Olhar Jornalístico

ANIVERSARIANTE DO DIA: Homenagem do Olhar neste sábado.

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Publicado em 21 setembro 2014

ANIVERSÁRIO DO FREI: Mensagens dos internautas-03.

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Publicado em 16 setembro 2014

ANIVERSÁRIO DO FREI: Mensagens dos internautas-01.

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Publicado em 16 setembro 2014

A PALAVRA... Nº 691. Obrigado por mais um ano de Vida.

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Publicado em 14 setembro 2014

OLHAR DO DIA: Retiro em Diamantina-MG, com Frei Petrônio de Miranda.

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Publicado em 07 setembro 2014

A PALAVRA... Nº 681. Um Olhar sobre Arapiraca-AL

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Publicado em 05 setembro 2014

LAGOA DA CANOA/AL: 52 Anos de História.

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Publicado em 03 setembro 2014

OLHAR DO DIA: No Convento do Carmo de São Cristóvão-SE.

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Publicado em 29 agosto 2014

Os 10 golpes mais comuns do Facebook que devem ser evitados

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Publicado em 25 agosto 2014

De acordo com a lista, os truques variam entre a promoção de recursos que não existem na rede social, como trocar a cor da página e também a divulgação de notícias falas

Recentemente, a desenvolvedora de antivírus BitDefender, publicou um estudo que revela os dez golpes virtuais mais comuns encontrados no Facebook nesse ano. De acordo com a lista, os truques variam entre a promoção de recursos que não existem na rede social, como trocar a cor da página e também a divulgação de notícias falas.

Ainda de acordo com a desenvolvedora, o golpe mais conhecido seria o aplicativo falso que promete mostrar o número de visualizações e visitantes do seu perfil. Ao clicar nele, o usuário é levado para um site que tenta instalar um vírus no computador. Em outros casos, esse mesmo vírus esconde um pedido de autorização para publicar em seu nome e fazer posts com links maliciosos.

Confira a lista com os 10 golpes mais populares no Facebook:

1) “Total profile views/visitors”, aplicativo que permite ver o número total de visitantes – 30.20%

2) “Change your Facebook Color/Colour”,  aplicativo para trocar a cor do Facebook – 7.38%

3) Rihanna Sex Tape - falso vídeo da cantora fazendo sexo com seu namorado – 4.76%

4) “Check my status update to get free Facebook T-shirt”, link para ganhar uma camiseta grátis do Facebook – 4.21%

5) ”Say goodbye to Blue Facebook”, outro aplicativo para trocar a cor da rede social – 2.76%

6) “Unsealed. We are giving them away for free”, promoções falsas que dão presentes em troca de curtidas - 2.41%

7) “Check if a friend has deleted you”, aplicativo para ver se um amigo o deletou do perfil – 2.27%

8) “See your top 10 profile peekers here!”, aplicativo para ver quem acessou seu perfil – 1.74%

9) “Find out how to see who viewed your profile”, outra promessa para ver quem acessou o perfil na rede social – 1.55%

10) “Just changed my Facebook theme. It’s amazing”, golpe que promete mudar as cores, ou tema, do site – 1.50%

Fonte: http://www.ibahia.com/

06 de janeiro-2014: 512 Anos de Angra dos Reis: Homenagem do Olhar...

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Publicado em 07 janeiro 2014

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Aniversariante do dia...

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Publicado em 10 novembro 2013

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Santidade encarnada: a prática da caridade junto aos que sofrem

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Publicado em 29 outubro 2026
  • Dom Anuar Battisti ,
  • Solenidade de todos os santos,
  • Solenidade de Todos os Santos e Santas
  • A solenidade de Todos os Santos
  • Santidade encarnada
  • santidade da Igreja

 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá (PR) 

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo, celebramos hoje a Solenidade de Todos os Santos. Contudo, engana-se profundamente quem imagina a santidade da Igreja como um refúgio asséptico, alienado das dores do mundo, ou como uma torre de marfim onde almas imaculadas contemplam o céu indiferentes ao clamor da terra. Ao olharmos para as leituras que a liturgia nos propõe, a palavra que ecoa não é alienação, mas imersão, combate e encarnação. A santidade da Igreja é vivida no barro da história, no chão batido das periferias, nos campos esquecidos e no coração da dor humana.

A Primeira Leitura, do Livro do Apocalipse (Ap 7,2-4.9-14), traz uma visão que não deve ser lida com sentimentalismo, mas com o peso do realismo cristão. A multidão incalculável de vestes brancas diante do Cordeiro não é feita de espectadores passivos, mas daqueles que “vieram da grande tribulação e lavaram as suas roupas no Sangue do Cordeiro”. O Sangue do Cordeiro não é uma metáfora abstrata; ele se torna visível e palpável no sacrifício contínuo de Cristo através do corpo de sua Igreja. Hoje, esse Sangue continua a ser derramado e ofertado pelo mundo por meio das mãos calejadas, dos pés cansados e da vida doada de milhares de missionários e missionárias católicos.

