Olhar Jornalístico

DEPOIS DE 50 ANOS OS CARMELITAS COMEMORAM NOSSA SENHORA DO CARMO EM CACHOEIRA-BA.

Detalhes
Publicado em 17 julho 2017
  • Festa de Nossa Senhora do Carmo 2017,
  • cidade de Cachoeira,

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Após passar mais de 50 anos fechada, a Igreja da Ordem Primeira do Carmo da cidade de Cachoeira-BA, neste ano de 2017 viveu momentos de devoção e recordação com o Novenário de Nossa Senhora do Carmo. Foram 9 dias de muita reza e louvores à Senhora do Escapulário e hoje, dia 16, a Santa Missa Festiva e Procissão pelas ruas da histórica cidade do recôncavo baiano.

Tudo isso foi possível graças a persistência do confrade baiano, Frei Raimundo Brito, O. Carm. “Meu filho, se nós baianos não lutamos pela história do Carmo da Bahia- mesmo sem apoio- quem vai lutar? ”, afirmou o confrade.  

NOTA DIRETO DE CACHOEIRA VIA FACEBOOK:  

Leonardo Marques.

Hoje, Cachoeira celebrou o dia da Virgem do Carmo, com quase 400 anos de tradição. Este ano a festa foi revitalizada na Igreja da Ordem 1° do Carmo com novenário e Missa Festiva. Anteriormente esta ordem abrigava os negros em sua igreja e os organizava através das irmandades para serem aceitos na sociedade como organização, a exemplo da Irmandade dos Martírios, fundada em 1796 pelos frades carmelitas com negros de nação Jeje. Então vale a pena lembrar do passado e do legado de humanidade que os Frades Carmelitas fizeram em nosso recôncavo. Viva Nossa Senhora do Carmo!

A ESPIRITUALIDADE DO ESCAPULÁRIO

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Confrarias do Escapulário,
  • escapulário,
  • Claúdio Van Bale,
  • Frei Claúdio Van Bale,

Frei Claúdio Van Bale, 0. Carm.

Em sua carta aos PP. Gerais da Ordem do Carmo (25/03/2001). o papa João Paulo II observou que a Espiritualidade do Escapulário é um tesouro importante para a Igreja. Na devoção do Escapulário, Maria é vista como Mãe e Irmã que nos guia na fruição da riqueza espiritual da Boa Nova, inserida na simplicidade cotidiana de nossa vida. Maria da Encarnação sabe familiarizar-nos com o mistério de Deus no bojo dos fatos. Ali, o acesso a ele, veiculado por uma erva, um pássaro ou uma pessoa (Mt 6, 26.30; 25,40), está ao alcance de todos. Essa riqueza brilha com irradiante fulgor na Mãe de Jesus, Padroeira do Carmelo. Sua amabilidade suscita real admiração e, em nosso ser e agir, nos une a seu Filho na solicitude pelos irmãos.

Amar, no jeito de Maria, implica “oração confiante, agradecimento entusiasta e esforço zeloso de nos inspirar nela para uma profunda vivência de fé”. (J. P. II, ib) “Como ela, somos chamados a gerar vida divina, permitindo que ele – Emanuel – cresça em nós a fim de que o revelemos ao mundo”. (Frei Tito Brandsma) No Carmelo, a devoção a Maria produz um estilo de vida autêntico, onde os devotos se sensibilizam pelo significado e função da Mãe de Jesus, seguindo seu eloqüente testemunho de fé a serviço da humanidade e da Igreja. Sob o olhar de Maria, eles deixam revestir-se com a riqueza de Cristo, o mais íntimo de Deus e Irmão universal que liberta da servidão do individualismo e convoca à solidariedade.

Esta rica devoção do Escapulário do Carmo remonta à Idade Média, quando os religiosos carmelitas passaram a ver no simples avental que usavam um sinal de sua prática evangélica e de sua consagração a Maria. Eles consideravam a Mãe de Jesus a mais simples de todos os servidores e chegaram à conclusão, pelo testemunho de Jesus, de que, fazendo as coisas mais de cada dia, prolongavam de alguma forma a encarnação de Deus neste mundo. De fato, o sentido mais profundo da vida cristã é deixar Deus nascer no próprio coração ajudando-o para que não seja levianamente banido do coração das pessoas.

