Olhar Jornalístico

A vida consagrada santifica a Igreja!

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Publicado em 15 agosto 2026
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Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

 

Quando a reflexão eclesial se debruça sobre as raízes da vocação ao seguimento de Cristo, a Vida Religiosa Consagrada manifesta-se não como um fenômeno tardio ou acidental, mas como uma torrente contínua de graça que jorra desde as origens do Cristianismo. Para compreender a densidade teológica e a urgência profética dos consagrados de hoje, faz-se necessário retornar às areias escaldantes dos desertos do Egito, da Síria e da Palestina, onde o Espírito Santo inaugurou uma forma radical de busca do Absoluto.

Com o fim das grandes perseguições imperiais e a promulgação do Edito de Milão (313 d.C.), o Cristianismo deixou de ser uma religião perseguida. A Igreja conquistou a paz exterior, mas a facilidade da assimilação social trouxe o risco do arrefecimento do ardor do Evangelho. Foi nesse cenário histórico que homens e mulheres, conhecidos como os Padres do Deserto e Mães do Deserto, sentiram a urgência de uma entrega incondicional, embora muitas experiências já tenham sido iniciadas antes como busca de Deus.

Figuras como Santo Antão do Egito (o pai do anacoretismo), São Pacômio (o fundador do cenobitismo e das primeiras regras comunitárias) e Santa Sincletética retiraram-se para o deserto da Tebaida. Eles não fugiam do mundo por desprezo à criação de Deus, mas buscando um combate espiritual contra as ilusões do ego e do pecado, inaugurando o chamado “martírio branco”: uma doação incruenta, cotidiana e radical de si mesmo a Cristo através da oração incessante, do jejum e do silêncio.

Como registram os Ditos dos Padres do Deserto, a cela do monge tornou-se o laboratório da alma, onde a única regra era morrer para o mundo para viver unicamente para Deus. Longe de ser uma iniciativa anárquica ou puramente individualista, a busca dos eremitas foi acolhida, acompanhada e regulada pelo Magistério da Igreja. Os grandes Bispos e Doutores da Antiguidade e da Idade Média compreenderam que o carisma do deserto precisava de fundamentação teológica e de ordenação eclesial para não degenerar em iluminação privada ou heresias.

São Basílio Magno organizou o monasticismo oriental, enfatizando o valor da caridade fraternal na vida comunitária. São Bento de Núrsia, no Século VI, com a sua célebre Regula Monachorum (Ora et Labora), deu a estrutura que salvaguardou e reconstruiu a civilização europeia após a

queda do Império Romano escrita dentro de uma experiência anterior da “Regra do Mestre”. Com as Ordens Mendicantes (Século XIII), tendo por expoentes São Francisco de Assis e São Domingos de Gusmão, a Igreja aprovou novos carismas que saíram dos mosteiros rurais para evangelizar os centros urbanos emergentes. Com a Companhia de Jesus e os Institutos Modernos (Século XVI em diante), a Igreja abriu caminho para a Vida Consagrada Apostólica e de Ação, capaz de cruzar oceanos e atuar na linha de frente das missões.

A doutrina católica, compilada no Catecismo da Igreja Católica (CIC, 914–933) e no decreto Perfectae Caritatis do Concílio Vaticano II, atesta que a Vida Consagrada pertence inabalavelmente à vida e à santidade da Igreja. Como ensinou São João Paulo II na Exortação Apostólica Vita Consecrata (1996), a profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência é um sinal escatológico, que antecipa no tempo presente a vida da ressurreição.

Entre os séculos III – IV Santo Antão e São Pacômio dão início às experiências anacorética e cenobítica no deserto egípcio, buscando a purificação do coração na solidão e na oração. Neste período se estabelecem, então, os Padres e Mães do Deserto. No século VI São Bento escreve a sua Regra, equilibrando oração e trabalho (Ora et Labora), consolidando a vida comunitária como farol cultural e espiritual da Europa. Neste período se estabelecem as bases do Monasticismo Ocidental. Mais adiante, no século XIII, São Francisco de Assis e São Domingos rompem o isolamento dos mosteiros, levando a pregação e a pobreza evangélica para o coração das cidades nascentes, tem-se, assim, a Revolução das Ordens Mendicantes.

Saltando para os séculos XVI – XIX, surgem congregações voltadas à educação, à saúde, ao serviço aos pobres e à evangelização ad gentes, expandindo os limites geográficos e sociais da Igreja, neste período é possível perceber o início de uma fase voltada à Consagração Apostólica e Missionária evidenciando a inserção de novas formas e presenças proféticas, o que se expande e corrobora até os tempos atuais com o acolhimento dos Institutos Seculares, das Novas Comunidades e da atuação profética de consagrados nas periferias humanas e no meio secular.

A Vida Religiosa Consagrada não existe para agradar ou adocicar as conveniências de uma época, uma das razões, certamente, pela qual ela não sucumbiu no tempo e na História, mas se regenerou ganhando mais e mais força, afinal, ela existe para proclamar a verdade incômoda do Evangelho.

Em um mundo marcado pelo relativismo, pela busca desmedida do prazer e pelo culto do efêmero, os consagrados e consagradas erguem-se como um sinal de contradição que recusa as mentiras da cultura dominante.

Seja no silêncio radical do claustro contemplativo, que grita que só Deus basta e separa-se do mundo para por ele interceder, seja na atuação intrépida dos missionários nas praças, periferias, hospitais e academias, enfrentando a perseguição e a incompreensão sem medo de represálias, a Vida Consagrada lembra a todos a necessidade de uma conversão sincera e urgente. Confiantes unicamente na Providência divina, estes homens e mulheres mantêm aceso o Fogo do Espírito, atestando com a própria vida que o Reino dos Céus permanece sendo a única pérola preciosa pela qual vale a pena apostar tudo.

Deus abençoe todos os religiosos que santificam a Igreja com o testemunho de sua doação radical! Fonte: https://www.cnbb.org.br

Assunção de Nossa Senhora e o chamado à vida consagrada

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Publicado em 15 agosto 2026
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Hoje também, dentro do mês vocacional, é o dia de celebrarmos as vocações religiosas de especial consagração, ou seja, é o dia de rezarmos por todos os homens e mulheres que, professando os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência, possam dar testemunho de sua consagração ao mundo, sempre se colocando sob o manto protetor de Nossa Senhora Assunta ao Céu.

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

Rezemos agora por toda a Igreja que reconhece Nossa Senhora na glória dos céus e, de modo especial, coloquemos em seu colo as muitas ordens, congregações e institutos religiosos do Brasil e do mundo. Fonte: https://www.a12.com

 

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora: A subida ao céu de quem trouxe o céu a nós

 

*Frei Gustavo Medella

A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora proclama uma verdade de fé que nos ajuda a perceber o lugar de Maria na história da salvação. Colocou sua fragilidade de jovem mulher pobre a serviço de um bem maior e soube confiar-se à graça divina. Por isso tornou-se grande, por isso voou alto. Celebrar a glória de Maria é jamais perder de vista a grandeza presente nas coisas pequenas do cotidiano, nas discretas gentilezas do dia a dia.

Não é à toa que o Evangelho proclamado nesta Solenidade é o texto da visitação (Lc 1,39-56) que descreve nada mais do que o gesto de parceria e solidariedade de uma prima mais nova, grávida, que se coloca em marcha para socorrer a prima mais velha, também à espera de seu primeiro filho. Nos três meses em que com Maria esteve com Isabel, certamente não faltaram belos colóquios sobres as grandes pequenas coisas que de fato importam na vida. Também não deve ter faltado interajuda e partilha.

A Solenidade da Assunção reforça a integralidade do projeto salvífico de Deus. Cada vida humana é um mistério insondável de amor e, por isso, um território inviolável de dignidade diante do qual a reverência é atitude urgente e necessária. Neste final de semana também se recorda a vocação à Vida Religiosa. Maria, modelo dos consagrados, inspire e anime todos aqueles e aquelas que decidiram apostar a vida no seguimento de Jesus Cristo. Fonte: https://franciscanos.org.br

 

*FREI GUSTAVO MEDELLA, OFM, é o atual Vigário Provincial e Secretário para a Evangelização da Província Franciscana da Imaculada Conceição. Fez a profissão solene na Ordem dos Frades Menores em 2010 e foi ordenado presbítero em 2 de julho de 2011.

Quinta-feira, 13 de agosto-2026. 19ª SEMANA DO TEMPO COMUM-A. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 13 agosto 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 18,21-19,1)

18:21Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? 22Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. 24Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. 26Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! 27Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. 28Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves! 29O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! 30Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. 31Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. 32Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. 33Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? 34E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. 35Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração. 19:1Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judéia, além do Jordão.

 

3) Reflexão   Mateus 18,21-19,1

No evangelho de ontem ouvimos as palavras de Jesus sobre a correção fraterna (Mt 18,15-20). No evangelho de hoje (Mt 18,21-39) o assunto central é o perdão e a reconciliação.

 

Mateus 18,21-22: Perdoar setenta vezes sete!.

Diante das palavras de Jesus sobre a correção fraterna e a reconciliação, Pedro pergunta: “Quantas vezes devo perdoar? Sete vezes?” Sete é um número que indica uma perfeição e, no caso da proposta de Pedro, sete é sinônimo de sempre. Mas Jesus vai mais longe. Ele elimina todo e qualquer possível limite para o perdão: "Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!” É como se dissesse: “Sempre, não! Pedro, mas setenta vezes sempre!” Pois não há proporção entre o amor de Deus para conosco e o nosso amor para com o irmão. Aqui se evoca o episódio de Lamec do AT. “Lamec disse para as suas mulheres: da e Sela, ouçam minha voz; mulheres de Lamec, escutem minha palavra: Por uma ferida, eu matarei um homem, e por uma cicatriz matarei um jovem. Se a vingança de Caim valia por sete, a de Lamec valerá por setenta e sete" (Gn 4,23-24). A tarefa das comunidades é a de reverter o processo da espiral da violência. Para esclarecer a sua resposta a Pedro Jesus conta a parábola do perdão sem limite.

 

Mateus 18,23-27: A atitude do patrão

Esta parábola é uma alegoria, isto é, Jesus fala de um patrão, mas pensa em Deus. Isto explica os contrastes enormes desta parábola. Como veremos, apesar de se tratar de coisas normais diários, existe algo nesta história que não acontece nunca na vida diária. Na história que Jesus conta, o patrão segue as normas do direito da época. Era um direito dele de prender o empregado com toda a sua família e mantê-lo na prisão até que tivesse pago pelo trabalho escravo a sua dívida. Mas diante do pedido do empregado endividado, o patrão perdoa a dívida. O que chama a atenção é o tamanho da dívida: dez mil talentos. Um talento equivale a 35 kg. Segundo os cálculos feitos, dez mil talentos equivalem a 350 toneladas de ouro. Mesmo que o devedor junto com mulher e filhos fossem trabalhar a vida inteira, jamais seriam capazes de juntar 350 toneladas de ouro. O cálculo extremo é proposital. Nossa dívida frente a Deus é incalculável e impagável.

 

Mateus 18,28-31: A atitude do empregado

Ao sair daí, esse empregado perdoado encontrou um de seus companheiros que lhe devia cem moedas de prata. Ele o agarrou, e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Pague logo o que me deve'. Dívida de cem denários é o salário de cem dias de trabalho. Alguns calculam que era de 30 gramas de ouro. Não existe meio de comparação entre os dois! Nem dá para entender a atitude do empregado: Deus lhe perdoou 350 toneladas de outro e ele não quer perdoas 30 gramas de ouro. Em vez de perdoar, ele faz com o companheiro aquilo que o patrão ia fazer, mas não fez. Mandou prender o companheiro de acordo com as normas da lei, até que fosse paga a dívida. Atitude chocante para qualquer ser humano. Chocou os outros companheiros. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão, e lhe contaram tudo. Qualquer um de nós teria tido a mesma atitude de desaprovação.

 

Mateus 18,32-35: A atitude de Deus

“O patrão mandou chamar o empregado, e lhe disse: 'Empregado miserável! Eu lhe perdoei toda a sua dívida, porque você me suplicou. E você, não devia também ter compaixão do seu companheiro, como eu tive de você?' O patrão indignou-se, e mandou entregar esse empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida”. Diante do amor de Deus que perdoa gratuitamente nossa dívida de 350 toneladas de ouro, é nada mais que justo que nós perdoemos ao irmão a pequena dívida de 30 gramas de ouro. O perdão de Deus é sem limites. O único limite para a gratuidade da misericórdia de Deus vem de nós mesmos, da nossa incapacidade de perdoar o irmão! (Mt 18,34). É o que dizemos e pedimos no Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Mt 6,12-15).

 

A comunidade como espaço alternativo de solidariedade e fraternidade

    A sociedade do Império Romano era dura e sem coração, sem espaço para os pequenos. Estes buscavam um abrigo para o coração e não o encontravam. As sinagogas também eram exigentes e não ofereciam um lugar para eles. Nas comunidades cristãs, o rigor de alguns na observância da Lei levava para dentro da convivência os mesmos critérios da sociedade e da sinagoga. Assim, nas comunidades começavam a aparecer as mesmas divisões que existiam na sociedade e na sinagoga entre rico e pobre, dominação e submissão, homem e mulher, raça e religião. Em vez da comunidade ser um espaço de acolhimento, tornava-se um lugar de condenação. Juntando palavras de Jesus, Mateus quer iluminar a caminhada dos seguidores e das seguidoras de Jesus, para que as comunidades sejam um espaço alternativo de solidariedade e de fraternidade. Devem ser uma Boa Notícia para os pobres.