É preciso ter a coragem de olhar para a Igreja em toda a sua complexidade humana. Sim, somos uma Igreja composta por homens e mulheres pecadores, marcada por fraquezas, contradições e por vezes enlameada pelas faltas de seus membros. Mas a sua santidade não procede da perfeição moral de seus componentes, e sim da presença do Espírito Santo e da entrega incondicional daqueles que, mesmo na fragilidade, abraçam o Evangelho até as últimas consequências. A santidade da Igreja brilha com fulgor nas frentes de missão onde a vida humana é mais vulnerável e desvalorizada.

Essa santidade encarnada se manifesta diariamente nas missões da Amazônia e das florestas tropicais, onde padres, freiras e leigos arriscam a própria vida para defender os povos originários e a criação contra a ganância predatória. Revela-se nos vilarejos mais distantes do continente africano, em dispensários e escolas improvisadas sob o calor tórrido, onde missionárias tratam de doentes esquecidos e alimentam crianças desnutridas. Está presente nas favelas, nos cortiços e nas cracolândias das grandes metrópoles, onde homens e mulheres consagrados caminham entre

a lama, a violência e o abandono para resgatar a dignidade dos marginalizados e dependentes químicos. Ela resplandece também nas zonas de guerra e de perseguição religiosa no Oriente Médio e na Ásia, onde comunidades católicas inteiras e seus pastores recusam-se a abandonar o rebanho, lavando diariamente suas vestes no testemunho do martírio.

Nessas frentes de batalha espiritual e humana, a Igreja não busca aplausos, mas cumpre a sua vocação de ser o próprio Cristo que padece e se doa pelos pequenos. Quando um missionário estende a mão a um faminto, quando acolhe um refugiado sem pátria ou consolam a dor dos aflitos, é a santidade da Igreja que se consolida — não pela ausência de feridas, mas pela disposição de ferir-se por amor.

No Evangelho das Bem-Aventuranças (Mt 5,1-12a), Jesus não promete facilidades. Ele declara bem-aventurados os pobres, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos e os perseguidos. As bem-aventuranças não são um consolo para a passividade, mas a rota da missão. Os santos da Igreja — tanto os dos altares quanto os missionários anônimos de hoje — entenderam que ser misericordioso e trabalhar pela paz exige entrar nas entranhas do sofrimento humano. Eles não hesitam em sujar as mãos para erguer quem caiu.

Por fim, a Segunda Leitura (1Jo 3,1-3) nos recorda que “desde já somos filhos de Deus”. Essa filiação divina não nos desliga da terra; ao contrário, compromete-nos com a transformação do mundo. Todo aquele que mantém em Cristo a sua esperança purifica-se a si mesmo. E a maior purificação para a Igreja é o exercício incansável da caridade.

Que a celebração da Solenidade de Todos os Santos nos desperte do comodismo. Olhemos para o exemplo daqueles que lavaram suas roupas no Sangue do Cordeiro e continuam a fazê-lo nas periferias existenciais e geográficas da humanidade. Que, mesmo cientes de nossas misérias e do barro de que somos feitos, tenhamos a humildade e a audácia de nos juntar a essa grande corrente missionária. Que possamos ser, no meio do mundo, uma Igreja viva, imperfeita em seus membros, mas infinitamente santa no amor com que se entrega e se sacrifica pelos mais pobres. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado. Fonte: https://www.cnbb.org.br

Quinta-feira, 29 de outubro-2025. 30º Domingo do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 29 outubro 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Lucas 13, 31-35)

31No mesmo dia chegaram alguns dos fariseus, dizendo a Jesus: Sai e vai-te daqui, porque Herodes te quer matar. 32Disse-lhes ele: Ide dizer a essa raposa: eis que expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e ao terceiro dia terminarei a minha vida. 33É necessário, todavia, que eu caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não é admissível que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os enviados de Deus, quantas vezes quis ajuntar os teus filhos, como a galinha abriga a sua ninhada debaixo das asas, mas não o quiseste! 35Eis que vos ficará deserta a vossa casa. Digo-vos, porém, que não me vereis até que venha o dia em que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor!

 

3) Reflexão  Lucas 13, 31-35

O evangelho de hoje nos faz sentir o contexto ameaçador e perigoso no qual Jesus vivia e trabalhava. Herodes, o mesmo que tinha matado João Batista, quer matar Jesus.

 

Lucas 13,31: O aviso dos fariseus a Jesus

“Nesse momento, alguns fariseus se aproximaram, e disseram a Jesus: "Deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar". É importante notar que Jesus recebeu o aviso da parte dos fariseus. Algumas vezes, os fariseus estão juntos com o grupo de Herodes querendo matar Jesus (Mc 3,6; 12,13). Mas aqui, eles são solidários com Jesus e querem evitar a morte dele. Naquele tempo, o poder do rei era absoluto. Ele não prestava conta a ninguém da sua maneira de governar. Herodes já tinha matado a João Batista e agora está querendo acabar também com Jesus.

