Olhar Jornalístico

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO-C: Homilia do Frei Petrônio-01

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Publicado em 10 setembro 2013

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23º DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO-C: Homilia do Frei Petrônio-02

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Publicado em 10 setembro 2013

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ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO: Padre Wladimir é encontrado morto

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Publicado em 09 setembro 2013

Desaparecido desde sábado, 24 de agosto, padre Wladimir Anselmo da Silva, 50 anos (Foto), foi encontrado morto em São Bento do Sapucaí (SP). O sacerdote, que morava na Paróquia Santos Apóstolos, na Região Episcopal Brasilândia, estava com depressão e fazia um tratamento psiquiátrico com uso de medicamentos fortes.

A Arquidiocese de São Paulo já havia avisado a Polícia Militar, que agora deverá investigar e apurar o que aconteceu. A missa de corpo presente deverá acontecer amanhã, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3907, Jardim Maracanã).

Leia a íntegra do comunicado:

Nesta manhã chegou-nos o comunicado que foi encontrado o corpo do Pe. Wladimir Anselmo da Silva, nas proximidades de S. Bento de Sapucaí, nas mediações da "Pedra do Baú". Ele deverá ser transladado ainda hoje para São Paulo, afim de ser velado na Paróquia Santos Apóstolos. Está prevista Missa de "corpo presente" para amanhã, as 8h, e logo a seguir o sepultamento. (Estes horários poderão sofrer alterações).

A Arquidiocese de São Paulo, particularmente a Região Episcopal Brasilândia chora a morte deste sacerdote zeloso, dedicado e fiel no serviço de Deus e da Igreja. Deus na sua bondade lhe conceda a coroa da glória e a recompensa por todo bem realizado! Aos seus familiares, seus amigos e aos membros das comunidades onde realizou o seu ministério, nosso pesar e sentimentos de profunda comunhão na fé e na oração.

 

Dom Milton Kenan Junior

Vigário Episcopal para a Região Brasilândia

Dom Tarcísio Scaramussa

Vigário Geral da Arquidiocese de São Paulo

Fonte: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

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Santa Teresinha e o aidético: A história de uma alma aflita.

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Publicado em 09 setembro 2013

Por Frei Alonso Gustavo Malaquias, O.Carm. Convento do Carmo, São Paulo.

Há cerca de dois meses venho acompanhando uma pessoa que descobriu que adquiriu HIV e veio desabafar comigo. Para contar isso pedi permissão da pessoa envolvida. E não vou dizer o nome, nem onde mora por motivos óbvios.

Realmente, não deve ser nada fácil ter que encarar do dia pra noite toda a sua pequenez e mortalidade. Dar-se conta de toda a sua fragilidade de uma só vez é duro. Neste tempo todo estamos conversando e fui falando pra ela de Santa Teresinha, contando a história da sua vida, do quê ela passou com a sua doença incurável na época, inclusive a terrível tentação que Santa Teresinha pensou de que Deus não existisse e que sua fé em Deus fosse, ao final de tudo, apenas uma cruz de madeira pendurada na parede... E o pedido que ela fez às Irmãs de tirarem de perto dela todos os remédios, pois ela tinha medo de fazer alguma bobagem, dada a sua situação de extremo sofrimento. E o mais bonito de tudo: como Santa Teresinha, apesar de tudo isso, confiou totalmente e se abandonou ao Amor Misericordioso do Senhor em meio às mais terríveis tentações contra a fé, dores físicas e morais. E que ela morreu, olhando para Jesus no seu crucifixo dizendo: "meu Deus, eu te amo"... 

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br

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COISAS DE FRANCISCO: Papa exorta os cristãos a se livrarem de devoções e revelações que não levam a Cristo.

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Publicado em 09 setembro 2013

O cristão jamais deve esquecer que o centro da sua vida é Jesus Cristo: foi o que ressaltou o Papa na missa celebrada neste sábado na Casa Santa Marta, no Vaticano. Francisco afirmou que devemos vencer a tentação de ser "cristãos sem Jesus" ou cristãos que "buscam somente devoções", mas falta Jesus.

Existem, acrescentou, "outros cristãos sem Cristo: os que somente buscam devoções", "mas falta Jesus". "Se suas devoções levam-no a Jesus – disse o Papa –, então tudo bem. Mas se não vai além da devoção, algo não funciona." Além disso, prosseguiu, há "outro grupo de cristãos sem Cristo: os que buscam coisas raras, um pouco especiais, que vão atrás de revelações privadas", enquanto a Revelação se concluiu com o Novo testamento.

O Papa frisou nestes cristãos a vontade do "espetáculo da revelação, de ouvir coisas novas". Francisco exortou esses cristãos a tomarem o Evangelho. E concluiu pedindo a Jesus que "nos faça entender que somente Ele é o Senhor, o único Senhor. E nos dê também a graça de amá-Lo, de segui-Lo, de caminhar na estrada que Ele nos ensinou".

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br

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OLHAR CARMELITANO SOBRE CAMOCIM DE SÃO FÉLIX-PE.

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Publicado em 09 setembro 2013

Fotos e fatos do encerramento da Festa de São João Batista, bairro do Campo, Camocim de São Félix. Fonte: Face...

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ORDEM DO CARMO: Olhar Carmelitano.

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Publicado em 08 setembro 2013

Com o tema; “Uma palavra de esperança e de salvação” (Const. 24): viver o carisma e a missão do Carmelo, hoje. A Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem do Monte Carmelo- Carmelitas, do dia 02 a 21 de setembro-2013, realiza o Capítulo Geral em Roma, Itália. Veja outras fotos. Clique aqui:

https://www.facebook.com/olharjornalistico/media_set?set=a.635713223128214.1073741834.100000686270175&type=1 (É necessário ter uma conta no facebook)

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*23º Domingo do Tempo Comum: A prioridade e as renúncias para seguir Jesus (Lucas 14,25-33)

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Publicado em 08 setembro 2013

Ildo Bohn Gass, biblista do CEBI.

O evangelho da liturgia deste final de semana apresenta Jesus colocando as condições fundamentais para quem quer segui-lo no caminho da cruz. Diante da prioridade do seguimento, todo o resto se torna relativo.

E nós hoje

Certamente, as exigências de Jesus nos questionam quando nossa ação evangelizadora está voltada mais para as "massas" e não tanto para o "fermento", isto é, o engajamento radical em favor da justiça e da partilha, da gratuidade e da superação de preconceitos.

É evidente que Jesus não recusa ninguém. Ele mesmo acolheu com ternura um homem muito rico. Porém, não deixou de lhe mostrar que o caminho da felicidade passa pela partilha (Lucas 18,18-23). Também foi comer na casa de um ladrão confesso. Mas deixou claro que ele se tornaria discípulo do reino na medida em que devolvesse o que roubara e partilhasse outro tanto com os pobres (Lucas 19,1-10)...

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2013/09/23-domingo-do-tempo-comum-ano-c.html

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*ORDEM DO CARMO: CAPÍTULO GERAL- 2013. SASSONE - ITÁLIA

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Publicado em 07 setembro 2013

Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm.

