Olhar Jornalístico

*O PODER NO CARMELO: Homem da Unidade e do Carisma da Ordem.

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Publicado em 02 dezembro 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • ESPIRITUALIDADE CARMELITANA,
  • Delegado Provincial,
  • EXERCÍCIO DA AUTORIDADE,
  • O PODER NO CARMELO,
  • teologia da Autoridade,
  • autoridade do Sodalício,

Santo Inácio da Antioquia na sua Carta aos Cristãos de Filadélfia chamava o responsável por uma Comunidade pelo nome de "Homem determinado à Unidade", governado pela preocupação com a unidade. Homem da unidade, seja das pessoas, seja das várias instâncias e funções da comunidade - no nosso caso, da comunidade do Sodalício.

O bem do Sodalício, que é a primeira e indispensável contribuição para a missão da Igreja, é o Carisma Carmelitano vivido e testemunhado na cidade de Angra dos Reis pelos irmãos e irmãs que, livremente-repito- LIVREMENTE- através dos Votos Perpétuos ou Solenes (OTC-Regra Nº 14) assumem publicamente viver a espiritualidade sob a orientação ou autoridade de um Prior ( a ). Em outras palavras, viver em comunidade é, na verdade, viver todos juntos a vontade de Deus seguindo a orientação do dom do Carisma carmelitano sob a autoridade do Prior e seu Conselho. Portanto, a autoridade consolida a unidade da Ordem Terceira do Carmo em cada um dos 37 Sodalícios  baseada sobre a caridade e a cooperação harmoniosa na luta pelo ideal que nos propusemos através da nossa consagração pelos votos.

O Prior da Ordem Terceira do Carmo (a) não é o guardião do status quo, que procura não incomodar os irmãos que estão dormindo ou que se limita a atender eventuais iniciativas de cada um em particular. Ele, consciente de que ao centro da comunidade está presente Cristo com o seu Evangelho, coloca-se ao serviço da vontade de Deus e dos irmãos, guiando-os à obediência a Cristo por meio do diálogo e oportuno discernimento, embora deixando firme a sua autoridade de decidir e ordenar o que se deve fazer. O Prior é no Sodalício estímulo a viver o nosso Carisma e é sinal e estímulo de união. (Regra da OTC do Carmo Nº 61).

Os ( as ) Priores não estão dispensados do voto de obediência às autoridades superiores (Delegado Provincial, Padre Provincial e Prior Geral da Ordem) e, sobretudo, à vontade de Deus, a quem diz o Concílio, - usando expressões que soam com o timbre de outros tempos - deverão prestar contas das almas, que lhes foram confiadas. Não nos esqueçamos de que também somos responsáveis pelo dever de correção fraterna. Não se pode forçar a amar, e em vista disto o poder coercitivo não obtém por autoridade este fim, a não ser que sirva para fazer o interessado refletir; mas a intenção de defender a comunhão dentro da vida religiosa, a fidelidade ao carisma, os compromissos com terceiros.

Estilo de exercício da Autoridade: Um olhar Bíblico sobre o Poder.

(O poder de governar é graça, carisma e dom de Deus para a edificação da sua Igreja. Leitura de 1Cor 12,4-11. 28).

A teologia da Autoridade tem as suas consequências quanto ao estilo de exercício: é o estilo de Deus, manifestado em Cristo Jesus. "Fazer as vezes de Deus", ser dóceis à sua vontade, expressar o amor paternal de Deus defronte aos religiosos confiados aos nossos cuidados pessoais, isto é um compromisso ascético-místico de conformação com a caridade de Deus Pai, que trata como a "filhos", no seu modo de respeitar a dignidade e a liberdade do homem (Câns. 617-619- Cân. 617 - Os Superiores desempenhem seu ofício e exerçam seu poder de acordo com o direito universal e com o direito próprio- Pode-se mesmo pensar numa "Espiritualidade da Autoridade".

Perguntas para reflexão.

1- Que lugar o Carisma Carmelita ocupa no exercício da minha relação com a autoridade do Sodalício? 

2- Estou consciente da importância e da missão do prior e seu concelho no Sodalício?

3- Após este olhar sobre o poder a partir da Bíblia, dos Documentos da Igreja e da Espiritualidade Carmelitana, quem melhor representa para ser o futuro prior (a) ou conselheiro (a) para este Sodalício?      

*XVº- CONSELHO DAS PROVÍNCIAS. (REFLEXÕES TEOLÓGICAS SOBRE O PODER DE GOVERNO NA ORDEM DO CARMO).

PODER E SERVIÇO: A Autoridade no Carmelo

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Publicado em 02 dezembro 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Poder Religião,
  • VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DO CARMO,
  • A Autoridade no Carmelo,
  • Ordem Terceira,

O grupo de eremitas, "moradores do Monte Carmelo junto à Fonte", apresenta-se logo sob o signo da Autoridade-Obediência: estão sob a obediência de Brocardo e desejam exprimir a sua voluntária e total "obediência" a Cristo Jesus, reconhecendo-Lhe a "Soberania" universal (Regra 1 e 2), sacramentalmente manifestada na sua Igreja e nos seus Pastores. Desde o início procuram a aprovação da Igreja. "Alberto, por graça de Deus chamado a ser Patriarca da Igreja de Jerusalém, aos amados filhos Brocardo e outros eremitas, que vivem debaixo da sua obediência junto à Fonte, no Monte Carmelo, saúde no Senhor e bênção do Espírito Santo" (Regra 1).

