Olhar Jornalístico

#PROVÍNCIA300: Missa com Frei Petrônio em Unaí-MG.

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Publicado em 27 abril 2019
  • Carmo de Unaí,
  • PROVÍNCIA300

RESGATANDO A HISTÓRIA DE LAGOA DA CANOA/AL: Dom José Maurício da Rocha

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Publicado em 10 abril 2019
  • Lagoa da Canoa,
  • Dom José Maurício da Rocha
  • Vá se queixar ao Bispo de Bragança
  • cidade de Bragança Paulista
  • Bispo filho de Lagoa da Canoa
  • Padres de Lagoa da Canoa
  • primeiro bispo diocesano de Corumbá

“Vá se queixar ao Bispo de Bragança”

A influência e o poder do primeiro chefe da Diocese de Bragança

Poucas pessoas foram tão poderosas quanto ele na cidade de Bragança Paulista. Monarquista, conservador e defensor ferrenho da moral e dos bons costumes, Dom José Maurício da Rocha não pensava duas vezes antes de acionar as maiores autoridades do país em busca de preservar os seus interesses e os da Igreja.

A autoridade do primeiro de bispo de Bragança Paulista era algo sem comparação. Ninguém, nem mesmo o prefeito da cidade, ousava contrariar sua vontade.

A influência de Dom José Maurício era tanta que ultrapassou as fronteiras da Diocese. Bem relacionado, gozava de muito prestígio na vida política e social do país, a ponto de se atribuir a ele a origem do jargão: “Vá se queixar ao Bispo de Bragança”. Dizem que era isso que ouviam políticos e empresários quando não conseguiam algum objetivo junto às autoridades.

José Maurício da Rocha nasceu na cidade de Lagoa da Canoa (AL), em 18 de junho de 1885. De família tradicional, realizou seus primeiros estudos na sua terra natal e depois ingressou no Seminário de Olinda.

Foi ordenado sacerdote, em 29 de junho de 1908, na Catedral de Maceió, com dispensa, por ter apenas vinte e três anos de idade. Imediatamente, foi nomeado professor do Seminário Menor de Maceió, e secretário da Cúria Diocesana. Em 10 de maio de 1919, foi nomeado, pelo Papa Bento XV, bispo diocesano de Corumbá. Tomou posse em diocese isolada, com pouco patrimônio e poucos padres. Teve que fazer muitas viagens penosas pelo sertão, em lombo de burros, para realizar visitas às paróquias e comunidades. Permaneceu em Corumbá até 1927, quando foi transferido para a recém-criada Diocese de Bragança Paulista. Fez de sua posse um dos maiores eventos da história da cidade.

Além do rigor e da dedicação à formação dos padres, governou com visão empreendedora. Multiplicou em pouco tempo o patrimônio da diocese, transformando-a em uma das mais poderosas do Estado de São Paulo. Gostava de investir em imóveis e incentivava as doações dos fiéis.

Suas virtudes como administrador e intelectual (produziu diversos artigos, cartas pastorais, discursos e homilias inesquecíveis muito prestigiadas pela Igreja) entravam em contradição com seus ideais políticos. Era defensor incondicional da monarquia, embora tenha tido sempre boas relações com republicanos. Uma de suas grandes preocupações com a modernidade era a “dissolução dos costumes”.

Dom José permaneceu à frente da Diocese de Bragança por 40 anos. Morreu em 24 de novembro de 1969. Antes do enterro, corpo ficou exposto à visitação pública por dois dias. Bragança recebeu visitas pessoas de diversas partes do país e de autoridades como o Cardeal Agnelo Rossi, então arcebispo de São Paulo; Dom Humberto Mozzoni, então Núncio Apostólico no Brasil, o ex-presidente Jânio Quadros, o general Milton Tavares e o Ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva. Fonte: http://braggente.blogspot.com

A Pancada da vó: História de Família.

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Publicado em 28 março 2019
  • Carmelitas,
  • Pastoral da Família,
  • ECC,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Governador Valadares,
  • História de Família
  • Frei Pedro Jansen,
  • 300 Anos da Província Carmelitana de Santo Elias
  • 300 Anos da Província Carmelitana Fluminense

Frei Pedro Jansen, O. Carm. In Memoriam (*07/02/1938 + 22/06/2010)

O fato que vou narrar se deu há 30 anos. Data exata não sei mais. O lugar foi Governador Valadares, na estrada do seminário. A pancada jamais esqueci e a muita gente transmiti. Quer saber o que foi que aconteceu?

Na diocese as reuniões do bispo com os padres eram feitas no  seminário. Ficava na periferia da cidade a uns cinco quilômetros do centro. O encontro ocupou o dia todo e terminou no começo da noite. Para não enfrentar sozinho mais de 150 Km. em estrada de chão, para chegar em casa, resolvi dormir no seminário. No dia seguinte, bem cedo, entrei no carro e desci a rampa do seminário e entrei na estrada que vinha da roça para o centro. De imediato vi 3 figuras femininas: uma senhora com idade de vó, uma senhora de meia idade e uma jovem de uns 15 anos. Cada uma carregava uma cesta com produtos de horta, verduras e legumes. Hesitei, mas parei o carro e ofereci carona, caso fossem para o centro. Elas se entreolharam e olharam para mim e a vó decidiu: nós vamos aceitar.

A conversa mexeu nos assuntos corriqueiros de sol e chuva, das dificuldades da vida e das alegrias. Curioso, eu não pude deixar de perguntar de onde vinham e para onde iam. Outra vez a vó conduziu a conversa: tinha um sítio, traziam verduras para vender no mercado, porque com a filha viúva, a neta para criar, abandonada pelo marido, era isso o meio de sobreviver. Refleti sobre o que a vó tinha dito e arrisquei um palpite: “Vó, na falta de homem no sítio, porque a senhora não vende a terra, muda para a cidade. A filha poderá se empregar, a neta poderá estudar e a senhora cuida da casa.

Quando a vó ouviu a palavra vender ela se mexeu na poltrona, virou para mim e disse.

“Meu senhor, vosmecê não falou por mal, mas eu não posso vender a terra. A mulher que vive agora com meu marido, não ama “ele”. Quem amo meu marido sou eu. Ela aproveita dele, enquanto tiver algum recurso e saúde. No dia em que ele- meu marido- ficar doente, ela vai abandonar “ele”. E então, quando isto acontecer, sem a terra eu não vou poder cuidar dele. Porque, quem ama meu marido sou seu.”

