Olhar Jornalístico

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Atenção fanáticos, mexeriqueiros...

Detalhes
Publicado em 13 janeiro 2015

13 DE JANEIRO. "Atenção fanáticos, mexeriqueiros, conservadores e arrogantes das Redes Sociais, amanhã a morte vem buscar vocês. E aí, valeu a pena vegetar nesta vida?”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Um olhar sobre a vida. Visite, curta, divulgue! www.facebook.com/diariodofreipetronio

SIGA O DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO...

Detalhes
Publicado em 12 janeiro 2015

12 DE JANEIRO. "Na vida religiosa se briga por tudo, quando não se tem nada para se brigar”.   Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Um olhar sobre a vida. Visite, curta, divulgue! www.facebook.com/diariodofreipetronio

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Visite, curta, divulgue.

Detalhes
Publicado em 11 janeiro 2015

11 DE JANEIRO. "Não existe relação sem conflito, e não existe conflito sem perdão”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL. 

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO: Um olhar sobre a vida. Visite, curta, divulgue! www.facebook.com/diariodofreipetronio

DIÁRIO DO FREI PETRÔNIO...

Detalhes
Publicado em 09 janeiro 2015

9 DE JANEIRO. “Não que eu não goste de rezar, mas prefiro encontrar Deus nas vidas despedaçadas, que mil palavras devocionais da religião consumista e mercantilista”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.

VISITE, CURTA, DIVULGUE... www.facebook.com/diariodofreipetronio

OLHAR DO FREI PETRÔNIO NESTA QUINTA-FEIRA, 8.

Detalhes
Publicado em 08 janeiro 2015

 

“A Liberdade de expressão não é apenas um direito da imprensa, mas do ser humano que ousa pensar”. Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/AL.  

O Papa no Angelus: Deus não exclui ninguém e não veio apenas para os puros

Detalhes
Publicado em 25 janeiro 2026
  • O Papa no Angelus
  • III do Tempo Comum,

Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos. Foi o que disse o Leão XIV no Angelus deste domingo, o III do Tempo Comum e também Domingo da Palavra de Deus

 

Raimundo de Lima – Vatican News

Tal como os primeiros discípulos, somos convidados a acolher o chamamento do Senhor, na alegria de saber que cada tempo e cada lugar da nossa vida são visitados por Ele e atravessados pelo seu amor: disse o Santo Padre no Angelus deste domingo, 25 de janeiro, o III do Tempo Comum, Domingo da Palavra de Deus e também festa da Conversão de São Paulo.

Na alocução que precedeu à oração mariana, Leão XIV, atendo-se ao Evangelho do dia (Mt 4,12-22), ressaltou que Jesus, tendo recebido o batismo, inicia sua pregação e chama os primeiros discípulos: Simão Pedro, André, Tiago e João. O Papa frisou que Jesus iniciou sua missão num momento que não parecia ser o melhor: João Batista acabara de ser preso, por isso, os líderes do povo estavam pouco dispostos a acolher a novidade do Messias.

 

O Evangelho nos pede o risco da confiança

Trata-se de um tempo que recomendaria prudência, destacou o Pontífice, mas é precisamente nesta situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: «Está próximo o Reino do Céu».

“Também na nossa vida pessoal e eclesial, por vezes devido a resistências interiores ou a circunstâncias que consideramos desfavoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação. Porém, o risco é ficarmos paralisados pela indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva, quando o Evangelho nos pede o risco da confiança: Deus trabalha em todo o tempo, sendo bom qualquer momento para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.”

 

Deus se aproxima de todos, não exclui ninguém

O relato evangélico, prosseguiu o Papa, também nos mostra o lugar onde Jesus começa a sua missão pública: Ele, «abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm». Permanece contudo na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, é também uma terra de passagem e de encontros; poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas com origens e filiações religiosas diferentes, observou Leão XIV.

O Evangelho diz-nos, desta forma, que o Messias vem de Israel, mas ultrapassa as fronteiras da sua terra para anunciar o Deus que se aproxima de todos, não exclui ninguém e não veio apenas para os puros, antes pelo contrário, envolve-se nas situações e nas relações humanas.

 

Vencer a tentação de nos fecharmos

“Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos.”. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"

Detalhes
Publicado em 24 janeiro 2026
  • Papa Leão XIV,
  • Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem
  • 60º Dia das Comunicações Sociais,
  • Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais,
  • influencers virtuais
  • Não ceder às máquinas
  • Media and Artificial Intelligence Literacy
  • Preservar vozes e rostos humanos

“Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. São palavras do Papa Leão XIV na sua mensagem por ocasião do 60º Dia das Comunicações Sociais, com o tema “Preservar vozes e rostos humanos”

 

Vatican News

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

 

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

 

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

 

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

 

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

 

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com 'bots' ou 'influencers virtuais'. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente 'afetuosos', além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

 

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras 'alucinações'.

 

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

 

Introduzir estudos

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, frisa por fim Leão.

O Papa conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa: “a nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras”

Detalhes
Publicado em 18 janeiro 2026
  • Eis o Cordeiro de Deus,
  • Angelus Domini,
  • Angelus,
  • oração do Ângelus,
  • celebração mariana do Ângelus,
  • Papa no Angelus neste domingo,
  • II Domingo do Tempo Comum

O Santo Padre rezou o Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum. Recordou que o Evangelho nos fala de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”.

 

Silvonei José – Vatican News

“A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”: foi o que disse o Papa Leão XIV na sua alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus, com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum.

O Papa iniciou recordando que neste domingo o Evangelho nos fala de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”; e acrescenta: “Foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água”.

João reconhece em Jesus o Salvador, - acrescentou o Santo Padre -, proclama a sua divindade e missão em favor do povo de Israel e depois, tendo cumprido a sua tarefa, afasta-se, como atestam estas suas palavras: “Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim”.

João Batista é um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades de Jerusalém. Teria sido fácil explorar esta fama - disse Leão XIV -, mas ele não cede de forma alguma à tentação do sucesso e da popularidade.

 

“Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele. Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena”.

Quão importante é para nós, hoje, o seu testemunho!

 

“Realmente, muitas vezes é dada uma demasiada importância à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar as ideias, os comportamentos e os estados de espírito das pessoas, causando sofrimento e divisões, criando estilos de vida e de relacionamento efémeros, decepcionantes e aprisionadores. Na realidade, não precisamos desses “substitutos de felicidade”.

 

A nossa alegria e grandeza – afirmou o Papa -, não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus. “É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos”.

O Papa concluiu pedindo: “não deixemos que Ele, ao passar, nos encontre distraídos. Não desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração, contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias, um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar, enfim, “fazer deserto”, para encontrar o Senhor e estar com Ele”.

Que em tudo isto nos ajude a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade. Fonte: https://www.vaticannews.va

O Papa Leão XIV: Jesus Cristo transforma a relação do homem com Deus

Detalhes
Publicado em 14 janeiro 2026
  • Papa Leão XIV,
  • Constituição dogmática Dei Verbum
  • catequeses sobre o Concílio Vaticano II
  • Audiência Geral na Sala Paulo VI

O Papa Leão XIV durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI: a Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

 

Silvonei José - Vatican News

O Papa Leão XIV encontrou-se na manhã desta quarta-feira (14/01) com os fiéis e peregrinos durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI. O Santo Padre, como disse na semana passada, iniciou a série de catequeses sobre o Concílio Vaticano II. Nesta quarta-feira começou a aprofundar a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a divina Revelação.

Trata-se - disse o Pontífice -, de um dos documentos mais belos e importantes do Concílio, e para introduzi-lo, pode ser útil recordar as palavras de Jesus: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai" (Jo 15,15).

 

"Este é um ponto fundamental da fé cristã, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a relação do homem com Deus; a partir de agora, será uma relação de amizade. Por isso, a única condição da nova aliança é o amor".