 

Lucas 13,32-33: A resposta de Jesus

“Jesus disse: "Vão dizer a essa raposa: eu expulso demônios, e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. A resposta de Jesus é muito clara e corajosa. Ele chama Herodes de raposa. Para anunciar o Reino Jesus não depende da licença das autoridades políticas. Ele até manda um recado informando que vai continuar seu trabalho hoje e amanhã e que só vai embora depois de amanhã, isto é, no terceiro dia. Nesta resposta transparece a liberdade de Jesus frente ao poder que queria impedi-lo da realizar a missão recebida do Pai. Pois quem determina os prazos e a hora é Deus e não Herodes! Ao mesmo tempo, na resposta transparece um certo simbolismo relacionado com a morte e a ressurreição ao terceiro dia em Jerusalém. E para dizer que não vai ser morto na Galiléia, mas sim em Jerusalém, capital do seu povo, e que vai ressuscitar no terceiro dia.

 

Lucas 13,34-35: Lamento de Jesus sobre Jerusalém

"Jerusalém, Jerusalém, você que mata os profetas e apedreja os que lhe foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir seus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas você não quis!”   Este lamento de Jesus sobre a capital do seu povo evoca a longa e triste história da resistência das autoridades aos apelos de Deus que chegavam a elas através de tantos profetas e sábios. Em outro lugar Jesus fala dos profetas perseguidos e mortos desde Abel até Zacarias (Lc 11,51). Chegando em Jerusalém pouco antes da sua morte, olhando a cidade do alto do Monte das Oliveiras, Jesus chora sobre ela, porque ela não reconheceu o tempo em que Deus veio para visitá-la." (Lc 19,44). 

 

4) Para um confronto pessoal

1)  Jesus qualifica o poder político como raposa. O poder político do seu país merece esta qualificação?

2) Jesus tentou muitas vezes converter o povo de Jerusalém, mas as autoridades religiosas resistiram. E eu, quanto vezes resisti?

 

5) Oração final

Procurai o SENHOR e o seu poder, não cesseis de buscar sua face. Lembrai-vos dos milagres que fez, dos seus prodígios e dos julgamentos que proferiu. (Sl 104, 4-5)

Sexta-feira, 23 de outubro-2026. 29ª- Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 23 outubro 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho  (Lucas 12, 54-59)

54Dizia ainda ao povo: Quando vedes levantar-se uma nuvem no poente, logo dizeis: Aí vem chuva. E assim sucede. 55Quando vedes soprar o vento do sul, dizeis: Haverá calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Sabeis distinguir os aspectos do céu e da terra; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente? 57Por que também não julgais por vós mesmos o que é justo? 58Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele te não arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. 59Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo.

 

3) Reflexão

O evangelho de hoje traz um apelo da parte de Jesus para aprendermos a ler os Sinais dos Tempos. Foi este texto que inspirou o Papa João XXIII a convocar a Igreja para prestar atenção aos Sinais dos Tempos e perceber melhor os apelos de Deus nos acontecimentos da história da humanidade.

 

Lucas 12,54-55: Todos sabem interpretar os aspectos do terra e do céu, ...

“Jesus também dizia às multidões: "Quando vocês vêem uma nuvem vinda do ocidente, vocês logo dizem que vem chuva; e assim acontece. Quando vocês sentem soprar o vento do sul, vocês dizem que vai fazer calor; e assim acontece”.  Jesus verbaliza uma experiência humana universal. Todos e todas, cada qual no seu país e na sua região, sabemos ler os aspectos do céu e da terra. O próprio corpo sente quando ameaça chuva ou quando o tempo começa a mudar: “Vamos ter chuva!” Jesus se refere à contemplação da natureza como sendo uma das fontes mais importantes do conhecimento e da experiência que ele mesmo tinha de Deus. Foi a contemplação da natureza que o ajudou a descobrir aspectos novos na fé e na história do seu povo. Por exemplo, a chuva que cai sobre bons e maus, e o sol que nasce sobre justos injustos, o ajudaram  a formular uma das mensagens mais revolucionários: “Amais os vossos inimigos!” (Mt 5,43-45).

 

Lucas 12,56-57: ..., mas não sabem ler os sinais dos tempos

E Jesus tira a conclusão para os seus contemporâneos e para todos nós: “Hipócritas! Vocês sabem interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que vocês não sabem interpretar o tempo presente?”   Santo Agostinho dizia que a natureza, a criação, é o primeiro livro que Deus escreveu. Por meio dela Deus nos fala. O pecado embaralhou as letras do livro da natureza e, por isso, já não conseguimos ler a mensagem de Deus estampada nas coisas da natureza e nos fatos da vida. A Bíblia, o segundo livro de Deus, foi escrito não para ocupar ou substituir a Vida, mas para nos ajudar a interpretar a natureza e a vida e aprender de novo a descobrir os apelos de Deus nos acontecimentos. “Por que vocês não julgam por si mesmos o que é justo?”  Partilhando entre nós o que enxergamos na natureza, iremos descobrindo o apelo de Deus na vida.

