Olhar Jornalístico

OLHAR DOUTRINAL: Catecismo da Igreja Católica.

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Publicado em 21 janeiro 2017
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E.51.1 Exéquias cristãs

  • 1680 Todos os sacramentos, principalmente os da iniciação cristã, têm por finalidade a última Páscoa do Filho de Deus, aquela que, pela morte, o fez entrar na vida do Reino. Agora se realiza o que o cristão confessa na fé e na esperança: "Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir.
  • 1681 O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, em que repousa nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus "deixa este corpo para ir morar junto do Senhor".
  • 1682 O dia da morte inaugura para o cristão, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento iniciado no Batismo, a "semelhança" definitiva à "imagem do Filho", conferida pela unção do Espirito Santo, e a participação na festa do Reino, antecipada na Eucaristia, mesmo necessitando de últimas purificações para vestir a roupa nupcial.
  • 1683 A Igreja que, como mãe, trouxe sacramentalmente em seu seio o cristão durante sua peregrinação terrena, acompanha-o, ao final de sua caminhada, para entregá-lo "ás mãos do Pai". Ela oferece ao Pai, em Cristo, o filho de sua graça e deposita na terra, na esperança, o germe do corpo que ressuscitar na glória. Esta oferenda é plenamente celebrada pelo Sacrifício Eucarístico. As bênçãos que a precedem e a seguem são sacramentais.
  • 1684 Os funerais cristãos são uma celebração litúrgica da Igreja. O ministério da Igreja tem em vista aqui tanto exprimir a comunhão eficaz com o defunto como fazer a comunidade reunida participar das exéquias e lhe anunciar a vida eterna.
  • 1685 Os diferentes ritos dos funerais exprimem O caráter pascal da morte cristã e respondem às situações e tradições de cada região, mesmo com relação à cor litúrgica.
  • 1686 O Ordo exsequiarum (rito das exéquias) (OEx) da liturgia romana propõe três tipos de celebração dos funerais, correspondendo aos três lugares onde acontece (a casa, a igreja, o cemitério) e segundo a importância que a ele atribuem a família, os costumes locais, a cultura e a piedade popular. Este esquema é, aliás, comum a todas as tradições litúrgicas e compreende quatro momentos principais:
  • 1687 O acolhimento da comunidade. Uma saudação de fé abre a celebração. Os familiares do defunto são acolhidos com uma palavra de consolação" (no sentido do Novo Testamento: a força do Espírito Santo na esperança). A comunidade orante que se reúne escuta também "as palavras de vida eterna". A morte de um membro da comunidade (ou o dia de aniversário, o sétimo ou o trigésimo dia) é um acontecimento que deve fazer ultrapassar as perspectivas "deste mundo" e levar os fiéis às verdadeiras perspectivas da fé em Cristo ressuscitado.
  • 1688 A Liturgia da Palavra, por ocasião dos funerais, exige um preparação bem atenciosa, pois a assembléia presente ao ato podem englobar fiéis pouco assíduos à liturgia e também amigos do falecido que não sejam cristãos. A homilia em especial deve "evitar gênero literário de elogio fúnebre" e iluminar o mistério da morte cristã com a luz de Cristo Ressuscitado.
  • 1689 O Sacrifício Eucarístico. Se a celebração se realizar na igreja, Eucaristia é o coração da realidade pascal da morte cristã. É então que a Igreja exprime sua comunhão eficaz com o defunto: oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, ela lhe pede que seu filho seja purificado de seus pecados e de suas c seqüências e que seja admitido à plenitude pascal da mesa do Reino. É pela Eucaristia assim celebrada que a comunidade dos fiéis, especialmente a família do defunto, aprende a viver em comunhão com aquele que dormiu no Senhor", comungando do Corpo de Cristo, do qual é membro vivo, e rezando a seguir por ele e com ele.
  • 1690 O adeus ("a Deus") ao defunto é sua "encomendação a Deus" pela Igreja. Este é o "último adeus pelo qual a comunidade cristã saúda um de seus membros antes que o corpo dele seja levado à sepultura"; tradição bizantina o exprime pelo beijo de adeus ao falecido:

Com esta saudação final "canta-se por causa de sua partida desta vida e por causa de sua separação, mas também porque há uma comunhão e uma reunião. Com efeito, ainda que mortos, não estamos separados uns dos outros, pois todos percorremos o mesmo caminho e nos reencontraremos no mesmo lugar. Jamais estaremos separados, pois vivemos por Cristo, e agora estamos unidos a Cristo, indo em sua direção... estaremos todos reunidos em Cristo".

E.51.2 Exéquias das crianças mortas sem o Batismo

  • 1261 Quanto às crianças mortas sem Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito das exéquias por elas. Com efeito, a grande misericórdia de Deus, "que quer que todos os homens se salvem" (1Tm 2,4), e a ternura de Jesus para com as crianças, que o levou a dizer: "Deixai as crianças virem a mim, não as impeçais" (Mc 10,14), nos permitem esperar que haja um caminho de salvação para as crianças mortas sem Batismo. Eis por que é tão premente o apelo da Igreja de não impedir as crianças de virem a Cristo pelo dom do santo Batismo.

México. Os assassinatos de padres, um mistério não inteiramente esclarecido.

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Publicado em 21 janeiro 2017
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Em 27 anos foram assassinados 44 sacerdotes e o roteiro é sempre o mesmo: mentiras, confusões, calúnias, intimidações anticlericais e justiça em muito poucos casos. As “dúvidas” insidiosas e dolorosas. A reportagem é de Luis Badilla e Francesco Gagliano e publicada por Vatican Insider, 17-01-2017. A tradução é de André Langer.

Joaquín Hernández Sifuentes é o último sacerdote assassinado no México. Desapareceu no dia 03 de janeiro na cidade de Saltillo, Coahuila, e nove dias depois seu corpo foi encontrado com outros dois cadáveres em Parras.

De acordo com a polícia local, o sacerdote foi estrangulado, provavelmente pouco tempo depois do momento de seu desaparecimento. No ano passado, no México, outros três sacerdotes foram mortos quase com a mesma modalidade: sequestro, desaparecimento e assassinato. No total, nos últimos quatro anos, foram assassinados 16 sacerdotes, e desde 2006 até hoje, 37. Nos últimos 27 anos, de 1990 até hoje, 44 sacerdotes foram assassinados. O SIAME, Sistema de Informação da Arquidiocese da Cidade do México, e o CCM, Centro Católico Multimídia, em suas investigações, documentaram uma situação alarmante para o clero mexicano, em particular o diocesano: homicídios, sequestros, torturas, extorsões, profanações de lugares de culto, ameaças de morte e agressões ou intimidações de diversos tipos.

Mistérios, mentiras, medos e silêncios

Estes são os elementos básicos de um dado que foi confirmado indiscutivelmente por muitas investigações, inclusive por jornais: o México, há vários anos, é o país mais perigoso do mundo para os sacerdotes e, em geral, para os agentes de pastoral. Em torno deste tipo de “maldição” é possível identificar uma série de considerações que complicam a questão devido à rede de mentiras, silêncios, confusões, vinganças, medos, chantagens e intimidações anticlericais.

No assassinato de todos estes sacerdotes, inclusive do Pe. Hernández Sifuentes, a última vítima da longa lista, o roteiro se repetiu com precisão quase mecânica. Mudam os nomes das vítimas, mas o “modelo”, corrigido e aumentado, é cada vez mais eficiente.

Está claro que os autores intelectuais destes assassinatos de sacerdotes, quase nunca identificados, descobriram um método criminoso que lembra o do “atacar um para educar 100”.