A Senhora do Carmo, farol da “nova evangelização”, encontra especial agrado nos devotos do Escapulário enquanto a seguem mostrando uma postura de ouvinte sempre atento à palavra de Deus (e sua vontade) a ressoar nos fatos, esforçando-se por avaliar sua vida pessoal na perspectiva da fé e, unidos a Jesus, o procuram seguir em silêncio, até debaixo da cruz. Na pessoa do discípulo amado, Maria foi confiada a todo o gênero humano; e, assumida na glória celeste , ela conscientiza todos de seu nobre destino: serem integrados na condição divina com plenitude de vida. Solicitude de Deus por todos que peregrinam neste mundo, Maria simboliza salvação universal a ser integrada nas relações em nossa convivência.

No século XVI, Simão Stock, Superior Geral da Ordem, teve uma experiência de fé muito singela. Graças também a sua devoção mariana, deixou confirmar-se na convicção de que Deus, puro amor, abriga todos em sua bênção que salva gratuitamente. E ao morrer, toda pessoa cai nos braços de Deus e, se o permitir, o Céu lhe será presenteado imediatamente. Foi como se tivesse tido uma visão de Nossa Senhora que o confirmou nesta fé na bondade incondicional de Deus. De maneira nova experimentou o que São Paulo já ensinara: “Absolutamente na nos pode separar do amor de Deus, manifestado em Cristo Jesus”. O Escapulário lembra com singeleza: Deus, longe de se deixar condicionar por nosso comportamento, ele só é capaz de agir segundo as ondulações de seu coração amoroso.

Os carmelitas se mostravam sensíveis à revelação que, sem cristalizar-se continua irrompendo no coração da história e nossa experiência. Para eles, o avental, Escapulário, (“escápula”: cai sobre as omoplatas, ombros) simbolizava dois aspectos essenciais da nossa fé cristã: 1) da parte de Deus, a bondade gratuita que há de suscitar em todos uma confiança ilimitada; 2) da parte da pessoa, a resposta generosa há de envolvê-la em um amor serviçal a favor dos irmãos. Que assim vive, pode estar certo de ser participante da Vida  eterna e que, após a morte (primeiro sábado), melhor pela própria experiência da morte, será introduzido na esfera de Deus, acolhido na Casa do Pai onde, transfigurado, participará de sua divindade.

Progressivamente, o Escapulário recebeu um formato menor, sendo adaptado ao uso por parte de leigos devotos. Sua função é avivar o devotamento à Senhora do Carmo, em uma alegre confiança de fé no seguimento de seu Filho, através de uma postura serena e do serviço solidário prestado ao próximo. A seguir, sob a pressão da devoção popular, em uma cultura patriarcal rica em imposições, proibições e ameaças, a devoção passou a assumir uma perspectiva um tanto mágica mediante promessas, mais ligadas a técnicas devocionais que ao amor de Deus e à resposta humana. E tais promessas eram pretensamente confirmadas por todo tipo de efeitos milagrosos, resultado do simples uso material do “Bentinho do Carmo”.

Agora, neste novo Milênio, conforme a palavra do Papa, a devoção do Escapulário há de ser qual “síntese da devoção mariana na Igreja”. Ela tem de construir um vínculo profundo com Maria no serviço a Cristo nas comunidades eclesiais, onde seu Filho dinamiza nossa presença transformadora em um mundo dilacerado. Maria nos educa na certeza de que em todos os nossos passos estamos sob a bênção divina em vista de boa cidadania; e, na passagem para a outra vida, nos espera infalivelmente o abraço de Deus. Tal certeza há de restituir-nos a criatividade da fé e a solidariedade de uma presença consciente e participativa.

Em resumo, a devoção do Escapulário do Carmo, a mais singela das devoções marianas, representa o que há de mais promissor na Mensagem de Jesus: Deus nos ama com um amor incondicional na condição de “herdeiros do Reino”,  muito mais que simples pecadores; e tudo o que fazemos em nossas tarefas cotidianas, sobretudo em serviços de libertação e promoção, prestados aos irmãos, nos une a Cristo confirmando-nos no amor de Deus. Na perspectiva da fé, em tudo, primeiro o amor de Deus e, em seguida, nossa resposta. Este, de fato, é o caminho da simplicidade do Evangelho, onde nos inspiramos em Maria como mulher atuante que, toda atenta, soube ouvir e orar, distinguindo-se por uma presença compromissada.

