Olhar Jornalístico

O Profeta Elias e o Corvo: Frei Petrônio.

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Publicado em 06 junho 2016

Polícia acha pornografia em celular de padre preso suspeito de estupro

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Publicado em 06 junho 2016

Delegada diz que aparelho será periciado e que há indícios sobre abuso. Pároco nega ter estuprado menor, que tem deficiência mental, em Goiás.

A Polícia Civil diz que encontrou fotos e mensagens com teor pornográfico no celular do padre de 27 anos, preso em flagrante suspeito de estuprar um adolescente, de 15, em um clube em Caldas Novas, no sul de Goiás. De acordo com a delegada Sabrina Leles, responsável pelo caso, apesar do pároco negar o abuso, uma análise psicológica realizada na vítima levanta indícios sobre o crime.

“O garoto, que tem deficiência mental, foi ouvido por um psicólogo, que me disse que não há dúvidas de que ele foi vítima de um estupro. Apesar de não ter lesões físicas, ele está muito abalado com tudo o que aconteceu”, disse a delegada ao G1.

O padre foi preso no sábado (4). Segundo a polícia, ele estava na sauna de um clube quando encontrou o adolescente. “O garoto disse para a mãe que foi impedido pelo padre de sair do local até que o ato terminasse. A mulher, sabendo que o filho não pode oferecer resistência, já que tem um problema mental, chamou a Polícia Militar e todos eles foram encaminhados para a delegacia”, explicou Sabrina.

A mãe do menino, que mora em Brasília (DF) e estava em Caldas Novas a passeio, apresentou à polícia laudos médicos comprovando que o adolescente sofre de retardo mental e epilepsia. Já o pároco, que mora em Frutal (MG), estava na cidade acompanhado de dois amigos.

“Durante o depoimento, o padre confirmou que ficou na sauna com o adolescente, mas negou que tenha cometido o estupro. No entanto, ele entregou o celular e encontramos fotos e mensagens pornográficas, que eram trocadas com outros homens por meio de um aplicativo. Sendo assim, apreendemos o aparelho e o encaminhamos para perícia”, disse a delegada.

Sabrina explicou que já fez a oitiva das testemunhas e dos envolvidos no caso e agora aguarda o resultado da análise do celular do padre, que seguia preso até a noite deste domingo (5). “Teremos dez dias para concluir o inquérito e, se ficar comprovado o abuso, o padre poderá ser indiciado por estupro de vulnerável, podendo pegar até 15 anos de prisão”, concluiu.

O G1 tenta contato desde a tarde deste domingo com a Arquidiocese de Uberaba (MG), já que o padre faz parte do clero da entidade, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. Fonte: http://g1.globo.com

VATICANO: FALHA NOSSA-01

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Publicado em 06 junho 2016

O CORVO: Qual o significado do corvo que alimenta Elias?

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Publicado em 06 junho 2016
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Frei Carlos Mesters, Carmelita.

 1-Os textos da Bíblia

1Reis 17, 2-6: A função do corvo na vida de Elias

2A palavra de yhwh foi-lhe dirigida nestes termos: 3"Vai-te daqui, retira-te para o oriente e esconde-te na torrente de Carit, que está a leste do Jordão. 4Beberás da torrente e ordenei aos corvos que te dêem lá alimento." 5Elias partiu, pois, e fez como yhwh ordenara, indo morar na torrente de Carit, a leste do Jordão. 6Os corvos lhe traziam pão de manhã e carne à tarde, e ele bebia da torrente.

Êxodo 16,9-18: A função das codornizes na vida do povo de Deus

9Disse Moisés a Aarão: "Dize a toda comunidade dos filhos de Israel: Aproximai-vos da presença de Iahweh, pois ouviu as vossas murmurações." 10Ora, quando Aarão falava a toda a comunidade dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória de yhwh apareceu na nuvem, 11Iahweh falou a Moisés, dizendo: 12"Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou yhwh vosso Deus." 13À tarde subiram codornizes e cobriram o acampamento; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou a camada de orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, granulosa,' fina como a geada sobre a terra. 15Tendo visto isso, os filhos de Israel disseram entre si: "Que é isto?" Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: "Isto é o pão que yhwh vos deu para vosso alimento. 16Eis que yhwh vos ordena: Cada um colha dele quanto baste para comer, um gomor por pessoa. Cada um tomará segundo o número de pessoas que se acham na sua tenda." 17E os filhos de Israel assim fizeram; e apanharam, uns mais outros menos. 18Quando mediram um gomor, nem aquele que tinha juntado mais tinha maior quantidade, nem aquele que tinha colhido menos encontrou menos: cada um tinha apanhado o quanto podia comer.

