Olhar Jornalístico

Um olhar no "Diário do Frei Petrônio", neste dia 17 de janeiro-2015.

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Publicado em 17 janeiro 2015

17 DE JANEIRO. “Prefiro o silêncio da solidão que as palavras silenciosas”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Um olhar no "Diário do Frei Petrônio", nesta sexta, 16

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Publicado em 16 janeiro 2015

16 DE JANEIRO. “A vida se divide entre aqueles que olham com amor e aqueles que simplesmente amam". Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Uma uma vida, uma palavra, um olhar...

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Publicado em 14 janeiro 2015

14 DE JANEIRO. "Sou filho do meu passado e pai do meu futuro”.  Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Atenção fanáticos, mexeriqueiros...

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Publicado em 13 janeiro 2015

13 DE JANEIRO. "Atenção fanáticos, mexeriqueiros, conservadores e arrogantes das Redes Sociais, amanhã a morte vem buscar vocês. E aí, valeu a pena vegetar nesta vida?”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 12 janeiro 2015

12 DE JANEIRO. "Na vida religiosa se briga por tudo, quando não se tem nada para se brigar”.   Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 11 janeiro 2015

11 DE JANEIRO. "Não existe relação sem conflito, e não existe conflito sem perdão”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

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Publicado em 09 janeiro 2015

9 DE JANEIRO. “Não que eu não goste de rezar, mas prefiro encontrar Deus nas vidas despedaçadas, que mil palavras devocionais da religião consumista e mercantilista”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

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OLHAR DO FREI PETRÔNIO NESTA QUINTA-FEIRA, 8.

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Publicado em 08 janeiro 2015

 

“A Liberdade de expressão não é apenas um direito da imprensa, mas do ser humano que ousa pensar”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.  

Leão XIV: libertar-se do sepulcro do materialismo, pois fomos feitos para Deus

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Publicado em 22 março 2026
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Ao comentar o episódio da ressurreição de Lázaro, proposto pela Liturgia desta V domingo de Quaresma, Leão XIV recorda que no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade não há vida, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

 

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

"Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus": palavras de Leão XIV ao rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a oração do Angelus neste quinto domingo da Quaresma.

 

A Liturgia propõe o Evangelho da ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-45), que o Pontífice comenta como um sinal que fala da vitória de Cristo sobre a morte e do dom da vida eterna que recebemos com o Batismo. "Hoje, Jesus diz também a nós, tal como a Marta, irmã de Lázaro: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre» (Jo 11, 25-26)."

Assim, explica o Papa, a Liturgia convida os fiéis a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor para compreender o seu sentido mais autêntico e nos abrir ao dom da graça que eles encerram.

 

Fama e bens materiais não saciam nossa sede de infinito

Na verdade, é em Cristo Ressuscitado que tais acontecimentos encontram o seu cumprimento. A sua graça ilumina este mundo que, afirma o Santo Padre, parece estar em constante busca de mudanças e novidades, mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes, como tempo, energias, valores, afetos. "Como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais", diz ainda o Papa, recordando que não é no efêmero que podemos confiar a nossa necessidade de infinito.

 

“Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos Nele (cf. Confissões, I, 1.1).”

 

Libertar-se dos sepulcros que nos desorientam

A narrativa da ressurreição de Lázaro, portanto, nos convida a estar atentos a essa necessidade profunda e, com a força do Espírito Santo, libertar os nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, "nos aprisionam no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade". Nestes lugares não há vida, afirmou o Santo Padre, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

Eis então que Jesus ordena também a nós: «Vem cá para fora!» (Jo 11, 43), encorajando-nos a sair desses espaços confinados para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites. Leão XIV então conclui:

"Que a Virgem Maria nos ajude a viver assim estes dias santos: com a sua fé, com a sua confiança, com a sua fidelidade, a fim de que também para nós se renove, todos os dias, a experiência luminosa do encontro com o seu Filho ressuscitado."

 

Maratona de Roma

Ao final do Angelus, o Pontífice saudou os atletas provenientes de todo o mundo que participaram este domingo da "Maratona de Roma": "Este é um sinal de esperança! Possa o esporte traçar sendas de paz, de inclusão social e de espiritualidade". Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa a seminaristas espanhóis: “Deixar-se formar a partir de dentro"

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Publicado em 01 março 2026
  • Seminaristas,
  • Papa Leão XIII
  • Leão XIV
  • palavras do Papa Leão XIV

“Estar com o Mestre. Jesus chamou os que quis para que estivessem com Ele. Esse é o fundamento de toda formação sacerdotal: permanecer com Ele e deixar-se formar a partir de dentro”. São palavras do Papa Leão XIV no encontro com um grupo de seminaristas espanhóis neste sábado (28/02) no Vaticano.

 

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

Na manhã deste sábado, (28/02) o Papa Leão recebeu um grupo de seminaristas espanhóis de Alcalá de Henares, Toledo, Interdiocesanos de Cataluña e Cartagena. Na sua alocução o Santo Padre destacou que gostaria de centralizar suas palavras em algo que sustenta silenciosamente tudo o que é necessário para a formação sacerdotal e que por isso corre o risco de ser dado como certo sem ser cultivado, ou seja “ter um olhar sobrenatural sobre a realidade”.

 

O antinatural

Leão XIV explicou com uma frase do autor Chesterton que “pode servir como chave de leitura de tudo o que eu gostaria de compartilhar com vocês: 'Retirai o sobrenatural e não encontrareis o natural, mas sim o antinatural' (cf. Heretics, VI)”. Leão explicou que o homem não foi feito para viver fechado em si mesmo, “mas em uma relação viva com Deus”. E se isso não acontece a vida “começa a desordenar-se a partir de dentro”.

