Olhar Jornalístico

Província Carmelitana Pernambucana- Capítulo Provincial.

Detalhes
Publicado em 21 janeiro 2026
  • Província Carmelitana Pernambucana,
  • Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Capítulo Provincial da Província Carmelitana Pernambucana
  • Capítulo Provincial

 

 

Os Frades Carmelitas da Província Carmelitana Pernambucana se reúnem na cidade de Camocim de São Fêlix-PE para o seu Capítulo Provincia 2026. O tema que norteia as reflexões, planejamento e decisões é: Restaurados na esperança, sermos um.

Orações, eucaristia, grupos de reflexão e assembleias formam o ambiente deste grande encontro vivido a cada três anos e que norteiam toda a dinâmica da província.

O capítulo conta com a presença do prior geral da Ordem do Carmo, o Frei Desidério Garcia, O.Carm. e o delegado para as américas, o Frei Rolf Nepomuk, O.Carm.

Unamo-nos em oração para que o Espírito Santo de Deus derrame seus dons e carismas sobre todos os frades na superação dos desafios e fortalecimento do rico carisma carmelita.

Rogai por nós, Virgem Bendita. Ó padroeira dos Carmelitas!

Fonte: Facebook- Província Carmelitana Pernambucana

Segunda-feira 19 de janeiro-2026. Evangelho do Dia- 2ª Semana do Tempo Comum- Com Frei Carlos Mesters, O. Carm

Detalhes
Publicado em 19 janeiro 2026
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • EVANGELHO DO DIA,
  • LECTIO DIVINA DO EVANGELHO DO DIA,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • EVANGELHO DO DIA-LECTIO DIVINA,
  • REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA,
  • Lectio Divina do Evangelho do dia com Frei Carlo Mesters,
  • 2ª Semana do Tempo Comum-A

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Marcos 2,18-22)

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?"

19Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.

21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos".

- Palavra da Salvação.

 

3) Reflexão

Os cinco conflitos entre Jesus e as autoridades religiosas.  Em Mc 2,1-12 vimos o primeiro conflito. Era em torno do perdão dos pecados. Em Mac 2,13-17, o segundo conflito tratava da comunhão de mesa com pecadores. O evangelho de hoje traz o terceiro conflito sobre o jejum. Amanhã, teremos o quarto conflito em torno da observância do sábado (Mc 2,13-28). Depois de amanhã, o último dos cinco conflitos será em torno da cura em dia de sábado (Mc 3,1-6). O conflito sobre o jejum ocupa o lugar central. Por isso, as palavras meio soltas sobre o remendo novo em pano velho e sobre o vinho novo em barril novo (Mc 2,21-22) devem ser entendidas como uma luz que joga sua claridade também sobre os outros quatro conflitos, dois antes e dois depois.

Jesus não insiste na prática do jejum.  O jejum é um costume muito antigo, praticado em quase todas as religiões. O próprio Jesus praticou-o durante quarenta dias (Mt 4,2). Mas ele não insiste com os discípulos para que façam o mesmo. Deixa a eles a liberdade. Por isso, os discípulos de João Batista e dos fariseus, que eram obrigados a jejuar, querem saber por que Jesus não insiste no jejum.

Enquanto o noivo está com eles não precisam jejuar. Jesus responde com uma comparação. Enquanto o noivo está com os amigos do noivo, isto é, durante a festa do casamento, estes não precisam jejuar. Jesus se considera o noivo. Os discípulos são os amigos do noivo. Durante o tempo em que ele, Jesus, estiver com os discípulos, é festa de casamento. Chegará o dia em que o noivo vai ser tirado. Aí, se eles quiserem, poderão jejuar. Jesus alude à sua morte. Sabe e sente que, se ele continuar neste caminho de liberdade, as autoridades religiosas vão querer matá-lo.

Remendo novo em roupa velha, vinho novo em barril novo. Estas duas afirmações de Jesus, que Marcos colocou aqui, esclarecem a atitude crítica de Jesus frente às autoridades religiosas. Não se coloca remendo de pano novo em roupa velha. Na hora de lavar, o remendo novo repuxa o vestido velho e o estraga mais ainda. Ninguém coloca vinho novo em barril velho, porque a fermentação do vinho novo faz estourar o barril velho. Vinho novo em barril novo! A religião defendida pelas autoridades religiosas era como roupa velha, como barril velho. Não se deve querer combinar o novo que Jesus trouxe com os costumes antigos. Nem se pode querer reduzir a novidade de Jesus ao tamanho do judaísmo. Ou um, ou outro! O vinho novo que Jesus trouxe faz estourar o barril velho. Tem que saber separar as coisas. Jesus não é contra o que é “velho”. O que ele quer evitar é que o velho se imponha ao novo e, assim, o impeça de manifestar-se. Seria o mesmo que reduzir a mensagem do Concílio Vaticano II ao tamanho do catecismo anterior ao Concílio, como alguns estão querendo.

 

4) Para um confronto pessoal

1) A partir da experiência profunda de Deus que o animava por dentro, Jesus tinha muita liberdade com relação às normas e práticas religiosas. E hoje, será que temos a mesma liberdade ou será que nos falta a liberdade dos místicos?

2) Remendo novo em roupa velha, vinho novo em barril velho. Existe isto em minha vida?

 

5) Oração final

Todo aquele que professa que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. E nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco. (1Jo 4,15-16)

RD Congo, padre Pulcini: refugiados estão morrendo de fome e privações

Detalhes
Publicado em 15 janeiro 2026
  • República Democrática do Congo,
  • Tanzânia,
  • padre Pulcini
  • campos de refugiados
  • Burundi e Ruanda
  • arquidiocese de Bujumbura,

Os civis que fogem da guerra que está ensanguentando seu país vivem em condições extremamente precárias. Em alguns campos de refugiados falta tudo e doenças como a cólera estão matando muitas pessoas. O testemunho de um missionário xaveriano: desde o início, estima-se que sejam mais de 200 mil pessoas. Agora elas precisam urgentemente de ajuda, antes que seja tarde demais.

 

Federico Piana – Vatican News

Uma hecatombe e um inferno que deixam consternados. Também porque tudo está se consumindo na indiferença geral, no esquecimento do mundo. Porque ninguém parece realmente interessado no fato de que a guerra civil que está inflamando a República Democrática do Congo — especialmente o norte de Kivu, província rica em recursos naturais estratégicos como coltan, ouro, diamantes, estanho e tungstênio — além de causar milhares de vítimas, está levando centenas de milhares de pessoas a abandonar o país africano para se refugiar no vizinho e pobre Burundi, onde, nos campos de refugiados em que milhares de pessoas estão amontoadas, estão morrendo de fome, frio e privações. O missionário xaveriano Mario Pulcini vive no Burundi desde 1978, quando chegou a Bujumbura, capital econômica do país. Agora que, do outro lado da fronteira, o grupo paramilitar rebelde M23, envolvido em uma guerra sangrenta com as forças armadas congolesas, conquistou com uma ferocidade inaudita toda a zona de Uvira, as coisas pioraram ainda mais. O religioso, originário de Bergamo (Itália), conta aos meios de comunicação do Vaticano que “o intenso fluxo de milhares de refugiados começou em 10 de dezembro do ano passado, dia da queda da cidade congolesa. Desde o início, estimou-se em mais de 200 mil pessoas, muitas das quais hoje estão alojadas em vários campos de acolhimento, bastante grandes: um na província de Ruyigi e outro na zona de Rumonge, nas margens do lago Tanganica”. E é nessas duas estruturas construídas com tendas improvisadas e restos de madeira e chapas metálicas que se vive o inferno. “Falei ontem com o diretor da Caritas Burundi, que me confirmou uma notícia terrível: recentemente, no campo de Ruyigi, houve mais de 60 mortes, muitas delas causadas pela cólera. E lá, como em Rumonge, falta tudo: água, comida, roupas. E as doenças se alastram”.

 

Gota no mar

A intensa estação das chuvas e o frio, então, só aumentam os riscos: as tendas em que vivem essas pessoas pobres muitas vezes se transformam em túmulos, porque lá dentro elas podem ficar presas pela fúria das águas e da lama. E se isso acontece, ninguém é capaz de tirá-las de lá. Apenas algumas organizações internacionais continuam tentando levar aos campos alguns bens de primeira necessidade e alguns medicamentos, incluindo a Caritas que, quando não pode distribuir os pacotes de sobrevivência, entrega a cada refugiado 36 mil francos locais, o que corresponde a cerca de 7 euros. Uma gota no mar, se considerarmos também a circunstância de que, naquele contexto degradado, é quase impossível encontrar algo para comprar.

 

Ajuda urgente

Agora que as fronteiras entre a República Democrática do Congo, Burundi e Ruanda estão fechadas, a ajuda só pode transitar pela Tanzânia, numa travessia que dura vários dias e não está isenta de enormes riscos. Embora “os milhões de dólares alocados pela ONU ainda não tenham chegado”, admite o padre Pulcini, o Burundi, onde 70% da população vive abaixo da linha da pobreza e sofre de desnutrição crônica, não “recuou e empreendeu um esforço humanitário sem precedentes: os refugiados que não conseguiram regressar à República Democrática do Congo e que não estão nos campos foram acolhidos por famílias burundinesas. Inicialmente, havia entre a população o receio de uma possível infiltração de elementos do grupo M23, mas depois prevaleceu o sentido de humanidade e acolhimento”.

 

Igreja na linha de frente

Da mesma forma, a Igreja local e as congregações religiosas nacionais e internacionais não se viraram para o outro lado, apesar de suas extremas dificuldades econômicas. As paróquias abriram suas portas e, no próximo dia 30 de janeiro, na arquidiocese de Bujumbura, toda a comunidade eclesial participará de um retiro espiritual durante o qual serão coletados ajuda humanitária e dinheiro, que serão entregues aos refugiados dos campos de acolhimento. O inferno congolês de Uvira, porém, parece ainda pior. A cidade nas mãos dos milicianos do M23, que fica a 26 quilômetros de Bujumbura, antes do ataque do grupo paramilitar era considerada uma das portas de acesso privilegiadas para o comércio entre as duas nações. Agora não há mais nada: apenas destruição, escombros e morte. É aqui que tenta sobreviver outra comunidade de religiosos xaverianos, para a qual o padre Pulcini telefona todos os dias: “Contaram-me o que aconteceu e ainda está acontecendo: tiros, bombas, pessoas fugindo. E morrendo. Nos últimos dias, parece que a situação se acalmou um pouco. Nossos confrades, quando podem, saem e tentam encontrar pessoas. Mas ainda há muito medo: o M23 afirma ter se retirado, mas isso não é verdade”.

 

Também em Uvira se morre

Aqui também, como nos campos de refugiados do Burundi, não há mais nada para comer. Morre-se de fome em toda a cidade. Mas não é apenas a escassez de alimentos que mata. É também a ausência de humanidade que aniquila a alma e a esperança. Um exemplo recente é contado pelo próprio padre Pulcini e diz respeito a um de seus três confrades de Uvira, dois italianos e um mexicano: “há duas semanas, a mãe do religioso mexicano faleceu e o filho queria voltar ao seu país para poder participar do funeral. Depois de obter todas as autorizações necessárias, os confrades de Uvira deveriam levá-lo até a fronteira com Burundi, onde eu deveria buscá-lo, levá-lo ao aeroporto e embarcá-lo em um voo para o México”.  Mas do outro lado da fronteira, inesperadamente, algo deu errado: “enquanto eu estava na companhia dos militares burundineses, que deveriam me ajudar nessa operação, fui informado de que do outro lado da fronteira eles haviam mudado de ideia. Não havia mais nada a fazer. Impedir um homem de dar o último adeus à sua mãe foi um gesto extremamente desumano”.  Um pequeno, mas significativo, sinal de alarme que nos faz perceber como o conflito entrou numa nova fase, mais perigosa, onde agora tudo pode realmente acontecer. Fonte: https://www.vaticannews.va

FRADES CARMELITAS: As nossas orações.