Primeiro dia

ABERTURA DIA 03/09/2013

O Capítulo Geral foi aberto com uma missa presidida pelo P. Geral, Fernando Millán, concelebrada pelos membros do Conselho Geral e padres capitulares. Após a missa todos, vestindo o hábito e capa branca, se dirigiram em procissão para a sala capitular. Ao longo do percurso se cantou a ladainha dos santos carmelitas e o veni creator. A procissão foi aberta pelo ícone de Nossa Senhora e dos padroeiros do Capítulo Geral. Fr. Joseph Chalmers foi eleito Presidente do Capítulo.

 TARDE

1-Leitura da Carta do Papa Francisco para o Prior Geral da Ordem por ocasião da celebração do Capítulo Geral (texto em anexo). Em sua mensagem o Papa sugere três “fios condutores” para a realização do Capítulo Geral...

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2013/09/ordem-do-carmo-capitulo-geral-2013.html

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Trump violenta cidadãos, os fatos e a democracia

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Publicado em 27 janeiro 2026
  • democracia,
  • A execução de Alex Pretti
  • agentes federais em Minneapolis,
  • Alex Pretti

A execução de Alex Pretti expõe um governo que avilta a verdade e instrumentaliza a máquina pública para intimidar adversários, cruzando a linha entre o Estado de Direito e o terror de Estado

 

A morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos sem antecedentes criminais, baleado por agentes federais em Minneapolis, marca um ponto de inflexão na escalada repressiva do governo de Donald Trump. Não se trata de mais um acidente trágico num ambiente político inflamado. Trata-se de um caso em que a violência estatal colide frontalmente com princípios elementares do Estado de Direito.

Durante um protesto, ao tentar intervir depois que uma mulher foi derrubada por forças federais, Pretti foi atingido por spray de pimenta, imobilizado e cercado no chão. No momento crucial, Pretti segurava apenas o celular com que filmava a ação dos agentes. Ele portava legalmente uma arma de fogo, mas não a empunhava. A arma foi identificada e retirada. Ainda assim, os agentes dispararam dez tiros. Mesmo diante dessas imagens, autoridades federais apressaram-se em descrevê-lo como ameaça letal, agressor e “terrorista” em potencial – pedindo ao público que desconfiasse não apenas de seus instintos morais, mas de seus próprios olhos.

Essa reação é ainda mais ultrajante que o próprio episódio. Ao substituir investigação por estigmatização, o governo não apenas se esquivou de responsabilidade como reforçou uma lógica perigosa: a de que agentes armados podem agir com ampla margem de impunidade, desde que o Poder Executivo forneça a cobertura narrativa necessária.

A escalada não surgiu do nada. A crise migratória foi, durante anos, tratada com complacência por administrações democratas, em descompasso com a percepção da maioria da população. Esse vazio de autoridade ajudou a alimentar o apelo eleitoral de soluções maximalistas e retóricas de combate. Some-se a isso a imprudência de vozes que, em nome da resistência, flertaram com discursos de obstrução e confronto às forças federais. Ainda assim, convém ser claro: esses fatores ajudam a explicar o contexto, mas nem de longe absolvem o governo que hoje detém o poder e o exerce de forma letal.

Operações ostensivas, agentes mascarados, uso rotineiramente desproporcional da força, retórica de guerra interna e normalização da exceção compõem um padrão. Não é preciso recorrer a analogias extremas para reconhecer traços de regimes totalitários que suprimem liberdades não abolindo leis, mas reinterpretando-as de modo a esvaziar seu conteúdo. O governo Trump passou a empregar terror de Estado como método de governo, não apenas para impor políticas, mas para produzir medo difuso, permanente e imprevisível.

Quando o Executivo transforma adversários políticos, manifestantes ou simples observadores em “inimigos internos”, o efeito é literalmente letal. A confiança pública se dissolve. O direito de protesto torna-se risco pessoal. Até o porte legal de uma arma – ferrenhamente defendido pelo movimento Maga – deixa de ser garantia constitucional e passa a ser pretexto para execução sumária. A fronteira entre aplicação da lei e truculência política se torna indistinta.

Uma política migratória eficaz exige autoridade, sim, mas autoridade legítima, limitada, sujeita a controle. A força sem responsabilidade não protege. Apenas amedronta. E o medo é combustível instável para qualquer democracia.

Há saídas. A primeira é óbvia: investigações independentes, transparência plena, cooperação com autoridades estaduais e responsabilização individual. A segunda é institucional: limites claros às operações federais, identificação obrigatória de agentes, uso efetivo de câmeras corporais, supervisão externa real. A terceira é política: abandonar a lógica da provocação permanente e reconhecer que governar não é testar até onde o poder pode ir sem ser contido. O Congresso – em especial os republicanos sensatos – precisa constranger o governo.

A história americana oferece inúmeros exemplos de correção de rota após abusos estatais. Mas todos exigiram coragem institucional. Se o assassinato de Alex Pretti – como o de Renee Good antes dele – não provocar essa reação, o precedente estará estabelecido.

O poder legítimo não se mede pela força das armas, mas pela disposição de responder por cada tiro. Fonte: https://www.estadao.com.br

Sintonia fina entre Lula e Leão XIV

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Publicado em 23 janeiro 2026
  • Lula e Leão XIV
  • O Brasil e o Vaticano
  • relações diplomáticas entre o Brasil e o Vaticano,
  • O Brasil e o Vaticano comemoram hoje 200 anos de relações diplomáticas,

O Brasil e a Santa Sé celebram 200 anos de relações diplomáticas em um momento de convergência de preocupações entre Lula e o Papa Leão XIV

 

Lula e o Papa Leão XIV — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

 

Por Janaína Figueiredo

 — Buenos Aires

O Brasil e o Vaticano comemoram hoje 200 anos de relações diplomáticas, em momentos de enormes desafios globais e, segundo confirmam fontes diplomáticas e posicionamentos do Papa Leão XIV e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, forte sintonia entre ambos. Para dar apenas um exemplo, o governo brasileiro e o Sumo Pontífice foram convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado “Conselho da Paz”, uma iniciativa que parecia inicialmente destinada a supervisionar a reconstrução pós-guerra de Gaza, mas que poderia ir além do enclave. Em Brasília e no Vaticano, fontes afirmam que em ambos os casos a tendência é dizer “não” ao republicano.

No caso do governo brasileiro, as fontes foram mais taxativas: “Existe zero possibilidade de que sejamos parte disso.” No Vaticano, a coluna apurou que Leão XIV, nascido nos EUA, dificilmente se arriscaria a sofrer uma avalanche de questionamentos, sobretudo internos. Oficialmente, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número 2 do Vaticano, disse a jornalistas que “estamos considerando isso a fundo, e acho que é um assunto que requer tempo para reflexão e resposta”.

Hoje, Parolin celebrará uma missa em português pelos 200 de relações diplomáticas entre o Brasil e o Vaticano, na Basílica de Santa Maria Maior (onde está sepultado do Papa Francisco), com a presença de cardeais brasileiros, entre eles Dom Jaime Spengler, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Porto Alegre, e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Durante sua visita ao Vaticano, o ministro se encontrará com a Comunidade Santo Egídio (atuante na mediação de conflitos, sobretudo na África); com a Ordem de Malta, que tem uma extensa rede de atenção, sobretudo de caráter humanitário; e com o cardeal Parolin.

O Brasil e o Vaticano mantêm relações diplomáticas desde 23 de janeiro de 1826, quando o papa Leão XII recebeu as cartas credenciais de monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, que havia sido enviado a Roma pelo imperador Pedro I para efetuar gestões em favor do reconhecimento da independência, proclamada em 1822.