 

A Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

O Santo Padre, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de João, "insiste na perspetiva da graça, que só nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: “Amicitia aut pares invenit, aut facit”, “a amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais”. Não somos iguais a Deus, mas o próprio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho".

Por esta razão, podemos constatar ao longo das Escrituras, há um momento inicial de afastamento na Aliança, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assimétrico:

 

"Deus é Deus e nós somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Aliança abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa frágil humanidade".

 

Em seguida o Papa Leão destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos — “Eu vos chamei amigos” — repetem-se precisamente na Constituição Dei Verbum, que afirma: "Em virtude desta revelação, Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele".

A Constituição Dei Verbum também nos recorda isto: Deus fala conosco. É importante compreender a diferença entre a palavra e a conversa de circunstância, disse Leão XIV. Esta última permanece superficial e não cria comunhão entre as pessoas, enquanto que, nas relações autênticas, a palavra serve não só para trocar informações e notícias, mas para revelar quem somos. "A palavra possui uma dimensão reveladora que cria uma relação com o outro. Assim, ao falar connosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida à amizade com Ele".

 

"Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar é a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, não para Lhe comunicar o que Ele já sabe, mas para nos revelarmos a nós mesmos".

 

Daí - continuou o Papa -, a necessidade da oração, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na oração litúrgica e comunitária, onde não decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele próprio nos fala através da Igreja. Além disso, realiza-se na oração pessoal, que acontece no coração e na mente.

Leão XIV concluiu recordando que o dia e a semana de um cristão não podem ser desprovidos de tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. "Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus". Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa batiza 20 crianças: a fé é um bem essencial para a vida

Detalhes
Publicado em 11 janeiro 2026
  • A Festa do Batismo do Senhor,
  • Festa do Batismo do Senhor,
  • Homilia da Festa do Batismo do Senhor,
  • Leão XIV
  • rito do Batismo

Neste domingo (11/01), na Festa do Batismo do Senhor, Leão XIV presidiu a Missa com o rito do Batismo de 20 crianças na Capela Sistina. “Assim como receberam a vida, elas recebem agora o sentido para a viver: a fé”, sublinhou o Pontífice em sua homilia.

 

Thulio Fonseca – Vatican News

Na manhã deste domingo, 11 de janeiro, a Capela Sistina, conhecida pelos afrescos de Michelangelo e por sua relevância singular na história da Igreja, acolheu familiares e fiéis reunidos para a tradicional celebração por ocasião da Festa do Batismo do Senhor. Durante a Missa, 20 crianças, filhos de funcionários do Vaticano, receberam o sacramento da iniciação cristã.

Esta foi a primeira vez que Leão XIV presidiu esta celebração como Papa. A tradição teve início em 1981, com São João Paulo II, e foi continuada por Bento XIV e pelo Papa Francisco. A única diferença nos primeiros anos foi o local: em 1981 e 1982, os batismos ocorreram na Capela Paulina; a partir de 1983, passaram a ser realizados na Capela Sistina.

 

O Batismo, encontro com a misericórdia de Deus

Na homilia, o Papa destacou o significado do Batismo de Jesus como um gesto de proximidade e de amor de Deus pela humanidade. “Quando o Senhor entra na história, vem ao encontro da vida de cada um com coração aberto e humilde”, afirmou, ressaltando que Cristo se faz presente onde menos se espera, assumindo plenamente a condição humana.

Ao recordar o diálogo entre Jesus e João Batista, o Pontífice explicou que o Batismo do Senhor revela a justiça de Deus, que salva e justifica pela misericórdia: “A de Deus, que no batismo de Jesus realiza a nossa justificação: na sua infinita misericórdia, o Pai torna-nos justos por meio do seu Cristo, o único Salvador de todos”. Dirigindo o olhar às crianças que seriam batizadas, Leão XIV ressaltou que o sacramento é dom gratuito do amor divino:

“Eis o Sacramento que celebramos hoje com estas crianças: porque Deus as ama, elas tornam-se cristãs, nossos irmãos e irmãs.”

 

A fé, dom essencial para a vida

Falando aos pais e mães, o Papa destacou a responsabilidade e a beleza de transmitir a fé aos filhos desde o início da vida. “Assim como receberam a vida de vocês, pais e mães, eles recebem agora o sentido para a viver: a fé”, disse, comparando a fé aos cuidados essenciais que ninguém deixaria de oferecer a um recém-nascido.

“Se comida e vestuário são necessários para viver, a fé é mais do que necessária, porque com Deus a vida encontra a salvação.”

 

Sinais que acompanham todo cristão

O Papa também recordou o valor simbólico dos gestos do rito batismal, que acompanham o cristão por toda a vida: a água, a veste branca e a vela acesa. “A água da fonte é o lavacro no Espírito, que purifica de todos os pecados; a veste branca é o traje novo que Deus Pai nos dá para a festa eterna do seu Reino; a vela acesa no Círio pascal é a luz de Cristo ressuscitado, que ilumina o nosso caminho”.

Ao concluir, Leão XIV desejou que o Batismo fortaleça os laços familiares e a caminhada de fé: “O Batismo, que nos une na única família da Igreja, santifique sempre todas as suas famílias, dando força e constância ao afeto que as une”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa Leão inicia novo ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II

Detalhes
Publicado em 07 janeiro 2026
  • Concílio Vaticano II,
  • Memória do Concílio Vaticano II,
  • O Concílio Vaticano II
  • Papa Leão XIV,
  • sexagésimo aniversário do Concílio Vaticano II
  • Vaticano II,

A Audiência Geral desta quarta-feira (7/1) foi realizada na Sala Paulo VI e marcou o início de um percurso de releitura dos Documentos conciliares, para redescobrir a sua beleza, atualidade e força profética para a vida da Igreja e do mundo.

 

Thulio Fonseca – Vatican News

“Iniciamos um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II e à releitura dos seus Documentos. Esta é uma preciosa oportunidade para redescobrir a beleza e a importância deste evento eclesial.”

Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de janeiro, realizada na Sala Paulo VI em razão das baixas temperaturas no hemisfério norte. Após as reflexões do Ano Jubilar dedicado aos mistérios da vida de Jesus, o Santo Padre propôs à Igreja um novo itinerário de reflexão, centrado no Concílio Vaticano II, definido por São João Paulo II como “a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX”.

 

Um Concílio que permanece atual

O Pontífice recordou que, em 2025, a Igreja celebra, juntamente com o aniversário do Concílio de Niceia, o sexagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Embora não esteja distante no tempo, observou que a geração de bispos, teólogos e fiéis que participou diretamente daquele acontecimento já não está entre nós. Por isso, torna-se ainda mais necessário redescobrir o Concílio de maneira autêntica, não a partir de “boatos” ou leituras parciais, mas por meio da releitura atenta dos seus Documentos.

Segundo Leão XIV, é precisamente nesses textos que se encontra um Magistério vivo, capaz de orientar ainda hoje o caminho da Igreja. Citando Bento XVI, o Papa recordou que os Documentos conciliares não perderam a sua atualidade; ao contrário, “os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes” diante das novas situações da Igreja e da sociedade globalizada.

 

O alvorecer de uma nova etapa eclesial

Ao evocar a abertura do Concílio por São João XXIII, em 11 de outubro de 1962, o Papa lembrou a imagem do “alvorecer de um dia de luz” para toda a Igreja. O trabalho dos Padres conciliares, provenientes de Igrejas de todos os continentes, abriu caminho para uma nova etapa da vida eclesial, amadurecida a partir de uma rica reflexão bíblica, teológica e litúrgica desenvolvida ao longo do século XX.