Detalhes
Publicado em 10 janeiro 2026
  • Carmelitas,
  • Província Carmelitana Fluminense,

AS NOSSAS ORAÇÕES...

 

Nesta sexta-feira 9 de janeiro-2026, os confrades; Frei Gilvander, da Comunidade Edith Stein, de Belo Horizonte/MG, Frei Vicente, do Carmo Sion, de Belo Horizonte /MG e Frei Gabriel, do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, submeteram a uma cirurgia.

 

NOTA

Frei Gabriel passou pela punção/biópsia e está bem.

Frei Gilvander fez a cirurgia para retirada da vesícula e passa bem

Frei Vicente fez cirurgia para troca de válvula e se recupera.

Aos Sodalícios e amigos do Carmelo, pedimos orações pelos confrades em recuperação. 

Batismo e compromisso com o Evangelho

Detalhes
Publicado em 09 janeiro 2026
  • Evangelho Dominical,
  • EVANGELHO DO DIA,
  • Dom José Gislon
  • Bispo de Caxias do Sul
  • Festa do Batismo do Senhor Jesus,
  • homilia do Batismo do Senhor Jesus,

 

Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul (RS)

 

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Neste final de semana celebramos a Festa do Batismo do Senhor Jesus, por João Batista, nas águas do rio Jordão. Jesus, o filho de Deus, aquele que “batizará no Espirito Santo e no fogo”, assumindo a natureza humana vai até o rio Jordão para receber o batismo de conversão que João Batista pregava. Aquele que não tinha pecado desce no coração da humanidade, junta-se aos pecadores, para elevar consigo a humanidade ao Pai. Jesus, manso e humilde de coração, é solidário com a humanidade que padece entorpecida pelo pecado do egoísmo, do abandono e da indiferença. Ele veio revelar ao mundo a face misericordiosa do nosso Deus e Pai, que no seu projeto de amor busca a reconciliação da criatura com o Criador, através do amor e da misericórdia. 

Creio que a Festa do Batismo de Jesus, que encerra as celebrações do Natal, pode ser também um momento oportuno para recordarmos os compromissos do nosso batismo. Através dele renascemos, em nome da Santíssima Trindade, como filhos e filhas de Deus e somos acolhidos na Igreja, comunidade de fé. Acolhidos não por acaso, mas para vivermos uma missão: testemunhar Jesus Cristo ao mundo, por nossa vida e nossas obras.  

No mundo temos muitos meios e modos de testemunhar a nossa fé, no dia-a-dia, na família, no local de trabalho, participando nas celebrações da comunidade ou colocando-se a serviço do Senhor nos vários ministérios, tão necessários para o fortalecimento da comunhão e o cultivo da vida de fé nas comunidades. Quando nos dispomos a servir o Senhor, saímos do nosso isolamento e deixamos a indiferença de lado para dar um novo sentido à nossa vida.  

A graça de poder servir a Deus e aos irmãos, através dos ministérios na comunidade e na ação missionária, pode também ajudar a despertar nos jovens o sentido da corresponsabilidade e do compromisso em relação à vida e às fragilidades e feridas que atingem uma grande parcela do nosso povo. “Aquilo que os olhos não veem o coração não sente”. Jesus viu o sofrimento do povo, encontrando-o ao longo do caminho. Por isso é louvável a participação dos jovens nos serviços e ministérios na vida da Igreja.  

Devemos recordar que o batismo, além de ser um mistério e sacramento de encontro com Deus Pai e com o Filho, Jesus Cristo, enquanto participação na sua morte e ressurreição, é também sacramento da ação do Espírito Santo. No Espírito, o batizado é configurado ao Filho Jesus Cristo, na plenitude do seu mistério: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8,9). Fonte: https://www.cnbb.org.br

Consistório Extraordinário

Detalhes
Publicado em 08 janeiro 2026
  • EXORTAÇÃO APOSTÓLICA. EVANGELII GAUDIUM,
  • Papa Leão XIV,
  • Consistório extraordinário
  • Basílica do Vaticano

Cardeais brasileiros participam em Roma do primeiro Consistório Extraordinário convocado por Leão XIV

 

A Evangelii Gaudium e a missão da Igreja, a constituição apostólica Praedicate Evangelium, o papel da Cúria e sua relação com as Igrejas particulares, a sinodalidade, a liturgia. Esses serão os temas centrais dos trabalhos do Consistório extraordinário convocado pelo Papa Leão XIV, o primeiro de seu pontificado, que se realizarão nesta quarta-feira, 7, e depois, na quinta-feira, 8 de janeiro.

Dois dias de oração, partilha e reflexão, sob o signo da fraternidade e da comunhão, que o Papa viverá com os membros do Colégio Cardinalício, muitos dos quais participaram na manhã da terça-feira na cerimônia de encerramento da Porta Santa e na Missa da Epifania. O encontro terá como objetivo “promover um discernimento comum e oferecer apoio e conselho ao Santo Padre no exercício de sua alta e pesada responsabilidade no governo da Igreja universal”.

Mais especificamente, o Consistório terá início na tarde desta quarta-feira, às 16h, na Sala do Sínodo, no Vaticano. Os trabalhos serão realizados a portas fechadas e contarão com a presença do Papa. Na quinta-feira, 8 de janeiro, o Papa concelebrará com os cardeais uma Missa no Altar da Cátedra da Basílica do Vaticano. Às 9h30, haverá a sessão matinal até às 12h45, novamente na Sala do Sínodo. O Pontífice e os cardeais se reunirão novamente à tarde, das 15h15 às 19h, para a conclusão dos dois dias de encontros. Fonte: Mons. André Sampaio 

 

O Papa e os cardeais, nos dias 7 e 8 de janeiro, os trabalhos do Consistório extraordinário

Detalhes
Publicado em 06 janeiro 2026
  • Consistório para a criação de novos cardeais
  • Consistório
  • Papa Leão XIV,
  • Santo Padre o Papa Leão XIV,
  • Consistório extraordinário
  • Evangelii Gaudium e a missão da Igreja,

Estão previstas três sessões a partir desta quarta-feira à tarde até quinta-feira, dia em que, pela manhã, às 7h30, o Pontífice concelebrará uma missa com os cardeais presentes no Altar da Cátedra de São Pedro.

 

Vatican News

A Evangelii Gaudium e a missão da Igreja, a constituição apostólica Praedicate Evangelium, o papel da Cúria e sua relação com as Igrejas particulares, a sinodalidade, a liturgia. Esses serão os temas centrais dos trabalhos do Consistório extraordinário convocado pelo Papa Leão XIV, o primeiro de seu pontificado, que se realizarão nesta quarta-feira, 7, e depois, na quinta-feira, 8 de janeiro. Dois dias de oração, partilha e reflexão, sob o signo da fraternidade e da comunhão, que o Papa viverá com os membros do Colégio Cardinalício, muitos dos quais participaram na manhã desta terça-feira na cerimônia de encerramento da Porta Santa e na Missa da Epifania. 

O encontro terá como objetivo “promover um discernimento comum e oferecer apoio e conselho ao Santo Padre no exercício de sua alta e pesada responsabilidade no governo da Igreja universal”.

Mais especificamente, o Consistório terá início na tarde desta quarta-feira, às 16h, na Sala do Sínodo, no Vaticano. Os trabalhos serão realizados a portas fechadas e contarão com a presença do Papa. Na quinta-feira, 8 de janeiro, o Papa concelebrará com os cardeais uma Missa no Altar da Cátedra da Basílica do Vaticano. Às 9h30, haverá a sessão matinal até às 12h45, novamente na Sala do Sínodo. O Pontífice e os cardeais se reunirão novamente à tarde, das 15h15 às 19h, para a conclusão dos dois dias de encontros. Fonte: https://www.vaticannews.va

Fides: 17 padres, religiosos e leigos mortos em 2025.

Detalhes
Publicado em 02 janeiro 2026
  • religiosos e leigos mortos em 2025
  • 17 sacerdotes em 2025,
  • Leigos Assassinados em 2025,
  • Religiosos Assassinados em 2025,

Segundo o relatório anual divulgado pela Agência Fides, a Nigéria registrou o quadro mais violento, com o assassinato de três sacerdotes e dois seminaristas. Desde 2000, o número de missionários e agentes pastorais que sofreram mortes violentas chegou a 626.

 

A África foi o continente mais afetado por mortes violentas de padres e agentes pastorais em 2025. 

 

Federico Piana - Cidade do Vaticano

Em 2025, em todo o mundo, foram assassinados 17 sacerdotes, religiosas, seminaristas e leigos. Esses são os números do novo relatório sobre missionários e agentes pastorais que perderam a vida no contexto da propagação da fé, apresentado na manhã de terça-feira, 30, pela agência de notícias Fides, das Pontifícias Obras Missionárias.

 

Testemunhas do Evangelho

 O relatório revela como, no ano que está prestes a terminar, a África registrou o maior número de mortes, um total de 10: 6 sacerdotes, 2 seminaristas e 2 catequistas. "No continente americano", continua o texto, "foram mortos 4 missionários (2 sacerdotes e 2 religiosas), na Ásia 2 (1 sacerdote e 1 leigo). Na Europa, foi morto 1 sacerdote."

 

Números e histórias

 Em 25 anos, de 2000 a 2025, o número de missionários e agentes pastorais assassinados chegou a 626. Uma lista de homens, mulheres e jovens que, já há algum tempo, explica a Fides, "não se refere apenas a missionários ad gentes em sentido estrito, mas procura registrar todos os cristãos católicos envolvidos de alguma forma em atividade pastoral, mortos de forma violenta, mesmo que não expressamente 'por ódio à fé'".

 

Amor sem fim

 Propagadores credíveis ​​do amor — como disse Leão XIV em sua homilia na Missa dos mártires e testemunhas da fé do Século XXI, em 14 de setembro, na Basílica de São Paulo — tornaram conhecida a Palavra de Deus "sem jamais usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força frágil e gentil do Evangelho". O relatório, no entanto, revela mais do que apenas dados, números e estatísticas. Revela também nomes e histórias, que muitas vezes retratam histórias de nações atormentadas por guerras, revoluções e pobreza. É o caso da África, o continente mais afetado pelo sangue derramado por sacerdotes e agentes pastorais.

 

Sangue e Evangelho

 Para dar apenas alguns exemplos, Mathias Zongo e Christian Tientga viajavam de motocicleta perto da cidade de Bondokuy, em Burkina Faso, quando um grupo de homens armados os atacou e matou. Era 25 de janeiro do ano passado, e os dois jovens eram catequistas na paróquia de Ouakara. Eram muito amados e respeitados. E depois há Luka Jomo, pároco de El Fasher, a capital do estado de Darfur do Norte, no Sudão, devastado por uma guerra civil impiedosa. O sacerdote encontrou a morte em uma noite durante confrontos entre o exército governamental e as Forças de Apoio Rápido: estilhaços de uma bala perdida o mataram enquanto ele estava com dois jovens.