 

4) Para um confronto pessoal

 1) Perdoar. Tem gente que diz: “Perdôo, mas não esqueço!” E eu? Sou capaz de imitar a Deus?

2) Jesus deu o exemplo. Na hora de ser morto pediu perdão para os seus assassinos (Lc 23,34). Será que sou capaz de imitar Jesus?

 

5) Oração final

Desde o nascer ao pôr-do-sol, seja louvado o nome do Senhor. O Senhor é excelso sobre todos os povos, sua glória ultrapassa a altura dos céus. (Sl 112, 3-4)

Papa envia ajuda econômica inicial à Colômbia

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Publicado em 12 agosto 2026
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  • Cáritas Colombiana da Conferência Episcopal,
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Por meio da Esmolaria Apostólica, com o prefeito em contato direto com a Nunciatura e a Conferência Episcopal, o Papa enviou uma doação urgente às dioceses afetadas pelo abalo de 7,4. na segunda-feira. Mais ajudas serão enviadas em breve.

Salvatore Cernuzio – Cidade do Vaticano

Em meio aos escombros e à poeira nas áreas devastadas pelo violento terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a região oeste da Colômbia na segunda-feira, manifesta-se a proximidade do Papa Leão XIV, que se concretiza não apenas pela oração e por palavras - como o telegrama enviado na terça-feira ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Corre, ou a mensagem de solidariedade na Audiência Geral desta quarta-feira - mas também com uma alocação inicial e urgente de recursos enviados por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade - Esmolaria Apostólica -, para as dioceses afetadas pelo terremoto, graças ao contato constante do prefeito, o arcebispo Luis Marín de San Martín, com a Nunciatura e a Conferência Episcopal local.

 

Primeiro auxílio emergencial

Assim como ocorreu com a Venezuela, também atingida por um forte terremoto em junho, o Pontífice enviou um auxílio financeiro inicial à Colômbia, como sinal concreto de sua proximidade neste momento de emergência. Essa quantia de € 100.000 é destinada diretamente à Secretaria Nacional de Pastoral Social - Cáritas Colombiana da Conferência Episcopal, que atua como ponto central de coordenação para a arrecadação e distribuição do auxílio, de modo a prestar assistência solidária às dioceses afetadas. O valor foi acordado com os beneficiários e é uma doação inicial para atender às emergências mais urgentes. Outros auxílios concretos serão enviados conforme as necessidades forem identificadas e prontamente comunicadas ao Dicastério.

 

A atenção constante da Esmolaria

De fato, desde as primeiras horas, é constante o contato entre o Esmoler, o arcebispo Marín de San Martín, e o presidente do Episcopado Colombiano, dom Francisco Javier Múnera Correa, arcebispo de Cartagena, que o informou sobre o que está acontecendo nas áreas afetadas, e com a Nunciatura, por meio de seu secretário, monsenhor In Je Hwang.

Um relatório também está sendo preparado para delinear as necessidades urgentes do Dicastério para o Serviço da Caridade, o que confirma seu papel como o “braço” do Papa estendido onde houver necessidade. “É a Igreja como família de Deus”, afirma o prefeito, “uma Igreja atenta ao sofrimento e às necessidades, que responde com fraternidade e eficácia.”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Terça-feira, 11 de agosto-2026. 19ª SEMANA DO TEMPO COMUM-A. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 11 agosto 2026
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1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 18,1-5.10.12-14)

1Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus? 2Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: 3Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. 4Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. 5E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe. 10Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou? 13E se a encontra, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequenos.

 

3) Reflexão   Mateus 18,1-5.10.12-14

Aqui no capítulo 18 do evangelho de Mateus começa o quarto grande discurso da Nova Lei, o Sermão da Comunidade. Como já foi informado anteriormente (dia 9 de junho de 2008), o Evangelho de Mateus, escrito para as comunidades dos judeus cristãos da Galiléia e Síria, apresenta Jesus como o novo Moisés. No AT, a Lei de Moisés foi codificada nos cinco livros do Pentateuco. Imitando o modelo antigo, Mateus apresenta a Nova Lei em cinco grandes Sermões:  1) O Sermão da Montanha (Mt 5,1 a 7,29);  2) O Sermão da Missão (Mt 10,1-42);  3) O Sermão das Parábolas (Mt 13,1-52);  4) O Sermão da Comunidade (Mt 18,1-35);  5) O Sermão do Futuro do Reino (Mt 24,1 a 25,46). As partes narrativas, intercaladas entre os cinco Sermões, descrevem a prática de Jesus e mostram como ele praticava e encarnava a nova Lei em sua vida.

O evangelho de hoje traz a primeira parte do Sermão da Comunidade (Mt 18,1-14) que tem como palavra chave os “pequenos”. Os pequenos não são só as crianças, mas também as pessoas pobres e sem importância na sociedade e na comunidade, inclusive as crianças. Jesus pede que estes pequenos estejam no centro das preocupações da comunidade, pois "o Pai não quer que um só destes pequenos se perca" (Mt 18,14).

 

Mateus 18,1: A pergunta dos discípulos que provocou o ensinamento de Jesus 

Os discípulos querem saber quem é o maior no Reino. Só o fato de eles fazerem esta pergunta revela que pouco ou nada tinham entendido da mensagem de Jesus. O Sermão da Comunidade, todo inteiro, é para fazer entender que entre os seguidores e as seguidoras de Jesus deve vigorar o espírito de serviço, doação, perdão, reconciliação e amor gratuito, sem buscar o próprio interesse e a autopromoção.

 

Mateus 18,2-5: O critério básico: o menor é o maior.

Os discípulos querem um critério para poder medir a importância das pessoas na comunidade: "Quem é o maior no Reino do Céu?". Jesus responde que o critério é a criança! Criança não tem importância social, não pertence ao mundo dos grandes. Os discípulos devem tornar-se como crianças. Em vez de querer crescer para cima, devem crescer para baixo e para a periferia, onde vivem os pobres, os pequenos. Assim serão os maiores no Reino! E o motivo é este: “Quem recebe a um destes pequenos, recebe a mim!” Jesus se identifica com eles. O amor de Jesus pelos pequenos não tem explicação. Criança não tem mérito. É a pura gratuidade do amor de Deus que aqui se manifesta e pede para ser imitada na comunidade dos que se dizem discípulos e discípulas de Jesus.

 

Mateus 18,6-9: Não escandalizar os pequenos.

Estes quatro versículos sobre os escândalo dos pequenos foram omitidos no texto do evangelho de hoje. Damos um breve comentário. Escandalizar os pequenos significa: ser motivo para que os pequenos percam a fé em Deus e abandonem a comunidade. Mateus conservou uma frase muito dura de Jesus: “Quem escandalizar um desses pequeninos que acreditam em mim, melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço, e ser jogado no fundo do mar”. Sinal de que naquele tempo muitos pequenos já não se identificavam mais com a comunidade e procuravam outros abrigos. E hoje? Na América Latina, por exemplo, cada ano, são em torno de 3 milhões de pessoas que abandonam as igrejas históricas e mudam para as igrejas evangélicas. Sinal de que já não se sentem em casa entre nós. E muitas vezes são os mais pobres que nos abandonam. O que falta em nós? Qual a causa deste escândalo dos pequenos? Para evitar o escândalo, Jesus manda cortar mão ou pé e arrancar o olho. Esta frase não pode ser tomada ao pé da letra. Ela significa que se deve ser muito exigente no combate ao escândalo que afasta os pequenos. Não podemos permitir, de forma nenhuma, que os pequenos se sintam marginalizados na nossa comunidade. Pois neste caso a comunidade já não seria um sinal do Reino de Deus.

 

Mateus 18,10-11: Os anjos dos pequenos estão na presença do Pai

Jesus evoca o salmo 91. Os pequenos fazem de Javé o seu refúgio e tomam o Altíssimo como defensor (Sl 91,9) e, por isso : “A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda, pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos. Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra”. (Sl 91,10-12).

 

Mateus 18,12-14: A parábola das cem ovelhas

Para Lucas, esta parábola revela a alegria de Deus pela conversão de um pecador (Lc 15,3-7). Para Mateus, ela revela que o Pai não quer que um destes pequeninos se perca. Com outras palavras, os pequenos devem ser a prioridade pastoral da Comunidade, da Igreja. Eles devem estar no centro da preocupação de todos. O amor aos pequenos e excluídos deve ser o eixo da comunidade dos que querem seguir Jesus. Pois é deste modo que a comunidade se torna amostra do amor gratuito de Deus que acolhe a todos.

 

4) Para um confronto pessoal

 

  1. As pessoas mais pobres do bairro participam da nossa comunidade? Elas se sentem bem ou encontram em nós motivo para se afastar?
  2. Deus Pai não quer que se perca nenhum dos pequenos. O que significa isto para a nossa comunidade?

 

5) Oração final

Minha herança eterna são as vossas prescrições, porque fazem a alegria de meu coração. Abro a boca para aspirar, num intenso amor de vossa lei. (Sl 118, 111.131)

Realismo político

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Publicado em 08 agosto 2026
  • dom Walmor Oliveira de Azevedo
  • arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo,
  • Encíclica de Leão XIV Magnifica humanitas,
  • Carta Encíclica Magnifica Humanitas,

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte  (MG)

 

O Papa Leão XIV reflete na sua Carta Encíclica, Magnifica Humanitas, sobre importante temática com aspectos muito relevantes quando se considera a cultura do poder decorrente da crise do sistema político-econômico global. Assiste-se a um enfraquecimento das instituições criadas para salvaguardar a ideia de um destino comum dos povos e de um bem comum mundial. O Papa sublinha que ao invés de se progredir com as conquistas e mudanças históricas do século XX, constatam-se retrocessos. A globalização econômica assumiu a referência mais importante, no entanto, desprovida de arquitetura política adequada capaz de sustentar o diálogo e a paz. Cegamente, elegeu-se os mercados com a tarefa de gerar bem-estar, democracia e estabilidade, não conseguindo a globalização gestar unidade e paz, mas, ao contrário disto, reações fundamentalistas, identitárias e nacionalistas. 

Em lugar da consolidação do multilateralismo vê-se um multipolarismo desordenado e conflituoso, multiplicando desconfianças. As narrativas que são geradas podem justificar os vitimismos e as vinganças com simplificações primárias abrindo caminhos para decisões irresponsáveis e a briga fratricida de uma defesa de si em prejuízo do outro. Prevalece sempre o direito do mais forte e os instrumentos usados são em nome da lógica do poder deixando de lado a cooperação para o desenvolvimento, desarmamento, prevenção de conflitos e construção da confiança mútua. 

Os direitos humanitários, consequentemente, são deixados para trás, dando lugar a selvagerias, verdadeiros crimes e abusos de poder. Os cenários se constituem na privação de alimentos, água e de muitos outros bens essenciais à vida, constantemente desrespeitada, com tratamentos desumanos atingindo a todos, de modo perverso, às crianças. O Papa Leão XIV adverte ser este quadro fruto de cegueira espiritual e cultural como resultado de um falso pragmatismo por cortar as raízes da memória como se fosse possível inaugurar uma nova criação. Esta tendência efetiva caminhos que podem ensaiar a repetição de atrocidades do século XX, que não podem se repetir. Trata-se de um niilismo histórico perigoso, sobretudo pela priorização do equilíbrio armado e da dissuasão. 

Há uma exacerbação dos conflitos produzindo guerras abomináveis. Guerras também alimentadas no âmbito econômico, financeiro e tecnológico. Os custos destas disputas acabam sempre recaindo sobre os mais pobres, também pela redução dos investimentos e recursos para a saúde, educação e serviços sociais. A isto o Papa Leão XIV chama de um falso realismo por trás da lógica dominante da força, por meio de uma convicção cultural e antropológica que permite eleger a guerra como parte inevitável da natureza humana.  Até se justifica dizendo que sempre foi assim e assim será. Papa Leão assevera que o problema já não é a paz, perdida como referência no horizonte internacional, mas sim como e quando agir militarmente, considerando como irresponsável a não preparação para o confronto. O Papa chama de irresponsável esta forma de realismo político por semear nas consciências e na cultura a resignação perante uma guerra inevitável, sobretudo por qualificar a paz e o diálogo como posições utópicas ou irracionais. Do ensinamento perene da Igreja Católica se propala que a paz não é uma busca, fruto de ingenuidades, nem simplesmente uma ausência de guerras, mas alcançável como fruto da justiça e da paz. Agrava a situação o niilismo e o pragmatismo que justificam extremismos religiosos, fanatismos identitários aliados a um economicismo irracional, empurrando a política à facilidade da desinformação, à humilhação do adversário, dando espaço, consequentemente à construção sistemática de medos e ressentimentos. 