A autoridade veem de Deus, os superiores fazem as vezes de Deus, são um serviço e um "ministério" (Câns 618, 619- Os superiores se dediquem diligentemente a seu ofício e, juntamente com os membros que lhes estão confiados, se esforcem para construir uma comunidade fraterna em Cristo, na qual se busque e se ame a Deus antes de tudo. Nutram, pois, os membros com o alimento frequente da Palavra de Deus e os levem à celebração da sagrada liturgia. Sirvam-lhes de exemplo no cultivo das virtudes e na observância das leis e tradições do próprio instituto; atendam convenientemente a suas necessidades pessoais; tratem com solicitude e visitem os doentes, corrijam os irrequietos, consolem os desanimados, sejam pacientes com todos). Estas são afirmações válidas até o dia de hoje e que aprofundam as suas raízes na concepção teológica e antropológica da Bíblia, recebida da Patrística e da Tradição da Vida Monástica. Pressupõe-se, naturalmente, a fé, que leva à esperança e ao amor. Para a teologia cristã isto inclusive é válido para a autoridade civil: o homem é o fim e a medida de todas as instituições humanas e divinas.

Nos três ramos carmelitas; Ordem Primeira, Ordem Segunda e Ordem Terceira, a Autoridade está orientada para o bem e o serviço da própria Igreja e, mais diretamente, para o serviço daqueles fiéis que com a profissão religiosa abraçam a vida e a santidade da Igreja na Forma de Vida carmelita, aprovada canonicamente pela própria Igreja. (Regra da OTC Nº 12)

OLHAR DO DIA: Sexta-feira, 1º de dezembro.

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Publicado em 01 dezembro 2017
  • Frei Evaldo Xavier,
  • Paulo Daher,
  • Frei Sílvio Ferrari,
  • Olhar do dia,

Paulo Daher, de Angra dos Reis e os Freis; Evaldo Xavier, Superior Provincial e Frei Sílvio Ferrari no Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 

MEMÓRIA DO CARMO: Conheça a nossa nova página no face

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Publicado em 30 novembro 2017
  • MEMÓRIA DO CARMO,
  • In Momoriam,
  • Carmelitas falecidos,

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Foto, Frei Bento, In Memoriam (Primeiro do lado direito, e sua família)

*ELEIÇÃO NA ORDEM TERCEIRA DO CARMO: COMO APARECE O EXERCÍCIO DA AUTORIDADE NOS EVANGELHOS- 01

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Publicado em 30 novembro 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Província Carmelitana de Santo Elias,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
  • Biblista Frei Carlos Mesters,
  • Prior geral,
  • Carmelita Frei Carlos Mesters,
  • ELEIÇÃO NA ORDEM TERCEIRA DO CARMO,
  • EXERCÍCIO DA AUTORIDADE,
  • Prior,
  • Escolher o Prior,

Frei Carlos Mesters, O.Carm

“O Filho do homem não veio para ser servido,  mas para servir e dar a sua vida em resgate para muitos” (Marcos 10,45)

Uma história

Vou começar com uma história que aconteceu em Araxá, Minas Gerais, Brasil, nos anos setenta, logo depois do Concílio Vaticano II. Ideias novas começavam a circular. Surgiu uma certa polêmica na cidade que alcançou os ouvidos do bispo. Ele ficou preocupado e reclamou das palestras que frei Cláudio e eu dávamos para o povo que nos tinha convidado. Então, um grupo de leigos resolveu falar com ele. Depois de muita discussão, o bispo disse: “A disciplina é a viga mestra da minha diocese e disso não abro mão”. Um leigo perguntou: “E quando o senhor tiver a diocese bem disciplinada, o que vai fazer com ela?” O bispo não soube responder e repetiu: “A disciplina é a viga-mestra. Ela é muito importante”. A pergunta do leigo é muito atual. Ela forma o pano de fundo desta nossa reflexão. O exercício da autoridade e a obediência não podem ser reduzidas a uma finalidade disciplinar. Elas fazem parte de um conjunto mais amplo. É sobre este conjunto mais amplo que vou tentar refletir à luz do que os Evangelhos afirmam sobre Jesus: “Qual é, segundo os Evangelhos, o objetivo do exercício da autoridade e da obediência?”

O poder e a autoridade de todos nós

Para melhor entender o que a Bíblia diz sobre o exercício da autoridade, é preciso falar, primeiro, de algo que acontece na experiência diária de todos nós e que pode ser iluminado com a luz da

Palavra de Deus.

Cada pessoa, no momento de entrar em contato com outra pessoa, aciona algum poder, exerce alguma autoridade. Entre os dois surge uma influência mútua, proveniente de vários fatores: os dons que cada pessoa tem, suas qualidades, seu jeito de falar, sua atração, carisma, argumentações, capacidade de liderança, função, sexo, raça, cultura, etc. Cada um de nós, seja súdito, seja superior, com ou sem autoridade jurídica, pode usar este poder para fazer crescer o outro e, aí, ele exerce a sua autoridade como um serviço. Também pode usá-lo para fazer crescer o seu próprio “ego” e aí, em vez de servidora, a pessoa pode tornar-se egocêntrica e opressora. Com a “autoridade” que todos nós temos, tanto superiores como súditos, podemos favorecer ou matar a vida comunitária, revelar ou esconder o carisma.

Ao longo da história, em toda organização humana, seja família, clã, comunidade, clube ou Ordem, este poder natural das pessoas vai se estruturando em três direções diferentes, misturadas entre si.

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*Depois de quatro anos acompanhando os 37 Sodalícios da Ordem Terceira do Carmo da Província Carmelitana de Santo Elias, percebo que a questão da autoridade é sempre colocada em xeque quando se tem uma Eleição para prior ( a ). E mais! É triste quando encontro irmãos e irmãs que, após exercerem a missão de liderança no sodalício dizem; “Deus me livre voltar para a Ordem Terceira do Carmo”. O que está acontecendo? O nosso objetivo é seguir Jesus Cristo a partir da espiritualidade carmelitana ou é simplesmente exercer o poder? Já pensou se os nossos primeiros monges carmelitas tivessem desistidos quando foram criticados pelas ordens religiosas existentes na época? E se Teresa D`Ávila e João da Cruz tivessem caído fora quando foram incompreendidos durante a reforma teresiana?... Pesquisando os meus arquivos, deparei-me com esta bela reflexão do confrade, Frei Carlos Mesters. Acho que vai ajudar. Boa leitura. Ah! É um texto grande que iremos dividir em várias partes. Não deixe de ler. Frei Petrônio de Miranda, Delegado Provincial para Ordem Terceira da Província Carmelitana de Santo Elias. 