 

Nigéria, a mais atingida

Entre as nações africanas, a Nigéria é a que registrou o maior número de assassinatos de sacerdotes e agentes pastorais este ano: três padres e dois seminaristas, vítimas da violência, sequestros e roubos que assolam o país há anos.

"Tudo isso é motivo de grande tristeza. E também de um pouco de vergonha", disse o arcebispo Fortunatus Nwachukwu, secretário do Dicastério para a Evangelização, em entrevista publicada pela Fides, que acompanha o relatório. "A Nigéria - argumentou ele - é um dos países com a população mais religiosa do mundo. Um povo de crentes, cristãos e muçulmanos. Todos nós dizemos que somos um povo de paz. Até mesmo nossos amigos muçulmanos repetem continuamente que o Islã é a religião da paz. E diante de certos fatos e certas situações, eu gostaria de ver os amigos muçulmanos denunciarem e rejeitarem o uso de sua religião para cometer atos de violência. Todos nós devemos rejeitar qualquer justificativa para o uso da religião para cometer atos violentos a ponto de matar pessoas."

 

Ajuda externa

"Nesta situação - acrescentou o prelado - uma intervenção externa indireta para apoiar o Estado e o governo contra grupos extremistas e ajudar o país a eliminar as causas da violência generalizada pode não ser totalmente injustificada ou inadequada." "Um país - explicou ele - pode ​​se ver incapaz de lidar com suas próprias crises e divisões sem ajuda externa. Vejo muitos amigos muçulmanos que não sabem como reagir ao que está acontecendo. E a inação do governo é evidente."

 

Haiti e Europa

A situação também é dolorosa no Haiti — onde, no contexto dramático do confronto entre gangues armadas em 21 de março, grupos armados assassinaram duas freiras da mesma congregação religiosa — e no México, onde um padre foi encontrado morto após ser sequestrado. Mas a Europa também não foi poupada. Na Polônia, em 13 de fevereiro, um sacerdote de 58 anos foi encontrado estrangulado na casa paroquial de sua igreja. Fonte: https://www.vaticannews.va 

*Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – Ano A.

Detalhes
Publicado em 01 janeiro 2026
  • EVANGELHO DO DIA,
  • 1º de janeiro é considerado o Dia Mundial da Paz,
  • SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS,
  • Homilia da Solenidade de Santa Maria,
  • Tema da Solenidade de Santa Maria,

 

Tema da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Oito dias depois da celebração do Natal de Jesus, a liturgia convida-nos a olhar para Maria, a mãe de Deus (“Theotókos”), solenemente designada com este título no Concílio de Éfeso, em 431. Com o seu “sim” tornou possível a presença de Jesus nas nossas vidas e no nosso mundo.

Mas este dia é também o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada que queremos percorrer de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que nos abençoa e que conduzirá os nossos passos, com cuidado de Pai, ao longo deste Ano Novo.

Também celebramos o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, no primeiro dia de cada novo ano, se rezasse pela paz no mundo. Hoje, portanto, pedimos a Deus que nos dê a paz e que faça de cada um de nós testemunha e arauto da reconciliação e da paz.

As leituras que a liturgia deste dia nos propõe abraçam esta diversidade de temas e de evocações.

 

A primeira leitura oferece-nos, através de uma antiga fórmula de bênção, a certeza da presença contínua de Deus ao nosso lado nos caminhos que percorremos todo os dias. Ele será sempre para nós fonte de Vida e de paz.

 

Na segunda leitura evoca-se o amor e o cuidado de Deus, mil vezes manifestados na história dos homens. Ele enviou o seu Jesus ao nosso encontro para nos libertar da escravidão e para nos tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-lhe “abbá” (“papá”).

O Evangelho mostra como a presença de Deus na nossa história é fonte de alegria e de esperança para todos os homens e mulheres, mas particularmente para os pobres e os marginalizados. Sugere ainda que Maria, a mãe de Jesus, é o modelo do crente que, em silêncio e sem espalhafato, acolhe as propostas de Deus, guarda-as no coração e deixa-se guiar por elas.

 

LEITURA I – Números 6,22-27

O Senhor disse a Moisés:
«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes:
Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo:
‘O Senhor te abençoe e te proteja.
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face
e te seja favorável.
O Senhor volte para ti os seus olhos
e te conceda a paz’.
Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel,
e Eu os abençoarei».

 

CONTEXTO

O texto situa-nos no Sinai, frente à montanha onde se celebrou a aliança entre Deus e o seu Povo… No contexto das últimas instruções de Javé a Moisés, antes de Israel levantar o acampamento e iniciar a caminhada em direção à Terra Prometida, é apresentada uma fórmula de bênção, que os “filhos de Aarão” (sacerdotes) deviam pronunciar sobre a comunidade.

Provavelmente trata-se de uma fórmula litúrgica utilizada no Templo de Jerusalém para abençoar a comunidade, no final das celebrações litúrgicas, antes de o Povo regressar a suas casas… Essa bênção é aqui apresentada como um dom de Deus, no Sinai.

A “bênção” (“beraka”) é concebida, no universo dos povos semitas, como uma comunicação de vida, real e eficaz, que atinge o “abençoado” e que lhe transmite vigor, força, êxito, felicidade. É um dom que, uma vez pronunciado, não pode ser retirado nem anulado. Aqui, essa comunicação de vida – fruto da generosidade e do amor de Deus – derrama-se sobre os membros da comunidade por intermédio dos sacerdotes (no Antigo Testamento, os intermediários entre o mundo de Javé e a comunidade israelita).

 

INTERPELAÇÕES

Temos à nossa frente um novo ano. Não sabemos, para já, o que ele nos trará… Provavelmente conheceremos, nesta nova etapa, as vicissitudes que são inerentes à nossa condição humana: alegrias e tristezas, esperanças e desilusões, encantos e desencantos, momentos de festa e momentos de desânimo… Mas, no meio de tudo isso, de uma coisa podemos estar seguros: não caminhamos sozinhos, abandonados à nossa sorte. Esse Deus que conduz a história dos homens, que nos criou com amor e que sempre se interessou pela nossa vida e pela nossa história, vai continuar a olhar para nós com o olhar terno de um Pai e o sorriso amoroso de uma Mãe; vai, em cada dia, consolar o nosso coração e guiar-nos em direção à Vida. Esta certeza irá acompanhar-nos em cada passo deste caminho que hoje começa?

É de Deus que tudo recebemos: vida, saúde, força, amor e aquelas mil e uma pequeninas coisas que enchem a nossa vida e que nos dão instantes plenos. Tendo consciência dessa presença contínua de Deus ao nosso lado, do seu amor e do seu cuidado, somos gratos por isso? No nosso diálogo com Ele, sentimos a necessidade de O louvar e de Lhe agradecer por tudo o que Ele nos oferece? Agradecemos todos os dons que Ele derramou sobre nós no ano que acaba de terminar?

A “bênção” de Deus de que fala este texto do livro dos Números não cai do céu como uma chuva mágica que transforma toda a nossa vida, quer queiramos quer não. A oferta de vida que Deus nos faz, para ter efeitos práticos na nossa vida, tem de ser acolhida com amor e gratidão. Temos de estar disponíveis para acolher os dons de Deus e para nos deixarmos transformar por Ele. Temos de dar ouvidos a Deus, temos de acolher as suas indicações, desafios e propostas; e então, efetivamente, trilharemos caminhos de Vida nova, de felicidade e de paz. Estamos prontos a acolher os dons de Deus?

 

EVANGELHO – Lucas 2,16-21

 

INTERPELAÇÕES

Naquele Menino frágil que os pastores encontram deitado numa manjedoura de uma gruta de Belém, Deus desce à nossa história e abraça a nossa frágil humanidade. Ele traz-nos a salvação e a paz. Não sejamos insensatos a ponto de colocar a nossa esperança de salvação nas ideologias, na clarividência dos líderes, no poder do dinheiro, na força das armas, na embriaguez dos aplausos. A salvação verdadeira vem de Jesus e da proposta irrecusável que Ele nos trouxe. Hoje, ao olhar para o Menino do presépio, podemos decidir-nos a viajar com Ele e a fazer dele a nossa referência; hoje, ao contemplar o Deus que se vestiu de fragilidade para nos apontar caminhos novos de realização e de plenitude, podemos decidir-nos por uma vida mais digna, mais fraterna, mais solidária. Estamos disponíveis, neste Ano Novo, para um novo começo, com Jesus?

É bem singular a lógica de Deus na sua aproximação ao mundo e aos homens… Ele não apresenta o seu “cartão de visita” aos poderosos e influentes, mas sim a uns pobres pastores de fama duvidosa. Os que estão em primeiro lugar, no coração paterno e materno de Deus, são aqueles filhos que mais necessitam de ternura e de amor. No nosso mundo aumenta todos os dias o imenso cortejo dos homens e mulheres descartáveis, para os quais não há lugar à mesa da dignidade e da abundância; a cada instante há mais irmãos nossos arrumados em campos de refugiados, sem perspetivas nem futuro; a cada passo há mais seres humanos esquecidos e desamparados, sem cuidados e sem amor. Nós, os que conhecemos a lógica de Deus e do seu amor seremos peças desta engrenagem de indiferença e de sofrimento? Podemos aceitar que o mundo se construa deste jeito? Que podemos fazer pelos nossos irmãos e irmãs que não têm vez, nem voz, nem direitos, nem vida?

Os pastores, maravilhados pela “boa notícia” da chegada da salvação e da paz, reagiram com o louvor e a ação de graças. Sabemos ser gratos ao nosso Deus pelos seus dons, pelo seu cuidado, pelo seu amor, pelo seu empenho em nos libertar da escravidão e em nos ensinar os caminhos da paz?

Os pastores, tocados pelo projeto libertador de Deus, tornaram-se “testemunhas” desse projeto. Sentimos também o imperativo do testemunho? Temos consciência de que a experiência da libertação é para ser passada aos nossos irmãos que ainda a desconhecem?

Maria, a mãe de Jesus, guardava todas estas coisas “e meditava-as no seu coração”. Guardava-as porque não é possível olvidar os gestos incríveis que traduzem o amor e a bondade de Deus pelos seus filhos e filhas; meditava-as porque queria percebê-las plenamente e conformar a sua vida com o projeto de Deus. No meio da agitação, do ruído, das correrias destes dias, temos conseguido reservar momentos para guardar, meditar e tirar conclusões desta história extraordinária que é Deus vir ao encontro dos homens para lhes oferecer a salvação e a paz?

*Leia a Reflexão na íntegra, clique ao lado no link- EVANGELHO DO DIA.

A pilhagem nazista dos sinos das igrejas mudou o som da Europa.

Detalhes
Publicado em 28 dezembro 2025
  • Segunda Guerra Mundial,
  • Anne Frank
  • Os sinos
  • Os sinos e a segunda Guerra Mundial
  • Alemanha de Hitler
  • invasão da Holanda

Enquanto os sinos das igrejas tocam e anunciam o Ano Novo, os historiadores afirmam que a pilhagem de mais de 150 mil sinos durante a Segunda Guerra Mundial deixou uma ‘lacuna sonora’ na paisagem europeia

 

O Waakklok, ou sino do relógio, em Utrecht. Ele tocava quando os portões da cidade estavam prestes a fechar ou abrir. O sino foi levado para a Alemanha e devolvido após a guerra  Foto: Desiré Van Den Berg/The New York Times

 

Por Nina Siegal (The New York Times)

Em uma entrada do diário no verão de 1943, Anne Frank escreveu que havia perdido toda a noção do tempo. Os sinos da torre mais alta da igreja de Amsterdã, a Westertoren, bem ao lado de seu esconderijo no sótão de uma casa à beira do canal, haviam parado de tocar.

