Diocese de Umuarama afasta dois padres de funções eclesiásticas
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Diocese de Umuarama anuncia afastamento dos padres Márcio Leandro e Pedro
Alexandre Colauto. Motivos dos pedidos não foram divulgados - Foto: Diocese de Umuarama
A Diocese de Umuarama comunicou, na tarde desta segunda-feira (19), o afastamento de dois padres de suas funções eclesiásticas. A medida envolve Márcio Leandro e Pedro Alexandre Colauto, que solicitaram o desligamento temporário de suas atividades religiosas.
Segundo a nota divulgada pela Diocese, os pedidos foram atendidos. Por enquanto, ambos estão afastados do exercício das funções, incluindo a celebração da Eucaristia e a administração dos demais sacramentos.
Padres atuavam em Mato Grosso do Sul e Cianorte
Antes do afastamento, o padre Márcio Leandro atuava como missionário no Mato Grosso do Sul. Já o padre Pedro Alexandre Colauto exercia a função de vigário na Paróquia Sagrada Família, em Cianorte, no noroeste do Paraná.
A Diocese não informou os motivos que levaram os religiosos a solicitar o afastamento. Conforme o comunicado, as providências relacionadas aos pedidos seguirão as normas da Igreja Católica.
Diocese divulga nota oficial
No comunicado, a Diocese de Umuarama confirmou que os dois religiosos solicitaram o afastamento e informou que ambos já não exercem suas funções eclesiásticas.
A instituição não apresentou outros detalhes sobre os pedidos. Também não informou se existe previsão para uma eventual retomada das atividades pelos padres.
Com informações: Diocese de Umuarama. Fonte: https://obemdito.com.br
Segunda-feira, 19 de outubro-2026. 29º- Domingo do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
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1) Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 12, 13-21)
13Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? 15E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas. 16E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? 21Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.
3) Reflexão Lucas 12, 13-21
O episódio narrado no evangelho de hoje só se encontra no Evangelho de Lucas e não tem paralelo nos outros evangelhos. Ele faz parte da longa descrição da viagem de Jesus, desde a Galiléia até Jerusalém (Lc 9,51 a 19,28), na qual Lucas colocou a maior parte das informações que ele conseguiu coletar a respeito de Jesus e que não se encontram nos outros três evangelhos (cf. Lc 1,2-3). O evangelho de hoje traz a resposta de Jesus à pessoa que lhe pediu para ser mediador na repartição de uma herança.
Lucas 12,13: Um pedido para repartir herança
“Do meio da multidão, alguém disse a Jesus: "Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo". Até hoje, a distribuição da herança entre os familiares sobreviventes é sempre uma questão delicada e, muitas vezes, ocasião de brigas e tensões sem fim. Naquele tempo, a herança tinha a ver também com a identidade das pessoas (1Rs 21,1-3) e com a sua sobrevivência (Nm 27,1-11; 36,1-12). O problema maior era a distribuição das terras entre os filhos do falecido pai. Sendo a família grande, havia o perigo de a herança se esfacelar em pequenos pedaços de terra que já não poderiam garantir a sobrevivência de todos. Por isso, para evitar o esfacelamento ou desintegração da herança e manter vivo o nome da família, o mais velho recebia o dobro dos outros filhos (Dt 21,17. cf. 2Rs 2,11).
Lucas 12,14-15: Resposta de Jesus: cuidado com a ganância
“Jesus respondeu: "Homem, quem foi que me encarregou de julgar ou dividir os bens entre vocês?" Na resposta de Jesus transparece a consciência que ele tinha da sua missão. Jesus não se sente enviado por Deus para atender ao pedido de arbitrar entre os parentes que brigam entre si por causa da repartição da herança. Mas o pedido do homem despertou nele a missão de orientar as pessoas, pois “ele falou a todos: Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância. Porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a sua vida não depende de seus bens". Fazia parte da sua missão esclarecer as pessoas a respeito do sentido da vida. O valor de uma vida não consiste em ter muitas coisas mas sim em ser rico para Deus (Lc 12,21). Pois, quando a ganância toma conta do coração, não há como repartir a herança com equidade e paz.
Lucas 12,16-19: Parábola que faz pensar no sentido da vida
Em seguida, Jesus conta uma parábola para ajudar as pessoas a refletir sobre o sentido da vida: "A terra de um homem rico deu uma grande colheita. E o homem pensou: O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita”. O homem rico está totalmente fechado dentro da preocupação com os seus bens que aumentaram de repente por causa de uma colheita abundante. Ele só pensa em acumular para garantir-se uma vida despreocupada. Ele diz: “Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir outros maiores; e neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: meu caro, você possui um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma e beba, alegre-se!”
Lucas 12,20: Primeira conclusão da parábola
“Mas Deus lhe disse: Louco! Nesta mesma noite você vai ter que devolver a sua vida. E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?” A morte é uma chave importante para redescobrir o sentido verdadeiro da vida. Ela relativiza tudo, pois mostra o que perece e o que permanece. Quem só busca o ter e esquece o ser perde tudo na hora da morte. Aqui transparece um pensamento muito freqüente nos livros sapienciais: para que acumular bens nesta vida, se você não sabe para quem vão ficar os bens que você acumulou, nem sabe o que vai fazer o herdeiro com aquilo que você deixou para ele (Ecl 2,12.18-19.21).
Lucas 12,21: Segunda conclusão da parábola
“Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus”. Como tornar-se rico para Deus? Jesus deu várias sugestões e conselhos: quem quer ser o primeiro, seja o último (Mt20,27; Mc 9,35; 10,44); é melhor dar que receber (At 20,35); o maior é o menor (Mt 18,4; 23,11; Lc 9,48) preserva vida quem perde a vida (Mt 10,39; 16,25; Mc 8,35; Lc 9,24).
4) Para um confronto pessoal
1) O homem pediu a Jesus para ajudar na repartição da herança. E você, o que você pede a Deus nas suas orações?
2) O consumismo cria necessidades e desperta em nós a ganância. Como você faz para não ser vítima da ganância provocado pelo consumismo?
5) Oração final
Aclamai o Senhor, por toda a terra. Servi o Senhor com alegria. Vinde, entrai exultantes em sua presença. (Sl 99, 1-2)
Homilia: XXIX Domingo do Tempo Comum - Ano A
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Santo Agostinho
Sermão 113A
O que Deus te pede? Sua imagem
Buscas a imagem de Deus? Você a tem em si mesmo; o artífice não pode fazer a imagem de Deus, mas Deus pode fazer uma imagem de si mesmo. Não fez outro distinto de si mesmo, mas que te fez a ti a sua imagem. Adorando, pois, a imagem do homem que o artífice fez, profana a imagem de Deus, que Deus imprimiu em ti mesmo. Portanto, quando te chama para que voltes, quer devolver-te aquela imagem que tu, esfregando-a em certo modo com a ambição terrena, perdeste e obscureceste.
Daqui procede, irmãos, que Deus busque a sua imagem em nós. Isto foi o que recordou àqueles judeus que lhe apresentaram uma moeda. Quando lhe disseram: Senhor, é lícito pagar tributo a César?, sua primeira intenção era tentar-lhe; se dizia “é lícito”, seria acusado de querer que Israel vivesse sob maldição, ao querer que estivesse submetido a tributo, que estivesse sob o jugo de outro rei e pagasse impostos; se, porém, dizia “não é lícito pagar tributo”, lhe acusariam de ordenar algo contra o César e de ser o causante de que não pagassem os impostos devidos enquanto povo submetido.
Conheceu que lhe tentavam; conheceu, por assim dizer, a verdade para a falsidade e com poucas palavras deixou exposta a mentira procedente da boca dos mentirosos. Não emitiu a sentença contra eles por sua boca, mas deixou que eles mesmos a emitissem contra si, segundo o que está escrito: Por tuas palavras serás declarado justo e por elas declarado inocente. Por que me tentais, hipócritas?, ele lhes disse.
Mostrai-me a moeda. Mostraram-na para ele. De quem, disse, é a imagem e a inscrição? Responderam: De César. E ele: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Como César busca a sua imagem em sua moeda, assim Deus busca a sua em tua alma. Dai a César, disse, o que é de César. O que César te pede? Sua imagem. O que Deus te pede? Sua imagem. Porém, a do César está na moeda, a de Deus está em ti. Se alguma vez perdes a moeda, choras porque perdeste a imagem do César; e não choras quando adoras um ídolo sabendo que fazes uma injúria à imagem de Deus que reside em ti?
Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 234-235. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes;
Fonte: https://pilulasliturgicas.blogspot.com/2017/10/homilia-xxix-domingo-do-tempo-comum-ano.html
Quarta-feira, 14 de outubro-2026. 28ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita
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1) Oração
Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 11, 42-46)
Naquele tempo disse Jesus: 42Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas. 43Ai de vós, fariseus, que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas praças públicas! 44Ai de vós, que sois como os sepulcros que não aparecem, e sobre os quais os homens caminham sem o saber. 45Um dos doutores da lei lhe disse: Mestre, falando assim também a nós outros nos afrontas. 46Ele respondeu: Ai também de vós, doutores da lei, que carregais os homens com pesos que não podem levar, mas vós mesmos nem sequer com um dedo vosso tocais os fardos.
3) Reflexão
No Evangelho de hoje continua o relacionamento conflituoso entre Jesus e as autoridades religiosas da época. Hoje, na igreja acontece o mesmo conflito. Numa determinada diocese, o bispo convocou os pobres a participar ativamente. Eles atenderam ao pedido e em grande número começaram a participar. Surgiu um grave conflito. Os ricos diziam que foram excluídos e alguns sacerdotes começaram a dizer: “O bispo só faz política e esquece o evangelho!”
