Olhar Jornalístico

Quarta-feira, 15 de abril-2026. 2ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 15 abril 2026
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 1) Oração

Imploramos, ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana, e nos traz a esperança de ressurreição: concedei-nos acolher com amor o que celebramos com fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 2) Leitura do Evangelho (João 3, 16-21)

Naquele tempo Jesus disse a Nicodemos: 16De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. 19Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.

 

3) Reflexão

O evangelho de João é como um tecido, feito com três fios diferentes mas parecidos. Os três combinam tão bem entre si que, às vezes, não dá para perceber quando se passa de um fio para outro. 1. O primeiro fio são os fatos e as palavras de Jesus dos anos trinta, conservados pelas testemunhas oculares que guardaram as coisas que Jesus fez e ensinou. 2. O segundo fio são os fatos da vida das comunidades. A partir da sua fé em Jesus e convencidas da presença dele em seu meio, as comunidades iluminavam a sua caminhada com as palavras e os gestos de Jesus. Isto influenciou a descrição dos fatos. Por exemplo, o conflito das comunidades com os fariseus do fim do primeiro século marcou a maneira de descrever os conflitos de Jesus com os fariseus. 3. O terceiro fio são comentários feitos pelo evangelista. Em certas passagens, é difícil perceber quando Jesus deixa de falar e o próprio evangelista começa a tecer seus comentários. O texto do evangelho de hoje, por exemplo, é uma reflexão bonita e profunda do próprio evangelista a respeito da ação de Jesus. A gente quase nem percebe a diferença entre a fala de Jesus e a fala do evangelista. De qualquer maneira, tanto uma como outra, ambas são palavra de Deus.

João 3,16:: Deus amou o mundo. A palavra mundo é uma das palavras mais freqüentes no evangelho de João: 78 vezes! Ela tem vários significados. Em primeiro lugar mundo pode significar a terra, o espaço habitado pelos seres humanos (Jo 11,9; 21,25) ou mesmo o universo criado (Jo 17,5.24). Mundo também pode significar as pessoas que habitam esta terra, a humanidade toda (Jo 1,9; 3,16; 4,42; 6,14; 8,12). Pode significar ainda um grande grupo, um grupo numeroso de pessoas, no sentido quando falamos “todo mundo” (Jo 12,19; 14,27). Aqui no nosso texto a palavra mundo tem o sentido de humanidade, todo ser humano. Deus ama a humanidade de tal modo que chegou a entregar seu filho único. Quem aceita que Deus chega até nós em Jesus, este já passou pela morte e já tem a vida eterna.

João 3,17-19: O verdadeiro sentido do julgamento. A imagem de Deus que transparece nestes três versículos é de um pai cheio de ternura e não de um juiz severo. Deus mandou seu filho não para julgar e condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê em Jesus e o aceita como revelação de Deus não é julgado, pois já é aceito por Deus. E quem não crê em Jesus já está julgado. Ele se excluiu a si mesmo. E o evangelista repete o que já disse no prólogo: muitas pessoas não querem aceitar Jesus, porque a sua luz revela a maldade que nelas existe (cf. Jo 1,5.10-11).

João 3,20-21: Praticar a verdade. Existe em todo ser humano uma semente divina, um traço do Criador. Jesus, como revelação do Pai, é uma resposta a este desejo mais profundo do ser humano. Quem quer ser fiel ao mais profundo de si mesmo, aceitará Jesus. Difícil você encontrar uma visão ecumênica mais ampla do que o evangelho de João expressa nestes versículos.

Completando o significado da palavra mundo no Quarto Evangelho. Outras vezes, a palavra mundo significa aquela parte da humanidade que se opõe a Jesus e à sua mensagem. Aí a palavra mundo toma o sentido de “adversários” ou “opositores” (Jo 7,4.7; 8,23.26; 9,39; 12,25). Este mundo contrário à prática libertadora de Jesus é chefiado pelo Adversário ou Satã, também chamado de “príncipe deste mundo” (Jo 14,30; 16,11). Ele representa o império romano e, ao mesmo tempo, os líderes dos judeus que estão expulsando os seguidores e as seguidoras de Jesus das sinagogas. Este mundo persegue e mata as comunidades, trazendo tribulações aos fiéis (Jo 16,33). Jesus as libertará, vencendo o príncipe deste mundo (Jo 12,31). Assim, mundo significa uma situação de injustiça, de opressão, gerando ódio e perseguição contra as comunidades do Discípulo Amado. Os perseguidores são aquelas pessoas que estão no poder, os dirigentes, tanto do império quanto da sinagoga. Enfim, todos aqueles que praticam a injustiça usando para isto o nome do próprio Deus (Jo 16,2). A esperança que o evangelho dá para as comunidades perseguidas é que Jesus é mais forte que o mundo. Por isso ele diz: “No mundo tereis tribulações. Mas tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,33). 

 

4) Para um confronto pessoal

1) Deus amou o mundo de tal modo que chegou a entregar seu próprio filho. Será que esta verdade já chegou a penetrar no mais profundo do meu eu, da minha consciência?

2) A realidade mais ecumênica que existe é a vida que Deus nos deu e pela qual Ele entregou seu próprio filho. Como vivo o ecumenismo no dia a dia da minha vida?

 

5) Oração final

Bendirei o SENHOR em todo tempo, seu louvor estará sempre na minha boca. Eu me glorio no SENHOR, ouçam os humildes e se alegrem.  (Sl 33, 2-3)

Papa deixa a Argélia para seguir a Camarões, segunda etapa da viagem à África

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Publicado em 15 abril 2026
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O avião com o Pontífice a bordo partiu do aeroporto de Argel às 10h16 (hora local). Um voo de cerca de 5 horas o levará a Yaoundé, capital de Camarões, onde será recebido com uma cerimônia de boas-vindas. Além dos encontros institucionais com o presidente da República e as autoridades, está prevista uma visita ao orfanato Ngul Zamba.

 

Vatican News

O avião da ITA Airways, com o Papa Leão XIV a bordo, decolou do Aeroporto Internacional Houari Boumédiène, em Argel, às 10h16 (hora local). O voo desta quarta-feira, 15 de abril, com destino a Camarões — segunda etapa das quatro nações visitadas pelo Pontífice na sua viagem apostólica à África —, terá duração de cerca de 5 horas.

 

A visita à creche Notre Dame d’Afrique

Antes da partida e após a despedida da Nunciatura Apostólica, o Pontífice visitou brevemente a creche Notre Dame d’Afrique, administrada pelas Irmãs Missionárias da Caridade. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou a notícia em seu canal do Telegram, especificando que “as crianças apresentaram um breve espetáculo para o Papa, que depois se despediu delas e das irmãs antes de seguir para o aeroporto”.

 

Forte apelo à unidade

“Que tous soient un”, “May they all be one”, “In Illo uno unum”. Três idiomas, três apelos à unidade: nos dois primeiros casos, trata-se de uma passagem do Evangelho de João; no último, porém, do lema de Leão XIV, extraído de um sermão de Santo Agostinho, que expressa a ideia de que “embora nós, cristãos, sejamos muitos, no único Cristo somos um”. É esse o eixo temático em que se insere a presença do Pontífice no país, que se estende quase até o Equador. Ele ficará em Yaoundé, a capital, mas também visitará Douala, centro econômico de Camarões, e Bamenda, no noroeste: uma região assolada, desde 2013, por um conflito sangrento e quase esquecido, que causou milhares de mortos e quase 500 mil deslocados internos.

 

A programação do dia

Na chegada ao Aeroporto Internacional de Yaoundé-Nsimalen, o Papa será recebido pelo primeiro-ministro Joseph Dion Ngute e pelo núncio apostólico José Avelino Bettencourt. Após a execução dos hinos nacionais e a apresentação das delegações, o Pontífice seguirá para o Palácio da Unidade, residência oficial do presidente Paul Biya, que o receberá juntamente com a esposa Chantal. Após a visita de cortesia, com um encontro privado e a troca de presentes, Leão XIV se reunirá com representantes das autoridades, da sociedade civil e do corpo diplomático, sempre no Palácio Presidencial. Lá, ele irá proferir um discurso, precedido por uma intervenção do presidente Biya.

A próxima etapa deste terceiro dia da viagem apostólica será a visita ao Orfanato Ngul Zamba, instituição mantida exclusivamente por doações, que acolhe jovens de 18 meses a 20 anos. Lá, cantos e testemunhos darão as boas-vindas ao Pontífice, que, após saudar a comunidade, seguirá para a sede da Conferência Episcopal do Camarões para um encontro privado com os bispos locais. O dia será encerrado na Nunciatura Apostólica no Camarões, onde o Papa jantará em ambiente privado. Fonte: https://www.vaticannews.va

Terça-feira, 14 de abril-2026. 2ª SEMANA DA PÁSCOA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 14 abril 2026
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1) Oração

Fazei-nos, ó Deus todo-poderoso, proclamar o poder do Cristo ressuscitado, e, tendo recebido as primícias dos seus dons, consigamos possuí-los em plenitude. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 3, 7b-15)

Naquele tempo Jesus disse a Nicodemos: 7bÉ necessário para vós nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos, então, perguntou: “Como pode isso acontecer?” 10Jesus respondeu: “Tu és o mestre de Israel e não conheces estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo: nós falamos do que conhecemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando eu vos falar das coisas do céu? 13Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. 14Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, 15a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna”.

 

3) Reflexão

O evangelho de hoje traz uma parte da conversa de Jesus com Nicodemos. Nicodemos tinha ouvido falar das coisas que Jesus realizava, ficou impressionado e queria conversar com Jesus para poder entender melhor. Ele pensava conhecer as coisas de Deus. Vivia com o livrinho do passado na mão para ver se o novo que Jesus anunciava estava de acordo. Na conversa, Jesus disse que a única maneira para ele, Nicodemos, poder entender as coisas de Deus era nascer de novo! Às vezes, nós somos como Nicodemos: só aceitamos como novo aquilo que está de acordo com as nossas antigas idéias. Outras vezes, deixamos nos surpreender pelos fatos e não temos medo de dizer: "Nasci de novo!"

Quando os evangelistas recolhem as palavras de Jesus, eles têm presente os problemas das comunidades para as quais escrevem. As perguntas de Nicodemos a Jesus eram um espelho das perguntas das comunidades da Ásia Menor do fim do primeiro século. Por isso, as respostas de Jesus a Nicodemos eram, ao mesmo tempo, uma resposta para os problemas daquelas comunidades. Era assim que os cristãos faziam a catequese naquele tempo. Muito provavelmente, o relato da conversa entre Jesus e Nicodemos fazia parte da catequese batismal, pois diz que as pessoas devem renascer da água e do espírito (Jo 3,6).

