Olhar Jornalístico

A Pancada da vó: História de Família.

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Publicado em 28 março 2019
  • Carmelitas,
  • Pastoral da Família,
  • ECC,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Governador Valadares,
  • História de Família
  • Frei Pedro Jansen,
  • 300 Anos da Província Carmelitana de Santo Elias
  • 300 Anos da Província Carmelitana Fluminense

Frei Pedro Jansen, O. Carm. In Memoriam (*07/02/1938 + 22/06/2010)

O fato que vou narrar se deu há 30 anos. Data exata não sei mais. O lugar foi Governador Valadares, na estrada do seminário. A pancada jamais esqueci e a muita gente transmiti. Quer saber o que foi que aconteceu?

Na diocese as reuniões do bispo com os padres eram feitas no  seminário. Ficava na periferia da cidade a uns cinco quilômetros do centro. O encontro ocupou o dia todo e terminou no começo da noite. Para não enfrentar sozinho mais de 150 Km. em estrada de chão, para chegar em casa, resolvi dormir no seminário. No dia seguinte, bem cedo, entrei no carro e desci a rampa do seminário e entrei na estrada que vinha da roça para o centro. De imediato vi 3 figuras femininas: uma senhora com idade de vó, uma senhora de meia idade e uma jovem de uns 15 anos. Cada uma carregava uma cesta com produtos de horta, verduras e legumes. Hesitei, mas parei o carro e ofereci carona, caso fossem para o centro. Elas se entreolharam e olharam para mim e a vó decidiu: nós vamos aceitar.

A conversa mexeu nos assuntos corriqueiros de sol e chuva, das dificuldades da vida e das alegrias. Curioso, eu não pude deixar de perguntar de onde vinham e para onde iam. Outra vez a vó conduziu a conversa: tinha um sítio, traziam verduras para vender no mercado, porque com a filha viúva, a neta para criar, abandonada pelo marido, era isso o meio de sobreviver. Refleti sobre o que a vó tinha dito e arrisquei um palpite: “Vó, na falta de homem no sítio, porque a senhora não vende a terra, muda para a cidade. A filha poderá se empregar, a neta poderá estudar e a senhora cuida da casa.

Quando a vó ouviu a palavra vender ela se mexeu na poltrona, virou para mim e disse.

“Meu senhor, vosmecê não falou por mal, mas eu não posso vender a terra. A mulher que vive agora com meu marido, não ama “ele”. Quem amo meu marido sou eu. Ela aproveita dele, enquanto tiver algum recurso e saúde. No dia em que ele- meu marido- ficar doente, ela vai abandonar “ele”. E então, quando isto acontecer, sem a terra eu não vou poder cuidar dele. Porque, quem ama meu marido sou seu.”

É inútil dizer que eu esperava todas as respostas, menos a que eu acabava de ouvir. Foi como um pancada na cabeça.

Logo chegamos no ponto em que elas deviam descer do carro. Agradeceram a carona e me desejaram muita felicidade. Retribui os votos. Sozinho, tive que parar o carro para me recuperar da pancada que a vó me tinha dado. Eu, como padre e religioso, me senti pequeno, vencido. Agradeci a Deus aquele testemunho de fé e de amor.

Não sei se a vó precisou realizar o que o seu compromisso de fidelidade lhe inspirava. Sei que nunca ouvi história semelhante. pude conta-la apropriadamente muitas vezes, no decorrer da minha vida e nos diversos lugares em que cheguei a morar.

Para a Semana da Família seria uma bênção se tivesse uma centena de vós deste tipo, dando pancada por aí.

HISTÓRIAS CAÍDAS DO CÉU... A CANOA

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Publicado em 19 março 2019
  • Histórias caídas do céu
  • História de vida
  • humildade

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?  Não – Responde o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A Professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro sabe ler e escrever? Também não – Responde o remador. Que pena! – Condói-se a mestra! – Você perdeu metade da vida!  Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! – Respondem eles rapidamente. Então é uma pena – Concluiu o barqueiro – Vocês perderam toda a sua vida!”

MORAL DA HISTÓRIA...

O que você acha que nos ensina esta história?...

CARMELITAS: O LOUVOR DA CELA

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Publicado em 15 janeiro 2019
  • Santos Carmelitas,
  • Oração,
  • contemplação,
  • OS CAMINHOS DA ORAÇÃO,
  • A ORAÇÃO NO CARMELO

de: “A flecha de fogo” de Nicolau “Gallus” (ano 1270 )

Na cela nos é mostrado o tesouro inestimável, e incomparável de contemplação cheia de perfume, de maneira que, desprezadas totalmente as cousas caducas da terra, a nossa alma se consome inteiramente no desejo fervente da contemplação; ... na cela recebemos as verdadeiras delicias do paraíso que de tal modo deleitam e restauram o nosso homem interior, que o seu desejo ao mesmo tempo aumenta a nossa sede e é saturado.

CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS EM ROMA: Álbum

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Publicado em 18 setembro 2018
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • CONGRESSO DOS LEIGOS CARMELITAS

Veja o álbum. Clique aqui:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2142538992445622&type=1&l=b8699c44ca

UM PADRE...

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Publicado em 20 março 2018
  • Padres,
  • Padre,

De um manuscrito medieval

 

Um padre deve ser, ao mesmo tempo,

pequeno e grande,

de espírito nobre, como de sangue real,

simples e espontâneo como um colono,

um herói no domínio de si,

um homem que lutou com Deus,

uma fonte de santificação,

um pecador que Deus perdoou,

senhor de seus desejos,

um servidor humilde para os tímidos e fracos,

que não se rebaixa diante dos poderosos,

mas se curva diante dos pobres, discípulos de seu senhor,

chefe de rebanho,

um mendigo de mãos largamente abertas,

um portador de inumeráveis dons,

um homem no campo de batalha,

uma mãe para confortar os doentes,

com a sabedoria da idade e a confiança de um menino,

voltado para o alto, os pés na terra,

feito para a alegria, experimentado no sofrimento,

longe de toda a inveja, que vê longe,

que fala com franqueza,

um  inimigo da preguiça, sempre fiel,

tão diferente de mim

RETIRO DO PAPA: Nona Meditação: Escutar a sede das periferias

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Publicado em 22 fevereiro 2018
  • Retiro do Papa Francisco,
  • Retiro do Papa 2018,
  • Padre José Tolentino Mendonça,
  • A periferia está no DNA,
  • padre Tolentino,
  • São João Crisóstomo,

Na nona reflexão proposta ao Papa Francisco e à Cúria romana, o padre Tolentino recordou que as periferias “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”.

Cidade do Vaticano

A periferia está no DNA do cristão e é um horizonte no qual a Igreja deve redescobrir-se. Com estas palavras o padre José Tolentino Mendonça iniciou sua reflexão na tarde desta quinta-feira. “Onde está o meu irmão?”. A partir desta pergunta de Deus contida no Livro de Gênesis, nasce a nona reflexão dos Exercícios Espirituais ao Papa e à Cúria, dedicada ao tema “escutar a sede das periferias”.

O convite do sacerdote português é o de “olhar com olhos bem abertos a realidade do mundo ao nosso redor” e de procurar o nosso irmão entre os pobres e os últimos do mundo, não separando a “sede espiritual” da “sede literal”.

“ Um dos critérios para entender o que é “centro” e o que é “periferia” no mundo, é de fato o acesso à água, direito inalienável da pessoa. ”

Como já afirmado na Laudato Si e reiterado pelos dados das organizações internacionais, três pessoas em cada dez, ou seja, cerca de 2 bilhões de seres humanos, não têm a possibilidade de desfrutar de água potável.

Uma multidão literalmente sedenta, diante da qual se “torna urgente adotar uma autêntica conversão de estilos de vida e do coração”, “que vá em direção contrária à cultura do descarte e da desigualdade social”. Enquanto os países ricos desperdiçam os seus recursos, de fato, “os outros vivem no suplício”.

