Olhar Jornalístico

Sexta-feira, 30 de abril-2021. 4ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 30 abril 2021
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1) Oração

Deus, a quem devemos a liberdade e a salvação, fazei que possamos viver por vossa graça e encontrar em vós a felicidade eterna, pois nos remistes com o sangue do vosso Filho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 14, 1-6)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos,“1Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. 3E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. 4E para onde eu vou, conheceis o caminho”. 5Tomé disse: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.

 

3) Reflexão

Estes cinco capítulos (Jo 13 a 17) são um exemplo bonito de como as comunidades do Discípulo Amado do fim do primeiro século lá na Ásia Menor, atual Turquia, faziam catequese. Por exemplo, neste capítulo 14, as perguntas dos três discípulos, Tomé (Jo 14,5), Filipe (Jo 14,8) e Judas Tadeu (Jo 14,22), eram também as perguntas e os problemas das Comunidades. Assim, as respostas de Jesus para os três eram um espelho em que as comunidades encontravam uma resposta para as suas próprias dúvidas e dificuldades.  Para sentir melhor o ambiente em que se fazia a catequese, você pode fazer o seguinte. Durante ou depois da leitura do texto, feche os olhos e faça de conta que você está lá na sala no meio dos discípulos e discípulas, participando do encontro com Jesus. Enquanto vai escutando, procure prestar atenção na maneira como Jesus prepara seus amigos para a separação e lhes revela sua amizade, transmitindo segurança e apoio.

João 14,1-2: Nada te perturbe.   O texto começa com uma exortação: "Não se perturbe o coração de vocês!" Em seguida, diz: "Na casa do meu Pai há muitas moradas!" A insistência em conservar palavras de ânimo que ajudam a superar a perturbação e as divergências, é um sinal de que havia muita polêmica e divergências entre as comunidades. Uma dizia para a outra: "Nossa maneira de viver a fé é melhor do que a de vocês. Nós estamos salvos! Vocês estão erradas! Se quiserem ir para o céu, têm que se converter e viver como nós vivemos!" Jesus diz: "Na casa do meu Pai há muitas moradas!" Não é necessário que todos pensem do mesmo jeito. O importante é que todos aceitem Jesus como revelação do Pai e que, por amor a ele, tenham atitudes de compreensão, de serviço e de amor. Amor e serviço são o cimento que liga entre si os tijolos e faz as várias comunidades serem uma igreja de irmãos e de irmãs.

João 14,3-4: Jesus se despede.  Jesus diz que vai preparar um lugar e depois retornará para levar-nos com ele para a casa do Pai. Ele quer que estejamos todos com ele para sempre. O retorno de que Jesus fala é a vinda do Espírito que ele manda e que trabalha em nós, para que possamos viver como ele viveu (Jo 14,16-17.26; 16,13-14). Jesus termina dizendo: "Para onde eu vou, vocês conhecem o caminho!" Quem conhece Jesus conhece o caminho, pois o caminho é a vida que ele viveu e que o levou através da morte para junto do Pai.

João 14,5-6: Tomé pergunta pelo caminho. Tomé diz: "Senhor, não sabemos para onde vai. Como podemos conhecer o caminho?" Jesus responde: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida! Ninguém vai ao Pai senão por mim”. Três palavras importantes. Sem caminho, não se anda. Sem verdade, não se acerta. Sem vida, só há morte! Jesus explica o sentido. Ele é o caminho, porque "ninguém vem ao Pai senão por mim!" Pois, ele é a porteira, por onde as ovelhas entram e saem (Jo 10,9). Jesus é a verdade, porque olhando para ele, estamos vendo a imagem do Pai. "Se vocês me conhecem, conhecerão também o Pai!" Jesus é a vida, porque caminhando como Jesus caminhou, estaremos unidos ao Pai e teremos a vida em nós!

 

4) Para um confronto pessoal

1) Que encontros bons do passado você guarda na memória e que são força na sua caminhada?

2) Jesus disse: "Na casa de meu Pai há muitas moradas". O que significa esta afirmação para nós hoje?

 

5) Oração final

Cantai ao SENHOR um cântico novo, pois ele fez maravilhas. Deu-lhe vitória sua mão direita e seu braço santo. (Sl 97, 1)

A SOLIDARIEDADE E A PANDEMIA

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Publicado em 29 abril 2021
  • Dom Vital Corbelini bispo de Marabá
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  • A solidariedade

 

Dom Vital Corbellini

Bispo de Marabá (PA)

 

A solidariedade é uma atitude humana e cristã de ajudar o próximo nas necessidades físicas, econômicas e espirituais. Ela diz respeito ao amor que se demonstra à outra pessoa, pois não há nada melhor ao ser humanos para ser feliz do que praticar o bem enquanto vive (cfr. Eclo 3,12). Jesus mesmo disse que se identificará com os mais necessitados no dia do julgamento final: “foi a mim que o fizestes ou foi a mim que não o fizestes” (cfr. Mt 25, 40; 45). Estamos vivenciando o tempo pascal, onde Cristo venceu o pecado, a morte e ressuscitou. Nós também estamos vivendo o tempo da pandemia, que exige solidariedade para com as pessoas necessitadas. A fome está batendo às nossas portas. O Papa Francisco pede a toda a pessoa de boa vontade a solidariedade para com os sofredores. Muitas são as perdas e muitas são as pessoas que pedem ajuda.

 

A pandemia e a questão da fome

A pandemia está acarretando milhares de mortes, muitas entre nossos familiares, amigos e amigas. Nesta atual fase da pandemia, observa-se que o vírus atinge fortemente pessoas jovens e de meia idade, com grande número de internações entre indivíduos com menos de 40 anos, segundo os meios de comunicação social. Noticia-se também a falta de insumos para tratamento das pessoas acometidas pelo vírus do covid 19, de modo que os pacientes poderão sofrer mais ainda durante o processo de recuperação ou poderão vir a falecer. Há o colapso da rede hospitalar pública e privada, com mortes de pacientes aguardando na fila por um leito.

O sofrimento causado pela covid 19 é agravado pelo crescimento exponencial de famílias que passam fome, pois o país passou a figurar na geopolítica da miséria. A pandemia resultou em quase vinte milhões de brasileiros e de brasileiras em situação de fome, o que significa quase dez por cento da população. Estes dados são preocupantes e apontam para a necessidade de ações em favor dos muitos necessitados. É preciso ter cuidado para não se contaminar com o vírus, através de medidas sanitárias, mas é também imprescindível realizar ações em prol da vida do próximo, porque o amor a Ele leva ao amor a Deus.

 

No ano passado: a solidariedade e a pandemia

No ano passado, quando do início da pandemia, tivemos momentos de solidariedade muito fortes em nossas comunidades cristãs e sociais. Muitas organizações doaram alimentos para as pessoas pobres e desempregadas. Em Marabá, os agricultores acampados ajudaram os povos indígenas com a doação de alimentos. As organizações eclesiais auxiliaram na compra de cestas básicas. Muitas famílias carentes e organizações sociais receberam cestas básicas. Sociedades empresariais de nossa região doaram mais de seis mil cestas para as famílias carentes, acompanhadas de álcool gel, máscaras e material de limpeza.

 

A ajuda emergencial e a alta dos preços

Milhares de famílias foram ajudadas no ano passado pelo auxílio emergencial do governo federal. Esse auxílio se destinava aos trabalhadores informais, micro empreendedores individuais, autônomos e desempregados, e tinha por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do corona vírus – COVID 19. Acreditamos que tal ajuda possibilitou a retomada de vida para milhares de pessoas em relação à alimentação e ao sustento da própria vida familiar e social. Este ano, uma nova ajuda emergencial está sendo proporcionada pelo governo federal, menor que aquela do ano passado, mas que certamente ajudará milhares de famílias que se encontram em situação de fome e de miséria.

            Diante da alta dos preços como, por exemplo, do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) de cozinha, muitas famílias estão preferindo a lenha para cozinhar os alimentos. Havia a promessa do governo federal quanto à diminuição do preço do gás, mas ocorreu o contrário. Por isso, as pessoas vão à busca de pedaços de madeiras, muitas vezes perdidos, para a preparação dos alimentos. Para algumas famílias, há também a economia com a substituição do uso de carro por bicicletas porque o preço dos combustíveis está ficando sempre mais caro. Diante dessas situações e outras, estamos unidos aos milhares de sofredores nesta pandemia, a qual deixou milhares de famílias em situação crítica. Contudo, não perdemos a esperança de uma situação melhor com o avanço da vacinação por todo o país.

 

As paróquias e a solidariedade

As paróquias arrecadaram alimentos para ajudar os pobres nas diversas cidades do Brasil, o que também ocorreu na Diocese de Marabá. Essa ajuda ameniza a fome de muitas pessoas. Equipes paroquiais se mobilizaram em busca de alimentos para serem distribuídos às pessoas e famílias carentes, pois a pandemia reduziu a circulação de bens e serviços, modo que essa ajuda deu novo vigor na caminhada de fé, de esperança e de caridade.

 

O momento atual: Cansaço pela solidariedade?