“Há uma semana, estamos todos um pouco confusos sobre o tempo, desde que nosso querido e precioso sino da Westertoren foi aparentemente levado para uso industrial”, escreveu ela em 10 de agosto de 1943, “e não sabemos exatamente que horas são, nem se é dia ou noite”.

A jovem, em seu isolamento aterrorizado, recebeu a notícia de que os ocupantes nazistas na Holanda estavam confiscando sinos de igrejas em todo o País para derretê-los e fabricar armas e munições. “Ainda tenho alguma esperança de que eles inventem algo que lembre um pouco o relógio para a vizinhança”, acrescentou ela.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha de Hitler tomou cerca de 175.000 sinos de igrejas em toda a Europa, para extrair seus componentes metálicos, principalmente cobre e estanho.

A grande maioria deles, cerca de 150.000 sinos, nunca foi devolvida às igrejas. Muitos foram destruídos no processo de remoção, derretidos e convertidos em munições, e milhares acabaram nos chamados Glockenfriedhöfe, ou cemitérios de sinos.

A destruição dos sinos das igrejas, considerada um crime de guerra durante o Tribunal de Nuremberg de 1945 e um ato de sacrilégio pela Igreja Católica Romana, é um aspecto menos conhecido da pilhagem nazista. Muitas cidades e vilas que durante séculos tinham medido suas vidas pelo toque diário dos sinos das igrejas ficaram em silêncio.

 

Significado psicológico

O confisco teve um impacto imediato na vida dos europeus comuns, que mediam o tempo pelos sinos das igrejas, que normalmente tocavam uma vez a cada quarto de hora e tocavam melodias a cada hora.

“Isso marca o ritmo dos dias das pessoas, o ritmo de suas vidas”, disse Kirrily Freeman, professora de história da St. Mary’s University em Halifax, Nova Escócia, que escreveu extensivamente sobre o uso militar de metais, incluindo sinos, durante a Segunda Guerra Mundial. “É algo que reúne as pessoas para eventos importantes da vida, casamentos, batismos, funerais.”

Os sinos das igrejas nos países europeus tinham “significado pessoal, familiar, comunitário e talvez até psicológico” para grande parte do público que frequentava a igreja, acrescentou Freeman. “Perder isso, não voluntariamente, e especialmente porque muitas vezes foi feito de forma violenta e no contexto da ocupação, bem, as consequências seriam enormes.”

A perda musical, de acordo com a historiadora Carla Shapreau, pesquisadora sênior do Instituto de Estudos Europeus da Universidade da Califórnia, Berkeley, e fundadora do Lost Music Project, deixou “uma lacuna sonora no panorama europeu”.

Levou quase duas décadas para que a maioria desses sinos fosse substituída, disse Rainer Schütte, historiador e curador de sinos do Museu Klok and Peel em Asten, na Holanda, um museu dedicado à história dos sinos e carrilhões (uma experiência musical mais intensa tocada em teclado).

“Em muitos lugares, eles se empenharam em fazer novos sinos e, às vezes, também adicionaram carrilhões”, disse Schütte. “Muitas vezes, os carrilhões eram introduzidos como uma espécie de memorial para as vítimas da guerra.” Sinos comemorativos também eram dados como presentes, como o Netherlands Carillon em Arlington, Virgínia, que os holandeses enviaram como um sinal de gratidão pela ajuda americana durante e após a Segunda Guerra Mundial.

A destruição dos sinos durante a guerra também teve um lado positivo, dando aos campanólogos a oportunidade de estudar os sinos da Europa e impulsionando as fundições de sinos a melhorar sua qualidade e timbre. Em 1960, quando “quase todos os sinos haviam sido devolvidos às suas torres”, disse Schütte, “as fundições conseguiram aumentar seu nível de produção, tanto em quantidade quanto em qualidade dos sinos”.

Uma “corrida pela qualidade dos sinos” no pós-guerra, acrescentou ele, levou a grandes avanços na campanologia. “Eles estavam analisando questões como: ‘Como podemos melhorar os sinos? Precisamos mudar o perfil ou a forma do sino? Quais são as melhores condições para pendurar os sinos — torres abertas ou fechadas?’”

 

Perdas datam de 1700

Sinos de igreja de qualidade variável eram criados na Europa desde o início da Idade Média por fundições que alternavam entre dois tipos de produção: canhões em tempos de guerra e sinos em períodos de paz. Como ambos exigiam cobre e estanho, a escassez de metal muitas vezes significava que os sinos eram fundidos para a fabricação de armas.

A apreensão nazista de sinos na Alemanha e, posteriormente, na Europa ocupada, começou com um decreto de Hermann Göring, o segundo no comando de Hitler, intitulado “Recuperação de todos os sinos para fins de guerra”, em 15 de março de 1940. Mais tarde, os países ocupados pelos nazistas foram obrigados a fazer um inventário de seus sinos e classificá-los por data, sendo “D” o mais antigo — fabricado antes de 1740 — e “A” o mais recente.

Os sinos fundidos antes de 1450 não foram confiscados, mas aqueles a partir de 1700 foram removidos e enviados para locais de fundição na Alemanha. As regiões dentro dos novos domínios do Terceiro Reich, como o Protetorado da Boêmia e Morávia (Tchecoslováquia ocupada) e a Alsácia-Lorena, que os alemães anexaram após a derrota da França, foram os primeiros alvos da remoção dos sinos.

Após a invasão da Holanda e da Bélgica em maio de 1940, os dois países, famosos por seus carrilhões, receberam instruções de Berlim para entregar 75% de seus sinos. Os holandeses se opuseram à medida e conseguiram algumas concessões.

Mas a promulgação de uma nova regulamentação nacional no outono de 1942 deu início à confiscação em massa dos sinos das igrejas holandesas, que foi realizada sob a direção de P.J. Meulenberg, membro do partido nazista holandês, o NSB.

Ele logo ganhou o apelido de “Bell Peter” (Pedro Sino). No início de 1944, ele já havia removido milhares de sinos das torres das igrejas em todo o país, de acordo com registros do Instituto NIOD para Estudos sobre Guerra, Holocausto e Genocídio, em Amsterdã.

Até então, os sinos eram um elemento fundamental da vida comunitária nas cidades holandesas, disse Wouter Iseger, músico e historiador holandês que escreveu um livro sobre os sinos saqueados de sua cidade, Utrecht: “Os sinos das igrejas eram importantes quando havia um incêndio ou uma tempestade se aproximando, ou quando algumas guildas eram convocadas para se reunir. Em Utrecht, tínhamos um sino que tocava todos os dias quando os portões da cidade se abriam e fechavam”.

Quando os nazistas invadiram a Holanda, a maior igreja de Utrecht, a Dom Tower, baixou os sinos da igreja de 1505 e 1506 e os cobriu com sacos de areia para protegê-los. Eles foram marcados com um “M”, que ainda é visível hoje. Durante toda a guerra, aquela torre permaneceu em silêncio, disse Iseger.

Percival Price, músico, compositor e especialista em campanologia nascido no Canadá, da Universidade de Michigan, descobriu que a Alemanha perdeu 102.500 sinos para o esforço de guerra, dos quais 90.000 eram “irrecuperáveis como sinos”.

Entre os países ocupados pelos nazistas, a Polônia teve cerca de 20.800 sinos de igreja destruídos.

Após o fim da guerra, em 1945, os Aliados descobriram o maior cemitério de sinos no porto de Hamburgo, onde cerca de 10.000 sinos permaneciam no cais. Price viu o conjunto de sinos de toda a Europa como uma “oportunidade única para condições controladas de pesquisa”.

Seu relatório e análise subsequentes “criaram um banco de dados das propriedades tonais dos sinos sobreviventes, usando instrumentação osciladora eletrônica”, disse Andrea McCrady, professora adjunta de música na Carleton University em Ottawa, Ontário, onde atua como Dominion Carillonneur do Peace Tower Carillon. “A qualidade da afinação moderna” e outros ajustes que facilitaram a execução, acrescentou ela, levaram a “apresentações mais expressivas”.

 

Preservando seu ofício

Da mesma forma, campanólogos europeus como Bert van Heuven e os fabricantes de sinos holandeses Tuur Eijsbouts e André Lehr reviveram uma tradição de fabricação de sinos que estava praticamente adormecida há séculos.

Os novos sinos foram afinados com mais precisão, disse Schütte, “para que pudessem tocar uma gama mais ampla de músicas”.

“O panorama ou a paisagem sonora dos sinos teria sido mais rico em 1960 do que em 1940, devido ao crescimento dos sinos, mas também ao número de torres e igrejas”, disse ele.

Anne Frank escreveu algumas vezes em seu diário sobre os sinos da igreja Westerkerk, de acordo com o estudioso holandês da Segunda Guerra Mundial David Barnouw. Em fevereiro de 1944, ela descreveu ter ouvido “um sino” tocando “Erect of Body, Erect of Soul” (Erguido de Corpo, Erguido de Alma) e, um mês depois, ela sentiu como se estivesse participando de um casamento ao ouvir o som dos sinos ao lado.

Gertjan Broek, pesquisador da Casa de Anne Frank, disse que os sinos da Westertoren nunca ficaram totalmente em silêncio durante a guerra. Frank pode ter acrescentado esse elemento para dar um efeito dramático, disse ele, baseando-se em notícias que ela tinha acesso pela imprensa clandestina da resistência.

O maior sino da Westerkerk foi confiscado no início de 1943 e devolvido em julho, mas só voltou a tocar em novembro daquele ano. O carrilhão da igreja, de 1658, nunca foi removido.

De acordo com os registros de Price, dos 9.000 sinos que existiam na Holanda antes da guerra, 4.660 nunca foram devolvidos às torres das igrejas. Frank, junto com sua família, foi descoberta em 4 de agosto de 1944 e deportada para um campo de extermínio nazista, onde morreu.

Quando a Holanda foi libertada em maio de 1945, os moradores de Amsterdã se reuniram ao redor da Westerkerk, enquanto a bandeira holandesa era hasteada na torre e o hino nacional tocava no antigo carrilhão. Fonte: https://www.estadao.com.br

O SANTO DO DIA- 27 DE DEZEMBRO: S. João, apóstolo e evangelista.

Detalhes
Publicado em 27 dezembro 2025
  • O Santo do Dia,
  • são João Apóstolo e Evangelista,
  • São João
  • O SANTO DO DIA- 27 DE DEZEMBRO
  • O discípulo que Jesus amava
  • S. João, apóstolo e evangelista
  • Apocalipse e Cartas de João

"O discípulo que Jesus amava": assim João se autodefine, simplesmente, em seu Evangelho. Ele tinha razão em definir-se desta maneira, porque assumiu uma das funções mais importantes na história da salvação, além, naturalmente, de Maria, que Jesus lhe confiou, pessoalmente, quando estava agonizante na cruz: "eis o teu filho" e "eis a tua mãe". Desde então, João levou Maria consigo e cuidou dela como "a pessoa mais querida"; o elo de união entre os dois era, precisamente, a pureza e a vida virginal, que ambos viveram.