 

Lucas 12,58-59: Saber tirar a lição para a vida

“Quando, pois, você está para se apresentar com seu adversário diante do magistrado, procure resolver o caso com o adversário enquanto estão a caminho, senão este o levará ao juiz, e o juiz entregará você ao guarda, e o guarda o jogará na cadeia. Eu digo: daí você não sairá, enquanto não pagar o último centavo”.  Um dos pontos em que Jesus mais insistia é a reconciliação. Naquela época havia muitas tensões e conflitos entre grupos radicais com tendências diferentes, sem diálogo: zelotes, essênios, fariseus, saduceus, herodianos. Ninguém queria ceder diante do outro. As palavras de Jesus sobre a reconciliação pedindo acolhimento e compreensão iluminam esta situação. Pois o único pecado que Deus não consegue perdoar é a nossa falta de perdão aos outros (Mt 6,14). Por isso, ele aconselha procurar a reconciliação antes que seja tarde demais! Quando chegar a hora do julgamento, será tarde demais. Enquanto tiver tempo, procure mudar de vida, de comportamento e de modo de pensar e procure acertar o passo (cf. Mt 5,25-26; Col 3,13; Ef 4,32; Mc 11,25).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Ler os Sinais dos Tempos. Quando escuto ou leio as notícias na TV ou nos jornais, tenho a preocupação de perceber os apelos de Deus nesses fatos?

2) Reconciliar é o pedido mais insistente de Jesus. Como procuro colaborar na reconciliação entre as pessoas, as raças, os povos, as tendências?

 

5) Oração final

Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. (Sl 23, 1-2)

Quinta-feira, 22 de outubro-2026. 29ª- Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 22 outubro 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Lucas 12, 49-53)

49Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? 50Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra! 51Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação. 52Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três; 53estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.

 

3) Reflexão

O evangelho de hoje traz algumas frases soltas de Jesus. A primeira sobre o fogo na terra só ocorre em Lucas. As outras têm frases mais ou menos paralelas em Mateus. Isto nos remete para o problema da origem da composição destes dois evangelhos que já fez correr muita tinta ao longo dos últimos dois séculos e só será resolvido plenamente quando pudermos conversar com Mateus e Lucas, depois da nossa ressurreição.

 

Lucas 12,49-50: Jesus veio trazer fogo sobre a terra

"Eu vim para lançar fogo sobre a terra: e como gostaria que já estivesse aceso! Devo ser batizado com um batismo, e como estou ansioso até que isso se cumpra!”   A imagem do fogo ocorre muito na Bíblia e não tem um sentido único. Pode ser imagem de devastação e castigo e também pode ser imagem de purificação e iluminação (Is 1,25; Zc 13,9). Pode até evocar proteção como transparece em Isaías: “Se passar pelo fogo, estarei contigo” (Is 43,2). João Batista batizava com água, mas depois dele Jesus haveria de batizar pelo fogo (Lc 3,16). Aqui, a imagem do fogo é associada à ação do Espírito Santo que desceu no dia de Pentecostes  sob a imagem de línguas de fogo (At 2,2-4). Imagens e símbolos nunca têm um sentido obrigatório, totalmente definido, que não permitiria divergência. Nesse caso já não seria imagem nem símbolo. É da natureza do símbolo provocar a imaginação dos ouvintes e expectadores. Deixando liberdade aos ouvintes, a imagem do fogo combinado com a imagem do batismo indica a direção na qual Jesus quer que a gente dirija a imaginação. Batismo é associado com água e é sempre expressão de um compromisso. Em outro lugar o batismo aparece como símbolo do compromisso de Jesus com a sua paixão: “Você podem ser batizados com o batismo com que serei batizado?”. (Mc 10,38-39).

 