João 3,7b-8: Nascer do alto, nascer de novo, nascer do Espírito. Em grego, a mesma palavra significa de novo e do alto.  Jesus tinha dito “Quem não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). E acrescentou: "O que nasceu da carne é carne. O que nasceu do Espírito é Espírito" (Jo 3,6). Aqui, carne significa aquilo que nasce só das nossas idéias. O que nasce de nós tem o nosso tamanho. Nascer do Espírito é outra coisa! E Jesus reafirmou novamente o que tinha dito antes: “Vocês devem nascer do alto (de novo)”. Ou seja, devem renascer do Espírito que vem do alto. E ele explica que o Espírito é como o vento. Tanto no hebraico como no grego, usa-se a mesma palavra para dizer espírito  e vento. Jesus diz: "O vento sopra onde quer e você ouve o seu ruído, mas você não sabe de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do espírito".  O vento tem, dentro de si, um rumo, uma direção. Nós percebemos a direção do vento, por exemplo, o vento Norte ou o vento Sul, mas não conhecemos nem controlamos a causa a partir da qual o vento se movimenta nesta ou naquela direção. Assim é o Espírito. "Ninguém é senhor do Espírito" (Ecl 8,8). O que mais caracteriza o vento, o Espírito, é a liberdade. O vento, o Espírito, é livre, não pode ser controlado. Ele age sobre os outros e ninguém consegue agir sobre ele. Sua origem é mistério, seu destino é mistério. O barqueiro deve, primeiro, descobrir o rumo do vento. Depois, deve colocar as velas de acordo com este rumo. É o que Nicodemos e todos nós temos de fazer.

João 3,9: Pergunta de Nicodemos: Como é que isto pode acontecer?  Jesus não disse nada mais do que resumir o que o Antigo Testamento já ensinava sobre a ação do Espírito, do vento santo, na vida do povo de Deus e que Nicodemos, como mestre e doutor, devia saber. Mesmo assim, Nicodemos se espantou com a resposta de Jesus e se faz de ignorante: "Como é que isto pode acontecer?".

João 3,10-15: Resposta de Jesus: a fé nasce do testemunho e não do milagre.  Jesus dá o troco: "Você é mestre em Israel e não sabe disso?" Pois para Jesus, se uma pessoa crê só quando as coisas estão de acordo com os seus próprios argumentos e idéias, ainda não é perfeita a sua fé. Perfeita, sim, é a fé da pessoa que acredita por causa do testemunho. Ela deixa de lado seus próprios argumentos e se entrega, porque crê naquele que testemunhou.

 

4) Para um confronto pessoal

1- Você já passou por alguma experiência que lhe deu a sensação de nascer de novo? Como foi?

2- Jesus compara a ação do Espírito Santo com o vento. O que esta comparação nos revela sobre a ação do Espírito de Deus em nossa vida? Você já colocou as velas do barco da sua vida de acordo com o rumo do vento, do Espírito?

 

5) Oração final

O SENHOR reina, de esplendor se veste, o SENHOR se reveste e se cinge de poder; está firme o mundo, jamais será abalado. Dignos de fé são teus testemunhos; a santidade convém à tua casa por dias sem fim, ó SENHOR! (Sl 92, 1.5)

Padre de Divinópolis denuncia possíveis irregularidades e caso gera tensão entre fiéis.

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Publicado em 14 abril 2026
  • Padre de Divinópolis denuncia possíveis irregularidades
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  • padre Ulysses

 

A saída do padre Ulysses da Paróquia Sagrada Família, anunciada neste domingo de Páscoa, foi marcada por clima de surpresa e apreensão entre os fiéis. O sacerdote, que agora seguirá para o Mosteiro de São Bento, teria feito declarações contundentes ao final de sua última missa, neste domingo de Páscoa, na celebração das 19h30min, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades dentro da própria igreja.

De acordo com relatos de paroquianos presentes na celebração, o padre mencionou indícios de atos de corrupção envolvendo membros ligados à administração da paróquia. As falas, consideradas graves, teriam causado comoção e dividido opiniões entre os fiéis, muitos dos quais afirmam não esperar que a despedida ocorresse em meio a denúncias.

Ainda segundo frequentadores da comunidade, há comentários sobre possíveis desvios de conduta administrativa e até de recursos financeiros, que estariam entre as irregularidades citadas. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial nem detalhamento das acusações.

A reportagem tentou contato com o padre Ulysses, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. A diocese responsável também foi procurada e deve se manifestar para esclarecer os fatos e responder às inquietações da comunidade católica.

Diante da repercussão, fiéis aguardam posicionamentos oficiais que possam confirmar ou descartar as denúncias, além de possíveis medidas a serem adotadas. O caso levanta questionamentos sobre transparência na gestão paroquial e reforça a necessidade de apuração rigorosa.

Apesar da repercussão, até o momento não foi possível obter um posicionamento oficial do padre Ulysses. Nossa reportagem tentou contato com o sacerdote, mas não obteve sucesso. A assessoria da Diocese também foi procurada e informou que deverá se manifestar por meio de nota oficial assim que tiver acesso ao vídeo com a fala do padre. Fonte: https://www.sistemampa.com.br

Papa: “não sou político, falo de Evangelho. Aos líderes mundiais: basta de guerras”

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Publicado em 13 abril 2026
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Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem apostólica à África, Leão XIV cumprimenta os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “é uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ao Pontífice, uma pergunta sobre as críticas dirigidas a ele por Trump: “não quero entrar em um debate. A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”

 

Salvatore Cernuzio – no voo Roma/Argel

“Bom dia a todos, welcome aboard!”. Leão XIV mostra-se sereno e claramente entusiasmado com esta terceira viagem apostólica internacional com destino à África, que tem início nesta segunda-feira, 13 de abril. Uma longa viagem que levará o Papa em peregrinação até a próxima quinta-feira, dia 23, pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. Lugares onde, como ele diz, levará “a mensagem da Igreja, a mensagem do Evangelho: bem-aventurados os construtores de paz”. Pois esse é o papel do Papa: não o de “um político”, afirma Leão aos cerca de 70 jornalistas que o acompanham na viagem e que, uma hora após a decolagem, cumprimenta um a um durante o voo para Argel. Um costume em todas as viagens apostólicas, ocasião para a troca de presentes e, desta vez, também para comentar – a pedido dos próprios jornalistas – as duras declarações contra ele feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede social Truth.

 

Falar com força contra a guerra

“Eu não vejo o meu papel como o de um político; não sou um político, eu não quero entrar em um debate com ele”, observou o Pontífice, referindo-se ao presidente. “Não penso que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada como alguns estão fazendo. Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

A mensagem que o Bispo de Roma faz questão de reiterar é, portanto, “sempre a mesma: a paz. Digo isso para todos os líderes do mundo, não apenas para ele: tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”. 

 

Construtores de paz

A uma jornalista dos Estados Unidos, que fazia a mesma pergunta, o Papa reitera: “eu não tenho medo do governo de Trump. Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, aquela pela qual a Igreja trabalha”. “Nós não somos políticos – repete Leão – não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.

 

Viagem especial

E é justamente a construção da paz o objetivo fundamental da viagem à África. Viagem que, como explica o próprio Leão XIV ao microfone, “deveria ter sido a primeira viagem do pontificado”. “Já no ano passado, no mês de maio, eu havia dito 'gostaria de fazer minha primeira viagem na África'. Outros sugeriram imediatamente a Argélia por causa de Santo Agostinho”, acrescenta, dizendo-se “muito feliz por visitar novamente a terra de Santo Agostinho, que oferece uma ponte muito importante para o diálogo inter-religioso”. 

A oportunidade de visitar os locais da vida do bispo de Hipona, hoje Annaba, é, portanto, segundo o Papa Leão, “uma bênção também para mim pessoalmente, para a Igreja e para o mundo. Pois devemos sempre buscar pontes para construir a paz e a reconciliação”. Nessa perspectiva, a viagem apostólica “representa realmente uma oportunidade importantíssima para continuar com a mesma voz, com a mesma mensagem, de que queremos promover a paz e a reconciliação, bem como o respeito e a consideração por todos os povos”. 

 

Um presente das Canárias

Foram muitos os presentes entregues ao Papa durante o encontro com os jornalistas, cinegrafistas e repórteres: livros, desenhos, cartas, uma pequena ícone de Nossa Senhora do Bom Conselho, venerada por toda a Ordem de Santo Agostinho, da qual provém. Entre os presentes mais simbólicos, certamente se destaca o da jornalista da emissora espanhola Radio Cope, Eva Fernández: simbólico porque une a viagem à África com a que ocorrerá em junho à Espanha. Trata-se de um fragmento de um dos inúmeros “cayucos”, nome dado às embarcações rudimentares com as quais os migrantes africanos deixam o seu país para desembarcar perto de La Restinga, na ilha de El Hierro. Neste que é o ponto mais ao sul da Espanha, somente em 2025 chegaram mais de 10 mil pessoas, quase tantas quanto os habitantes da ilha, que são pouco menos de 12 mil. A rota das Canárias é considerada uma das mais perigosas do mundo, com pessoas no mar por pelo menos uma semana. 

Leão XIV visitará, como se sabe, as Canárias, ao final da sua viagem à Espanha de 6 a 12 de junho. Nesta segunda-feira (13/04), ele recebeu com gratidão, repetindo várias vezes “gracias” em espanhol, este presente abençoado pelo bispo de Tenerife e proveniente do Senegal e da Gâmbia. Ainda a respeito da Espanha, outro presente para Leão: uma reprodução do pináculo da torre de São Bernabé da Sagrada Família, a única construída em vida por Gaudí, que queria garantir que fosse concluída antes da sua morte para servir de modelo para as outras torres. Fonte: https://www.vatican

Vigília de oração pela paz presidida pelo Papa, em 11 de abril, às 18h locais

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Publicado em 11 abril 2026
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O comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé especifica que a oração será realizada na Basílica de São Pedro e estará aberta a todos os fiéis.

 

Vatican News

"Durante a Audiência Geral desta manhã", em 8 de abril, o Papa Leão XIV "renovou o seu convite a todos os fiéis para se unirem a ele num momento de oração pela paz, que se realizará na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril de 2026, às 18h locais (13h de Brasília)". Esta informação foi divulgada num comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, na sequência do anúncio feito pelo Pontífice na manhã de Páscoa, durante a sua tradicional mensagem Urbi et Orbi.

Um momento aberto a todos os fiéis

O momento de oração, continua o texto, será presidido pelo Papa e estará aberto à "participação de todos os fiéis". O apelo renovado da manhã desta quarta-feira para participar da vigília de oração seguiu-se à "satisfação" e à "viva esperança" do Pontífice com o anúncio da trégua de duas semanas no Oriente Médio. Fonte: https://www.vaticannews.va

A justiça de Pilatos

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Publicado em 11 abril 2026
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  • A celebração da Paixão de Cristo

A celebração da Paixão de Cristo recorda à humanidade inteira a dignidade inalienável e os direitos fundamentais de toda pessoa

 

Por Dom Odilo P. Scherer

A Páscoa cristã e também a Páscoa judaica deste ano transcorreram entre rumores de guerra noticiados em todo o mundo, mas sentidos, sobretudo, por cristãos e judeus em Jerusalém, coração do memorial da Páscoa judaica e cenário da Paixão de Jesus Cristo, ocorrida há cerca de 2 mil anos. Os ritos sagrados foram celebrados lá de forma contida, na insegurança, sob a ameaça de bombas. Nesse contexto, alguns momentos e palavras do drama da Paixão de Jesus Cristo soaram de maneira nova e forte, mostrando seu significado perene.