O Concílio Vaticano II, explicou o Santo Padre, redescobriu o rosto de Deus como Pai que, em Cristo, chama todos a serem seus filhos; contemplou a Igreja à luz de Cristo, como mistério de comunhão e sacramento de unidade; e promoveu uma profunda reforma litúrgica, colocando no centro o mistério da salvação e a participação ativa e consciente de todo o Povo de Deus. Ao mesmo tempo, ajudou a Igreja a abrir-se ao mundo contemporâneo, dialogando com os seus desafios e mudanças.

 

 Uma Igreja chamada ao diálogo

O Papa recordou ainda a afirmação de São Paulo VI segundo a qual, graças ao Concílio, “a Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio”. Esse impulso levou a Igreja a comprometer-se com o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e o diálogo com todas as pessoas de boa vontade, na busca sincera da verdade. Esse mesmo espírito, sublinhou Leão XIV, deve continuar a caracterizar a vida espiritual e a ação pastoral da Igreja hoje:

“Devemos implementar ainda mais plenamente a reforma eclesial de modo ministerial e, perante os desafios de hoje, somos chamados a permanecer atentos intérpretes dos sinais dos tempos, alegres anunciadores do Evangelho, corajosas testemunhas da justiça e da paz.”

 

Santidade, esperança e missão

Citando Dom Albino Luciani, futuro Papa João Paulo I, o Santo Padre recordou que os frutos de um Concílio não dependem apenas de estruturas ou métodos, mas de “uma santidade mais profunda e mais extensa”, capaz de amadurecer ao longo do tempo, inclusive em meio a dificuldades e conflitos. Redescobrir o Concílio, acrescentou, significa devolver a primazia a Deus e ao essencial: uma Igreja apaixonada pelo Senhor e pela humanidade por Ele amada. Na parte final da catequese, o Papa retomou as palavras de São Paulo VI dirigidas aos Padres conciliares no encerramento do Vaticano II, recordando que chegou o tempo de partir ao encontro da humanidade para lhe anunciar o Evangelho. Um tempo que reúne passado, presente e futuro, marcado pelo desejo dos povos por justiça, paz e uma vida mais plena.

"Ao aproximarmo-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrirmos a sua profecia e atualidade, acolhemos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, questionamos o presente e renovamos a alegria de correr ao encontro do mundo para levar o Evangelho do Reino de Deus, um reino de amor, de justiça e de paz", concluiu Leão XIV. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa na Missa do Galo: não há espaço para Deus se não houver espaço para o homem

Detalhes
Publicado em 25 dezembro 2025
  • Basílica de São Pedro,
  • Leão XIV
  • Papa na Missa do Galo
  • anta Missa na Noite Santa do Natal,
  • não há espaço para Deus se não houver espaço para o homem
  • palavras de Bento XVI,
  • Filho redentor
  • Homilia da Missa de Natal,
  • Homilia do Papa Leão,
  • Missa do Natal,

Ao celebrar a Santa Missa na Noite Santa do Natal, o Papa recordou que Deus não se revela na grandeza dos céus, mas na humildade de um Menino colocado na manjedoura.

 

"Para encontrar o Salvador, não é preciso olhar para cima, mas contemplar o que está embaixo, a luz divina que irradia deste Menino ajuda-nos a ver o homem em cada vida nascente", afirmou.

 

Thulio Fonseca - Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu a sua primeira Missa do Galo como Sucessor de Pedro, na Basílica de São Pedro, nesta quarta-feira, 24 de dezembro. “Queremos celebrar juntos a festa do Natal. Jesus Cristo, que nasceu por nós, nos traz a paz e o amor de Deus. Boas festas a todos vocês”, foram as palavras do Papa antes da celebração, ao saudar os fiéis que acompanharam a cerimônia pelos telões instalados na Praça de São Pedro, inclusive debaixo de chuva.

A Santa Missa, que contou com a presença de 6 mil fiéis, foi precedida pela tradicional Kalenda, o antigo anúncio solene do nascimento do Senhor. Em seguida, o Pontífice desvelou a imagem do Menino Jesus, momento em que os sinos da Basílica tocaram e as luzes se acenderam, marcando liturgicamente o início do Natal.

 

A estrela que ilumina a noite da humanidade

Em sua homilia, Leão XIV recordou a longa busca da humanidade por sentido e verdade, muitas vezes projetada no céu e nas estrelas, mas incapaz de oferecer respostas duradouras. Durante séculos, afirmou, os povos tentaram decifrar o próprio destino olhando para o alto, permanecendo, porém, na escuridão, até que, nesta noite santa, uma luz verdadeiramente nova se acende na história. O Papa então explicou que o Natal não celebra uma ideia, mas uma presença viva que entra na história:

 

“É o Natal de Jesus, o Emanuel. No Filho feito homem, Deus não nos dá algo, mas a si mesmo. [...] Para encontrar o Salvador, não é preciso olhar para cima, mas contemplar o que está embaixo: a onipotência de Deus resplandece na impotência de um recém-nascido. [...] É divina a necessidade de cuidado e calor, que o Filho do Pai partilha na história com todos os seus irmãos. A luz divina que irradia deste Menino ajuda-nos a ver o homem em cada vida nascente.”

 

 

Onde não há espaço para o homem, não há espaço para Deus

Retomando palavras de Bento XVI, o Papa Leão advertiu sobre uma das grandes feridas do nosso tempo: a exclusão do homem, sobretudo dos mais frágeis. Quando a dignidade humana é obscurecida, afirmou, desaparece também a capacidade de acolher, “então não há espaço sequer para os outros, para as crianças, para os pobres, para os estrangeiros”. E, com clareza pastoral, o Pontífice recordou que a acolhida de Deus passa necessariamente pela acolhida do próximo:

 

"Na terra não há espaço para Deus se não houver espaço para o homem: não acolher um significa não acolher o outro. Em vez disso, onde há lugar para o homem, há lugar para Deus: então um estábulo pode tornar-se mais sagrado do que um templo, e o ventre da Virgem Maria é a arca da nova aliança."

 

A humildade de Deus cura a soberba do homem

O Santo Padre convidou os fiéis a admirar a sabedoria do Natal, recordando que Deus responde às expectativas humanas não com poder, mas com humildade e proximidade: “Perante as expectativas dos povos, Ele envia um bebê, para que seja palavra de esperança; perante a dor dos miseráveis, Ele envia um indefeso, para que seja força para se levantarem.” Num mundo marcado por injustiças, Leão XIV foi direto ao afirmar:

 

“Enquanto uma economia distorcida leva a tratar os homens como mercadoria, Deus torna-se semelhante a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa. Enquanto o homem quer tornar-se Deus para dominar o próximo, Deus quer tornar-se homem para nos libertar de toda a escravidão. Será este amor suficiente para mudar a nossa história?”

 

Segundo o Papa, a resposta se revela no instante em que, como os pastores, despertamos da noite da morte para a luz da vida nascente, contemplando o Menino Jesus ao lado de Maria, José e de uma multidão do exército celeste. Estes, de forma desarmada e desarmante, proclamam a glória de Deus, cuja manifestação na terra é a paz, pois “no coração de Cristo palpita o vínculo que une no amor céu e terra, Criador e criaturas”.

 

Natal: festa da fé, da caridade e da esperança

Ao recordar que se aproxima o término do Jubileu e evocando as palavras do Papa Francisco no último Natal, Leão XIV sublinhou que este é um tempo de gratidão pelo dom recebido e, ao mesmo tempo, de missão. Por fim, o Santo Padre sintetizou o significado profundo do Natal para a vida da Igreja:

 

“Proclamemos, então, a alegria do Natal, que é festa da fé, da caridade e da esperança. É festa da fé, porque Deus se faz homem, nascendo de uma Virgem. É festa da caridade, porque o dom do Filho redentor se realiza na dedicação fraterna. É festa da esperança, porque o Menino Jesus a acende em nós, tornando-nos mensageiros da paz. Com estas virtudes no coração, sem temer a noite, podemos ir ao encontro do amanhecer do novo dia.”

