Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
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Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
Balanço divulgado pelo governo venezuelano também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo
Por Redação g1
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.
O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.
Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.
"Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.
"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.
Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira.
Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram. Fonte: https://g1.globo.com
Terremotos na Venezuela: Sobe para 920 o número de mortos
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Informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez; outras 3.360 pessoas ficaram feridas

O número de mortos após os terremotos na Venezuela subiu para 920 nesta sexta-feira (26), segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país. Outras 3.360 pessoas ficaram feridas.
Ainda segundo o congressista, mais de 4.000 pessoas estão desabrigadas e 383 residências foram total ou significativamente danificadas, a maioria no estado de La Guaira.
A atualização ocorre enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar mais pessoas presas sob os escombros durante a "janela de ouro" de até 72 horas após o terremoto.
Espera-se que o número de vítimas fatais aumente significativamente à medida que as equipes de busca avançam com os trabalhos de buscas.
Delcy Rodríguez também anunciou nesta sexta que o governo decidiu militarizar o estado de La Guaira após os terremotos.
Um site criado para registrar relatos de pessoas ainda não localizadas listava 50 mil nomes na manhã desta sexta-feira.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 — dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina — atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, na noite de quarta-feira (24), enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.
O Serviço Geológico dos EUA previu que o número de mortes pode chegar a 10 mil.
O governo da presidente interina, que assumiu o poder depois que os Estados Unidos prenderam seu antecessor em uma operação realizada em janeiro, prometeu uma mobilização em massa de assistência.
No entanto, a ajuda foi irregular na quinta-feira (25): autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares estavam nas ruas em alguns locais, mas ausentes ou com presença mínima em outros.
La Guaira, uma cidade litorânea nos arredores de Caracas, foi a mais atingida, com pelo menos 100 edifícios — incluindo prédios de apartamentos de vários andares. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br
Número de mortos devido a terremotos na Venezuela sobe para 235
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Mais de 24 horas após dois terremotos sacudirem a Venezuela, o número de mortos na tragédia subiu para 235 e o de feridos para 4.300. As operações de busca por sobreviventes em meio aos escombros continuam.
Os abalos sísmicos afetaram principalmente Caracas e o estado vizinho de La Guaira. Há pelo menos 2.927 famílias afetadas, 157 desaparecidos registrados, 200 pessoas presas sob escombros, 250 edifícios danificados e oito hospitais impactados, alguns dos quais "tiveram de ser evacuados", segundo o governo.
Apenas em La Guaira, mais de 100 edifícios desmoronaram, enquanto se mantém a mobilização de mais de 100 equipes de maquinário pesado para as operações de resgate.
Além da mobilização anunciada pelo governo, milhares de civis venezuelanos participam voluntariamente das operações de resgate. Também organizaram campanhas de arrecadação de suprimentos e transporte de doações para diversas áreas de Caracas e La Guaira.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou nesta sexta-feira (26/06) La Guaira, considerada o epicentro da devastação, junto com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, em meio a um cenário de escassez de informações oficiais. cn (EFE, AFP). Fonte: https://www.dw.com
'Voz Ativa' recalibra critérios para informar sobre feminicídios.
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Guia visa ajudar comunicadores a não repetir erros que normalizam a violência
Autoras mapearam padrões de reportagens sobre assassinatos de mulheres
Jornalista especializada em diversidade, escreve sobre quem vive às margens nada plácidas do Ipiranga, da América Latina e de outras paragens
Hoje em dia é pouco provável que a desafortunada expressão "crime passional" faça parte de uma reportagem sobre feminicídio, mas outros cacoetes daninhos —que refletem falta de formação e reflexão sobre o assunto— continuam a habitar as manchetes quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher.
O uso da voz passiva —que apaga a ação do agressor—, a escolha de fotos sensuais para mostrar as vítimas, a falta de contextualização social e étnico-racial das mulheres e a menor relevância dada ao assassino —mesmo quando já oficialmente identificado— são alguns dos elementos frequentes em relatos sobre esses crimes e terminam esvaziando a brutalidade das mortes.
Isso é o que indicam, com clareza e riqueza de exemplos, as jornalistas Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues em "Voz Ativa: O Manual do Jornalismo Antifeminicídio" (Drops Editora), guia prático com o objetivo de ajudar a eliminar (maus) hábitos do jornalismo nosso apressado de cada dia —que no final culpabilizam a vítima e naturalizam a violência.
O manual surge como um desdobramento, para consulta rápida, da pesquisa das autoras para o livro "Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida", publicado em 2021.
"Quando a imprensa trata um feminicídio como se fosse uma fatalidade, está contando morte matada feito morte morrida, e é exatamente esse apagamento que o livro investiga", afirmam as autoras. "Quando você passa anos mapeando como a imprensa brasileira cobre feminicídios e identificando padrões que se repetem há décadas, chega um momento em que apontar o problema não é mais suficiente. Precisávamos oferecer uma ferramenta de correção."
A realidade do jornalismo, permeado pela multitarefa e por prazos exíguos para a entrega de reportagens, não foi ignorado para a construção das propostas, com o objetivo de "tornar a boa prática mais fácil que a má":
"Não se trata de má-fé individual, trata-se de um olhar que foi construído e normalizado ao longo de décadas e que precisa ser desconstruído com a mesma consciência", pontuam Oliveira e Rodrigues. "Se o jornalista tem à mão uma ferramenta que mostra, em segundos, como reescrever um título sem perder agilidade e sem incorrer em risco jurídico, a barreira cai. Não estamos pedindo que o jornalismo pare o mundo para se transformar. Estamos oferecendo atalhos para que ele seja melhor dentro da velocidade que já tem."
As autoras desenvolvem outros formatos para o guia —como workshops e conteúdos digitais— para que as recomendações, e sua prática, avancem em outros âmbitos para além das redações e dos criadores de conteúdo, como universidades e entre o público consumidor de notícias.
"A voz passiva apaga o agressor, o recorte racial importa", afirmam. "O que acontece é que esse saber cede diante de uma pressão estrutural muito concreta: o tempo, o clique, o algoritmo, a precarização da profissão."
Avançar em protocolos de escuta com familiares de vítimas e nos cuidados com profissionais que cobrem o tema também são ações de longo prazo alinhadas ao manual.
"Por trás de cada título mal escrito, de cada foto indevida, há uma pessoa real, uma mulher com nome, com história, com família", ponderam as pesquisadoras. "Há a família que vai ler ou ter conhecimento daquela notícia e que precisa sobreviver também à forma como ela foi contada. O manual existe por elas." Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
A humilhação diária
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Pessoas de 90 anos têm de usar um smartphone para pagar uma conta ou marcar uma consulta
Os idosos se tornaram analfabetos dentro de casa, dependendo de um filho ou neto, se houver
Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras
Minha amiga Ana Luiza recebeu e me mandou. Num cartum, um idoso de capa, cachecol e bengala está diante de um balcão de informações. A atendente lhe mostra o celular e o instrui: "O senhor baixa o aplicativo e entra em ‘gerar código de acesso’. Aqui tem o certificado digital. Faz o login e clica em ‘escolher o arquivo’. Ele vai pedir um código de liberação do acesso nas extensões JPG, PNG ou PDF... Entendeu?". O cartum é assinado por Tom Cotrim. Mostra uma realidade que está acontecendo neste momento no seu bairro, com macróbios quase centenários como eu ou talvez você.
