Olhar Jornalístico

HISTÓRIAS CAÍDAS DO CÉU... A CANOA

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Publicado em 19 março 2019
  • Histórias caídas do céu
  • História de vida
  • humildade

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?  Não – Responde o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A Professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro sabe ler e escrever? Também não – Responde o remador. Que pena! – Condói-se a mestra! – Você perdeu metade da vida!  Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! – Respondem eles rapidamente. Então é uma pena – Concluiu o barqueiro – Vocês perderam toda a sua vida!”

MORAL DA HISTÓRIA...

O que você acha que nos ensina esta história?...

CARMELITAS: O LOUVOR DA CELA

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Publicado em 15 janeiro 2019
  • Santos Carmelitas,
  • Oração,
  • contemplação,
  • OS CAMINHOS DA ORAÇÃO,
  • A ORAÇÃO NO CARMELO

de: “A flecha de fogo” de Nicolau “Gallus” (ano 1270 )

Na cela nos é mostrado o tesouro inestimável, e incomparável de contemplação cheia de perfume, de maneira que, desprezadas totalmente as cousas caducas da terra, a nossa alma se consome inteiramente no desejo fervente da contemplação; ... na cela recebemos as verdadeiras delicias do paraíso que de tal modo deleitam e restauram o nosso homem interior, que o seu desejo ao mesmo tempo aumenta a nossa sede e é saturado.

CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS EM ROMA: Álbum

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Publicado em 18 setembro 2018
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS

Veja o álbum. Clique aqui:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2142538992445622&type=1&l=b8699c44ca

UM PADRE...

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Publicado em 20 março 2018
  • Padres,
  • Padre,

De um manuscrito medieval

 

Um padre deve ser, ao mesmo tempo,

pequeno e grande,

de espírito nobre, como de sangue real,

simples e espontâneo como um colono,

um herói no domínio de si,

um homem que lutou com Deus,

uma fonte de santificação,

um pecador que Deus perdoou,

senhor de seus desejos,

um servidor humilde para os tímidos e fracos,

que não se rebaixa diante dos poderosos,

mas se curva diante dos pobres, discípulos de seu senhor,

chefe de rebanho,

um mendigo de mãos largamente abertas,

um portador de inumeráveis dons,

um homem no campo de batalha,

uma mãe para confortar os doentes,

com a sabedoria da idade e a confiança de um menino,

voltado para o alto, os pés na terra,

feito para a alegria, experimentado no sofrimento,

longe de toda a inveja, que vê longe,

que fala com franqueza,

um  inimigo da preguiça, sempre fiel,

tão diferente de mim

RETIRO DO PAPA: Nona Meditação: Escutar a sede das periferias

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Publicado em 22 fevereiro 2018
  • Retiro do Papa Francisco,
  • Retiro do Papa 2018,
  • Padre José Tolentino Mendonça,
  • A periferia está no DNA,
  • padre Tolentino,
  • São João Crisóstomo,

Na nona reflexão proposta ao Papa Francisco e à Cúria romana, o padre Tolentino recordou que as periferias “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”.

Cidade do Vaticano

A periferia está no DNA do cristão e é um horizonte no qual a Igreja deve redescobrir-se. Com estas palavras o padre José Tolentino Mendonça iniciou sua reflexão na tarde desta quinta-feira. “Onde está o meu irmão?”. A partir desta pergunta de Deus contida no Livro de Gênesis, nasce a nona reflexão dos Exercícios Espirituais ao Papa e à Cúria, dedicada ao tema “escutar a sede das periferias”.

O convite do sacerdote português é o de “olhar com olhos bem abertos a realidade do mundo ao nosso redor” e de procurar o nosso irmão entre os pobres e os últimos do mundo, não separando a “sede espiritual” da “sede literal”.

“ Um dos critérios para entender o que é “centro” e o que é “periferia” no mundo, é de fato o acesso à água, direito inalienável da pessoa. ”

Como já afirmado na Laudato Si e reiterado pelos dados das organizações internacionais, três pessoas em cada dez, ou seja, cerca de 2 bilhões de seres humanos, não têm a possibilidade de desfrutar de água potável.

Uma multidão literalmente sedenta, diante da qual se “torna urgente adotar uma autêntica conversão de estilos de vida e do coração”, “que vá em direção contrária à cultura do descarte e da desigualdade social”. Enquanto os países ricos desperdiçam os seus recursos, de fato, “os outros vivem no suplício”.

Jesus “homem periférico”

Neste contexto, “a Igreja não deve ter medo de ser profética e de colocar o dedo na chaga” e não pode que não confrontar-se com as periferias do mundo. “Um discípulo de Jesus deve saber disto com convicção”, antes de tudo porque “o próprio Jesus é um homem de periferia”.

Não era cidadão romano, nem fazia parte da elite judaica, nasceu na periferia da Judeia, por sua vez periferia de Israel e do Império. E se dirige às periferias, dando dignidade aos doentes, oprimidos, pobres, estrangeiros e pecadores:

“ A periferia está no DNA do cristão, o aproxima de seu contexto originário, mas também ao seu programa. É uma chave indispensável para a sua hermenêutica espiritual e existencial. Em todas as épocas permanecerá, para a experiência cristã, o lugar privilegiado onde encontrar e reencontrar Jesus. ”

O próprio cristianismo é depois, pela sua natureza, uma “realidade periférica”.

Vitalidade do projeto cristão está nas periferias

Pode-se ver isto concretamente onde os centros das cidades tornaram-se “um polo de atividades burocráticas e comerciais” e “uma vitrine do passado” para os turistas, enquanto “a vitalidade do projeto cristão se joga nas periferias”, “onde frequentemente não há nem mesmo a presença de uma igreja de alvenaria e onde tudo é mais precário, rarefeito, improvisado”.

“ Para a Igreja, a periferia é portanto um horizonte e não um problema e é onde pode sair de si mesma e redescobrir-se. ”

A escolha do encontro com as periferias não é unicamente um imperativo da caridade, é uma mobilização histórica e geográfica, que consente o encontro com aquilo que o cristianismo foi e com aquilo que ele é. Também as periferias da Igreja têm sede: de serem ouvidas.

Como advertia São João Crisóstomo, a Igreja deve evitar o “terrível cisma” entre “o que separa o sacramento do altar, do sacramento do irmão, o que perigosamente dissocia o sacramento da eucaristia do sacramento do pobre”.

Periferias como lugares da alma

As periferias existenciais, todavia, não são somente econômicas, conclui padre Mendonça, “e sabemos todos como entre nós e quem está ao nosso lado, existem frequentemente distâncias infinitas a serem abraçadas e vencidas”.

Por isto a humanidade deve ser abraçada, e mesmo que não consigamos impedir as lágrimas no rosto do próximo, podemos oferecer a ele um lenço e dizer “estou aqui”, “não estás sozinho”.