As diferenças não se articulam como riqueza, mas como ameaças que alimentam, patologicamente, o desejo de posse, a vontade do domínio, ambições hegemônicas, abusos de poder e o medo da diferença. Um teatro de selvagerias travestidas de modernidade e de atualidade, terreno fértil para novos e intermináveis conflitos. Essas guerras em pedaços são terreno fértil para novas e desastrosas guerras pela perda de todo limite ético. O Papa Leão XIV faz importante constatação, que precisa soar como advertência: o que era considerado como inaceitável no passado pode hoje ser posto em prática sem hesitação. Assim é, em razão de se decidir, exclusivamente, por cálculos econômicos, alimentados como verdade pelas ilusões midiáticas, euforias artificiais, diz o Papa, por sonhos efêmeros geradores de violências e frustrações. 

As intolerâncias e a agressividade se tornam o lugar comum das práticas e tomam conta do coração das pessoas. Os atos de violência então se multiplicam, justificados, fazendo prevalecer a cultura do conflito, gerando graves problemas e até um instrumento de gestão cínica das dificuldades. Papa Leão focaliza a responsabilidade dos que atuam no mundo da pesquisa citando os protagonistas desta área como cientistas, empreendedores, investidores, autoridades acadêmicas e políticas, chamados a trabalhar numa lógica de transparência e responsabilidade, iluminados pela consciência viva do quadro mais amplo em que se inscrevem os avanços tecnológicos para os quais contribuem, incluindo os relacionados com a inteligência artificial. Enriquecida assim a Doutrina Social da Igreja Católica, dá-se um passo no convite a reflexões mais profundas e efetivação de novos horizontes em vista da paz social e do respeito à justiça, apostando numa sociedade contemporânea não beligerante, mas construtora da paz assentada em diálogos que façam das diferenças uma riqueza e jamais matéria de disputas fratricidas e desfiguradoras da humanidade: na sua vocação e grande missão no tecer da história. Trata-se de uma advertência e de uma oportunidade.  Fonte: https://www.cnbb.org.br  

Sexta-feira, 7 de agosto-2026. 18ª SEMANA DO TEMPO COMUM-A. Evangelho do dia- Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 07 agosto 2026
  • Reflexão do Evangelho do Dia,
  • Artigos do Frei Carlos Mesters,
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  • Carmelita Frei Carlos Mesters,
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  • Mensagem do Frei Carlos Mesters,
  • Reflexões de Frei Carlos Mesters,
  • REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA,
  • 18ª SEMANA DO TEMPO COMUM-A

 

1) Oração

Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os vosso filhos que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 16, 24-28)

Naquele tempo, 24Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 25Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. 26Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras. 28Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte.

 

3) Reflexão   Mateus 16,24-28

Os cinco versículos do evangelho de hoje são a continuidade das palavras de Jesus a Pedro que meditamos ontem. Jesus não esconde nem abranda as exigências do discipulado. Não permitiu que Pedro tomasse a dianteira e o colocou no seu devido lugar: “Atrás de mim!” O evangelho de hoje explicita estas exigências para todos nós;

 

Mateus 16,24: Tome a sua cruz e siga-me

Jesus tira as conclusões que valem até hoje: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga”. Naquele tempo, a cruz era a pena de morte que o império romano impunha aos marginais e bandidos. Tomar a cruz e carregá-la atrás de Jesus era o mesmo que aceitar ser marginalizado pelo sistema injusto que legitimava a injustiça. A Cruz não é fatalismo, nem é exigência do Pai. A Cruz é a conseqüência do compromisso livremente assumido por Jesus de revelar a Boa Nova de que Deus é Pai e que, portanto, todos e todas devem ser aceitos e tratados como irmãos e irmãs. Por causa deste anúncio revolucionário, Jesus foi perseguido e não teve medo de dar a sua vida. Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão (Jo 15,13). O testemunho de Paulo na carta aos Gálatas mostra o alcance concreto de tudo isto: “Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”.  (Gal 6,14)  E ele termina aludindo às cicatrizes das torturas que sofreu: “De agora em diante ninguém mais me moleste, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gal 6,17).

 

Mateus 16,25-26: Quem perde a vida por causa de mim vai encontrá-la

Estes dois versículos explicitam valores humanos universais que confirmam a experiência de muitos, cristãos e não cristãos. Salvar a vida, perder a vida, encontrar a vida. A experiência de muitos ensina o seguinte: Quem vive atrás de bens e de riqueza, nunca fica saciado. Quem se doa aos outros esquecendo-se a si mesmo, sente uma grande felicidade. É a experiência das mães que se doam, e de tanta gente que não pensa em si, mas nos outros. Muitos fazem e vivem assim quase por instinto, como algo que vem do fundo da alma. Outros fazem assim, porque tiveram uma experiência dolorosa de frustração que os levou a mudar de atitude. Jesus tem razão em dizer: Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la”. Importante é o motivo: “por causa de mim”, ou como diz em outro lugar: “por causa do Evangelho” (Mc 8,35). E ele termina: “Com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que um homem pode dar em troca da sua vida?” Esta última frase evoca o salmo onde se diz que ninguém é capaz de pagar o preço do resgate da vida: “O homem não pode comprar seu próprio resgate, nem pagar a Deus o preço de si mesmo. É tão caro o resgate da vida, que nunca bastará para ele viver perpetuamente, sem nunca ver a cova”.  (Sl 49,8-10). 

 

Mateus 16,27-28: O Filho do Homem retribuirá a cada uma conforme a sua conduta

Estes dois versículos se referem à esperança do povo com relação à vinda do Filho do Homem no fim dos tempos como juiz da humanidade, como é apresentado na visão do profeta Daniel (Dn 7,13-14). O primeiro versículo diz: “O Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a própria conduta” (Mt 16,27). Nesta frase se fala da justiça do Juiz. Cada um vai receber conforme a sua própria conduta. O segundo versículos diz: “Alguns daqueles que estão aqui, não morrerão sem terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino”. (Mt 16,28). Esta frase é um aviso para ajudar a perceber a vinda de Jesus como Juiz nos fatos da vida. Alguns achavam que Jesus viria logo (1Ts 4,15-18). Jesus, de fato, veio e já estava presente nas pessoas, sobretudo nos pobres. Mas eles não o percebiam. Jesus mesmo tinha dito: “Aquela vez que você ajudou o pobre, o doente, o sem casa, o preso, o peregrino, era eu!” (Mt 25,34-45)

 

4) Para um confronto pessoal

  1. Quem perde a vida vai ganha-la. Qual a experiência que tenho neste ponto?
  2. As palavras de Paulo:“Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”. Tenho coragem de repeti-las na minha vida?

5) Oração final

Celebrai comigo o Senhor, exaltemos juntos o seu nome. Busquei o Senhor e ele respondeu-me e de todo temor me livrou. (Sl 33), 4-5

O Papa Leão visitará o Uruguai, Argentina e Peru de 6 a 17 de novembro

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Publicado em 05 agosto 2026
  • Leão XIV
  • O Papa Leão visitará o Uruguai,
  • O Papa Leão visitará a Argentina
  • o Papa Leão XIV irá à América Latina
  • O Papa Leão visitará o Peru,

O Papa Leão visitará o Uruguai, Argentina e Peru de 6 a 17 de novembro

De 6 a 17 de novembro de 2026, o Papa Leão XIV irá à América Latina. Visitará o Uruguai, Argentina e Peru, "aceitando o convite dos Chefes de Estado e das autoridades eclesiásticas desses países", informa uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé. Será a quinta viagem apostólica internacional do Papa Leão que o levará ao Peru onde trabalhou como missionário por mais de vinte anos.

 

Vatican News

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nota, nesta quarta-feira (05/08), anunciando a viagem apostólica do Papa Leão XIV à América Latina.

Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, Leão XIV visitará o "Uruguai, Argentina e Peru de 6 a 17 de novembro de 2026, aceitando o convite dos Chefes de Estado e das autoridades eclesiásticas desses países".

O Santo Padre "visitará Montevidéu, Paysandú e Florida de 6 a 8 de novembro; Buenos Aires, Córdoba e Luján de 8 a 11 de novembro; e Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa de 11 a 17 de novembro". De acordo com a nota, "o programa da viagem será divulgado mais adiante".

 

Uruguai, primeira etapa da viagem

O Santo Padre iniciará sua viagem pelo Uruguai, país visitado duas vezes pelo Papa João Paulo II, em 1987 e 1988. Trinta e oito anos após a última visita de um Sucessor de Pedro, o povo de Montevidéu terá a oportunidade de receber um Papa de volta à sua cidade. De 6 a 8 de novembro, o Pontífice visitará a capital uruguaia, bem como Paysandú, no leste do país, e Florida, localizada a 80 quilômetros ao norte de Montevidéu.

O Uruguai mantém uma profunda religiosidade popular, evidente na devoção à sua padroeira, a Virgem dos Trinta e Três, uma pequena imagem mariana de madeira, considerada um símbolo, tanto histórico quanto patriótico, ligado à independência nacional. A imagem original está guardada na catedral de Florida, onde o Papa prestará homenagem à Virgem.

 

Na Argentina, terra natal do Papa Francisco

O Pontífice seguirá então para a Argentina, terra natal do Papa Francisco, de 8 a 11 de novembro. Ao longo de seu pontificado, o Papa Francisco expressou várias vezes o desejo de visitar a Argentina, que não recebe um Papa em seu território desde a Jornada Mundial da Juventude em Buenos Aires, em 1987. A capital argentina receberá Leão XIV em 8 de novembro. Depois, Leão XIV irá a Córdoba, na região centro-norte do país, e a Luján, onde se encontra o maior santuário mariano do país, Nossa Senhora de Luján,  localizado a 70 quilômetros a leste de Buenos Aires.

 

 

No Peru, onde foi missionário

O Papa concluirá sua viagem pela América Latina com uma visita de sete dias ao Peru, campo missionário de Leão XIV quando ainda era pe. Robert Francis Prevost. Ele chegou ao país na década de 1980, após estudar nos Estados Unidos, como um jovem agostiniano em sua primeira experiência missionária

Quatro cidades peruanas serão visitadas de 11 a 17 de novembro, começando pela capital, Lima. Depois, o Pontífice seguirá para Chiclayo, cidade onde foi bispo de 2015 a 2023, ano em que assumiu o cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos. Quando foi eleito Papa, em sua primeira aparição pública no balcão central da Basílica de São Pedro, Leão XIV enviou uma saudação à Diocese de Chiclayo.

Em seguida, Leão XIV atravessará o país para chegar às alturas dos Andes peruanos em Cusco, porta de entrada para Machu Picchu, antes de terminar sua jornada em Pucallpa, no coração da floresta amazônica, na região centro-leste do país.

 

Sexta viagem internacional do Papa Leão

A viagem à América Latina será a sexta viagem internacional do Papa Leão XIV, após as viagens à Turquia e ao Líbano, de 27 de novembro a 2 de dezembro de 2025, e as de 2026, ao Principado de Mônaco (28 de março), à África (13 a 23 de abril), à Espanha (6 a 12 de junho), e à França de 25 a 28 de setembro próximo, quando visitará a sede da UNESCO. Fonte: https://www.vaticannews.va

Mês das Vocações 2026

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Publicado em 31 julho 2026
  • Cardeal Orani João Tempesta,
  • Dia do Padre,
  • Arcebispo do Rio de Janeiro
  • Mês das Vocações 2026
  • mês das vocações,
  • serviço de animação vocacional,
  • Perseverantes e bem unidos partiam o pão pelas casas (At 2,46)
  • 5° Congresso Vocacional do Brasil
  • Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB

 

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) 

 

Mês das Vocações 2026

“Comunidades vocacionais: Encontro, Testemunho e missão”

“Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46)

 

O mês de agosto é especial para a Igreja, pois é o mês dedicado as vocações. Cada cristão batizado é chamado por Deus a uma vocação ou serviço na comunidade, além da participação da missa dominical, cumprindo o preceito e ser testemunha na família, somos convidados também a pertencer a comunidade ajudando em algum serviço ou ministério ou pastoral.

No primeiro domingo deste mês recordamos a vocação ao ministério ordenado: diáconos, padres e bispos, pois celebramos o dia do padre no dia 04 e dos diáconos dia 10. No segundo domingo do mês recordamos a vocação ao matrimônio e a família, pois, sempre no segundo domingo do mês celebramos o dia dos pais, com isso, celebramos a semana da família. No terceiro domingo do mês, solenidade da Assunção de N. Sra. recordamos a vocação a vida religiosa e consagrada. No quarto domingo do mês recordamos a vocação ao ministério leigo na igreja e no último domingo é o dia do catequista.

Ao longo desse mês de agosto, mês das vocações, peça a luz do Espírito Santo ao Senhor para que lhe mostre em qual pastoral você pode servir e ajudar na comunidade, se ainda não exerce nenhuma função pastoral. A messe é grande e os operários são poucos. Ao longo desse mês procure o seu pároco e veja uma pastoral ou ministério para servir e ajudar. Dessa forma exerceremos a missão de sermos sacerdotes, profetas e reis que assumimos no nosso batismo.

A Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) junto com o serviço de animação vocacional, Pastoral Vocacional definiu a temática e o lema para o mês vocacional desse ano de 2026: “Comunidades vocacionais: Encontro, testemunho e missão”, e o tema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46) que são o tema e o lema do 5º Congresso Vocacional do Brasil.

As vocações nascem do seio da comunidade, todos os batizados fazem parte do sacerdócio comum dos fiéis, e por isso, são chamados a serem sacerdotes, profetas e reis, e ainda, sal na terra e luz no mundo. Há

alguns, sobretudo aos que são chamados ao ministério ordenado que passam a fazer parte do sacerdócio ministerial de Cristo e se unem ao Cristo Sumo e eterno sacerdote.

Na verdade, toda comunidade é um lugar que deve brotar vocações, e ao mesmo tempo é um local de encontro, pois, todos os batizados que participam da comunidade se encontram para ouvir o que o Senhor tem para lhes falar. É um local de testemunho, pois todos os batizados e vocacionados testemunham a sua vocação, e ainda é um local de missão, pois, os batizados são chamados a anunciarem a boa nova do Evangelho.

Os vocacionados devem partilhar a palavra e o pão pelas casas em que forem visitar, conforme os apóstolos fizeram nos primeiros séculos da era cristã. Eles eram unidos e levavam o amor de Deus para as pessoas. Os vocacionados quando visitam uma casa levam o amor, a esperança e a misericórdia do Senhor, e algumas vezes ministra a Eucaristia, pão da vida eterna.

Nós somos os continuadores da Igreja de Jesus nos dias de hoje, dobremos os nossos joelhos no chão, peçamos a luz do Espírito Santo sobre nós e perguntemos ao Senhor qual vocação nos identificamos. Devemos servir ao Senhor com alegria, sem esperar nada em troca, pois a nossa recompensa já está garantida no céu. Há diversas maneiras de ajudarmos em nossa comunidade e sermos multiplicadores da graça de Deus, desde a acolhida, ministério de música, leitores, catequese, enfim, que possamos utilizar esse mês para descobrir em qual vocação nos identificamos. Com certeza o nosso coração ficará alegre e o Senhor se alegrará conosco.

O tema e o lema do mês vocacional desse ano, como dissemos, estão em sintonia com o 5° Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá de 04 a 06 de outubro no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Esse evento é organizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), onde são convidados a participarem todos os vocacionados, seminaristas, religiosos e religiosas, formadores de seminário e promotores vocacionais, leigos, leigas e bispos.

É necessário que rezemos para que não faltem sacerdotes e que ninguém fique sem assistência. É necessário ser uma Igreja em saída, e para isso tem que haver sacerdotes dispostos para tal missão. Temos que ser sinal do Cristo ressuscitado para aqueles que precisam, e iluminar o mundo que está obscuro, com a luz de Cristo. Rezar também para que não faltem leigos engajados que colaborem com a missão. Por isso, acontece todos os

anos o mês vocacional e temos também o é o 5° ano do Congresso Vocacional.

Temos que abraçar a vocação com alegria, não podemos ser catequistas, padres, pais de família ou religiosos tristes e amargurados. Deus não chama ninguém para ser triste, mas a vocação deve expressar a alegria em servir ao Senhor. E lembrar que antes de tudo em qualquer vocação servimos à Deus, até mesmo em família, quando é ensinado aos filhos a importância de rezar ao Senhor.

Como fruto do mês vocacional podemos promover em nossas paróquias o Serviço de Animação Vocacional (SAV), se ainda não existe, ou se já existe, procurar aperfeiçoar esse serviço, sempre com plantões de atendimento para acolher quem queira tirar as dúvidas sobre a vocação. Através do serviço de animação vocacional paroquial é possível encaminhar os jovens para uma conversa com o padre da paróquia e depois o possível encaminhamento para o serviço de animação vocacional arquidiocesano.

Que Deus nos abençoe e a Virgem Maria, mãe das vocações, direcione os passos de todos os vocacionados, para que possam fazer a escolha certa. Fonte: https://www.cnbb.org.br 

A caridade internacional de Leão XIV, mão estendida aos povos feridos do mundo

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Publicado em 29 julho 2026
  • Faixa de Gaza
  • Haiti,
  • Dicastério para o Serviço da Caridade,
  • Papa Leão XIV,
  • povos feridos do mundo
  • Conforto no Oriente Médio e na Ásia
  • Ajuda do Papa na África
  • dom Luis Marín de San Martín,
  • Almoços Nutritivos para o Alto Orinoco
  • A caridade não admite atrasos

A caridade do Santo Padre, por meio do trabalho do Dicastério para o Serviço da Caridade, não conhece limites geográficos. Além do apoio constante a áreas devastadas pela guerra, como a Ucrânia e o Oriente Médio, também fornece ajuda humanitária a outras partes do mundo.

 

Edoardo Giribaldi – Vatican News

"A caridade não admite atrasos", advertiu o Papa Leão XIV em 6 de junho, primeiro dia de sua viagem apostólica à Espanha, dirigindo-se aos trabalhadores e beneficiários do projeto social Cedia 24 Horas, em Madri. As palavras já não bastavam: ganharam um rosto. O de uma mãe e filha em seu quarto, segurando um pacote de biscoitos e um pacote de macarrão, entre um ursinho de pelúcia e um desenho pendurado na parede. É o rosto dos alimentos, medicamentos e ajuda humanitária que o Pontífice entrega, por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade, às populações afetadas pelo sofrimento em todo o mundo.

A solidariedade "não conhece fronteiras nem se limita ao nacionalismo", declarou o esmoleiro do Papa, o arcebispo agostiniano dom Luis Marín de San Martín, à mídia do Vaticano. Ele continuou: "A ajuda deve chegar a todos os lugares onde há sofrimento e onde surgem necessidades urgentes. Por isso, garantimos que seja rápida, concreta e coordenada, e que se dirija especialmente aos mais pobres, para transmitir-lhes a proximidade e a ternura do Santo Padre, como o carinho da Igreja que acompanha e ampara." Enviada e distribuída incansavelmente, a ajuda tem amparado, desde o início da guerra, a população da Ucrânia devastada pelo conflito, bem como as da Faixa de Gaza e do Líbano, onde, em abril passado, foi anunciada a chegada de um carregamento de ajuda humanitária contendo cerca de 15 mil pacotes de medicamentos essenciais para a população. Na esteira de um ato constante de solidariedade ao longo dos anos, mas também pronta para responder prontamente aos pedidos de socorro, a mão de Leão XIV continua a oferecer conforto em todos os continentes, com dedicação regular e sem distinção. É um mapa feito de terremotos e ciclones, secas e inundações, mas também de violência diária, crianças abandonadas, famílias sem comida.

 

Acolhimento na Europa

Mesmo dentro das fronteiras da Europa, por trás das vitrines de um continente que se diz próspero, existem histórias de pobreza e exclusão. Em Chipre, cruzamento de rotas migratórias no Mediterrâneo, há um projeto de Santo Egídio para requerentes de asilo com refeições, kits de higiene e apoio psicológico em campos de acolhimento. Há também um projeto de assistência concreta na Geórgia com o envio de suprimentos para concluir a construção de uma casa para crianças pobres em Tbilisi, um projeto que já havia contado com a participação pessoal do Papa Francisco e que Leão XIV está agora concluindo.

 

Conforto no Oriente Médio e na Ásia

Na Síria, onde a guerra parece ter terminado nas manchetes dos jornais, mas não no cotidiano das pessoas, a comunidade cristã continua vivendo sob pressão e ameaças silenciosas. E lá, graças à ajuda financeira do Vaticano à Cáritas local, o núncio apostólico, dom Luigi Roberto Cona, distribuirá nestes dias 2 mil cestas básicas contendo arroz, demais cereais e azeite.

Em Bangladesh, a caridade do Papa tocou duas feridas abertas. A primeira é Cox's Bazar, o maior campo de refugiados do mundo, onde mais de um milhão de refugiados rohingya vivem amontoados em barracos de bambu e lonas plásticas, uma condição de apátrida que já dura anos. O Santo Padre, mantendo seu apoio de longa data, enviou nas últimas semanas mais ajuda concreta a quem vive nesse vasto campo e que já nem sequer tem uma nação à qual pertencer. A segunda ferida é a mais recente, na Diocese de Chattogram, afetada por enchentes contínuas, onde foram disponibilizados fundos diretos para a distribuição de itens de primeira necessidade, a retomada das atividades agrícolas, a segurança alimentar, o apoio a escolas e orfanatos e a reparação de casas.

E o apoio concreto continua sendo fornecido a Gaza e ao Líbano, onde, em abril passado, por meio da nunciatura local, foi enviada ajuda humanitária, incluindo aproximadamente 15 mil pacotes de medicamentos essenciais, como antibióticos, anti-hipertensivos e analgésicos, para a população devastada pela guerra.

 

Ajuda do Papa na África

É no continente africano que a obra de caridade do Bispo de Roma assume talvez as suas formas mais diversas. Em Burkina Faso, na Diocese de Ouahigouya, foi enviada uma contribuição no início de julho para apoiar um projeto médico e de saúde para deslocados internos e pessoas em situação de pobreza, com foco especial na saúde materno-infantil. Enquanto isso, no Quênia, no Lar Infantil Santa Ângela Embu, o apoio concreto enviado através do Dicastério está ajudando no desenvolvimento de crianças que viveram o abandono e as ruas antes mesmo de terem uma infância normal: ali, elas encontram acolhimento, inclusão, uma refeição regular e educação. E em Madagascar, a Arquidiocese de Toamasina solicitou assistência após o impacto devastador do Ciclone Gezani em 10 de fevereiro; ali, o Fundo do Santo Padre para as Obras de Caridade financia uma resposta multifacetada, desde a distribuição imediata de alimentos até a reconstrução de casas e a retomada da atividade econômica. Por fim, na Zâmbia, onde a seca do início de julho destruiu as plantações e deixou famílias inteiras da diocese sem comida, além de noventa crianças que vão à escola todos os dias de estômago vazio: a caridade do Papa ajudará a apoiá-las, como um Pai atento a cada um de seus filhos.

Há também uma história na Tanzânia que, mais do que qualquer outra, ilustra o significado de sacrifício e amor pela Igreja. O sr. Constantine ficou gravemente ferido, perdendo uma perna, ao tentar servir de escudo humano para salvar a vida do pároco de sua paróquia, vítima de uma tentativa de homicídio durante a missa do Domingo de Páscoa. Sem condições de receber atendimento médico por motivos financeiros, ele recorreu ao Santo Padre, recebendo tratamento e uma prótese que lhe permitiu andar novamente.

 

Reconstrução na América Latina

Também do outro lado do Atlântico, a mão do Papa continua alcançando quem pede ajuda. Na Argentina, na Diocese de Tucumán, em abril passado, violentas tempestades danificaram o refeitório e as oficinas de um centro que abriga 450 crianças e jovens vulneráveis, muitos dos quais, sem essa estrutura, não teriam nem refeição nem oportunidades educacionais. Lá, o apoio financeiro prontamente enviado pelo Santo Padre por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade possibilitou o início dos trabalhos de reconstrução. Mais ao norte, no Haiti, onde a instabilidade social e a violência de gangues tornaram a vida cotidiana quase impossível para grande parte da população, as ajudas do Papa chegam e levam alívio a famílias desesperadas, com a distribuição de alimentos e assistência médica e de higiene. Por fim, na Venezuela, duas faces diferentes da mesma caridade. Por um lado, o projeto "Almoços Nutritivos para o Alto Orinoco", apoiado pela Nunciatura local, fornecerá almoço nutritivo por seis meses às crianças da escola Mavaca e do internato La Esmeralda, em sua maioria indígenas sem acesso aos recursos básicos. Para muitas dessas crianças, essa refeição é a única refeição completa do dia. Além disso, o apoio econômico à população continua ininterruptamente após o recente e devastador terremoto que atingiu o país. Após a contribuição inicial enviada nas horas imediatamente seguintes ao desastre para atender às emergências iniciais, novas e contínuas ajudas para a reconstrução são enviadas; a mais recente foi enviada na manhã desta terça-feira, 28 de julho, à Arquidiocese de Caracas como um sinal de renascimento e semente de esperança.

 

Intervir e refletir sobre as causas da pobreza

Cada uma das iniciativas mencionadas apoia o compromisso reiterado pelo esmoleiro: "A caridade não se limita ao socorro imediato", mas também convida à "reflexão sobre as causas da pobreza, para ajudar a transformar as injustiças, marcadas pelo pecado, que geram exclusão e sofrimento". O Dicastério para o Serviço da Caridade, conclui dom Luis Marín de San Martín, mantém a profunda consciência de que "o amor é a chave da vida cristã, e a urgência da caridade, vivida como resposta ao Evangelho, nos impulsiona todos os dias a estar perto de nossos irmãos e irmãs, compartilhando suas lutas e esperanças como Igreja". Fonte: https://www.vaticannews.va

6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas conta com celebrações e ações de cuidado em todo o Brasil

Detalhes
Publicado em 22 julho 2026
  • 6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas
  • Eu nunca te esquecerei (Is 49,15)
  • Pastoral da Pessoa Idosa
  • A Pastoral da Pessoa Idosa
  • 6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas no Brasil
  • visitas às pessoas idosas da comunidade
  • orientações pastorais do Dicastério para os Leigos,

 

A 6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas no Brasil tem uma programação nacional especial, com eventos que unem todo o país em torno do tema “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15). A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) preparou três momentos marcantes que dão visibilidade à Jornada e mobilizam comunidades de norte a sul. 