Jesus “homem periférico”

Neste contexto, “a Igreja não deve ter medo de ser profética e de colocar o dedo na chaga” e não pode que não confrontar-se com as periferias do mundo. “Um discípulo de Jesus deve saber disto com convicção”, antes de tudo porque “o próprio Jesus é um homem de periferia”.

Não era cidadão romano, nem fazia parte da elite judaica, nasceu na periferia da Judeia, por sua vez periferia de Israel e do Império. E se dirige às periferias, dando dignidade aos doentes, oprimidos, pobres, estrangeiros e pecadores:

“ A periferia está no DNA do cristão, o aproxima de seu contexto originário, mas também ao seu programa. É uma chave indispensável para a sua hermenêutica espiritual e existencial. Em todas as épocas permanecerá, para a experiência cristã, o lugar privilegiado onde encontrar e reencontrar Jesus. ”

O próprio cristianismo é depois, pela sua natureza, uma “realidade periférica”.

Vitalidade do projeto cristão está nas periferias

Pode-se ver isto concretamente onde os centros das cidades tornaram-se “um polo de atividades burocráticas e comerciais” e “uma vitrine do passado” para os turistas, enquanto “a vitalidade do projeto cristão se joga nas periferias”, “onde frequentemente não há nem mesmo a presença de uma igreja de alvenaria e onde tudo é mais precário, rarefeito, improvisado”.

“ Para a Igreja, a periferia é portanto um horizonte e não um problema e é onde pode sair de si mesma e redescobrir-se. ”

A escolha do encontro com as periferias não é unicamente um imperativo da caridade, é uma mobilização histórica e geográfica, que consente o encontro com aquilo que o cristianismo foi e com aquilo que ele é. Também as periferias da Igreja têm sede: de serem ouvidas.

Como advertia São João Crisóstomo, a Igreja deve evitar o “terrível cisma” entre “o que separa o sacramento do altar, do sacramento do irmão, o que perigosamente dissocia o sacramento da eucaristia do sacramento do pobre”.

Periferias como lugares da alma

As periferias existenciais, todavia, não são somente econômicas, conclui padre Mendonça, “e sabemos todos como entre nós e quem está ao nosso lado, existem frequentemente distâncias infinitas a serem abraçadas e vencidas”.

Por isto a humanidade deve ser abraçada, e mesmo que não consigamos impedir as lágrimas no rosto do próximo, podemos oferecer a ele um lenço e dizer “estou aqui”, “não estás sozinho”.

As periferias, de fato, “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”. Fonte: http://www.vaticannews.va

*Naquele túmulo: Homenagem ao 1º Ano de Falecimento do meu pai.

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Publicado em 04 novembro 2017
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Poemas do Frei Petrônio,
  • Poemas sobre a Morte,
  • Manoel Artur de Miranda,
  • 1 Ano da Morte de Manoel Artur de Miranda,
  • túmulo,

Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 3 de novembro-2017.

 

Naquele túmulo frio

Descansa um homem que em vida aqueceu vidas

Naquele túmulo prisioneiro de corpos

Descansa um homem que libertou vidas

Naquele túmulo escuro e cinzento

Descansa um homem que iluminou uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo com o lenho da cruz

Descansa um homem temente a Deus

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo silencioso

Descansa um homem que valorizou as palavras

Se ele é santo? É sim, senhor!

  

Naquele túmulo de ossos e lagrimas

Descansa um justo que fez da justiça o seu hino

Naquele túmulo de terra e barro

Descansa um agricultor que da terra tirou o seu ganha pão

Naquele túmulo de fétidas carnes

Descansa um homem que, com suor e lagrimas, uniu uma família

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo simples

Descansa um homem que valorizou as pequenas coisas

Naquele túmulo com pedras e terra

Descansa um homem que abriu caminhos

Naquele túmulo de mistério incompreensível

Descansa um homem que foi um livro aberto

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo sem brilho e sem cor

Descansa um homem que deu cores a vida

Naquele túmulo impenetrável

Descansa um homem misericordioso, atencioso e amigo

Naquele túmulo símbolo do desengano da vida

Descansa um homem que fez da vida um canto de louvor

Se ele é santo? É sim, senhor!

 

Naquele túmulo expressão do nada 

Descansa um homem que fez tudo por todos

Naquele túmulo berço sepulcral

Descansa um homem que cativou vidas com um sorriso

Naquele túmulo de silêncio perpétuo

Descansa um homem silencioso, atencioso e sincero

Se ele é santo? É sim, senhor!

O seu nome é Manoel Artur de Miranda. 

*Manoel Artur de Miranda  (*15/10/1930 + 03/11/2016)  

OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo.

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Publicado em 28 janeiro 2017
  • Província Carmelitana de Santo Elias,
  • Capítulo Provincial 2017,
  • Olhar o passado com os pés no presente,
  • Embu das Artes, Casa de Retiro Emaús de Itapecerica da Serra,


OLHAR O PASSADO COM OS PÉS NO PRESENTE: Capítulo. por olharjornalistico

FREI PETRÔNIO DE MIRANDA NA RÁDIO VATICANA: Entrevista.

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Publicado em 01 agosto 2016

Cidade do Vaticano (RV) - A Ordem Carmelita é uma ordem que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo, na Palestina. Homens e mulheres de oração, os membros da Ordem são religiosos/as e leigos/as contemplativos. Definem sua missão como “Seguir Jesus Cristo, na Contemplação, na Fraternidade e na Missão Profética, inspirando-se em Elias e Maria, um mundo em transformação, a serviço da Vida e da Esperança”. Mas as obras sociais não ficam de lado.

O Frei Petrônio Miranda, que leva em peregrinação neste Ano Eliano Missionário a imagem do Profeta Elias, ressalta o trabalho da Associação São Martinho, entidade filantrópica que atua desde 1984 na área da infância e juventude no Rio de Janeiro. Ouça a entrevista.

Clique aqui:

http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/carmelitas_contempla%C3%A7%C3%A3o_e_obras_sociais/1238138

Humildade, generosidade e magnanimidade

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Publicado em 07 outubro 2026
  • Não mentir,
  • Mansidão e humildade,
  • Não existe humildade sem humilhação,
  • falar da ética
  • magnanimidade

Talvez seja preciso dar um passo atrás e falar da ética de outro ponto de vista: aspirações, ideais e qualidades humanas

 

Por Nicolau da Rocha Cavalcanti

Parece evidente que precisamos, no Brasil, falar mais de ética: nas escolas, nas universidades, nas famílias, nas empresas, nos partidos políticos, nas entidades de classe, nos órgãos estatais. Falar do valor da verdade e da honestidade, recordando a todos – sobretudo às novas gerações – a importância de ser íntegro. Atuar eticamente tem um custo, especialmente se o ambiente está acostumado a um patamar moral baixo, tolerando comportamentos equivocados e ridicularizando quem busca agir de forma íntegra.

Sim, podemos e devemos falar mais de ética. Mas temo que seja insuficiente falar do dever-ser ético. Talvez seja preciso dar um passo atrás e falar da ética de um outro ponto de vista. Não apenas de obrigações, limites e regras, mas de aspirações, ideais e qualidades humanas admiráveis: das virtudes. Penso aqui na humildade, na generosidade e na magnanimidade. Sem essas três virtudes, a ética fica um pouco manca, postiça, superficial.

Uma observação. Falar de ética não é dividir o mundo entre “bons” e “maus” – visão binária não apenas falsa, mas que costuma ser tolerante com os erros ocultos dos “bons”. É falar das nossas carências e limitações, assim como das nossas aspirações, dos nossos melhores sonhos, daquilo que verdadeiramente pode nos realizar.