As periferias, de fato, “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”. Fonte: http://www.vaticannews.va

*Naquele túmulo: Homenagem ao 1º Ano de Falecimento do meu pai.

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Publicado em 04 novembro 2017
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Poemas do Frei Petrônio,
  • Poemas sobre a Morte,
  • Manoel Artur de Miranda,
  • 1 Ano da Morte de Manoel Artur de Miranda,
  • túmulo,

Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 3 de novembro-2017.

 

Naquele túmulo frio

Descansa um homem que em vida aqueceu vidas

Naquele túmulo prisioneiro de corpos

Descansa um homem que libertou vidas

Naquele túmulo escuro e cinzento

Descansa um homem que iluminou uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo com o lenho da cruz

Descansa um homem temente a Deus

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo silencioso

Descansa um homem que valorizou as palavras

Se ele é santo? É sim, senhor!

  

Naquele túmulo de ossos e lagrimas

Descansa um justo que fez da justiça o seu hino

Naquele túmulo de terra e barro

Descansa um agricultor que da terra tirou o seu ganha pão

Naquele túmulo de fétidas carnes

Descansa um homem que, com suor e lagrimas, uniu uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo com pedras e terra

Descansa um homem que abriu caminhos

Naquele túmulo de mistério incompreensível

Descansa um homem que foi um livro aberto

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo sem brilho e sem cor

Descansa um homem que deu cores a vida

Naquele túmulo impenetrável

Descansa um homem misericordioso, atencioso e amigo

Naquele túmulo símbolo do desengano da vida

Descansa um homem que fez da vida um canto de louvor

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo expressão do nada 

Descansa um homem que fez tudo por todos

Naquele túmulo berço sepulcral

Descansa um homem que cativou vidas com um sorriso

Naquele túmulo de silêncio perpétuo

Descansa um homem silencioso, atencioso e sincero

Se ele é santo? É sim, senhor!

O seu nome é Manoel Artur de Miranda. 

*Manoel Artur de Miranda  (*15/10/1930 + 03/11/2016)  

OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo.

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Publicado em 28 janeiro 2017
  • Província Carmelitana de Santo Elias,
  • Capítulo Provincial 2017,
  • Olhar o passado com os pés no presente,
  • Embu das Artes, Casa de Retiro Emaús de Itapecerica da Serra,


OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo. por olharjornalistico

FREI PETRÔNIO DE MIRANDA NA RÁDIO VATICANA: Entrevista.

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Publicado em 01 agosto 2016

Cidade do Vaticano (RV) - A Ordem Carmelita é uma ordem que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo, na Palestina. Homens e mulheres de oração, os membros da Ordem são religiosos/as e leigos/as contemplativos. Definem sua missão como “Seguir Jesus Cristo, na Contemplação, na Fraternidade e na Missão Profética, inspirando-se em Elias e Maria, um mundo em transformação, a serviço da Vida e da Esperança”. Mas as obras sociais não ficam de lado.

O Frei Petrônio Miranda, que leva em peregrinação neste Ano Eliano Missionário a imagem do Profeta Elias, ressalta o trabalho da Associação São Martinho, entidade filantrópica que atua desde 1984 na área da infância e juventude no Rio de Janeiro. Ouça a entrevista.

Clique aqui:

http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/carmelitas_contempla%C3%A7%C3%A3o_e_obras_sociais/1238138

Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná

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Publicado em 19 agosto 2026
  • Polícia Rodoviária Federal,
  • Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos
  • Batida aconteceu na BR-373 em Ipiranga,
  • Acidente na BR-373 em Ipiranga,
  • Acidente na BR-373 deixa 23 mortos,
  • BR-373 em Ipiranga,

Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná

Batida aconteceu na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais. Rodovia está totalmente interditada na manhã desta quarta-feira (19).

 

Por Manuella Mariani, Millena Sartori, Marrara Laurindo, g1 PR e RPC Ponta Grossa

Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, no Paraná.

A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva. O motorista do caminhão também morreu.

Os feridos foram levados para hospitais de Ponta Grossa. Equipes de socorro atendem a ocorrência e a via está sem previsão de liberação.

 

Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos e 5 feridos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a Via Araucária, concessionária responsável pelo trecho, os mortos são 21 adultos e 2 crianças. A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus, que era da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva. O condutor da carreta, que é de Erechim (RS), também morreu.

"Evidências preliminares apontam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente com o micro-ônibus. As circunstâncias estão sendo analisadas através do levantamento no local", disse a PRF.

O acidente aconteceu por volta das 3h30 no km 209 da rodovia e provocou interdição total do trecho, que é de pistas simples. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de liberação da via.

Segundo a PRF, a carreta seguia no sentido de Carambeí para Prudentópolis, e o micro-ônibus da Secretaria de Saúde viajava levando pacientes de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba.

Até a última atualização desta reportagem, as forças de segurança não tinham conseguido confirmar quantos passageiros havia nos veículos, nem os nomes deles.

A Polícia Científica do Paraná, responsável pela perícia, informou que "o atendimento de uma ocorrência dessa natureza é complexo e envolve diferentes etapas".

"Além da análise técnico-científica do local, destinada à obtenção dos elementos necessários para determinar as causas e a dinâmica do sinistro de trânsito, as equipes realizam a localização, o registro, a coleta e a individualização das vítimas fatais e dos demais vestígios relacionados à ocorrência. [...] O processo de identificação pode envolver a coleta e o confronto de informações com bases oficiais de identificação biométrica, entre outras técnicas técnico-científicas, e seu tempo de conclusão pode variar de acordo com o método necessário em cada caso".

Acidente entre ônibus e carreta deixa 22 mortos e quatro feridos no Paraná — Foto: PRF

Os feridos foram encaminhados para hospitais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. De acordo com informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, três pessoas estão em estado grave e duas tiveram ferimentos moderados.

Equipes da PRF, da concessionária Via Araucária, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros atendem a ocorrência no local.

Às 6h47, a concessionária informou que havia cerca de 9 km de congestionamento sentido Ponta Grossa e fila de 7 km sentido Prudentópolis.

 

Luto

O Governo do Paraná decretou luto oficial de três dias, em todo o estado, em razão do acidente. Em nota, o Estado lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.

"O Estado colocou sua estrutura no atendimento da ocorrência. Além do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná (CBMPR), que faz o resgate das vítimas, equipes da Polícia Científica do Paraná (PCP) e da Polícia Civil (PCPR) já estão no local. O trabalho de identificação será feito na sede da PCP em Ponta Grossa. A Secretaria de Estado da Saúde, Defensoria Pública do Estado e toda a estrutura de assistência social já estão mobilizadas e prestando atendimento às vítimas e às famílias envolvidas".

 

O Governador do Paraná, Ratinho Junior, se manifestou sobre o acidente nas redes sociais.