O antinatural não é apenas o escandaloso; basta viver prescindindo de Deus no cotidiano, deixando-O à margem dos critérios e das decisões com os quais se enfrenta a existência”. “O que poderia haver de mais antinatural do que um seminarista ou um sacerdote que fala de Deus com familiaridade, mas vive interiormente como se a Sua presença existisse apenas no plano das palavras, e não na densidade da vida?” Questiona o Papa sobre o sacerdote “antinatural”. “Nada seria mais perigoso do que se acostumar com as coisas de Deus sem viver de Deus”, acrescentou. “Por isso, no fundo, tudo começa — e volta sempre — à relação viva e concreta com Aquele que nos escolheu sem mérito nosso.

 

O sobrenatural: é o princípio que dá unidade a todas as coisas

“Ter visão sobrenatural não significa fugir da realidade, mas sim aprender a reconhecer a ação de Deus no concreto de cada jornada”, continua o Pontífice, “um olhar que não se improvisa nem se delega, mas que se aprende e se exercita no ordinário da vida” . Explicando que exatamente por isso, se a visão sobrenatural é tão decisiva para a vida cristã, com maior razão o é para quem agirá in persona Christi, e já “desde a etapa formativa merece ser guardada com especial atenção”, reitera, “porque é o princípio que dá unidade a todas as coisas”.

 

Prática da presença de Deus

Em seguida o Papa destaca que até as práticas intrinsecamente boas, como o estudo, a oração, a vida comunitária, podem esvaziar-se interiormente e desnaturalizar-se, tornando-se mero cumprimento sem uma intenção interior real. Sugerindo, “um modo simples e comprovado para guardar este olhar é exercitar-se na prática da presença de Deus, que mantém o coração desperto e a vida constantemente referida a Ele”.

 

A vida espiritual está enraizada em Deus

O Papa Leão cita um exemplo sobre o que pode acontecer com a falta da vida espiritual na vida dos seminaristas e futuros sacerdotes quando confundem a fecundidade com a intensidade das atividades ou o cuidado meramente exterior das formas. "Diz-se que as árvores 'morrem de pé': permanecem erguidas, conservam a aparência, mas por dentro já estão secas” disse o Papa . “A vida espiritual não dá fruto pelo que se vê, mas pelo que está profundamente enraizado em Deus. Quando essa raiz é descuidada, tudo acaba secando por dentro, até que, silenciosamente, termina-se por 'morrer de pé'”.

 

Estar com o Mestre

Por fim, o Papa Leão afirma que “no fundo, o olhar sobrenatural nasce do que há de mais simples e decisivo na vocação: estar com o Mestre. Jesus chamou os que quis 'para que estivessem com Ele' (Mc 3,14). Esse é o fundamento de toda formação sacerdotal: permanecer com Ele e deixar-se formar a partir de dentro; ver Deus agir e reconhecer como Ele opera na própria vida e na vida do Seu povo”. Concluindo assim o Papa reitera que nada pode substituir essa relação com o Mestre, destacando, “o verdadeiro protagonista deste caminho é o Espírito Santo, que configura o coração, ensina a corresponder à graça e prepara uma vida fecunda a serviço da Igreja. Tudo começa agora” concluiu o Papa Leão aos seminaristas, “no ordinário de cada dia, ali onde cada um decide se permanece com o Senhor ou se tenta sustentar-se apenas em suas próprias forças”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Mensagem do Papa Leão XIV por ocasião da Campanha da Fraternidade 2026

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Publicado em 21 fevereiro 2026
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  • Mensagem do Papa Leão XIV por ocasião da Campanha da Fraternidade 2026
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Papa Leão: “com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade”…

 

Vatican News

O Papa Leão XIV enviou à Igreja Católica no Brasil, uma mensagem, com data de 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. Há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade - escreveu o Papa –, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te.

 

Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

 

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

«Chegamos à época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano, iluminando nossas almas e disciplinando nossos corpos» (Sermão 210). Assim escreveu Santo Agostinho em um de seus sermões sobre o tempo litúrgico que estamos para iniciar, durante o qual recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho.

Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94). À semelhança do que havia sido feito em 1993, no presente ano, inspirados pelo lema “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1, 14), a proposta apresentada é aquela de voltar o olhar para os nossos irmãos que sofrem com a falta de uma moradia digna.

O meu santo predecessor, São João Paulo II, convidava a voltar a atenção «para os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente, ou até mesmo sem qualquer habitação, a fim de despertar a consciência de todos e encontrar uma solução para este grave problema, que tem consequências negativas no plano individual, familiar e social», afirmando que «a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas» (Sollicitudo Rei Socialis, 17).

Neste sentido, é meu desejo que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradia digna, que afeta tantos irmãos nossos, leve não somente a ações isoladas sem dúvida, necessárias — que venham de modo emergencial em seu auxílio, mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede não pode restringir-se a um período do ano, a uma campanha ou a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante, que nos compromete a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não tem onde morar.

Desejo igualmente, queridos irmãos e irmãs, que as iniciativas nascidas a partir da Campanha da Fraternidade possam inspirar as autoridades governamentais a promover políticas públicas, a fim de que, trabalhando todos em conjunto, seja possível oferecer à população mais carente melhorias significativas nas condições de habitação.