Muitas vezes, as vítimas escolhidas eram sacerdotes com raízes significativas no território e com grande capacidade de comunicação, quase sempre comprometidos com a denúncia e a condenação da criminalidade, que é endêmica em muitas regiões do país. Pessoas, pois, muito comprometidas com a pastoral social, com grande capacidade de mobilização, capazes de colocar em marcha, com uma forte participação cidadã, projetos de promoção humana e, ao mesmo tempo, capazes de organizar e dar voz aos protestos contra as injustiças, os abusos e a contaminação das investigações que as organizações criminosas impõem às comunidades rurais e nas cidades (muitas vezes com a aprovação e com a corrupção desse mesmo poder que deveria proteger os cidadãos) pelos interesses desse monstro que está devorando o México: o narcotráfico.
Uma vez identificado o alvo, os criminosos mexicanos privilegiam o sequestro, antecâmara do homicídio, porque sabem que podem obter benefícios também com o desaparecimento da vítima e, nesta fase do plano criminoso, podem contar com curiosos apoios da imprensa. Como se sabe, poucas horas depois da notícia do sequestro de um sacerdote chegam quase certo os artigos que semeiam as dúvidas de sempre na opinião pública: as razões de tal desaparecimento talvez estejam relacionadas com questões sentimentais; a vítima era alvo de fofocas sobre alguns dos seus comportamentos sexuais; era um pederasta; gastava o dinheiro das oferendas no jogo; em sua vida passada há passagens pouco claras e um obscuro passado retornou para exigir o pagamento da fatura...

No ano passado, em um caso que teve grande repercussão na imprensa, os veículos de comunicação mais importantes divulgaram inclusive um vídeo em que, diziam, se “vê o sacerdote desaparecido sair de um hotel em companhia de um rapaz” com o qual teria passado a noite. Quando o senhor do vídeo, que obviamente não era o sacerdote sequestrado, se apresentou à polícia para declarar que o rapaz era o seu filho, nenhum dos meios de comunicação teve o mínimo de interesse para desmentir a notícia e a calúnia. E nunca aconteceu que, sobre estas vítimas – ainda desaparecidas ou mortas comprovadas, caluniadas na imprensa com todo tipo de infâmias, ou, na melhor das hipóteses, com conjecturas fantásticas e sensacionalistas – tenha havido um desmentido, uma correção ou uma precisão.

O que está acontecendo no México com o assassinato de sacerdotes é cada vez mais evidente. Sustentam-no todos os analistas dos centros de estudos mais sérios e importantes: neste país as diferentes formas e organizações do narcotráfico, cartéis e formas de micro-criminalidade, declararam guerra a essa parte da Igreja católica, sobretudo aos sacerdotes, que denuncia e se opõe aos seus interesses criminosos. Sustenta-o há anos e em diferentes relatórios o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, além dos principais centros internacionais e regionais que monitoram a realidade mexicana.

Os comportamentos de conluio com os criminosos

Esta situação não é uma opinião ampla e convincentemente compartilhada, muito pelo contrário. Em geral, as autoridades governamentais federais e estaduais tratam de diminuir a gravidade destes fatos e, não poucas vezes, altos funcionários contribuem para criar maiores confusões, para despistar as investigações ou matar pela segunda vez a vítima com o terrorismo das fofocas.

Parece que a palavra de ordem é sempre e a todo custo “minimizar”, com qualquer meio e, sobretudo, criticando as estatísticas; assim, com técnicas midiáticas difamatórias ou o silêncio, estes crimes do narcotráfico transformam-se em “tristes e deploráveis” assuntos de página policial, fruto de brigas casuais, roubos com violência que acabaram mal ou assuntos estritamente privados. Enquanto isso, obviamente, o crime organizado fica calado: não reivindica nunca nada, faz finta de estar alheio aos fatos ou, pior, quando pode fazer circular rumores escandalosos contra os assassinados o faz com enorme entusiasmo e segurança, apoiando-se nessa parte do tecido social contaminado e que convive com o narcotráfico. Em diferentes casos, foram vistos, dias após os sequestros ou durante as investigações, muitas “testemunhas” que dão suas declarações sobre o desaparecido com o claro objetivo de denegrir sua imagem e seu trabalho, como se quisessem sentenciar: se foi sequestrado, foi porque seus autores tiveram alguma razão.

A análise da Igreja mexicana

No entanto, surpreendentemente, a própria Igreja católica no México, a este respeito, tem uma conduta singular e titubeante. As numerosas declarações que muitos bispos deram ao longo destes anos têm o denominador comum de uma preocupação geral: a de não passar a ideia de que após tantos crimes haja uma perseguição religiosa, opinião que seguramente não é verdadeira e correta. Na maravilhosa história da Igreja católica mexicana há um passado terrível e dilacerante de perseguição e esta memória dolorosa muitas vezes condiciona muitas das suas condutas. Nesta comunidade eclesial sempre esteve vivo o temor de voltar a viver situações semelhantes e, portanto, instintivamente, tende a afastar o fantasma de novas perseguições. É por isso que, diante deste tipo de hecatombe de sacerdotes, a hierarquia seja peremptória: não há nenhuma perseguição religiosa. Como foi dito anteriormente, sim, substancialmente trata-se de uma opinião verdadeira, mas...

Está claro que não se trata de ações criminosas “in odium fidei” e que, portanto, neste sentido, não seria correto falar de perseguição religiosa. Mas também está claro, e é indiscutível, que os sacerdotes mexicanos há anos se converteram em alvos específicos do narcotráfico, e por isso a Igreja não pode ser redutora em suas considerações e análises. Esta forma de raciocinar pode provocar confusão e não é educativa. Além do mais, ela pode ser inclusive injusta com aqueles que perderam a guerra nesta guerra subterrânea.
O Pe. Alfonso Miranda Guardiola, da Conferência Episcopal do México, declarou em outubro do ano passado naquele que foi o seu primeiro encontro com a imprensa: “Não vemos nenhuma perseguição aberta contra os sacerdotes como se eles fossem um alvo. Para nós, são fatos que devem ser inseridos no clima social que o país vive”, e neste clima “os sacerdotes não estão imunes, são como qualquer cidadão. Como Igreja, devemos estar atentos e nos preparar para saber como tratar este clima, posto que os sacerdotes se encontram em todas as partes do país, inclusive nos lugares onde existe a maior violência e onde há uma presença do crime”.

Compreende-se bem o sentido último das palavras do padre Miranda, em particular quando, sem dizê-lo explicitamente, relaciona justamente a sorte dos sacerdotes mexicanos com a do povo que também está envolvido no martírio. Mas, há algo que convence um pouco menos: que os sacerdotes desta nação não são um alvo específico da violência que açoita o país. Os números das estatísticas indicam algo e não se pode evitar tirar conclusões, pelo menos em relação à pastoral da Igreja que, na defesa da dignidade humana de cada mexicano, se aproxima, com audácia profética e coragem evangélica, das fronteiras do crime. É verdade que as vítimas não foram executadas apenas porque eram sacerdotes, mas também é verdade que foram executadas porque eram fiéis ao seu ministério e à sua missão. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

 

RIO: Auto de São Sebastião.

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Publicado em 21 janeiro 2017
  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Espetáculo Auto de São Sebastião,
  • Auto de São Sebastião 2017,

Com imagens e reportagem de Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ, veja o AUTO DE SÃO SEBASTIÃO. NOTA: Realizado anualmente no dia 20 de janeiro, o Auto de São Sebastião é um espetáculo em homenagem ao santo padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, que comemora seu aniversário de fundação no mesmo dia. Veja outros vídeos no olhar. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 20 de janeiro-2017. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com

Pastor faz fiéis beberem óleo de motor para demonstrar "poder de Deus".

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Publicado em 21 janeiro 2017
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  • igreja Ministérios do Sopro de Cristo,
  • pastor sul-africano,

Um pastor sul-africano vem causando polêmica em seu país por fazer os fiéis de sua igreja beberem óleos e fluidos para motores de carros durante suas pregações. Theo Bongani Maseko, que se autointitula profeta da igreja Ministérios do Sopro de Cristo, confirmou que usa os líquidos em seus cultos.

Em entrevista ao jornal "The Star", ele afirmou que o óleo para motores "demonstra o poder de Deus". "Quando oramos sobre aquele líquido, seu veneno vai embora. Por isso, não faz mal algum. Nada aconteceu e ninguém foi parar no hospital", disse. Maseko afirma que quem bebeu o óleo foi salvo e curado.

