Olhar Jornalístico

OLHAR CARMELITANO SOBRE CAMOCIM DE SÃO FÉLIX-PE.

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Publicado em 09 setembro 2013

Fotos e fatos do encerramento da Festa de São João Batista, bairro do Campo, Camocim de São Félix. Fonte: Face...

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ORDEM DO CARMO: Olhar Carmelitano.

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Publicado em 08 setembro 2013

Com o tema; “Uma palavra de esperança e de salvação” (Const. 24): viver o carisma e a missão do Carmelo, hoje. A Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem do Monte Carmelo- Carmelitas, do dia 02 a 21 de setembro-2013, realiza o Capítulo Geral em Roma, Itália. Veja outras fotos. Clique aqui:

https://www.facebook.com/olharjornalistico/media_set?set=a.635713223128214.1073741834.100000686270175&type=1 (É necessário ter uma conta no facebook)

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*23º Domingo do Tempo Comum: A prioridade e as renúncias para seguir Jesus (Lucas 14,25-33)

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Publicado em 08 setembro 2013

Ildo Bohn Gass, biblista do CEBI.

O evangelho da liturgia deste final de semana apresenta Jesus colocando as condições fundamentais para quem quer segui-lo no caminho da cruz. Diante da prioridade do seguimento, todo o resto se torna relativo.

E nós hoje

Certamente, as exigências de Jesus nos questionam quando nossa ação evangelizadora está voltada mais para as "massas" e não tanto para o "fermento", isto é, o engajamento radical em favor da justiça e da partilha, da gratuidade e da superação de preconceitos.

É evidente que Jesus não recusa ninguém. Ele mesmo acolheu com ternura um homem muito rico. Porém, não deixou de lhe mostrar que o caminho da felicidade passa pela partilha (Lucas 18,18-23). Também foi comer na casa de um ladrão confesso. Mas deixou claro que ele se tornaria discípulo do reino na medida em que devolvesse o que roubara e partilhasse outro tanto com os pobres (Lucas 19,1-10)...

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2013/09/23-domingo-do-tempo-comum-ano-c.html

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*ORDEM DO CARMO: CAPÍTULO GERAL- 2013. SASSONE - ITÁLIA

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Publicado em 07 setembro 2013

Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm.

Primeiro dia

ABERTURA DIA 03/09/2013

O Capítulo Geral foi aberto com uma missa presidida pelo P. Geral, Fernando Millán, concelebrada pelos membros do Conselho Geral e padres capitulares. Após a missa todos, vestindo o hábito e capa branca, se dirigiram em procissão para a sala capitular. Ao longo do percurso se cantou a ladainha dos santos carmelitas e o veni creator. A procissão foi aberta pelo ícone de Nossa Senhora e dos padroeiros do Capítulo Geral. Fr. Joseph Chalmers foi eleito Presidente do Capítulo.

 TARDE

1-Leitura da Carta do Papa Francisco para o Prior Geral da Ordem por ocasião da celebração do Capítulo Geral (texto em anexo). Em sua mensagem o Papa sugere três “fios condutores” para a realização do Capítulo Geral...

*Leia na íntegra. Clique aqui:

http://www.mensagensdofreipetroniodemiranda.blogspot.com.br/2013/09/ordem-do-carmo-capitulo-geral-2013.html

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Após embate com Trump, papa Leão 14 alerta para risco de democracias virarem 'tirania da maioria'

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Publicado em 14 abril 2026
  • DONALD TRUMP,
  • presidente americano Donald Trump,
  • papa Leão 14
  • democracias só permanecem saudáveis quando ancoradas em valores morais
  • sociedades democráticas
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  • tirania da maioria

Carta foi divulgada após semanas de tensão entre o pontífice e o presidente dos Estados Unidos

Líder religioso afirma que legitimidade da autoridade depende de sabedoria e virtude, não de força

 

Papa Leão 14 conversa com jornalistas no Vaticano - Guglielmo Mangiapane - 7.abr.26/Reuters

 

Annaba (Argélia) | Reuters

Em meio ao bate-boca público com Donald Trump, o papa Leão 14 divulgou nesta terça-feira (14) uma carta em que alerta para o risco de as d se transformarem em "uma tirania da maioria" ou em "uma máscara para o domínio de elites econômicas".

O texto foi enviado a participantes de um encontro no Vaticano sobre o uso do poder em sociedades democráticas. Sem citar os Estados Unidos diretamente, o papa afirmou que as democracias só permanecem saudáveis quando ancoradas em valores morais.

"Sem esse fundamento, [a democracia] corre o risco de se tornar ou uma tirania da maioria ou uma máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas", disse o líder religioso na carta.

 O texto foi divulgado após semanas de crescente tensão entre o papa e Trump, que culminou com um bate-boca à distância. Após ser chamado, na noite de domingo (12), de "terrível" e "fraco" pelo presidente dos Estados Unidos, o pontífice respondeu na segunda (13). "Não tenho medo da administração Trump. Vou continuar a falar em voz alta da mensagem do Evangelho", disse.

A declaração de Leão 14 foi dada a jornalistas durante o voo de Roma para Argel, capital da Argélia, primeira etapa da sua viagem de dez dias pelo continente africano. E foi o mais explícito confronto entre os dois desde que Robert Prevost foi eleito papa, em maio do ano passado, o primeiro americano da história a liderar a Igreja Católica.

Na carta desta terça-feira, o papa afirmou que a Igreja ensina que o poder não pode ser visto como um fim em si mesmo, "mas como um meio orientado para o bem comum".

"Isso implica que a legitimidade da autoridade não depende do acúmulo de força econômica ou tecnológica, mas da sabedoria e da virtude com que é exercida", disse Leão.

O pontífice também instou os líderes em sociedades democráticas a evitarem qualquer tentação de concentrar poder.

"A temperança [...] mostra-se essencial para o uso legítimo da autoridade, pois a verdadeira temperança contém a autoexaltação desordenada e atua como uma barreira contra o abuso de poder", afirmou. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

A extrema direita não é eterna

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Publicado em 14 abril 2026
  • Vladimir Putin,
  • Viktor Orbán,
  • extrema direita
  • principais líderes da extrema direita,
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  • geopolítica,
  • a derrota de Orbán na Hungria
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As lições, ou reflexões, que a derrota de Orbán na Hungria traz para o Brasil

 

Viktor Orbán foi derrotado nas eleições na Hungria Foto: Attila Kisbenedek / AFP

 

Por Eliane Cantanhêde

A surpreendente derrota de um dos principais líderes da extrema direita, Viktor Orbán, da Hungria, traz ao menos quatro reflexões, ou lições, para um Brasil polarizado e em ano eleitoral. A Hungria é a Hungria, o Brasil é o Brasil, mas as guerras políticas assolam o mundo inteiro e os extremos avançam, ainda mais com internet e redes sociais.

Orbán “reinou” na Hungria por 16 longuíssimos anos e tornou-se um polo de atração e inspiração da extrema direita, aliando-se a Trump, de um lado, e Putin, de outro, inclusive para fóruns de caráter religioso que, por exemplo, animam Trump a atacar o Papa Leão XIV como “fraco”. Por que? Porque não é arrogante, autoritário e histriônico como ele próprio.

A primeira lição que a Hungria nos dá é que a extrema direita não é imbatível nem eterna. Um dia, a casa cai, sob o peso dos excessos e do autoritarismo tosco que gera indignação e manifestações por mudanças, liberdade, democracia. Não adianta Trump enviar seus principais assessores para interferir. Ele enviou J.D Vance a favor de Orbán, e daí?