"O Paraná amanhece de luto após o acidente em Ipiranga. Meus sentimentos às famílias das vítimas e toda a comunidade de Imbituva. Aos feridos, desejo que tenham uma recuperação rápida. Nossas forças de segurança já estão atuando para entender o que aconteceu e esclarecer as causas do acidente. Que Deus dê conforto e força a todos que enfrentam essa dor", escreveu.

A Prefeitura de Imbituva também emitiu nota de pesar. Veja abaixo:

"Diante do trágico acidente ocorrido na BR-373, que vitimou moradores de nossa região, a Prefeitura de Imbituva manifesta profundo pesar e solidariedade a todas as famílias e amigos atingidos por este momento de dor.
Em respeito às vítimas e às suas famílias, a Prefeitura Municipal e os demais locais de atendimento administrativo estarão fechados nesta data, como forma de respeito e luto.
Os serviços essenciais permanecerão funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população.

Neste momento de profunda tristeza, Imbituva se une em solidariedade às famílias, desejando força e conforto a todos que enfrentam esta dolorosa perda". Fonte: https://g1.globo.com

Dez pessoas morrem após ônibus tombar em Petrópolis.

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Publicado em 16 agosto 2026
  • Acidente na 040,
  • Acidente na Serra de Petrópolis,
  • Petrópolis
  • Dez pessoas morrem na serra de Petrópolis
  • descida da serra para o Rio de Janeiro,
  • Região Serrana do RJ,
  • 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis,
  • Estrela Guia Turismo

Acidente aconteceu no km 91 da BR-040, na madrugada deste domingo (16). Coletivo levava 49 pessoas e saiu de Belo Horizonte. Os corpos foram levados para o IML da Cidade Imperial.

 

Ônibus foi destombado na manhã deste domingo — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Por Rafael Nascimento, g1 Rio

Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis (RJ) neste domingo (16). O acidente ocorreu na descida da serra, no Km 91 da BR-040.

O coletivo levava 49 pessoas e vinha de Belo Horizonte. A perícia foi acionada e o caso está sob investigação na 105ª DP (Petrópolis).

O resgate mobilizou 4 quartéis do Corpo de Bombeiros. A pista sentido Rio de Janeiro teve interdição total e registrou 1 km de retenção.

Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do RJ, na madrugada deste domingo (16). Entre as vítimas estão 8 mulheres e 1 criança.

O acidente foi no Km 91 da BR-040, na descida da serra para o Rio de Janeiro, por volta das 4h30.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o coletivo da Estrela Guia Turismo havia saído de Belo Horizonte em direção a Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O Corpo de Bombeiros contabilizou atendimento a 49 pessoas, 8 das quais foram encontradas sem vida.

“Duas pessoas ficaram em estado grave, 12 tiveram ferimentos considerados moderados e foram encaminhadas para unidades hospitalares de referência, como o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e o Hospital Municipal Santa Tereza, em Petrópolis.”

Uma das feridas morreu a caminho do hospital. O motorista sobreviveu.

A perícia foi acionada, e o caso foi encaminhado para a 105ª DP (Petrópolis). A Polícia Civil informou ainda que os corpos das nove vítimas fatais foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis, onde serão submetidos a exames periciais.

 

‘Grande operação’, diz prefeito de Petrópolis

O prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes (PP), afirmou que uma grande operação de socorro e resgate foi mobilizada após o acidente. Segundo ele, equipes do Samu de Petrópolis, do Samu da Baixada Fluminense, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal atuaram no atendimento às vítimas.

“Foi uma grande operação de socorro e resgate. O Samu de Petrópolis, o Samu da Baixada, o Corpo de Bombeiros, a PRF, todo mundo atuando e passando as informações”, disse o prefeito.

Hingo também lamentou as mortes registradas na ocorrência e informou que pacientes foram encaminhados para o Hospital Santa Teresa, unidades de pronto atendimento de Petrópolis e hospitais da Baixada Fluminense. Segundo ele, cinco ambulâncias do Samu municipal foram direcionadas para a operação.

Segundo os hospitais que receberam parte das vítimas do acidente, ao menos 23 pessoas deram entrada nas unidades de saúde após o tombamento.

O Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, informou ter recebido 14 pacientes. Desses, um morreu e 13 permaneciam em atendimento até a última atualização.

Já o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, informou que recebeu 9 vítimas. Segundo a unidade, todos os pacientes estão sendo atendidos por equipes multiprofissionais, seguindo os protocolos de assistência e classificação de risco. Os hospitais não divulgaram informações individuais sobre o estado de saúde dos feridos.

 

Interdição da via após quase 4 horas

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 4h40 para uma ocorrência de queda de veículo na região de Caxambu, próximo ao Sítio Flor da Serra. O atendimento mobilizou equipes dos quartéis de Campos Elíseos, Parada de Lucas, Itaipava e Petrópolis.

A concessionária Elovias informou que a pista no sentido Rio de Janeiro ficou totalmente interditada para o atendimento da ocorrência.

A liberação total da via aconteceu às 7h45, quase 4 horas após o tombamento.

 

Proprietário em ‘estado de pânico’, diz defesa

Ao g1 de Minas Gerais, um dos advogado da empresa disse que o proprietário não vai se pronunciar sobre o acidente por estar em "estado de pânico".

Em nota, a Estrela Guia Turismo lamentou o ocorrido, prestou solidariedade às vítimas e afirmou que está dando suporte aos feridos e familiares, além de colaborar com as autoridades na apuração das causas do tombamento.

Segundo a defesa, um ônibus já foi disponibilizado para levar os sobreviventes de volta à Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas a viagem depende da liberação médica dos passageiros.

Até o início da tarde, a empresa informou que oito pessoas haviam recebido alta. O motorista do coletivo está entre os feridos e sofreu fraturas nas duas pernas. A empresa também informou que os passageiros saíram da Região Metropolitana de BH com destino a Copacabana.

Familiares e amigos das vítimas do acidente com o ônibus da Estrela Guia Turismo podem buscar informações diretamente com a empresa.

A viação informou que disponibilizou um canal de atendimento pelo telefone e WhatsApp (31) 99100-3446. Fonte: https://g1.globo.com

Igreja colombiana diante do terremoto: uma só família na adversidade

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Publicado em 11 agosto 2026
  • Tragédia,
  • terremoto na Colômbia
  • San José del Palmar,
  • Os bispos colombianos
  • solidariedade às vítimas do terremoto
  • cardeal Luis José Rueda Aparicio,
  • cardeal Rueda
  • onferência Episcopal Colombiana

Os bispos colombianos expressam sua solidariedade às vítimas do terremoto e apelam por uma resposta à emergência caracterizada por solidariedade, responsabilidade e fraternidade. O cardeal Luis José Rueda Aparicio, primaz da nação, convida a todos a transformar esta tragédia em uma oportunidade para “nos reconstruirmos a partir do coração” e superarmos as divisões.