Pôncio Pilatos era governador romano da província da Judeia, quando Jesus foi crucificado. Foi a ele que os acusadores levaram o Nazareno, pleiteando aos gritos a sua condenação à morte de cruz (ver João, 19, 1-16). Pilatos interrogou Jesus, que se manteve em silêncio na maior parte do tempo. O governador não encontrou nele crime algum que justificasse a condenação à morte. Mas a turba, incitada a pedir sua condenação, pressionava Pilatos, ameaçando denunciá-lo diante do imperador Tibério Júlio César Augusto por leniência e por não castigar um prisioneiro supostamente incômodo e perigoso para os interesses do império. Pilatos ficou temeroso pela própria posição e passou a administrar o caso politicamente, cuidando de ficar bem com César e com o povo que o desafiava. Administrar a justiça de modo político pode ser bem complicado!

Cheio de medo, Pilatos voltou a interrogar Jesus, que não lhe respondeu. Adianta responder, fazer audiências e arrolar testemunhas para quem a verdade não interessa e já tem sua decisão tomada? O governador, então, usou do poder para se impor e ameaçar: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” Pilatos tinha esse poder, mas para governar conforme o Direito, a justiça e a verdade. Não para condenar inocentes. Sobre a verdade, ele tinha suas dúvidas e já havia perguntado antes a Jesus em tom cínico: “O que é a verdade?” Haveria uma verdade diversa da dos poderosos? Para um prisioneiro bem amarrado, à sua frente, não podia haver uma verdade que não fosse interessante para Pilatos, o poderoso julgador. Difícil conciliação essa, da justiça com a verdade! No entanto, se a justiça não corresponder à verdade, ela nunca será verdadeira, podendo tornar-se instrumento de opressão nas mãos de quem tem o poder.

Pilatos administrou a justiça em função de seus próprios interesses diante do imperador romano e diante do povo que governava. Mesmo reconhecendo a inocência de Jesus, entregou-o para ser crucificado. Foi pragmático e se livrou do problema, sem se comprometer, lavando as mãos diante do povo, como a dizer: “A responsabilidade não é minha. Nada tenho a ver com o que vocês fizerem com Jesus”. No entanto, seu gesto teatral não anulou nem diminuiu sua responsabilidade pela condenação de Jesus. As decisões da Justiça tomadas sob pressão e no cálculo de interesses, que não sejam a verdade do caso em julgamento, podem ser muito injustas.

Impressionam também as cenas de desprezo e humilhação infligidas a Jesus pelos guardas e os soldados do governador. Mesmo sem estar condenado ainda, Jesus foi duramente flagelado e coroado de espinhos; todo ensanguentado, foi revestido de um manto vermelho, zombado e humilhado. Antes da crucificação, despiram-no de suas vestes, como se fazia com os condenados à morte de cruz. Esse ato significava um vilipêndio extremo, despojando completamente o condenado de sua dignidade. Ele já não era mais ninguém, senão apenas um objeto de derrisão, chacota e insultos. Na expressão do Salmo, Jesus foi reduzido a “um verme e não um homem, objeto de zombaria e desprezo” (ver Salmo 22,7-9).

A presunção de inocência, a dignidade e os direitos da pessoa humana ainda não haviam sido proclamados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esse marco civilizatório da humanidade precisou esperar mais 20 séculos para ser anunciado; mesmo assim, ainda hoje, não tem o reconhecimento universal e segue sendo ignorado amplamente. Entre os direitos humanos mais desrespeitados está o da liberdade religiosa, uma privação mais ou menos grave para dois terços da humanidade. Outro problema, bem atual, são os direitos da população civil nas situações de guerra; seus sofrimentos acabam sendo considerados apenas um efeito colateral negligenciável na lógica da guerra.

A celebração da Paixão de Cristo, sempre e de novo, recorda à humanidade inteira a dignidade inalienável e os direitos fundamentais de toda pessoa. Vêm à mente as palavras de uma autoridade do Tribunal de Justiça de São Paulo, em resposta a um movimento que demandava a retirada do crucifixo da sala magna do Tribunal, sob a alegação de que não cabem símbolos religiosos em espaços representativos do Estado laico. A resposta foi que o crucifixo não é apenas um símbolo religioso, mas também a lembrança histórica de uma grave injustiça contra uma pessoa e uma herança cultural, um sinal para todos os servidores da Justiça: que não se devem condenar inocentes, nem absolver culpados. Fonte: https://www.estadao.com.br

Sexta-feira, 10 de abril-2026. Oitava da Páscoa. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 10 abril 2026
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  • Oitava da Páscoa
  • Lectio Divina do Frei Carlos Mesters,

 

1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que no Sacramento pascal restaurastes vossa aliança, reconciliando convosco a humanidade, concedei-nos realizar em nossa vida o mistério que celebramos na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 21, 1-14)

Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Gêmeo, Natanael, de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos dele. 3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Nós vamos contigo”. Saíram, entraram no barco, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já de manhã, Jesus estava aí na praia, mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Ele perguntou: “Filhinhos, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Ele lhes disse: “Lançai a rede à direita do barco e achareis”. Eles lançaram a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo que Jesus mais amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu e arregaçou a túnica (pois estava nu) e lançou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com o barco, arrastando as redes com os peixes. Na realidade, não estavam longe da terra, mas somente uns cem metros. 9Quando chegaram à terra, viram umas brasas preparadas, com peixe em cima e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11Então, Simão Pedro subiu e arrastou a rede para terra. Estava cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rasgou. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu a eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

 

3) Reflexão

O Capítulo 21 do evangelho de São João parece um apêndice que foi acrescentado mais tarde depois que o evangelho já estava terminado. A conclusão do capítulo anterior (Jo 20,30-31) ainda deixa perceber que se trata de um acréscimo. De qualquer maneira, acréscimo ou não, é Palavra de Deus que traz uma bonita mensagem de ressurreição para esta sexta-feira da semana de Páscoa.

João 21,1-3: O pescador de homens volta a ser pescador de peixes.  Jesus morreu e ressuscitou. No fim daqueles três anos de convivência com Jesus, os discípulos voltaram para a Galiléia. Um grupo deles está de novo diante do lago. Pedro retoma o passado e diz: “Eu vou pescar!” Os outros disseram: “Nós vamos com você!” Assim, Tomé, Natanael, João e Tiago junto com Pedro saíram de barco e foram pescar. Retomaram a vida do passado como se nada tivesse acontecido. Mas algo aconteceu. Algo estava acontecendo! O passado não voltou! “Não pagaram nada!” Voltaram à praia cansados. Foi uma noite frustrante.

João 21,4-5: O contexto da nova aparição de Jesus.  Jesus estava na praia, mas eles não o reconheceram. Jesus pergunta: “Moços, por acaso vocês alguma coisa para comer?” Responderam: “Não!” Na resposta negativa reconheceram que a noite tinha sido frustrante e que não pescaram nada. Eles tinham sido chamados para serem pescadores de homens (Mc 1,17; Lc 5,10), e voltaram a ser pescadores de peixes. Mas algo mudou em suas vidas! A experiência de três anos com Jesus provocou neles uma mudança irreversível. Já não era possível voltar para atrás como se nada tivesse acontecido, como se nada tivesse mudado. 

João 21,6-8: Lancem a rede do lado direito do barco e vocês vão encontrar. Eles fizeram algo que, provavelmente, nunca tinham feito na vida. Cinco pescadores experimentados obedecem a um estranho que mandou fazer algo que contrastava com a experiência deles.  Jesus, aquela pessoa desconhecida que estava na praia, mandou que jogassem a rede do lado direito do barco. Eles obedeceram, jogaram a rede, e foi um resultado inesperado. A rede ficou cheia de peixes! Como era possível! Como explicar esta surpresa fora de qualquer previsão? O amor faz descobrir. O discípulo amado diz: “É o Senhor!” Esta intuição clareou tudo. Pedro se jogou na água para chegar mais depressa perto de Jesus. Os outros discípulos vieram mais devagar com o barco arrastando a rede cheia de peixes.

João 21,9-14: A delicadeza de Jesus.  Chegando em terra, viram que Jesus tinha aceso umas brasas e que estava assando peixe e pão. Ele pediu que trouxessem mais uns peixes. Imediatamente, Pedro subiu no barco, arrastou a rede com cento e cinquenta e três peixes. Muito peixe, e a rede não se rompeu. Jesus chamou a turma: “Venham comer!” Ele teve a delicadeza de preparar algo para comer depois de uma noite frustrada sem pescar nada. Gesto bem simples que revela algo do amor com que o Pai nos ama. “Quem vê a mim vê o Pai” (Jo 14,9). Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. E evocando a eucaristia, o evangelista João completou: “Jesus se aproximou, tomou o pão e distribuiu para eles”. Sugere assim que a eucaristia é o lugar privilegiado para o encontro com Jesus ressuscitado.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Já aconteceu com você ter que te pediram jogar a rede do lado direito do barco da sua vida, contrariando toda a sua experiência? Você obedeceu? Jogou a rede?

2) A delicadeza de Jesus. Como é a sua delicadeza nas coisas pequenas da vida?

 

5) Oração final

Celebrai o SENHOR, porque ele é bom; pois eterno é seu amor. Que Israel diga: eterno é seu amor. Que a casa de Aarão diga: eterno é seu amor. Digam os que temem o SENHOR: eterno é seu amor. (Sl 117, 1-4)

Arquidioceses denunciam onda de golpes usando nome de arcebispos

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Publicado em 09 abril 2026
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Criminosos utilizam perfis falsos no WhatsApp e pedidos de Pix para custear 'aluguel de ônibus' para enganar fiéis em Pernambuco, Ceará e Alagoas; tática repete fraudes registradas contra lideranças religiosas desde 2020.

 

Pe. Rodrigo Rios - Vatican News

Uma série de tentativas de fraude tem colocado a comunidade católica e as autoridades em alerta máximo nesta semana. Criminosos estão utilizando perfis falsos em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para se passar por arcebispos do Brasil e extorquir fiéis. Entre as vítimas recentes da apropriação indevida de imagem estão dom Paulo Jackson (Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Maceió).

  

O mesmo modus operandi

Embora ocorram em estados diferentes, as abordagens seguem um padrão idêntico: os criminosos utilizam fotos dos bispos e entram em contato com amigos, fiéis e colaboradores. O pretexto utilizado é quase sempre o mesmo: a necessidade urgente de recursos financeiros para custear o aluguel ou frete de ônibus para eventos pastorais ou transporte de voluntários.

Em Maceió, a arquidiocese identificou o número (82) 98833-5975 como um dos canais utilizados para a fraude. Já no Recife, o golpe parte do número (81) 98873-1398. Em Fortaleza, com o número (85) 98441-4801, os relatos indicam que os golpistas também mencionam outras "necessidades ligadas a atividades pastorais" para convencer as vítimas a realizarem transferências imediatas.

 

As três instituições emitiram notas oficiais esclarecendo que:

- Os bispos não realizam pedidos de dinheiro ou doações via PIX por mensagens.
- Toda arrecadação institucional é feita exclusivamente por canais oficiais e documentos devidamente identificados.
- As autoridades policiais já foram informadas para que as medidas legais sejam tomadas.

