Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, Terça- feira, 1º de julho/2026. (20h  14min)

 

Talvez não seja um novo mês... Não! Como assim? Olha, muitas vezes somos meros repetidores de espiritualidades, tradição ou costumes, preferimos não “mexer no que que está certo”. Só inicia um novo mês DE FATO e de DIRETO quem é ousado e não se deixa levar pela onda do momento, toma uma posição de construtor da sua história e faz a diferença nesta sociedade xerox e descartável. Até Jesus teve esta atitude quando não quis ser mais um mestre e foi capaz de afirmar que; “Não veio para os justos, mas sim para os pecadores” (Lc 5, 32). Em outras palavras, Ele afirmou que a sua missão era resgatar, levantar os caídos e não repetir uma tradição religiosa arcaica e ultraconservadora que desprezava os pobres e os sem eira nem beira da vida. Portanto, talvez não seja um novo mês.

 

Talvez não seja um novo mês... Na vida religiosa e sacerdotal, nos deparamos com verdadeiros robôs do sagrado. Repetem ritos, fórmulas, palavras e gestos sem motivação nenhuma! Dizem que aquelas religiosas ao chegarem no Brasil, em sua bagagem de mudança trouxeram as loucas que a Madre Fundadora indicava na Regra de Vida, até uma brasileira recém consagrada questionar o absurdo daquela norma, uma vez que tudo isso custava uma fortuna! E o que é mais triste, tais consagradas evangelizam em uma favela. Em outras palavras, precisamos inovar, questionar e nos posicionar diante das mazelas da vida sacerdotal e missionária, caso o contrário, não passaremos de robôs que fazem os votos evangélicos para vivermos aliados e amarados a tradições e espiritualidades vazias. Portanto, talvez não seja um novo mês.