No entanto, uma comissão do governo que promove a liberdade de culto deve abrir uma investigação sobre o incidente. A presidente do órgão, Thoko Mkhwanazi-Xaluva, afirmou que existe um abuso de práticas irresponsáveis em igrejas sul-africanas.

Fonte: https://noticias.uol.com.br

"Profeta" é preso por prever morte do presidente do Zimbábue.

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Publicado em 21 janeiro 2017
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Está difícil a vida dos videntes no Zimbábue. A polícia local prendeu um homem que afirmou que o presidente do país, Robert Mugabe, que completa 93 anos no mês que vem, vai morrer em outubro.

O vidente, que diz ser pastor, se chama Patrick Mugazda e acabou detido por se vestir com a bandeira nacional e, claro, por ter feito a profecia contra o presidente que está no cargo desde 1980.

"Ele foi inicialmente preso por sabotar a autoridade do presidente. Depois, a alegação é de insultar pessoas de uma certa raça ou religião", disse o advogado do vidente, Gift Mtisi, à agência de notícias AFP.

Mugazda, que vive no norte do país, convocou uma coletiva de imprensa para avisar que Mugabe morreria no dia 17 de outubro. Não foi a primeira vez que o pastor foi detido. Em 2015, ele foi preso por um mês depois de disse ao presidente que a população estava sofrendo por causa de seu governo.

No ano passado, o pastor se amarrou a um poste, em frente a um shopping, para protestar contra a falta de liberdade no Zimbábue. Fonte: https://noticias.uol.com.br

RIO: Auto de São Sebastião-03.

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Publicado em 21 janeiro 2017
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O próximo Sínodo e a Igreja diante do "enigma digital".

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Publicado em 21 janeiro 2017
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  • Sínodo de 2018,

"Os processos digitais e as práticas sociais em rede se explicitam como um verdadeiro 'enigma digital' para a Igreja, cuja hierarquia, no documento preparatório para o próximo Sínodo, se autoafirma como parte de uma 'geração precedente' em relação às 'jovens gerações'. Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do 'ser jovem' hoje." A opinião é do jornalista Moisés Sbardelotto, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, com estágio doutoral na Università di Roma "La Sapienza", na Itália.

Eis o texto.

“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”: esse será o tema da próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos convocada pelo Papa Francisco para outubro de 2018. Para colocar a Igreja “a caminho”, o pontífice convocou os próprios jovens para falarem sobre o seu “desejo de mudança”. Foi a eles que Francisco enviou uma carta no último dia 13 de janeiro, apresentando o documento preparatório do Sínodo: “Eu quis que vocês estivessem no centro da atenção, porque eu os trago no coração. […] A Igreja também deseja se colocar à escuta da voz de vocês [...]. Façam ouvir o seu grito, deixem-no ressoar nas comunidades e façam-no chegar aos pastores”. E não se trata apenas de “palavras bonitas”. Há também uma novidade no caminho preparatório deste Sínodo: o lançamento de um site na internet voltado especificamente aos jovens, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida. Todo o material coletado, depois, irá ajudar na redação do documento de trabalho do Sínodo, o chamado Instrumentum laboris, que será o ponto de referência para o debate dos Padres sinodais.

Esse gesto ressalta a importância que Francisco atribui ao papel dos jovens na vida da Igreja (seja pela escolha da temática, seja por querer lhes dar a palavra de modo especial), mas também o reconhecimento de que as “modalidades mais eficazes hoje para anunciar a Boa Notícia”, como afirma o documento, não podem deixar de envolver as práticas sociais que vêm se desenvolvendo no ambiente digital, especialmente entre os jovens. Se os próprios jovens entendem o mundo e entendem a si mesmos a partir da relação com a internet e as redes, como entendê-los senão a partir dessa relação?

O documento preparatório do Sínodo tenta fazer isso ao abordar a “pastoral juvenil vocacional” articulando-a com algumas questões comunicacionais contemporâneas, que merecem ser aprofundadas. Como o texto tem outros objetivos, a comunicação aparece "às pinceladas", como indicações sintéticas para o debate futuro. Por isso, quero aqui problematizar aqueles aspectos do documento que abordam a relação entre a juventude, os processos digitais e as práticas sociais em rede, que se explicitam como um verdadeiro "enigma digital" para a Igreja, cuja hierarquia, no documento, se autoafirma como parte de uma "geração precedente" em relação às "jovens gerações". Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do "ser jovem" hoje.

Consulta online: esforço para ouvir o “sensus fidelium digitalis”?

O Sínodo de 2018 irá manter a inovação dos sínodos anteriores convocados por Francisco, isto é, a consulta de todo o Povo de Deus mediante um questionário específico sobre a temática em questão. Ao buscar “Interpretar” a situação da “pastoral juvenil vocacional”, uma das perguntas é esta: “De que modo vocês avaliam a mudança cultural determinada pelo desenvolvimento do mundo digital?”.

Reconhece-se que há uma “mudança cultural” que diz respeito à Igreja, em relação ao “desenvolvimento do mundo digital”. Tal mudança, talvez, não seja necessariamente determinada pela digitalização, pois isso significaria cair em um determinismo tecnológico que ignora diversos outros fatores em jogo. Contudo, é uma tentativa de a Igreja compreender o que está acontecendo – principalmente com ela mesma – em um cenário cultural em que se observa que “entre a linguagem da Igreja e a dos jovens se abre um espaço difícil de preencher”, como afirma o documento. O desafio eclesial contemporâneo, portanto, é compreender o ambiente digital sem dicotomias nem apriorismos, mas, precisamente, analisando as “mudanças” ocorridas, para ver o que permaneceu e o que se transformou nas juventudes deste início de século.

Mas a grande novidade do documento se encontra na informação de que “está prevista uma consulta de todos os jovens através de um site da internet, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida”. O documento preparatório deixa claro que “as respostas aos dois questionários constituirão a base para a redação” do Instrumentum laboris.

Trata-se de uma novidade ainda a ser conhecida, sem data prevista de lançamento. Na coletiva de imprensa de apresentação do documento preparatório, o Mons. Fabio Fabene, subsecretário do Sínodo dos Bispos, disse que, por meio do site, os jovens também poderão acompanhar as várias fases de preparação do Sínodo, os discursos do papa sobre os jovens e ainda compartilhar reflexões e experiências sobre o tema sinodal. Portanto, parece que, desta vez, o processo de construção do Sínodo também se “digitaliza”, e não apenas seus conteúdos.

Isso aponta para um certo reconhecimento eclesiástico dos novos modos de construção da “opinião pública” na Igreja, isto é, das novas condições de dizer e de fazer a fé cristã. Hoje, os dispositivos digitais oferecem meios para que especialmente os jovens se apropriem do universo religioso e constituam uma “ekklesia online”, nos mais diversos sites, redes, aplicativos etc., não apenas para ter contato com a “opinião pública” na Igreja, mas também para “publicar uma opinião” sobre a Igreja.

Cabe aos Padres sinodais, então, perceber também o ambiente digital como um lócus pastoral e teológico de escuta ao sensus fidelium, “voz viva do povo de Deus”, cujas “reações [...] devem ser consideradas com maior seriedade”, como afirma um recente documento da Comissão Teológica Internacional (“O sensus fidei na vida da Igreja", 2014). Nas expressões da fé em rede, no "sensus fidelium digitalis", em suas luzes e sombras, em meio a suas banalidades e extremismos, riquezas e pobrezas, o Magistério e a teologia também são chamados a “descobrir as ressonâncias profundas da palavra de Deus” (ibid.).

Talvez, por isso, muito mais enriquecedor do que uma consulta online realizada em um ambiente “controlado” como um site criado especificamente pela Santa Sé poderia ser uma observação e interpretação daquilo que os próprios jovens “debatem” em rede sobre a fé cristã, nas mais diversas plataformas. É lá que os jovens falam, e muito, sobre a própria vida, até mesmo sem a necessidade de serem questionados (e, às vezes, fazem-no justamente por isso, como único ambiente em que são ouvidos, mesmo que apenas pelos seus pares, sobre os seus dilemas). Tal empreendimento não seria nada fácil, mas daria uma ideia mais encarnada de como o catolicismo “explode”, hoje, em uma multiplicidade de expressões locais. Muitas vezes juvenis, minoritárias e subculturais, tais expressões geralmente não chegam aos “ouvidos” da cúpula eclesiástica, embora, em rede, circulem publicamente, indo ao encontro de uma catolicidade mais autônoma e relacional, e menos heterônoma e institucional.