 1-Uma Resposta: Elias e o Corvo

refazer a história, recuperar a memória, estar disponível para Deus: "Ordenei aos corvos que levem comida para você"

(1Rs 17,4)

Deus diz a Elias: "Saia daqui, dirija-se para o oriente e esconda-se junto ao córrego Carit, que fica a leste do Jordão. Você poderá beber água do córrego. Eu ordenei aos corvos que levem comida para você". Então Elias partiu e fez como Javé tinha mandado: foi morar junto ao córrego Carit, a leste do Jordão. Os corvos levavam pão de manhã e carne à tarde. E ele bebia água do córrego" (1Rs 17,3-6). Elias deve sair da terra prometida no mesmo lugar onde, séculos antes, depois dos quarenta anos no deserto, o povo tinha entrado para tomar posse da terra prometida. Agora, por ordem de Deus, Elias atravessa o Jordão e volta para o deserto. Ele se esconde no Carit. Como o povo naqueles quarenta anos, ele é alimentado pelo corvos (=codornizes) e bebe da água do córrego.

Isto significa que Elias, voltando para o deserto, deve recomeçar a viver como o povo vivia durante aqueles quarenta anos, sobrevivendo com a água da rocha, com o maná que Deus lhe fornecia e com a carne que os codornizes traziam (Ex 17,1-16). A política dos Reis, tanto de Judá como de Israel, tinha desviado o povo da sua origem e da sua missão. Elias deve refazer a história do seu povo. Deve voltar às origens, reencontrar o Deus que os tinha acompanhado durante aqueles quarenta anos no deserto e assim realizar o grande ideal do amor de Deus. Deus diz ao povo: "Agora, sou eu que vou seduzi-la, vou levá-la ao deserto e conquistar seu coração. ...  Eliminarei da terra o arco, a espada e a guerra; e, então, vou fazê-los dormir em segurança. Eu me casarei com você para sempre, me casarei com você na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu me casarei com você na fidelidade e você conhecerá Javé" (Os 2,16.19.20-22).

Elias era uma pessoa totalmente disponível para a ação do Espírito de Deus. Deus podia chamá-lo a qualquer momento, em qualquer lugar, para qualquer missão. Deus chamava e Elias obedecia e ia: para a torrente de Karit (1Rs 17,3), para Sarepta na Sidônia (1Rs 17,9), para encontrar o rei Acab(1Rs 18,1), para ir na frente do rei até Yisrael (1Rs 18,46), para o Monte Horeb (1Rs 19,8), para ir ungir Eliseu (1Rs 19,15-16), para denunciar o rei (1Rs 21,17-19), para Betel (2Rs 2,2), para Jericó (2Rs 2,4), para o Jordão (2Rs 2,6). Elias já não se pertence. Sua vida tornou-se uma despedida contínua, um peregrinar constante em busca do que Deus queria dele. Elias viveu em estado permanente de êxodo! No fim, ele é arrebatado(2Rs 2,11). Como tal, ele já era conhecido pelo povo: alguém totalmente disponível que, a cada momento, podia ser levado pelo Espírito para realizar a obra de Deus (1Rs 18,12).

Qual o significado do corvo que alimenta Elias?

É o que se pede de todos nós, Carmelitas: refazer a história, recuperar a memória, redescobrir nossa identidade, voltar a alimentar-nos daquela mesma experiência da nossa origem no Monte Carmelo. Devemos fazer isto não só com reflexões teóricas, mas também e sobretudo, como Elias, com iniciativas praticas e atitudes bem concretas: atravessar o rio, fazer um retiro, esconder-se no Carit. O livro "Institutio primorum monachorum" (Instituição dos Primeiros Monges) diz que Carit significa Caridade: esconder-se na caridade.

ROMA: Frei Bruno Secondin.

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Publicado em 06 junho 2016

ELIAS E JESUS: Duas viúvas e duas mortes: Frei Petrônio.

