Andando pela areia da praia, Santo Agostinho mergulhava certa vez em pensamentos profundos e altíssimos que se elevavam ao céu. Entre seus raciocínios, pensava ele no mistério da Santíssima Trindade.

“Como é que pode haver três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo – em um mesmo e único Deus?”

Ele avistou, de repente, um menino com um baldinho, que ia até a água do mar, enchia o seu pequeno balde e voltava, despejando a água em um buraco na areia.

Santo Agostinho, observando atentamente o menino, lhe perguntou:

– O que estás fazendo?

O menino, com grande simplicidade, olhou para Santo Agostinho e respondeu:

– Coloco neste buraco toda a água do mar!

Diante da inocência do menino, o santo lhe sorriu e disse:

– Isto é impossível, menino. Como podes querer colocar toda essa imensidão de água do mar neste pequeno buraco?

O menino, o olhou então profundamente e lhe disse com voz forte:

– Em verdade, te digo: é mais fácil colocar toda a água do oceano neste pequeno buraco na areia do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus!

Em seguida, a criança desapareceu, pois na verdade era um anjo.

Santo Agostinho refletiu sobre a lição que o anjo havia lhe ensinado. O santo entendeu que a mente do ser humano é muito limitada para conseguir compreender toda a dimensão de Deus.

Ainda que se dedique, o homem não compreenderá esta grandeza por si mesmo. Só entenderemos totalmente a Deus na vida eterna, ao seu lado no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Fonte: https://portalcatolico.es