Lucas 11,42: Ai de vocês, que deixam de lado a justiça e o amor
“Ai de vocês, fariseus, porque vocês pagam o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixam de lado a justiça e o amor de Deus. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar de lado aquilo”. Esta crítica de Jesus contra os líderes religiosos daquela época pode ser repetido contra muitos líderes religiosos dos séculos seguintes, até hoje. Muitas vezes, em nome de Deus, insistimos em detalhes e esquecemos a justiça e o amor. Por exemplo, o jansenismo tornou árida a vivência da fé, insistindo em observâncias e penitências que desviaram o povo do caminho do amor. A irmã carmelita Santa Teresa de Lisieux foi criada nesse ambiente jansenista que marcava a França no fim do século XIX. Foi a partir de uma dolorosa experiência pessoal, que ela soube recuperar a gratuidade do amor de Deus como a força que deve animar por dentro a observância das normas. Pois, sem a experiência do amor, as observâncias fazem de Deus um ídolo.
A observação final de Jesus dizia: “Vocês deveriam praticar isso, sem deixar de lado aquilo”. Esta advertência faz lembrar uma outra observação de Jesus que serve de comentário: "Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento. Eu garanto a vocês: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem sequer uma letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu. Com efeito, eu lhes garanto: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu" (Mt 5,17-20)
Lucas 11,43: Ai de vocês, que gostam dos lugares de honra
“Ai de vocês, fariseus, porque gostam do lugar de honra nas sinagogas, e de serem cumprimentados em praças públicas”. Jesus chama a atenção dos discípulos para o comportamento hipócrita de alguns fariseus. Estes tinham gosto em circular pelas praças com longas túnicas, receber as saudações do povo, ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes (cf. Mt 6,5; 23,5-7). Marcos acrescenta que eles gostavam de entrar nas casas das viúvas e fazer longas preces em troca de dinheiro! Pessoas assim vão receber um julgamento mais severo (Mc 12,38-40). Hoje acontece o mesmo na nossa igreja.
Lucas 11,44: Ai de vocês, túmulos escondidos
“Ai de vocês, porque são como túmulos que não se vêem, e os homens pisam sobre eles sem saber". Lucas modificou a comparação. Em Mateus se diz: “Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça” (Mt 23,27-28). A imagem de “sepulcros caiados” fala por si e não precisa de comentário. Por meio dela, Jesus condena os que mantêm uma aparência fictícia de pessoa correta, mas cujo interior é a negação total daquilo que querem fazer aparecer para fora. Lucas fala em sepulcros escondidos: “Ai de vocês, porque são como túmulos que não se vêem, e os homens pisam sobre eles sem saber". Quem pisa ou toca num sepulcro torna-se impuro, mesmo quando o sepulcro existe escondido debaixo do chão. A imagem é muito forte: por fora, o fariseu de sempre parece justo e bom, mas esse aspecto é um engano, pois dentro dele existe um sepulcro escondido que, sem o povo se dar conta, espalha um veneno que mata, comunica uma mentalidade que afasta de Deus, sugere uma compreensão errada da Boa Nova do Reino. Uma ideologia que faz do Deus vivo um ídolo morto!
Lucas 11,45-46: Crítica do doutor da lei e a resposta de Jesus
“Um especialista em leis tomou a palavra, e disse: "Mestre, falando assim insultas também a nós!" Na resposta Jesus não voltou atrás mas deixou bem claro que a mesma crítica valia também para os escribas: "Ai de vocês também, especialistas em leis! Porque vocês impõem sobre os homens cargas insuportáveis, e vocês mesmos não tocam essas cargas nem com um só dedo”. No Sermão da Montanha, Jesus expressou a mesma crítica que serve de comentário: “Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam no ombro dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo” (Mt 23,2-4).
4) Para um confronto pessoal
1) A hipocrisia mantém uma aparência enganadora. Até onde atua em mim a hipocrisia? Até onde a hipocrisia atua na nossa igreja?
2) Jesus criticava os escribas que insistiam na observância disciplinar das coisas miúdas da lei como dízimo da hortelã, da arruda e de todas as ervas, e esqueciam de insistir no objetivo da lei que é a prática da justiça e do amor. Vale para mim esta crítica?
5) Oração final
Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor
e medita sua lei dia e noite. (Sl 1, 1-2)
“O Diário pessoal do Papa Francisco”, um livro do cardeal Fernández
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A Livraria Editora Vaticana publica o livro do prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé: um texto que apresenta e comenta anotações que Jorge Mario Bergoglio fez de 1992 a 2024 e que, portanto, ajuda a conhecer melhor sua figura e sua vida interior. No dia 24 de novembro, o lançamento simultâneo mundial em cinco idiomas, com distribuição em 94 países.
Vatican News
A Livraria Editora Vaticana publicará, em 24 de novembro de 2026, O Diário pessoal do Papa Francisco, livro do cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que apresenta o Diário de Jorge Mario Bergoglio — Papa Francisco. Um texto de excepcional valor e importância para conhecer ainda mais a figura do pontífice jesuíta que guiou a Igreja Católica de 13 de março de 2013 até sua morte, ocorrida em 21 de abril de 2025. O Diário pessoal do Papa Francisco será lançado simultaneamente em todo o mundo em cinco idiomas e será distribuído em 24 de novembro em 94 países.
Será publicado em italiano pela Livraria Editora Vaticana, em espanhol, inglês e português pelas respectivas filiais da Penguin Random House, e em francês pela Editions Albin Michel.
Conhecer a interioridade do Pontífice argentino
“Estamos muito honrados em publicar este texto do cardeal Víctor Manuel Fernández, que apresenta ao público o Diário do Papa Francisco”, afirma Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério para a Comunicação. “Com este livro, que acreditamos poderá ser apreciado por leitores em todo o mundo, poderemos conhecer ainda mais a interioridade do Pontífice argentino”.
O Diário pessoal do Papa Francisco apresenta e comenta anotações que Bergoglio fez de 20 de dezembro de 1992 a 18 de agosto de 2024.
A serviço da divulgação das palavras dos Papas
“A Livraria Editora Vaticana está a serviço da divulgação das palavras dos Papas em nível internacional, destaca Lorenzo Fazzini, diretor editorial da LEV. Este ano, cuidamos da publicação e divulgação dos escritos de Robert F. Prevost, hoje Papa Leão XIV, quando era Prior Geral dos Agostinianos, com o livro Liberi sotto la grazia, já publicado em várias línguas. Estamos realmente muito felizes em poder disponibilizar em breve aos leitores na Itália e, por meio de diversas editoras, em todo o mundo, essas páginas pessoais do Papa Francisco, apresentadas em um livro elaborado por um de seus colaboradores mais próximos, o cardeal Víctor Manuel Fernández”.
O livro será apresentado às editoras internacionais pela Livraria Editora Vaticana durante a próxima Feira do Livro de Frankfurt, programada para os dias 7 a 11 de outubro de 2026. Fonte: https://www.vaticannews.va
27º Domingo do Tempo Comum - Ano A.
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A liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da "vinha de Deus" para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao serviço de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justiça, de bondade e de misericórdia.
No Evangelho, Jesus retoma a imagem da "vinha". Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da "vinha de Deus" e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a "vinha" vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.
EVANGELHO (Mt 21,33-43). ATUALIZAÇÃO
O problema fundamental posto por este texto é o da coerência com que vivemos o nosso compromisso com Deus e com o Reino. Deus não obriga ninguém a aceitar a sua proposta de salvação e a envolver-se com o Reino; mas uma vez que aceitamos trabalhar na sua "vinha", temos de produzir frutos de amor, de serviço, de doação, de justiça, de paz, de tolerância, de partilha... O nosso Deus não está disposto a pactuar com situações dúbias, descaracterizadas, amorfas, incoerentes, mentirosas; mas exige coerência, verdade e compromisso. A parábola convida-nos, antes de mais, a não nos deixarmos cair em esquemas de comodismo, de instalação, de facilidade, de "deixa andar", mas a levarmos a sério o nosso compromisso com Deus e com o Reino e a darmos frutos consequentes. O meu compromisso com o Reino é sincero e empenhado? Quais são os frutos que eu produzo? Quando se trata de fazer opções, ganha o meu comodismo e instalação, ou a minha vontade de servir a construção do Reino?
O que é que é decisivo para definir a pertença de alguém ao Reino? É ter uma "tradição familiar" cristã? É o ter entrado, por um ato formal (Baptismo) na Igreja? É o ter feito votos de pobreza, castidade e obediência numa determinada congregação religiosa? É o cumprir determinados atos de piedade? É o participar nos ritos? Nada disso é decisivo. O que é decisivo é o "produzir frutos" de amor e de justiça, que pomos ao serviço de Deus e dos nossos irmãos. Como é que eu entendo e vivo a minha caminhada de fé?
A parábola fala de trabalhadores da "vinha" de Deus que rejeitam o "filho" de forma absoluta e radical. É provável que nenhum de nós, por um ato de vontade consciente, se coloque numa atitude semelhante e rejeite Jesus. No entanto, prescindir dos valores de Jesus e deixar que sejam o egoísmo, o comodismo, o orgulho, a arrogância, o dinheiro, o poder, a fama, a condicionar as nossas opções é, na mesma, rejeitar Jesus, colocá-l'O à margem da nossa existência. Como é que, no dia a dia, acolhemos e inserimos na nossa vida os valores de Jesus? As propostas de Jesus são, para nós, valores consistentes, que procuramos integrar na nossa existência e que servem de alicerce à construção da nossa vida, ou são valores dos quais nos descartamos com facilidade, sob pressão de interesses egoístas e comodistas?
As nossas comunidades cristãs e religiosas são constituídas por homens e mulheres que se comprometeram com o Reino e que trabalham na "vinha" do Senhor. Deviam, portanto, produzir frutos bons e testemunhar diante do mundo, em gestos de amor, de acolhimento, de compreensão, de misericórdia, de partilha, de serviço, a realidade do Reino que Jesus Cristo veio propor. É isso que acontece, ou limitamo-nos a ter muitos grupos paroquiais, a preparar organigramas impressionantes da dinâmica comunitária, a construir espaços físicos amplos e confortáveis, a recitar a liturgia das horas, a produzir liturgias solenes, faustosas, imponentes... e completamente desligadas da vida?
*Leia na íntegra. Clique no link ao lado- EVANGELHO DO DIA
Eleições e discernimento.
