Olhar Jornalístico

Um olhar sobre o “Diário do Frei Petrônio”, neste dia 28 de janeiro.

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Publicado em 28 janeiro 2015

24 DE JANEIRO. “Se você não gosta do que falo, do que penso e do que escrevo, por favor, quando eu morrer não me faça elogios”. “Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

25 DE JANEIRO. “O importante não é ser perfeito, mas reconhecer as imperfeições diárias”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

26 DE JANEIRO. “Não estamos na terra para ser coadjuvantes, mas protagonistas de uma nova história”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

27 DE JANEIRO. “Não importa se você errou, fracassou ou vai entrar na noite escura da vida, o mais importante é saber que Deus sob- hipótese alguma vai te deixar caído na sarjeta”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

28 DE JANEIRO. “A vida religiosa não é um baú ou túnel do tempo, mas uma inserção na história marcada por conflitos religiosos, sociais, políticos e econômicos”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

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Um olhar sobre o "Diário do Frei Petrônio", neste dia 24. (Veja outros pensamentos clicando na seção: Pensamentos do Frei Petrônio)

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Publicado em 24 janeiro 2015

24 DE JANEIRO. “Se você não gosta do que falo, do que penso e do que escrevo, por favor, quando eu morrer não me faça elogios”. “Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

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Um olhar sobre o “Diário do Frei Petrônio”, neste dia 22. (Veja todos os pensamentos do mês clicando em: Pensamentos do Frei Petrônio)

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Publicado em 22 janeiro 2015

22 DE JANEIRO. “Seja protagonista da sua história e não mais um papagaio nas igrejas, nos conventos ou nos seminários”.  Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

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Um olhar sobre o "Diário do Frei Petrônio", neste dia 21 de janeiro.

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Publicado em 21 janeiro 2015

21 DE JANEIRO. “Em nome da crise hídrica e ecológica global, o governador de São Paulo engana, mente e faz do povo palhaço e marionete”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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20 DE JANEIRO-2015: Um olhar sobre o "Diário do Frei Petrônio"...

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Publicado em 20 janeiro 2015

20 DE JANEIRO. “Por trás de um puritano- pessoa austera, rígida e moralista- existe sempre uma frustração sexual ou social não realizada”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Um olhar sobre o "Diário do Frei Petrônio", neste dia 19.

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Publicado em 19 janeiro 2015

18 DE JANEIRO. “Um Padre ou uma freira que não consegue gerar uma nova vocação é porque escolheu o caminho errado”. (JO 1, 35-42).  Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

19 DE JANEIRO. “Não tenha medo dos pecadores ou dos ateus, mas dos santos revestidos de lobos”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Um olhar no "Diário do Frei Petrônio", neste dia 17 de janeiro-2015.

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Publicado em 17 janeiro 2015

17 DE JANEIRO. “Prefiro o silêncio da solidão que as palavras silenciosas”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Um olhar no "Diário do Frei Petrônio", nesta sexta, 16

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Publicado em 16 janeiro 2015

16 DE JANEIRO. “A vida se divide entre aqueles que olham com amor e aqueles que simplesmente amam". Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Uma uma vida, uma palavra, um olhar...

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Publicado em 14 janeiro 2015

14 DE JANEIRO. "Sou filho do meu passado e pai do meu futuro”.  Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Atenção fanáticos, mexeriqueiros...

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Publicado em 13 janeiro 2015

13 DE JANEIRO. "Atenção fanáticos, mexeriqueiros, conservadores e arrogantes das Redes Sociais, amanhã a morte vem buscar vocês. E aí, valeu a pena vegetar nesta vida?”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 12 janeiro 2015

12 DE JANEIRO. "Na vida religiosa se briga por tudo, quando não se tem nada para se brigar”.   Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 11 janeiro 2015

11 DE JANEIRO. "Não existe relação sem conflito, e não existe conflito sem perdão”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 09 janeiro 2015

9 DE JANEIRO. “Não que eu não goste de rezar, mas prefiro encontrar Deus nas vidas despedaçadas, que mil palavras devocionais da religião consumista e mercantilista”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

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OLHAR DO FREI PETRÔNIO NESTA QUINTA-FEIRA, 8.