Falar de ética nunca é indolor. É tocar em nossas contradições, em nossos enganos, individuais e coletivos. Um exemplo. Ter o enriquecimento como a principal meta profissional não é eticamente neutro, como se fosse uma opção a mais, entre outras possíveis. Tal escolha expressa uma peculiar hierarquia vital de valores, na qual os bens materiais ganham ascendência sobre outros bens humanos.

Em si, o dinheiro não tem nenhum desvalor ético. Pode ser meio para muitas coisas louváveis: mais tempo livre, mais convivência com as pessoas que amamos, mais modos de contribuir com o desenvolvimento da nossa família, mais oportunidades de servir à sociedade. A questão é o sentido que lhe damos. Normalizar o enriquecimento como o grande propósito vital é limitante, com efeitos sobre todo o tecido social, a começar por reduzir a sensibilidade para as questões éticas.

Na tarefa de resgate da ética, seria muito positivo voltar a falar de humildade nas escolas, nas famílias, nas empresas. Humildade não é depreciar-se, pensar mal de si. É andar na verdade, é ter uma avaliação justa sobre si mesmo. Talvez seja uma das qualidades mais admiráveis: a serenidade de saber seu justo valor, sem a comichão de alardear méritos, competências e títulos. Por contraste, como é desagradável quem se acha superior aos outros, seja em razão do patrimônio, da origem familiar, da formação acadêmica, do cargo ou do currículo profissional.

Humildade é ter consciência dos nossos pontos cegos, das nossas limitações cognitivas. Ou seja, viver essa virtude inclui respeitar as posições divergentes, as sensibilidades diversas, as diferentes propostas de resolução das questões públicas. Como alertou Isaiah Berlin, pretensões de certeza exclusiva conduzem a atitudes autoritárias, com a tentativa de impor as próprias ideias à coletividade. O bom funcionamento da democracia demanda uma ética da modéstia intelectual.

O mundo contemporâneo também está necessitado da virtude da generosidade. Trata-se de um binômio admirável: a capacidade de enxergar o outro, com suas necessidades concretas e a liberdade interior de dar, de ir além do estritamente devido. É a compreensão madura de que, ao nosso lado, está uma pessoa, uma comunidade, uma sociedade carente da nossa participação. Mais do que cumprir determinadas regras – como se o itinerário fosse idêntico para todos –, a ética consiste em entender a dinâmica profunda das relações humanas, sentindo-se instado a contribuir, a somar, a ajudar. A não ser indiferente às dores e carências da outra pessoa.

Vinculada a essas duas virtudes está a magnanimidade. Ao reconhecer serenamente quem se é e ao estar desprendido de si, quem é magnânimo – quem tem a alma grande – aspira a realizações grandes, isto é, a processos e resultados à medida da dignidade humana. Não apenas quer ter poder, riqueza ou fama, mas almeja deixar um legado de serviço, de alegria, de respeito, capaz de transformar muitas vidas. E precisamente porque seus sonhos são grandes, sabe que sozinho é impotente e vê a necessidade de conviver e de congregar esforços com muitas outras pessoas.

Queremos mais verdade e mais honestidade na vida pública? Falemos mais dos deveres de não mentir, de não ser corrupto ou de não ignorar os conflitos de interesse. Mas não deixemos que a ética seja reduzida a seus limites mínimos. Busquemos, cada um dentro do seu personalíssimo caminho, que a ética esteja presente na vida real, sendo mais humildes, mais generosos, mais magnânimos.

Não é uma competição por performance ou por aplauso. É outra lógica, incrivelmente mais bonita, mais entusiasmante, mais fecunda. É procurar viver – em sua plenitude, em sua leveza, também em seus riscos – em conformidade com a dignidade humana. Fonte: https://www.estadao.com.br

Sobe para seis número de mortos após ônibus com romeiros cair em ribanceira no interior de SP; criança está entre vítimas

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Publicado em 21 setembro 2026
  • ônibus com romeiros cair em ribanceira no interior de SP
  • Subiu para 6 o número de mortos no acidente com um ônibus
  • Itumirim
  • Rodovia Doutor Avelino Júnior,
  • Acidente na Rodovia Doutor Avelino Júnior,
  • Acidente com romeiros para Aparecida

Ônibus saiu de MG na noite de sábado (19) com destino a Aparecida (SP); o motorista ficou ferido e também foi levado para atendimento médico.

 

Ônibus caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros na Rodovia Doutor Avelino Júnior, em Cruzeiro (SP). — Foto: Gabriel Guimarães/Rede Vanguarda

 

Por g1 Vale do Paraíba e Região

Subiu para 6 o número de mortos no acidente com um ônibus que caiu em uma ribanceira neste domingo (20), em Cruzeiro (SP).

O veículo transportava romeiros de MG para Aparecida (SP). O motorista perdeu o controle da direção e o ônibus caiu em ribanceira de 15 metros.

Equipes de resgate levaram as vítimas para hospitais regionais. O motorista testou negativo no etilômetro e a polícia analisa as documentações do condutor e do veículo.

 

Subiu para seis o número de mortos no acidente com um ônibus de excursão que caiu em uma ribanceira na manhã deste domingo (20), em Cruzeiro (SP). O veículo transportava romeiros que saíram do distrito do Rosário, em Itumirim (cerca de 30 km de Lavras), com destino a Aparecida (SP).

Inicialmente, cinco mortes haviam sido confirmadas no local. Uma sexta vítima morreu posteriormente na Santa Casa de Cruzeiro, segundo o tenente Vinícius de Souza Rocha, comandante de pelotão da Polícia Militar Rodoviária.

O acidente aconteceu na Rodovia Doutor Avelino Júnior, próximo ao limite entre São Paulo e Minas Gerais. Segundo o policial, o motorista perdeu o controle da direção por motivos que ainda serão esclarecidos e o ônibus caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros.

Uma força-tarefa formada por equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foi mobilizada para o resgate. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região, entre eles as Santas Casas de Cruzeiro, Guaratinguetá e Lorena.

Segundo o tenente Vinícius, o motorista ficou ferido e também foi levado para atendimento médico. Após o resgate, ele foi submetido ao teste do etilômetro, que teve resultado negativo.

 

Samu confirma seis mortes

Segundo informações preliminares do Samu, seis pessoas morreram no acidente. Cinco óbitos foram constatados no local e uma vítima morreu posteriormente no pronto-socorro de Cruzeiro. Entre as vítimas, estão:

Homem, 47 anos, natural de Lavras (MG);

Homem, 74 anos, natural de Itumirim (MG);

Homem, de aproximadamente 50 anos, ainda sem identificação e sem documentos;

Mulher, 63 anos, natural de Itumirim (MG);

Criança, de aproximadamente 10 anos, ainda sem identificação e sem documentos;

Mulher, sem idade informada, ainda sem identificação e sem documentos, que morreu no pronto-socorro de Cruzeiro.

 

Ônibus levava romeiros para Aparecida

Segundo apuração, o ônibus saiu de Lavras por volta das 22h de sábado (19). O veículo transportava moradores de Lavras e de cidades vizinhas que participavam de uma excursão de romeiros com destino a Aparecida.

A empresa responsável pelo ônibus é a Botelhos Viagens, de Lavras. Segundo uma familiar ouvida pelo g1, o motorista é proprietário da empresa e ficou ferido no acidente. A esposa dele foi para Cruzeiro na manhã deste domingo em busca de informações sobre as vítimas.

 

Investigação

Segundo o tenente Vinícius, depois do atendimento inicial às vítimas, a Polícia Militar Rodoviária passou a verificar as circunstâncias do acidente e a documentação do motorista e do veículo.

“Uma das etapas do atendimento da ocorrência é a verificação das circunstâncias documentais, tanto do condutor quanto do veículo”, afirmou o policial.

Entre os pontos que serão analisados está a documentação necessária para o transporte de passageiros.

Três equipes permanecem empenhadas na identificação e qualificação das vítimas nos hospitais para levantar informações sobre o estado de saúde e a gravidade dos ferimentos. A perícia também esteve no local do acidente.