O momento atual clama pela solidariedade, o amor para com o próximo. Os sofrimentos causados pela pandemia já se estendem por mais de 01 (um) ano e constata-se uma redução nas ações de solidariedade para com os mais necessitados. É certo que todos estão estafados e, provavelmente, esse cansaço pode ter afetado a mobilização social. Como dito acima, nos primeiros meses de pandemia no país, as contribuições para projetos e iniciativas sociais eram robustas e freqüentes, porém agora, no momento mais crítico e delicado da doença no Brasil, as doações diminuíram significativamente. Mesmo nesse atual terreno árido para a solidariedade, é preciso renovar nosso espírito e ações de doação para o próximo e, nesse sentido, diversas instituições e meios de comunicação social buscam motivar a sociedade para que a corrente de boas ações não se rompa. A Igreja pede para as pessoas e órgãos competentes pela volta da solidariedade, para que as doações aumentem e, assim, um maior número de pessoas que passam fome ou necessidades possa receber auxílio alimentar.

 

Domingo da misericórdia, domingo da solidariedade

A CNBB lançou há um ano a Ação Solidária Emergencial, no domingo da misericórdia de 2020. “É tempo de Cuidar”, que apontou centenas de ações registradas em diversas dioceses brasileiras com a arrecadação e doação de toneladas de alimentos e de recursos financeiros. Na primeira fase, a campanha distribuiu alimentos, roupas, calçados e equipamentos de proteção individual para as populações mais vulneráveis. Neste ano, o domingo da misericórdia foi no dia 11 de abril, onde ocorreu o relançamento desta Ação. As igrejas foram convidadas a repicar os sinos às 15h, com o propósito de fazer lembrar a mensagem de que todas as vidas humanas são importantes, frente aos números alarmantes de mortes em conseqüência da pandemia.

 

Solidariedade aos moradores de rua

A Diocese de Marabá mantém um programa de solidariedade aos moradores de rua, desde o início de pandemia, distribuindo marmitas para os mesmos. Esta ajuda é dada também para os povos indígenas venezuelanos. Ações como esta são importantes para amenizar o problema crescente da fome no país, de modo que o menor auxílio, desde que feito com amor, ajudará muitas pessoas em suas necessidades alimentares e espirituais. Tais ações são gestos concretos realizados por aqueles que acreditam em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

 

O amor ao próximo

A solidariedade não é feita por palavras, mas por ações efetivas que objetivem salvar vidas neste tempo de pandemia. Estamos ajudando com a doação de máscaras para a população carente, contribuindo para a redução da disseminação do vírus, evitando que as gotículas de umas pessoas sejam transmitidas para outra. O Senhor nos ajude nesta caminhada para sermos solidários com os outros e realizarmos boas ações que enalteçam o Deus Uno e Trino. Fonte: https://www.cnbb.org.br 

Quinta-feira, 29 de abril-2021. 4ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 29 abril 2021
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1) Oração

Ó Deus, que restaurais a natureza humana dando-lhe uma dignidade ainda maior, considerai o mistério do vosso amor, conservando para sempre os dons da vossa graça naqueles que renovastes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 13, 16-20)

Naquele tempo, depois de haver lavado os pés dos discípulos, Jesus disse-lhes: 16Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. 17Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática. 18Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. 20Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

 

3) Reflexão

Nos próximos dias, com exceção das festas, o evangelho diário é tirado da longa conversa de Jesus com os discípulos durante a Última Ceia (Jo 13 a 17). Nestes cinco capítulos que descrevem a despedida de Jesus, percebe-se a presença daqueles três fios de que falamos anteriormente e que tecem e compõem o evangelho de João: a palavra de Jesus, a palavra das comunidades e a palavra do evangelista que fez a última redação do Quarto Evangelho. Nestes cinco capítulos, os três fios estão de tal maneira entrelaçados que o todo se apresenta como uma peça única de rara beleza e inspiração, onde é difícil distinguir o que é de um e o que é do outro, mas onde tudo é Palavra de Deus para nós.  

Estes cinco capítulos trazem a conversa que Jesus teve com os seus amigos, na véspera de ser preso e morto. Era uma conversa amiga, que ficou na memória do Discípulo Amado. Jesus, assim parece, queria prolongar ao máximo esse último encontro, momento de muita intimidade. O mesmo acontece hoje. Há conversa e conversa. Há conversa superficial que gasta palavras à toa e revela o vazio das pessoas. E há conversa que vai fundo no coração e fica na memória. Todos nós, de vez em quando, temos esses momentos de convivência amiga, que dilatam o coração e vão ser força na hora das dificuldades. Ajudam a ter confiança e a vencer o medo.

Os cinco versículos do Evangelho de hoje tiram duas conclusões do lava-pés (Jo 13,1-15). Falam (1) do serviço como característica principal dos seguidores e seguidoras de Jesus, e (2) da identidade de Jesus como revelação do Pai.

João 13,16-17: O servo não é maior que o seu senhor.  Jesus acabou de lavar os pés dos discípulos. Pedro levou susto e não quis que Jesus lhe lavasse os pés. “Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo” (Jo 13,8). E basta lavar os pés; o resto não precisa (Jo 13,10). O valor simbólico do gesto do lava-pés consistia em aceitar Jesus como o Messias Servidor que se entrega a si mesmo pelos outros, e recusar um messias rei glorioso. Esta entrega de si mesmo como servo de todos é a chave para entender o gesto do lava-pés. Entender isto é a raiz da felicidade de uma pessoa: “Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática". Mas havia pessoas, mesmo entre os discípulos, que não aceitavam Jesus como Messias Servo. Não queriam ser servidores dos outros. Provavelmente, queriam um messias glorioso como Rei e Juiz, de acordo com a ideologia oficial. Jesus diz: "Eu não falo de todos vocês. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: Aquele que come pão comigo, é o primeiro a me trair!” João se refere a Judas, cuja traição vai ser anunciada logo em seguida (Jo 13,21-30).

João 13,18-20: Digo isto agora, para que creiais que EU SOU.  Foi por ocasião da libertação do Egito ao pé do Monte Sinai, que Deus revelou o seu nome a Moisés: “Estou com você!” (Ex 3,12), “Estou que Estou” (Ex 3,14), “Estou” ou “Eu sou” me mandou até vocês!” (Ex 3,14), O nome Javé (Ex 3,15) expressa a certeza absoluta da presença libertadora de Deus junto do seu povo. De muitas maneiras e em muitas ocasiões esta mesma expressão Eu Sou  ou Sou Eu é usada por Jesus (Jo 8,24; 8,28; 8,58; Jo 6,20; 18,5.8; Mc 14,62; Lc 22,70). Jesus é a presença do rosto libertador de Deus no meio de nós.

4) Para um confronto pessoal

1) O servo não é maior que o seu senhor. Como faço da minha vida um serviço permanente aos outros?

2) Jesus soube conviver com pessoas que não o aceitavam. E eu consigo?

 

5) Oração final

Vou cantar para sempre a bondade do SENHOR; anunciarei com minha boca sua fidelidade de geração em geração. Pois disseste: “Minha bondade está de pé para sempre”. Estabeleceste tua fidelidade nos céus. (Sl 88, 2-3)

Quarta-feira, 28 de abril-2021. 4ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 28 abril 2021
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1) Oração

Ó Deus, vida dos que creem em vós, glória dos humildes, e felicidade dos justos, atendei com bondade às nossas preces, e saciai sempre com vossa plenitude os que anseiam pelas riquezas que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 12, 44-50)

Naquele tempo, 44Jesus exclamou: “Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouve as minhas palavras e não as observa, não sou eu que o julgo, porque vim não para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não acolhe as minhas palavras já tem quem o julgue: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por conta própria, mas o Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que devo dizer e falar. 50E eu sei: o que ele ordena é vida eterna. Portanto, o que eu falo, eu o falo de acordo com o que o Pai me disse”.

 

3) Reflexão

O Evangelho de hoje traz a parte final do Livro do Sinais (1 a 12), na qual o evangelista faz um balanço. Muitos acreditaram em Jesus e tinham a coragem de manifestar sua fé publicamente como discípulos e as discípulas. Outros acreditaram, mas não tiveram a coragem de manifestar publicamente sua fé. Tinham medo de serem expulsos da sinagoga. E muitos não acreditaram: “Apesar de Jesus ter realizado na presença deles tantos sinais, não acreditaram nele. Assim se cumpriu a palavra dita pelo profeta Isaías: "Senhor, quem acreditou em nossa mensagem? Para quem foi revelada a força do Senhor?" (Jo 12,37-38). Depois desta constatação geral, João retoma alguns dos temas centrais do seu evangelho:

João 12,44-45: Crer em Jesus é crer naquele que o enviou.  Esta frase é um resumo do evangelho de João. É o tema que aparece e reaparece de muitas maneiras. Jesus está tão unido ao Pai, que ele já não fala em nome próprio, mas sempre em nome do Pai. Quem vê a Jesus vê o Pai. Se quiser conhecer a Deus, olhe para Jesus. Deus é Jesus!

João 12,46: Jesus é a luz que veio ao mundo. Aqui João retoma o que já tinha sido dito no prólogo: “O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo ser humano” (Jo 1,9). “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam” (Jo 1,5). Aqui ele repete: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em mim não fique nas trevas”.  Jesus é uma resposta viva às grandes interrogações que movimentam e inspiram a busca do ser humano. Ele é uma luz que clareia o horizonte. Faz descobrir o lado luminoso da escuridão da fé.

João 12,47-48: Não vim para julgar o mundo. Chegando no fim de uma etapa, surge a pergunta: “Como vai ser o julgamento? Nestes dois versículos o evangelista esclarece o tema do julgamento. O julgamento não se faz na base da ameaça com maldições. Jesus diz: Eu não condeno quem ouve as minhas palavras e não obedece a elas, porque eu não vim para condenar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeita e não aceita minhas palavras, já tem o seu juiz: a palavra que eu falei será o seu juiz no último dia. O julgamento consiste na maneira como a pessoa se define frente à verdade e frente a sua própria consciência.