 

Ao final da celebração, Leão XIV levou em procissão a imagem do Menino Jesus até o presépio da Basílica de São Pedro, acompanhado por crianças que ofereceram flores ao Salvador. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa: o ministério sacerdotal exige fidelidade e comunhão, não autorreferencialidade

Detalhes
Publicado em 23 dezembro 2025
  • sinodalidade,
  • Papa Leão XIV,
  • Uma fidelidade que gera futuro
  • 60º aniversário dos Decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis
  • fidelidade sacerdotal

Na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, publicada nesta segunda-feira, 22/12, por ocasião dos 60 anos dos Decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis, o Papa Leão XIV reflete sobre a identidade, a missão e o futuro do ministério presbiteral. Formação permanente, fraternidade, sinodalidade e discernimento no uso das mídias estão no centro do texto, que convida os sacerdotes a uma fidelidade vivida como dom, conversão e serviço à evangelização.

 

Thulio Fonseca - Vatican News

A fidelidade sacerdotal como caminho que gera futuro para a Igreja está no centro da Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, publicada pelo Papa Leão XIV nesta segunda-feira, 22 de dezembro, no contexto do 60º aniversário dos Decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis. No Documento, assinado na Solenidade da Imaculada Conceição (08/12), o Pontífice propõe uma releitura atualizada da identidade e da missão dos presbíteros, à luz das transformações culturais, sociais e tecnológicas do nosso tempo.

O Papa recorda que não se trata de uma simples comemoração histórica, mas de uma oportunidade para “revigorar sempre e todos os dias o ministério presbiteral”, conscientes de que “a desejada renovação de toda a Igreja depende, em grande parte, do ministério sacerdotal, animado do espírito de Cristo”.

 

Fidelidade que nasce do encontro com Cristo

No início da Carta, Leão XIV sublinha que toda vocação nasce do encontro pessoal com Jesus, “que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Antes de qualquer atividade pastoral ou compromisso ministerial, está o chamado do Senhor: “Vem e segue-me” (Mc 1,17) A fidelidade à vocação, observa o Papa, fortalece-se quando o sacerdote não perde a memória daquele primeiro chamado e permanece unido a Cristo: 

 

“Ao longo de toda a vida somos sempre ‘discípulos’, com o constante anseio de nos configurarmos a Cristo. Apenas esta relação de obediente seguimento e fiel discipulado pode manter a mente e o coração na direção certa, apesar das perturbações que a vida reserva.”

 

Formação permanente: memória viva da vocação

A Carta dedica amplo espaço à formação permanente, definida como condição indispensável para manter vivo o dom recebido na Ordenação. “A fidelidade ao chamamento não é imobilismo ou fechamento, mas um caminho de conversão quotidiana”, afirma o Papa, destacando que a formação não pode limitar-se ao tempo do seminário.

Diante das feridas causadas pelos abusos e da dolorosa realidade do abandono do ministério por parte de alguns sacerdotes, Leão XIV insiste na necessidade de uma formação integral que assegure “o crescimento e a maturidade humana”, juntamente com uma vida espiritual sólida. O seminário, recorda, deve ser “uma escola de afetos”, onde se aprende a amar como Cristo, para que o sacerdote seja sempre “ponte, não obstáculo ao encontro com Cristo”.

 

Fraternidade presbiteral: dom a ser vivido

Outro eixo fundamental do texto do Pontífice é a fraternidade presbiteral. O Papa recorda que ela não é apenas um ideal ou um esforço organizativo, mas “um dom inerente à graça da Ordenação”. Citando o Concílio, afirma que os presbíteros “são irmãos entre os irmãos, membros de um só e mesmo corpo de Cristo”. A fidelidade à comunhão exige superar o individualismo e cuidar concretamente uns dos outros, sobretudo dos sacerdotes mais sós, doentes ou idosos, e questiona: 

 

“Como poderíamos nós, ministros, ser construtores de comunidades vivas, se entre nós não houvesse antes de tudo uma fraternidade efetiva e sincera?”

 

Sinodalidade e corresponsabilidade

Inserida no caminho sinodal da Igreja, a Carta exorta os presbíteros a cultivarem relações marcadas pela escuta, pela colaboração e pelo reconhecimento dos carismas dos leigos. “Devem descobrir com sentido de fé os carismas, humildes ou excelentes, que sob múltiplas formas são concedidos aos leigos”, recorda Leão XIV, citando o Presbyterorum Ordinis.

O ministério sacerdotal, afirma o Papa, não perde força numa Igreja mais sinodal; ao contrário, encontra novas possibilidades de fecundidade quando supera modelos de liderança isolada e se abre a uma condução mais colegial e missionária.

 

Missão, sobriedade e discernimento no uso das mídias

Ao tratar da missão, o Pontífice alerta para duas tentações opostas: a lógica da eficiência e do ativismo, que mede o valor do sacerdote pela quantidade de atividades realizadas, e o fechamento defensivo que paralisa o impulso evangelizador. A resposta está na caridade pastoral, definida como “o princípio que unifica a vida do presbítero”. É neste contexto que se insere uma importante reflexão dedicada ao discernimento sobre a visibilidade pública do sacerdote e o uso dos meios de comunicação:

 

“Educado pelo mistério que celebra na santa liturgia, cada sacerdote deve ‘desaparecer para que Cristo permaneça, fazer-se pequeno para que Ele seja conhecido e glorificado (cf. Jo 3, 30), gastar-se até ao limite para que a ninguém falte a oportunidade de O conhecer e amar’. Por isso, a exposição mediática, o uso das redes sociais e de todos os instrumentos hoje à disposição devem ser sempre avaliados com sabedoria, tendo como paradigma de discernimento o serviço à evangelização. ‘Tudo me é lícito! Sim, mas nem tudo convém’ (1 Cor 6, 12).”

 

Fidelidade que gera futuro

Na conclusão, Leão XIV expressa o desejo de que este aniversário conciliar suscite um renovado impulso vocacional na Igreja. “Não há futuro sem cuidar de todas as vocações”, afirma, convidando a uma pastoral juvenil e familiar mais corajosa e explicitamente vocacional:

 

“A escassez de vocações sacerdotais exige que todos reflitam sobre a fecundidade das práticas pastorais da Igreja. É verdade que os motivos desta crise podem, frequentemente, ser variados e múltiplos, dependendo, em particular, do contexto sociocultural; porém, ao mesmo tempo, é necessário que tenhamos a coragem de fazer propostas fortes e libertadoras aos jovens, disponibilizando cada vez mais nas Igrejas particulares os ambientes e as formas de pastoral juvenil impregnadas de Evangelho, onde as vocações ao dom total de si possam manifestar-se e amadurecer.”

 

Por fim, ao confiar os seminaristas, diáconos e presbíteros à intercessão da Virgem Maria e de São João Maria Vianney, o Papa recorda que “o sacerdócio é o amor do coração de Jesus. Um amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão; um amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor eucarístico, amor sacerdotal”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa: a morte é parte integrante da vida, passagem para a eternidade

Detalhes
Publicado em 10 dezembro 2025
  • O Mistério da Morte,
  • Papa na audiência geral,
  • Praça São Pedro,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • a morte é parte integrante da vida,
  • Na Audiência Geral
  • A Páscoa de Jesus Cristo
  • mistério da morte
  • Santo Afonso Maria de Ligório,

Na Audiência Geral desta quarta-feira (10/12), o Papa recordou que a morte não é a última palavra, mas um limiar de esperança iluminado pela Ressurreição de Cristo.