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Publicado em 05 junho 2016

PROFISSÃO DO FREI MARLOM: Acolhida dos confrades.

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Publicado em 05 junho 2016

10º Domingo do Tempo Comum-Ano Eliano Missionário. Qual a mensagem da conversa de Elias com a viúva de Sarepta?

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Publicado em 05 junho 2016

Frei Carlos Mesters, O. Carm.

1-Os textos da Bíblia

1Reis 17,7-16:  A viúva partilha o seu pão com Elias

7Depois de certo tempo, a torrente secou, porque não chovia mais na terra. 8Então a palavra de Iahweh lhe foi dirigida nestes termos: 9"Levanta-te e vai a Sarepta, que pertence à Sidônia, e lá habitarás. Eis que ordenei lá, a uma viúva, que te dê o sustento." 10Ele se levantou e foi para Sarepta. Chegando à porta da cidade, eis que estava lá uma viúva apanhando lenha; chamou-a e disse: "Por favor, traze-me num vaso um pouco d'água para eu beber!" 11Quando ela já estava indo para buscar água, ele gritou-lhe: "Traze-me também um pedaço de pão na tua mão!" 12Respondeu ela: "Pela vida de YHWH , teu Deus, não tenho pão cozido; tenho apenas um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Estou ajuntando uns gravetos, vou preparar esse resto para mim e meu filho; nós o comeremos e depois esperaremos a morte." 13Mas Elias lhe respondeu: "Não temas; vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com o que tens um pãozinho e traze- mo; depois o prepararás para ti e para teu filho. 14Pois assim fala YHWH , Deus de Israel: A vasilha de farinha não se esvaziará e a jarra de azeite não acabará, até o dia em que YHWH enviar a chuva sobre a face da terra." 15Ela partiu e fez como Elias disse e fizeram uma refeição ele, ela e seu filho: 16A vasilha de farinha não se esvaziou e a jarra de azeite não acabou, conforme a predição que YHWH fizera por intermédio de Elias.

1Reis 17,17-24:  Elias devolve a vida ao filho da viúva

17Depois disso, aconteceu que o filho dessa mulher, dona da casa, adoeceu e seu mal foi tão grave que ele veio a falecer. 18Então ela disse a Elias: "Que há entre mim e ti, homem de Deus? Vieste à minha casa para reavivar a lembrança de minhas faltas e causar a morte do meu filho!" 19Ele respondeu: "Dá-me teu filho." Tomando-o dos braços dela, levou-o ao quarto de cima onde morava e colocou-o sobre seu leito. 20Depois clamou a YHWH , dizendo: "YHWH , meu Deus, até a viúva que me hospeda queres afligir, fazendo seu filho morrer?" 21Estendeu-se por três vezes sobre o menino e invocou YHWH : "YHWH , meu Deus, eu te peço, faze voltar a ele a alma deste menino!" 22Iahweh atendeu à súplica de Elias e a alma do menino voltou a ele e ele reviveu. 23Elias tomou o menino, desceu-o do quarto de cima para dentro da casa e entregou-o à sua mãe, dizendo: "Olha, teu filho está vivo." 24A mulher respondeu a Elias: "Agora sei que és um homem de Deus e que YHWH fala verdadeiramente por tua boca!"

2-Uma Resposta

A viúva de Sarepta insistir na partilha e estar com os pobres "Agora eu sei que você é um homem de Deus, e que de fato anuncia a palavra de Javé" (1Rs 17,24)

Por causa da seca demorada de mais de três anos, só sobrava um pouco de farinha e de azeite. na casa daquela viúva. Nada mais! Era para ela fazer uns pãezinhos para si mesma e para o filho, e depois morrer. Ela disse a Elias: "Vamos comer e ficar esperando a morte". Mesmo sendo difícil, Elias exige que ela partilhe o pouco de pão de que dispunha para sobreviver. Ele diz com uma certa dureza: "Faça primeiro um pão para mim, e depois você fará o pão para você e seu filho!" A partilha é um dos fundamentos indispensáveis da vida em comunidade. É a falta de partilha que até hoje gera a fome e a injustiça no mundo. A partilha garantiu a sobrevivência para a viúva e o filho naquela época difícil de seca e de penúria. Se houvesse partilha no Brasil, não haveria fome nem faminto, e sobraria comida para muita gente de outros países. O povo diz até hoje: "Pobre não deixa pobre morrer de fome!"