Na visão do embaixador Everton Vieira Vargas, essa relação vive um de seus melhores momentos. O embaixador destacou em conversa com a coluna a convergência sobre temas comuns e de preocupação de ambos os Estados, entre eles o futuro do multilateralismo, a busca da paz e de um mundo mais justo.

Talvez uma das poucas divergências entre Leão XIV e Lula seja sobre o papel da líder opositora venezuelana María Corina Machado, recebida recentemente pelo Pontífice. O presidente brasileiro nunca quis ter contato com María Corina, vista por seu governo como um obstáculo para uma transição democrática no país.

No discurso do Papa aos membros do corpo diplomático acreditado junto ao Vaticano, nos primeiros dias de janeiro, Leão XIV afirmou que “preocupa particularmente a fragilidade do multilateralismo no plano internacional. Uma diplomacia que promove o diálogo e procura o consenso de todos está sendo substituída por uma diplomacia da força, de indivíduos ou de grupos de aliados.

A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico está se alastrando. Foi quebrado o princípio, estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia os países de recorrerem à força para violar fronteiras alheias”. Sintonia fina com o Planalto. Fonte: https://oglobo.globo.com

Arthur Lira e filho entregam motos sorteadas no interior de Alagoas: 'Dividimos, eu e painho'

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Publicado em 14 janeiro 2026
  • Teotônio Vilela,
  • Arthur Lira
  • deputado Arthur Lira
  • filho de Arthur Lira
  • Arthur Lira e filho
  • Álvaro Lira
  • São Miguel dos Campos,
  • Codevasf

Apesar de as motocicletas terem sido entregues com seus nomes, o deputado alegou não ter custeado a compra. Álvaro Lira é pré-candidato a deputado federal no estado

 

Moto com nome de Arthur Lira entregue em Teotônio Vilela (E) e moto entregue com nome de Álvaro Lira em São Miguel dos Campos (D) — Foto: Reprodução/Instagram

 

Por Yago Godoy

 — Rio de Janeiro

 

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e seu filho, Álvaro Lira, entregaram motocicletas a cidadãos alagoanos em sorteios de Natal realizados por prefeituras do interior do estado. Na cidade de São Miguel dos Campos, na última quinta-feira, eles compareceram presencialmente ao evento para conceder os prêmios. No dia seguinte, em Teotônio Vilela, apesar de não terem ido ao município, as motos sorteadas continham seus nomes colados em um papel.

Na cidade de Teotônio Vilela, a cerca de 90 km de Maceió, as cinco motos sorteadas também tinham os nomes do prefeito, Peu Pereira (PP), do deputado estadual Fernando Pereira (PP) e do ex-prefeito Joãozinho Pereira. Fernando e Joãozinho são irmãos, e também primos do ex-presidente da Câmara.

Já em São Miguel, o maior prêmio foi um carro que continha o brasão da prefeitura. As motos estavam em nome de Fernando e Álvaro, que ocupa o cargo de gestor administrativo da cidade e é pré-candidato a deputado federal por Alagoas. Na segunda-feira passada, contudo, quando o sorteio foi realizado, a mesma moto estava com o nome de Lira.

— A gente deu uma dividida na moto, eu e painho, e ano que vem eu fui convocado para ser duas. Uma minha e uma dele — brincou Álvaro, em conteúdo publicado pelo município nas redes sociais.

Em seu perfil oficial, o filho de Lira afirmou que "mais do que prêmios, entregamos esperança, alegria e gratidão a quem faz a cidade crescer". Durante seu discurso no palco do evento, ele também ressaltou estar alegre por entregar os prêmios e "fortalecer a época natalina":

— Muita alegria de estarmos aqui entregando esses prêmios, que já foram sorteados, que vocês já foram ganhadores, mas hoje se concretiza. Está sendo premiado um carro pela prefeitura, uma moto pelo deputado estadual Fernando Pereira, e uma moto dividida, minha com meu pai — frisou.

Ao GLOBO, a assessoria de Lira alegou que, apesar das manifestações, eles não custearam a compra das motos sorteadas, e o uso do nome de Álvaro "teve caráter meramente informal":

"Tratou-se de evento promocional realizado pela Associação Comercial junto com a prefeitura local. O uso do nome de Álvaro Lira no material exposto teve caráter meramente informal, apenas para identificar quem realizaria o sorteio do produto", diz o deputado em nota.

Em São Miguel, que possui 51.990 habitantes e fica a 50 km da capital, foram disponibilizados R$ 200 mil em prêmios em parceria com mais de 100 lojistas. A 15° edição do "Natal Premiado" movimentou cerca de 400 mil cupons na cidade, conforme informações divulgadas pela prefeitura, e ofertou itens como televisões, camas, eletrodomésticos e prêmio em dinheiro. Procurada pelo GLOBO, a gestão municipal ainda não se manifestou.

Nas redes sociais, Lira escreveu que a ação "movimenta o comércio local, incentiva os comerciantes e leva benefícios diretos para a população", com todo o valor investido sendo revertido "para a economia de São Miguel". Ainda nas redes, o prefeito George Clemente (MDB) também afirmou que "o comércio sai fortalecido".

"Uma ação que movimenta o comércio local, incentiva os comerciantes e leva benefícios diretos para a população. Quando iniciativas assim acontecem, todo mundo ganha: quem vende, quem compra e a cidade como um todo", publicou Lira.

 

'Lugar especial no coração'

Com 38.053 habitantes, Teotônio Vilela sorteou 97 prêmios no evento "Natal dos Sonhos", que também contou com ampla divulgação nas redes sociais. Os cupons eram garantidos a cada R$ 30 reais em compras em lojas locais.

O sorteio e a entrega dos prêmios foram no mesmo dia, somente com a presença de Peu. Em um painel de LED, além dos estabelecimentos descritos como "parceiros", as fotos de Álvaro, Joãozinho, Fernando e Lira apareciam como "apoio". Os políticos também receberam agradecimentos do prefeito, em sua rede social, por "tornarem o sonho possível".

Lira e Álvaro compareceram a Teotônio no final de dezembro para participarem da inauguração da pavimentação, de um auditório e de um espaço esportivo. Eles aproveitaram para entregar cestas básicas aos moradores e compartilharam fotos da visita nas redes, além de o deputado publicar que a cidade "tem um lugar especial no coração".

"Cada retorno aqui é marcado por carinho, respeito e pela certeza de que vale a pena trabalhar por essa gente tão acolhedora", escreveu Lira.

Em nota enviada ao GLOBO, a Prefeitura de Teotônio Vilela informou que o sorteio é realizado há duas décadas e "conta historicamente com o apoio e a participação de autoridades públicas e lideranças políticas". Em relação aos deputados, a gestão afirmou que eles participaram "sem qualquer vínculo institucional com a organização do evento ou com a prefeitura", comparecendo "de forma informal e voluntária".

"A prefeitura reafirma seu compromisso com a transparência, com o fortalecimento da economia local e com a valorização de iniciativas que promovem desenvolvimento, geração de renda e participação popular", diz o comunicado.

 

Grupo Pereira e Codevasf

Além dos sorteios realizados, os políticos costumam aparecer juntos em eventos e inaugurações locais. Enquanto era presidente da Câmara, conforme reportagem do GLOBO, Lira destinou R$ 1,1 milhão em emendas parlamentares para uma obra de pavimentação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), à época comandada justamente por Joãozinho.