 

Dados históricos

São várias as fontes históricas, que dão detalhes sobre a vida do evangelista e apóstolo. Algumas são apócrifas, como outro Evangelho, que, segundo alguém, devem ser atribuídas precisamente à sua pena. Sabemos que João era o mais novo entre os Doze e o que viveu mais que todos.

João era natural da Galileia, de uma região às margens do Lago de Tiberíades. Por isso, era de uma família de pescadores. Seu pai se chamava Zebedeu e sua mãe Salomé. Seu irmão, Tiago, chamado Maior, também foi apóstolo. Jesus sempre se referia a ele e estava no meio dos poucos, que O acompanham, nas ocasiões mais importantes: por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na sua Transfiguração sobre o Monte Tabor e durante a sua agonia no Getsêmani. Durante a Última Ceia, João ocupou um lugar de honra, à direita do Senhor, em cujo ombro encostou a cabeça, como gesto de carinho.
Naquele momento, o Espírito Santo infundiu-lhe a sabedoria, com a qual pôde escrever o seu Evangelho na velhice. João foi o único que esteve aos pés da Cruz, além de Maria, com a qual passou os três dias antes da ressurreição; foi também o primeiro a chegar ao túmulo vazio, após o anúncio de Maria Madalena. Porém, deixou Pedro entrar por primeiro, por respeito e por ser mais velho. Desde então, transferiu-se com Maria para Éfeso, onde começou a sua pregação do Evangelho na Ásia Menor.
Parece que João sofreu pela perseguição de Domiciano e foi exilado para a ilha de Patmos. Depois, com a chegada de Nerva, retornou para Éfeso, onde terminou seus dias, com mais de cem anos, por volta do ano 104.

 

"A flor dos Evangelhos"

Assim foi chamado o Evangelho escrito por João, também denominado "Evangelho espiritual" ou “Evangelho do Logos”, graças à perfeição da sua linguagem teológica e à invenção do termo polissêmico "Logos", para indicar Jesus, com diversos significados: "Palavra", "diálogo" , "projeto", "Verbo".

Além disso, em seu Evangelho, a palavra “crer” é citada 98 vezes, porque somente assim se podia atingir o Coração de Jesus: acreditar na liberdade e aceitar a graça, como demonstra o discípulo amado de Jesus.

O Evangelho de São João é altamente mariano, não tanto pela enorme quantidade de referências à Virgem Maria, mas pela graça especial de ter conhecido seu Filho, mais do que qualquer outra pessoa, e por desvendar o mistério de Cristo. No entanto, Maria aparece apenas duas vezes na narração de João: nas Bodas de Caná e no Calvário.
A narrativa das Bodas de Caná é de particular importância: naquela ocasião, deu-se o primeiro encontro de Jesus com João. No entanto, a vocação de João – que, com André, já era discípulo de João Batista – ocorreu, provavelmente, em Betânia, às margens do rio Jordão. Ao ver Jesus chegar, Batista o saudou como "Cordeiro de Deus". O evangelista João ficou tão impressionado com aquele encontro, a ponto de recordar até a hora em que ocorreu: a décima hora, ou seja, às 16 horas. Doravante, não pôde não seguir a Jesus.
Todavia, além do alto valor teológico, o Evangelho de João se diferenciou dos Sinópticos pela sua ênfase à humanidade de Cristo, que emerge pelos detalhes de algumas narrativas, como: “sentar-se cansado”, “derramar lágrimas por Lázaro” ou “sentir sede na Cruz”.

 

Apocalipse e Cartas de João

São João escreveu também três Cartas e o Apocalipse, o único Livro profético do Novo Testamento. As Escrituras se concluem com este Livro e, conforme o significado do seu próprio nome - "revelação" - indica a mensagem concreta de esperança, que traz consigo. Assim, de qualquer maneira, coloca um ponto final no diálogo entre Deus e o homem. Desde então, coube à Igreja falar e interpretar a ação de Deus no âmbito da História, até ao seu retorno definitivo à Terra, no fim dos tempos. Nesse sentido, o Apocalipse é também uma "profecia".

Quanto às três Cartas ou Epístolas de São João, escritas, provavelmente, em Éfeso, são Cartas sobre o amor e a fé, que visam defender algumas Verdades espirituais fundamentais, contra o ataque das doutrinas gnósticas.

Eis o “prólogo” inimitável do Evangelho de João:


«No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou» (João 1:1-18). Fonte: https://www.vaticannews.va

Igreja determina auditoria financeira em paróquia de padre Júlio, que afirma tratar-se de 'rotina'

Detalhes
Publicado em 17 dezembro 2025
  • Dom Odilo Scherer
  • arcebispo Dom Odilo Scherer,
  • investigar o padre Júlio Lancellotti
  • Paróquia de São Miguel Arcanjo,
  • Igreja determina auditoria financeira em paróquia de padre Júlio,
  • Centro Comunitario Santa Dulce dos Pobres
  • bairro da Mooca,

Integrantes da arquidiocese dizem que dom Odilo Scherer determinou procedimento e agora busca proteger Lancellotti

Religioso afirma que procedimento é feito mensalmente

 

Padre Julio Lancellotti distribui pães a moradores de rua no Centro Comunitario Santa Dulce dos Pobres (da Paroquia Sao Miguel Arcanjo) na rua Sapucaia, na Mooca - Eduardo Knapp/Folhapress

 

Mônica Bergamo

A Arquidiocese de São Paulo determinou uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, que é liderada há 40 anos pelo padre Júlio Lancellotti.

A decisão foi do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer. Segundo integrantes da igreja, o procedimento está sendo realizado em função de informações que o cardeal arcebispo teria recebido sobre o funcionamento da paróquia.

Lancellotti, no entanto, afirma que se trata de um procedimento de rotina, feito todos os meses nas mais diversas paróquias da cidade.

''Auditoria financeira tem sempre", afirma ele.

Como revelou a coluna, Scherer determinou que Lancellotti não transmita mais missas ao vivo, suspenda todas as suas atividades em redes sociais e pode retirá-lo da paróquia.

As celebrações eram transmitidas ao vivo pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), mantida por sindicatos, pelo portal ICL e pelo YouTube.

A medida, drástica, teria sido tomada para proteger o padre Júlio.

O próprio religioso afirmou à coluna que "Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção".

Questionado se concordava com a decisão, ele respondeu que tem "apenas que obedecer".

Lancellotti, que se dedica especialmente à população de rua de São Paulo, é alvo comum de parlamentares e políticos de direita, especialmente de integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre).

Apesar de ser pressionado há muitos anos para afastar o padre de suas atividades, dom Odilo Scherer sempre resistiu às investidas. Desta vez, no entanto, tomou a decisão de afastá-lo da mídia.

A iniciativa do cardeal gerou ampla repercussão, com o padre Júlio colhendo diversas manifestações de solidariedade.

Depois que a coluna revelou as medidas contra o religioso, mais de 40 organizações que atuam com a população em situação de rua enviaram nesta terça-feira (16) uma carta ao cardeal pedindo a revisão da decisão nas redes sociais.

No documento, as organizações afirmam que a limitação da manifestação pública do padre afeta redes de solidariedade e o debate sobre a pobreza extrema na cidade. Scherer pode retirar o padre da paróquia em que atua há 40 anos, na Mooca, ainda neste ano. Lancellotti afirmou que recebeu o pedido como um "tempo de recolhimento" e disse que irá obedecer.

A articulação a favor do padre é liderada pelo Instituto GAS, ONG que atua há dez anos no atendimento direto à população vulnerável em ruas e favelas de São Paulo e que é parceira histórica do padre Júlio. O grupo também é fundador dos movimentos Na Rua Somos Um e Solidariedade Não É Crime.  Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

‘Reafirmo minha obediência à Arquidiocese’, diz padre Júlio Lancellotti após veto às redes sociais

Detalhes
Publicado em 17 dezembro 2025
  • padre Júlio Lancellotti,
  • Arquidiocese de São Paulo,
  • Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de São Paulo,
  • pastoral Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo
  • Comissão Parlamentar de Inquérito
  • Quem é o padre Júlio Lancelotti
  • Paróquia de São Miguel Arcanjo,

Religioso não poderá mais transmitir missas ao vivo e vai se afastar de atividades nas plataformas virtuais. Arquidiocese diz que não irá se manifestar

 

 

Padre Júlio Lancelotti Foto: Felipe Rau/Estadão

 

Por Gonçalo Junior

“Reafirmo minha pertença e obediência à Arquidiocese de São Paulo”, afirmou o padre Júlio Lancelotti ao comentar sobre não poder mais transmitir missas ao vivo e se afastar temporariamente das atividades nas redes sociais.

A mudança ocorre após determinação da Arquidiocese de São Paulo. Procurada, ela disse que não irá se manifestar sobre o assunto.

A missa do último domingo, 14, foi a última a ser transmitida, segundo informado pelo próprio Lancelotti durante a celebração. “Agradeço a todos que ajudaram na transmissão dessa missa desde a pandemia. Hoje é a última vez que a missa está sendo transmitida. Até que haja ordem em contrário, a partir do domingo que vem, a missa será só presencial. Não terá mais transmissão”, anunciou o religioso.

As celebrações eram transmitidas ao vivo pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), mantida por sindicatos, pelo portal ICL e pelo YouTube.

Em nota enviada ao Estadão, o religioso acrescentou que as “redes sociais não estão movimentadas por um período de recolhimento temporário”.

Coordenador da Pastoral do Povo da Rua, o padre seguirá na Paróquia São Miguel Arcanjo, no Belenzinho, zona leste, onde atua há quase 40 anos. Seu foco é pastoral com populações de rua, adolescentes infratores e crianças com HIV.

 

Quem é o padre Júlio Lancelotti

Júlio Lancelotti é uma figura conhecida nacionalmente pelo trabalho que realiza, há mais de 40 anos, com a população em situação de rua na capital paulista.

Paulistano nascido no bairro do Brás, Lancellotti é também o padre responsável pela Paróquia de São Miguel Arcanjo, da Mooca, desde 1986, onde começou o trabalho pastoral com populações de rua, menores infratores e crianças com HIV.

Publicidade

O padre tem sido alvo frequente de criticas de políticos nas redes sociais pelo trabalho com a população de rua.

Tachado de “padre esquerdista” por políticos de direita, Júlio Lancellotti chegou a ser alvo de ataques nas redes sociais e de ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara.

Após uma dessa onda de ataques, ele chegou a receber ligação de apoio do papa Francisco, que morreu em abril deste ano. O pontífice recomendou que ele não desanimasse do trabalho para auxílio dos pobres, mesmo diante de todas as dificuldades.

Um dos políticos mais próximos de Lancelotti é Guilherme Boulos, secretário-geral da Presidência no governo Lula. Fonte: https://www.estadao.com.br

3º- Domingo do Advento – Ano A: A Alegria no Senhor

Detalhes
Publicado em 14 dezembro 2025
  • Domingo gaudete,
  • Terceiro Domingo do Advento
  • tempo de advento
  • A Alegria no Senhor
  • caminho do advento

Continuamos, nesta terceira etapa do “caminho do advento”, a preparar a vinda do Senhor. Chamado “domingo Gaudete”, este terceiro domingo do advento convida-nos à alegria: a vinda do Senhor aproxima-se; a nossa libertação está cada vez mais perto.