Jesus elogiou a partilha daquela outra viúva que depositou duas pequenas moedas no cofre: Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos os outros que depositaram moedas no Tesouro. Porque todos depositaram do que estava sobrando para eles. Mas a viúva na sua pobreza depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver (Mc 12,43-44). Hoje há muitas viúvas que se doam. A viúva de Sarepta está mais viva do que nunca nas comunidades tanto das roças como das periferias das grandes cidades. Como a viúva elogiada por Jesus, elas sabem partilhar o pouco que possuem para viver.

O filho da viúva ficou doente e morreu. Elias foi na casa dela, ressuscitou o menino e o devolveu à mãe. Vendo isto, a viúva exclama: "Agora sei que você é um homem de Deus e que a palavra de Deus habita em sua boca!" Elias é confirmado pelo povo pobre que reconhece nele o Homem de Deus. Não é um título a mais que ele recebe, mas é o resultado da experiência concreta que os pobres tiveram com ele. Qual a experiência concreta que os pobres têm hoje conosco, que somos membros da Família Carmelitana? Será que, como a viúva descobriu em Elias, eles descobrem em nós algo de Deus para as suas vidas? Outro dia, uma comunidade de religiosas carmelitas no meio de um bairro da periferia recebeu o seguinte título de uma viúva: "As irmãs são o rosto de Deus para nós". É a definição mais bonita que uma comunidade possa receber. A viúva disse a Elias: A palavra de Deus habita em sua boca.

3-Duas perguntas ou sugestões para nós Carmelitas

4-Qual a mensagem da conversa de Elias com a viúva de Sarepta?

5-As palavras da viúva para Elias são retomadas quase literalmente na Regra do Carmo que diz: que a Palavra de Deus habite abundantemente em sua boca e em seus corações (Rc 19). De fato, se a Palavra de Deus habitar na boca e no coração, a comunidade carmelitana que daí nascer será uma revelação e uma irradiação de Deus.

ROMA: Saudação de Francisco-01.

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Publicado em 05 junho 2016

O Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ, direto da Praça de São Pedro, no Vaticano, mostra a saudação do Papa Francisco neste domingo, 05 de junho. NOTA: O Passeio de Francisco no Papa Móvel aconteceu após a Santa Missa da canonização dos Beatos Estanislau de Jesus Maria e Maria Elisabetta Hesselblad. Convento do Carmo, Roma. 5 de junho-2016. DIVULGAÇÃO: www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com

DOMINGO, 5. Papa nas canonizações: vitória de Deus sobre o sofrimento e a morte

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Publicado em 05 junho 2016

Na sua homilia, o Papa Francisco falou da vitória de Deus sobre o sofrimento e a morte, e do Evangelho da esperança que brota do mistério pascal de Cristo, ao qual devemos permanecer intimamente unidos para que se manifeste em nós o poder da sua ressurreição:

“Realmente, na Paixão de Cristo, temos a resposta de Deus ao grito angustiado, e às vezes indignado, que a experiência do sofrimento e da morte suscita em nós. É preciso não fugir da Cruz, mas permanecer lá, como fez a Virgem Mãe que, sofrendo juntamente com Jesus, recebeu a graça de esperar para além de toda a esperança”.

E o Papa deu o exemplo de Estanislau de Jesus Maria e de Maria Isabel Hesselblad, hoje proclamados Santos, que souberam permanecer intimamente unidos à paixão de Jesus e assim se manifestou neles o poder da sua ressurreição.

A primeira leitura e o Evangelho deste domingo – prosseguiu Francisco - apresentam-nos dois sinais prodigiosos de ressurreição e nos dois casos os mortos são filhos ainda muito novos de mulheres viúvas e que são restituídos, vivos, à respectiva mãe.

Muito particular o caso da viúva de Sarepta, indignada com o profeta e com Deus, pois enquanto Elias estava lá hospedado, o bebé dela adoeceu e morreu, mas o profeta disse àquela mulher: «Dá-me o teu filho».