 

Papa Leão XIV durante a Audiência Geral   (@Vatican Media)

 

Thulio Fonseca - Vatican News

As baixas temperaturas que já anunciam a chegada do inverno no hemisfério norte, em torno dos 5 °C na Praça São Pedro, não impediram a presença de milhares de fiéis e peregrinos que, desde as primeiras horas da manhã, se reuniram para participar da Audiência Geral com o Papa nesta quarta-feira, 10 de dezembro. Dando continuidade ao ciclo de catequeses do Jubileu 2025, Leão XIV refletiu sobre o tema “A Páscoa de Jesus Cristo: resposta última à pergunta sobre a nossa morte”, propondo um olhar cristão sobre a morte como parte do mistério da vida.

Logo no início, o Santo Padre reconheceu o impacto existencial desta realidade: “O mistério da morte sempre suscitou questões profundas nos seres humanos”. Segundo o Papa, a morte se apresenta como um paradoxo: 

 

“É natural porque todo o ser vivo na Terra morre. É antinatural porque o desejo de vida e de eternidade […] faz-nos ver a morte como uma condenação, como um ‘contrassenso’.”

 

Conscientes e impotentes

Ao analisar a sociedade contemporânea, o Pontífice alertou para a tendência de silenciar o tema: “Hoje […] a morte surge como uma espécie de tabu, um acontecimento a manter à distância”, o que leva muitos a evitarem até mesmo os cemitérios, onde repousam aqueles que aguardam a ressurreição.

A reflexão de Leão XIV avançou para a condição singular do ser humano, único que tem consciência da própria finitude. “Só os humanos fazem esta pergunta, porque só eles sabem que vão morrer”, observou, acrescentando que esta lucidez não liberta, mas expõe a fragilidade: “Encontramo-nos conscientes e, ao mesmo tempo, impotentes”.

 

Uma vida autêntica

Citando Santo Afonso Maria de Ligório, o Papa destacou o valor espiritual da meditação sobre a morte: “Saber que ela existe, e sobretudo meditar sobre ela, ensina-nos a escolher o que realmente queremos fazer com a nossa vida”. Segundo ele, essa consciência ajuda a libertar o coração do supérfluo e a orientar a vida para o essencial: “Orar para compreender o que é benéfico para o Reino dos Céus […] é o segredo para viver autenticamente”.

O Pontífice também alertou para as promessas modernas de uma falsa imortalidade: “Muitas visões antropológicas atuais prometem imortalidades imanentes”, lembrando o desafio colocado pelo transumanismo e questionando: “Poderia a própria ciência assegurar-nos que uma vida sem morte é também uma vida feliz?”

 

A força da Ressurreição

Ao retomar o centro deste ciclo de catequeses, o Papa reforçou o aspecto do anúncio pascal: “O acontecimento da Ressurreição de Cristo revela-nos que a morte não se opõe à vida, mas é parte integrante dela como passagem para a vida eterna”. Em seguida, comentando o Evangelho segundo São Lucas, recordou o sinal silencioso de esperança que antecede a manhã de Páscoa: “‘Era o dia da preparação, e estava a despontar o sábado’ (Lc 23,54)”, e sublinhou que “só este acontecimento é capaz de iluminar plenamente o mistério da morte”.

Ao final, recordou que Cristo já atravessou a morte por nós: “O Ressuscitado precedeu-nos na grande provação da morte, emergindo vitorioso graças ao poder do Amor divino”, preparando para a humanidade “o lugar do repouso eterno, o lar onde somos esperados” e a vida plena onde já não há sombras nem contradições. Fonte: https://www.vaticannews.va

Leão XIV: Deus nos faz grandes dons, mas deixa-nos livres para os aceitar ou não.

Detalhes
Publicado em 08 dezembro 2025
  • Festa da Imaculada Conceição,
  • oração mariana do Angelus,
  • Imaculada Conceição,
  • Nossa Senhora da Imaculada Conceição,
  • Solenidade da Imaculada Conceição,
  • Homilia da Festa da Imaculada Conceição
  • Leão XIV
  • Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

"Esta festa, que nos alegra pela beleza imaculada da Mãe de Deus, convida-nos também a acreditar como ela acreditou, dando o nosso consentimento generoso à missão para a qual o Senhor nos chama".

 

Vatican News

Na Solenidade da Imaculada Conceição, esta segunda-feira (08/12), o Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. 

Hoje, celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Expressamos a nossa alegria porque o Pai do Céu a quis «inteiramente imune da mancha do pecado original», cheia de inocência e santidade para poder confiar-lhe, para a nossa salvação, «o seu Filho unigénito [...] amado como a si mesmo».

De acordo com o Papa, "o Senhor concedeu a Maria a graça extraordinária de um coração totalmente puro, em vista de um milagre ainda maior: a vinda ao mundo, como homem, do Cristo Salvador. A Virgem recebeu esta notícia, com o espanto típico dos humildes, pela saudação do Anjo: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» e com fé respondeu o seu “sim”: «Eis a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra»".

 

Comentando estas palavras, Santo Agostinho diz que «Maria acreditou e, aquilo em que acreditou, nela se realizou». O dom da plenitude da graça, na jovem de Nazaré, pôde dar fruto porque ela, na sua liberdade, o acolheu abraçando o projeto de Deus.

 

"O Senhor age sempre assim: faz-nos grandes dons, mas deixa-nos livres para os aceitar ou não", sublinhou o Papa Leão, recordando ainda as palavras de Santo Agostinho: «Acreditemos também nós, para que o que se realizou [nela] possa beneficiar-nos também».

 

Assim, esta festa, que nos alegra pela beleza imaculada da Mãe de Deus, convida-nos também a acreditar como ela acreditou, dando o nosso consentimento generoso à missão para a qual o Senhor nos chama.

 

Segundo o Pontífice, "o milagre que aconteceu a Maria na sua concepção renovou-se para nós no Batismo: lavados do pecado original, tornamo-nos filhos de Deus, sua morada e templo do Espírito". "E como Maria, por graça especial, pôde acolher em si Jesus e doá-lo aos homens, assim «o Batismo permite que Cristo viva em nós e a nós que vivamos unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo»", sublinhou ainda o Papa.

"Caríssimos, grande é o dom da Imaculada Conceição, mas também o é o dom do Batismo que recebemos", disse Leão XIV, acrescentando:

O “sim" da Mãe do Senhor é maravilhoso, mas o nosso também pode sê-lo, se renovado todos os dias com fidelidade, gratidão, humildade e perseverança, na oração e nas obras concretas de amor, desde os gestos mais extraordinários até aos compromissos e serviços mais quotidianos, para que Jesus seja conhecido, acolhido e amado em toda a parte e a sua salvação chegue a todos.

O Papa concluiu, convidando a pedir "isso hoje ao Pai, por intercessão da Imaculada". Fonte: https://www.vaticannews.va

A força da pequenez

Detalhes
Publicado em 28 novembro 2025
  • Leão XIV
  • palavras de Leão XIV
  • católicos turcos
  • olhar com os olhos de Deus

Nas palavras de Leão XIV aos cristãos turcos, uma indicação para toda a Igreja.

 

Andrea Tornielli

Ao encontrar-se com o “pequeno rebanho” dos católicos turcos na catedral de Santo Espírito, em Istambul, Leão XIV proferiu palavras que não só retratam a realidade da presença cristã nesta terra, mas também contêm uma indicação preciosa para todos.

O Papa convidou a adotar um olhar evangélico sobre esta Igreja de passado glorioso, hoje numericamente pequena. Convidou a olhar “com os olhos de Deus” para descobrir e redescobrir “que Ele escolheu o caminho da pequenez para descer entre nós”. A humildade da pequena casa de Nazaré, onde uma jovem disse o seu sim, permitindo que Deus se fizesse Homem, a manjedoura de Belém com o Todo-Poderoso que se tornou um recém-nascido completamente dependente dos cuidados de um pai e de uma mãe, a vida pública do Nazareno passada a pregar de aldeia em aldeia numa província nos confins do império, fora do radar da grande história. O Reino de Deus, lembrou Leão, “não se impõe atraindo a atenção”. E nessa lógica, na lógica da pequenez, está a verdadeira força da Igreja. O Sucessor de Pedro lembrou aos cristãos da Turquia que a Igreja se afasta do Evangelho e da lógica de Deus quando pensa que sua força está em seus recursos e estruturas ou quando faz com que os frutos de sua missão consistam no consenso numérico, no poder econômico, na capacidade de ser influente na sociedade. “Em uma comunidade cristã onde os fiéis, os sacerdotes, os bispos não seguem este caminho da pequenez, falta futuro... porque Deus brota no pequeno, sempre no pequeno”, disse o Papa Francisco em uma homilia em Santa Marta citada hoje por seu sucessor.