No domingo, 26 de julho, as celebrações começam cedo. O Santuário Nacional de Aparecida (SP) receberá uma missa solene, às 8h, em ação de graças pelas pessoas idosas, com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela TV Aparecida. A celebração contará com a presença de dom José Antonio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e presidente da PPI, reforçando a unidade da Igreja na defesa e promoção da dignidade das pessoas idosas. 

No mesmo dia, em Curitiba (PR), sede nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, o Santuário Nossa Senhora de Guadalupe acolherá outra celebração eucarística especial, às 11h, transmitida em rede nacional pela TV Evangelizar. A missa vai reunir líderes da PPI, voluntários, famílias e pessoas idosas de toda a região, em um encontro que expressa o carinho e a gratidão da Igreja por aqueles que carregam a memória viva da fé. 

Além das celebrações, a PPI preparou uma live conjunta sobre a 6ª Jornada, em parceria com a Pastoral Familiar, que foi transmitida no dia 13 de julho, pelo canal da PPI no YouTube. A transmissão contou com a participação da coordenadora nacional da PPI, Dione Menz; do padre Rodolfo Chagas Pinho, assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família; e de Alisson e Solange, da Coordenação Nacional da Pastoral Familiar. A live foi uma oportunidade para aprofundar a mensagem do Papa Leão XIV e refletir sobre o papel das famílias no cuidado e na proximidade com as pessoas idosas. 

A PPI convida todas as dioceses, paróquias, comunidades, famílias e veículos de comunicação a se unirem a esta programação:

“Cada comunidade pode promover a Jornada na imprensa local, nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp e, especialmente, nos gestos concretos de visita domiciliar às pessoas idosas que vivem sozinhas. Que julho inteiro seja tempo de encontro, e que o dia 26 de julho seja o ápice de uma caminhada de amor e cuidado”. 

 

Kit pastoral gratuito

Para apoiar dioceses, paróquias, congregações e comunidades em todo o Brasil, a PPI disponibiliza um kit pastoral exclusivo com materiais gratuitos. O kit reúne a mensagem do Santo Padre, a oração oficial, orientações pastorais, subsídios litúrgicos, identidade visual da campanha e peças gráficas para redes sociais.

O material pode ser baixado gratuitamente (AQUI).

 

A visita como gesto central

Seguindo as orientações pastorais do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, a Jornada é marcada por dois gestos fundamentais: a liturgia eucarística dedicada às pessoas idosas e a visita às pessoas idosas solitárias da comunidade. A visita, como destaca o Papa, é um sinal tangível da Igreja em saída e a forma mais concreta de dizer: “Eu nunca te esquecerei”.

No Brasil, a Pastoral da Pessoa Idosa realiza esse gesto todos os meses, durante todo o ano, por meio de 20 mil líderes voluntários que visitam 100 mil pessoas idosas em 1.200 municípios.

 

Como participar

Dioceses, paróquias, comunidades e famílias de todo o Brasil são convidadas a:

  • Baixar o kit pastoral gratuito
    ● Promover a Jornada na imprensa local e nas redes sociais
    ● Organizar visitas às pessoas idosas da comunidade
    ● Celebrar a Missa do dia 26 de julho com programação especial
    ● Compartilhar as iniciativas com a hashtag #6JornadaMundial

 

Serviço

6ª Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas
Tema: Eu nunca te esquecerei; (Is 49,15)
Data: Mês de julho de 2026 | Ápice: 26 de julho
Realização: Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) e CNBB
Kit pastoral gratuito: Link para download
Informações: (41) 3076-6529 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Redes sociais: @ppi_oficial (Instagram) | #6JornadaMundial

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br 

92 anos sem Padre Cícero: curiosidades sobre a morte do santo popular

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Publicado em 20 julho 2026
  • O Padre Cícero,
  • Padre Cícero Romão Batista,
  • Pe. Cicero Romão Batista,
  • Juazeiro do Norte,
  • 92 anos sem Padre Cícero
  • O Padim
  • O Padim Ciço
  • O Padre Cícero faleceu aos 90 anos em 1934,

Cegueira na velhice, últimas palavras e a necessidade de dois caixões. O Padim teve seus últimos dias acompanhados atentamente por médicos, pelas beatas e por afilhados.

 

Fiéis acompanham o velório do Padim — Foto: Acervo de Renato Casimiro e DANIEL WALKER

 

Por Paulo Henrique Rodrigues, g1 CE

O Padre Cícero faleceu aos 90 anos em 1934, no município de Juazeiro do Norte, após sofrer com problemas digestivos e de visão.

A causa do óbito foi registrada pela Igreja Católica como falecimento de intestino, quadro agravado após uma cirurgia de catarata mal-sucedida.

Em seus momentos finais na Rua São José, o sacerdote proferiu suas últimas palavras garantindo que rogaria por todos no Céu.

O velório do líder religioso reuniu cerca de 60 mil pessoas e contou com exibição do corpo em uma janela do casarão.

Atualmente, a memória do servo de Deus é preservada em Juazeiro do Norte por meio de romarias e três museus abertos à visitação.

Num fundo de rede, como se costuma dizer no Sertão, foram assim os últimos dias de vida de Cícero Romão Batista, o Padre Cícero, em 1934, aos 90 anos. Cego de um olho e enxergando pouquíssimo de outro, mesmo após cirurgia de catarata a preço que lhe exigiu fazer empréstimo, o padre vivia recolhido no casarão da rua São José, impedido de ver a cidade que fundou em 1911 e governou em dois momentos: da data de emancipação ao fim de 1912 e ainda de 1914 a 1927.

Tema de filmes, livros e peças, o Padim teve seus últimos dias acompanhados atentamente por médicos, pelas beatas que moravam com ele, como Joana Tertulina de Jesus, a Beata Mocinha, e por afilhados, a exemplo das professoras Generosa Alencar e Amália Xavier. Essas testemunhas enriqueceram biografias com detalhes: o sofrimento com doenças, as últimas palavras no leito de morte e a necessidade de dois caixões no velório.

 

Morreu de quê?

Documento antigo elaborado pela Igreja Católica traz a seguinte informação sobre a causa da morte do Padre Cícero: “faleceu de intestino”. Biografias sobre o sacerdote também apontam problemas digestivos como o principal motivo. Frederico Pernambucano de Mello afirma que, em meados de 1934, após cirurgia de catarata sem sucesso, a saúde dele piorou.

“Um desfalecimento orgânico irreversível instalou-se a partir da função digestiva, chegando ao ponto de obstruir-lhe por inteiro os intestinos nos últimos dias de vida”, escreveu o pesquisador pernambucano no livro “Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros”, que conta a história do sírio-libanês que era secretário do Padim.

 

Últimas palavras

A madrugada de 20 de julho de 1934 foi de vigília no casarão da Rua São José, no centro de Juazeiro do Norte. Sem alternativas na medicina, a morte era questão de horas. Dentro e fora da casa, havia gente reunida, rosários à mão, rezando. Deitado, o Padim teria balbuciado as últimas palavras, conforme escreveu Lira Neto em “Padre Cícero: poder, fé e guerra no Sertão”:

“No Céu, eu rogarei a Deus por todos vocês...” e ainda “meu pai, meu pai, meu pai...”, essas teriam sido as derradeiras frases ditas por ele. A primeira foi ouvida pelos presentes na casa. Já a segunda, apenas pela afilhada Amália Xavier de Oliveira, que se adiantou aos demais, agachou-se aos pés da cama e pôs o ouvido bem perto da boca do Padre Cícero, escreveu o jornalista cearense.

 

Dois caixões

Estima-se que o velório tenha durado 30 horas, contou com dois caixões e o cortejo reuniu 60 mil pessoas. O historiador Roberto Júnior, criador do perfil nas redes sociais Cariri das Antigas, explica mais essa curiosidade:

“Sim, ele teve dois caixões. É porque na época a gente não tinha essa questão das urnas feitas em escala industrial. Elas eram, digamos, personalizadas. Era feita na medida do falecido. E o que aconteceu com ele foi que, diante da causa mortis, a gente teve um processo de degradação do corpo um pouco mais acelerado e aí, diante do inchaço, foi obrigada a confecção de uma segunda urna porque a primeira já estava com os limites extrapolados".

 

Padim ressuscitado

Em entrevista à TV Verdes Mares Cariri concedida em 2024, quando da celebração dos 90 anos da morte do Padim, o pesquisador Renato Casimiro contou duas curiosidades, uma delas corroborada por uma histórica.

O farmacêutico José Geraldo da Cruz, que se tornaria prefeito de Juazeiro do Norte, durante o velório, organizou uma exibição do caixão num dos janelões do casarão da rua São José, assim quem estava na via poderia ver o corpo, causando comoção.

“O Padim Ciço ressuscitou”, alguém teria gritado, mas era apenas um movimento sem vida do braço direito do Padim, que havia caído por causa do manuseio.

 

Romarias e visitas a Juazeiro

Após o sepultamento no altar na Capela do Socorro, ao lado do cemitério mais antigo de Juazeiro do Norte, o Dia de Finados virou romaria em Juazeiro do Norte, com milhões fazendo questão de visitar o túmulo.

Além da lápide onde os católicos costumam tocar objetos para que se tornem bentos, a cidade tem outros espaços dedicados à memória do santo popular que já é considerado oficialmente um servo de Deus pela Igreja Católica, com processo de beatificação em análise no Vaticano.

 

Casarão da rua São José

Localizado no centro de Juazeiro do Norte, o Casarão da rua São José tem oito janelas na fachada, uma delas era a favorita do Padim, onde costumava ficar para conversar com os devotos. Proibido de celebrar missas, fez da janela um púlpito.

Historiadores afirmam que o Padim falava baixo, característica que exigia silêncio e concentração dos católicos. Outro hábito era usar o vocativo "amiguinho" quando conversava com os romeiros.

O Casarão da rua São José era a casa do Padim e reúne objetos que pertenceram a ele, inclusive animais empalhados, que estão entre os presentes recebidos por romeiros. O local é administrado pela Ordem dos Salesianos.

Aberto de segunda a sexta (7h30 às 12h e 14h às 17h) e também sábado (7h30-12h), com entrada gratuita.

 

Memorial Padre Cícero

Fundado em 1988, o Memorial Padre Cícero é administrado por fundação de mesmo nome. Fica no bairro do Socorro e tem arquitetura com influência brutalista. Passou por diversas reformas, a última encerrada recentemente, com reinauguração realizada em março passado.

O Memorial também reúne objetos que pertenceram ao Padim, destaque para a biblioteca particular.

"É um acervo bastante diverso, que vai desde livros de línguas estrangeiras e literatura, catecismos, livros de música, até livros de medicina, que acreditamos ser um tema de interesse particular do Padre Cícero. Recentemente trabalhamos com cartas de 1910 e 1911 de romeiros endereçadas ao padre, e um assunto que se repete bastante é o pedido de conselhos médicos, de remédios ou chás", afirma a bibliotecária Thalyta Alencar.

Aberto de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h, entrada gratuita.

 

Casarão do Horto

Construído no ponto mais alto de Juazeiro do Norte, Casarão do Horto era uma casa que permitia ao Padre Cícero descansar distante do movimento no casarão do centro. Foi transformado em museu, com destaque para as esculturas em tamanho real, reproduzindo o Padre Cícero sentado à mesa.

A casa tem paredes e corredores revestidos por ex-votos, de fotografias a vestidos de noiva, todas lembranças de graças atribuídas à intercessão dele. É administrado pela Ordem dos Salesianos.

Aberto todos os dias das 7h às 17h, com entrada gratuita. Fonte: https://g1.globo.com

Leme/SP. Polícia investiga ‘suicídio’ do Padre da Igreja Imaculada Conceição

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Publicado em 19 julho 2026
  • diocese de Limeira,
  • Suicídio de padres,
  • Polícia investiga suicídio do Padre
  • Padre Ocimar Francisco Francatto,
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  • Suicídio de Padre na Diocese de Limeira,
  • cidade de Leme

Na manhã deste sábado, 18, o corpo do Padre, Ocimar Francisco Francatto, de 67 anos, foi encontrado sem vida na Casa Paroquial da Igreja Imaculada Conceição, localizada na Rua Rafael de Barros, região cetral da cidade lemense, onde ele residia e atuava como pároco.

Os Cabos PMs Iaderoza e Marchiori, da 4ª Cia PM, atenderam a ocorrência inicialmente, acionando a Polícia Civil.

A perícia técnico-científica de Limeira foi acionada e realizou os exames periciais no escritório da residência onde teria ocorrido o suicídio.

A suspeita inicial das autoridades é de que tenha ocorrido um suicídio por enforcamento. Segundo a polícia, o imóvel não apresentava sinais de arrombamento.

