir no perigo dos demônios para chamar o povo de volta para as igrejas é desconhecer a Boa Nova do Reino. É falta de fé na ressurreição de Jesus!

 

4) Para um confronto pessoal

1) Como você vive a sua fé na ressurreição de Jesus? Contribui para vencer o medo?

2) Expulsão dos demônios. Como você faz para neutralizar esse poder em sua vida?

 

5) Oração final

Exultem e se alegrem em ti todos os que te buscam; digam sempre: “O SENHOR é grande” os que desejam a tua salvação. (Sal 39, 17)

Quarta-feira 21 de janeiro-2026. Evangelho do Dia- 2ª Semana do Tempo Comum- Com Frei Carlos Mesters, O. Carm

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Publicado em 21 janeiro 2026
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  • Frei Carlos Mesters,
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  • Carmelita Frei Carlos Mesters,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters, O. Carm
  • 2ª Semana do Tempo Comum-A

 

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Marcos 3,1-6)

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4E perguntou-lhes: "E permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada.

6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

No evangelho de hoje vamos meditar o último dos cinco conflitos que Marcos colecionou no início do seu evangelho (Mc 2,1 a 3,6). Os quatro conflitos anteriores foram provocados pelos adversários de Jesus. Este último é provocado pelo próprio Jesus e revela a gravidade do conflito entre ele e as autoridades religiosas do seu tempo. É um conflito de vida e morte. Importa notar a categoria de adversários que aparece neste último conflito. Trata-se dos fariseus e dos herodianos, ou seja, das autoridades religiosas e civis. Quando Marcos escreve o seu evangelho nos anos 70, muitos traziam na lembrança a terrível perseguição dos anos 60, que Nero moveu contra as comunidades cristãs. Ouvindo agora como o próprio Jesus tinha sido ameaçado de morte e como ele se comportava no meio destes conflitos perigosos, os cristãos encontravam uma fonte de coragem e de orientação para não desanimar na caminhada.

Jesus na sinagoga em dia de sábado. Jesus entra na sinagoga. Ele tinha o costume de participar das celebrações do povo. Havia ali um homem com a mão atrofiada. Um deficiente físico não podia participar plenamente, pois era considerado impuro. Mesmo presente na comunidade, era marginalizado. Devia manter-se afastado.

A preocupação dos adversários de Jesus. Os adversários observam para ver se Jesus faz curas em dia de sábado. Querem acusá-lo. O segundo mandamento da Lei de Deus mandava “santificar o sábado”. Era proibido trabalhar nesse dia (Ex 20,8-11). Os fariseus diziam que curar um doente era o mesmo que trabalhar. Por isso ensinavam: “É proibido curar em dia de sábado!” Colocavam a lei acima do bem-estar das pessoas. Jesus os incomodava, porque ele colocava o bem-estar das pessoas acima das normas e das leis. A preocupação dos fariseus e dos herodianos não era o zelo pela lei, mas sim a vontade de acusar e de eliminar Jesus.

Levanta-te e vem aqui para o meio! Jesus pede duas coisas ao deficiente físico: Levanta-te e vem aqui para o meio! A palavra “levanta-te” é a mesma que as comunidades do tempo de Marcos usavam para dizer “ressuscitar”. O deficiente deve “ressuscitar”, levantar-se, vir para o meio e ocupar o seu lugar no centro da comunidade! Os marginalizados, os excluídos, devem vir para o meio! Não podem ser excluídos. Devem ser incluídos e acolhidos. Devem estar junto com todo mundo! Jesus chamou o excluído para ficar no meio.

A pergunta de Jesus deixa os outros sem resposta. Jesus pergunta: Em dia de sábado é permitido fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou matá-la?  Ele podia ter perguntado: ”Em dia de sábado é permitido curar: sim ou não?” Aí, todos teriam respondido: “Não é permitido!” Mas Jesus mudou a pergunta. Para ele, naquele caso concreto, “curar” era o mesmo que “fazer o bem” ou “salvar uma vida”, e “não curar” era o mesmo que “fazer o mal” ou “matar uma vida”! Com a sua pergunta Jesus colocou o dedo na ferida. Denunciou a proibição de curar em dia de sábado como sendo um sistema de morte. Pergunta sábia! Os adversários ficaram sem resposta.

Jesus fica indignado diante do fechamento dos adversários. Jesus reage com indignação e tristeza diante da atitude dos fariseus e herodianos. Ele manda o homem estender a mão, e ela ficou curada. Curando o deficiente, Jesus mostrou que ele não estava de acordo com o sistema que colocava a lei acima da vida. Em resposta à ação de Jesus, os fariseus e os herodianos decidem matá-lo. Com esta decisão eles confirmam que são, de fato, defensores de um sistema de morte! Eles não têm medo de matar para defender o sistema contra Jesus que os ataca e critica em nome da vida.

 

4) Para um confronto pessoal

1) O deficiente foi chamado para estar no centro da comunidade. Na nossa comunidade, os pobres e os excluídos têm um lugar privilegiado?

2) Você já se confrontou alguma vez com pessoas que, como os herodianos e os fariseus, colocam a lei acima do bem-estar das pessoas? O que você sentiu naquele momento? Deu razão a eles ou os criticou?

 

5) Oração final

De todos tens compaixão porque tudo podes, e fechas os olhos aos pecados os mortais, para que se arrependam. Sim, amas tudo o que existe e não esprezas nada do que fizeste; porque, se odiasses alguma coisa, não a terias criado. (Sab 11,23-24)

Província Carmelitana Pernambucana- Capítulo Provincial.

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Publicado em 21 janeiro 2026
  • Província Carmelitana Pernambucana,
  • Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Capítulo Provincial da Província Carmelitana Pernambucana
  • Capítulo Provincial

 

 

Os Frades Carmelitas da Província Carmelitana Pernambucana se reúnem na cidade de Camocim de São Fêlix-PE para o seu Capítulo Provincia 2026. O tema que norteia as reflexões, planejamento e decisões é: Restaurados na esperança, sermos um.

Orações, eucaristia, grupos de reflexão e assembleias formam o ambiente deste grande encontro vivido a cada três anos e que norteiam toda a dinâmica da província.

O capítulo conta com a presença do prior geral da Ordem do Carmo, o Frei Desidério Garcia, O.Carm. e o delegado para as américas, o Frei Rolf Nepomuk, O.Carm.

Unamo-nos em oração para que o Espírito Santo de Deus derrame seus dons e carismas sobre todos os frades na superação dos desafios e fortalecimento do rico carisma carmelita.

Rogai por nós, Virgem Bendita. Ó padroeira dos Carmelitas!

Fonte: Facebook- Província Carmelitana Pernambucana

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