O motivo foi a colocação de paralelepípedos em ruas da localidade conhecida como Atoleiro, no município de Junqueiro, pela empresa Grupo Pereira. A organização tem como sócias Zirlene Pereira, mãe de Joãozinho e Fernando, e sua irmã, a ex-deputada Jó Pereira.

Àquela altura, Joãozinho afirmou que não houve pagamento ao Grupo Pereira, enquanto Lira argumentou que "avaliar o uso de um maquinário, se faz parte da obra ou se foi utilizado apenas para ilustrar uma ação" não fazia parte de suas "funções institucionais". Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Digo, logo existo

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Publicado em 07 janeiro 2026
  • Martin Luther King,
  • penso, logo existo
  • Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
  • Einstein
  • Mandela,

A questão é que, ultimamente, no Brasil, estamos com medo de falar e de escrever. Tememos a patrulha

 

Por Basilio Jafet

Diretor do Grupo Jafet, é vice-presidente de relações institucionais do Secovi-SP

 

Tempos em que dizer o que se pensa se tornou arriscado autorizam a variação da famosa máxima filosófica “penso, logo existo”, de René Descartes, para “digo, logo existo”.

Enquanto o “penso” estabelece a certeza da existência do sujeito a partir da consciência da sua própria atividade mental (o pensamento e a dúvida), a afirmação “digo” pode ser interpretada sob perspectivas que enfatizam a importância da linguagem e da interação social na constituição da existência humana.

O indivíduo só se torna plenamente existente no momento em que se expressa e é reconhecido pelos outros. O ato de dizer é o que o insere no mundo social e cultural.

A linguagem não é apenas um reflexo passivo do pensamento. O ato de dizer é performativo; ele estrutura e nomeia a nossa realidade, dando forma ao que pensamos. Se não dizemos, a nossa ideia permanece inarticulada e “não existe” no domínio público. E, enquanto o pensamento é abstrato e interno, o dizer é o passo para a ação. A fala concretiza a intenção, exigindo que o sujeito organize o seu pensamento e o lance para o mundo exterior.

Os grandes saltos civilizatórios da humanidade resultaram de pensamentos e palavras que lhes deram materialidade. Personalidades que moldaram a história do mundo só o fizeram porque puderam manifestar-se. Esse processo, por óbvio, não afastou o contraditório, os questionamentos e mesmo as perseguições. Mas elas falaram. E transformaram. E impulsionaram a evolução dos homens, das máquinas, do trabalho, da vida.

O que seria de nós se Confúcio, Sócrates, Platão, Aristóteles, Newton, Darwin, Marx, Nietzsche ou Einstein não tivessem se expressado livremente? E o que dizer de vozes como Gandhi, Mandela, Luther King e tantos outros cujas palavras revolucionaram valores e a História?

É certo que a liberdade de expressão não foi facilmente conquistada. Em boa parte do tempo, falar contra reis, chefes ou dogmas religiosos podia levar a punições severas – muitas vezes até à morte – e infelizmente ainda é assim em alguns pontos do planeta.

A prática da liberdade de expressão tem raízes na Grécia antiga, mas só se consolidou como direito universal a partir do século 18.

Atenas tinha o conceito da “franqueza”, que permitia aos cidadãos falar abertamente nas assembleias. Mas era restrita: mulheres, estrangeiros e escravizados não tinham esse direito. No Império Romano havia algum espaço para críticas, especialmente no Senado, mas imperadores autoritários limitavam duramente o que se podia dizer. Já na Idade Média, a liberdade de expressão praticamente inexistiu. Igrejas e monarquias controlavam fortemente ideias e discursos.

Com o renascimento e o iluminismo (séculos 15-18), ao lado do crescimento da imprensa e da filosofia, veio a valorização da livre circulação de ideias. Autores como John Milton (1608-1674) e John Locke (1632-1704) defenderam tolerância e liberdade de expressão.

A Revolução Gloriosa na Inglaterra (1688) e a Revolução Francesa (1789), acompanhada da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, trouxeram enunciados formais sobre esse direito. A Constituição dos EUA (1791), com a Primeira Emenda, foi um marco jurídico de proteção à liberdade de expressão.

A partir do século 19, esse direito foi sendo incorporado em muitas constituições e, no mundo contemporâneo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), após a 2.ª Guerra Mundial, o sacramentou.

No Brasil, a Constituição de 1988 prevê a liberdade de expressão como direito fundamental consagrado em diversos dispositivos, principalmente no Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais. O inciso IX do artigo 5.º – que é um dos pilares do Estado Democrático de Direito –, estabelece: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”

Como o exercício da liberdade de expressão deve ser harmonizado com a proteção da dignidade da pessoa humana, a Carta Magna também impõe limites e responsabilização em casos de violação da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas. Ainda, vedação a manifestações que constituam calúnia, difamação, injúria, incitação ao ódio ou a atividades ilícitas.

Vencemos séculos para conquistar o direito de pensar e dizer. Nessa trajetória, construímo-nos mutuamente e aprendemos a responder pelas ideias que tornamos públicas.

A questão é que, ultimamente, no Brasil, estamos com medo de falar e de escrever. Tememos a patrulha. Passamos a policiar rotineiras conversas por WhatsApp com familiares e amigos, pois a simples troca de mensagens, e mesmo contar piadas em locais públicos, pode levar a condenações ou prisões. Ficou perigoso se expressar. Submetemo-nos à autocensura, muito pior que a censura.

Aceitar tal condição é retroceder. É ressuscitar as sombrias épocas em que, mergulhados em escuridão, sussurrávamos sentimentos, opiniões e sonhos de liberdade. O silêncio é a manifestação mais comum da omissão, cujo preço a história irá nos cobrar. Fonte: https://www.estadao.com.br 

A conta da ideologia petista

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Publicado em 06 janeiro 2026
  • Lula,
  • DONALD TRUMP,
  • presidente americano Donald Trump,
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  • presidente Luiz Inácio Lula da Silva
  • ideologia petista
  • A queda de Nicolás Maduro,
  • política externa de Lula

Deposição de Maduro expõe as contradições da política externa de Lula, marcada por anos de complacência com a ditadura chavista e agora premida pela necessidade de preservar a relação com os EUA

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colhe os frutos de uma política externa mais orientada por afinidades ideológicas do que por princípios democráticos e valores universais, como a defesa dos direitos humanos. A queda de Nicolás Maduro, deposto por uma ação militar dos EUA, colocou o chefe de Estado e de governo brasileiro diante de um dilema que ele próprio ajudou a construir: como condenar uma flagrante violação do Direito Internacional sem despertar a ira de Washington e, ao mesmo tempo, sem ter de prestar contas pelo apoio político a uma das mais brutais ditaduras do continente?

A reação inicial de Lula à captura de Maduro foi reveladora. Em postagem nas redes sociais, o petista criticou o método empregado pelo presidente Donald Trump, evitando cuidadosamente mencionar o nome do antigo “companheiro”. A cautela é compreensível. Em ano eleitoral no Brasil e nos EUA, Trump não hesitará em transformar eventuais divergências externas em instrumentos de pressão, inclusive por meio de novas rodadas de sanções econômicas ou políticas. O problema é que o cálculo estratégico de Lula não tem o condão de apagar um passado marcado por complacência, quando não por endosso, ao regime chavista.