A segunda é o que já vivenciamos, ao deixar os 20 anos de ditadura militar para trás: derrubar regimes autoritários não é tarefa para um bloco só, é uma construção da esquerda, do centro e da direita mais civilizada, ou insatisfeita, em geral dissidentes do regime – como Péter Magyar, vitorioso na Hungria. A união faz a força.

A terceira, mais modesta, mas eficaz, é que, enquanto Orbán gastou a campanha tentando doutrinar os húngaros com ideologia, geopolítica, Trump e guerras, o vitorioso Magyar falou aos eleitores sobre o que realmente lhes interessa: educação, saúde, salários, combate à corrupção e, somando tudo, liberdade. Se vai cumprir e se vai dar certo, são outros 500.

E, enfim, a quarta lição: eleição não se ganha de véspera e nunca se pode descartar um “outsider” (ou aventureiro, em bom português) nesses momentos de desencanto com a política, desconfiança nas instituições e indignação generalizada.

Magyar, advogado de 45 anos, deslumbrou-se com as ideias de Orbán desde criancinha, filiou-se ao partido dele na juventude e ocupou posições estratégicos no regime. Sua ex-mulher e atual inimiga, a também advogada Judit Varga, foi ministra da Justiça de Orbán.

De fiel aliado, Magyar se transformou em ferrenho opositor e, assim, criou seu próprio partido, canalizou a insatisfação popular para as urnas e, em dois anos, deu a cambalhota que derrubou Orbán para iniciar uma nova era na Hungria. Qual? Não se sabe. Aliás, esse é o “X do problema” de “ousiders” e aventureiros, não é, Wilson Witzel e Ibaneis Rocha? Fonte: https://www.estadao.com.br

Trump ataca Leão 14: 'Não quero um papa que critica o presidente dos EUA'

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Publicado em 13 abril 2026
  • papa Leão 14
  • Não quero um papa que critica o presidente dos EUA
  • Vaticano e Washington
  • presidente dos EUA
  • O papa Leão 14

Em longa publicação, republicano diz que primeiro pontífice americano só chegou ao cargo graças a ele

Leão vem criticando guerras e aqueles que as iniciam; relações entre Vaticano e Washington passam por tensão

 

O papa Leão 14 acena para fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma - Simone Risoluti - 5.abr.26/Reuters

 

São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um longo texto na sua rede social atacando o papa Leão 14, o primeiro pontífice americano da história da Igreja Católica. Na publicação, Trump diz que Leão é "frouxo com a criminalidade e terrível para a política externa".

"Não quero um papa que acha que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear", escreveu o presidente dos EUA, em aparente referência às críticas constantes de Leão à guerra no Oriente Médio —o pontífice chegou a dizer que Deus não escuta as preces daqueles que fazem a guerra.

"Não quero um papa que acha ruim que os EUA atacaram a Venezuela (...) e não quero um papa que critica o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo o que fui eleito, DE LAVADA, para fazer", prosseguiu Trump.

O republicano disse ainda que Leão, eleito em maio de 2025, só foi escolhido pelo Colégio Cardinalício graças a ele, Trump. "Ele deveria ser grato, porque, como todo mundo sabe, ele foi uma surpresa. Não estava em nenhuma lista, e só colocaram ele lá porque era americano e a Igreja achou que seria a melhor maneria de lidar com o Presidente Donald J. Trump", escreveu, se referindo a si mesmo na terceira pessoa.

"Leão deveria se ajustar, usar o senso comum, parar de tentar agradar a esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, e não um político", concluiu o presidente americano.

As relações entre a Santa Sé e Washington passam por um momento de tensão. Após as repetidas críticas de Leão 14 às guerras dos EUA, a imprensa americana relatou que o núncio apostólico aos EUA, equivalente a um embaixador, teria sido convocado ao Pentágono pelo governo Trump.

Lá, o cardeal Cristophe Pierre teria sido ameaçado pelos militares americanos, que teriam insinuado que poderiam usar força militar contra o Vaticano se Leão não interrompesse suas críticas. Especificamente, os membros do governo Trump teriam relembrado ao núncio apostólico a história do papado de Avignon —quando a Coroa francesa prendeu um pontífice e pressionou a Igreja a mudar a sede do papado para a França. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Vice de Flávio Bolsonaro: escolha põe religião no palanque e mede influência eleitoral

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Publicado em 11 abril 2026
  • bolsonarismo
  • ex-presidente Jair Bolsonaro
  • frei Gilson
  • Vice de Flávio Bolsonaro
  • deputada federal Simone Marquetto
  • deputada federal Clarissa Tércio
  • voto católico
  • representantes da Igreja Católica no Congresso

Duas deputadas já estão no radar do PL, uma católica e outra evangélica, Simone Marquetto (SP) e Clarissa Tércio (PE), e até final do semestre outros nomes podem ser apresentados ao pré-candidato

 

Flávio Bolsonaro com a deputada Simone Marquetto (PP-SP) e Jair Bolsonaro com a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) Foto: Montagem/ divulgação PP/reprodução redes sociais

 

Por Roseann Kennedy

De olho no eleitorado conservador e na necessidade de reduzir a rejeição em nichos específicos, o pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, iniciou a busca por uma vice em sua chapa. A estratégia central, por ora, foca em duas mulheres com forte apelo religioso e regional, mas em estágios diferentes de aproximação: a deputada federal Simone Marquetto (MDB-SP) e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE).

A escolha envolve uma equação de geografia, fé e influência eleitoral. Marquetto significa uma busca por consolidar o voto católico e assegurar o domínio no maior colégio eleitoral do País, São Paulo. Já Tércio é uma aposta para romper a resistência de Flávio no Nordeste, utilizando sua forte penetração no segmento evangélico.

Até a definição, que pode ocorrer até o final deste semestre, outros nomes podem ser apresentados ao pré-candidato. A certeza é que, mais uma vez, em 2026 a religião será usada na disputa eleitoral.

A decisão de Flávio passará obrigatoriamente pelos números. Dados recentes mostram que o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro tem a preferência absoluta entre os evangélicos, mas a disputa pelo voto católico — maior grupo religioso do Brasil — dá vantagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo levantamento AtlasIntel de março, Flávio Bolsonaro lidera com 65,4%% entre evangélicos; Lula alcança 54,2% entre católicos.

A avaliação do governo Lula também mostra a diferença entre os dois grupos. De acordo com a mais recente pesquisa Genial/Quaest, 61% dos evangélicos desaprovam o governo do petista. Entre os católicos a avaliação fica empatada tecnicamente - 49% aprovam e 47% não.

 

Os bastidores das negociações para vice de Flávio Bolsonaro

As conversas com Simone Marquetto, defendida pela ala paulista do PP para compor a vice na chapa de Flávio, são as mais maduras. O presidenciável já teve um contato direto com a parlamentar. Eles se reuniram na terça-feira, 7, em São Paulo, no Palácio Tangará, a pedido do próprio Flávio. Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, é vista como um nome moderado que pode suavizar a imagem da chapa sem perder a conexão com os valores da família.

Por outro lado, o diálogo com Clarissa Tércio ainda ocorre por meio de emissários e lideranças partidárias. Tércio é uma figura da ala mais radical do bolsonarismo em Pernambuco, estado onde a influência das igrejas evangélicas tem crescido exponencialmente. A avaliação no PL é que ela poderia ser o antídoto para a baixa performance de Flávio na região Nordeste.