*DOM WILMAR CELEBRA CRISMA COM INDÍGENAS

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Publicado em 29 novembro 2017
  • Prelazia de Itaituba,
  • CRISMA COM INDÍGENAS,
  • Bispo Prelado de Itaituba,
  • Dom Wilmar Santin,

O Bispo Prelado de Itaituba, Dom Wilmar Santin, passou a última semana (13 a 20 de novembro, respectivamente) em missão nas tribos indígenas de sua Prelazia.

As visitas são feitas anualmente e nelas são celebrados alguns Sacramentos como o Batismo, Eucaristia e Crisma. Nesta última visita mais de 100 índios Munduruku receberam a Confirmação. Seis aldeias foram visitadas: Santa Maria, a mais distante da foz do Rio Cururu, Bananal, Caroçal, Morro do Careca. Também foi visitado a Barra São Manoel, um distrito de Apuí (sul do Amazonas).

Participou da visita o Srº Klemens Paffhause, representante da Adveniat que vem ajudando no desenvolvimento de um projeto para formação de missionários e ministros Mundurukus.

“Este ano foi a quinta vez no Rio Cururu onde começaram as missões franciscanas e das Irmãs da Imaculada Conceição há mais de 100 anos atrás. Para mim é sempre uma alegria muito grande visitar aquele povo guerreiro e bastante acolhedor. Desta vez tinha também um motivo especial que era constituir os primeiros ministros da palavra entre os Mundurukus. Eles já celebram a Palavra aos domingos em uma boa parte das aldeias, mas não havia ainda ministros instituídos oficialmente e com mandato de dois anos. Depois de três anos de intensa formação que eles receberam, presidi a Celebração do Envio que aconteceu na terça-feira, dia 14. Foram 24 novos Ministros instituídos. Destes, só 4 eram mulheres. Isso também é interessante. Agora os Munduruku terão pregadores da Igreja na sua própria língua e isso me enche de esperança, tenho certeza que a evangelização naquelas terras será muito eficaz. Inclusive, em dezembro, Frei Messias levará quatro ministros deste na sua visita às aldeias de Teles Pires e dos Rios Tapajós e Cururu. A instituição destes Ministros da Palavra é o início de um projeto maior que é o de constituir Ministros da Eucaristia, do Batismo, do Matrimônio e depois, quem sabe, constituir diáconos permanentes. Agradecemos muito a Adveniat por essa ajuda na implementação deste projeto que é tão querido pelo Papa Francisco”. Fonte: http://cnbbn2.com.br

*NOTA DO OLHAR. Dom Frei Wilmar Santin, da Prelazia de Itaituba-PA é Bispo Carmelita da Ordem do Carmo.  

OLHAR CARMELITANO: A COMPREENSÃO DA FRATERNIDADE NA CAMINHADA CARMELITANA ATRAVÉS DO TEMPO-02.

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Publicado em 28 novembro 2017
  • Ordem do Carmo,
  • OLHAR CARMELITANO,
  • Emanuele Boaga,
  • Frei Emanuele Boaga,
  • irmã Augusta de Castro Cotta,
  • AUGUSTA DE CASTRO COTTA,
  • FRATERNIDADE CARMELITANA,
  • Institutum Carmelitanum,

Frei Emanuele Boaga, O. Carm. e Irmã Augusta de Castro Cotta, CDP

(Institutum Carmelitanum- Comissão Internacional Carisma e espiritualidade)

É lugar do amor fraternal, do encontro e do diálogo

A Igreja é sem “quadripórtico” (que era de uso geral, anteriormente) e a sua fachada dá diretamente para a rua ou praça. Esta escolha arquitetônica deseja exprimir a vontade de estar perto e no meio do povo. Internamente a Igreja apresenta-se com uma única nave, quase como se fosse uma “sala de acolhida”, surgindo nas paredes laterais os altares ou, nos edifícios maiores, as capelas laterais. No interior do convento os quartos (celas) sublinham a função de um lugar finalizado, não somente ao descanso, mas também à oração e reflexão individual. O encontro e a hospitalidade são caracterizados pelo refeitório e pela fornalha que esquenta a sala para os hóspedes.

É símbolo de fraternidade

O convento não constitui uma entidade autônoma econômica e religiosamente, e expressa não tanto a presença de pessoas que ali moram, porém a fraternidade que une estas pessoas entre si e com os outros membros da mesma Ordem e família religiosa. O claustro é o espaço para o encontro fraterno e força centrípeta da experiência espiritual (em relação a isto é importante destacar como em muitos conventos a porta da confraria laical se abria no claustro e como todas as portas dos quartos e das salas se abriam sempre no claustro, fosse a arquitetura em forma quadrada ou retangular). O dormitório (com as celas separadas por paredes de madeira e sem chaves, unidas pelo corredor) também induz à fraternidade. Disto temos numerosos exemplos nos conventos erigidos nos séculos XVI-XVII. A integração dos vários setores do convento (setor de oração, de comunidade, de trabalhos internos e de serviços externos, de acolhida, etc.) lembram também a responsabilidade, a reciprocidade e a condivisão.

É símbolo de pobreza

Em muitos conventos nossos, mas sobretudo nos mosteiros femininos, a nudez das paredes, o uso de materiais pobres, nas construções a abolição de espaços supérfluos, o predomínio da linha reta (que, porém, diminui no século XVIII), são formas que testemunham uma escolha de vida pobre e simples.

