Coleção de livros infantis conta histórias reais de quem defende a amazônia .
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'Heróis e Heroínas da Floresta' é lançada pela editora Vooinho com três títulos
Obras contam trajetórias de nomes como o de Dorothy Stang
São Paulo
Marina Silva, Dorothy Stang e Olímpio Guajajara passaram a vida defendendo a floresta. Agora, viraram personagens de livro para crianças.
A coleção se chama "Heróis e Heroínas da Floresta" e acaba de ser lançada pela Vooinho, selo infantil da editora Voo. São três livros, escritos por Ricardo Voltolini e ilustrados pela artista Moara Tupinambá. Cada um conta a história real de uma pessoa que dedicou a vida a proteger a Amazônia.
A coleção começou com um pedido do neto do autor, Lorenzo, que descobriu que o avô tinha escrito um livro infantil quando era jovem e pediu que ele escrevesse uma nova história.
Voltolini, que trabalha há mais de 30 anos com a preservação do meio ambiente, decidiu contar histórias de pessoas reais que ajudam a natureza. "O poder desses personagens vem do amor profundo que eles têm pela floresta", disse o autor.
O primeiro livro é sobre Marina Silva, chamada de "Marina da Floresta". Marina nasceu no Acre, na floresta amazônica, numa família que trabalhava colhendo seringa —o líquido tirado das árvores que serve para fazer borracha.
Ela só aprendeu a ler aos 16 anos, mas estudou e se tornou uma das principais vozes do Brasil na defesa da Amazônia, até se tornar ministra do Meio Ambiente.
O segundo é sobre Dorothy Stang, se chama "Dot, a semeadora de florestas".
Dorothy nasceu nos Estados Unidos em 1931 e veio morar no Brasil aos 35 anos. Escolheu viver no Pará, no meio da Amazônia, onde passou décadas ajudando famílias de agricultores a plantar e viver da terra sem precisar derrubar a floresta.
Dizem que ela andava sempre com os bolsos cheios de sementes para distribuir pelo caminho. Dorothy defendeu famílias humildes mesmo quando isso a colocou em conflito com pessoas que queriam desmatar suas terras.
Ela foi morta em 2005, aos 73 anos, por causa dessa luta, mas seu trabalho continua sendo lembrado e seguido por muita gente até hoje.
O terceiro conta a história de Olímpio Guajajara, que ganhou o apelido de "guardião do planeta".
Olímpio é um líder indígena do povo Guajajara, no Maranhão. Ele faz parte dos Guardiões da Floresta, um grupo que protege a mata de quem tenta derrubá-la de forma ilegal. "Já nasci Guardião", ele costuma dizer.
Em vez de livros com muitas datas e informações complicadas, a coleção conta essas trajetórias como aventuras, com ilustrações que ajudam a imaginar a floresta.
A ideia é aproximar as crianças de temas como natureza, biodiversidade e a noção de que todos fazem parte de uma mesma comunidade: o planeta.
As ilustrações são de Moara Tupinambá, artista indígena nascida em Belém do Pará e ligada à Aldeia Tucumã Tupinambá. Moara pertence a um povo originário e usa sua arte justamente para falar da memória e cultura de seu povo.
Ela trabalha com desenho, pintura e colagem, e criou para os livros ilustrações mais abstratas, para o pequeno leitor imaginar a floresta enquanto conhece de perto as histórias de Marina, Dorothy e Olímpio.
Todo o dinheiro das vendas será enviado para o Amazônia Viva, um projeto que forma líderes e cuidadores na região amazônica.
Heróis e heroinas da floresta
Preço R$ 68; 48 a 52 págs. cada um dos 3 volumes
Autoria Ricardo Voltolini e Moara Tupinambá
Editora Voo. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais
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José Carlos da Rocha Sobrinho foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. DHPP e Corregedoria da Polícia Militar investigam o caso.

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem da PM, gerou protestos na Avenida dos Sertanistas, na noite desta segunda-feira (13). — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Lucas Jozino, Pedro Henrique Moreira, Daniela Vasconcelos, TV Globo — São Paulo
Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais
Moradores do Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo, protestaram na noite da segunda-feira (13) contra a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem de policiais das Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep).
Os manifestantes fecharam a Avenida dos Sertanistas no fim da noite. Pouco tempo depois, equipes da Polícia Militar chegaram ao local e dispersaram o grupo.
(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao dizer que os policiais eram da Rota. Na verdade, eles são da Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep). A informação foi corrigida às 13h09).
Segundo o boletim de ocorrência, José Carlos foi baleado por volta das 18h30 na Rua Vagner Araújo, no mesmo bairro.
De acordo com o registro policial, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por ser destino de muitos carros roubados, quando avistaram o veículo dirigido por José Carlos.
Ainda segundo o relato dos policiais, foi dada ordem de parada, mas o motorista tentou fugir. Os agentes afirmam que se aproximaram do veículo e que José Carlos sacou uma arma. Em seguida, efetuaram os disparos.
José Carlos foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Os policiais também afirmam que apreenderam uma pistola com o pastor. No boletim de ocorrência, registraram ainda que ele possuía antecedentes criminais e seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por meio de nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que "investiga a morte de um homem durante abordagem policial no bairro São Rafael, zona leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13)".
Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu.
Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais, e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado.
O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de SP (SSP).
Versão da família e de testemunhas
Segundo parentes, José Carlos era pastor havia anos, tinha acabado de deixar uma irmã na igreja e estava voltando para casa quando foi abordado.
Testemunhas também questionam a versão apresentada pelos policiais. Em entrevista, uma delas afirmou que não houve troca de tiros.
"O cara é da igreja, irmão", disse uma testemunha ao ser questionada se houve confronto.
A TV Globo esteve na Rua Vagner Araújo, onde ocorreu a abordagem. A via é de terra e tem pouca infraestrutura.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo da polícia, afirmou que a viatura da PM já estava na região antes da abordagem.
Segundo o relato, os policiais estavam parando pessoas e fazendo abordagens quando permaneceram no ponto em que José Carlos foi baleado.
"[A viatura] já estava no local. Parando algumas pessoas, perguntando, tudo certinho. Aí depois eles pararam no local onde a vítima foi baleada e ficaram um bom tempo ali. Parecia que estavam, realmente, esperando ele passar."
A mesma testemunha afirmou que José Carlos foi abordado e conversou com os policiais antes dos disparos.
"Ficaram uns 15, coisa de 15, 20 minutos conversando, antes de escutar os disparos dentro de casa."
Segundo o relato, cerca de cinco minutos após a testemunha entrar em casa, foram ouvidos cinco disparos.
"A gente até o viu chegando, mas aí a gente pensou que era abordagem normal. Então a gente entrou. Aí depois que a gente entrou, passaram cinco minutos. Cinco disparos. Certinho. Direto, a gente escutou. Aí a gente já correu aqui para fora. Quando saí na porta, os policiais estavam cercando o carro [do pastor]."
Questionada sobre a versão dos policiais, de que José Carlos teria apontado uma arma para a viatura da PM, a testemunha respondeu: "Não. O que a gente viu foram cinco disparos direto."
O boletim de ocorrência informa ainda que as câmeras corporais dos policiais só foram acionadas depois dos disparos. A Polícia Civil ainda não teve acesso às imagens.
Moradores afirmam ainda que, após os tiros, os policiais passaram pelas casas da região procurando câmeras de segurança.
Uma testemunha relatou que os agentes permaneceram no bairro até a madrugada.
Questionada se os policiais procuravam câmeras, respondeu: "Atrás de câmera. Eles entraram dentro dos matos da região procurando por algo, com lanterna. Depois, eles ficaram de casa em casa, com lanterna, olhando os batentes da casa, vendo se achavam algum tipo de câmera."
Mortes pela Rota
Nos últimos dias, agentes da Rota mataram seis pessoas durante a investigação da tentativa de assassinato do tenente Ronickson Pimentel, ocorrida em 27 de junho.
Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como suspeito de atirar no tenente, continua desaparecido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização dele.
Segundo levantamento do Ministério Público, a Polícia Militar matou 115 pessoas na capital paulista no primeiro semestre deste ano.
É o maior número para o período dos últimos cinco anos, com alta de 10% em relação a 2025. O índice representa, em média, uma morte a cada um dia e meio.
Há pouco mais de dois meses, também foi mostrado o caso de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, baleada pelo soldado Yasmin Cursino Ferreira durante uma discussão em Cidade Tiradentes.
O erro no protocolo, segundo a reportagem, só foi esclarecido graças às imagens das câmeras corporais. Fonte: https://g1.globo.com
Morre Tiago Pitthan, que organizou festa para o próprio velório após diagnóstico terminal: 'Tudo valeu a pena'
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Aos 47 anos, ele transformou a própria despedida em um encontro com música, amigos e histórias. Tiago morreu pouco mais de um mês depois da celebração que planejou em vida.
Tiago Pitthan durante a celebração da própria vida, realizada em Campo Grande. — Foto: Alison Lima
Por Talyta Vespa, g1
O publicitário Tiago Martins Pitthan, de 47 anos, que decidiu organizar o próprio velório ainda em vida, morreu neste domingo (5), em Campo Grande (MS).
Diagnosticado em 2024 com câncer de estômago em estágio avançado e sem possibilidade de cura, Tiago passou a viver intensamente o tempo que ainda tinha pela frente.
No dia 30 de maio, Tiago participou do próprio velório: uma festa em um galpão de Campo Grande, com bandas, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando o momento ao vivo.
Antes de morrer, Tiago organizou pertences e senhas e publicou nas redes um último vídeo de despedida, dizendo estar em paz: "Tive uma vida boa e é isso. Eu venci."
Tiago Martins Pitthan, o homem que decidiu organizar o próprio velório porque não queria “faltar” à despedida, morreu aos 47 anos, em Campo Grande.
Diagnosticado com um câncer de estômago em estágio avançado, ele transformou o que costuma ser um momento de ausência em presença: reuniu amigos, familiares e até desconhecidos em uma festa para celebrar a própria história enquanto ainda podia ouvi-la.
No domingo (5), do hospital, Tiago publicou um último vídeo nas redes sociais. Deixou uma mensagem de despedida.
“Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito.”
A frase resume a forma como Tiago escolheu atravessar o período após descobrir que o câncer não tinha mais possibilidade de cura. Desde o diagnóstico, dizia que não queria controlar a morte, mas o que ainda poderia fazer com o tempo que tinha.
E fez. No dia 30 de maio, esteve no próprio velório.
O antigo galpão de uma cervejaria em Campo Grande recebeu bandas, amigos, rodas de conversa e uma programação pensada por ele em detalhes. Teve bossa nova, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando a festa em tempo real —um quadro que Tiago fazia questão de guardar.
Também houve guitarra. Mesmo sem nunca ter tocado um instrumento antes, Tiago começou a aprender depois que a doença avançou. Queria realizar um desejo antigo: subir ao palco pelo menos uma vez. Conseguiu.
'Lá em cima não tem câncer'
A relação de Tiago com o diagnóstico nunca foi de negação. Ele sabia que a doença não tinha cura, mas dizia que queria decidir o que ainda cabia dentro do tempo que tinha.
O câncer foi descoberto em março de 2024, após meses de sintomas. No Réveillon anterior, durante uma viagem a Bonito (MS), percebeu que não conseguia mais comer normalmente: sentia o estômago cheio logo na primeira garfada e vomitava.
A endoscopia revelou um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. A princípio, ele passaria por uma cirurgia para retirada do órgão, mas, durante o procedimento, os médicos encontraram metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar.
A cirurgia curativa deixou de ser uma opção.
“Eu descobri que não tinha cura. Que teria de viver com aquilo; provavelmente, morrer daquilo”, contou.
Mesmo em tratamento, Tiago continuou trabalhando, treinando e mantendo a rotina pelo maior tempo possível. Com a progressão da doença, perdeu peso, ficou mais fraco e passou a conviver com limitações causadas pelo câncer e pelos efeitos da quimioterapia.
Ainda assim, seguiu fazendo planos. Pouco antes da festa, voltou a Bonito. Desceu 70 metros de rapel até o Abismo Anhumas e, no dia seguinte, saltou de paraquedas.
“Lá em cima não tem câncer. Só tem eu e aquele mundão.”
Uma despedida em que ele estava presente
Quando decidiu organizar o próprio velório, Tiago já pensava também no que viria depois.
Separou senhas, definiu o destino de objetos pessoais e conversou com pessoas próximas. O único ritual que deixou para os outros decidirem foi o velório tradicional.
A mãe, que cuidava dele durante o tratamento, acompanhou de perto os últimos meses. Tiago havia voltado para Campo Grande justamente para ficar próximo dos pais —primeiro para ajudar a cuidar deles. No fim, era ela quem cuidava dele.
Com o avanço da doença, fazia quimioterapia paliativa e imunoterapia. O objetivo já não era eliminar o tumor, mas tentar controlar a progressão e preservar qualidade de vida.
Tiago dizia que não tinha medo da morte. O medo era do caminho até ela: da dor, de ficar preso a uma cama, de deixar de fazer as coisas que ainda queria.
Por isso, enquanto conseguiu, foi. Aprendeu guitarra. Tocou. Encontrou amigos. Pulou de paraquedas. Organizou uma festa. E não faltou. Fonte: https://g1.globo.com
Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”.
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A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.
Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.
Tragédia humanitária
No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.
Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.
Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).
A presença solidária da Igreja
Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.
Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.
Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.
“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.
Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto.
Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.
Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.
A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa.
Convite à solidariedade à toda a sociedade
Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha:
“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB.
Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.
Saiba como doar:
SOS VENEZUELA
PIX:
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CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7
Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br
Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:
CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br
Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos.
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Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos
Agentes de segurança forneciam apoio a grupo criminoso que realizou rapto, dizem autoridades locais
México é um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 assassinatos desde 1994
AFP
Uma jornalista mexicana que havia sido sequestrada por homens armados em 2 de junho foi encontrada morta, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (3). O caso reacendeu os alertas sobre a violência contra a imprensa no país, um dos mais letais para a profissão no mundo.
O sequestro de Roxana Guzmán em sua casa foi registrado em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais. Seus restos mortais foram encontrados dias atrás em um imóvel e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, que confirmou a morte em comunicado oficial.
Oito pessoas foram presas pelo homicídio, incluindo quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. Segundo a Procuradoria, os agentes "forneciam recursos, comida e apoio logístico ao grupo criminoso" responsável pelo sequestro. As investigações também apontam o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa que atua no sul do estado de Veracruz.
Guzmán era fundadora e diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo digital sediado em Nanchital, município de cerca de 30 mil habitantes no estado de Veracruz. A página, hospedada no Facebook, publicava notícias locais, denúncias da comunidade e cobria temas como segurança pública e política municipal.
Ela foi sequestrada na manhã de 2 de junho, quando homens armados invadiram sua residência e a levaram, tendo a família dela como testemunha. Imagens gravadas pelo celular de um familiar mostram os criminosos arrombando a porta com ferramentas pesadas e apontando armas para os moradores. O vídeo ajudou a dar repercussão nacional ao caso e permitiu a identificação de parte dos envolvidos.
Logo após o desaparecimento, organizações de defesa da liberdade de imprensa cobraram uma resposta imediata das autoridades.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu uma investigação rápida para esclarecer a motivação do crime e ressaltou que deveria ser considerada a possibilidade de relação com a atividade profissional de Guzmán. A organização destacou que a jornalista era conhecida por seu trabalho de cobertura de assuntos locais e denúncias na região.