Lucas 12,51-53: Jesus veio trazer a divisão

Jesus sempre fala em paz (Mt 5,9; Mc 9,50; Lc 1,79; 10,5; 19,38; 24,36; Jo 14,27; 16,33; 20,21.26). Então, como entender a frase do evangelho de hoje que parece dizer o contrário: “Vocês pensam que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu lhes digo, vim trazer divisão”. Esta afirmação não significa que Jesus estivesse a favor da divisão. Não! Jesus não quer a divisão. Mas o anúncio da verdade de que ele, Jesus de Nazaré, era o Messias tornou-se motivo de muita divisão entre os judeus. Dentro da mesma família ou comunidade, uns eram a favor e outros radicalmente contra. Neste sentido a Boa Nova de Jesus era realmente uma fonte de divisão, um “sinal de contradição” (Lc 2,34) ou, como dizia Jesus: “Ficarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra”. Era o que estava acontecendo, de fato, nas famílias e nas comunidades: muita divisão, muita discussão, como conseqüência do anúncio da Boa Nova entre os judeus daquela época, uns aceitando, outros negando. O mesmo vale para o anúncio da fraternidade como o valor supremo da convivência humana. Nem todos concordavam com este anúncio, pois preferiam manter seus privilégios. Por isso, não tinham medo de perseguir os que anunciavam a fraternidade e a partilha. Esta é a divisão que surgia e que está na origem da paixão e morte de Jesus. Era o que estava acontecendo. Era o julgamento em andamento. Jesus quer é a união de todos na verdade (cf. Jo 17,17-23). Até hoje é assim. Muitas vezes, lá onde a Igreja se renova, o apelo da Boa Nova se torna um “sinal de contradição” e de divisão. Pessoas que durante anos viveram acomodadas na rotina da sua vida cristã, já não querem ser incomodadas pelas “inovações” do Vaticano II. Incomodadas pelas mudanças, elas usam toda a sua inteligência para encontrar argumentos em defesa de suas opiniões e para condenar as mudanças como contrárias ao que elas pensam ser a verdadeira fé.  

 

4) Para um confronto pessoal

1) Buscando a união, Jesus era causa de divisão. Isto já aconteceu com você?

2) Diante das mudanças na Igreja, como me situo?

 

5) Oração final

Exultai no Senhor, ó justos, pois aos retos convém o louvor. Celebrai o Senhor com a cítara, entoai-lhe hinos na harpa de dez cordas. (Sl 33, 1-2)

Conselho Permanente reforça defesa da democracia e incentiva voto consciente no segundo turno das eleições

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Publicado em 22 outubro 2026
  • Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ,
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  • O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
  • Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça
  • segundo turno das eleições

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma mensagem ao povo brasileiro por ocasião do segundo turno das eleições nacionais de 2026. No documento, os bispos reforçam a importância da participação consciente dos eleitores, da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados das urnas.

A mensagem destaca a necessidade de garantir direitos fundamentais, como trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança, além da preservação do meio ambiente e da promoção da paz.

Os bispos também lembram que o voto é livre e secreto e condenam práticas de ameaças, pressões e negociação de votos. O documento incentiva os eleitores a considerarem a trajetória dos candidatos e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

Ao final, o Conselho Permanente pede a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que os brasileiros construam uma convivência fundamentada na verdade, na fraternidade e na paz.

 

MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES NACIONAIS DE 2026

 

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)

 

Às vésperas do segundo turno das eleições, dirigimo-nos ao povo brasileiro com fraterna estima. O Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. Precisa cuidar do meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz. O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações. Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação. Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam. Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições.

O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis. Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia. Essa tarefa exige informação confiável, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças. Cada eleitor(a) é convidado(a) a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida do povo.

Nossa esperança em Jesus Cristo nos chama ao compromisso com o Reino de Deus. Atentos aos pobres, aos ameaçados e aos que trabalham pela justiça, continuemos responsáveis uns pelos outros e pelo nosso país. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz. 

Brasília - DF, 21 de outubro de 2026 Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br

Quarta-feira, 21 de outubro-2026. 29ª- Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 21 outubro 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Lucas 12, 39-48)

39Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. 40Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. 41Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos? 42O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo? 43Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! 44Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens. 45Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. 47O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. 48Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

 

3) Reflexão   Lucas 12,39-48

O evangelho de hoje traz novamente uma exortação à vigilância com outras duas parábolas. Ontem, a parábola era de patrão e empregado (Lc 12,36-38). Hoje, a primeira parábola é do dono de casa e do ladrão (Lc 12,39-40) e a outra fala do proprietário e do administrador (Lc 12,41-47). 

 

Lucas 12,39-40: A parábola do dono da casa e do ladrão

“Fiquem certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que lhe arrombasse a casa. Vocês também estejam preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que vocês menos esperarem”.  Assim como o dono da casa não sabe a que hora chega o ladrão, assim ninguém sabe a hora da chegada do Filho do Homem. Jesus deixa bem claro: "Quanto a esse dia e essa hora, ninguém sabe nada, nem os anjos, nem o Filho, mas somente o Pai!" (Mc 13,32). Hoje, muita gente vive preocupada com o fim do mundo. Nas ruas das cidades, se vê escrito nas paredes: Jesus voltará!  Teve até gente que, angustiada com a proximidade do fim do mundo, chegou a cometer suicídio. Mas o tempo passa e o fim não chega! Muitas vezes, a afirmação “Jesus voltará” é usada para meter medo nas pessoas e obrigá-las a freqüentar uma determinada igreja! De tanto esperar e especular em torno da vinda de Jesus, muita gente já nem percebe mais a presença dele no meio de nós, nas coisas mais comuns da vida, nos fatos do dia-a-dia. Pois o que importa mesmo não é saber a hora do fim deste mundo, mas sim ter um olhar capaz de perceber a vinda de Jesus já presente no meio de nós na pessoa do pobre (cf Mt 25,40) e em tantos outros modos e acontecimentos da vida de cada dia.