A despeito de o Brasil não ter sido determinante, sob as perspectivas militar e econômica, para sustentação de Maduro – papel desempenhado pela China e pela Rússia –, os governos lulopetistas foram esteios do regime na esfera política ao oferecer respaldo simbólico à ditadura que arruinou a Venezuela. Como líder da potência regional, Lula sempre relativizou a repressão violenta aos dissidentes, a destruição institucional do país, a debacle econômica e o êxodo de milhões de venezuelanos, compondo um constrangedor coro regional de solidariedade a um regime que há muito já não escondia seu vezo autoritário.

Após a fraude na eleição de 2024, atestada por instituições insuspeitas, como o Centro Carter, o Brasil limitou-se a um distanciamento protocolar. O petista chegou a ser humilhado pelo ditador que apoiou por anos. Maduro, convém lembrar, não só atacou a lisura do sistema eleitoral brasileiro, como ainda recomendou que Lula tomasse um “chá de camomila” depois de o presidente brasileiro ter dito que ficou “assustado” ao ouvir Maduro dizer que, caso ele perdesse a eleição, haveria um “banho de sangue” na Venezuela. Ainda assim, a ambiguidade prevaleceu. Em janeiro de 2025, quando Maduro assumiu um mandato ilegítimo, Lula não compareceu ao simulacro de posse, mas enviou uma representante diplomática, gesto que acabou por legitimar, na prática, um governo nascido da fraude e da força.

Recorde-se ainda que, nos primeiros meses de seu terceiro mandato, Lula estendeu o tapete vermelho para Maduro em Brasília. Em declarações públicas, o petista relativizou o conceito de democracia, chegando a afirmar que a Venezuela, ora vejam, teria “mais eleições do que o Brasil”. Em outra vergonhosa passagem, Lula disse haver “excesso de democracia” no país vizinho. São declarações que não resistem ao contraste com a realidade factual e revelam a visão instrumental que Lula e o PT têm da democracia – tolerável apenas quando serve aos propósitos de aliados ideológicos.

Lula agora tenta se equilibrar entre a crítica ao atropelo das normas internacionais, o que de fato ocorreu, e a necessidade de preservar a aproximação com Trump, que culminou na suspensão do tarifaço imposto ao Brasil e no fim de sanções aplicadas a autoridades brasileiras. A dificuldade, para o presidente brasileiro, é disfarçar altivez depois de anos de alinhamento político com a ditadura chavista.

Lula terá de fazer muito mais do que publicar notas genéricas sobre soberania e autodeterminação dos povos. Precisará reconhecer, explicitamente, os erros de uma política externa que deliberadamente fechou os olhos para a barbárie ao lado em nome da afinidade ideológica com o chavismo. A democracia não é um conceito “relativo” nem jamais foi “excessiva” na Venezuela – muito ao contrário. Enquanto não o fizer, Lula seguirá refém de suas contradições, pagando o preço político e moral da cumplicidade histórica com uma das maiores tragédias humanitárias da América Latina. Fonte: https://www.estadao.com.br

Os fins, os meios e o dia seguinte na Venezuela

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Publicado em 04 janeiro 2026
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  • O ditador Nicolás Maduro

Depor Maduro tira de cena um notório tirano, mas os fins não justificam os meios. E sem transição institucional democrática, a força que derruba ditadores corrói a ordem que alega proteger

 

A captura de Nicolás Maduro por forças militares dos EUA não desperta lamento quanto ao destino do ditador, mas isso não equivale a endossar os meios empregados pelo presidente Donald Trump. Maduro era um governante ilegítimo, após fraudar eleições, e sustentava seu regime por meio do aparelhamento do Estado, da criminalização da oposição, da repressão violenta da sociedade civil e do colapso deliberado da economia venezuelana. Sua queda, em si, não é o problema. O problema começa quando se supõe que a Venezuela tornou-se um país democrático da noite para o dia.

A política externa é sempre um exercício de tensão entre fins e meios, entre o poder e a legitimidade. Derrubar um tirano pode ser um objetivo defensável. Transformar operações extraterritoriais unilaterais em prática recorrente, conduzidas sem transparência institucional, à margem do Direito Internacional – a rigor, da própria ordem jurídica dos EUA – e anunciadas como espetáculo político, é outra coisa. Bons fins não dispensam prudência; exigem-na. Quando a exceção vira método, o êxito tático cobra seu preço estratégico.

A legalidade, aqui, não é um fetiche jurídico nem um álibi progressista. É um instrumento de contenção do próprio poder. Governos que agem sem limites claros podem vencer batalhas pontuais, mas enfraquecem o sistema que afirmam proteger. A história recente oferece exemplos suficientes de como a eficiência inicial pode ocultar déficits duradouros de legitimidade, corroendo alianças e incentivando respostas oportunistas de adversários. Nesse sentido, causa espanto a intenção declarada por Trump de manter a Venezuela sob governo dos EUA “até que uma transição adequada possa ocorrer”.

O maior teste da operação militar norte-americana está menos no que ocorreu na madrugada de ontem, e mais no que se segue. Quem governa a Venezuela no dia seguinte? Com que autoridade? Sustentado por quais instituições? A queda de um regime em grande medida personalista não dissolveu automaticamente as redes que o sustentavam: militares cooptados, milícias armadas, economias ilícitas e atores externos interessados no vácuo de poder. Libertação sem governança costuma ser apenas uma pausa entre desordens.

Há, é verdade, um dado relevante. Diferentemente de outros colapsos recentes, a Venezuela dispõe de uma oposição com legitimidade eleitoral reconhecida e amplo apoio social. Isso é um ativo raro. Mas ativos políticos não se convertem sozinhos em estabilidade. Transições bem-sucedidas exigem pactos, previsibilidade, reconstrução institucional e justiça – não revanche. Democracias não nascem de operações especiais; nascem de regras aceitas – inclusive, e sobretudo, por quem perde.

No plano global, a questão é ainda mais ampla. A ordem internacional não se desgasta apenas por discursos revisionistas, mas quando práticas excepcionais passam a se repetir sem critérios estáveis. O risco não é apenas erosão gradual do Direito Internacional, mas a substituição brutal de normas por decisões ad hoc, calibradas pela conveniência política do momento. Não surpreende que a primeira reação da comunidade internacional tenha sido de assombro, seguido da defesa de uma “transição pacífica e democrática, com respeito à Carta da ONU”, como pediu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O argumento oficial do combate ao narcotráfico e da segurança energética tampouco resolve o dilema. Quando esses critérios são aplicados de forma seletiva, conforme a conveniência política, perdem força normativa. Força usada sem coerência produz obediência momentânea, não estabilidade duradoura.

Nada disso equivale a defender o status quo. A Venezuela precisava de uma saída. A questão é se a forma escolhida amplia ou reduz as chances de que essa saída resulte em algo melhor. De um ponto de vista democrático liberal, o juízo final recai menos sobre a audácia da ação, e mais sobre suas consequências institucionais. O que separa uma transição democrática de um novo impasse de consequências imprevisíveis não é a força empregada, mas a capacidade de transformar poder em ordem. Esse é o desafio que começa agora. Fonte: https://www.estadao.com.br 

Estudantes são impedidos de exibir vídeos de Bolsonaro em peça sobre fake news no interior de SP

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Publicado em 21 dezembro 2025
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Grupo de teatro em São José do Rio Preto protestou após decisão da direção da Casa de Cultura. Alunos denunciaram censura e prefeitura fala em "pedido de cumprimento das regras".