 

Quem é Simone Marquetto, próxima do Frei Gilson e ex-MDB

Ligada ao Frei Gilson e a outras lideranças religiosas, Simone Marquetto se consolidou como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso. Nas redes sociais, ela atua como uma espécie de influenciadora religiosa, divulgando sua participação em eventos pelo País ligados à imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.

A deputada se apresenta como um nome de centro-direita, com atuação voltada à defesa de pautas religiosas. Ela é autora da lei que criou o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria e também da sessão solene em homenagem à visita da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, vinda do Monte Gargano, na Itália, ao Brasil.

 

Quem é Clarissa Tércio, bolsonarista raiz e filha de pastor

Clarissa Tércio está em seu primeiro mandato de deputada federal e tem 41 anos. Antes de chegar à Câmara, foi deputada estadual pelo PSC. Ela é filha do pastor Francisco Tércio, presidente da Assembleia de Deus Novas de Paz, e casada com o também pastor Júnior Tércio, que foi o deputado estadual mais votado de Pernambuco em 2022.

Ela foi uma das políticas que protestaram na porta de um hospital no Recife, em 2020, onde uma criança de 10 anos realizou um aborto após sofrer estupros recorrentes pelo tio. Ela e outros deputados chegaram a invadir o hospital, o que fez a Polícia Militar ficar na porta para impedir os religiosos.

Clarissa também chegou a ser investigada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que investigava a suposta participação da deputada.

 

Tereza Cristina era a candidata a vice dos sonhos de Valdemar Costa Neto

Como mostrou a Coluna do Estadão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que era considerada o nome mais forte, foi taxativa ao dizer que não faz parte dos seus planos concorrer a vice em nenhuma chapa do campo da direita. A senadora foi taxativa em entrevista exclusiva: “Não sou candidata a vice-presidente e não cabe nos meus projetos”, afirmou.

Ela era a candidata dos sonhos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Como apurou a Coluna, até chegou a brincar com o presidente do partido diante das citações recorrentes do dirigente ao seu nome para ser vice de Flávio. Tereza disse a Valdemar, de quem é amiga de longa data, que, caso um dia ela fosse candidata a presidente da República, escolheria Valdemar para ser vice na chapa. Fonte: https://www.estadao.com.br

Uma pausa, muitas incertezas

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Publicado em 09 abril 2026
  • DONALD TRUMP,
  • Oriente Médio
  • violência no Oriente Médio,
  • Estreito de Ormuz
  • países do Oriente Médio
  • o presidente dos EUA
  • Guerra no Oriente Médio,

EUA e Irã declaram vitória, mas ninguém venceu. A catástrofe foi adiada, não evitada, e uma negociação ambígua oferece riscos de um EUA desmoralizado e um Irã ainda mais perigoso

  

O prazo expirava às 21h de terça-feira. Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir a infraestrutura iraniana e aniquilar a própria sociedade do país – uma retórica genocida, tão inaceitável quanto reveladora dos riscos da escalada. Não foi o primeiro ultimato nem o primeiro recuo. Ainda assim, o mundo preparava-se para o pior. Em vez disso, veio um cessar-fogo de duas semanas, a minutos do limite. As armas se calaram, mas a guerra apenas mudou de forma.

Na trincheira das narrativas, ambos declararam vitória. Os fatos são menos conclusivos. Teerã celebra a sobrevivência do regime e a preservação de sua principal alavanca estratégica. Mas sua demonstração de força se assenta sobre bases frágeis: a economia está seriamente abalada, a inflação avança, a infraestrutura está depauperada e o risco de pressão social interna foi renovado. Washington aponta para os danos às capacidades militares iranianas e para a reabertura do Estreito de Ormuz. Mas o estreito opera sob as mesmas forças que o haviam sequestrado, e a abertura não durou nem 24 horas sem que o Irã a condicionasse ao fim das hostilidades de Israel contra o Hezbollah. O programa nuclear segue praticamente intacto. E a negociação parte agora de propostas iranianas que, semanas atrás, seriam descartadas como inaceitáveis.

O recuo, mais do que escolha, foi uma necessidade. Os preços de energia, a instabilidade dos mercados e o risco de uma escalada regional incontrolável pesaram mais do que qualquer ganho previsível. Há um limite para o quanto democracias toleram custos crescentes e para o quanto ameaças extremas podem ser levadas adiante sem efeitos colaterais mais graves que os problemas que pretendem resolver. Ameaças dessa envergadura, quando alardeadas em público, criam uma pressão difícil de administrar: recuar cobra um preço; cumprir, um preço ainda maior.

A estratégia de Trump partiu de um pressuposto que lhe é familiar desde os tempos de incorporador em Manhattan: toda pressão, levada ao extremo, acaba por encontrar um preço – e, logo, uma concessão. O problema é que nem todo adversário opera segundo essa lógica. O Irã não precisava vencer nem ceder. Bastava resistir. A escalada, que deveria funcionar como instrumento de barganha, passou a operar como teste de permanência. Em conflitos desse tipo, não vence quem impõe mais danos imediatos, mas quem suporta por mais tempo suas consequências. Nesse jogo, regimes como o iraniano operam com vantagens que democracias dificilmente replicam, justamente porque toleram custos que, do outro lado, se provam politicamente insuportáveis.

O cessar-fogo reflete essa assimetria. É curto, condicional e carregado de ambiguidades. O ponto central das negociações – Ormuz – ilustra bem a mudança de equilíbrio. Não foi um bloqueio clássico. Ataques pontuais, ameaça de minas e prêmios de seguro proibitivos bastaram para que operadores privados suspendessem rotas por conta própria. O estreito não precisa ser fechado – apenas tornar-se economicamente inviável. Em Ormuz, o risco já se converteu em poder. Isso só confirma o fato essencial na raiz desta guerra: o regime terrorista dos aiatolás continua a representar uma ameaça estrutural à região e ao mundo, que se tornará muito mais grave caso venha a empunhar uma arma nuclear.

A pausa era difícil de evitar. Mas seu saldo está longe de ser confortável. O Irã sofreu perdas militares relevantes, mas preservou o regime e demonstrou a eficácia de sua principal ferramenta de pressão. A depender dos desdobramentos da interrupção, corre-se o risco de validar essa estratégia: usar a vulnerabilidade energética global como forma de extorsão. O dilema é evidente: prolongar as negociações dá tempo ao Irã; intensificar a guerra amplia riscos que já se mostraram difíceis de conter.

O Armagedon foi evitado – por ora. No lugar da catástrofe imediata, instalou-se uma incerteza mais duradoura. Cada lado encontra no desfecho sinais do que buscava. O essencial, porém, permanece em disputa. Nessas circunstâncias, o intervalo aberto pelo cessar-fogo tende a não ser um caminho para a paz, mas apenas o prelúdio de uma nova fase do conflito. O que se ganhou foi tempo. O que fazer com ele continua sendo a questão decisiva. Fonte: https://www.estadao.com.br

Tal pai, tal filho

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Publicado em 31 março 2026
  • golpista,
  • senador Flávio Bolsonaro
  • atos golpistas
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  • Conferência de Ação Política Conservadora
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  • tentativa de golpe de Estado
  • manual bolsonarista,
  • Eleição 2026

Em conferência da extrema direita nos EUA, Flávio Bolsonaro sugere que eleição presidencial só será ‘livre e justa’ se ele vencer, mostrando que é um orgulhoso herdeiro do golpismo do pai

 Eleição 2026

A natureza é algo implacável. O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, vem tentando se apresentar como uma versão “moderada” do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não tem jeito: o golpismo bolsonarista parece ser mesmo genético.

