No dia 27 de abril, Hans Küng comunicou ao mundo que o Papa respondeu ao apelo por ele lançado anteriormente de que abra a possibilidade da discussão sobre o dogma da infalibilidade. A reportagem é de de Gian Guido Vecchi, publicada por Corriere della Sera, 28-04-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

Hans Küng narra que a carta de Francisco, com data de 20 de março, lhe foi entregue através da Nunciatura de Berlim. Uma carta “que responde à minha solicitação de uma livre discussão sobre o dogma da infalibilidade” do Papa.

“Respondeu-me de maneira fraterna, em espanhol, dirigindo-se a mim como ‘Lieber Mitbruder’, caro coirmão, e estas palavras pessoais estão em cursivo”, narra Küng. O grande teólogo suíço “pela reserva que devo ao Papa” não cita frases do Pontífice. Mas diz que “Francisco não fixou nenhum limite à discussão”, que “apreciou” as suas considerações.

Com mal disfarçado estupor faz notar quanto seja “para mim importante” o fato que tenha respondido pessoalmente e, sobretudo “não tenha deixado, por assim dizer, cair no vazio o meu texto”.

E, com efeito, o texto, dirigido a um Pontífice, era exigente: “Imploro ao Papa Francisco, que sempre me respondeu de modo fraterno: receba esta ampla documentação e permita na nossa Igreja uma discussão livre, sem prevenção e aberta sobre todas as questões não resolvidas e removidas, ligadas ao dogma da infalibilidade. Não se trata de banal relativismo, que mina os fundamentos éticos da Igreja e da sociedade. Nem de rígido e insulso dogmatismo ligado à interpretação literal. Está em jogo o bem da Igreja e do ecumenismo”.

Küng o havia tornado público, traduzido em várias línguas, aos nove de março.

Por ocasião do octogésimo aniversário, “como teólogo no fim dos meus dias, baseado e com uma profunda simpatia por você e pela sua ação pastoral”, o pensador suíço havia relançado “um apelo que por diversas vezes lancei inutilmente no decurso de uma discussão de várias décadas”.

Francisco jamais falou do dogma da infalibilidade, sancionado pelo Concílio Vaticano I e por Pio IX aos 18 de julho de 1870. De resto, ninguém além Tibre considera que alguéns tenha pensado de pô-lo em discussão.

Bergoglio é o Papa da sinodalidade, mas tem bem presentes as prerrogativas do Pontífice, que elencou num discurso memorável aos 18 de outubro de 2014, no final do Sínodo, citando o Código de Direito Canônico: o Papa é “o garante da obediência e da conformidade da Igreja à vontade de Deus, ao Evangelho de Cristo e à Tradição da Igreja, pondo de parte todo arbítrio pessoal, embora sendo – por vontade do próprio Cristo – o “Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis” (cânone 749) e embora gozando “da potestade ordinária que é suprema, plena, imediata e universal na Igreja” (cânones 331-334)”.

Diferente é dizer que Francisco não tenha posto “nenhum limite à discussão”, como refere Küng. Também porque se trata do dogma talvez mais mal entendido, além de debatido. O Concílio Vaticano I não disse de fato, como muitos acreditam, que o Papa é infalível pura e simplesmente. O Papa é um ser humano e a primeira coisa que Bergogliodisse no conclave, logo após a eleição, foi: “eu sou um pecador”.

Após longas discussões, em 1870 se estabeleceu que o Papa é infalível somente “quando fala ex cathedra, isto é, quando exerce o seu supremo ofício de Pastor e Doutro de todos os cristãos, e em força do seu supremo poder Apostólico define uma doutrina sobre a fé e os costumes”. São casos raríssimos, como quando, em 1950, Pio XIIproclamou solenemente a Assunção de Maria ao céu. Mas a extensão da infalibilidade continua debatida entre os teólogos. A posição de Küng é clara: quereria aboli-la o pelo menos submetê-la a uma revisão radical.