Veracruz, no leste do país, é considerado um dos estados mais perigosos do México para o exercício do jornalismo. Outros dois jornalistas já haviam sido assassinados na região neste ano, e entidades de defesa da imprensa denunciam um histórico de impunidade em crimes contra comunicadores.
O México permanece entre os países mais letais do mundo para a profissão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados ali desde 1994, em um cenário marcado pela atuação do crime organizado, corrupção e ataques recorrentes à liberdade de imprensa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Tragédia venezuelana
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Terremoto devastador é teste sobre o real compromisso dos EUA com a Venezuela
Vítima de décadas de corrupção e do autoritarismo chavista, a Venezuela, governada por uma títere de Donald Trump, certamente não precisava de uma tragédia natural que, infelizmente, a afundará ainda mais em sua grave crise.
Como a natureza é impiedosa com todos, a Venezuela acaba de ser atingida não por um, mas por ao menos dois fortes terremotos, a pior devastação registrada no país vizinho desde 1900. O número de mortos passou de 1.700, entre os quais dois brasileiros. Contam-se mais de 5 mil feridos e incontáveis desaparecidos e desabrigados. A real extensão da catástrofe ainda está por ser dimensionada. Edifícios e bairros inteiros simplesmente colapsaram.
Além das irreparáveis perdas humanas, o prejuízo econômico também promete ser devastador. Estimativas preliminares do Serviço Geológico dos EUA avaliam as perdas econômicas em até US$ 100 bilhões. Tudo isso para uma nação que, conforme revelou o Financial Times pouco antes dos terremotos, já enfrentava dificuldades para renegociar uma dívida externa estimada em US$ 240 bilhões. Eis o legado de anos de incúria administrativa de Hugo Chávez e seu sucessor, Nicolás Maduro.
Maduro, como se sabe, foi capturado no início do ano numa controversa operação militar norte-americana em solo venezuelano. O ditador agora está confinado numa prisão de segurança máxima em Nova York.
Sua ex-aliada de primeira hora, Delcy Rodríguez, ocupa a presidência da Venezuela simplesmente porque assim decidiu Donald Trump. A Constituição do país determina que, em caso de ausência absoluta do presidente eleito, novas eleições sejam realizadas em 30 dias, prazo há muito vencido. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, decretou Trump em entrevista à NBC News em janeiro.
“Consertar o país”, de acordo com os interesses da população venezuelana, e não sob a lógica de Trump, acaba de se tornar um imperativo ainda maior – político, econômico e, sobretudo, humanitário. A Venezuela precisará se reerguer dos escombros dos terremotos e do caos financeiro em que se encontra.
Por ora, o país vem felizmente contando com uma onda de solidariedade das mais diversas nações, entre as quais o Brasil, que compartilha uma extensa fronteira com a Venezuela. Mas, passado o trabalho inicial de localização de desaparecidos e restauro da infraestrutura básica, como a de serviços de energia, a Venezuela seguirá carecendo de bem mais do que ajuda humanitária pontual.
Como resolveu se imiscuir nas entranhas do poder venezuelano, os EUA serão especialmente testados em seu interesse por governar a Venezuela por meio da presidente que impuseram ao povo. A tragédia dos terremotos oferecerá ao governo Trump uma oportunidade de ajudar a Venezuela a finalmente respeitar os desejos de seus cidadãos.
Oxalá os tremores que afligiram os venezuelanos não se convertam em desculpa para uma tutela ainda maior de Trump sobre o governo, as instituições e, em última instância, os cidadãos venezuelanos. Fonte: https://www.estadao.com.br
'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'
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'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'
Centros de tratamento de dependência dizem que mais clientes estão buscando ajuda para combater o uso "descontrolado" do telefone
Grupo inspirado em Alcoólicos Anônimos oferece apoio gratuito a viciados em tecnologia

Marios diz que seu telefone ajuda a aliviar a solidão que ele às vezes sente - BBC/Emma Lynch
Ruth Clegg
BBC News
O telefone de Marios apita e se ilumina. Ele acaba de receber uma mensagem de WhatsApp minha pedindo uma entrevista para esta reportagem.
Ele quer responder imediatamente. A vontade, ele me conta mais tarde, é avassaladora.
No entanto, ele está no meio de uma sessão de terapia sobre seu vício em telefone celular. Ele não pode responder agora.
Ele se controla. Mas assim que a reunião termina, ele volta ao telefone e, uma hora depois, nos falamos através de uma chamada de vídeo.
"Sinto muito", digo. "A última coisa que eu queria fazer era interromper sua sessão."
"Não se preocupe", suspira Marios. "Essa é a sensação que tenho há muitos anos: essa necessidade incontrolável de usar meu telefone."
"É como carregar seu próprio traficante. Minha droga está sempre no meu bolso, piscando, apitando e me lembrando de tomar uma dose."
Em um dia ruim, Marios, que é personal trainer em Londres, passava mais de 14 horas olhando para a tela (o Instagram, diz ele, é o principal problema). Mas agora ele está fazendo um curso de 12 sessões de terapia particular para tentar conter essa compulsão, que ele acredita ser impulsionada pela solidão.
Uma olhada nas estatísticas de tempo de tela do meu telefone me diz que verifiquei meu aparelho 116 vezes ontem. Também passei mais de três horas olhando para ele.
Marios é viciado? Eu sou viciada?
É difícil saber.
O vício em telefone ainda não existe como um problema de saúde oficial, mas, em uma pesquisa recente com mil adultos realizada pela Deloitte, 70% dos entrevistados disseram que passam tempo demais em seus telefones. À medida que um número crescente de acadêmicos alerta que smartphones estão mudando a química do nosso cérebro, especialistas em dependência me disseram que estão vendo mais clientes completamente dependentes de seus dispositivos.
No ano passado, um em cada três clientes tratados por dependência de drogas pelos Centros de Tratamento de Vício do Reino Unido (UKAT, na sigla em inglês), que atendem 3.500 pessoas por ano, também apresentava uma dependência secundária de telefone. Em 2019, esse número era 1 em cada 10.
Alguns clientes chegam a desistir do tratamento para seu vício principal porque se recusam a entregar seus dispositivos ao entrar na clínica, afirma o UKAT.
Mas quando alguém deixa de ser apenas uma pessoa que envia mensagens em excesso e passa a precisar de ajuda profissional?
Ao subir pela alameda arborizada que leva ao Rainford Hall, sou recebida por enormes vitrais que datam da era jacobina, com vista para jardins bem cuidados.
É um local improvável para tratar pessoas com um vício digital.
Aqui, em St Helens, no norte da Inglaterra, funciona o centro de reabilitação Steps Together, que também recebe pessoas que lutam contra outros vícios (incluindo drogas, álcool e jogos de azar).
Os terapeutas dizem estar vendo um número crescente de pessoas que não conseguem se desconectar de seus dispositivos.
"Pode afetar qualquer pessoa, de qualquer origem", explica a terapeuta-chefe Kelly Watson. "Todos nós temos telefones, todos temos circuitos cerebrais semelhantes, e muitos de nós podemos nos tornar viciados."
Parte do nosso cérebro funciona com um sistema de recompensa, diz ela. Recebemos uma mensagem, uma curtida nas redes sociais, ou até lemos alguma informação nova em um site, e então a dopamina (um mensageiro químico no cérebro que regula o prazer e a motivação) é liberada.
Eventualmente, para alguns de nós, a necessidade por esse estímulo se torna excessiva. Pode assumir o controle, fazendo com que horas —ou até dias— de nossas vidas desapareçam no mundo online, explica ela.
James, que está sendo tratado em outro centro Steps Together em Leicester, sabe bem o que é isso.
O homem de 48 anos procurou inicialmente ajuda para vício em álcool, mas logo ficou claro que sua dependência digital também estava fora de controle.
Depois de perder o emprego, seu dia passou a ser consumido por rolar as redes sociais, checar sites de notícias e se fixar no que estava acontecendo em diferentes partes do mundo.
