O FUNDADOR DA SEGUNDA E TERCEIRA ORDEM DO CARMO: Beato João Soreth, Carmelita.
- Detalhes

A Origem da Ordem Segunda do Carmo e a Bula Cum Nulla
Bruno Secondin, O. Carm.
O século XV quando a Ordem do Carmo já havia atingido uni estado estável na Europa, contando, com a existência de inúmeros conventos, foi uma época muito importante na história da Ordem do Carmo, quando estava à sua frente a figura do Beato João Soreth, eleito Prior Geral no ano de 1451, a ele é que se deve a Fundação das Ordens Terceira Secular do Carmo.
O Beato João Soreth nasceu em Caen, na Normandia/França em 1394. Atraído pelo Carmelo, nele ingressou e tendo completado com brilhantismo os estudos teológicos, ordenou-se sacerdote em 1417 e aos 46 anos de idade foi eleito Superior Provincial dos Carmelitas na França e aos 57 anos, foi eleito Superior Geral dos Carmelitas, na Assembleia Geral de Avinhão na França.
O seu governo da Ordem foi muito trabalhoso e sofrido, mas de grande sucesso, graças a sua cultura intelectual e profunda piedade. Seu maior empenho na Ordem foi a reforma da vida religiosa dos Frades. Os séculos XIII, XIV e XV foram de muita convulsão política, social e no campo religioso ele teve que enfrentar também sérias dificuldades.
O flagelo da Peste Negra na Europa fez com que os conventos religiosos fossem reduzidos em mais de 40% de seus efetivos. Para repovoar os conventos, os superiores locais foram aceitando candidatos sem muita formação e a disciplina da observância religiosa baixou muito de nível, provocando a decadência dos costumes até dentro dos claustros e reverter esse quadro não foi fácil.
Mas, o Beato João Soreth, com muita paciência e zelo foi visitando todos os Conventos da Europa (Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Itália, etc) enfrentando toda espécie de dificuldades, andando muitas vezes a pé, nem sempre bem recebido pelos religiosos, mas conseguiu restabelecer a observância religiosa, o retorno à vida conventual, à prática da oração, e conseguiu ainda perfeito equilíbrio entre a vida contemplativa e apostólica; reunificou as Províncias da Alemanha, graças à sua humildade, paciência, prudência e caridade, aplicando até a justiça com medidas enérgicas quando necessárias.
Soreth foi um grande Reformador, direcionando a Ordem do Carmo a seu antigo esplendor na observância regular, naquela época de grandes crises políticas, sociais e religiosas. Um dos maiores empreendimentos do Beato João Soreth foi sem dúvida, a Fundação das Ordens.
Segunda e Terceira do Carmo.
O governo deste Pe. Geral durou 20 anos: de 1451 a 1471. No seu governo, já havia em diversas partes da Europa (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda e Itália) pessoas ou grupos vivendo e convivendo com os religiosos Carmelitas procurando imbuir-se do espírito e do carisma do Carmelo; tais pessoas ou grupos residiam em suas próprias casas ou até mesmo em casas de propriedade da Ordem do Carmo; tais pessoas eram homens e/ou mulheres, casados, solteiros ou viúvos; nesses grupos, predominava o elemento feminino, que na Itália, elas se chamavam Mantelatae, ou Pinzocherae na Bélgica e na Holanda Beguinas e na Espanha Beatas.
Essas pessoas procuravam imitar os religiosos Carmelitas na prática dos exercícios de piedade, nas orações, nos costumes e até mesmo no uso do hábito monacal e da capa branca (Mantelatae), igual aos Carmelitas.
No tempo do Beato João Soreth, não existiam nem se pensava nas três categorias: Ordem Primeira, Ordem Segunda e da Ordem Terceira dos Carmelitas. Essa distinção passou a existir depois de 1452. Diante dessa realidade de tantas pessoas ligadas espiritualmente ao Carmelo, o Provincial de Florença, Itália, teve a feliz idéia de ir a Roma e de pedir ao Papa Nicolau V (1447 - 1455) um documento que facultasse a existência jurídica daqueles grupos. E o Papa Nicolau V deu-lhe uma Bula que se chamou Cum Nulla datada de 1 de outubro de 1452, e foi desse documento oficial da Igreja que o Beato João Soreth se serviu para dar um caráter jurídico aos grupos; foi assim que nasceu a Ordem Segunda do Carmo ou seja a Ordem Carmelita das Monjas de Clausura, de vida reclusa, afiliadas à Ordem do Carmo mediante a profissão dos votos de pobreza, obediência e castidade; assim os Mosteiros Carmelitas de Monjas de Clausura ficaram jurisdicionadas à Ordem Primeira do Carmo. A partir de então sucederam-se as Fundações das Monjas Carmelitas de Clausura na Europa.
O ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO
- Detalhes
Bruno Secondin, O.Carm.