Confio estes votos aos cuidados de Nossa Senhora, que não encontrou morada em Belém para dar à luz ao Redentor, mas que tem sua casa, como Rainha e Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. E, como penhor de abundantes graças, concedo de bom grado aos filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham para que todos tenham moradia digna, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa aos padres de Roma: sejam amigos entre vocês, atentos à inveja e às armadilhas da internet

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Publicado em 21 fevereiro 2026
  • Padres,
  • armadilhas da internet
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  • Leão XIV e os padres

Perguntas e respostas desta quinta (19/02) entre Leão XIV e os padres da sua diocese reunidos no Vaticano. O Pontífice responde a 4 presbíteros de diferentes faixas etárias e oferece orientações práticas sobre o acompanhamento de jovens, a fraternidade e o risco do isolamento, a eutanásia e o valor dos idosos. Uma advertência para não preparar homilias com IA e sobre fraudes da internet e uso das redes sociais: “se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo, talvez estejamos errando”.

 

Salvatore Cernuzio – Vatican News

Havia quatro perguntas e respostas, mas os temas abordados foram múltiplos, entre diretrizes espirituais (a vida de oração, o incentivo a viver em amizade, a advertência para não se isolar e estar atento à “pandemia” da inveja); indicações concretas para o ministério e a pastoral (como estar ao lado dos jovens, visitar os idosos) e algumas recomendações bem específicas (não abandonar os estudos, não se perder atrás de uma tela, não preparar as homilias com IA). Diálogo livre e aberto, na manhã da quinta-feira (19/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano, entre o Papa Leão XIV e o clero da Diocese de Roma. Após o discurso, o Papa quis manter uma conversa com os sacerdotes, cujo conteúdo foi divulgado nesta sexta-feira (20/02).

 

Ser modelos para os jovens

Para introduzir o diálogo a portas fechadas, o cardeal vigário Baldo Reina apresentou os 4 sacerdotes escolhidos para fazer as perguntas em representação de quatro faixas etárias. Entre eles, havia também um jovem padre ordenado pelo Papa Leão no mês de maio. Por sua vez, ele fez uma pergunta sobre como eles, jovens padres, podem se colocar ao lado de seus coetâneos no mundo.

O Papa, em primeiro lugar, convida a manter “os olhos abertos” sobre a realidade das famílias de onde vêm os jovens: famílias com “crises muito fortes”, pais ausentes ou “divorciados, casados de segunda união”. Muitos jovens “também viveram experiências de abandono”, por isso o sacerdote deve “conhecer a sua realidade”: “estar perto nesse sentido, acompanhá-los, mas não ser apenas mais um entre os jovens”, afirma o Pontífice. Importante, nesse sentido, “o testemunho do sacerdote” que pode oferecer “um modelo de vida”.

 

Isolamento e vidas terríveis

O Papa pede então para não se contentarem com os jovens que talvez continuem a frequentar a paróquia ou o oratório: “é preciso organizar, pensar, buscar iniciativas que possam ser uma forma de saída”, diz aos padres romanos. “Devemos ir nós, devemos convidar outros jovens, ir com eles para a rua; oferecer talvez diferentes maneiras, atividades” entre esportes, arte, cultura. “Conhecer” é a palavra-chave, segundo Leão, e o conhecimento ocorre através de “uma experiência humana de amizade” com jovens que “vivem um isolamento, uma solidão incrível”.

Após a pandemia, de maneira particular, mas também por causa do smartphone: “eles vivem sozinhos, mesmo que digam: ‘não, meu amigo está aqui’, mas não há contato humano. Vivem uma espécie de distância dos outros, uma frieza, sem conhecer a riqueza, o valor das relações verdadeiramente humanas”. É preciso, portanto, entender como oferecer aos jovens “outro tipo de experiência de amizade, de partilha e, aos poucos, de comunhão”, e a partir dessa experiência “convidá-los também a conhecer Jesus”.

É claro que são necessários “tempo” e “sacrifício”, sublinha Leão XIV, considerando também que muitos desses jovens estão hoje presos a “uma vida terrível” entre drogas, delinquência e violência. É necessário, então, que os sacerdotes “mais próximos em idade, cultura e formação” possam prestar “um grande serviço” e anunciar a mensagem do Evangelho.

 

Conhecer a comunidade que vai servir

Proximidade e conhecimento são os dois caminhos que o Papa indica também para a pastoral, em resposta à pergunta de um pároco sobre como conseguir ser “incisivo” nesta cultura pós-moderna sem voltar a esquemas “anacrônicos”. Segundo Leão XIV, o primeiro passo é “conhecer verdadeiramente a comunidade onde sou chamado a servir”. Ele recorda aqui sua experiência pessoal: “eu morei em Roma por quatro anos na década de 80, depois por doze anos, de 2000 a 2012-13, e agora há três anos, e cada vez que volto a Roma, de certa forma, encontro uma outra Roma. São muitas coisas... A ‘cidade eterna’, digamos, as ruas são as mesmas, os buracos são os mesmos, mas a vida mudou muito. Então, para servir também como Bispo de Roma, pensei muito, quando fomos a Ostia no domingo passado, para falar com essas pessoas, é preciso começar por conhecer a fundo, tanto quanto possível, a sua realidade”. 

 

 

Não às homilias preparadas com Inteligência Artificial

O convite é, portanto, para entrar na realidade. A verdadeira, bem diferente da outra realidade que “chega até nós mesmo que não queiramos”, ou seja, “a inteligência artificial, o uso da internet”. E aqui Leão XIV adverte contra a “tentação de preparar as homilias com Inteligência Artificial”: “como todos os músculos do corpo, se não os usamos, se não os movemos, eles morrem, o cérebro precisa ser usado, então também nossa inteligência precisa ser exercitada um pouco para não perder essa capacidade”. Além disso, “fazer uma verdadeira homilia é compartilhar a fé” e a IA “nunca será capaz de compartilhar a fé”. Este é o ponto: “se podemos oferecer um serviço, inculturado, no lugar, na paróquia onde estamos trabalhando, as pessoas querem ver a sua fé, a sua experiência de ter conhecido e amado Jesus Cristo”.