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Dom Geraldo dos Reis Maia
Bispo de Araçuaí
Chegar a um novo processo eleitoral é oportunidade de esperança diante das possibilidades de transformações sociais que se descortinam no horizonte. Sim, somos movidos pela “esperança que não decepciona” (Rm 5,5). Sonhamos com um mundo novo, a ser edificado com o processo de participação cidadã, para a escolha de pessoas comprometidas com o bem comum e a justiça social, capazes de promover políticas públicas que contribuam para melhorar as condições de saúde, educação, alimentação, moradia, urbanismo, meio ambiente…
Lutamos juntos pelo respeito à dignidade humana, garantido as condições mínimas para se viver dignamente, a partir de um desenvolvimento integral que satisfaça as necessidades básicas das pessoas, das famílias, das comunidades e de seus territórios, cuidando da Casa Comum com responsabilidade socioambiental. É esse o caminho do verdadeiro progresso que almejamos, orientado por exigências éticas e evangélicas.
A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Ela apresenta critérios, mediante os quais a pessoa possa escolher livremente seus/suas candidatos/as para os vários cargos em disputa. “Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-lo. (a Igreja) promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).
Neste pleito eleitoral, vamos eleger nossos/as representantes no Poder Legislativo e Executivo, no nível estadual e federal. Para que se possa buscar o perfil de cada candidato/a, é preciso entender a missão de cada cargo público a ser escolhido. É preciso indagar e buscar respostas: o que faz um deputado estadual? E o deputado federal? O que caracteriza a função de um/a senador/a da República? Por que serão eleitos/as dois/duas senadores/as dessa vez? Quais são as atribuições de um governador de Estado? E o presidente da República?
No entanto, não é suficiente conhecer as funções para as quais vamos eleger os/as candidatos/as. É preciso conhecer a vida, a história, o passado, a formação e os compromissos de cada candidato/a. Vale a pena indagar: com quem esse/a candidato/a está comprometido/a? O que ele/a fez em outros mandatos? Se já teve mandato de deputado/a ou senador/a, ou, ainda, para cargos do Executivo, do lado de quem ele/a estava? Que tipo de interesses ele/a representou? Quais são as suas propostas?
Também não basta conhecer as funções e os/as candidatos/as. É preciso conhecer o partido que ele/a está filiado/a. Esse partido é a favor ou contra as demandas populares? Esse partido defende políticas públicas para garantir o desenvolvimento integral do ser humano? O partido desse/a candidato/a defende os direitos dos mais necessitados e a soberania nacional ou defende os interesses de empresas exploradoras? Defende o respeito pela Ecologia Integral e promove os direitos socioambientais ou é favorável à degradação ambiental, beneficiando o lucro fácil, a exploração dos territórios e a dizimação de comunidades e de pessoas em situação de vulnerabilidade?
Realmente, não é fácil refletir sobre tudo isso: cargo a ser preenchido, histórico do/a candidato/a e partido político. Por isso, é preciso acompanhar de perto o processo eleitoral, conversar com pessoas de confiança, buscar informações e não se deixar ludibriar por propagandas enganosas. Num mundo de Inteligência Artificial e Fake News, é fácil ser enganado. Os “filhos desse mundo” estão cada vez mais espertos e quase sempre enganam os “filhos da luz” (cf. Lc 16,8). Pior ainda é quem se deixa comprar, quem vende o seu voto… Conhecemos o ditado: “voto não tem preço, tem consequência”.
Finalizamos com um forte apelo dos Bispos do Brasil, que são os pastores do Povo de Deus: “Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).
Que o nosso voto seja responsável, consciente, gratuito e completamente livre. Não nos deixemos ser enganados!
Que possamos construir pontes, superando toda polarização e divisão em nossas famílias e nossas comunidades! Fonte: https://www.cnbb.org.br
Quinta-feira, 24 de setembro-2026. 25ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
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1) Oração
Ó Pai, que resumistes toda lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 9,7-9) (Mc 6,14-16)
7O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que Jesus fazia e ficou perplexo. Uns diziam: É João que ressurgiu dos mortos; outros: É Elias que apareceu; 8e ainda outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou. 9Mas Herodes dizia: Eu degolei João. Quem é, pois, este, de quem ouço tais coisas? E procurava ocasião de vê-lo.
3) Reflexão
O evangelho de hoje traz a reação de Herodes diante da pregação de Jesus. Herodes não sabe situar Jesus. Ele já tinha matado João Batista e agora quer ver Jesus de perto. Ameaças aparecem no Horizonte.
Lucas 9,7-8: Quem é Jesus?
O texto começa com um balanço das opiniões do povo e de Herodes sobre Jesus. Alguns associavam Jesus com João Batista e Elias. Outro o identificavam como um Profeta, isto é, como alguém que fala em nome de Deus, que tem a coragem de denunciar as injustiças dos poderosos e que sabe animar a esperança dos pequenos. É o profeta anunciado no Antigo Testamento como um novo Moisés (Dt 18,15). São as mesmas opiniões que o próprio Jesus vai colher dos discípulos quando perguntou: "Quem dizem as multidões que eu sou?" (Lc 9,18). As pessoas procuravam compreender Jesus a partir das coisas que elas mesmas conheciam, acreditavam e esperavam. Tentavam enquadrá-lo dentro dos critérios familiares do Antigo Testamento com suas profecias e esperanças, e da Tradição dos Antigos com suas leis. Mas eram critérios insuficientes. Jesus não cabia lá dentro. Ele era maior!
Lucas 9,9: Herodes quer ver Jesus
“Então Herodes disse: "Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?" E queria ver Jesus”. Herodes, homem supersticioso e sem escrúpulo, reconhece ser ele o assassino de João Batista. Agora ele quer ver Jesus. Lucas sugere assim que ameaças começam a aparecer no horizonte da pregação de Jesus. Herodes não teve medo de matar João. Também não terá medo de matar Jesus. Por outro lado, Jesus, também não tem medo de Herodes. Quando lhe disseram que Herodes procurava prendê-lo, mandou dizer: “Vão dizer a essa raposa: eu expulso demônios, e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho” (Lc 13,32). Herodes não tem poder sobre Jesus. Quando na hora da paixão, Pilatos manda Jesus para ser investigado por Herodes, Jesus lhe dá nenhuma resposta (Lc 23,9). Herodes não merecia resposta.
De pai para filho
Às vezes se confundem os três Herodes que viveram naquela época, pois os três aparecem no Novo Testamento com o mesmo nome: 1) Herodes, chamado o Grande, governou sobre toda a Palestina de 37 a 4 antes de Cristo. Ele aparece no nascimento de Jesus(Mt 2,1). Matou as crianças de Belém(Mt 2,16). 2) Herodes, chamado Antipas, governou sobre a Galiléia de 4 antes a 39 depois de Cristo. Ele aparece na morte de Jesus(Lc 23,7). Matou João Batista(Mc 6,14-29). 3) Herodes, chamado Agripa, governou sobre toda a Palestina de 41 a 44 depois de Cristo. Aparece nos Atos dos Apóstolos(At 12,1.20). Matou o apóstolo Tiago(At 12,2).
Quando Jesus tinha mais ou menos quatro anos, morreu o rei Herodes. Aquele que matou as crianças de Belém (Mt 2,16). O território dele foi dividido entre os filhos. Arquelau, um dos seus filhos, recebeu o governo sobre a Judéia. Ele era menos inteligente que o pai, mas mais violento . Só na tomada de posse dele, foram massacradas em torno de 3000 pessoas na praça do Templo! O evangelho de Mateus informa que Maria e José, quando souberam que este Arquelau tinha assumido o governo da Judéia, tiveram medo de voltar para lá e foram morar em Nazaré, na Galiléia (Mt 2,22), governada por um outro filho de Herodes, chamado Herodes Antipas (Lc 3,1). Este Antipas ficou mais de 40 anos. Durante todos os trinta e três anos que Jesus viveu nunca houve mudança de governo na Galiléia.
Herodes o Grande, o pai de Herodes Antipas, tinha construído a cidade de Cesaréia Marítima, inaugurada em no ano 15 antes de Cristo. Era o novo porto de escoamento dos produtos da região. Devia competir com o grande porto de Tiro no Norte e, assim, ajudar a desenvolver o comércio na Samaria e na Galiléia. Por isso, já desde os tempos de Herodes o Grande, a produção agrícola na Galiléia começava a orientar-se não mais a partir das necessidades das famílias como era antes, mas sim a partir das exigências do mercado. Este processo de mudança na economia continuou durante todo o governo de Herodes Antipas, mais de quarenta anos, e encontrou nele um organizador eficiente. Todos estes governantes eram subservientes. Quem mandava mesmo na Palestina, desde 63 antes de Cristo, era Roma, o Império.
4) Para um confronto pessoal
1) É perguntar sempre: quem é Jesus para mim?
2) Herodes quer ver Jesus. Era curiosidade mórbida e supersticiosa. Outros querem ver Jesus porque querem encontrar um sentido para a vida. E eu qual a motivação que me empurra para ver e encontrar Jesus?
5) Oração final
Cumulai-vos desde a manhã com as vossas misericórdias, para exultarmos alegres em toda a nossa vida. Que o beneplácito do Senhor, nosso Deus, repouse sobre nós. Favorecei as obras de nossas mãos. Sim, fazei prosperar o trabalho de nossas mãos (Sl 89, 14.17)
Quarta-feira, 23 de setembro-2026. 25ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
- Detalhes
1) Oração
Ó Pai, que resumistes toda lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 9,1-6)
Naquele tempo, 1Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades. 2Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade. 5Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés. 6Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.
3) Reflexão Lucas 9,1-6
O evangelho de hoje traz a descrição da missão que os Doze receberam de Jesus. Mais adiante, Lucas fala da missão dos setenta e dois discípulos (Lc 10,1-12). Os dois se completam e revelam a missão da igreja.
Lucas 9,1-2. Envio dos doze para a missão.
“Jesus convocou os Doze, e lhes deu poder e autoridade sobre os demônios e para curar as doenças. E os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar”. Chamando os doze, Jesus intensificou o anúncio da Boa Nova. O objetivo da missão é simples e claro: eles recebem poder e autoridade para expulsar os demônios, para curar as doenças e para anunciar o Reino de Deus. Assim como o povo ficava admirado diante da autoridade de Jesus sobre os espíritos impuros e diante da sua maneira de anunciar a Boa Nova (Lc 4,32.36), o mesmo deverá acontecer com a pregação dos doze apóstolos.