Já o simples fato que Francisco não tenha posto um limite à discussão, escreve, é uma bela notícia: “Penso que seja agora indispensável utilizar esta nova liberdade para levar em frente a reflexão sobre as definições dogmáticas, que são motivo de polêmica no interior da Igreja católica e em sua relação com as outras igrejas cristãs”. 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

O Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ, entrevista a jovem, Rachel Ferreira, do Carmelo Jovem da Lapa, idealizadora do I- Festival de Música Católica. CÂMERA: Frei Adailson dos santos, Carmelita. Convento do Carmo/RJ. 30 de abril-2016. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com

Maria Cristina Giani, Missionária de Cristo Ressuscitado.

Nestas últimas semanas do tempo pascal, a Igreja nos apresenta, no evangelho de João, o discurso da despedida de Jesus, no qual Ele prepara a sua comunidade para um novo tempo que se inicia depois da sua partida. 

Assim como no Antigo Testamento a presença de Deus está expressa num modo cultual na arca da Aliança (Ex 25,8). Agora Deus Trindade habita no êxodo de nossa história na vida de cada crente, “carregado” em nossa fragilidade, Deus caminha conosco!

A segunda orientação é: “Mas o Advogado, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse”.

O Espírito Santo é o novo mestre da Comunidade, em total sintonia com os ensinamentos de Jesus. Daí a importância de viver uma relação de amizade, ou melhor, de cumplicidade com o Espírito, como o vemos narrado em diferentes textos dos Atos: “O Espírito e eu decidimos”.

A última Exortação do Papa, Amoris Laetitia, é um exemplo desta ação do Espírito que não ensina coisas novas senão que nos faz lembrar “atualizadamente”, isto é o sentido judaico-cristã de fazer memória, a verdade do amor de Jesus para os tempos de hoje. 

E finalmente a terceira orientação, que mais do que isso, se trata do presente que o Ressuscitado dá continuamente à sua comunidade: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz».

Cabe-nos perguntar: qual é a Paz do Ressuscitado? A oração de Dom Pedro Casaldáliga pode nos ajudar a conhecer esta Paz, estar dispostos a acolhê-la e a nos deixar conduzir por ela:

“Dá-nos, Senhor, aquela Paz inquieta que denuncia a
Paz dos cemitérios e a Paz dos lucros fartos.
Dá-nos a Paz que luta pela Paz!

A Paz que nos sacode com a urgência do Reino.
A Paz que nos invade, com o vento do Espírito,
a rotina do medo, o sossego das praias e a oração
de refúgio.

A Paz das armas rotas na derrota das armas.
A Paz do pão da fome de justiça,
a Paz da liberdade conquistada,
a Paz que se faz “nossa” sem cercas nem fronteiras,
que tanto é “Shalom” como “Salam”, perdão, retorno,
abraço...

Dá-nos a tua Paz, essa Paz marginal que soletra
Em Belém e agoniza na Cruz e triunfa na Páscoa.
Dá-nos, senhor, aquela Paz inquieta, que não
nos deixa em paz”! Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

*Resumo do Artigo.

 

Desde o dia 28 de agosto de 2014, uma especial comissão histórica está atuando, tendo em vista a causa de beatificação de Dom Hélder Câmara, nomeada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido OSB, composta por quatro especialistas em estudos históricos: prof. Luiz Carlos Luz Marques, Universidade Católica de Pernambuco; Lucy Pina Neta, Instituto Dom Helder Câmara; prof. José Oscar Beozzo da Comissão de Estudos de História da Igreja na América Latina e do Centro Ecumênico de Serviços de Evangelização e de Educação Popular (São Paolo), e Silvia Scatena, da Universidade de Modena e da Fundação João XXIII, de Bolonha. A informação é de Francesco Strazzari, professor de Ciência Política, em Pisa, Itália, publicada por Settimana, 23-04-2016. A tradução é de Ramiro Mincato. 