 

Governo de SP manifesta pesar

O Governo de São Paulo lamentou o acidente e informou que equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) atuam no local.

Segundo o governo estadual, o tráfego ficou por um período em sistema de pare e siga no sentido norte, sem registro de congestionamento.

O governo informou ainda que as informações sobre a ocorrência serão atualizadas após a conclusão do atendimento. Fonte: https://g1.globo.com

Dar o seu melhor é diferente de querer ser o melhor

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Publicado em 20 setembro 2026
  • produtividade

Confundimos generosidade com competição, presença com produtividade e cuidado com desempenho

Em era de namoros artificiais, corpos otimizados e vidas com curadoria por filtros, a coragem mais radical é ser vulnerável

 

O ser humano que não se liga a outro não tem totalidade. A totalidade não se alcança sozinho, por mais autossuficiente que nos tornemos', escreve autor - Catarina Pignato/Folhapress

 

Waldemar Magaldi Filho

Analista junguiano, mestre e doutor em ciências da religião e fundador do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa). Autor de "Dinheiro, Saúde e Sagrado"

 

Dar o seu melhor é diferente de querer ser o melhor. Nossa sociedade normótica, aquela que adoece de tanto se adaptar ao que chamam de normal, inverteu essa ordem. Ela nos ensinou que dar o melhor é o mesmo que ser o melhor. Confundimos generosidade com competição, presença com produtividade, cuidado com desempenho. Mas há uma diferença que vale a vida inteira.

Uma coisa é servir à vida, a outra é servir ao aplauso. Quem quer ser o melhor vive em guerra consigo mesmo e com todos, mede, compara, performa, esgota. Quem dá o seu melhor vive em paz com o que é, entrega o que tem, sem precisar humilhar ninguém, nem a si mesmo, para provar valor. A diferença é sutil, mas é abissal. Uma nasce do medo, a outra nasce do amor.

Vivemos cercados de excessos. Excesso de informação, de estímulos, de metas, de conteúdo. O corpo foi "biohackeado", o afeto foi terceirizado para telas que nunca devolvem o olhar e o tempo virou minério a ser extraído sem piedade. Nessa fábrica de alta performance, esquecemos uma lei simples e antiga, que nenhum algoritmo recalcula. Só podemos dar aquilo que possuímos, e só recebemos na medida do que oferecemos.

Essa é a essência da dádiva. Dar, receber e retribuir. Um circuito que não se fecha sozinho, porque depende de nós. Sem amor próprio, não se ama o outro com plenitude, tampouco se está aberto para receber amor. O amor não é um download que se instala, é uma troca que se aprende dia após dia, no corpo a corpo com a vida. Ele exige presença, tempo, paciência. E a nossa época, que tudo acelera, não tem paciência para o amor.

Para preservar a vida e servir à alma, precisamos sair dos excessos para reconhecer as faltas. É um gesto de humildade. Admitir o que nos falta, o que não temos, o que não damos conta. E é nesse vazio, não no excesso, que a alma começa a respirar. O excesso nos enche de ruído. A falta reconhecida nos abre para o essencial. Quem nunca teve falta não sabe o que é ter. Quem nunca reconheceu uma falta não sabe o que é receber.

O que a alma pede é desconcertantemente simples. Ela pede que cuidemos concretamente de alguém real. Não de um avatar, não de um seguidor, não de uma persona que performa felicidade. Alguém que respira, que falha, que precisa de nós de verdade. Ela pede que produzamos pequenas obras que, amanhã, nos encherão de orgulho. Não monumentos, não impacto mensurável em gráficos. Pequenas obras, feitas com as mãos e repetidas com sentido. Ela pede um lugar onde possamos ver e ser vistos sem máscaras.

Porque a alma se alimenta do que é simples e repetido com sentido. O café da manhã partilhado. A pergunta sincera antes de dormir. O trabalho bem-feito que não precisa de holofote. O abraço que não cronometra. Repetir com sentido é o oposto do que a cultura da novidade impõe. Ela quer o novo, o viral, o descartável. A alma quer o ritual, o retorno, o eterno retorno do cuidado. O que se repete com sentido não é repetição vazia, é comunhão. É a roda da vida girando devagar, no ritmo do coração.

E aqui chegamos ao coração do mistério. O ser humano que não se liga a outro não tem totalidade. A totalidade não se alcança sozinho, por mais autossuficiente que nos tornemos. Ela só é alcançada pela alma, e a alma não pode existir sem sua outra parte, que se encontra sempre em um você. O você é o outro de mim mesmo e também o outro real que caminha ao meu lado.

O sentido da vida não é acumular, performar ou vencer. É poder trocar livremente, servir para a regenerescência e cuidar amorosamente para que esse outro se realize. Tanto o outro interior, que sou eu em profundidade, quanto o outro real, que me espera na porta.

Em uma era em que criamos namoros artificiais, corpos otimizados e vidas com curadoria por filtros, a coragem mais radical é voltar a ser vulnerável. É desligar a tela e encarar o silêncio. É trocar o eu te amo sintético por um gesto real, imperfeito, que pode falhar e, por poder falhar, é verdadeiro. A vulnerabilidade não é fraqueza. É a porta de entrada para o encontro. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Indenização por abandono afetivo: entenda decisão que condenou pais a pagar R$ 100 mil ao filho expulso de casa

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Publicado em 14 setembro 2026
  • Pastoral da Família,
  • ECC,
  • Conselho Tutelar,
  • Encontro de Casais com Cristo,
  • Indenização por abandono afetivo
  • indenização ao próprio filho por danos morais,
  • violência e abandono afetivo
  • os pais não aceitaram sua orientação sexual
  • Expulso de casa
  • publicações de conteúdo homofóbico
  • Emanuel Roque
  • rejeição à orientação sexual

Emanuel Roque relata ameaças, abandono afetivo e rejeição à orientação sexual; caso aconteceu em Santa Catarina.

 

Jovem expulso de casa por ser gay consegue indenização na Justiça contra os pais — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Por Fantástico

A Justiça de Santa Catarina condenou um casal a pagar R$ 100 mil de indenização ao próprio filho por danos morais, violência e abandono afetivo. O jovem, que tinha 17 anos na época, foi expulso de casa pelos pais após assumir um relacionamento com outro rapaz.

O caso aconteceu em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Segundo o jovem, os pais não aceitaram sua orientação sexual e passaram a impor restrições à rotina dele. Ele foi obrigado a deixar o emprego, proibido de frequentar a escola e, posteriormente, expulso de casa.

A decisão também proibiu os pais de fazer publicações relacionadas ao filho nas redes sociais. Eles negaram as acusações e ainda podem recorrer. A reportagem tentou contato com o casal e com os advogados, mas não teve retorno.

 

O que aconteceu com o jovem

Emanuel morava com a família desde os quatro anos. Aos 17, começou a trabalhar em um mercado da cidade e se aproximou de Jonathas, colega de escola que também trabalhava no local. Os dois começaram a namorar.

Segundo Emanuel, foi nesse relacionamento que ele conseguiu se aceitar. "Foi a primeira vez que eu me aceitei", contou.

De acordo com o jovem, os pais não aprovaram a aproximação e determinaram que ele deixasse o emprego. Ele também foi proibido de ir à escola.

Em um dos episódios relatados por Emanuel, a mãe teria descoberto o relacionamento e reagido com gritos e ofensas. O pai, segundo o jovem, chegou a ameaçá-lo com um alicate e uma arma de fogo.

"Eu fiquei com medo, eu botei a mão na mão dele, e ele me jogou no chão", relatou Emanuel. Em outro episódio, ele afirmou que o pai colocou uma arma em sua cabeça e ameaçou atirar.

 

Ameaças ao namorado

Além das agressões e ameaças dentro de casa, Emanuel afirmou que o pai passou a expor sua vida nas redes sociais, com publicações de conteúdo homofóbico e ameaças dirigidas a Jonathas.