Os trabalhos de investigação no local foram acompanhados pela delegada plantonista, Dra. Tatiane Cristina Parizotto, bem como pelo delegado de polícia chefe da CPJ de Leme, Dr. João Pinheiro Neto.

Após a finalização da perícia, o corpo do religioso foi recolhido pela Funerária Dellai e Pelosi e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira para exames necroscópicos.

 

Nota de Condolências por ocasião da morte do padre Ocimar

A Diocese de Limeira recebeu com profundo pesar, na manhã deste sábado, 18 de julho, a notícia do falecimento do padre Ocimar Francisco Francatto, Pároco da paróquia Imaculada Conceição, de Leme.

Neste momento de dor, a Diocese de Limeira, através de seu Administrador Diocesano, padre Cassio Roberto Rossette, manifesta condolências e solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade local da cidade de Leme.

Roguemos ao Bom Pastor que acolha padre Ocimar e lhe dê o descanso eterno.

O velório acontece a partir das 8h, deste domingo, 19 de julho, na paróquia Imaculada Conceição. Às 9h, acontece a 1° Missa de corpo presente, com os padres da cidade de Leme. Às 14h, acontece a Missa com os padres diocesanos (paramentos para as missas: roxos). O féretro sairá, às 15h, para sepultamento na cidade de Araras.

Que o exemplo de fé e de esperança do padre Ocimar, que dedicou sua jornada na terra à evangelização, à Liturgia e ao próximo, seja imitado e sua memória abençoada.

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça” ... (2Tm 4,7-8).

Em Cristo, Diocese de Limeira. 

Fonte: https://www.reporternaressi.com.br

16° - Domingo do Tempo Comum- Trigo e joio.

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Publicado em 17 julho 2026
  • Dom Rodolfo Luís Weber,
  • Homilia do 16º Domingo do Tempo Comum,
  • arcebispo dom Rodolfo Luís Weber
  • Trigo e joio

 

Dom Rodolfo Luís Weber

Arcebispo de Passo Fundo (RS) 

“O Reino de Deus é como …” Em forma de parábolas Jesus anuncia os mistérios do Reino de Deus. Utiliza-se de imagens e situações da vida cotidiana para mostrar como Deus age, entra na nossa vida e quer guiar-nos pela mão. Numa parábola sempre é necessário reconhecer o ponto central, o não dito, o projeto divino escondido. O Reino de Deus significa o senhorio de Deus e qual é sua vontade para conduzir a vida dos discípulos por este mundo. Neste domingo a liturgia nos oferece as parábolas do trigo e do joio, do grão de mostarda e do fermento (Sabedoria 12,12.16-19, Salmo 85(86) Romanos 8,26-27 e Mateus 13,24-43).

A parábola do trigo e do joio contém muitos ensinamentos. Constatamos e experimentamos em nós, nas pessoas próximas de nós, na Igreja e na sociedade a convivência do bem e do mal. Escândalos, roubos, corrupção e tantos outros males são desvendados todos os dias e em todos os ambientes. Isto mostra que tanto o bem quanto o mal, quando semeados, se desenvolvem e produzem os seus frutos. Portanto, não existe uma pessoa ou instituição perfeita e totalmente pura. Jesus nos ajuda a olhar com realismo a nós mesmos e o mundo. O que não quer dizer conformar-se com o mal, como nos indica o final da parábola onde o joio é queimado.

“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo”. Semear é uma ação de quem confia na força intrínseca da semente e no campo onde é semeada. O mal que existe não pode ser desculpa, nem motivo de paralisia. Não podemos cultivar uma visão pessimista da vida, das pessoas e do mundo. Os textos bíblicos ensinam que Deus confia nas suas criaturas e na Palavra que propõe. Quem semeia deve semear com abundância, pois quem semeia pouco, também pouco colherá.

A parábola também alerta que “enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora”. A rotina da vida, por vezes, nos torna sonolentos. Não percebemos que as sementes do inimigo vão sendo semeadas no campo da vida. Todas as pessoas e ambientes também são favoráveis para o crescimento do mal. Diversas vezes Jesus alertou sobre a necessidade da vigilância. É preciso ficar atento as sementes do mal que foram semeadas em nós e perceber como estão crescendo e produzindo fruto.

Outro ensinamento da parábola é como erradicar o mal. A sugestão dos lavradores é “arrancar o joio”, mas o dono do campo responde: “Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo”. O joio é uma erva daninha que no início é muito parecida com o trigo; depois, enraíza-se tão bem que, arrancando-a, erradica-se também o trigo. Diante de situações graves que geram comoção na sociedade ou de crimes muitos frequentes a tendência é partir para soluções radicais. Por vezes, estes métodos radicais de eliminar o mal matam inocentes, como atesta a história da humanidade.

A Escritura revela o modo como Deus age e faz justiça. Somos muito impacientes em ver e condenar o mal nos outros e temos dificuldade para ver o mal em nós. O juízo definitivo cabe a Deus. A leitura do livro da Sabedoria diante da pergunta porque Deus não pune os maus, responde: “A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; […] dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração. […] Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores”.

Diante da convivência diária com o mal e o desgosto que nos causa, surge a tentação de sermos juízes e justiceiros. Uma tentação que pode nos tornar desumanos, por isso o livro da Sabedoria alertava que o “justo deve ser humano”. Fonte: https://www.cnbb.org.br

A palavra do Papa é sempre a do Pastor.

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Publicado em 14 julho 2026
  • A palavra do Papa
  • Pactos Lateranenses de 1929
  • cardeal Giovanni Battista Montini,

A palavra do Papa é sempre a do Pastor

Uma reflexão sobre o papel do Sucessor de Pedro e sobre seu Magistério

 

Andrea Tornielli

Mesmo quando fala de paz e de guerra, de acolhimento aos migrantes ou de como permanecer humano na era da inteligência artificial, o Sucessor de Pedro é e continua sendo sempre um líder espiritual. O fato de o Bispo de Roma, em virtude dos Pactos Lateranenses de 1929 que resolveram a “Questão Romana”, ser também soberano do menor Estado do mundo – menos de meio quilômetro quadrado no coração da capital italiana – não significa, de fato, que ele aja ou se expresse como político quando aborda temas que dizem respeito aos acontecimentos da nossa humanidade.

Paulo VI explicou isso muito bem, ao discursar em 4 de outubro de 1965 na Assembleia Geral das Nações Unidas: “Este encontro, como todos vós compreendeis — disse o Papa Montini —, marca um momento simples e grandioso. Simples, porque tendes diante de vós um homem como vós; ele é vosso irmão e, entre vós, representantes de Estados soberanos, um dos menores, revestido também ele — se assim preferirdes nos considerar — de uma soberania temporal minúscula, quase simbólica, a quanto lhe basta para ser livre para exercer sua missão espiritual e para garantir a quem quer que trate com ele que é independente de qualquer soberania deste mundo”. O Papa, em visita aos Estados Unidos, acrescentou logo em seguida, falando de si mesmo: “Ele não possui nenhum poder temporal, nem qualquer ambição de competir convosco; de fato, não temos nada a pedir, nenhuma questão a levantar; se há algum desejo a expressar e uma permissão a solicitar, é o de poder servir-vos naquilo que Nos é dado fazer, com desprendimento, humildade e amor”.

É verdade que, para garantir a liberdade absoluta do Vigário de Cristo, há quase cem anos foi estabelecido que houvesse um minúsculo pedaço de terra onde o Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal fosse também soberano, ou seja, chefe de Estado. Mas tratava-se, e trata-se, de uma convenção para reconhecer justamente essa necessidade de independência em relação a qualquer outro Estado, e não a afirmação de uma dupla missão. Qualquer exaltação ou supervalorização do papel do Pontífice como chefe de Estado, qualquer ênfase na importância desse papel, acaba sendo, portanto, enganosa, pois prejudica sua única e verdadeira missão de Pastor universal. Um Pastor que se dirige aos católicos, aos cristãos, aos crentes e a todos os homens de boa vontade com o único intuito de anunciar o Evangelho, sua mensagem de amor, de fraternidade e de paz “desarmada e desarmante”.

Isso foi bem destacado pelo então cardeal Giovanni Battista Montini, cardeal-arcebispo de Milão, em seu discurso no Capitólio em 10 de outubro de 1962, na véspera da inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II. Nesse discurso, o futuro Papa, ao falar do fim do poder temporal da Igreja com a queda do Estado Pontifício em 1870, disse: “Foi então que o papado retomou, com vigor inusitado, suas funções de mestre de vida e de testemunho do Evangelho, de modo a alcançar uma altura tão elevada no governo espiritual da Igreja e na irradiação moral sobre o mundo, como nunca antes”.

Quando pede que a vida humana seja sempre respeitada e protegida em todas as fases de sua existência, quando fala de paz pensando no bem dos povos e pede que se ponha fim à louca corrida ao rearmamento, superando até mesmo o conceito de “guerra justa”, quando convida ao diálogo e à negociação, invocando o Magistério da Doutrina Social, quando pede que os migrantes sejam considerados pessoas a serem acolhidas, sem jamais esquecer sua dignidade humana, quando nos lembra que os pobres estão no centro do Evangelho e que devemos construir sociedades mais justas e equitativas, quando defende o direito à liberdade religiosa, quando ressalta a importância de zelar pela Criação para transmiti-la aos nossos filhos e netos, o Sucessor de Pedro não está falando como chefe de Estado. Ele está simplesmente anunciando o Evangelho. Fonte: https://www.vaticannews.va 

Padre do DF rejeita excomunhão do Vaticano, diz que punição é 'nula' e que seguirá celebrando missas

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Publicado em 13 julho 2026
  • Arquidiocese de Brasília
  • Fraternidade São Pio X
  • Padre do DF rejeita excomunhão do Vaticano,
  • padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa

Françoá Rodrigues afirma que Capela Santo Atanásio mantém adesão à Fraternidade São Pio X e contesta decisão do Vaticano. Arquidiocese de Brasília orientou fiéis a evitar atividades promovidas no local.

 

Em vídeo, padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, rejeitou a excomunhão confirmada pela Arquidiocese de Brasília. — Foto: Redes Sociais/Reprodução

 

Por Ana Lídia Araújo, g1 DF

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa rejeitou a excomunhão confirmada pela Arquidiocese de Brasília. Ele afirmou que continuará celebrando missas na Capela Santo Atanásio, em Ceilândia.

Em vídeo publicado no sábado (11), o sacerdote classificou as punições de "inválidas" e "nulas".

A Arquidiocese de Brasília alertou que as atividades na capela devem ser evitadas.

A punição ocorreu após a Fraternidade São Pio X ordenar 4 bispos sem autorização do Vaticano. O grupo tradicionalista defende o retorno das missas em latim.

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, rejeitou a excomunhão confirmada pela Arquidiocese de Brasília e afirmou que continuará celebrando missas no local.

O padre e a capela foram excomungados pelo Vaticano por aderirem à Fraternidade Sacerdotal São Pio X — grupo de católicos ultraconservadores que desafiou o papa Leão XIV, da Igreja Católica.

O Vaticano declarou que todos os padres e católicos que "aderem formalmente" ao grupo encontram-se agora em cisma e excomungados (saiba mais na reportagem abaixo).

Em vídeos publicados nas redes sociais, o sacerdote disse que considera "inválidas" e "nulas" as excomunhões e acusações de cisma contra integrantes e apoiadores da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

"Continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa, a mencionar o nome do Santo Padre [o Papa] no cânon da missa, a rezar, aqui no caso de Brasília, pelo senhor arcebispo de Brasília, consciente de que somos católicos", afirmou.

As declarações foram feitas em um vídeo publicado no sábado (11), intitulado como "Resposta aos inimigos".

Nos comentários da publicação, o padre afirmou estar ciente da nota divulgada pela pela Arquidiocese de Brasília e disse que pretende respondê-la "à altura, ainda que ela não peça uma resposta".

Na nota, a Arquidiocese de Brasília afirmou que celebrações, atividades pastorais, iniciativas de formação e demais atos promovidos no local são considerados irregulares e devem ser "terminantemente evitados pelos fiéis, em razão do grave risco de gradual aderência ao mesmo cisma e excomunhão".

 

Padre contesta existência de cisma

Segundo o Vaticano, a Fraternidade São Pio X está oficialmente "em cisma" com a Igreja Católica, o que significa que a entidade foi oficialmente separada da comunhão com a Igreja.

A decisão foi anunciada um dia após a fraternidade desafiar o papa Leão XIV ao ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, considerada pelo Vaticano um "ato cismático".

Além da excomunhão dos bispos, o Vaticano advertiu os católicos de todo o mundo que a Fraternidade São Pio X agora celebra sacramentos de forma ilícita e não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.

Em outro trecho do vídeo, Françoá Rodrigues rejeitou a classificação da Fraternidade São Pio X como um grupo cismático.

"Concedamos que a fraternidade desobedeceu fortemente o papa. Pois bem, é uma desobediência forte, é uma desobediência grave, mas desobediência não é a mesma coisa que cisma", disse.

O padre afirmou que a fraternidade reconhece Leão XIV como papa, menciona o pontífice durante as missas e mantém comunhão com os integrantes da Igreja naquilo que considera essencial à fé católica.