Lucas 9,3-5. As instruções para a Missão
Jesus os enviou com as seguintes recomendações: não podem levar nada “nem bastão, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas”. Não podem andar de casa em casa mas “em qualquer casa onde entrarem, fiquem aí, até se retirarem do lugar” Caso não forem recebidos, “sacudam a poeira dos pés, como protesto contra eles". Como veremos, estas recomendações estranhas para nós tem um significado muito importante.
Lucas 9,6. A execução da missão
E eles foram. É o começo de uma nova etapa. Agora já não é só Jesus, mas é todo o grupo que vai anunciar a Boa Nova de Deus ao povo. Se a pregação de Jesus já dava conflito, quanto mais agora, com a pregação de todo o grupo.
Os quarto pontos básicos da missão
No tempo de Jesus havia vários outros movimentos de renovação: essênios, fariseus, zelotes. Também eles procuravam uma nova maneira de conviver em comunidade e tinham os seus missionários (cf. Mt 23,15). Mas estes, quando iam em missão, iam prevenidos. Levavam sacola e dinheiro para cuidar da sua própria comida. Pois não confiavam na comida do povo que nem sempre era ritualmente “pura”. Ao contrário dos outros missionários, os discípulos e as discípulas de Jesus receberam recomendações diferentes que nos ajudam a entender os pontos fundamentais da missão de anunciar a Boa Nova:
1) Devem ir sem nada (Lc 9,3; 10,4). Isto significa que Jesus os obriga a confiar na hospitalidade. Pois quem vai sem nada, vai porque confia no povo e acredita que vai ser recebido. Com esta atitude eles criticam as leis de exclusão, ensinadas pela religião oficial, e mostravam, pela nova prática, que tinham outros critérios de comunidade.
2) Devem ficar hospedados na primeira casa até se retirar do lugar (Lc 9,4; 10,7). Isto é, devem conviver de maneira estável e não andar de casa em casa. Devem trabalhar como todo mundo e viver do que recebem em troca, “pois o operário merece o seu salário” (Lc 10,7). Com outras palavras, eles devem participar da vida e do trabalho do povo, e o povo os acolherá na sua comunidade e partilhará com eles casa e comida. Isto significa que devem confiar na partilha. Isto também explica a severidade da crítica contra os que recusavam a mensagem: sacudir a poeira dos pés, como protesto contra eles (Lc 10,10-12), pois não recusam algo novo, mas sim o seu próprio passado.
3) Devem tratar dos doentes e expulsar os demônios (Lc 9,1; 10,9; Mt 10,8). Isto é, devem exercer a função de “defensor” (goêl) e acolher para dentro do clã, dentro da comunidade, os excluídos. Com esta atitude criticam a situação de desintegração da vida comunitária do clã e apontam saídas concretas. A expulsão de demônios é sinal de que chegou o Reino de Deus (Lc 11,20).
4) Devem comer o que o povo lhes dava (Lc 10,8). Não podem viver separados com sua própria comida mas devem aceitar a comunhão de mesa. Isto significa que, no contato com o povo, não devem ter medo de perder a pureza tal como era ensinada na época. Com esta atitude criticam as leis da pureza em vigor e mostram, pela nova prática, que possuem outro acesso à pureza, isto é, à intimidade com Deus.
Estes eram os quatro pontos básicos da vida comunitária que deviam marcar a atitude dos missionários ou das missionárias que anunciavam a Boa Nova de Deus em nome de Jesus: hospitalidade, partilha, comunhão de mesa, e acolhida aos excluídos (defensor, goêl). Caso estas quatro exigências fossem preenchidas, eles podiam e deviam gritar aos quatro ventos: “O Reino chegou!” (cf. Lc 10,1-12; 9,1-6; Mc 6,7-13; Mt 10,6-16). Pois o Reino de Deus que Jesus nos revelou não é uma doutrina, nem um catecismo, nem uma lei. O Reino de Deus acontece e se faz presente quando as pessoas, motivadas pela sua fé em Jesus, decidem conviver em comunidade para, assim, testemunhar e revelar a todos que Deus é Pai e Mãe e que, portanto, nós, seres humanos, somos irmãos e irmãs uns dos outros. Jesus queria que a comunidade local fosse novamente uma expressão da Aliança, do Reino, do amor de Deus como Pai, que faz de todos irmãos e irmãs.
4) Para um confronto pessoal
- A participação na comunidade tem ajudado você a acolher e a confiar mais nas pessoas, sobretudo nos mais simples e pobres?
- 2. Qual o ponto da missão dos apóstolos que tem maior importância para nós hoje? Por que?
5) Oração final
Afastai-me do caminho da mentira, e fazei-me fiel à vossa lei. Mais vale para mim a lei de vossa boca que montes de ouro e prata. (Sl 118, 29.72)
Terça-feira, 22 de setembro-2026. 25ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
- Detalhes

1) Oração
Ó Pai, que resumistes toda lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 8,19-21)
Naquele tempo, 19A mãe e os irmãos de Jesus foram procurá-lo, mas não podiam chegar-se a ele por causa da multidão. 20Foi-lhe avisado: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. 21Ele lhes disse: Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a palavra de Deus e a observam.
3) Reflexão Lucas 8,19-21 (Mc 3,31-35)
O evangelho de hoje traz o episódio em que os parentes de Jesus, inclusive sua mãe, quiseram conversar com ele, mas Jesus não lhes deu atenção. Jesus teve problemas com a família. Às vezes, a família ajuda a viver o evangelho e a participar da comunidade. Outras vezes, ela atrapalha. Assim foi com Jesus e assim é conosco.
Lucas 8,19-20: A família procura Jesus
Os parentes chegam na casa onde Jesus estava. Provavelmente tinham vindo de Nazaré. De lá até Cafarnaum são uns 40 quilômetros. Sua mãe veio junto. Eles não entram, pois havia muita gente, mas mandam recado: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem te ver". Conforme o evangelho de Marcos, os parentes não querem ver Jesus. Eles querem é levá-lo de volta para casa (Mc 3,32). Achavam que Jesus tinha enlouquecido (Mc 3,21). Provavelmente, estavam com medo, pois conforme a história informa, havia uma vigilância muito grande da parte dos romanos com relação a todos que, de uma ou de outra maneira, tinha liderança popular (cf. At 5,36-39). Em Nazaré na serra seria mais seguro do que na cidade de Cafarnaum.
Lucas 8,21: A resposta de Jesus
A reação de Jesus é firme: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática." Em Marcos a reação de Jesus é mais concreta. Marcos diz: “Então Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao seu redor e disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mc 3,34-35). Jesus alargou a família! Ele não permite que a família o afaste da missão: nem a família (Jo 7,3-6), nem Pedro (Mc 8,33), nem os discípulos (Mc 1,36-38), nem Herodes (Lc 13,32), nem ninguém (Jo 10,18).
É a palavra de Deus que cria a nova família ao redor de Jesus: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.". Um bom comentário deste episódio é o que diz o evangelho de João no prólogo: “A Palavra estava no mundo, o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a conheceu. Ela veio para a sua casa, mas os seus não a receberam. Ela, porém, deu o poder de se tornarem filhos de Deus a todos aqueles que a receberam, isto é, àqueles que acreditam no seu nome. Estes não nasceram do sangue, nem do impulso da carne, nem do desejo do homem, mas nasceram de Deus. E a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade” (João 1,10-14). A família, os parentes, não entenderam Jesus (Jo 7,3-5; Mc 3,21), não fazem parte da nova família. Só fazem parte da nova comunidade aqueles e aquelas que recebem a Palavra, isto é, que acreditam em Jesus. Estes nascem de Deus e formam a Família de Deus.
A situação da família no tempo de Jesus.
No tempo de Jesus, tanto a conjuntura política, social e econômica como a ideologia religiosa, tudo conspirava para o enfraquecimento dos valores centrais do clã, da comunidade. A preocupação com os problemas da própria família impedia as pessoas de se unirem em comunidade. Ora, para que o Reino de Deus pudesse manifestar-se, novamente, na convivência comunitária do povo, as pessoas tinham de ultrapassar os limites estreitos da pequena família e abrir-se para a grande família, para a Comunidade. Jesus deu o exemplo. Quando sua própria família tentou apoderar-se dele, reagiu e alargou a família (Mc 3,33-35). Criou comunidade.
Os irmãos e as irmãs de Jesus
A expressão “irmãos e irmãs de Jesus” é causa de muita polêmica entre católicos e protestantes. Baseando-se neste e em outros textos, os protestantes dizem que Jesus teve mais irmãos e irmãs e que Maria teve mais filhos! Os católicos dizem que Maria não teve outros filhos. O que pensar disso? Em primeiro lugar, as duas posições, tanto dos católicos como dos protestantes, ambas têm argumentos tirados da Bíblia e da Tradição das suas respectivas Igrejas. Por isso, não convém brigar nem discutir esta questão com argumentos só de cabeça. Pois trata-se de convicções profundas, que têm a ver com a fé e com o sentimento de ambos. Argumento só de cabeça não consegue desfazer uma convicção do coração! Apenas irrita e afasta! Mesmo quando não concordo com a opinião do outro, devo sempre respeitá-la. Em segundo lugar, em vez de brigar em torno de textos, nós todos, católicos e protestantes, deveríamos unir-nos bem mais para lutar em defesa da vida, criada por Deus, vida tão desfigurada pela pobreza, pela injustiça, pela falta de fé. Deveríamos lembrar algumas outras frases de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”(Jo 10,10). “Que todos sejam um, para que o mundo creia que Tu, Pai, me enviaste”(Jo 17,21). “Não o impeçam! Quem não é contra nós é a favor”(Mc 10,39.40).
4) Para um confronto pessoal
- A família ajuda ou dificulta a sua participação na comunidade cristã?
- Como você assume o seu compromisso na comunidade cristã sem prejudicar nem a família e nem a comunidade? Leia no Olhar.