É inútil dizer que eu esperava todas as respostas, menos a que eu acabava de ouvir. Foi como um pancada na cabeça.

Logo chegamos no ponto em que elas deviam descer do carro. Agradeceram a carona e me desejaram muita felicidade. Retribui os votos. Sozinho, tive que parar o carro para me recuperar da pancada que a vó me tinha dado. Eu, como padre e religioso, me senti pequeno, vencido. Agradeci a Deus aquele testemunho de fé e de amor.

Não sei se a vó precisou realizar o que o seu compromisso de fidelidade lhe inspirava. Sei que nunca ouvi história semelhante. pude conta-la apropriadamente muitas vezes, no decorrer da minha vida e nos diversos lugares em que cheguei a morar.

Para a Semana da Família seria uma bênção se tivesse uma centena de vós deste tipo, dando pancada por aí.

HISTÓRIAS CAÍDAS DO CÉU... A CANOA

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Publicado em 19 março 2019
  • Histórias caídas do céu
  • História de vida
  • humildade

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?  Não – Responde o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A Professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro sabe ler e escrever? Também não – Responde o remador. Que pena! – Condói-se a mestra! – Você perdeu metade da vida!  Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! – Respondem eles rapidamente. Então é uma pena – Concluiu o barqueiro – Vocês perderam toda a sua vida!”

MORAL DA HISTÓRIA...

O que você acha que nos ensina esta história?...

CARMELITAS: O LOUVOR DA CELA

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Publicado em 15 janeiro 2019
  • Santos Carmelitas,
  • Oração,
  • contemplação,
  • OS CAMINHOS DA ORAÇÃO,
  • A ORAÇÃO NO CARMELO

de: “A flecha de fogo” de Nicolau “Gallus” (ano 1270 )

Na cela nos é mostrado o tesouro inestimável, e incomparável de contemplação cheia de perfume, de maneira que, desprezadas totalmente as cousas caducas da terra, a nossa alma se consome inteiramente no desejo fervente da contemplação; ... na cela recebemos as verdadeiras delicias do paraíso que de tal modo deleitam e restauram o nosso homem interior, que o seu desejo ao mesmo tempo aumenta a nossa sede e é saturado.

CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS EM ROMA: Álbum

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Publicado em 18 setembro 2018
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS

Veja o álbum. Clique aqui:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2142538992445622&type=1&l=b8699c44ca

UM PADRE...

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Publicado em 20 março 2018
  • Padres,
  • Padre,

De um manuscrito medieval

 

Um padre deve ser, ao mesmo tempo,

pequeno e grande,

de espírito nobre, como de sangue real,

simples e espontâneo como um colono,

um herói no domínio de si,

um homem que lutou com Deus,

uma fonte de santificação,

um pecador que Deus perdoou,

senhor de seus desejos,

um servidor humilde para os tímidos e fracos,

que não se rebaixa diante dos poderosos,

mas se curva diante dos pobres, discípulos de seu senhor,

chefe de rebanho,

um mendigo de mãos largamente abertas,

um portador de inumeráveis dons,

um homem no campo de batalha,

uma mãe para confortar os doentes,

com a sabedoria da idade e a confiança de um menino,

voltado para o alto, os pés na terra,

feito para a alegria, experimentado no sofrimento,

longe de toda a inveja, que vê longe,

que fala com franqueza,

um  inimigo da preguiça, sempre fiel,

tão diferente de mim

RETIRO DO PAPA: Nona Meditação: Escutar a sede das periferias

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Publicado em 22 fevereiro 2018
  • Retiro do Papa Francisco,
  • Retiro do Papa 2018,
  • Padre José Tolentino Mendonça,
  • A periferia está no DNA,
  • padre Tolentino,
  • São João Crisóstomo,

Na nona reflexão proposta ao Papa Francisco e à Cúria romana, o padre Tolentino recordou que as periferias “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”.

Cidade do Vaticano

A periferia está no DNA do cristão e é um horizonte no qual a Igreja deve redescobrir-se. Com estas palavras o padre José Tolentino Mendonça iniciou sua reflexão na tarde desta quinta-feira. “Onde está o meu irmão?”. A partir desta pergunta de Deus contida no Livro de Gênesis, nasce a nona reflexão dos Exercícios Espirituais ao Papa e à Cúria, dedicada ao tema “escutar a sede das periferias”.

O convite do sacerdote português é o de “olhar com olhos bem abertos a realidade do mundo ao nosso redor” e de procurar o nosso irmão entre os pobres e os últimos do mundo, não separando a “sede espiritual” da “sede literal”.

“ Um dos critérios para entender o que é “centro” e o que é “periferia” no mundo, é de fato o acesso à água, direito inalienável da pessoa. ”

Como já afirmado na Laudato Si e reiterado pelos dados das organizações internacionais, três pessoas em cada dez, ou seja, cerca de 2 bilhões de seres humanos, não têm a possibilidade de desfrutar de água potável.

Uma multidão literalmente sedenta, diante da qual se “torna urgente adotar uma autêntica conversão de estilos de vida e do coração”, “que vá em direção contrária à cultura do descarte e da desigualdade social”. Enquanto os países ricos desperdiçam os seus recursos, de fato, “os outros vivem no suplício”.

Jesus “homem periférico”

Neste contexto, “a Igreja não deve ter medo de ser profética e de colocar o dedo na chaga” e não pode que não confrontar-se com as periferias do mundo. “Um discípulo de Jesus deve saber disto com convicção”, antes de tudo porque “o próprio Jesus é um homem de periferia”.

Não era cidadão romano, nem fazia parte da elite judaica, nasceu na periferia da Judeia, por sua vez periferia de Israel e do Império. E se dirige às periferias, dando dignidade aos doentes, oprimidos, pobres, estrangeiros e pecadores:

“ A periferia está no DNA do cristão, o aproxima de seu contexto originário, mas também ao seu programa. É uma chave indispensável para a sua hermenêutica espiritual e existencial. Em todas as épocas permanecerá, para a experiência cristã, o lugar privilegiado onde encontrar e reencontrar Jesus. ”

O próprio cristianismo é depois, pela sua natureza, uma “realidade periférica”.