João 13,49-50: O que digo, eu o digo conforme o Pai me disse. As últimas palavras do Livro dos Sinais são um resumo de tudo que Jesus disse e fez até agora. Ele reafirma o que afirmava desde o começo: “Não falei por mim mesmo. O Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o mandamento dele é a vida eterna. Portanto, o que digo, eu o digo conforme o Pai me disse”. Jesus é o reflexo fiel do Pai. Por isso mesmo, ele não oferece prova nem argumento aos que o provocam para que se legitime e apresente suas credenciais. É o Pai que o legitima através das obras que ele faz. E dizendo obras, não se refere só aos grandes milagres, mas a tudo que ele disse e fez, até nas mínimas coisas. Jesus, ele mesmo, é o Sinal do Pai. Ele é o milagre ambulante, a transparência total. Ele já não se pertence, mas é todo inteiro propriedade do Pai. As credenciais de um embaixador não vem dele mesmo, mas vem daquele a quem representa. Vem do Pai.

 

4) Para um confronto pessoal

1) João faz um balanço da atividade reveladora de Jesus. Se eu fizer um balanço da minha vida, o que vai sobrar de positivo em mim?

2) Existe algo em mim que me condena?

 

5) Oração final

Que os povos te louvem, ó Deus, que te louvem todos os povos. A terra deu o seu fruto. Que Deus, o nosso Deus, nos abençoe. (66, 6-7)

Padre Carlassare: a violência não deve obscurecer o bem que existe na África

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Publicado em 27 abril 2021
  • África,
  • Padre Carlassare
  • Perseguição contra a Igreja
  • padre Christian Carlassare

 

Do hospital de Nairobi, Quênia, onde foi submetido a uma nova operação, o bispo eleito de Rumbek ferido nas pernas em sua casa no Sudão do Sul, fala de reconciliação e amor: "Não posso condenar meus agressores: são jovens que não tinham nada contra mim". Em nossa entrevista, o missionário comboniano italiano recorda os momentos do ataque e reitera: "Não deixarei de perseguir o sonho de um país pacificado: este é o desejo de toda a Igreja".

 

Federico Piana – Vatican News

"Se eu perdoo eles? Certamente. E o faço com todo o meu coração". De seu leito de hospital em Nairóbi, Quênia, onde foi operado novamente para limpar as feridas dos estilhaços de bala, padre Christian Carlassare diz que não deseja condenar os agressores que no Sudão do Sul o feriram nas pernas com espingardas Kalashnikov depois de atacá-lo em sua casa: "Faço-o porque são jovens e certamente não agiram por uma razão contra mim. Suspeito que alguém os encarregou de fazer isso. Portanto, sinto que posso perdoá-los, assim como perdoo àqueles que os levaram a se comportar desta maneira. E o faço em nome de todo o povo de Rumbek que, quando fui baleado, estava fora do hospital da cidade e do aeroporto, dizendo-me: padre, não nos abandone, padre, volte. Eles não queriam me deixar partir para não perder seu bispo". Então ele acrescenta, com voz serena, sem uma ponta de ressentimento, que o que ele oferece "é um perdão que pede unidade, escuta e capacidade de resolver os problemas buscando o bem de todos".

 

Recordar é doloroso, o senhor pode nos dizer o que aconteceu na noite da emboscada?

Eu já estava na cama quando ouvi que alguém estava mexendo na porta da frente. Levantei-me e tentei descobrir o que estava acontecendo. Após dez minutos, as duas pessoas armadas com Kalashnikovs começaram a atirar na fechadura da porta. Naquele momento, comecei a pedir ajuda: segurei a porta com a mão e um pé enquanto tentava me abrigar atrás de uma parede. Um sacerdote da diocese de Rumbek, que mora comigo, saiu de seu quarto alarmado e pensei imediatamente que era melhor sair de casa para conversar com essas pessoas.  Assim que eu estava do lado de fora, em poucos segundos, a arma apontada contra as minhas pernas disparou seis ou sete tiros, quatro dos quais me atingiram.

 

Na sua opinião, qual poderia ser a razão deste ataque?

R.- É difícil dizer. No momento, a investigação está em andamento e espera-se que seja tudo esclarecido. Minha impressão é que, certamente, o motivo não pode ser o roubo. Mas também excluo o assassinato porque, se eles quisessem me matar, o teriam feito muito facilmente. Eu acho que é um ato de intimidação, um aviso.

 

O senhor sempre esteve comprometido com o diálogo e a reconciliação no país, abalado também pelos ódios tribais. Seu ferimento poderia pôr um fim ao seu sonho de paz?

Esta não é a minha ação, mas a ação de toda a Igreja. É a mensagem do Evangelho que não pode mudar diante dos obstáculos e dificuldades. A situação da cruz que estamos vivendo nos obriga, de fato, a sermos ainda mais fiéis à mensagem do Evangelho, sabendo também que talvez tenhamos que pagar o preço.

 

Parece uma ação necessária porque o país precisa sair da espiral de violência....

R- Sim. Será um esforço que continuará. O governo de unidade nacional deve ser levado a todos os territórios da nação e também deve ser compartilhado por todos os clãs do país.

 

O mundo, nestas horas ficou apreensivo pelo senhor. Gostaria de dirigir uma mensagem a todos aqueles que se preocuparam com o senhor?

Eu, pessoalmente, sofri este ferimento, mas o povo do Sudão do Sul sofreu muito mais nas últimas décadas. E, portanto, convido o mundo a compartilhar esta solidariedade com os povos do Sudão do Sul e com os povos de todos os continentes, tentando entender que estes casos isolados, que fazem tanto barulho, não devem nos fazer perder a esperança e nos tornar cegos para não ver o bem que existe no mundo e, acima de tudo, na África. Fonte: https://www.vaticannews.va

Renascer com a criação...

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Publicado em 27 abril 2021
  • Angra dos Reis,
  • Angra dos Reis na Costa Verde do Rio,
  • Renascer com a criação

Renascer com a criação... A Palavra do Frei Petrônio, direto da Praia Grande, Angra dos Reis/RJ. Segunda-feira, 26 de abril-2021. www.instagram.com/freipetronio

Terça-feira, 27 de abril-2021. 4ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita

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Publicado em 26 abril 2021
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1) Oração

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 10, 22-30)

Naquele tempo, 22Em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação. Era inverno. 23Jesus andava pelo templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus, então, o rodearam e disseram-lhe: “Até quando nos deixarás em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!” 25Jesus respondeu: “Eu já vos disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim. 26Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

 

3) Reflexão

Os capítulos 1 a 12 do evangelho de João são chamados “O Livro dos Sinais”. Neles acontece a revelação progressiva do Mistério de Deus em Jesus. Na mesma medida em que Jesus vai fazendo a revelação, crescem a adesão e a oposição a ele de acordo com a visão com que cada um espera a chegada do Messias. Esta maneira de descrever a atividade de Jesus não é só para informar como a adesão a Jesus acontecia naquele tempo, mas também e sobretudo como ela deve acontecer hoje em nós, seus leitores e suas leitoras. Naquele tempo, todos esperavam a chegada do Messias e tinham os seus critérios para poder reconhecê-lo. Queriam que ele fosse do jeito que eles o imaginavam. Mas Jesus não se submete a esta exigência. Ele revela o Pai do jeito que o Pai é e não do jeito que o auditório o gostaria. Ele pede conversão no modo de pensar e de agir.  Hoje também, cada um de nós tem os seus gostos e preferências. Às vezes, lemos o evangelho para ver se encontramos nele a confirmação dos nossos desejos. O evangelho de hoje traz uma luz a este respeito.

João 10,22-24: Os Judeus interpelam Jesus.  Era frio. Mês de outubro. Festa da dedicação que celebrava a purificação do templo feita por Judas Macabeu (2Mc 4,36.59). Era uma festa bem popular de muitas luzes. Jesus anda na esplanada do Templo, no Pórtico de Salomão. Os judeus o questionam: "Até quando nos irás deixar em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente". Eles querem que Jesus se defina e que eles possam verificar, a partir dos critérios deles, se Jesus é ou não é o Messias. Querem provas. É a atitude de quem se sente dono da situação. Os novatos devem apresentar suas credenciais. Do contrário não terão direito de falar e de atuar.

João 10,25-26: Resposta de Jesus: as obras que faço dão testemunho de mim.  A resposta de Jesus é sempre a mesma: "Eu já disse, mas vocês não acreditam em mim. As obras que eu faço em nome do meu Pai, dão testemunho de mim; vocês, porém, não querem acreditar, porque vocês não são minhas ovelhas”. Não se trata de dar provas. Nem adiantaria. Quando uma pessoa não quer aceitar o testemunho de alguém, não há prova que o leve a pensar diferente. O problema de fundo é a abertura desinteressada da pessoa para Deus e para a verdade. Onde houver esta abertura, Jesus é reconhecido pelas suas ovelhas. “Quem é pela verdade escuta minha voz” dirá Jesus mais adiante a Pilatos (Jo 18,37). Esta abertura estava faltando nos fariseus.