Sob o cartum, segue-se um texto não assinado: "Uma sociedade que obriga uma pessoa de 90 anos a usar um smartphone para acessar os seus próprios direitos não é moderna. É uma sociedade que decidiu se livrar de seus idosos. Em 2026, tudo virou um aplicativo, um código, um portal. Mas quem construiu este país com as próprias mãos vê-se hoje analfabeto dentro da própria casa. Para marcar uma consulta ou pagar uma conta, é preciso um filho ou neto, quando existe um".
O texto continua: "Isso é exclusão. A tecnologia deve ajudar, não selecionar quem tem direito à dignidade. Quando deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo —apenas nos tornando mais cômodos e egoístas".
Há anos, no começo da ditadura do smartphone, observei as tentativas de gente da minha geração para se entender com o bicho, assim como se entendia com as novidades da antiga tecnologia. Não queriam parecer velhos ou superados. Mas eles se superestimaram. Não foram capazes de acompanhar a velocidade com que o smartphone evoluiu. Hoje, a tecnologia acha normal que a enorme parcela da população que se recusa a morrer antes da hora —a nossa— seja diariamente humilhada por aquela joça.
Levei a vida me aplicando para escrever direito, ficar atento à história, entender o que lia. Não tenho mais idade, capacidade ou vontade de me converter em engenheiro eletrônico. E acho burro o sistema binário, o do sim ou não. Prefiro o talvez. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
O que é misantropia? Falso alerta da Defesa Civil com a palavra foi recebido no DF, PR, RJ e SP
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Em nota, a Defesa Civil Nacional explicou que o sistema de envio de alertas foi invadido. A Polícia Federal foi acionada
A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.
No início da madrugada deste sábado, 20, moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer “horror à humanidade ou aversão à natureza humana”.
A notificação chegou em celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
As mensagens de alerta enviadas quando há fenômenos naturais em andamento, como fortes chuvas ou possibilidade de tempestades, geralmente pedem para que os cidadãos busquem abrigo ou saiam de determinados locais.
Segundo a Defesa Civil, a Polícia Federal será acionada e “tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”.
Antes, as pastas paulista e paranaense já haviam negado que tinham enviado as mensagens.
O falso alerta fez o termo figurar entre os mais buscados no Google. Na manhã deste sábado, misantropia segue como o termo mais pesquisado na ferramenta; mais de 1 milhão de consultas foram feitas desde às 23h40 de ontem. Fonte: https://www.estadao.com.br
Cidade de SP tem mais de 1 morte por atropelamento por dia em 2026; índice é o maior desde 2017
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Levantamento do Infosiga mostra que 168 pessoas morreram atropeladas na capital entre janeiro e maio deste ano; procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que tem ‘implementado diversas ações para garantir a segurança'
Os atropelamentos voltaram a crescer na cidade de São Paulo e atingiram, em 2026, o maior patamar de mortes para o período entre janeiro e maio desde 2017. Dados do Infosiga mostram que 168 pessoas morreram atropeladas na capital paulista nos cinco primeiros meses deste ano. Procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que “tem implementado diversas ações para garantir a segurança de todos os usuários do viário urbano”. Veja nota na íntegra ao fim do texto.
O número representa alta de 11,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 151 mortes, e é o terceiro maior da série histórica iniciada em 2015. O total fica atrás das 215 mortes registradas entre janeiro e maio de 2015 e das 169 registradas no período em 2017. Desde então, a cidade vinha registrando números inferiores.
Os dados mostram uma tendência de crescimento após anos de redução. Depois de atingir o menor patamar da série durante a pandemia, com 105 mortes em 2021, os atropelamentos voltaram a avançar gradualmente: foram 108 casos em 2022, 121 em 2023, 155 em 2024, 151 em 2025 e 168 neste ano.
Somente em maio deste ano, 35 pessoas morreram atropeladas na cidade. Em março, foram registradas 44 mortes, o maior número mensal de 2026 até o momento.
Casos recentes expõem violência no trânsito
O aumento das mortes ocorre em meio a ocorrências que chamaram atenção nos últimos meses.
Em maio, uma mulher e uma criança foram atropeladas por uma viatura da Polícia Militar no Jardim Robru, na zona leste de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais seguiam para uma ocorrência quando atingiram as vítimas durante a travessia da via. As duas foram socorridas e encaminhadas a uma unidade de saúde da região.
Em abril, dois jovens de 18 anos morreram atropelados na Rodovia dos Imigrantes. Eles haviam descido de uma motocicleta para recolher mercadorias que caíram na pista, após, segundo a Polícia Militar, terem sido fechados por um caminhão. Um motorista que trafegava pela rodovia tentou desviar de um dos jovens, mas acabou atingindo os dois. As vítimas morreram no local.
Além do aumento dos atropelamentos, casos envolvendo veículos de luxo têm chamado atenção pela repercussão e pela gravidade dos acidentes. Em junho, o influenciador fitness Fábio Giga se envolveu em um acidente com um Porsche 911 avaliado em cerca de R$ 1 milhão, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital.
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista teria perdido o controle da direção após passar por uma irregularidade na pista. O veículo derrapou, atingiu duas motocicletas, colidiu com dois automóveis e bateu contra uma mureta.
Dois motociclistas, de 51 e 43 anos, ficaram feridos e foram encaminhados ao hospital. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e colisão, e segue sob investigação.
Mortes por atropelamento entre janeiro e maio na cidade de São Paulo
2015: 215
2016: 151
2017: 169
2018: 137
2019: 145
2020: 107
2021: 105
2022: 108
2023: 121
2024: 155
2025: 151
2026: 168
Embora o Infosiga registre outros tipos de ocorrência envolvendo pedestres, como choques, a comparação histórica foi feita exclusivamente com os casos de atropelamento.
O que diz a Prefeitura de São Paulo
“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), tem implementado diversas ações para garantir a segurança de todos os usuários do viário urbano.
Para pedestres, destacam-se as seguintes medidas: criação das Áreas Calmas, com velocidade máxima permitida de 30 km/h; Rotas Escolares Seguras; redução do limite de velocidade de 50 km/h para 40 km/h em 24 vias; aumento do tempo de travessia; implantação de mais de 10 mil novas faixas de pedestres, colocação de travessias elevadas em locais estratégicos e implantação de minirrotatórias. Para vias da cidade com maior índice de acidentes, há ainda o Programa Operacional de Segurança.
Além dos Programas de Segurança Viária, também compõem o Plano de Metas Municipal, a implantação rotineira de faixas de pedestres, de travessias elevadas, minirrotatórias, a implantação de tempo integral nas passagens de pedestres semaforizadas em vias com canteiro central, evitando assim longos tempos de espera e as Frentes Seguras (boxes de motos na espera do semáforo veicular).
Essa sinalização para motociclistas auxilia a segurança dos pedestres nas faixas, pois, os veículos ficam retidos mais distantes dos pedestres, melhorando a intervisibilidade de todos os usuários das vias". Fonte: https://www.estadao.com.br
Novo estudo mostra como a solidão depois dos 50 anos afeta o cérebro e reduz o tempo de vida
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Por O GLOBO
— Rio de Janeiro
A solidão, um sentimento de vazio e desconexão, esteja o indivíduo rodeado de pessoas ou não, afeta ao menos uma a cada seis pessoas em todo o mundo, como mostra o último relatório sobre conexão social da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse cenário, novas evidências mostram que, após os 50 anos, ela afeta o cérebro e reduz o tempo de vida.