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Publicado em 08 janeiro 2015

 

“A Liberdade de expressão não é apenas um direito da imprensa, mas do ser humano que ousa pensar”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.  

Papa a seminaristas espanhóis: “Deixar-se formar a partir de dentro"

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Publicado em 01 março 2026
  • Seminaristas,
  • Papa Leão XIII
  • Leão XIV
  • palavras do Papa Leão XIV

“Estar com o Mestre. Jesus chamou os que quis para que estivessem com Ele. Esse é o fundamento de toda formação sacerdotal: permanecer com Ele e deixar-se formar a partir de dentro”. São palavras do Papa Leão XIV no encontro com um grupo de seminaristas espanhóis neste sábado (28/02) no Vaticano.

 

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

Na manhã deste sábado, (28/02) o Papa Leão recebeu um grupo de seminaristas espanhóis de Alcalá de Henares, Toledo, Interdiocesanos de Cataluña e Cartagena. Na sua alocução o Santo Padre destacou que gostaria de centralizar suas palavras em algo que sustenta silenciosamente tudo o que é necessário para a formação sacerdotal e que por isso corre o risco de ser dado como certo sem ser cultivado, ou seja “ter um olhar sobrenatural sobre a realidade”.

 

O antinatural

Leão XIV explicou com uma frase do autor Chesterton que “pode servir como chave de leitura de tudo o que eu gostaria de compartilhar com vocês: 'Retirai o sobrenatural e não encontrareis o natural, mas sim o antinatural' (cf. Heretics, VI)”. Leão explicou que o homem não foi feito para viver fechado em si mesmo, “mas em uma relação viva com Deus”. E se isso não acontece a vida “começa a desordenar-se a partir de dentro”.

O antinatural não é apenas o escandaloso; basta viver prescindindo de Deus no cotidiano, deixando-O à margem dos critérios e das decisões com os quais se enfrenta a existência”. “O que poderia haver de mais antinatural do que um seminarista ou um sacerdote que fala de Deus com familiaridade, mas vive interiormente como se a Sua presença existisse apenas no plano das palavras, e não na densidade da vida?” Questiona o Papa sobre o sacerdote “antinatural”. “Nada seria mais perigoso do que se acostumar com as coisas de Deus sem viver de Deus”, acrescentou. “Por isso, no fundo, tudo começa — e volta sempre — à relação viva e concreta com Aquele que nos escolheu sem mérito nosso.

 

O sobrenatural: é o princípio que dá unidade a todas as coisas

“Ter visão sobrenatural não significa fugir da realidade, mas sim aprender a reconhecer a ação de Deus no concreto de cada jornada”, continua o Pontífice, “um olhar que não se improvisa nem se delega, mas que se aprende e se exercita no ordinário da vida” . Explicando que exatamente por isso, se a visão sobrenatural é tão decisiva para a vida cristã, com maior razão o é para quem agirá in persona Christi, e já “desde a etapa formativa merece ser guardada com especial atenção”, reitera, “porque é o princípio que dá unidade a todas as coisas”.

 

Prática da presença de Deus

Em seguida o Papa destaca que até as práticas intrinsecamente boas, como o estudo, a oração, a vida comunitária, podem esvaziar-se interiormente e desnaturalizar-se, tornando-se mero cumprimento sem uma intenção interior real. Sugerindo, “um modo simples e comprovado para guardar este olhar é exercitar-se na prática da presença de Deus, que mantém o coração desperto e a vida constantemente referida a Ele”.

