Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. Domingo, 5 de julho/2026. (23h 27min)

 

Vamos refletir sobre a Espiritualidade da Copa do Mundo e suas derrotas? Espiritualidade! Derrotas! Meu filho, quem quer ser derrotado? Olha, este é precisamente o ponto central da nossa conversa- SER DERROTADO! No mundo Político e Religioso a gente dá o nosso “jeitinho brasileiro” para vencer. Dizem que naquela eleição para Superior Geral daquela Congregação Religiosa o principal concorrente foi sequestrado. Vexe Maria, isso é verdade? Pode crer! E se fossemos adentar nas noites escuras religiosa da Idade Média? Olha, se no mundo religioso convivemos com estas barbaridades, imagina você na política. Falar em política, no agreste de Alagoas- O Estado dos eternos corruptos- tem uma cidade onde cada voto vale cinco mil reais, sem falar nas promessas e barganhas política recheada de briga e violência! Tudo por causa do poder e de questões econômicas.

 

Na copa do mundo, ganha quem tem talento, dedicação e esforço, estes são valores que fazem os vencedores- Pelo menos é o que gente vê na TV- logo, temos muito que aprender com o futebol e o esporte como um todo, aliás o Papa Leão XIV em sua carta; A VIDA EM ABUNDÂNCIA- SOBRE O VALOR DO DESPORTO, destaca que; “Quando se visa maximizar o lucro, dá-se valor excessivo ao que pode ser medido ou quantificado, em detrimento de dimensões humanas de importância incalculável”. Por sua vez, o saudoso Para Francisco, falando sobre o mesmo tema ressaltou que; “O desporto é harmonia, mas se prevalecer a busca desmedida do dinheiro e do sucesso, esta harmonia interrompe-se”.

 

A Copa do Mundo meu caro, nos mostra o lado real da vida, digo; PERDER OU GANHAR. E não adianta sequestrar o opositor, matar, comprar os votos ou oferecer vantagens- seja no mundo político ou no mundo religioso – porque, desde que o homem é homem, esta realidade faz parte do cotidiano. Ante do Filho de Deus Ressuscitar, teve que passar pela derrota e o suplício da Cruz, ou seja, foi silenciado na noite escura durante três dias até a manhã do domingo da Ressurreição. Portanto meu caro amigo, cresçamos com as derrotas e, depois das lutas, traições, decepções e todas as mazelas da vida, vamos juntos festejar as vitórias porque ninguém é de ferro. E tenho dito!