A Ordem do Carmo é uma Ordem Religiosa que desde a sua origem se distinguiu como uma Ordem eminentemente Mariana: o nosso título jurídico é este: Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Prova desta índole Mariana da Ordem do Carmo está exatamente na existência da primeira capela dedicada a Nossa Senhora construída no Monte Carmelo. AIí naquela capelinha, nasceu etre os Carmelitas, o seu amor e sua devota veneração a SS. Virgem Maria. A nossa devoção a Maria foi crescendo no correr dos anos, criou raízes na Ordem e fora dela e ganhou um impulso extraordinário em meados do século XIII - com a aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock entregando-lhe o seu Escapulário.
1 - O que é o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo? O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal externo de devoção a Nossa Senhora, que consiste na Consagração a SS. Virgem mediante a sua recepção e inscrição na Ordem do Carmo, na esperança da proteção materna de Maria! O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um Sacramental, isto é, segundo a Doutrina do Vaticano II: Um sinal sagrado segundo o modelo dos Sacramentos, por meio do qual se obtém efeitos sobretudo espirituais pela intercessão da Igreja (Documento Sacrosanto Concilio do Vaticano II, n 60).
2 - Origem do Escapulário - No início do século XIII (1207) nascia no Monte Carmelo na Palestina a Ordem do Carmo, reconhecida e aprovada pelo Papa lnocêncio IV em 1247. Os Eremitas do Monte Carmelo foram logo obrigados a imigrar-se para a Europa. E mesmo na Europa não foram muito bem acolhidos em razão do seu estilo de vida diferente de outras Ordens Religiosas e foram até ameaçados de extinção. Em meio à angústia e sofrimentos o Superior Geral São Simão Stock, suplicava com insistência a ajuda e proteção da SS. Virgem com esta oração:
Virgem do Carmo,
Vinha florida,
Esplendor do Céu,
Virgem Mãe incomparável,
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
sede propícia,
aos Carmelitas, Õ Estrela do Mar!
Conforme firme tradição, São Simão Stock teve uma visão em 1251, apareceu-lhe Nossa Senhora, trazendo em sua mão o Escapulário dizendo: “Meu filho muito amado, eis o Escapulário que será distintivo da tua Ordem. Aceita-o como um penhor de bênção que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer piedosamente, vestido com este Escapulário, participará da eterna salvação”! Nós chamamos isto de grande promessa.
Em 1951, a Ordem do Carmo comemorou o 70 Centenário deste Dom de Maria aos Carmelitas. Nessa ocasião, o Papa Pio Xli escreveu aos Carmelitas uma Carta Apostólica, dizendo: Na verdade, não se trata de um assunto de pouca importância, mas trata-se da consecução da vida eterna em virtude da promessa feita, segundo a tradição, pela SS. Virgem. A importância do santo Escapulário como uma veste Mariana, é prenda e sinal da proteção da Mãe de Deus. Mas que não pensem aqueles que se revestem do Escapulário que possam alcançar a salvação eterna, entregando-se à inércia e à preguiça espiritual (Pio XII 6 de março de 1950).
A partir da aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock, esta devoção Mariana foi criando corpo espalhando-se pela Europa e fora da Europa, por toda a parte, tornando-se uma devoção muito popular.
3 - O significado simbólico do Escapulário do Carmo - Ao se revestir do Escapulário durante a vida é bom que se saiba o seu profundo e rico significado simbólico como pertença e afiliação a Ordem do Carmo, com a obrigação de viver conforme a sua espiritualidade e o seu carisma; quem dele se reveste, deve ter sempre presente a 55. Virgem, procurando imitá-la em suas virtudes; viver e agir como Ela o fez e, como Ela fazer sempre a vontade de Deus. O Escapulário do Carmo é um Memorial de todas as virtudes de Maria. Todos nós, religiosos e leigos, que nos revestimos do Escapulário, estabelecemos um vínculo de amor a Maria, pertencemos à sua família. O Escapulário - Memorial da Virgem - deve ser visto como um espelho de humildade e castidade. Pio XII, em sua carta, exortou os fiéis a que vejam, em sua forma tão simples, um compêndio de modéstia e candura, e que vejam nele como um simbolismo da oração com a qual se invoca o auxílio divino e que, enfim reconheçam nele a Consagração ao Sacratissimo Coração da Virgem Imaculada.
4 - A proteção maternal de Maria - A SS.Virgem, através dos séculos, sempre manifestou a sua poderosa proteção a todos os fiéis devotos que se revestem do Escapulário durante a vida contra todos os perigos do corpo e da alma, além da proteção ao morrer na graça de Deus; é proverbial, entre os Carmelitas, esta sentença referente aos que usam o Escapulário: Na vida protejo, na morte ajudo e depois da morte salvo. (Pio XII, 6 de agosto de 1950).
A NOITE ESCURA: Frei João Paulo.
- Detalhes
RETIRO COM FREI CARLOS MESTERS-01.
- Detalhes
TEMPO DO CARMELO-01
- Detalhes
Primeiras imagens da gravação do novo CD do Frei Petrônio de Miranda, TEMPO DO CARMELO. No vídeo, refrão da música, NASCEU O CARMELO. O CD está sendo gravado no CMK ESTÚDIO. (Carlos Maka). Avenida Senador Dantas, 3 - SOBRELOJA, Rio de Janeiro - RJ. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 22 de fevereiro-2018.