Evidências do crime: capturas de tela mostram os perfis falsos e as mensagens utilizadas por golpistas no WhatsApp para extorquir fiéis em nome de dom Gregório Paixão e dom Beto Breis

 

Histórico: um crime que se repete

O uso da fé para aplicar golpes não é uma prática nova. As investigações mostram que este tipo de crime cíclico já afetou diversas outras lideranças nos últimos anos:

- 2025: O arcebispo de Montes Claros, dom José Carlos Souza Campos, teve o nome e a foto usados ilegalmente para o envio de boletos falsos a fiéis. No mesmo ano, dom Luiz Fernando Lisboa também foi alvo de tentativas semelhantes.
- 2020: Na Paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson foi usado por falsários que solicitavam auxílio financeiro sob a falsa promessa de ajudar jovens a entrar no Seminário.

A orientação para a população é clara: ao receber qualquer pedido de dinheiro via redes sociais, mesmo que a conta utilize a foto de uma autoridade religiosa, o usuário deve bloquear o número, denunciar o perfil na plataforma e buscar confirmação diretamente nos telefones institucionais da Cúria Metropolitana. Fonte: https://www.vaticannews.va

Quinta-feira, 9 de abril-2026. Oitava da Páscoa. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 09 abril 2026
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1) Oração

Ó Deus, que reunistes povo tão diversos no louvor do vosso nome, concedei aos que renasceram nas águas do batismo ter no coração a mesma fé e na vida a mesma caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Lucas 24, 35-48)

35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um espírito. 38Mas ele disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, ele mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, tanta era sua alegria e sua surpresa. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que eu vos falei quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então ele abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e disse-lhes: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois as testemunhas destas coisas.

 

 

3) Reflexão

Nestes dias depois da Páscoa, os textos do evangelho relatam as aparições de Jesus. No início, nos primeiros anos depois da morte e ressurreição de Jesus, os cristãos não se preocupavam em defender a ressurreição por meio das aparições. Eles mesmos, a comunidade viva, era a grande aparição de Jesus ressuscitado. Mas na medida em que cresciam as críticas dos inimigos contra a fé na ressurreição e que, internamente, surgiam críticas e dúvidas a respeito das várias funções nas comunidades (cf. 1Cor 1,12), eles começaram a lembrar as aparições de Jesus. Há dois tipos de aparições: (1) as que acentuam as dúvidas e resistências dos discípulos em crer na ressurreição, e (2) as que chamam a atenção para as ordens de Jesus aos discípulos e discípulas conferindo-lhes alguma missão. As primeiras respondem às críticas vindas de fora. Elas mostram que os cristãos não são pessoas ingênuas e crédulas que aceitam qualquer coisa. Pelo contrário. Eles mesmos tiveram muitas dúvidas em crer na ressurreição. As outras respondem às críticas de dentro e fundamentam as funções e tarefas comunitárias não nas qualidades humanas sempre discutíveis, mas sim na autoridade e nas ordens recebidas do próprio Jesus ressuscitado. A aparição de Jesus narrada no evangelho de hoje combina os dois aspectos: as dúvidas dos discípulos e a missão de anunciar e perdoar recebida de Jesus.

Lucas 24,35: O resumo de Emaús.  De retorno a Jerusalém, os dois discípulos encontram a comunidade reunida e comunicam a experiência que tiveram. Narram o que aconteceu no caminho e como reconheceram Jesus na fração do pão. A comunidade reunida, por sua vez, comunica a eles como Jesus aparecera a Pedro. Foi uma partilha mútua da experiência de ressurreição, como até hoje acontece quando as comunidades se reúnem para partilhar e celebrar sua fé, sua esperança e seu amor.

Lucas 24,36-37: A aparição de Jesus causa espanto nos discípulos. Neste momento, Jesus se faz presente no meio deles e diz: “A Paz esteja com vocês!”  É a saudação mais freqüente de Jesus: “A Paz esteja com vocês!” (Jo 14,27; 16,33; 20,19.21.26). Mas os discípulos, ao verem Jesus, ficam com medo. Eles se espantam e não reconhecem Jesus. Diante deles está o Jesus real, mas eles imaginam estar vendo um espírito, um fantasma. Há um desencontro entre Jesus de Nazaré e Jesus ressuscitado. Não conseguem crer.

Lucas 24,38- 40: Jesus os ajuda a superar o medo e a incredulidade.  Jesus faz duas coisas para ajudar os discípulos a superar o espanto e a incredulidade. Ele mostra as mãos e os pés, dizendo: “Sou eu!”, e manda apalpar o corpo, dizendo: “Espírito não tem carne nem osso como vocês estão vendo que eu tenho!”  Jesus mostra as mãos e os pés, porque é neles que estão as marcas dos pregos (cf. Jo 20,25-27). O Cristo ressuscitado é Jesus de Nazaré, o mesmo que foi morto na Cruz, e não um Cristo fantasma como imaginavam os discípulos ao vê-lo. Ele mandou apalpar o corpo, porque a ressurreição é ressurreição da pessoa toda, corpo e alma. A ressurreição não tem nada a ver com a teoria da imortalidade da alma, ensinada pelos gregos.

Lucas 24,41-43: Outro gesto para ajuda-los a superar a incredulidade.  Mas não bastou. Lucas diz que por causa de tanta alegria eles não podiam crer. Jesus pede que lhe dêem algo para comer. Eles deram um pedaço de peixe e ele comeu diante deles, para ajuda-los a superar a dúvida.

Lucas 24,44-47: Uma chave de leitura para compreender o sentido novo da Escritura. Uma das maiores dificuldades dos primeiros cristãos era aceitar um crucificado como sendo o messias prometido, pois a própria lei de Deus ensinava que uma pessoa crucificada era “um maldito de Deus” (Dt 21,22-23). Por isso, era importante saber que a própria Escritura já tinha anunciado que “o Cristo devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que em seu nome fosse proclamado o arrependimento para o perdão dos pecados a todas as nações”. Jesus mostrou a eles como isto já estava escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. Jesus ressuscitado, vivo no meio deles, se torna a chave para abrir o sentido total da Sagrada Escritura.

Lucas 24,48: Vocês são testemunhas disso. Nesta ordem final está toda a missão das comunidades cristãs: ser testemunha da ressurreição, para que se torne manifesto o amor de Deus que nos acolhe e nos perdoe, e quer que vivamos em comunidade como seus filhos e filhas, irmãos e irmãs uns dos outros.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Às vezes, a incredulidade e a dúvida se aninham no coração e procuram enfraquecer a certeza que a fé nos dá a respeito da presença de Deus em nossa vida. Você já viveu isto alguma vez? Como o superou?

2) Ser testemunha do amor de Deus revelado em Jesus é a nossa missão, a minha missão. Será que eu sou?

 

5) Oração final

Ó SENHOR, nosso Deus, como é glorioso teu nome em toda a terra! Sobre os céus se eleva a tua majestade! Que coisa é o homem, para dele te lembrares, que é o ser humano, para o visitares?  (Sl 8, 2.5)

ARQUIDIOCESE DE MARIANA/MG: Nota de falecimento do Pe. Rodrigo Marcos Ferreira

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Publicado em 04 abril 2026
  • Arquidiocese de Mariana
  • falecimento do Pe. Rodrigo Marcos Ferreira,
  • Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro,
  • Cidade de Desterro do Melo
  • Morre Padre Rodrigo Marcos Ferreira,

 

 

“Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25). “Combati o bom combate” (Tm 4,7).

Com profundo pesar, a Arquidiocese de Mariana comunica o falecimento do Pe. Rodrigo Marcos Ferreira, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em Desterro do Melo (MG).

Sacerdote zeloso e dedicado, Pe. Rodrigo exerceu seu ministério com amor à Igreja, proximidade com o povo e fidelidade ao Evangelho, deixando um testemunho marcante de fé, caridade e serviço.

Padre Rodrigo sempre dizia que, se Deus entendesse que era para ele partir, ele estaria pronto para ir para o céu. Rezemos pelo descanso eterno do nosso irmão, Padre Rodrigo.

Informamos que:

O corpo chegará a Desterro do Melo às 13h, onde será recebido pela comunidade para as últimas homenagens.

Às 16h30, seguirá para Dom Silvério (MG), sua terra natal.

O sepultamento será amanhã, dia 04 de abril, às 10h, também em Dom Silvério.

Unidos na fé e na esperança da ressurreição, elevamos nossas orações a Deus pelo descanso eterno de seu servo fiel.

Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. (Jo 11, 25-26). Fonte: https://arqmariana.com.br

 

 

Sacerdote enfrentava um câncer e faleceu nesta Sexta-feira da Paixão

A Arquidiocese de Mariana confirmou, nesta sexta-feira (3), data em que os católicos celebram a Sexta-feira da Paixão, o falecimento do padre Rodrigo Marcos Ferreira, aos 37 anos. Ele era pároco na cidade de Desterro do Melo, na Zona da Mata mineira.

Segundo informações divulgadas pela própria Arquidiocese, o sacerdote enfrentava problemas de saúde decorrentes de um câncer. Padre Rodrigo era conhecido por sua atuação próxima à comunidade, marcada pela dedicação pastoral, simplicidade e compromisso com a fé.

A morte do religioso causou grande comoção entre fiéis, amigos e lideranças religiosas da região, especialmente por ocorrer em uma data de profundo significado para a Igreja Católica.

O corpo será velado inicialmente em Desterro do Melo e, posteriormente, trasladado para Dom Silvério, sua cidade natal, onde ocorrerá o sepultamento.

O Notícias Rio Pomba e Região lamenta o falecimento do padre Rodrigo Marcos Ferreira e se solidariza com familiares, amigos e paroquianos neste momento de dor.

Publicado por Daniel Ferreira da Redação do Notícias Rio Pomba e Região. Fonte: https://www.noticiasriopomba.com.br

Semana Santa, Segunda-feira. Evangelho do Dia- Reflexões de Frei Carlos Mesters, O. Carm.

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Publicado em 30 março 2026
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1) Oração

Concedei, ó Deus, ao vosso povo, que desfalece por sua fraqueza, recobrar novo alento pela Paixão do vosso Filho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 12, 1-11)

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele tinha ressuscitado dos mortos. 2Lá, ofereceram-lhe um jantar. Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, então, tomando meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. A casa inteira encheu-se do aroma do perfume. 4Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que entregaria Jesus, falou assim: 5“Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres?” 6Falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas, porque era ladrão: ele guardava a bolsa e roubava o que nela se depositava. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a! que ela o guarde em vista do meu sepultamento. 8Os pobres, sempre os tendes convosco. A mim, no entanto, nem sempre tereis”. 9Muitos judeus souberam que ele estava em Betânia e foram para lá, não só por causa dele, mas também porque queriam ver Lázaro, que Jesus tinha ressuscitado dos mortos. 10Os sumos sacerdotes, então, decidiram matar também Lázaro, 11pois por causa dele muitos se afastavam dos judeus e começaram a crer em Jesus.