 

Beta Cunha, professora de teatro — Foto: Reprodução/TV TEM

 

Por g1 Rio Preto e Araçatuba, TV TEM

Estudantes de teatro da Casa de Cultura Dinorath do Valle, em São José do Rio Preto (SP), foram proibidos de exibir vídeos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma peça sobre fake news na pandemia.

A decisão foi tomada na sexta-feira (19), após a direção do teatro ser informada, durante um ensaio, sobre o teor político do material.

A montagem, baseada em texto do autor francês Jean-Pierre Martinez, discutia notícias falsas que circularam na pandemia e os impactos para os brasileiros.

Estudantes de teatro da Casa de Cultura Dinorath do Valle, em São José do Rio Preto (SP), foram proibidos de exibir vídeos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma peça sobre fake news na pandemia. A decisão foi tomada pela direção do espaço na sexta-feira (19), após ser informada, durante um ensaio, sobre o teor político do material.

A montagem, baseada em texto do autor francês Jean-Pierre Martinez, discutia notícias falsas que circularam na pandemia e os impactos para os brasileiros. Para contextualizar o cenário nacional, os alunos haviam selecionado vídeos polêmicos de Bolsonaro, como declarações sobre vacinas e a frase “não sou coveiro” ao comentar as mortes pela Covid-19.

Segundo a professora Beta Cunha, o coordenador pedagógico da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto (Faperp) e o diretor do teatro, Nelson Castro, informaram que os vídeos não poderiam ser exibidos. A ordem, segundo eles, teria partido do secretário da Cultura, Robson Vicente. Ele foi empossado em janeiro pelo prefeito Coronel Fábio Candido (PL).

A Faperp é responsável pelos cursos realizados na Casa de Cultura, em parceria com a secretaria municipal. As aulas são públicas e gratuitas.

Frustrados, os estudantes decidiram protestar durante a apresentação. Sempre que um vídeo deveria aparecer, um integrante avisava o público: “este vídeo foi censurado” e explicava o conteúdo barrado. Ao fim do espetáculo, o grupo fez uma manifestação relatando o ocorrido.

Em nota, o secretário de Comunicação, Ricardo Nonato, disse que o regimento interno do teatro veta manifestações políticas ou religiosas em eventos institucionais, como formaturas dos núcleos culturais. Segundo ele, não houve proibição, mas pedido de cumprimento das regras.

Apesar da justificativa, alunos e frequentadores lembram que peças com temas políticos já foram apresentadas no espaço, o que reacendeu o debate sobre os limites entre normas internas e possíveis casos de censura à liberdade de expressão artística. Fonte: https://g1.globo.com

A feitiçaria digital nas eleições do ano que vem

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Publicado em 27 novembro 2025
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A feitiçaria digital terá um peso gigantesco e, sem regramentos, poderá conturbar todo o processo

 

Por Eugênio Bucci

As especulações sobre a corrida eleitoral de 2026 já comparecem aos jornais. São as interrogações de sempre (só mudam os personagens). Quem será o candidato da direita? A família Bolsonaro vai apoiar ou vai investir no racha? Do lado do governo, qual é a extensão dos acordos partidários em prol da reeleição de Lula? Essa aliança terá forças de centro ou vai se restringir ao campo da esquerda?

Por certo, essas perguntas importam e devem ser consideradas. Contudo, o fator que tem maior potencial de impacto não vem merecendo a atenção devida: a tecnologia das plataformas sociais. Como as ferramentas digitais atuarão? E a inteligência artificial (IA)? Teremos boas normas para regular a batalha nas redes? Teremos fiscalização eficiente ou o jogo sujo vai grassar? Ainda não há respostas, é claro, mas uma certeza já podemos assumir: a feitiçaria digital terá um peso gigantesco e, sem regramentos, poderá conturbar todo o processo. Poderá mesmo viciá-lo de modo irreversível.

Vejamos o que aconteceu nas eleições da Índia no ano passado. Lá, os eleitores recebiam telefonemas de uma espécie de robô de telemarketing que falava com a voz do candidato, num expediente que se mostrou bastante eficaz. No Brasil vai ser igual? Se vierem vozes das nuvens, elas dirão apenas amenidades? Ou vão distribuir calúnias? E as deepfakes?

Se a inércia prevalecer e não houver prevenção, o cenário vai se complicar – o Brasil poderá se converter num laboratório avançado para o que há de pior. Tempos atrás, circulou por aqui, amplamente e muito à vontade, a falsa notícia de que o governo federal mandara distribuir uma mamadeira cujo bico teria o formato do órgão sexual masculino. Não, não foi piada de mau gosto. Aquilo foi um tsunami que varreu boa parte da confiabilidade do debate eleitoral, com prejuízos cívicos incalculáveis.

Desta vez, o que vem pela frente poderá não ter aparência de piada, mas de devastação, e não será surpresa. Desde 2016, quando a Cambridge Analytica usou dados pessoais de clientes do Facebook para assediar votantes no Reino Unido e nos Estados Unidos, sabemos que, na era digital, a manipulação prima pela perversidade mais torpe. E hoje as ferramentas são mais poderosas, mais temíveis.

Para complicar as coisas, as chamadas big techs mudaram de atitude. Para pior. Antes, elas mantinham uma certa pose de imparcialidade. Agora, chafurdam no partidarismo mais furibundo. Não que Apple, Google, Meta ou Amazon vão sair por aí subindo em palanques. Elas não precisam. Basta que façam vista grossa para o malfeito.

Há três precedentes que confirmam o risco. Primeiro precedente: há dois anos, em maio de 2023, a seção brasileira do Google deixou de lado a boa educação e disparou ataques frontais, em sua página oficial, contra a aprovação do Projeto de Lei 2.630 (o PL das Fake News), que seria votado por aqueles dias na Câmara Federal. De repente, uma empresa estrangeira de comunicação passou a interferir abertamente numa decisão do parlamento brasileiro, e levou a melhor – o PL 2.630 foi engavetado. É verdade que, no final de janeiro de 2024, a Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório acusando o Google de “abuso de poder econômico”, mas, passados mais de seis meses desde a agressão, o mal já tinha sido perpetrado.

Segundo precedente: em janeiro deste ano, após a eleição de Donald Trump, Mark Zuckerberg, dono da Meta – a proprietária do Facebook, do Instagram e do WhatsApp –, vestiu uma camiseta preta, como a dos fascistas da década de 1920, e gravou um pronunciamento prometendo combater no mundo inteiro qualquer tentativa de regulação das plataformas (ele chama a regulação de “censura”). Zuckerberg abandonou de vez o discurso de que o Facebook seria uma cândida “praça pública”, sem preferências por um lado ou outro, e assumiu o lado das bandeiras de Donald Trump. Falou com um agente internacional do autoritarismo trumpista.

Terceiro precedente: em 2024, Elon Musk, o ser humano mais rico do planeta, dono do X (ex-Twitter), virou cabo eleitoral do obscurantismo. Durante a campanha presidencial nos Estados Unidos, subia no palanque para sortear dinheiro entre eleitores do candidato republicano. Depois, na festa de posse de Trump, foi ao púlpito e fez duas vezes a saudação nazista, na frente das câmeras do mundo inteiro. Para ele, o gesto que simboliza holocausto e totalitarismo é signo de celebração.