Se ele publicasse algo nas redes sociais, ficava acordado no meio da noite verificando curtidas e comentários. Ele me conta que parecia que o mundo digital o mantinha refém.
Mas qualquer prazer em usar o telefone havia desaparecido. "Eu ficava com receio", lembra James. "Parecia que um pedaço da minha alma tinha sido sugado, mas eu não conseguia parar."
Watson afirma que, quando os clientes chegam ao Rainford Hall, eles estão preocupados, confusos e não querem abrir mão de seus telefones.
"Eles dizem: 'Mas eu preciso para o trabalho, preciso para manter contato com a família.' Posso ouvir o medo em suas vozes. É o porto seguro deles."
Muitos passam pelo menos 28 dias no centro residencial, recebendo terapia em grupo e individual para as questões que impulsionam seu vício, enquanto são ajudados a gradualmente reduzir sua dependência.
Watson trabalha com eles para diminuir aos poucos o tempo de tela e descobrir quais pensamentos e sentimentos surgem quando não estão com o dispositivo.
"Esse é frequentemente o problema —a vida pode ser difícil demais, e ao rolar a tela do telefone eles podem se dissociar do mundo real."
Longe do luxo do Rainford Hall, pessoas ao redor do mundo estão se unindo para apoiar umas às outras na luta contra o vício digital.
Em 2017, várias pessoas preocupadas com seu uso de tecnologia e internet se uniram para criar o grupo Dependentes de Internet e Tecnologia Anônimos (ITAA, em inglês), uma associação global inspirada nos Alcoólicos Anônimos (AA).
Jenny é uma de suas membros. No auge de seu vício em telefone, ela não dormia por dias. Mal comia ou bebia, sua dependência era tão forte.
"Eu perdia partes da minha vida", explica a mulher de 30 anos, que não quer que a BBC use seu nome verdadeiro.
Ela não se importava com o que aparecia na tela —um filme, uma série, um vídeo curto— desde que estivesse assistindo a algo.
"Eu não percebi o quanto estava viciada até estar em abstinência e ter que pedir a amigos e familiares para manter meus dispositivos trancados", lembra Jenny. "Era tão ruim que pensei que iria morrer se não assistisse a algo."
Se tivesse recaídas, recorria a pegar ou "emprestar sem permissão" um laptop ou um smartphone de sua família.
Mas então a culpa e a vergonha surgiam, e ela queria consumir ainda mais conteúdo para bloquear esses sentimentos.
Após anos "buscando ajuda", ela encontrou o ITAA e seguiu o programa de 12 passos contra o vício. Agora está em recuperação e não assiste nem transmite conteúdo há cinco anos.
Jenny diz que se sente confortável em ter um telefone básico e usar a internet para o trabalho. "Agora estou no comando", afirma.
Outro membro do ITAA, Tom, diz que seu vício o levou a lugares sombrios. Ele podia perder meses inteiros de sua vida com o telefone e outras telas.
"Eu passava dez horas seguidas consumindo conteúdo —podia estar ouvindo música, assistindo algo no YouTube, navegando nas redes sociais e jogando videogame— tudo ao mesmo tempo."
"Depois eu caminhava por duas horas e voltava a consumir. Isso podia continuar por meses."
O vício de Tom foi tão avassalador que o levou a perder seu negócio e seu senso de propósito na vida.
"Eu me tornei suicida", diz ele. "Estou começando a sentir alegria real na vida novamente. Jogo muito pickleball, saio ao ar livre e vou à academia."
Hilda Burke, psicoterapeuta, escreveu recentemente um livro de apoio chamado Phone Addiction Workbook ("Guia para o Vício em Telefone", em tradução livre), após observar um número crescente de clientes procurando ajuda por dependência digital.
Se você está preocupado com o tempo que passa na tela, ela recomenda analisar seu próprio comportamento e refletir sobre o que pode estar por trás disso.
"Faça a si mesmo perguntas como: 'o que estava acontecendo naquele dia? Eu estava esperando alguém responder a uma mensagem?'"
Muitas vezes, é a espera por uma resposta a uma mensagem que causa nosso desconforto inicial, explica Burke. Isso então nos leva a usar o telefone como distração.
"Em vez de entrar online, talvez faça outra coisa para se distrair. Chame um amigo, vá correr, leia um livro.
"E tente não sentir culpa ou vergonha —em vez disso, pense em como poderia lidar com isso da próxima vez."
Empresas de telefonia também introduziram recursos que ajudam as pessoas a monitorar seu tempo de tela e restringir o acesso a certos aplicativos, em uma tentativa de combater o ciclo viciante em que muitos de nós caímos.
De volta ao norte de Londres, Marios está esperançoso de que seu curso de terapia poderá ajudá-lo a superar sua dependência de telefone. Ele também está a caminho de se tornar fluente em espanhol — graças a vários aplicativos em seu telefone.
"Nem tudo é ruim", diz ele.
Mas, um segundo depois, ele pega o telefone por impulso. Assim que o toca, parece se lembrar de sua determinação. Ele pressiona o aparelho com firmeza.
"Todos os dias, estabeleço a intenção de não usá-lo tanto e isso está fazendo diferença", diz Marios. "E, a cada dia, estou lentamente começando a aproveitar as coisas novamente. É possível, tenho certeza."
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
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Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
Balanço divulgado pelo governo venezuelano também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo
Por Redação g1
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.
O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.
Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.
"Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.
"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.
Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira.
Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram. Fonte: https://g1.globo.com
Terremotos na Venezuela: Sobe para 920 o número de mortos
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Informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez; outras 3.360 pessoas ficaram feridas

O número de mortos após os terremotos na Venezuela subiu para 920 nesta sexta-feira (26), segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país. Outras 3.360 pessoas ficaram feridas.
Ainda segundo o congressista, mais de 4.000 pessoas estão desabrigadas e 383 residências foram total ou significativamente danificadas, a maioria no estado de La Guaira.
A atualização ocorre enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar mais pessoas presas sob os escombros durante a "janela de ouro" de até 72 horas após o terremoto.
Espera-se que o número de vítimas fatais aumente significativamente à medida que as equipes de busca avançam com os trabalhos de buscas.
Delcy Rodríguez também anunciou nesta sexta que o governo decidiu militarizar o estado de La Guaira após os terremotos.
Um site criado para registrar relatos de pessoas ainda não localizadas listava 50 mil nomes na manhã desta sexta-feira.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 — dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina — atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, na noite de quarta-feira (24), enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.
O Serviço Geológico dos EUA previu que o número de mortes pode chegar a 10 mil.
O governo da presidente interina, que assumiu o poder depois que os Estados Unidos prenderam seu antecessor em uma operação realizada em janeiro, prometeu uma mobilização em massa de assistência.
No entanto, a ajuda foi irregular na quinta-feira (25): autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares estavam nas ruas em alguns locais, mas ausentes ou com presença mínima em outros.
La Guaira, uma cidade litorânea nos arredores de Caracas, foi a mais atingida, com pelo menos 100 edifícios — incluindo prédios de apartamentos de vários andares. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br
Número de mortos devido a terremotos na Venezuela sobe para 235
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Mais de 24 horas após dois terremotos sacudirem a Venezuela, o número de mortos na tragédia subiu para 235 e o de feridos para 4.300. As operações de busca por sobreviventes em meio aos escombros continuam.
Os abalos sísmicos afetaram principalmente Caracas e o estado vizinho de La Guaira. Há pelo menos 2.927 famílias afetadas, 157 desaparecidos registrados, 200 pessoas presas sob escombros, 250 edifícios danificados e oito hospitais impactados, alguns dos quais "tiveram de ser evacuados", segundo o governo.
Apenas em La Guaira, mais de 100 edifícios desmoronaram, enquanto se mantém a mobilização de mais de 100 equipes de maquinário pesado para as operações de resgate.