“Mundo virtual”, “new media”, “geração hiper(conectada)”: a Igreja diante do “enigma digital”

Ao longo do documento, despontam algumas questões comunicacionais, concentradas, especialmente, em dois parágrafos. No primeiro capítulo, no entretítulo “As novas gerações”, consta-se uma seção intitulada “Rumo a uma geração hiper(conectada)” (com esse pequeno deslize de digitação na versão em português, que coloca os parênteses no segundo termo [“conectada”], em vez do primeiro [“hiper”]). Esse trecho afirma:

“Hoje as jovens gerações são caracterizadas pela relação com as modernas tecnologias da comunicação e com aquilo que normalmente é chamado o «mundo virtual», mas que também tem efeitos muito reais. Ele oferece possibilidades de acesso a uma série de oportunidades que as gerações precedentes não tinham, e ao mesmo tempo apresenta riscos. No entanto, é de grande importância que se preste atenção ao modo como a experiência de relações tecnologicamente mediadas estrutura o conceito do mundo, da realidade e das relações interpessoais, e é com isto que é chamada a medir-se a ação pastoral, que tem necessidade de desenvolver uma cultura adequada.”

Já o capítulo 3 aborda “A ação pastoral”, refletindo sobre o desafio do cuidado pastoral e do discernimento vocacional a partir de três tópicos: os seus “sujeitos”, os seus “lugares” e os “instrumentos” à disposição. Em relação aos “lugares” para tal pastoral, o texto inova a reflexão eclesial e apresenta considerações sobre “O mundo digital”. E diz:

“Pelos motivos já recordados, merece uma menção particular o mundo dos new media, que sobretudo para as jovens gerações se tornou verdadeiramente um lugar de vida; oferece muitas oportunidades inéditas, sobretudo no que diz respeito ao acesso à informação e à construção de vínculos à distância, mas apresenta também riscos (por exemplo, o cyberbullying, o jogo de azar, a pornografia, as insídias das salas de chat, a manipulação ideológica, etc.). Não obstante as numerosas diferenças entre as várias regiões, a comunidade cristã ainda deve construir a sua presença neste novo areópago, onde os jovens certamente têm algo para lhe ensinar.”

São vários os aspectos que mereceriam uma reflexão atenta e aprofundada desses dois parágrafos, mas, por razões de espaço, vou me deter em algumas questões transversais a eles, que mais apresentam desafios para a pastoral hoje.

Nos dois parágrafos, a preocupação central é convocar a Igreja a repensar a sua “ação pastoral” diante das mudanças no campo da comunicação, o que envolve a “necessidade de desenvolver uma cultura adequada” e de “construir uma presença”. Sem dúvida, nas últimas décadas, o mundo experimentou uma “explosão” tecnológica mais ampla e mais rápida, que o levou à transição de uma “era dos meios de massa” para uma “era da massa de meios” (R. C. Alves). Hoje, experimentam-se uma aceleração e uma diversificação dos modos pelos quais as culturas interagem com outras culturas, e as sociedades interagem com outras sociedades (J. L. Braga).

A relação "jovens x redes digitais" também teve recentes repercussões sociopolíticas, como as diversas Primaveras Árabes, ou movimentos como o Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, ou os Indignados, na Espanha, ou mesmo as manifestações de 2013 no Brasil, com a emergência de coletivos como Mídia Ninja e Jornalistas Livres, em que redes e ruas se conectam de maneiras emergentes, “passando da conexão ao encontro, e do encontro à ação” (J. Martín-Barbero).  Emerge, assim, um novo ambiente antropológico, social e cultural, um “bios midiático” (P. G. Gomes), uma ambiência comunicacional crescentemente complexa, que o documento chama apropriadamente de “lugar de vida” (não apenas para as “jovens gerações”, mas também para grande parte das pessoas e também dos campos sociais).

Por isso, o desafio eclesial não é o de meramente “usar” instrumentos tecnológicos “modernos”, como os “new media” mencionados pelo documento (postura tecnicista), nem de elaborar “boas mensagens” eficazes a serem ouvidas e debatidas “neste novo areópago” (postura informacionalista), nem ainda de apenas avaliar ou sopesar as “oportunidades” ou os “efeitos” de sua comunicação (postura funcionalista). Trata-se de algo muito mais complexo, no sentido de promover uma inculturação digital, reconhecendo que não há “a Igreja” e a “cultura digital” em polos opostos, como coisas separadas e divisíveis, mas sim relações emergentes na complexidade das redes. E, no caldo dessa cultura, a Igreja também é chamada a acolher as “formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido” (EG 116).

O documento preparatório, contudo, permanece principalmente numa leitura instrumentalista e moralista dos processos comunicacionais. Embora reconhecendo que as “jovens gerações” mantêm uma “relação” com as tecnologias, a ênfase está toda no polo tecnológico, já que se trata de “relações tecnologicamente mediadas”. Falta refletir sobre a complexidade dessa relação, que não é “determinada” pela tecnologia, e cuja mediação se dá numa rede de outras mediações (sociais, culturais, simbólicas etc.). Se o desafio pastoral fosse de ordem tecnológica, a solução deveria ser buscada na própria tecnologia. E aqui também a Igreja pode cair no risco de uma leitura comunicacional marcada pelo “paradigma tecnocrático” denunciado pela Laudato si’ (101ss). Ou seja, a técnica acaba assumindo um “poder globalizante e massificador” (LS 108) sobre a interpretação dos processos comunicacionais, e imagina-se que ela também seria a única solução de problemas que, na verdade, são de outra ordem. A técnica, especialmente quando se transforma em tentação pastoral, ignora “o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros” (LS 20).

Por outro lado, fica escanteada, no documento, uma reflexão mais atenta às processualidades da comunicação contemporânea, optando por apontar para seus “efeitos”, “oportunidades” e “riscos” de fundo moral. Isso não significa que estes não existam, mas são secundários, se a tentativa é de entender a relação entre as “jovens gerações” e as “modernas tecnologias da comunicação” (aliás, “jovens” e “modernas” em relação ao quê e a quem?). Mais do que isso, seria muito mais enriquecedor para a reflexão pastoral se a leitura se voltasse não a jusante, mas a montante: isto é, não é apenas a tecnologia que “caracteriza” as “jovens gerações” ou que media suas relações, mas também e principalmente as “jovens gerações” que vão aprimorando as tecnologias ou até mesmo inspirando o seu desenvolvimento. Isso se dá mediante os usos e apropriações ativos e criativos de tais tecnologias por parte dos jovens em suas interações, que, aliás, são constantemente acompanhados e pesquisados pelas empresas de inovação tecnológica, justamente para entender seus interesses, desejos e necessidades, o que aponta para relações muito mais complexas entre o social, o tecnológico e o cultural.

Além disso, falar de “mundo virtual” (ou mesmo “mundo dos new media”) é permanecer numa concepção ultrapassada não apenas em relação à reflexão acadêmica sobre o ambiente digital, mas inclusive em termos de senso comum. Às vezes, parece que o documento ainda se situa no imaginário tecnológico da saga Matrix, ou, para ficar no âmbito eclesial, é como se a reflexão eclesial estivesse estagnada desde o documento Igreja e internet de 2002 (o que não é verdade; basta ver algumas recentes mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de Bento XVI e de Francisco, que avançam muito no debate).

O próprio erro no entretítulo do documento em português – “geração hiper(conectada)” – é sintomático, nesse sentido, pois revela uma Igreja que olha para a geração atual e vê apenas os seus aspectos “hiper”, quase sempre negativamente, e que coloca entre parênteses o verdadeiro “sinal dos tempos”, que são as novas formas de conectividade. Esse é um erro (presente no texto e na práxis eclesial) que prejudica toda possibilidade de leitura (do próprio texto e principalmente do “mundo de hoje” onde os jovens vivem).