João 10,27-28: As minhas ovelhas conhecem minha voz.  Jesus retoma a parábola do Bom Pastor que conhece suas ovelhas e é conhecido por elas. Este mútuo entendimento  -  entre Jesus que vem em nome do Pai e as pessoas que se abrem para a verdade  -  é fonte de vida eterna. Esta união entre o criador e a criatura através de Jesus supera a ameaça da morte: “Elas jamais perecerão e ninguém as arrebatará de minha mão!” Estão seguras e salvas e, por isso mesmo, em paz e com plena liberdade.

João 10,29-30: Eu e o Pai somos um.  Estes dois versículos abordam o mistério da unidade entre Jesus e o Pai: “Meu Pai, que tudo entregou a mim, é maior do que todos. Ninguém pode arrancar coisa alguma da mão do Pai. O Pai e eu somos um”. Esta e várias outras frases nos deixam entrever algo deste mistério maior: “Quem vê a mim vê o Pai” (Jo 14,9). “Eu estou no Pai e o Pai está em mim” (Jo 10,38). Esta unidade entre Jesus e o Pai não é automática, mas é fruto da obediência: “Eu sempre  faço o que o Pai me mostra que é para fazer” (Jo 8,29; 6,38; 17,4). “Meu alimento é fazer a vontade do Pai (Jo 4,34; 5,30). A carta aos hebreus diz que Jesus teve que aprender, através do sofrimento, o que é ser obediente (Hb 5,8). “Ele foi obediente até à morte, e morte de Cruz” (Fl 2,8). A obediência de Jesus não é disciplinar, mas é profética. Ele obedece para ser total transparência e, assim, ser revelação do Pai. Por isso, ele podia dizer: “Eu e o pai somos um!” Foi um longo processo de obediência e de encarnação que durou 33 anos. Começou com o Sim de Maria (Lc 1,38) e terminou com “Tudo está consumado!” (Jo 19,30).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Minha obediência a Deus é disciplinar ou profética? Revelo algo de Deus ou só me preocupa com a minha própria salvação?

2) Jesus não se submeteu às exigências dos que queriam verificar se ele era mesmo o messias. Existe em mim algo desta atitude dominadora e inquisidora dos adversários de Jesus?

 

5) Oração final

Deus tenha pena de nós e nos abençoe, faça brilhar sobre nós a sua face. para que se conheça na terra o teu caminho, entre todos os povos a tua salvação. (66, 2-3)

A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO HÁ 521 ANOS NO BRASIL

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Publicado em 26 abril 2021
  • primeira Missa no Brasil há 521 anos,
  • 521 anos da Primeira Missa no Brasil

 

O dia 26 de abril marca a celebração da primeira Missa no Brasil há 521 anos, após a chegada dos Portugueses em 1500. Desde então, o território brasileiro participa diariamente da celebração Mistério Pascal de Cristo, e seu povo pode, como a Igreja, peregrinar para a pátria celeste com o sacramento divino “ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança”, conforme ensinou o Papa João Paulo II na carta encíclica Ecclesia de Eucharistia.

Para auxiliar nesta ativa participação das missas diariamente, a Edições CNBB oferece o livreto mensal Igreja em Oração, com a liturgia diária oficial da Igreja Católica. O material foi pensado justamente para conduzir os fiéis à experiência diária de relacionamento com Deus.

Assim, a comunidade, contagiada pela Palavra de Deus, louva, bendiz, súplica: celebra! “São inúmeras as graças alcançadas cada vez que participamos da missa no dia a dia. A Palavra ali recebida não somente transforma a vida de quem crê, mas também se faz vida, transformação em Cristo!”, salienta a Edições CNBB.

O Igreja em Oração nasceu com o propósito de facilitar o acesso dos fiéis e celebrantes aos textos litúrgicos do mês, além de conteúdos extras, como cantos, comentários sobre o Evangelho, celebrações extras e estudos sobre liturgia.

Com o subsídio em mãos, é possível acompanhar e seguir todos os ritos onde você estiver. Ao todo, são 12 exemplares, enviados periodicamente e a tempo de contemplar o mês de referência.

 

De Coroa Vermelha para todos os cantos do país

Em entrevista sobre o aniversário da primeira Missa no Brasil, na praia de Coroa Vermelha, localizada no município de Santa Cruz de Cabrália, litoral sul da Bahia, território da diocese de Eunápolis (BA), o bispo diocesano dom José Edson Santa Oliveira, ressaltou que “a importância de celebrar hoje, a mesma Eucaristia, munido pela mesma fé e congregado pelo mesmo amor de ser Igreja de Deus, nos faz partícipes dessa comunhão universal e perene”. Fonte: https://www.cnbb.org.br

DOM RICARDO MOTIVA CELEBRAÇÃO DO I DIA MUNDIAL DOS AVÓS: “SEJAMOS FORTALECIDOS POR ESTE DIA”

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Publicado em 24 abril 2021
  • dom Ricardo Hoepers,
  • Ano Família Amoris laetitia
  • Eu estou contigo todos os dias
  • I Dia Mundial dos Avós,

 

“Eu estou contigo todos os dias” (Mt 28,20). Este é o tema do I Dia Mundial dos Avós, escolhido pelo Papa Francisco e divulgado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, na última terça-feira, 20 de abril. A data será celebrada no quarto domingo de julho deste ano (dia 25). O bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, manifestou a alegria da Pastoral Familiar, da qual é referencial, e da própria Comissão Vida e Família com a data convocada pelo Papa Francisco: “De fato, como família, temos que fortalecer os vínculos, o amor entre as gerações. E os idosos, nossos avós, têm muito a nos ensinar”.

“Sejamos fortalecidos por este dia, vamos nos confraternizar, vamos unir nossas famílias, vamos rezar pelos nossos idosos, mas também que cada  idoso e que cada vovô e vovó possam ser evangelizadores com tanta sabedoria, com tanto vigor, com tanto dinamismo e com tanta energia que os avós têm hoje nós temos muito que aprender deles“, motivou o bispo.

A instituição do Dia Mundial dos Avós é considera “o primeiro fruto do Ano Família Amoris Laetitia, um dom a toda a Igreja que se vai manter ao longo dos anos”, segundo o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida do Vaticano, cardeal Kevin Farrel.

O tema deste primeiro Dia Mundial dos Idosos tem a finalidade de expressar a proximidade de Deus e da Igreja na vida de cada idoso, especialmente neste momento de pandemia. “‘Estou convosco todos os dias’ é também uma promessa de proximidade e esperança que jovens e adultos se possam expressar. Com efeito, não só os netos e os jovens são chamados a fazer-se presentes na vida dos idosos, mas também os idosos e os avós têm uma missão evangelizadora, de anúncio, de oração e de geração de jovens à fé’, diz a nota publicada pelo Dicastério.

Para incentivar a celebração do Dia 25 de julho nas igrejas, o Vaticano vai disponibilizar alguns subsídios pastorais a partir de meados de junho que estarão disponíveis no site do Ano Família Amoris Laetitia.

 

Ano Família Amoris Laetitia

O Dia Mundial dos Avós e uma das iniciativas propostas pela Igreja para celebrar o Ano Família Amoris Laetitia, proposto pelo Papa Francisco no final de 2020. Ele será realizado até 26 de junho de 2022, quando ocorre o X Encontro Mundial das Famílias, em Roma, com o Santo Padre.

Os objetivos do Ano Família Amoris Laetitia anunciado pelo Papa são: difundir o conteúdo da exortação apostólica; anunciar que o sacramento do matrimônio é um dom; fazer da família protagonista da pastoral familiar; sensibilizar os jovens; e, ampliar o olhar e a ação da Pastoral Familiar.

A Comissão Vida e Família da CNBB preparou um hotsite sobre o assunto explicando o projeto, os objetivos e trazendo os passos e a programação. Também é possível partilhar sua experiência do amor na família. Acesse: www.vidaefamilia.org.br/al

Fonte: https://www.cnbb.org.br

Quinta-feira, 22 de abril-2021. 3ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 22 abril 2021
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1) Oração

Ó Deus eterno e onipotente, que nestes dias vos mostrais tão generoso, dai-nos sentir mais de perto o vosso amor paterno para que, libertados das trevas do erro, sigamos com firmeza a luz da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 6, 44-51)

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o ensinamento do Pai e o aprendeu vem a mim. 46Ninguém jamais viu o Pai, a não ser aquele que vem de junto de Deus: este viu o Pai. 47Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê, tem a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Aqui está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer. 51“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo”.

 

3) Reflexão

Até agora, o diálogo era entre Jesus e o povo. Daqui para a frente, os líderes judeus começam a entrar na conversa, e a discussão se torna mais tensa.

João 6,44-46: Quem se abre para Deus, aceita Jesus e a sua proposta.  A conversa torna-se mais exigente. Agora são os judeus, os líderes do povo, que murmuram: "Esse não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como é que ele pode dizer que desceu do céu?" (Jo 6,42) Eles pensavam conhecer as coisas de Deus. Na realidade, não as conheciam. Se fossem realmente abertos e fiéis a Deus, sentiriam dentro de si o impulso de Deus atraindo-os para Jesus e reconheceriam que Jesus vem de Deus, pois está escrito nos Profetas: 'Todos serão instruídos por Deus'. Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim.

João 6,47-50: Vossos pais comeram o maná e morreram. Na celebração da páscoa, os judeus lembravam o pão do deserto. Jesus os ajuda a dar um passo. Quem celebra a páscoa, lembrando só o pão que os pais comeram no passado, vai acabar morrendo como todos eles! O verdadeiro sentido da Páscoa não é lembrar o maná que caiu do céu, mas sim aceitar Jesus como o novo Pão da Vida e seguir pelo caminho que ele ensinou. Agora já não se trata de comer a carne do cordeiro pascal, mas sim de comer a carne de Jesus, para que não pereça quem dele comer, mas tenha a vida eterna!