Vitalidade do projeto cristão está nas periferias

Pode-se ver isto concretamente onde os centros das cidades tornaram-se “um polo de atividades burocráticas e comerciais” e “uma vitrine do passado” para os turistas, enquanto “a vitalidade do projeto cristão se joga nas periferias”, “onde frequentemente não há nem mesmo a presença de uma igreja de alvenaria e onde tudo é mais precário, rarefeito, improvisado”.

“ Para a Igreja, a periferia é portanto um horizonte e não um problema e é onde pode sair de si mesma e redescobrir-se. ”

A escolha do encontro com as periferias não é unicamente um imperativo da caridade, é uma mobilização histórica e geográfica, que consente o encontro com aquilo que o cristianismo foi e com aquilo que ele é. Também as periferias da Igreja têm sede: de serem ouvidas.

Como advertia São João Crisóstomo, a Igreja deve evitar o “terrível cisma” entre “o que separa o sacramento do altar, do sacramento do irmão, o que perigosamente dissocia o sacramento da eucaristia do sacramento do pobre”.

Periferias como lugares da alma

As periferias existenciais, todavia, não são somente econômicas, conclui padre Mendonça, “e sabemos todos como entre nós e quem está ao nosso lado, existem frequentemente distâncias infinitas a serem abraçadas e vencidas”.

Por isto a humanidade deve ser abraçada, e mesmo que não consigamos impedir as lágrimas no rosto do próximo, podemos oferecer a ele um lenço e dizer “estou aqui”, “não estás sozinho”.

As periferias, de fato, “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”. Fonte: http://www.vaticannews.va

*Naquele túmulo: Homenagem ao 1º Ano de Falecimento do meu pai.

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Publicado em 04 novembro 2017
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Poemas do Frei Petrônio,
  • Poemas sobre a Morte,
  • Manoel Artur de Miranda,
  • 1 Ano da Morte de Manoel Artur de Miranda,
  • túmulo,

Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 3 de novembro-2017.

 

Naquele túmulo frio

Descansa um homem que em vida aqueceu vidas

Naquele túmulo prisioneiro de corpos

Descansa um homem que libertou vidas

Naquele túmulo escuro e cinzento

Descansa um homem que iluminou uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo com o lenho da cruz

Descansa um homem temente a Deus

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo silencioso

Descansa um homem que valorizou as palavras

Se ele é santo? É sim, senhor!

  

Naquele túmulo de ossos e lagrimas

Descansa um justo que fez da justiça o seu hino

Naquele túmulo de terra e barro

Descansa um agricultor que da terra tirou o seu ganha pão

Naquele túmulo de fétidas carnes

Descansa um homem que, com suor e lagrimas, uniu uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo com pedras e terra

Descansa um homem que abriu caminhos

Naquele túmulo de mistério incompreensível

Descansa um homem que foi um livro aberto

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo sem brilho e sem cor

Descansa um homem que deu cores a vida

Naquele túmulo impenetrável

Descansa um homem misericordioso, atencioso e amigo

Naquele túmulo símbolo do desengano da vida

Descansa um homem que fez da vida um canto de louvor

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo expressão do nada 

Descansa um homem que fez tudo por todos

Naquele túmulo berço sepulcral

Descansa um homem que cativou vidas com um sorriso

Naquele túmulo de silêncio perpétuo

Descansa um homem silencioso, atencioso e sincero

Se ele é santo? É sim, senhor!

O seu nome é Manoel Artur de Miranda. 

*Manoel Artur de Miranda  (*15/10/1930 + 03/11/2016)  

OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo.

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Publicado em 28 janeiro 2017
  • Província Carmelitana de Santo Elias,
  • Capítulo Provincial 2017,
  • Olhar o passado com os pés no presente,
  • Embu das Artes, Casa de Retiro Emaús de Itapecerica da Serra,


OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo. por olharjornalistico

FREI PETRÔNIO DE MIRANDA NA RÁDIO VATICANA: Entrevista.

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Publicado em 01 agosto 2016

Cidade do Vaticano (RV) - A Ordem Carmelita é uma ordem que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo, na Palestina. Homens e mulheres de oração, os membros da Ordem são religiosos/as e leigos/as contemplativos. Definem sua missão como “Seguir Jesus Cristo, na Contemplação, na Fraternidade e na Missão Profética, inspirando-se em Elias e Maria, um mundo em transformação, a serviço da Vida e da Esperança”. Mas as obras sociais não ficam de lado.

O Frei Petrônio Miranda, que leva em peregrinação neste Ano Eliano Missionário a imagem do Profeta Elias, ressalta o trabalho da Associação São Martinho, entidade filantrópica que atua desde 1984 na área da infância e juventude no Rio de Janeiro. Ouça a entrevista.

Clique aqui:

http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/carmelitas_contempla%C3%A7%C3%A3o_e_obras_sociais/1238138

Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais

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Publicado em 15 julho 2026
  • Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP
  • Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM
  • José Carlos da Rocha Sobrinho

José Carlos da Rocha Sobrinho foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. DHPP e Corregedoria da Polícia Militar investigam o caso.

 

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem da PM, gerou protestos na Avenida dos Sertanistas, na noite desta segunda-feira (13). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Por Lucas Jozino, Pedro Henrique Moreira, Daniela Vasconcelos, TV Globo — São Paulo

Pastor morre após ser baleado em abordagem da PM na Zona Leste de SP; moradores fazem protesto e contestam versão dos policiais

Moradores do Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo, protestaram na noite da segunda-feira (13) contra a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem de policiais das Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep).

Os manifestantes fecharam a Avenida dos Sertanistas no fim da noite. Pouco tempo depois, equipes da Polícia Militar chegaram ao local e dispersaram o grupo.

(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao dizer que os policiais eram da Rota. Na verdade, eles são da Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep). A informação foi corrigida às 13h09).

 

Segundo o boletim de ocorrência, José Carlos foi baleado por volta das 18h30 na Rua Vagner Araújo, no mesmo bairro.

De acordo com o registro policial, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por ser destino de muitos carros roubados, quando avistaram o veículo dirigido por José Carlos.

Ainda segundo o relato dos policiais, foi dada ordem de parada, mas o motorista tentou fugir. Os agentes afirmam que se aproximaram do veículo e que José Carlos sacou uma arma. Em seguida, efetuaram os disparos.