 

 

As armadilhas da internet

Nesse sentido, é fundamental “uma vida de oração” que não seja apenas “a rotina de recitar o breviário o mais rápido possível, que também carrego no celular”, mas “o tempo de estar com o Senhor”. Com essa “vida autenticamente enraizada no Senhor”, então podemos oferecer algo diferente: “não é porque eu sou que ofereço aquilo que sou eu, isso é um engano muitas vezes na internet, no Tik Tok, e queremos ser nós: ‘eu tenho muitos seguidores, muitos likes, porque veem o que estou dizendo...’. Não é você: se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo, talvez estejamos errando, e também precisamos refletir muito bem com muita humildade para ver quem somos e o que estamos fazendo”, destaca o Papa Leão XIV.

 

 

Inveja clericalis

Outro conselho que ele oferece aos sacerdotes é que vivam em fraternidade, em amizade, desenvolvendo relações interpessoais entre si. Atenção, portanto, a “uma das pandemias do clero em nível universal”, que é a “inveja clericalis”: “um sacerdote que vê que outro foi chamado para ser pároco de uma paróquia maior, mais bonita, chamado para ser vigário”. É assim que “as relações se rompem”, nascem os “boatos” e tudo se “destrói”, em vez de se construir “pontes de amizade”. “Somos todos humanos, há sentimentos, emoções, muitas coisas, mas, como sacerdotes – e espero que já desde o seminário – podemos dar modelos de vida, onde os sacerdotes possam ser verdadeiramente amigos, irmãos, e não inimigos ou indiferentes uns aos outros”, afirma o Papa Leão.

 

Exemplos de fraternidade sacerdotal

A esse respeito, ele lembra um exemplo “lindo” de fraternidade sacerdotal em Chicago, sua cidade natal, com um grupo de padres que, já desde os tempos do seminário, havia decidido se encontrar uma vez por mês. Alguns fizeram isso até depois dos 90 anos: eles se reuniam, rezavam, estudavam. Estudar é outro ponto em que o Pontífice se detém: “o estudo em nossa vida deve ser permanente, contínuo. Quando ouço alguém me dizer – isso é histórico, um padre me disse –: ‘não abro um livro desde que saí do seminário’. Nossa Senhora – pensei – que tristeza!”.

Leão XIV convida então a agir e não ficar sentado pensando: “ninguém vem me visitar”. “Não tenhamos medo de bater à porta do outro, de tomar a iniciativa, de dizer aos companheiros ou a um grupo de amigos, a alguns: por que não nos reunimos de vez em quando, para estudar juntos, refletir juntos, um momento de oração e depois um bom almoço? O pároco com a melhor cozinheira pode convidar os outros, e assim fazemos um bom almoço juntos”. Ao mesmo tempo, é preciso identificar pessoas com quem se possa ter “uma relação fraterna um pouco mais profunda”. É preciso, isto é, “criar situações para quebrar essa tendência que nos leva à solidão, ao isolamento uns dos outros”.

 

Testemunhando o valor da vida

Compartilhar alegrias, dificuldades, experiências ajuda, de fato, a superar as crises e também ajuda a se preparar para aceitar o momento em que chegam “a velhice, a doença, a solidão”. Mas “se alguém vive toda a vida como um caminho que nos leva adiante, mesmo com o peso dos anos, muitas vezes também – seja jovem ou idoso – com doenças, com essas dificuldades, terá a capacidade, com a graça de Deus, de aceitar a cruz, o sofrimento que vem”, assegura o Bispo de Roma.

Nessa linha, o Papa Leão aborda a questão da eutanásia, que é discutida em muitos países e que em outros, como o Canadá, já é legal. “A questão do fim da vida, pessoas que não têm mais sentido de vida e estão lá com a cruz de uma doença e dizem: ‘não quero mais carregar isso, prefiro tirar a minha vida’. Se somos tão negativos em relação à nossa vida, e às vezes com menos sofrimento do que o que muitas pessoas carregam, como podemos dizer a elas: ‘não, você não pode tirar a sua vida, tem que aceitar’”, diz o Pontífice aos sacerdotes.

Nós, acrescenta ele, “devemos ser os primeiros testemunhos de que a vida tem um valor imenso”. É importante, portanto, ter gratidão, humildade e demonstrar proximidade. “Certamente todos nós conhecemos algum idoso, algum doente, sacerdote, leigo, religiosa... que vive momentos de grande dificuldade. Ligamos para eles, vamos visitá-los. Façamos um esforço também nós para ajudar essas pessoas que sofrem”. Significa também restaurar o bom hábito de levar a comunhão e o óleo dos enfermos aos doentes da paróquia. “Hoje, com menos sacerdotes e mais idosos, tornou-se: ‘bem, mandemos os leigos, eles fazem isso’. É um belo serviço que os leigos prestam... Mas isso não significa que o sacerdote pode ficar em casa a ver a internet, enquanto os outros estão visitando”.