João 6,51: Quem comer deste pão viverá eternamente. E Jesus termina dizendo: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida."  Em vez do maná e em vez do cordeiro pascal do primeiro êxodo, somos convidados e comer o novo maná e o novo cordeiro pascal que é o próprio Jesus que se entregou na Cruz pela vida de todos.

O novo Êxodo. A multiplicação dos pães aconteceu perto da Páscoa (Jo 6,4). A festa da páscoa era a memória perigosa do Êxodo, a libertação do povo das garras do faraó. Todo o episódio narrado neste capítulo 6 do evangelho de João tem um paralelo nos episódios relacionados com a festa da páscoa, tanto com a libertação do Egito quanto com a caminhada do povo no deserto em busca da terra prometida. O Discurso do Pão da Vida, feito na sinagoga de Cafarnaum, está relacionado com o capítulo 16 do livro do Êxodo que fala do Maná. Vale a pena ler todo este capítulo 16 de Êxodo. Percebendo as dificuldades do povo no deserto, podemos compreender melhor os ensinamentos de Jesus aqui no capítulo 6 do evangelho de João. Por exemplo, quando Jesus fala de “um alimento que perece” (Jo 6,27) ele está lembrando o maná que estragava e perecia (Ex 16,20). Da mesma forma, quando os judeus “murmuram” (Jo 6,41), eles fazem a mesma coisa que os israelitas faziam no deserto, quando duvidavam da presença de Deus no meio deles durante a travessia (Ex 16,2; 17,3; Nm 11,1). A falta de alimentos fazia com que o povo duvidasse de Deus e começasse a murmurar contra Moisés e contra Deus. Aqui também os judeus duvidam da presença de Deus em Jesus de Nazaré e começam a murmurar (Jo 6,41-42).

 

4) Para um confronto pessoal

1) A eucaristia me ajuda a viver em estado permanente de Êxodo? Estou conseguindo?

2) Quem é aberto para a verdade encontra em Jesus a resposta. Hoje, muita gente se afasta e já não encontra a resposta. Culpa de quem? Das pessoas que não quer escutar? Ou de nós cristãos que não sabemos apresentar o evangelho como uma mensagem de vida?

 

5) Oração final

Vinde e escutai, vós todos que temeis a Deus, porque quero narrar-vos o que ele fez para mim. A ele gritei com minha boca e a minha língua o exaltou. (Sl 65, 16-17)

Quarta-feira, 21 de abril-2021. 3ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita

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Publicado em 21 abril 2021
  • EVANGELHO DO DIA,
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1) Oração

Permanecei, ó Pai, com vossa família e, na vossa bondade, fazei que participem eternamente da ressurreição do vosso Filho aqueles a quem destes a graça da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 6, 35-40)

Naquele tempo, 35disse Jesus às multidões: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Contudo, eu vos disse que me vistes, mas não credes. 37Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e quem vem a mim eu não lançarei fora, 38porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

 

3) Reflexão

João 6,35-36: Eu sou o pão da vida. Entusiasmado com a perspectiva de ter o pão do céu de que falava Jesus e que dá vida para sempre (Jo 6,33), o povo pede: "Senhor, dá nos sempre desse pão!" (Jo 6,34). Pensavam que Jesus estivesse falando de um pão especial. Por isso, interesseiramente pede: “Dá-nos sempre desse pão!” Este pedido do povo faz lembrar a conversa de Jesus com a Samaritana. Jesus tinha dito que ela poderia ter dentro de si a fonte de água que brota para a vida eterna, e ela interesseiramente pedia: "Senhor, dá-me dessa água!" (Jo 4,15). A Samaritana não percebeu que Jesus não estava falando da água material. Da mesma maneira, o povo não se deu conta de que Jesus não estava falando do pão material. Por isso, Jesus responde bem claramente: "Eu sou o pão da vida! Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. Comer o pão do céu é o mesmo que crer em Jesus. É crer que ele veio do céu como revelação do Pai. É aceitar o caminho que ele ensinou. Mas o povo, apesar de estar vendo Jesus, não acredita nele. Jesus percebe a falta de fé e diz: “Vocês me vêem, mas não acreditam”.

João 6,37-40: Fazer a vontade daquele que me enviou.  Depois da conversa com a Samaritana, Jesus tinha dito aos discípulos: "O meu alimento é fazer a vontade do Pai que está no céu!" (Jo 4,34). Aqui, na conversa com o povo a respeito do pão do céu, Jesus toca no mesmo assunto: “Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, e sim para fazer a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. Sim, esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele acredita, tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”  Este é o alimento que o povo deve buscar: fazer a vontade do Pai do céu. É este o pão que sustenta a pessoa na vida e lhe dá rumo. Aí começa a vida eterna, vida que é mais forte que a morte! Se estivessem realmente dispostos a fazer a vontade do Pai, não teriam dificuldade em reconhecer o Pai presente em Jesus.

João 6,41-43: Os judeus murmuram. O evangelho de amanhã começa com o versículo 44 (Jo 6,44-51) e salta os versículos 41 a 43. No versículo 41, começa a conversa com os judeus, que criticam Jesus. Damos aqui uma breve explicação do significado da palavra judeus no evangelho de João para evitar que uma leitura superficial alimente em nós cristãos o sentimento do anti-semitismo. Antes de tudo, é bom lembrar que Jesus era Judeu e continua sendo judeu (Jo 4,9). Judeus eram seus discípulos e discípulas. As primeiras comunidades cristãs eram todas de judeus que aceitavam Jesus como o Messias. Só depois, pouco a pouco, nas comunidades do Discípulo Amado, gregos e pagãos começam a ser aceitos em pé de igualdade com os judeus. Eram comunidades mais abertas. Mas tal abertura não era aceita por todos. Alguns cristãos vindos do grupo dos fariseus queriam manter a “separação” entre judeus e pagãos (At 15,5). A situação ficou mais crítica depois da destruição de Jerusalém no ano 70. Os fariseus se tornam a corrente religiosa dominante dentro do judaísmo e começam a definir as diretrizes religiosas para todo o povo de Deus: suprimir o culto em língua grega; adotar unicamente o texto bíblico em hebraico; definir a lista dos livros sagrados eliminando os livros que estavam só na tradução grega da Bíblia: Tobias, Judite, Ester; Baruc, Sabedoria, Eclesiástico e os dois livros dos Macabeus; segregar os estrangeiros; não comer nenhuma comida, suspeita de impureza ou de ter sido oferecida aos ídolos. Todas estas medidas assumidas pelos fariseus repercutiam nas comunidades dos judeus que aceitavam Jesus como Messias. Estas comunidades já tinham caminhado muito. A abertura para os pagãos era irreversível. A Bíblia em grego já era usada há muito tempo. Não podiam voltar atrás. Assim, lentamente, cresce um distanciamento mútuo entre cristianismo e judaísmo. As autoridades judaicas nos anos 85-90 começam a discriminar os que continuavam aceitando Jesus de Nazaré como Messias (Mt 5, 11-12; 24,9-13). Quem teimava em permanecer na fé em Jesus era expulso da sinagoga (Jo 9,34) . Muitos das comunidades cristãs sentiam medo desta expulsão (Jo 9,22), já que significava perder o apoio de uma instituição forte e tradicional como a sinagoga. Os que eram expulsos perdiam os privilégios legais que os judeus tinham conquistado ao longo dos séculos dentro do império. As pessoas expulsas perdiam até a possibilidade de ter um enterro decente. Era um risco muito grande. Esta situação conflituosa do fim do primeiro século repercute na descrição do conflito de Jesus com os fariseus. Quando o evangelho de João fala em judeus não está falando do povo judeu como tal, mas está pensando muito mais naquelas poucas autoridades farisaicas que estavam expulsando os cristãos das sinagogas nos anos 85-90, época em que o evangelho foi escrito. Não podemos permitir que esta afirmações sobre os façam crescer o anti-semitismo entre os cristãos.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Anti-semitismo: olhe bem dentro de você e arranque qualquer resto de anti-semitismo.

2) Comer o pão do céu é crer em Jesus. Como isto me ajuda a viver melhor a eucaristia?

 

5) Oração final

Aclamai a Deus, terra inteira, cantai hinos à glória do seu nome; dai glória em seu louvor. Dizei a Deus: “Como são estupendas as tuas obras! pela grandeza da tua força teus adversários se curvam diante de ti”. (Sl 65, 1-3)

Terça-feira, 20 de abril-2021. 3ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 20 abril 2021
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
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1) Oração

Ó Deus, que abris as portas do reino dos céus aos que renasceram pela água e pelo Espírito Santo, aumentai em vosso filhos a graça que lhes destes para que, purificados de todo o pecado, obtenham os bens que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 6, 30-35)

Naquele tempo, 30os judeus perguntaram: “Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: ‘Deu-lhes a comer o pão do céu’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Eles então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!” 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.