 

Lucas 12,41: A pergunta de Pedro

  “Então Pedro disse a Jesus: "Senhor, estás contando essa parábola só para nós, ou para todos?"  Não se vê bem o porquê desta pergunta de Pedro. Ela evoca um outro episódio, no qual Jesus respondeu a uma pergunta semelhante dizendo: “A vocês é dado conhecer o mistério do Reino de Deus, mas aos outros tudo é dado a conhecer em parábolas”  (Mt 13,10-11; Lc 8,9-10).

 

Lucas 12,42-48ª: A parábola do proprietário e do administrador

  Na resposta à pergunta de Pedro Jesus formula uma outra pergunta em forma de parábola: "Quem é o administrador fiel e prudente, que o senhor coloca à frente do pessoal de sua casa, para dar a comida a todos na hora certa?”  Logo em seguida, o Jesus mesmo, na própria parábola, já dá a resposta: bom administrador é aquele que cumpre sua missão de servidor, nunca usa os bens recebidos em proveito próprio, e está sempre vigilante e atento. Talvez seja uma resposta indireta à pergunta de Pedro, como se dissesse: “Pedro, a parábola é realmente para você! É para você saber administrar bem a missão que Deus lhe deu como coordenador das comunidades. Neste sentido, a resposta vale também para cada um de nós. E aí toma muito sentido a advertência final: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido”.

 

A chegada do Filho do Homem e o fim deste mundo

A mesma problemática havia nas comunidades cristãs dos primeiros séculos. Muita gente das comunidades dizia que o fim deste mundo estava perto e que Jesus voltaria logo. Alguns da comunidade de Tessalônica na Grécia, apoiando-se na pregação de Paulo, diziam: “Jesus vai voltar logo!” (1 Tes 4,13-18; 2 Tes 2,2). Por isso, havia até pessoas que já não trabalhavam, porque achavam que a vinda fosse coisa de poucos dias ou semanas. Trabalhar para que, se Jesus ia voltar logo? (cf 2Ts 3,11). Paulo responde que não era tão simples como eles imaginavam. E aos que já não trabalhavam avisava: “Quem não quiser trabalhar não tem direito de comer!” Outros ficavam só olhando o céu, aguardando o retorno de Jesus sobre as nuvens (cf At 1,11). Outros reclamavam da demora (2Pd 3,4-9). Em geral, os cristãos viviam na expectativa da vinda iminente de Jesus. Jesus viria realizar o Juízo Final para encerrar a história injusta deste mundo cá de baixo e inaugurar a nova fase da história, a fase definitiva do Novo Céu e da Nova Terra. Achavam que isto aconteceria dentro de uma ou duas gerações. Muita gente ainda estaria viva quando Jesus fosse aparecer glorioso no céu (1Ts 4,16-17; Mc 9,1). Outros, cansados de esperar, diziam: “Ele não vai voltar nunca! (2 Pd 3,4). Até hoje, a vinda final de Jesus ainda não aconteceu! Como entender esta demora? É que já não percebemos que Jesus já voltou, já está no nosso meio: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,20). Ele já está do nosso lado na luta pela justiça, pela paz, pela vida. A plenitude ainda não chegou, mas uma amostra ou garantia do Reino já está no meio de nós. Por isso, aguardamos com firme esperança a libertação plena da humanidade e da natureza (Rm 8,22-25). E enquanto esperamos e lutamos, dizemos acertadamente: “Ele já está no meio de nós!” (Mt 25,40).

 

4) Para um confronto pessoal

1) A resposta de Jesus a Pedro serve também para nós, para mim. Será que sou um bom administrador, uma boa administradora  da missão que recebi?

2) Como faço para estar vigilante sempre?

 

5) Oração final

Do nascer ao pôr-do-sol seja louvado o nome do Senhor. O Senhor é excelso sobre todos os povos, mais alta que os céus é sua glória. (Sl 112, 3-4)

Padre Jorge Moreira, que estava desaparecido em Macaé, é encontrado em segurança.

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Publicado em 21 outubro 2026
  • Diocese de Nova Friburgo,
  • Padre Jorge Moreira,
  • Padre Jorge Moreira desaparecido é encontrado

 

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

O padre Jorge Moreira, que estava desaparecido em Macaé, na Região Norte Fluminense, foi encontrado em segurança. A informação foi divulgada em um comunicado de agradecimento, no qual a paróquia disse que “tudo está bem” com o religioso e agradeceu a quem compartilhou o aviso, rezou e ajudou nas buscas.

Segundo o aviso divulgado antes, ele estava desaparecido desde as 17h51, depois de sair de casa, no bairro da Glória, a caminho da Igreja Nossa Senhora de Fátima, onde celebraria uma missa. O padre não chegou à igreja, e a família e a comunidade ficaram sem notícias dele, o que levou a pedidos de ajuda nas redes sociais.