HINO DA ORDEM TERCEIRA. Cantando com Frei Petrônio

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Publicado em 27 novembro 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Cantando com Frei Petrônio,
  • São João del Rei,
  • HINO DA ORDEM TERCEIRA,

HINO DA ORDEM TERCEIRA

1-Salve, ó belo pendão da vitória, da excelsa Rainha dos Céus. Que um dia, no reino da Glória, nós veremos ao lado de Deus!

Em torno da nossa bandeira, façamos, com fé, este apelo: /Protegei nossa Ordem Terceira, ó Senhora do Monte Carmelo! (bis)

2-Salve, ó belo e sublime estandarte, da certeza da graça, o penhor. Que Maria conosco reparte, da celeste mansão do Senhor!

3- Salve, ó grande pendão do Carmelo, onde Elias venceu a Baal. És de todos da terra o mais belo, tens o lema da fé divinal.

4-Salve, ó grande bandeira bendita da milícia fiel de Maria! Salve, ó pálio da grei Carmelita, nosso amor, nossa luz, nossa guia!

5-Não importa do mundo em que parte, nos vai vens imprevistos da sorte. Com os olhos em nosso estandarte, venceremos na vida e na morte!

OLHAR CARMELITANO: A COMPREENSÃO DA FRATERNIDADE NA CAMINHADA CARMELITANA ATRAVÉS DO TEMPO-01.

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Publicado em 27 novembro 2017
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  • Frei Emanuele Boaga,
  • irmã Augusta de Castro Cotta,
  • AUGUSTA DE CASTRO COTTA,
  • fraternidade,
  • Fraternitas Ordinis,
  • Família do Carmelo,
  • utopia da fraternidade,
  • Vida fraterna,

Frei Emanuele Boaga, O. Carm. e Augusta de Castro Cotta, CDP

(Institutum Carmelitanum- Comissão Internacional Carisma e espiritualidade)

A presente reflexão gira em torno de dois centros de atenção: 1) o primeiro nos ajudará a ver como se formou e se desenvolveu a fraternidade no caminho histórico da Ordem, em suas linhas gerais e com particularidades próprias a cada situação. 2) O segundo ao contrário, conduzirá ao aprofundamento de algumas expressões particulares de sua prática, através do exame de alguns textos escolhidos em nossos escritores espirituais e nas Constituições da mesma Ordem, escritos que têm influenciado amplamente o modo de entender e de viver a fraternidade.

Linhas gerais

Falar da fraternidade, como foi compreendida e vivida nas primeiras gerações carmelitanas, é difícil, não apenas pela escassez de documentação, mas, sobretudo, porque, se de uma parte é muito forte a utopia proposta pela Regra, [utopia sem dúvida presente na formação dos candidatos e na vida dos religiosos], por outra parte, os textos constitucionais (desde os primeiros conhecidos, os de 1281 e 1294) desenvolvem um discurso finalizado mais a punir as faltas de fraternidade na vida da comunidade do que a estimulá-la. Entre estas culpas as mais graves são as referentes à discórdia, uma vez que conduziam à destruição da unidade. As normas consititucionais, na época medieval, mostram claramente que muito cedo, na vida da Ordem, o caminho para realizar a vida fraterna encontra limitações e ambiguidades, exigindo purificação para encarnar o ideal da fraternidade.

O fenômeno do conventualismo [que ao início era um estilo com interpretação realista da vida, realizado com equilíbrio e moderação], trouxe várias dificuldades que se difundiram e trouxeram grande degeneração da vida comum nos séculos XIV-XV minando a vivência comunitária. Para compreender o que ocorria, basta pensar nas consequências negativas provenientes dos desvios gerados pelos privilégios, isenções e similares, transformados em abusos. A fim de enfrentá-los no interior da Ordem,, são realizadas as Reformas. Estas enfrentam o tema da fraternidade, unindo-o àquele da austeridade, da pobreza (renúncia às diferenças entre os religiosos e aos títulos, etc). A mesma pobreza torna-se o “banco de prova” da sinceridade e da autenticidade da vida fraterna. Difunde-se também o uso de designar a vida fraterna com os termos de “vida comum”, à qual vem dada uma ênfase dentro do claustro com as consequências entre outras, de acentuar a separação da vida secular. Além disto, há também influência de outros fatores, entre os quais se destaca aquele que se torna sempre mais presente na espiritualidade cristã: a acentuação da separação entre a oração e o apostolado, trazendo como consequência o crescimento do dualismo contemplação-ação.

A seguir, como fruto e consequência desta última postura, passa a ser determinado para as antigas ordens (monásticas e mendicantes) uma identificação entre a vida religiosa e a vida regular e comum. O Concílio de Trento trabalha com esta visão, sendo também assim empreendidas as obras seguintes das reformas promovidas pelos Papas (Clemente VIII, Inocêncio X e Inocêncio XII). Certamente, nesta perspectiva estão presentes aspectos positivos, embora tenha emergido, no decorrer do tempo, o predomínio da observância organizada e da coletividade sobre o aspecto comunitário-fraterno. É muito interessante observar como S. Teresa de Jesus pretendia privilegiar as pequenas comunidades que permitem uma vida de comunhão, através de uma integração baseada na fé e na caridade. A Santa de fato, fala da sua comunidade como de um pequeno “colégio apostólico ou de Cristo”, no qual todas se amam e se ajudam reciprocamente.

Para completar este quadro, é necessário considerar também um outro aspecto da fraternidade: a relação com o mundo exterior e, particularmente com aqueles que fazem parte da Família da Ordem, ou seja, a “Fraternitas Ordinis”.