O Escapulário do Carmo nada tem a ver com um amuleto ou uma mágica, à disposição dos que fogem de si, da vida e de Deus buscando soluções milagrosas. Antes, é o sinal de Maria que caminha ao encontro de sua gente e com ela se compromete na transparente bondade de Deus, cujo amor merece nossa entusiasta confiança com renovadora adesão. Razão pela qual a devoção do Santo Escapulário tem grande força libertadora e, ao mesmo tempo, engaja as pessoas no exercício da mais pura cidadania. Quem a pratica com pureza de coração, viverá a alegria da Salvação em um clima de filial confiança e na coragem criativa de ser e conviver.

NOSSA SENHORA DO CARMO: Frei Donizetti.

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • ,Frei Donizetti.

O Donizetti Barbosa, Carmelita, Reitor da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa/ RJ, deixa uma mensagem para o devotos da Mãe dos Carmelitas neste dia 16. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 16 de julho-2017.

A MÃE DOS CARMELITAS

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Dom Helder Câmara,
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • 16 de julho,

Dom Helder Câmara

É claro, que  o  povo  sabe  que  Nossa Senhora do Carmo é uma só. É aquela criatura  que, continuando criatura, teve o privilégio de ser convidada pelo Pai celeste para ser a mãe do seu Filho Divino, quando este se encarnou em seu seio puríssimo. E ela se tornou Mãe de Deus.

Então, toda essa variedade de inovações-Aparecida, Lurdes, Fátima, Auxiliadora... – são apenas títulos que atribuímos a Nossa Senhora. Mas ela é uma só. Entretanto, cada um tem gosto especial de chamá-la com a invocação que lhe fala mais alto: NOSSA SENHORA DO CARMO! Como este nome me é querido!

No dia de hoje, como seria bom lembrar à nossa gente, sobretudo numa hora de sofrimento como esta, porque o Brasil vive um tempo difícil para todos, é claro, que principalmente, a gente sofrida que ainda padece mais.

Eu estremeço quando ouço falar em apertar o cinto! Porque não é o cinto dos grandes que se aperta. Aperta? Pois sim! Aperta é o da nossa gente humilde, que ainda padece mais.

Eu estremeço, quando me lembro – e não me canso de lembrar – que naquele casamento em Cana, tu te preocupaste até, porque iria faltar vinho e os noivos iriam ficar encabulados! Pois bem, Mãe querida, hoje está faltando tudo! Eu nem preciso dizer que o leite para as crianças e pessoas idosas está ficando impossível.

Eu preciso dizer-te, Mãe querida, que no “País do Café”, o café está ficando impossível para os pobres? E o café não era luxo!

E o pão? Como está ficando proibitivo, Deus do céu!. Ah! Mãe querida, como seria bom que houvesse menos egoísmo! Sim, a raiz, afinal, de tudo isso é o velho egoísmo.

Mãe, há quem diga que é impossível que a humanidade chegue ao ano dois mil com sete bilhões de criaturas que povoam o mundo. Por isso, estão querendo liquidar um bilhão. E alguns chegam a dizer, cinicamente: “O ideal mesmo seria acabar com um bilhão”.

Mãe querida, ajuda-nos a entender que a verdadeira explosão, muito maior do que a explosão demográfica é a explosão do egoísmo!...

9ª Noite da Novena de Nossa Senhora do Carmo em Vicente de Carvalho/RJ.

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • Vila Kosmos,

Vídeo/ Fonte: www.facebook.com/OCarmoemVilaKosmos

OLHAR DO DIA: 9ª Noite da Novena de Nossa Senhora do Carmo em Vicente de Carvalho/RJ.

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Carmelitas,
  • Festa do Carmo 2017,

O CARMELO TEM UMA MÃE: Renovação dos votos.

Detalhes
Publicado em 16 julho 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • O CARMELO TEM UMA MÃE,
  • Ordem Terceira do Carmo de Vicente de Carvalho,

No vídeo, a Venerável Ordem Terceira do Carmo de Vicente de Carvalho- Paróquia Nossa Senhora do Carmo- Renova os Votos de Pobreza, Castidade e Obediência. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 15 de julho-2017. 

NOSSA SENHORA DO CARMO: Consagração da Casa.