“Esta é uma palavra-chave: exprime a atitude de Deus face à nossa morte (em todas as suas formas). Não diz: «Fica com ela, arranja-te!»; mas: «Dá-ma a Mim». Com efeito, o profeta toma o menino e leva-o para o quarto de cima e lá sozinho, em oração, «luta com Deus», fazendo-Lhe ver o absurdo daquela morte”.

E o Senhor escutou a voz de Elias, disse o Papa, porque era Ele próprio a falar e agir no profeta, era Ele que, pela boca de Elias, dissera à mulher: «Dá-me o teu filho»,  e agora era Ele que o devolvia, vivo, à mãe.

Do mesmo modo, no Evangelho, a  ternura de Deus revela-se plenamente em Jesus que sentiu «grande compaixão» por aquela viúva de Naim, na Galileia, que acompanhava à sepultura o seu único filho, ainda adolescente. Jesus aproxima-Se, toca no caixão, pára o cortejo fúnebre e acaricia o rosto banhado de lágrimas daquela pobre mãe, dizendo «Não chores», como se lhe pedisse: «Dá-me o teu filho».

“Jesus pede para Si mesmo a nossa morte, para nos libertar e devolver-nos a vida. E, de facto, aquele rapaz acordou como que de um sono profundo e começou novamente a falar. E Jesus «entregou-o à sua mãe» (v. 15). Não é um mago! É a ternura de Deus encarnada; n’Ele atua a imensa compaixão do Pai.

Também no apóstolo Paulo vemos uma espécie de ressurreição, ele que  que de inimigo e perseguidor feroz dos cristãos se torna testemunha e arauto do Evangelho. E com os pecadores, um a um, Jesus não cessa de fazer resplandecer a vitória da graça que dá a vida, disse ainda Francisco:

“Diz à Mãe-Igreja: «Dá-me os teus filhos», que somos todos nós. Toma sobre Si os nossos pecados, tira-no-los e devolve-nos, vivos, à própria Igreja. E isto acontece de maneira especial durante este Ano Santo da Misericórdia”.

E hoje particularmente – concluiu Francisco - a Igreja mostra-nos na pessoa dos dois novos santos dois dos seus filhos que são testemunhas exemplares deste mistério de ressurreição e que podem cantar eternamente com as palavras do salmista «Vós convertestes o meu pranto em festa; Senhor, meu Deus, eu Vos louvarei para sempre».

Fonte: http://pt.radiovaticana.va

PROFISSÃO DO FREI MARLOM: Evangelho.

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Publicado em 05 junho 2016

PROFISSÃO DO FREI MARLOM: Ritual da Profissão.

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Publicado em 05 junho 2016

PROFISSÃO DO FREI MARLOM: Homilia

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Publicado em 05 junho 2016

PROFISSÃO DO FREI MARLOM: Ladainha.

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Publicado em 04 junho 2016

VOTOS DO FREI MARLOM EM ROMA: Aguarde fotos e vídeos.

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Publicado em 04 junho 2016

JUBILEU DOS SACERDOTES: Chuva, chuva e chuva em Roma.

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Publicado em 04 junho 2016

VOTOS SOLENES DO FREI MARLOM: Primeiras fotos...

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Publicado em 04 junho 2016

Sagrado Coração de Jesus: Frei Petrônio.

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Publicado em 03 junho 2016

JUBILEU DOS SACERDOTES NESTE ANO DA MISERICÓRDIA. “Ai dos pastores que privatizam o seu ministério!”

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Publicado em 03 junho 2016

O Papa Francisco presidiu hoje, na Praça de São Pedro, a celebração do Sagrado Coração de Jesus, concluindo o Jubileu dos Sacerdotes.

Em sua homilia centrou-se no coração do Pastor. “O Coração do Bom Pastor é a própria misericórdia, revela que o seu amor não tem limites, não se cansa nem se arrende jamais. É um Coração que está inclinado para nós, concentrado especialmente sobre quem está mais distante; aponta a agulha da sua bússola para essa pessoa, por quem revela um amor particular”.

Leia a homilia na íntegra:

Celebrando o Jubileu dos Sacerdotes na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos chamados a concentrar-nos no coração, ou seja, na interioridade, nas raízes mais robustas da vida, no núcleo dos afetos, numa palavra, no centro da pessoa. E hoje fixamos o olhar em dois corações: o Coração do Bom Pastor e o nosso coração de pastores.