Ao discursar na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), convescote de extremistas de direita realizado nos Estados Unidos, Flávio defendeu o “monitoramento” das eleições brasileiras e sugeriu “pressão diplomática” externa para garantir um pleito “livre e justo”. Arrematou dizendo que, “se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, numa sugestão nada sutil de que ele só não será eleito se houver fraude ou manipulação.

É isto o que Jair Bolsonaro passou anos fazendo e que foi um dos motivos de sua condenação por tentativa de golpe de Estado: colocou sistematicamente em dúvida a lisura das eleições brasileiras e chegou a mobilizar embaixadores estrangeiros às vésperas da votação de 2022 para disseminar essa farsa golpista. Flávio homenageia o pai ao incitar os americanos a pressionar as instituições brasileiras caso ele perca a eleição.

Nesse sentido, também fiel ao manual bolsonarista, Flávio deu ares de verdade à fábula segundo a qual o governo americano, então presidido pelo democrata Joe Biden, financiou, por intermédio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2022 contra Bolsonaro. “As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram esse homem – o ex-presidente socialista Lula da Silva, condenado múltiplas vezes por corrupção – da prisão e o colocaram de volta na Presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro da USAID e com massiva interferência da administração Biden”. Como de hábito, nenhuma prova disso foi apresentada – mas, afinal, um bolsonarista de verdade não precisa de provas para acreditar em teorias da conspiração como essa.

De todo modo, só engoliu a moderação de Flávio Bolsonaro quem quis. No ano passado, em reveladora entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o senador traçou o perfil adequado do candidato a presidente que quisesse representar bem o bolsonarismo: segundo Flávio, teria de ser alguém que articulasse a anistia ao pai no Congresso Nacional e que tivesse “disposição” de impedir que o Supremo Tribunal Federal interferisse nessa decisão, isto é, “fazer com que o Supremo Tribunal Federal respeite os demais Poderes”. E acrescentou, sem circunlóquios: “É uma hipótese muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força”.

Está aí, com todas as letras, o discurso politicamente liberticida do bolsonarismo. É digna de nota a facilidade com que o senador Flávio Bolsonaro usou a expressão “uso da força”, com a clara intenção de intimidar os adversários do pai e as instituições democráticas que lidaram com o seu golpismo. E agora, não menos indecorosa, é a tentativa de mobilizar o governo dos Estados Unidos e de outros países governados pela direita simpatizante do presidente americano, Donald Trump, para lançar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro e, por fim, não reconhecer uma eventual derrota do bolsonarismo na eleição presidencial.

Na tal convenção de extremistas de direita nos Estados Unidos, Flávio disse que a eleição brasileira deve respeitar “os valores de origem americana”. A esta altura, não se sabe bem o que isso significa. Não faz muito tempo, esses “valores de origem americana” incluíam respeitar o resultado das urnas. Considerando que Donald Trump – ídolo de Flávio Bolsonaro e do pai dele – jamais aceitou sua derrota para Joe Biden em 2020 nem provavelmente aceitará qualquer outro revés eleitoral, atribuindo-o sempre a fraudes inexistentes, os “valores de origem americana” aos quais o senador se refere certamente não são os mesmos que o mundo livre aprendeu a admirar. Fonte: https://www.estadao.com.br

Em nome do Pai, do Filho e da santa hipocrisia, Deus é alistado na guerra do Irã

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Publicado em 26 março 2026
  • Política e Religião,
  • Íntegra do discurso de posse DE DONALD TRUMP,
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  • papa Leão 14
  • presidente dos EUA Donald Trump,
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  • movimento conservador nos EUA

Secretário de Defesa pede que americanos orem em nome de Jesus, e comandantes falam em plano divino

Papa Leão 14, por sua vez, condena uso do nome de Deus para guerras e quer fim de bombardeios aéreos para sempre

 

 

O presidente dos EUA Donald Trump, ora com membros do gabinete durante reunião em fevereiro de 2025 - Jim Watson - 26.fev.25/AFP

 

Lúcia Guimarães

É jornalista e vive em Nova York desde 1985. Foi correspondente da TV Globo, da TV Cultura e do canal GNT, além de colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo

 

Não é preciso cavar fundo para encontrar o túmulo da ironia quando ouvimos líderes políticos e militares invocando Cristo para justificar a guerra contra uma teocracia islâmica.

Dias após o início dos bombardeios contra o Irã, uma ONG especializada em proteger a liberdade religiosa dos militares americanos recebeu mais de 200 queixas de soldados e oficiais de todos os ramos das Forças Armadas sobre o uso de linguagem da Bíblia para justificar a decisão de iniciar a guerra.

De acordo com uma das queixas examinadas pelo jornal britânico The Guardian, um comandante havia "nos instado a dizer às tropas que aquilo era ‘tudo parte do plano de Deus’." Os soldados teriam ouvido também que deveriam arriscar a vida para facilitar o retorno iminente de Jesus Cristo.

Ao pedir preces pela vitória, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, conclamou os americanos a rezar "todos os dias, de joelhos, com a família, nas escolas, nas igrejas, em nome de Jesus Cristo". Ele disse isso do púlpito do Pentágono, o comando central da mais poderosa força militar do planeta, nesta República fundada sob o princípio da separação entre Igreja e Estado.

Ajoelhados na sepultura da ironia, descobrimos também que o mais próximo conselheiro espiritual de Hegseth, o pastor evangélico Brooks Potteiger, declarou que tem rezado para Deus matar o seminarista presbiteriano James Talarico, um democrata do Texas que concorre ao Senado denunciando o nacionalismo cristão como contrário ao Evangelho.

Durante a homilia do último dia 15, o Papa Leão 14 condenou o uso do nome de Deus para justificar uma guerra. "Deus não pode ser alistado para a escuridão," disse o primeiro papa americano, talvez o mais enérgico pontífice crítico de uma campanha militar dos Estados Unidos. Na segunda-feira (23), Leão pediu que os bombardeios aéreos sejam banidos para sempre. Depois das tragédias do século 20, disse ele, "não temos progresso, temos retrocesso."

O partido no controle do Executivo e do Judiciário dos EUA parece esquecer uma lição recente. O republicano George W. Bush invocou as Cruzadas logo após os ataques do 11 de setembro, enquadrando a necessária reação americana ao terrorismo da Al Qaeda como uma guerra religiosa e fornecendo, assim, munição ao recrutamento de terroristas.

Curiosamente, o gabinete de Donald Trump é recheado de católicos praticantes, incluindo o vice-presidente, J. D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Pela primeira vez, seis dos nove juízes da Suprema Corte americana são católicos. Nota-se que esses devotos no poder se esquivam de confrontar em público Leão 14 com a destreza de trombadinhas evitando a polícia no centro de São Paulo.

O alistamento militar do Todo Poderoso coincide com o falecimento do movimento conservador nos EUA. O mais importante fundador do conservadorismo anglo-saxão, o filósofo irlandês Edmund Burke, argumentava que os costumes são mais importantes do que as leis. "A lei nos toca apenas aqui e ali. Os costumes são aquilo que nos aflige ou nos apazigua, nos corrompe ou nos purifica, nos exalta ou nos avilta, nos barbariza ou nos refina," escreveu.