 

A vida espiritual está enraizada em Deus

O Papa Leão cita um exemplo sobre o que pode acontecer com a falta da vida espiritual na vida dos seminaristas e futuros sacerdotes quando confundem a fecundidade com a intensidade das atividades ou o cuidado meramente exterior das formas. "Diz-se que as árvores 'morrem de pé': permanecem erguidas, conservam a aparência, mas por dentro já estão secas” disse o Papa . “A vida espiritual não dá fruto pelo que se vê, mas pelo que está profundamente enraizado em Deus. Quando essa raiz é descuidada, tudo acaba secando por dentro, até que, silenciosamente, termina-se por 'morrer de pé'”.

 

Estar com o Mestre

Por fim, o Papa Leão afirma que “no fundo, o olhar sobrenatural nasce do que há de mais simples e decisivo na vocação: estar com o Mestre. Jesus chamou os que quis 'para que estivessem com Ele' (Mc 3,14). Esse é o fundamento de toda formação sacerdotal: permanecer com Ele e deixar-se formar a partir de dentro; ver Deus agir e reconhecer como Ele opera na própria vida e na vida do Seu povo”. Concluindo assim o Papa reitera que nada pode substituir essa relação com o Mestre, destacando, “o verdadeiro protagonista deste caminho é o Espírito Santo, que configura o coração, ensina a corresponder à graça e prepara uma vida fecunda a serviço da Igreja. Tudo começa agora” concluiu o Papa Leão aos seminaristas, “no ordinário de cada dia, ali onde cada um decide se permanece com o Senhor ou se tenta sustentar-se apenas em suas próprias forças”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Mensagem do Papa Leão XIV por ocasião da Campanha da Fraternidade 2026

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Publicado em 21 fevereiro 2026
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  • Campanha da Fraternidade 2026,
  • Mensagem do Papa Leão XIV por ocasião da Campanha da Fraternidade 2026
  • itinerário quaresmal,
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  • Sollicitudo Rei Socialis,

Papa Leão: “com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade”…

 

Vatican News

O Papa Leão XIV enviou à Igreja Católica no Brasil, uma mensagem, com data de 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. Há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade - escreveu o Papa –, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te.

 

Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

 

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

«Chegamos à época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano, iluminando nossas almas e disciplinando nossos corpos» (Sermão 210). Assim escreveu Santo Agostinho em um de seus sermões sobre o tempo litúrgico que estamos para iniciar, durante o qual recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho.

Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94). À semelhança do que havia sido feito em 1993, no presente ano, inspirados pelo lema “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1, 14), a proposta apresentada é aquela de voltar o olhar para os nossos irmãos que sofrem com a falta de uma moradia digna.

O meu santo predecessor, São João Paulo II, convidava a voltar a atenção «para os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente, ou até mesmo sem qualquer habitação, a fim de despertar a consciência de todos e encontrar uma solução para este grave problema, que tem consequências negativas no plano individual, familiar e social», afirmando que «a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas» (Sollicitudo Rei Socialis, 17).

Neste sentido, é meu desejo que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradia digna, que afeta tantos irmãos nossos, leve não somente a ações isoladas sem dúvida, necessárias — que venham de modo emergencial em seu auxílio, mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede não pode restringir-se a um período do ano, a uma campanha ou a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante, que nos compromete a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não tem onde morar.

Desejo igualmente, queridos irmãos e irmãs, que as iniciativas nascidas a partir da Campanha da Fraternidade possam inspirar as autoridades governamentais a promover políticas públicas, a fim de que, trabalhando todos em conjunto, seja possível oferecer à população mais carente melhorias significativas nas condições de habitação.

Confio estes votos aos cuidados de Nossa Senhora, que não encontrou morada em Belém para dar à luz ao Redentor, mas que tem sua casa, como Rainha e Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. E, como penhor de abundantes graças, concedo de bom grado aos filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham para que todos tenham moradia digna, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa aos padres de Roma: sejam amigos entre vocês, atentos à inveja e às armadilhas da internet

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Publicado em 21 fevereiro 2026
  • Padres,
  • armadilhas da internet
  • Padres e Internet,
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  • internet e Vocação,
  • Leão XIV e os padres

Perguntas e respostas desta quinta (19/02) entre Leão XIV e os padres da sua diocese reunidos no Vaticano. O Pontífice responde a 4 presbíteros de diferentes faixas etárias e oferece orientações práticas sobre o acompanhamento de jovens, a fraternidade e o risco do isolamento, a eutanásia e o valor dos idosos. Uma advertência para não preparar homilias com IA e sobre fraudes da internet e uso das redes sociais: “se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo, talvez estejamos errando”.