 

Na primeira leitura um profeta anónimo anuncia aos habitantes de Judá, exilados na Babilónia, que estão a acabar os anos de tristeza e que vão finalmente chegar os tempos novos da alegria e da esperança. Porquê? Porque Deus “aí está para fazer justiça”. Ele vai intervir na história, vai salvar Judá do cativeiro, vai abrir uma estrada no deserto para que o seu Povo, em procissão triunfal, possa regressar a Sião. Deus nunca desiste dos seus queridos filhos.

 

No Evangelho, o próprio Jesus define a missão que o Pai lhe confiou quando o enviou ao encontro dos homens: dar vista aos cegos e tirá-los da escuridão onde se afundam, libertar os coxos de tudo aquilo que os impede de caminhar, curar os leprosos e reintegrá-los na família de Deus, abrir os ouvidos dos surdos que vivem fechados no seu mundo autossuficiente, devolver a vida àqueles que se sentem às portas da morte, anunciar aos pobres a “Boa Notícia” do amor de Deus. Com Jesus, o Reino de Deus chegou à vida e à história dos homens.

 

Na segunda leitura um tal Tiago, que se apresenta como “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”, avisa os pobres, vítimas das prepotências dos poderosos, que o Senhor, o “juiz” dos homens, está a chegar para fazer justiça. A sua vinda irá libertá-los da opressão a que têm estado sujeitos. Enquanto esperam, os pobres devem colocar a sua confiança em Deus e continuar a percorrer, com fidelidade e sem desânimo, o seu caminho que têm à frente.

 

EVANGELHO – Mateus 11, 2-11

 

INTERPELAÇÕES

No belo texto de Mateus que a liturgia deste terceiro domingo do Advento nos propõe, o próprio Jesus apresenta-se como o Messias que veio ao mundo para cumprir as promessas de Deus, para derrotar o mal e para abrir para os homens um caudal de vida abundante. A sua presença inaugura uma nova era, um mundo onde se rasgam caminhos novos para os deserdados, os abandonados, os injustiçados, os que não conhecem a alegria, os que vivem mergulhados nas trevas, os que caminham sem esperança, os que não têm voz nem vez. Esta maravilhosa história do Messias de Deus, contada por Mateus, não é uma história vivida e cumprida num tempo já fechado, com princípio, meio e fim há mais de dois mil anos; mas é uma história que continua a escrever-se hoje, para nós que vivemos no séc. XXI. Jesus continua a vir ao nosso encontro, a inundar de vida nova o nosso mundo velho, a curar as nossas feridas, a oferecer-nos generosamente a salvação de Deus. Estamos disponíveis para O acolher? Estamos efetivamente interessados em romper as velhas cadeias que nos prendem para abraçar essa vida nova e plena que Jesus nos vem oferecer?

Jesus, depois de ter terminado o Seu caminho na terra, reentrou na glória do Pai. No entanto, quando se despediu daqueles homens e mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia a Jerusalém e que tinham sido testemunhas de tudo o que Ele disse e fez, pediu-lhes que fossem, no mundo, os arautos da salvação de Deus. Hoje, mais de dois mil anos depois, isto é conosco. Nós, discípulos e testemunhas de Jesus, dedicamo-nos a fazer as obras que Ele fazia? Os “cegos”, encerrados nas trevas do egoísmo e do erro, podem contar conosco para saírem da escuridão e encontrarem a luz libertadora de Deus? Os “coxos”, incapazes de caminhar sozinhos, podem contar conosco para se verem livres daquilo que os limita e os impede de ir em frente, em direção a uma vida com sentido? Os “leprosos”, marginalizados e excluídos por uma sociedade que não tem lugar para todos, podem contar conosco para serem novamente acolhidos à mesa familiar dos filhos de Deus? Os “surdos”, fechados no seu mundo de autossuficiência e de silêncio, podem contar conosco para descobrirem a beleza do diálogo e da comunhão? Os “mortos”, os que vivem mergulhados no desespero e já desistiram de viver, podem contar conosco para aprenderem a sonhar com um amanhã de esperança? Os “pobres”, privados de recursos necessários para terem uma vida digna, podem contar conosco para se defenderem da miséria que lhes rouba a dignidade? Deus pode contar conosco para curar as feridas do mundo?

João, o “Batista”, aquele de quem Jesus disse que era “o maior entre os filhos de mulher”, reaparece-nos todos os anos neste tempo de Advento para nos ajudar a preparar a chegada do Messias. A sua verticalidade e coerência, a sua integridade e fortaleza, o seu compromisso firme com a verdade, o seu estilo de vida simples e desprendido, o seu desprezo pelos bens materiais, a sua indiferença pela vida cómoda e fácil, o seu “jeito” de remar contra a corrente, a sua decisão irrevogável de fazer a voz de Deus ecoar no mundo dos homens, interpelam-nos fortemente. João é um profeta, que recebeu de Deus uma missão e que procura cumpri-la com fidelidade. A nossa vida e o nosso testemunho profético cumprem-se com a mesma verticalidade e honestidade de João? Sentimos que o “estilo” de vida de João nos pode inspirar a viver de uma forma mais verdadeira? Captando a mensagem de João, estamos dispostos a uma mudança radical na nossa forma de estar na vida, a fim de que Jesus possa “caber” no nosso projeto?

Talvez resulte um pouco chocante ouvirmos dizer que, a certa altura, João teve dúvidas sobre a messianidade de Jesus. Aquele Jesus que antes queria falar da misericórdia de Deus do que da Sua ira, que acolhia os pecadores e se sentava com eles à mesa, que não condenava ninguém nem ameaçava com castigos terríveis, não encaixava na conceção que João tinha do “ungido de Deus”. No entanto, ao questionar Jesus (“és Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?”), João assumiu uma posição de profunda honestidade. Quis saber, quis perceber o projeto de Jesus. Devemos ter mais medo daqueles que têm certezas inamovíveis, que estão absolutamente certos das suas verdades e dos seus dogmas, do que daqueles que procuram honestamente, em diálogo com os seus irmãos, as respostas às questões que a vida todos os dias coloca. Como nos comportamos quando vemos que a realidade que nos cerca não coincide exatamente com as nossas ideias feitas? Entrincheiramo-nos atrás das nossas certezas e disparamos contra o mundo, ou procuramos sinceramente escutar aqueles que nos rodeiam, compreender as visões diferentes e encontrar, a partir daí, o caminho que conduz à verdade?

*Leia a reflexão na integra, clique ao lado no EVANGELHO DO DIA.

Papa recebe convite oficial para visitar o Santuário Nacional de Aparecida

Detalhes
Publicado em 13 dezembro 2025
  • TV Aparecida,
  • Santuário Nacional de Aparecida
  • Leão XIV
  • Novo Papa Leão XIV
  • superior provincial da Província Nossa Senhora Aparecida
  • Pe. Marlos Aurélio da Silva,

Entre a série de audiências da manhã deste sábado (13/12), Leão XIV recebeu o arcebispo de Aparecida/SP, dom Orlando Brandes. Na oportunidade, ele entregou um convite oficial para que o Papa conheça o Santuário Nacional de Aparecida/SP. Em seguida, a delegação brasileira ainda formada por missionários redentoristas e representantes da TV Aparecida, que comemora 20 anos de fundação, visitou as dependências da Rádio Vaticano - Vatican News.

 

Vatican News

O Papa Leão XIV cumpriu uma manhã intensa de audiências neste sábado (13/12). Entre elas, o Pontífice recebeu o arcebispo de Aparecida/SP, dom Orlando Brandes, acompanhado dos missionários redentoristas Pe. Marlos Aurélio da Silva, superior provincial da Província Nossa Senhora Aparecida; Pe. Eduardo Catalfo, reitor do Santuário Nacional de Aparecida, e Ir. Alan Patrick Zuccherato, diretor de arte e pastoral da TV Aparecida, além da jornalista e apresentadora da TV Aparecida, Camila Morais, e de Silvonei José da Rádio Vaticano/Vatican News. A audiência privada foi em razão das comemorações dos 20 anos da TV de Nossa Senhora. 

O arcebispo já tinha se encontrado com Leão XIV na quarta-feira (10/12), quando saudou o Pontífice ao final da Audiência Geral na Praça São Pedro. Neste sábado (13/12), a audiência privada foi a oportunidade para entregar ao Pontífice: uma imagem de Nossa Senhora Aparecida das mãos de Pe. Marlos; um pergaminho com um convite de dom Orlando para conhecer o Santuário Nacional; uma miniatura de televisão, símbolo de comemoração dos 20 anos da TV Aparecida, bem como um fotolivro da série “Desafios da Igreja”, a produção mais premiada do canal católico, que aborda a Doutrina Social da Igreja em seu eixo central; pelas mãos do Pe. Eduardo Catalfo foram entregues exemplares da Revista de Aparecida, parte essencial da missão de evangelizar pelos meios de comunicação da Família dos Devotos. Fonte: https://www.vaticannews.va

Padre some antes de missa e é achado morto na casa paroquial

Detalhes
Publicado em 06 dezembro 2025
  • Padre some antes de missa e é achado morto
  • Casa Paroquial de Carmo do Rio Claro,
  • Júlio César Agripino
  • padre Júlio César Agripino
  • Carmo do Rio Claro,
  • Morre o Padre de Carmo do Rio Claro,
  • Diocese de Guaxupé

 

O padre ainda chegou a ser levado ao Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu

O padre Júlio César Agripino (foto em destaque), de 38 anos, foi encontrado desacordado na Casa Paroquial de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, na noite dessa sexta-feira (5/12). Ele celebraria uma missa às 19h, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, mas não apareceu no horário, o que preocupou funcionários e fiéis.

Quando chegaram ao local, funcionários da igreja encontraram o sacerdote caído no quarto. O Serviço de Atendimento foi acionado imediatamente.

Júlio César ainda chegou a ser levado ao Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu. A causa da morte foi confirmada como infarto.

A ausência do padre na celebração causou estranheza porque, segundo fiéis, ele era extremamente pontual. O atraso incomum levou a paróquia a buscá-lo na Casa Paroquial.

Na manhã deste sábado (6/12), missas de corpo presente foram celebradas em homenagem ao religioso. Fiéis lotaram a Igreja Matriz para se despedir. Um cortejo seguiu pela praça principal até a saída da cidade, de onde o corpo foi levado para Guaxupé, onde o padre nasceu.

Em nota, a paróquia lamentou profundamente a perda: “Sua vida foi um testemunho de fé e amor pela Igreja. Nossas orações estão com seus familiares e amigos, que ele pastoreou com carinho. Descansa, bom e fiel servo, na paz de Cristo.”

A Prefeitura de Carmo do Rio Claro também manifestou pesar nas redes sociais, afirmando que a morte do padre “deixa um vazio na comunidade” e prestando solidariedade à família, amigos e aos fiéis que acompanhavam o trabalho de Júlio César. Fonte: https://www.metropoles.com

 

 

NOTA DE FALECIMENTO

PADRE JÚLIO AGRIPINO

Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso 
entre os esplendores da luz perpétua. 
Descansem em paz. Amém.

Com fiel confiança na misericórdia divina e na Ressurreição em Cristo Jesus, a Diocese de Guaxupé comunica com doloroso pesar a Páscoa Eterna de nosso irmão, Padre Júlio César Agripino, aos 38 anos.

O presbítero atualmente exercia seu ministério como pároco na comunidade paroquial de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Rio Claro.