 

Sebastian Sanson Ferrari – Cidade do Vaticano

Em resposta ao forte terremoto que atingiu diversas regiões da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, os bispos do país elevaram suas orações pelas vítimas, pelos feridos e pelas famílias afetadas, e expressaram sua solidariedade às comunidades impactadas pela emergência. Em um comunicado divulgado em Bogotá, os bispos pediram à Colômbia a reconhecer-se mais uma vez como “uma só família” e que responda ao sofrimento com generosidade, responsabilidade e solidariedade.

O terremoto de magnitude 7,4 afetou amplas áreas do país, com relatos de danos em cidades e vilas, bem como em igrejas, hospitais, escolas, casas e estradas. O evento sísmico resultou em ao menos de 132 mortes, mais de 570 feridos e 2.700 desaparecidos.

 

“Momento de provação” e de encontro

Em mensagem dirigida aos ouvintes da Rádio Vaticano e aos seguidores do Vatican News, o cardeal Rueda descreveu o dia como um “momento de provação”, mas também como uma oportunidade para encontrar um terreno comum em meio à crise.

“Em meio às dificuldades deste terremoto, em meio à crise que estamos vivenciando, queremos encontrar um terreno comum para continuarmos caminhando juntos”, afirmou o purpurado que exortou a todos a cultivar uma esperança “concreta, criativa e compassiva”.

Para o arcebispo de Bogotá, a emergência interpela toda a sociedade e exige responsabilidade compartilhada na busca do bem comum. Daí seu apelo para superar as divisões e a olhar uns para os outros “com os olhos de irmãos e irmãs”.

 

Reconstruir não somente paredes

O cardeal Rueda enfatizou que a reconstrução não pode se limitar às estruturas materiais danificadas pelo terremoto. “Que a tragédia se torne uma oportunidade para nos reconstruirmos”, expressou, colocando a ênfase em uma reconstrução interior e social. “Não apenas reconstruir as paredes de nossas casas, o que devemos fazer, mas sobretudo reconstruir-nos a partir do coração como uma sociedade unida”, acrescentou.

Nessa tarefa, destacou especialmente o trabalho dos bancos de alimentos e dos voluntários das dioceses do país. Seu apelo foi claro: colocar “nossas mãos, nossos corações e nossa sabedoria” a serviço daqueles que perderam tudo.

 

Os bispos: ninguém pode enfrentar sozinho uma emergência como esta

Em uma declaração, a Conferência Episcopal Colombiana expressou seu “afeto e proximidade” com aqueles que sofrem as consequências do terremoto, cujo epicentro foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó.

Os bispos asseguraram suas orações por aqueles que perderam suas vidas, pelos desaparecidos, pelos feridos e pelas famílias afetadas. Eles também confiaram a Deus todos os que participam dos esforços de emergência: organizações de socorro, autoridades, profissionais da saúde, voluntários, servidores públicos, membros das forças de segurança e todos os que trabalham nas buscas, resgates e cuidados com os afetados.

“Ninguém pode enfrentar uma emergência desta magnitude sozinho”, alertaram os bispos, para quem a tragédia apresenta mais uma vez à Colômbia o desafio de se reconhecer como uma só família:

A Colômbia é chamada, mais uma vez, a reconhecer-se como uma só família e a responder ao sofrimento de seus irmãos e irmãs com generosidade, responsabilidade e solidariedade. Que cada gesto de ajuda, cada mão estendida e cada esforço conjunto sejam sinais concretos de fraternidade e esperança; portanto, comunicaremos o mais breve possível as formas de oferecer solidariedade e apoio.

 

Sob a proteção da Virgem Maria

 Ao concluir sua mensagem, os pastores da Igreja na Colômbia confiaram o país, e particularmente as comunidades afetadas, à proteção maternal da Virgem Maria.

Pediram-lhe que acompanhasse o povo colombiano e o ensinasse a permanecer unido, a cuidar uns dos outros e a manter a esperança “mesmo em meio à adversidade”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Terremoto de grande magnitude na Colômbia derruba prédios e mata ao menos 111

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Publicado em 10 agosto 2026
  • Colômbia,
  • Terremoto de grande magnitude na Colômbia
  • Medellín e Cali,
  • Eje Cafetero
  • terremoto na Colômbia
  • San José del Palmar,

Cali, terceira maior cidade do país, e região turística cafeeira estão entre os locais mais atingidos

Sismo teve epicentro na província de Chocó, na costa do Pacífico

 

Serviços de emergência e moradores buscam por sobreviventes em prédio colapsado após terremoto, em Pereira, na Colômbia - 10.ago.26/Reuters

 

Bogotá | Reuters e AFP

Um terremoto de grande magnitude atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), derrubou edifícios e matou ao menos 111 pessoas e deixou pelo menos 87 feridos, segundo afirmou o presidente Abelardo de la Espriella, em pronunciamento.

O tremor foi sentido na capital Bogotá, nas cidades de Medellín e Cali, entre as maiores do país, e na região da fronteira com a Venezuela, além de regiões do Equador e do Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

O epicentro foi localizado perto de San José del Palmar, na província de Chocó, na costa do Pacífico, a uma profundidade de 96 quilômetros. A região turística conhecida como Eje Cafetero (eixo cafeeiro), entre as metrópoles de Medellín e Cali, foi uma das mais afetadas e concentra os mortos confirmados até o momento.

Espriella, que tomou posse na última sexta-feira (7), declarou estado de calamidade nacional.

As autoridades locais realizaram os primeiros balanços dos estragos. O maior número de mortos contabilizados era da província de Risaralda, na região produtora de café da Colômbia. Ao menos 42 pessoas morreram, afirmou o governador Juan Diego Patino à rádio Caracol.

Na capital da província, Pereira, ao menos 18 pessoas morreram, segundo as autoridades municipais. Na vizinha Manizales, que pertence à província de Caldas, o prefeito Jorge Eduardo Rojas afirmou que três pessoas morreram. O tremor também derrubou uma das torres no topo de uma catedral em estilo gótico em Manizales.

Há imagens de edifícios destruídos em ambas as localidades.

A província de Valle de Cauca registrou 27 mortos, segundo o governador. Uma pessoa morreu em Buenaventura, principal porto da Colômbia no Pacífico, após o desabamento de um prédio deixar várias pessoas presas sob os escombros, informou a prefeita Ligia del Carmen Cordoba.

O boletim mais recente dos serviços de emergência de Chocó reporta ao menos 9 mortos e 80 feridos.

Mais cedo, a governadora do departamento, Nubia Carolina Córdoba-Curi, afirmou em uma publicação no X que havia feridos e danos significativos em edifícios de Quibdó, capital de Chocó. A gestão estava realizando uma avaliação dos danos.

As estimativas sobre a intensidade do terremoto variam entre os centros sismológicos.