Basta conversar com qualquer jovem sobre a comunicação hoje para se dar conta de que dificilmente a expressão “mundo virtual” ou “mundo dos new media” virá à tona (muito menos, aliás, “salas de chat”...). Para as “jovens gerações”, as relações entre o off e o online são muito mais entrelaçadas, e qualquer fronteira se torna muito mais sutil do que se imagina. No fundo, falar em “virtual” mais atrapalha do que ajuda na compreensão das complexidades do digital. Se abordarmos a internet meramente como “virtualidade”, podemos correr o risco de abstrair toda a sua realidade, toda a sua materialidade, todas as suas marcas de socialidade, a sua própria contextualidade, que é sinal da humanidade nela presente. O risco é de minimizá-la como um fruto puramente da “imaginação”, irreal e imaterial, e não perceber nela um novo ambiente socialmente construído de relação pessoal e de organização social. Ao contrário, é importante perceber que a cultura digital é fruto de expressões sociais e constitui um ambiente social novo e renovado, repleto de realidades humanas. Isto é, há uma mestiçagem de linguagens, um entrecruzamento de ambientes, em que não há uma separação clara entre “mundos” – dada a mobilidade dos aparatos, das informações, das pessoas e das relações.

No fundo, até mesmo a noção de “digital” já impregnou tanto a vida contemporânea que quase não dá conta dos processos: em um mundo em que praticamente tudo é digital, o que esse termo realmente caracteriza em termos específicos e diferenciadores? Trata-se, portanto, do desafio de buscar uma constante atualização e problematização de nossos conceitos – inclusive pastorais –, na tentativa de acompanhar a “velocidade dos processos de mudança e de transformação […] que caracteriza as sociedades e as culturas contemporâneas”, como afirma o documento preparatório.

Entretanto, em suma, merece destaque o esforço eclesial de reconhecer o ambiente digital como algo de “grande importância” para a vida da Igreja e, especialmente, para as culturas juvenis. Seria praticamente impossível pensar “os jovens, a fé e o discernimento vocacional” sem atentar para o fato de que os jovens constroem suas identidades e suas comunidades principalmente a partir das relações em rede. É nelas também que os jovens geralmente fazem suas experiências religiosas e tomam contato com seus modelos de referência, o que inclui, neste caso, o testemunho vocacional de leigos, sacerdotes e religiosos, homens e mulheres, que aí comunicam a própria vocação, principalmente quando não o fazem deliberadamente, mas a partir daquilo que postam, “curtem”, compartilham, isto é, pelo simples fato de “estarem em rede”.

É de extrema relevância, por isso, a postura do documento ao convidar toda a Igreja a “prestar atenção” às novas relações em rede e a aprender com os jovens, que, sobre isso, “certamente têm algo para ensinar” à Igreja. Retomando o próprio documento, espera-se que a Igreja realmente conserve e ponha em prática esta utopia: “Sonhamos com uma Igreja que saiba deixar espaços ao mundo juvenil e às suas linguagens, apreciando e valorizando a sua criatividade e os seus talentos”.

Só a partir dessa escuta atenta aos jovens e dessa aprendizagem com os jovens (ambas as ações nas quais os jovens são protagonistas) é que será possível repensar uma ação pastoral juvenil e vocacional à altura dos desafios contemporâneos. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

RIO: Procissão de São Sebastião-02.

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Publicado em 20 janeiro 2017
  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Procissão de São Sebastião no Rio 2017,

CATEDRAL DO TIÃO: Reportagem.

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Publicado em 20 janeiro 2017
  • São Sebastião,
  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Catedral de São Sebastião do Rio,

*Sebastião: testemunha de Cristo

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Publicado em 20 janeiro 2017
  • São Sebastião,
  • mártir São Sebastião,
  • Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro,

Orani João, Cardeal Tempesta

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

A fortaleza para superar os diferentes tipos de dificuldades e situações foi um traço que marcou a vida de São Sebastião, e ele nos anima a ter o mesmo espírito de confiança total em Deus e audácia cristã para fazer da vida uma caminhada segura rumo à felicidade...

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2017/01/sebastiao-testemunha-de-cristo-orani.html

OS MÁRTIRES DE 2016: Os agentes pastorais assassinados.

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Publicado em 20 janeiro 2017
  • Padres,
  • agentes pastorais assassinados,
  • Mártires,

Em 2016, foram assassinados no mundo 28 agentes pastorais católicos. Pelo oitavo ano consecutivo, o número mais elevado se registra na América, enquanto cresceu dramaticamente o número das religiosas assassinadas, que este ano são 9, mais que o dobro em relação a 2015. 

Segundo as informações apuradas pela Agência Fides, em 2016 morreram de modo violento 14 sacerdotes, 9 religiosas, 1 seminarista, 4 leigos. Quanto à divisão continental, na América foram assassinados 12 agentes pastorais (9 sacerdotes e três freiras); na África foram mortos 8 agentes pastorais (3 sacerdotes, duas freiras, 1 seminarista, 2 leigos); na Ásia foram assassinados 7 agentes pastorais (1 sacerdote, 4 freiras, 2 leigos); na Europa foi morto 1 sacerdote.
Como aconteceu nos últimos anos, a maior parte dos agentes pastorais foi morta depois de tentativas de roubo ou furto, perpetradas também com ferocidade, em contextos que denunciam a degradação moral, a pobreza econômica e cultural, a violência como regra de comportamento, e a falta de respeito pelos direitos humanos e pela própria vida. Fonte: http://www.fides.org

 

20 de janeiro: São Sebastião

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Publicado em 20 janeiro 2017
  • Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney,
  • Dom Fernando Arêas Rifan,
  • São Sebastião,
  • Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Narbona,
  • mártir São Sebastião,

Dom Fernando Arêas Rifan

Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Depois de amanhã, dia 20, celebraremos a solenidade do glorioso mártir São Sebastião, padroeiro da Cidade maravilhosa e do nosso Estado do Rio de Janeiro. 

Segundo nos explica Dom Orani João Tempesta, Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, ele nasceu em Narbona, uma cidade ao Sul da França, no século III. Era filho de uma família ilustre. Ficou órfão do pai ainda menino, e então, foi levado para Milão por sua mãe, onde passou os primeiros anos da infância e juventude.

A mãe educou-o com esmero e muito zelo. Ele ingressou no exército imperial, e, por sua cultura e grande capacidade atingiu os mais altos graus da hierarquia militar, chegando a ocupar o posto de Comandante do Primeiro Tribunal da Guarda Pretoriana durante o reinado de Diocleciano, um dos mais severos imperadores romanos, perseguidor dos cristãos.

Foi denunciado ao Imperador como sendo cristão. Mesmo sendo um bom soldado romano, suas atitudes demonstravam sua fé cristã, e, diante de todos, confessou bravamente sua convicção. Foi acusado, então, de traição. Na época, o imperador tinha abolido os direitos civis dos cristãos. Por não aceitar renunciar a Cristo, São Sebastião foi condenado à morte, sendo amarrado a um tronco de árvore e flechado. Porém, não morreu ali. Foi encontrado vivo por uma mulher cristã piedosa que tinha vindo buscar o seu corpo. Diante do ocorrido, recuperada a saúde, apresentou-se diante do Imperador e reafirmou sua convicção cristã. E nova sentença de morte veio sobre ele: foi condenado ao martírio no Circo. Sebastião foi executado, então, com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte e jogado nos esgotos perto do Arco de Constantino. Era 20 de janeiro. 

Seu corpo foi resgatado e levado para as catacumbas romanas com grande honra e piedade. Sua fama se espalhou rapidamente. Suas relíquias repousam sobre a Basílica de São Sebastião, na via Apia, em Roma. O Papa Caio escolheu-o como defensor da Igreja e da fé. 

Nesses tempos de grande negação da fé e de valores espirituais e religiosos, humanos e sociais, São Sebastião torna-se um grande modelo de ajuda para nós hoje, principalmente aos jovens, envoltos em grande confusão moral e espiritual. Ele é um sinal de fidelidade a Cristo mesmo com as pressões contrárias. Dessa forma, ele continua anunciando Jesus Cristo, por quem viveu, até os dias de hoje. Ele nos ensina a não desanimarmos com as flechadas que recebemos e a continuarmos firmes na fé.