5) Oração final
Escolhi o caminho da verdade, impus-me os vossos decretos. Ensinai-me a observar a vossa lei e a guardá-la de todo o coração. (Sl 118, 30.34)
Em Gramado, Igreja Universal construirá seu segundo Templo de Salomão
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Instituição aposta no circuito turístico da serra gaúcha para alcançar quem nunca entrou em suas igrejas
Depois de fazer de seu templo paulista um destino, Universal se reinventa para as próximas décadas
Templo de Salomão construído pela Igreja Universal do Reino de Deus no Brás, na zona leste de São Paulo - Eduardo Knapp - 19.jun.24/Folhapress
Professor de antropologia da UFRJ, é membro da Academia Brasileira de Ciências
A Igreja Universal do Reino de Deus começou a construir um segundo Templo de Salomão. Se a primeira réplica do templo dos hebreus do Antigo Testamento foi construída há mais de uma década no Brás, em São Paulo, o novo será erguido no meio da Rota Romântica, na serra gaúcha, no centro de Gramado. A construção não é aleatória. Pelo contrário, ilumina uma nova estratégia de crescimento da Universal pelo país.
Há uma tese bastante estabelecida entre pesquisadores da religião que atribui parte do sucesso da Igreja Universal à sua lógica de ocupação territorial nas cidades brasileiras. Enquanto a Assembleia de Deus, por exemplo, se distribui em muitas pequenas igrejas no interior dos bairros brasileiros, a Universal privilegia outra forma de presença.
Desde a década de 1990, a igreja fundada por Edir Macedo constrói enormes templos em grandes ruas e avenidas, principalmente naquelas de maior circulação. Nas grandes cidades brasileiras, se você encontrar um grande terminal de ônibus, muito provavelmente também encontrará, em seus arredores, um megatemplo da Universal.
Quando Edir Macedo construiu o Templo de Salomão, em São Paulo, a estratégia de ocupação territorial ganhou uma nova dimensão. À escala monumental do edifício somou-se a ambição de inscrever a Universal na história bíblica, fazendo do Brás um lugar de contato com o universo do Antigo Testamento. Aquela construção foi um marco da aproximação da igreja com referências judaicas. Pedras diretamente do Oriente Médio foram trazidas para o Brás, cultos com partes em hebraico chegaram a ser realizados e bandeiras de Israel se multiplicaram.
Agora, com a construção do novo Templo de Salomão, em Gramado, a aposta é em outra direção. Por lá, o objetivo não é atrair para o templo os já convertidos. O foco é justamente o não convertido, o não evangélico, aquele turista que desconfia do pentecostalismo, o brasileiro que nunca entrou numa igreja Universal. A estratégia é inscrever o Templo de Salomão como uma das atrações da cidade, entre os chocolates quentes e a Rua Coberta.
Gramado já articula referências religiosas, espetáculo e consumo em eventos como o Natal Luz. Com desfiles, apresentações e jogos de luzes, a celebração natalina se tornou uma atração turística. É nesse circuito, em que o repertório cristão também compõe a experiência do passeio, que a Universal procura se inserir.
Segundo o site da própria Universal, o templo foi desenhado com base naquele descrito na Bíblia e comporá um complexo religioso que também terá um Jardim Bíblico, com passeio temático, e o Jardim das Oliveiras, além do Arca Center, espaço para que os visitantes possam adquirir suvenires e livros.
O que a Igreja Universal faz ao construir um segundo Templo de Salomão, desta vez em um dos maiores destinos turísticos do país, é apostar que suas igrejas possam ser incorporadas como parte da paisagem de circuitos turísticos. Essa é uma forma de tornar familiar a presença da igreja, assim como o gospel foi pouco a pouco se tornando um gênero musical que extrapola o campo dos religiosos praticantes.
Não é de se duvidar que o novo Templo de Salomão se transforme no primeiro templo da igreja que muitos turistas visitarão. Essa porta de entrada tanto pode ampliar sua base de fiéis da Universal quanto, sobretudo, cumprir a tarefa muito mais difícil de fazer com que suas igrejas deixem de ser vistas como espaços para evangélicos e se tornem referências culturais mais amplas.
É assim que a Igreja Universal do Reino de Deus se reinventa e se prepara para que nas próximas décadas seja ainda mais familiar e desperte menos desconfiança dos não evangélicos. Mesmo que para isso tenha que construir um templo salomônico na serra gaúcha. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
NOTA OFICIAL: Padres da Diocese de Guaxupé sofrem grave acidente na estrada entre Cajuru e Mococa
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A Diocese de Guaxupé comunica, com profundo pesar, o grave acidente ocorrido nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, na estrada entre Cajuru e Mococa, envolvendo os padres Guaraciba Lopes de Oliveira Junior e Francisco dos Santos, pároco e vigário da Paróquia São Domingos, em Poços de Caldas.
Com grande tristeza, informamos que o Padre Guaraciba Lopes de Oliveira Junior veio a óbito. O Padre Francisco dos Santos segue internado em estado grave.
Neste momento de dor, a Diocese de Guaxupé se une em oração, confiando o Padre Guaraciba à misericórdia de Deus e suplicando pela recuperação e saúde do Padre Francisco.
Manifestamos nossa proximidade aos familiares, amigos, paroquianos e a toda a comunidade diocesana.
Novas informações serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais da Diocese de Guaxupé.
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Jo 11,25)
Diocese de Guaxupé
18 de setembro de 2026.
Fonte: https://guaxupe.org.br
Padre Guaraciba Lopes de Oliveira Junior morre em grave acidente entre Cajuru e Mococa
O acidente também envolveu o Padre Francisco dos Santos, vigário da mesma paróquia. De acordo com a Diocese de Guaxupé, ele segue internado em estado grave.
A Diocese de Guaxupé comunicou a morte do Padre Guaraciba com profundo pesar e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, paroquianos e a toda a comunidade diocesana.
“Com grande tristeza, informamos que o Padre Guaraciba Lopes de Oliveira Junior veio a óbito. O Padre Francisco dos Santos segue internado em estado grave”, informou a Diocese.
Em nota, a Diocese afirmou que se une em oração neste momento de dor, confiando o Padre Guaraciba à misericórdia de Deus e pedindo pela recuperação e pela saúde do Padre Francisco.
A Diocese também informou que novas informações sobre o acidente e sobre o estado de saúde do Padre Francisco serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais da instituição.
Fonte: https://sulminastv.com.br
Dois padres da paróquia São Domingos se envolvem em acidente; um deles faleceu
Padre Francisco dos Santos segue internado em estado grave após colisão
Por Delma Maiochi
Poços de Caldas (MG) – A Diocese de Guaxupé confirmou, em nota oficial, que dois padres da paróquia São Domingos, em Poços de Caldas, se envolveram em um grave acidente nesta sexta-feira (18), na estrada entre Cajuru e Mococa (SP). O padre Guaraciba Lopes de Oliveira Junior não resistiu e veio a óbito. O padre Francisco dos Santos segue internado em estado grave.
“Neste momento de dor, a Diocese de Guaxupé se une em oração, confiando o padre Guaraciba à misericórdia de Deus e suplicando pela recuperação e saúde do padre Francisco”, afirma a nota.
Os dois religiosos atuavam como pároco e vigário da paróquia São Domingos, uma das comunidades católicas mais tradicionais de Poços de Caldas. Fonte: https://pocosja.com.br
Digimais, banco de Edir Macedo, investiu em papéis podres iguais aos usados pelo Master em fraude
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Digimais, banco de Edir Macedo, investiu em papéis podres iguais aos usados pelo Master em fraude
OUTRO LADO: Instituição financeira afirma que fundo Betel, que detinha esses ativos, deixou seu portfólio em outubro de 2025
Afirmação contradiz CVM, que informou ao Senado que até janeiro deste ano banco era único controlador do fundo, administrado pela Reag

O bispo Edir Macedo durante visita ao Templo de Salomão - Alan Santos/Divulgação PR
Lucas MarchesinieThaísa Oliveira
O banco Digimais comprou R$ 271,4 milhões em papéis podres do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) por meio de um fundo de investimentos chamado Betel.
A aplicação se assemelha às realizadas pelo Banco Master, como revelado pela Folha em janeiro deste ano. No caso do banco de Daniel Vorcaro, um fundo ligado à instituição financeira comprava títulos do Besc, que não valem praticamente nada no mercado, como se valessem milhões, com o objetivo de inflar os balanços.
Esses dados inflados permitiam retiradas vultosas do Master via empréstimos, uma vez que os fundos com papéis podres eram usados como garantia. Isso também ajudava a melhorar o balanço do Master, aumentando seus ativos artificialmente, o que permitia ao banco de Vorcaro seguir captando recursos no mercado via oferta de CDBs (Certificado de Depósito Bancário).
Investigadores trabalham com a hipótese de que o ex-banqueiro, familiares e aliados usavam essa estrutura de fundos artificialmente inflados para desviar dinheiro do banco.
Tanto os fundos do Master quanto os do Digimais eram administrados pela Reag, gestora que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano, sob a acusação de violar normas do sistema financeiro.
O Digimais era, até janeiro deste ano, o único cotista do Betel, de acordo com dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) enviados à CPI do Crime Organizado do Senado e obtidos pela Folha. Todo o montante de recursos depositados no fundo, de R$ 271,4 milhões, estava aplicado em cártulas do Besc.
O montante representa 82% do patrimônio líquido do Digimais, que de acordo com o último balanço era de R$ 331 milhões.
Procurada pela reportagem, a Reag não respondeu. João Carlos Mansur, dono da gestora, apresentou uma proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República e aguardava aprovação do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) até a crise na corte paralisar as investigações.
Não há nenhuma menção ao fundo Betel no balanço do Digimais. O fundo também não está listado como parte do conglomerado prudencial da instituição no Banco Central.
Procurado, o Digimais afirmou que o Betel não integra mais seu portfólio desde outubro de 2025. A afirmação contradiz os dados da CVM enviados à CPI do Crime Organizado do Senado.
Questionado sobre isso, o Digimais manteve a resposta de que o fundo não faz mais parte do portfólio da instituição desde outubro de 2025. O banco não informou quanto recebeu pelas cotas do fundo, caso tenha sido vendido.