 

3) Reflexão

Estamos entrando na Semana Santa, a semana da páscoa de Jesus, da sua passagem deste mundo para o Pai (Jo 13,1). A liturgia de hoje coloca diante de nós o início do capítulo 12 do evangelho de João, que faz a ligação entre o Livro dos Sinais (cc 1-11) e o Livro da Glorificação (cc.13-21). No fim do "Livro dos Sinais", apareceram com clareza a tensão entre Jesus e as autoridades religiosas da época (Jo 10,19-21.39) e o perigo que Jesus corria. Várias vezes tentaram matá-lo (Jo 10,31; 11,8.53; 12,10). Tanto assim, que Jesus era obrigado a levar uma vida clandestina, pois podia ser preso a qualquer momento (Jo 10,40; 11,54).

João 12,1-2: Jesus, perseguido pelos judeus, vai à Betânia. Seis dias antes da páscoa, Jesus vai à Betânia na casa das suas amigas Marta e Maria e de Lázaro. Betânia significa Casa da Pobreza. Ele estava sendo perseguido pela polícia (Jo 11,57). Queriam matá-lo (Jo 11,50). Mesmo sabendo que a polícia estava atrás de Jesus, Maria, Marta e Lázaro receberam Jesus em casa e ofereceram um jantar para ele. Acolher em casa uma pessoa perseguida e oferecer-lhe um jantar era perigoso. Mas o amor faz superar o medo

João 12,3: Maria unge Jesus. Durante o jantar, Maria unge os pés de Jesus com meio litro de perfume de nardo puro (cf. Lc 7,36-50). Era um perfume cheiroso, caríssimo, de trezentos denários. Em seguida, ela enxuga os pés de Jesus com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume. Em todo este episódio, Maria não fala. Só age. O gesto cheio de simbolismo fala por si mesmo. Lavando os pés, Maria se faz servidora. Jesus vai repetir o gesto na última ceia (Jo 13,5).

João 12,4-6: Reação de Judas. Judas critica o gesto de Maria. Acha que é um desperdício. De fato, trezentos denários eram o salário de trezentos dias! O salário de quase um ano inteiro foi gasto de uma só vez! Judas acha que o dinheiro deveria ser dado aos pobres. O evangelista comenta que Judas não tinha nenhuma preocupação com os pobres, mas que era um ladrão. Tinha a bolsa comum e roubava dinheiro. Julgamento forte que condena Judas. Não condena a preocupação com os pobres, mas sim a hipocrisia que usa os pobres para se promover e se enriquecer. Nos seus interesses egoístas, Judas só pensava em dinheiro. Por isso não percebeu o que estava no coração de Maria. Jesus enxerga o coração e defende Maria.

João 12,7-8: Jesus defende a mulher. Judas olha o gasto e critica a mulher. Jesus olha o gesto e defende a mulher: “Deixa-a! Ela o conservou para o dia da minha sepultura!"  Em seguida, Jesus diz: "Pobres sempre tereis, mas a mim nem sempre tereis!"  Quem dos dois vivia mais perto de Jesus: Judas ou Maria? Como discípulo,Judas convivia com Jesus há quase três anos, vinte e quatro horas por dia. Fazia parte do grupo. Maria só o encontrava uma ou duas vezes ao ano, por ocasião das festas, quando Jesus vinha a Jerusalém e visitava a casa dela. Só a convivência sem o amor não faz conhecer. Tolhe o olhar. Judas era cego. Muita gente convive com Jesus e até o louva com muito canto, mas não o conhece de verdade nem o revela (cf. Mt 7,21). Duas afirmações de Jesus merecem um comentário mais detalhado: (1) “Pobres sempre tereis”, e (2) “Ela guardou o perfume para me ungir no dia do meu sepultamento”.

1. “Pobres sempre tereis” Será que Jesus quis dizer que não devemos preocupar-nos com os pobres, visto que sempre vai haver gente pobre? Será que a pobreza é um destino imposto por Deus? Como entender esta frase? Naquele tempo, as pessoas conheciam o Antigo Testamento de memória. Bastava Jesus citar o começo de uma frase do AT, e as pessoas já sabiam o resto. O começo da frase dizia: “Vocês vão ter sempre os pobres com vocês!” (Dt 15,11a). O resto da frase que o povo já conhecia e que Jesus quis lembrar, era este: “Por isso, eu ordeno: abra a mão em favor do seu irmão, do seu pobre e do seu indigente, na terra onde você estiver!” (Dt 15,11b). Conforme esta Lei, a comunidade deve acolher os pobres e partilhar com eles seus próprios bens. Mas Judas, em vez de “abrir a mão em favor do pobre” e de partilhar com ele seus próprios bens, queria fazer caridade com o dinheiro dos outros! Queria vender o perfume de Maria por trezentos denários e usá-los para ajudar os pobres. Jesus cita a Lei de Deus que ensinava o contrário. Quem, como Judas, faz campanha com o dinheiro da venda dos bens dos outros, não incomoda. Mas aquele que, como Jesus, insiste na obrigação de acolher os pobres e de partilhar com eles os próprios bens, este incomoda e corre o perigo de ser condenado.

2. "Ela guardou esse perfume para me ungir no dia do meu sepultamento" A morte na cruz era o castigo terrível e exemplar, adotado pelos romanos para castigar os subversivos que se opunham ao império. Uma pessoa condenada à morte de cruz não recebia sepultura e não podia ser ungida, pois ficava pendurada na cruz até que os animais comessem o cadáver, ou recebia sepultura rasa de indigente. Além disso, conforme a Lei do Antigo Testamento, ela devia ser considerada como "maldita por Deus" (Dt 21, 22-23). Jesus ia ser condenado à morte de cruz, conseqüência do seu compromisso com os pobres e da sua fidelidade ao Projeto do Pai. Não ia ter enterro. Por isso, depois de morto, não poderia ser ungido. Sabendo disso, Maria se antecipa e o unge antes de ser crucificado. Com este gesto, ela mostra que aceitava Jesus como Messias, mesmo crucificado!  Jesus entende o gesto dela e o aprova.

*  João 12,9-11: A multidão e as autoridades. Ser amigo de Jesus pode ser perigoso. Lázaro corre perigo de morte por causa da vida nova que recebeu de Jesus. Os judeus decidiram matá-lo. Um Lázaro vivo era prova viva de que Jesus era o Messias. Por isso, a multidão o procurava, pois o povo queria experimentar de perto a prova viva do poder de Jesus. Uma comunidade viva corre perigo de vida porque é prova viva da Boa Nova de Deus!

 

4) Para um confronto pessoal

1) Maria foi mal interpretada por Judas. Você já foi mal interpretada alguma vez? Como você reagiu?

2) O que nos ensina o gesto de Maria? Que alerta nos traz a reação de Judas?

 

5) Oração final

O SENHOR é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é quem defende a minha vida; a quem temerei? Ele me dá abrigo na sua tenda no dia da desgraça. Esconde-me em sua morada, sobre o rochedo me eleva. (Sl 26, 1.5)

Jesus histórico e o Cristo da fé não são a mesma pessoa

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Publicado em 30 março 2026
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  • David Flusser
  • O Jesus histórico e o Cristo da fé
  • o Jesus Deus
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  • Semana Santa e Pessach

Sustentação histórica é essencial para cristianismo e judaísmo

Semana Santa e Pessach são celebrados nas mesmas datas

 

Ilustração de Ricardo Cammarota para a coluna de Luiz Felipe Pondé de 30 de março de 2026 - Ricardo Cammarota/Folhapress 

 

Luiz Felipe Pondé

O Jesus histórico e o Cristo da fé (o Jesus Deus) não são a mesma pessoa. O Jesus histórico foi "apenas" um "entusiasta apocalíptico, um curandeiro e um mestre carismático", que morreu na cruz como inimigo de Roma, segundo o historiador Geza Vermes.

Como parte dessa figura histórica, será também essencial conhecer o contexto religioso no qual se deu o nascimento desse movimento apocalíptico conhecido como o judeu-cristianismo, em Israel do século 1º.

Como uma dessas fontes contextuais, o historiador David Flusser descreverá de forma primorosa como a seita conhecida como os "qumranitas" —criadores dos famosos manuscritos do mar Morto, encontrados nas cavernas de Qumran, em Israel, na segunda metade do século 20—, influenciaram muitas das ideias cristãs. Os "qumranitas" já existiam antes do nascimento de Jesus e dele foram contemporâneos, assim como dos primeiros anos da igreja de Jerusalém.

Entre outras, ideias como os filhos da luz versus os filhos das trevas, dos "qumranitas", serão essenciais para a concepção de predestinação da graça no cristianismo, assim como a afirmação forte de que o fim do mundo se aproximava, como acreditava Jesus, e que se manterá como marco escatológico da expectativa cristã do retorno de Cristo.

O Cristo da fé —pedra fundamental do cristianismo como religião histórica— será uma construção social levada a cabo por personagens como Paulo de Tarso, João, o evangelista, e Lucas, o evangelista —que provavelmente escreveu o "Ato do Apóstolos", texto que narra os dias de Jesus na Terra após sua ressurreição e os primeiros anos da nascente igreja cristã, principalmente personagens como Paulo e Pedro. E, finalmente, será também fundamental o Concílio de Niceia em 325 d.C., com suas discussões acerca da substância divina e humana de Cristo.

As cartas de Paulo estabelecerão que Jesus é o Cristo (o messias) que venceu a morte, o salvador universal da humanidade, e não unicamente um messias judeu para os judeus.

Outra fonte que construirá o Cristo da fé será o famoso prólogo do evangelho de João que, ao afirmar que "no princípio era verbo [logos], e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus" e mais adiante "e o verbo se fez carne e habitou entre nós", fundou a cristologia como a ciência que estuda o caráter divino, pré-existente de Jesus, o Cristo.

Esse caráter pré-existente de Cristo implica que o Cristo da fé já existia como espírito antes da geração milagrosa do seu corpo no ventre de Maria. Portanto, ele é incriado. Nele, nada há de "matéria de criatura", como afirmará acerca de si mesma, após a união plena com Deus, a mística herege Marguerite Porete, queimada em Paris em 1º de junho de 1310.

Em 325 d.C., o Concílio de Niceia afirmará, definitivamente, esse Cristo da fé como sendo aquele que tem a mesma substância do Pai, o Deus de Israel. Jesus será, a partir de então, Deus, e o cristianismo uma religião teologicamente unificada. O imperador Constantino foi quem chamou esse concílio dos bispos e dele participou.

Portanto, ao longo desse processo, serão construídas as bases do personagem de Cristo, não apenas do personagem do judeu Jesus, o profeta apocalíptico que, por si, não sustentaria a religião cristã.

Nesse sentido, reflete Joseph Ratzinger, o papa Bento 16, no seu "Jesus de Nazaré" que, sem o Cristo da fé, o cristianismo teria permanecido como mera heresia judaica, condenada a desaparecer por conta da morte de seu profeta, Jesus, e do parco reconhecimento que ele teve entre seus conterrâneos judeus, como o esperado messias. Noutras palavras, o cristianismo não teria vingado.