Um mártir não deve ser um estranho para nós. Ainda em pleno século XXI encontramos irmãos e irmãs nossas que são mortos em tantos países, outros têm ainda seus direitos civis cassados por serem cristãos, outros são condenados à prisão ou à morte por aderirem ao Cristianismo, e ainda são expulsos de suas cidades e suas igrejas queimadas. Além disso, muitos são martirizados em sua fama, em sua honra e tantas outras maneiras modernas de “matar” pessoas por causa da fé ou de suas convicções cristãs. Fonte: http://www.cnbb.org.br

Eita pastor de sorte! Pastor Valdemiro Santiago é resgatado de barco à deriva no litoral de SP.

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Publicado em 19 janeiro 2017
  • Valdemiro Santiago,
  • Apóstolo Valdemiro Santiago,
  • Igreja Mundial do Poder de Deus,

O pastor evangélico Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, foi resgatado na madrugada desta quarta-feira (18) de um barco à deriva no litoral norte de São Paulo. O religioso passa bem.

O Corpo de Bombeiros recebeu um chamado, por volta das 22h de terça-feira, sobre uma embarcação com três tripulantes e que estava com pane elétrica nas proximidades de Ilhabela (a 198 km de São Paulo). O barco foi encontrado pelos bombeiros por volta das 5h de hoje. Todos foram resgatados sem ferimentos, segundo os bombeiros.

Ataque durante culto

No começo do mês, o pastor foi esfaqueado nas costas e no pescoço durante um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, no centro da capital paulista. Ele foi socorrido, levou cerca de 20 pontos e recebeu alta no mesmo dia.

O suspeito pelo crime, o ajudante-geral Jonatan Gomes Higino, 20, foi contido por seguranças da igreja, preso e indiciado por tentativa de homicídio. Durante audiência de custódia, o agressor tentou justificar o que fez, afirmando que Valdemiro Santiago o desafiou durante uma pregação. "Ele me desafiou, me insultou e tentou me matar com a palavra dele. A lei é santa", disse ao juiz.

O religioso foi integrante, durante quase 20 anos, da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo. No fim da década de 90, saiu da Universal por problemas com o líder e criou a Igreja Mundial do Poder de Deus. Segundo o próprio pastor, a igreja possui 1.400 templos no Brasil, a maioria no Estado de São Paulo. Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br

DIA 18: VEM PARA O MEIO!

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Publicado em 18 janeiro 2017
  • A Palavra do Frei Petrônio,
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • Evangelho desse dia 18,
  • Palavra do dia 18,
  • o homem da mão seca,

Evangelho: Marcos 3, 1-6.

 

-Quando Jesus diz: "Levanta-te e vem para o MEIO..." ele estava afirmando, se mostre, não tenhas medo, não se exclua, mostre quem você é, saia da sua prostração, saia do comodismo de achar que sua vida é assim mesmo e não muda, pois você nasceu assim e vai morrer assim.

-Vem para o MEIO, não fique olhando para a sua atrofia, para os seus defeitos, não se anule, não se esconda. Muitas vezes estamos no meio das pessoas, mas ninguém nos conhece, por que não nos damos a conhecer. Como aquele homem, ficamos num canto qualquer, achando-nos inferiores aos outros e não damos oportunidade para nós mesmos crescermos na nossa vida espiritual, emocional, afetiva.

-Muitos nestes últimos tempos sofrem de muitos complexos, mas o pior é o da inferioridade, onde a pessoa se isola, esquecendo-se que também são dotadas de talentos e capacidades peculiares concedidos por Deus.

-Estar no MEIO significa estar no CENTRO. No Centro da vontade de Deus, no Centro da Promessa, no Centro da Glória, no Centro da Palavra, no Centro da Santidade, no Centro da Obediência... Fonte: http://shekinahcomunidade.blogspot.com.br/

OLHAR DO FREI PETRÔNIO:

-Estar no meio é não nos deixarmos levar por preconceitos, sejam eles sexuais, políticos, sociais ou religiosos.

-Estar no meio é assumirmos a nossa missão de protagonistas da nossa história e da história da nossa família, comunidade, local de trabalho.

-Estar no meio é ainda termos a coragem de olharmos no espelho da vida e não fugirmos das nossas limitações. Cada um tem uma missão, cada um tem um propósito nesta vida.

-Ninguém, ninguém mesmo deve ficar “escondido”. Não, não! O Senhor olhar para você como você é te convida, vem! Levanta, fica no meio!

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 18 de janeiro-2017. DIVULGAÇÃO: www.olharjornalistico.com.br

Os 200 padres pedófilos da Itália: o escândalo que envergonha a Cúria

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Publicado em 18 janeiro 2017
  • Papa Francisco,
  • La Repubblica,
  • Franco Legrottaglie,
  • Siro Invernizzi,
  • padres pedófilos da Itália,
  • padre Andrea Contin,
  • sexualidade e religião,

Pondo no microscópio as crônicas italianas dos últimos meses, documentos judiciais recém-saídos da chancelaria e documentos paroquiais, descobrem-se muitas peças. Olhando para o mosaico de uma certa distância, o desenho se torna mais claro. Comecemos tomando um trem para a ponta do calcanhar da Itália. Na Calábria, perto de Reggio, está o padre Antonello Tropea, ex-pai espiritual do seminário de Oppido Mamertina, que, em março de 2015, foi encontrado pela polícia em um carro com um jovem de 17 anos conhecido graças ao aplicativo Grindr, usado para encontros gays. Vinte euros foi o custo do programa. Investigado por prostituição infantil, o padre continua sendo padre, confidenciando-se de vez em quando com o seu bispo, Dom Francesco Milito. “Evite falar com os policiais sobre essas coisas”, sugere-lhe o superior, sem saber que está sendo ouvido. A reportagem é de Emiliano Fittipaldi, publicada pro La Repubblica, 16-01-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Também na Calábria, na diocese de Locri, está o bispo Francesco Oliva, nomeado por Francisco em 2014: foi ele que, em 2015, mandou para uma paróquia em Civitavecchia um sacerdote dele, o padre Francesco Rutigliano, que a Congregação para a Doutrina da Fé, no passado, suspendeu por quatro anos, em 2011, por “abuso de menor com o agravante de abuso de dignidade ou ofício, cometido no período entre 2006 e 2008”, obrigando-o à “celebração de 12 Santas Missas com cadência mensal em favor da vítima e da sua família”.

Em Ostuni, está Franco Legrottaglie, condenado no ano 2000 por atos libidinosos violentos contra duas jovens, que nunca foi pego por processos canônicos e que, mais tarde, foi designado, em 2010, pelo bispo emérito Rocco Talucci, como capelão do hospital e padre em uma igreja da cidade: em maio de 2016, ele foi pego com 2.500 imagens de pornografia infantil armazenadas no computador em pastas com os nomes de santos. Ele lançou uma moda: o padre Andrea Contin, investigado em Pádua por indução à prostituição, também etiquetava com os nomes dos papas os filmes caseiros “hard” do qual participavam as suas amantes.
Em Catânia, há um sacerdote que, em agosto de 2016, já suspenso pela Cúria das atividades pastorais, teria ameaçado com uma faca nas costas um jovem de 15 anos, forçando-o a manter relações sexuais com ele. Depois, há o padre Siro Invernizzi, que, em 2013, foi enviado pelo bispo de Como para ser o vice-pároco em Cugliate, perto de Varese, apesar dos dois anos de liberdade condicional negociados por ter abordado na rua um menininho Rom de 13 anos que se prostituía. 
E ainda: em Grosseto, há um sacerdote indiciado em julho de 2016 por ter molestado três meninas, às quais ele teria dirigido um “atenção íntima demais”. Em Pietrasanta, em Versilia, desde o ano passado, há outra investigação (ainda em curso) de um padre estrangeiro pertencente à ordem dos carmelitas: a Cúria Generalícia de Roma foi citada nos tribunais civis como responsável pelos danos por não ter exercido o controle sobre o religioso.
Ao longo da última década, contando apenas os condenados e os investigados, são mais de 200 os sacerdotes italianos denunciados por atos de luxúria com adolescentes. Muitos mais do que aqueles que foram descobertos pelos jornalistas do Boston Globe, que deram início à investigação inquérito Spotlight de 2002... Mas, na Itália, o escândalo nunca explodiu, ao contrário dos Estados Unidos, da Austrália, da Irlanda ou da Bélgica, em toda a sua gravidade. 
“O que me preocupa aqui é uma certa cultura do silêncio”, disse Dom Charles Scicluna, quando era o promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé. Uma tendência à aquiescência que parece envolver as vítimas, as famílias dos fiéis, as hierarquias e até mesmo parte da mídia: de acordo com alguns observadores, não é por acaso que são precisamente os países tradicionalmente mais católicos – como a Itália, a Espanha e os da América do Sul – em que o fenômeno da luxúria contra os menores parece ter, a partir dos pouquíssimos dados oficiais disponíveis, uma dimensão contida.