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • Consagração da Casa,
  • Oração de Nossa Senhora do Carmo,

CONSAGRAÇÃO.

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Mãe dos Carmelitas e de todos os fiéis, especialmente dos que vestem o Santo Escapulário, nós vos escolhemos como protetora desta casa e desta cidade.

Dignai-vos mostrar nesta família e nesta cidade, a vossa proteção como outrora mostrastes à Ordem do Carmo. Preservai esta casa do incêndio, dos ladrões, da inundação, dos raios, das tempestades, da violência, do ódio, da inveja, da desunião, dos vícios e de todos os males que afetam o corpo e a alma destes vossos filhos e filhas.

Rainha excelsa e Mãe amável do Carmelo, dissestes que o Escapulário é a defesa nos perigos, sinal do vosso amparo e laço de aliança entre vós e os vossos filhos e filhas. Dai-nos a fé que tivestes na palavra de Deus, e o amor que nutristes para com o vosso Filho, e atendei a nossa oração. (Faz um pedido).

Senhora do Carmo, cobri com o vosso manto os motoristas, os jovens e as crianças, e rogai por todos que moram nesta casa e na nossa cidade. Amém.

JULHO E NOSSA SENHORA DO CARMO: A Mariologia carmelitana – Uma palavra de admoestação.

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Carmelitas,
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • Frei Christopher O’Donnell,
  • JULHO E NOSSA SENHORA DO CARMO,

Frei Christopher O’Donnell, O. Carm.

Nos estudos carmelitanos devemos sempre nos preocupar com o que é afirmado precisamente sobre a palavra “Carmelita”. Já que a Ordem não tem um fundador, de certo modo sempre existiu um problema de identidade. Em tais circunstâncias é natural que os carmelitas busquem enfatizar o que é deles. Contudo, o erro seria afirmar que aquilo que é autenticamente carmelitano não deveria ser também partilhado por outras famílias religiosas.

Um modo de buscar uma identidade carmelitana é eliminar do conjunto tudo o que é encontrado em outras ordens religiosas e identificar o restante como sendo “carmelita”. Assim, deveríamos buscar o que é exclusivo aos carmelitas na espiritualidade e na devoção. Um dos resultados seria ignorar as Escrituras, os sacramentos, os dogmas, os votos, já que são comuns a toda Igreja. Mesmo admitindo que poderia existir alguma compreensão específica carmelitana para alguns desses pontos como, por exemplo, os votos, permanece verdadeiro que o que é partilhado com a Igreja sobre obediência, pobreza e castidade será mais importante para a vida dos carmelitas do que aquilo que poderia pertencer somente à Ordem.

Se buscássemos no que é especificamente carmelitano naquilo que não é encontrado em outras ordens religiosas, terminaríamos com alguns hinos ou textos espirituais como o Flos carmeli, e uma determinada visão de Elias e de Maria – o que não é histórico em qualquer sentido moderno. Em vez disso, nosso objetivo é examinar toda a vida mariana da Ordem, sem estarmos interessados com o que possa ser partilhado com outras ordens.

Façamos uma analogia. Três construtores podem receber materiais idênticos para construírem uma casa de um andar. Os mesmos materiais podem ser usados para construir uma casa com espaço suficiente para a sala-de-estar, outra com quartos espaçosos, a terceira com uma cozinha maior. Utilizando os mesmos materiais, até mesmo mais ou menos a mesma quantidade, poder-se-ia conseguir três casas bem diferentes. O que é diferente é o foco dos construtores e a disposição do mesmo material.

Os mesmos elementos principais podem ser encontrados na mariologia das ordens medievais. Nossa tentativa será buscar a experiência carmelitana de Maria. O conjunto será genuinamente carmelitano, apesar de diversos componentes serem partilhados. É importante termos idéia sobre a cultura de nossa antiga mariologia e, como esse material não é muito acessível, começamos com um breve esboço da mariologia medieval.

JULHO E NOSSA SENHORA DO CARMO: Evolução da Consciência Mariana da Ordem

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • Frei Christopher O’Donnell,
  • JULHO E NOSSA SENHORA DO CARMO,

Frei Christopher O’Donnell, O. Carm.