 

Salvatore Cernuzio – Vatican News

Havia quatro perguntas e respostas, mas os temas abordados foram múltiplos, entre diretrizes espirituais (a vida de oração, o incentivo a viver em amizade, a advertência para não se isolar e estar atento à “pandemia” da inveja); indicações concretas para o ministério e a pastoral (como estar ao lado dos jovens, visitar os idosos) e algumas recomendações bem específicas (não abandonar os estudos, não se perder atrás de uma tela, não preparar as homilias com IA). Diálogo livre e aberto, na manhã da quinta-feira (19/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano, entre o Papa Leão XIV e o clero da Diocese de Roma. Após o discurso, o Papa quis manter uma conversa com os sacerdotes, cujo conteúdo foi divulgado nesta sexta-feira (20/02).

 

Ser modelos para os jovens

Para introduzir o diálogo a portas fechadas, o cardeal vigário Baldo Reina apresentou os 4 sacerdotes escolhidos para fazer as perguntas em representação de quatro faixas etárias. Entre eles, havia também um jovem padre ordenado pelo Papa Leão no mês de maio. Por sua vez, ele fez uma pergunta sobre como eles, jovens padres, podem se colocar ao lado de seus coetâneos no mundo.

O Papa, em primeiro lugar, convida a manter “os olhos abertos” sobre a realidade das famílias de onde vêm os jovens: famílias com “crises muito fortes”, pais ausentes ou “divorciados, casados de segunda união”. Muitos jovens “também viveram experiências de abandono”, por isso o sacerdote deve “conhecer a sua realidade”: “estar perto nesse sentido, acompanhá-los, mas não ser apenas mais um entre os jovens”, afirma o Pontífice. Importante, nesse sentido, “o testemunho do sacerdote” que pode oferecer “um modelo de vida”.

 

Isolamento e vidas terríveis

O Papa pede então para não se contentarem com os jovens que talvez continuem a frequentar a paróquia ou o oratório: “é preciso organizar, pensar, buscar iniciativas que possam ser uma forma de saída”, diz aos padres romanos. “Devemos ir nós, devemos convidar outros jovens, ir com eles para a rua; oferecer talvez diferentes maneiras, atividades” entre esportes, arte, cultura. “Conhecer” é a palavra-chave, segundo Leão, e o conhecimento ocorre através de “uma experiência humana de amizade” com jovens que “vivem um isolamento, uma solidão incrível”.

Após a pandemia, de maneira particular, mas também por causa do smartphone: “eles vivem sozinhos, mesmo que digam: ‘não, meu amigo está aqui’, mas não há contato humano. Vivem uma espécie de distância dos outros, uma frieza, sem conhecer a riqueza, o valor das relações verdadeiramente humanas”. É preciso, portanto, entender como oferecer aos jovens “outro tipo de experiência de amizade, de partilha e, aos poucos, de comunhão”, e a partir dessa experiência “convidá-los também a conhecer Jesus”.

É claro que são necessários “tempo” e “sacrifício”, sublinha Leão XIV, considerando também que muitos desses jovens estão hoje presos a “uma vida terrível” entre drogas, delinquência e violência. É necessário, então, que os sacerdotes “mais próximos em idade, cultura e formação” possam prestar “um grande serviço” e anunciar a mensagem do Evangelho.