Sem descer em detalhes sobre a origem histórica e o desenvolvimento da “Fraterrnitas Ordinis”, nas suas várias formas de agregação-oblação das monjas e de outros membros (irmãos e terciários) da Família do Carmelo, é suficiente aqui lembrar os valores e os conceitos ligados à fraternidade e emergentes de toda esta realidade que gravita em torno aos frades , ou seja:

 

  • A vocação, o chamado por Deus para pertencer à Família do Carmelo
  • O estilo de vida simples e pobre
  • A participação e a osmose carismática nos vários níveis.

A utopia da fraternidade, enfim, está também expressa na arquitetura do convento. O convento apresenta-se realmente como um modelo de vida fraterna, prefigurando a vida na Jerusalém celeste, através de uma comunhão, com estruturas e espaços arquitetônicos próprios e com inserção dialética na estrutura urbana. Pode-se mesmo falar da existência de uma arquitetura própria carmelitana, sobretudo nos séculos XVI-XVIII, ainda que os módulos ou as formas de construção pareçam semelhantes àquelas de outras Ordens. Analisando-se a configuração dos conventos desta época, mesmo dentro da diversidade que cada situação exigia, encontra-se presente uma concepção carmelitana da fraternidade. Isto é testemunhado não apenas pelas normas constituicionais ou estatutárias que oferecem sugestões para a construção dos edifícios conventuais, mas também pelo estudo das relações entre os frades, na mesma época e das quais hoje se tem conhecimento. Aqui apresentamos brevemente as perspectivas abertas por uma leitura em chave de fraternidade das estruturas arquitetônicas dos conventos no período indicado.

O convento é lugar da experiência do amor fraternal e ao mesmo tempo, é símbolo da fraternidade ligada à pobreza.

FREI CARLOS MESTERS: Ano do Laicato

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Publicado em 25 novembro 2017
  • Frei Carlos Mesters,
  • Ano do Laicato,

NOVO LIVRO DO FREI CARLOS MESTERS: Entrevista.

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Publicado em 25 novembro 2017
  • Frei Carlos Mesters,
  • Ao vivo no youtube,
  • NOVO LIVRO DO FREI CARLOS MESTERS,
  • Editora Santuário,

AO VIVO DIRETO DE PORTUGAL: Oração das Vésperas com as Monjas Carmelitas.

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Publicado em 24 novembro 2017
  • Monjas Carmelitas,
  • Ao vivo direto de Portugal,
  • Freiras Carmelitas,
  • Vésperas,

OLHAR CARMELITANO: As formas de oração

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Publicado em 24 novembro 2017
  • Ordem do Carmo,
  • Oração,
  • Orar,
  • Frei Emanuele Boaga,
  • irmã Augusta de Castro Cotta,
  • AUGUSTA DE CASTRO COTTA,
  • Comissão Internacional Carisma e espiritualidade,
  • CarLectio Divina,
  • As formas de oração,

*Frei Emanuele Boaga, O. Carm. e Augusta de Castro Cotta, CDP

(Institutum Carmelitanum- Comissão Internacional Carisma e espiritualidade)

A respeito da oração, com base no texto da Regra e dos acenos que se encontram em documentos dos séculos XII e XIV, podemos observar brevemente os seguintes aspectos:

A oração individual

Vem desenvolvida na linha monástica, com acento na “Lectio Divina”. Um exemplo típico de como os teólogos carmelitanos sabiam unir, na Idade Média, o estudo da Sagrada Escritura com a contemplação é oferecido pelo bolonhês Miguel Aiguani (†1400), nos seus comentários dos Salmos. A oração mental ou meditação, entrará na Ordem posteriormente: os primeiros testemunhos são do século XIV. Entretanto, o uso é mais difundido no século seguinte, sem dúvida, por influência da “devotio moderna”. Além do mais, já no séc. XIII, nos escritos de Henrique de Hanne e de Nicolau o Gálico, se encontram alguns acenos aos aspectos afetivos e aspirativos, que serão retomados e desenvolvidos frequentemente, a seguir, tornando se quase um “leit-motiv” da oração no Carmelo. A partir do século XIV encontra-se, em algumas partes da Ordem, uma acentuação da importância da oração individual (de cada ser) relativamente àquela comunitária (do ser comunitário).

A oração comunitária das horas canônicas

Parece ter tido no início (1247) um significado pastoral, logo abandonado. No período que abrange os séculos XIV-XV, a liturgia das horas continua a ser bem cuidada e celebrada “com humildade, devoção e uniformidade”. A participação nessa forma de oração desenvolve um papel fundamental e orientador da vida dos carmelitas na época medieval.

A celebração Eucarística

Desde o início, é fonte e centro da comunidade. È muito forte o sentido eucarístico da vida. Neste contexto situa-se a ação desenvolvida pelo Prior Geral João Soreth, no século XV, pela comunhão frequente, que torna-se prática característica no âmbito carmelitano. Somente depois do século XV, e mais ainda do século XVI em diante, desaparece a importância da missa conventual para todos os religiosos, e os religiosos sacerdotes podem celebrar a sós a própria missa (“missa privada”).

*Nas Sendas do Carmelo- Programas Formativos Nº. 6. Esquemas de atividades para a formação na identidade carmelitana.

*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: A Regra

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Publicado em 23 novembro 2017
  • Ordem do Carmo,
  • Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo,
  • Ordem Terceira da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,

A Ordem Terceira da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo é uma associação de leigos cristãos que, correspondendo a um chamado de Deus, prometem livre e deliberadamente viver a vida segundo o Evangelho, no espírito da Ordem do Carmo e debaixo da sua direção. É-lhes apresentada a seguinte norma de vida.

Podem ser também membros desta Ordem Terceira sacerdotes do clero diocesano. À espiritualidade deles não se aplica a característica de secularidade própria dos leigos, visto que, devido ao caráter sacerdotal e à sua missão totalmente distinta no seio da Igreja, foram chamados, ainda que sem dele se afastar, a manter com o mundo uma atitude de espiritual desprendimento[1].