A maioria das descobertas registradas no capítulo anterior foram desenvolvidas nos séculos seguintes. A consciência mariana da Ordem evolui rapidamente.[i]  Ao analisarmos este desenvolvimento devemos não apenas examinar cuidadosamente a documentação existente, mas, acima de tudo, devemos buscar um sentimento de empatia com situação dos carmelitas nos séculos XIII e XIV. Do contrário, corremos o risco de termos total antipatia para com uma evolução delicada e complexa. Além disso, devemos destacar alguns pontos proeminentes, tendo-os sempre em nossas mentes, se queremos compreender o modo como se originou a vida mariana da Ordem.

Os irmãos começaram a ir para a Europa por volta de 1238.[ii]  A migração foi gradual desde esta data até 1291, quando o Reino Latino de Jerusalém foi conquistado. Eles levavam consigo a Regra e um modo contemplativo de vida, fortemente marcado pelo ascetismo. Na verdade eles perderam, acima de tudo, sua capela no Monte Carmelo, dedicado à Maria. Vemos que eles logo dedicaram um mosteiro à Maria na Europa, já em 1235.[iii]  Eles chegaram a uma Europa que, como vimos na Introdução, possuía uma rica devoção mariana. Os Irmãos carmelitanos inseriram-se facilmente neste clima mariano. Eles iniciaram então um processo, integrando sua herança própria com a vida mariana encontrada na Europa.

Eles demonstram esta sua grande devoção ao escolherem Maria como sua Padroeira, simbolizada na Capela em sua honra no Monte Carmelo. Já em 1282 o Geral Pierre de Millau, numa carta a Eduardo I da Inglaterra buscando seu apoio, afirmou que a Ordem Carmelita tinha sido especialmente fundada em honra de Maria.[iv]  Isto foi novamente afirmado no capítulo geral de 1287.[v]  Mais tarde, John Baconthorpe (por volta de 1348) diria que “Deus... desejou estabelecer os Irmãos do Carmelo em louvor de sua Mãe.”[vi]  E olhou para o fim dos tempos quando os carmelitas serão recompensados por seu papel especial no serviço militante em louvor a Maria e em honra de Cristo.[vii]

No tempo da regulamentação e da busca por sua identidade, o relacionamento dos Irmãos com sua Padroeira Maria, serviu de base sólida. Mas também existiam outros elementos como o ideal contemplativo e a memória que tinham de Elias.

 [i]  V. Hoppernbrouwers, “Come l’Ordine Carmelitano há veduto e come vede la Madonna”, Carmelo 15 (1968) 209-221.

[ii]  Ver Smet, Carmelites 1:10-28, esp. 10-12.

[iii]  Ibid. 1:11.

[iv]  MCH 47.

[v]  ACG 1:7.

[vi]  Laus religionis carmelitanae 4:2 – MCH 243.

[vii]  Laus 6:4 – MCH 253.

VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Rito de Consagração-Renovação do Compromisso.

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO,
  • VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DO CARMO,
  • Rito da Renovação do compromisso na Ordem Terceira do Carmo,

 

(Oração-ritual para o dia 16 de julho, Festa de Nossa Senhora do Carmo. 

RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Caríssimos irmãos, invoquemos o nosso Pai do céu, para que se digne abençoar os propósitos destes vossos filhos e filhas que renovam o seu compromisso evangélico de Pobreza, Castidade e Obediência neste Sodalício da Bem-Aventura Virgem Maria do Monte Carmelo.

(Invocação ao Espírito Santo e um canto a – refrão a Nossa Senhora do Carmo/ Todos se aproximam do altar).

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Olhai, Senhor, com benevolência estes vossos filhos e filhas, que chamastes à Ordem Terceira do Carmo e concedei-lhes perseverar na caminhada que empreenderam, seguindo o exemplo dos nossos santos.

Todos

Ó Deus nosso Pai, recordamos com gratidão o dia em que, por inspiração do Espírito Santo, nos chamastes a esta Família Carmelitana para sermos fermento de vida evangélica no mundo. Conscientes da graça deste vosso chamado, renovamos hoje, com grande alegria, o nosso compromisso de amor e consagração na Ordem do Carmo, colocando-se em disponibilidade para o vosso serviço na Igreja e à serviço dos nossos irmãos. Dignai-vos aceitar esta nossa oferenda, por intercessão de Maria Santíssima e de todos os santos carmelitas. Socorrei-nos na nossa fraqueza com a abundância de vossas graças. Isto vos pedimos por Cristo Senhor Nosso. Amém.