Em uma das situações, um cartaz foi deixado no carro que Jonathas usava para ir à academia com a mensagem: "Desaparece! Se sair na rua, te mato, J."

O jovem contou que ficou assustado e desesperado. Emanuel também compartilhou a situação com um amigo, que procurou ajuda. O caso chegou ao Conselho Tutelar, que enviou uma equipe à casa da família.

 

Expulso de casa

Os pais confirmaram ao Conselho Tutelar que não aceitavam a orientação sexual do filho. Segundo o relato registrado na reportagem, o casal afirmou que, se Emanuel mantivesse a "conduta", ele teria que sair de casa.

O pai também apresentou uma versão diferente sobre a fotografia em que aparecia com uma arma. Segundo ele, a arma pertencia a um amigo já morto e a publicação havia sido feita em tom de brincadeira.

Emanuel acabou deixando a casa dos pais e passou quase um ano em um abrigo municipal, cujo endereço é mantido em sigilo.

"Foi o lugar que eu fui mais acolhido na minha vida", afirmou o jovem. Uma das funcionárias do abrigo se tornou uma referência de cuidado para ele.

 

Como surgiu o processo

O Ministério Público de Santa Catarina acompanhou o caso e reuniu provas, entre elas prints de publicações nas redes sociais e depoimentos de testemunhas. Depois, entrou com uma ação por abandono afetivo e violação de direitos.

Na decisão, os pais foram condenados a pagar R$ 100 mil ao filho por danos morais. O valor tem correção e juros a partir de agosto do ano anterior, quando Emanuel entrou no abrigo.

A Justiça também determinou que os pais não façam publicações relacionadas ao filho nas redes sociais.

Para o Ministério Público, a situação ultrapassou um conflito familiar. A avaliação é de que a violação do direito de o jovem ser quem é pode produzir consequências graves na vida adulta, inclusive prejuízos emocionais e financeiros.

 

Pais negam acusações

Os pais de Emanuel foram ouvidos e negaram as acusações. Eles ainda podem recorrer da decisão. A reportagem tentou contato com o casal e com os advogados que os representam, mas não recebeu retorno.

 

Onde Emanuel está hoje

Depois de completar 18 anos, Emanuel pôde deixar o abrigo. Ele e Jonathas se mudaram para o Rio Grande do Sul, onde passaram a ser acolhidos pela família de Jonathas.

Apesar do que aconteceu, Emanuel afirma que ainda considera os dois como seus pais e diz que gostaria de reconstruir a relação caso eles peçam perdão.

"Eles sempre vão ser os meus pais", afirmou. Segundo ele, quando houver um pedido de perdão e ele puder perdoar, espera que a família possa voltar a ficar unida.

O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. Fonte: https://g1.globo.com

Rodrigo Bocardi é acusado de extorsão; SBT diz ‘avaliar medidas’

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Publicado em 11 setembro 2026
  • Rodrigo Bocardi é acusado de extorsão
  • jornalista Rodrigo Bocardi
  • ex-secretário de Tecnologia e Comunicação de Embu das Artes,
  • BocaTV,
  • Jones Donizette,

Emissora diz que acompanha o caso; jornalista, que nega prática, não apresentou o ‘SBT Cidades’ nesta quinta

 

Rodrigo Bocardi assina com o SBT e retorna à TV após saída da Globo Foto: Rogério Pallatta/SBT/Divulgação

 

O SBT está analisando denúncia de uma suposta extorsão envolvendo o jornalista Rodrigo Bocardi. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após um vídeo publicado por Jones Donizette, ex-secretário de Tecnologia e Comunicação de Embu das Artes, no início de setembro.

Na publicação, Donizette não cita o nome de Bocardi, mas afirma ter sido coagido por um jornalista funcionário do SBT e ex-Globo a fazer pagamentos para que fosse realizada uma cobertura positiva sobre seu trabalho na cidade da Região Metropolitana de São Paulo. Nas redes sociais, o jornalista negou as acusações.

Bocardi não participou da apresentação do jornal SBT Cidades nesta quinta-feira, 10. A atração foi comandada somente pela apresentadora Érica Reis. O SBT não confirmou se a ausência do jornalista está relacionada à denúncia.

O apresentador está na emissora desde junho. Inicialmente, o SBT Cidades contava com colaboração da BocaTV, canal de mídia digital e jornalismo independente criado por Bocardi, mas o fim da parceria foi anunciado na última terça, 8 de setembro.

“Quer dizer que você é homem pra caramba, irmão, pra poder ficar extorquindo as pessoas, extorquindo os prefeitos, né? Extorquindo as lideranças políticas, fazendo essa sujeira que você sabe fazer… Aí quando eu falo que vou te denunciar, e você sabe que eu vou, você sabe o que eu tenho. Você sabe que se eu subir o vídeo, eu acabo com a sua carreira", ameaça o ex-secretário.

O Estadão tenta contato com Donizette e a prefeitura de Embu das Artes. Em caso de retorno, a reportagem será atualizada.

Em seu perfil, Bocardi questionou as denúncias: “Não tem um vídeo, não tem um áudio. Cadê?”. O jornalista afirma que há várias denúncias sobre a gestão da prefeitura de Embu das Artes e diz que a Boca TV, ao receber uma denúncia, faz um processo de triagem e questiona as prefeituras e órgãos responsáveis.

Em nota ao Estadão, o SBT confirmou que tomou conhecimento da denúncia pelas redes sociais e “acompanha o caso para avaliar eventuais medidas”.

 

Bocardi comenta assunto em live

O jornalista voltou a falar sobre o assunto em uma live nas redes sociais. Questionado se retornará ao SBT Cidades nesta sexta-feira, 11, respondeu “não sei”.

“E olhe, pra mim isso é o menos importante; não dê valor a isso. O valor está neste BocaTV”, completou. “Ali, é um complemento dessa história. É eu poder agregar ao canal, agregar à estrutura do SBT; Só vale pra mim se for assim (...) Se eu incomodo pessoas a ponto de vocês não conseguirem suportar a pressão, vamos ser felizes, gente.” Fonte: https://www.estadao.com.br

Filmando você na praia

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Publicado em 07 setembro 2026
  • Os óculos inteligentes
  • Direito de imagens,
  • última invenção da Meta

Os óculos inteligentes não vêm apenas armados de uma câmera; eles são uma arma em si

As imagens que eles captam sem que se perceba podem ter inúmeras utilidades, todas ilegais

 

Ruy Castro

Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras

 Direito de imagens, 

Sempre que dou uma entrevista gravada, tenho de assinar um documento autorizando a exibição de minha "imagem". Acho isso uma asnice já que, se me ponho diante da câmera e converso com o entrevistador, é porque aceitei estar ali. Mas admito a precaução —querem evitar que, no futuro, alguém entenda naquilo um abuso e resolva processar. Só quero ver se tal precaução será tomada também diante dos "óculos inteligentes", a última invenção da Meta para tornar o mundo mais perigoso para nós e celestial para o trilionário Mark Zuckerberg.

Os ditos "óculos" permitem que uma pessoa seja filmada por alguém nas proximidades sem que este faça o menor gesto revelador de que está com uma câmera apontada para ela. Se você for mulher, isso poderá acontecer sem que você perceba no escritório, no shopping, no restaurante, na academia de ginástica e na praia. Como se tal violação da privacidade não bastasse, você talvez nunca venha a saber o destino dado a essas imagens.

Elas poderão ser socializadas no Instagram, com textos comprometedores, para o prazer de terceiros. Realizar o sonho dos voyeurs, que terão a intimidade de suas amigas e vizinhas à disposição. Fornecer matéria prima para a pedofilia. Ou servir como material de intimidação e chantagem contra quem estiver sendo filmado. A câmera nos óculos terá o poder de uma arma.

