Palver analisou separadamente postagens e conteúdos trocados em aplicativos

Conteúdos neutros foram excluídos da comparação entre apoio e crítica

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarca no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, nos Estados Unidos - Eva Marie Uzcategui - 28.out.26/Reuters

Mídias e Eleição, 

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos e a carta em que contesta o resultado da eleição foram alvo de críticas na maioria das postagens com posicionamento analisadas pela plataforma Palver nas redes sociais. Já nas mensagens trocadas em grupos de aplicativos, a divisão entre apoio e rejeição foi mais equilibrada.

O levantamento separa esses dois ambientes. De um lado, estão as publicações em redes sociais: nesse conjunto, 66% dos conteúdos criticam Flávio e 34% o apoiam. De outro, estão as mensagens compartilhadas em grupos de conversa: entre elas, 54% são favoráveis e 46%, contrárias ao senador.

Segundo a análise da plataforma, a fuga puxou o debate negativamente para o senador. No começo da semana, conteúdos favoráveis eram a maioria nas redes (51%) e nos grupos (72%).

Esses percentuais foram calculados separadamente, após a exclusão dos conteúdos classificados como neutros.

Flávio deixou o Brasil após ser derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno, no domingo (25). Na quarta-feira (28), publicou uma carta em que contestou, sem apresentar provas, o resultado da eleição e afirmou que pretende liderar a oposição a partir do exterior.

Os percentuais de apoio e crítica a Flávio se referem às mensagens de 22 a 29 de outubro, excluídos os conteúdos classificados como neutros.

Segundo a Palver, mensagens críticas chamam Flávio de "covarde" e "foragido", fazem referência à saída "de jatinho" e descrevem a autoproclamação como "golpe 2.0".

Entre as manifestações favoráveis, o senador é apresentado como "presidente legítimo", e sua chegada aos Estados Unidos, como um "resgate" articulado por Donald Trump e Marco Rubio. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é chamado de "ditador".

Na segunda-feira (26), antes da notícia da fuga, eram favoráveis a Flávio 51% das publicações em redes sociais e 72% das mensagens nos grupos monitorados pela Palver.

Entre terça-feira (27), quando a saída do país se tornou pública, e a divulgação da carta, na quarta-feira (28), a proporção caiu para 28% nas redes sociais e 53% nos grupos.

No período posterior à carta divulgada na quarta-feira (28), a parcela de conteúdos favoráveis passou a 39% nas redes sociais e 55% nos grupos.

Os números se referem aos conteúdos analisados, não à proporção de pessoas que apoiam ou rejeitam o senador. O levantamento não equivale a uma pesquisa de opinião com a população. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br