José Carlos foi atingido no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Os policiais também afirmam que apreenderam uma pistola com o pastor. No boletim de ocorrência, registraram ainda que ele possuía antecedentes criminais e seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por meio de nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que "investiga a morte de um homem durante abordagem policial no bairro São Rafael, zona leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13)".

Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu.

Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais, e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado.

O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de SP (SSP).

 

Versão da família e de testemunhas

Segundo parentes, José Carlos era pastor havia anos, tinha acabado de deixar uma irmã na igreja e estava voltando para casa quando foi abordado.

Testemunhas também questionam a versão apresentada pelos policiais. Em entrevista, uma delas afirmou que não houve troca de tiros.

"O cara é da igreja, irmão", disse uma testemunha ao ser questionada se houve confronto.

A TV Globo esteve na Rua Vagner Araújo, onde ocorreu a abordagem. A via é de terra e tem pouca infraestrutura.

Uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo da polícia, afirmou que a viatura da PM já estava na região antes da abordagem.

Segundo o relato, os policiais estavam parando pessoas e fazendo abordagens quando permaneceram no ponto em que José Carlos foi baleado.

"[A viatura] já estava no local. Parando algumas pessoas, perguntando, tudo certinho. Aí depois eles pararam no local onde a vítima foi baleada e ficaram um bom tempo ali. Parecia que estavam, realmente, esperando ele passar."

A mesma testemunha afirmou que José Carlos foi abordado e conversou com os policiais antes dos disparos.

"Ficaram uns 15, coisa de 15, 20 minutos conversando, antes de escutar os disparos dentro de casa."

Segundo o relato, cerca de cinco minutos após a testemunha entrar em casa, foram ouvidos cinco disparos.

 

"A gente até o viu chegando, mas aí a gente pensou que era abordagem normal. Então a gente entrou. Aí depois que a gente entrou, passaram cinco minutos. Cinco disparos. Certinho. Direto, a gente escutou. Aí a gente já correu aqui para fora. Quando saí na porta, os policiais estavam cercando o carro [do pastor]."

 

Questionada sobre a versão dos policiais, de que José Carlos teria apontado uma arma para a viatura da PM, a testemunha respondeu: "Não. O que a gente viu foram cinco disparos direto."

O boletim de ocorrência informa ainda que as câmeras corporais dos policiais só foram acionadas depois dos disparos. A Polícia Civil ainda não teve acesso às imagens.

Moradores afirmam ainda que, após os tiros, os policiais passaram pelas casas da região procurando câmeras de segurança.

Uma testemunha relatou que os agentes permaneceram no bairro até a madrugada.

Questionada se os policiais procuravam câmeras, respondeu: "Atrás de câmera. Eles entraram dentro dos matos da região procurando por algo, com lanterna. Depois, eles ficaram de casa em casa, com lanterna, olhando os batentes da casa, vendo se achavam algum tipo de câmera."

 

Mortes pela Rota

Nos últimos dias, agentes da Rota mataram seis pessoas durante a investigação da tentativa de assassinato do tenente Ronickson Pimentel, ocorrida em 27 de junho.

Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como suspeito de atirar no tenente, continua desaparecido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização dele.

Segundo levantamento do Ministério Público, a Polícia Militar matou 115 pessoas na capital paulista no primeiro semestre deste ano.

É o maior número para o período dos últimos cinco anos, com alta de 10% em relação a 2025. O índice representa, em média, uma morte a cada um dia e meio.

Há pouco mais de dois meses, também foi mostrado o caso de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, baleada pelo soldado Yasmin Cursino Ferreira durante uma discussão em Cidade Tiradentes.

O erro no protocolo, segundo a reportagem, só foi esclarecido graças às imagens das câmeras corporais. Fonte: https://g1.globo.com

Morre Tiago Pitthan, que organizou festa para o próprio velório após diagnóstico terminal: 'Tudo valeu a pena'

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Publicado em 06 julho 2026
  • A Morte,
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Aos 47 anos, ele transformou a própria despedida em um encontro com música, amigos e histórias. Tiago morreu pouco mais de um mês depois da celebração que planejou em vida.

 

Tiago Pitthan durante a celebração da própria vida, realizada em Campo Grande. — Foto: Alison Lima

 

Por Talyta Vespa, g1

O publicitário Tiago Martins Pitthan, de 47 anos, que decidiu organizar o próprio velório ainda em vida, morreu neste domingo (5), em Campo Grande (MS).

Diagnosticado em 2024 com câncer de estômago em estágio avançado e sem possibilidade de cura, Tiago passou a viver intensamente o tempo que ainda tinha pela frente.

No dia 30 de maio, Tiago participou do próprio velório: uma festa em um galpão de Campo Grande, com bandas, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando o momento ao vivo.

Antes de morrer, Tiago organizou pertences e senhas e publicou nas redes um último vídeo de despedida, dizendo estar em paz: "Tive uma vida boa e é isso. Eu venci."

Tiago Martins Pitthan, o homem que decidiu organizar o próprio velório porque não queria “faltar” à despedida, morreu aos 47 anos, em Campo Grande.

Diagnosticado com um câncer de estômago em estágio avançado, ele transformou o que costuma ser um momento de ausência em presença: reuniu amigos, familiares e até desconhecidos em uma festa para celebrar a própria história enquanto ainda podia ouvi-la.

No domingo (5), do hospital, Tiago publicou um último vídeo nas redes sociais. Deixou uma mensagem de despedida.

 

“Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito.”

 

A frase resume a forma como Tiago escolheu atravessar o período após descobrir que o câncer não tinha mais possibilidade de cura. Desde o diagnóstico, dizia que não queria controlar a morte, mas o que ainda poderia fazer com o tempo que tinha.

E fez. No dia 30 de maio, esteve no próprio velório.

O antigo galpão de uma cervejaria em Campo Grande recebeu bandas, amigos, rodas de conversa e uma programação pensada por ele em detalhes. Teve bossa nova, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando a festa em tempo real —um quadro que Tiago fazia questão de guardar.

Também houve guitarra. Mesmo sem nunca ter tocado um instrumento antes, Tiago começou a aprender depois que a doença avançou. Queria realizar um desejo antigo: subir ao palco pelo menos uma vez. Conseguiu.

 

'Lá em cima não tem câncer'

A relação de Tiago com o diagnóstico nunca foi de negação. Ele sabia que a doença não tinha cura, mas dizia que queria decidir o que ainda cabia dentro do tempo que tinha.