Padre Júlio era natural de Guaxupé e filho do casal Antônia Agripino e Marcos Agripino (este in memoriam).

Em breve, informaremos sobre o velório, a missa exequial e o sepultamento. Fonte: https://guaxupe.org.br

*2º- DOMINGO DO ADVENTO: Um Olhar de Conversão.

Detalhes
Publicado em 06 dezembro 2025
  • Homilia do 2º Domingo do Advento,
  • tempo de advento
  • converter-se

Preparamo-nos para celebrar o nascimento de Jesus. Na segunda etapa do “”, a liturgia refere-se à razão da vinda de Jesus ao encontro dos homens: Ele vem concretizar as promessas de Deus e inaugurar um mundo novo, radicalmente diferente desse mundo velho que conhecemos, cheio de ódios, de conflitos, de mentiras, de violências, de guerras. A Palavra de Deus que escutamos neste domingo pede-nos que acolhamos esse Menino de braços abertos e que aceitemos o desafio que Ele nos faz para integrar a comunidade do Reino de Deus.

 

Na primeira leitura, o profeta Isaías propõe, com a linguagem de um poeta e a convicção de um profeta, o projeto que Deus se propõe realizar em favor do Seu povo: no tempo oportuno irá chegar um “ungido” de Javé, nascido da família do rei David, que inaugurará um reino de justiça e de paz sem fim. Nesse mundo belo e harmonioso que então nascerá, “o lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora”. Esta janela de sonho permite-nos entrever, ao longe, o Menino de Belém.

 

No Evangelho, João Baptista deixa um aviso a todos aqueles que vão procurá-lo no vale do rio Jordão: a concretização do Reino de justiça e de paz, outrora anunciado por Deus, está próxima. Para acolher o enviado de Deus, é necessário primeiro “converter-se”. Converter-se é abandonar os caminhos sem saída em que se anda e “voltar para trás”, ao encontro de Deus. Os que aceitarem fazer esse “caminho de conversão”, estarão preparados para acolher o Reino de Deus e para fazer parte da comunidade do Messias.

 

Na segunda leitura o apóstolo Paulo, dirigindo-se aos cristãos de Roma, lembra-lhes algumas das exigências que resultam do compromisso que assumiram com Cristo. Sendo, junto dos seus concidadãos, o rosto visível de Cristo, eles devem dar testemunho de união, de harmonia, de fraternidade, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis e sendo sinais desse mundo novo que Cristo veio inaugurar.

 

LEITURA I – Isaías 11, 1-10

 

INTERPELAÇÕES

É muito belo o “mundo” sonhado pelo profeta-poeta Isaías. No entanto, mais de 2.700 anos depois, essa bela utopia parece continuar infinitamente distante da realidade com que lidamos todos os dias. Guerras infindáveis, de uma violência inaudita, deixam por todo o lado um rasto de sofrimento e morte; os poderosos, os donos do mundo, multiplicam as injustiças e as arbitrariedades sobre os mais frágeis e moldam as leis de acordo com os seus interesses; o consumismo, a ambição desmedida, a exploração descontrolado dos recursos naturais, a procura do bem-estar a qualquer custo, têm-nos levado a excessos impensáveis na relação que mantemos com a natureza e colocam a humanidade sob a ameaça de catástrofes devastadoras; uma boa parte da humanidade vive muito abaixo do limiar da pobreza e não tem acesso ao pão de cada dia, a cuidados básicos de saúde, à instrução, a uma vida digna… Como lidamos com tudo isto? Que valor damos à promessa feita por Deus através de Isaías, uma promessa tantas e tantas vezes reiterada, ao longo da história dos homens, por outras vozes proféticas? Ainda alimentamos a esperança nesse mundo novo prometido por Deus?

Para nós, cristãos, Jesus Cristo é o “Messias”, o “rebento que brotou das raízes” de Jessé, o descendente de David que Deus ungiu com o Espírito e enviou ao mundo para propor aos homens o prometido “reino” de justiça, de paz, de fraternidade, de vida abundante. Jesus, com palavras e com gestos, falou-nos do “Reino de Deus” e lançou a semente desse “reino” no coração dos homens. Temos levado a sério a proposta que Jesus nos veio trazer? A semente que Jesus veio lançar à terra foi acolhida nos nossos corações e tem dado frutos abundantes? Sentimo-nos verdadeiramente comprometidos com a construção do Reino de Deus? Lutamos objetivamente contra tudo aquilo que, nestes dias que nos tocou viver, gera injustiça, violência, mentira, maldade, sofrimento e morte? Somos nós também – tal como Jesus foi – anunciadores desse mundo novo de justiça e de fraternidade que Deus quer continuar a propor aos homens?

Neste tempo de advento – o tempo em que nos preparamos para celebrar a vinda de Jesus à história dos homens – faz sentido questionarmo-nos sobre aquilo que ainda nos impede de acolher Jesus e a proposta que Ele, por mandato de Deus, nos veio trazer. O que é que temos de mudar na nossa mentalidade, na nossa forma de ver o mundo e os outros, na nossa forma de atuar, nos valores sobre os quais vamos edificando a nossa existência, para que se torne realidade o mundo sonhado por Deus? Há alguma coisa na nossa vida que esteja a ser obstáculo para que Jesus chegue até nós e para que possamos acolher a Sua proposta?

 

EVANGELHO – Mateus 3, 1-12

 

INTERPELAÇÕES

João, o “Batista”, o profeta que veio preparar os homens para a chegada de Jesus coloca-nos hoje diante de um desafio fundamental: “convertei-vos”. Esta é, segundo João, a forma adequada de preparar o caminho para que Jesus possa vir encontrar-se conosco. O que significa exatamente converter-se? Sentir arrependimento por ter procedido mal? Fazer penitência para “reparar” os próprios pecados? Cumprir com mais fidelidade as práticas religiosas tradicionais? Dedicar mais tempo à oração? “Converter-se”, no seu mais genuíno sentido bíblico, é abandonar os caminhos que nos levam para longe de Deus (os caminhos do egoísmo, da autossuficiência, do orgulho, da preocupação com os bens materiais) e voltar para trás, ao encontro de Deus; é aproximar-se novamente de Deus, voltar a escutar Deus, passar a viver de acordo com as indicações de Deus; é tomar a decisão de viver ao estilo de Jesus, no amor, na partilha, no serviço, no perdão, no dom de si próprio a Deus e aos irmãos; é acolher o Reino de Deus e procurar torná-lo uma realidade no mundo. Só quem está disposto a percorrer este “caminho” pode acolher o Senhor que vem. Todos nós precisamos, mais ou menos, de redirecionar a nossa vida: abandonar os caminhos que não nos levam a lado nenhum e a dirigir-nos novamente para Deus. Estamos disponíveis, neste tempo de advento, para percorrer este caminho de conversão?

A interpelação de João, o “Batista”, não resulta apenas das palavras que ele diz; mas resulta, também, da forma como ele se apresenta, do seu estilo de vida, dos valores que transparecem na sua pessoa. João traja uma veste tecida com pelos de camelo e um cinto de cabedal à volta dos rins; o seu vestuário não tem nada a ver com as roupas finas dos sacerdotes que frequentam o templo ou dos cortesãos que circulam pelo palácio de Herodes Antipas. João alimenta-se de gafanhotos e mel silvestre, desses pobres alimentos que encontra nos lugares desolados que frequenta, e que não têm nada a ver com as iguarias delicadas servidas nos banquetes da gente rica. João é um homem austero, desprendido das realidades materiais, que não dá demasiada importância às coisas fúteis e efémeras, que vive voltado para o essencial e para os valores perenes. A sua prioridade é o anúncio da chegada iminente do “Reino dos céus”. Ora, o “Reino” é despojamento, simplicidade, amor total, partilha, dom da vida… São esses valores que ele procura anunciar, com palavras e com atitudes. E nós, quais são os valores que nos fazem “correr”? Quais são as nossas prioridades? Os nossos valores são os valores do “Reino” ou são esses valores efémeros e fúteis a que a sociedade dá tanta importância, mas que não trazem nada de duradouro e de verdadeiro à vida dos homens?

Os fariseus e os saduceus consideravam que o desafio da conversão apresentado por João, o “Batista”, não lhes dizia respeito. Eles eram “filhos de Abraão”, membros do povo eleito, viviam de acordo com a Lei e, portanto, não precisavam de mudar nada nas suas vidas: tinham a salvação assegurada. João, no entanto, avisa-os de que essa falsa confiança não lhes servirá de nada se não estiverem permanentemente dispostos a acolher os desafios de Deus. A salvação não é um “direito” conquistado pelo nascimento ou por um qualquer ato institucional; não é algo que é garantido pelo facto de termos o nosso nome inscrito no livro de registos de batismo de uma qualquer paróquia… A salvação é um dom gratuito de Deus, mas implica da nossa parte uma adesão a Deus e à oferta que Ele nos faz. Implica, portanto, uma vida coerente com os valores de Deus e com a graça que nos foi dada no dia do nosso batismo. Estamos conscientes disso? Vivemos e caminhamos atentos aos desafios de Deus?

João anuncia a chegada próxima de Alguém mais forte do que ele, que vem batizar “no Espírito Santo e no fogo”. A catequese cristã sempre entendeu que esse “Alguém” é Jesus. Ser batizado em Cristo é aceitar o convite para integrar a família de Deus, revestir-se de Cristo e identificar-se com Ele, receber o Espírito e deixar-se conduzir por Ele, passar a integrar a comunidade da salvação e comprometer-se a dar testemunho da vida de Deus. Nós, os que fomos batizados em Cristo, levamos isto a sério? Vivemos de forma coerente com a nossa condição de batizados? Sentimo-nos família de Deus? Identificamo-nos com Jesus e seguimo-l’O no caminho que Ele nos aponta? Vivemos atentos às indicações do Espírito? Somos membros de uma Igreja viva e colocamos ao serviço da comunidade os dons que recebemos? Damos testemunho da vida de Deus no meio dos outros homens e mulheres com os quais nos cruzamos todos os dias?

*Leia na íntegra. Clique no link ao lado- EVANGELHO DO DIA.

Comissão Petrocchi: não ao diaconato feminino, embora o julgamento não seja definitivo.

Detalhes
Publicado em 05 dezembro 2025
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • Comissão Petrocchi
  • diaconato feminino,

Publicado o relatório elaborado pelo cardeal com o resultado dos trabalhos: exclui-se a possibilidade de prosseguir na direção da admissão das mulheres ao diaconato entendido como grau do sacramento da ordem, embora no momento não seja possível “formular um julgamento definitivo, como no caso da ordenação sacerdotal”. Sim à instituição de novos ministérios para favorecer a sinergia entre homens e mulheres.

 

Vatican News

“O status quaestionis em torno da pesquisa histórica e da investigação teológica, consideradas em suas implicações mútuas, exclui a possibilidade de prosseguir na direção da admissão de mulheres ao diaconato entendido como grau do sacramento da ordem. À luz da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério eclesiástico, esta avaliação é forte, embora não permita, até o momento, formular um julgamento definitivo, como no caso da ordenação sacerdotal”.

Ouça e compartilhe

Este é o resultado alcançado pela segunda comissão presidida pelo arcebispo emérito de Áquila, cardeal Giuseppe Petrocchi, que, a pedido do Papa Francisco, examinou a possibilidade de proceder com a ordenação de mulheres diaconisas e concluiu seus trabalhos em fevereiro passado. É o que consta no relatório de sete páginas que o cardeal enviou a Leão XIV em 18 de setembro, e que agora torna-se público a pedido do Papa.