Peter Wehner, veterano dos governos Reagan, Bush pai e Bush filho, que jogou a toalha em 2016, acredita que o legado deste momento no país será uma deformação coletiva de temperamento resultante da reprogramação do circuito moral dos cristãos. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Membro da ‘bancada católica’, deputado Eros Biondini (PL/MG) vota contra orientações da CNBB

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Publicado em 25 março 2026
  • Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ,
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Membro da ‘bancada católica’, deputado Eros Biondini (PL/MG) vota contra orientações da CNBB

 

Eros Biondini é deputado federal pelo Partido Liberal (PL) de Minas Gerais | Crédito: Foto: Paulo Sergio / Câmara dos Deputados

 

A atuação do deputado federal Eros Biondini (PL/MG) tem sido marcada por divergências em relação às posições da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), principal instância da Igreja Católica no país. Embora se apresente como integrante da chamada “bancada católica”, o parlamentar acumula votos e posicionamentos que, em temas centrais, contrastam com as diretrizes da instituição religiosa.

Os episódios mais recentes ocorreram em 2025, quando Biondini votou a favor de propostas duramente criticadas pela CNBB. Em setembro, o deputado apoiou a chamada PEC da Blindagem (PEC 165/2023), que dificulta a responsabilização criminal de parlamentares. A conferência reagiu com críticas contundentes, questionando “quem protegerá a sociedade do próprio congresso” e alertando para riscos à transparência e ao controle social sobre agentes públicos.

Meses antes, em julho de 2025, Biondini também votou a favor do Projeto de Lei 2159/2021, conhecido como PL da Devastação Ambiental, que flexibiliza regras de licenciamento no país. Em nota pública, a CNBB classificou a proposta como um “grave retrocesso” e denunciou o desmonte de mecanismos de proteção ambiental. A posição do deputado contrasta com princípios como a defesa da “Casa Comum” e da ecologia integral, fortalecidos pela Doutrina Social da Igreja após a encíclica ‘Laudato Si’.

O caso anterior havia ocorrido em maio de 2024, quando Biondini foi um dos apenas dois deputados a votar contra a suspensão, por três anos, do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União, em meio à tragédia climática que atingiu o estado. A medida buscava aliviar os cofres estaduais para ampliar ações emergenciais. A CNBB, historicamente, defende a solidariedade federativa e o fortalecimento do papel do Estado em situações de calamidade. O deputado justificou seu voto alegando que a proposta “não ajudaria” efetivamente o estado, adotando uma linha de rigor fiscal.

Outro ponto de distanciamento aparece na atuação em torno do Estatuto do Desarmamento. Biondini integrou a comissão especial que analisou o Projeto de Lei 3722/2012, que flexibiliza o acesso a armas no país, sinalizando alinhamento com a pauta armamentista. A CNBB, por sua vez, mantém posição firme contra a ampliação do acesso a armas, defendendo o desarmamento como caminho para a redução da violência.

A divergência também se expressa em votações anteriores. Em 2019, o deputado votou a favor da Reforma da Previdência (PEC 06/2019), apesar das críticas recorrentes da CNBB, que alertou para os impactos sociais da proposta e para a necessidade de proteger os mais vulneráveis. O posicionamento chama atenção por contrastar com falas anteriores do próprio parlamentar, que, em 2017, havia ecoado críticas da Igreja a mudanças previdenciárias.

Na pauta da segurança pública, Biondini também contrariou a CNBB, ao apoiar a redução da maioridade penal. Em 2015, após votar contra o texto principal da proposta, o deputado mudou de posição nas votações seguintes e apoiou uma versão modificada da medida. A CNBB sempre se posicionou contrária à redução, defendendo políticas de prevenção e ressocialização.

Já em 2016, o parlamentar votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição 241, que instituiu o teto de gastos públicos. A CNBB classificou a medida como “injusta e seletiva”, por congelar investimentos sociais por duas décadas e impactar principalmente a população mais pobre. Também nesse caso, o voto de Biondini seguiu na direção oposta às orientações da Igreja.

A única convergência significativa ocorreu na votação da Reforma Trabalhista, em 2017, quando o deputado votou contra o projeto, assim como defendia a CNBB. Ainda assim, o contexto mais amplo da bancada conservadora, da qual faz parte, foi de apoio à medida, apontada pela Igreja como um “grave retrocesso social”.

 

Comunidades terapêuticas sob debate

Além da atuação parlamentar, Biondini também está à frente da comunidade terapêutica Mundo Novo Sem Drogas (MNSD), iniciativa ligada à Renovação Carismática Católica. O modelo dessas instituições tem sido alvo de críticas e investigações em Minas Gerais e no país.

Embora não haja denúncias diretas contra a MNSD, reportagens e apurações do Ministério Público apontam irregularidades em diversas comunidades terapêuticas, como maus-tratos, trabalho análogo à escravidão e cárcere privado. Especialistas destacam que o problema é estrutural, envolvendo falta de fiscalização e a adoção de práticas baseadas exclusivamente na abstinência e na religiosidade, em detrimento de políticas públicas integradas, como as da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O setor também recebe recursos públicos, inclusive por meio de emendas parlamentares do deputado Biondini, prática que amplia o debate sobre a destinação de verbas e a eficácia desse modelo de tratamento. Conselhos profissionais e movimentos da luta antimanicomial defendem abordagens baseadas em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos.

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos. Fonte: https://www.brasildefato.com.br

Evangélicos pró-Tarcísio podem trocar Flávio Bolsonaro pelo MBL?

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Publicado em 17 março 2026
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Há espaço para o Missão disputar os que rejeitam a esquerda e o bolsonarismo

Candidatura do MBL pode surpreender e disputar votos da direita evangélica

 

Renan Santos, fundador do MBL, durante live em Mossoró (RN) - Renan Santos MBL no Instagram

 

Ao defender a candidatura de Tarcísio no lugar de Flávio, evangélicos em destaque, como Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro, ecoaram o desejo de uma fatia do eleitorado cristão. Será que o MBL tem condições de disputar esses votos?

Na semana passada, o nome de Renan Santos circulou na imprensa. Ele é o pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, do Movimento Brasil Livre, e aparece com 10% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos. O número sugere potencial de crescimento.

À primeira vista, o MBL não parece interessado em fazer sua mensagem circular nas redes cristãs.

Diferente de Tarcísio e de Flávio, Renan menciona evangélicos apenas para associar o escândalo do Banco Master à igreja Lagoinha e seu líder, o pastor André Valadão. Outro limitador é sua postura truculenta: pavio curto, ar de superioridade e linguagem grosseira.

Ainda assim, a candidatura presidencial do MBL pode —se calibrar sua estratégia— surpreender ao disputar votos da direita evangélica com Flávio Bolsonaro.

Renan tem a oportunidade de se destacar por não querer parecer o que não é. Flávio vem recorrendo a referências bíblicas em declarações públicas. Porque não domina esse idioma, ele incomoda fiéis frustrados com a instrumentalização da fé e com a disputa ideológica que o bolsonarismo levou para dentro das igrejas.