Os responsáveis pelo comunicado pedem que as publicações anteriores sobre o desaparecimento sejam apagadas e que quem as recebeu seja avisado de que o padre foi localizado. Não foram informados onde nem em que condições ele foi encontrado, o motivo do desaparecimento, se houve atendimento médico ou se a polícia foi acionada.

O portal mantém o espaço aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso. Fonte: https://www.cic7noticias.com

*Da Diocese de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

Terça-feira, 20 de outubro-2026. 29ª- Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 20 outubro 2026
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • EVANGELHO DO DIA,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • LECTIO DIVINA DO EVANGELHO DO DIA,
  • Evangelho do Dia com Frei Carlos Mesters,
  • REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA,
  • Lectio Divina do Evangelho do dia com Frei Carlo Mesters,
  • Frei Carlos Mesters, O. Carm

 

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Lucas 12, 35-38)

35Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. 38Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos!

 

3) Reflexão

Por meio da parábola o evangelho de hoje traz uma exortação à vigilância.

 

Lucas 12,35: Exortação à vigilância

"Estejam com os rins cingidos e com as lâmpadas acesas”. Cingir-se significava amarrar um pano ou uma corda ao redor da veste talar, para que ela não atrapalhasse os movimentos do corpo. Estar cingido significava estar preparado, pronto para ação imediata. Na véspera da saída do Egito, na hora de celebrar a páscoa, os israelitas deviam estar cingidos, isto é, preparados, prontos para poder partir imediatamente (Ex 12,11). Quando alguém ia trabalhar, lutar ou executar uma tarefa ele se cingia (Ct 3,8). Na carta aos Efésios, Paulo descreve a armadura de Deus e diz que os rins devem estar cingidos com o cíngulo da verdade (Ef 6,14). As lâmpadas deviam estar acesas, pois a vigilância é tarefa tanto para o dia como para a noite. Sem luz não se anda na escuridão da noite.

 

Lucas 12,36: A parábola

Para explicar o que significa de estar cingido, Jesus conta uma pequena parábola. “Sejam como homens que estão esperando o seu senhor voltar da festa de casamento: tão logo ele chega e bate, eles imediatamente vão abrir a porta”.  A tarefa de aguardar a chegada do patrão exige uma vigilância constante e permanente, sobretudo quando é de noite, pois, o patrão não tem hora marcada. Ele pode voltar a qualquer momento. O empregado deve estar atento, vigilante sempre!

 

Lucas 12,37: Promessa de felicidade

“Felizes dos empregados que o senhor encontra acordados quando chega. Eu garanto a vocês: ele mesmo se cingirá, os fará sentar à mesa, e, passando, os servirá”. Aqui, nesta promessa de felicidade, os papeis se invertem. O patrão se torna empregado e começa a servir ao empregado que virou patrão. Evoca Jesus na última ceia que, mesmo sendo senhor e mestre, se fez servidor e empregado de todos (Jo 13,4-17). A felicidade prometida tem a ver com o futuro, com a felicidade no fim dos tempos, e é o oposto daquilo que Jesus prometeu numa outra parábola que dizia: “Se alguém de vocês tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: Venha depressa para a mesa?  Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: 'Prepare-me o jantar, cinja-se e sirva-me, enquanto eu como e bebo; depois disso você vai comer e beber'? Será que vai agradecer ao empregado, porque este fez o que lhe havia mandado? Assim também vocês: quando tiverem cumprido tudo o que lhes mandarem fazer, digam: Somos empregados inúteis; fizemos o que devíamos fazer" (Lc 17,7-10).  .

 

Lucas 12,38: Repete a promessa de felicidade

“E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontra!”  Repete a promessa de felicidade que exige vigilância total. O patrão pode voltar meia noite, três da madrugada, ou qualquer outra hora. O empregado deve estar acordado, cingido, pronto para poder entrar em ação.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Somos empregados de Deus. Devemos estar cingidos, de prontidão, atentos e vigilantes, vinte e quatro horas por dia. Você está conseguindo? Como faz?

2) A promessa de felicidade futura é a inversão do presente. O que isto nos revela sobre a bondade de Deus para conosco, para comigo?

 

5) Oração final

Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz ao seu povo,para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para ele. Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra. (Sl 84, 9-10)

Leão XIV telefona a Zelensky: trégua em Oleshky e evacuação segura dos civis.

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Publicado em 20 outubro 2026
  • Leão XIV
  • Santo Padre Leão XIV
  • Leão XIV telefona a Zelensky
  • presidente russo Putin,
  • Leão XIV demonstrava sua atenção à situação na Ucrânia
  • secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais

 

Após a ligação com o presidente russo Putin, o Papa conversou hoje (19/10) com o líder de Kyiv novamente sobre a situação na cidade da região de Kherson, ocupada pelos russos, onde os habitantes estão no limite e todas as vias de fuga estão bloqueadas. O Pontífice pede “a colaboração de ambas as partes” para garantir a chegada de ajuda e a evacuação “voluntária e segura” dos moradores. Desde o início do pontificado, foram três encontros e três telefonemas com o presidente da Ucrânia.