"A solidão é uma percepção. Você pode estar rodeado por uma multidão de pessoas e ainda se sentir sozinho, enquanto o isolamento é simplesmente estar sozinho. Algumas pessoas podem não se sentir sozinhas e estar completamente satisfeitas em sua solidão", afirma Tomiko Yoneda, professora assistente de psicologia na UC Davis e principal autora do estudo.
Yoneda liderou uma equipe de 24 pesquisadores que analisaram dados de 175 mil participantes com mais de 50 anos. Durante o estudo, os participantes relataram com que frequência se sentiam sozinhos, bem como com que frequência tinham contato com outras pessoas.
E, segundo os achados dos pesquisadores, a solidão está consistentemente associada a um risco maior de comprometimento cognitivo e a uma menor expectativa de vida, mesmo que não ocorra isolamento social.
Na análise, um aumento de 10% nos relatos de sentimentos de solidão foi relacionado a um aumento de 8% a 9% no risco de comprometimento cognitivo grave e de transição de ausência de comprometimento para comprometimento cognitivo leve.
"Indivíduos mais solitários podem ter maior probabilidade de progredir para estágios mais graves e menor probabilidade de se recuperar", ressalta a autora principal do estudo, Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern.
O isolamento social, por si só, apresentou apenas uma fraca correlação com uma menor expectativa de vida e não teve uma associação consistente com o declínio cognitivo.
Por outro lado, dados sugerem que aliviar a solidão pode ser importante para a recuperação. Os achados foram publicados na revista científica Journal of Personality and Social Psychology.
De acordo com os pesquisadores, é essencial encontrar maneiras de atenuar a solidão, o que diminuiria seus efeitos sobre o comprometimento cognitivo e poderia reduzir os custos associados ao cuidado de indivíduos com demência e outros problemas cognitivos. Fonte: https://oglobo.globo.com
Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel
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Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel
Autoridades do enclave afirmam que sete pessoas morreram nas últimas 24 horas; Netanyahu diz que tropas permanecerão em áreas consideradas estratégicas
Os corpos devolvidos a Gaza como parte do acordo de cessar-fogo foram enterrados em uma vala comum em um cemitério para não identificados em Deir al-Balah, no centro de Gaza — Foto: Saher Alghorra/The New York Times
Por O Globo e agências internacionais — Gaza
O número de mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023, chegou a 73 mil, segundo informou o Ministério da Saúde de Gaza nesta terça-feira. De acordo com o órgão, sete pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em decorrência de ações militares israelenses nas últimas 24 horas. Desde o início do cessar-fogo no enclave, em outubro passado, 997 pessoas foram mortas e 3,1 mil ficaram feridas. Pelo menos 784 corpos foram recuperados no período de trégua.
Na Cidade de Gaza, o Hospital al-Ma’amadani informou ter recebido uma menina de 4 anos com um ferimento na cabeça causado por disparos israelenses no bairro de al-Tuffah, a leste da cidade. Em outro incidente, uma mulher morreu e duas pessoas ficaram feridas em um ataque de drone na área de al-Zawaida, no centro da Faixa de Gaza.
Também nesta terça-feira, um palestino morreu em um ataque de drone contra uma alfaiataria próxima a uma escola no campo de Nuseirat, segundo o Hospital al-Awda. Relatos palestinos apontaram ainda a morte de outras duas pessoas em um ataque de drone no campo de refugiados de Nuseirat. Na segunda, o principal gerador do Hospital Nasser apresentou uma falha, deixando quase um terço dos departamentos da unidade sem energia elétrica.
Moradores da Faixa de Gaza relataram ainda que o Exército israelense instalou novos blocos amarelos na estrada Salah al-Din, na Cidade de Gaza. Os marcadores delimitam a chamada Linha Amarela, que separa áreas controladas por Israel de regiões sob controle do Hamas.
Versões divergentes
A imprensa palestina informou também, na segunda-feira, a morte de Rayan Bahaa Abu al-Ajeen, uma criança palestina que havia sido detida junto com o pai, Bahaa Abu al-Ajeen, na região de Deir al-Balah, no centro do enclave, no domingo. Um familiar da criança contestou a versão apresentada por Israel sobre o episódio e, ao Haaretz, afirmou que o caso envolveu uma criança de 3 anos, e não militantes armados.
Segundo o familiar, Rayan, seu pai e um homem idoso caminhavam pela área de Abu al-Ajeen por volta das 19h de domingo, cerca de 100 a 150 metros a oeste da Linha Amarela. O familiar afirmou que os três foram surpreendidos por forças israelenses que operavam em uma residência anteriormente evacuada.
De acordo com o relato, os militares detiveram o grupo e abriram fogo, matando a criança enquanto ela estava nos braços do pai e ferindo o homem na perna. O familiar afirmou ainda que o pai foi amarrado, levado para outro local e mantido sob custódia por várias horas antes de ser libertado durante a madrugada nas proximidades de uma barreira de concreto em Kissufim, ainda algemado e sangrando.
O terceiro homem continua detido. A família não recebeu assistência da Cruz Vermelha nem de qualquer organização internacional para retirar o ferido, disse a fonte ao jornal israelense.
‘Zonas de segurança’
No domingo, um ataque israelense no campo de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza, matou ao menos quatro pessoas e deixou outras feridas, segundo autoridades de saúde do Hospital Shifa, para onde elas foram levadas. Um militar israelense, que falou sob anonimato, afirmou que os militares atingiram “terroristas” na região, sem fornecer detalhes.
Autoridades de saúde palestinas informaram ainda que cinco palestinos morreram entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, entre eles um menino de 13 anos. Em resposta a um dos ataques realizados na noite de sábado, que matou duas dessas cinco pessoas, os militares israelenses afirmaram que o alvo da operação eram integrantes do Hamas.
Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel não retirará suas forças das chamadas “zonas de segurança” no sul do Líbano, em partes da Síria e na Faixa de Gaza. Segundo ele, os militares permanecerão mobilizados “pelo tempo que for necessário” para defender Israel.
O premier também afirmou que a presença das tropas faz parte da doutrina de segurança do país e que o Exército continuará ocupando posições consideradas essenciais para impedir o surgimento de novas ameaças. Netanyahu destacou que a “luta não terminou” e afirmou que Israel continuará vigilante contra o Irã e seus aliados na região. Fonte: https://oglobo.globo.com
Sete atletas de time de basquete morrem em acidente de ônibus no Ceará; dezenas ficam feridos
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Acidente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (15) nas proximidades do distrito de Santa Teresa, em Tauá.
Acidente com ônibus de time de basquete deixa mortos e feridos no Ceará — Foto: Reprodução
Por Redação g1 CE
Um grave acidente de ônibus na rodovia CE-187, próximo a Tauá, no Ceará, deixou 7 atletas mortos e dezenas de feridos na madrugada desta segunda-feira.
As vítimas eram jovens de Juazeiro do Norte. Eles retornavam de um torneio de basquete realizado na cidade de Sobral quando o veículo capotou.
Segundo a polícia, os passageiros estavam sem cinto de segurança, foram arremessados para fora do ônibus durante o capotamento e acabaram atropelados pelo veículo.
O motorista apresentou contradições aos bombeiros sobre a causa do acidente. Ele alegou ter cochilado e, depois, afirmou que havia buracos na pista, o que foi descartado.
O resgate começou às 3h24 e a retirada dos corpos terminou por volta das 8h. O trecho da rodovia CE-187 permanece totalmente interditado nos dois sentidos.