Segundo a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), o tremor teve magnitude 6,6. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 7,4, enquanto o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) apontou 6,8.

Várias pessoas continuavam presas sob os escombros em Cali, uma das maiores cidades da Colômbia, após o desabamento de mais de duas dezenas de estruturas, segundo o prefeito Alejandro Eder. Ele acrescentou que a cidade havia solicitado às autoridades de Bogotá e Medellín o envio de equipes de emergência para apoiar os trabalhos de resgate.

"Até o momento, duas pessoas já foram resgatadas com vida: uma idosa e uma menina. Há mais pessoas presas", disse Eder à Blu Radio. "Temos pelo menos 12 pontos críticos e 25 estruturas desabadas onde estamos atuando."

Espriella afirmou em um vídeo gravado enquanto viajava de avião para Bogotá que estava suspendendo suas atividades planejadas para liderar os esforços de coordenação da emergência a partir da capital. Ele declara calamidade nacional após terremoto mortal.

Em Bogotá, moradores deixaram suas casas e prédios e saíram às ruas, ainda de pijama, em meio ao som das sirenes. O prefeito da capital, Carlos Galán, afirmou a uma rádio local que, até o momento, foram registradas apenas rachaduras superficiais em alguns edifícios.

Dois tremores secundários foram sentidos, segundo o Serviço Geológico Colombiano, com 2,8 e 4,8 de magnitude. É comum que, após terremotos de grande escala, novos tremores menores ocorram.

Segundo a Autoridade de Aviação da Colômbia, os voos estão suspensos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura. O órgão responsável pelo atendimento a desastres descartou um alerta de tsunami.

Terremotos menores não são incomuns na Colômbia, que é cortada por três cadeias da Cordilheira dos Andes. No entanto, historicamente, os deslizamentos de terra têm sido os desastres naturais mais mortais do país. O desastre de Armero, em 1985, matou cerca de 25 mil pessoas.

Cidades da região cafeeira do país, incluindo Armenia e Pereira, sofreram um devastador terremoto de magnitude 6,2 em 1999, que matou mais de mil pessoas. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Adolescente mata avós, alunos e professores em escola na Tailândia

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Publicado em 07 agosto 2026
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  • País do Sudeste Asiático
  • adolescente tailandês matou pelo menos seis pessoas e cometeu suicídio
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Adolescente mata avós, alunos e professores em escola na Tailândia

Jovem teria matado ao menos oito pessoas e deixado outras feridas antes de se suicidar, segundo polícia local

País do Sudeste Asiático convive com alta circulação de armas e casos de tiroteios com vítimas

 

Familiares buscam informações após tiroteio em uma escola no distrito de Bang Kruai, província de Nonthaburi, ao norte de Bancoc - Lillian Suwanrumpha/AFP

 

Bancoc | AFP e Reuters

Um adolescente tailandês matou pelo menos seis pessoas e cometeu suicídio em uma escola nos arredores de Bancoc nesta sexta-feira (7), após matar a tiros seus avós, informou a polícia local. Este foi o pior massacre ocorrido na nação do Sudeste Asiático desde 2022.

A escola fica na região de Nonthaburi, vizinha à capital. Entre os mortos estão três alunos e três professores, além dos dois avós. A polícia ainda informou que ao menos 23 pessoas ficaram feridas no incidente.

O autor do tiroteio foi identificado como um aluno adolescente de 14 anos que estuava da instituição. Ele matou os próprios avós antes de seguir para a escola, onde ele teria disparado pelo menos 26 vezes com uma arma que pertencia ao seu avô. Outras 34 munições foram encontradas no local, segundo a polícia.

"É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?", declarou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul a jornalistas na sede do governo, em Bancoc. "Sinto tristeza por aqueles que morreram e por ver algo assim acontecer em nosso país."

Após a tragédia, os pais correram até o local para buscar os filhos, enquanto alunos e funcionários consolavam uns aos outros do lado de fora.

"Ouvi muitos tiros, muito altos, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Eu conseguia até ouvir os cartuchos atingindo o chão e o barulho do metal", declarou a estudante Pawarisa Maylissa. "Não conheço o suspeito, mas sei que ele é um pouco mais novo do que eu. Não consigo acreditar que um garoto como ele tenha tido acesso a uma arma."

A Tailândia tem uma das maiores taxas de posse de armas de fogo da região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, ou seja, uma para cada sete habitantes. Promessas anteriores de endurecer as leis sobre armas não impediram que tiroteios continuassem ocorrendo com frequência.

Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano; em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquele caso, a polícia tailandesa baleou e deteve o adolescente, que usou a arma de um policial no tiroteio.

Anos antes, em 2022, um ex-policial armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e matou 24 crianças e 12 adultos, em um dos massacres mais terríveis da Tailândia.

No caso desta sexta, o socorrista Kiatikhun Verapongpradith, 47, descreveu ter chegado ao local enquanto o ataque ainda ocorria. Segundo ele, sua equipe atendeu alunos com ferimentos nas costas, no peito e nos braços. Eles encontraram um professor morto em um andar superior da escola e, em outra sala, uma professora com ferimentos no peito e no braço.

Ele relatou ter sido chamado para atender o adolescente atirador após ouvir um último disparo. "Corremos para o local e descobrimos que o autor havia atirado na própria cabeça, do lado direito, e caído. Ao chegarmos, verificamos o pulso dele; ainda havia batimentos, então iniciamos a RCP."

No ano letivo de 2025, a escola contava com cerca de 3.100 alunos e 147 professores, segundo autoridades do distrito. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Lei Maria da Penha chega aos 20 anos sob alta da violência contra a mulher no Brasil

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Publicado em 06 agosto 2026
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Legislação é referência global ao nomear formas física, moral e psicológica de abuso

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A ativista Maria da Penha, que dá nome à legislação de combate à violência de gênero -Carlos Moura - 4.mar.26/Agência Senado

 

Angela Boldrini

Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Sancionada em 2006, ela é uma das mais avançadas legislações de combate à violência contra a mulher no mundo. Apesar disso, as brasileiras não nos sentimos protegidas.

Pelo contrário, a violência de gênero é vista como o mais grave problema criminal do Brasil por 61% dos brasileiros, segundo uma pesquisa Datafolha realizada em abril deste ano. Os feminicídios —abarcados por outra lei, de 2015, mas intimamente conectados à violência doméstica— bateram recorde em São Paulo neste ano, subindo mais de 10% em relação a 2025.

Então, onde estamos nessa efeméride? Antes de olhar para as falhas da lei (e principalmente, de sua aplicação), há de se reconhecer sua importância fundamental.

É excepcional que a maioria absoluta dos brasileiros afirme que a lei dá segurança às mulheres para denunciarem (91%), serve para punir casos de violência (90%) e para impedir que eles ocorram (86%).