O que me remete à visão de raios-X do Super-Homem, que lhe permite enxergar através de qualquer superfície exceto o chumbo. Veterano do super-herói em incontáveis gibis e tendo assistido a alguns de seus filmes, só agora me ocorre que ele (ou Clark Kent, sua identidade civil) podia ver através do vestido de Lois (Miriam) Lane antes de se casar com ela. Pois, sabendo desse superpoder do marido, Lois nunca desconfiou de que o conteúdo das calcinhas de todas as mulheres de Metrópolis —ou do planeta—continua ao alcance visual dele?

Por enquanto, os "óculos inteligentes" são pouco menos que a visão de raios-X de Super-Homem. Mas a ciência, que enxerga longe, logo chegará lá. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Mortes: Nordestina fazia da casa no Tatuapé abrigo para quem chegasse

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Publicado em 03 setembro 2026
  • Família,
  • Solidariedade,
  • Rosa Nobre Chaves
  • Gerardo Josino Chaves,
  • Nordestino em São Paulo,
  • Nordestinos no Sudeste,

Rosa Nobre Chaves migrou para São Paulo na década de 1970 e criou os seis filhos enquanto trabalhava como costureira

Fez da mesa farta uma forma de cuidar dos outros

 

Rosa Nobre Chaves (1936 - 2026) - Leuseni Nobre Chaves e Silva/Arquivo Pessoal

 

Bárbara Sá

São Paulo

Na casa de Rosa Nobre Chaves, sempre cabia mais um. Podia ser um neto, um amigo ou um trabalhador que não tinha onde almoçar. Aos domingos, ela preparava panelões de comida e reunia à mesa quem aparecesse.

Até quem não era da família podia se juntar aos filhos e netos. "Ninguém saía da casa dela de barriga vazia", conta a filha Leuseni Nobre Chaves e Silva.

Rosa acolhia, mas também sabia ser firme. Mulher de personalidade forte, era justa e não levava desaforo para casa. Se algum dos filhos fazia algo que considerava errado, não amenizava. Ao mesmo tempo, cuidava dos filhos e netos e mantinha a casa aberta para parentes e amigos.

Nascida no Ceará, mudou-se para São Paulo na década de 1970 com o marido, Gerardo Josino Chaves, e os seis filhos, fugindo das dificuldades. Um ano depois, chegaram ainda um sobrinho e um cunhado. A família se estabeleceu no Tatuapé, onde Rosa viveu pelo restante da vida.

Na capital paulista, trabalhou como costureira em confecções. Dividia o tempo entre o trabalho, a casa e os cuidados com a família. Mesmo em casas pequenas, sempre encontrava espaço para receber.

Aos domingos, fazia frango e macarrão em quantidade suficiente para alimentar a família e quem mais chegasse. Muitos dos amigos eram trabalhadores que não tinham como almoçar nas fábricas ou no bandejão.

A comida era uma das formas que encontrou para cuidar dos outros. Gostava especialmente de baião de dois, prato que, para ela, nunca era feito apenas para poucos.

Rosa também gostava de ouvir música no rádio. Fagner e Zeca Pagodinho estavam entre seus favoritos. Assistia às novelas mexicanas exibidas pelo SBT e pela Band e gostava de voltar ao Ceará, especialmente a São João do Jaguaribe, cidade natal da família. Dizia-se crente, embora não frequentasse uma igreja.

Na fase final da vida, contou com a presença carinhosa do genro Ivanildo, que a acompanhou de perto e esteve ao seu lado.

Rosa morreu em 17 de agosto, aos 90 anos. Deixa o marido, Gerardo, 88, os filhos Cleser, Eugênio, Leni, Gardenia, Alex e Glauco, 15 netos e 5 bisnetos.

"Eu gostaria que a minha mãe fosse lembrada como uma mulher, como tantas brasileiras, que batalha para dar dignidade aos filhos e toda a família. Uma guerreira nordestina, que lutava com unhas e dentes para defender sua família", diz Leni.

Para a família, deixa a lembrança de uma mulher trabalhadora e de personalidade forte, que enfrentou as dificuldades da migração e passou a vida lutando para dar dignidade aos seus. Uma nordestina que, com as próprias mãos, costurou roupas, criou filhos e construiu uma casa onde sempre havia espaço para mais um. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br 

Jornalista é demitida após sorrir e piscar para câmera em julgamento de mãe acusada de matar os 3 filhos nos EUA

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Publicado em 27 agosto 2026
  • Jornalismo,
  • Curiosidades,
  • Jornalista é demitida após sorrir e piscar para câmera
  • Curiosidades Jornalística,
  • profissão jornalismo,
  • jornalista Brittany Romano
  • julgamento de Lindsay Clancy
  • Lindsay Clancy

Brittany Romano estava credenciada pela Vanity Fair para acompanhar o caso. Revista desistiu de publicar um relato da jornalista após as imagens viralizarem.

 

Jornalista sorriu para câmera durante julgamento nos EUA e foi demitida — Foto: Pool

 

Por Redação g1

A jornalista Brittany Romano foi demitida após sorrir e piscar para uma câmera durante o julgamento de Lindsay Clancy nos Estados Unidos, na segunda-feira (24).

A revista Vanity Fair cancelou o texto e a credencial de Brittany. As duas se conheciam desde a infância.

Brittany afirmou que sorri em situações de ansiedade e criticou a repercussão. Ela relatou ter recebido ameaças de morte e mensagens incentivando o suicídio.

Lindsay Clancy é acusada de matar os 3 filhos com faixas elásticas. A defesa alega psicose pós-parto, enquanto a Promotoria afirma que ela agiu de forma intencional.

Jornalista é demitida após sorrir em julgamento de mãe que matou 3 filhos

Uma jornalista foi demitida depois de sorrir e piscar para uma câmera que transmitia o julgamento de Lindsay Clancy, uma mulher acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos. A decisão ocorreu após as imagens viralizarem nas redes sociais. 

O caso aconteceu na segunda-feira (24). As imagens que circularam nas redes mostram o fim de uma sessão do julgamento, quando as pessoas que acompanhavam a audiência começaram a se levantar.

Enquanto a câmera mostra o público presente na sala do tribunal, a jornalista Brittany Romano aparece sorrindo e piscando para a lente. Ela estava credenciada pela revista Vanity Fair para acompanhar o julgamento.

Após a repercussão, a revista informou à imprensa americana que havia decidido não seguir adiante com um texto de Brittany e retirado o credenciamento da jornalista.

Segundo a Fox News, a Vanity Fair afirmou que tinha interesse em publicar um relato pessoal de Brittany sobre a experiência de ter crescido com Lindsay Clancy. As duas se conheciam desde a infância.

“Após identificarmos conflitos claros com nossos padrões e processos editoriais, informamos Romano de que não seguiríamos adiante com o texto e comunicamos ao tribunal que ela não está mais credenciada pela Vanity Fair”, afirmou a revista em comunicado à imprensa americana.

Brittany comentou o episódio nas redes sociais. Em uma publicação no Instagram, escreveu: “Sorrir não é crime. Mandar uma mulher cortar os pulsos é”.

A jornalista afirmou que sorri em situações de ansiedade ou desconforto e disse que a expressão registrada pelas câmeras não significava indiferença em relação ao julgamento.

Segundo Brittany, outras pessoas que estavam próximas também riram naquele momento, mas apenas a imagem dela ganhou repercussão.

Brittany também criticou a reação que recebeu após a divulgação das imagens. Ela afirmou ter recebido ameaças de morte e mensagens incentivando o suicídio.

“Um sorriso não é crime. Um momento humano para atravessar um dia difícil não é um convite para destruir alguém. Cubram o caso, cubram o veredicto, cubram a família, que era sobre isso que tudo sempre deveria ter sido, e deixem a minha expressão de fora.”