Em um vídeo anterior, publicado em 5 de julho e intitulado "NÃO estamos excomungados", Françoá Rodrigues afirmou que ele e os fiéis da Capela Santo Atanásio não recuariam da adesão à Fraternidade São Pio X, por "medo de declarações de cismas, excomunhões, ameaças e outras coisas".

"Estamos dispostos a sofrer pela Igreja Católica e a não compactuar, de jeito nenhum, com essa Igreja sinodal, conciliar e falsa religião, a qual, como parasita, cresce aproveitando a estrutura da Santa Igreja Católica e sufoca inclusive, até as mais altas autoridades da Igreja. [...] Quem não estiver conosco nesta batalha, pode se retirar", afirmou.

 

Entenda o conflito

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X reúne católicos tradicionalistas que defendem a reversão de mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II.

Entre as principais bandeiras do grupo estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar, de costas para os fiéis, e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas.

A nova crise começou após a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, em 1º de julho.

O Vaticano considerou a cerimônia um "ato cismático" e declarou a excomunhão dos bispos envolvidos.

A Santa Sé também afirmou que padres e fiéis leigos que aderirem formalmente ao grupo estão em situação de cisma e excomungados.

A Fraternidade São Pio X rejeita a decisão e afirma que as ordenações foram necessárias para garantir a continuidade de suas atividades religiosas.

O conflito entre a fraternidade e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, o fundador do grupo, Marcel Lefebvre, também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II.

Na época, os envolvidos foram excomungados. A punição foi revogada em 2009 pelo papa Bento XVI, em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular. Fonte: https://g1.globo.com

Papa almoça com os pobres: "Temos fome de justiça e de uma Igreja que acolha a todos"

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Publicado em 11 julho 2026
  • Leão XIV
  • homilia de Leão XIV
  • o Papa Leão XIV
  • Papa almoça com os pobres
  • Papa almoça com pessoas em situação de vulnerabilidade em Castel Gandolfo,
  • Com fome de justiça,

Antes do almoço com pessoas em situação de vulnerabilidade em Castel Gandolfo, o Papa destacou a necessidade de construir uma Igreja de portas abertas, comprometida com a justiça, a paz e a superação das causas da pobreza.

 

Thulio Fonseca – Vatican News

Ouça com a voz do Papa e compartilhe

"Vim sem discurso, mas com fome." Com essas palavras espontâneas, o Papa Leão XIV saudou os cerca de 200 participantes do almoço promovido neste sábado, 11 de julho, no Borgo Laudato Si', em Castel Gandolfo. A iniciativa reuniu pessoas em situação de vulnerabilidade acompanhadas pela Diocese de Roma e por diversas associações de caridade e assistência social. Antes da oração e da bênção dos alimentos, o Pontífice explicou o sentido de sua afirmação:

“Com fome de justiça, com fome de uma caridade autêntica, com fome de uma Igreja que verdadeiramente saiba abrir as portas, acolher e receber a todos.”

Em um clima familiar e de proximidade, Leão XIV recordou que ninguém deve ser considerado inimigo e que a comunidade cristã é chamada a viver a reconciliação, o perdão e a paz. O Papa ressaltou ainda que a Igreja deve ser um lugar onde haja amor para todos, especialmente para aqueles que vivem situações de fragilidade e exclusão.

A responsável pela comunicação do Centro Astalli, o serviço dos Jesuítas para Refugiados na Itália, explica ao Vatican News quem são os 13 refugiados que neste sábado, 11 de julho, ...

 

Construir pontes e eliminar as causas da pobreza

Retomando um dos títulos tradicionalmente atribuídos ao Papa, o de "Pontífice", ou seja, construtor de pontes, Leão XIV afirmou que o encontro no Borgo Laudato Si' representa também a vontade de criar laços entre as pessoas, as famílias e a sociedade:

"E nós hoje também queremos construir uma ponte com todos vocês, com as suas famílias e com a sociedade na qual desejamos viver; mas viver com justiça, viver em um lugar onde se possam eliminar as causas da pobreza, onde se possam eliminar as causas das injustiças que ainda existem no nosso mundo. Esta é a Igreja que queremos ser."

A iniciativa do Centro de Alta Formação Laudato Si’, que neste 11 de julho acolherá em Borgo Laudato Si’ duzentas pessoas em situação de vulnerabilidade acompanhadas pela Diocese ...

 

Um sinal de esperança

Leão XIV agradeceu aos organizadores, voluntários e benfeitores que tornaram possível a realização do almoço. Segundo o Pontífice, momentos como este manifestam o verdadeiro espírito do encontro e da fraternidade.  "Quando nos reunimos e partilhamos a mesma mesa, estamos verdadeiramente construindo um mundo diferente, um mundo de esperança", afirmou.

O Papa observou que a sociedade contemporânea é frequentemente marcada pela violência, pelo ódio e pela discriminação, mas destacou que experiências de acolhida e partilha se tornam sinais concretos de luz e esperança. Ao encerrar sua saudação, antes da bênção dos alimentos, Leão XIV convidou todos a trabalharem juntos para que a Igreja continue sendo uma experiência viva de justiça, paz e amor. Por fim, concluiu sua saudação dizendo: "Bom apetite! Sejam todos bem-vindos!". Fonte: https://www.vaticannews.va

15º- Domingo do Tempo Comum: O semeador não se cansa

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Publicado em 10 julho 2026
  • Evangelho Dominical,
  • parábola do semeador
  • Arcebispo Emérito de Maringá
  • Evangelho deste domingo
  • O semeador

 

Dom Anuar Battisti

Arcebispo Emérito de Maringá (PR) 

 

Uma reflexão sobre o coração que acolhe a Palavra 

Caros irmãos e irmãs, queridos amigos que caminham na fé: Há uma imagem no Evangelho deste domingo que qualquer pessoa que já pisou numa lavoura reconhece de imediato. Um homem sai de casa com o saco de sementes nas mãos e começa a espalhar. Não escolhe o terreno com cuidado excessivo. Não separa antes o solo bom do solo ruim. Ele simplesmente semeia, generoso, quase despreocupado com o desperdício. Essa é a primeira coisa que Mt 13,1-23 quer nos ensinar sobre o coração de Deus. 

Um Deus que semeia sem medir riscos: Se fôssemos nós os semeadores daquela parábola, provavelmente teríamos calculado tudo antes. Teríamos evitado a beira do caminho, onde os pássaros comeriam a semente. Teríamos removido as pedras e arrancado os espinhos antes de lançar qualquer grão. Mas o semeador do Evangelho age diferente. Ele semeia em todo lugar, sem exceção, confiando que parte daquilo que parece perdido pode, um dia, encontrar terra boa. Esse é o retrato mais fiel que temos de Deus e da sua paciência conosco. Ele continua semeando sua Palavra em nossa vida mesmo quando estamos distraídos como a beira do caminho, endurecidos como pedra ou sufocados pelas preocupações como os espinhos. Não desiste de nós. Continua apostando. 

A primeira leitura de hoje, tirada de Is 55,10-11, confirma essa confiança. O profeta compara a Palavra de Deus à chuva que desce e não volta ao céu sem antes fecundar a terra. Da mesma forma, diz o Senhor, a minha palavra não retornará vazia. Ela produzirá o efeito que eu pretendi. 

Isso é consolo puro para quem já se perguntou se vale a pena continuar rezando, continuar ensinando o catecismo, continuar sendo testemunha de fé numa família ou num ambiente de trabalho que parece não dar ouvidos. A Palavra trabalha em silêncio, como a chuva que penetra a terra sem pressa. O fruto pode demorar, mas ele vem. 

Qual terra sou eu hoje? Voltando à parábola, é impossível não se examinar diante das quatro terras que Jesus descreve. Somos, em diferentes momentos da vida, cada uma delas. 

Terra do caminho quando a rotina nos deixa tão ocupados que a Palavra nem chega a tocar o coração antes de ser levada pelo primeiro pássaro de distração. Terreno pedregoso quando nos entusiasmamos com a fé num retiro, numa celebração bonita, mas não deixamos essa experiência lançar raízes que resistam à primeira dificuldade real. Terra de espinhos quando as contas do mês, a ansiedade do trabalho e o desejo de ter mais sufocam devagar aquilo que Deus tinha plantado em nós com tanto cuidado. 

Jesus não está fazendo um diagnóstico definitivo. Ele está nos convidando à conversão, essa palavra que Marcos resume tão bem em Mc 1,15 quando diz convertei-vos e crede no Evangelho. Nenhuma pedra é condenada a ficar pedra para sempre. Nenhum espinho é irremovível se há disposição para o trabalho paciente da graça. 

O gemido que carrega esperança: A segunda leitura traz uma imagem forte. São Paulo, em Rm 8,18-23, fala de uma criação inteira gemendo como em dores de parto, esperando a plena revelação dos filhos de Deus. E acrescenta que nós também gememos interiormente, aguardando a libertação. 

Não é pessimismo. É realismo cristão. A vida tem dor, tem espera, tem sofrimento que às vezes parece sem sentido. Mas Paulo nos ensina a enxergar esse gemido como o gemido de quem está dando à luz, não de quem está morrendo. Há vida chegando através da dor. 

Quantas famílias conhecemos que atravessam doença, perda, dificuldades financeiras, e ainda assim seguem confiando que Deus está trabalhando algo maior naquele sofrimento. Essa é a fé que transforma gemido em esperança. 

O convite de hoje: Meu lema episcopal sempre foi caminhai no Senhor. E talvez seja exatamente esse o convite desta liturgia. Caminhar significa não parar diante das pedras nem se deixar sufocar pelos espinhos. Significa permitir, todos os dias, um pouco mais de espaço para que a Palavra lance raízes profundas. 

Que cada um de nós, ao ouvir hoje esta parábola, escolha ser terra boa. Não porque somos perfeitos, mas porque decidimos, com a ajuda da graça, remover as pedras do coração e arrancar os espinhos da preocupação excessiva. A colheita, o próprio Isaías garante, virá. Cem, sessenta ou trinta por um, cada fruto terá seu valor diante de Deus.  Caminhai no Senhor! Fonte: https://www.cnbb.org.br

Morte de Dom Osório: "Transformar a tragédia em caminho de conversão e renovação"

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Publicado em 10 julho 2026
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Um mês após a morte de Dom Osório Afonso, assassinado na sua residência em Quelimane, porque amava a vida, o Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), D. Inácio Saure, o Vice-presidente, Dom João Carlos e o arcebispo emérito da Beira, Dom Claudio Dalla Zuanna, encontraram-se com o Papa Leão XIV e outros organismos da Santa Sé: "O Santo Padre acompanha de perto a situação, e mostrou-nos que é possível transformar a tragédia num caminho de renovação, conversão e purificação".

 

Padre Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Para os Bispos da CEM, o Papa Leão tem mostrado esta proximidade e solidariedade não apenas pelo que tem escrito ou pronunciado, mas “por aquilo que sentimos durante o encontro, pois percebemos que há muita informação, há muito conhecimento sobre a realidade que vivenciamos em Moçambique”, enfatizaram os prelados.

A Igreja em Moçambique está, de facto, a viver com profunda dor e preocupação este acontecimento desde o primeiro momento em que se difundiu a notícia, na manhã do dia 6 de junho, e indicou o Bispo de Alto Molócuè, Dom Estevão Ângelo Fernado, como ponto de referência da Conferência, para acompanhar a situação de Quelimane, sublinharam os Bispos na entrevista.

Mas infelizmente, lamenta o Presidente da Conferência, até agora nada se sabe oficialmente do que aconteceu: “o que foi dito publicamente é que o bispo foi morto a tiro com uma arma de fogo, não uma pistola qualquer, mas arma de grande calibre, uma arma de guerra; que depois da morte, foi detido o Chanceler da diocese, grande colaborador do bispo; e que, ultimamente, foi também detido um outro sacerdote, Padre Celso, e foram apreendidos os telefones de Dom Osório e de Dom Estevão Ângelo Fernado, bispo nomeado como Administrador apostólico de Quelimane”.

 

Urgente conhecer autor(es), mandante(s) e motivações deste crime

Portanto, enfatizou Dom Inácio, tudo até este momento está nas mãos do SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal) “e nós, como Igreja, não temos nenhuma informação oficial de tudo quanto tem acontecido”. E para os prelados, as grandes perguntas, como: quem matou exatamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato, nunca foram respondidas e nem explicadas à curiosidade das pessoas.

Os bispos falaram igualmente das informações que, ultimamente começam a sair através dos jornais e as redes sociais, sobre o processo de investigação, segundo as quais haveria problemas no contexto do governo da Igreja, com insinuações de como se tratasse exclusivamente de problema interno à Igreja.

 

Um contexto de violência que se vive no dia-a-dia

A morte de Dom Osório causou uma profunda dor em todo o povo, que ainda se questiona “como é possível que um pastor tenha sido assassinado na sua própria residência”, sublinhou ainda o arcebispo de Maputo, Dom João Carlos, enfatizando que todos esperam da Igreja alguma palavra de esperança. E para o Vice-presidente da CEM, é também frequente em Moçambique que, ainda durante processos de investigação em andamento, surjam situações onde os meios de imprensa, começam a insinuar ideias falsas, comprometendo a busca objectiva e serena da verdade.