Ratzinger não pretende com isso negar a importância do estudo histórico e crítico dos textos que servirão como fonte do cristianismo. Muito pelo contrário, a religião cristã, assim como sua "ancestral", o judaísmo, são religiões para as quais a sustentação histórica é pedra fundamental para sua existência enquanto religião.

Isto é, crer na historicidade das narrativas do Velho Testamento, ou Bíblia hebraica, e do Novo Testamento é essencial para a afirmação teológica de que o Deus único não só escolheu seu povo eleito e se envolveu na história deles, os judeus, como encarnou num deles, o Jesus de Nazaré.

Esta semana é a Semana Santa, na qual os cristãos celebram a paixão e a ressurreição de Cristo. Nesta mesma semana é Pessach, a Páscoa judaica, em que os judeus celebram a fuga da escravidão no Egito. Jesus, o judeu, celebrava este mesmo Pessach na noite que mais tarde ficou conhecida como a Santa Ceia. Boa Páscoa a todos. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

“Aprendi a ser padre nas esteiras dos Macuas”: 51 anos de missão do Pe. José Luzia

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Publicado em 28 março 2026
  • Pe. José Luzia
  • missionário português da Igreja em Nampula,
  • Moçambique
  • Arquidiocese de Nampula

Na Arquidiocese de Nampula (norte de Moçambique), o Padre José Luzia, missionário português com mais de cinco décadas de entrega à Igreja e ao povo moçambicano, assinalou esta sexta-feira, 27 de março de 2026, 51 anos de sacerdócio, recordando momentos marcantes da missão e deixando um apelo aos novos padres para uma Igreja mais próxima, participativa e sem clericalismo.

 

Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique

Celebrar 51 anos de sacerdócio é, para o missionário português da Igreja em Nampula, continuar a viver a mesma missão de sempre, servir o povo de Deus. Numa entrevista concedida à Rádio Vaticano por ocasião da data, o sacerdote disse que o sacerdócio só faz sentido quando está ao serviço das pessoas, sobretudo das mais necessitadas, sublinhando que a missão da Igreja não se limita apenas aos católicos, mas alcança todos os filhos de Deus.

Ao recordar a sua caminhada, o missionário falou de vários momentos que marcaram a sua vida e também a história de Moçambique, desde a sua chegada ao norte do país, nos finais da década de 1960, até ao período da luta anticolonial, da independência nacional e dos desafios vividos pela Igreja no pós-independência. Ordenado sacerdote em março de 1975, na Quinta-feira Santa, afirmou que procurou sempre viver o ministério em comunhão com o povo, atento às suas dores, esperanças e necessidades concretas.

Uma das expressões mais fortes do seu testemunho foi a afirmação de que “aprendeu a ser padre sentado na esteira dos Macuas”, numa referência à convivência próxima com as comunidades locais, onde encontrou o verdadeiro sentido do serviço missionário. Para ele, a Igreja deve ser um espaço de escuta, participação e comunhão, rejeitando atitudes de superioridade ou distância em relação ao povo.

Na mensagem dirigida aos novos padres e aos jovens que sentem o chamamento vocacional, o missionário apelou a uma vivência sacerdotal humilde, simples e centrada no serviço, defendendo que os padres não devem agir como donos da Igreja, mas como servidores do Evangelho e do povo. Ao olhar para os 51 anos de sacerdócio, disse que a maior alegria continua a ser a possibilidade de testemunhar, com a própria vida, que Jesus Cristo é o alimento de que o mundo mais precisa. Fonte: https://www.vaticannews.va

Sexta-feira, 27 de março-2026. 5ª SEMANA DA QUARESMA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 27 março 2026
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
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1) Oração

Perdoai, ó Deus, nós vos pedimos, as culpas do vosso povo. E, na vossa bondade, desfazei os laços dos pecados que em nossa fraqueza cometemos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 10, 31-42)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 31Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar. 32Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais? 33Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus. 34Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)? 35Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), 36como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus? 37Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. 38Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai. 39Procuraram então prendê-lo, mas ele se esquivou das suas mãos. 40Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu. 41Muitos foram a ele e diziam: João não fez milagre algum, 42mas tudo o que João falou deste homem era verdade. E muitos acreditaram nele. - Palavra da salvação.

 

3) Reflexão

Estamos chegando perto da Semana Santa, em que comemoramos e atualizamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Desde a quarta semana da quaresma, os textos dos evangelhos diários são tirado quase exclusivamente do Evangelho de João, dos capítulos que acentuam a tensão dramática entre, de um lado, a revelação progressiva que Jesus faz do mistério do Pai que o enche por inteiro e, de outro lado, o fechamento progressivo da parte dos judeus que se tornam cada vez mais impenetráveis à mensagem de Jesus. O trágico deste fechamento é que ele é feito em nome da fidelidade a Deus. É em nome de Deus que eles rejeitam Jesus.

Esta maneira de João apresentar o conflito entre Jesus e as autoridade religiosas não é só algo que aconteceu no longínquo passado. É também um espelho que reflete o que acontece hoje. É em nome de Deus que algumas pessoas se transformam em bombas vivas e matam os outros. É em nome de Deus que nós, membros das três religiões do Deus de Abraão, judeus, cristãos e muçulmanos, nos condenamos e nos combatemos mutuamente, ao longo da história. É tão difícil e tão necessário o ecumenismo entre nós. Em nome de Deus foram feitas muitas barbaridades e continuam sendo feitas até hoje. A quaresma é um período importante para parar e perguntar qual a imagem de Deus que habita o meu ser?

João 10,31-33: Os judeus querem apedrejar Jesus.  Os judeus apanham pedras para matar Jesus. Jesus pergunta: "Por ordem do meu Pai, tenho feito muitas coisas boas na presença de vocês. Por qual delas vocês me querem apedrejar?" A resposta: "Não queremos te apedrejar por causa de boas obras, e sim por causa de uma blasfêmia: tu és apenas um homem, e te fazes passar por Deus." Querem matar Jesus por blasfêmia. A lei mandava apedrejar tais pessoas.

João 10,34-36: A Bíblia chama todos de Filhos de Deus. Eles querem matar Jesus porque ele se faz passar por Deus. Jesus responde em nome da mesma Lei de Deus: "Por acaso, não é na Lei de vocês que está escrito: 'Eu disse: vocês são deuses'? Ninguém pode anular a Escritura. Ora, a Lei chama de deuses as pessoas para as quais a palavra de Deus foi dirigida. O Pai me consagrou e me enviou ao mundo. Por que vocês me acusam de blasfêmia, se eu digo que sou Filho de Deus?”.

Estranhamente, Jesus diz “a lei de vocês”. Ele deveria dizer “nossa lei”. Por que ele fala assim? Aqui transparece novamente a ruptura trágica entre Judeus e Cristãos, dois irmãos, filhos do mesmo pai Abraão, que se tornaram inimigos irredutíveis a ponto de os cristãos dizerem “a lei de vocês”, como se não fosse mais nossa lei.

João 10,37-38: Ao menos acreditem nas obras que faço.  Jesus torna a falar das obras que ele faz e que são a revelação do Pai. Se não faço as obras do Pai não precisam crer em mim. Mas se as faço, mesmo que vocês não acreditem em mim, acreditem ao menos nas obras, para que você possam chegar a perceber que o Pai está em mim e eu no pai. As mesmas palavras Jesus vai pronunciar para os discípulos na última Ceia (Jo 14,10-11).

João 10,39-42: Novamente querem matá-lo, mas ele escapou das mãos deles.  Não houve nenhum sinal de conversão. Eles continuam achando que Jesus é blasfemo e insistem em querer matá-lo. Não há futuro para Jesus. Sua morte está decretada, mas sua hora ainda não chegou. Jesus sai e atravessa o Jordão para o lugar onde João tinha batizado. Assim mostra a continuidade da sua missão com a missão de João. Ajudava o povo a perceber a linha da ação de Deus na história. O povo reconhece em Jesus aquele que João tinha anunciado.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Os judeus condenam Jesus em nome de Deus, em nome da imagem que eles têm de Deus. Já aconteceu eu condenar alguém em nome de Deus e depois descobrir que eu estava errado?

2) Jesus se diz “Filho de Deus”. Quando eu professo no Credo que Jesus é o Filho de Deus, qual o conteúdo que eu coloco nesta minha profissão de fé?

 

5) Oração final

Eu te amo, SENHOR, minha força, SENHOR, meu rochedo, minha fortaleza, meu libertador; meu Deus, minha rocha, na qual me refugio; meu escudo e baluarte, minha poderosa salvação. (Sl 17, 2-3)

Coleta Nacional da Solidariedade: nosso jejum se converta no bem do próximo

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Publicado em 26 março 2026
  • Solidariedade,
  • Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
  • Coleta Nacional da Solidariedade,
  • gesto concreto de fraternidade
  • Os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade

 

A Igreja abre, nos próximos dias, a Semana Santa. E nas celebrações de Domingo de Ramos é realizada a Coleta Nacional da Solidariedade, o gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Nascida com o objetivo de promover a fraternidade e sustentar a ação caritativa da Igreja no Brasil, a Campanha convida a transformar a prática da esmola quaresmal em ação concreta para a mudança da realidade social.

Essa proposta está presente no objetivo de todas as Campanhas da Fraternidade para despertar o senso concreto de fraternidade e caridade na comunidade cristã e em toda a comunidade civil.

O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, escreveu em artigo publicado no jornal O São Paulo que a oferta ou “gesto concreto de fraternidade”, feito em todas as celebrações católicas do final de semana do Domingo de Ramos, “é mais do que uma esmola ocasional: ele deveria ser a expressão da nossa penitência e conversão quaresmal e da nossa generosa partilha com o próximo”.

E ele exemplifica: “ele poderia representar os cigarros que deixei de fumar como penitência quaresmal; ou a cerveja não tomada; ou algo supérfluo que deixei de comprar; ou aquilo que colocamos de lado ao longo da Quaresma para ser partilhado com o próximo como expressão de nossa penitência e conversão quaresmal”.

 

Expressão da esmola quaresmal

A Coleta Nacional da Solidariedade, realizada em todas as capelas, paróquias, santuários, catedrais do pais, convida à generosidade como expressão da esmola quaresmal.

“Sejamos generosos! Convertamos nosso jejum numa esmola que pode fazer a diferença. O nosso jejum, se ele não se converter em bem do próximo, ele é só economia e dieta, mas para que ele seja mesmo jejum, ele precisa se converter em bem do próximo”, exorta o padre Jean Poul Hansen, secretário executivo de Campanhas da CNBB.

Mesmo as pequenas doações, a esmola da viúva, fazem a diferença no conjunto da grande coleta da solidariedade.

 

“Talvez o meu jejum quaresmal não renda mais que 40, 50 reais. Mas os meus 40, 50 reais, somados aos outros 20, 30, 40, 50 oferecidos em todo o Brasil na Coleta Nacional da Solidariedade podem fazer uma grande diferença para quem sofre. E isso tem sido feito desde a origem da Campanha da Fraternidade”, motiva padre Jean Poul.

 

Fundos de Solidariedade

Os recursos arrecadados na Coleta Nacional da Solidariedade são destinados a dois fundos de solidariedade, conforme definido pela 36ª Assembleia Geral da CNBB, em 1998. O Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) fica com a maior parte dos valores: 60%. Os outros 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), gerido pela CNBB. O objetivo desses dois fundos é promover a sustentação da ação social da Igreja Católica no Brasil.