Por fim, o Papa dirige também uma palavra aos próprios padres idosos: “mesmo que estejam doentes na cama, se viveram uma vida verdadeiramente de serviço e sacrifício, sabem muito bem que a sua oração também pode ser um grande serviço, um grande dom. A vida deles ainda tem um grande sentido”. Fonte: https://www.vaticannews.va

6º- Domingo do Tempo Comum: "Jesus nos ensina que a verdadeira justiça é o amor". Leão XIV

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Publicado em 15 fevereiro 2026
  • oração mariana do Angelus,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • a verdadeira justiça é o amor
  • o cumprimento da Lei é o amor
  • a Lei foi dada a Moisés

No Angelus deste domingo, o Papa disse que "Jesus convida-nos a entrar na novidade do Reino de Deus" e que "o cumprimento da Lei é o amor". De acordo com Leão XIV, "não basta não matar fisicamente uma pessoa, se depois a matamos com palavras ou não respeitamos a sua dignidade. Da mesma forma, não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltar a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos num projeto comum".

 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo 15 de fevereiro, que contou com a participação de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice falou sobre o Evangelho deste domingo que traz uma parte do Sermão da Montanha.  

 

 

Relação de amor com Deus e os irmãos

"Depois de proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a entrar na novidade do Reino de Deus e, para nos guiar neste caminho, revela o verdadeiro significado dos preceitos da Lei de Moisés", disse Leão XIV, acrescentando:

“Eles não servem para satisfazer uma necessidade religiosa exterior a fim de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos fazer entrar na relação de amor com Deus e com os irmãos. Por isso, Jesus diz que não veio para abolir a Lei, «mas para levá-la à perfeição».”

 

Uma justiça que não se limita a observar os mandamentos

"O cumprimento da Lei", disse ainda o Papa, "é o amor, que realiza o seu significado profundo e o seu fim último. Trata-se de adquirir uma “justiça superior” à dos escribas e fariseus, uma justiça que não se limita a observar os mandamentos, mas nos abre ao amor e nos compromete com ele". "Na verdade, Jesus examina precisamente alguns preceitos da Lei que se referem a casos concretos da vida e utiliza uma fórmula linguística – as antinomias – para mostrar a diferença entre uma justiça religiosa formal e a justiça do Reino de Deus: por um lado: «Ouvistes o que foi dito aos antigos», e, por outro lado, Jesus que afirma: «Eu, porém, digo-vos»", frisou o Papa.

“Esta abordagem é muito importante. Ela nos diz que a Lei foi dada a Moisés e aos profetas como um caminho para começarmos a conhecer Deus e o seu projeto sobre nós e sobre a história ou, para usar uma expressão de São Paulo, como um pedagogo que nos guiou até Ele. Mas agora Ele mesmo, na pessoa de Jesus, veio entre nós, que cumpriu a Lei, tornando-nos filhos do Pai e dando-nos a graça de entrar em relação com Ele como filhos e como irmãos entre nós.”

 

A verdadeira justiça é o amor

De acordo com o Pontífice, "Jesus nos ensina que a verdadeira justiça é o amor e que, em cada preceito da Lei, devemos perceber uma exigência de amor".

“Com efeito, não basta não matar fisicamente uma pessoa, se depois a matamos com palavras ou não respeitamos a sua dignidade. Da mesma forma, não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltar a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos num projeto comum.”

 

"A estes exemplos, que o próprio Jesus nos oferece, poderíamos acrescentar outros ainda", sublinhou Leão XIV, ressaltando que "o Evangelho nos oferece este precioso ensinamento: não basta uma justiça mínima, é preciso um amor grande, que é possível graças à força de Deus".

O Papa concluiu, convidando a invocar "juntos a Virgem Maria, que deu ao mundo o Cristo, Aquele que leva à perfeição a Lei e o projeto da salvação: que Ela interceda por nós, nos ajude a entrar na lógica do Reino de Deus e a viver a sua justiça". Fonte: https://www.vaticannews.va 

O Papa: a Palavra de Deus sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas

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Publicado em 11 fevereiro 2026
  • Audiência Geral,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Dei Verbum
  • Constituição Conciliar Dei Verbum
  • A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja

Leão XIV prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Dei Verbum. "A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus", disse o Papa, ressaltando que toda a Escritura proclama Jesus Cristo e "a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade". "Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja", sublinhou.

 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina na Audiência Geral, desta quarta-feira (11/02), realizada na Sala Paulo VI.

Na catequese de hoje, o Pontífice se deteve no capítulo sexto da Constituição conciliar a propósito da "profunda e vital ligação entre a Palavra de Deus e a Igreja".

 

A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus. Na comunidade cristã, por assim dizer, tem o seu habitat: na vida e na fé da Igreja, encontra o espaço para revelar o seu sentido e manifestar a sua força.

 

O Papa recordou que "a Igreja nunca deixa de refletir sobre o valor da Sagrada Escritura" e que "após o Concílio, um momento muito importante a este respeito foi a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema 'A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja', em outubro de 2008".

De acordo com Leão XIV, "na comunidade eclesial, a Escritura encontra o contexto necessário para cumprir a sua tarefa específica e alcançar o seu objetivo: dar a conhecer Cristo e abrir ao diálogo com Deus".

A seguir, o Papa citou esta expressão de São Jerônimo: «A ignorância da Escritura é, de fato, a ignorância de Cristo». Ela nos lembra "o propósito último da leitura e da meditação das Escrituras: conhecer Cristo e, por meio d’Ele, entrar em comunhão com Deus, comunhão que pode ser entendida como uma conversa, um diálogo".

Leão XIV disse ainda que "a Constituição Dei Verbum nos apresentou a Revelação como um diálogo, em que Deus fala aos homens como amigos. Isto acontece quando lemos a Bíblia numa atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso encontro e entra em diálogo conosco".