Por isso mesmo encontrarão uma grande ajuda no carisma do Carmelo, como um meio, não somente, de fazerem crescer a própria vida espiritual, mas também de alcançarem com mais facilidade este desprendimento e cumprirem da maneira mais eficaz a própria missão no mundo e na Igreja.

*Da Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

[1]. PO 3

*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Animação cristã do mundo-02

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Publicado em 23 novembro 2017
  • Carmelo,
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Leigos Carmelitas,
  • história da Ordem Terceira do Carmo,

Nenhum carmelita pretende alcançar o cume do Monte, que é Cristo Senhor, sem a experiência do deserto, isto é, sem um processo de transformação, onde sempre deixa mais espaço para Deus na própria existência. O combate contra o mal dentro de si mesmo e em volta de si é um meio indispensável para também poder chegar - se Deus o quer - aos estágios mais elevados da contemplação, puro dom de Deus. Num mundo ávido de prazeres terrestres, o Carmelo afirma tudo o que é nobre e tudo o que é bom, mas ao mesmo tempo aponta para a relatividade de tudo o que não é Deus, praticando o desapego do coração das coisas terrenas, para poder em Deus, seu princípio e fim, reencontrá-las no seu verdadeiro valor.

Os leigos carmelitas percorrem também o insubstituível caminho do deserto da mortificação interior, a fim de penetrarem na escuta do Senhor, que lhes fala ao coração mesmo nas manifestações novas e convulsionantes da vida do mundo, e dali retornam como entusiasmados e incansáveis animadores do ambiente, onde são chamados a trabalhar e, como generosos colaboradores da hierarquia e das várias organizações, participar ativamente da vida da comunidade dos fiéis.

Os nossos Terceiros verão e saberão mostrar como as atividades temporais e o próprio trabalho material são uma participação na obra do Pai sempre criadora e transformadora[1], um verdadeiro serviço prestado aos irmãos e à promoção pessoal do homem[2].

Testemunhas num mundo, que na sua realidade quotidiana não percebe, de fato, ou rejeita totalmente a íntima e vital ligação com Deus[3], os leigos cristãos reconhecem e compartilham com simpatia as suas esperanças e profundas aspirações, porque foram chamados para serem sal da terra e luz do mundo[4] e comunicarem ao povo a boa nova da salvação[5].

*Da Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

 

    [1]. GS 64

    [2]. GS 35

    [3]. GS

    [4]. Mt 5,13

    [5]. Lc 1,77

*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Animação cristã do mundo-01

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Publicado em 22 novembro 2017
  • Carmelo,
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Carmelitas,
  • Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo,
  • Missão a Ordem Terceira do Carmo,
  • Missão do Leigo Carmelita,

A Igreja tem a missão de difundir sobre a terra o Reino de Cristo para tornar todos os homens participantes da salvação operada pela Redenção[1]. Assim como é próprio dos leigos viver no mundo e no meio dos afazeres seculares, igualmente são chamados por Deus a desenvolverem a missão da Igreja e a serem fermento cristão nas atividades temporais, nas quais estão profundamente empenhados[2] "Os fiéis leigos não podem, na verdade, abdicar da participação na «política», ou seja, nas múltiplas e variadas ações econômicas, sociais, legislativas, administrativas e culturais, destinadas a promover o bem comum orgânica e institucionalmente"[3].

O testemunho da vida cristã e as boas obras praticadas com espírito sobrenatural têm a força de atrair as pessoas para a fé em Deus, tornando-se assim "o louvor de glória" de Deus segundo o ensinamento da Beata Isabel da Trindade. Por isso o verdadeiro apóstolo busca e procura as ocasiões para anunciar Cristo, especialmente nestes tempos que apresentam cada vez novos problemas religiosos, morais e sociais[4].

Quanto a este objetivo os leigos encontram no Profeta Elias um valiosíssimo motivo de inspiração. Envolvido num mundo em transformação, que levava o povo à negação gradual de Deus pela persuasão da sua própria autossuficiência, o Profeta era sustentado pela certeza de que Deus é mais forte do que toda crise e todo perigo. Através da experiência do deserto, onde a sobrevivência só é assegurada pela intervenção divina, Elias tornou a encontrar Deus sobre a montanha, lugar primeiro da Aliança, e aceitou a irrupção divina na sua própria vida sob a manifestação nova e íntima da brisa leve[5]. Depois disto foi reenviado para a sua missão profética e comunitária na vida quotidiana, seguro de si, porque seguro de Deus.

*Da Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

 

    [1]. AA 2

    [2]. LG 31

    [3]. CfL 42

    [4]. AA 6

    [5]. 1Rs 19,4-15

*OLHAR CARMELITANO: Pequena biografia de Padre Lourenço, Carmelita-02

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Publicado em 22 novembro 2017
  • Carmelo,
  • Carmelitas,
  • Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus,
  • Padre Lourenço van den Eerenbeemt,
  • Padre Lourenço,

"Salsichinha feia, com nome de cachorro"

Foi numa romana e primaveril manhã, 3 de maio de 1886, que nasceu o décimo primeiro filho (quinto dos sobreviventes) do casal Pedro Cristiano Van Eerenbeemt e Joana de Negri.

 No  dia 5 do mesmo mês foi levado à pia batismal, "primeiro encontro com a graça", na Igreja de S. João dos Fiorentíni, em Roma. O padrinho foi o conde Heitor Genuíni, de quem tomou o nome de Heitor, seguido de Pio, Mariano, Luís.

 Pelo nome de Heitor ele próprio não tinha muita simpatia, pois, excetuada a glória troiana, fazia-lhe lembrar muito um nome de cachorros, muito comum na Holanda. Essa antipatia cresceu ainda mais durante sua estada em terras holandesas.

Ele gostava muito de relembrar os fatos de sua infância com uma disposição jovial e com aquele caráter bom, alegre e senhoril, que impressionava até o mais distraído observador.