Além de criar mecanismos para a punição de agressores, a Lei Maria da Penha é considerada uma referência global porque trabalha com a prevenção. Antes de tudo isso, ela ajuda a nomear as violências, ou seja, a classificar determinados comportamentos como crimes.

Recentemente, para outra reportagem, conversei com uma professora de direito e ela me explicou um dos papéis mais importantes de uma lei: a criação de uma noção clara do que pode e do que não pode. Nós moldamos o nosso comportamento, também, a partir do que sabemos ser um crime.

No caso da violência de gênero, durante muito tempo entendida como uma parte orgânica da relação entre homens e mulheres, isso é particularmente relevante. Basta, por exemplo, pensar no fato de o estupro marital só ter sido reconhecido como crime em 2005.

A Lei Maria da Penha foi elaborada por um grupo de mulheres coordenado pela advogada Leila Barsted, entrevistada nesta semana por minha companheira de newsletter, Geovana Oliveira. Ela listou e nomeou as muitas violências possíveis: a patrimonial, que impede a vítima de se sustentar financeiramente; a psicológica, que inclui a "vigilância constante" e a humilhação; a física; a sexual; a moral.

O trabalho posterior ao da nomeação, quando pensamos em prevenir essas violências e não apenas punir os agressores já responsáveis por elas, é o de educação. Aí os dados mostram que estamos pecando.

Na mesma pesquisa responsável por identificar a violência contra a mulher como o mais grave dos crimes no Brasil, a disparidade das respostas entre homens e mulheres chama a atenção: 73% delas a colocam como prioridade, contra 49% dos homens. Além disso, 42%, em ambos os gêneros, não consideram controlar os salários da parceira uma atitude violenta, embora isso possa ser caracterizado como violência patrimonial.

Nos últimos 20 anos, a Lei Maria da Penha foi muito remendada: acrescentaram-se medidas protetivas de urgência, uso de tornozeleira eletrônica, entre outras. A maior parte dessas ações se refere ao pós-violência. Importantíssimo, é claro. Nos próximos 20 anos, talvez, pudéssemos focar no que fazer antes que ela aconteça.

 

Uma mulher para conhecer

Durante as férias, eu fui para Paraty participar da Flip como autora de primeira viagem. Saí de lá morrendo de vontade de ler "Noite no Coração" (trad. Mariana Delfin, Bazar do Tempo, R$ 89, 240 págs.), da escritora franco-mauriciana Nathacha Appanah.

A autora viveu um relacionamento violento dos 17 aos 25 anos, com um homem muito mais velho que quase a matou. Decidiu, anos depois, transformar a violência experimentada em um romance que mistura sua própria história à de duas vítimas de feminicídio. Fonte: www1.folha.uol.com.br

Jacira Farias de Miranda, 10 dias internada... Em oração.

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Publicado em 27 julho 2026
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  • Frei Petrônio,
  • Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
  • Hospital Regional de Arapiraca
  • Jacira Farias de Miranda,

 

10 Dias... Neste domingo 26- Dia Mundial dos Avós e dos Idosos - E dia de Sant`Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus Cristo, faz 10 dias que a minha mãe, Jacira Farias de Miranda, 88 anos, está internada no Hospital Regional de Arapiraca/AL. Esperamos que amanhã, segunda-feira 27 ela receba alta. Em oração...

Coleção de livros infantis conta histórias reais de quem defende a amazônia .

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Publicado em 25 julho 2026
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  • Heróis e Heroínas da Floresta
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  • Marina da Floresta
  • líderes e cuidadores na região amazônica
  • Olímpio é um líder indígena do povo Guajajara,
  • história de Olímpio Guajajara,

'Heróis e Heroínas da Floresta' é lançada pela editora Vooinho com três títulos

Obras contam trajetórias de nomes como o de Dorothy Stang

 

 

Tiago Pechini

São Paulo

Marina Silva, Dorothy Stang e Olímpio Guajajara passaram a vida defendendo a floresta. Agora, viraram personagens de livro para crianças.

A coleção se chama "Heróis e Heroínas da Floresta" e acaba de ser lançada pela Vooinho, selo infantil da editora Voo. São três livros, escritos por Ricardo Voltolini e ilustrados pela artista Moara Tupinambá. Cada um conta a história real de uma pessoa que dedicou a vida a proteger a Amazônia.

A coleção começou com um pedido do neto do autor, Lorenzo, que descobriu que o avô tinha escrito um livro infantil quando era jovem e pediu que ele escrevesse uma nova história.

Voltolini, que trabalha há mais de 30 anos com a preservação do meio ambiente, decidiu contar histórias de pessoas reais que ajudam a natureza. "O poder desses personagens vem do amor profundo que eles têm pela floresta", disse o autor.

O primeiro livro é sobre Marina Silva, chamada de "Marina da Floresta". Marina nasceu no Acre, na floresta amazônica, numa família que trabalhava colhendo seringa —o líquido tirado das árvores que serve para fazer borracha.

Ela só aprendeu a ler aos 16 anos, mas estudou e se tornou uma das principais vozes do Brasil na defesa da Amazônia, até se tornar ministra do Meio Ambiente.

O segundo é sobre Dorothy Stang, se chama "Dot, a semeadora de florestas".

Dorothy nasceu nos Estados Unidos em 1931 e veio morar no Brasil aos 35 anos. Escolheu viver no Pará, no meio da Amazônia, onde passou décadas ajudando famílias de agricultores a plantar e viver da terra sem precisar derrubar a floresta.

Dizem que ela andava sempre com os bolsos cheios de sementes para distribuir pelo caminho. Dorothy defendeu famílias humildes mesmo quando isso a colocou em conflito com pessoas que queriam desmatar suas terras.

Ela foi morta em 2005, aos 73 anos, por causa dessa luta, mas seu trabalho continua sendo lembrado e seguido por muita gente até hoje.

O terceiro conta a história de Olímpio Guajajara, que ganhou o apelido de "guardião do planeta".

Olímpio é um líder indígena do povo Guajajara, no Maranhão. Ele faz parte dos Guardiões da Floresta, um grupo que protege a mata de quem tenta derrubá-la de forma ilegal. "Já nasci Guardião", ele costuma dizer.

Em vez de livros com muitas datas e informações complicadas, a coleção conta essas trajetórias como aventuras, com ilustrações que ajudam a imaginar a floresta.

A ideia é aproximar as crianças de temas como natureza, biodiversidade e a noção de que todos fazem parte de uma mesma comunidade: o planeta.

As ilustrações são de Moara Tupinambá, artista indígena nascida em Belém do Pará e ligada à Aldeia Tucumã Tupinambá. Moara pertence a um povo originário e usa sua arte justamente para falar da memória e cultura de seu povo.

Ela trabalha com desenho, pintura e colagem, e criou para os livros ilustrações mais abstratas, para o pequeno leitor imaginar a floresta enquanto conhece de perto as histórias de Marina, Dorothy e Olímpio.