Em 2025, a Coleta Nacional da Solidariedade arrecadou cerca de R$20 milhões.

 

Projetos apoiados pelo FNS

Os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) são destinados especialmente ao atendimento a projetos sociais em todas as regiões do país. Esses projetos são avaliados e escolhidos a partir do edital publicado nas primeiras semanas da Páscoa com a definição dos eixos, dos aspectos técnicos, administrativos e jurídicos que devem ser obedecidos para a seleção.

 

Em 2025, o FNS recebeu R$8.268.042,83.

Foram investidos R$7.236.241,90 no apoio a 234 aprovados pelo Conselho Gestor do FNS. Esses projetos beneficiaram diretamente 201.446 pessoas e alcançaram 717.523 de forma indireta. 

Saiba mais sobre os projetos apoiados no Portal da Transparência do FNS.

Além do apoio aos projetos sociais, os recursos do FNS são investidos na manutenção do Departamento Social da CNBB, responsável pela seleção dos projetos apresentados; na produção e distribuição de envelopes da CF; na realização do Seminário de Campanhas e na animação da CF nos Regionais; na realização das reuniões do Conselho Gestor do FNS, na promoção da CF e no pagamento de tarifas bancárias. Fonte: https://www.cnbb.org.br 

Quinta-feira, 26 de março-2026. 5ª SEMANA DA QUARESMA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 26 março 2026
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1) Oração

Assisti, ó Deus, aqueles que vos suplicam e guardai com solicitude os que esperam em vossa misericórdia, para que, libertos de nossos pecados, levemos uma vida santa e sejamos herdeiros das vossas palavras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 8, 51-59)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 51Disse Jesus aos Judeus em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte. 52Disseram-lhe os judeus: Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte... 53És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu... e os profetas também. Quem pretendes ser? 54Respondeu Jesus: Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus 55e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. 56Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria. 57Os judeus lhe disseram: Não tens ainda cinquenta anos e viste Abraão!... 58Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou. 59A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo. - Palavra da salvação.

 

3) Reflexão

O capítulo 8 parece uma exposição de obras de arte, onde se podem admirar e contemplar famosas pinturas, uma ao lado da outra. O evangelho de hoje traz mais uma pintura, mais um diálogo entre Jesus e os judeus. Não há muito nexo entre uma e outra pintura. É o expectador ou a expectadora que, pela sua observação atenta e orante, consegue descobrir o fio invisível que liga entre si as pinturas, os diálogos. Deste modo vamos penetrando aos poucos no mistério divino que envolve a pessoa de Jesus. 

João 8,51: Quem guarda a palavra de Jesus jamais verá a morte. Jesus faz um solene afirmação. Os profetas diziam: Oráculo do Senhor! Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo!” E a afirmação solene é esta: “Se alguém guardar minha palavra jamais verá a morte!” De muitas maneiras este mesmo tema aparece e reaparece no evangelho de João. São palavras de grande profundidade

João 8,52-53: Abraão e os profetas morreram. A reação dos judeus é imediata: "Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os profetas também. E tu dizes: 'se alguém guarda a minha palavra, nunca vai experimentar a morte'. Por acaso, tu és maior que o nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem é que pretendes ser?"  Eles não entenderam o alcance da afirmação de Jesus. Diálogo de surdos..

João 8,54-56: Quem me glorifica é meu Pai. Sempre de novo Jesus bate na mesma tecla: ele está de tal modo unido ao Pai que nada do que ele diz e faz é dele. Tudo é do Pai. E ele acrescenta: "Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vocês dizem que é o Pai de vocês. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se dissesse que não o conheço, eu seria mentiroso como vocês. Mas eu o conheço e guardo a palavra dele. Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria." Estas palavras de Jesus devem ter sido como uma espada a ferir a auto-estima dos judeus. Dizer às autoridades religiosas: “Vocês não conhecem o Deus que vocês dizem conhecer. Eu o conheço e vocês não o conhecem!”, é o mesmo que acusa-las de total ignorância exatamente naquele assunto no qual eles pensam ser doutores especializados. E a palavra final encheu a medida: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria”.

João 8,57-59: Não tens 50 anos e já viu Abraão! Tomaram tudo ao pé de a letra mostrando assim que não entenderam nada do que Jesus estava dizendo. E Jesus faz nova afirmação solene: “Em verdade, em verdade digo a vocês: antes que Abraão existisse, EU SOU!” Para quem crê em Jesus, é aqui que alcançamos o coração do mistério da história. Novamente pedras para matar Jesus. Nem desta vez o conseguiram, pois a hora ainda não chegou. Quem determina o tempo e a hora é o próprio Jesus.

 

4) Para um confronto pessoal

 1) Diálogo de surdos entre Jesus e os judeus. Você já teve alguma vez a experiência de conversar com alguém que pensa exatamente o oposto de você e não se dá conta disso?

2) Como entender esta frase: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria” ?

 

5) Oração final

Procurai o SENHOR e o seu poder, não cesseis de buscar sua face. Lembrai-vos dos milagres que fez, dos seus prodígios e dos julgamentos que proferiu. (Sl 104, 4-5)

Terça-feira, 24 de março-2026. 5ª SEMANA DA QUARESMA. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 24 março 2026
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1) Oração

Concedei-nos, ó Deus, perseverar no vosso serviço para que, em nossos dias, cresça em número e santidade o povo que vos serve. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (João 8, 21-30)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 21Jesus disse-lhes: Eu me vou, e procurar-me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir. 22Perguntavam os judeus: Será que ele se vai matar, pois diz: Para onde eu vou, vós não podeis ir? 23Ele lhes disse: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Por isso vos disse: morrereis no vosso pecado; porque, se não crerdes o que eu sou, morrereis no vosso pecado. 25Quem és tu?, perguntaram-lhe eles então. Jesus respondeu: Exatamente o que eu vos declaro. 26Tenho muitas coisas a dizer e a julgar a vosso respeito, mas o que me enviou é verdadeiro e o que dele ouvi eu o digo ao mundo. 27Eles, porém, não compreenderam que ele lhes falava do Pai. 28Jesus então lhes disse: Quando tiverdes levantado o Filho do Homem, então conhecereis quem sou e que nada faço de mim mesmo, mas falo do modo como o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sozinho, porque faço sempre o que é do seu agrado. 30Tendo proferido essas palavras, muitos creram nele. - Palavra da salvação.

 

3) Reflexão

Na semana passada, a liturgia nos levava a meditar o capítulo 5 do Evangelho de João. Esta semana ela nos confronta com o capítulo 8 do mesmo evangelho. Como o capítulo 5, também o capítulo 8 contém reflexões profundas sobre o mistério de Deus que envolve a pessoa de Jesus. Aparentemente, trata-se de diálogos entre Jesus e os fariseus (Jo 8,13). Os fariseus querem saber quem é Jesus. Eles o criticam por ele dar testemunho de si mesmo sem nenhuma prova ou testemunho para legitimar-se diante do povo (Jo 8,13). Jesus responde dizendo que ele não fala a partir de si mesmo, mas sempre a partir do Pai e em nome do Pai (Jo 8,14-19).

Na realidade, os diálogos são também expressão de como era a transmissão catequética da fé nas comunidades do discípulo amado no fim do primeiro século. Eles refletem a leitura orante que os cristãos faziam das palavras de Jesus como expressão da Palavra de Deus. O método de pergunta e resposta ajudava-os a encontrar a resposta para os problemas que, naquele fim de século, os judeus levantavam para os cristãos. Era uma maneira concreta de ajudar a comunidade a ir aprofundando sua fé em Jesus e sua mensagem.

João 8,21-22: Onde eu vou, vocês não podem me seguir. Aqui João aborda um novo assunto ou um outro aspecto do mistério que envolve a pessoa de Jesus. Jesus fala da sua partida e diz que, para onde ele vai, os fariseus não podem segui-lo. “Eu vou e vocês me procuram e vão morrer no seu pecado”. Eles procuram Jesus, mas não vão encontra-lo, pois não o conhecem e o procuram com critérios errados. Eles vivem no pecado e vão morrer no pecado. Viver no pecado é viver afastado de Deus. Eles imaginam Deus de um jeito, e Deus é diferente do que eles o imaginam. Por isso não são capazes de reconhecer a presença de Deus em Jesus. Os fariseus não entendem o que Jesus quer dizer e tomam tudo ao pé da letra: “Será que ele vai se matar?” 

João 8,23-24: Vocês são aqui de baixo e eu sou lá de cima. Os fariseus se orientam em tudo pelos critérios deste mundo. “Vocês são deste mundo e eu não sou deste mundo!” O quadro de referências que orienta Jesus em tudo que ele diz e faz é o mundo lá de cima, isto é, Deus, o Pai, e a missão que recebeu do Pai. O quadro de referências dos fariseus é o mundo cá de baixo, sem abertura, fechado nos seus próprios critérios. Por isso, eles vivem em pecado. Viver em pecado é não ter o olhar de Jesus sobre a vida. O olhar de Jesus é totalmente aberto para Deus a ponto de Deus estar nele em toda a sua plenitude (cf. Col 1,19). Nós dizemos: “Jesus é Deus”. João nos convida a dizer: “Deus é Jesus!”. Por isso, Jesus diz. “Se vocês não acreditarem que EU SOU, vocês vão morrer em seus pecados”. EU SOU é a afirmação com que Deus se apresentou a Moisés no momento de libertar o seu povo da opressão do Egito (Ex 3,13-14). É a expressão máxima da certeza absoluta de que Deus está no meio de nós através de Jesus. Jesus é a prova definitiva de que Deus está conosco. Emanuel.

João 8,25-26: Quem è você?   O mistério de Deus em Jesus não cabe nos critérios com que os fariseus olham para Jesus. De novo perguntam: “Quem è você?” Eles nada entenderam porque não entendem a linguagem de Jesus. Jesus teria muito a falar a eles a partir de tudo que ele experimentava e vivia em contato com o Pai e a partir da consciência da sua missão. Jesus não se auto-promove. Ele apenas diz e expressa o que ouve do Pai. Ele é pura revelação porque é pura e total obediência.

João 8,27-30: Quando vocês tiverem elevado o Filho do Homem saberão que EU SOU.  Os fariseus não entendem que Jesus, em tudo que diz e faz, é expressão do Pai. Só vão compreendê-lo depois que tiverem elevado o Filho do Homem. “Aí vocês saberão que EU SOU”. A palavra elevar tem o duplo sentido de elevar sobre a Cruz e de ser elevado à direita do Pai. A Boa Nova da morte e ressurreição vai revelar quem é Jesus, e eles saberão que Jesus é a presença de Deus no meio de nós. O fundamento desta certeza da nossa fé é duplo: de um lado, a certeza de que o Pai está sempre com Jesus e nunca o deixa sozinho e, de outro lado, a radical e total obediência de Jesus ao Pai, pela qual ele se torna abertura total e total transparência do Pai para nós

 

4) Para um confronto pessoal

 1) Quem se fecha nos seus critérios e acha que já sabe tudo, nunca será capaz de compreender o outro. Assim eram os fariseus frente a Jesus. E eu frente aos outros, como me comporto?