 

Conhecer a comunidade que vai servir

Proximidade e conhecimento são os dois caminhos que o Papa indica também para a pastoral, em resposta à pergunta de um pároco sobre como conseguir ser “incisivo” nesta cultura pós-moderna sem voltar a esquemas “anacrônicos”. Segundo Leão XIV, o primeiro passo é “conhecer verdadeiramente a comunidade onde sou chamado a servir”. Ele recorda aqui sua experiência pessoal: “eu morei em Roma por quatro anos na década de 80, depois por doze anos, de 2000 a 2012-13, e agora há três anos, e cada vez que volto a Roma, de certa forma, encontro uma outra Roma. São muitas coisas... A ‘cidade eterna’, digamos, as ruas são as mesmas, os buracos são os mesmos, mas a vida mudou muito. Então, para servir também como Bispo de Roma, pensei muito, quando fomos a Ostia no domingo passado, para falar com essas pessoas, é preciso começar por conhecer a fundo, tanto quanto possível, a sua realidade”. 

 

 

Não às homilias preparadas com Inteligência Artificial

O convite é, portanto, para entrar na realidade. A verdadeira, bem diferente da outra realidade que “chega até nós mesmo que não queiramos”, ou seja, “a inteligência artificial, o uso da internet”. E aqui Leão XIV adverte contra a “tentação de preparar as homilias com Inteligência Artificial”: “como todos os músculos do corpo, se não os usamos, se não os movemos, eles morrem, o cérebro precisa ser usado, então também nossa inteligência precisa ser exercitada um pouco para não perder essa capacidade”. Além disso, “fazer uma verdadeira homilia é compartilhar a fé” e a IA “nunca será capaz de compartilhar a fé”. Este é o ponto: “se podemos oferecer um serviço, inculturado, no lugar, na paróquia onde estamos trabalhando, as pessoas querem ver a sua fé, a sua experiência de ter conhecido e amado Jesus Cristo”.

 

 

As armadilhas da internet

Nesse sentido, é fundamental “uma vida de oração” que não seja apenas “a rotina de recitar o breviário o mais rápido possível, que também carrego no celular”, mas “o tempo de estar com o Senhor”. Com essa “vida autenticamente enraizada no Senhor”, então podemos oferecer algo diferente: “não é porque eu sou que ofereço aquilo que sou eu, isso é um engano muitas vezes na internet, no Tik Tok, e queremos ser nós: ‘eu tenho muitos seguidores, muitos likes, porque veem o que estou dizendo...’. Não é você: se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo, talvez estejamos errando, e também precisamos refletir muito bem com muita humildade para ver quem somos e o que estamos fazendo”, destaca o Papa Leão XIV.

 

 

Inveja clericalis

Outro conselho que ele oferece aos sacerdotes é que vivam em fraternidade, em amizade, desenvolvendo relações interpessoais entre si. Atenção, portanto, a “uma das pandemias do clero em nível universal”, que é a “inveja clericalis”: “um sacerdote que vê que outro foi chamado para ser pároco de uma paróquia maior, mais bonita, chamado para ser vigário”. É assim que “as relações se rompem”, nascem os “boatos” e tudo se “destrói”, em vez de se construir “pontes de amizade”. “Somos todos humanos, há sentimentos, emoções, muitas coisas, mas, como sacerdotes – e espero que já desde o seminário – podemos dar modelos de vida, onde os sacerdotes possam ser verdadeiramente amigos, irmãos, e não inimigos ou indiferentes uns aos outros”, afirma o Papa Leão.

 

Exemplos de fraternidade sacerdotal

A esse respeito, ele lembra um exemplo “lindo” de fraternidade sacerdotal em Chicago, sua cidade natal, com um grupo de padres que, já desde os tempos do seminário, havia decidido se encontrar uma vez por mês. Alguns fizeram isso até depois dos 90 anos: eles se reuniam, rezavam, estudavam. Estudar é outro ponto em que o Pontífice se detém: “o estudo em nossa vida deve ser permanente, contínuo. Quando ouço alguém me dizer – isso é histórico, um padre me disse –: ‘não abro um livro desde que saí do seminário’. Nossa Senhora – pensei – que tristeza!”.