O câncer foi descoberto em março de 2024, após meses de sintomas. No Réveillon anterior, durante uma viagem a Bonito (MS), percebeu que não conseguia mais comer normalmente: sentia o estômago cheio logo na primeira garfada e vomitava.

A endoscopia revelou um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. A princípio, ele passaria por uma cirurgia para retirada do órgão, mas, durante o procedimento, os médicos encontraram metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar.

A cirurgia curativa deixou de ser uma opção.

“Eu descobri que não tinha cura. Que teria de viver com aquilo; provavelmente, morrer daquilo”, contou.

Mesmo em tratamento, Tiago continuou trabalhando, treinando e mantendo a rotina pelo maior tempo possível. Com a progressão da doença, perdeu peso, ficou mais fraco e passou a conviver com limitações causadas pelo câncer e pelos efeitos da quimioterapia.

Ainda assim, seguiu fazendo planos. Pouco antes da festa, voltou a Bonito. Desceu 70 metros de rapel até o Abismo Anhumas e, no dia seguinte, saltou de paraquedas.

 

“Lá em cima não tem câncer. Só tem eu e aquele mundão.”

Uma despedida em que ele estava presente

Quando decidiu organizar o próprio velório, Tiago já pensava também no que viria depois.

Separou senhas, definiu o destino de objetos pessoais e conversou com pessoas próximas. O único ritual que deixou para os outros decidirem foi o velório tradicional.

A mãe, que cuidava dele durante o tratamento, acompanhou de perto os últimos meses. Tiago havia voltado para Campo Grande justamente para ficar próximo dos pais —primeiro para ajudar a cuidar deles. No fim, era ela quem cuidava dele.

Com o avanço da doença, fazia quimioterapia paliativa e imunoterapia. O objetivo já não era eliminar o tumor, mas tentar controlar a progressão e preservar qualidade de vida.

Tiago dizia que não tinha medo da morte. O medo era do caminho até ela: da dor, de ficar preso a uma cama, de deixar de fazer as coisas que ainda queria.

Por isso, enquanto conseguiu, foi. Aprendeu guitarra. Tocou. Encontrou amigos. Pulou de paraquedas. Organizou uma festa. E não faltou. Fonte: https://g1.globo.com

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos.

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Publicado em 04 julho 2026
  • Jornalista sequestrada no México é encontrada morta
  • O sequestro de Roxana Guzmán
  • Jornalista Roxana Guzmán
  • México é um dos países mais perigosos para jornalistas,

Jornalista sequestrada no México é encontrada morta; policiais suspeitos são presos

Agentes de segurança forneciam apoio a grupo criminoso que realizou rapto, dizem autoridades locais

México é um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 assassinatos desde 1994

 

AFP

Uma jornalista mexicana que havia sido sequestrada por homens armados em 2 de junho foi encontrada morta, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (3). O caso reacendeu os alertas sobre a violência contra a imprensa no país, um dos mais letais para a profissão no mundo.

O sequestro de Roxana Guzmán em sua casa foi registrado em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais. Seus restos mortais foram encontrados dias atrás em um imóvel e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, que confirmou a morte em comunicado oficial.

Oito pessoas foram presas pelo homicídio, incluindo quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. Segundo a Procuradoria, os agentes "forneciam recursos, comida e apoio logístico ao grupo criminoso" responsável pelo sequestro. As investigações também apontam o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa que atua no sul do estado de Veracruz.

Guzmán era fundadora e diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo digital sediado em Nanchital, município de cerca de 30 mil habitantes no estado de Veracruz. A página, hospedada no Facebook, publicava notícias locais, denúncias da comunidade e cobria temas como segurança pública e política municipal.

Ela foi sequestrada na manhã de 2 de junho, quando homens armados invadiram sua residência e a levaram, tendo a família dela como testemunha. Imagens gravadas pelo celular de um familiar mostram os criminosos arrombando a porta com ferramentas pesadas e apontando armas para os moradores. O vídeo ajudou a dar repercussão nacional ao caso e permitiu a identificação de parte dos envolvidos.

Logo após o desaparecimento, organizações de defesa da liberdade de imprensa cobraram uma resposta imediata das autoridades.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu uma investigação rápida para esclarecer a motivação do crime e ressaltou que deveria ser considerada a possibilidade de relação com a atividade profissional de Guzmán. A organização destacou que a jornalista era conhecida por seu trabalho de cobertura de assuntos locais e denúncias na região.

Veracruz, no leste do país, é considerado um dos estados mais perigosos do México para o exercício do jornalismo. Outros dois jornalistas já haviam sido assassinados na região neste ano, e entidades de defesa da imprensa denunciam um histórico de impunidade em crimes contra comunicadores.

O México permanece entre os países mais letais do mundo para a profissão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados ali desde 1994, em um cenário marcado pela atuação do crime organizado, corrupção e ataques recorrentes à liberdade de imprensa. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Tragédia venezuelana

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Publicado em 30 junho 2026
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  • Mortos no Terremotos na Venezuela
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Terremoto devastador é teste sobre o real compromisso dos EUA com a Venezuela

 

Vítima de décadas de corrupção e do autoritarismo chavista, a Venezuela, governada por uma títere de Donald Trump, certamente não precisava de uma tragédia natural que, infelizmente, a afundará ainda mais em sua grave crise.

Como a natureza é impiedosa com todos, a Venezuela acaba de ser atingida não por um, mas por ao menos dois fortes terremotos, a pior devastação registrada no país vizinho desde 1900. O número de mortos passou de 1.700, entre os quais dois brasileiros. Contam-se mais de 5 mil feridos e incontáveis desaparecidos e desabrigados. A real extensão da catástrofe ainda está por ser dimensionada. Edifícios e bairros inteiros simplesmente colapsaram.

Além das irreparáveis perdas humanas, o prejuízo econômico também promete ser devastador. Estimativas preliminares do Serviço Geológico dos EUA avaliam as perdas econômicas em até US$ 100 bilhões. Tudo isso para uma nação que, conforme revelou o Financial Times pouco antes dos terremotos, já enfrentava dificuldades para renegociar uma dívida externa estimada em US$ 240 bilhões. Eis o legado de anos de incúria administrativa de Hugo Chávez e seu sucessor, Nicolás Maduro.