A Comissão dedicou o primeiro ano de trabalho em consultar arquivos procurando documentos relativos a dom Hélder. Fizeram-se pesquisas em Fortaleza, onde dom Hélder nasceu, formou-se, e dedicou seus primeiros anos de ministério (1909-1936); nos arquivos da Cúria Metropolitana e no Seminário da Prainha; na Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde Dom Hélder trabalhou como padre e depois como bispo e arcebispo auxiliar (1936-1964); nos arquivos da Cúria metropolitana e nos arquivos privados de Maria Luiza e Edgar Amarante, Marina Bandeira e Marina Araújo, que faziam parte de sua equipe de trabalho naquela cidade; nos arquivos do Dr. Alceu Amoroso Lima, amigo de Dom Hélder, com quem manteve correspondência epistolar, desde os tempos do seminário, que estão no centro Alceu Amoroso Lima para a liberdade, em Petrópolis e no Fundo Vaticano II, na documentação dos padres Conciliares Brasileiros, arquivada na Biblioteca Trabalho Social Redentorista de Pesquisa Religiosa, em São Paulo. Foram também consultados o Centro de Documentação da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; os arquivos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da qual Dom Hélder foi fundador e secretário-geral por doze anos (1952-1964), e no Arquivo do Memorial Juscelino Kubistchek, em Brasília. Em Recife foram consultados os arquivos do Instituto Dom Hélder Câmara e da Cúria Arquidiocesana, e foram entrevistadas pessoas que estavam em contato e trabalharam com ele.

Fora do Brasil, pesquisaram os arquivos do jornalista francês José de Broucker, o primeiro biógrafo de Dom Hélder. Seu arquivo encontra-se na Universidade de Louvain-La-Neuve, Bélgica. (Arquivos do mundo católico - ARCA).

Os pesquisadores agora estão trabalhando na análise e seleção de uma parte documentação recolhida. A Comissão dedicou-se, sobretudo, em examinar toda a correspondência ativa e passiva; em elaborar a lista de trabalhos publicados sobre o servo de Deus e suas ações, ou aquelas a ele atribuídas; e em conseguir notícias e artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

Na reunião da Comissão de História com o postulador da causa, frei Jociel João Gomes da Silva, OFMCap., em 19 de abril passado, em Recife, revisou-se tudo o que foi feito pela Comissão; examinou-se os critérios para a seleção dos escritos mais significativos nos diferentes gêneros literários usados por Dom Hélder: cartas, programas de rádio, sermões, discursos, meditações, poemas, o formato e a extensão do relatório final com os respectivos anexos. Estes escritos, selecionados e analisados a partir de um ponto de vista histórico, serão submetidos a uma comissão de três teólogos, que os examinarão quanto à sua conformidade com os ensinamentos da Igreja.

Em 20 de abril, os membros da Comissão visitaram o Instituto Dom Hélder Câmara e reuniram-se com a Direção em vista de fornecer a documentação inédita para a consideração dos teólogos.

A Comissão espera que no ano em curso se possa finalizar a fase diocesana do processo, para começar a entregar a documentação à Congregação para as Causas dos Santos.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Frei Donald Buggert, O. Carm.

O silêncio, a solidão e a oração também exercem outro papel em nossa batalha espiritual. Esses três valores tipicamente desérticos do Carmelo nos tornam atentos à gratuidade do amor de Deus em nossas vidas, nos dispõem a reconhecer que Deus está presente em todas as coisas, purificam nosso relacionamento com os outros da tendência materialista em impor uma vontade alienada a eles, e possibilitando assim um encontro real e pleno com o próximo.[i] 

O silêncio, a solidão e a oração são as “substâncias” que geram profetas místicos. Por “experimentar” a presença divina, o profeta (ele/ela) também pode experimentar a ausência do divino na história, no modo de produção. É essa consciência da presença divina que levou o profeta a denunciar o velho, o reino de Satã, e a anunciar o novo, o Reino de Deus. O silêncio, a solidão e a oração são a escola dos profetas de Elias.[ii]

O projeto de todos os carmelitas é caminhar nas pegadas de Jesus. Mas nossa compreensão de Jesus muda, assim como muda a situação histórica.

Qualquer seguimento de Cristo que nos anestesie da história e de seus conflitos, é na melhor das hipóteses, uma espiritualidade fuga mundi, que nega a própria história encarnacional de Deus.

Caminhar nas pegadas de Jesus Cristo para reconquistar a terra é inserir-se na história com seus conflitos, assumir a cidadania terrena e política como fizeram os primeiros eremitas do Carmelo.