Todo o dinheiro das vendas será enviado para o Amazônia Viva, um projeto que forma líderes e cuidadores na região amazônica.

 

Heróis e heroinas da floresta

Preço R$ 68; 48 a 52 págs. cada um dos 3 volumes

Autoria Ricardo Voltolini e Moara Tupinambá

Editora Voo. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais

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Publicado em 15 julho 2026
  • Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP
  • Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM
  • José Carlos da Rocha Sobrinho

José Carlos da Rocha Sobrinho foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. DHPP e Corregedoria da Polícia Militar investigam o caso.

 

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem da PM, gerou protestos na Avenida dos Sertanistas, na noite desta segunda-feira (13). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Por Lucas Jozino, Pedro Henrique Moreira, Daniela Vasconcelos, TV Globo — São Paulo

Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais

Moradores do Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo, protestaram na noite da segunda-feira (13) contra a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem de policiais das Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep).

Os manifestantes fecharam a Avenida dos Sertanistas no fim da noite. Pouco tempo depois, equipes da Polícia Militar chegaram ao local e dispersaram o grupo.

(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao dizer que os policiais eram da Rota. Na verdade, eles são da Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep). A informação foi corrigida às 13h09).

 

Segundo o boletim de ocorrência, José Carlos foi baleado por volta das 18h30 na Rua Vagner Araújo, no mesmo bairro.

De acordo com o registro policial, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por ser destino de muitos carros roubados, quando avistaram o veículo dirigido por José Carlos.

Ainda segundo o relato dos policiais, foi dada ordem de parada, mas o motorista tentou fugir. Os agentes afirmam que se aproximaram do veículo e que José Carlos sacou uma arma. Em seguida, efetuaram os disparos.

José Carlos foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Os policiais também afirmam que apreenderam uma pistola com o pastor. No boletim de ocorrência, registraram ainda que ele possuía antecedentes criminais e seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por meio de nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que "investiga a morte de um homem durante abordagem policial no bairro São Rafael, zona leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13)".

Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu.

Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais, e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado.

O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de SP (SSP).

 

Versão da família e de testemunhas

Segundo parentes, José Carlos era pastor havia anos, tinha acabado de deixar uma irmã na igreja e estava voltando para casa quando foi abordado.

Testemunhas também questionam a versão apresentada pelos policiais. Em entrevista, uma delas afirmou que não houve troca de tiros.

"O cara é da igreja, irmão", disse uma testemunha ao ser questionada se houve confronto.

A TV Globo esteve na Rua Vagner Araújo, onde ocorreu a abordagem. A via é de terra e tem pouca infraestrutura.

Uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo da polícia, afirmou que a viatura da PM já estava na região antes da abordagem.

Segundo o relato, os policiais estavam parando pessoas e fazendo abordagens quando permaneceram no ponto em que José Carlos foi baleado.

"[A viatura] já estava no local. Parando algumas pessoas, perguntando, tudo certinho. Aí depois eles pararam no local onde a vítima foi baleada e ficaram um bom tempo ali. Parecia que estavam, realmente, esperando ele passar."

A mesma testemunha afirmou que José Carlos foi abordado e conversou com os policiais antes dos disparos.

"Ficaram uns 15, coisa de 15, 20 minutos conversando, antes de escutar os disparos dentro de casa."

Segundo o relato, cerca de cinco minutos após a testemunha entrar em casa, foram ouvidos cinco disparos.

 

"A gente até o viu chegando, mas aí a gente pensou que era abordagem normal. Então a gente entrou. Aí depois que a gente entrou, passaram cinco minutos. Cinco disparos. Certinho. Direto, a gente escutou. Aí a gente já correu aqui para fora. Quando saí na porta, os policiais estavam cercando o carro [do pastor]."

 

Questionada sobre a versão dos policiais, de que José Carlos teria apontado uma arma para a viatura da PM, a testemunha respondeu: "Não. O que a gente viu foram cinco disparos direto."

O boletim de ocorrência informa ainda que as câmeras corporais dos policiais só foram acionadas depois dos disparos. A Polícia Civil ainda não teve acesso às imagens.

Moradores afirmam ainda que, após os tiros, os policiais passaram pelas casas da região procurando câmeras de segurança.

Uma testemunha relatou que os agentes permaneceram no bairro até a madrugada.

Questionada se os policiais procuravam câmeras, respondeu: "Atrás de câmera. Eles entraram dentro dos matos da região procurando por algo, com lanterna. Depois, eles ficaram de casa em casa, com lanterna, olhando os batentes da casa, vendo se achavam algum tipo de câmera."

 

Mortes pela Rota

Nos últimos dias, agentes da Rota mataram seis pessoas durante a investigação da tentativa de assassinato do tenente Ronickson Pimentel, ocorrida em 27 de junho.

Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como suspeito de atirar no tenente, continua desaparecido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização dele.

Segundo levantamento do Ministério Público, a Polícia Militar matou 115 pessoas na capital paulista no primeiro semestre deste ano.

É o maior número para o período dos últimos cinco anos, com alta de 10% em relação a 2025. O índice representa, em média, uma morte a cada um dia e meio.

Há pouco mais de dois meses, também foi mostrado o caso de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, baleada pelo soldado Yasmin Cursino Ferreira durante uma discussão em Cidade Tiradentes.

O erro no protocolo, segundo a reportagem, só foi esclarecido graças às imagens das câmeras corporais. Fonte: https://g1.globo.com

Morre Tiago Pitthan, que organizou festa para o próprio velório após diagnóstico terminal: 'Tudo valeu a pena'

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Publicado em 06 julho 2026
  • A Morte,
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  • A Vida,

Aos 47 anos, ele transformou a própria despedida em um encontro com música, amigos e histórias. Tiago morreu pouco mais de um mês depois da celebração que planejou em vida.

 

Tiago Pitthan durante a celebração da própria vida, realizada em Campo Grande. — Foto: Alison Lima

 

Por Talyta Vespa, g1

O publicitário Tiago Martins Pitthan, de 47 anos, que decidiu organizar o próprio velório ainda em vida, morreu neste domingo (5), em Campo Grande (MS).

Diagnosticado em 2024 com câncer de estômago em estágio avançado e sem possibilidade de cura, Tiago passou a viver intensamente o tempo que ainda tinha pela frente.

No dia 30 de maio, Tiago participou do próprio velório: uma festa em um galpão de Campo Grande, com bandas, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando o momento ao vivo.

Antes de morrer, Tiago organizou pertences e senhas e publicou nas redes um último vídeo de despedida, dizendo estar em paz: "Tive uma vida boa e é isso. Eu venci."

Tiago Martins Pitthan, o homem que decidiu organizar o próprio velório porque não queria “faltar” à despedida, morreu aos 47 anos, em Campo Grande.