2) Jesus é radical obediência ao Pai e por isso é total revelação do Pai. E eu, que imagem de Deus se irradia a partir de mim?

 

5) Oração final

SENHOR, escuta minha oração, e chegue a ti meu clamor. Não me ocultes teu rosto no dia da minha angústia. Inclina para mim teu ouvido; quando te invoco, atende-me depressa. (Sl 101, 2-3)

*5º Domingo da Quaresma: Um Olhar

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Publicado em 22 março 2026
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  • amigo de Jesus chamado Lázaro

Na quinta etapa do nosso caminho quaresmal, a Palavra de Deus continua a desafiar-nos à conversão, ao reencontro com Deus, à vida nova. Este é o tempo de desatar os nós que nos prendem à morte, de sair dos cantos sombrios do nosso comodismo e de abraçar aquela oferta irrecusável de vida que Deus insistentemente nos faz.

O Evangelho oferece-nos – a partir da história de um amigo de Jesus chamado Lázaro – uma magnífica catequese sobre o projeto de vida que Deus tem para o homem. Diz-nos que Jesus veio ao nosso encontro, enviado por Deus, para nos oferecer uma vida que a morte nunca poderá vencer. Àqueles que manifestam interesse em acolher essa vida, Jesus garante-lhes: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. Chegamos à vida se ousarmos seguir atrás de Jesus, como discípulos.

 

EVANGELHO – João 11,1-45

INTERPELAÇÕES

 

Há em cada um de nós um desejo insaciável de vida e, por isso, passamos cada instante a lutar por mais e mais vida. Agarramo-nos à ciência e, sobretudo, à medicina para prolongarmos a nossa vida biológica tanto quanto possível. Contudo, apesar de todas as possibilidades que a ciência nos oferece para vencer as dores e enfermidades, deparamo-nos a cada instante com a nossa finitude, os nossos limites, o “tempo curto” da nossa caminhada aqui na terra. Sentimo-nos impotentes diante de uma realidade – a morte – que não podemos controlar e que parece pôr um ponto final nos nossos melhores sonhos, anseios, desejos, projetos e realizações. Porque é que não podemos prolongar para sempre a nossa vida? Porque é que temos de, a certa altura, deixar aqueles que mais amamos? Que vai ser de nós quando se esgotar o nosso tempo aqui na terra? O que podemos fazer diante da realidade da morte? Muitos recusam-se a pensar nestas questões e limitam-se a aproveitar cada instante da existência o melhor possível, sem terem em conta qualquer horizonte futuro. Mas podemos, simplesmente, viver cada dia sem assumirmos uma atitude consciente e responsável sobre o nosso fim último, a realidade que nos espera depois da nossa peregrinação pela terra? Como equacionamos estas questões? Como nos situamos face a elas?

O autor do Quarto Evangelho oferece-nos hoje uma catequese sobre a temática da morte e da vida. A partir dos acontecimentos que enlutaram uma família amiga de Jesus (a morte de um homem chamado Lázaro, um dos membros dessa família), o nosso catequista diz-nos que a nossa vida nesta terra terá um fim e que isso é inevitável. Trata-se de algo que resulta da nossa finitude, dos nossos limites, da nossa debilidade, da nossa condição de criaturas. Mas a incontornável morte biológica não será o nosso fim, a última palavra de Deus sobre nós. Aquilo a que chamamos “morte” será uma espécie de “sono” do qual acordaremos nos braços amorosos do nosso Pai do céu. O crente não sabe mais do que os outros homens, nem tem uns óculos especiais para ver aquilo que os outros homens não conseguem ver; mas o crente aproxima-se da morte física com uma confiança radical na bondade, na misericórdia e no amor de Deus… Portanto, o crente acredita que a morte física não é destruição e aniquilação, mas sim a passagem para Deus, para a vida definitiva. Jesus, depois de dialogar com Marta, irmã de Lázaro, sobre esse horizonte de eternidade, perguntava-lhe: “acreditas nisto?” E nós, acreditamos nisto?

O “catequista” que nos conta a história de Lázaro, está convicto do poder salvador de Jesus. A sua certeza de que Jesus é fonte de vida é tão grande que, a certa altura, põe na boca de Jesus as seguintes palavras: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. O que é “acreditar” em Jesus? É aderir a Ele, escutar e acolher as suas palavras, viver ao seu estilo, assumir os seus valores, segui-l’O no caminho do amor, do serviço, do dom da própria vida. Ora, foi precisamente essa a opção que fizemos no dia do nosso batismo: “acreditar” em Jesus; e, ao fazê-lo, escolhemos essa vida plena e definitiva que Jesus oferece aos seus e que lhes garante a vida eterna. Já agora: temos vivido de forma coerente com essa opção? Vivemos conscientes de que a fidelidade a Jesus é fonte de vida eterna?

O adeus definitivo a uma pessoa que nos é querida e que a morte nos arrebata mergulha-nos sempre numa dor sem remédio. Porque temos de perder aqueles que amamos e que enchem as nossas vidas de luz? A ausência, a saudade, deixam-nos um enorme vazio, um vazio que não conseguimos preencher senão com lágrimas. É mesmo assim: essas lágrimas são o preço do amor. O próprio Jesus, diante da “partida” do seu amigo Lázaro, chorou. A nossa relação com aquela pessoa que amávamos estará definitivamente terminada? O adeus que lhe dissemos será um adeus até nunca mais? Jesus, depois de chorar pelo seu amigo Lázaro, chegou ao sepulcro onde Lázaro estava e mandou tirar aquela pedra que separava o mundo dos mortos do mundo dos vivos. Queria, talvez, dizer que essa separação não tinha sentido. Avisaram-no de que Lázaro estava morto há quatro dias e que “já cheirava mal”. Jesus limita-se a gritar: “Lázaro, sai para fora”. E, à voz de Jesus, Lázaro sai para fora para mostrar a todos que está vivo. Tem os pés e as mãos “enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário”. Traz consigo os sinais e as ligaduras da morte. No entanto, sai do sepulcro pelo seu próprio pé. Lázaro, sepultado há quatro dias, está vivo. O que é que o nosso “catequista” quer dizer com isto? Simplesmente que os nossos queridos mortos, aqueles de quem nos despedimos e abandonamos num sepulcro, estão vivos! Deus não os abandonou. Conscientes disso, retiremos a “pedra” que nos afasta dos que já partiram. Não os perdemos. Eles estão vivos. De junto de Deus, eles continuam a acompanhar-nos e a amar-nos. Isso não será, para nós, motivo de consolação e de esperança?

Estamos a percorrer o “caminho quaresmal”, o caminho que nos leva em direção à Páscoa, à vida nova, à Ressurreição. É uma boa oportunidade para redescobrirmos o compromisso que assumimos no dia do nosso batismo e para redirecionarmos o sentido da nossa existência. Talvez as nossas mãos, os nossos pés, o nosso coração, estejam enfaixados por ligaduras que nos prendem na morte e que nos impedem de sair dos túmulos sujos em que nos deixamos encerrar pelo nosso egoísmo, pelo nosso comodismo, pelo nosso orgulho, pela nossa ambição, pela nossa autossuficiência… Talvez necessitemos de prestar atenção à voz de Jesus que nos chama (“Lázaro, sai para fora”) e que nos convida a começar uma vida nova, uma vida gloriosa e cheia de sentido. Quais são as “ataduras” que nos mantêm agarrados a uma vida de sombras e de escravidões? Nesta Páscoa, estamos dispostos a ressuscitar com Jesus e a passar com Ele da morte para a vida?

*Leia na íntegra. Clique no link ao lado- EVANGELHO DO DIA.

Vaticano pede que instituições católicas deixem de investir no setor minerador: 'é um pecado'

Detalhes
Publicado em 21 março 2026
  • Plataforma de Desinvestimento em Mineração
  • cardeal italiano Fabio Baggio,
  • rede ecumênica Igrejas e Mineração da América Latina,
  • documento histórico do papa Papa Francisco sobre ecologia

Iniciativa se inspira na encíclica Laudato Si', documento histórico do papa Papa Francisco sobre ecologia

 

Papa Leão XIV — Foto: Alberto Pizzoli/AFP

 

Por O Globo com AFP

O Vaticano lançou nesta sexta-feira a "Plataforma de Desinvestimento em Mineração", o documento incentiva instituições católicas a deixarem de investir no setor minerador, priorizando áreas mais éticas em relação ao impacto ambiental, chamado. O projeto se baseia na rede ecumênica Igrejas e Mineração da América Latina, que denuncia desde 2013 a violência ligada à expansão da mineração, com o apoio de mais de 40 instituições.

0s coordenadores da iniciativa pediram que organizações católicas rompam vínculos financeiros com o setor minerador, sem detalhar o alcance dessa medida.

— Em muitas regiões do mundo, a expansão da indústria mineradora causou profundas tensões sociais e graves consequências ambientais — afirmou o cardeal italiano Fabio Baggio, número dois do departamento do Vaticano responsável por questões ambientais, durante uma coletiva de imprensa.

O bispo brasileiro Vicente Ferreira também destacou a preocupação com o crescimento da inteligência artificial, que tem provocado uma explosão na demanda por minerais como o cobalto, usado na fabricação de ímãs, baterias e componentes essenciais para servidores de informática.

— A inteligência artificial é um bom exemplo de quantos recursos minerais são consumidos pelas empresas de tecnologia — afirmou o bispo, que pediu a essas companhias que tratem os trabalhadores de forma justa e respeitem o meio ambiente.

Em entrevista ao Vatican News, o bispo brasileiro afirmou que "seria uma contradição da nossa Igreja, que prega a defesa dos mais pobres e a ecologia integral, fazer parceria com empreendimentos que estão destruindo nossos territórios. Isso seria um pecado".

 

Seguindo os passos de Francisco

A iniciativa se inspira na encíclica Laudato Si' (2015), um documento histórico do papa Papa Francisco sobre a proteção ambiental, que desenvolveu o conceito de ecologia integral. Nessa linha, em 2020 o Vaticano já havia pedido que instituições católicas deixassem de investir em indústrias de combustíveis fósseis e armamentos. O papa Papa Leão XIV seguiu o mesmo caminho e defendeu a necessidade de proteger a natureza e os direitos trabalhistas.

— É essencial ouvir a voz das comunidades que sofrem diretamente com as dificuldades e conflitos causados pela exploração mineradora, legal e ilegal — disse o cardeal Baggio, e acrescentou — não podemos nos calar diante de injustiças flagrantes”.

Muitas dessas comunidades, pertencentes às “periferias” das quais o papa Francisco se tornou porta-voz, vivem na América do Sul, África e Ásia. O cardeal Álvaro Ramazzini, bispo na Guatemala, denunciou a exploração de ouro em seu país, onde os lucros vão para países do Norte enquanto a população local sofre com a contaminação por cianeto.

— A questão é fazer governos e empresas entenderem que legalidade nem sempre coincide com justiça — destacou o cardeal. Fonte: https://oglobo.globo.com

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