A jornalista disse ainda que atua de forma autônoma e que, apesar de estar credenciada pela Vanity Fair, não tinha nenhum contrato com a revista para fazer uma reportagem.

 

O caso

Lindsay Clancy é acusada de matar os três filhos: Dawson, de 3 anos, Cora, de 5, e Callan, de 8 meses. O crime aconteceu na casa da família, nos Estados Unidos, em janeiro de 2023. Segundo a Promotoria, a ex-enfermeira obstétrica estrangulou as crianças com faixas elásticas.

O julgamento se concentra no estado mental de Lindsay no momento do crime. A defesa afirma que ela sofria de psicose pós-parto e tinha transtorno bipolar, quadro que teria sido agravado pelo uso de antidepressivos prescritos após o nascimento do terceiro filho.

Já a Promotoria sustenta que Lindsay agiu de forma intencional. Segundo os promotores, ela pediu que o então marido, Patrick Clancy, saísse de casa para buscar comida e comprar um medicamento para a filha antes de cometer o crime.

Ao voltar para casa, Patrick encontrou Lindsay gravemente ferida no quintal após ela pular de uma janela do segundo andar. Em seguida, encontrou os três filhos mortos no porão.

Se for condenada por homicídio, Lindsay poderá receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Fonte: https://g1.globo.com

Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná

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Publicado em 19 agosto 2026
  • Polícia Rodoviária Federal,
  • Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos
  • Batida aconteceu na BR-373 em Ipiranga,
  • Acidente na BR-373 em Ipiranga,
  • Acidente na BR-373 deixa 23 mortos,
  • BR-373 em Ipiranga,

Acidente entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos e cinco feridos no Paraná

Batida aconteceu na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais. Rodovia está totalmente interditada na manhã desta quarta-feira (19).

 

Por Manuella Mariani, Millena Sartori, Marrara Laurindo, g1 PR e RPC Ponta Grossa

Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, no Paraná.

A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva. O motorista do caminhão também morreu.

Os feridos foram levados para hospitais de Ponta Grossa. Equipes de socorro atendem a ocorrência e a via está sem previsão de liberação.

 

Um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta deixou 23 mortos e 5 feridos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a Via Araucária, concessionária responsável pelo trecho, os mortos são 21 adultos e 2 crianças. A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus, que era da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva. O condutor da carreta, que é de Erechim (RS), também morreu.

"Evidências preliminares apontam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente com o micro-ônibus. As circunstâncias estão sendo analisadas através do levantamento no local", disse a PRF.

O acidente aconteceu por volta das 3h30 no km 209 da rodovia e provocou interdição total do trecho, que é de pistas simples. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de liberação da via.

Segundo a PRF, a carreta seguia no sentido de Carambeí para Prudentópolis, e o micro-ônibus da Secretaria de Saúde viajava levando pacientes de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba.

Até a última atualização desta reportagem, as forças de segurança não tinham conseguido confirmar quantos passageiros havia nos veículos, nem os nomes deles.

A Polícia Científica do Paraná, responsável pela perícia, informou que "o atendimento de uma ocorrência dessa natureza é complexo e envolve diferentes etapas".

"Além da análise técnico-científica do local, destinada à obtenção dos elementos necessários para determinar as causas e a dinâmica do sinistro de trânsito, as equipes realizam a localização, o registro, a coleta e a individualização das vítimas fatais e dos demais vestígios relacionados à ocorrência. [...] O processo de identificação pode envolver a coleta e o confronto de informações com bases oficiais de identificação biométrica, entre outras técnicas técnico-científicas, e seu tempo de conclusão pode variar de acordo com o método necessário em cada caso".

Acidente entre ônibus e carreta deixa 22 mortos e quatro feridos no Paraná — Foto: PRF

Os feridos foram encaminhados para hospitais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. De acordo com informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, três pessoas estão em estado grave e duas tiveram ferimentos moderados.

Equipes da PRF, da concessionária Via Araucária, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros atendem a ocorrência no local.

Às 6h47, a concessionária informou que havia cerca de 9 km de congestionamento sentido Ponta Grossa e fila de 7 km sentido Prudentópolis.

 

Luto

O Governo do Paraná decretou luto oficial de três dias, em todo o estado, em razão do acidente. Em nota, o Estado lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.

"O Estado colocou sua estrutura no atendimento da ocorrência. Além do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná (CBMPR), que faz o resgate das vítimas, equipes da Polícia Científica do Paraná (PCP) e da Polícia Civil (PCPR) já estão no local. O trabalho de identificação será feito na sede da PCP em Ponta Grossa. A Secretaria de Estado da Saúde, Defensoria Pública do Estado e toda a estrutura de assistência social já estão mobilizadas e prestando atendimento às vítimas e às famílias envolvidas".

 

O Governador do Paraná, Ratinho Junior, se manifestou sobre o acidente nas redes sociais.

"O Paraná amanhece de luto após o acidente em Ipiranga. Meus sentimentos às famílias das vítimas e toda a comunidade de Imbituva. Aos feridos, desejo que tenham uma recuperação rápida. Nossas forças de segurança já estão atuando para entender o que aconteceu e esclarecer as causas do acidente. Que Deus dê conforto e força a todos que enfrentam essa dor", escreveu.

A Prefeitura de Imbituva também emitiu nota de pesar. Veja abaixo:

"Diante do trágico acidente ocorrido na BR-373, que vitimou moradores de nossa região, a Prefeitura de Imbituva manifesta profundo pesar e solidariedade a todas as famílias e amigos atingidos por este momento de dor.
Em respeito às vítimas e às suas famílias, a Prefeitura Municipal e os demais locais de atendimento administrativo estarão fechados nesta data, como forma de respeito e luto.
Os serviços essenciais permanecerão funcionando normalmente, garantindo o atendimento à população.

Neste momento de profunda tristeza, Imbituva se une em solidariedade às famílias, desejando força e conforto a todos que enfrentam esta dolorosa perda". Fonte: https://g1.globo.com

Dez pessoas morrem após ônibus tombar em Petrópolis.

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Publicado em 16 agosto 2026
  • Acidente na 040,
  • Acidente na Serra de Petrópolis,
  • Petrópolis
  • Dez pessoas morrem na serra de Petrópolis
  • descida da serra para o Rio de Janeiro,
  • Região Serrana do RJ,
  • 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis,
  • Estrela Guia Turismo

Acidente aconteceu no km 91 da BR-040, na madrugada deste domingo (16). Coletivo levava 49 pessoas e saiu de Belo Horizonte. Os corpos foram levados para o IML da Cidade Imperial.

 

Ônibus foi destombado na manhã deste domingo — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Por Rafael Nascimento, g1 Rio

Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis (RJ) neste domingo (16). O acidente ocorreu na descida da serra, no Km 91 da BR-040.

O coletivo levava 49 pessoas e vinha de Belo Horizonte. A perícia foi acionada e o caso está sob investigação na 105ª DP (Petrópolis).

O resgate mobilizou 4 quartéis do Corpo de Bombeiros. A pista sentido Rio de Janeiro teve interdição total e registrou 1 km de retenção.

Pelo menos 10 pessoas morreram no tombamento de um ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do RJ, na madrugada deste domingo (16). Entre as vítimas estão 8 mulheres e 1 criança.

O acidente foi no Km 91 da BR-040, na descida da serra para o Rio de Janeiro, por volta das 4h30.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o coletivo da Estrela Guia Turismo havia saído de Belo Horizonte em direção a Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O Corpo de Bombeiros contabilizou atendimento a 49 pessoas, 8 das quais foram encontradas sem vida.

“Duas pessoas ficaram em estado grave, 12 tiveram ferimentos considerados moderados e foram encaminhadas para unidades hospitalares de referência, como o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e o Hospital Municipal Santa Tereza, em Petrópolis.”

Uma das feridas morreu a caminho do hospital. O motorista sobreviveu.