Enquanto Flávio peregrina por igrejas, Renan pode aproveitar a conexão que o MBL tem com a juventude universitária e visitar seminários teológicos respeitados e podcasts cristãos. Demonstraria interesse pelo segmento e se aproximaria de estudantes que influenciam o debate público ao traduzir questões políticas a partir da Bíblia.

Há outros recursos simbólicos que o MBL pode acionar. A veemência com que o movimento condena a corrupção na política tem paralelo com o constrangimento causado quando se descobre que pastores desviaram dinheiro da igreja.

Missão é um nome com apelo bíblico. Renan aciona essa simbologia ao repetir que não usa dinheiro público em campanha e que disputa contra fundos eleitorais milionários. O convite cristão para que a pessoa dê bons exemplos —ser "o sal da terra e a luz do mundo"— também dialoga com o etos moral que o MBL procura comunicar.

Renan também agrada esse segmento ao apresentar-se como conservador de direita. Ele defende a família, adota um discurso de linha-dura contra o crime, fala sobre empreendedorismo e entra na corrida já com um plano de governo, o Livro Amarelo.

A presença de Renan Santos na corrida presidencial neste ano pode produzir efeito semelhante ao que Pablo Marçal teve na campanha paulistana de 2024: disputar votos com o candidato oficial da direita por meio da astúcia e do uso competente da internet.

Renan pede à sua base que o leve a 10% nas pesquisas até julho para participar dos debates na TV e expor o clã Bolsonaro como traidor da direita. A aproximação com a juventude evangélica órfã de Tarcísio pode ajudá-lo a atingir essa meta. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

‘Operação abafa’ em ação

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Publicado em 17 março 2026
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Omissão de Zanin sobre a CPI do Master ecoa padrão de atrasos e desestímulos às investigações

 

O escândalo do Banco Master reúne ingredientes exorbitantes para justificar escrutínio rigoroso: fraudes bilionárias e uma teia de influências que atravessa Brasília. O povo exige repostas e, em situações assim, a Constituição oferece à Casa do Povo um instrumento clássico de esclarecimento: a comissão parlamentar de inquérito (CPI). Ainda assim, a CPI do Master continua parada, e uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin contribuiu para mantê-la nesse limbo.

Zanin rejeitou um pedido para obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a instalar a comissão, argumentando que a abertura constitui assunto interno do Poder Legislativo. À primeira vista, soa prudente. Ninguém – muito menos este jornal – deseja um Supremo transformado em diretor de pauta do Congresso.

Mas o raciocínio desmorona ao primeiro contato com a Constituição. O artigo 58 estabelece critérios objetivos para a criação de CPIs: apoio de um terço dos parlamentares, fato determinado e prazo certo – condições presentes no requerimento da CPI do Master. A regra existe justamente para impedir que a maioria – ou, pior, a presidência da Casa – asfixie investigações incômodas.

O próprio Supremo já reconheceu isso em diferentes ocasiões – notadamente na CPI da Covid, em uma decisão no plenário de 10 contra 1, em 2021. A decisão de Zanin, portanto, exprime não prudência institucional, mas uma jurisprudência gelatinosa.

Os casuísmos de Zanin incomodam ainda mais à luz da atmosfera política em torno do escândalo Master. No Congresso, a abertura da CPI enfrenta obstáculos conhecidos do manual brasiliense de abafamento: controle rígido da pauta, critérios procedimentais improvisados e sessões convenientemente esvaziadas. A condução do tema por Motta e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem produzido exatamente o efeito desejado por quem prefere ver o assunto esfriar: tempo.

No próprio Supremo, a liminar do ministro Gilmar Mendes que anulou medidas investigativas da CPI do Crime Organizado sobre a empresa do colega Dias Toffoli, que manteve negócios com fundos ligados ao Master, desarticulou uma linha de apuração relevante. A trajetória do caso no STF, inicialmente sob a relatoria do próprio Toffoli – agora confessadamente suspeito –, criou uma zona cinzenta onde se acumulam indícios de obstrução. Explicações do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes sobre um contrato multimilionário com o Master suscitaram mais perguntas do que respostas.

O procurador-geral Paulo Gonet retardou a análise de medidas urgentes e arquivou representações relacionadas ao caso, como se estivesse disposto a disputar com seu antecessor o título de “engavetador-geral da República”.

A CPI foi concebida para dar às minorias parlamentares um instrumento para escrutinar escândalos que as maiorias prefeririam esquecer. Quando esse instrumento é retardado por manobras políticas, neutralizado por decisões judiciais ou cercado por explicações opacas, a mensagem transmitida ao País é de que, em Brasília, a investigação avança apenas até o ponto em que se torna inconveniente. Fonte: https://www.estadao.com.br

Para onde vai o caso Master

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Publicado em 13 março 2026
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  • A operação que prendeu Vorcaro

Em caso de investigação, que seja séria e fundamentada; em caso de delação premiada, que seja examinada com lupa

 

Por Fernando Gabeira

Temos muitos temas estratégicos para discutir. E outros urgentes, como o impacto da guerra e do fechamento do Estreito de Ormuz em nossa economia. No entanto, será difícil avançar em algo enquanto a atenção nacional estiver concentrada no escândalo do Banco Master.

Escândalos financeiros de maior volume, como foi o caso de Bernie Madoff nos EUA, foram muito discutidos, mas não conseguiram monopolizar o debate político. O caso brasileiro é crucial, porque envolve autoridades políticas, financeiras e judiciárias. Mais especificamente, algo inédito na História: dois ministros do Supremo Tribunal Federal.

Existe uma intensa batalha de bastidores entre avançar nas investigações ou enterrá-las. Ela se manifesta em inúmeros movimentos táticos. Houve um erro, por exemplo, na divulgação de diálogos íntimos de Daniel Vorcaro. A dramatização desse erro indiscutível pelo ministro Gilmar Mendes mostra que a investigação corre risco.

O erro se deu pela incapacidade de separar as frases íntimas das de interesse político. Ou, melhor, os diálogos que são ao mesmo tempo íntimos e de interesse público. Entre esses, destaco os momentos em que ele conta seus encontros com autoridades brasileiras, a reunião com Hugo Motta e Alexandre de Moraes, o momento em que o ministro o visita em Campos do Jordão.

Mais interessante, nesses diálogos íntimos de interesse público, é a confissão da compra de propriedade em Miami, que ficaria no nome de um russo para despistar. As propriedades de Vorcaro são de interesse público porque podem ressarcir os prejuízos que ele deu. Nem todos esses prejuízos foram cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Diz-se que apenas 30% dos celulares de Vorcaro foram periciados. Até o momento, portanto, a luta mais decisiva a respeito das investigações é sobre avançar ou não sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

O ministro Toffoli deixou muitos flancos. Tentou controlar as investigações, decretando sigilo e escolhendo peritos, mas acabou sendo derrubado da relatoria do caso por um relatório da Polícia Federal (PF). Toffoli vendeu uma parte de seu resort para o cunhado de Daniel Vorcaro. Outra parte, a vendeu para um advogado da J&F, a mesma empresa que teve multa de R$ 10,3 bilhões anulada por ele.

No dia de sua primeira prisão, Vorcaro trocou mensagens com Alexandre de Moraes, que aparece como seu amigo nos diálogos. A mulher de Moraes, Viviane Barci, tem um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Segundo ela, sua tarefa foi formular o compliance do Master. A operação que prendeu Vorcaro tem o nome de Compliance Zero.

Quais os caminhos possíveis da investigação?