É a inversão total de toda a lógica humana, que também pode penetrar na Igreja, quando se impõem lógicas empresariais, quando a missão é reduzida a estratégias de marketing, quando quem anuncia o Evangelho se coloca em primeiro plano como protagonista, em vez de desaparecer para fazer brilhar a luz de Cristo. Em uma época em que parecem valer apenas os cliques e o número de seguidores, também a Igreja pode ser tentada a lamentar uma cristandade do passado, com seus anexos e conexões de poder, estruturas, influência e relevância social, colateralismo político.

Em vez disso, como nos ensina o Evangelho e nos repete hoje o Bispo de Roma, é preciso olhar o mundo com os olhos de Deus, com o olhar dos pequenos, dos humildes, dos que não têm poder. É essa revolução copernicana de Deus, que derrubou os poderosos de seus tronos e elevou os humildes, o caminho da missão, mas também o caminho para construir a verdadeira paz: na Igreja, na sociedade, nas relações internacionais. Fonte: https://www.vaticannews.va

Leão XIV às Igrejas do Sul Global na COP30: Amazônia sinal vivo da criação

Detalhes
Publicado em 18 novembro 2025
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • Igrejas do Sul Global na COP30
  • Museu das Amazônias,

Um dos legados da COP30 para a cidade de Belém é o Museu das Amazônias. Nesta segunda-feira, 17 de novembro, as Igrejas do Sul Global contribuíram com mais uma peça para seu acervo. Trata-se de uma rede que acompanhou os trabalhos do Sínodo para a Amazônia, realizado em outubro de 2019 no Vaticano. A entrega da peça foi acompanhada por uma mensagem em vídeo do Papa Leão XIV.

 

Silvonei José e padre Luis Miguel Modino – Belém

O Santo Padre enviou uma saudação às Igrejas particulares do Sul Global reunidas no Museu das Amazônias, em Belem, com a qual ele quis acompanhar a voz profética dos cardeais que representam essas Igrejas: Jaime Spengler, Fridolin Ambongo e Felipe Neri Ferrão, presentes na COP30, a cúpula do Clima organizado pela ONU, “dizendo ao mundo com palavras e gestos que a Amazônia continua sendo um sinal vivo da criação com uma urgente necessidade de cuidado”, como afirma o Papa em sua mensagem.

Leão XIV reconhece que “escolheram a esperança e a ação frente à desesperação, construindo uma comunidade global que trabalha em conjunto”. Além disso, ressalta que “tem se alcançado avanços, mas não suficientes”. Diante dessa situação, reconhece que “a esperança e a determinação devem se renovar, não só com palavras e aspirações, mas também com ações concretas”.

 

A mudança climática não é algo distante

O Papa cita alguns dos clamores da criação: “enchentes, secas, tormentas e um calor implacável”. Uma situação que faz com que “uma em cada três pessoas viva em grande vulnerabilidade em consequência dessas mudanças”. Diante dessa realidade, denuncia que “para eles, a mudança climática não é uma ameaça distante”. Por isso, “ignorar essas pessoas é negar nossa humanidade compartilhada”.

Em suas palavras, o Santo Padre reconhece que “ainda há tempo para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5 °C, mas a janela está se fechando. Como custódios da criação de Deus, somos chamados a agir com rapidez, fé e profecia para proteger o dom que Ele nos confiou”.

 

Momento da mensagem em vídeo do Papa

Não falha o Acordo de Paris, mas nossa resposta

Nas palavras do pontífice, “o Acordo de Paris tem impulsionado um progresso real e continua sendo nossa ferramenta mais poderosa para proteger as pessoas e o planeta. Mas devemos ser honestos”, disse, “não é o Acordo que está falhando, senão nossa resposta. O que está falhando é a vontade política de alguns. A verdadeira liderança implica serviço e apoio em uma escala que possa fazer a diferença. Ações climáticas mais contundentes criarão sistemas económicos mais sólidos e justos. Medidas políticas e climáticas firmes constroem uma inversão em um mundo mais justo e estável”.

 

A rede doada.

Ao mesmo tempo, reconhece Leão XIV que “junto com cientistas, lideranças e pastores de todas as nações e credos, somos guardiões da criação, não rivais por seus bens. Enviemos juntos uma mensagem global clara: nações que permanecem unidas na firme solidariedade com o Acordo de Paris e a cooperação climática.”

Finalmente, antes de pedir que “Deus abençoe a todos em seus esforços por seguir cuidando a criação de Deus”, o Papa pede: “que este Museu Amazônico seja recordado como o espaço onde a humanidade escolheu a cooperação frente à divisão e a negação”. Fonte: https://www.vaticannews.va

MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O IX DIA MUNDIAL DOS POBRES

Detalhes
Publicado em 14 novembro 2025
  • DIA MUNDIAL DOS POBRES,
  • O Dia Mundial dos Pobres,
  • Papa Leão XIV,
  • MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O IX DIA MUNDIAL DOS POBRES
  • IX DIA MUNDIAL DOS POBRES
  • Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus
  • A pobreza

XXXIII Domingo do Tempo Comum

16 de novembro de 2025

 

Tu és a minha esperança (cf. Sl 71,5)

  1. «Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus» (Sl 71,5). Essas palavras emanam de um coração oprimido por graves dificuldades: «Fizeste-me sofrer grandes males e aflições mortais» (v. 20), diz o Salmista. Apesar disso, o seu espírito está aberto e confiante, porque firme na fé reconhece o amparo de Deus e o professa: «És o meu rochedo e a minha fortaleza» (v. 3). Daí deriva a confiança inabalável de que a esperança n’Ele não decepciona: «Em ti, Senhor, me refugio, jamais serei confundido» (v. 1).

No meio das provações da vida, a esperança é animada pela firme e encorajadora certeza do amor de Deus, derramado nos corações pelo Espírito Santo. Por isso, ela não decepciona (cf. Rm 5, 5) e São Paulo pode escrever a Timóteo: «Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo» (1 Tm 4, 10). O Deus vivo é, verdadeiramente, o «Deus da esperança» (Rm 15, 13), que em Cristo, pela sua morte e ressurreição, se tornou a «nossa esperança» (1 Tm 1, 1). Não podemos esquecer que fomos salvos nesta esperança, na qual precisamos permanecer enraizados.

  1. O pobre pode tornar-se testemunha de uma esperança forte e confiável, precisamente porque professada numa condição de vida precária, feita de privações, fragilidade e marginalização. Ele não conta com as seguranças do poder e do ter; pelo contrário, sofre-as e, muitas vezes, é vítima delas. A sua esperança só pode repousar noutro lugar. Reconhecendo que Deus é a nossa primeira e única esperança, também nós fazemos a passagem entre as esperanças que passam e a esperança que permanece. As riquezas são relativizadas perante o desejo de ter Deus como companheiro de caminho porque se descobre o verdadeiro tesouro de que realmente precisamos. Ressoam claras e fortes as palavras com que o Senhor Jesus exortou os seus discípulos: «Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar. Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam» (Mt 6, 19-20).
  2. A pobreza mais grave é não conhecer a Deus. Recordou-nos isso o Papa Francisco quando escreveu na Evangelii gaudium: «A pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé; tem necessidade de Deus e não podemos deixar de lhe oferecer a sua amizade, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé» (n. 200). Há aqui uma consciência fundamental e totalmente original sobre como encontrar em Deus o próprio tesouro. Realmente, insiste o apóstolo João: «Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê» (1 Jo 4, 20).