As tais big techs, que não escondem mais sua preferência por líderes identificados com o trumpismo, são hoje o maior aparelho de propaganda da extrema direita mundial. Não duvide por um segundo. A depender delas, as feitiçarias virão e, se encontrarem espaço, promoverão danos impensáveis. Os bajuladores digitais de Donald Trump vão tentar presenteá-lo com avanços da extrema direita no Brasil, mesmo sabendo que estrangeiros não podem se intrometer em eleições gerais de um país soberano.

As chances de que tentem fazer do Brasil um laboratório da feitiçaria digital são grandes. Que a democracia brasileira siga se cuidando. Fonte: https://www.estadao.com.br

 

Opinião por Eugênio Bucci

Jornalista e professor da ECA-USP, Eugênio Bucci escreve quinzenalmente na seção Espaço Aberto

Ao determinar prisão de Bolsonaro, Moraes cita 'violação' de tornozeleira e vigília convocada por Flávio

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Publicado em 22 novembro 2025
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Ministro do STF afirma que não era possível manter domiciliar

 

 O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, onde está em prisão domiciliar — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/03-09-2025

 

Por Mariana Muniz

 — Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro por garantia da ordem pública e, na decisão, diz que não era mais possível manter a domiciliar. Além disso, disse que a tornozeleira eletrônica dele foi violada no início deste sábado.

"O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Cortea ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho", diz a decisão.

O ministro afirma que foram adotados todos as medidas possíveis para a manutenção da prisão domiciliar inclusive com monitoramento integral e destacamento de equipes da Polícia Federal e Polícia Penal do Distrito Federal e realização de escoltas policiais para deslocamentos.

"Não se mostrando possível, porém, a manutenção desse aparato para cessar o periculum libertatis do réu", acrescentou.

 

Vigília convocada por Flávio

A PF alegou risco para a ordem pública ao pedir a prisão e citou a convocação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para uma vigília na noite deste sábado no condomínio onde Bolsonaro mora, em Brasília. Para a PF, havia risco de aglomeração, risco para terceiros e o próprio preso.

Moraes afirma que "a eventual realização da suposta 'vigília' configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal".

O ministro do STF diz que o vídeo gravado por Flávio Bolsonaro "incita o desrespeito ao texto constitucional, à decisão judicial e às próprias Instituições, demonstrando que não há limites da organização criminosa na tentativa de causar caos social e conflitos no País, em total desrespeito à DEMOCRACIA.

"O tumulto causado pela reunião ilícita de apoiadores do réu condenado tem alta possibilidade de colocar em risco a prisão domiciliar imposta e a efetividade das medidas cautelares, facilitando eventual tentativa de fuga do réu", afirmou.

 

Fuga de aliados

Moraes ainda usou a fuga dos deputados federais Carla Zambelli (PL-SP), que foi para a Itália, e de Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi para os Estados Unidos.

"Não bastassem os gravíssimos indícios da eventual tentativa de fuga do réu Jair Messias Bolsonaro acima mencionados, é importante destacar que o corréu Alexandre Ramagem Rodrigues, a sua aliada política Carla Zambelli, ambos condenados por esta Suprema Corte; e o filho do réu, Eduardo Nates Bolsonaro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal, também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal", diz a decisão.

O ministro Alexandre de Moraes também apontou a distância entre a casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico de Brasília, e a Embaixada dos Estados Unidos. Segundo Moraes, o percurso entre os dois locais, estimado em 13 quilômetros, poderia ser feito em cerca de 15 minutos.

 

Sem algemas

No mandato de prisão preventiva, Moraes disse que a prisão deveria ser cumprida no início da manhã deste sábado "observando que a medida deverá ser cumprida com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática".

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A medida não se trata do cumprimento de pena por tentativa de golpe de Estado, mas de uma medida cautelar.

Moraes cita, no mandato de prisão que Bolsonaro foi condenado pelos crimes de liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

 

Trama golpista

No caso da trama golpista, a Primeira Turma da Corte o considerou culpado, por quatro votos a um, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático, organização criminosa, dano contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado. Os ministros que votaram a favor foram Alexandre de Moraes, o relator do processo, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Apenas o ministro Luiz Fux divergiu.

Além dele, foram condenados como integrantes do núcleo central da trama golpista os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada; e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teve o processo suspenso pela Câmara até o fim do mandato quanto aos crimes de dano ao patrimônio e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento terminou em setembro, e os advogados recorreram. Após os recursos serem negados, o STF determinou o trânsito em julgado, fase que dá início ao cumprimento da pena,

Os ministros do Supremo que participaram do processo consideram que Bolsonaro foi o líder político e intelectual do grupo que planejou e colocou em prática planos para impedir a posse do presidente Lula.

 

Defesa de Bolsonaro

Bolsonaro confirma que se reuniu com os comandantes das Forças Armadas para discutir alternativas ao resultado eleitoral de 2022, mas alega que apenas discutiu instrumentos previstos na Constituição, como o estado de defesa ou de sítio.

— Se nós fôssemos prosseguir no estado de sítio ou até mesmo de defesa, as medidas seriam outras. Na ponta da linha é que teriam outras instituições envolvidas. Agora, não tinha clima, não tinha oportunidade e não tínhamos uma base minimamente sólida para se fazer qualquer coisa. E repito, só foi conversado essas outras hipóteses constitucionais tendo em de vista o TSE ter fechado as portas para a gente com aquela multa lá — afirmou Bolsonaro ao STF, em junho, durante seu interrogatório.

Sua defesa alegou ao STF que as conversas não podem ser consideradas crimes e que poderiam ser classificadas, no limite, como "atos preparatórios", que não podem ser punidos, já que não houve a decretação de nenhuma medida.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto, medida relacionada a uma investigação sobre a atuação de seu filho Eduardo Bolsonaro para coagir a Justiça por meio da articulação de sanções pelo governo de Donald Trump contra a economia brasileira e contra autoridades do Supremo Tribunal Federal e do governo federal. Eduardo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e virou réu no STF.

A prisão domiciliar foi decretada após o descumprimento das medidas cautelares determinadas pela Corte no curso daquele processo, além da alegação, pela Polícia Federal, de risco de fuga.

Inicialmente, em julho, Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro deveria usar tornozeleira eletrônico e estava proibido de usar redes sociais e de sair de casa de noite e nos fins de semana. O ex-presidente também ficou impedido de conversar com Eduardo.

Pouco mais de duas semanas depois, o ministro determinou a prisão domiciliar, alegando que Bolsonaro "ignorou e desrespeitou" as obrigações impostas. A decisão ocorreu após o ex-presidente participar, por telefone, de duas manifestações em apoio à anistia para os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro. Registros dessas participações foram publicados por seus filhos em redes sociais, o que, para Moraes, foi uma tentativa de burlar a proibição de uso das plataformas. Fonte: https://oglobo.globo.com

Ex-deputado do PT Paulo Frateschi é morto a facadas pelo filho durante briga familiar em São Paulo

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Publicado em 07 novembro 2025
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Ex-parlamentar do PT e a esposa, Yolanda Maux, foram atacados por Francisco Frateschi

 

Por Lucas Guimarães, Daniel Biasetto e Samuel Lima

 — Rio de Janeiro e São Paulo

   

O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP), 75 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, durante um desentendimento familiar ocorrido nesta quinta-feira em São Paulo. A informação foi confirmada pelo GLOBO por uma pessoa próxima da família e lideranças do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O ex-parlamentar foi atingido por facadas, na cabeça e braços, e foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas. A mulher de Frateschi, Yolanda Maux Vianna, também ficou ferida ao tentar intervir na briga — ela sofreu uma fratura no braço e foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Lapa.