 

A Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã. Todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos.

 

Segundo o Papa, "o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas. O trabalho dos exegetas e dos que praticam a ciência bíblica é precioso; e a Escritura ocupa um lugar central na teologia, que encontra o seu fundamento e a sua alma na Palavra de Deus".

Leão XIV sublinhou que "o que a Igreja ardentemente deseja é que a Palavra de Deus chegue a cada membro e alimente a sua caminhada de fé. Mas a Palavra de Deus também impele a Igreja para além de si mesma, abrindo-a continuamente à missão de chegar a todos".

De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final. A Palavra de Deus, pelo contrário, sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas.

O Papa concluiu, dizendo que "vivendo na Igreja, aprendemos que a Sagrada Escritura está totalmente relacionada com Jesus Cristo e experimentamos que esta é a razão profunda do seu valor e do seu poder. Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne. Toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade. Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja". Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa no Angelus: Deus não exclui ninguém e não veio apenas para os puros

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Publicado em 25 janeiro 2026
  • O Papa no Angelus
  • III do Tempo Comum,

Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos. Foi o que disse o Leão XIV no Angelus deste domingo, o III do Tempo Comum e também Domingo da Palavra de Deus

 

Raimundo de Lima – Vatican News

Tal como os primeiros discípulos, somos convidados a acolher o chamamento do Senhor, na alegria de saber que cada tempo e cada lugar da nossa vida são visitados por Ele e atravessados pelo seu amor: disse o Santo Padre no Angelus deste domingo, 25 de janeiro, o III do Tempo Comum, Domingo da Palavra de Deus e também festa da Conversão de São Paulo.

Na alocução que precedeu à oração mariana, Leão XIV, atendo-se ao Evangelho do dia (Mt 4,12-22), ressaltou que Jesus, tendo recebido o batismo, inicia sua pregação e chama os primeiros discípulos: Simão Pedro, André, Tiago e João. O Papa frisou que Jesus iniciou sua missão num momento que não parecia ser o melhor: João Batista acabara de ser preso, por isso, os líderes do povo estavam pouco dispostos a acolher a novidade do Messias.

 

O Evangelho nos pede o risco da confiança

Trata-se de um tempo que recomendaria prudência, destacou o Pontífice, mas é precisamente nesta situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: «Está próximo o Reino do Céu».

“Também na nossa vida pessoal e eclesial, por vezes devido a resistências interiores ou a circunstâncias que consideramos desfavoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação. Porém, o risco é ficarmos paralisados pela indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva, quando o Evangelho nos pede o risco da confiança: Deus trabalha em todo o tempo, sendo bom qualquer momento para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.”

 

Deus se aproxima de todos, não exclui ninguém

O relato evangélico, prosseguiu o Papa, também nos mostra o lugar onde Jesus começa a sua missão pública: Ele, «abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm». Permanece contudo na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, é também uma terra de passagem e de encontros; poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas com origens e filiações religiosas diferentes, observou Leão XIV.

O Evangelho diz-nos, desta forma, que o Messias vem de Israel, mas ultrapassa as fronteiras da sua terra para anunciar o Deus que se aproxima de todos, não exclui ninguém e não veio apenas para os puros, antes pelo contrário, envolve-se nas situações e nas relações humanas.

 

Vencer a tentação de nos fecharmos

“Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos.”. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"

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Publicado em 24 janeiro 2026
  • Papa Leão XIV,
  • Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem
  • 60º Dia das Comunicações Sociais,
  • Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais,
  • influencers virtuais
  • Não ceder às máquinas
  • Media and Artificial Intelligence Literacy
  • Preservar vozes e rostos humanos

“Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. São palavras do Papa Leão XIV na sua mensagem por ocasião do 60º Dia das Comunicações Sociais, com o tema “Preservar vozes e rostos humanos”

 

Vatican News

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

 

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

 

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

 

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

 

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

 

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com 'bots' ou 'influencers virtuais'. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente 'afetuosos', além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

 

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras 'alucinações'.

 

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

 

Introduzir estudos

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, frisa por fim Leão.

O Papa conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa: “a nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras”

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Publicado em 18 janeiro 2026
  • Eis o Cordeiro de Deus,
  • Angelus Domini,
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  • Papa no Angelus neste domingo,
  • II Domingo do Tempo Comum

O Santo Padre rezou o Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum. Recordou que o Evangelho nos fala de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”.

 

Silvonei José – Vatican News

“A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”: foi o que disse o Papa Leão XIV na sua alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus, com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum.

O Papa iniciou recordando que neste domingo o Evangelho nos fala de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”; e acrescenta: “Foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água”.

João reconhece em Jesus o Salvador, - acrescentou o Santo Padre -, proclama a sua divindade e missão em favor do povo de Israel e depois, tendo cumprido a sua tarefa, afasta-se, como atestam estas suas palavras: “Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim”.

João Batista é um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades de Jerusalém. Teria sido fácil explorar esta fama - disse Leão XIV -, mas ele não cede de forma alguma à tentação do sucesso e da popularidade.

 

“Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele. Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena”.

Quão importante é para nós, hoje, o seu testemunho!

 

“Realmente, muitas vezes é dada uma demasiada importância à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar as ideias, os comportamentos e os estados de espírito das pessoas, causando sofrimento e divisões, criando estilos de vida e de relacionamento efémeros, decepcionantes e aprisionadores. Na realidade, não precisamos desses “substitutos de felicidade”.

 

A nossa alegria e grandeza – afirmou o Papa -, não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus. “É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos”.