Independência da Polícia Federal para seguir, apesar das consequências. Isso vai depender de algumas variáveis. O ministro André Mendonça quer uma PF sem influência de seus chefes máximos. Conseguirá? Por outro lado, o próprio Mendonça resistirá à pressão do STF? Na célebre reunião em que os ministros definiram a solidariedade a Toffoli, Mendonça também embarcou no todos por um, um por todos.

O procurador-geral nem é bom lembrar. Como se diz na gíria, ele é assim com os homens, isto é, dificilmente quebrará os laços de amizade que o levaram ao posto.

Resta um grupo de senadores que se articula para fazer uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O problema das CPIs é que dependem de Davi Alcolumbre. E ele jamais as permitirá, porque é um investigado em potencial. O instituto de aposentadoria do Amapá (Amprev) investiu R$ 400 milhões em ativos do Master. O responsável foi indicado por Alcolumbre. Como ele poderia ter descoberto o negócio estando tão longe? Vorcaro frequentou a casa de Alcolumbre. Não teriam falado sobre isso? Só a investigação poderá precisar.

Resta a jogada final: delação de Daniel Vorcaro. É algo visto com muito entusiasmo. Mas o depoimento tem de ser colhido com independência. Num sistema tão complexo, é possível produzir uma delação premiada que alivie Vorcaro, defina alguns bodes expiatórios e salve todos os graúdos.

Tudo é possível no Brasil, daí a singularidade de nossa vida. Ela é um sobressalto. Isso não é razão para tentar um bom resultado em todas as etapas.

Em caso de investigação, que seja séria e fundamentada; em caso de delação premiada, que seja examinada com lupa.

É preciso esperar, também, que a justiça funcione na condenação dos culpados. Ela costuma ser longa e, às vezes, branda. No caso dos políticos, isso é atenuado pelas eleições. Os próprios eleitores assumem seu papel, como foi no caso da CPI dos Sanguessugas: mais de 90% dos envolvidos foram derrotados nas urnas.

Com domínio de uma grande parte do orçamento federal, os políticos criaram uma inesgotável fonte de propaganda. Pode ser que isso os salve. Mas a bancada do Master foi ativa, tentando elevar o teto coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (Ciro Nogueira) e demitir funcionários do Banco Central (todos os líderes do Centrão).

Deveriam ser investigados, pois foram o braço parlamentar de um grande prejuízo para os brasileiros, não só os que investiram no Master, mas milhares de aposentados. Fonte: https://www.estadao.com.br

Uma máfia no coração do poder

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Publicado em 05 março 2026
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  • A prisão de Vorcaro
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A prisão do banqueiro Vorcaro escancara uma rede criminosa espalhada por Brasília. Atônito, o País espera que a banda podre das instituições não prevaleça sobre a banda republicana

 

A política brasileira costuma ser descrita como um duelo entre esquerda e direita ou uma disputa entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O escândalo do Banco Master expõe uma clivagem menos confortável: uma rede perniciosa que atravessa partidos, governos e tribunais.

O esquema de ocultação de recursos, manipulação societária e deslocamento de patrimônio para escapar de credores e reguladores que desencadeou o colapso do Master deixou prejuízos multibilionários que acabaram socializados entre investidores e mecanismos de proteção do sistema financeiro.

Se a magnitude desses crimes do colarinho branco já não fosse por si só estarrecedora, a investigação da Polícia Federal que ensejou a prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, deu ao País um vislumbre – e só um vislumbre – de uma mecânica mafiosa de proporções imensas. Mensagens extraídas de celulares apreendidos mostram a discussão de planos para vigiar adversários, intimidar críticos e até espancar jornalistas. Há indícios de invasão de sistemas da própria Polícia Federal e outros órgãos da Justiça para obter informações sobre investigações em curso. Dirigentes do Banco Central do Brasil teriam recebido propina para facilitar operações e neutralizar a fiscalização.

Mas muito mais perturbadoras do que a delinquência do banqueiro corrupto e seus comparsas são as relações que Vorcaro construiu em Brasília. Vorcaro não era um aventureiro isolado. Transitava com desenvoltura entre ministros de Estado, dirigentes partidários, parlamentares e juízes das altas cortes. Isso ajuda a explicar por que se sentia tão à vontade para maquinar crimes em grupos de WhatsApp.

Suas relações promíscuas chegam ao coração do sistema de Justiça. O ministro Dias Toffoli, que chegou a fazer negócios com as redes de Vorcaro, assumiu, em circunstâncias estranhíssimas, a relatoria do caso e emperrou o trabalho da polícia por meses. A mulher do ministro Alexandre de Moraes celebrou um contrato multimilionário e mal explicado com o Master. Nenhuma dessas circunstâncias, por si, prova crime. Mas compõem um quadro suficientemente delicado para exigir o mínimo de transparência institucional.

O que se viu foi o contrário. Uma Corte na defensiva, e até agressiva, quando investigações se aproximaram de seus membros. Decisões monocráticas intimidaram críticos, bloquearam diligências e interromperam iniciativas de apuração parlamentar. O Tribunal se mostra muito mais ocupado em proteger os segredos de seus ministros do que em dissipar dúvidas legítimas.

A atuação da Procuradoria-Geral da República só intensifica a perplexidade. A relutância do procurador-geral, Paulo Gonet, em pedir a prisão de Vorcaro mereceu críticas abertas do novo relator, o ministro André Mendonça. A demora reforçou a impressão de uma instituição que, diante de suspeitas envolvendo figuras poderosas, prefere a inércia ao confronto.

Esta combinação tóxica – relações plurais e inclusivas entre autoridades políticas e administrativas, blindagem corporativista no Judiciário e complacência do Ministério Público – ajuda a explicar o silêncio constrangido que paira sobre o caso em Brasília. O esquema não envolve apenas um partido ou um governo. Ele atravessa os Três Poderes e diferentes campos ideológicos.

Quando um escândalo compromete apenas um grupo político, adversários tratam de expô-lo. Quando compromete muitos, o impulso dominante é abafá-lo. A intimidação a jornalistas é sintomática. É a imprensa que vem insistindo em colocar na sala o bode que os poderosos gostariam de esconder.

A prisão de Vorcaro pode representar o início de uma investigação que finalmente ilumine essas conexões e puna os cúmplices de fraudes multibilionárias. Ou pode ser apenas mais um episódio a se diluir no ciclo habitual de crises nacionais. O que se desenha é uma nova disputa: não entre este ou aquele grupo partidário, nem entre tal ou qual Poder ou instituição, mas entre a banda podre de Brasília (distribuída por todos os Poderes, partidos e instituições) e a banda republicana. O desfecho do caso Master revelará ao Brasil qual delas realmente predomina no coração do poder. Fonte: https://www.estadao.com.br

Vorcaro hackeou sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público e até do FBI

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Publicado em 04 março 2026
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Vorcaro hackeou sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público e até do FBI

 

Vorcaro: planejamento de ações violentas contra adversários — Foto: Reprodução

 

Por Malu Gaspar

Além de planejar a executar ações de intimidação contra adversários, entre eles concorrentes, ex-empregados e jornalistas, o executivo Daniel Vorcaro, do Banco Master, conseguiu acesso indevido aos sistemas internos da Polícia Federal (PF), do Ministério Público e do FBI.

De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, tornada pública na manhã desta quarta-feira, um funcionário de Vorcaro chamado Luis Phillipi de Moraes Mourão e conhecido como Sicário obtinha acesso aos sistemas por meio de senhas de terceiros e "realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial".