Ônibus capota deixando mortos e feridos
Um ônibus com cerca de 40 passageiros capotou na madrugada desta segunda-feira (15) na CE-187, nas proximidades de Tauá, no interior do Ceará, e matou sete jogadores de um time de basquete. Outras 30 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico, de acordo com um policial que atua no local do acidente.
Os passageiros são de Juazeiro do Norte e haviam participado de um torneio de basquete em Sobral. O acidente ocorreu durante o retorno dos atletas.
Conforme policiais presentes no local, os sete corpos já foram retirados do interior do veículo, que capotou às margens da rodovia, e serão encaminhados ao Instituto Médico Legal de Tauá. Todos eram jovens do sexo masculino, mas ainda não foram formalmente identificados. Dois deles têm 17 anos.
Também não há esclarecimento das causas do acidente até a última atualização desta reportagem. Uma perícia vai avaliar se houve falha do motorista ou problema mecânico.
Ainda segundo policiais no local, os passageiros estavam sem cinto de segurança; ao capotar, as vítimas foram arremessadas para fora e atropeladas pelo próprio ônibus.
Uma pessoa que estava na lista de passageiros do ônibus não foi localizada. Ainda não foi confirmado se essa pessoa embarcou de fato no veículo.
Bombeiros que atenderam a ocorrência informaram que os sobreviventes tiveram escoriações pelo corpo, sem gravidade. Alguns receberam atendimento médico e já receberam alta do hospital de Tauá.
Causa do acidente
Um bombeiro que está no local afirmou que conversou com o motorista do veículo, que apresentou duas versões para a causa do acidente em momentos distintos. "Ele disse que cochilou, dormiu. Depois disse que tinha uns buracos na pista, mas a gente olhou e não tinha nenhum buraco não", afirmou o subtenente da Silva. Ainda conforme o subtenente, o motorista apresentava um bom estado de saúde aparente. "Ele ficou triste, bem triste, mas estava bem."
As equipes foram chamadas para atender a ocorrência às 3h24, após relatos de que vítimas ficaram presas às ferragens. No local, os agentes começaram o trabalho de busca, resgate e atendimento às vítimas, com apoio de outros órgãos de emergência.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo levava integrantes de uma delegação esportiva, além de outros ocupantes.
Por volta das 8h, concluíram a retirada de corpos que haviam ficado presos às ferragens.
O trecho da rodovia onde ocorreu o acidente está interditado nos dois sentidos.
Entidades lamentam
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se manifestou nas redes sociais lamentando a morte dos atletas. "Recebi com profunda tristeza a notícia do grave acidente envolvendo um ônibus na CE-187, entre Tauá e Quiterianópolis, que deixou mortos e feridos. Entre os passageiros, estavam jovens integrantes da delegação de basquete", disse.
"Manifesto toda minha solidariedade às famílias e amigos das vítimas. Que Deus conforte o coração de todos neste momento de imensa dor", completou.
A Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) afirmou, por meio de nota, que se solidariza com as famílias das vítimas. "A Seduc se solidariza com as vítimas, seus familiares, amigos e toda a comunidade escolar neste momento de dor e consternação. A Seduc seguirá acompanhando o caso e colaborando com as autoridades responsáveis, adotando as medidas necessárias para assegurar o atendimento às pessoas envolvidas." Fonte: https://g1.globo.com
Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam
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“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

Silvonei José – Vatican News
“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.
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Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.
Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.
Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».
Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.
O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.
O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.
Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.
Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.
O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.
Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.
O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.
Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.
Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.
Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.
Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.
A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.
O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.
Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.
Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.
O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.
Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.
Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.
O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va
É possível ‘morrer de tristeza’, como ocorreu com a autora Marjane Satrapi? Especialistas respondem
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Comunicado enviado à agência de notícias AFP afirma que diretora franco-iraniana morreu de desgosto e tristeza por conta do falecimento do marido, em 2025
A escritora franco-iraniana Marjane Satrapi morreu nesta quinta-feira, 4, "de tristeza", pouco mais de um ano após a morte do marido Foto: Bertrand Guay/AFP
Por Roberta Jansen
A autora e diretora franco-iraniana Marjane Satrapi, mais conhecida pela graphic novel e pelo filme Persépolis, morreu aos 56 anos, nesta quinta-feira, 4. Em comunicado enviado à agência de notícias France Presse (AFP), uma pessoa próxima à família informou que Marjane “morreu de tristeza pouco mais de um ano depois da morte de Mattias Ripa, seu marido e amor da sua vida”. Mas será mesmo possível morrer de tristeza, desgosto?
Segundo Victor Cravo, coordenador das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais Samaritano e Vitória, na Barra, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, a medicina prevê o que ficou conhecido como síndrome do coração partido, tecnicamente chamada de cardiomiopatia de Takotsubo. Trata-se de um súbito e temporário enfraquecimento do músculo cardíaco tipicamente provocado por estresse físico ou emocional extremo, como a perda de uma pessoa amada, uma discussão acalorada ou mesmo um evento de intensa alegria.
Ainda de acordo com o especialista, os sintomas são muito parecidos ao de um infarto, mas sem a obstrução das artérias coronárias. Justamente por isso, aponta Cravo, é muito difícil morrer por esse tipo de cardiomiopatia.
A taxa de mortalidade hospitalar varia de 1% a 4%. Embora a condição seja reversível na maioria das vezes, o estresse extremo pode paralisar o músculo cardíaco de forma severa, levando a complicações fatais nas primeiras horas.
Conforme mostrou o Estadão em 2019, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, apontou que mulheres com menos de 55 anos são nove vezes mais propensas a sofrer com a chamada Síndrome do Coração Partido em relação aos homens dessa idade.
Os pesquisadores avaliaram um banco de dados de cerca de mil hospitais americanos. “A maior incidência são nas mulheres e geralmente no período pós menopausa. Caracteriza-se pelo enfarte do miocárdio com as artérias do coração normais, ou seja, sem obstruções. A única maneira de preveni-la é evitando situações de grande estresse emocional”, afirmou em entrevista ao jornal o cardiologista Dante Senra.
Um estudo ainda mais antigo, divulgado em 2012, indicou que, nos primeiros dias após a morte de uma pessoa querida, o risco de infarto do miocárdio aumenta até 21 vezes. Os especialistas consideram que os sentimentos são mais intensos no primeiro ano do luto. Nesse período, pode surgir uma sensação de peso no peito, semelhante à dor do infarto. Também pode haver falta de ar intensa, tal qual numa insuficiência cardíaca.
O cardiologista Jasvan Leite, do Hospital do Coração (Hcor), explicou ao Estadão que algumas partes do coração são mais suscetíveis às emoções. É o caso do ventrículo esquerdo, o mais afetado por descargas hormonais intensas. Por conta do excesso de estresse durante momentos como o luto, esse músculo se contrai de forma desordenada e não consegue distribuir o sangue de maneira normal.
Uma outra possibilidade para a morte de Marjane é que a família tenha optado por tratar dessa forma o óbito decorrente de uma depressão profunda ou até mesmo de um suicídio. Desde a morte do marido, a página do Instagram da autora consistia quase que exclusivamente de uma série de imagens que formavam a frase “Pois perdi o amor da minha vida”, juntamente com uma foto dele.