O Papa concluiu pedindo: “não deixemos que Ele, ao passar, nos encontre distraídos. Não desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração, contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias, um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar, enfim, “fazer deserto”, para encontrar o Senhor e estar com Ele”.

Que em tudo isto nos ajude a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa Leão XIV: Jesus Cristo transforma a relação do homem com Deus

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Publicado em 14 janeiro 2026
  • Papa Leão XIV,
  • Constituição dogmática Dei Verbum
  • catequeses sobre o Concílio Vaticano II
  • Audiência Geral na Sala Paulo VI

O Papa Leão XIV durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI: a Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

 

Silvonei José - Vatican News

O Papa Leão XIV encontrou-se na manhã desta quarta-feira (14/01) com os fiéis e peregrinos durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI. O Santo Padre, como disse na semana passada, iniciou a série de catequeses sobre o Concílio Vaticano II. Nesta quarta-feira começou a aprofundar a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a divina Revelação.

Trata-se - disse o Pontífice -, de um dos documentos mais belos e importantes do Concílio, e para introduzi-lo, pode ser útil recordar as palavras de Jesus: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai" (Jo 15,15).

 

"Este é um ponto fundamental da fé cristã, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a relação do homem com Deus; a partir de agora, será uma relação de amizade. Por isso, a única condição da nova aliança é o amor".

 

A Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

O Santo Padre, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de João, "insiste na perspetiva da graça, que só nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: “Amicitia aut pares invenit, aut facit”, “a amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais”. Não somos iguais a Deus, mas o próprio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho".

Por esta razão, podemos constatar ao longo das Escrituras, há um momento inicial de afastamento na Aliança, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assimétrico:

 

"Deus é Deus e nós somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Aliança abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa frágil humanidade".

 

Em seguida o Papa Leão destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos — “Eu vos chamei amigos” — repetem-se precisamente na Constituição Dei Verbum, que afirma: "Em virtude desta revelação, Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele".

A Constituição Dei Verbum também nos recorda isto: Deus fala conosco. É importante compreender a diferença entre a palavra e a conversa de circunstância, disse Leão XIV. Esta última permanece superficial e não cria comunhão entre as pessoas, enquanto que, nas relações autênticas, a palavra serve não só para trocar informações e notícias, mas para revelar quem somos. "A palavra possui uma dimensão reveladora que cria uma relação com o outro. Assim, ao falar connosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida à amizade com Ele".

 

"Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar é a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, não para Lhe comunicar o que Ele já sabe, mas para nos revelarmos a nós mesmos".

 

Daí - continuou o Papa -, a necessidade da oração, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na oração litúrgica e comunitária, onde não decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele próprio nos fala através da Igreja. Além disso, realiza-se na oração pessoal, que acontece no coração e na mente.

Leão XIV concluiu recordando que o dia e a semana de um cristão não podem ser desprovidos de tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. "Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus". Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa batiza 20 crianças: a fé é um bem essencial para a vida

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Publicado em 11 janeiro 2026
  • A Festa do Batismo do Senhor,
  • Festa do Batismo do Senhor,
  • Homilia da Festa do Batismo do Senhor,
  • Leão XIV
  • rito do Batismo

Neste domingo (11/01), na Festa do Batismo do Senhor, Leão XIV presidiu a Missa com o rito do Batismo de 20 crianças na Capela Sistina. “Assim como receberam a vida, elas recebem agora o sentido para a viver: a fé”, sublinhou o Pontífice em sua homilia.

 

Thulio Fonseca – Vatican News

Na manhã deste domingo, 11 de janeiro, a Capela Sistina, conhecida pelos afrescos de Michelangelo e por sua relevância singular na história da Igreja, acolheu familiares e fiéis reunidos para a tradicional celebração por ocasião da Festa do Batismo do Senhor. Durante a Missa, 20 crianças, filhos de funcionários do Vaticano, receberam o sacramento da iniciação cristã.

Esta foi a primeira vez que Leão XIV presidiu esta celebração como Papa. A tradição teve início em 1981, com São João Paulo II, e foi continuada por Bento XIV e pelo Papa Francisco. A única diferença nos primeiros anos foi o local: em 1981 e 1982, os batismos ocorreram na Capela Paulina; a partir de 1983, passaram a ser realizados na Capela Sistina.

 

O Batismo, encontro com a misericórdia de Deus

Na homilia, o Papa destacou o significado do Batismo de Jesus como um gesto de proximidade e de amor de Deus pela humanidade. “Quando o Senhor entra na história, vem ao encontro da vida de cada um com coração aberto e humilde”, afirmou, ressaltando que Cristo se faz presente onde menos se espera, assumindo plenamente a condição humana.

Ao recordar o diálogo entre Jesus e João Batista, o Pontífice explicou que o Batismo do Senhor revela a justiça de Deus, que salva e justifica pela misericórdia: “A de Deus, que no batismo de Jesus realiza a nossa justificação: na sua infinita misericórdia, o Pai torna-nos justos por meio do seu Cristo, o único Salvador de todos”. Dirigindo o olhar às crianças que seriam batizadas, Leão XIV ressaltou que o sacramento é dom gratuito do amor divino:

“Eis o Sacramento que celebramos hoje com estas crianças: porque Deus as ama, elas tornam-se cristãs, nossos irmãos e irmãs.”

 

A fé, dom essencial para a vida

Falando aos pais e mães, o Papa destacou a responsabilidade e a beleza de transmitir a fé aos filhos desde o início da vida. “Assim como receberam a vida de vocês, pais e mães, eles recebem agora o sentido para a viver: a fé”, disse, comparando a fé aos cuidados essenciais que ninguém deixaria de oferecer a um recém-nascido.