FESTA DO CARMO-2017: E agora?...

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Delegado Provincial da Ordem Terceira do Carmo,
  • Mensagem do Frei Petrônio,
  • Festa de Nossa Senhora do Carmo 2017,

FESTA DO CARMO-2017: Frei Donizetti.

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017

OLHAR DO DIA: Sábado, 15...

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Frei Donizetti Barbosa,
  • Olhar do dia,

GRAVANDO... Sábado 15, véspera da Festa de Nossa Senhora do Carmo. É tempo de gravar mensagens em homenagem à Mãe dos Carmelitas. Fotos; Frei Donizetti Barbosa e Frei Petrônio de Miranda na Igreja do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro.

O ESPÍRITO CATÓLICO DO ESCAPULÁRIO: SUA UNIVERSALIDADE NA IGREJA

Detalhes
Publicado em 15 julho 2017
  • O Escapulário do Carmo é um Sacramental,
  • Frei Henrique Esteve,

Frei Henrique Esteve, 0. Carm.

Não é, pois, de admirar-se que o Escapulário do Carmo juntamente com o Rosário se tenha tornado em quase toda parte uma forma universal da piedade mariana. Assim como realmente o Rosário ofereceu a forma ideal a consagração, que lhe é devida.

Esta universalidade é atestada pela história. Basta qualquer exemplo, já que esta verdade por si é evidente. Em 1953 José Falcone, de Piacenza, escrevia na sua “Crônica Carmelitana”: “Hoje em dia a Espanha floresce; ali não se vê casa onde não se encontre usado o hábito do Carmo para gozarem as infinitas indulgências carmelitanas... Não parece a Espanha juntamente com Portugal um grande convento carmelitano? Todos querem estar cobertos com esta arma desejada, que os torna intrépidos nas doenças corporais e espirituais.

Em toda a Espanha há conventos carmelitanos e inúmeras associações carmelitanas. Na Itália e especialmente na Sicília, no Reino de Napoles e na Lombárdia vêem-se inúmeros confrades assíduos e de mui grande devoção. Em Piacenza, somente no nosso catálogo os confrades passam de 10.000 entre homens e mulheres, seculares e frades de outras Ordens, padres seculares e monges regulares de diversas Ordens. A Alemanha, alta e baixa, conta um número incalculável de confrades, mas muitos foram malogrados por danados hereges. A França se destaca na religião; mas oprimida e agravada vem hoje sendo trabalhada pelos inimigos sacramentários.”

Assim também em época menos remota escreve o Padre Dominicano Petitot, aludindo â última aparição de N. Snra. em Lourdes, realizada em 16 de Julho de 1858: “Antes de se iniciarem as peregrinações a Lourdes, não houve em toda a Cristandade título mais em evidência do que o de NOSSA SENHORA DO MONTE CARMELO. Na época de Bernadete em todas as famílias cristãs a maior parte das crianças levava o Escapulário sobre o peito.” (Les apparitions de Notre Dame à Bernadete, Paris 1934, pg. 93).

A devoção do Escapulário começou a propagar-se especialmente no fim do século XVI, no tempo da contra-reforma, quando esta devoção era apresentada como sinal do verdadeiro espírito católico contra hereges e fautores das heresias. Naquele tempo os protestantes e jansenistas, juntamente com numerosos sábios, sob o pretexto de exaltar a devoção a Cristo, combatiam o culto mariano na Igreja, não sem grande dano paras almas. Em tais condições foi o Escapulário conservado por quase todos como meio e manifestação concreta da devoção mariana na Igreja, do mesmo modo que pouco depois a devoção ao Sagrado Coração de Jesus parecia quase encarnar o culto a Nosso Senhor.

Sem mais a devoção do Escapulário exprimia otimamente a doutrina da Igreja acerca de Nossa Senhora e o culto que lhe é devido. De modo particular, esta devoção patenteava praticamente a Sua mediação universal, sobre a qual se apoia a nossa consagração. Realmente, as duas promessas do Escapulário para a hora da morte e depois no purgatório, não são outra coisa senão uma esplêndida aplicação desta mediação universal: por aumentar a fé, na qual não pouco influi a nossa devoção.

FESTA DO CARMO-2017: Convite.