Maduro, como se sabe, foi capturado no início do ano numa controversa operação militar norte-americana em solo venezuelano. O ditador agora está confinado numa prisão de segurança máxima em Nova York.

Sua ex-aliada de primeira hora, Delcy Rodríguez, ocupa a presidência da Venezuela simplesmente porque assim decidiu Donald Trump. A Constituição do país determina que, em caso de ausência absoluta do presidente eleito, novas eleições sejam realizadas em 30 dias, prazo há muito vencido. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, decretou Trump em entrevista à NBC News em janeiro.

“Consertar o país”, de acordo com os interesses da população venezuelana, e não sob a lógica de Trump, acaba de se tornar um imperativo ainda maior – político, econômico e, sobretudo, humanitário. A Venezuela precisará se reerguer dos escombros dos terremotos e do caos financeiro em que se encontra.

Por ora, o país vem felizmente contando com uma onda de solidariedade das mais diversas nações, entre as quais o Brasil, que compartilha uma extensa fronteira com a Venezuela. Mas, passado o trabalho inicial de localização de desaparecidos e restauro da infraestrutura básica, como a de serviços de energia, a Venezuela seguirá carecendo de bem mais do que ajuda humanitária pontual.

Como resolveu se imiscuir nas entranhas do poder venezuelano, os EUA serão especialmente testados em seu interesse por governar a Venezuela por meio da presidente que impuseram ao povo. A tragédia dos terremotos oferecerá ao governo Trump uma oportunidade de ajudar a Venezuela a finalmente respeitar os desejos de seus cidadãos.

Oxalá os tremores que afligiram os venezuelanos não se convertam em desculpa para uma tutela ainda maior de Trump sobre o governo, as instituições e, em última instância, os cidadãos venezuelanos. Fonte: https://www.estadao.com.br

'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'

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Publicado em 29 junho 2026
  • Centros de tratamento de dependência
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'Eu ficava até 14 horas por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater meu vício'

Centros de tratamento de dependência dizem que mais clientes estão buscando ajuda para combater o uso "descontrolado" do telefone

Grupo inspirado em Alcoólicos Anônimos oferece apoio gratuito a viciados em tecnologia

 

Marios diz que seu telefone ajuda a aliviar a solidão que ele às vezes sente - BBC/Emma Lynch

 

Ruth Clegg

BBC News

O telefone de Marios apita e se ilumina. Ele acaba de receber uma mensagem de WhatsApp minha pedindo uma entrevista para esta reportagem.

Ele quer responder imediatamente. A vontade, ele me conta mais tarde, é avassaladora.

No entanto, ele está no meio de uma sessão de terapia sobre seu vício em telefone celular. Ele não pode responder agora.

Ele se controla. Mas assim que a reunião termina, ele volta ao telefone e, uma hora depois, nos falamos através de uma chamada de vídeo.

"Sinto muito", digo. "A última coisa que eu queria fazer era interromper sua sessão."

"Não se preocupe", suspira Marios. "Essa é a sensação que tenho há muitos anos: essa necessidade incontrolável de usar meu telefone."

"É como carregar seu próprio traficante. Minha droga está sempre no meu bolso, piscando, apitando e me lembrando de tomar uma dose."

Em um dia ruim, Marios, que é personal trainer em Londres, passava mais de 14 horas olhando para a tela (o Instagram, diz ele, é o principal problema). Mas agora ele está fazendo um curso de 12 sessões de terapia particular para tentar conter essa compulsão, que ele acredita ser impulsionada pela solidão.

Uma olhada nas estatísticas de tempo de tela do meu telefone me diz que verifiquei meu aparelho 116 vezes ontem. Também passei mais de três horas olhando para ele.

 

Marios é viciado? Eu sou viciada?

É difícil saber.

 

O vício em telefone ainda não existe como um problema de saúde oficial, mas, em uma pesquisa recente com mil adultos realizada pela Deloitte, 70% dos entrevistados disseram que passam tempo demais em seus telefones. À medida que um número crescente de acadêmicos alerta que smartphones estão mudando a química do nosso cérebro, especialistas em dependência me disseram que estão vendo mais clientes completamente dependentes de seus dispositivos.

No ano passado, um em cada três clientes tratados por dependência de drogas pelos Centros de Tratamento de Vício do Reino Unido (UKAT, na sigla em inglês), que atendem 3.500 pessoas por ano, também apresentava uma dependência secundária de telefone. Em 2019, esse número era 1 em cada 10.

Alguns clientes chegam a desistir do tratamento para seu vício principal porque se recusam a entregar seus dispositivos ao entrar na clínica, afirma o UKAT.

Mas quando alguém deixa de ser apenas uma pessoa que envia mensagens em excesso e passa a precisar de ajuda profissional?

Ao subir pela alameda arborizada que leva ao Rainford Hall, sou recebida por enormes vitrais que datam da era jacobina, com vista para jardins bem cuidados.

É um local improvável para tratar pessoas com um vício digital.

Aqui, em St Helens, no norte da Inglaterra, funciona o centro de reabilitação Steps Together, que também recebe pessoas que lutam contra outros vícios (incluindo drogas, álcool e jogos de azar).

Os terapeutas dizem estar vendo um número crescente de pessoas que não conseguem se desconectar de seus dispositivos.

"Pode afetar qualquer pessoa, de qualquer origem", explica a terapeuta-chefe Kelly Watson. "Todos nós temos telefones, todos temos circuitos cerebrais semelhantes, e muitos de nós podemos nos tornar viciados."

Parte do nosso cérebro funciona com um sistema de recompensa, diz ela. Recebemos uma mensagem, uma curtida nas redes sociais, ou até lemos alguma informação nova em um site, e então a dopamina (um mensageiro químico no cérebro que regula o prazer e a motivação) é liberada.

Eventualmente, para alguns de nós, a necessidade por esse estímulo se torna excessiva. Pode assumir o controle, fazendo com que horas —ou até dias— de nossas vidas desapareçam no mundo online, explica ela.

James, que está sendo tratado em outro centro Steps Together em Leicester, sabe bem o que é isso.

O homem de 48 anos procurou inicialmente ajuda para vício em álcool, mas logo ficou claro que sua dependência digital também estava fora de controle.

Depois de perder o emprego, seu dia passou a ser consumido por rolar as redes sociais, checar sites de notícias e se fixar no que estava acontecendo em diferentes partes do mundo.