As investigações constataram que Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês ao Sicário. Além dele, também trabalhava para o banqueiro o ex-policial Marilson Roseno da Silva. Junto com o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, os três integravam um grupo de WhatsApp batizado de “A Turma”, em que planejavam de ações violentas a pagamentos de influenciadores e de diretores do Banco Central.

Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pelo ministro André Mendonça nesta quarta-feira.

Um dos alvos de Vorcaro foi o colunista do GLOBO Lauro Jardim, a quem o banqueiro planejou sequestrar e quebrar os dentes por conta da publicação de notas a respeito do Master.

“Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”. Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso”. E Vorcaro responde: sim. Fonte: https://oglobo.globo.com

'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

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Publicado em 03 março 2026
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Assessor especial do presidente Lula comentou impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ele mencionou que ainda terá uma conversa sobre o assunto com o presidente.

 

Por Túlio Amâncio, Delis Ortiz, g1, GloboNews e TV Globo — Brasília

Celso Amorim alertou para o "alastramento vertiginoso" do conflito no Oriente Médio, citando o potencial de expansão regional das tensões.

A diplomacia brasileira avalia o impacto do conflito na agenda de Lula com Trump e já pediu a interrupção de ações militares na região.

Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva aérea contra alvos iranianos, alegando destruir o programa nuclear e responder a ameaças.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades militares.

A escalada do conflito fechou o Estreito de Ormuz, causou centenas de mortes e desencadeou ataques em vários países da região.

 

'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira (2) à GloboNews que o Brasil deve se preparar para o pior diante do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior", afirmou o embaixador.

Ao ser questionado sobre o que seria "o pior", Amorim mencionou um possível alastramento do conflito na região.

"O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais", argumentou.

O embaixador acrescentou que vai falar, por telefone, com o presidente Lula ainda nesta segunda. Segundo ele, os dois ainda não conversaram direito sobre o assunto.

Segundo interlocutores do Planalto, a diplomacia brasileira ainda vai avaliar como o conflito pode interferir na agenda de Lula com o presidente norte-americano, Donald Trump, neste mês.

Há uma previsão de que a ida de Lula a Washington ocorra de 15 a 17 de março, mas martelo não foi batido ainda. Nesta sexta (27), Trump, inclusive, disse que "adoraria" receber o brasileiro em Washington.

"Estamos a poucos dias do encontro do presidente com Trump, em Washington. É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza", afirmou Amorim.

O governo brasileiro já prestou solidariedade a países impactados por ataques retaliatórios do Irã e pediu a interrupção de ações militares na região do Golfo.

Em nota divulgada na noite deste sábado (28), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a escalada representa uma grave ameaça à paz.

Diferentemente do comunicado divulgado na manhã de sábado, quando condenou ataques feitos por Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos, nessa última nota o Itamaraty não citou diretamente os dois países.

 

Começo do conflito

Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (28) uma grande ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã, alegando ser necessário destruir o programa nuclear iraniano e responder a ameaças do regime.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte‑americanas em diversos países do Oriente Médio.

Os ataques atingiram o topo da liderança iraniana e resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, confirmada pelo próprio governo iraniano horas depois.

Outras altas autoridades militares, incluindo o chefe do Estado‑Maior e o ministro da Defesa, também morreram.

O conflito ampliou drasticamente as tensões regionais, fechou o Estreito de Ormuz, provocou centenas de mortes no Irã e desencadeou ondas de ataques em vários países do Oriente Médio. Fonte: https://g1.globo.com

Trump e Israel dizem que ataque matou Khamenei, líder supremo do Irã.

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Publicado em 28 fevereiro 2026
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Teerã nega a perda do aiatolá durante ação deste sábado (28), que americano diz abrir caminho para mudança de regime

Quase 2 meses após captura de Maduro, Khamenei pode ser o primeiro chefe de Estado morto em uma operação liderada pelos EUA

 

Igor Gielow

São Paulo

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) no ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra a teocracia, cujo futuro após 47 anos está em suspenso. A informação foi passada por Tel Aviv para Washington, e depois reiterada por Donald Trump.

O Irã, até aqui, tem negado a morte de Khamenei, 86, mas não apresentou nenhuma prova de sua sobrevivência.

"Khamenei, uma das pessoas mais más da história, está morto", disse Trump na rede Truth Social. Ele disse que ouviu relatos de que elementos da Guarda Revolucionária, a principal força militar do país, querem parar a retaliação contra os EUA e seus aliados no golfo Pérsico, e voltou a oferecer imunidade em caso de rendição.

Mais cedo, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, havia dito publicamente que "há muitos sinais" de que o líder "não está mais entre nós" —o que levou agências de notícia estatais iranianas a dizer que o aiatolá está "firme e em comando" do campo de batalha... Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Após insinuação de Obama, Trump afirma que vai liberar documentos sobre ETs

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Publicado em 22 fevereiro 2026
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Republicano declarou que vai pedir para o Departamento de Defesa esclarecimentos sobre os fatos devido ao 'alto interesse' do público

Ex-presidente democrata disse em podcast que extraterrestres são reais, mas nunca os viu

 

Isabella Menon

Washington

Em uma semana atribulada, marcada pela prisão do ex-príncipe Andrew após a divulgação de novos arquivos ligados a Jeffrey Epstein e pela possibilidade de a Suprema Corte declarar ilegais as tarifas impostas pelo governo (o que se concretizou), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece buscar até fora da Terra novas formas de causar impacto.

Pelas redes sociais, o republicano afirmou que, diante do "grande interesse do público", pedirá que o Departamento de Defesa divulgue documentos relacionados à existência de vida extraterrestre. Ele prometeu que vai divulgar toda e qualquer informação "conectada a esses assuntos de alta complexidade, mas extremamente interessante e importante".

A declaração ocorre justamente em uma semana em que o tema voltou a ganhar espaço em Washington. Isso porque o ex-presidente Barack Obama afirmou, em entrevista recente, acreditar na existência de vida fora da Terra — embora tenha ressaltado nunca ter visto extraterrestres.

"Eles não estão sendo mantidos na Área 51. Não existe nenhuma instalação subterrânea — a menos que haja uma enorme conspiração e eles a tenham escondido do presidente dos Estados Unidos", disse Obama, em tom irônico, numa referência à região do deserto de Nevada que há décadas alimenta teorias conspiratórias sobre óvnis e supostas autópsias de alienígenas.

A fala fez com que outros membros do governo Trump fossem questionados sobre o assunto. Durante entrevista para jornalistas, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi indagada se o governo acreditava na existência de alienigenas.

"Falar sobre alienigenas seria novidade para mim, mas me parece muito interessante. Vou ter que checar com a nossa equipe. Mas eu tenho um interesse particular nesse assunto, imagino que para todos desta sala e, aparentemente, o ex-presidente Barack Obama também", afirmou ela em tom de descontração prometendo que iria atualizar a imprensa sobre o assunto.

Na noite desta quinta-feira, a bordo do Air Force 1, o presidente foi questionado sobre a fala de Obama e o criticou. "Ele deu informações confidenciais e não deveria ter feito isso. Eu não sei se são reais ou não, mas ele cometeu um grande erro. Eu não tenho opinião sobre isso, mas muitas pessoas acreditam", disse o presidente pouco antes de anunciar a divulgação de documentos sobre o assunto. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

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