Como nos dias de Alberto e dos primeiros eremitas do Carmelo, a terra será reconquistada não por armas e forças, mas pelo caminhar nas pegadas de Jesus Cristo...

Leia na íntegra. Clique aqui:

http://mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2016/04/espiritualidade-carmelitana.html

 

[i]  Gutiérrez, Beber no Próprio Poço, p. 99-102.

[ii]  Sobre “profetas místicos”, ver minha “Liberation Theology: Praxis and Contemplation”, Carmelus 34 (1989), p. 55. Sobre a importância da espiritualidade do deserto do Carmelo para a ação de libertação profética, ver Segundo Galilea, “The Future of Our Past”, pp. 25-43.

CD- LEVANTA ELIAS. (Com a participação especial do Frei Carlos Mesters, cantado- Confidências). Finalmente, e com a Graça do nosso Bom Deus, estou lançando no próximo sábado, 30, o esperado CD da Peregrinação do Ano Eliano Missionário Vol. I. Eu disse volume I! Logo, o II vem por aí. Será no Festival de Música Católica aqui da Comunidade do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. ( Vídeo convite.https://youtu.be/6ngQH4E527k) Das 13h:30min às 18h. Nos próximos dias divulgaremos os locais de venda. 

Anotações feitas por Frei Vital Wilderink,  O. Carm

Medellín, 24/08 - 06/09/1968

Bogotá, 24 de agosto

São 18:15 horas. Da janela do meu quarto no convento dos carmelitas descalços, onde estou hospedado, vejo o avião da Avianca levantar vôo para levar Paulo VI de volta para Roma. Sua visita à Colômbia foi um acontecimento na história humana, na história do Povo de Deus em peregrinação. Um acontecimento cheio de significados, um acontecimento que me faz refletir.

Tento pôr em ordem as ideias e os sentimentos que esse acontecimento provoca. As manchetes dos jornais de hoje que relatam os eventos de ontem, servem de roteiros, pelo menos provisórios:

"Rechazo a la violencia hace Pablo VI"

"El cambio de estructuras es fundamental pero debeos”. Nossos discursos silêncio, que muitas vezes é que na gratuidade existe sempre algo de paradoxal. Incomoda e faz explodir as nossas categorias.

Quem perde de vista a precariedade dos nossos consensos e realizações dificilmente poderá aceitar o mistério da encarnação.

Lembro ter lido em algum livro, anos atrás, que Jesus anunciava a utopia do Reino de Deus. Mas este Reino não é uma utopia. Jesus afirmava que o Reino estava no meio de nós, como um grão de mostarda. E manifestava a presença desse Reino, não através de um plano social global, mas nos seus próprios gestos. Ele dava sinais que pediam, sem dúvida, atitudes e medidas concretas.

Há outros, tantos outros, que foram e são sinais desse Reino. Penso em Teresa de Lisieux cujo Centenário da morte acabamos de celebrar. Sua vida tornou-se cada vez mais sinal do Reino à medida que desapareceu como utopia. Penso em Teresa de Calcutá cuja vida foi uma parábola do Reino dos Céus. Penso no bispo Romero que à sua maneira foi sinal do Reino. Lembro-me com gratidão do acontecimento Medellín. Com seus placet e non placet foi outro tipo de sinal da presença do Reino.     Nunca de outro cônego e de três coroinhas. A Epístola e o Evangelho foram lidos para o povo que não havia. Os bispos e outros membros da 2a Conferência Geral estavam chegando e conversando. Um grande coro instalou-se ao lado do presbitério e começou a cantar não sei se era para ensaiar ou para criar um clima mais devoto. Devo dizer que o coral era magnífico.

O Papa está ainda em visita a um bairro pobre da cidade. Não vai ser possível ele chegar na hora. Alguns de meus vizinhos têm um transistor para acompanhar as andanças do Santo Padre...

*Dom Frei Vital Wilderink, O Carm- Eremita Carmelita- foi vítima de um acidente de automóvel quando retornava para o Eremitério, “Fonte de Elias”, no alto do Rio das Pedras, nas montanhas de Lídice, distrito do município de Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no dia 11 de junho de 2014. O sepultamento foi na cidade de Itaguaí/RJ, no dia 12, na Catedral de São Francisco Xavier, Diocese esta onde ele foi o primeiro Bispo.