A tristeza extrema e a depressão enfraquecem o sistema imunológico. Com isso, o organismo fica mais suscetível a infecções graves. Além disso, pessoas em sofrimento profundo podem negligenciar cuidados básicos, como se alimentar direito, dormir ou tomar medicamentos essenciais para outras doenças crônicas. “Uma pessoa em depressão profunda pode simplesmente parar de comer”, exemplifica o médico intensivista Victor Cravo.
Quem foi Marjane Satrapi
A autora nasceu em Rasht, no Irã, em 1969, mas se mudou para a França em 1994. Sua trajetória profissional é marcada por temas como autoritarismo, exílio, memória, identidade e a vida das mulheres iranianas.
Conhecida por seu posicionamento firme em defesa dos direitos humanos, foi uma crítica ferrenha ao governo teocrático do Irã. Defendia a liberdade como princípio universal. Criticava a imposição do véu e também a proibição de seu uso e sob o argumento de que a autonomia das mulheres deveria estar acima de qualquer imposição política ou religiosa.
A autora se tornou uma porta-voz das mulheres do Irã após o início dos protestos na República Islâmica, que começaram por conta da morte, em 2022, de Mahsa Amini, uma mulher curda iraniana de 22 anos. Ela morreu enquanto estava sob custódia por supostamente ter violado o código de vestimenta para mulheres.
No ano passado, Satrapi recusou a condecoração da Legião de Honra francesa devido à “hipocrisia” do país em suas relações com o Irã, citando as políticas de visto francesas que impediam dissidentes de deixar o Irã para ir para o país europeu.
Ela dirigiu vários filmes, incluindo uma adaptação cinematográfica de 2007 de Persépolis, em parceria com Vincent Paronnaud. O filme ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar. Fonte: https://www.estadao.com.br
Homem mata ex-mulher a facadas em casa após filhos saírem para a escola: 'premeditado', diz delegada
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Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, foi encontrada morta sobre a cama nesta terça-feira (2) em Campos (RJ). Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, entrou pelo portão um minuto após os filhos gêmeos saírem do local.
Para a Polícia Civil, Ruan Henrique de Oliveira premeditou o crime contra Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, em Campos — Foto: Arquivo pessoal
Por Josué Amador, g1 — Campos
Feminicídio em Campos
Um homem matou a ex-mulher a facadas, dentro de casa, na manhã desta terça-feira (2), em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Câmeras de segurança mostram que Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, entrou na residência um minuto após os filhos gêmeos, de 12 anos, saírem para a escola.
Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, foi encontrada morta em cima da cama. Imagens de câmeras de segurança mostram que as crianças saíram em um carro às 7h21. Um minuto depois, às 7h22, Ruan, que tinha as chaves de casa, aparece entrando pelo portão do imóvel, localizado no Parque Califórnia. Para a polícia, o crime foi premeditado.
"Em maio, mais precisamente há duas semanas, ele pegou uma arma, foi até a casa, colocou na cabeça dela e disse que ia matá-la e depois se suicidar. Depois de esfaquear a ex-companheira, ele subiu numa escada e suicidou-se com uma corda no pescoço", disse a delegada adjunta da 134ª DP, Madeleine Dykeman.
O homem também aparece saindo da casa às 8h15, provavelmente, segundo a polícia, para buscar a corda usada no suicídio. Ele se enforcou nos fundos da residência.
"O que a gente viu foi uma cena brutal. Uma mulher teve a vida arrancada pelo ex-companheiro. Ele desferiu vários golpes de faca. Temos lesões na nuca, nos seios, nas mãos."
Histórico de violência
Segundo a polícia, Camile era natural de São José dos Campos (SP), e Ruan, de Muriaé (MG). Eles eram casados há cerca de 15 anos.
"Foi relatado que eles tinham um relacionamento antigo, mas era conturbado, de muitas brigas, agressões, inclusive, em fevereiro, ele deu uma surra nela, que ficou com o olho roxo. Mas nenhuma dessas vezes que ela foi agredida, foi à delegacia fazer o registro. Logo depois ela descobriu uma traição dele, e esse foi o motivo da separação", disse a delegada.
De acordo com a delegada, uma vez que o autor do crime também morreu, não há punibilidade a ser aplicada. O inquérito será fechado e o caso passa pelo que a polícia chama de extinção.
Os filhos do casal, que haviam ido para a escola na hora do crime, estão com parentes.
Os celulares do casal foram apreendidos para investigação. Os corpos foram encaminhados no início da tarde para o Instituto Médico Legal (IML). Fonte: https://g1.globo.com
Filho agiu de forma premeditada na morte do fundador da Mango, diz juíza
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Magistrada na Espanha relata que Jonathan Andic visitou trilha três vezes uma semana antes da morte
Raquel Nieto Galván diz que relação entre Isak Andic e primogênito piorou após mudança no testamento
Jonathan Andic deixa cadeia após pagar fiança - Divulgação/Reuters
Madri | Financial Times
A juíza responsável pela investigação da morte do fundador da varejista espanhola Mango afirmou haver indícios de que Jonathan Andic atuou de forma "ativa e premeditada" na queda fatal de seu pai, o empresário Isak Andic, morto em 2024 durante uma trilha na Espanha.
Jonathan Andic, filho mais velho do empresário, foi preso na terça-feira (19) por suspeita de homicídio e deixou a prisão no dia seguinte após pagar fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões).
Na decisão judicial divulgada após a soltura, a juíza Raquel Nieto Galván afirmou haver "indícios suficientes" de que a morte de Isak Andic "pode não ter sido acidental" e apontou "envolvimento ativo e premeditado" do filho.
Bilionário com fortuna estimada em 4,5 bilhões de euros (R$ 26,1 bilhões), Isak Andic morreu aos 71 anos após cair de uma montanha durante uma trilha feita ao lado do filho. Jonathan era ex-executivo sênior da Mango, empresa fundada em 1984 e hoje presente em mais de cem países.
A marca expandiu-se com roupas de baixo custo e tornou-se um dos principais grupos de moda do mundo, com mais de 2.900 pontos de venda.
Segundo a juíza, há contradições nos depoimentos do herdeiro sobre o trajeto percorrido, a frequência com que esteve no local antes da morte do pai e o que viu no momento da queda.
Jonathan Andic nega participação no crime. Em nota divulgada na terça, a família afirmou que "não há, e não haverá, provas incriminatórias legítimas" contra ele e disse confiar que a investigação demonstrará sua inocência.
A magistrada também citou mensagens de WhatsApp que indicariam uma relação conflituosa entre pai e filho, em contraste com o relato dado por Jonathan à polícia de que os dois mantinham uma convivência "livre de desentendimentos".
Segundo a decisão, um dos principais motivos das tensões familiares seria a "obsessão" do filho por dinheiro. A juíza afirma que o fundador da Mango havia sido incentivado por um psicólogo a antecipar parte da herança para o filho.
Outro ponto de atrito teria surgido em 2024, quando Jonathan soube que o pai estudava alterar o testamento para destinar parte da fortuna a uma fundação filantrópica. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Cuidar não é controlar: entenda quando a proteção ao idoso passa do ponto e se torna prejudicial
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O cuidado com o outro tem limites – e respeitá-los faz toda a diferença para o bem-estar
O cuidado com o idoso não pode ser confundido com controle Foto: Evrymmnt/Adobe Stock
*Por Milton Crenitte
O filme argentino 27 Noites, disponível na Netflix, começa com um incômodo que atravessa muitas famílias. Uma mulher idosa é internada contra sua vontade pelas próprias filhas. O motivo parece legítimo: preocupação, proteção, medo do pior. Mas, conforme a história avança, surge a pergunta que desconcerta: até que ponto o cuidado ainda é cuidado? E em que momento ele passa a ser controle?