Referindo-se àquele período, ele se autodefinia como "salsichinha feia, com nome de cachorro", uma "criança meio atrasada", embora isso não  fosse verdade; uma criança tímida, isso sim, sem dúvida.

A mãe, não tendo leite suficiente para amamentar esse décimo primeiro filho, teve que contar com uma ama de leite, de Ceccano (Frosinone)* , para onde o pequeno Heitor foi enviado e permaneceu por um longo tempo, depois do período de amamentação. De fato, voltou à família já grandinho e até já sabia falar. Realmente, quando ele voltou para casa, exibiu logo sua linguagem dialetal, ao manifestar uma ligeira indisposição: “Me dói a pança!”. O que provocou grande admiração dos pais e dos irmãos maiores.

O pai, Pedro, de família católica tradicional, nasceu em Hertogembosch (Holanda), no dia 16 de maio de 1846. Importante banqueiro, transferiu-se para Roma em 1870, com uma legião estrangeira, em defesa do Papa. Em Roma, entre outras múltiplas atividades, montou uma loja de livros de música e conseguiu italianizar-se com o nome de Cristiano, em substituição ao seu áspero nome de origem.

A mãe, filha de abastada família romana, nasceu em Roma, no dia 1.º de julho de 1854, sendo oito anos mais jovem que o marido. Casaram-se a 7 de janeiro de 1874. A realização de seus sonhos de amor, abençoados por Deus, é coroada pelo nascimento de uma numerosa prole: são doze os flocos azuis e rosa que se alternaram em casa. Somente seis, porém, sobreviveram, pois os demais bem cedo voaram ao céu. Mas Deus segue com olhar paterno a querida família e, mais tarde, reservará para o seu serviço dois de seus filhos: Emílio e Heitor.

O pequeno Heitor permanece, como se diz, "o caçula da casa", pois os três irmãos: Emílio, Eurico, Ubaldo e a irmã Guilhermina são mais velhos do que ele.  Depois dele nasce Ema, a irmãzinha que se tornará um pouco a companheira dos seus brinquedos e das suas recordações.

Depois que voltou da casa da ama, seu período campesino, começou a freqüentar uma espécie de pré-escola, dirigida por uma velha professora. Primeira recordação: um castigo! Uma folha de papel rabiscada dependurada nas costas. Essas atitudes pouco pedagógicas (ainda que em uso naquele tempo), influíam muito no seu caráter já muito tímido, sensível, choramingão, como ele mesmo no-lo apresenta: "... suscetível ao excesso, não suportava repreensões e muito menos castigos ou palmadas, nem da minha mãe;  meu pranto e meu ressentimento duravam séculos" (Diário).

Deve ter sido mesmo a falta de tato de alguma primeira professora que influiu de modo tão incisivo sobre ele, também em nível inconsciente. Mas Deus permite o mal para daí fazer surgir o bem. Esses sentimentos, em si mesmos negativos, produzem frutos bons, pois, quando se tornou padre, sentiu sempre grande atração pela juventude, especialmente a mais necessitada, tendo para com ela sentimentos sublimes de respeito e de amor, ajudando-a no crescimento moral e intelectual.

Ajudou os jovens a se formarem de maneira harmônica, para o bem da Igreja e da sociedade, e tornou-se o apóstolo da juventude. "... Recordem-se da nossa santa missão nesta terra: a educação da juventude" (carta às Irmãs, Natal de 1960). Isso foi sempre seu ponto central, até os últimos anos de  vida.

De fato, assim se expressava numa de suas últimas cartas às Irmãs: "Tenham  grande amor pela juventude, salvem a juventude. Não sejamos indolentes em nada, tenham um coração grande, e, para isso, imitem Jesus” (Natal de 1968). 

*Pequena biografia de Padre Lourenço van den Eerembeent, Cofundador da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus. (Irmãs Carmelitas Missionárias- Província S. Teresa de Lisieux. Uberaba, 1999)

*OLHAR CARMELITANO: Pequena biografia de Padre Lourenço, Carmelita-01

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Publicado em 21 novembro 2017
  • Padre Lourenço van den Eerenbeemt,
  • Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias,
  • Lourenço van den Eerembeent,
  • Josefina Baraldi,
  • Província Santa Teresa de Lisieux,

Fazer caminhada era seu esporte preferido. Um enamorado da natureza. Alguém que via longe, descortinava amplos horizontes.

Apaixonado pelo estudo, amante da liberdade, um sonhador. Bom coração, daquela bondade terna e exigente. Culto e simples, amigo da juventude, protetor dos pobres e indefesos: um “Homem de Deus”.

Este é Padre Lourenço van den Eerenbeemt, cofundador da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias.

Estas páginas são apenas um esboço de biografia deste santo Homem. Inicialmente, baseando em suas anotações, encontramos uma breve narrativa de seus primeiros anos de vida. A partir do capitulo VIII, é ele mesmo que, com seu estilo simples e atraente nos confia, de modo sintético, algumas  anotações de sua vida e seus sentimentos profundos.

Esta pequena biografia foi publicada no Noticiário da Congregação, In Cordata, nos anos 1992 e 1993. Traduzido em português em 1994, por Ir Josefina Baraldi, foi revisto e corrigido em 1999. O texto atual foi revisto pelo Irmão Salvador  Durante, marista.

A finalidade deste pequeno opúsculo è tornar conhecida, ainda que de forma muito imperfeita, por ser muito sintético e incompleto, a figura extraordinária de Padre Lourenço.

A esperança è que, em breve, o possamos conhecer melhor através de seus escritos e de diversos testemunhos daqueles que ao conheceram e com ele convireram.