O Coração do Bom Pastor é, não apenas o Coração que tem misericórdia de nós, mas a própria misericórdia. Nele resplandece o amor do Pai; nele tenho a certeza de ser acolhido e compreendido como sou; nele, com todas as minhas limitações e os meus pecados, saboreio a certeza de ser escolhido e amado. Fixando aquele Coração, renovo o primeiro amor: a memória de quando o Senhor me tocou no mais íntimo e me chamou para O seguir; a alegria de, à sua Palavra, ter lançado as redes da vida (cf. Lc 5, 5).

O Coração do Bom Pastor diz-nos que o seu amor não tem limites, não se cansa nem se arrende jamais. Nele vemos a sua doação incessante, sem limites; nele encontramos a fonte do amor fiel e manso, que deixa livres e torna livres; nele descobrimos sempre de novo que Jesus nos ama «até ao fim» (Jo 13,1) – não se detém antes, ama até ao fim –, sem nunca se impor.

O Coração do Bom Pastor está inclinado para nós, concentrado especialmente sobre quem está mais distante; para aí aponta obstinadamente a agulha da sua bússola, por essa pessoa revela um fraquinho particular de amor, porque deseja alcançar a todos e não perder ninguém.

À vista do Coração de Jesus, surge a questão fundamental da nossa vida sacerdotal: para onde está orientado o meu coração?Uma pergunta que nós, sacerdotes, nos devemos pôr muitas vezes, cada dia, cada semana: para onde está orientado o meu coração? O ministério aparece, com frequência, cheio das mais variadas iniciativas, que o reclamam em tantas frentes: da catequese à liturgia, à caridade, aos compromissos pastorais e mesmo administrativos. No meio de tantas atividades, permanece a questão: onde está fixo o meu coração? (Vem-me à mente aquela oração tão bela da liturgia: «Ubi vera sunt gaudia…»). Para onde aponta o coração? Qual é o tesouro que procura? Porque – diz Jesus – «onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração» (Mt 6, 21). Todos nós temos fraquezas e também pecados. Mas procuremos ir ao fundo, à raiz: Onde está a raiz das nossas fraquezas, dos nossos pecados, ou seja, onde está precisamente aquele «tesouro» que nos afasta do Senhor?

Os tesouros insubstituíveis do Coração de Jesus são dois: o Pai e nós. As suas jornadas transcorriam entre a oração ao Pai e o encontro com as pessoas. Não distanciamento, mas o encontro. Também o coração do pastor de Cristo só conhece duas direções:o Senhor e as pessoas. O coração do sacerdote é um coração trespassado pelo amor do Senhor; por isso já não olha para si mesmo – não deveria olhar para si mesmo –, mas está fixo em Deus e nos irmãos. Já não é «um coração dançarino», que se deixa atrair pela sugestão do momento ou que corre daqui para ali à procura de consensos e pequenas satisfações; ao contrário, é um coração firme no Senhor, conquistado pelo Espírito Santo, aberto e disponível aos irmãos. E nisso têm solução os seus pecados.

Para ajudar o nosso coração a inflamar-se na caridade de Jesus Bom Pastor, podemos treinar-nos a fazer nossas três ações que as Leituras de hoje nos sugerem: procurar, incluir e alegrar-se.

Procurar. O profeta Ezequiel lembrou-nos que Deus em pessoa procura as suas ovelhas (34, 11.16). Ele – diz o Evangelho – «vai à procura da que se tinha perdido» (Lc 15, 4), sem se deixar atemorizar pelos riscos; sem hesitação, aventura-se para além dos lugares de pastagem e fora das horas de trabalho. E não exige pagamento das horas extraordinárias. Não adia a busca; não pensa: «hoje já cumpri o meu dever; veremos se me ocupo disso amanhã», mas põe-se imediatamente em campo; o seu coração está inquieto enquanto não encontra aquela única ovelha perdida. Tendo-a encontrado, esquece-se do cansaço e carrega-a aos ombros, cheio de alegria. Umas vezes terá de sair à sua procura, falar-lhe, convencê-la; outras deverá permanecer diante do Sacrário, «lutando» com o Senhor por aquela ovelha.