Na realidade, o “sistema” que encobre e protege os monstros e os cofres da Igreja também funciona na Itália. Ainda hoje. E melhor do que em outros lugares. Um exemplo: se a arquidiocese de Los Angeles pagou há alguns anos, em um acordo extrajudicial, 660 milhões de dólares para 508 vítimas de abuso sexual por padres (o período das supostas violências vai de 1950 a 1980) como compensação pelos atos de luxúria, em Verona, os 67 ex-alunos do Instituto Provolo, surdos-mudos que denunciaram à Cúria os monstruosos abusos dos quais teriam sido objeto por parte de 25 religiosos de 1950 a 1984, não receberam nem mesmo um único euro. Para a lei italiana, os crimes prescreveram, e uma ação judicial é tecnicamente impossível. A comissão de inquérito “independente” não acreditou nos seus relatos. 

Pode ser acaso, mas, há alguns dias, um dos sacerdotes indicados pelas testemunhas como um suposto agressor, Pe. Nicola Corradi, foi preso na Argentina, na sede sul-americana do instituto, para onde ele havia se transferido há algum tempo, com a acusação de “abuso agravado” e “corrupção de menores”.

Ainda hoje, o Vaticano não prevê que sacerdotes e bispos tenham a obrigação de denunciar os colegas maníacos à justiça comum. E os casos geridos pela Congregação responsável permanecem secretíssimos. Em Cremona, o padre Mauro Inzoli, poderoso monsenhor do Comunhão e Libertação, em 2016, foi condenado em primeira instância a quatro anos e nove meses de prisão. Removido do sacerdócio pelo Papa Ratzinger, apesar do processo penal contra ele, ele apelou à Congregação e ganhou: Francisco o readmitiu ao clero. 

Isso não é tudo: o juiz pediu ao Vaticano os documentos do processo canônico e, depois de meses de espera, teve o seu pedido recusado: “Os autos processuais e instrutórios são ‘sub segreto pontificio’”, foi a única explicação, lacônica. A mesma dinâmica ocorreu em Palermo, poucos meses antes.

Os encobrimentos ou as defesas de ofício envolvem figurões da hierarquia, como o bispo de Bréscia, de Como, de Castellaneta, o arcebispo emérito de Palermo, o cardeal Paolo Romeo, o de Savona, cardeais de peso como Antonelli, Bertone e Domenico Calcagno. Este último fez carreira com Bento XVI, e Francisco também o confirmou na cadeira de presidente da APSA, a entidade que gere o imenso patrimônio da Santa Sé. Apesar de uma mancha grave, a de ter movido em 2003 de uma paróquia para outra um padre sobre o qual já tinham chegado denúncias pesadas. Um deslocamento ao qual não se seguiram procedimentos concretos: uma pena, porque, dois anos depois, o sacerdote, padre Nello Giraudo, conseguiu molestar outro menino em um acampamento de escoteiros. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

QUARTA-FEIRA, 18: Audiência Geral do Papa Francisco.

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Publicado em 18 janeiro 2017
  • Vaticano,
  • Papa Francisco,
  • Audiência Geral do Papa,

Papa: Dormitórios vaticanos para os sem-abrigo abertos 24 horas.

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Publicado em 17 janeiro 2017
  • Arcebispo Konrad Krajewski,
  • Dormitórios vaticanos para os sem-abrigo abertos 24 horas,
  • Bênção Apostólica,
  • Esmolaria Pontifícia,

Em declarações à Agência Ansa, o Arcebispo Konrad Krajewski,  responsável pela Esmolaria Pontifícia, informou que os dormitórios permanecerão abertos 24 horas, e a qualquer pessoas que bater à porta, será oferecido um lugar aquecido e alimento, mesmo que todas as camas estejam ocupadas.

Desta forma, permanecerão abertos o dormitório “Dom de Maria”, gerido pelas Irmãs da Caridade, o dormitório da Via Ratazzi e o dormitório “Dom de Misericórdia”, localizado na Via dei Penitenzieri, que desde sexta-feira já acolhe 20 pessoas a mais do que a sua normal capacidade.

Para aqueles que resistem em ir a um dos dormitórios colocados à disposição, a Esmolaria está distribuindo sacos de dormir térmicos - com capacidade para resistir a temperaturas de até – 20°C - assim como automóveis da instituição.

“O carro, naturalmente, não pode ficar ligado durante toda a noite, porque é perigoso” – explica Dom Krajewski – “mas como um abrigo já é alguma coisa”.

Um dos beneficiados, por exemplo, foi um morador de rua de 85 anos, que dormiu  num Fiat Qubo, colocado à disposição pela Esmolaria Pontifícia.

“Fazemos todo o possível”. Aos sem-abrigo “são levadas também sopas quentes, sanduiches e chocolate quente para fornecer calorias”, explicou o Esmoleiro, cuja obra – em concordância com o Pontífice – é totalmente financiada com os recursos provenientes dos pergaminhos papais (“Bênção Apostólica”).

Também os militares do Exército colaboram com a Esmolaria, assim como uma equipe da Guarda Suíça que auxilia Dom Krajewski nas voltas nocturnas que faz pela cidade de Roma em busca de pessoas necessitadas.

“Isto sempre acontece – ressaltou o Arcebispo polaco – mas agora multiplicamos estes serviços”. Fonte: http://pt.radiovaticana.va

HOMILIA DO PAPA NESTE DIA 16. Cristãos, não sejam "estacionados" mas corajosos.

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Publicado em 17 janeiro 2017
  • Papa Francisco,
  • Homilias do Papa Francisco,
  • Casa Santa Marta,
  • Missa do Papa na Casa Santa Marta,

Sejam cristãos corajosos, ancorados na esperança e capazes de suportar momentos difíceis. Esta é a forte exortação do Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta. Os cristãos preguiçosos, ao invés, são parados, destacou Francisco, e para eles a Igreja é um belo estacionamento.

O Papa desenvolve a sua homilia partindo da Leitura da Carta aos Hebreus. O zelo de que fala, a coragem de ir avante deve ser a nossa atitude diante da vida, como os que treinavam no estádio para vencer. Mas a Leitura fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geleira”, sintetizou o Papa, “para que tudo permaneça assim”:

“Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis. Mas esses cristãos parados me fazem lembrar uma coisa que nossos avós diziam quando éramos crianças: ‘Fique atento porque água parada, que não escorre, é a primeira a se corromper’”.

Ancorados na esperança

O que torna os cristãos corajosos é a esperança, enquanto “os cristãos preguiçosos” não têm esperança, estão “aposentados”, disse o Papa. É belo se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – advertiu -, “passar toda a sua vida aposentado é ruim!”. Ao invés, a esperança é âncora à qual se agarrar para lutar inclusive nos momentos difíceis :

“Esta é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não desilude, que vai além. E diz: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e ficamos agarrados na corda, mas ali, indo ali. Esta é a nossa esperança. Não se deve pensar: ‘Sim, mas tem o céu, ah que belo, vou ficar aqui…’. Não. A esperança é lutar, agarrados na corda para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamentos! Talvez seja a virtude que menos se compreende, mas é a mais forte. A esperança: viver na esperança, viver de esperança, olhando sempre para frente com coragem. ‘Sim, padre –vocês podem me dizer -, mas existem momentos difíceis, o que devo fazer?’. Agarre-se à corda e suporte”.