A perícia foi acionada, e o caso foi encaminhado para a 105ª DP (Petrópolis). A Polícia Civil informou ainda que os corpos das nove vítimas fatais foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis, onde serão submetidos a exames periciais.

 

‘Grande operação’, diz prefeito de Petrópolis

O prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes (PP), afirmou que uma grande operação de socorro e resgate foi mobilizada após o acidente. Segundo ele, equipes do Samu de Petrópolis, do Samu da Baixada Fluminense, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal atuaram no atendimento às vítimas.

“Foi uma grande operação de socorro e resgate. O Samu de Petrópolis, o Samu da Baixada, o Corpo de Bombeiros, a PRF, todo mundo atuando e passando as informações”, disse o prefeito.

Hingo também lamentou as mortes registradas na ocorrência e informou que pacientes foram encaminhados para o Hospital Santa Teresa, unidades de pronto atendimento de Petrópolis e hospitais da Baixada Fluminense. Segundo ele, cinco ambulâncias do Samu municipal foram direcionadas para a operação.

Segundo os hospitais que receberam parte das vítimas do acidente, ao menos 23 pessoas deram entrada nas unidades de saúde após o tombamento.

O Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, informou ter recebido 14 pacientes. Desses, um morreu e 13 permaneciam em atendimento até a última atualização.

Já o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, informou que recebeu 9 vítimas. Segundo a unidade, todos os pacientes estão sendo atendidos por equipes multiprofissionais, seguindo os protocolos de assistência e classificação de risco. Os hospitais não divulgaram informações individuais sobre o estado de saúde dos feridos.

 

Interdição da via após quase 4 horas

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 4h40 para uma ocorrência de queda de veículo na região de Caxambu, próximo ao Sítio Flor da Serra. O atendimento mobilizou equipes dos quartéis de Campos Elíseos, Parada de Lucas, Itaipava e Petrópolis.

A concessionária Elovias informou que a pista no sentido Rio de Janeiro ficou totalmente interditada para o atendimento da ocorrência.

A liberação total da via aconteceu às 7h45, quase 4 horas após o tombamento.

 

Proprietário em ‘estado de pânico’, diz defesa

Ao g1 de Minas Gerais, um dos advogado da empresa disse que o proprietário não vai se pronunciar sobre o acidente por estar em "estado de pânico".

Em nota, a Estrela Guia Turismo lamentou o ocorrido, prestou solidariedade às vítimas e afirmou que está dando suporte aos feridos e familiares, além de colaborar com as autoridades na apuração das causas do tombamento.

Segundo a defesa, um ônibus já foi disponibilizado para levar os sobreviventes de volta à Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas a viagem depende da liberação médica dos passageiros.

Até o início da tarde, a empresa informou que oito pessoas haviam recebido alta. O motorista do coletivo está entre os feridos e sofreu fraturas nas duas pernas. A empresa também informou que os passageiros saíram da Região Metropolitana de BH com destino a Copacabana.

Familiares e amigos das vítimas do acidente com o ônibus da Estrela Guia Turismo podem buscar informações diretamente com a empresa.

A viação informou que disponibilizou um canal de atendimento pelo telefone e WhatsApp (31) 99100-3446. Fonte: https://g1.globo.com

Igreja colombiana diante do terremoto: uma só família na adversidade

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Publicado em 11 agosto 2026
  • Tragédia,
  • terremoto na Colômbia
  • San José del Palmar,
  • Os bispos colombianos
  • solidariedade às vítimas do terremoto
  • cardeal Luis José Rueda Aparicio,
  • cardeal Rueda
  • onferência Episcopal Colombiana

Os bispos colombianos expressam sua solidariedade às vítimas do terremoto e apelam por uma resposta à emergência caracterizada por solidariedade, responsabilidade e fraternidade. O cardeal Luis José Rueda Aparicio, primaz da nação, convida a todos a transformar esta tragédia em uma oportunidade para “nos reconstruirmos a partir do coração” e superarmos as divisões.

 

Sebastian Sanson Ferrari – Cidade do Vaticano

Em resposta ao forte terremoto que atingiu diversas regiões da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, os bispos do país elevaram suas orações pelas vítimas, pelos feridos e pelas famílias afetadas, e expressaram sua solidariedade às comunidades impactadas pela emergência. Em um comunicado divulgado em Bogotá, os bispos pediram à Colômbia a reconhecer-se mais uma vez como “uma só família” e que responda ao sofrimento com generosidade, responsabilidade e solidariedade.

O terremoto de magnitude 7,4 afetou amplas áreas do país, com relatos de danos em cidades e vilas, bem como em igrejas, hospitais, escolas, casas e estradas. O evento sísmico resultou em ao menos de 132 mortes, mais de 570 feridos e 2.700 desaparecidos.

 

“Momento de provação” e de encontro

Em mensagem dirigida aos ouvintes da Rádio Vaticano e aos seguidores do Vatican News, o cardeal Rueda descreveu o dia como um “momento de provação”, mas também como uma oportunidade para encontrar um terreno comum em meio à crise.

“Em meio às dificuldades deste terremoto, em meio à crise que estamos vivenciando, queremos encontrar um terreno comum para continuarmos caminhando juntos”, afirmou o purpurado que exortou a todos a cultivar uma esperança “concreta, criativa e compassiva”.

Para o arcebispo de Bogotá, a emergência interpela toda a sociedade e exige responsabilidade compartilhada na busca do bem comum. Daí seu apelo para superar as divisões e a olhar uns para os outros “com os olhos de irmãos e irmãs”.

 

Reconstruir não somente paredes

O cardeal Rueda enfatizou que a reconstrução não pode se limitar às estruturas materiais danificadas pelo terremoto. “Que a tragédia se torne uma oportunidade para nos reconstruirmos”, expressou, colocando a ênfase em uma reconstrução interior e social. “Não apenas reconstruir as paredes de nossas casas, o que devemos fazer, mas sobretudo reconstruir-nos a partir do coração como uma sociedade unida”, acrescentou.

Nessa tarefa, destacou especialmente o trabalho dos bancos de alimentos e dos voluntários das dioceses do país. Seu apelo foi claro: colocar “nossas mãos, nossos corações e nossa sabedoria” a serviço daqueles que perderam tudo.

 

Os bispos: ninguém pode enfrentar sozinho uma emergência como esta

Em uma declaração, a Conferência Episcopal Colombiana expressou seu “afeto e proximidade” com aqueles que sofrem as consequências do terremoto, cujo epicentro foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó.

Os bispos asseguraram suas orações por aqueles que perderam suas vidas, pelos desaparecidos, pelos feridos e pelas famílias afetadas. Eles também confiaram a Deus todos os que participam dos esforços de emergência: organizações de socorro, autoridades, profissionais da saúde, voluntários, servidores públicos, membros das forças de segurança e todos os que trabalham nas buscas, resgates e cuidados com os afetados.

“Ninguém pode enfrentar uma emergência desta magnitude sozinho”, alertaram os bispos, para quem a tragédia apresenta mais uma vez à Colômbia o desafio de se reconhecer como uma só família:

A Colômbia é chamada, mais uma vez, a reconhecer-se como uma só família e a responder ao sofrimento de seus irmãos e irmãs com generosidade, responsabilidade e solidariedade. Que cada gesto de ajuda, cada mão estendida e cada esforço conjunto sejam sinais concretos de fraternidade e esperança; portanto, comunicaremos o mais breve possível as formas de oferecer solidariedade e apoio.

 

Sob a proteção da Virgem Maria

 Ao concluir sua mensagem, os pastores da Igreja na Colômbia confiaram o país, e particularmente as comunidades afetadas, à proteção maternal da Virgem Maria.

Pediram-lhe que acompanhasse o povo colombiano e o ensinasse a permanecer unido, a cuidar uns dos outros e a manter a esperança “mesmo em meio à adversidade”. Fonte: https://www.vaticannews.va

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