Na primeira sessão de trabalhos (2021), a comissão estabeleceu que "a Igreja reconheceu em diferentes épocas, em diferentes lugares e de várias formas o título de diácono/diaconisa referido às mulheres, atribuindo-lhe, porém, um significado não unívoco”. Em 2021, por unanimidade, o debate teológico levou à afirmação de que “o aprofundamento sistemático sobre o diaconato, no âmbito da teologia do sacramento da ordem, levanta questões sobre a compatibilidade da ordenação diaconal das mulheres com a doutrina católica do ministério ordenado”. Também por unanimidade, a comissão se manifestou a favor da instituição de novos ministérios que “possam contribuir para a sinergia entre homens e mulheres”.

Na segunda sessão de trabalhos (julho de 2022), a comissão aprovou (com 7 votos a favor e um contra) a formulação relatada integralmente no início deste artigo, que exclui a possibilidade de prosseguir na direção da admissão de mulheres ao diaconato como grau do sacramento da ordem, mas sem formular hoje “um julgamento definitivo”.

Por fim, na última sessão de trabalhos (fevereiro de 2025), após o Sínodo ter permitido a quem quisesse enviar sua contribuição, a comissão examinou todo o material recebido. “Embora as contribuições recebidas fossem numerosas, as pessoas ou grupos que enviaram seus trabalhos eram apenas 22 e representavam poucos países. Consequentemente, embora o material seja abundante e, em alguns casos, habilmente argumentado, não pode ser considerado como a voz do Sínodo e muito menos do povo de Deus como um todo”.

O relatório resume os prós e os contras. Os favoráveis argumentam que a tradição católica e ortodoxa de reservar a ordenação diaconal (mas também a presbiteral e episcopal) apenas aos homens parece contradizer "a condição de igualdade entre homem e mulher como imagem de Deus ", "a igual dignidade de ambos os gêneros, baseada neste dado bíblico", a declaração de fé de que: "Já não há judeu nem grego, nem escravo e livre, homem e mulher, porque todos vós sois ‘um’ em Cristo Jesus" (Gálatas 3, 28), e o desenvolvimento social "que prevê igualdade de acesso, para ambos os gêneros, a todas as funções institucionais e operacionais".

Por outro lado, foi apresentada esta tese: "A masculinidade de Cristo, e portanto a masculinidade daqueles que recebem a ordem, não é acidental, mas parte integrante da identidade sacramental, preservando a ordem divina da salvação em Cristo. Alterar essa realidade não seria um simples ajuste do ministério, mas uma ruptura do significado nupcial da salvação." Este parágrafo foi submetido à votação e recebeu cinco votos a favor de sua confirmação com essa formulação, enquanto os outros cinco membros votaram pela sua anulação.

Com 9 votos a favor e um contra, foi formulado o desejo de que seja ampliado “o acesso das mulheres aos ministérios instituídos para o serviço da comunidade (...), garantindo assim também um reconhecimento eclesial adequado à diaconia dos batizados, em particular das mulheres. Esse reconhecimento se revelará um sinal profético, especialmente onde as mulheres ainda sofrem situações de discriminação de gênero”.

Em suas conclusões, o cardeal Petrocchi destaca que existe “uma intensa dialética” entre duas orientações teológicas. A primeira afirma que a ordenação do diácono é para o ministério e não para o sacerdócio: “Esse fator abriria caminho para a ordenação de diaconisas”. A segunda, por outro lado, insiste “na unidade do sacramento da ordem sagrada, junto com o significado esponsal dos três graus que o constituem, e rejeita a hipótese do diaconato feminino: observa, além disso, que se fosse aprovada a admissão de mulheres ao primeiro grau da ordem, seria inexplicável a exclusão dos demais”. Por isso, segundo o cardeal, é indispensável, para prosseguir com o estudo, “uma análise crítica rigorosa e ampliada conduzida sobre o diaconato em si mesmo, ou seja, sobre sua identidade sacramental e sua missão eclesial, esclarecendo alguns aspectos estruturais e pastorais que atualmente não estão totalmente definidos”. De fato, há continentes inteiros nos quais o ministério diaconal é “quase inexistente” e outros onde ele atua com atividades que muitas vezes “coincidem com os papéis próprios dos ministérios laicais ou dos ministrantes na liturgia”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Sexta-feira, 5 de dezembro-2025. 1ª Semana do Advento. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

Detalhes
Publicado em 05 dezembro 2025
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • EVANGELHO DO DIA,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • lectio divina,
  • LECTIO DIVINA DO EVANGELHO DO DIA,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • EVANGELHO DO DIA-LECTIO DIVINA,
  • Mensagem do Frei Carlos Mesters,
  • Lectio Divina do Frei Carlos Mesters,

 

1) Oração

Despertai, Senhor, vosso poder e vinde, para que vossa proteção afaste os perigos a que nossos pecados nos expõem e a vossa salvação nos liberte. Vos que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 9, 27-31)

Naquele tempo, 27Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: Filho de Davi, tem piedade de nós! 28Jesus entrou numa casa e os cegos aproximaram-se dele. Disse-lhes: Credes que eu posso fazer isso? Sim, Senhor, responderam eles. 29Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo vossa fé. 30No mesmo instante, os seus olhos se abriram. Recomendou-lhes Jesus em tom severo: Vede que ninguém o saiba. 31Mas apenas haviam saído, espalharam a sua fama por toda a região. - Palavra da salvação.

 

3) Reflexão

Novamente, o evangelho de hoje coloca diante de nós o encontro de Jesus com a miséria humana. Jesus não se retrai nem se esquiva. Ele acolhe as pessoas e na sua acolhida cheia de ternura revela o amor de Deus.

Dois cegos seguem Jesus e gritam: “Filho de Davi, tem piedade de nós!”. Jesus não gostava muito deste título Filho de Davi. Ele chegou a criticar o ensinamento dos escribas que diziam que o Messias devia ser filho de Davi: “Se o próprio Davi o chama Senhor, como pode ser seu filho? (Mc 12,37).

Chegando em casa, Jesus pergunta aos cegos: “Vocês acreditam que eu possa fazer isso?” Eles respondem: “Sim, Senhor!” Uma coisa é ter a doutrina correta na cabeça, outra é ter a fé correta no coração e nos pés. A doutrina dos dois cegos não era muito correta, pois eles chamam Jesus de Filho de Davi. Mas Jesus não se importa se o chamam assim. Ele quer saber se eles tem a fé correta.

Ele toca nos olhos e diz: “Aconteça conforme a fé de vocês!” Imediatamente, os olhos se abriram. Apesar de não terem a doutrina correta, os dois cegos tinham uma fé correta. Hoje muita gente está mais preocupada com a doutrina correta do que com a fé correta.

Vale a pena anotar um pequeno detalhe de hospitalidade. Jesus chega em casa e os dois cegos também entram com ele na casa dele, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eles se sentem em casa na casa de Jesus! E hoje? Uma religiosa dizia: “Hoje, a situação do mundo é tal que fico desconfiada até dos pobres!” Mudou muito, de lá para cá!

Jesus pede para não divulgar o milagre. Mas a proibição não adiantou muito. Os dois saíram e espalharam a Boa Notícia. Anunciar o Evangelho, isto é, a Boa Notícia, é partilhar com os outros o bem que Deus nos faz na vida.

 

4) Para um confronto pessoal

Dia 2 de dezembro-Evangelho do  Dia- com Frei Carlos Mesters, O. Carm: Para um confronto pessoal- Para um confronto pessoal

 

  1. Será que tenho alguma Boa Notícia de Deus na minha vida a partilhar com os outros?
  2. Em que ponto eu insisto mais: em ter doutrina correta ou em ter a fé correta?

 

 5) Oração final

Vou cantar para sempre a bondade do SENHOR; anunciarei com minha boca sua fidelidade de geração em geração. (Sl 88, 1)

Quinta-feira, 4 de dezembro-2025. 1ª Semana do Advento. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

Detalhes
Publicado em 04 dezembro 2025
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • lectio divina,
  • LECTIO DIVINA DO EVANGELHO DO DIA,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • CarLectio Divina,
  • Frei Carlos Mesters, O. Carm

 

1) Oração

Despertai, ó Deus, o vosso poder e socorrei-nos com a vossa força, para que vossa misericórdia apresse a salvação que nossos pecados retardam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

2) Leitura do Evangelho  (Mateus 7, 21.24-27)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. 26Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína. - Palavra da salvação.

 

3) Reflexão

O evangelho de hoje traz a parte final do Sermão da Montanha. O Sermão da Montanha é uma nova leitura da Lei de Deus. Começa com as bem-aventuranças (Mt 5,1-12) e termina aqui com a casa na rocha.

Trata-se de adquirir a verdadeira sabedoria. A fonte da sabedoria é a Palavra de Deus expressa na Lei de Deus. A verdadeira sabedoria consiste em ouvir e praticar a Palavra de Deus (Lc 11,28). Não basta dizer “Senhor, Senhor!” O importante não é falar bonito sobre Deus, mas sim fazer a vontade do Pai e, desse modo, ser uma revelação do seu amor e da sua presença no mundo.

Quem ouve e pratica a palavra constrói a casa sobre a rocha. A firmeza da casa não vem da casa em si, mas vem do terreno, da rocha. O que significa a rocha? É a experiência do amor de Deus que se revelou em Jesus (Rom 8,31-39). Tem gente que pratica a palavra para poder merecer o amor de Deus. Mas amor não se compra nem se merece (Cnt 8,7). O amor de Deus se recebe de graça. Praticamos a Palavra não para merecer, mas para agradecer o amor recebido. Este é o terreno bom, a rocha, que dá segurança à casa. A segurança verdadeira vem da certeza do amor de Deus! É a rocha que nos sustenta na hora das dificuldades e das tempestades.

O evangelista encerra o Sermão da Montanha (Mt 7,27-28) dizendo que a multidão ficou admirada com o ensinamento de Jesus, pois "ele ensinava com autoridade, e não como os escribas". O resultado do ensino de Jesus é a consciência crítica do povo com relação às autoridades religiosas da época. Admirado e agradecido, o povo aprovava os ensinamentos tão bonitos e tão diferentes de Jesus.

 

4) Para um confronto pessoal

  

  1. Sou dos que dizem “Senhor, Senhor”, ou dos que praticam a palavra?
  2. Observo a lei para merecer o amor e a salvação ou para agradecer o amor e a salvação de Deus?

 

5) Oração final

Dá, Senhor, tua salvação! Dá, Senhor, tua vitória Bendito o que vem em nome do Senhor! (Sl 117, 25-26a)

Pág. 134 de 691

  • 129
  • ...
  • 131
  • 132
  • 133
  • 134
  • ...
  • 136
  • 137
  • 138
  • Está em...  
  • Home
  • Home
  • Vídeo Cast
  • Social
  • Religião
  • Política
  • Artigos Carmelitas
  • Pensamentos do Frei Petrônio
  • Homilia do Papa Francisco




fotos que falam
dehonianos
DOM
Twitter frei
Direitos humanos
global times
CBN
GREENPEACE
vatican
Band News fm
folha
brasil el pais
Blog do Frei Petronio
CRB nacional
Estadao
La santa ede
CNBB

Voltar ao topo

© 2026 Olhar Jornalístico