Detalhes
Publicado em 14 julho 2017
  • , Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Vicente de Carvalho,
  • Festa do Carmo 2017,

O MILAGRE DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Detalhes
Publicado em 14 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,
  • Escapulário do Carmo,
  • MILAGRE DE NOSSA SENHORA DO CARMO,
  • Frei Jadival,

Frei Jadival, 0. Carm. (Ex-Frade Carmelita)

Ia alta a lua nos céus da Bahia, naquela noite de 14 de janeiro. Tudo era quietude, pois a uma hora da madrugada, normalmente o Largo do Carmo é desértico. Quando de repente: - Fogo! Fogo! Fogo!

Estava em chamas o Casarão número 4, também conhecido como a casa que hospedava D. João VI, quando passava pela Bahia, e que hoje é uma triste lembrança desse régio tempo. Em ruínas, abrigava até esses dias algumas pessoas. Havia um pequeno bar, no térreo, e uma lojinha de artesanato. Era uma invasão do que sobrara do Palacete, que tinha dois pavimentos e uma fachada impotente. E foi justamente um desses moradores o pivô da tragédia. Contam que foi briga de casal. Sabe-se com certeza que a mulher jogara o candeeiro no assoalho, provocando um incêndio. Os vizinhos assustados correram para a rua. Ligaram para o Corpo de Bombeiros. E o alvoroço se apoderou de todos. Os palpites eram os mais desencontrados possíveis. Cada um tinha um ponto de vista, mas nada que debelasse o fogo. E os bombeiros não chegavam. O fogo cada vez mais voraz consumia o velho madeirame. Até que alguém foi buscar os bombeiros. Já se passara uma hora após o alarme. A lembrança do incêndio no bairro do Chiado em Lisboa, no ano passado, era muito recente, e as característica do Centro Histórico de Salvador são idênticas às do Chiado. Mas, finalmente, chegaram os bombeiros, e começaram a combater o incêndio. Durou pouco, a água dos heróis do fogo. Acabou-se a água e para agravar a situação a localidade não possui hidrante. O fogo ganhava a luta. Alguém dentre o povaréu, por resignação diante do irremediável, disse, não se sabe se por fé ou desdém!

- Agora só milagre! Vamos rezar, gritou dona Elza em desespero. Só um milagre mesmo, pois o vento naquela noite contribuía em tudo para aumentar o caos. Não tinha jeito. Tirem tudo o que puderem de suas casas!

Dona Elza é moradora do prédio número 6, lado para o qual o vento soprava. Devota a vida toda de Nossa Senhora do Carmo, pensava em voz alta: “Minha N. Sra. quero continuar tua vizinha. Não quero me mudar daqui, protege a minha casa”. Enquanto isto convidava o povo para rezar com ela. Lembrou-se da imagem do Sagrado Coração. Sugeriram que a trouxesse para fora. Ao que ela retrucou: “Não, o Sagrado Coração vai ficar lá, para proteger minha casa”. As seculares portas da Igreja do Carmo Estavam fechadas, e alheias às angústias do povo permaneciam indiferentes aos seus rogos. Mas, foi exatamente no Adro do Carmo, na soleira da Casa de Maria (como diz o Salmo 24,11: “Sim, vale mais um dia em teus átrios que milhares a meu modo, ficar no umbral da casa do meu Deus que habitar nas tendas do ímpio”) que Dona Elza e outras pessoas se ajoelharam rezando e implorando. E dona Elza pedia: Gente! Cante assim:  “Em chuvas de graças a Mãe se mostrou . E todo Carmelo feliz exultou. Flor do Carmelo, nossa alegria/ Salve, Salve, Maria!   (bis).

Ó, vinde cristãos, louvar a Maria! Com um hino singelo e terna alegria.Flor do Carmelo, nossa alegria/ Salve, Salve, Maria!   (bis).

De repente, a lua rainha da noite perde o brilho, ante o esplendor da Rainha dos Céus, que envia a seus filhos clementes uma copiosa chuva. É, isto mesmo, uma copiosa chuva! E foi muita chuva a desabar!

O povo ficou aturdido diante de tamanha coincidência. “Sorte” diziam alguns; “milagre de Nossa Senhora do Carmo”, diziam em lágrimas os devotos, em oração no Adro da Igreja do Carmo.