“Se comida e vestuário são necessários para viver, a fé é mais do que necessária, porque com Deus a vida encontra a salvação.”

 

Sinais que acompanham todo cristão

O Papa também recordou o valor simbólico dos gestos do rito batismal, que acompanham o cristão por toda a vida: a água, a veste branca e a vela acesa. “A água da fonte é o lavacro no Espírito, que purifica de todos os pecados; a veste branca é o traje novo que Deus Pai nos dá para a festa eterna do seu Reino; a vela acesa no Círio pascal é a luz de Cristo ressuscitado, que ilumina o nosso caminho”.

Ao concluir, Leão XIV desejou que o Batismo fortaleça os laços familiares e a caminhada de fé: “O Batismo, que nos une na única família da Igreja, santifique sempre todas as suas famílias, dando força e constância ao afeto que as une”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa Leão inicia novo ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II

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Publicado em 07 janeiro 2026
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A Audiência Geral desta quarta-feira (7/1) foi realizada na Sala Paulo VI e marcou o início de um percurso de releitura dos Documentos conciliares, para redescobrir a sua beleza, atualidade e força profética para a vida da Igreja e do mundo.

 

Thulio Fonseca – Vatican News

“Iniciamos um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II e à releitura dos seus Documentos. Esta é uma preciosa oportunidade para redescobrir a beleza e a importância deste evento eclesial.”

Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de janeiro, realizada na Sala Paulo VI em razão das baixas temperaturas no hemisfério norte. Após as reflexões do Ano Jubilar dedicado aos mistérios da vida de Jesus, o Santo Padre propôs à Igreja um novo itinerário de reflexão, centrado no Concílio Vaticano II, definido por São João Paulo II como “a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX”.

 

Um Concílio que permanece atual

O Pontífice recordou que, em 2025, a Igreja celebra, juntamente com o aniversário do Concílio de Niceia, o sexagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Embora não esteja distante no tempo, observou que a geração de bispos, teólogos e fiéis que participou diretamente daquele acontecimento já não está entre nós. Por isso, torna-se ainda mais necessário redescobrir o Concílio de maneira autêntica, não a partir de “boatos” ou leituras parciais, mas por meio da releitura atenta dos seus Documentos.

Segundo Leão XIV, é precisamente nesses textos que se encontra um Magistério vivo, capaz de orientar ainda hoje o caminho da Igreja. Citando Bento XVI, o Papa recordou que os Documentos conciliares não perderam a sua atualidade; ao contrário, “os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes” diante das novas situações da Igreja e da sociedade globalizada.

 

O alvorecer de uma nova etapa eclesial

Ao evocar a abertura do Concílio por São João XXIII, em 11 de outubro de 1962, o Papa lembrou a imagem do “alvorecer de um dia de luz” para toda a Igreja. O trabalho dos Padres conciliares, provenientes de Igrejas de todos os continentes, abriu caminho para uma nova etapa da vida eclesial, amadurecida a partir de uma rica reflexão bíblica, teológica e litúrgica desenvolvida ao longo do século XX.

O Concílio Vaticano II, explicou o Santo Padre, redescobriu o rosto de Deus como Pai que, em Cristo, chama todos a serem seus filhos; contemplou a Igreja à luz de Cristo, como mistério de comunhão e sacramento de unidade; e promoveu uma profunda reforma litúrgica, colocando no centro o mistério da salvação e a participação ativa e consciente de todo o Povo de Deus. Ao mesmo tempo, ajudou a Igreja a abrir-se ao mundo contemporâneo, dialogando com os seus desafios e mudanças.

 

 Uma Igreja chamada ao diálogo

O Papa recordou ainda a afirmação de São Paulo VI segundo a qual, graças ao Concílio, “a Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio”. Esse impulso levou a Igreja a comprometer-se com o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e o diálogo com todas as pessoas de boa vontade, na busca sincera da verdade. Esse mesmo espírito, sublinhou Leão XIV, deve continuar a caracterizar a vida espiritual e a ação pastoral da Igreja hoje:

“Devemos implementar ainda mais plenamente a reforma eclesial de modo ministerial e, perante os desafios de hoje, somos chamados a permanecer atentos intérpretes dos sinais dos tempos, alegres anunciadores do Evangelho, corajosas testemunhas da justiça e da paz.”

 

Santidade, esperança e missão

Citando Dom Albino Luciani, futuro Papa João Paulo I, o Santo Padre recordou que os frutos de um Concílio não dependem apenas de estruturas ou métodos, mas de “uma santidade mais profunda e mais extensa”, capaz de amadurecer ao longo do tempo, inclusive em meio a dificuldades e conflitos. Redescobrir o Concílio, acrescentou, significa devolver a primazia a Deus e ao essencial: uma Igreja apaixonada pelo Senhor e pela humanidade por Ele amada. Na parte final da catequese, o Papa retomou as palavras de São Paulo VI dirigidas aos Padres conciliares no encerramento do Vaticano II, recordando que chegou o tempo de partir ao encontro da humanidade para lhe anunciar o Evangelho. Um tempo que reúne passado, presente e futuro, marcado pelo desejo dos povos por justiça, paz e uma vida mais plena.

"Ao aproximarmo-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrirmos a sua profecia e atualidade, acolhemos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, questionamos o presente e renovamos a alegria de correr ao encontro do mundo para levar o Evangelho do Reino de Deus, um reino de amor, de justiça e de paz", concluiu Leão XIV. Fonte: https://www.vaticannews.va

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