Além da mobilização anunciada pelo governo, milhares de civis venezuelanos participam voluntariamente das operações de resgate. Também organizaram campanhas de arrecadação de suprimentos e transporte de doações para diversas áreas de Caracas e La Guaira.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou nesta sexta-feira (26/06) La Guaira, considerada o epicentro da devastação, junto com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, em meio a um cenário de escassez de informações oficiais. cn (EFE, AFP). Fonte: https://www.dw.com
'Voz Ativa' recalibra critérios para informar sobre feminicídios.
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Guia visa ajudar comunicadores a não repetir erros que normalizam a violência
Autoras mapearam padrões de reportagens sobre assassinatos de mulheres
Jornalista especializada em diversidade, escreve sobre quem vive às margens nada plácidas do Ipiranga, da América Latina e de outras paragens
Hoje em dia é pouco provável que a desafortunada expressão "crime passional" faça parte de uma reportagem sobre feminicídio, mas outros cacoetes daninhos —que refletem falta de formação e reflexão sobre o assunto— continuam a habitar as manchetes quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher.
O uso da voz passiva —que apaga a ação do agressor—, a escolha de fotos sensuais para mostrar as vítimas, a falta de contextualização social e étnico-racial das mulheres e a menor relevância dada ao assassino —mesmo quando já oficialmente identificado— são alguns dos elementos frequentes em relatos sobre esses crimes e terminam esvaziando a brutalidade das mortes.
Isso é o que indicam, com clareza e riqueza de exemplos, as jornalistas Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues em "Voz Ativa: O Manual do Jornalismo Antifeminicídio" (Drops Editora), guia prático com o objetivo de ajudar a eliminar (maus) hábitos do jornalismo nosso apressado de cada dia —que no final culpabilizam a vítima e naturalizam a violência.
O manual surge como um desdobramento, para consulta rápida, da pesquisa das autoras para o livro "Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida", publicado em 2021.
"Quando a imprensa trata um feminicídio como se fosse uma fatalidade, está contando morte matada feito morte morrida, e é exatamente esse apagamento que o livro investiga", afirmam as autoras. "Quando você passa anos mapeando como a imprensa brasileira cobre feminicídios e identificando padrões que se repetem há décadas, chega um momento em que apontar o problema não é mais suficiente. Precisávamos oferecer uma ferramenta de correção."
A realidade do jornalismo, permeado pela multitarefa e por prazos exíguos para a entrega de reportagens, não foi ignorado para a construção das propostas, com o objetivo de "tornar a boa prática mais fácil que a má":
"Não se trata de má-fé individual, trata-se de um olhar que foi construído e normalizado ao longo de décadas e que precisa ser desconstruído com a mesma consciência", pontuam Oliveira e Rodrigues. "Se o jornalista tem à mão uma ferramenta que mostra, em segundos, como reescrever um título sem perder agilidade e sem incorrer em risco jurídico, a barreira cai. Não estamos pedindo que o jornalismo pare o mundo para se transformar. Estamos oferecendo atalhos para que ele seja melhor dentro da velocidade que já tem."
As autoras desenvolvem outros formatos para o guia —como workshops e conteúdos digitais— para que as recomendações, e sua prática, avancem em outros âmbitos para além das redações e dos criadores de conteúdo, como universidades e entre o público consumidor de notícias.
"A voz passiva apaga o agressor, o recorte racial importa", afirmam. "O que acontece é que esse saber cede diante de uma pressão estrutural muito concreta: o tempo, o clique, o algoritmo, a precarização da profissão."
Avançar em protocolos de escuta com familiares de vítimas e nos cuidados com profissionais que cobrem o tema também são ações de longo prazo alinhadas ao manual.
"Por trás de cada título mal escrito, de cada foto indevida, há uma pessoa real, uma mulher com nome, com história, com família", ponderam as pesquisadoras. "Há a família que vai ler ou ter conhecimento daquela notícia e que precisa sobreviver também à forma como ela foi contada. O manual existe por elas." Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
A humilhação diária
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Pessoas de 90 anos têm de usar um smartphone para pagar uma conta ou marcar uma consulta
Os idosos se tornaram analfabetos dentro de casa, dependendo de um filho ou neto, se houver
Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras
Minha amiga Ana Luiza recebeu e me mandou. Num cartum, um idoso de capa, cachecol e bengala está diante de um balcão de informações. A atendente lhe mostra o celular e o instrui: "O senhor baixa o aplicativo e entra em ‘gerar código de acesso’. Aqui tem o certificado digital. Faz o login e clica em ‘escolher o arquivo’. Ele vai pedir um código de liberação do acesso nas extensões JPG, PNG ou PDF... Entendeu?". O cartum é assinado por Tom Cotrim. Mostra uma realidade que está acontecendo neste momento no seu bairro, com macróbios quase centenários como eu ou talvez você.
Sob o cartum, segue-se um texto não assinado: "Uma sociedade que obriga uma pessoa de 90 anos a usar um smartphone para acessar os seus próprios direitos não é moderna. É uma sociedade que decidiu se livrar de seus idosos. Em 2026, tudo virou um aplicativo, um código, um portal. Mas quem construiu este país com as próprias mãos vê-se hoje analfabeto dentro da própria casa. Para marcar uma consulta ou pagar uma conta, é preciso um filho ou neto, quando existe um".
O texto continua: "Isso é exclusão. A tecnologia deve ajudar, não selecionar quem tem direito à dignidade. Quando deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo —apenas nos tornando mais cômodos e egoístas".
Há anos, no começo da ditadura do smartphone, observei as tentativas de gente da minha geração para se entender com o bicho, assim como se entendia com as novidades da antiga tecnologia. Não queriam parecer velhos ou superados. Mas eles se superestimaram. Não foram capazes de acompanhar a velocidade com que o smartphone evoluiu. Hoje, a tecnologia acha normal que a enorme parcela da população que se recusa a morrer antes da hora —a nossa— seja diariamente humilhada por aquela joça.
Levei a vida me aplicando para escrever direito, ficar atento à história, entender o que lia. Não tenho mais idade, capacidade ou vontade de me converter em engenheiro eletrônico. E acho burro o sistema binário, o do sim ou não. Prefiro o talvez. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
O que é misantropia? Falso alerta da Defesa Civil com a palavra foi recebido no DF, PR, RJ e SP
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Em nota, a Defesa Civil Nacional explicou que o sistema de envio de alertas foi invadido. A Polícia Federal foi acionada
A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.
No início da madrugada deste sábado, 20, moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer “horror à humanidade ou aversão à natureza humana”.
A notificação chegou em celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
As mensagens de alerta enviadas quando há fenômenos naturais em andamento, como fortes chuvas ou possibilidade de tempestades, geralmente pedem para que os cidadãos busquem abrigo ou saiam de determinados locais.
Segundo a Defesa Civil, a Polícia Federal será acionada e “tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”.
Antes, as pastas paulista e paranaense já haviam negado que tinham enviado as mensagens.
O falso alerta fez o termo figurar entre os mais buscados no Google. Na manhã deste sábado, misantropia segue como o termo mais pesquisado na ferramenta; mais de 1 milhão de consultas foram feitas desde às 23h40 de ontem. Fonte: https://www.estadao.com.br
Cidade de SP tem mais de 1 morte por atropelamento por dia em 2026; índice é o maior desde 2017
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Levantamento do Infosiga mostra que 168 pessoas morreram atropeladas na capital entre janeiro e maio deste ano; procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que tem ‘implementado diversas ações para garantir a segurança'
Os atropelamentos voltaram a crescer na cidade de São Paulo e atingiram, em 2026, o maior patamar de mortes para o período entre janeiro e maio desde 2017. Dados do Infosiga mostram que 168 pessoas morreram atropeladas na capital paulista nos cinco primeiros meses deste ano. Procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que “tem implementado diversas ações para garantir a segurança de todos os usuários do viário urbano”. Veja nota na íntegra ao fim do texto.