E a chuva veio com vontade. Entrou madrugada a dentro, impedindo que a aurora trouxesse o sol. Amanheceu nublado e chovendo em salvador.

E o incêndio? Ah, esse foi debelado pela abençoada chuva de Graças. Quando o dia clareou, apenas fumegavam os escombros. Dona Elza conta como chorou, ao ver atendidos os clamores que fizeram a N. Sra. do Carmo. Enquanto pediam, foram atendidos.

Na missa das sete da manhã, lá estava dona Elza ajoelhada aos pés do Altar-Mor, chorando agradecida.

Este fato pode ser confirmado, pois é verídico. Os envolvidos moram no Largo do Carmo, em Salvador- BA.

NOSSA SENHORA DO CARMO: FATOS ILUSTRATIVOS

Detalhes
Publicado em 14 julho 2017
  • Nossa Senhora,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Frei Antônio Silvio,

Frei Antônio Silvio, O. Carm.

Desde o início, os Carmelitas, e já vão mais de 800 anos, colocaram-se de uma forma surpreendente sob a proteção de Nossa Senhora. Não vamos esgotar o assunto em tão curto espaço. Vamos apenas recordar alguns fatos ilustrativos da devoção mariana vivida pelos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Um quadro

Uma das mais antigas pinturas da Ordem do Carmo retrata Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo, e este lhe faz um carinho. Estudiosos contam que esta pintura – chamada “LA BRUNA” – representa a forma mais terna de devoção a Maria: o Carmelita se põe ao colo de Nossa Senhora, como um filho à procura de proteção. Ali, ele sabe que estará protegido e não irá cair. Pois, a mãe o ama e protege! O filho acaricia o rosto da mãe; assim, o Carmelita tem sentimentos de carinho e de ternura para com Maria, querendo viver à imitação do seu Filho bendito.

Uma história

Quando Santa Teresa de Jesus, ainda menina, perdeu sua mãe, ficou bastante aturdida, sem saber como seria sua vida sem sua mãe. Imediatamente, a menina Teresa correu a uma ermida de Nossa Senhora e pediu-lhe em fervorosa oração que a Virgem, dali por diante, substituísse sua mãe, e a tomasse sob sua proteção. Anos mais tarde, já mulher madura e freira Carmelita, empenhada na fundação de mosteiros reformados, Santa Teresa de Jesus testemunhou que foi atendida em sua prece adolescente e que jamais lhe faltaram o apoio e a proteção de tão bondosa mãe.

Um livro

Frei Miguel de Santo Agostinho, Carmelita do Século 18, escreveu um pequeno livro: “Tratado de Vida Marieforme”. Pequeno em páginas, porém grande em espiritualidade: o Carmelita deve imitar as virtudes e a vida de Nossa Senhora como um caminho de vida cristã, pois viver uma existência como a de Maria é caminhar com passos certos rumo ao céu. Maria é caminho.

A lição

Viver uma devoção carmelitana a Nossa Senhora é viver no exemplo e na imitação da Virgem do Carmo. É também viver como o Filho de Maria, Jesus Cristo, e ter os seus sentimentos para com sua Mãe e seu irmãos, os outros filhos de Maria nascidos ao pé da Cruz, que é a Igreja.

OS CARMELITAS E NOSSA SENHORA DO CARMO: Frei Evaldo.

Detalhes
Publicado em 14 julho 2017
  • Nossa Senhora do Carmo,

NOVENA DO CARMO-2017: 4º Dia.

Detalhes
Publicado em 13 julho 2017
  • Novena do Carmo-2017,
  • NOVENA DO CARMO,

Pág. 607 de 696

  • 602
  • 603
  • 604
  • ...
  • 606
  • 607
  • 608
  • 609
  • ...
  • 611
  • Está em...  
  • Home
  • Home
  • Vídeo Cast
  • Social
  • Religião
  • Política
  • Artigos Carmelitas
  • Pensamentos do Frei Petrônio
  • Homilia do Papa Francisco




folha
Liturgia diaria
GREENPEACE
dehonianos
La santa ede
fotos que falam
Twitter frei
Estadao
CBN
brasil el pais
Band News fm
Direitos humanos
vatican
CRB nacional
Blog do Frei Petronio
CNBB

Voltar ao topo

© 2026 Olhar Jornalístico