Leão XIV convida então a agir e não ficar sentado pensando: “ninguém vem me visitar”. “Não tenhamos medo de bater à porta do outro, de tomar a iniciativa, de dizer aos companheiros ou a um grupo de amigos, a alguns: por que não nos reunimos de vez em quando, para estudar juntos, refletir juntos, um momento de oração e depois um bom almoço? O pároco com a melhor cozinheira pode convidar os outros, e assim fazemos um bom almoço juntos”. Ao mesmo tempo, é preciso identificar pessoas com quem se possa ter “uma relação fraterna um pouco mais profunda”. É preciso, isto é, “criar situações para quebrar essa tendência que nos leva à solidão, ao isolamento uns dos outros”.

 

Testemunhando o valor da vida

Compartilhar alegrias, dificuldades, experiências ajuda, de fato, a superar as crises e também ajuda a se preparar para aceitar o momento em que chegam “a velhice, a doença, a solidão”. Mas “se alguém vive toda a vida como um caminho que nos leva adiante, mesmo com o peso dos anos, muitas vezes também – seja jovem ou idoso – com doenças, com essas dificuldades, terá a capacidade, com a graça de Deus, de aceitar a cruz, o sofrimento que vem”, assegura o Bispo de Roma.

Nessa linha, o Papa Leão aborda a questão da eutanásia, que é discutida em muitos países e que em outros, como o Canadá, já é legal. “A questão do fim da vida, pessoas que não têm mais sentido de vida e estão lá com a cruz de uma doença e dizem: ‘não quero mais carregar isso, prefiro tirar a minha vida’. Se somos tão negativos em relação à nossa vida, e às vezes com menos sofrimento do que o que muitas pessoas carregam, como podemos dizer a elas: ‘não, você não pode tirar a sua vida, tem que aceitar’”, diz o Pontífice aos sacerdotes.

Nós, acrescenta ele, “devemos ser os primeiros testemunhos de que a vida tem um valor imenso”. É importante, portanto, ter gratidão, humildade e demonstrar proximidade. “Certamente todos nós conhecemos algum idoso, algum doente, sacerdote, leigo, religiosa... que vive momentos de grande dificuldade. Ligamos para eles, vamos visitá-los. Façamos um esforço também nós para ajudar essas pessoas que sofrem”. Significa também restaurar o bom hábito de levar a comunhão e o óleo dos enfermos aos doentes da paróquia. “Hoje, com menos sacerdotes e mais idosos, tornou-se: ‘bem, mandemos os leigos, eles fazem isso’. É um belo serviço que os leigos prestam... Mas isso não significa que o sacerdote pode ficar em casa a ver a internet, enquanto os outros estão visitando”.

Por fim, o Papa dirige também uma palavra aos próprios padres idosos: “mesmo que estejam doentes na cama, se viveram uma vida verdadeiramente de serviço e sacrifício, sabem muito bem que a sua oração também pode ser um grande serviço, um grande dom. A vida deles ainda tem um grande sentido”. Fonte: https://www.vaticannews.va

6º- Domingo do Tempo Comum: "Jesus nos ensina que a verdadeira justiça é o amor". Leão XIV

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Publicado em 15 fevereiro 2026
  • oração mariana do Angelus,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • a verdadeira justiça é o amor
  • o cumprimento da Lei é o amor
  • a Lei foi dada a Moisés

No Angelus deste domingo, o Papa disse que "Jesus convida-nos a entrar na novidade do Reino de Deus" e que "o cumprimento da Lei é o amor". De acordo com Leão XIV, "não basta não matar fisicamente uma pessoa, se depois a matamos com palavras ou não respeitamos a sua dignidade. Da mesma forma, não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltar a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos num projeto comum".

 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo 15 de fevereiro, que contou com a participação de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice falou sobre o Evangelho deste domingo que traz uma parte do Sermão da Montanha.  