Diagnosticado com um câncer de estômago em estágio avançado, ele transformou o que costuma ser um momento de ausência em presença: reuniu amigos, familiares e até desconhecidos em uma festa para celebrar a própria história enquanto ainda podia ouvi-la.

No domingo (5), do hospital, Tiago publicou um último vídeo nas redes sociais. Deixou uma mensagem de despedida.

 

“Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito.”

 

A frase resume a forma como Tiago escolheu atravessar o período após descobrir que o câncer não tinha mais possibilidade de cura. Desde o diagnóstico, dizia que não queria controlar a morte, mas o que ainda poderia fazer com o tempo que tinha.

E fez. No dia 30 de maio, esteve no próprio velório.

O antigo galpão de uma cervejaria em Campo Grande recebeu bandas, amigos, rodas de conversa e uma programação pensada por ele em detalhes. Teve bossa nova, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando a festa em tempo real —um quadro que Tiago fazia questão de guardar.

Também houve guitarra. Mesmo sem nunca ter tocado um instrumento antes, Tiago começou a aprender depois que a doença avançou. Queria realizar um desejo antigo: subir ao palco pelo menos uma vez. Conseguiu.

 

'Lá em cima não tem câncer'

A relação de Tiago com o diagnóstico nunca foi de negação. Ele sabia que a doença não tinha cura, mas dizia que queria decidir o que ainda cabia dentro do tempo que tinha.

O câncer foi descoberto em março de 2024, após meses de sintomas. No Réveillon anterior, durante uma viagem a Bonito (MS), percebeu que não conseguia mais comer normalmente: sentia o estômago cheio logo na primeira garfada e vomitava.

A endoscopia revelou um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. A princípio, ele passaria por uma cirurgia para retirada do órgão, mas, durante o procedimento, os médicos encontraram metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar.

A cirurgia curativa deixou de ser uma opção.

“Eu descobri que não tinha cura. Que teria de viver com aquilo; provavelmente, morrer daquilo”, contou.

Mesmo em tratamento, Tiago continuou trabalhando, treinando e mantendo a rotina pelo maior tempo possível. Com a progressão da doença, perdeu peso, ficou mais fraco e passou a conviver com limitações causadas pelo câncer e pelos efeitos da quimioterapia.

Ainda assim, seguiu fazendo planos. Pouco antes da festa, voltou a Bonito. Desceu 70 metros de rapel até o Abismo Anhumas e, no dia seguinte, saltou de paraquedas.

 

“Lá em cima não tem câncer. Só tem eu e aquele mundão.”

Uma despedida em que ele estava presente

Quando decidiu organizar o próprio velório, Tiago já pensava também no que viria depois.

Separou senhas, definiu o destino de objetos pessoais e conversou com pessoas próximas. O único ritual que deixou para os outros decidirem foi o velório tradicional.

A mãe, que cuidava dele durante o tratamento, acompanhou de perto os últimos meses. Tiago havia voltado para Campo Grande justamente para ficar próximo dos pais —primeiro para ajudar a cuidar deles. No fim, era ela quem cuidava dele.

Com o avanço da doença, fazia quimioterapia paliativa e imunoterapia. O objetivo já não era eliminar o tumor, mas tentar controlar a progressão e preservar qualidade de vida.

Tiago dizia que não tinha medo da morte. O medo era do caminho até ela: da dor, de ficar preso a uma cama, de deixar de fazer as coisas que ainda queria.

Por isso, enquanto conseguiu, foi. Aprendeu guitarra. Tocou. Encontrou amigos. Pulou de paraquedas. Organizou uma festa. E não faltou. Fonte: https://g1.globo.com

Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”.

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Publicado em 05 julho 2026
  • CNBB,
  • Encíclica de Leão XIV Magnifica humanitas,
  • Igreja Católica lança campanha de solidariedade
  • SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade
  • terremotos da Venezuela
  • SOS VENEZUELA
  • solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela

 

A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.

Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.

 

Tragédia humanitária

No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.

Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.

Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).

 

A presença solidária da Igreja

Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.

Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.

Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.

“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.

Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto. 

Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.

Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.

A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa. 

 

Convite à solidariedade à toda a sociedade

Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha: 

“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB. 

Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.

Saiba como doar:

 

SOS VENEZUELA

PIX:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7

 

 

Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br

Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:

CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos.

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Publicado em 04 julho 2026
  • Jornalista sequestrada no México é encontrada morta
  • O sequestro de Roxana Guzmán
  • Jornalista Roxana Guzmán
  • México é um dos países mais perigosos para jornalistas,

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos

Agentes de segurança forneciam apoio a grupo criminoso que realizou rapto, dizem autoridades locais

México é um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 assassinatos desde 1994

 

AFP

Uma jornalista mexicana que havia sido sequestrada por homens armados em 2 de junho foi encontrada morta, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (3). O caso reacendeu os alertas sobre a violência contra a imprensa no país, um dos mais letais para a profissão no mundo.

O sequestro de Roxana Guzmán em sua casa foi registrado em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais. Seus restos mortais foram encontrados dias atrás em um imóvel e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, que confirmou a morte em comunicado oficial.

Oito pessoas foram presas pelo homicídio, incluindo quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. Segundo a Procuradoria, os agentes "forneciam recursos, comida e apoio logístico ao grupo criminoso" responsável pelo sequestro. As investigações também apontam o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa que atua no sul do estado de Veracruz.

Guzmán era fundadora e diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo digital sediado em Nanchital, município de cerca de 30 mil habitantes no estado de Veracruz. A página, hospedada no Facebook, publicava notícias locais, denúncias da comunidade e cobria temas como segurança pública e política municipal.

Ela foi sequestrada na manhã de 2 de junho, quando homens armados invadiram sua residência e a levaram, tendo a família dela como testemunha. Imagens gravadas pelo celular de um familiar mostram os criminosos arrombando a porta com ferramentas pesadas e apontando armas para os moradores. O vídeo ajudou a dar repercussão nacional ao caso e permitiu a identificação de parte dos envolvidos.

Logo após o desaparecimento, organizações de defesa da liberdade de imprensa cobraram uma resposta imediata das autoridades.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu uma investigação rápida para esclarecer a motivação do crime e ressaltou que deveria ser considerada a possibilidade de relação com a atividade profissional de Guzmán. A organização destacou que a jornalista era conhecida por seu trabalho de cobertura de assuntos locais e denúncias na região.

Veracruz, no leste do país, é considerado um dos estados mais perigosos do México para o exercício do jornalismo. Outros dois jornalistas já haviam sido assassinados na região neste ano, e entidades de defesa da imprensa denunciam um histórico de impunidade em crimes contra comunicadores.

O México permanece entre os países mais letais do mundo para a profissão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados ali desde 1994, em um cenário marcado pela atuação do crime organizado, corrupção e ataques recorrentes à liberdade de imprensa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

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