 

3) Reflexão

O Discurso do Pão da Vida não é um texto para ser discutido e dissecado, mas sim para ser meditado e ruminado. Por isso, caso você não entender logo tudo, não se preocupe. Este texto do Pão da Vida exige toda uma vida para meditá-lo e aprofundá-lo. Um texto assim, a gente deve ler, meditar, rezar, pensar, ler de novo, repetir, ruminar, como se faz com um doce gostoso na boca. Vai virando e virando, até se gastar. Quem lê o Quarto Evangelho superficialmente pode ficar com a impressão de que João repete sempre a mesma coisa. Lendo com mais atenção, você perceberá que não se trata de repetição. O autor do Quarto Evangelho tem um jeito próprio de repetir o mesmo assunto, mas num nível cada vez mais alto ou mais profundo. Parece uma escada em caracol. Girando você volta ao mesmo lugar, mas num nível mais alto ou mais profundo.

João 6,30-33: Que sinal realizas para que possamos crer?  O povo tinha perguntado: O que devemos fazer para realizar a obra de Deus? Jesus respondeu: “A obra de Deus é acreditar naquele que ele enviou”, isto é, crer em Jesus. Por isso o povo formula nova pergunta: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Qual é a tua obra?” Isto significa que eles não entenderam a multiplicação dos pães como um sinal da parte de Deus para legitimar Jesus junto ao povo como o enviado de Deus! E eles continuam argumentando: No passado, nossos pais comeram o maná que foi dado por Moisés! Eles o chamavam de “pão do céu” (Sb 16,20), ou seja, “pão de Deus”. Moisés continua sendo o grande líder, no qual acreditam. Se Jesus quer que o povo acredite nele, deve fazer um sinal maior que o de Moisés. “Qual a tua obra?”

Jesus responde que o pão dado por Moisés não era o pão verdadeiro do céu. Veio do alto, sim, mas não era o pão de Deus, pois não garantiu a vida para ninguém. Todos eles morreram no deserto (Jo 6,49). O pão do céu verdadeiro, o pão de Deus, é aquele que vence a morte e traz vida! É aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. É o próprio Jesus! Jesus tenta ajudar o povo a se libertar dos esquemas do passado. Para ele, fidelidade ao passado não significa fechar-se nas coisas de antigamente e recusar a renovação. Fidelidade ao passado é aceitar o novo que chega como fruto da semente plantada no passado.

João 6,34-35: Senhor, dá-nos sempre desse pão! Jesus responde claramente: "Eu sou o pão da vida!" Comer o pão do céu é o mesmo que crer em Jesus e aceitar o caminho que ele ensinou, a saber: "O meu alimento é fazer a vontade do Pai que está no céu!" (Jo 4,34). Este é o alimento verdadeiro que sustenta a pessoa, dá rumo e traz vida nova. Este último versículo do evangelho de hoje (Jo 6,35) será retomado como primeiro versículo do evangelho de amanhã (Jo 6,35-40).

 

4) Para um confronto pessoal

1) Fome de pão, fome de Deus. Qual dos dois predomina em mim?

2) Jesus disse: “Eu sou o pão da vida”. Ele mata a fome e a sede. Qual a experiência que tenho neste ponto?

 

5) Oração final

Inclina para mim teu ouvido, vem depressa livrar-me. Sê para mim o rochedo que me acolhe, refúgio seguro, para a minha salvação. Pois tu és minha rocha e meu baluarte, pelo teu nome me diriges e me guias. (Sl 30, 3-4)

3º Domingo da Páscoa... Sinais de Ressurreição.

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Publicado em 18 abril 2021
  • Ordem do Carmo,
  • DOMINGO DE PÁSCOA,
  • Sinais de Ressurreição,
  • domingo da Ressurreição,
  • Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Angra dos Reis,
  • Angra dos Reis na Costa Verde do Rio,
  • Carmo de Angra dos Reis

SINAIS DE RESSURREIÇÃO... 3º Domingo da Páscoa. Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Angra dos Reis/RJ. Domingo, 18 de abril-2021. www.instagram.com/freipetronio

'Minutos de sabedoria': Livro de bolso lançado há 60 anos se renova nas redes e nas vendas

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Publicado em 17 abril 2021
  • Minutos de sabedoria
  • Carlos Torres Pastorino

 

Millenials como Emicida e Gusttavo Lima são seduzidos pelas mensagens motivacionais do jornalista kardecista Carlos Torres Pastorino

 

Talita Duvanel

Há uma “coisa para acontecer” na vida de Elymar Santos que tem deixado o cantor ansioso. Na hora desta entrevista, porém, estava sereno. Mais cedo, tinha aberto o livro de bolso “Minutos de sabedoria”, de Carlos Torres Pastorino, na página 272: “Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal. Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato. Há tempo para tudo”.

— Quase sempre, como foi o caso de hoje, o que leio tem a ver com o que estou pensando — diz ele.

Elymar não lembra como e quando adquiriu o hábito de refletir sobre uma das 288 mensagens motivacionais da obra. Mas certo é que ela tem 60 anos — e com fôlego para mais. Segundo a Amazon, a versão física é a mais vendida na categoria “Crescimento Pessoal e Inspiração, Religião e Espiritualidade”. No ranking geral do site, ocupava a 105ª posição na tarde de ontem — uma ótima colocação para um livro de tanta idade, dizem fontes do mercado editorial. Para a Nielsen, empresa que compila dados de vendas on-line e em lojas físicas, ele é o 27º mais vendido do ano até agora. Na lista da Publish News, que analisa só livrarias, é o 11º de autoajuda em 2021.

Entre os fãs famosos, não há apenas expoentes da faixa etária dos 60+, como Elymar. Muitos millennials também acordam, abrem o livrinho e se preparam para os desafios do mundo com a sapiência do oráculo de capa plástica azul. E, como jovens que se prezam, dividem as reflexões nas redes sociais. Do rapper Emicida ao sertanejo Gusttavo Lima, há ensinamentos para todos os espectros político-sociais.

Lançado no fim de 1960 pelo jornalista carioca Carlos Torres Pastorino, o livro é uma coletânea de notas de encorajamento sob uma perspectiva kardecista. Ex-padre convertido ao espiritismo, Pastorino, inicialmente, passava mensagens no programa “Três minutos de sabedoria”, da Rádio Copacabana. De lá, surgiu a ideia da publicação, então pela Edição Sabedoria, que pertencia ao jornalista. Desde 1982 (dois anos após a morte dele), a editora Vozes é responsável pelo livro, que já vendeu 15 milhões de exemplares sob sua batuta.

— “Minutos” caiu no gosto popular porque traz a perspectiva de que a sabedoria remete a questões do dia a dia, fala de vivência. E o livro é pequeno, com preço acessível (R$ 5,50 na Amazon) — diz Welder Marchini, um dos editores da Vozes.

Segundo pesquisadores do tema autoajuda, o livrinho se encaixa nos primórdios desse tipo de literatura, nascida em 1859, com a publicação de “Self help” (lançada em português como “Ajude-se”), do britânico Samuel Smiles.

— A obra de Pastorino está conectada com as origens da autoajuda, que incentiva o indivíduo a buscar dentro de si a solução para os problemas com um pensamento positivo. É a crença na capacidade da mente em atrair as coisas boas e afastar as ruins — diz Mayka Castellano, professora da UFF e autora de “Vencedores e fracassados: o imperativo do sucesso na cultura da autoajuda”.

Bem na foto

Com as dimensões parecidas com as de um celular, cada página do “Minutos” é fácil de ser enquadrada num stories do Instagram. É o que faz todo dia o gerente educacional Felipe Bonsanto, de 35 anos, de Alfenas (MG). Ele conheceu o trabalho de Pastorino em 2017 e, encantado, resolveu adotar para si a estratégia de postar, diariamente, uma “sabedoria”.

— O formato sintético de poucas frases é facilmente “instagramável”, são pílulas que podem ser compartilhadas e não demandam, no geral, muita reflexão — diz Mayka.

Felipe e os amigos (que esperam ansiosamente pelo “minuto” do dia) discordam de que o conteúdo seja raso. Na pandemia, para eles, a injeção de ânimo pode ser rápida, mas tem sido profunda.

— Perdi um amigo por Covid-19 e, dois dias depois, uma das mensagens falava para não perder a fé. Dizia que dias melhores viriam, que a vida é instável mesmo. Isso me trouxe conforto — diz Felipe.

Esse alento, sobretudo na dificuldade, faz desse tipo de obra ainda mais sedutora. Mas há críticos para quem o gênero não contribui com uma sociedade que, mais do que nunca, necessita de ações coletivas.

— Basicamente, esses livros, com discurso religioso ou não, dizem que o indivíduo precisa se transformar para mudar a realidade. Isso é muito conveniente para o status quo — diz Anna Flora Brunelli, professora da Unesp e doutora em linguística pela Unicamp com a tese “O sucesso está em suas mãos: análise do discurso de autoajuda”. — Eles se previnem e antecipam críticas. Se não deu certo é porque você não teve fé suficiente, não se esforçou. Fonte: https://oglobo.globo.com

CNBB DIVULGA MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO APROVADA PELOS BISPOS REUNIDOS EM ASSEMBLEIA

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Publicado em 16 abril 2021
  • Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ,
  • 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,
  • MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO APROVADA PELOS BISPOS REUNIDOS EM ASSEMBLEIA
  • 58ª Assembleia Geral da CNBB,
  • MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

 

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)

 

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

[1] cf. Gaudium et Spes, 1.
[2] cf. CNBB, Mensagem ao Povo de Deus, 2018.
[3] Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres, 2020.
[4] Constituição Federal, art. 196.
[5] cf. CNBB, OAB, C.Arn´s, ABI, ABC e SBPC, O povo não pode pagar com a própria vida,10 de março de 2021.
[6] cf. Papa Francisco, Mensagem para o lançamento do Pacto Educativo Global, 12 de setembro 2019.
[7] Papa Francisco, Laudato Si´, 145.
[8] Papa Francisco, Laudato Si´, 112.
[9] Papa Francisco, Fratelli Tutti, Cap. V.
[10] cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 233.
[11] Papa Francisco, Mensagem 58ª. AG CNBB.