Envelhecer em uma sociedade que teme a velhice significa, muitas vezes, perder o direito de decidir sobre a própria vida antes mesmo de perder capacidades. Há filhos que, na tentativa sincera de proteger seus pais, começam, pouco a pouco, a ocupar espaços que não lhes foram pedidos. Primeiro, ajudam no banco. Depois, assumem as compras, controlam os horários dos remédios, opinam sobre amizades, restringem saídas, fiscalizam escolhas. Algumas dessas intervenções podem ser necessárias, especialmente diante de limitações funcionais ou cognitivas. O problema começa quando o cuidado deixa de ser construído com a pessoa idosa e passa a ser imposto a ela.
Recentemente, ouvi o relato de uma pessoa idosa que dizia se sentir sufocada pelo excesso de zelo do filho. Não havia demência, não havia perda de autonomia importante. Havia apenas um filho tomado pelo medo de que algo ruim acontecesse. O resultado foi paradoxal: quanto mais ele tentava proteger, mais fragilizava a relação entre os dois. Ela já não se sentia vista como adulta, mas como alguém permanentemente incapaz.
Talvez uma das experiências mais violentas para uma pessoa idosa seja justamente deixar de ser reconhecida como sujeito da própria história. Existe algo profundamente doloroso em ver aquele a quem você ensinou a andar, falar e viver passar a lhe dar ordens, proibir escolhas ou decidir por você sem levar em conta as suas vontades. A velhice não transforma alguém em criança. Fragilidade não é sinônimo de incapacidade. E cuidado não pode significar silenciamento.
Isso não quer dizer abandonar ou negligenciar. Há situações em que a ajuda é indispensável e salva vidas. O desafio está em encontrar o limite entre apoiar e substituir; entre proteger e controlar. Porque o excesso de cuidado também adoece. Ele desgasta vínculos, aumenta o sentimento de impotência, favorece o isolamento e piora a saúde mental da pessoa idosa. E, muitas vezes, também esgota emocionalmente o cuidador, que passa a viver em estado permanente de vigilância e culpa.
Como garantir o cuidado ideal
Por isso, talvez o primeiro passo para um cuidado verdadeiramente ético seja aprender a ouvir. Ouvir o que aquela pessoa considera importante. Ouvir quais riscos ela aceita correr. Ouvir o que ela deseja preservar em sua rotina. Nem sempre autonomia significa independência absoluta. Muitas pessoas idosas precisam de ajuda em algumas atividades e, ainda assim, mantêm plena capacidade de decidir sobre sua própria vida. O cuidado centrado na pessoa exige justamente isso: reconhecer que a protagonista continua sendo ela.
Também precisamos romper o silêncio que frequentemente acompanha a velhice. Há famílias que falam sobre a pessoa idosa, mas não com ela. Médicos que explicam diagnósticos aos filhos e ignoram o paciente. Profissionais que infantilizam quem envelheceu. Pequenos gestos que parecem banais, mas carregam enorme violência simbólica.
Lembro da indignação da minha avó, uma mulher lúcida, independente e ativa aos 93 anos, após sair de uma consulta com um ortopedista. Revoltada, contou que o médico quase não lhe dirigiu a palavra durante o atendimento. Falava apenas com sua cuidadora, como se ela não estivesse ali. Como se tivesse deixado de existir como sujeito. Sua revolta era menos sobre o quadril recém-operado e mais sobre o apagamento.
Talvez esse seja o alerta mais importante: envelhecer não pode significar perder a voz. Que a gente aprenda a cuidar sem invadir, proteger sem aprisionar e ajudar sem apagar quem está diante de nós. E que, diante de uma pessoa idosa, tenhamos a humildade de ouvir mais e falar menos. Fonte: https://www.estadao.com.br
*Opinião por Milton Crenitte
Médico geriatra, doutor em ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e consultor em longevidade
Adolescente é morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto caminhava com bebê no colo no PR
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Adolescente é morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto caminhava com bebê no colo no PR
Suspeito não aceitava o fim do relacionamento e foi encontrado morto após o crime, segundo a polícia
Suspeito não aceitava o fim do relacionamento e foi encontrado morto após o crime, segundo a polícia Foto: Reprodução: redes
Um homem de 36 anos matou a ex-companheira, de 17, a facadas na manhã de domingo, 26, em Vitorino, no sudoeste do Paraná, segundo a Polícia Militar. Após o crime, ele foi encontrado morto em uma área de mata. A vítima, identificada como Vitória Bernardi, caminhava com a filha bebê no colo no momento do ataque.
De acordo com a polícia, o suspeito, Ezequiel Lopes, não aceitava o fim do relacionamento. O casal havia morado junto por cerca de dois meses e estava separado havia pouco tempo, conforme relato do tenente Rafael Duarte Santana à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
Câmeras de segurança registraram a ação. As imagens mostram o momento em que o homem chega de carro, estaciona próximo à calçada e se aproxima da jovem. Em seguida, ele a envolve pelos ombros e inicia os golpes de faca. A adolescente cai no chão com a criança, enquanto o agressor continua o ataque antes de fugir. Fonte: https://www.estadao.com.br
Ter ideias pode ser perigoso.
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Flávio Bolsonaro deixa claro seu desprezo pelos interesses nacionais e sua sabujice diante de alguém como o presidente Trump
Por Jorge J. Okubaro
Odesempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais talvez seja surpreendente até para ele. Numa das mais recentes, o pré-candidato presidencial da ultradireita aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora em situação considerada de empate técnico. Como uma figura que, até há pouco, só era conhecida por ser filho de quem é (do ex-presidente Jair Bolsonaro) e de quem herdou o sobrenome, mas não por ideias ou atuação parlamentar, conseguiu chegar tão alto e tão depressa?
Algumas explicações podem ser encontradas na edição de sexta-feira passada do Estadão. O desconhecimento público é uma delas. Como pouca gente sabe quem Flávio Bolsonaro é, mas boa parte do eleitorado não quer renovar o mandato de Lula, o semidesconhecido tem boa aceitação. Outro fator é ter o sobrenome que encanta fatia expressiva do eleitorado. E o terceiro motivo é que nem as candidaturas estão formalizadas nem a campanha começou, de modo que pouco se sabe o que cada candidato pretende fazer se eleito. Com a campanha, será possível ao eleitor escolher a melhor proposta.
Isso será bom para Flávio Bolsonaro? No artigo Cadê o ‘Posto Ipiranga’?, publicado na mesma edição do Estadão (17/4, B7), o economista Fabio Giambiagi parece sugerir que não. “O ‘júnior’ escreveu que adotará um ‘tesouraço’, o que demonstra que não sabe o que está falando, por ignorar as restrições fiscais que enfrentará”, escreveu Giambiagi. “A rigor, o que fica claro para qualquer pessoa que não se deixe arrastar pela polarização em que vivemos é que Flávio Bolsonaro simplesmente não tem a menor ideia do que propor para o Brasil.”
Pelo que se conhece (ou não se conhece) de Flávio Bolsonaro, o artigo está certo. Talvez, porém, pior do que não ter ideia sobre o que propor seja quando, ocasionalmente, Flávio Bolsonaro tenta mostrar que tem ideias e propostas.