Betel significa "casa de Deus" em hebraico e é o nome de uma cidade retratada na Bíblia como tendo sido fundada por Jacó após um sonho profético. O Digimais é controlado pelo grupo Record, que por sua vez é do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
O Digimais é investigado pela Polícia Federal por ter supostamente manipulado os seus relatórios financeiros para esconder sua real situação e aparentar solidez diante dos órgãos de controle. Nesta quinta-feira (17), o banco divulgou balanço com prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre deste ano.
A PF identificou que o Digimais usava diversas estratégias para inflar o patrimônio e, assim, captar mais dinheiro no mercado —o montante que um banco pode buscar no mercado é proporcional ao que tem em ativos no balanço.
Os investigadores já identificaram que alguns dos métodos utilizados pelo banco de Edir Macedo para melhorar artificialmente seu balanço eram semelhantes aos do Master, mas o uso de cártulas ainda não apareceu nas investigações.
Os crimes sob apuração incluem gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em relatórios e a realização de empréstimos e financiamentos que a lei proíbe um banco de fazer justamente para evitar manipulação. Um dos focos da investigação é a compra de precatórios —títulos de valores a receber em sentenças judiciais contra o Estado.
O Fundo Betel foi criado em 24 de abril de 2025 com o nome de PNG International Bank. Dois meses depois, em 26 de junho, o fundo fez uma emissão de cotas, todas compradas pelo Digimais. É nesse momento que o fundo muda de nome para Betel.
O investimento nos papéis do Besc aparece já nas informações do fundo de julho de 2025 e continuam até o dado mais recente, de agosto deste ano.
As cártulas foram adquiridas de outros dois fundos, o SDG II e o BB Claim. Ambos fazem parte de uma cadeia de fundos que tem como proprietários finais os filhos de Mansur, da Reag. O SDG II foi utilizado pelo Master para esconder R$ 5,4 bilhões em empréstimos do banco.
Operações de fundos da Reag com papéis do Besc são investigadas pela CVM desde 2022, como mostrou a Folha. A investigação apura eventuais irregularidades em operações feitas por cinco fundos de investimento geridos pela Reag em 2020.
O Besc foi comprado pelo Banco do Brasil em 2008. Os certificados de ações do extinto Besc que existiam na época são chamados de cártulas e são um documento físico.
Na época, os acionistas receberam ações eletrônicas do Banco do Brasil em troca, mas não precisaram entregar os documentos físicos. A partir daí, esses papéis passaram a ser usados em fraudes, como se ainda representassem ações do Besc.
"Nenhum ex-acionista do Besc ficou sem ter a opção de ser alçado à condição de acionista do Banco do Brasil", afirma o Tesouro Nacional em uma cartilha sobre fraudes divulgada em 2025. Segundo o órgão, as cártulas do Besc têm hoje só valor histórico.
No caso do Banco Master, os valores declarados em cártulas superavam R$ 850 milhões. Fonte: https://c-level.folha.uol.com.br
NOSSA SENHORA DAS DORES - 15 de setembro. REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA- (LECTIO DIVINA). Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm
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1) Oração
Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua Mãe estivesse ao pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Dai à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Jo 19,25-27)
Naquele tempo, 25Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
3) Reflexão João 19,25-27
Hoje, festa de Nossa Senhora das Dores, o evangelho do dia traz a passagem em que Maria, a mãe de Jesus, e o discípulo amado se encontram no calvário diante da Cruz. A Mãe de Jesus aparece duas vezes no evangelho de João: no começo, nas bodas de Caná (Jo 2,1-5), e no fim, ao pé da Cruz (Jo 19,25-27). Estes pois episódios, exclusivos do evangelho de João, têm um valor simbólico muito profundo. O evangelho de João, comparado com os outros três evangelhos é como quem tira raio-X onde os outros três só tiram fotografia. O raio-X da fé ajuda a descobrir dimensões nos acontecimentos que os olhos comuns não chegam a perceber. O evangelho de João, além de descrever os fatos, revela a dimensão simbólica que neles existe. Assim, nos dois casos, em Caná e na Cruz, a Mãe de Jesus representa simbolicamente o Antigo Testamento que aguarda a chegada do Novo Testamento e, nos dois casos, ela contribui para que o Novo chegue. Maria aparece como o elo entre o que havia antes e o que virá depois. Em Caná, ela simboliza o AT, percebe os limites do Antigo e toma a iniciativa para que o Novo possa chegar. Ela vai falar ao Filho: “Eles não tem mais vinho!” (Jo 2,3). E no Calvário? Vejamos:
João 19, 25: As mulheres e o Discípulo Amado junto à Cruz
Assim diz o Evangelho: “A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz”. A “fotografia” mostra a mãe junto do filho, em pé. Mulher forte, que não se deixa abater. “Stabat Mater Dolorosa!” Ela é uma presença silenciosa que apóia o filho na sua entrega até à morte, e morte de cruz (Flp 2,8). Além disso, o “raio-X” da fé mostra como se realiza a passagem do AT para o NT. Como em Caná, a Mãe de Jesus representa o AT. O Discípulo Amado representa o NT, a comunidade que cresceu ao redor de Jesus. É o filho que nasceu do AT, a nova humanidade que se forma a partir da vivência do Evangelho do Reino. No fim do primeiro século, alguns cristãos achavam que o AT já não era necessário. De fato, no começo do segundo século, Márcion recusou todo o AT e ficou só com uma parte do NT. Por isso, muitos queriam saber qual a vontade de Jesus a este respeito.
João 19,26-28 : O Testamento ou a Vontade de Jesus
As palavras de Jesus são significativas. Vendo sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, eis aí o seu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a sua mãe." Os Antigo e o Novo Testamento devem caminhar juntos. A pedido de Jesus, o discípulo amado, o filho, o NT, recebe a Mãe, o AT, em sua casa. É na casa do Discípulo Amado, na comunidade cristã, que se descobre o sentido pleno do AT. O Novo não se entende sem o Antigo, nem o Antigo é completa sem o Novo. Santo Agostinho dizia: “Novum in vetere latet, Vetus in Novo patet”. (O Novo está escondido no Antigo. O Antigo desabrocha no Novo). O Novo sem o Antigo seria um prédio sem fundamento. E o Antigo sem o Novo seria uma árvore frutífera que não chegou a dar fruto.
Maria no Novo Testamento
De Maria se fala pouco no NT, e ela mesma fala menos ainda. Maria é a Mãe do silêncio. A Bíblia conservou apenas sete palavras de Maria. Cada uma destas sete palavras é como uma janela que permite olhar para dentro da casa de Maria e descobrir como ela se relacionava com Deus. A chave para entender tudo isso é dada por Lucas nesta frase: “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática." (Lc 11,27-28)
1ª Palavra: "Como pode ser isso se eu não conheço homem algum!" (Lc 1,34)
2ª Palavra: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38)
3ª Palavra: "Minha alma louva o Senhor, exulta meu espírito em Deus meu Salvador!" (Lc 1,46-55)
4ª Palavra: "Meu filho porque nos fez isso? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos" (Lc 2,48)
5º Palavra: "Eles não tem mais vinho!" (Jo 2,3)
6ª Palavra: "Fazei tudo o que ele vos disser!" (Jo 2,5)
7ª Palavra: O silêncio ao pé da Cruz, mais eloqüente que mil palavras! (Jo 19,25-27)
4) Para um confronto pessoal
1) Maria ao pé da Cruz. Mulher forte, silenciosa. Como é minha devoção a Maria, a mãe de Jesus?
2) Na Pietà de Miguelangelo, Maria aparece bem jovem, mais jovem que o próprio filho crucificado, quando já devia ter no mínimo em torno de 50 anos. Perguntado porque tinha esculpido o rosto da Maria tão jovem, Miguelangelo respondeu: “As pessoas apaixonadas por Deus não envelhecem nunca”. Apaixonada por Deus! Existe paixão por Deus em mim?
5) Oração final
Quão grande é, Senhor, vossa bondade, que reservastes para os que vos temem e com que tratais aos que se refugiam em vós, aos olhos de todos. (Sl 30,20)
Padre católico desaparecido, padre Regis Chikuni, encontrado morto no necrotério de Parirenyatwa
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O desaparecimento do padre Regis Chikuni termina com uma descoberta trágica em Harare.
Por Timothy Ndoro
O padre Regis Chikuni, um sacerdote católico romano que estava desaparecido há vários dias, foi encontrado no necrotério do Hospital Parirenyatwa, em Harare, confirmou a Arquidiocese de Harare.
O anúncio foi feito na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, pelo padre Ephraim Murwira, secretário do arcebispo. O desaparecimento do padre Chikuni levou a Igreja a pedir informações e orações, enquanto se faziam esforços para localizar seu paradeiro.
No comunicado de óbito, o padre Murwira confirmou que o sacerdote desaparecido havia sido encontrado no necrotério do hospital.
“É com o coração pesado e profunda tristeza que anunciamos o falecimento de nosso querido irmão, Padre Regis Chikuni. Tragicamente, ele foi encontrado sem vida no necrotério do Hospital Parirenyatwa.”
A Arquidiocese não divulgou as circunstâncias da morte nem a causa do óbito.
Relatórios anteriores indicavam que o padre Chikuni havia sido declarado desaparecido, e a Arquidiocese pediu a quem tivesse informações que ajudasse a localizá-lo.
Arquidiocese de Harare lamenta a morte de um padre.
A Igreja descreveu a morte do Padre Chikuni como uma perda profunda e lembrou seu trabalho pastoral e sua contribuição para a comunidade. “Sua dedicação às suas funções pastorais e o impacto que teve em nossa comunidade serão para sempre lembrados com carinho em nossos corações.”
A Arquidiocese informou que os detalhes do funeral serão anunciados oportunamente.
A nota também exortou os fiéis a se unirem em oração, lamentando a morte do sacerdote e refletindo sobre sua vida e serviço.
Busca anterior por padre católico desaparecido
O desaparecimento do padre Chikuni gerou preocupação na Arquidiocese de Harare, com as autoridades da igreja pedindo ajuda enquanto os esforços para localizá-lo continuavam.