Testemunhas relataram que o conflito ocorreu dentro da residência da família, na zona oeste da capital. Ainda não há detalhes sobre o que teria motivado o desentendimento. O filho foi preso. Ele é ocenanógrafo formado pela USP e mora em Paraty, no Rio de Janeiro.

Ex-presidente estadual do PT e amigo pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Frateschi já havia enfrentado duas tragédias familiares. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em um acidente na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP). Um ano depois, em 2003, o filho Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente de carro na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis. O velório do jovem contou com a presença de Lula, ministros e lideranças do PT, em um gesto de solidariedade ao então dirigente petista.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a agressão teria ocorrido em um episódio de surto. Frateschi teve parada cardiorrespiratória e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas da USP. O local passa por perícia e a ocorrência está sendo registrada no 91º DP.

 

Quem foi Paulo Frateschi

Ex-deputado estadual e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Frateschi teve trajetória marcada pela militância política. Integrou Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de luta armada contra a ditadura militar, o que levou à sua prisão em 1969. Detido e torturado por seis meses, sua libertação tornou-se um símbolo da resistência ao regime.

Frateschi foi presidente estadual do PT paulista durante a ascensão do partido à presidência da República e ocupou o cargo de secretário de Relações Governamentais na gestão do prefeito Fernando Haddad, em 2014. Era professor por formação.

Nos anos mais recentes, mobilizou caravanas em favor da candidatura do presidente Lula. Em março de 2018, ao transitar com ele por Chapecó (SC), foi atingido por uma pedrada desferida por agressores contra o então candidato. O petista seria impedido de ir às urnas e cederia lugar a Haddad naquela campanha, vencida por Jair Bolsonaro (PL).

No ano seguinte, ao comentar a prisão de Lula, de quem era amigo pessoal, classificou o caso como “perseguição política”, comparando-o à repressão vivida nos Anos de Chumbo.

 

Tragédia repercute no meio político

"É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido", afirma nota divulgada pelo PT. "Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo".

Segundo o partido, o militante deixa "legado marcado pela luta pela justiça e pela inclusão" e uma "lacuna irreparável entre amigos, familiares, companheiras e companheiros de luta".

Parlamentares do PT também lamentaram a morte nas redes sociais. "Um militante leal, íntegro e comprometido com a construção de um país mais justo e democrático", escreveu Rui Falcão, deputado federal paulista e ex-presidente nacional do partido. "Torturado pela ditadura , não recuou. No PT Estadual, fomos da mesma Executiva. E assim viramos amigos. Meu profundo pesar e solidariedade a todos os familiares", afirmou o colega Arlindo Chinaglia.

"Companheiro querido, homem fraterno e referência de compromisso público e político no Brasil", definiu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de quem Frateschi foi secretário na prefeitura de São Paulo. "Foi defensor incansável da democracia, com coragem e determinação".

O deputado estadual paulista Emídio de Souza, um dos fundadores do PT, disse estar "devastado pela notícia" e disse que "Paulão" foi um "militante exemplar, sempre somando na luta por justiça". Jaques Wagner, senador pela Bahia e ex-ministro, disse que Frateschi foi um "quadro histórico" do PT e "será sempre um exemplo de alguém que jamais abriu mão do compromisso de lutar por um Brasil melhor e mais justo para todos nós". Fonte: https://oglobo.globo.com

Lula se encontra com papa Leão XIV no Vaticano, fala sobre a fome e faz convite para a COP 30

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Publicado em 13 outubro 2025
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  • primeira-dama Janja da Silva

Presidente desembarcou em Roma no domingo (12) para participar da Semana Mundial da Alimentação, liderada por organismo multirateral da ONU.

 

 

Lula se encontra com Papa — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

 

Por Aline Freitas, Afonso Ferreira, Ana Flávia Castro, g1 — Brasília

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (13) com papa Leão XIV, no Vaticano. A informação foi divulgada em comunicado oficial da Santa Sé.

Lula desembarcou em Roma neste domingo (12) para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, principal evento anual da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A visita do presidente marca as comemorações pelos 80 anos de criação da FAO e ocorre em um momento simbólico, meses após o anúncio da saída do Brasil do Mapa da Fome.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva se reuniram nesta segunda-feira (13) com o papa Leão XIV, no Vaticano.

Na ocasião, Lula parabenizou o pontífice pela liderança na Igreja Católica e aproveitou a ocasião para convidá-lo a participar da COP 30, que será realizada em novembro, em Belém (PA).

"Convidei-o a vir à COP30, considerando a importância histórica de realizarmos uma Conferência do Clima pela primeira vez no coração da Amazônia. Por conta do Jubileu, o Papa nos disse que não poderá participar, mas garantiu representação do Vaticano em Belém", prosseguiu.

Lula desembarcou em Roma neste domingo (12) para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, principal evento anual da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A visita do presidente marca as comemorações pelos 80 anos de criação da FAO e ocorre em um momento simbólico, meses após o anúncio da saída do Brasil do Mapa da Fome, de acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho.

"Falei ao Papa sobre minha participação hoje no encontro da FAO e como em dois anos e meio tiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome. E, agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza", afirmou o presidente em uma rede social, após o encontro.

Ainda na segunda-feira (13), também na sede da FAO, o presidente Lula encerrará a Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Ele vai inaugurar o espaço que sediará o Mecanismo de Apoio da Aliança, que funcionará como o secretariado da iniciativa.

Em conversa com jornalistas na última quarta-feira (8), o coordenador-geral de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério das Relações Exteriores, ministro Saulo Arantes Ceolin, afirmou que a presença de Lula nos eventos reforça a relação histórica e estratégica entre o Brasil e a FAO.

“O objetivo principal da viagem é esse: prestigiar o Fórum e, sobretudo, comemorar o aniversário da organização, que é tão importante e com a qual o Brasil mantém uma relação robusta há décadas", disse Ceolin.

 

Primeiro encontro com o papa

Esta é a primeira vez que Lula se reúne com o papa Leão XIV, sucessor do papa Francisco. O encontro entre os dois líderes estava sendo costurado pelo governo brasileiro nos últimos dias.

Segundo fontes do Itamaraty, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, duas vezes por telefone durante a última semana. A reunião entre Lula e o papa Leão XIV também foi articulada com a embaixada brasileira na Itália junto à Santa Sé.

"Parabenizei o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e a sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos".

Lula também disse que o pontífice pretende visitar o Brasil em um momento oportuno.

"Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro. Lembrei que ontem tivemos uma demonstração imensa dessa fé no Círio de Nazaré e nas comemorações do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil".

A última ida de Lula para Roma foi em abril deste ano, para participar do velório do papa Francisco, que faleceu em 21 de abril, aos 88 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC) e em decorrência de uma insuficiência cardíaca.

Além de Lula e Janja, também participaram do encontro os ministros Mauro Vieira, Wellington Dias e Paulo Teixeira, a senadora Ana Paula Lobato, a presidenta da Embrapa Silvia Massruhá e o embaixador do Brasil junto ao Vaticano, Everton Veira. Fonte: https://g1.globo.com

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