É muito provável que Bolsonaro filho saiba o que é praseodímio. Trata-se do elemento químico de símbolo Pr e número atômico 59, que pertencente à série dos lantanídeos. É um dos 17 elementos químicos que formam o grupo que vem sendo chamado de terras raras. Afinal, foi sobre terras raras que Flávio Bolsonaro falou durante discurso que pronunciou no fim de março, em evento no Estado norte-americano do Texas que reuniu ultraconservadores numa conferência que se autoexplica no nome: Conservative Political Action Conference, ou CPAC.
“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, disse Flávio Bolsonaro. Foi didático na justificativa: “Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana torna-se impossível e a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos dos adversários. Quando os Estados Unidos ficam vulneráveis, todo o mundo livre fica vulnerável”. Seria um discurso normal, se feito por um político norte-americano conservador e militarista. Mas sendo um cidadão brasileiro detentor de mandato popular quem disse isso, a fala deixa claro seu desprezo pelos interesses nacionais e sua sabujice diante de alguém como o presidente Donald Trump, que a História haverá de colocar no devido lugar.
Terras raras, de fato, importam, tanto para os Estados Unidos quanto para a China e para o Brasil. A exploração e o refino de metais raros e críticos são processos complexos e caros, mas altamente compensatórios pelo emprego desses materiais. Ímãs permanentes e de grande poder, motores elétricos miniaturizados, inteligência artificial, geradores de energia eólica, acumuladores de energia, infraestrutura de datacenters são exemplos disso. Mas praticamente só um país tem e explora terras raras: a China, par desgosto de Flávio Bolsonaro, responde por 90% do refino de terras raras no mundo.
E o Brasil com isso? Pois o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Essa reserva é estimada em 25 milhões de toneladas (a da China é de 45 milhões de toneladas). Com essas dimensões, dá para entender o interesse de Flávio Bolsonaro em entregar tudo para os Estados Unidos e para Trump. Só não dá para concordar.
Na sexta-feira passada, ao assinar em Barcelona, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, um acordo com a Espanha para estudo sobre minerais críticos e terras raras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo estabelecerá parcerias “com quem quiser construir, nos ajudar, levar tecnologia e compartilhar conosco”, reforçando que a transformação desses minerais em produtos de alto valor agregado seja feita no Brasil.
Seu governo já age nessa direção. Em janeiro, o Ministério de Minas e Energia selecionou o consórcio liderado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) para realizar estudos que apoiarão o governo na formulação de diretrizes, metas e instrumentos que orientem a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras.
Opinião por Jorge J. Okubaro
Jornalista, é autor, entre outros, do livro 'O Súdito (Banzai, Massateru!)' (Editora Terceiro Nome)
Fonte: https://www.estadao.com.br
Sexo, drogas e Jesus: Globo leva história de fé a quem rejeita religião
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Série do Globoplay mostra lado humano da conversão de Rodolfo ex-Raimundos
Músico conta como fez sua escolha corajosa e lúcida
Fonte: Rodolfo Abrantes no documentário do Globoplay - Divulgação/Globo
Não há como dizer que o documentário Andar na Pedra — A História do Raimundos não é sobre religião. Mas ela não aparece com jargão nem como tentativa de pregar —surge como testemunho.
Na virada do século, o evangelismo acontecia diante de todos. Um fenômeno que arrastava multidões, mas passava ao largo da academia, dos intelectuais públicos e do jornalismo.
A conversão de Rodolfo Abrantes, em 2001, representou uma brecha para vislumbrar uma tendência que se aprofunda hoje. Artistas e celebridades como Zeca Veloso e Luiza Possi causam incômodo por abraçar a fé evangélica, vindo de contextos progressistas.
Rodolfo Abrantes, filho de médicos paraibanos radicados em Brasília, foi muito criticado no meio do rock, entre fãs e pela sociedade. Em 2001, quando saiu dos Raimundos —no auge da banda—, a reação foi de incompreensão e preconceito.
Como alguém poderia abdicar da fama, do dinheiro e de uma vida sem limites, à frente de uma das bandas mais originais de sua geração, para se tornar crente?
O documentário, dirigido por Daniel Ferro e disponível no Globoplay, abre espaço para ele falar sobre a experiência da conversão —não como algo metafísico, relacionado a Deus ou a Jesus, mas como uma escolha corajosa e lúcida.
Alguém que reconheceu estar infeliz vivendo o personagem do ídolo de rock e que, antes de perder o controle, deu um cavalo de pau na própria vida.
A resistência à Globo limitará a visibilidade dessa série entre evangélicos, mas ela já está circulando e gerando empolgação entre cristãos mais críticos à religião como negócio.
No documentário, "Rodolfo fala sobre espiritualidade sem evangeliquês", conta o pastor Kenner Terra da Igreja Batista da Água Branca (Ibab). "Levou um testemunho positivo de conversão a públicos que dificilmente assistiriam a um produto marcado como religioso."
A série traduz a ambição desses evangélicos de apresentar um cristianismo que não renega a brasilidade e que está insatisfeito com o exemplo de denominações que crescem por um modelo empresarial e pelo lobby político.
O jornalista Ricardo Alexandre, que escreve sobre música e é evangélico, sintetiza dessa forma a identidade musical de Rodolfo. "Ele está se posicionando não como um artista do segmento cristão ou gospel, mas como um cristão que produz arte."
Sim, porque o lançamento da série sobre os Raimundos coincide (ou não, para quem é religioso) com o início na última sexta (10) da turnê da banda Rodox, de hardcore, capitaneada por Rodolfo, em São Paulo.
A relação improvável entre cristianismo e música pesada e sucesso da série indicam que existe um público do outro lado, que pode ser tocado por músicas sobre temas existenciais e espiritualidade, sem menções a Jesus nem proselitismo.
Se funcionar, o Rodox terá provado o que o cantor e compositor Marcos Almeida há anos defende sob o nome de "música brasileira tecida na esperança": que existe audiência real para artistas cristãos que não cantam para converter, mas também não pedem desculpa por crer. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
A guerra e a História
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Pensar a História descartando a guerra como categoria de pensamento e como forma da natureza humana é um luxo que não mais podemos nos dar
Professor de Filosofia na UFRGS, Denis Lerrer Rosenfield escreve quinzenalmente na seção Espaço Aberto
Pensar a guerra, eis uma tarefa primordial de nosso tempo. Tempo de profundas transformações, em que o arcabouço vigente desde a 2.ª Guerra Mundial está desmoronando a olhos vistos. O que valia começa a cessar de valer, com os referenciais geopolíticos explodindo. Os interesses dos Estados, sobretudo os mais poderosos, simplesmente se afirmam enquanto tais, com os demais devendo se acomodar a essa nova situação. Trilhar a diplomacia num contexto desse tipo exige grande habilidade, quando não o silêncio, diante de circunstâncias que são incontornáveis. De nada adianta, como faz a diplomacia lulista, confrontar retoricamente Trump se não tiver força para fazer valer a sua posição. O Brasil será apenas o grande prejudicado.
Ocorre que os referenciais que estão explodindo são os de um pensamento que expressava uma época que está deixando de existir. O mundo geopolítico tal como o conhecemos recolocou como problema central a questão da guerra, quando muitos achavam que ela estava deixando de ser uma questão. Ingenuidade de pensamento certamente, mas fruto, entretanto, de uma realidade em que a paz parecia se impor. Paz entendida como ausência de guerra, como se a violência entre os Estados pertencesse a uma época revoluta.