O aviso de falecimento pôs fim às buscas, mas as perguntas sobre o que aconteceu antes de ele ser encontrado permanecem sem resposta. Fonte: https://iharare.com
Reflexão para o XXIV Domingo do Tempo Comum
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O tema da liturgia deste domingo continua sendo o ato de perdoar, agora refletido como necessidade para ser feliz.
Vatican News
O Livro do Eclesiástico nos diz que: “O rancor e o ódio são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las.” “Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas de seus pecados.” Quando nos deixamos levar por esses sentimentos, não só não reparamos a injustiça que nos atingiu, mas o mal irá se agravar.
Ouça e compartilhe
Sabemos que o homem verdadeiramente religioso perdoa, e isso garante sua relação com Deus porque Deus é misericórdia e nos criou à sua imagem e semelhança. Fomos criados à imagem da misericórdia e do perdão.
“Se não tem compaixão por seu semelhante, como poderá pedir perdão pelos próprios pecados?”
O mais humano, o mais racional é perdoar as injustiças cometidas contra nós, para que Deus perdoe as nossas. O ódio, a vingança só acrescentam mágoas, dores e outros sentimentos negativos, enquanto o perdão leva à vida, à reconstrução, à liberdade. O perdão abre as portas ao diálogo, à possibilidade de aliança, “devolve ao outro o direito de ser feliz”.
No Evangelho de hoje Jesus nos diz em “perdoar setenta vezes sete” o irmão, isto é, perdoar sempre.
Apesar de textos como o do Eclesiástico estarem presentes no mundo judeu da época, era para todos muito difícil perdoar algumas faltas e principalmente se eram cometidas várias vezes pela mesma pessoa. Também nós, alguns milênios depois, temos as mesmas dificuldades. Pedro, nesse momento, representa toda a Humanidade que pergunta ao Senhor quantas vezes deve-se perdoar.
Para o Mestre, o perdão deve ser total e contínuo. Deve ser uma atitude, uma postura de vida. Para isso ele nos ensina o Pai-Nosso que diz: “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos têm ofendido”.
Jesus conta uma parábola: um rei pediu que um de seus empregados que lhe devia uma pequena fortuna lhe pagasse. Este, evidentemente, jamais teria esse dinheiro e suplicou por perdão. O rei, compassivo, perdoou. Contudo o empregado perdoado, ao sair da presença do rei, encontrou um companheiro que lhe devia uma quantia pequena, cerca de três salários mínimos. Ele, simplesmente, agarrou o companheiro pelo pescoço e exigiu o pagamento. Também esse fez como ele. Ficou de joelhos e pediu um tempo para pagar. Mas ele não agiu como o rei que lhe perdoara a dívida, ao contrário, mandou prender o colega. Quando o rei soube do ocorrido, ficou indignado e mandou prender o empregado, a quem chamou de servo mau e cruel.
O rei da parábola possuía misericórdia, enquanto seu empregado, não.
Deus é esse rei que nos perdoa todas as nossas imensas dívidas. Por isso devemos agir como Ele e perdoar aos que nos devem. “Filho de peixe, peixinho é!” Deus nos fez à Sua imagem e semelhança!
O perdão é conatural ao ser humano, contudo, o não perdoar é antinatural, é desumano! Desfigura o homem e a sociedade. Favorece o progresso da violência instaurando a cultura da morte. Isso trás o inferno para o nosso dia a dia.
Ao contrário, se somos humanos e perdoamos, estamos trabalhando pela paz, pela nova sociedade, instaurando a Civilização do Amor! Fonte: https://www.vaticannews.va
Sexta-feira, 11 de setembro-2026. 23ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
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1) Oração
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos, concedei aos que crêem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 6,39-42) (Mt 7,1-5)
Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Nenhum discípulo é maior do que o mestre; e todo discípulo bem formado será como o seu mestre. 41 Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção na trave que há no seu próprio olho? 42 Como é que você pode dizer ao seu irmão: 'Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando você não vê a trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então você enxergará bem, para tirar o cisco do olho do seu irmão."
3) Reflexão Luca 6,39-42
O evangelho de hoje traz mais alguns trechos do discurso que Jesus pronunciou na planície depois de ter passado uma noite em oração (Lc 6,12) e de ter chamado o doze para serem seus apóstolos (Lc 6,13-14). Grande parte das frases reunidas neste discurso foram pronunciadas em outras ocasiões, mas Lucas, imitando Mateus, as reuniu aqui neste Sermão da Planície.
Lucas 6,39: A parábola do cego guiando outro cego
Jesus contou uma parábola aos discípulos: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?” Parábola de uma linha só que tem muita semelhança com as advertências que, no evangelho de Mateus, são dirigidas aos fariseus: “Ai de vocês, guias cegos!” (Mt 23,16.17.19.24.26) Aqui no contexto do evangelho de Lucas, esta parábola é dirigida aos animadores das comunidades que se consideram donos da verdade, superiores aos outros. Por isso são guias cegos.
Lucas 6,40: Discípulo - Mestre
“Nenhum discípulo é maior do que o mestre; e todo discípulo bem formado será como o seu mestre”. Jesus é Mestre. Não é professor. Professor dá aula em várias matérias, mas não convive. Mestre não dá aula, mas convive. A sua matéria é ele mesmo, o seu testemunho de vida, sua maneira de viver as coisas que ensina. A convivência com o mestre tem três aspectos: (1) O mestre é o modelo ou o exemplo a ser imitado (cf.Jo 13,13-15). (2) O discípulo não só contempla e imita, mas também se compromete com o destino do mestre, com a sua tentações (Lc 22,28), perseguição (Mt 10,24-25), e morte (Jo 11,16). (3) Não só imita o modelo, não só assume o compromisso, mas chega a identificar-se: "Vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). Este terceiro aspecto é a dimensão mística do seguimento de Jesus, fruto da ação do Espírito.
Lucas 6,41-42: O cisco no olho do irmão
“Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção na trave que há no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: 'Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando você não vê a trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então você enxergará bem, para tirar o cisco do olho do seu irmão". No Sermão da Montanha, Mateus trata do mesmo assunto e explica um pouco melhor a parábola do cisco no olho. Jesus pede uma atitude criativa que nos torne capazes de ir ao encontro do outro sem julgá-lo, sem preconceitos e racionalizações, acolhendo-o como irmão (Mt 7,1-5). Esta total abertura para o outro como irmão só nascerá em nós quando soubermos relacionar-nos com Deus em total confiança de filhos (Mt 7,7-11).
4) Para um confronto pessoal
1) Cisco e trave no olho. Como eu me relaciono com os outros em casa na família, no trabalho com os colegas, na comunidade com os irmãos e as irmãs?
2) Mestre e discípulo. Como sou discípulo de Jesus?
5) Oração final
Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor: aí eles vos louvam para sempre. Feliz o homem cujo socorro está em vós, e só pensa em vossa santa peregrinação (Sl 83, 3)
Quinta-feira, 10 de setembro-2026. 23ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
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1) Oração
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos, concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 6,27-38)
Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam. 29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica. 30Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. 31O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles. 32Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores. 34Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; 38dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.
3) Reflexão Lucas 6,27-38
O evangelho de hoje traz a segunda parte do “Sermão da Planície”. Na primeira parte (Lc 6,20-26), Jesus se dirigia aos discípulos (Lc 6,20). Na segunda parte (Lc 6,27-49), ele se dirige “a vocês que me escutam”, isto é, àquela multidão imensa de pobres e doentes, vinda de todos os lados (Lc 6,17-19).
Lucas 6,27-30: Amar os inimigos!
As palavras que Jesus dirige a este povo são exigentes e difíceis: amar os inimigos, não amaldiçoar, oferecer a outra face a quem bate no rosto, não reclamar quando alguém toma o que é nosso. Tomadas ao pé da letra, estas frases parecem favorecer os ricos que roubam. Mas nem o próprio Jesus as observou ao pé da letra. Quando o soldado lhe bateu no rosto, não ofereceu a outra face, mas reagiu com firmeza. “Se falei errado, prove! Se falei certo, porque me bates?” (Jo 18,22-23). Então, como entender estas palavras? Os versículos seguintes ajudam a entender o que Jesus quer ensinar.
Lucas 6,31-36: A Regra de Ouro! Imitar Deus
Duas frases de Jesus ajudam a entender o que ele quis ensinar. A primeira frase é a assim chamada Regra de Ouro: "O que vocês desejam que os outros lhes façam, façam vocês a eles!” (Lc 6,31). A segunda frase é: "Procurem ser misericordiosos como o Pai do céu é misericordioso!" (Lc 6,36). Estas duas frases mostram que Jesus não quer simplesmente virar a mesa ou inverter a situação, pois aí nada mudaria. Ele quer mudar o sistema. O Novo que ele quer construir vem da nova experiência de Deus como Pai cheio de ternura que acolhe a todos! As palavras de ameaça contra os ricos não podem ser ocasião para os pobres se vingarem. Jesus manda ter a atitude contrária: "Amai os vossos inimigos!" O amor não pode depender do que eu recebo do outro. O amor verdadeiro deve querer o bem do outro independentemente do que ele ou ela faz por mim. O amor deve ser criativo, pois assim é o amor de Deus por nós: "Procurem ser misericordiosos como o Pai do céu é misericordioso!". Mateus diz a mesma coisa com outras palavras: “Sede perfeitos como vosso Pai do céu é perfeito” (Mt 5,48). Nunca ninguém poderá chegar a dizer: Hoje fui perfeito como o Pai do céu é perfeito! Fui misericordioso como o Pai do céu é misericordioso”. Estaremos sempre abaixo da medida que Jesus colocou diante de nós.
No evangelho de Lucas, a Regra de Ouro diz: "O que vocês desejam que os outros lhes façam, façam vocês a eles!” (Lc 6,31) O evangelho de Mateus traz uma formulação um pouco diferente: "Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles” e acrescenta: “Pois nisso consistem a Lei e os Profetas" (Mt 7,12). Praticamente todas as religiões do mundo inteiro tem a mesma Regra de ouro com formulações diversas. Sinal de que aqui se expressa uma intuição ou um desejo universal que nasce do fundo do coração humano.