O número representa alta de 11,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 151 mortes, e é o terceiro maior da série histórica iniciada em 2015. O total fica atrás das 215 mortes registradas entre janeiro e maio de 2015 e das 169 registradas no período em 2017. Desde então, a cidade vinha registrando números inferiores.
Os dados mostram uma tendência de crescimento após anos de redução. Depois de atingir o menor patamar da série durante a pandemia, com 105 mortes em 2021, os atropelamentos voltaram a avançar gradualmente: foram 108 casos em 2022, 121 em 2023, 155 em 2024, 151 em 2025 e 168 neste ano.
Somente em maio deste ano, 35 pessoas morreram atropeladas na cidade. Em março, foram registradas 44 mortes, o maior número mensal de 2026 até o momento.
Casos recentes expõem violência no trânsito
O aumento das mortes ocorre em meio a ocorrências que chamaram atenção nos últimos meses.
Em maio, uma mulher e uma criança foram atropeladas por uma viatura da Polícia Militar no Jardim Robru, na zona leste de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais seguiam para uma ocorrência quando atingiram as vítimas durante a travessia da via. As duas foram socorridas e encaminhadas a uma unidade de saúde da região.
Em abril, dois jovens de 18 anos morreram atropelados na Rodovia dos Imigrantes. Eles haviam descido de uma motocicleta para recolher mercadorias que caíram na pista, após, segundo a Polícia Militar, terem sido fechados por um caminhão. Um motorista que trafegava pela rodovia tentou desviar de um dos jovens, mas acabou atingindo os dois. As vítimas morreram no local.
Além do aumento dos atropelamentos, casos envolvendo veículos de luxo têm chamado atenção pela repercussão e pela gravidade dos acidentes. Em junho, o influenciador fitness Fábio Giga se envolveu em um acidente com um Porsche 911 avaliado em cerca de R$ 1 milhão, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital.
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista teria perdido o controle da direção após passar por uma irregularidade na pista. O veículo derrapou, atingiu duas motocicletas, colidiu com dois automóveis e bateu contra uma mureta.
Dois motociclistas, de 51 e 43 anos, ficaram feridos e foram encaminhados ao hospital. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e colisão, e segue sob investigação.
Mortes por atropelamento entre janeiro e maio na cidade de São Paulo
2015: 215
2016: 151
2017: 169
2018: 137
2019: 145
2020: 107
2021: 105
2022: 108
2023: 121
2024: 155
2025: 151
2026: 168
Embora o Infosiga registre outros tipos de ocorrência envolvendo pedestres, como choques, a comparação histórica foi feita exclusivamente com os casos de atropelamento.
O que diz a Prefeitura de São Paulo
“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), tem implementado diversas ações para garantir a segurança de todos os usuários do viário urbano.
Para pedestres, destacam-se as seguintes medidas: criação das Áreas Calmas, com velocidade máxima permitida de 30 km/h; Rotas Escolares Seguras; redução do limite de velocidade de 50 km/h para 40 km/h em 24 vias; aumento do tempo de travessia; implantação de mais de 10 mil novas faixas de pedestres, colocação de travessias elevadas em locais estratégicos e implantação de minirrotatórias. Para vias da cidade com maior índice de acidentes, há ainda o Programa Operacional de Segurança.
Além dos Programas de Segurança Viária, também compõem o Plano de Metas Municipal, a implantação rotineira de faixas de pedestres, de travessias elevadas, minirrotatórias, a implantação de tempo integral nas passagens de pedestres semaforizadas em vias com canteiro central, evitando assim longos tempos de espera e as Frentes Seguras (boxes de motos na espera do semáforo veicular).
Essa sinalização para motociclistas auxilia a segurança dos pedestres nas faixas, pois, os veículos ficam retidos mais distantes dos pedestres, melhorando a intervisibilidade de todos os usuários das vias". Fonte: https://www.estadao.com.br
Novo estudo mostra como a solidão depois dos 50 anos afeta o cérebro e reduz o tempo de vida
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Por O GLOBO
— Rio de Janeiro
A solidão, um sentimento de vazio e desconexão, esteja o indivíduo rodeado de pessoas ou não, afeta ao menos uma a cada seis pessoas em todo o mundo, como mostra o último relatório sobre conexão social da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse cenário, novas evidências mostram que, após os 50 anos, ela afeta o cérebro e reduz o tempo de vida.
"A solidão é uma percepção. Você pode estar rodeado por uma multidão de pessoas e ainda se sentir sozinho, enquanto o isolamento é simplesmente estar sozinho. Algumas pessoas podem não se sentir sozinhas e estar completamente satisfeitas em sua solidão", afirma Tomiko Yoneda, professora assistente de psicologia na UC Davis e principal autora do estudo.
Yoneda liderou uma equipe de 24 pesquisadores que analisaram dados de 175 mil participantes com mais de 50 anos. Durante o estudo, os participantes relataram com que frequência se sentiam sozinhos, bem como com que frequência tinham contato com outras pessoas.
E, segundo os achados dos pesquisadores, a solidão está consistentemente associada a um risco maior de comprometimento cognitivo e a uma menor expectativa de vida, mesmo que não ocorra isolamento social.
Na análise, um aumento de 10% nos relatos de sentimentos de solidão foi relacionado a um aumento de 8% a 9% no risco de comprometimento cognitivo grave e de transição de ausência de comprometimento para comprometimento cognitivo leve.
"Indivíduos mais solitários podem ter maior probabilidade de progredir para estágios mais graves e menor probabilidade de se recuperar", ressalta a autora principal do estudo, Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern.
O isolamento social, por si só, apresentou apenas uma fraca correlação com uma menor expectativa de vida e não teve uma associação consistente com o declínio cognitivo.
Por outro lado, dados sugerem que aliviar a solidão pode ser importante para a recuperação. Os achados foram publicados na revista científica Journal of Personality and Social Psychology.
De acordo com os pesquisadores, é essencial encontrar maneiras de atenuar a solidão, o que diminuiria seus efeitos sobre o comprometimento cognitivo e poderia reduzir os custos associados ao cuidado de indivíduos com demência e outros problemas cognitivos. Fonte: https://oglobo.globo.com
Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel
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Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel
Autoridades do enclave afirmam que sete pessoas morreram nas últimas 24 horas; Netanyahu diz que tropas permanecerão em áreas consideradas estratégicas
Os corpos devolvidos a Gaza como parte do acordo de cessar-fogo foram enterrados em uma vala comum em um cemitério para não identificados em Deir al-Balah, no centro de Gaza — Foto: Saher Alghorra/The New York Times
Por O Globo e agências internacionais — Gaza
O número de mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023, chegou a 73 mil, segundo informou o Ministério da Saúde de Gaza nesta terça-feira. De acordo com o órgão, sete pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em decorrência de ações militares israelenses nas últimas 24 horas. Desde o início do cessar-fogo no enclave, em outubro passado, 997 pessoas foram mortas e 3,1 mil ficaram feridas. Pelo menos 784 corpos foram recuperados no período de trégua.
Na Cidade de Gaza, o Hospital al-Ma’amadani informou ter recebido uma menina de 4 anos com um ferimento na cabeça causado por disparos israelenses no bairro de al-Tuffah, a leste da cidade. Em outro incidente, uma mulher morreu e duas pessoas ficaram feridas em um ataque de drone na área de al-Zawaida, no centro da Faixa de Gaza.
Também nesta terça-feira, um palestino morreu em um ataque de drone contra uma alfaiataria próxima a uma escola no campo de Nuseirat, segundo o Hospital al-Awda. Relatos palestinos apontaram ainda a morte de outras duas pessoas em um ataque de drone no campo de refugiados de Nuseirat. Na segunda, o principal gerador do Hospital Nasser apresentou uma falha, deixando quase um terço dos departamentos da unidade sem energia elétrica.