Tal é o coração que procura: é um coração que não privatiza os tempos e os espaços. Ai dos pastores que privatizam o seu ministério! Não é cioso da sua legítima tranquilidade – disse «legítima»; nem sequer desta –, e nunca pretende que não o perturbem. O pastor segundo o coração de Deus não defende as comodidades próprias, não se preocupa por tutelar o seu bom nome, mas será caluniado, como Jesus. Sem medo das críticas, está disposto a arriscar para imitar o seu Senhor. «Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem…» (Mt 5, 11).

O pastor segundo Jesus tem o coração livre para deixar as suas coisas, não vive fazendo a contabilidade do que tem e das horas de serviço: não é um contabilista do espírito, mas um bom Samaritano à procura dos necessitados. É um pastor, não um inspetor do rebanho; e dedica-se à missão, não a cinquenta ou sessenta por cento, mas com todo o seu ser. Indo à procura encontra, e encontra porque arrisca. Se o pastor não arrisca, não encontra. Não se detém com as deceções nem se arrende às fadigas; na realidade, é obstinado no bem, ungido pela obstinação divina de que ninguém se extravie. Por isso não só mantém as portas abertas, mas sai à procura de quem já não quer entrar pela porta. Como todo o bom cristão, e como exemplo para cada cristão, está sempre em saída de si mesmo. O epicentro do seu coração está fora dele: é um descentrado de si mesmo, porque centrado apenas em Jesus. Não é atraído pelo seu eu, mas pelo Tu de Deus e pelo “nós” dos homens.

Segunda palavra: incluir. Cristo ama e conhece as suas ovelhas, dá a vida por elas e nenhuma Lhe é desconhecida (cf. Jo 10, 11-14). O seu rebanho é a sua família e a sua vida. Não é um líder temido pelas ovelhas, mas o Pastor que caminha com elas e as chama pelo nome (cf. Jo 10, 3-4). E quer reunir as ovelhas que ainda não habitam com Ele (cf. Jo 10, 16).

Assim é também o sacerdote de Cristo: é ungido para o povo, não para escolher os seus próprios projetos, mas para estar perto do povo concreto que Deus, através da Igreja, lhe confiou. Ninguém fica excluído do seu coração, da sua oração e do seu sorriso. Com olhar amoroso e coração de pai acolhe, inclui e, quando tem que corrigir, é sempre para aproximar; não despreza ninguém, estando pronto a sujar as mãos por todos. O Bom Pastor não usa luvas… Ministro da comunhão que celebra e vive, não espera cumprimentos e elogios dos outros, mas é o primeiro a dar uma mão, rejeitando as murmurações, os juízos e os venenos. Com paciência, escuta os problemas e acompanha os passos das pessoas, concedendo o perdão divino com generosa compaixão. Não ralha a quem deixa ou perde a estrada, mas está sempre pronto a reintegrar e a compor as contendas. É um homem que sabe incluir.

Alegrar-se. Deus está «cheio de alegria» (Lc 15, 5): a sua alegria nasce do perdão, da vida que ressurge, do filho que respira novamente o ar de casa. A alegria de Jesus Bom Pastor não é uma alegria por Si, mas uma alegria pelos outros e com os outros, a alegria verdadeira do amor. Esta é também a alegria do sacerdote. É transformado pela misericórdia que dá gratuitamente. Na oração, descobre a consolação de Deus e experimenta que nada é mais forte do que o seu amor. Por isso permanece sereno interiormente, sentindo-se feliz por ser um canal de misericórdia, por aproximar o homem do Coração de Deus. Nele a tristeza não é normal, mas apenas passageira; a dureza é-lhe estranha, porque é pastor segundo o Coração manso de Deus.

Queridos sacerdotes, na Celebração Eucarística, reencontramos todos os dias esta nossa identidade de pastores. De cada vez podemos fazer verdadeiramente nossas as suas palavras: «Este é o meu corpo que será entregue por vós». É o sentido da nossa vida, são as palavras com que, de certa forma, podemos renovar diariamente as promessas da nossa Ordenação. Agradeço-vos pelo vosso «sim», e por tantos «sins» diários, escondidos, que só o Senhor conhece. Agradeço-vos pelo vosso «sim a doar a vida unidos a Jesus: aqui está a fonte pura da nossa alegria. Fonte: https://pt.zenit.org

ROMA: Frei Evaldo Xavier, O. Carm.

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Publicado em 03 junho 2016

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