É uma regra da fé e um segredo da esperança: embora importantes, todos os bens desta terra, as realidades materiais, os prazeres do mundo ou o bem-estar económico não são suficientes para fazer o coração feliz. Frequentemente, as riquezas iludem e conduzem a situações dramáticas de pobreza, sendo a primeira dessas ilusões pensar que não precisamos de Deus e conduzir a nossa vida independentemente d’Ele. Vêm-me à mente as palavras de Santo Agostinho: «Seja Deus todo motivo de presumires. Sente necessidade d’Ele para que Ele te cumule. Tudo o que possuíres fora d’Ele é imensamente vazio» (Enarr. in Ps. 85,3).

  1. A esperança cristã, à qual a Palavra de Deus remete, é certeza no caminho da vida, porque não depende da força humana, mas da promessa de Deus, que é sempre fiel. Por isso, desde os primórdios, os cristãos quiseram identificar a esperança com o símbolo da âncora, que oferece estabilidade e segurança. A esperança cristã é como uma âncora, que fixa o nosso coração na promessa do Senhor Jesus, que nos salvou com a sua morte e ressurreição e que retornará novamente no meio de nós. Esta esperança continua a indicar como verdadeiro horizonte da vida os «novos céus» e a «nova terra» (2 Pe 3, 13), onde a existência de todas as criaturas encontrará o seu sentido autêntico, visto que a nossa verdadeira pátria está nos céus (cf. Fl 3, 20).

Consequentemente, a cidade de Deus compromete-nos com as cidades dos homens, que, desde agora, devem começar a assemelhar-se àquela. A esperança, sustentada pelo amor de Deus derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo (cf. Rm 5, 5), transforma o coração humano em terra fértil, onde pode germinar a caridade para a vida do mundo. A Tradição da Igreja reafirma constantemente esta circularidade entre as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. A esperança nasce da fé, que a alimenta e sustenta, sobre o fundamento da caridade, que é a mãe de todas as virtudes. E precisamos de caridade hoje, agora. Não é uma promessa, mas uma realidade para a qual olhamos com alegria e responsabilidade: envolve-nos, orientando as nossas decisões para o bem comum. Em vez disso, quem carece de caridade não só carece de fé e esperança, mas tira a esperança ao seu próximo.

  1. O convite bíblico à esperança traz consigo o dever de assumir, sem demora, responsabilidades coerentes na história. Com efeito, a caridade é «o maior mandamento social» (Catecismo da Igreja Católica, 1889). A pobreza tem causas estruturais que devem ser enfrentadas e eliminadas. À medida que isso acontece, todos somos chamados a criar novos sinais de esperança que testemunhem a caridade cristã, como fizeram, em todas as épocas, muitos santos e santas. Os hospitais e as escolas, por exemplo, são instituições criadas para expressar o acolhimento aos mais fracos e marginalizados. Eles deveriam fazer parte das políticas públicas de todos os países, mas as guerras e as desigualdades frequentemente ainda o impedem. Hoje, cada vez mais, as casas-família, as comunidades para menores, os centros de acolhimento e escuta, as refeições para os pobres, os dormitórios e as escolas populares tornam-se sinais de esperança: são tantos sinais, muitas vezes ocultos, aos quais talvez não prestemos atenção, mas que são muito importantes para se desvencilhar da indiferença e provocar o empenho nas diversas formas de voluntariado!

Os pobres não são um passatempo para a Igreja, mas sim os irmãos e irmãs mais amados, porque cada um deles, com a sua existência e também com as palavras e a sabedoria que trazem consigo, levam-nos a tocar com as mãos a verdade do Evangelho. Por isso, o Dia Mundial dos Pobres pretende recordar às nossas comunidades que os pobres estão no centro de toda a ação pastoral. Não só na sua dimensão caritativa, mas igualmente naquilo que a Igreja celebra e anuncia. Através das suas vozes, das suas histórias, dos seus rostos, Deus assumiu a sua pobreza para nos tornar ricos. Todas as formas de pobreza, sem excluir nenhuma, são um apelo a viver concretamente o Evangelho e a oferecer sinais eficazes de esperança.

  1. Este é o convite que emerge da celebração do Jubileu. Não é por acaso que o Dia Mundial dos Pobres seja celebrado no final deste ano de graça. Quando a Porta Santa for fechada, deveremos conservar e transmitir os dons divinos que foram derramados nas nossas mãos ao longo de um ano inteiro de oração, conversão e testemunho. Os pobres não são objetos da nossa pastoral, mas sujeitos criativos que nos estimulam a encontrar sempre novas formas de viver o Evangelho hoje. Diante da sucessão de novas ondas de empobrecimento, corre-se o risco de se habituar e resignar-se. Todos os dias, encontramos pessoas pobres ou empobrecidas e, às vezes, pode acontecer que sejamos nós mesmos a possuir menos, a perder o que antes nos parecia seguro: uma casa, comida suficiente para o dia, acesso a cuidados de saúde, um bom nível de educação e informação, liberdade religiosa e de expressão.

Promovendo o bem comum, a nossa responsabilidade social tem o seu fundamento no gesto criador de Deus, que dá a todos os bens da terra: assim como estes, também os frutos do trabalho do homem devem ser igualmente acessíveis. Com efeito, ajudar os pobres é uma questão de justiça, muito antes de ser uma questão de caridade. Como observa Santo Agostinho: «Damos pão a quem tem fome, mas seria muito melhor que ninguém passasse fome e não precisássemos ser generosos para com ninguém. Damos roupas a quem está nu, mas Deus queira que todos estejam vestidos e que ninguém passe necessidades sobre isto» (Comentário à 1 Jo, VIII, 5).

Desejo, portanto, que este Ano Jubilar possa incentivar o desenvolvimento de políticas de combate às antigas e novas formas de pobreza, além de novas iniciativas de apoio e ajuda aos mais pobres entre os pobres. Trabalho, educação, habitação e saúde são condições para uma segurança que jamais se alcançará com armas. Congratulo-me com as iniciativas já existentes e com o empenho que é manifestado diariamente a nível internacional por um grande número de homens e mulheres de boa vontade.

Confiemos em Maria Santíssima, Consoladora dos aflitos, e com Ela entoemos um canto de esperança, fazendo nossas as palavras do Te Deum: «In Te, Domine, speravi, non confundar in aeternum – Em Vós espero, Meu Deus, não serei confundido eternamente».

Vaticano, 13 de junho de 2025, memória de Santo António de Lisboa, Patrono dos pobres

LEÃO PP. XIV

Fonte: https://www.vatican.va

Papa na Audiência Geral: o mistério da Ressureição é remédio para as fragilidades humanas

Detalhes
Publicado em 05 novembro 2025
  • Edith Stein,
  • Santa Teresa Benedita da Cruz,
  • RESSURREIÇÃO DE CRISTO
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • homilia de Leão XIV
  • mistério da Ressureição
  • catequese do Papa Leão XIV
  • mensagem da Páscoa

Ao retomar o tema do mistério pascal na catequese desta quarta-feira (05/11), Leão XIV encorajou a "saborear e meditar sobre a alegria que vem depois da dor, de revisitar sob uma nova luz todas as etapas que precederam a Ressurreição". O Papa também enalteceu que "crer na Páscoa através da nossa caminhada diária significa revolucionar as nossas vidas", porque a esperança cristã é um remédio para a nossa fragilidade humana que nos ajuda a sair vitoriosos dos grandes desafios da vida.