A jovem, Rachel Ferreira e os jovens do Carmelo Jovem, fazem um convite para o 1º Festival de Música Católica a ser realizado no próximo sábado, dia 30 de abril-2016, no Estacionamento da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa (Próximo dos Arcos da Lapa e da Sala Cecília Meireles, centro do Rio de Janeiro). O evento tem início às 13h: 30min e ao final, na Santa Missa, às 18h, será lançado o CD- Levanta Elias, de Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.    Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 24 de abril-2016. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Todos sabemos que o amado povo do Rio de Janeiro tem uma bela devoção a São Jorge, o assim chamado “santo guerreiro”. Isso eu aprendi logo no primeiro ano que assumi a missão de servir a esta Igreja nesta cidade. Damos graças a Deus por esta devoção! Temos poucas informações sobre a vida de São Jorge. O carinho de seus devotos acrescentou elogios em sua vida, dando algumas características daquilo que o coração fala e admira, embora nem sempre corresponda a fatos históricos. 

Temos na antiguidade vários santos mártires que foram soldados: São Sebastião, nosso padroeiro, Santo Expedito, celebrado no dia 19 de abril, e São Jorge, que comemoramos dia 23 de abril. 

Trago aqui alguns poucos fatos que são de domínio público em livros e na internet: a vida de São Jorge se dá no século III, quando Diocleciano era imperador de Roma: havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. 

Foi promovido a capitão do exército romano devido à sua dedicação e habilidade. Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos, passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião, declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. 

São Jorge foi um grande defensor e testemunha da fé cristã. Com grande coragem e sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "o que é a verdade?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e n’Ele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé, torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. 

A fé deste servo de Deus era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-Lo como Senhor, por intermédio do testemunho e da pregação do jovem soldado romano. Conta-se que seu testemunho de fidelidade e amor a Deus arrebatou uma geração de incrédulos da época. Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo, a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente.
O início de sua popularidade ocorreu no auge da perseguição aos cristãos pelo imperador romano Deocleciano – final do século III, quando o ousado guerreiro passou a defender com muita fé o cristianismo. A imagem de São Jorge é representada por um jovem vestido com uma armadura, sentado em um cavalo branco com uma lança atravessando o dragão, pois o santo é imortalizado no “conto” em que mata um dragão. No tema deste ano em nossa Arquidiocese para essa festa, “Cavaleiro da Misericórdia”, nós recordamos os vários dragões que hoje existem e que é necessário, como Igreja, a empunharmos a espada da Palavra de Deus para eliminar do meio de nossa sociedade.
São Jorge, que é santo da Igreja Católica, traz, porém, um apreço de inúmeras pessoas e grupos que o têm em grande consideração. São Jorge é patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Aragão, Lituânia, da cidade de Moscou e de muitos outros locais e entidades. Quando recebi neste ano a visita do Patriarca de Moscou, Kiril, o presente que lhe dei foi justamente uma imagem de São Jorge, patrono de sua cidade. Muito venerado também em outros lugares, inclusive em todo o nosso Estado. Seu culto na Igreja, mesmo com poucos dados históricos, e mesmo com as dificuldades encontradas na comprovação das atas de seu sofrimento, remonta ao século V, e com as "cruzadas", através da "legenda dourada", o fizeram popular no Ocidente.

         Os restos mortais de São Jorge foram transladados para Lida (ou Lod, antiga Dióspolis), que é uma cidade da região da atual Israel e foi onde teria residido sua mãe. Aí ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer um suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente. Dessa maneira foi propagada a sua devoção por meio do seu belo testemunho de seguidor de Jesus e homem que deu a sua própria vida por Aquele que é a Suprema Verdade.
           Neste dia em que milhares de pessoas se deslocam até as igrejas, capelas e oratórios de São Jorge para manifestar seu carinho e a busca de ver nesse homem de Deus um grande exemplo de vida e um intercessor junto a Deus, contemplemos a todos com os olhos da fé e oremos para que todos busquem a vida nova em Cristo. 