 

 

Relação de amor com Deus e os irmãos

"Depois de proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a entrar na novidade do Reino de Deus e, para nos guiar neste caminho, revela o verdadeiro significado dos preceitos da Lei de Moisés", disse Leão XIV, acrescentando:

“Eles não servem para satisfazer uma necessidade religiosa exterior a fim de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos fazer entrar na relação de amor com Deus e com os irmãos. Por isso, Jesus diz que não veio para abolir a Lei, «mas para levá-la à perfeição».”

 

Uma justiça que não se limita a observar os mandamentos

"O cumprimento da Lei", disse ainda o Papa, "é o amor, que realiza o seu significado profundo e o seu fim último. Trata-se de adquirir uma “justiça superior” à dos escribas e fariseus, uma justiça que não se limita a observar os mandamentos, mas nos abre ao amor e nos compromete com ele". "Na verdade, Jesus examina precisamente alguns preceitos da Lei que se referem a casos concretos da vida e utiliza uma fórmula linguística – as antinomias – para mostrar a diferença entre uma justiça religiosa formal e a justiça do Reino de Deus: por um lado: «Ouvistes o que foi dito aos antigos», e, por outro lado, Jesus que afirma: «Eu, porém, digo-vos»", frisou o Papa.

“Esta abordagem é muito importante. Ela nos diz que a Lei foi dada a Moisés e aos profetas como um caminho para começarmos a conhecer Deus e o seu projeto sobre nós e sobre a história ou, para usar uma expressão de São Paulo, como um pedagogo que nos guiou até Ele. Mas agora Ele mesmo, na pessoa de Jesus, veio entre nós, que cumpriu a Lei, tornando-nos filhos do Pai e dando-nos a graça de entrar em relação com Ele como filhos e como irmãos entre nós.”

 

A verdadeira justiça é o amor

De acordo com o Pontífice, "Jesus nos ensina que a verdadeira justiça é o amor e que, em cada preceito da Lei, devemos perceber uma exigência de amor".

“Com efeito, não basta não matar fisicamente uma pessoa, se depois a matamos com palavras ou não respeitamos a sua dignidade. Da mesma forma, não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltar a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos num projeto comum.”

 

"A estes exemplos, que o próprio Jesus nos oferece, poderíamos acrescentar outros ainda", sublinhou Leão XIV, ressaltando que "o Evangelho nos oferece este precioso ensinamento: não basta uma justiça mínima, é preciso um amor grande, que é possível graças à força de Deus".

O Papa concluiu, convidando a invocar "juntos a Virgem Maria, que deu ao mundo o Cristo, Aquele que leva à perfeição a Lei e o projeto da salvação: que Ela interceda por nós, nos ajude a entrar na lógica do Reino de Deus e a viver a sua justiça". Fonte: https://www.vaticannews.va 

O Papa: a Palavra de Deus sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas

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Publicado em 11 fevereiro 2026
  • Audiência Geral,
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  • Constituição Conciliar Dei Verbum
  • A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja

Leão XIV prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Dei Verbum. "A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus", disse o Papa, ressaltando que toda a Escritura proclama Jesus Cristo e "a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade". "Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja", sublinhou.

 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina na Audiência Geral, desta quarta-feira (11/02), realizada na Sala Paulo VI.

Na catequese de hoje, o Pontífice se deteve no capítulo sexto da Constituição conciliar a propósito da "profunda e vital ligação entre a Palavra de Deus e a Igreja".

 

A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus. Na comunidade cristã, por assim dizer, tem o seu habitat: na vida e na fé da Igreja, encontra o espaço para revelar o seu sentido e manifestar a sua força.

 

O Papa recordou que "a Igreja nunca deixa de refletir sobre o valor da Sagrada Escritura" e que "após o Concílio, um momento muito importante a este respeito foi a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema 'A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja', em outubro de 2008".

De acordo com Leão XIV, "na comunidade eclesial, a Escritura encontra o contexto necessário para cumprir a sua tarefa específica e alcançar o seu objetivo: dar a conhecer Cristo e abrir ao diálogo com Deus".