Cristãos estacionados olham apenas a si mesmos, são egoístas

“A nenhum de nós a vida é presenteada”, observa Francisco, devemos ao invés ter a coragem de ir avante e aguentar. Cristãos corajosos, tantas vezes erram, mas “todos erram”, disse o Papa, “erra aquele que vai em frente”, enquanto “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar, porque tudo é escuro, tudo está fechado”, você tem que suportar, ter perseverança. Em conclusão, Francisco nos convida a nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes e se nos maus momentos somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não desilude: “porque eu sei - afirmou – que Deus não desilude”:

“Vamos nos fazer a pergunta: como sou eu? como é a minha vida de fé? é uma vida de horizontes, de esperança, de coragem, de ir para a frente ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os maus momentos?

E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração da colecta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olhando somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça para olhar para Ele. Que o Senhor nos dê esta graça”. Fonte: http://pt.radiovaticana.va

Cavaleiros de Malta se recusam a cooperar com a investigação papal sobre a Ordem.

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Publicado em 17 janeiro 2017
  • Vaticano,
  • Cardeal Pietro Parolin,
  • Cavaleiros de Malta,
  • National Catholic Reporter,
  • Grão-Mestre Matthew Festing,

O líder dos Cavaleiros de Malta está se recusando a cooperar com uma investigação papal sobre a sua decisão de demitir um de seus principais líderes, alegando que o inquérito é "legalmente irrelevante" devido ao estatuto histórico especial da ordem como entidade soberana. A informação é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 11-01-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O grupo também está alertando membros da prestigiada ordem leiga que, se optarem por participar da investigação, não podem fazer declarações que questionem a demissão. Em uma carta postada no site oficial da ordem na terça-feira, a liderança afirma que a decisão do Grão-Mestre Matthew Festing de demitir o grão-chanceler Albrecht Boeselager foi "um ato interno por parte do governo da ordem".

Quanto à decisão do Papa Francisco de criar, em dezembro, uma comissão de cinco membros para investigar a demissão, a liderança afirma: "Considerando a irrelevância legal deste grupo e das suas conclusões relativas à estrutura jurídica da Ordem de Malta, a Ordem decidiu que não vai cooperar com ele".

A carta de terça-feira é o mais recente de uma série de eventos que irritaram a ordem, que é normalmente reservada e solene.

Boeselager foi convidado a renunciar no dia 6 de dezembro, logo após relatos de que uma instituição de caridade dos Cavaleiros sob sua liderança tinha distribuído preservativos em Myanmar. Há informações de que a solicitação de renúncia foi feita a Boeselager em uma reunião que contou com a presença do Cardeal dos EUA, Raymond Burke, patrono espiritual da ordem.

Em uma declaração pessoal distribuída aos membros da ordem no dia 23 de dezembro, Boeselager disse que se recusava a renunciar por não haver "nenhuma razão válida" para sua demissão. Ele disse que a decisão de distribuir preservativos foi tomada por líderes locais sem o seu conhecimento, no contexto de três projetos que estavam em andamento e eram destinados a prevenir o HIV/AIDS.

Dois dos projetos foram fechados imediatamente, disse ele. "Um fechamento imediato do terceiro projeto teria terminado de maneira abrupta com todos os serviços médicos básicos de uma região extremamente pobre de Myanmar. Portanto, esta questão foi submetida a uma comissão de ética...", continuou ele. "Posteriormente, o projeto foi fechado."

Somando-se à controvérsia, há relatos de que enquanto a ordem disse a seus membros que a demissão estava "de acordo com a vontade da Santa Sé", o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, havia entrado em contato com Festing esclarecendo que o Papa Francisco não queria que Boeselager fosse demitido.

"Essas medidas não podem ser atribuídas à vontade do Papa ou a suas diretrizes", escreveu Parolin em uma carta no dia 21 de dezembro, como relatado em primeira mão pelo The Tablet. "Como declarei em minha carta de 12 de dezembro de 2016: ‘quanto ao uso e à difusão de métodos e meios contrários à lei moral, Sua Santidade pediu que o diálogo fosse uma forma de lidar e resolver eventuais problemas", prosseguiu o cardeal.

"Mas ele nunca falou em demissão!'"

Esta série de eventos levou Francisco a criar a nova comissão papal, em 22 de dezembro. A tarefa dos membros dessa comissão, liderada pelo Arcebispo Silvano Tomasi, é enviar um relatório sobre a questão de volta ao Vaticano "o quanto antes".

Tomasi, ex-observador permanente da Santa Sé no Escritório das Nações Unidas em Genebra, disse à ordem, em uma carta divulgada na segunda-feira, que o Vaticano tinha motivos para investigar a situação porque a demissão de Boeselager tinha ocorrido devido a uma suposta "não obediência" de sua parte, como membro de uma ordem religiosa. "A questão não é a soberania da Ordem, mas a alegação razoável de procedimentos questionáveis e a falta de causa válida comprovada para a ação que se seguiu, conforme levantado pela parte interessada", escreveu Tomasi na carta, conforme noticiado pelo The Tablet.

A liderança da ordem respondeu na terça-feira, afirmando que eles são essencialmente reconhecidos pelo Vaticano não como uma ordem religiosa, mas como um Estado estrangeiro. Foi dito que no Anuário Pontifício do Vaticano, um livro de endereços anual que lista prelados e entidades católicas, eles constam não como uma ordem religiosa, mas como um Estado com uma embaixada junto à Santa Sé.

A liderança então adverte que caso membros individuais colaborem com a Comissão na investigação, eles não poderão se opor à decisão de seu líder. "A posição do Grande Magistério é que os depoimentos que os membros individuais considerarem realizar para o Grupo não podem contradizer, em seus termos e julgamentos, direta ou indiretamente, a decisão do Grão-Mestre e do Soberano Conselho em relação à substituição do grão-chanceler", afirma a liderança.

A Soberana Ordem Militar dos Cavaleiros de Malta, como é formalmente conhecida, é uma ordem religiosa leiga que foi fundada no final do século XI para defender a fé e ajudar os pobres. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

AS NOITES ESCURAS DO PAPA: Papa admite 'momentos de escuridão' em sua fé

Detalhes
Publicado em 16 janeiro 2017
  • Papa Francisco,
  • A Noite Escura,
  • Poema de São João da Cruz,
  • A Noite escura da fé,

O papa Francisco reconheceu, neste domingo (15), que também teve "momentos de escuridão" em sua fé, chegando mesmo a levar um tempo até reencontrá-la.

"Eu também, algumas vezes, vivi momentos de escuridão na minha fé, e a fé diminuiu, mas com um pouco de tempo voltamos a encontrá-la", afirmou o papa durante sua visita aos fiéis de Santa Maria de Setteville, no município de Guidonia, na entrada de Roma.

"A fé, alguns dias, não a vemos. Está tudo escuro", continuou, em um discurso improvisado.

"Ontem, por exemplo, batizei 13 crianças nascidas nas zonas afetadas pelos sismos (que deixaram cerca de 300 mortos) e tinha um pai que perdeu sua mulher. E você se pergunta se esse homem pode ter fé", relatou o pontífice argentino.

"Entende-se que haja escuridão, tem-se de respeitar essa escuridão na alma. Não estudamos para ter fé, nós a recebemos como presente", acrescentou Jorge Bergoglio.

O papa argentino convidou os jovens da paróquia a não se contentarem com a missa do domingo, estimulando-os a ajudar pobres e idosos e a se comunicarem com seus pais.

"Se digo que sou católico e se vou todos os domingos à missa, mas, depois, não falo com meus pais, não ajudo meus avós, nem os pobres, não vou ao encontro dos doentes, não serve de nada. Não é um testemunho", advertiu.

"O testemunho cristão se baseia em três coisas: a palavra, o coração e as mãos", ensinou. Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br

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