Moradores da Faixa de Gaza relataram ainda que o Exército israelense instalou novos blocos amarelos na estrada Salah al-Din, na Cidade de Gaza. Os marcadores delimitam a chamada Linha Amarela, que separa áreas controladas por Israel de regiões sob controle do Hamas.
Versões divergentes
A imprensa palestina informou também, na segunda-feira, a morte de Rayan Bahaa Abu al-Ajeen, uma criança palestina que havia sido detida junto com o pai, Bahaa Abu al-Ajeen, na região de Deir al-Balah, no centro do enclave, no domingo. Um familiar da criança contestou a versão apresentada por Israel sobre o episódio e, ao Haaretz, afirmou que o caso envolveu uma criança de 3 anos, e não militantes armados.
Segundo o familiar, Rayan, seu pai e um homem idoso caminhavam pela área de Abu al-Ajeen por volta das 19h de domingo, cerca de 100 a 150 metros a oeste da Linha Amarela. O familiar afirmou que os três foram surpreendidos por forças israelenses que operavam em uma residência anteriormente evacuada.
De acordo com o relato, os militares detiveram o grupo e abriram fogo, matando a criança enquanto ela estava nos braços do pai e ferindo o homem na perna. O familiar afirmou ainda que o pai foi amarrado, levado para outro local e mantido sob custódia por várias horas antes de ser libertado durante a madrugada nas proximidades de uma barreira de concreto em Kissufim, ainda algemado e sangrando.
O terceiro homem continua detido. A família não recebeu assistência da Cruz Vermelha nem de qualquer organização internacional para retirar o ferido, disse a fonte ao jornal israelense.
‘Zonas de segurança’
No domingo, um ataque israelense no campo de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza, matou ao menos quatro pessoas e deixou outras feridas, segundo autoridades de saúde do Hospital Shifa, para onde elas foram levadas. Um militar israelense, que falou sob anonimato, afirmou que os militares atingiram “terroristas” na região, sem fornecer detalhes.
Autoridades de saúde palestinas informaram ainda que cinco palestinos morreram entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, entre eles um menino de 13 anos. Em resposta a um dos ataques realizados na noite de sábado, que matou duas dessas cinco pessoas, os militares israelenses afirmaram que o alvo da operação eram integrantes do Hamas.
Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel não retirará suas forças das chamadas “zonas de segurança” no sul do Líbano, em partes da Síria e na Faixa de Gaza. Segundo ele, os militares permanecerão mobilizados “pelo tempo que for necessário” para defender Israel.
O premier também afirmou que a presença das tropas faz parte da doutrina de segurança do país e que o Exército continuará ocupando posições consideradas essenciais para impedir o surgimento de novas ameaças. Netanyahu destacou que a “luta não terminou” e afirmou que Israel continuará vigilante contra o Irã e seus aliados na região. Fonte: https://oglobo.globo.com
Sete atletas de time de basquete morrem em acidente de ônibus no Ceará; dezenas ficam feridos
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Acidente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (15) nas proximidades do distrito de Santa Teresa, em Tauá.
Acidente com ônibus de time de basquete deixa mortos e feridos no Ceará — Foto: Reprodução
Por Redação g1 CE
Um grave acidente de ônibus na rodovia CE-187, próximo a Tauá, no Ceará, deixou 7 atletas mortos e dezenas de feridos na madrugada desta segunda-feira.
As vítimas eram jovens de Juazeiro do Norte. Eles retornavam de um torneio de basquete realizado na cidade de Sobral quando o veículo capotou.
Segundo a polícia, os passageiros estavam sem cinto de segurança, foram arremessados para fora do ônibus durante o capotamento e acabaram atropelados pelo veículo.
O motorista apresentou contradições aos bombeiros sobre a causa do acidente. Ele alegou ter cochilado e, depois, afirmou que havia buracos na pista, o que foi descartado.
O resgate começou às 3h24 e a retirada dos corpos terminou por volta das 8h. O trecho da rodovia CE-187 permanece totalmente interditado nos dois sentidos.
Ônibus capota deixando mortos e feridos
Um ônibus com cerca de 40 passageiros capotou na madrugada desta segunda-feira (15) na CE-187, nas proximidades de Tauá, no interior do Ceará, e matou sete jogadores de um time de basquete. Outras 30 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico, de acordo com um policial que atua no local do acidente.
Os passageiros são de Juazeiro do Norte e haviam participado de um torneio de basquete em Sobral. O acidente ocorreu durante o retorno dos atletas.
Conforme policiais presentes no local, os sete corpos já foram retirados do interior do veículo, que capotou às margens da rodovia, e serão encaminhados ao Instituto Médico Legal de Tauá. Todos eram jovens do sexo masculino, mas ainda não foram formalmente identificados. Dois deles têm 17 anos.
Também não há esclarecimento das causas do acidente até a última atualização desta reportagem. Uma perícia vai avaliar se houve falha do motorista ou problema mecânico.
Ainda segundo policiais no local, os passageiros estavam sem cinto de segurança; ao capotar, as vítimas foram arremessadas para fora e atropeladas pelo próprio ônibus.
Uma pessoa que estava na lista de passageiros do ônibus não foi localizada. Ainda não foi confirmado se essa pessoa embarcou de fato no veículo.
Bombeiros que atenderam a ocorrência informaram que os sobreviventes tiveram escoriações pelo corpo, sem gravidade. Alguns receberam atendimento médico e já receberam alta do hospital de Tauá.
Causa do acidente
Um bombeiro que está no local afirmou que conversou com o motorista do veículo, que apresentou duas versões para a causa do acidente em momentos distintos. "Ele disse que cochilou, dormiu. Depois disse que tinha uns buracos na pista, mas a gente olhou e não tinha nenhum buraco não", afirmou o subtenente da Silva. Ainda conforme o subtenente, o motorista apresentava um bom estado de saúde aparente. "Ele ficou triste, bem triste, mas estava bem."
As equipes foram chamadas para atender a ocorrência às 3h24, após relatos de que vítimas ficaram presas às ferragens. No local, os agentes começaram o trabalho de busca, resgate e atendimento às vítimas, com apoio de outros órgãos de emergência.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo levava integrantes de uma delegação esportiva, além de outros ocupantes.
Por volta das 8h, concluíram a retirada de corpos que haviam ficado presos às ferragens.
O trecho da rodovia onde ocorreu o acidente está interditado nos dois sentidos.
Entidades lamentam
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se manifestou nas redes sociais lamentando a morte dos atletas. "Recebi com profunda tristeza a notícia do grave acidente envolvendo um ônibus na CE-187, entre Tauá e Quiterianópolis, que deixou mortos e feridos. Entre os passageiros, estavam jovens integrantes da delegação de basquete", disse.
"Manifesto toda minha solidariedade às famílias e amigos das vítimas. Que Deus conforte o coração de todos neste momento de imensa dor", completou.
A Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) afirmou, por meio de nota, que se solidariza com as famílias das vítimas. "A Seduc se solidariza com as vítimas, seus familiares, amigos e toda a comunidade escolar neste momento de dor e consternação. A Seduc seguirá acompanhando o caso e colaborando com as autoridades responsáveis, adotando as medidas necessárias para assegurar o atendimento às pessoas envolvidas." Fonte: https://g1.globo.com
Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam
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“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

Silvonei José – Vatican News
“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.
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Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.
Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.
Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».
Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.
O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.
O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.
Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.
Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.
O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.
Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.
O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.
Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.
Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.
Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.
Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.
A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.
O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.
Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.
Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.
O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.
Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.
Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.