*Pequena biografia de Padre Lourenço van den Eerembeent, Cofundador da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus. (Irmãs Carmelitas Missionárias- Província Santa Teresa de Lisieux. Uberaba, 1999)

*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Vida de oração-02

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Publicado em 21 novembro 2017
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Ordem Terceira do Carmo Secular,
  • lectio divina,

Os Terceiros reservem cada dia um tempo conveniente para a oração individual (que é uma relação de íntima amizade, um constante entreter-se a sós com Aquele que sabemos nos amar[1]) e, segundo a tradição constante do Carmelo, cultivem no máximo grau a oração nas suas várias formas: a oração mental, a oração de aspiração, além das eventuais práticas tradicionais[2]. Recomenda-se, de modo particular, a "lectio divina". Mas, sobretudo, aprendam na sua vida ordinária, a engrandecer com a Virgem ao Senhor e a exultar em Deus, seu Salvador[3].

Na verdade, Maria, enquanto vivia na terra uma vida igual à de todos, cheia de solicitude pela família e dedicada ao trabalho, estava sempre unida ao seu Filho e de maneira especial cooperava com a obra do Salvador[4].

Os nossos Terceiros terão o Escapulário em grande estima, como símbolo do amor maternal de Maria, pelo qual, Ela, tomando a iniciativa, guarda dentro do seu coração os seus irmãos e irmãs carmelitas, e assim provoca neles a imitação das suas virtudes preclaras: uma caridade universal, o amor à oração, a humildade, a pureza, a modéstia[5]. A Ela eles se dirigirão também com um culto particular, praticando com amor os exercícios de piedade recomendados pela Igreja no decorrer dos séculos, especialmente a recitação do Rosário[6].

A cooperação de Maria continua de modo especial na celebração da liturgia, que pretende tornar atual para todas as gerações a obra salvífica de Jesus. Como a Virgem participou ativamente na obra da Redenção, unida a Cristo, seu Filho, assim Ela continua a mesma obra através da Liturgia, como nosso modelo, impelindo-nos a celebrar os mistérios de Jesus, imitando as suas disposições e atitudes; a pôr em prática a Palavra de Deus e meditá-la com amor; a louvar a Deus com exultação e agradecer-Lhe com alegria; a servir a Deus e aos próprios irmãos com generosidade, dando até a própria vida por eles; a rezar ao Senhor confiantemente e com perseverança; a vigiar, aguardando a Vinda do Senhor[7].

Na família, no ambiente de trabalho e de profissão, nas responsabilidades sociais, que desempenham, nas ações de cada dia, nos relacionamentos com os outros, os leigos (os terceiros) procurem os vestígios escondidos dos passos de Deus (nos caminhos da história), reconheçam-nos e façam germinar a semente da salvação segundo o espírito das Bem-Aventuranças por meio do humilde e constante exercício daquelas virtudes de probidade, espírito de justiça, sinceridade, cortesia, fortaleza de ânimo, sem as quais não pode haver verdadeira vida humana e cristã. "A sua comunhão com Deus e com os outros em fraternidade dá origem à missão, e a missão se cumpre na comunhão"[8].

*Da Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

    [1]. Santa Teresa de Jesus Vida 8,5

    [2]. Const.Ord.Carm. 53-54

    [3]. Lc 1,46-47

    [4]. AA 4

    [5]. Carta Apostólica de Pio XII "Neminem profecto"

    [6]. Const.Ord.Carm. 69; Marialis Cultus 45

    [7]. AA 4

    [8]. CfL 32

*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Vida de oração-01

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Publicado em 20 novembro 2017
  • Carmelo,
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • história da Ordem Terceira do Carmo,
  • Ordem Terceira do Carmo Secular,
  • Regra da Ordem Terceira do Carmo,

Os leigos carmelitas, impregnados pelo espírito da Ordem, que é "vacare Deo" (ter tempo para Deus), pretendem viver o carisma na escuta silenciosa da Palavra, na oração constante na sua vida, deixando-se entusiasmar pelo Espírito Santo em favor das obras grandiosas, que Deus realiza e para as quais Deus pede o seu empenho e eficaz contribuição. Para o carmelita a oração, numa intensidade crescente, torna-se uma atitude mais do que um exercício; comporta um reconhecimento cada vez mais agudo da presença da mão de Deus [em toda a obra da criação e na sua própria criação; no seu modo contemplativo de agir, a oração é muitas vezes modelada pela prática da presença de Deus numa grande variedade de formas. No Carmelo a oração é sobretudo um deixar-se amar por Deus]; a procura (de torná-la) não somente habitual, mas atual, de acolher o [tão grande] amor gratuito de Deus; [um tomar] a consciência sempre mais profunda da ação de Deus, que pervade toda a existência pessoal, como Santa Teresa de Lisieux tão fortemente testemunhou.

  1. a) Os sacramentos, especialmente a Eucaristia, são a vida de Jesus a se difundir nos fiéis, que por meio deles podem unir-se a Ele[1]. A participação, possivelmente diária, no sacrifício do altar[2], será assim a sua seiva vital.
  2. b) A Liturgia das Horas[3], ao menos a das Laudes matutinas, Vésperas e Completas (Oração da Noite), seja a expressão eclesial do encontro do Terceiro com Deus. Os lugares e as di-versas circunstâncias poderão indicar outras formas eventuais de oração litúrgica.

A vida espiritual não se esgota só com a Liturgia. Mesmo que esteja convocado para a oração em comum, o cristão sempre é obrigado a entrar no seu quarto para orar ao Pai no segredo[4]. Mais, segundo o ensinamento de Jesus[5], reforçado também pelo Apóstolo[6], o cristão é obrigado a rezar sem cessar[7].

*Da Regra da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

    [1]. LG 7

    [2]. Regra do Carmo 10

    [3]. Regra do Carmo 8

    [4]. Mt 6,6

    [5]. Lc 18,1

    [6]. 1Ts 5,17

    [7]. SC 12 e Const.Ord.Carm. 73

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