Fonte: https://www.cnbb.org.br

Bentos XVI é o primeiro papa a atingir a idade de 94 anos

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Publicado em 16 abril 2021
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Emérito faz aniversário esta sexta-feira (16), tornando-se o pontífice mais longevo da história

 

Título de papa mais velho pode ser controverso, uma vez que o próprio Bento assinalou que "Não há dois papas, o papa é só um" (Reprodução/Abaca/Pixsell)

 

O papa emérito Bento XVI assinala nesta sexta-feira (16) o seu 94º aniversário, tornando-se assim o primeiro pontífice católico a completar essa idade.

A celebração decorre num momento de isolamento social por causa da pandemia de Covid-19, pelo segundo ano consecutivo.

Embora persistam incertezas quanto aos dados dos pontificados dos primeiros séculos, Bento XVI ultrapassou, em longevidade, os papas que mais anos viveram, até hoje, Celestino III (1105-1198) e Leão XIII (1810-1903); os dois pontífices faleceram aos 93 anos.

Bento XVI renunciou ao pontificado há oito anos, um gesto histórico, mantendo uma vida reservada no antigo Mosteiro Mater Eclesiae, do Vaticano, de onde saiu para despedir-se, em 2020, do seu irmão mais velho, que viria a falecer.

A 1º de março, o papa emérito concedeu uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera na qual rejeitava o que denominou de "teorias da conspiração" sobre a sua renúncia ao pontificado, em fevereiro de 2013.

"Foi uma decisão difícil, mas tomei-a em plena consciência, e creio que fiz bem. Alguns dos meus amigos algo 'fanáticos' ainda estão zangados, não quiseram aceitar a minha escolha", admite.

"Não há dois papas, o papa é só um", acrescenta Bento XVI, oito anos após o final do seu pontificado, sublinhando que a sua decisão foi ponderada.

O papa emérito lamenta que, após a sua renúncia, tenham surgido "teorias da conspiração".

"Houve quem tivesse dito que foi por culpa do escândalo do Vatileaks, por causa de um complô do 'lobby gay', por causa do caso com o teólogo conservador lefebriano Richard Williamson. Não querem acreditar numa opção tomada conscientemente. Mas a minha consciência está no seu lugar", realçou.

No último dia 14 de janeiro, o Bento XVI foi vacinado contra a Covid-19, partilhando a "preocupação com a pandemia", disse o seu secretário particular, em declarações ao portal de notícias do Vaticano.

Dom Georg Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia, sublinhou o impacto do primeiro Natal que o papa emérito viveu sem o seu irmão, monsenhor Georg Ratzinger.

O arcebispo alemão disse que Bento XVI está fisicamente frágil, mas lúcido.

A 18 de junho de 2020, o Vaticano anunciou que o papa emérito se tinha deslocado à Alemanha, para acompanhar o seu irmão, de 96 anos, naquela que foi a primeira vez que deixou a Itália desde a sua renúncia ao pontificado.

Monsenhor Georg Ratzinger viria a falecer no dia 1 de julho do ano passado.

Antes, no início de maio, chegou ao público uma biografia do papa emérito Bento XVI, que aborda a vida de Joseph Ratzinger ao longo de mais mil páginas, incluindo uma entrevista inédita que fala em "ditadura mundial" de um credo anticristão.

Em passagens da conversa com o jornalista Peter Seewald, autor de várias entrevistas a Joseph Ratzinger, o papa emérito alerta para o impacto de "ideologias aparentemente humanistas", lamentando que alguns o queiram "calar", fruto de uma "distorção maligna da realidade".

O livro Bento XVI – uma vida destaca a amizade do papa emérito com o seu sucessor, Francisco, sublinhando que apesar de polémicas que os queriam colocar em campos opostos, a relação "não apenas persistiu, como cresceu". Fonte: https://domtotal.com

ASSESSOR JURÍDICO-CANÔNICO DA CNBB, FREI EVALDO XAVIER, FALA SOBRE A MODALIDADE ONLINE DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL

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Publicado em 16 abril 2021
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  • Frei Evaldo Xavier,
  • Código de Direito Canônico
  • 58ª Assembleia Geral da CBB
  • 58ª ASSEMBLEIA GERAL
  • Direito Canônico
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Órgão máximo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Assembleia Geral (AG) que reúne, anualmente, o episcopado brasileiro, precisou ser realizada em outro formato: on-line. Em cada arquidiocese e diocese brasileiras, arcebispos e bispos participam, decidem, acompanham, opinam, perguntam e ficam informados sobre os próximos passos da Igreja Católica no país, a partir do tema central “Casa da Palavra: animação bíblica da vida e da pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”, parte integrante das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). 

Para falar sobre a peculiaridade da 58ª Assembleia Geral da CNBB, à luz do Direito Canônico, a equipe de comunicação da AG entrevistou o assessor jurídico-canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier, O. Carm. Ele aponta, na entrevista, como foi a adaptação da realização da Assembleia no formato virtual para estar em sintonia com as regras apontadas pelas normas canônica da Santa Sé. Confira, a seguir, a íntegra: 

 

O que é o Direito Canônico e o que ele diz sobre a realização de assembleias, de modo geral?

O Direito Canônico é o Direito da Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto, são as normas jurídicas específicas para a comunidade católica em todo o mundo. Ele é distinto do Direito do Estado. O Direito Canônico se aplica, à Igreja, seus entes, aos fiéis católicos e nas relações entre a Igreja Católica e entes que não são a ela pertencentes.

A Assembleia é o órgão soberano de uma associação, de um ente, como é o caso de uma província religiosa, de uma congregação ou de uma Ordem religiosa. Mas, é também, o órgão soberano máximo, no caso específico da CNBB. Portanto, nós estamos nessa semana realizando a Assembleia Geral que é o órgão máximo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. 

 

Diante da pandemia, estamos vivenciando um momento de grande adaptação ao formato on-line. Gostaria de saber o que o Direito Canônico diz sobre a realização de assembleias nesta modalidade? 

A pandemia que estamos vivenciando é excepcional. Portanto, as normas que se referiam a eventos e à realização de atividades presenciais, naturalmente, foram adaptadas e, por isso, a Santa Sé, em caráter excepcional, e até mesmo emergencial, emanou normas específicas para este tempo da pandemia para que pudessem ser realizadas reuniões de forma virtual.

A finalidade é, permitindo essas reuniões de forma virtual, fazer com que a vida da Igreja continue sem parar ou ser impedida de atuar pelo impedimento da realização de reuniões presenciais e físicas. Portanto, a Igreja, com agilidade, emanou normas para que os entes e as instituições pudessem funcionar neste tempo de pandemia.

 

Que adaptações foram necessárias para que a Assembleia Geral da CNBB fosse realizada neste formato?

Surpreendentemente, essa primeira Assembleia Geral virtual está sendo muito produtiva e com grande diálogo, grande capacidade de escuta dos seus membros e uma participação excepcional. Eu diria muito enriquecedora para a vida da Igreja. Surpreendentemente, digo eu, porque antes nós esperávamos que as dúvidas fossem maiores do que estão sendo. Na verdade, dou testemunho de que essa Assembleia Geral está transcorrendo de uma forma excepcionalmente ideal e muito positiva.

 

Canonicamente, quais têm sido as principais dificuldades desta Assembleia que acontece através do ciberespaço?

Uma dificuldade, naturalmente, considerando a ausência de presença física, é a realização de reuniões em grupos ou debates em grupos; é a realização de apresentação de textos com abertura de uma tribuna para que as pessoas pudessem falar. A falta do contato físico pode ser mitigada pela dimensão da internet, virtual, mas seria muito melhor, realmente, se ela fosse presencial e física.

Mas digo que está sendo uma grande lição, um grande aprendizado e creio que, certamente, este formato remoto e virtual vai ser usado no futuro para muitas outras coisas e eventos, mesmo após a pandemia. É uma cultura que foi implantada em razão da pandemia, mas penso eu que deixará frutos e vai permanecer. Fonte: https://www.cnbb.org.br 

Sexta-feira, 16 de abril-2021. 2ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 16 abril 2021
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  • Lectio Divina do Evangelho do dia com Frei Carlo Mesters,
  • 2ª Semana da Páscoa

 

1) Oração

Concedei. ó Deus, aos vossos servos a graça da ressurreição, pois quisestes que o vosso Filho sofresse por nós o sacrifício da cruz para nos libertar do poder do inimigo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 6, 1-15)

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, ou seja, de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, vendo os sinais que ele fazia a favor dos doentes. 3Jesus subiu a montanha e sentou-se lá com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo uma grande multidão que vinha a ele, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que estes possam comer?” 6Disse isso para testar Filipe, pois ele sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentos denários de pão bastariam para dar um pouquinho a cada um”. 8Um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas, que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei as pessoas sentar- se”. Naquele lugar havia muita relva, e lá se sentaram os homens em número de aproximadamente cinco mil. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Depois que se fartaram, disse aos discípulos: “Juntai os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Eles juntaram e encheram doze cestos, com os pedaços que sobraram dos cinco pães de cevada que comeram. 14À vista do sinal que Jesus tinha realizado, as pessoas exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Quando Jesus percebeu que queriam levá-lo para proclamá-lo rei, novamente se retirou sozinho para a montanha.