 

Salvatore Cernuzio - Vatican News

Primeiro Moscou, depois Kyiv. O telefone de Leão XIV encurta, simbolicamente, as distâncias de uma guerra, a da Ucrânia - “massacre inútil” que voltou a assombrar a Europa, como afirmou no recente discurso em Metz - e que parece não encontrar uma solução. Depois de conversar com Vladimir Putin na última sexta-feira, 16 de outubro, quando ainda estava internado no Hospital Gemelli, e de fazer um apelo por uma trégua humanitária em Oleshky, cercada pelos russos e com a população reduzida à fome, o Papa conversou por telefone, no final da tarde desta segunda-feira, 19 de outubro, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. E, segundo informou a Sala de Imprensa da Santa Sé em uma nota, Oleshky esteve novamente no centro da conversa.

 

O comunicado do Vaticano

O comunicado da Santa Sé afirma que, “durante a conversa, o Santo Padre recordou a grave situação na cidade de Oleshky, na região de Kherson, fazendo referência ao pedido de uma trégua humanitária já apresentado ao presidente da Federação Russa. O Santo Padre manifestou o desejo de que a colaboração de ambas as partes possa permitir a chegada de ajuda alimentar e médica e a evacuação voluntária e segura da população civil”. Por fim, “reiterou o compromisso da Santa Sé em favor do diálogo e da paz”.

 

Tragédia humanitária em Oleshky

Leão, portanto, não renuncia ao objetivo declarado e perseguido desde o início do pontificado: ser um “missionário da paz”. Em particular, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, países aos quais ofereceu, poucos dias após a eleição, a Cidade do Vaticano como lugar neutro e espaço de negociação para uma paz “justa e duradoura”. Mas, além de manter abertas as portas para o diálogo, para o Papa norte-americano a urgência é encontrar soluções imediatas para Oleshky, cidade situada na margem esquerda do rio Dnipro, na região de Kherson, sufocada pela guerra. Nos últimos meses, os habitantes, cerca de 2 mil pessoas - entre elas aproximadamente 50 crianças, segundo fontes de Kyiv - vivem sem água, eletricidade, medicamentos ou ambulâncias. A ponte que liga a cidade a Kherson, destruída em novembro de 2022, impede qualquer possibilidade de saída, enquanto as estradas fora da cidade e nas aldeias próximas estão minadas. Não existe, portanto, um corredor de fuga. As autoridades ucranianas acusam as forças russas de bloquear corredores humanitários, enquanto Moscou devolve as acusações a Kyiv.

Na ligação com Putin - iniciativa do próprio Papa, como afirmou o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin - Leão XIV pediu “uma trégua para permitir a chegada de ajuda alimentar e médica e a evacuação voluntária e segura da população civil”.

 Guerra na Ucrania, 

Os contatos anteriores

O apelo do Papa dirige-se agora a Zelensky, com quem foram numerosos os contatos ao longo destes 17 meses de pontificado. Já em 12 de maio de 2025, quatro dias após a eleição no Conclave, Leão XIV demonstrava sua atenção à situação na Ucrânia em uma primeira ligação oficial, durante a qual Zelensky convidou o recém-eleito Pontífice a visitar Kyiv e reiterou a disponibilidade do país para novas negociações em qualquer formato, “inclusive conversações diretas”. Os dois se encontraram depois, em 18 de maio, também na presença da esposa do presidente, Olena, logo após a Missa de início do pontificado na Praça São Pedro. O encontro voltou a ocorrer em 9 de julho de 2025, durante uma audiência privada na Villa Barberini, residência pontifícia de Castel Gandolfo, quando discutiram a possibilidade de o Vaticano acolher futuras negociações de paz. Novamente em 9 de dezembro, também em Castel Gandolfo - ao final daquela audiência, Papa e presidente apareceram juntos na varanda -, discutiram a necessidade de manter aberto o diálogo, a questão dos prisioneiros de guerra e o retorno das crianças ucranianas deportadas para a Rússia. São temas sobre os quais permanece constante a ação conduzida pelo cardeal Matteo Zuppi, que esteve duas vezes em missão em Kyiv e duas em Moscou, e reforçada também pela visita, no verão passado, de dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais. Em 3 de abril deste ano, por ocasião da Páscoa, o Papa voltou a falar com Zelensky em meio a uma nova e intensa escalada de ataques russos com drones e mísseis em várias regiões da Ucrânia. Na ocasião, Leão XIV manifestou solidariedade ao povo ucraniano, reiterando a urgência da ajuda humanitária, da libertação dos prisioneiros e de uma paz negociada. Apelos que nunca cessaram e que foram reiterados também hoje. Fonte: https://www.vaticannews.va

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