Se ele publicasse algo nas redes sociais, ficava acordado no meio da noite verificando curtidas e comentários. Ele me conta que parecia que o mundo digital o mantinha refém.

Mas qualquer prazer em usar o telefone havia desaparecido. "Eu ficava com receio", lembra James. "Parecia que um pedaço da minha alma tinha sido sugado, mas eu não conseguia parar."

Watson afirma que, quando os clientes chegam ao Rainford Hall, eles estão preocupados, confusos e não querem abrir mão de seus telefones.

"Eles dizem: 'Mas eu preciso para o trabalho, preciso para manter contato com a família.' Posso ouvir o medo em suas vozes. É o porto seguro deles."

Muitos passam pelo menos 28 dias no centro residencial, recebendo terapia em grupo e individual para as questões que impulsionam seu vício, enquanto são ajudados a gradualmente reduzir sua dependência.

Watson trabalha com eles para diminuir aos poucos o tempo de tela e descobrir quais pensamentos e sentimentos surgem quando não estão com o dispositivo.

"Esse é frequentemente o problema —a vida pode ser difícil demais, e ao rolar a tela do telefone eles podem se dissociar do mundo real."

Longe do luxo do Rainford Hall, pessoas ao redor do mundo estão se unindo para apoiar umas às outras na luta contra o vício digital.

Em 2017, várias pessoas preocupadas com seu uso de tecnologia e internet se uniram para criar o grupo Dependentes de Internet e Tecnologia Anônimos (ITAA, em inglês), uma associação global inspirada nos Alcoólicos Anônimos (AA).

Jenny é uma de suas membros. No auge de seu vício em telefone, ela não dormia por dias. Mal comia ou bebia, sua dependência era tão forte.

"Eu perdia partes da minha vida", explica a mulher de 30 anos, que não quer que a BBC use seu nome verdadeiro.

Ela não se importava com o que aparecia na tela —um filme, uma série, um vídeo curto— desde que estivesse assistindo a algo.

"Eu não percebi o quanto estava viciada até estar em abstinência e ter que pedir a amigos e familiares para manter meus dispositivos trancados", lembra Jenny. "Era tão ruim que pensei que iria morrer se não assistisse a algo."

Se tivesse recaídas, recorria a pegar ou "emprestar sem permissão" um laptop ou um smartphone de sua família.

Mas então a culpa e a vergonha surgiam, e ela queria consumir ainda mais conteúdo para bloquear esses sentimentos.

Após anos "buscando ajuda", ela encontrou o ITAA e seguiu o programa de 12 passos contra o vício. Agora está em recuperação e não assiste nem transmite conteúdo há cinco anos.

Jenny diz que se sente confortável em ter um telefone básico e usar a internet para o trabalho. "Agora estou no comando", afirma.

Outro membro do ITAA, Tom, diz que seu vício o levou a lugares sombrios. Ele podia perder meses inteiros de sua vida com o telefone e outras telas.

"Eu passava dez horas seguidas consumindo conteúdo —podia estar ouvindo música, assistindo algo no YouTube, navegando nas redes sociais e jogando videogame— tudo ao mesmo tempo."

"Depois eu caminhava por duas horas e voltava a consumir. Isso podia continuar por meses."

O vício de Tom foi tão avassalador que o levou a perder seu negócio e seu senso de propósito na vida.

"Eu me tornei suicida", diz ele. "Estou começando a sentir alegria real na vida novamente. Jogo muito pickleball, saio ao ar livre e vou à academia."

Hilda Burke, psicoterapeuta, escreveu recentemente um livro de apoio chamado Phone Addiction Workbook ("Guia para o Vício em Telefone", em tradução livre), após observar um número crescente de clientes procurando ajuda por dependência digital.

Se você está preocupado com o tempo que passa na tela, ela recomenda analisar seu próprio comportamento e refletir sobre o que pode estar por trás disso.

"Faça a si mesmo perguntas como: 'o que estava acontecendo naquele dia? Eu estava esperando alguém responder a uma mensagem?'"

Muitas vezes, é a espera por uma resposta a uma mensagem que causa nosso desconforto inicial, explica Burke. Isso então nos leva a usar o telefone como distração.

"Em vez de entrar online, talvez faça outra coisa para se distrair. Chame um amigo, vá correr, leia um livro.

"E tente não sentir culpa ou vergonha —em vez disso, pense em como poderia lidar com isso da próxima vez."

Empresas de telefonia também introduziram recursos que ajudam as pessoas a monitorar seu tempo de tela e restringir o acesso a certos aplicativos, em uma tentativa de combater o ciclo viciante em que muitos de nós caímos.

De volta ao norte de Londres, Marios está esperançoso de que seu curso de terapia poderá ajudá-lo a superar sua dependência de telefone. Ele também está a caminho de se tornar fluente em espanhol — graças a vários aplicativos em seu telefone.

"Nem tudo é ruim", diz ele.

Mas, um segundo depois, ele pega o telefone por impulso. Assim que o toca, parece se lembrar de sua determinação. Ele pressiona o aparelho com firmeza.

"Todos os dias, estabeleço a intenção de não usá-lo tanto e isso está fazendo diferença", diz Marios. "E, a cada dia, estou lentamente começando a aproveitar as coisas novamente. É possível, tenho certeza."

Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430

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Publicado em 28 junho 2026
  • Organização Internacional para as Migrações
  • vítimas do terremoto na Venezuela
  • terremoto na Venezuela
  • Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
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  • Serviço Geológico dos Estados Unidos

Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430

Balanço divulgado pelo governo venezuelano também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.

 

Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo

 

Por Redação g1

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.

O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.

Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.

Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.

"Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.

O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.

Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.

Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.

"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira.

Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram. Fonte: https://g1.globo.com

Terremotos na Venezuela: Sobe para 920 o número de mortos

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Publicado em 26 junho 2026
  • Sobe para 920 o número de mortos na Venezuela
  • Mortos no Terremotos na Venezuela

Informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez; outras 3.360 pessoas ficaram feridas

 

Da CNN Brasil

O número de mortos após os terremotos na Venezuela subiu para 920 nesta sexta-feira (26), segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país. Outras 3.360 pessoas ficaram feridas.

Ainda segundo o congressista, mais de 4.000 pessoas estão desabrigadas e 383 residências foram total ou significativamente danificadas, a maioria no estado de La Guaira.