Lucas 6,37-38: A medida que vocês usarem para os outros, será usada para vocês.
"Não julguem, e vocês não serão julgados; não condenem, e não serão condenados; perdoem, e serão perdoados. Deem, e será dado a vocês; colocarão nos braços de vocês uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. Porque a mesma medida que vocês usarem para os outros, será usada para vocês”. São quatro conselhos: dois na forma negativa: não julgar, não condenar; e dois na forma positiva: perdoar e doar com medida abundante. Quando diz “e será dado a vocês”, Jesus alude ao tratamento que Deus quer ter para conosco. Mas quando a nossa maneira de tratar os outros é mesquinha, Deus não pode usar para conosco a medida abundante e transbordante que Ele gostaria de usar.
Celebrar a visita de Deus
O Sermão da Planície ou Sermão da Montanha, desde o seu começo, leva os ouvintes a fazer uma escolha, uma opção, a favor dos pobres. No Antigo Testamento, várias vezes, Deus colocou o povo diante da mesma escolha de bênção ou de maldição. Ao povo era concedida a liberdade para escolher: "Eu lhes propus a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Escolha, portanto, a vida, para que você e seus descendentes possam viver" (Dt 30,19). Não é Deus quem condena, mas é o próprio povo de acordo com a escolha que fará entre a vida e a morte, entre o bem e o mal. Estes momentos de escolha são os momentos da visita de Deus ao seu povo (Gn 21,1; 50,24-25; Ex 3,16; 32,34; Jr 29,10; Sl 59,6; Sl 65,10; Sl 80,15, Sl 106,4). Lucas é o único evangelista a empregar esta imagem da visita de Deus (Lc 1,68. 78; 7,16; 19,44; At 15,16). Para Lucas Jesus é a visita de Deus que coloca o povo diante da escolha da bênção ou da maldição: "Felizes vocês, pobres!" e "Ai de vocês, ricos!" Mas o povo não reconheceu a visita de Deus (Lc 19,44).
4) Para um confronto pessoal
1) Será que nós olhamos a vida e as pessoas com o mesmo olhar de Jesus?
2) O que quer dizer hoje "ser misericordioso como o Pai do céu é misericordioso"?
5) Oração final
Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos (Sl 138)
Quarta-feira, 9 de setembro-2026. 23ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.
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1) Oração
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos, concedei aos que crêem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
2) Leitura do Evangelho (Lucas 6, 20-26)
Naquele tempo, 20Jesus ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis! 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação! 25Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome! Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis! 26Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!
3) Reflexão Lucas 6, 20-26
O evangelho de hoje traz as quatro bem-aventuranças e as quatro maldições do Evangelho de Lucas. Há uma revelação progressiva na maneira de Lucas apresentar o ensinamento de Jesus. Até 6,16, ele disse muitas vezes que Jesus ensinava o povo, mas não chegou a relatar o conteúdo do ensinamento (Lc 4,15.31-32.44; 5,1.3.15.17; 6,6). Agora, depois de informar que Jesus viu a multidão desejosa de ouvir a palavra de Deus, Lucas traz o primeiro grande discurso que começa com as exclamações: "Felizes vocês pobres!" e "Ai de vocês, ricos!", e ocupa todo o resto do capítulo (Lc 6,12-49). Alguns chamam este discurso de "Sermão da Planície", pois, segundo Lucas, Jesus desceu da montanha e parou num lugar plano onde fez o discurso. No evangelho de Mateus, este mesmo discurso é feito na montanha (Mt 5,1) e é chamado "Sermão da Montanha". Em Mateus, o sermão traz oito bem-aventuranças, que traçam um programa de vida para as comunidades cristãs de origem judaica. Em Lucas, o sermão é mais breve e mais radical. Ele traz quatro bem-aventuranças e quatro maldições, dirigidas para as comunidades helenistas, constituídas de ricos e pobres. Este discurso de Jesus vai ser meditado no evangelho diário dos próximos dias até 13 de setembro.
Lucas 6,20: Felizes vocês, pobres!
Olhando para os discípulos, Jesus declara: "Felizes vocês pobres, porque o Reino de Deus é de vocês!" Esta declaração identifica a categoria social dos discípulos. Eles são pobres! E a eles Jesus promete: “O Reino é de vocês!” Não é uma promessa para o futuro. O verbo está no presente. O Reino já é deles. Eles são felizes desde já. No evangelho de Mateus, Jesus explicita o sentido e diz: "Felizes os pobres em Espírito!" (Mt 5,3). São os pobres que têm o Espírito de Jesus. Pois há pobres com cabeça ou espírito de rico. Os discípulos de Jesus são pobres com cabeça de pobre. Como Jesus, não querem acumular, mas assumem a sua pobreza e, com ele, lutam por uma convivência mais justa, onde haja fraternidade e partilha de bens, sem discriminação.
Lucas 6,21-22: Felizes vocês, que agora têm fome e choram!
Na 2ª e 3ª bem-aventurança Jesus diz: "Felizes vocês que agora estão com fome, porque serão saciados! Felizes vocês que agora choram, porque vão dar risada!" Uma parte das frases está no presente e outra no futuro. Aquilo que agora vivemos e sofremos não é o definitivo. O definitivo é o Reino que estamos construindo hoje na força do Espírito de Jesus. Construir o Reino traz sofrimento e perseguição, mas uma coisa é certa: o Reino vai chegar e “vocês serão saciados e vão dar risada!”.
Lucas 6,23: Felizes serão, quando os homens os odiarem....!
A 4ª bem-aventurança se refere ao futuro: "Felizes serão vocês, quando os homens os odiarem e rejeitarem por causa do Filho do Homem! Fiquem alegres naquele dia, porque grande será a sua recompensa, porque assim também foram tratados os profetas!" Com estas palavras de Jesus, Lucas anima as comunidades do seu tempo, que estavam sendo perseguidas. O sofrimento não é estertor de morte, mas sim dor de parto. Fonte de esperança! A perseguição era um sinal de que o futuro anunciado por Jesus estava chegando para elas. Elas estavam no caminho certo.
Lucas 6,24-25: Ai de vocês, ricos! Ai de vocês que agora têm fartura e riem!
Após as quatro bem-aventuranças a favor dos pobres e excluídos, seguem quatro ameaças ou maldições contra os ricos e os que passam bem e são elogiados por todos. As quatro ameaças têm a mesma forma literária que as quatro bem-aventuranças. A 1ª está no presente. A 2ª e a 3ª têm uma parte no presente e outra no futuro. E a 4ª se refere inteiramente ao futuro. Estas ameaças só se encontram no evangelho de Lucas e não no de Mateus. Lucas é mais radical na denúncia da injustiça.
Diante de Jesus, naquela planície não havia ricos. Só havia gente pobre e doente, vinda de todos os lados (Lc 6,17-19). Mesmo assim, Jesus diz: "Ai de vocês, ricos!" É que Lucas, ao transmitir estas palavras de Jesus, estava pensando mais nas comunidades do seu tempo. Nelas havia ricos e pobres, e havia discriminação dos pobres pelos ricos, a mesma que marcava a estrutura do Império Romano (cf. Tg 5,1-6; Apc 3,17-19). Jesus faz uma crítica dura e direta aos ricos: Vocês, ricos, já têm sua consolação! Vocês têm fartura, mas vão passar fome! Vocês estão rindo, mas vão ficar aflitos e vão chorar! Sinal de que para Jesus, a pobreza não é uma fatalidade, nem é fruto de preguiça, mas é fruto de enriquecimento injusto dos outros.
Lucas 6,26: Ai de vocês quando todos os elogiarem!
“Ai de vocês quando todos os elogiarem, porque assim seus pais tratavam os falsos profetas!” Esta quarta ameaça se refere aos filhos dos que no passado elogiavam os falsos profetas. É que algumas autoridades dos judeus usavam o seu prestígio e a sua autoridade para criticar Jesus.
4) Para um confronto pessoal
- Será que nós olhamos a vida e as pessoas com o mesmo olhar de Jesus? Dentro do seu coração, o que você acha: uma pessoa pobre e faminta é realmente feliz? As novelas da Televisão e a propaganda do comércio, qual o ideal de felicidade que elas nos apresentam?
- Dizendo “Felizes os pobres”, será que Jesus estava querendo dizer que os pobres devem continuar na pobreza?
5) Oração final
O Senhor é clemente e justo, o nosso Deus é misericordioso. O Senhor protege os simples: eu era fraco e ele me salvou (Sl 114, 5-6)
Papa Leão XIV nomeia dois novos bispos no Brasil; saiba quem são.
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Dom Júlio César Gomes Moreira assumirá a Diocese de Rubiataba-Mozarlândia (GO), enquanto o padre José Paulino Francisco Neto vai para Porto Nacional (TO)
Por Redação
O papa Leão XIV nomeou nesta terça-feira, 8, dois novos bispos para a Igreja no Brasil. Dom Júlio César Gomes Moreira foi nomeado bispo da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia (GO). Para a Diocese de Porto Nacional (TO), o pontífice nomeou o padre José Paulino Francisco Neto, da Diocese de Araçuaí (MG).
Dom Júlio nasceu em Fortaleza (CE), em 18 de março de 1972. É formado em Psicologia pela Universidade de Brasília e cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima.
Foi ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 2003 e foi pároco da Paróquia São José, em Brazlândia (DF), e da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Sobradinho (DF). Em dezembro de 2020, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.
O padre José Paulino Francisco Neto nasceu em 30 de agosto de 1972, em Comercinho (MG). Cursou Filosofia no Seminário Diocesano São José, em Araçuaí, e Teologia no Seminário Arquidiocesano de Diamantina. É bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e licenciado em Letras pela Fevale de Diamantina.
É mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, por meio do Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro, e doutor na mesma área pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina, em Buenos Aires. Foi ordenado sacerdote em 4 de agosto de 2000.
Desde 2020, é missionário na Arquidiocese de Vitória (ES). Atualmente, é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Vila Velha (ES). Fonte: https://www.estadao.com.br
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