ORDEM TERCEIRA: Cachoeira-02
- Detalhes
ORDEM TERCEIRA: Cachoeira-01
- Detalhes
Dia 16 de fevereiro. O Olhar do Aniversariante...
- Detalhes
“Quando eu entrei para o convento não sabia o que era ser Padre Carmelita ou até mesmo vocação. Aprendi tudo isso jogando bola, conversando com os Frades e convivendo com os colegas no convento de Itu”. Frei Donizetti Barbosa, carmelita, aniversariante do dia.
*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Participação na missão de Jesus
- Detalhes
Pelo Batismo os leigos Carmelitas tornam-se participantes da missão de Jesus Cristo, dando-lhe continuidade na Igreja, tomando-se assim como que “uma humanidade de acréscimo”, que se transforma em “louvor da sua glória”. Aos seculares é reconhecida “uma participação própria e absolutamente necessária nesta missão.
Em virtude do sacerdócio batismal e dos carismas recebidos, os Seculares Carmelitas são chamados à edificação da comunidade eclesial participando “consciente, ativa e fecundamente”, na vida litúrgica da comunidade e empenhando-se para que a celebração se prolongue na vida concreta. Significa dizer que os frutos de seu encontro com Deus se manifestam em todas as suas atividades, orações e iniciativas apostólicas, no repouso espiritual e corporal e até mesmo nas próprias privações da vida, quando suportadas com paciência e - como nos ensinam os santos Carmelitas - acolhidas de coração aberto.
*Da Regra da Ordem Terceira do Carmo.
*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: O Leigo e o Carmelo.
- Detalhes
O vínculo fundamental do terceiro com o Carmelo é a profissão. Este empenho traduz-se em uma forma de promessa ou, em alguns casos, conforme um antigo costume, com a emissão dos votos de obediência e de castidade, segundo as obrigações do próprio estado. Deste modo, o terceiro consagra-se mais profundamente a Deus, de modo que possa oferecer-lhe um culto mais intenso. Mediante a profissão o terceiro, na verdade visa intensificar as promessas batismais de amar a Deus sobre todas as coisas e de renunciar a Satanás e às suas seduções.
A originalidade desta profissão está nos meios escolhidos para atingir a plena conformidade com Cristo. O Carmelita sabe que comparece diante do Senhor de mãos vazias, mas põe todo seu amor esperanças em Cristo Jesus, que se toma pessoalmente a sua santidade, a sua justiça, o seu amor, a sua coroa. O cerne da mensagem de Jesus - amar Deus com todo o coração e ao próximo como a si mesmo - exige do terceiro uma afirmação constante do primado de Deus, a recusa categórica de servir a dois senhores e a opção prioritária de amar o próximo, combatendo toda a forma de egoísmo de fechamento em si mesmo.
*Da Regra da Ordem Terceira do Carmo.
ORDEM TERCEIRA: Encontro em março.
- Detalhes
O Frei Petrônio de Miranda, Delegado Provincial da Ordem Terceira do Carmo, convida os 37 Sodalícios da Província Carmelitana de Santo Elias- Carmelitas, para o encontro dos Priores e Formadores nos dias 9, 10 e 11 de março-2018 no Convento do Carmo da Vela Vista/SP. Informação e inscrição através do e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. (Paulo Danher).
*ORDEM TERCEIRA DO CARMO: O Silêncio na Regra.
- Detalhes
O Apóstolo recomenda o silêncio, quando manda que é nele que se deve trabalhar. E do mesmo modo, como afirma o profeta: “é no silêncio que se cultiva a justiça”; e ainda: “no silêncio e na esperança estará vossa força”. Por isso, determinamos que guardeis silêncio depois da recitação de completas até à conclusão da Hora de Prima do dia seguinte.
Fora este tempo, embora a observância do silêncio não seja tão rigorosa, abstenham-se com tanto mais cuidado do muito falar. Porque, tal como está escrito e não menos o ensina a experiência, “no muito falar não faltará o pecado”; e “quem fala inconsideradamente causa a sua pró pia ruína”, e, também, “quem muito fala prejudicar-se a si mesmo”; e o Senhor no Evangelho: “de toda a palavra vã que os homens proferirem, dela prestarão contas no dia do juízo”.
Faça pois cada um de vós uma balança para as suas palavras e rédeas curtas para a sua boca, para que não venha a escorregar e a cair de repente por causa da sua língua numa queda sem cura que o leve á morte. Vigie cada um, como diz o profeta, sobre a sua própria conduta para não pecar com a língua, e esforce-se diligentemente e com prudência por observar aquele silêncio em que se cultiva a justiça.
*CAPÍTULO 21. Regra da OTC
CARNAVAL: Carmelitas
- Detalhes
ORDEM TERCEIRA DE OSASCO: Retiro-02.
- Detalhes
ASSEMBLEIA-2018: Padre Provincial
- Detalhes
ASSEMBLEIA-2018: Missa final-01
- Detalhes
ASSEMBLEIA-2018: Esporte-02
- Detalhes
Pág. 593 de 696