A atualização ocorre enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar mais pessoas presas sob os escombros durante a "janela de ouro" de até 72 horas após o terremoto.

Espera-se que o número de vítimas fatais aumente significativamente à medida que as equipes de busca avançam com os trabalhos de buscas.

Delcy Rodríguez também anunciou nesta sexta que o governo decidiu militarizar o estado de La Guaira após os terremotos.

Um site criado para registrar relatos de pessoas ainda não localizadas listava 50 mil nomes na manhã desta sexta-feira.

Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 — dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina — atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, na noite de quarta-feira (24), enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.

O Serviço Geológico dos EUA previu que o número de mortes pode chegar a 10 mil.

O governo da presidente interina, que assumiu o poder depois que os Estados Unidos prenderam seu antecessor em uma operação realizada em janeiro, prometeu uma mobilização em massa de assistência.

No entanto, a ajuda foi irregular na quinta-feira (25): autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares estavam nas ruas em alguns locais, mas ausentes ou com presença mínima em outros.

La Guaira, uma cidade litorânea nos arredores de Caracas, foi a mais atingida, com pelo menos 100 edifícios — incluindo prédios de apartamentos de vários andares. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

Número de mortos devido a terremotos na Venezuela sobe para 235

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Publicado em 26 junho 2026
  • Número de mortos devido a terremotos na Venezuela sobe para 235
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Mais de 24 horas após dois terremotos sacudirem a Venezuela, o número de mortos na tragédia subiu para 235 e o de feridos para 4.300. As operações de busca por sobreviventes em meio aos escombros continuam.

Os abalos sísmicos afetaram principalmente Caracas e o estado vizinho de La Guaira. Há pelo menos 2.927 famílias afetadas, 157 desaparecidos registrados, 200 pessoas presas sob escombros, 250 edifícios danificados e oito hospitais impactados, alguns dos quais "tiveram de ser evacuados", segundo o governo.

Apenas em La Guaira, mais de 100 edifícios desmoronaram, enquanto se mantém a mobilização de mais de 100 equipes de maquinário pesado para as operações de resgate.

Além da mobilização anunciada pelo governo, milhares de civis venezuelanos participam voluntariamente das operações de resgate. Também organizaram campanhas de arrecadação de suprimentos e transporte de doações para diversas áreas de Caracas e La Guaira.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou nesta sexta-feira (26/06) La Guaira, considerada o epicentro da devastação, junto com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, em meio a um cenário de escassez de informações oficiais. cn (EFE, AFP). Fonte: https://www.dw.com

'Voz Ativa' recalibra critérios para informar sobre feminicídios.

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Publicado em 26 junho 2026
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  • feminicídios explodem no Brasil,
  • Voz Ativa: O Manual do Jornalismo Antifeminicídio
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  • Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida

Guia visa ajudar comunicadores a não repetir erros que normalizam a violência

Autoras mapearam padrões de reportagens sobre assassinatos de mulheres

 

Denise Mota

Jornalista especializada em diversidade, escreve sobre quem vive às margens nada plácidas do Ipiranga, da América Latina e de outras paragens

 

Hoje em dia é pouco provável que a desafortunada expressão "crime passional" faça parte de uma reportagem sobre feminicídio, mas outros cacoetes daninhos —que refletem falta de formação e reflexão sobre o assunto— continuam a habitar as manchetes quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher.

O uso da voz passiva —que apaga a ação do agressor—, a escolha de fotos sensuais para mostrar as vítimas, a falta de contextualização social e étnico-racial das mulheres e a menor relevância dada ao assassino —mesmo quando já oficialmente identificado— são alguns dos elementos frequentes em relatos sobre esses crimes e terminam esvaziando a brutalidade das mortes.

Isso é o que indicam, com clareza e riqueza de exemplos, as jornalistas Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues em "Voz Ativa: O Manual do Jornalismo Antifeminicídio" (Drops Editora), guia prático com o objetivo de ajudar a eliminar (maus) hábitos do jornalismo nosso apressado de cada dia —que no final culpabilizam a vítima e naturalizam a violência.

O manual surge como um desdobramento, para consulta rápida, da pesquisa das autoras para o livro "Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida", publicado em 2021.

"Quando a imprensa trata um feminicídio como se fosse uma fatalidade, está contando morte matada feito morte morrida, e é exatamente esse apagamento que o livro investiga", afirmam as autoras. "Quando você passa anos mapeando como a imprensa brasileira cobre feminicídios e identificando padrões que se repetem há décadas, chega um momento em que apontar o problema não é mais suficiente. Precisávamos oferecer uma ferramenta de correção."

A realidade do jornalismo, permeado pela multitarefa e por prazos exíguos para a entrega de reportagens, não foi ignorado para a construção das propostas, com o objetivo de "tornar a boa prática mais fácil que a má":

"Não se trata de má-fé individual, trata-se de um olhar que foi construído e normalizado ao longo de décadas e que precisa ser desconstruído com a mesma consciência", pontuam Oliveira e Rodrigues. "Se o jornalista tem à mão uma ferramenta que mostra, em segundos, como reescrever um título sem perder agilidade e sem incorrer em risco jurídico, a barreira cai. Não estamos pedindo que o jornalismo pare o mundo para se transformar. Estamos oferecendo atalhos para que ele seja melhor dentro da velocidade que já tem."

As autoras desenvolvem outros formatos para o guia —como workshops e conteúdos digitais— para que as recomendações, e sua prática, avancem em outros âmbitos para além das redações e dos criadores de conteúdo, como universidades e entre o público consumidor de notícias.

"A voz passiva apaga o agressor, o recorte racial importa", afirmam. "O que acontece é que esse saber cede diante de uma pressão estrutural muito concreta: o tempo, o clique, o algoritmo, a precarização da profissão."

Avançar em protocolos de escuta com familiares de vítimas e nos cuidados com profissionais que cobrem o tema também são ações de longo prazo alinhadas ao manual.

"Por trás de cada título mal escrito, de cada foto indevida, há uma pessoa real, uma mulher com nome, com história, com família", ponderam as pesquisadoras. "Há a família que vai ler ou ter conhecimento daquela notícia e que precisa sobreviver também à forma como ela foi contada. O manual existe por elas." Fonte: https://www1.folha.uol.com.br 

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