Ao olhar para São Jorge possamos, a exemplo dele, lutar contra o dragão do mal para sermos vencedores nesta batalha contra os questionamentos da nossa fé. Que com a mesma coragem professemos esta nossa fé neste tempo de tantas questões e problemas, e que, com o coração aberto, vivamos como irmãos e irmãs que em Cristo se amam. 
No seu dia, com grande devoção, quero pedir pela paz em nossa amada cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e em nosso Estado. Que São Jorge nos ensine a dialogar permanentemente na defesa de nossa fé e na construção da paz. E que, pela intercessão de São Jorge, possam descer sobre as nossas vidas muitas bênçãos de Deus!

Fonte: Facebook

O texto "Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade. Sal da terra e luz do mundo", tema central da 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aprovado pelo episcopado brasileiro como documento da entidade.  A informação é publicada por Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, 14-04-2016.

Em entrevista à imprensa, nesta quinta-feira, 15, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, disse que o texto já vinha sendo preparado há dois anos e tem o objetivo de elucidar o importante papel dos leigos na Igreja.

“Todos nós somos na Igreja Católica batizados, alguns exercem determinados ministérios ordenados, mas a grande maioria dentro da Igreja não exerce, não assume ministérios ordenados ou não recebe ministérios ordenados, então é muito importante que nós como Conferência Nacional falássemos sobre esse tema, mais que o tema, a realidade dos leigos dentro da Igreja”, afirmou.

Ainda de acordo com o bispo, o documento ressalta a influência que os leigos têm nos serviços de evangelização da Igreja. “Esse verdadeiro ministério, digamos assim, dos leigos dentro da Igreja é muito importante e o documento tentou ressaltar isso, trazer a reflexão, a meditação e também dar algumas pistas para os leigos, como exemplo, como eles podem nos ajudar ainda mais como Igreja, especialmente nas pastorais sociais. O documento ressalta sobretudo a importância dos leigos na evangelização, nós normalmente ligamos a parte de evangelização ao bispo, ao padre, ao religioso, a religiosa, mais cada vez mais se tem acentuado a necessidade de uma Igreja missionária e evangelizadora, na qual os nossos leigos exercem uma função, um ministério muito importante”, disse.

O documento ainda será revisado e posteriormente publicado pelas Edições CNBB. “Eu creio que esse texto vai nos ajudar muito a mostrar aos leigos essa participação na vida da Igreja, na qual nós todos somos Igreja e, por isso, participamos, testemunhamos e queremos também agir como Igreja nos diversos meios, dentro da sociedade, concluiu.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Carmelitas.  

Letra e música

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

  

Gm                                                       G7                 Cm

Ká, ká, ká, Carmelitas, no Carmelo eu quero chegar.

            Cm                              Gm                          Am(b5)         D7               Gm  G7

Com o cajado de Elias caminhando, e o Escapulário no meu peito a brilhar. (BIS)

  

              Cm                   Gm                        Am(b5)     D7       Gm  G7                       D7

1-Com Eliseu, eu vou pegar! O Manto de Elias para   Evangelizar. (bis)       Ká, ká, ká,

  

                                                              REFRÃO

                           Cm                   Gm                     Am(b5)         D7              Gm  G7                       D7

2- Com João da Cruz, eu vou subir! O Monte Carmelo para o Cristo encontrar. (bis)       Ká, ká, ká,

 

                                                               REFRÃO

 

Cm                   Gm                     Am(b5)         D7              Gm  G7                       D7

3-Com Terezona, eu vou falar! Até entre as panelas Jesus Cristo lá está. (bis) Ká, ká, ká,

  

                                                                 REFRÃO

                     Cm                  Gm                        Am(b5)      D7              Gm  G7                       D7

4-Com Teresinha, eu vou amar! Viver o Evangelho, sem  muito complicar. (bis)     Ká, ká, ká,

  

                                                              REFRÃO

                      Cm                           Gm                      Am(b5)    D7                  Gm  G7                D7

5- Com Tito Brandsma, vou escrever! E com Edith Stein, a    morte vou vencer. (bis)  Ká, ká, ká,

                                                               REFRÃO