A seguir, o Papa citou esta expressão de São Jerônimo: «A ignorância da Escritura é, de fato, a ignorância de Cristo». Ela nos lembra "o propósito último da leitura e da meditação das Escrituras: conhecer Cristo e, por meio d’Ele, entrar em comunhão com Deus, comunhão que pode ser entendida como uma conversa, um diálogo".

Leão XIV disse ainda que "a Constituição Dei Verbum nos apresentou a Revelação como um diálogo, em que Deus fala aos homens como amigos. Isto acontece quando lemos a Bíblia numa atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso encontro e entra em diálogo conosco".

 

A Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã. Todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos.

 

Segundo o Papa, "o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas. O trabalho dos exegetas e dos que praticam a ciência bíblica é precioso; e a Escritura ocupa um lugar central na teologia, que encontra o seu fundamento e a sua alma na Palavra de Deus".

Leão XIV sublinhou que "o que a Igreja ardentemente deseja é que a Palavra de Deus chegue a cada membro e alimente a sua caminhada de fé. Mas a Palavra de Deus também impele a Igreja para além de si mesma, abrindo-a continuamente à missão de chegar a todos".

De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final. A Palavra de Deus, pelo contrário, sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas.

O Papa concluiu, dizendo que "vivendo na Igreja, aprendemos que a Sagrada Escritura está totalmente relacionada com Jesus Cristo e experimentamos que esta é a razão profunda do seu valor e do seu poder. Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne. Toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade. Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja". Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa no Angelus: Deus não exclui ninguém e não veio apenas para os puros

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Publicado em 25 janeiro 2026
  • O Papa no Angelus
  • III do Tempo Comum,

Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos. Foi o que disse o Leão XIV no Angelus deste domingo, o III do Tempo Comum e também Domingo da Palavra de Deus

 

Raimundo de Lima – Vatican News

Tal como os primeiros discípulos, somos convidados a acolher o chamamento do Senhor, na alegria de saber que cada tempo e cada lugar da nossa vida são visitados por Ele e atravessados pelo seu amor: disse o Santo Padre no Angelus deste domingo, 25 de janeiro, o III do Tempo Comum, Domingo da Palavra de Deus e também festa da Conversão de São Paulo.

Na alocução que precedeu à oração mariana, Leão XIV, atendo-se ao Evangelho do dia (Mt 4,12-22), ressaltou que Jesus, tendo recebido o batismo, inicia sua pregação e chama os primeiros discípulos: Simão Pedro, André, Tiago e João. O Papa frisou que Jesus iniciou sua missão num momento que não parecia ser o melhor: João Batista acabara de ser preso, por isso, os líderes do povo estavam pouco dispostos a acolher a novidade do Messias.

 

O Evangelho nos pede o risco da confiança

Trata-se de um tempo que recomendaria prudência, destacou o Pontífice, mas é precisamente nesta situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: «Está próximo o Reino do Céu».

“Também na nossa vida pessoal e eclesial, por vezes devido a resistências interiores ou a circunstâncias que consideramos desfavoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação. Porém, o risco é ficarmos paralisados pela indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva, quando o Evangelho nos pede o risco da confiança: Deus trabalha em todo o tempo, sendo bom qualquer momento para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.”

 

Deus se aproxima de todos, não exclui ninguém

O relato evangélico, prosseguiu o Papa, também nos mostra o lugar onde Jesus começa a sua missão pública: Ele, «abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm». Permanece contudo na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, é também uma terra de passagem e de encontros; poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas com origens e filiações religiosas diferentes, observou Leão XIV.

O Evangelho diz-nos, desta forma, que o Messias vem de Israel, mas ultrapassa as fronteiras da sua terra para anunciar o Deus que se aproxima de todos, não exclui ninguém e não veio apenas para os puros, antes pelo contrário, envolve-se nas situações e nas relações humanas.

 

Vencer a tentação de nos fecharmos

“Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos.”. Fonte: https://www.vaticannews.va

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