 

Desafios internos à Igreja, credibilidade investigação séria que leve à verdade

Para o episcopado moçambicano, a morte de Dom Osório mostrou que também existem situações e desafios internos onde a Igreja precisa de entrar dentro de si e examinar-se. Um dos grandes desafios é o da coerência entre o que se proclama e o que se vive por parte de alguns sacerdotes e consagrados, assim como o aliciamento de candidatos ao sacerdócio por pessoas com posses supostamente como “padrinhos”, mas que acabam por condicionar o agir do futuro clérigo e até o do já clérigo.

 

O desafio da busca da verdade

Na memória do recente passado de Moçambique, os bispos recordam com pesar que investigações sobre assassinatos de grandes políticos, altos dirigentes e jornalistas, “quase nunca se chega a dizer a verdade completa, o que permitiria as pessoas estarem claras sobre quem cometeu o crime, quem foi o mandante e qual foi a responsabilidade penal que coube a esta pessoa, para uma verdadeira reconciliação da sociedade”.

Contudo, não se deve perder a esperança e, para Dom Saure, a mesma visita a Roma foi para reiterar que “queremos sentir-nos verdadeiramente acompanhados por toda a Igreja, para que seja toda a Igreja que procura respostas credíveis, porque verdadeiras, sobre este problema”.

 

Onde abundou o pecado superabundou a graça

Dentro da tragédia da morte de Dom Osório, para os Bispos Moçambicanos, existe já um caminho a seguir, que ganha novo impulso com esta visita, pois “percebemos que a Santa Sé, o Papa, e todos os seus colaboradores, acreditam que Moçambique pode crescer a partir desta realidade”, reitera o arcebispo de Maputo Dom João Carlos:

“Podemos, de facto, chegar a um estágio em que começamos a perceber como é que o mal também funciona no nosso meio e assim nos poderemos acautelar, e sairmos mais fortificados perante o mal, ressalta o prelado.

 

Legado de D. Osório

Então, para os prelados moçambicanos, o passo a seguir será partilhar a experiência de Roma a nível da Conferência: um caminho (já iniciado) de busca da verdade, um caminho de esperança, um caminho de reconciliação, um caminho de purificação, para sarar a ferida. Certamente, este caminho nunca pode ser percorrido sozinho. É um caminho a fazer juntos, em sinodalidade, e a ser declinado em várias iniciativas nas dioceses, tudo para dar continuidade ao legado de Dom Osório, um verdadeiro pastor que morreu pregando o Evangelho e anunciando-o a todas as pessoas de boa vontade.

 

Igreja de mártires, robusta e firme

E, para Dom Inácio Saure, “Dom Osório foi assassinado porque amava a vida; Dom Osório é mártir da fé e, uma Igreja de mártires é uma Igreja robusta, uma Igreja firme... Assim está a ser vivido o evento da morte de D. Osório na Igreja que está em Moçambique, com muita esperança, porque o martírio, no fim de contas, é o que também fortalece a Igreja: com muita dor, mas fortalece a Igreja”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Pode ou não pode missa em latim? A discussão após Vaticano excomungar grupo ultraconservador

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Publicado em 08 julho 2026
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Pode ou não pode missa em latim? A discussão após Vaticano excomungar grupo ultraconservador

Igreja da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em São Paulo reza missas em latim e desperta a ira do papa e do Vaticano

No aspecto litúrgico, o problema não está no idioma, mas no rito praticado e todo o aspecto político-ideológico dessa decisão

 

Fiéis reunidos após missa de domingo: capela em São Paulo começou com um imóvel doado no início dos anos 2000 - BBC

 

Bled (Eslovênia) | BBC News Brasil

Como de praxe, foi em latim a missa solene dedicada a São Pedro e São Paulo celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no último dia 29. Três dias depois, o papa Leão excomungaria as lideranças do grupo ultraconservador Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que tem entre suas bandeiras justamente a celebração no antigo idioma.

Engana-se, contudo, quem pensa que é a mesma coisa. No aspecto litúrgico, o problema não está no idioma, mas no rito praticado e todo o aspecto político-ideológico dessa decisão.

A Fraternidade agora excomungada não foi punida pela predileção à língua antiquada. Foi punida por desrespeitar a autoridade papal e por insistir em negar as decisões do Concílio Vaticano 2º, série de encontros realizados pela cúpula do catolicismo entre 1962 e 1965 com o objetivo de modernizar a Igreja Católica. A ponta do iceberg deste movimento está nas celebrações do grupo, ao modo anterior ao concílio, ou seja, seguindo o chamado rito tridentino.

O historiador e cientista da religião Víctor Gama, pesquisador na PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), lembra que dentre todas as divergências que a Fraternidade tem com a Igreja Católica contemporânea, a "mais visível" é a questão litúrgica. "Eles entendem que a 'missa antiga', a missa tridentina, é a expressão mais perfeita do culto católico."

Este formato de missa antiga é sempre em latim e com o padre de costas para a assembleia. O modelo aprovado no concílio e adotado pela Igreja ocidental após o mesmo não proíbe nem o idioma latino, tampouco restringe a maneira como o padre deve se posicionar diante dos fiéis.

Contudo, em nome de uma maior acessibilidade e facilidade de comunicação, sugere que as missas sejam no idioma vernáculo da comunidade e que o padre se dirija de frente às pessoas, otimizando o entendimento.

O latim, enquanto língua oficial do Vaticano, presente em inúmeros documentos oficiais, pode ser utilizado, principalmente em ocasiões solenes.

Mas mesmo assim, como ocorreu na recente missa dedicada a São Pedro e São Paulo, o rito litúrgico e o contemporâneo e, para que todos compreendam, tanto as leituras bíblicas quanto a homilia do celebrante, são feitas no idioma corrente da comunidade.

 

Ritos

"A questão não é a língua, é o rito. Uma missa pode ser celebrada em qualquer língua", afirma o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor na instituição Lay Centre, também em Roma.

"O Concílio Vaticano 2º não proibiu o latim, mas facilitou o uso das línguas locais", resume o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. "A orientação era de que a missa se tornasse mais inclusiva."

"A missa em latim não foi abolida. Isso é uma dessas lendas paroquiais que foram repetidas por gente que nunca leu meia página do Concílio", comenta o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, doutor em teologia pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz, em Roma.

"O Código de Direito Canônico diz que a celebração eucarística pode ser feita em latim ou em outra língua, desde que os textos estejam legitimamente aprovados. E o próprio Vaticano 2º disse que o uso do latim devia ser preservado nos ritos latinos, embora admitisse um uso mais amplo da língua vernácula quando isso fosse pastoralmente útil."

"Então, numa paróquia comum, no rito romano atual, o padre pode celebrar em latim", completa o sacerdote. "O que ele não pode é inventar uma liturgia particular, fazer da missa um manifesto pessoal ou usar o latim como bandeira de guerra contra a própria Igreja."

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O rito tridentino, utilizado pelos seguidores da Fraternidade São Pio, remete ao Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563. Ocorre que, naquela época de comunicação mais difícil, as missas acabavam sendo diferentes entre si. "Havia uma tendência de que em cada lugar a liturgia se desenvolvesse de forma diferente. Depois de Trento, buscou-se unificar isso", pontua.

Era preciso padronizar. Uma das questões debatidas naquela série de encontros da Igreja era justamente o desejo de criar um rito que unificasse as celebrações. Daí o rito, que acabou sendo a praxe nas paróquias católicas do Ocidente até o Concílio Vaticano 2º.

O formato acabou sendo conhecido popularmente como "missa em latim" ou "missa antiga". Com o padre de costas. Na verdade, a ideia era que o padre também estivesse orientado de frente para o altar, assim como a assembleia –naquele formato, em uma língua que poucos dominavam, de fato era difícil prever uma interação do padre com os fiéis.

Com o passar os séculos, essa liturgia foi passando por atualizações. O último texto desse tipo de celebração está no Missal Romano de 1962, justamente o que costuma ser utilizado pelos que negam os avanços do concílio realizado na década de 1960.

 

Missa em latim

Se o uso do latim não é visto como um problema canônico hoje, a insistência em se ater a esse missal obsoleto –a "chamada forma litúrgica anterior à reforma pós-conciliar", como define o padre Oliveira e Silva– é.

"A expressão 'missa em latim' foi uma forma de simplificar uma questão muito mais complexa", diz Domingues.

A questão, contextualiza ele, envolve o chamado movimento tradicionalista da Igreja, uma série de grupos conservadores que enfatizam o período pré-conciliar –e, em maior ou menor grau, não aceitam as decisões do Concílio Vaticano 2º.

Preocupado com o avanço de grupos ultraconservadores tradicionalistas, o papa Francisco (1936-2025) publicou em 2021 um documento, chamado Traditionis Custodes, determinando que tais celebrações só podem ocorrer mediante autorização do bispo responsável pela circunscrição.

"A partir desse documento, essa missa tridentina só pode ser celebrada em algumas situações específicas. Francisco afirmou que o Concílio Vaticano 2º já havia decidido por uma só forma de celebração então o que se podia fazer era que a Igreja abrisse exceções para algumas comunidades, por um bem pastoral", contextualiza o vaticanista Domingues.

"O documento também exige que os grupos ligados a essa liturgia não neguem a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, do Vaticano 2º e do magistério dos papas", ressalta o Oliveira e Silva.

A ideia era coibir cismas e manter a unidade, ainda que respeitando pastoralmente opções alheias ao script contemporâneo.

"Francisco estabeleceu alguns critérios para isso. Um deles é que não sejam criados novos grupos tradicionalistas, já que a missa tridentina poderia ser concedida apenas a grupos já existentes", pontua Gama. "Também não poderia ser celebrada em igrejas paróquias, mas apenas em capelas."

Antes, o papa Bento 16 (1927-2022) havia facilitado o rito da "missa antiga". "Ele concedeu uma autorização universal, um documento, em 2007, que dizia que qualquer sacerdote poderia decidir celebrar nesse rito, sem necessidade de pedir autorização", diz Gama. "Havia uma liberdade universal e foi um momento do crescimento das missa tridentinas no Brasil e no mundo."

 

De costas

Sobre o posicionamento do padre celebrante, Oliveira e Silva esclarece que a expressão tecnicamente correta não é o popular "de costas", mas sim a forma latina ad orientem. "No rito antigo, isso é o normal. No rito novo, a celebração voltada ao povo se tornou a prática ordinária", comenta. Segundo a Instrução Geral do Missão Romana, o altar deve ser construído de modo que se possa celebrar voltado ao povo. "É o considerado desejável onde for possível", salienta o padre.

"Mas a direção física do celebrante não é um detector automático de fé", ressalta Oliveira e Silva. "Deus não cabe nessa geometria de sacristia."

"Esse modo de celebrar não foi abolido", salienta Gama. "Mas acabou caindo em desuso, porque a liturgia passou por uma série de reformas com o objetivo de ficar mais adaptada, de se tornar mais compreensível para nossa época."

No entendimento dos tradicionalistas, a importância do latim pode ser entendida sob várias camadas. Em primeiro lugar porque o idioma funciona como um sinal histórico. "É continuidade, universalidade e estabilidade", afirma Oliveira e Silva. "Não pertence a uma nação. Cria uma espécie de distância sagrada em relação ao uso banal da linguagem. E por ser uma língua estável, ajuda a proteger fórmulas doutrinais de oscilações, modismos e traduções infelizes."

Domingues lembra que quando o rito contemporâneo usa o latim, geralmente o faz para enfatizar a "dimensão da universalidade da Igreja". "É usado também como língua oficial da Santa Sé", ressalta.

Há o aspecto simbólico. "O latim liga a liturgia romana a séculos de oração, canto gregoriano, teologia, direito canônico, santos, concílios, documentos pontifícios", enumera Oliveira e Silva. "Lembra ao fiel que a Igreja não começou ontem."

"O latim tem o caráter de universalidade e também a característica de imutabilidade, por ser uma língua morta", analisa Gama. Ele ressalta que ainda há o aspecto teológico, já que a Igreja Católica recomenda que os seus sacerdotes compreendam bem o idioma.

O problema, lembra o padre, está na caricatura. "É achar que o latim, por si só, é o critério. Isso é ideologia", comenta. "O latim pode ser usado santamente, como língua de oração da Igreja. Ou pode virar fetiche estético."

Para o teólogo Moraes, essa ênfase no uso do latim remete a um período em que a Igreja Católica detinha um poder hegemônico na Europa. De certa forma, os grupos tradicionalistas querem recuperar essa aura, em uma perspectiva que nega a própria sociedade contemporânea, secularizada, segundo a análise do professor.

 

O cisma atual

No caso da Fraternidade São Pio X, a missa tridentina é apenas a casca externa de um problema muito mais profundo. "É questão de fundo é eclesiológica: quem tem autoridade para julgar autenticamente a tradição", comenta o padre Oliveira e Silva.

"O problema não é a missa em latim, o rito. É que as pessoas estão fazendo isso por causa de uma questão política, ideológica e doutrinária", afirma Domingues. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

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