O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va
É possível ‘morrer de tristeza’, como ocorreu com a autora Marjane Satrapi? Especialistas respondem
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Comunicado enviado à agência de notícias AFP afirma que diretora franco-iraniana morreu de desgosto e tristeza por conta do falecimento do marido, em 2025
A escritora franco-iraniana Marjane Satrapi morreu nesta quinta-feira, 4, "de tristeza", pouco mais de um ano após a morte do marido Foto: Bertrand Guay/AFP
Por Roberta Jansen
A autora e diretora franco-iraniana Marjane Satrapi, mais conhecida pela graphic novel e pelo filme Persépolis, morreu aos 56 anos, nesta quinta-feira, 4. Em comunicado enviado à agência de notícias France Presse (AFP), uma pessoa próxima à família informou que Marjane “morreu de tristeza pouco mais de um ano depois da morte de Mattias Ripa, seu marido e amor da sua vida”. Mas será mesmo possível morrer de tristeza, desgosto?
Segundo Victor Cravo, coordenador das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais Samaritano e Vitória, na Barra, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, a medicina prevê o que ficou conhecido como síndrome do coração partido, tecnicamente chamada de cardiomiopatia de Takotsubo. Trata-se de um súbito e temporário enfraquecimento do músculo cardíaco tipicamente provocado por estresse físico ou emocional extremo, como a perda de uma pessoa amada, uma discussão acalorada ou mesmo um evento de intensa alegria.
Ainda de acordo com o especialista, os sintomas são muito parecidos ao de um infarto, mas sem a obstrução das artérias coronárias. Justamente por isso, aponta Cravo, é muito difícil morrer por esse tipo de cardiomiopatia.
A taxa de mortalidade hospitalar varia de 1% a 4%. Embora a condição seja reversível na maioria das vezes, o estresse extremo pode paralisar o músculo cardíaco de forma severa, levando a complicações fatais nas primeiras horas.
Conforme mostrou o Estadão em 2019, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, apontou que mulheres com menos de 55 anos são nove vezes mais propensas a sofrer com a chamada Síndrome do Coração Partido em relação aos homens dessa idade.
Os pesquisadores avaliaram um banco de dados de cerca de mil hospitais americanos. “A maior incidência são nas mulheres e geralmente no período pós menopausa. Caracteriza-se pelo enfarte do miocárdio com as artérias do coração normais, ou seja, sem obstruções. A única maneira de preveni-la é evitando situações de grande estresse emocional”, afirmou em entrevista ao jornal o cardiologista Dante Senra.
Um estudo ainda mais antigo, divulgado em 2012, indicou que, nos primeiros dias após a morte de uma pessoa querida, o risco de infarto do miocárdio aumenta até 21 vezes. Os especialistas consideram que os sentimentos são mais intensos no primeiro ano do luto. Nesse período, pode surgir uma sensação de peso no peito, semelhante à dor do infarto. Também pode haver falta de ar intensa, tal qual numa insuficiência cardíaca.
O cardiologista Jasvan Leite, do Hospital do Coração (Hcor), explicou ao Estadão que algumas partes do coração são mais suscetíveis às emoções. É o caso do ventrículo esquerdo, o mais afetado por descargas hormonais intensas. Por conta do excesso de estresse durante momentos como o luto, esse músculo se contrai de forma desordenada e não consegue distribuir o sangue de maneira normal.
Uma outra possibilidade para a morte de Marjane é que a família tenha optado por tratar dessa forma o óbito decorrente de uma depressão profunda ou até mesmo de um suicídio. Desde a morte do marido, a página do Instagram da autora consistia quase que exclusivamente de uma série de imagens que formavam a frase “Pois perdi o amor da minha vida”, juntamente com uma foto dele.
A tristeza extrema e a depressão enfraquecem o sistema imunológico. Com isso, o organismo fica mais suscetível a infecções graves. Além disso, pessoas em sofrimento profundo podem negligenciar cuidados básicos, como se alimentar direito, dormir ou tomar medicamentos essenciais para outras doenças crônicas. “Uma pessoa em depressão profunda pode simplesmente parar de comer”, exemplifica o médico intensivista Victor Cravo.
Quem foi Marjane Satrapi
A autora nasceu em Rasht, no Irã, em 1969, mas se mudou para a França em 1994. Sua trajetória profissional é marcada por temas como autoritarismo, exílio, memória, identidade e a vida das mulheres iranianas.
Conhecida por seu posicionamento firme em defesa dos direitos humanos, foi uma crítica ferrenha ao governo teocrático do Irã. Defendia a liberdade como princípio universal. Criticava a imposição do véu e também a proibição de seu uso e sob o argumento de que a autonomia das mulheres deveria estar acima de qualquer imposição política ou religiosa.
A autora se tornou uma porta-voz das mulheres do Irã após o início dos protestos na República Islâmica, que começaram por conta da morte, em 2022, de Mahsa Amini, uma mulher curda iraniana de 22 anos. Ela morreu enquanto estava sob custódia por supostamente ter violado o código de vestimenta para mulheres.
No ano passado, Satrapi recusou a condecoração da Legião de Honra francesa devido à “hipocrisia” do país em suas relações com o Irã, citando as políticas de visto francesas que impediam dissidentes de deixar o Irã para ir para o país europeu.
Ela dirigiu vários filmes, incluindo uma adaptação cinematográfica de 2007 de Persépolis, em parceria com Vincent Paronnaud. O filme ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar. Fonte: https://www.estadao.com.br
Homem mata ex-mulher a facadas em casa após filhos saírem para a escola: 'premeditado', diz delegada
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Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, foi encontrada morta sobre a cama nesta terça-feira (2) em Campos (RJ). Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, entrou pelo portão um minuto após os filhos gêmeos saírem do local.
Para a Polícia Civil, Ruan Henrique de Oliveira premeditou o crime contra Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, em Campos — Foto: Arquivo pessoal
Por Josué Amador, g1 — Campos
Feminicídio em Campos
Um homem matou a ex-mulher a facadas, dentro de casa, na manhã desta terça-feira (2), em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Câmeras de segurança mostram que Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, entrou na residência um minuto após os filhos gêmeos, de 12 anos, saírem para a escola.
Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, foi encontrada morta em cima da cama. Imagens de câmeras de segurança mostram que as crianças saíram em um carro às 7h21. Um minuto depois, às 7h22, Ruan, que tinha as chaves de casa, aparece entrando pelo portão do imóvel, localizado no Parque Califórnia. Para a polícia, o crime foi premeditado.
"Em maio, mais precisamente há duas semanas, ele pegou uma arma, foi até a casa, colocou na cabeça dela e disse que ia matá-la e depois se suicidar. Depois de esfaquear a ex-companheira, ele subiu numa escada e suicidou-se com uma corda no pescoço", disse a delegada adjunta da 134ª DP, Madeleine Dykeman.
O homem também aparece saindo da casa às 8h15, provavelmente, segundo a polícia, para buscar a corda usada no suicídio. Ele se enforcou nos fundos da residência.
"O que a gente viu foi uma cena brutal. Uma mulher teve a vida arrancada pelo ex-companheiro. Ele desferiu vários golpes de faca. Temos lesões na nuca, nos seios, nas mãos."
Histórico de violência
Segundo a polícia, Camile era natural de São José dos Campos (SP), e Ruan, de Muriaé (MG). Eles eram casados há cerca de 15 anos.
"Foi relatado que eles tinham um relacionamento antigo, mas era conturbado, de muitas brigas, agressões, inclusive, em fevereiro, ele deu uma surra nela, que ficou com o olho roxo. Mas nenhuma dessas vezes que ela foi agredida, foi à delegacia fazer o registro. Logo depois ela descobriu uma traição dele, e esse foi o motivo da separação", disse a delegada.
De acordo com a delegada, uma vez que o autor do crime também morreu, não há punibilidade a ser aplicada. O inquérito será fechado e o caso passa pelo que a polícia chama de extinção.
Os filhos do casal, que haviam ido para a escola na hora do crime, estão com parentes.
Os celulares do casal foram apreendidos para investigação. Os corpos foram encaminhados no início da tarde para o Instituto Médico Legal (IML). Fonte: https://g1.globo.com
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