Chegou-se a protagonizar o fim da História, como se a era liberal fosse um estágio final da História, doravante voltada à satisfação material dos Estados que tinham conseguido chegar a uma ordem democrática capitalista. Os Estados, doravante, estariam voltados para o contentamento de seus cidadãos e, em relação aos outros Estados, os contenciosos seriam resolvidos por relações comerciais frutíferas para todos. No início do século 19, Benjamin Constant, um pensador liberal francês, já afirmava que a guerra se tornaria desnecessária, visto que a destruição de exércitos entre si e as mortes daí decorrentes nada aportariam de positivo. Mais ainda, seriam perniciosas ao comércio que tudo poderia equacionar com menores custos.
Parafraseando Clausewitz, segundo o qual “a guerra seria a continuação da política entre Estados por outros meios”, poderíamos dizer que o “comércio doravante seria a continuação da política entre Estados por outros meios”. Observe-se que Clausewitz não afirmou que a guerra seria a continuação da política por outros meios, somente a política entre Estados. Logo, a guerra não seria a prolongação da política partidária, por exemplo, por outros meios. Clausewitz, general prussiano, contemporâneo de Hegel e leitor de Kant, apresentava-se não somente como estrategista militar, mas como “filósofo da guerra”. E a considerava como um fato de história que deveria ser pensado enquanto tal.
Tratava-se, todavia, de uma reflexão arrojada para a sua época e, talvez, para além dela, pois o pensamento que então se afirmava estava alicerçado na ideia de que a História teria uma finalidade, a ser realizada num Estado ou numa sociedade melhores, seja a ideia da liberdade, segundo Hegel, ou a ideia de um Estado comunista, segundo Marx. As categorias que aí emergiram estavam estruturadas conforme essa ideia de finalidade atribuída à História, condicionando concepções e comportamentos. Do ponto de vista geopolítico, isso fez com que lideranças políticas e pensadores cessassem de pensar a guerra e, se o fizessem, seria para lhe atribuir uma posição de segundo plano.
Isso fez com que Freud e Einstein, quando interrogados sobre o fenômeno da guerra, tendo como pano de fundo a 1.ª Guerra Mundial – antes, portanto, da 2.ª –, se sentissem desnorteados. Como falar da guerra, escreviam em sua correspondência, quando foram formados segundo a ideia de uma Aufklärung, de esclarecimento, de perfil alemão. A humanidade estaria entrando num movimento progressivo, de alta cultura, de comportamentos morais e de satisfação material dos povos que estariam trilhando esse caminho. Diante do alto morticínio da 1.ª Guerra, se confessaram literalmente perplexos, apenas elaborando algumas hipóteses, no caso de Freud, a ideia que formaria posteriormente segundo a qual, na natureza humana, convivem uma pulsão de vida, Eros, e uma pulsão de morte, Tânatos.
A cultura e a sociedade, em geral, podem, portanto, fazer com que Eros impere segundo certas organizações políticas, não se podendo descartar que Tânatos também imponha a sua dominação como no totalitarismo comunista, no nazista e no terror islâmico. Em todo caso, a História não teria um curso assegurado, tudo dependendo do “esclarecimento” humano e de seus regimes políticos e valores. A guerra não somente expõe o fim de uma certa concepção de História como exige dos desavisados e dos líderes políticos e militares que a pensem. Pensar a História descartando a guerra como categoria de pensamento e como forma da natureza humana é um luxo que não mais podemos nos dar. Fonte: https://www.estadao.com.br
Três jornalistas mortos no sul do Líbano: aumenta a tensão com ataques à imprensa
- Detalhes
Ataque contra equipe libanesa identificada ocorre em meio à escalada do conflito com o Hezbollah; casos recentes indicam aumento da violência contra profissionais de imprensa na região.
Matheus Macedo - Vatican News
Um ataque aéreo israelense contra um veículo de imprensa identificado causou a morte de três jornalistas no sul do Líbano no último sábado (28/03). De acordo com emissoras libanesas, os profissionais foram atingidos enquanto cobriam a guerra entre Israel e o Hezbollah.
A emissora pan-árabe Al-Mayadeen, sediada em Beirute, informou que a repórter Fatima Ftouni e seu irmão Mohammed, cinegrafista, haviam acabado de entrar ao vivo quando ocorreu o ataque, no distrito de Jezzine, no sul do país. O terceiro jornalista morto foi Ali Shuaib, da Al-Manar TV, um conhecido correspondente de guerra que cobria a região havia quase três décadas. Segundo a Al Jazeera, outros jornalistas ficaram feridos no ataque, e um paramédico morreu. Ambulâncias também teriam sido alvo.
O Exército israelense reconheceu o ataque, afirmando que tinha como alvo Shuaib, acusado de ser um agente de inteligência do Hezbollah. Segundo os militares, ele estaria “operando sistematicamente para expor a localização de soldados israelenses” na região. Também foi acusado de manter contato com militantes e incitar ataques contra tropas e civis israelenses, sem que fossem apresentadas provas. Os outros dois jornalistas mortos não foram mencionados no comunicado.
Desta o inicio do conflito em Gaza mais de 270 jornalistas foram mortos.
Fatima Ftouni já havia relatado, ao vivo, no início do mês, que a guerra atingira sua própria família: seu tio e outros parentes morreram em um ataque israelense. Desde o início do conflito no Líbano, a Al-Mayadeen perdeu seis jornalistas.
De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), 2025 registrou um recorde global de 129 jornalistas mortos, o maior número em mais de 30 anos de monitoramento, sendo Israel responsável por dois terços desses casos.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que Israel violou “as regras mais básicas do direito internacional” ao atacar civis no exercício da profissão. Ele classificou o episódio como “um crime flagrante”. O primeiro-ministro Nawaf Salam também condenou o ataque, chamando-o de “violação evidente do direito internacional humanitário”.
Pressão sobre jornalistas também na Cisjordânia
Nesta segunda-feira (30/03), segundo a Agência France-Presse (AFP), o Exército israelense anunciou a suspensão de um batalhão da reserva após a agressão e detenção de uma equipe da emissora estadunidense CNN na Cisjordânia ocupada.
De acordo com a Associação da Imprensa Estrangeira (FPA), o caso ocorreu na quinta-feira (26/03), quando jornalistas cobriam um ataque de colonos e a instalação de um posto avançado próximo à vila palestina de Tayasir.
Mesmo claramente identificados, os profissionais e civis palestinos foram ameaçados por soldados, que apontaram armas e ordenaram a interrupção das filmagens.
“Um soldado se aproximou por trás do fotojornalista da CNN, agarrou-o pelo pescoço, derrubou-o e danificou seu equipamento. A equipe, assim como outros palestinos, foi detida por cerca de duas horas, sendo deliberadamente impedida de trabalhar”, afirmou a FPA, que classificou o episódio como um “ataque direto” à liberdade de imprensa.
Em comunicado, o Exército israelense informou que o batalhão será suspenso e passará por investigação, afirmando que os atos “não representam” a instituição e contrariam seus padrões.
Organizações de direitos humanos denunciam que jornalistas na Cisjordânia têm sido repetidamente detidos, assediados ou agredidos, com aumento significativo desde o início da guerra em Gaza. Segundo a AFP, embora estrangeiros sejam menos visados, soldados frequentemente apontam armas contra profissionais da imprensa em postos de controle ou áreas de cobertura. Fonte: https://www.vaticannews.va
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