 

Andressa Collet - Vatican News

Mais um dia de Praça São Pedro repleta de peregrinos para ouvir a catequese do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira (05/11). Retomando o tema sobre a Ressureição de Cristo para cerca de 40 mil pessoas, o Pontífice afirmou que a Páscoa de Jesus não é um evento passado. "A Igreja nos ensina a comemorar a Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na celebração eucarística", reforçou ele.

 

“O Mistério Pascal é a pedra angular da vida do cristão, em torno da qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer pacifismo ou sentimentalismo, que todos os dias são Páscoa.”

 

E de que forma se vive a Ressurreição de Cristo diariamente, questionou o próprio Pontífice, ao responder com a ajuda de uma "grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, nascida Edith Stein, que se aprofundou no mistério da pessoa humana": diante da "busca dinâmica e constante da realização", vivida através das mais variadas experiências de dores e alegrias, "a mensagem da Páscoa é a notícia mais bela" capaz de responder à busca de sentido que inquieta o nosso coração e a nossa mente, de saciar a nossa sede de eternidade, explicou o Papa, ao acrescentar:

 

"Os seres humanos são movidos por um movimento interior, procurando um além que os atrai constantemente. Nenhuma realidade contingente os satisfaz. Almejamos o infinito e o eterno. Isto contrasta com a experiência da morte, antecipada pelo sofrimento, pela perda e pelo fracasso."

 

A mensagem da Páscoa é de cuidado e cura

O anúncio pascal, ao atestar a vitória do amor sobre o pecado e da vida sobre a morte, é remédio para a nossa fragilidade humana, disse o Papa, alimentando a esperança de sair vitoriosos dos grandes desafios que a vida nos apresenta. O nosso tempo, continuou Leão XIV, "marcado por tantas cruzes, clama pelo alvorecer da esperança pascal" que "não desilude. Crer verdadeiramente na Páscoa através da nossa caminhada diária significa revolucionar as nossas vidas, sermos transformados para transformar o mundo com a força mansa e corajosa da esperança cristã":

 

"E n’Ele, temos a certeza de poder encontrar sempre a estrela polar para a qual dirigir as nossas vidas aparentemente caóticas, marcadas por acontecimentos que muitas vezes parecem confusos, inaceitáveis ​​e incompreensíveis: o mal, nas suas muitas facetas, o sofrimento, a morte, acontecimentos que afetam todos e cada um de nós. Meditando sobre o mistério da Ressurreição, encontramos a resposta para a nossa sede de sentido. Perante a nossa fragilidade humana, a mensagem da Pscoa torna-se cuidado e cura, alimenta a esperança no meio dos desafios assustadores que a vida nos apresenta diariamente, tanto em nível pessoal como global. " Fonte: https://www.vaticannews.va

Papa: Jesus Ressuscitado cura a tristeza que paralisa o coração.

Detalhes
Publicado em 22 outubro 2025
  • catequese da Audiência Geral,
  • Jesus ressuscitado
  • Papa Leão XIV,
  • A ressurreição de Jesus Cristo
  • os discípulos de Emaús
  • caminho de Emaús

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22/10), o Pontífice refletiu sobre os discípulos de Emaús e recordou que Cristo caminha conosco, iluminando os caminhos sombrios do coração. “Reconhecer a Ressurreição significa mudar a nossa perspetiva sobre o mundo: regressar à luz para reconhecer a Verdade que nos salvou e salva”, afirmou Leão XIV.

 

Thulio Fonseca - Vatican News

Ouça com a voz do Papa e compartilhe

“A ressurreição de Jesus Cristo é um acontecimento que nunca deixamos de contemplar e meditar, e quanto mais nos aprofundamos nele, mais nos enchemos de admiração, atraídos como que por uma luz insuportável e ao mesmo fascinante. Foi uma explosão de vida e alegria que mudou o significado de toda a realidade, de negativo para positivo; contudo, não aconteceu de forma dramática, muito menos violenta, mas de forma suave, oculta, quase humilde."

Com estas palavras, o Papa Leão XIV introduziu a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 22 de outubro, realizada na Praça São Pedro, repleta de fiéis e peregrinos de diversas partes do mundo. Ao refletir sobre o mistério pascal, o Pontífice convidou os presentes a contemplar a força transformadora da Ressurreição, capaz de iluminar até mesmo as realidades mais sombrias da vida humana.

 

A tristeza, doença do nosso tempo

“Hoje refletiremos sobre como a ressurreição de Cristo pode curar uma das doenças do nosso tempo: a tristeza”, afirmou o Papa. Segundo ele, trata-se de um mal “invasivo e generalizado”, que acompanha o cotidiano de muitas pessoas: “É um sentimento de precariedade, por vezes de profundo desespero, que invade o espaço interior e parece prevalecer sobre qualquer onda de alegria”.

O Santo Padre observou que essa tristeza mina o sentido e o vigor da vida, “transformando-a numa viagem sem direção nem propósito”. Para ilustrar essa experiência humana, o Papa recordou o episódio evangélico dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-29), apresentado como um verdadeiro paradigma da tristeza e da desilusão.

 

O caminho de Emaús e o reencontro com a esperança

Desencantados e desanimados, os dois discípulos deixam Jerusalém, abandonando as esperanças depositadas em Jesus. “A esperança desapareceu, a desolação tomou conta do coração”, descreveu Leão XIV, destacando o paradoxo de uma caminhada triste realizada justamente no dia da vitória da luz, o Domingo da Ressurreição.

No entanto, é nesse caminho de desalento que o próprio Cristo Ressuscitado se aproxima deles. “A tristeza tolda-lhes os olhares”, comentou o Pontífice, “apagando a promessa que o Mestre tantas vezes fizera: que seria morto e, ao terceiro dia, ressuscitaria”. Jesus, com paciência e ternura, escuta os discípulos e, em seguida, os convida a redescobrir nas Escrituras o sentido de sua paixão e glória. Aos poucos, o coração dos dois começa a arder de novo.

Ao partir o pão, os discípulos finalmente o reconhecem. “O gesto de partir o pão reabre os olhos do coração”, disse o Papa, “iluminando de novo a visão turva pelo desespero”. A alegria, então, renasce: “A energia volta a fluir, e as suas memórias regressam à gratidão”. Repletos de esperança, os dois retornam apressadamente a Jerusalém para anunciar aos outros: “Realmente o Senhor ressuscitou!”

 

A vitória da vida é real

“Jesus não ressuscitou em palavras, mas em atos, com o seu corpo que traz as marcas da paixão, o selo eterno do seu amor por nós”, enfatizou o Santo Padre. A vitória da vida, disse ele, “não é uma palavra vazia, mas um fato real e concreto”:

 

“Que a alegria inesperada dos discípulos de Emaús seja para nós um doce aviso quando a viagem se tornar difícil. É o Ressuscitado que muda radicalmente a nossa perspectiva, infundindo a esperança que preenche o vazio da tristeza.”

 

Por fim, o Papa Leão XIV exortou: “Reconhecer a Ressurreição significa mudar a nossa perspectiva sobre o mundo: regressar à luz para reconhecer a Verdade que nos salvou e salva. Irmãos e irmãs, permaneçamos vigilantes todos os dias no encanto da Páscoa de Jesus ressuscitado. Só Ele torna possível o impossível!”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Pág. 659 de 691

  • 654
  • ...
  • 656
  • 657
  • 658
  • 659
  • ...
  • 661
  • 662
  • 663
  • Está em...  
  • Home
  • Home
  • Vídeo Cast
  • Social
  • Religião
  • Política
  • Artigos Carmelitas
  • Pensamentos do Frei Petrônio
  • Homilia do Papa Francisco




Twitter frei
fotos que falam
CRB nacional
Blog do Frei Petronio
dehonianos
vatican
brasil el pais
Direitos humanos
DOM
Band News fm
Estadao
global times
La santa ede
GREENPEACE
CBN
CNBB
folha

Voltar ao topo

© 2026 Olhar Jornalístico