 

3) Reflexão

Hoje começa a leitura do capítulo 6 do evangelho de João que se prolongará por vários dias. Sinal da importância deste capítulo para a vivência da nossa fé. O capítulo 6 traz dois sinais ou milagres: a multiplicação dos pães (Jo 6,1-15) e a caminhada sobre as águas (Jo 6,16-21). Em seguida, traz o longo diálogo sobre o Pão da Vida (Jo 6,22-71). João situa o fato perto da festa de Páscoa (Jo 6,4). O enfoque central é o confronto entre a antiga Páscoa do Êxodo e a nova Páscoa que se realiza em Jesus. O diálogo sobre o pão da vida vai esclarecer a nova páscoa que se realiza em Jesus.

João 6,1-4: A situação.  Na antiga páscoa, o povo atravessou o Mar Vermelho. Na nova páscoa, Jesus atravessa o Mar da Galileia. Uma grande multidão seguia a Moisés. Uma grande multidão segue Jesus neste novo êxodo. No primeiro êxodo, Moisés subiu a Montanha. Jesus, o novo Moisés, também sobe à montanha. O povo seguia Moisés que realizou grandes sinais. O povo segue a Jesus porque tinha visto os sinais que ele fazia para os doentes.

João 6,5-7: Jesus e Filipe.  Vendo a multidão, Jesus confronta os discípulos com a fome do povo e pergunta a Filipe: "Onde vamos comprar pão para esse povo poder comer?" No primeiro êxodo, Moisés tinha conseguido alimento para o povo faminto. Jesus, o novo Moisés, irá fazer a mesma coisa. Mas Filipe, em vez de olhar a situação à luz da Escritura, olhava a situação com os olhos do sistema e respondeu: "Duzentos denários não bastam!" Um denário era o salário mínimo de um dia. Filipe constata o problema e reconhece a sua total incapacidade para resolvê-lo. Faz o lamento, mas não apresenta nenhuma solução.

João 6,8-9: André e o menino. André, em vez de lamentar, busca solução. Ele encontra um menino com cinco pães e dois peixes. Cinco pães de cevada e dois peixes eram o sustento diário do pobre. O menino entrega o seu sustento! Ele poderia ter dito: "Cinco pães e dois peixes, o que é isso para tanta gente? Não vai dar para nada! Vamos partilhá-los aqui entre nós com duas ou três pessoas!" Em vez disso, ele teve a coragem de entregar os cinco pães e os dois peixes para alimentar 5000 pessoas (Jo 6,10)!  Quem faz isso, ou é louco ou tem muita fé, acreditando que, por amor a Jesus, todos se disponham a partilhar sua comida como fez o menino!

João 6,10-11: A multiplicação . Jesus pede para o povo se acomodar na grama. Em seguida, multiplicou o sustento, a ração do pobre. Diz o texto: "Jesus tomou os pães e, depois de ter dado graças, distribuiu-os aos presentes, assim como os peixes, tanto quanto queriam!" Com esta frase, escrita no ano 100 depois de Cristo, João evoca o gesto da Última Ceia (1Cor 11,23-24). A Eucaristia, quando celebrada como deve, levará as pessoas à partilha como levou o menino a entregar seu sustento para ser partilhado.

João 6,12-13: A sobra dos doze cestos. O número doze evoca a totalidade do povo com suas doze tribos. João não informa se sobrou algo dos peixes. O que interessa a ele é evocar o pão como símbolo da Eucarística. O evangelho de João não tem a descrição da Ceia Eucarística, mas descreve a multiplicação dos pães como símbolo do que deve acontecer nas comunidades através da celebração da Ceia Eucarística. Se entre os povos cristãos houvesse real partilha, haveria comida abundante para todos e sobrariam doze cestos para muitos outros povos!

João 6,14-15: Querem fazê-lo rei O povo interpreta o gesto de Jesus dizendo: "Esse é verdadeiramente o profeta que deve vir ao mundo!" A intuição do povo é correta. Jesus de fato é o novo Moisés, o Messias, aquele que o povo estava esperando (Dt 18,15-19). Mas esta intuição tinha sido desviada pela ideologia da época que queria um grande rei que fosse forte e dominador. Por isso, vendo o sinal, o povo proclama Jesus como Messias e avança para fazê-lo rei! Jesus percebendo o que ia acontecer, refugia-se sozinho na montanha. Não aceita esta maneira de ser messias e aguarda o momento oportuno para ajudar o povo a dar um passo.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Diante do problema da fome no mundo, você age como Filipe, como André ou como o menino?

2) O povo queria um messias que fosse rei forte e poderoso. Hoje, muitos vão atrás de líderes populistas. O que o evangelho de hoje nos tem a dizer sobre isto?

 

5) Oração final

O SENHOR é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é quem defende a minha vida; a quem temerei?  (Sl 26, 1)

ANGRA-AO VIVO: Quinta-feira 15. Dia da Confissão, Adoração e Caridade

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Publicado em 15 abril 2021
  • Angra dos Reis,
  • Carmo de Angra
  • Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Angra dos Reis,
  • Dia da Confissão,

Quinta-feira, 15 de abril-2021. 2ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 15 abril 2021
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
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  • 2ª Semana da Páscoa

1) Oração

Concedei, ó Deus, que vejamos frutificar em toda a nossa vida as graças do mistério pascal, que instituístes na vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 3, 31-36)

Naquele tempo, João Batista disse aos seus discípulos: 31Aquele que vem do alto está acima de todos. Quem é da terra, pertence à terra e fala coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Ele dá testemunho do que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois ele dá o espírito sem medida. 35O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. 36Aquele que crê no Filho tem a vida eterna. Aquele, porém, que se recusa a crer no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.

 

3) Reflexão

No dia 12 de janeiro deste ano meditamos João 3,22-30, que traz o último testemunho de João Batista a respeito de Jesus. Era a resposta dada por ele aos seus discípulos, e na qual reafirmou que ele, João, não é o Messias mas apenas o precursor (Jo 3,28). Naquela ocasião, João disse aquela frase tão bonita que resume o seu testemunho: "É necessário que ele cresça e eu diminua!" Esta frase é o programa de todos e de todas que querem seguir Jesus.

Os versículos do evangelho de hoje são, novamente, um comentário do evangelista para ajudar as comunidades a entender melhor todo o alcance das coisas que Jesus fez e ensinou. Temos aqui uma outra amostra daqueles três fios de que falamos ontem.

João 3,31-33: Um refrão que sempre volta. Ao longo do evangelho de João, muitas vezes aparece o conflito entre Jesus e os judeus que contestam as palavras de Jesus. Jesus fala a partir do que ele ouve do Pai. Ele é total transparência. Os seus adversários, por não se abrirem para Deus e por se agarrarem nas suas próprias ideias aqui da terra, não são capazes de entender o significado profundo das coisas que Jesus vive, diz e faz. No fim, é este mal-entendido que vai levar os judeus a prender e condenar Jesus.

João 3,34: Jesus nos dá o Espírito sem medida. O evangelho de João usa muitas imagens e símbolos para significar a ação do Espírito. Como na criação (Gn 1,1), assim o Espírito desceu sobre Jesus "como uma pomba, vinda do céu" (Jo 1,32). É o começo da nova criação! Jesus fala as palavras de Deus e nos comunica o Espírito sem medida (Jo 3,34). Suas palavras são Espírito e vida (Jo 6,63). Quando Jesus se despediu, ele disse que ia enviar um outro consolador, um outro defensor, para ficar conosco. É o Espírito Santo (Jo 14,16-17). Através da sua paixão, morte e ressurreição, Jesus conquistou o dom do Espírito para nós. Através do batismo todos nós recebemos este mesmo Espírito de Jesus (Jo 1,33). Quando apareceu aos apóstolos, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo!" (Jo 20,22). O Espírito é como água que jorra de dentro das pessoas que crêem em Jesus (Jo 7,37-39; 4,14). O primeiro efeito da ação do Espírito em nós é a reconciliação: "Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados serão perdoados; aqueles aos quais retiverem, serão retidos" (Jo 20,23). O Espírito nos é dado para que possamos lembrar e entender o significado pleno das palavras de Jesus (Jo 14,26; 16,12-13). Animados pelo Espírito de Jesus podemos adorar a Deus em qualquer lugar (Jo 4,23-24). Aqui se realiza a liberdade do Espírito de que fala São Paulo: "Onde há o Espírito do Senhor, aí está a liberdade" (2Cor 3,17).

*  João 3,35-36: O Pai ama o filho. Reafirma a identidade entre o Pai e Jesus. O Pai ama o filho e entregou tudo em sua mão. São Paulo dirá que em Jesus habita a plenitude da divindade (Col 1,19; 2,9). Por isso, quem aceita Jesus e crê em Jesus ele já tem a vida eterna, pois Deus é vida. Quem recusa crer em Jesus se coloca a si mesmo do lado de fora.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Jesus nos comunica o Espírito sem medida. Você teve ou tem alguma experiência desta ação do Espírito em sua vida?

2) Quem crê em Jesus tem a vida eterna. Como isto acontece hoje na vida das famílias e das comunidades?

 

5) Oração final

O SENHOR está perto de quem tem o coração ferido, salva os ânimos abatidos. Muitas são as desventuras do justo, mas de todas o SENHOR o livra.  (Sl 33, 19-20)

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